19 de agosto de 2009

JESUS A SALVAÇÃO

JESUS A SALVAÇÃO

TEXTO ÁUREO - “Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido” (Mt 18.11).

VERDADE PRÁTICA - Jesus veio ao mundo com a sublime missão de propiciar a salvação a todos os homens, mas só serão salvos os que o aceitarem como único e suficiente Salvador.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - MATEUS 1.21; - 8.25; - 10.22; LUCAS 1.47; - 2.11,30

INTRODUÇÃO

Desde o ventre de sua mãe, Jesus já era apresentado por Deus como aquele que haveria de trazer a solução para a reconciliação do homem com o seu Criador, livrando-o da condenação eterna, resultante do pecado do primeiro Adão. A nossa salvação foi, e é, sem dúvida, o maior de todos os milagres operados por Jesus. Com esta lição, iniciamos uma incursão pelas páginas dos Evangelhos, extraindo alguns dos maravilhosos ensinos de Jesus, nosso Senhor.

1. O NOME DE JESUS ANUNCIADO

1. Sete séculos antes. Jesus teve seu nome previsto, séculos antes de seu nascimento, e divulgado nas páginas áureas das Escrituras. O profeta messiânico, Isaías, com setecentos anos de antecedência, vaticinou que seu nome seria “...Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6b). Para cumprir sua missão salvífica, Ele teria que ter um nome assim, revelando sua personalidade e seu caráter único e inigualável.

2. O nome de Jesus e sua missão. Quando José, desposado com a jovem Maria, percebeu que sua noiva estava grávida (cf. Mt 1.18), sem haver-se ajuntado com ele, “intentou deixá-la secretamente” (Mt 1.19).

Contudo, por ordem divina, o anjo do Senhor lhe apareceu, tranqüilizando-lhe, e dizendo que ela estava grávida pelo poder do Espírito Santo, e teria um filho, cujo nome seria Jesus, “porque ele salvará o seu povo dos seus peca- dos” (Mt 1.20,21). [grifo nosso)

3. O nome de Jesus e seu significado. O nome Jesus é a forma grega do nome Josué (no hebraico, Yeoshuah), que significa “0 Senhor salva”, ou “Jeová Salva”. O significado do nome está em harmonia com a missão salvadora de nosso Senhor Jesus Cristo.

Isso é confirmado em Hb 7.25, que diz “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus...” e em At 4.12: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.

II. JESUS PROCLAMADO COMO SALVADOR

1. O testemunho do anjo. Antes, o anjo Gabriel já anunciara a Maria que o nome do seu filho seria Jesus, que significa “salva dor”. Aos pastores de Belém, um mensageiro celestial asseverou que não temessem, pois, na cidade de Davi, havia nascido “o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).

2. O testemunho de Simeão. Por revelação do Espírito Santo, o velho Simeão, “homem justo e temente a Deus”(cf. Lc 2.25) soube que não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E, pelo Espírito, foi ao templo (Lc 2.2627a). [grifo nosso) No santuário, Simeão, ao ver o menino Jesus, o tomou nos braços, e exclamou: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois já os meus olhos viram a tua salvação” (Lc 2.29,30).

3. O testemunho de João, o Batista. Como um pregoeiro da verdade, João Batista testificou da missão de Jesus, exclamando, às margens do Jordão: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29b), e o fez por revelação divina, pois Deus lhe dissera que o Cristo seria aquele sobre quem João visse descer o Espírito Santo em forma corpórea de pomba (Jo 1.32-34; Mt 1.16,17).

4. O seu próprio testemunho. Na casa de Zaqueu, após este confessar seus pecados, Jesus afirmou que a salvação chegara àquela casa, “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.8-10). Apresentando-se como o Bom Pastor, Jesus afirmou: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á...” (Jo 10.9 a). No memorável sermão, à entrada de Jerusalém, o Senhor afirmou que não veio para julgar, “mas para salvar o mundo” (Jo 12.47). A Nicodemos, príncipe dos Judeus, Jesus disse que todo aquele que nEle crê não perece, mas tem a vida eterna (cf. Jo 3.16). Em Jo 5.24, Ele afirmou que quem ouve a sua palavra tem a vida eterna.

III. OS ENSINOS DE JESUS SOBRE A SALVAÇAO

1. A fé como meio para a salvação (Jo 3.16). No diálogo com Nicodemos, Jesus asseverou a necessidade do novo nascimento (Jo 3.1-5), e revelou a verdade central do Novo Testamento, considerada por muitos estudiosos o “Texto Áureo” dos Evangelhos, ao dizer que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Da parte de Deus, o amor que salva.

Da parte do homem, a fé que aceita a salvação de Deus (ver Ef 2.8,9). A fé que salva não é a fé meramente intelectual (ver At 8.13,2 1). Mas é a fé viva, que nasce no coração, estimulada pelo Espírito, com base na Palavra de Deus. “...a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). O amor leva Deus ao encontro do homem perdido. A fé leva o homem perdido ao encontro com Deus.

2. Á necessidade do arrependimento. O termo “arrependimento” na Bíblia tem o sentido de contrição, tristeza e angústia do pecador diante de Deus, por seus pecados, e também voltar-se resoluto para Deus.

É uma mudança total de rumo na vida: deixar a senda de pecado e caminhar de volta a Deus e, continuar a caminhar com Deus.

3. A renúncia Indispensável. O arrependimento para a salvação não pode ser apenas um impulso de um momento. Precisa ser vivido na prática, na continuidade da vivência do cristão. Para tanto, há necessidade de renúncia quanto à velha vida (cl’. 2 Co 5.17). Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Aqui está o ponto crítico da conversão de um pecador. A natureza humana, contaminada pelo germe do egoísmo, e da rebeldia contra Deus, reluta e resiste em dar lugar à renúncia dos interesses mesquinhos, carnais e efémeros, para aceitar o senhorio de Cristo.

