20 de junho de 2012

A FORMOSA JERUSALÉM

A FORMOSA JERUSALÉM

TEXTO ÁUREO  =  “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus nova terra, em que habita a justiça” (2 Pe 3.13).

VERDADE PRÁTICA = Que jamais nos esqueçamos de nossa cidadania celeste obtida por Cristo na cruz. Aqui, neste mundo cruel e iníquo, não passamos de peregrinos. Mas com a ajuda de Nosso Senhor, caminhamos para a Nova Jerusalém de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = APOCALIPSE 21.9-27

INTRODUÇÃO

Emílio Conde, num momento de raríssima inspiração, assim cantou a esperança do crente em relação à Nova Jerusalém: “Quão glorioso, cristão, é pensares/ Na cidade que não tem igual / Onde os muros são de puro jaspe E as ruas de ouro e cristal / Pensa como será glorioso / Verse a triunfal multidão / Que cantando, aguarda a chegada / Dos que vencem a tribulação.” (Harpa Cristã, 26)

O anseio demonstrado pelo irmão Conde, que já dorme no Senhor, é também o nosso. Não podemos depositar a nossa esperança num mundo que jaz no maligno, e que não poupa esforços por destruir a santíssima fé que recebemos de Cristo Jesus. Embora estejamos ainda aqui, o nosso coração acha-se ligado àquela ditosa cidade, cujo arquiteto e artífice é o próprio Deus. Na Jerusalém Celeste, passaremos a eternidade na companhia de Cristo Jesus — o Imaculado Cordeiro que se entregou a si mesmo, redimindo-nos de nossas iniqüidades.

A REALIDADE DA NOVA JERUSALEM

A crença na Jerusalém Celeste não é uma ficção futurística, nem um devaneio inconseqüente. Trata-se de urna doutrina sólida, cujas raízes podem ser descobertas já no alvorecer da História Sagrada. Haja vista o sonho de Jacó. O patriarca viu uma escada unindo a terra ao céu, e por esta desciam e subiam os anjos de Deus (Gn 28.10-17). Na consagração do Santo Templo, o rei Salomão confessa a sua fé na imensidade do Todo-Poderoso, afirmando que o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas (2 Cr 6.18). Referia-se ele à excelsa habitação do Senhor. Mais adiante, nos Salmos, pergunta o poeta: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” (SI 15.1).

No livro de Isaías, deparamo-nos com explícitas referências aos novos céus e à nova terra: “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17). Embora haja abundantes referências e muitas inferências sobre a futura morada dos santos, as passagens citadas são mais do que suficientes para mostrar-nos que a crença no porvir não é uma fantasia; é uma doutrina digna de todo o crédito.


A GRANDE E BENDITA ESPERANÇA DO POVO DE DEUS

O verdadeiro crente tem a sua esperança centrada em Deus. Sabe que, neste mundo, não passa de um peregrino que, orando e chorando, encaminha-se para a Jerusalém Celeste. Concentremo-nos, pois, no exemplo de Abraão, nosso pai na fé.

1. A experiência de Abraão. Apesar de Abraão haver recebido a terra de Canaã por herdade perpétua, sua esperança achava-se voltada para os céus, conforme escreve o autor da Epístola aos Hebreus: “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb 11.8-10).

Ora, se a herança temporal e terrena do patriarca era algo mau- dito, o que não dizer da promessa de uma cidade arquitetada e construída pelo próprio Deus? Abraão, olhando além do horizonte material, visualizou a Jerusalém Celeste.

2. Pensando nas coisas que são de cima. No capítulo 12 de sua Segunda Epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo, descrevendo suas experiência, revela que, certa vez, foi arrebatado ao terceiro céu, onde ouviu palavras inefáveis que o comum dos mortais não poderia escutar. Teria ele visto a Jerusalém Celeste? Eis porque exorta-nos a pensar nas coisas que são de cima; “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2).

Que exortação! Se a nossa mente estivesse sempre centralizada nas coisas que são de cima, jamais perderíamos tempo com as coisas passageiras desta vida.

O QUE E A NOVA JERUSALEM

Ao contrário do que ensinam os incrédulos, a Nova Jerusalém não é uma suposição nem algo imaginário; é real e concreta. No Apocalipse, temos dela uma descrição rica e pormenorizada. Vejamos o que é, de fato, a gloriosa cidade que, uni dia, estaremos adentrando, a fim de estarmos para sempre com Nosso Senhor Jesus Cristo.

1. Definição. A Nova Jerusalém, também conhecida como a Jerusalém Celeste, é o lugar que nos preparou o Senhor, para que, na consumação de todas as coisas, estejamos eternamente com Ele. É descrita ainda, pelo próprio Senhor, como a casa de meu Pai, onde há muitas moradas (Jo 14.1-4). Isto significa que há lugar para todos os que vierem a recebê-lo como o seu único e suficiente Salvador.

2. A localização da Nova Jerusalém. Acha-se esta cidade muito além do espaço sideral, num lugar jamais imaginado pela mente humana. Neste exato momento, enquanto ansiamos pela chegada do Cordeiro, a Nova Jerusalém, lindamente ataviada, aguarda a chegada do Esposo que, juntamente com a Igreja, adentrará os seus limites, levando os céus e a terra, conforme cantamos no hino três da Harpa Cristã, a ser a mesma grei.
É o que podemos adiantar, por enquanto, acerca da localização da Nova Jerusalém. Quando lá estivermos, viremos a conhecê-la detalhadamente.

