A MORDOMIA DO AMOR CRISTÃO

22 de junho de 2009

A MORDOMIA DO AMOR CRISTÃO

TEXTO ÁUREO = Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade. 1 Co 13. 13

VERDADE PRÁTICA = O amor não é um adorno da vida, mas é a própria vida.

TEXTO BIBLICO BÁSICO = 1 Co 13.1-10

INTRODUÇÃO

O mundo de hoje clama por amor. Atingimos um desenvolvimento tecnológico científico sem precedente na história da humanidade: mas falta amor. O homem conta com muitas condições que podem fazê-lo feliz, mas continua inseguro e apavorado. Falta amor. Os filhos querem amor, os empregados querem mais amor. Falta amor nas relações sociais. Falta amor entre as raças, falta amor nas relações internacionais.

A sociedade sem amor se destrói. Na língua grega, a palavra amor pode ser vista em quatro dimensões. Há o tipo de amor EROS, que é o amor físico e sensual, necessário para as relações do casamento. Há o tipo PHILEO, que é o amor expresso em amizade, afeição e fraternidade. Há o tipo STERGO, que é o amor conjugal, o amor em família, e, finalmente, o maior e o mais sublime amor ÁGAPE, que é o amor divino, de onde emana todo o amor.

1 - A IMPORTANCIA DO AMOR CRISTÃO = (1 Co 12.31; 13.1).

1. A Sabedoria sem Amor só faz Barulho (1 Co 1.3.1). Vivemos num mundo em que a ciência se tem multiplicado, e as mentes se têm deixado dominar pela frieza da sabedoria humana. Desse modo, o amor que une os corações e os torna acessíveis entre si, está quase acabado. A tendência do homem, sem amor, é caminhar para a autodestruição. Porém, a Igreja está na terra para manter acesa a chama do amor em todas as suas dimensões.

2. Religião sem Amor é Vazia (1 Co 13.2). E preciso entender que o sentido de religião é o de estar ligado com Deus, isto é, reconciliado com Ele e crendo na sua misericórdia e soberania. Não se trata meramente de alguma organização religiosa, mas de uma religião que seja a expressão do amor recíproco entre Deus o homem. O amor é supremo na sua operação e se manifesta na vida da criatura que anda com Deus e a Ele obedece.

3. A Beneficência sem Amor não tem Proveito Algum (1 Co 13: 3).O amor verdadeiro é desinteressado, isto é, não age egoisticamente.

Distribuir bens materiais ao pobres, agasalhar o desnudo alimentar o faminto, fazer tudo isto sem o verdadeiro amor, não trará proveito algum. A caridade, sem amor espontâneo e verdadeiro, é oca e vazia em si mesma.

4. O Auto-sacrifício sem Amor, para Nada Adianta (1 Co 13.3). Esse modo de falar do apóstolo representava, naquela época, o ato máximo de desprendimento que uma pessoa podia fazer. Porém, ele enfatiza a importância do amor como razão principal de qualquer gesto sacrificial que alguém possa fazer por outrem. Sem amor, qualquer sentimento que se possa demonstrar, torna-se, sem proveito. O sacrifício máximo de toda a história da humanidade foi feito por, Jesus Cristo.

II - AS DIMENSÕES DO AMOR CRISTÃO

1. A Mordomia do Amor Cristão para com os Irmãos na Fé (Fp 1.9; Em 15.1; Ef 4.2; 5.2). Jesus deu importância a esse amor(Jo 13.35). A Igreja primitiva exerceu a mordomia do amor fraternal. Os crentes tinham perfeita afeição entre si (At 4:12). Um dos grandes sucessos espirituais para a Igreja é o amor fraternal. Na igreja de Jerusalém “todas as coisas lhes eram comuns”, Isto indica que aquela igreja era mais que um agrupamento de pessoas ou uma reunião em torno de uma idéia. Era uma comunidade em que todas as coisa interessavam a todos (Jo 15.12).

2. A Mordomia do Amor Cristão para com os Inimigos (Rm 13.10). A inimizade é fruto da carne, porque revela uma atitude que contraria a razão da vida humana em sociedade. Foi Deus quem concebeu a amizade, a convivência. O amor precisa ser derramado sobre os corações para curar os ressentimentos, ódios e rancores pessoais, Por causa do pecado, a inimizade surgiu como fruto do egoísmo e individualismo, lançada no coração do homem, como semente daninha (Ef 2.16). Porém, nenhum inimigo resiste ao amor (Mt 5.44).

3. A Mordomia do Amor Cristão para com Deus (Mt 22.37). E aquele que parte de nós para com Deus, Jesus renovou o mandamento antigo do amor a Deus. Esse amor representa a disposição plena de cada pessoa de envolver todo o seu ser nas relações com Deus, O texto de Mateus 22.37 destaca três coisas que representam o ser humano no seu todo, conforme o pensamento judaico da época.

Fala-se aqui em amar com o “coração”, com a “alma” e com o “entendimento”. A alma, para representar a sede dos pensamentos e sentimentos; o coração, para referir-se à vida física e ao “eu” pessoal de cada ser humano; o entendimento, para referir-se ao elemento racional que toma o ser humano ímpar no reino animal.

Portanto, devemos amar com todo o nosso ser, pois o amor a Deus é o grande mandamento, e dele depende todos os demais sentimentos, bem como todas as ações do ser humano

4. Mordomia do Amor Cristão para com os Necessitados. Quando o amor divino nos domina, ele se toma poderoso em seus efeitos. Faz-nos preocupar com os necessitados e leva-nos a agir altruisticamente. Ele não vê barreiras, não faz fronteiras e vai além dos limites humanos. E um fato incontestável, o de que o mundo está dominado pela ambição desenfreada, pela avareza, pela degenerescência física e moral do homem. Só o amor será capaz de soerguer essa sociedade do seu egoísmo e da sua avareza.

Não fazemos as boas obras para sermos salvos, mas as fazemos porque somos salvos. Isto significa porque somos salvos. Isto significa admitir que a salvação de nossas almas tem um objetivo (Mt 5.16). O apóstolo Tiago explicou esse assunto em sua epístola, (Tg 2.17). A fé precisa ser dinâmica; precisa expressar-se em obras que glorifiquem a Deus. E Tiago, outra vez, quem diz: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27). A Igreja deve ser encarada, em sua realidade local, como comunidade de pessoas que têm problemas sociais e materiais, os quais precisam ser amenizados pela participação de todos os membros.

5. A Mordomia do Amor Cristão para com a Obra Missionária. Foi esse amor que impulsionou homens e mulheres a transpor as fronteiras de Jerusalém para alcançar- nos em terras de além-mar, O IDE imperativo de Jesus foi incisivo. “Ide por todo o mundo” (Mc 16.15).

A Bíblia diz que “o amor de Deus nos constrange” (2 Co 5.14). A força desse amor faz o crente sentir compaixão pelas almas, como Jesus sentiu (Mt 9.36-38); cria disposição no crente para fazer a vontade de Deus (2 Co 8.5); cria o sentimento de obrigação ao serviço missionário (1 Co 9.16). Amém

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS


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