4. A perseverança do salvo. A vida cristã não é um “mar de rosas”. Jesus afirmou aos seus discípulos que teriam aflições, no mundo, mas que tivessem bom ânimo, pois Ele venceu o mundo (cf. Jo 16.33). Jesus nos garante a vitória, na luta pela permanência como salvos em seu nome. Mas, para chegarmos na eternidade, com Deus, é necessário que tenhamos perseverança.

O cristão enfrenta lutas e desafios constantes, a começar de parte de seus próprios familiares e conhecidos, O Senhor previu que pais e filhos não se entenderiam, e que os crentes seriam odiados por causa de seu nome (Mt 10.21,22), mas que “...aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 1O.22b). Diante disso, não há base bíblica para a doutrina da predestinação absoluta, segundo a qual uns já nascem para serem salvos, e outros, desafortunados, já nascem miseravelmente predestinados à perdição. Isso não condiz com o caráter de Deus, revelado nas Escrituras. Para ser salvo, é necessário crer em Jesus, com arrependimento, e permanecer salvo, através da santificação (cf. Hb 12.14). A santificação se manifesta através da perseverança, em obediência aos ensinos de Jesus.

IV. A FÉ PESSOAL RECONHECIDA

A doutrina calvinista ensina que o homem nada faz para ser salvo. Segundo esse ensino, a salvação vem de cima, como um “prato feito” para o pecador. Se ele é um “eleito”, não precisa nem estender a mão para receber a salvação. Nesse ensino, não há lugar para a fé pessoal. Mas Jesus valorizou a fé de cada pessoa que o buscou de todo o coração.

A mulher que foi curada do fluxo de sangue ouviu de Jesus: “...Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou” (Mt 9.22); vendo a fé do paralítico de Cafarnaum, Ele disse: “Pilho, perdoados estão os teus pecados “(Mc 2.5); à pecadora que ungiu seus pés, Jesus disse: “A tua fé te salvou; vai em paz” (Lc 7.50). A fonte da salvação é a graça de Deus: “Pela graça sois salvos...”; mas a fé é o meio da parte de Deus, qual é a mão estendida do pecador em direção à mão estendida do amor de Deus: “...por meio da fé”. (Ver Ef 2.8,9.) “...e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Grifamos a palavra isso, lembrando que ela se refere diretamente à salvação e indiretamente à fé.

A salvação é o grandioso dom de Deus, bem evidente nesta passagem e no seu contexto.

CONCLUSÃO

Sem dúvida alguma, a salvação trazida por Jesus Cristo, foi o maior milagre propiciado por Deus ao ser humano, depois da Queda, no Éden. As curas, as maravilhas, a sua mensagem, tudo foi usado por Ele para despertar o homem para aceitar o dom de Deus, a salvação (Ef 2.8). O perdido, uma vez que creia e se arrependa dos seus pecados, confessando a Cristo como seu Salvador e Senhor, tem a vida eterna (Jo 5.24).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD

10 de agosto de 2009

O PERFIL DO FOFOQUEIRO

O PERFIL DO FOFOQUEIRO

O fofoqueiro deveria ter nascido com um só olho, uni sói ouvido com duas bocas, porque fala mais do que ouve e mais do que vê”.

1 — “Porque todos tropeçam em muitas coisas”.

“Se alguém tropeça em palavras, o tal varão é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo”. Tiago. 3.2.

Tropeçar significa dar com o pé involuntariamente, cair ou dar um passo em falso. Prefigura que todos nós podemos dar um passo em falso, tropeçar ou até cair.

Quando tropeçamos com a nossa língua, refletimos a nossa maturidade espiritual, se prosseguindo e tropeçando e sentimo-nos confortáveis com o que foi falamos, é porque o grupo de pessoas com quem convivemos também vive a tropeçar.

A nossa maturidade espiritual não é baseada nos padrões morais e sociais, mas é medida pelos padrões da palavra de Deus, Tito. 2. 8.

Perfeito significa completo, maduro, somos considerados perfeitos enquanto não tropeçamos em palavras.

II- A LÍNGUA É UM PEQUENO MEMBRO, MAS SIGNIFICATIVO.

Tiago 3:3-5.

Hora, pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, e conseguimos dirigir todo o seu corpo.

Vemos, também, as naus, que sendo tão grandes, o, levadas por impetuosos ventos se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que a governa.

Assim também a língua, que é um pequeno membro, gloria-se de grandes feitos. quão grande bosque uma fagulha incendeia.

Milhares de vidas já foram fulminadas pela chama do fogo iniciada simplesmente pela fagulha & uma língua.

Casamentos são esfacelados; grandes amizades chegam ao fim sem perspectiva de reconciliação.

Muitos ministérios têm sido roídos ao longo dos anos por esta maldita gangrena chamada negativa proferida pela língua.

III. - A LLNGUA É UM VERDADEIRO COMBUSTIVEL: Tiago 3:6

A língua também é um fogo. como um mundo de iniqüidade, a língua esta posta entre nossos membros, e contamina todo o corpo se inflamada pelo inferno

1 - A língua em plena atividade revela suas maldades. São elas:

- Um fogo devorador;

- Um Mundo de iniqüidade,

- Contamina todo o corpo;

- Inflama o curso da natureza;

- lncendeia um grande bosque;

IV — A LÍINGUA É UMA BESTA FERA INDOMÁVEL E MORTAL:

- Porque toda a natureza, tanto de besta feras como de aves tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; mas nenhum homem pode domar a língua.

Ê um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos aos homens feitos á semelhança de Deus.

De uma mesma boca procede benção e maldição. . . Meu irmão pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira, figos? Assim, tão pouco pode uma fonte dar água salgada e doce. Tiago 3: 7 - 12.

O texto acima revela-nos que toda espécie de feras são domáveis pelo gênero humano.

Porém, nenhum homem é capaz de domar a sua língua.

