15 de abril de 2015

A INFANCIA DE JESUS



A INFANCIA DE JESUS

TEXTO AUREO =Crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens ( Lucas 2.52 )

VERDADE PRATICA =Crescer de forma integral e uniforme, como Jesus cresceu, deve ser o alvo de todo cristão.
LEITURA BIBLICA = LUCAS 2.46-47, 3.21,22

A INFÂNCIA E A JUVENTUDE DE JESUS, 2.21-52

1. O Menino é Chamado de Jesus e Apresentado ao Senhor (2.21-24)

Foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto (21). Segundo o costume judaico, Ele foi circuncidado e também recebeu o nome no oitavo dia. Este é um dos muitos casos em que Jesus é apresentado em completa harmonia com a lei Mosaica e com os costumes religiosos do Seu povo. Foi no ambiente da vida judaica que Jesus nasceu e cresceu. Nada é dito sobre qualquer oposição à escolha do nome JESUS — como houve a respeito do nome “João” para o Seu precursor. Veja nos comentários sobre 1.31 a importância do nome Jesus.

A circuncisão do menino e a purificação da mãe eram requisitos da lei Mosaica. Estes rituais representavam um lembrete perpétuo da mancha do pecado transmitido de uma geração a outra, através de usos e costumes. Assim, este ritual aponta para a realidade da depravação herdada. Como Jesus nasceu sem pecado herdado, estes rituais não eram necessários para Ele; mas, como no caso do Seu batismo, que ocorreu posteriormente, houve a perfeita submissão ao que qualquer judeu e, por extensão, qualquer mortal devia cumprir.

Cumprindo-se os dias da purificação (22). Isto aconteceu trinta e três dias depois dos sete dias em que a mãe era considerada “imunda”, ou quarenta dias depois do nascimento do seu filho. Os manuscritos antigos diferem quanto ao pronome pessoal possessivo que indica a quem se refere a purificação. Alguns dizem “dela”, outros “deles”. As melhores versões dizem “deles” (do grego, auton). Isto significa que tanto a mãe quanto o Filho precisavam de purificação. 

Evidentemente, a implicação de que Jesus era cerimonialmente impuro é mais do que alguns copistas dos manuscritos poderiam aceitar. Mas Jesus veio para viver entre os homens e também para viver a vida como um homem. Toda a Sua vida mostra que Ele se identificava com esta raça pecadora — embora Ele fosse sem pecado. Jesus sempre se submeteu aos rituais religiosos que eram necessários para os homens pecadores, mesmo que estes não fossem realmente necessários para Ele. Ele veio não para destruir a lei, mas para cumpri-la.

...o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor. Maria não podia entrar no Templo nem participar dos cultos religiosos antes do término dos quarenta dias. Quando este período expirou, ela foi a Jerusalém para o seu próprio ritual de purificação e para apresentar o seu Filho ao Senhor. O versículo 23 explica que a lei exigia um preço de resgate a ser pago para cada primogênito do sexo masculino.20 Isto era para redimi-lo da consagração para o serviço sacerdotal ou religioso — a tribo de Levi tinha sido escolhida em lugar do primogênito, mas Deus queria um memorial eterno do Seu direito de reivindicar o primogênito.

Para darem a oferta... um par de rolas ou dois pombinhos (24). Um pássaro era para a oferta queimada, e o outro era para a oferta pelo pecado. A exigência normal para esta oferta era um cordeiro, mas as rolas ou os pombos eram uma concessão aos pobres. Este fato identifica José e Maria com os pobres.

2. Simeão Alcança o que Desejava (2.25-33)

Simeão... homem... justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel (25). E animador ver que mesmo em épocas de degeneração e apostasia por parte dos sacerdotes, Deus sempre tem os seus seguidores devotos — como Simeão. Este homem justo e temente a Deus sem dúvida era um daqueles muitos homens que procuravam (literalmente “esperavam”) a consolação de Israel, e oravam por ela. Esta expressão se refere ao reino messiânico. O Espírito Santo estava sobre ele. O impulso profético lhe foi dado para que ele estivesse ciente da proximidade da vinda de Cristo. Ele foi divinamente inspirado.

Pelo Espírito [ele), foi ao templo (27). O mesmo Espírito que lhe havia dito que ele veria o Cristo, conduziu-o até o templo exatamente na hora em que o menino Cristo estava ali. Não sabemos se ele tinha ouvido a história dos pastores, mas ele sentiu um impulso divino de ir até o templo precisamente naquele dia, e exatamente naquela hora.

Os versículos 29 a 32 contêm o cântico de louvor de Simeão. Comparado com o de Maria (1.46-55) e com o de Zacarias (1.68-79) é menos estético e mais concentrado em uma verdade teológica em particular. Também é mais curto.

Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo (29). Embora nada seja dito sobre a idade de Simeão, esta frase parece dar a entender que ele já era idoso.
Ele parece ter estado somente esperando pelo cumprimento desta grande promessa, antes de morrer. Nesta frase percebemos uma completa satisfação. Ele parece dizer: “A vida agora está completa; não tenho mais nada que me detenha neste mundo”.

Os meus olhos viram a tua salvação (30). Embora os seus olhos físicos vissem somente um Bebê impotente, a sua visão profética enxergou a salvação do mundo. Em geral, os judeus estavam procurando um Messias político, que iria trazer a independência e a grandeza para Israel, mas este homem devoto via o Messias como o Salvador. Ele percebia que a maior necessidade do homem era a salvação. Esta era uma salvação universal preparada por Deus para todos os homens.

Luz para alumiar as nações (32) significa literalmente “uma luz para a revelação aos gentios”. E para a glória de teu povo Israel. Aqui podemos ver a salvação apresentada sob dois aspectos, para os gentios e para os israelitas. 

Para os primeiros, a salvação é uma luz; para os outros, é a glória. Os gentios, vivendo na escuridão e na ignorância, precisam de luz; os judeus, vivendo em um estado de humilhação e censura, precisam de glória. Simeão tinha a mente mais aberta e enxergava mais longe do que os outros judeus da sua época; em seu discernimento, ele também estava mais em harmonia com a profecia messiânica do Antigo Testamento do que os demais judeus.

José e Maria se maravilharam (33). Simeão não estava dizendo a José e a Maria nada que eles já não soubessem. Eles se maravilharam, entretanto, de que estas verdades lhes fossem ditas por um estranho, e sob tais circunstâncias. A maravilha para eles, e para nós, é que tudo o que foi dito por todos os mensageiros de Deus se harmonizava perfeitamente.