3. Suas dimensões. A cidade forma um cubo perfeito numa alusão ao Santo dos santos do Tabernáculo. Suas dimensões chegam a 12 mil estádios (Ap 21.16) que, de conformidade com as medidas atuais, equivalem a 2.260 km2. Isso, em medidas terrenas. As medidas celestes estão do outro lado; não são aprendidas aqui. Concluímos que a cidade toda formará um perfeito santuário, no qual o Senhor será sublime e eternamente glorificado pelos redimidos de todas as eras da  História Sagrada.

4. Seu aspecto. A beleza da cidade é singularmente indescritível. Utilizando-se da limitação e das imperfeições da linguagem humana, embora inspirado por Deus, João assim descreve-nos a Ditosa Cidade: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo; Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou- me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel.

Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas. E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro” (Ap 21.9-15).

A NOVA JERUSALÉM APOCALIPSE 21-22

A marcha da história rumo ao julgamento é concluída em Apocalipse 20. Ali, depois de mil anos de paz imposta por Jesus como o Messias Governante, Satanás é libertado. Não há dúvida de que os primeiros mestres na igreja estavam convencidos de que esse reino milenar seria estabelecido, e durante seu período, as promessas dos profetas do AT a Israel seriam cumpridas. Mas surge a questão: por que? Além do fato de que esse período iria permitir que Deus cumprisse literalmente as promessas dos profetas, por que essa era seria uma parte do seu plano eterno?

O fato de que depois de sua libertação Satanás rapidamente reúna seguidores é sugestivo. De certa forma, toda a história humana é uma demonstração da verdade das palavras de Deus a Adão, advertindo- o para que não comesse o fruto proibido: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). Essa realidade estava demonstrada na ira assassina de Caim contra Abel. Estava demonstrada no mergulho da sociedade pré-diluviana numa corrupção tão grande que somente um dilúvio devastador poderia livrar aquele mundo do mal.

A realidade da queda do homem estava demonstrada na idolatria que reinou até os dias de Abraão; na falta de disposição da geração do Êxodo que se beneficiou dos milagres de Deus, mas que não confiou suficientemente nEle pata entrar na Terra Prometida. A realidade da queda do homem estava exibida na recusa de Israel em viver segundo a Lei de Deus, e no fracasso dos cristãos em viver plenamente a transformação que o Espírito de Deus veio possibilitar.

Por repetidas vezes, época após época mostrou o terrível efeito dos pecados nos seres humanos. Mas uma questão ainda permanece: e se os seres humanos vivessem em um ambiente perfeito? E se uma sociedade moral se tornasse uma realidade e durante centenas e centenas de anos fosse removida qualquer influência do mal? E se o bem penetrasse em cada instituição humana e somente o bem fosse o exemplo para os jovens enquanto amadurecessem? De acordo com muitos cientistas sociais modernos, em tal utopia os seres humanos seriam diferentes. Seriam erradicadas as tendências em relação ao pecado, que nós percebemos em nós mesmos e vemos em todas as outras pessoas?

Como é fascinante encarar o reino milenar como o laboratório de comportamento dos cientistas, e como a demonstração definitiva de Deus do terrível impacto do pecado. Mesmo depois de mil anos do reinado beneficente de Cristo, os seres humanos não
regenerados ainda correm para seguir Satanás quando ele é libertado. Eles alegremente voltam as costas para Cristo e cortem em direção à promessa de “liberdade”, pata seguir os impulsos que anteriormente foram forçados a conter,

Agora, por fim, a verdade é inegável. Os seres humanos estiveram completamente corrompidos pelo pecado. Somente a fé pessoal na obra salvadora de Cristo pode ser suficiente para escrever qualquer nome no Livro da Vida. A medida que cada homem separado de Cristo é chamado diante do grande trono branco de Deus para enfrentar o julgamento fina!, cada um deles é declarado deficiente, e é condenado. Condenado, de acordo com as palavras severas de João, a um “lago de fogo e enxofre” (19.20), onde, com Satanás e o Anticristo, “serão atormentados para todo o sempre” (20.10).

O livro do Apocalipse, em harmonia com o restante do Novo Testamento e também com o Antigo Testamento, afirma a siigu1aridade dos seres humanos. Criado à imagem de Deus, nenhum indivíduo pode ter sua identidade simplesmente extinta. Cada um de nós está destinado a permanecer como um ser, autoconsciente e alerta, por toda a eternidade. Para os perdidos, isto significa a punição eterna. Para os salvos, o significado está delineado em Apocalipse 21 e 22.

A APRESENTAÇÃO PRÉVIA DA ETERNIDADE PARA OS SALVOS

Apocalipse 2 1—22 descreve um novo céu e uma nova terra, criados por Deus para serem o lar dos justos. O importante a respeito desta nova criação é que aqui, por fim, Deus e uma humanidade redimida viverão juntos em comunhão e harmonia.
Para nós, isto quer dizer que “o mesmo Deus estará com eles e será seu Deus.., não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (21.3,4).
Para Deus, isto significa o cumprimento das possibilidades que eram inerentes na criação original de um Adão e uma Eva inocentes. Pois no novo mundo não há lugar para os “tímidos, e os incrédulos, e os abomináveis, e os homicidas, e os fornicadores, e os feiticeiros, e os idólatras e todos os mentirosos” (21.8). O novo mundo só é habitado pelos redimidos e pelos justificados.