Eis o que nos diz o texto:

- Nenhum homem pode domá-la;

- Nenhum homem pode refrear o seu mal;

- Está cheia de veneno mortal

- Está cheia de malícia;

- Esta cheia de perversidades;

- Com a língua bendizemos a Deus;

- Com a língua amaldiçoamos os homens feitos semelhança de Deus

- Da mesma boca procede a bênçãos

- Da mesma boca procede á maldição.

Não convêm que isto seja assim.

Peçonha é uma excreção venenosa ou corrosiva de certos animais e de alguns, insetos, usada geralmente como arma de defesa.

A peçonha geralmente é comparada á maldade e á malicia.

A venenosa língua de Doegue apresentou um retrato tão mentiroso do que acontecera entre Davi e o sacerdote de Nobe.

Doegue omitiu fatos importantes aumentou a realidade dos fatos, e. em conseqüência do seu falso relatório, envolvendo Davi e Aquimeleque, oitenta e cinco homens mortos friamente.

A fúria do rei foi tal que mandou matar a todos os que viviam em Nobe, cidade sacerdotal.

Mulheres, jovens, criança de peito, velhos e até os animais foram mortos pela fúria de Saul.

Segundo o historiador Flavio Josefo. a carnificina resultou num total de 385 mortos.

Tudo aconteceu por causa da maldita língua de Doegue, 1 Samuel .21: 6,17-22.

CORACÃO ORGULHOSO

Orgulho é o elevado conceito que alguém faz de si mesmo.

E o excessivo amor a si próprio.

O orgulho é sinônimo de soberba vaidade, empatia, altivez.

No sentido espiritual, o orgulho é: a elevação do “eu”. O orgulho não dá lugar a

Deus.

O orgulho está diretamente ligado aos padrões de fala negativa, de várias maneiras:

“O temor do Senhor é aborrecer o mal: a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa aborreço” Provérbios. 8. 13.

A soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa resultam num comportamento maligno, e numa fala perversa, Salmos 10.

Atribui a vanglória, a injúria, a maldição, a mentira e a contenda ao orgulho. A bajulação está ligada a um espírito jactancioso, Salmos 12.

O Salmos 59 indica que aqueles que são orgulhosos, caluniam os justos.

O mexerico é mais um produto de um coração orgulhoso.

Os que gostam de mexericos são descritos como insolentes e arrogantes. Romanos 1. 29, 30; Salmos. 73. 6, 11.

De um coração insensato vêm a calúnia, a promoção de opiniões imprudentes, a perversidade, a discórdia e as palavras imprudentes, (Provérbios. 10, 18--18:2-- 19,1; 20,3; 29,11).

Por isto, a boca do néscio é uma ruína iminente.

“Disse o néscio em seu coração: Não há Deus, Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem” Salmos 14, 1

CALUNIA. — COM PALAVRAS CHEIAS DE PERVERSIDADE.

1 - Calunia:- Uma abominação a Deus.

Estas seis coisas aborrecem o Senhor, e a sétima a sua alma abomina:

“Olhos altivos. Língua mentirosa, e mão que derramam sangue inocente; coração que maquina pensamentos viciosos; pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras; e o que semeia contenda entre irmãos”. Provérbios 6: 16- 19

A calunia no Antigo Testamento era expressamente proibida por Deus:

“Não admitirás falsos rumores e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunhas falsa.” Exodo. 23. 1.

“Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia seja tirada de entre vós”. Efésios 4. 31.

Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da Lei e julga a Lei; e se tu julgas a Lei ,já não é observador da lei, mas juiz” .“ Nosso irmão Tiago que nos diz

SUSSURROS:

“Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malicia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade”;

Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males desobedientes a pais e mães, “Romanos 1. 29-30. Ver ainda II Coríntios. 12.20.

III - Falar mal na ausência, - Romanos 1.30.

IV Suspeitas malignas. - 1 Timóteo 6.4;

V — Mexericos - Levítico. 19: 16;

VI - Verborragia

VII — Tagarelice, - 1 Timóteo . 5: 13;

VIII —Más conversações, - Salmos. 41, 5-9; 109: 20;

IX — Difamação, - Jeremias 20: 10 -- 1 Coríntios. 4.13;

X — Falso testemunho, - Exodo. 20. 16; -- Deuteronômio. 5.20; XII - Falsos rumores. Exodo. 23.1

A CALÚNIA

- uma oba do engano, salmos 52:2

- Vem de um coração mau, Mateus 15: 19; - Lucas 6: 45;

- Freqüentemente provém da ira – Salmos 417;- 109.3-10.

- Uma característica do diabo - Apocalipse. 12.10;

- Os caluniadores são tolos, - Provérbios. 10,18;

- São indignos de confiança, - Jeremias. 9.4;

- As mulheres advertidas contra a mesma, - Tito 2.3;

- As esposas dos ministros devem evitá-la, - 1 Timóteo. 3.11;

CALÚNIA:

- Separa amigos, - Provérbios. 16,28; 17,9;

- Fere mortalmente, - Provérbios 18: 8; 26. 22;

- Provoca contendas, - Provérbios 26.20;

- Provoca discórdia entre irmãos, - Provérbios. 6.19;

- Provoca homicídio, - Salmos. 31,33;- Ezequiel. 22.9;

- A língua é um chicote caluniador, Jó 5.21;

- É venenosa, - Salmos. 140,3; Eclesiastes. 10: 11.

- É destruidora, - Provérbios. 11,9;

- Seu fim é loucura, - Eclesiastes 10, 13.

- O homem dará contas pela mesma, - Mateus. 12.36;

- Seu castigo, - Deuteronômio 19. 16-2 1;

II- MEXERIQUEIROS

Mexericar significa: fazer intrigas, bisbilhotar: contra um segredo com o fim de malquistar alguém ou promover inimizades revelar-se, descobrir-se.