3. A Bênção e a Profecia de Simeão (2.34-35)

E Simeão os abençoou e disse à Maria.., este [menino] é posto... (34). Depois do êxtase do cântico que era dirigido a Deus, Simeão se voltou novamente para a Sagrada família. A sua bênção evidentemente foi para Maria e José, e não para o Bebê. A gramática desta sentença parece indicar isto.

Reconhecendo a identidade do Bebê, Simeão se conteve e não o abençoou. Depois da bênção ele se voltou para Maria e fez a ela (e a nós) a primeira menção, encontrada no Evangelho de Lucas, da oposição que o reino de Cristo enfrentaria.

Queda e elevação de muitos em Israel. Isso pode dar a impressão de que as mesmas pessoas caem e se levantam. Este não é o significado pretendido pelo original. Cristo será a Rocha na qual os crentes encontrarão refúgio, e contra a qual os oponentes se chocarão. Muitos cairão por causa da sua atitude em relação a Ele.

Esta predição diz respeito a Israel, e na verdade é uma profecia precisa, pois Cristo era Aquele que iria “peneirar” o povo judeu. Mas isto é mais do que uma predição do destino religioso do povo judeu; é uma afirmação de um princípio universal, pois a decisão mais importante que qualquer homem jamais tomará, é o que ele irá fazer com Jesus Cristo.

[Um] sinal que é contraditado. Isaías se referia ao Senhor como um Sinal (Is 8.18); e João, por todo o seu Evangelho, se refere aos milagres de Jesus como sinais. Aqui Simeão, guiado pelo Espírito Santo, fala de Jesus como um Sinal, mas um Sinal contra o qual se falará. Aqui existe um contraste nesta afirmação. Um sinal significa que haverá evidência suficiente para convencer a todos.
Apesar disso, este Sinal, esta Evidência, será caluniada e rejeitada. Uma leitura casual dos Evangelhos irá exemplificar amplamente como Jesus foi caluniado pelo Seu próprio povo.

E uma espada traspassará também a tua própria alma (35). Tristeza, juntamente com alegria, alcançarão Maria em seu relacionamento com o seu extraordinário filho. Não era o seu corpo, mas sim a sua alma que seria ferida. Maria não foi crucificada, nem traspassada com a espada, mas nenhum mártir sofreu mais do que ela. Mas a reação permanente era de uma alegria indescritível. Godet acertadamente rejeita a inferência de Bleek, de que a espada que iria traspassar a alma de Maria era a dúvida. A espada era a dor de ver o seu Filho morrer.

Para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. Com a aceitação ou a rejeição de Cristo, os pensamentos e os motivos de muitos, sejam bons ou maus, serão dados a conhecer.

4. Ana e o Menino Jesus (2.36-38)

E estava ali a profetisa Ana (36). Sabemos o nome do seu pai, a tribo de Israel à qual ela pertencia, a sua idade e que ela vivia no templo. Também sabemos que ela era viúva, e sabemos por quanto tempo tinha estado casada quando o seu marido morreu — tudo isto, além de sua vida devota e de seu ministério profético. Isto representa um contraste razoável com a quase completa falta de informações sobre Simeão.

E, sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus (38). Simeão ainda estava segurando o Bebê quando Ana entrou. Ela deu graças imediatamente, confirmando a sua visão profética. Falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém. Não temos o teor da sua mensagem, mas fica implícito que ela falava do Seu ministério messiânico. Como no caso de Simeão, a redenção — a salvação — era a sua principal ênfase.

Por intermédio de Zacarias, Isabel, os pastores, Simeão,Ana e outros, as boas-novas sobre o Salvador estavam se espalhando. E significativo que Deus só tenha revelado essas boas-novas àqueles que tinham a qualificação espiritual adequada para uma revelação tão sublime.

Barclay encontra nesta passagem uma história comovente de “Uma das pessoas quietas na terra”. Aqui está uma mulher a quem Deus se revelou. Que tipo de pessoa era ela? 1) Embora tivesse conhecido a tristeza, ela não era amargurada; 2) Embora tivesse idade, não tinha perdido a esperança; 3) Nunca deixou de adorar na casa de Deus; 4) Nunca deixou de orar.

5. O Menino Jesus (2.39-52)

E, quando acabaram de cumprir tudo... voltaram à Galiléia (39). Não devemos entender que voltaram imediatamente a Nazaré, pois Mateus nos diz que a visita dos magos, o assassinato das crianças em Belém por Herodes e a permanência no Egito precederam a volta a Nazaré (Mt 2). Não se trata aqui de uma contradição, mas de um tipo de omissão.

O mesmo ocorre em Atos 9.25-26, onde parece que Paulo retornou a Jerusalém pouco tempo depois de sua conversão; mas em Gálatas 1.17-18 vemos que três anos se passaram antes do seu retorno. Tais omissões são comuns nas Escrituras e em outros escritos antigos. Não era de utilidade para o autor a inclusão do material omitido, e os escritores antigos não sentiram a necessidade de notificar os seus leitores de tais lacunas nos seus relatos. Como isto era costumeiro, os leitores entendiam e faziam as compensações adequadas para a sua compreensão.

O versículo 40 abrange um intervalo de doze anos, em que o menino Jesus cresceu e se fortaleceu em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ele se desenvolveu física, mental e espiritualmente. Podemos ver aqui a verdadeira humanidade de Jesus. Uma das verdades essenciais das Escrituras é que a natureza divina nunca interferiu no desenvolvimento normal da humanidade de Jesus, nem fez com que ela fosse desnecessária.

Todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa (41). Este costume era obrigatório para todos os homens adultos (Dt 16.16). Embora as mulheres não tivessem a obrigação legal de comparecer, sua presença era considerada religiosamente vantajosa para elas. Novamente podemos ver o cuidadoso cumprimento da lei Mosaica por José e Maria. A devoção perfeita gera a obediência perfeita.

Tendo ele já doze anos (42). Este é o único evento da vida de Jesus, no período compreendido entre a sua infância e a sua vida adulta, do qual temos informações espea cíficas. As histórias fantásticas registradas nos Evangelhos espúrios obviamente não combinam com a vida de Jesus como ela é apresentada nos Evangelhos inspirados.
Muitos comentaristas supuseram que esta seria a primeira visita de Jesus ao templo, desde a sua apresentação ao Senhor. Mas isto é pura conjectura, uma vez que não existe qualquer evidência nesta passagem que possa servir como prova, O oposto parece mais provável.
Sabemos que Maria freqüentava as festas em Jerusalém com José, embora a sua presença não fosse exigida por lei. Além disso, a tradição do Talmude afirma que até mesmo os meninos de tenra idade deveriam comparecer às festas.