Estes dois capítulos também descrevem algumas características do novo universo. Como o nosso universo atual, ele contém um planeta chamado terra, mas um planeta que não está preso a nenhum sol. Como diz João, “a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é sua lâmpada” (21.23).

Uma das características mais surpreendentes do novo mundo é a “Nova Jerusalém” (21.2), descrita como um cubo cujos lados têm cerca de 1.500 milhas de extensão, com portões de pedras preciosas. Alguns, interpretando mal a passagem, ridicularizaram a idéia de que o “céu” pudesse ser tão pequeno. Como poderiam todos os crentes já falecidos estar contidos em um espaço como este? Mas assim como a antiga Jerusalém era apenas um dos espaços disponíveis para a primeira criação, a Nova Jerusalém não representa a totalidade do céu.

A glória de Deus sempre se expande muito além de nossa capacidade de compreensão. E, desta forma, a Nova Jerusalém é somente a capital da nova terra, que por sua vez é o centro de um vasto universo de hostes estelares. Por mais poderosa que a imaginação humana tenha provado ser, o que Deus preparou para nós está muito além de nossa capacidade de imaginar ou fantasiar.

E é aqui que as Escrituras nos deixam. Com uma advertência e uma promessa. Deixem que aqueles que fazem o mal continuem fazendo o mal. No final, Deus será vindicado.
E deixem que aqueles que decidiram seguir a Jesus aguardem fervorosamente pelo futuro. Em breve poderemos ouvir sua voz ecoando: “Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo sua obra” (22.12).

APOCALIPSE vv. 1-5

O estado celestial que antes foi descrito como uma cidade, e chamada de nova Jerusalém, aqui é descrito como um paraíso, aludindo ao paraíso terreno que foi perdido por causa do pecado de Adão; aqui há outro paraíso restaurado pelo segundo Adão. Um paraíso numa cidade, ou uma cidade toda em um paraíso! No primeiro paraíso, só havia duas pessoas para contemplar a beleza e experimentar os prazeres dele; mas nesse segundo paraíso, cidades e nações inteiras encontrarão prazer e satisfação abundantes. E aqui observe:

O rio do paraíso. O paraíso terreno era bem irrigado. Nenhum lugar que não o seja pode ser agradável ou frutífero. Esse rio é descrito: 1. Por sua nascente — o trono de Deus e do Cordeiro”. Todas as nossas fontes de graça, conforto e glória estão em Deus; e todos os nossos rios que vêm dele, vêm pela mediação do Cordeiro. 2.
Por sua qualidade — “...puro e claro como cristal”. Todos os rios de conforto terreno são barrentos; mas esses são claros, saudáveis e refrescantes, dando vida, e preservando vida, para os que bebem deles.

A árvore da vida, nesse paraíso. Havia uma árvore dessas no paraíso terreno (Cn 2.9). Esta de Apocalipse excede aquela em muito. E agora, com relação a esta árvore, observe: 1. A situação dela — “no meio de sua praça e de uma e da outra banda do rio”; ou, como poderia ter sido mais bem formulado: no meio entre o caminho da margem e o rio. Essa árvore da vida é nutrida pelas águas puras do rio que vêm do trono de Deus. A presença e as perfeições de Deus fornecem toda a glória e as bem-aventuranças do céu.

2. A fertilidade dessa árvore. (1) Produz muitos tipos de frutos — “. . . doze frutos”, apropriados para o paladar refinado de todos os santos. (2) Produz fruto o ano todo — “...de mês em mês”. Essa árvore nunca está vazia, nunca é infrutífera; sempre há fruto nela. No céu, não há somente uma variedade de prazeres puros e satisfatórios, mas uma continuidade deles, e sempre frescos. (3) O fruto não é somente agradável, mas saudável. A presença de Deus no céu é a saúde e felicidade dos santos; ali eles encontram nele o remédio para todas as suas enfermidades, e são preservados por Ele no estado mais saudável e vigoroso.

A perfeita liberdade nesse paraíso de tudo que é mau (v. 3): “E ali nunca mais haverá maldição contra alguém”; nenhum maldito — katanathema, não há serpente aí, como havia no paraíso terreno. Aqui está a grande excelência desse paraíso. O Diabo não tem o que fazer aí; ele não pode afastar os santos de servir a Deus para se submeterem a ele, como ele fez com os nossos primeiros pais, nem ao menos pode ele perturbá-los no seu serviço a Deus.

A suprema felicidade desse estado paradisíaco. 1. Ali os santos verão a face de Deus; aí irão desfrutar da santa visão. 2. Eles pertencerão a Deus, pois Ele colocará o seu nome e selo na testa deles. 3. “...e reinarão para todo o sempre”; o seu serviço será não somente liberdade mas honra e domínio. 4. Tudo acontecerá com conhecimento e alegria perfeitos. “Eles serão cheios da sabedoria e do conforto, continuamente andando na luz do Senhor; e isso não por um tempo, mas “. para todo o sempre”.