Os mexeriqueiros são os que andam promovendo contendas:

“Portanto ouvimos que alguém entre vós anda desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs”. II Tessalonicenses 3: 11.

“E, alem disto, aprendem também a andar ansiosos de casa em casa, e ano só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, fazendo o que não convém”. I Timóteo5: 13.

“Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como os que se intromete em negócios alheios”. 1 Pedro 4: 15.

Os Mexeriqueiros:

- São os insensatos: “Honroso é para o homem o desviar-se de questões, mas todo o tolo se intromete nelas”. Provérbios 20: 3.

- Atraem vergonha para si mesmo:

“Portanto, eis que trarei mal sobre a casa de Jeroboão, e separarei de Jeroboão todo homem até ao menino, tanto o encerrado como o desamparado em Israel...”. 1 Reis 14: 10.

III - PERJÚRIO

Perjúrio é sinônimo de falso juramento: ou, ainda é a quebra de um juramento.

O perjúrio proibido: “Não jurareis falso pelo meu nome, pois profanareis o nome do vosso Deus: Eu sou o Senhor”. - Levítico 19: 12.

“Outrossim, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás teu juramento ao Senhor”.- Mateus 5: 33.

- É odioso a Deus, - Zacarias 8: 17.

- Não devemos amá-lo, - Zacarias 8: 17.

- Os tais serão julgados segundo seu juramento, - Malaquias 3: 5.

IV - FALSIDADE E MENTIRA

Ambas proibidas:- “Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com seu próximo” Levítico 19: 11.

“Não mintais uns aos outros, pois que já despistes de velho homem com os Seus feitos” Col. 3: 9

Ambas odiosas a Deus:- “Estas coisas aborrece o Senhor e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente; coração que maquina pensamentos viciosos; pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentira, e o que semeia contendas entre irmãos” - Provérbios 6: 16 - 19

Apareceram muitas testemunhas falsas para condenar a Jesus, Mateus. 26: 59-62. Falsas testemunhas dadas à mentira:

“A testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras” - Provérbios. 14: 5.

“A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador”. - Provérbios. 14: 25

- Hipócritas dados à mentira: Oséias 11: 12.

- Hipócritas semente da mentira: Isaias. 57.4.

A MENTIRA É CARACTERISTICA DOS IMPIOS:

- Dados à mentira desde a infância - Salmos. 58: 3;

- Amam-na; - Salmos 52: 3;

- Deleitam-se nela: - Salmos. 62.4;

- Buscam-na, - Salmos 4.2;

- Preparam nela sua língua, Jeremias 9: 3 -5.

A APOSTASIA CARACTERIZADA PELA MENTIRA:

“A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”, - II Tessanolicenses. 2.9.

“Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizado a sua pr6pria consciência” - 1 Timóteo 4.2.

SUSSURRO:- É próprio dos depravados que se bestializaram.

Portanto, a ira de Deus se manifesta sobre os tais, sem misericórdia.

Romanos 1: 16—32 - vs. chaves: 29, 30, 31.

O sussurrar, ou murmurar, era o receio de Paulo, quando escrevia aos irmãos em Corinto, avisando sobre o seu breve retorno ver. 11 Coríntios 12: 20.

- Falam mal na ausência, - Romanos 1.30; -II Coríntios 12.20;

- Suspeitas malignas, incitadas pelos falsos doutrinadores -1 Tim. 6: 3, 4, 5.

“Pois de fato, estamos informados de que entre vós há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes se intrometendo na vida alheia”. II Tessanolicenses. 3.11.

CONSEQUÊNCIA ESPIRITUAl

Os dez mandamentos incluem uma observação sobre a mentira.

Êxodo 20.16; Uma língua mentirosa foi incluída na lista infame Provérbios 6.17 Os mentirosos serão lançados no lago de fogo - Apocalipse 21: 8.

- O desejo de Deus é que a verdade habite em nós, - Salmos. 5 1.6;

- Ele é um Deus de verdade, - Salmos. 3 1.5;

- Deus não pode mentir. - Tito 1.2,

- Jesus esta cheio de graça e verdade. - João 1.14;

- O Espírito Santo é o “Espírito de Verdade.” e a sua missão é guiar-nos à verdade; - João 14, 17, - 16, 13.

- Todos os caminhos de Deus são verdadeiros, - Salmos. 25.10;

- Todo o seu proceder é fiel. — Salmos. 33.4;

- A verdade é a chave da nossa adoração, - João. 4.24;

- A palavra de Deus ordena que aborreçamos á mentira:

O justo aborrece a palavra de mentira. - Provérbios. 13.5;

- Paulo escreveu aos Colossenses: “Não mintais uns aos outros”, - Col. 3.9; “Muitos já tentaram categorizar a distorção da verdade”.

ENGANO

O engano é o pecado de compartilhar falsas conclusões inclui a enganar e ser enganado.

Não vos enganeis:- - Mateus. 24.4; - 1 Coríntios. 6.9; - 15.33; Gálatas. 6.7

Efésios 5.6; 11 Tessanolicenses. 2.3; 1 João. 5.7;

— Engano é falsidade: - Salmos. 119.118;

— A língua, seu instrumento, - Romanos. 3.13;

--- Provem do coração, - Marcos. 7.22;

— E próprio do coração, - Jeremias. 17.9;

— Deus abomina, - Salmos. 5.6;

— E proibido, - Provérbios. 24.28; 1 Pedro 5.10;

O ENGANO É CARACTERISTICAS DOS IMPIOS

— São cheios de engano - Romanos. 1.29;

— Planejam-no, Salmos. 35: 20; 38.12; Provérbios 12.5;

--- Proferem-no, - Salmos 10.7; 36, 3.