Lucas parece ter registrado esta viagem em particular devido à importância dos eventos que ocorreram no templo, relacionados ao plano e ao objetivo deste Evangelho.
Outro engano comum é pensar que Jesus compareceu a esta festa em particular porque aos doze anos de idade os meninos judeus se tornam “filhos da Lei”. Na verdade isto ocorre aos treze anos. Se esta visita ao templo, em particular, estava de alguma maneira relacionada com o fato de Jesus se tornar “um filho da Lei”, ela foi apenas preparatória.

Ficou o menino Jesus em Jerusalém (43). A festa durou sete dias. Jesus teve, evidentemente, uma considerável liberdade durante esses dias. Ele deve ter conhecido os planos para a viagem de volta. Então seus pais supuseram que Ele estivesse em algum lugar no meio da multidão de pessoas que, juntamente com eles, estava voltando para casa. Duas coisas poderiam justificar esta liberdade que Ele teve. A primeira é o fato de que os meninos — como também as meninas — na Palestina são muito mais maduros aos doze anos de idade do que na Europa do norte ou no Ocidente. A segunda é a confiança que José e Maria indubitavelmente depositavam nele e no seu julgamento. A confiança deles era suficientemente grande para permitir que viajassem um dia inteiro antes de se preocuparem.

Passados três dias, o acharam no templo (46). Depois de ficarem alarmados, primeiramente o procuraram entre os parentes e os conhecidos que estavam viajando na mesma direção. Somente depois que esta busca se revelou infrutífera, é que eles voltaram a Jerusalém para procurá-lo. Passados três dias significa “no terceiro dia”. O primeiro dia foi gasto na saída de Jerusalém, antes de perceberem a ausência de Jesus; no segundo dia voltaram, chegando a Jerusalém no fim do dia. No dia seguinte — o terceiro — eles o encontraram no templo. Alguns afirmam, em suas pregações, que os pais procuraram em todos os lugares possíveis, antes de pensarem no templo; mas isto não é dito aqui.

Assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os (46). Não eram médicos, mas sim doutores da Lei. Eram rabinos ou professores. Famosos rabinos, como Sammai e Hillel, poderiam ter estado presentes. Esses grupos de discussão eram comuns, e talvez algumas vezes os meninos pudessem ser ouvintes. Mas aqui Jesus não era um espectador interessado; Ele era um Participante.

Todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas (47). Ele não estava apenas fazendo perguntas, como fariaum discípulo, mas também dando respostas (como uma autoridade).

Essas perguntas e respostas causavam admiração àqueles que ouviam — inclusive aos rabinos — pela rara profundidade de conhecimento que revelavam.
Normalmente é preciso muito conhecimento e entendimento tanto para fazer perguntas inteligentes quanto para fornecer respostas satisfatórias.

Entretanto, esta passagem deve ser interpretada de uma maneira coerente com o crescimento e desenvolvimento normal de Jesus. Não devemos cair no mesmo erro de muitos escritores dos evangelhos espúrios, e atribuir a Jesus uma manifestação de divindade em desacordo com a formação progressiva do seu caráter messiânico. Aos doze anos de idade, Jesus podia manifestar desenvolvimento em qualquer área de sua vida e pessoa, inclusive em termos de consciência de sua missão, e em seu relacionamento com o Pai. Este desenvolvimento equilibrado continuaria por toda a sua vida terrena.

E, quando o viram, maravilharam-se, (48) frase que significa, literalmente: “E, vendo-o, ficaram maravilhados”. Eles ficaram espantados com todo o conjunto de circunstâncias que rodeava Jesus neste momento. Disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. Maria aqui revela frustração, e um pouco de exasperação, algo como uma preocupação materna. Ela tinha ficado preocupada; ela estava cansada e confusa. Ela estava simultaneamente atônita com a sabedoria de Jesus, porém desconcertada com a situação. O seu apelo parece também revelar um sentimento de desamparo por estar diante de mais um mistério na vida desta criança incomum e maravilhosa.

Por que é que me procuráveis? (49). Jesus respondeu a uma pergunta com outra pergunta, e Ele reagiu ao assombro de Maria com o seu próprio assombro. Por que ela estava triste, e por que o procurava? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? significa, literalmente, “Vocês não sabiam que é necessário que Eu esteja entre os assuntos do Meu Pai?” Alguns pensam que Jesus parece ter suposto que a sua mãe entendia a sua missão melhor do que na realidade entendia. Observe o contraste entre “o teu pai e eu”, de Maria, e a frase negócios de meu Pai, de Jesus. Maria pensava que Ele não havia tido consideração com seus pais; Jesus indica que Ele tinha uma responsabilidade maior para com um Pai maior.
Mas a surpresa de Maria com a aparente falta de consideração de Jesus mostra o quanto a sua obediência e consideração tinham sido fielmente dedicadas a eles até este ponto. A situação também prova que a infância de Jesus tinha sido natural e normal e não tinha sido marcada por indicações freqüentes de talentos sobrenaturais.

E eles não compreenderam as palavras (50). A pergunta de Jesus, que é relativamente clara para nós, só serviu para desconcertar Maria ainda mais. Godet provavelmente está certo quando sugere que Maria não entendeu o uso que Jesus fez da palavra Pai como uma referência a Deus.

Mesmo que ela tenha entendido, é muito improvável que os demais tivessem entendido. De qualquer maneira, ela não entendeu o significado da frase.
Entretanto, não devemos culpar Maria por não compreender o seu Filho. Esta falta de compreensão era necessária, já que Ele deveria levar uma vida humana normal. Se ela tivesse percebido inteiramente a divindade dele, tal conhecimento poderia ter interferido em sua maneira normal de tratá-lo — teria transformado uma mãe em uma adoradora.

E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito (51). Depois desse episódio no templo, no qual foi vista (pelo menos superficialmente) a grande missão de Jesus, Ele reas sumiu a sua posição normal de filho obediente. A vontade do Pai era que o seu Filho percorresse o mesmo caminho de vida daqueles que Ele veio salvar.

Sua mãe guardava no coração todas essas coisas. Ela armazenava as coisas que não conseguia entender, para posteriormente dedicar-lhes mais pensamentos e orações. Ela era suficientemente paciente para esperar por um entendimento mais claro, e bastante interessada para não permitir que esses assuntos desaparecessem da sua mente.