A CIDADE DE JERUSALÉM
1 Cr 11.7,8 “E Davi habitou na fortaleza, pelo que se chamou a Cidade de Davi. E edificou a cidade ao redo, desde Milo até completar o circuito; e Joabe renovou o resto da cidade.”
HISTÓRIA DA CIDADE DE JERUSALÉM.
A primeira referência à cidade de Jerusalém é sem dúvida em Gn 14.18, Onde Melquisedeque é citado como rei de Salém (Jerusalém; ver Gn 14.18).
Na época dos israelitas cruzarem o Jordão para entrarem na terra prometida, a cidade chamava-se “da banda dos jebuseus” (Is 15.8) ou “Jebus” (11.4).
Deixou de ser capturada durante a conquista de Canaã por Josué. E permaneceu em mãos dos cananeus até o tempo em que Davi chegou ao reino. O exército de Davi tomou Jebus de assalto, e Davi fez dela a sua capital (2 Sm 5.5-7; 1 Cr 11.4-7).
Jerusalém serviu de capital política de Israel durante o reino unido E, posteriormente, do reino do Sul, Judá.  Salomão, sucessor de Davi, edificou o templo do Senhor em Jerusalém (1 Rs 5—8; 2 Cr 2—5)
De modo que a cidade também tomou-se o centro religioso de adoração ao Deus do concerto. Por causa dos pecados de Israel, Nabucodonosor de Babilônia sitiou a cidade em 586 a.C.,  E finalmente a destruiu juntamente como templo  (2 Rs 25.1-11; 2 Cr 36.17-19).
Jerusalém permaneceu um montão de ruínas até o retomo dos judeus da Pérsia em 536 aC. Para reedificar tanto o templo quanto a cidade (Ed 3.8-13; 5.l—6.15; Ne 3.4).
Já nos tempos do NT, Jerusalém voltara a ser o centro da vida política e religiosa dos judeus. Em 70 d.C., porém, depois de freqüentes rebeliões dos judeus contra o poder romano,
A cidade e o templo voltaram a ser destruidos. Quando Davi fez de Jerusalém a sua capital, esta começou a receber vários outros nomes em consonância com a sua índole; nomes corno: “Sião” (2 Sm 5.7); “a Cidade de Davi” (1 Rs 2.10); “santa cidade’ (Ne 11.1); “a cidade de Deus” (Sl 46.4);
“a cidade do grande Rei” (SI 48.2); “cidade de justiça, cidade fiel” (Is 1.26); “a Cidade do SENHOR” (Is 60.14);
“O SENHOR Está Ali” (Ez 48.35) e “a cidade de verdade” (Zc 8.3). Alguns desses nomes são proféticos para a futura cidade de Jerusalém.
O SIGNIFICADO DE JERUSALÉM PARA 0S ISRAELITAS.
A cidade de Jerusalém tinha um significado especial para o povo de Deus do AT.
(1) Quando Deus relembrou sua lei diante dos israelitas na fronteira de Canaã, Profetizou através de Moisés que, a determinada altura no futuro, Ele escolheria um lugar  “para ali pôr o seu nome” (Dt 12.5,11,21; 14.23,24).
Esse lugar seria a cidade de Jerusalém (1 Rs 11.13; 14.21) Onde o templo do Deus vivo foi erigido; por isso, recebeu o nome de: “santa cidade”, “a Cidade de Deus”, e “a Cidade do SENHOR”. Três vezes por ano, todo homem em Israel devia ir a Jerusalém,  Para aparecer “perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher,
Na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabemáculos” (Dt 16.16; cf. 16.2,6,11,15).
(2) Jerusalém era a cidade onde Deus revelava sua Palavra ao seu povo (Is 2.3); era, portanto, “do vale da Visão” (Is 22.1).
Era, também, o lugar onde Deus reinava sobre seu povo Israel (SI 99.1,2; cf. 48.1- 3,12- 14).
Logo, quando os israelitas oravam, eram ordenados a orar “para a banda desta cidade” (1 Rs 8.44; cf. Dn 6.10).
As montanhas que cercavam Jerusalém simbolizavam o Senhor rodeando o seu povo com eterna proteção  (Sl 125.1,2).
Em essência, portanto, Jerusalém era um símbolo de tudo quanto Deus queria para o seu povo. Sempre que o povo de Deus se congregava em Jerusalém, todos deviam lembrar-se do poder soberano de Deus, Da sua santidade, da sua fidelidade ao seu povo e do seu compromisso eterno de ser o seu Deus.
(3) Quando o povo de Deus destruiu seu relacionamento com Ele por causa da sua idolatria e de não querer obedecer aos seus mandamentos. O Senhor permitiu que os babilônicos destruíssem Jerusalém, juntamente com o templo. Quando Deus permitiu a destruição desse antigo símbolo da sua presença constante entre os seus, Estava dando a entender que Ele pessoalmente estava se retirando do seu povo. Note que a promessa de Deus, de um “concerto eterno” com seu povo,
Sempre dependia da condição prévia da obediência deles à sua vontade revelada. Dessa maneira, Deus estava advertindo o seu povo, daqueles tempos e de agora, que todos devem permanecer fiéis a Ele e obedientes à sua lei, Se quiserem continuar a desfrutar de suas bênçãos e promessas,
O SIGNIFICADO DE JERUSALÉM PARA A IGREJA CRISTÃ.
A cidade de Jerusalém também era importante para a igreja cristã.
(1) Jemsalérn foi o lugar onde nasceu o cristianismo. Ali Jesus foi crucificado e ressuscitou dentre os mortos. Foi também em Jerusalém que o Cristo glorificado derramou o Espírito Santo sobre os seus discípulos no Pentecostes (At 2).
A partir daquela cidade, a mensagem do evangelho de Jesus Cristo espalhou-se “até aos confins da terra’ (At 1.8; cf. 24.47).
A igreja de Jerusalém foi a igreja-mãe de todas as igrejas, e a igreja a qual pertenciam os apóstolos (At 1.12-26; 8.1).
Ao surgir uma controvérsia se os gentios crentes em Jesus tinham de ser circuncidados, Foi Jerusalém a cidade onde reuniu-se o primeiro concilio eclesiástico de importância para resolver o assunto (At 15.1-31; 012.1- 10).
(2) Os livros do NT reiteram boa parte do significado da Jerusalém do AT, Mas com uma nova aplicação: de uma cidade terrena para uma cidade celestial. Noutras palavras, Jerusalém, como a cidade santa, já não estava aqui na terra Mas no céu; onde Deus habita e Cristo reina à sua destra; de lá, Ele derrama as suas bênçãos; E de lá, Jesus voltará. Paulo fala a respeito de Jerusalém “que é de cima”, que é nossa mãe (GL 4.26).
O livro de Hebreus indica que, ao virem a Cristo para receber a salvação, Os crentes não chegaram a uma montanha terrestre, mas “ao monte de Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial” (Hb 12.22).
E, ao invés de preparar uma cidade na terra para os crentes, Deus está preparando a nova Jerusalém, que um dia descerá “do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” (Ap 21.2; cf. 3.12).
Naquele grande dia, as promessas do concerto serão plenamente cumpridas: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, E eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).
Deus e o Cordeiro reinarão para sempre e sempre no seu trono, nessa cidade santa (Ap 22.3).
(3) A cidade de Jerusalém terrestre ainda tem um papel futuro a desempenhar no reino milenar de Deus? Isaias em 65.17 do seu livro fala de “céus novos e nova terra” (Is 65.17),
E em seguida apresenta um “Mas” enfático sobre a grandeza da Jerusalém terrena, no versículo 18. O restante do cap. 65 trata das condições mileniais, Muitos crêem que quando Cristo voltar para estabelecer seu reino milenial (Ap 20.1-6),  Ele porá o seu trono na cidade de Jerusalém.  Depois do julgamento do grande trono branco (Ap 20.11-15), A  Jerusalém celestial descerá à nova terra como a sede do reino eterno de Deus (ver Ap 21.2 ).
CONCLUSÃO