FALSOS MESTRES CARACTERIZADOS PELO ENGANO:

— São obreiros do engano, - II Coríntios. 11.13;

--- Pregam o engano, - Jeremias. 14.14; 23.26;

--- Impõem o engano ‘sobre outrem, - Romanos 16.18; Efésios. 4.14;

OS OBREIROS DO ENGANO:

—O Diabo, - Gênesis. 3:1,4; João 8.44;

— Rebeca e Jacó. - Gênesis. 27: 9,19;

— Labão, Gênesis 31: 7;

— Os Irmãos de José, - Gênesis. 37: 31,32;

— Os amigos de Jó, -Jó6.15; 13.14;

--- Doegue, - Salmos 52.2.

— Herodes, - Mateus. 2.8;

— Os Fariseus - Mateus. 22.16;

AGENTES DA MENTIRA

- Caim — Gênesis. 4: 9

- Sansão, - Juizes 16.10;

- Geazi, - II Reis 5.22;

- Os ninivitas, - Naum. 3.1

- Pedro - Mateus 26: 72

- Ananias e Safira, - Atos 5.5;

- Jacó - Gênesis. 27.19;

1- TESTEMUNHAS FALSAS:

No dirás falso testemunho contra o teu próximo, Êxodo. 20.16; “Não espalharas noticia falsa e nem porás a tua mão com o ímpio para seres testemunha maldosa” Deuteronômio 19. 16

Ver ainda, - Provérbios 6.19;

— “O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa é fraude” Provérbios. 12.17;

“Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo, nem o enganes com o teus lábios” . Provérbios. 24.28;

“Martelo e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunha contra o seu próximo” -- Provérbios. 25.18;

Disse-lhe ele; - Quais? E Jesus Disse: Não matarás, não cometerás adultério não furtarás não dirás falso testemunho; - Mateus 19. 18

TESTEMUNHAS VERDADEIRAS EXIGIDAS POR DEUS

“Não aceita acusação contra o presbítero da igreja, senão com duas ou três testemunhas” - 1 Timóteo 5.19;

“Quebrando alguém a lei de Moises, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas” — Hebreus 10.28;

Por boca de duas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer: por boca de uma só testemunha não morrera” .Deuteronômio 17: 6— Deut. 19: 5

“Mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada”. — Mateus. 18.16;

“Todo aquele que ferir a alguma pessoa conforme ao dito das testemunhas, matarão o homicida: mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém para que morra”. — Números. 35.30;

II— PALAVRAS TORPES (PALAVRÃO)

Não saia de sua boca nenhuma palavra torpe, Efésios 4.29.

“Torpe é tudo aquilo que é repugnante asqueroso, nojento, obseno, indecente”.

BLASFEMJA:- Palavras que ofendem a divindade.

Blasfemar: Proferir palavras que ofendem a divindade. Êxodo 22. 20; Salmos 74. 18; Daniel. 24: 12

- Blasfêmia contra o Espfrito Santo: - Mateus 12: 31,32; Lucas 12.10;

- A lei punia a blasfêmia com a more, - Levítico. 24: 14,23;

- Ultrajar, insultar, - Atos 13.45; 1 Reis 17.10;

Acusado falsamente de ter blasfemado:

— Nabote: - 1 Reis 2: 13;

— Estevão: - Atos 6: 11,13;

— Jesus: - Mateus: 93, 26: 65; João 10.33;

—Paulo: -ITimóteo 1.13

A blasfêmia:-

—Ligada à loucura e ao orgulho: - II Reis 19.22; Salmos 74. 18

— Procede do coração: - Mateus 15.19;

É uma característica dos ímpios: - Isaias 52.5; II Tim. 3.2:

Apocalipse. 16.11,21;

Não devemos dar ocasião a blasfêmia. — Mateus 12,32; A blasfêmia é a falta de reverencia para com o nome de Deus e tudo aquilo que sagrado.

Exemplo: música profana; piada; leviandade na palavra envolvendo o nome de Deus, etc.

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, Êxodo. 20. O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa Causa. Romanos 2.24;

III — A LISONJA:- Bajulação falsa, ou um falso elogio:

O elogio sincero é um reconhecimento a quem merece.

Devemos dar honra a quem merece; - Romanos. 13.7

“No farei acepção de pessoas, nem usarei de lisonja com o homem” Já 32: 21.

“Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a lingua que fala soberbamente” Salmos. 12: 3

“O que repreende ao homem achara depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” — Provérbios 28: 23.

“O homem que lisonjeira a seu próximo arma-lhe uma rede por passos” Provérbios 29.5.

— Os ministros não devem usar de lisonja: - 1 Tesanolicenses 2.5; Os ímpios usam-na: com os outros — Salmos 5.9; 12.2 - com consigo mesmo, Salmos 36.2;

— Os hipócritas usam-na: com Deus, Salmos 70.36; com as autoridades: Daniel 11: 34.

—Falsos profetas e falsos mestres usam dela. - Ezequiel. 12: 24. - Romanos 16.18.

— O grande perigo da lisonja: - Provérbios 7: 22;

— O castigo da lisonja; - Provérbios 7: 21 - 22.

IV - DISCUSSÕES TOLAS:

“Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crem em Deus procurem aplicar-se á boas obras, estas coisas são boas e proveitosas aos homens” - Tito 3.8; - v. 9.

“Mas não entre em questões loucas, genealógicas e contendas, e nos debates acerca da lei, porque são coisas inúteis e vis”.

“Em II Timóteo 6: 5, Paulo adverte a Timóteo: Há pessoas que tem mania por questões e contendas de palavras que nascem de inveja, e, que não levam a nada”. “Não tem fim”.

V - Chocarrice:- Gracejo grosseiro e atrevido; brincadeira fora de hora; escândalo.

Em Efésios 5.4, a chocarrice é condenada por Paulo: “Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que no convém; mas antes ações de graças”. Os rapazes que zombaram de Elizeu, foram estraçalhados pelas ursas, porque chamaram Eliseu de careca, zombando dele.

VI— JUIZO FALSO

Fazer um juízo falso é condenar uma pessoa, sem que esta mereça.