Sob o título “O Menino no Templo”, Alexander Maclaren tem três divisões:

1) A consciência da Filiação;
2) O doce “dever” das obrigações filiais me convém tratar dos negócios de meu Pai;
3) A aceitação mansa das tarefas mais humildes — desceu com eles... e era-lhes sujeito.Crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (52). Este é o desenvolvimento normal do homem completo — intelectual, físico, espiritual e social.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lucas – Comentário Bíblico Beacon


COMPLEMENTO DO ESTUDO A INFANCIA DE JESUS

A INFANCIA DE JESUS

TEXTO AUREO = Crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lucas 2.52).

VERDADE PRATICA = Crescer de forma integral e uniforme, como Jesus cresceu, deve ser o alvo de todo cristão.

LEITURA BIBLICA = LUCAS 2.46-47, 3.21,22

INTRODUÇÃO

As Escrituras pouco informam sobre a infância e a adolescência de Jesus. A despeito disto, as poucas notícias dessas fases de sua vida constituem sublimes revelações que trazem â luz seu caráter maravilhoso desde a infância.

A PRIMEIRA INFÂNCIA DE JESUS

1. Jesus em Belém. Lucas relata o nascimento de Cristo, festejado pelos anjos e pastores. E nada mais informa, até a sua apresentação no Templo, quarenta dias após o seu nascimento, conforme a lei, e o retorno de seus pais para a Galiléia (Lc 2.22-39).

2. Jesus no Templo. Estudamos que Simeão e Ana tomaram a Jesus nos braços e profetizaram a respeito dele, no momento de sua apresentação no Templo, para o cumprimento das ordenanças divinas (Lv 12.6-8). Cristo não foi concebido em pecado, mas nasceu sob a lei, para cumpri-la cabalmente.

Jesus era o Unigênito de Deus e o primogênito de Maria. Conforme a lei, aos quarenta dias, era levado ao Templo para ser consagrado ao Senhor (Êx 22.29). Por isso, Jesus também foi apresentado a Deus (Lc2.23).

3. O resgate do primogênito. De acordo com a lei, o primogênito era consagrado a Deus (Nm 18.15). Nosso texto, no entanto, não faz menção ao resgate de Jesus.

4. A visita dos magos. Os pastores adoraram o menino Jesus na estrebaria em Belém, os magos não. A visita destes aconteceu, provavelmente, alguns meses depois do nascimento de Jesus. Alguns estudiosos acham que seis meses ou mais. Certamente, por isso, Herodes “mandou matas todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo...” (Mt 2.16).

Portanto, parece-nos não haver base bíblica encenar o Natal de Jesus com a presença dos magos em Belém. É bom observar que eles vieram do Oriente, provavelmente da Pérsía, pois a palavra grega magoi indica homem versado no estudo das estrelas. Não há provas de que eram apenas três, nem que seriam reis.

Ao certo, depois de verem a “estrela”, reuniram-se para estudas o fenômeno, e, então, iniciaram os preparativos para a viagem, em que teriam de percorrer centenas de quilômetros montados em camelos. Como teriam chegado a Belém na noite do nascimento de Jesus, ou mesmo antes de levá-lo a Jerusalém, para ser consagrado?

5. Por que pensam que a visita deu-se em Belém? Certamente, porque Herodes enviou os magos a esta cidade (Mt2.8). Este rei, perturbado, ao saber que Jesus nascera em Belém, não pensou em outro lugar. Mas observemos o que o texto nos diz:

a. ‘E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande alegria” (ML 2.9,10).

b. No versículo 9, lemos que ela se deteve sobre o lugar onde o menino estava, mas não menciona o local. Lemos mais: “Entrando na casa (não mais a estrebaria), viram o menino com Maria, sua mãe” (Mt 2.11).

Observ. Se, depois da consagração, José e Maria voltaram para Nazaré, e a visita dos magos deu-se depois, indubitavelmente eles encontraram Jesus em Nazaré. A fuga para o Egito aconteceu depois. Veja Mateus 2.13.

A SEGUNDA INFÂNCIA DE JESUS

1. 0 cuidado paterno co desenvolvimento de Jesus. Em sua infância, como qualquer outra criança, dependeu do cuidado dos pais.

2. O desenvolvimento distinto de Jesus. Cremos que Ele evidenciou um desenvolvimento distinto dos demais meninos. Quando outras crianças eram fracas no entendimento, e inaptas para certas resoluções, Ele se mostrou forte no espírito, e tomou decisões corretas.
Pelo Espírito Santo, seu ser revestia-se de extraordinário vigor. Enquanto outros meninos sofriam a influência da natureza pecaminosa, Ele se colocava acima de tais influências. Era o alvo do favor divino: “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40). São estes, apenas, os dados históricos que registramos da infância do nosso Salvador, antes do seu aparecimento, no Templo, aos doze anos.

A ADOLESCÊNCIA DE JESUS

O que chamamos de adolescência de Jesus é a sua idade de doze anos, quando foi com seus pais a Jerusalém.

1. O exemplo dos pais e a vocação de Jesus. “Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa” (Lc 2.4 1,42).

O comparecimento ao culto de Deus faz parte dos preceitos divinos e tem relação com o bem-estar espiritual dos seus filhos, desde os longos anos antes de Cristo. Isto reforça a recomendação neotestamentária: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns” (Hb 10.25).
Os pais de Jesus subiam, anualmente, a Jerusalém, para a Páscoa. Jesus, aos doze anos, foi com eles, e marcou esta etapa de sua vida com um belo exemplo de dedicação a Deus.

2. Jesus obedece aos preceitos judaicos. Os mestres preceituavam que, a partir dos doze anos, os adolescentes começariam a jejuar de vez em quando e, a partir daí, seriam considerados filhos da sagrada aliança. Os que dessem provas de obediência e consagração, fariam parte da vida religiosa de Israel. Jesus satisfez a essas exigências, por força da vocação divina.

3. Os pais de Jesus em Jerusalém. Os pais de Jesus permaneceram em Jerusalém durante os dias da Páscoa. Ao voltarem, verificaram que o menino não os acompanhara. Procuraram-no durante três dias, entre os companheiros de viagem e os parentes, e não o encontraram.
Estava no Templo, com os doutores da Lei. Em sentido figurado, isto nos ensina que é mais fácil encontrá-lo na igreja, do que entre amigos e parentes (Lc2.44 ,45). Toda sua vida, desde a infância, é um livro aberto que nos ensina verdades profundas e eternas (1Pe 2.21b).

Ele permaneceu em Jerusalém, mesmo depois da festa. É bom não nos apressarmos a deixar a casa de Deus, especialmente antes do término do culto. É excelente pensarmos como Davi: “Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória” (Sl 26.8).