Quem entrará na Jerusalém Celeste? Aquele, cujo nome encontra- se no Livro da Vida do Cordeiro. Portanto, se você ainda não recebeu a Jesus como o seu único e suficiente Salvador, aceite-o neste momento, e siga-o fielmente até o fim. E, assim, entrará você na Cidade, e para sempre estará com o Senhor.

Ressaltamos, porém, que o nosso maior prazer não será propriamente estar na Jerusalém Celeste; e, sim, permanecer na companhia de Nosso Senhor Jesus Cristo pelos séculos dos séculos. Maranata!





Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

Lições bíblicas CPAD 2004

Bíblia de Estudo Pentecostal

Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento

Comentário Bíblico Mathew Henry  - Novo Testamento Edição Completa

12 de junho de 2012

O JUIZO FINAL

O JUIZO FINAL

                                                       Ev. JOSÉ COSTA JUNIOR

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

            Esta preciosa lição trata do fato de que haverá um grande julgamento final para todos os incrédulos. Já foram ensinadas premissas, durante os vários anos de existência da nossa Escola Bíblica Dominical, que esclarecem a natureza deste evento. Senão, vejamos: Nosso conceito de DEUS não é um DEUS abstrato, mas revelado, e revelado em CRISTO. Nosso conceito de cosmos é teleológico, criado para teatro do drama divino. Nesse drama o que se está em jogo é o encontro com o homem, interlocutor de DEUS, isto é, SUA imagem e semelhança. Toda doutrina de pecado e de salvação, que ocupa o âmago do sistema teológico, é a demonstração do propósito de DEUS de restaurar a comunhão do homem consigo mesmo. A vocação de Israel e da Igreja, toda doutrina eclesiológica, é expressa na base do serviço para a restauração dessa comunhão. A natureza do homem tem que ser vista em termos de sua relação, e esta é expressa pela vontade. O pecado é a quebra da comunhão com DEUS, por não haver acordo de vontade entre o pecador e DEUS. CRISTO é o homem perfeito porque SUA vontade era fazer a vontade de DEUS.

Ora, a possibilidade do pecador entregar-se aos seus caprichos é limitada ao contexto de sua vida terrestre. Aqui ele quebra a comunhão com DEUS, mas chegará o momento em que a situação vai se transformar. É na morte e na consumação. Na morte, porque ela trás um juizo individual para cada um dos que morrem; na consumação, porque então a própria natureza será transformada, haverá a ressurreição e os termos da revelação do homem com DEUS chegará ao seu termo. A vontade de DEUS será feita; os salvos se regozijarão, porque já se afeiçoaram à vontade de DEUS. Os ímpios terão o desgosto de ser constrangidos a fazerem o que não querem. Relação com DEUS jamais deixará de existir, visto que DEUS criou o homem para um destino imortal de relação com ELE. No caso dos salvos, a relação é de comunhão, de plena comunhão. No caso dos perdidos, relação de juizo.

De acordo com a nossa posição (dispensacionalista), haverá diferentes julgamentos: o “julgamento das nações”(Mt 25;31-46) ao final da Grande Tribulação, o “tribunal de CRISTO” após o arrebatamento – julgamento, na glória, das obras dos crentes em que os mesmos receberão galardões em diferentes níveis (IICo 5;10) e o “Grande Trono Branco” ao final do milênio (Ap 20;11-15) para declarar o castigo eterno para os incrédulos.