Muita tragédia tem se repetido através de deduções malignas;

Jesus diante dos seus acusadores afirma: “Não julgueis segundo a aparência”. João 7.24.

No sermão da montanha, Jesus observa “Não julgueis. . . Por que vês tu o argueiro que esta no olho do teu irmão, porem não reparas a trave que esta no teu olho” - Mateus. 7.1.5;

VII- PRECIPITACÂO - em responder com demasiada pressa:

É falar com imprudência. “Eu dizia na minha precipitação: todo o homem”, é mentira” - Salmos 116.11. -

Nunca respondas antes de ouvir, pode ser muito vergonhoso. Ver, Tiago 1.19; Provérbios. 18.13.

“Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança para o incensa to do que para ele” - Provérbios 29.20.

Não permitas que sua língua corra diante dos seus pensamentos.

— Doegue foi um mensageiro falso: - 1 Samuel 22: 9 -19.

— O amalequita: mensageiro precipitado. — II Samuel 1: 1 - 16.

O amalequita não tinha uma mensagem definida e morreu por sua própria língua.

—Geazi:- - O mensageiro precipitado que tinha a mensagem, mas não tinha o poder. — IIReis 4: 26 - 31.

VIII— GRITARIA:- - Ê próprio das pessoas que não tem cuidado antes de pronunciar qualquer palavra.

Trata-se de um exagero no tom de sua voz.

Geralmente não respeitam o ambiente onde se encontram seja ele: hospital, ambiente de trabalho, ônibus, e1c.

Devemos controlar o tom de nossa voz em nossa casa, no ambiente de trabalho, ou mesmo próximo á pessoas doentes, quando viajam dentro de ônibus, na escola, etc.

— Veja Efésios 4.31: “Toda a amargura, a ira e cólera, e gritaria, e toda blasfêmia e toda a malicia seja tirada de entre voz”.

Vejamos Gálatas 4.20:- - Para os Gálatas, Paulo gostaria estar presente para lhes falar “em outro tom de voz”.

IX — PALAVRÔIUO:- - Ê próprio do tagarela; ou o que fala demais.

Temos exemplos de palavrório dentro da igreja; ao invés de dirigir o culto, ele toma a maior parte do tempo em vãs conversações, deixando, por fim, o pregador em má situação.

X — FALTA DE FINEZA:- - O belo exemplo de Boaz, que com cortesia; saudava seus servos, quando passava pela lavoura:

“O Senhor seja convosco’ — Rute 2.4”.

“Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens” - Tito 3: 2.

Exemplos de Jesus:

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abril a sua boca” - Isaias. 53.7.

Aprendei de mim porque sou manso e humilde. — Mateus 11: 29 - II Coríntios 10.1; -1 Pedro 2: 23;

- Moises - Números 12.23.

- Davi: -II Samuel 16.11

- Jeremias:-26: 14

- Estevão: - Atos 7: 60;

- Paulo: - 1 Coríntios. 4.12; II Timóteo 4.16;

Um provérbio francês diz o seguinte: Falar bondosamente não machuca a língua. A cortesia abre todas as portas, não custam uns centavos e pode ser entendida em qualquer língua.

XI— BAJULACÃO:- Ação de lisonjear com baixeja, adular.

Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve pretexto de avareza, Deus é testemunha. —1 Tesanolicenses 2: 5

A) “O bajulador costuma ser falso”: “ Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.” — Salmos 12.2.

XII — O EXAGEIRO:- Aparentar mais do que sente. Falar de alguma coisa com excesso, aumentar, ampliar.

Não devemos ser exagerados no vestir, no andar, no falar, rias finanças, etc.

AMÉM

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS



31 de julho de 2009

AMOR: O TESTE SOCIAL

AMOR: O TESTE SOCIAL

l João 2.7-11

Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ou vistes. Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz alumia. Aquele que diz que está na luz e aborrece a seu irmão até agora está em trevas. Aquele que ama a seu irmão está na luz e nele não há escândalo. Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir: porque as trevas lhe cegaram os olhos.

Em um apêndice de seu excelente livro e The Church at the End of the 20° Century (A Igreja no Final do Século XX), Francis Schaeffer fala sobre o amor como a “marca do cristão”. Seu estudo é baseado em João 13.34-35, em que se registra que Cristo deu um novo mandamento aos seus discípulos:

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Schaeffer ressalta que “apenas com essa marca o mundo pode saber que os cristãos são de fato cristãos e que Jesus foi de fato enviado pelo Pai”.

Ele está certo. Pode-se acrescentar a isso, no entanto, que é também pelo amor que os cristãos podem saber que são cristãos. Ou seja, o cristão pode saber que realmente foi vivificado por Cristo quando começa a amar e de fato ama as pessoas por quem Cristo morreu.

Esse é o tema do próximo trecho de 1 João, pois é nesses versículos (2.7-11) que o apóstolo ancião desenvolve o segundo teste, o social, para verificar se uma pessoa que considera conhecer a Deus de fato o conhece ou não. O primeiro teste se encontra nos versículos 3-6. É o teste moral, o teste de retidão.

O terceiro teste está nos versículos 18- 27. É o teste da crença ou doutrinário. Aqui, porém, o teste é de amor. Será que a pessoa que professa amar a Deus ama também o seu próximo? Se ama, pode ter certeza de que foi vivificado por Deus. Se não ama, João diz que essa pessoa não tem mais direito de se considerar um filho de Deus o que aquela que diz que conhece a Deus mas desobedece aos seus mandamentos.

Esse trecho é dividido em duas partes: primeiro, a lei cio amor, segundo, a vicia de amor. A segunda parte contém três aplicações contrastantes cio princípio básico.

A Lei do Amor (vv. 7,8)

Nos versículos precedentes, João exortou os crentes a guardar os mandamentos dc Deus. Mas isso era urna declaração geral. Agora ele traz à luz um mandamento específico: o mandamento de amar.