4. A persistente procura dos pais. Jesus estava no Templo, mas seus pais não o sabiam. Preocupados com a sua ausência, procuraram-no, persistentemente, até encontrá-lo em Jerusalém. Este exemplo orienta os que se separam de Cristo. O certo é voltar ao lugar onde Jesus pode ser encontrado; onde já estiveram, na casa do Senhor. “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tg 4.8).

EXEMPLOS DO DESENVOLVIMENTO DE JESUS

Nos dias do seu ministério, Ele bem podia dizer: “Aprendei de mim”. Em sua adolescência, seu exemplo constitui o modelo para todo e qualquer cristão, independente de sua idade.

1. Exemplo de dedicação espiritual. No terceiro dia, seus pais o encontraram no Templo. Foi encontrado entre os doutores da Lei (Lc 2.46), não como um simples catecúmeno,mas discutindo com eles as questões fundamentais das Escrituras. Isto não era somente uma instancia da divina sabedoria em sua vida, mas, também, revelava o seu desejo de crescer, tanto no conhecimento, como de comunicar aos seus ouvintes a sabedoria de Deus;
Tornava-se, desse modo, o grande exemplo para os garotos de sua idade, que aprendem com Cristo a se deleitar na companhia dos que lhes proporcionam instrução, e dignificam suas vidas no vigor dos dias.

2. Jesus os ouvia. Os que desejam aprender as coisas espirituais, devem estar prontos para ouvir, reverentes para aceitar, e dóceis para obedecer.

3. Ele lhes perguntava. Conquanto já tivesse autoridade divina para ensinar, perguntava, pois desejava aprender. Ao interrogá-los, ouvia a expressão: “Não sei•”. Ele, então, as respondia corretamente, de maneira que seus interlocutores “muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas” (Lc2.47). Perceberam que Ele era mais sábio do que os grandes mestres. Comprovava, então, que sua sabedoria e seu conhecimento eram divinos.

4. A preocupação de Maria, sua mãe. Ela, ao vê-lo no Templo, tranqüilizou-se e maravilhou-se, ao ver como era admirado e respeitado pelos doutores da Lei. Ela externou sua preocupação, ao dizer-lhe: “Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura” (Lc 2.48). Seus pais o buscaram com preocupação, mas o encontraram com alegria e grande júbilo.

5. Jesus na casa do Pai. O desenvolvimento espiritual de Jesus concedeu-lhe, aos doze anos, consciência da importância de Deus em sua vida. Ele respondeu, gentilmente, a José e Maria: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2.49).

Cuidar dos negócios do Pai, fazer a sua vontade e realizar a sua obra eram os principais objetivos de sua vida terrena. Para Ele, era mais importante do que o comer, o beber e o aconchego do lar paterno.

EXEMPLOS DE SUBMISSÃO

Submissão é hoje uma palavra fatídica para muita gente, especialmente, para adolescentes e jovens que aspiram a liberdade que, não raro, os leva a fins trágicos.

1. Jesus, exemplo de submissão. Em nosso texto, lemos: “E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era- lhes sujeito” (Lc 2.5 1).
Submissão significa sujeição aos superiores. Thomas A. Kempis escreve: “Anda por onde quiseres: não acharás descanso senão na sujeição e obediência ao superior”.

2. O sentido da submissão de Jesus. Lucas 2.51 tem relação com sua atividade de carpinteiro, sob a orientação de José (Mt 13.55; Mc 6.3).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 1994

A INFANCIA DE JESUS



A INFANCIA DE JESUS

TEXTO AUREO = Crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lucas 2.52).

VERDADE PRATICA = Crescer de forma integral e uniforme, como Jesus cresceu, deve ser o alvo de todo cristão.
LEITURA BIBLICA = LUCAS 2.46-47, 3.21,22

De início, notemos os seguintes princípios espirituais:

Para entender corretamente a pessoa de Cristo, temos de considerar o seu lado humano. O crescimento espiritual conduz a uma vida de vitória. • O fato notável concernente à adolescência de Jesus foi a sua perfeita obediência.

Somente Lucas dá-nos essas informações íntimas da infância de Jesus. O propósito de Lucas era levar o Evangelho aos gregos (como Mateus dirigiu-se aos judeus e Marcos aos romanos). Lucas acentua a perfeita humanidade de Jesus. Os' gregos estavam à procura do homem ideal. Jesus foi esse homem ideal. Todo ser humano passa por vários estágios de desenvolvimento mental e físico. Assim também passou Jesus. A encarnação de Cristo foi autêntica e não fictícia. Jesus, o Filho de Deus, teve a meninice perfeitamente normal como qualquer outra criança.

Após a apresentação no Templo, Lucas nos dá a oportunidade de conhecer um incidente sobre Jesus ao contar Ele 12 anos de idade. Este evento teve lugar quando a infância, segundo a Lei, estava findando. O fato revela o desenvolvimento físico dum menino de 12 anos. Mas seu desenvolvimento mental e espiritual eram mais _avançados.

UM MENINO EM CRESCIMENTO (Lc 2.39,40)

Após o nascimento de Jesus, Maria e José permaneceram em Belém por algum tempo. Talvez pensassem que o Messias, como Filho de Davi, devia ser criado na cidade natal de Davi. Mas o plano de Deus era diferente. Havia profecias concernentes à Galiléia que deviam ser cumpridas (ls 9.1,2).

Nesta parte, é Mateus que nos informa como os magos vieram do Oriente e como José levou Maria e o menino Jesus ao Egito, onde' permaneceram até depois da morte de Herodes, o Grande, fato que ocorreu no dia 19 de abril do ano 4 a.C. Em seguida, foram morar na peque na cidade de Nazaré - "rebento", "renovo" ou "broto".

1. Morando em Nazaré (Lc 2.39). Como "nazareno" (Heb. "netseri") Jesus seria o cumprimento das numerosas profecias do Antigo Testamento que descrevem o Messias como o "renovo" ou "broto" que saiu do velho tronco da outrora gloriosa árvore da família davídica (Ver Is 11.1, versículo em que o vocábulo "netser" é usado). Em Is 4.2; 52.2; Jr 23.5; 33.15; e Zc 3.8; 6.12, encontramos esse vocábulo hebraico com o mesmo sentido. Jesus, o "Nazareno", cumpriu todas essas profecias, sendo Ele o "Renovo" de Deus. Convém notar que Jesus não era "nazireu". A semelhança das palavras pode confundir alguém. Aos nazireus foi proibido beber do fruto da videira ou tocar em corpo morto. Jesus, no entanto, bebeu do fruto da videira e tocou em um corpo morto, e até restaurou-lhe a vida. Sim, Jesus foi "nazareno", mas não "nazireu" (Nm 6.1-21)

2. Nota geográfica. Nazaré situa-se numa depressão rodeada por colinas que dão para o belo vale de Esdraelon, o qual chega até a região montanhosa, na costa do Mediterrâneo, e às montanhas de Gilboa perto do rio Jordão. A vila estava construída numa encosta, na direção sudeste. Do alto das colinas, avistam-se o monte Hermom coberto de neve, como também o monte Carmelo, a baía de Aco, o mar Mediterrâneo e o monte Tabor. Avista-se também o mar da Galiléia, qual jóia incrustada entre as colinas da região. Na direção sul avista-se a planície de Esdraelon, que os mercadores e guerreiros atravessaram durante séculos. Nazaré era cidade estratégica, situada numa encruzilhada e famosa rota comercial de caravanas.