Em Zacarias 14;4 o SENHOR JESUS descerá do céu para julgar os inimigos de Israel, firmará SEUS pés sobre o monte das Oliveiras (v.4), no mesmo lugar onde subiu aos céus (At 1;9-11). Em Mt 25;31-46 vemos então um acontecimento solene. O SENHOR JESUS está sentado no trono da SUA glória e todos os povos (nações) se acham diante de SEU trono. Muitos pensam que se trata aqui do mesmo acontecimento do capítulo 20 do Apocalipse.

Porém, lendo atentamente as duas passagens, vemos precisamente o contrário. Em Apocalipse 20 trata-se de juízo final: os mortos estão diante do Trono Branco e são julgados segundo suas obras. Após tal julgamento e sentensas (morte, inferno e incrédulos são lançados no lago de fogo) dá-se a Eternidade (Ap 21;1-8). Mas aqui, em Mateus 25, não são os mortos, mas os vivos - as nações – que estão diante do trono do FILHO DO HOMEM. Este trono não se acha na eternidade onde “...a terra e o céu fogem ante a presença d’AQUELE que está assentado” (Ap 20;11). Aqui o trono está na terra, no Reino do FILHO DO HOMEM. Trata-se do julgamento dos vivos. O SENHOR julgará os vivos e os mortos: os vivos no Milênio (julgamento das nações) e os mortos ao final do Milênio (Grande Trono Branco).

No julgamento das nações as mesmas não serão julgadas por todas as suas obras, mas sim pela sua conduta para com aqueles que o REI chama de SEUS irmãos. O fato de terem ajudado os judeus, principalmente o remanescente fiel, ou de os terem perseguido decide a sua sorte. Os povos que os tiverem ajudado entram nas bênçãos do Milênio. Os demais serão julgados. Este julgamento será muito severo. Assim como, no tempo de Noé só uma pequena parte foi salva do julgamento para viver na terra purificada, do mesmo modo só um remanescente de Israel não será alcançado pelo juizo, e o mesmo caso se dará com todas as nações. Porém, o restante dos povos experimentará as gloriosas bênçãos do reino. O remanescente de Israel anunciar-lhe-á a glória de DEUS (Is 66;18,19).

Durante o Milênio o PRÍNCIPE DA PAZ reinará com justiça (Is 9;5,6), julgando os povos e repreendendo a muitos (Is 2;4), de modo que: “Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor” (Is 2;3).

Contudo, o pecado não será tirado completamente da terra. O coração humano é mau. Todas as bênçãos do reino de paz não conseguirão melhorá-lo. O resultado será que os homens, depois de haverem desfrutado as bênçãos do governo glorioso do SENHOR JESUS durante mil anos, O aborrecerão da mesma forma como antes. À primeira chamada de Satanás , colocar-se-ão de novo sob o seu poder, seguindo-o na luta contra o SENHOR.

Porém, durante mil anos, Satanás não poderá enganar os homens. Logo no princípio é preso, amarrado e lançado no abismo (Ap 20;2,3) e os seus servos, os demônios, com ele (Lc 8;31 e Is 24;21,22). Deste modo, os incrédulos ficarão sem chefe ou quem os induza a sublevarem-se, a não ser os seus próprios corações. Apesar disso, alguns revoltar-se-ão. Mas todo o pecado declarado será imediatamente julgado com a morte (Is 65;20). “O que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos. De manhã em manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do Senhor todos os que praticam a iniqüidade” (Sl 101;7,8).


Por esta razão, a grande maioria submeter-se-á simultaneamente. São impotentes e terão de dobrar os joelhos perante o SENHOR (Fp 2;10), reconhecendo-O como SENHOR. Contudo, nos seus corações não haverá sinceridade (Sl 18;44 e 66;3). Os julgamentos públicos serão uma terrível advertência para eles durante o Milênio. “E sairão, e verão os cadáveres dos homens que transgrediram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne” (Is 66;24).

            O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre o Juízo Final. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

I.      O FIM DO MILÊNIO

Como temos visto, habitarão sobre a terra maus e bons. Não podemos falar propriamente de crentes, visto que no Milênio não se exige fé num SALVADOR ausente e rejeitado. Então trata-se unicamente de aceitar o FILHO DO HOMEM, vindo em glória. Cujo poder é sentido e reconhecido por cada um (Jo 20;29).

Sem dúvida isto não quer dizer que o poder e a glória manifestados levem todos os homens a aceitar o SENHOR JESUS. O coração humano é completamente mau. Então o homem terá de nascer de novo para poder servir a DEUS (Jo 3;3-6). Porém, os que são nascidos de novo não poderão mostrar publicamente a sua fé confessando o SENHOR JESUS rejeitado e participando do SEU sofrimento. Em contrapartida, todo pecado manifestado será imediatamente punido com a morte, de modo que será vantajoso para os incrédulos servir ao SENHOR, embora com hipocrisia. Portanto, DEUS permitirá no fim uma grande prova para que seja manifestado o estado do coração de cada um.

No fim do Milênio, DEUS solta Satanás na terra, por um pouco de tempo. É então que se verifica quem nasceu verdadeiramente de novo e quem se sujeitou com hipocrisia. Estes últimos prestam de boa vontade ouvidos à chamada de Satanás para a sublevação. Para fazer uma prova perfeita, o SENHOR JESUS retira, aparentemente, por um pouco de tempo, o SEU poder. Doutro modo não seria possível que os maus se reunissem, cercando o arraial dos santos e a cidade amada. Mas assim que o inimigo tiver produzido a separação entre os nascidos de novo e os que não são, descerá fogo do céu que consumirá estes últimos.