É verdade que os versículos 7 e 8 não contém a palavra amor e que, de fato, ele só é mencionado uma vez em todo esse trecho (no versículo 10). Mas o mandamento cio amor é o que João obviamente tinha em mente, como a referência ao “novo mandamento” de João 13 indica de modo evidente. A progressão de pensamento é que, se urna pessoa conhece a Deus, vai aguardar os mandamentos dEle, e se guardar os mandamentos de Deus, vai amar o próximo de acordo com o ensinamento de Cristo.

Amor como um antigo mandamento

No entanto, não existe nada fundamentalmente novo em tudo isso, pois João lembra seus leitores de que o mandamento é o que eles tinham recebido desde o princípio. É possível compreender essa última frase de duas formas diferentes. Ela pode se referir ao princípio do cristianismo, como a mesma frase parece fazer no capítulo 1. Ou pode ser entendida como uma referência ao princípio da religião revelada, ou seja, ao mandamento como existia na era do Antigo Testamento.

Provavelmente, é melhor optar pelo último sentido, pois é mais fácil ver um contraste antigo-novo entre a lei do amor contida no Antigo Testamento e a lei do amor restabelecida por Jesus para os cristãos do que imaginar um contraste entre o que existia no princípio do cristianismo e o cicie de algum modo ainda soa novo quando João escreve sua epístola.

O mandamento do amor é antigo, pois já existia e era conhecido antes da vinda de Cristo. Em sua forma mais simples, pode ser encontrado em Levítico 19.18, que diz: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. É a esse versículo que Jesus se refere quando lhe pedem sua opinião quanto ao primeiro e maior mandamento. Ele disse que o maior mandamento era o registrado em Deuteronômio 6.5: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder”. Mas o segundo, ele disse, era aquele encontrado em Levítico 19.18.

Amor como um novo mandamento

Em que sentido, então, o mandamento de amar é um novo mandamento? É novo no sentido que recebeu uma ênfase inteiramente nova e foi elevado a tini novo nível pelos ensinamentos e pelo exemplo de Jesus. Willian l3arclay sugere dois modos de como isso é verdade, aos quais também vamos acrescentar um terceiro.

Primeiro, em Jesus o amor se torna novo quanto à sua extensão. Na época de Cristo, o amor não era algo novo, mas ao mesmo tempo havia alguns que consideravam o amor como uma obrigação limitada a um círculo fechado de amigos ou, numa extensão maior, a uma nação. Para os judeus ortodoxos, o pecador não deveria ser amacio. Em vez disso, ele era alguém que Deus desejava destruir. Tampouco os gentios deveriam ser amados. Eles foram criados por Deus para o inferno. Em contraste, Jesus estendeu seu amor a todos.

Ele se tornou o “amigo dos pecadores”, um ouvinte simpático e professor de mulheres (que também eram desprezadas), e eventualmente alguém por quem a salvação foi estendida até para o mundo gentílico. Suas últimas palavras aos discípulos foram para que fizessem discípulos de todas as nações (Mt 28.19) e que eles deveriam ser testemunhas “em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).

Segundo, em Jesus o amor se tornou novo quanto à sua distância. Aqui as pessoas precisam olhar para a cruz, pois é na cruz que a altura e a profundidade do amor de Deus são vistas, e não são vistas com a mesma gradação em nenhum outro lugar. A que distância vai o amor de Deus? A distância até a qual o Filho de Deus assume sobre si a forma humana, morre na cruz, carrega sobre si os pecados de toda uma raça caída para que, ao receber a punição por aquele pecado, Ele esteja de fato alienado de Deus, o Pai, e assim grita em profunda agonia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mc 15.34). Essa é a distância até aonde o amor de Deus vai. É aí que o amor se torna uma coisa inteiramente nova em Cristo.

Terceiro, em Jesus o amor se faz novo quanto à sua intensidade. João indica isso ao acrescentar no versículo 8 “é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz alumia”. Nesse versículo, “verdadeira” (alethes, alethinos) significa “genuína”, e a questão é que o amor verdadeiro ou genuíno, como a retidão genuína, agora está presente não apenas em Jesus, mas também naqueles que nele foram feitos vivos. Nesse sentido, o que não era possível na dispensação do Antigo Testamento agora é possível; pois a vicia de Jesus, que se expressa em amor, está em seu povo.

A Vida de Amor (vv. 9-11)

João estabeleceu que as trevas se passaram e a verdadeira luz está brilhando; porém as trevas não se firam completamente ainda, nem a luz é vista em toda parte ou em todas pessoas. Assim, ele destaca três exemplos daqueles para quem o teste do amor deve ser aplicado. Existem dois exemplos negativos e um positivo

Confissão sem amor

O primeiro exemplo é o da pessoa que “alega estar na luz ruas odeia seu irmão”.

João diz que tal pessoa “está em trevas”. O sujeito desse versículo (“Aquele que diz”) lembra declarações similares e de algum modo paralelas cio capítulo 1 ( “Se dissermos”, vv. 6,8,10), seu lugar no argumento corresponde diretamente com 2.4:

“Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade”. Nesse caso, porém, João não diz que a pessoa que confessa conhecer a Deus enquanto na verdade odeia seu irmão é um mentiroso, embora isso também seja verdade, mas em vez disso que ele está em trevas e anda em trevas até agora. Nesse versículo a referência é obviamente aos oponentes gnósticos de João, como também é o caso nos outros versículos que começam com “Se dissermos”.

Os gnósticos alegavam ser os iluminados. Mas eles na verdade estão em trevas, diz João, se falharem em amar seus irmãos.

Paulo disse a mesma coisa quando escreveu aos coríntios sobre o amor: “E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria” (1 Co 13.2). Plummer declara: “A luz em um homem são trevas até que seja aquecida pelo amor”.

Amor brotando da luz

O segundo exemplo é positivo. É o da pessoa que demonstra que habita na luz por amar seu irmão. João diz que nesse comportamento “não há escândalo”.