Por outro lado, a cidade de Nazaré não é mencionada no Antigo Testamento. Parece que o plano de Deus era que Jesus t (se criado num lugar não mencionado nas profecias, para que ninguém o reconhecesse fora da h predeterminada por Deus. Também Deus quis que a infância Jesus fosse totalmente normal Para isto Nazaré era um ótimo lugar.

Que bênção foi o menino Jesus naquele lar em Nazaré! Maria e José testemunharam s crescimento e desenvolvimento todos os sentidos. Tiveram privilégio de observar a sua humanidade em perfeito desenvolvimento como Deus, o Criador desejava. Não havia nenhum d: feito neste menino, nem hereditário, nem surgido depois. Assim o menino Jesus tomou-se fisicamente forte, bem como em escrito.

Junto com este crescimento físico havia um crescimento e sabedoria, e na graça de Deus que plenamente se manifesta nele. Aqui estava no mundo pela primeira vez um ser humano que o ideal de Deus para conosco estava se realizando. Jesus "o resplendor da sua glória, e expressa imagem da sua Pessoa” (Hb 1.3).

"Enchendo-se de sabedoria" (Lc 2.40). Esta expressão claramente indica a instrução que Jesus recebia em seu lar e na escola que funcionava na sinagoga daquele lugar, como também fala daquela sabedoria que p vinha de sua natureza divina.

Até a idade de 4 ou 5 Jesus como qualquer criança, recebia instrução dos pais. Aos anos o menino judaico era em" do à escola na sinagoga para as Escrituras, a começar c Levítico ... As Escrituras eram seu único estudo até a idade • 10 anos, tempo em que lia Levítico, o Pentateuco, os livros proféticos e finalmente estudava biografias dos homens eminentes do judaísmo (Hagiografia Grandes trechos eram memorizados. Dos 10 aos 15 anos, estudava as tradições da Lei, que eram ministradas oralmente. (Mais tarde é que foram escritas.)

Podemos entender que o menino Jesus brincava com as outras crianças em Nazaré como toda criança brinca. Mas não houve nenhuma ostentação de sua parte e nem tampouco operou milagres tais como esses contados num livro chamado "O Evangelho da Infância", escrito séculos depois.

Podemos afirmar que desde os primeiros anos Jesus ocupava seu lugar no culto na sinagoga local (Lc 4.16). Quando ainda bem pequeno, Ele teria começado a ajudar José na oficina de carpintaria, onde fabricariam portas, janelas, móveis, utensílios, jugos, carroças etc. Assim o desenvolvimento de Jesus foi uma coisa muito natural, e normal. Era necessário que Ele conhecesse todos os aspectos da vida humana, menos o pecado, a fim de identificar-se conosco e assumir o nosso lugar na cruz do Calvário.

É importante saber também que Jesus não foi meio homem e meio Deus, como certos líderes religiosos naquele tempo ensinavam. Ele era 100% Deus e, ao mesmo tempo, 100% homem. Tal fato não é fácil de entender, mas assim a Bíblia ensina. Dentro de sua pessoa, Jesus possuía todas as qualidades, todas as características e todos os atributos da divindade (CI 2.9).

Ele também possuía todas as qualidades da natureza humana. Ele soube manter essas qualidades divino-humanas de tal maneira que nunca houve conflito entre elas. As duas naturezas, a divina e a humana, existiam nele na mais perfeita harmonia dentro de uma só personalidade, Jesus Cristo. Jesus foi um menino perfeitamente normal: tomou-se um verdadeiro homem. Para nós tudo isto é mistério, mas assim a Bíblia afirma, e assim cremos, e nela depositamos a nossa fé.

UM MENINO SURPREENDENTE (Lc 2.41-50)

1. Costume Antigo. Os hebreus celebravam sete festas durante o ano sacro judaico.
A primeira ela a Festa da Páscoa, realizada durante o mês Nisan (que corresponde a abril). Esta festa comemorava a libertação do Egito: era celebrada no dia 14 desse mês. A Festa dos Pães Asmos tinha início no dia seguinte à Páscoa.

A palavra "asmos" é "matstsah", que significa "doce". O fermento era comumente adicionado à massa para fazê-la crescer. Freqüentemente, na Bíblia o fermento é símbolo de contaminação. Seu uso foi proibido na oferta de manjares. Em outras ocasiões era o uso permitido. Na Páscoa todo fermento era removido da casa dos israelitas.

Certamente Jesus, como os demais meninos em Nazaré, gostavam de ir a Jerusalém para assistir à Festa da Páscoa. A Lei exigia que todos os varões assistissem às três grandes festas nacionais: Páscoa PentEicoste e Tabernáculos (Êx 23.14-17; Dt 16. 16). As mulheres não eram obrigadas a assistir, mas os rabis recomendavam que também assistissem. Quando Israel foi espalhado entre as nações, essas práticas tomaram-se - difícil de serem observadas. Hoje, quando os judeus celebram a Páscoa costumam dizer entre si: "Para o próximo ano em Jerusalém". Nos tempos neotestamentários muitos judeus conseguiam fazer a longa viagem de terras distantes a Jerusalém, especialmente por ocasião da Páscoa. A Páscoa era conhecida como a Festa. Mais de 2 milhões de judeus enchiam Jerusalém anualmente, a fim de celebrarem essa festa.

Durante a viagem, os peregrinos cantavam hinos, especialmente os Salmos 120 e 134; salmos muito apropriados para tal ocasião, por terem muitas referências a Jerusalém (Sião). Então, ao passarem pelo vale do Cedrom, subindo ao Templo, cantavam o Salmo 24, que diz: "Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração" (v.3,4). Foi Jesus a primeira pessoa a entrar no Templo que realmente cumpriu esta exigência: Ele era realmente limpo de mãos e puro de coração.