Neste momento vivem na terra somente os nascidos de novo. E nos sepulcros estão todos os incrédulos. Os crentes, desde Abel até o arrebatamento da Igreja, foram ressuscitados na Vinda do SENHOR. Em Apocalipse 4, vemo-los exemplificados nos vinte quatro anciãos vestidos de roupas brancas e com coroas de ouro, assentados sobre tronos no Céu (doze representavam as tribos de Israel – Velha Aliança e doze representavam os Apóstolos – Nova Aliança). No capítilo 19 vêm com o SENHOR, do Céu, e em 20;4 são-nos apresentados assentados sobre tronos, e foi-lhes dado o poder de julgar.

Nos versículos seguintes são-nos apresentados os crentes que foram mortos depois do arrebatamento da Igreja. Deles se diz:”... e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”, em contraste com o versículo 5, onde é dito que “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem”. Em seguida afirma-se que esta é a “primeira ressurreição”: é claro que são crentes ressuscitados.

Não conheço nenhuma passagem da Escritura que dê motivo para pensar que os nascidos de novo hão de morrer durante o Milênio. Pelo contrário, passagens como Isaías 65 indícanos que não morrerão. A morte, durante o Milênio, será só sob juízo de DEUS para os incrédulos “...porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado”. Isto é compreensível, Satanás estará preso e CRISTO reinará com justiça. Aquele que tem o império da morte estará ausente e AQUELE que tem o império da vida presente.

No momento em que tem lugar o último julgamento, segundo Apocalipse 20, há somente santos ressuscitados e glorificados no Céu e santos vivendo na terra. Quanto aos crentes, até o último que estiver morrido, estes já foram ressuscitados, ou na volta do SENHOR JESUS ou no princípio do Milênio. Isto já havia sido profetizado por Isaías “Aniquilará a morte para sempre” bem como por Paulo “tragada foi a morte na vitória” (Is 25;8 e ICo 15;54). Como “a corrupção não herdará a incorrupção”, haverá um momento em que estes nascidos de novo (os vivos no Milênio) terão de ser transformados para poderem entrar na Eternidade (novo Céu e nova Terra). A Escritura não nos diz quando terá precisamente lugar este acontecimento. Mas, segundo o sentido geral da Escritura, acerca do que ocorre no momento em que será introduzida a plena glória, (ICo 15;47-53) isto acontecerá quando terminar o Milênio; porém, antes que sejam revelados novo Céu e nova Terra com seus bem aventurados habitantes. Assim, ao fim do Milênio, todos os incrédulos estarão mortos, e todos os santos que morreram já estarão ressuscitados. Logo, quando se fala de mortos no Juízo Final, estes são somente os incrédulos.

II.    O JUIZO FINAL

A verdade fundamental da Escritura quanto ao juízo de DEUS encontramo-la em Hebreus 9;27 onde lemos que: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo”. O versículo seguinte limita a regra: CRISTO aparecerá àquelea que O esperam para salvação. Estes também não serão julgados. Todos os que estão ligados ao primeiro Adão morrerão  e serão depois julgados. E todos os que tiverem passado da família do primeiro Adão para a família do último Adão são justificados e não entram em condenação (Rm 5;16,18,19 ICo 15;22,45,49). Cada qual tem parte na posição do chefe de família. Os de Adão, depois da queda; os do SENHOR JESUS, depois da SUA obra na Cruz. O SENHOR JESUS disse isto claramente no mesmo capítulo que fala da ressurreição da condenação: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5;24).


Em Apocalipse 20;11-15, encontramos a ressurreição da condenação e o próprio julgamento. O trono não está na terra – a terra e o céu fogem da presença d’AQUELE que está assentado sobre o trono, “...e não se achou lugar para eles”. Os mortos estão diante do trono. Como temos visto, trata-se de todos os incrédulos, desde a Criação até ao fim. Não se encontram crentes entre eles. Quem é AQUELE que está assentado no trono? O SENHOR JESUS dá-nos a resposta em João 5;21-23. Vemos nesta passagem dois aspectos da SUA glória: “Pois, assim como o Pai levanta os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer”. É DEUS o FILHO igual a DEUS o PAI. Só DEUS pode dar vida. E no versículo 25 ELE dá vida a todos os mortos espirituais que ouvirem a SUA voz.

São os que têm sido vivificados que O honram, reconhecendo quem ELE é (Mt 16;16). Porém os incrédulos não O reconhecem (Jo 5;18). Por isso, o PAI deu todo o juízo ao FILHO, que é igual a SI, mas ocupando um lugar de sujeição, “para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai”(v.23), “e deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem” (v.27). É a sabedoria de DEUS que faz julgar os homens por AQUELE que foi rejeitado e morto por eles. O Homem JESUS CRISTO, que, como mediador entre DEUS e os homens, tão ofendido tem sido por eles na sua incredulidade. É precisamente isto que os homens não podem suportar. Quando o apóstolo Paulo disse aos atenienses que DEUS há de julgar o mundo por um homem que morreu, eles começaram a escarnecer dele e não quiseram ouvi-lo mais (At 17;31-33). Mas em Apocalipse 20 já não há resistência possível! Quem se poderá opor ÀQUELE “de cuja presença fugiu terra e céu”? Então todo o joelho se dobrará perante ELE!