A idéia cio escândalo pode ser aplicada de dois modos. Primeiro, pode ser aplicada aos outros no sentido de que uma pessoa que ama seu irmão não apenas caminha na luz, mas também é livre de ter ofendido o próximo. Esse é o sentido geral do mundo no restante cio Novo ‘Testamento. Por outro lado, também pode se aplicar ao indivíduo no sentido de que, se ele ama, caminha na luz e assim não causa escândalo.

O contexto quase exige essa segunda explicação, pois a questão levantada pelos versículos não é sobre o que acontece aos outros, mas sim sobre o efeito cio amor sobre o ódio do próprio indivíduo. O equivalente negativo dessa declaração ocorre apenas um versículo depois. Nesses versículos, João introduz a importante idéia de que “nosso amor e ódio não apenas revelam se já estamos na luz ou nas trevas, mas contribuem de fato para a luz ou as trevas na qual nós já estamos”.2 Aquele que anda na luz tem mais luz dia a dia. Aquele que caminha em trevas está cada vez mais imerso em trevas.

Ódio levando a mais trevas

O último dos exemplos de João também é negativo e segue-se naturalmente ao que o antecede. Ele falou sobre o homem que ama seu irmão e demonstrou as conseqüências disso. Agora ele volta ao caso daquele que odeia seu irmão e demonstra as conseqüências disso. Existem três conseqüências. Depois delas, João dá uma explicação final e resumida.

A primeira conseqüência está na natureza de uma observação: aquele que odeia seu irmão está em trevas. Essa é a expressão mais simples do teste em sua forma negativa.

A segunda conseqüência é que ele anda em trevas. Isso acrescenta a idéia de uma ação contínua ou de uma esfera contínua de atividade. Não é apenas um homem que falha em amar seu irmão que não tem conhecimento de Deus; também é que tudo o que ele faz está em trevas e é caracterizado pelas trevas. Ele continua nelas. Finalmente, João acrescenta que embora continue em sua caminhada de trevas, ele faz isso sem ter o conhecimento claro de um objetivo. Ele prossegue, pois o caminho da pessoa sem Deus é o de uma atividade sem descanso. Mas ele “não sabe para onde vai” (Jo 12.35).

Só existe uma explicação para essa incrível situação, uma situação na qual os homens andam em trevas, muito embora a luz verdadeira esteja brilhando, sem um objetivo, muito embora o objetivo de Deus em Cristo seja muito claro, O problema é que os homens são cegos e não conseguem ver a luz nem discernir o objetivo. Claramente não existe esperança para essas pessoas exceto em Deus, que é capaz de dar vista ao cego e conduzir os pés do pecador num caminho de retidão,

Conclusão

Esse último versículo introduz um termo qe pode ser aplicado à vicia de amor. É o termo “andar”, que sugere dar passos. O que é o amor afinal? Não é apenas um certo sentimento agraciável. Não é um sorriso. É uma atitude que determina o que alguém faz. Assim, é impossível falar sobre o amor sem pelo menos sugerir algumas das ações que deveriam fluir a partir cicie, assim como é impossível falar sobre o amor de Deus sem mencionar coisas tais quais a criação cio homem à sua imagem, a entrega da revelação cio Antigo Testamento, a vinda de Cristo, a cruz, o derramamento cio Espírito Santo e outras realidades.

O que significa amar? O que vai acontecer se aqueles que professam a vicia de Cristo amarem de fato uns aos outros? Francis Schaeffer, a quem me referi no início deste capítulo, tem diversas sugestões.

Primeiro, significa que quando o cristão falhou em amar seu irmão e, assim, agiu de modo errado com relação a ele, então irá até ele e dirá que sente muito. Parece fácil, mas não é, como qualquer um que já tenha tentado fazer isso sabe. Mesmo assim, mais do que qualquer outra coisa, expressa o amor e restaura aquela unidade que Jesus disse que deveria fluir do fato de que os cristãos amam uns aos outros e pela qual sua confissão é verificada ante o mundo.

Segundo, como a ofensa vem freqüentemente da parte dos outros, devemos demonstrar nosso amor pelo perdão. Isso é muito difícil, em particular quando a outra pessoa não pede desculpas. Schaeffer diz:

Devemos reconhecer continuamente que não praticamos o coração perdoador como deveríamos. E uma vez mais a oração é “perdoe nossas dívidas, nossas ofensas, assim como nós perdoamos nossos devedores”. Devemos ter um espírito perdoador antes mesmo de a outra pessoa expressar arrependimento pelos seus erros.

A oração do Senhor não sugere que quando a outra pessoa diz que sente muito então é que nós devemos demonstrar unidade ao ter um espírito perdoador. Em vez disso, somos chamados para ter um espírito perdoador sem que o outro tenha dado o primeiro passo. Podemos ainda dizer que ele está errado, mas ao mesmo tempo em que dizemos devemos perdoar.

O próprio João aprendeu a amar a esse ponto, pois anteriormente em sua vida ele era conhecido como um dos “Filhos do trovão”.

Certa vez ele desejou que viesse fogo do céu sobre aqueles que rejeitavam a Jesus (Lc 9.54). Mas à medida que passou a conhecer mais sobre o Espírito, passou a amar cada vez mais e mais.

Terceiro, precisamos demonstrar o amor com ações práticas, mesmo quando isso custa muito, O amor custou ao samaritano da parábola de Cristo. Custou a ele tempo e dinheiro, O amor custou ao pastor que se esforçou para encontrar sua ovelha, O amor custou a Maria de Betânia que, com seu amor, trouxe um frasco com líquido caríssimo aos pés de Jesus. O amor vai custar para todos que o praticam. Mas o que é comprado com ele será de grande valor, embora intangível; pois será a prova da presença da vida de Deus tanto para o indivíduo cristão quanto para o mundo que o observa.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

As Epístolas de João de James M. Boice