Lucas no seu Evangelho incluiu a visita a essa festa da Páscoa, para nos informar que na idade de 12 anos o Senhor Jesus já sabia que era o Filho de Deus, o enviado ao mundo em missão divina. Por isso é fácil entender que para Jesus o Templo seria uma grande atração. Isto explica porque o menino Jesus demorou-se no Templo mesmo depois que a sua caravana já regressara a Nazaré.

2. Pais descuidados (Lc 2.41-45). O fato que Maria e José não deram falta do menino Jesus durante o primeiro dia de viagem, leva-nos a concluir que Jesus era muito desenvolvido e hábil naquilo que fazia. Não se preocupavam com ele, sabendo que dava conta de si, em qualquer situação. O incidente nos mostra a amizade que havia entre as famílias de Nazaré, e como Jesus se dava com as outras crianças de sua idade. Assim, quando Maria e José deram falta dele, foi-lhes um choque bastante rude. De certo, foi a primeira vez que tal coisa acontecia.
3. Os mestres maravilhados. Depois de três dias, a contar· do dia em que verificaram a ausência dele, Maria e José encontraram-no no· Templo, ou seja, em uma das salas ao lado do Templo. Jesus estava no meio dos doutores. Era costume durante a Páscoa que os grandes raabis ou mestres reunissem pequenos grupo em tomo de si a fim de darem instrução religiosa e responderem às perguntas que surgiam. Assim, é possível que durante esses dias de festa Jesus

Tivesse ouvido muito desses mestres ensinar e lhes tivesse feito perguntas. Agora que as multidões já haviam ido embora, esses mestres foram atraídos por este menino tão singular. Contudo Jesus era humilde e ficou aos pés desses homens, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. (Era costume naquele tempo os alunos e mestres ficarem assombrados com a inteligência, o discernimento e a compreensão teológica deste menino de apenas 12 anos Jamais haviam visto coisa igual.

4. A sabedoria do menino Jesus. "A pergunta bem elaborada", disse certo erudito, "constitui a metade de sua resposta" Assim foi nesta ocasião quando Jesus formulou interrogações aos mestres, no Templo (Lc 2.46,47) Um estudo deste texto revela que o menino Jesus tanto soube fazer as interrogações como responder a elas, e isto porque as perguntas e as respostas continham a sabedoria divina. A própria interrogação, pela sua formulação, já revelava esta extraordinária sabedoria. O texto não diz que os autores interrogavam a Jesus. mas que Ele lhes interrogava e apresentava respostas.

5. Estudo da palavra "coração". Lucas 2.51 indica que Maria guardou. em seu "coração" as coisas que Jesus falou durante esta visita ao Templo.
O erudito Alexandre Sou ter assinala que a palavra "coração" em grego tem dois significados básicos:

a. Refere-se ao órgão físico do corpo.

b. Refere-se à mente. Em certos casos refere-se à personalidade, ao caráter, ou à vida íntima da pessoa (1Co 14.25; 1 Pe 1.22). As vezes refere-se ao estado emocional da pessoa (Rm 9.2). Paulo usou a palavra coração em referência à mente ou ao intelecto (R,m 1.21) e à vontade (Rm 2.5).

A maneira como a palavra usada determina o seu verdadeiro significado. Não se pode duvidar de que o salmista se referia à mente quando escreveu: "As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e Redentor meu!" O Quando Lucas diz que Maria guardou estas coisas no seu coração, ele está dizendo que ela guardou estas coisas em seus pensamentos, na sua mente.

O MENINO EM DESENVOLVIMENTO (Lc 2.51,52)

1. A obediência continua (Lc 2.51). O que nos impressiona na vida do adolescente Jesus é o respeito perfeito e a obediência absoluta que Ele prestou à sua mãe e a José. Ele lhes estava sujeito espontaneamente, por amor. Não havia a mínima rebelião contra a autoridade do lar onde Deus o havia colocado. Embora sendo o Filho de Deus, Ele não pleiteou qualquer isenção de responsabilidade, ou de obrigações de tarefas. Devemos observar como, na infância da raça humana, foi na questão da obediência que Adão e Eva falharam. Mas Jesus não falhou! Graças a Deus!

2. O desenvolvimento continuo (Lc 2.52). Nesses anos de adolescência, Jesus continuou a desenvolver-se em todas as áreas da vida: física, mental, social, e espiritual. À medida que enfrentava as complexas situações da vida que todos nós conhecemos, Jesus sempre saiu vitorioso. Evidente era que achou graça diante de Deus e dos homens. Jesus, como Filho do homem, nem uma vez cometeu pecado. Confiando nele também teremos vitória contra o pecado.

ENSINAMENTOS PRÁTICOS

1. A importância da doutrina da humanidade de Cristo. Nosso Senhor era "verdadeiro homem". Ele não era um semideus nem um semi-homem.

Era Deus no pleno sentido da palavra e,' ao mesmo tempo, verdadeiramente homem. Foi concebido pe10 Espírito Santo, mas nascido duma mulher (Gl 4.4). Deus preparou-lhe um corpo (Hb 10.5). Era um corpo verdadeiramente humano (Hb 2.14). Jesus passou por todos os processos de desenvolvimento físico, mental, social e espiritual. Foi um processo sadio e normal e não anormal..

Para nós isto constitui um mistério que não podemos penetrar. Devemos. na simplicidade da fé, aceitar a declaração de Paulo em 1 'I'm 3.16: "Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne" (Ver Jo 1.14). Como menino, Jesus estava sujeito a Maria e José e foi depois chamado de o carpinteiro de Nazaré. Como homem, estava sujeito às limitações físicas. Experimentou o cansaço (Jo 4.6), a fome (Mt 21.18), a sede (Jo 19.28), a tentação (Lc 4.2), a dor e a morte. Conheceu as emoções do amor e da tristeza. Ele chorou, agonizou e irou-se contra a hipocrisia.

À destra de Deus. Ele é o "Filho do homem" (At 7.55, 56). Ele é o único "Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1Tm 2.5).

Cristo é Deus. Há uma falsa doutrina que faz de Jesus nada mais do que um homem, um homem bom, mas somente homem. Isto é blasfêmia.
Para compreender Cristo, é necessário compreender sua humanidade: É imprescindível aceitar também a sua divindade e crer nele. Os autores da Bíblia assim fizeram, declarando de modo inequívoco a sua humanidade plena.

Em Cristo "habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (CI2.9). Como homem morreu na cruz, mas como Deus destruiu as fortalezas do Diabo e ressurgiu dentre os mortos. Ele declarou: "Eu sou aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos" (Ap 1.l7,18).