E ali permanecerão os mortos “...o mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia”, os que não serviram a DEUS antes do Dilúvio e os que depois dele não contaram com ELE. Os que antes de CRISTO não se converteram a DEUS e os que rejeitaram e crucificaram o SENHOR JESUS. Os que no presente não obedecem ao Evangelho, e os que, mais tarde, adorarão a Besta. Numa palavra: Todos os que, havendo feito parte da humanidade, não se converteram a DEUS. Não faltará nenhum só!

Nem todos os mortos são iguais. Há grandes e pequenos. Há homens, a respeito dos quais ninguém pode dizer coisa alguma. Há os que tem amaldiçoado a DEUS e blasfemado do SENHOR JESUS. Há também os que cumpriram fielmente os seus deveres religiosos. Há imperadores e reis, políticos poderosos, empresários riquíssimos, industriais, artistas famosos e grandes sábios. E há homens simples, sem posição ou ambição, pobres e analfabetos. Mas nenhum deles, durante a sua vida na terra, fez caso da Palavra do SENHOR JESUS e por isso vêm a juízo.   

 Serão julgados segundo as suas obras. Quem quer que seja, a sentença pronunciada é sempre a mesma: “FOI LANÇADO NO LAGO DE FOGO”!! Os livros do céu estão em ordem. “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4;13). O juízo é exercido segundo a natureza da perfeição da santidade de DEUS (o Trono Branco) e conforme a responsabilidade do homem perante DEUS.

DEUS pôs o homem na terra para que O servisse. Por isso todos os atos praticados em independência de DEUS são de sua responsabilidade pessoal; ”o pecado é a transgressão da lei” (IJo 3;4). Portanto, cada pensamento, cada palavra, cada ato, por muito bom que seja, segundo o pensamento humano, será julgado por DEUS se não tiver sido feito em obediência ao SENHOR.

III.   O JULGAMENTO DA BESTA, DO FALSO PROFETA E DO DRAGÃO

Para tratarmos deste assunto devemos voltar na cronologia dos fatos apresentados até agora, para um momento no final da Grande Tribulação quando o Rei dos reis triunfa sobre seus inimigos na batalha final, o Armagedom (Ap 16; 19-21). Essa será a peleja do Grande Dia do Deus Todo-poderoso (Ap 16:14). Os exércitos que acompanham a Cristo não lutam. Mas, Jesus Cristo destruirá o anticristo com o sopro da sua boca pela manifestação da sua vinda (2 Ts 2:8). Todas as nações da terra o verão e o lamentarão (Ap 1:7). Quando os inimigos do Cordeiro se reunirem, então, sua derrota será total e final (Ap 19:19-21). Esta batalha Jesus a vence não com armas, mas com a sua Palavra, a espada afiada que sai da sua boca (Ap 19:15).

Aquele dia será dia de trevas e não de luz para os inimigos de Deus. Ninguém poderá escapar. Aquele será o grande dia da ira do Cordeiro e do juízo de Deus. O anticristo e o falso profeta serão lançados no lago do fogo, onde a meretriz também estará queimando (Ap 19:3,20). Eles jamais sairão desse lago. Serão atormentados pelos séculos dos séculos (Ap 20:10).

Satanás (o Dragão), o agente principal do mal, tem sua derrota descrita em um momento posterior. Durante mil anos Satanás não poderá enganar os homens. Logo no princípio do Milênio é preso, amarrado e lançado no abismo. Ao final do Milênio, DEUS solta Satanás na terra, por um pouco de tempo para enganar as nações. Então descerá fogo do céu que consumirá a todos os que seguiram pós Satanás.  Após este evento a Bíblia relata: ”e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos” (Ap20;10). Sua condenação será eterna. Satanás não é rei nem no lago do fogo. O fogo eterno foi preparado para ele para os seus anjos (Mt 25:41).

IV.   O JULGAMENTO DA MORTE E DO INFERNO

A morte é o estado e o hades é o lugar. Esses dois andam conectados (Ap 6:8). Quando a morte e o inferno são lançados no lago do fogo, finda também a autoridade que exerciam no tempo cósmico. A morte é o último inimigo a ser vencido. O inferno é lugar onde os ímpios são atormentados no estado intermediário. Depois da segunda vinda e do juízo não haverá mais separação entre o corpo e a alma nem no céu nem no inferno. A vitória de Cristo sobre os seus inimigos será completa a final.

CONCLUSÃO
A Bíblia não ensina universalismo nem aniquilacionismo. Antes fala de penalidades eternas. O sofrimento dos ímpios no lago do fogo é indescritível (Lc 16:19-31). O lago do fogo é estado e lugar. Enquanto os salvos têm seus nomes no livro da vida, os ímpios serão lançados no lago do fogo.
Na confecção deste pequeno estudo, buscamos consultar literatura que mais se aproxima com o pensamento de nossa denominação, tentando não perder a coerência teológica. Evitamos expressar conceitos e opiniões pessoais sem o devido embasamento na Palavra, pois a finalidade é agregar conhecimentos, enriquecer a aula da escola dominical e proporcionar ao professor domínio sobre a matéria em tela. Caso alcance tais finalidades, agradeço ao meu DEUS por esta grandiosa oportunidade.

Por:-  Ev. JOSÉ COSTA JUNIOR