2. É possível que um crente salvo se desvie? Aceitamos Cristo como Salvador, por um ato da nossa vontade e é possível posteriormente rejeitá-lo por um ato dessa mesma vontade. Mas as circunstâncias externas, essas não têm poder para nos separar de Cristo (Rm 8.35-39).

O Antigo Testamento contém numerosas referências contra este pecado de desviar-se. Exemplos: Ez 18.24; Jr 17.5. O Novo Testamento também nos avisa contra o pecado de abandonar a fé: Jo15.2,5,6. Os avisos de Paulo encontram-se em Rm 6.16; 8.13; 11.21,22; 1 Tm 4.1,6. Pedro usa a alegoria do cão que volta ao vômito (2Pe 2.15,20-22; ver também Hb 10.29). Qualquer cristão descuidado na sua vida espiritual já se está desviando. Se continuar assim, e deliberadamente preferir viver no pecado, acabará perdendo a sua posição em Cristo (GI 5.21).

Mas graças a Deus, a pessoa que "perdeu" Jesus, como Maria e José o perderam, podem encontrá-lo novamente onde Ele está. Para isso, deve confessar e abandonar o pecado (1Jo 1.9).

3. A importância do crescimento harmônico da pessoa: físico, mental e espiritual. O desenvolvimento da pessoa de Jesus foi perfeito e isto deve ser o nosso modelo.

Na questão de desenvolvimento da pessoa temos que considerar os hábitos que adotamos. Jesus foi primeiro um menino, e mais tarde um homem, de bons hábitos. Dos bons hábitos surge o homem bom. Ao nascermos não temos hábitos nenhuns. Estes formados através do desenvolvimento.  São o resultado escolhas que fazemos.

Devemos formar bons hábitos em todas as áreas da nossa vida, mesmo os hábitos ordem física, como seja, o d canso, a dieta, o lazer, a temperança e a disciplina devemos abusar do corpo, que ele é "templo do Espírito Santo" (1Co 6.19).

Na vida mental é também importante ter hábitos como seja o controle dos pensamentos. Devemos evitar pensar no que for imoral prejudicial e evitar a preocupação demasiada, e a lascívia etc..
Lembremo-nos de que Jesus venceu todas essas tensões, pois "foi Ele tentado todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" ( 4.15). Uma vez que Ele venceu, podemos chegar confia mente ao trono da graça, a de recebermos misericórdia acharmos graça para receber socorro em ocasião oportuna (Hb 4.16). Paulo recomendou "Pensai nas coisas lá do alto não nas que são da terra (Cl 3.2).

Lições Bíblicas CPAD – 1983

A INFANCIA DE JESUS
TEXTO AUREO = Crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lucas 2.52).

VERDADE PRATICA = Crescer de forma integral e uniforme, como Jesus cresceu, deve ser o alvo de todo cristão.

LEITURA BIBLICA = LUCAS 2.46-47, 3.21,22

 ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 Com base nas informações abaixo e no mapa seguinte, apresente aos alunos os fatos e regiões relacionadas à infância de Jesus. Acompanhe a ordem alfabética.

(A) Nazaré: Anunciação (Lc 1.26-38), cerca de 7-6 a.C.

(B) Nas montanhas [Hebrom?]: Visita a Isabel (Lc 1.39-56). Decreto de César Augusto (Lc 2.1-2).

(C) Belém: Censo (Lc 2.1-4), cerca de 6-5 a.C. Fatos consequentes: Nascimento de Jesus (Lc 2.7); Anúncio aos Pastores (Lc 2.8-20); Circuncisão de Jesus (Lc 2.21), 8 dias de nascido.

(D) Jerusalém: Apresentação de Jesus (Lc 2.22-38), 40 dias de nascido; Visita dos magos (Mt 2.1,2,8).

(C) Belém: Herodes, seu decreto e fuga da matança (Mt 2.8,13-18), cerca de 5 a.C.

(E) Egito: Estadia (Mt 2.19-21).

(A) Nazaré: Retorno e infância (Mt 2.23; Lc 2.31), cerca de 7 d.C.
(D) Jerusalém: Entre os doutores aos 12 anos (Lc 2.42,46 ), cerca de 7-8 d.C.
(A) Nazaré: Dos 12 aos 30 anos (Lc 2.51,52).



 Palavra Chave

Infância: Período de crescimento, no ser humano, que vai do nascimento até a puberdade.
 O texto bíblico da lição desta semana trata da infância de Jesus, o Filho de Deus (Jo 1.49; Mc 15.39). São poucos os relatos inspirados da infância de Cristo, por isso devemos extrair deles tudo o que pudermos para uma melhor compreensão da mais bela e incomparável historiada humanidade.

A INFÂNCIA DE JESUS

 1. Jesus também foi criança. Muitos se esquecem de que Jesus, como homem, já foi criança. Ele cresceu junto a seus pais terrenos. Como toda a criança, teve que aprender a falar, escrever etc. Somente Lucas registrou, ainda que de forma bem resumida, a primeira fase da vida terrena de Jesus.

A expressão, “e o menino crescia”, (v.40) afirma que Ele viveu entre nós e passou por todas as etapas do desenvolvimento humano até chegar à idade adulta. Como verdadeiro homem, Jesus experimentou o crescimento físico e mental. Ele crescia em sabedoria na graça divina. Era perfeito quanto à natureza humana, e prosseguia para a maturidade, segundo o desígnio do Pai.

a) O crescimento físico de Jesus (v.40). O texto nos diz claramente: “e o menino crescia”. Tudo indica que Jesus teve um crescimento normal, fora de qualquer anomalia. Era uma preparação para o cumprimento do seu ministério.

b) O crescimento espiritual (v.40). O menino Jesus não fora levado pelas paixões juvenis e carnais do seu tempo. Ele estava no mundo, porém não era do mundo (Jo 1.10). “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há”, adverte-nos a Palavra (1Jo 2.15). O infante Jesus viveu dentro desses preceitos, tornando-se forte espiritualmente. Por isso o apóstolo Paulo adverte-nos: “Fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2.1).

c) Crescimento intelectual (v.40). Jesus também cresceu em toda sabedoria a ponto de confundir os doutores da lei. Pedro nos ensinou: “Crescei na graça e no conhecimento” (2Pe 3.16). Jesus cresceu em toda a extensão, embora fosse tudo em todos. Ele é a graça de Deus manifestada (Tt 2.11).

2. Fonte de informação sobre a infância de Jesus. Os Evangelhos são as fontes básicas de informação sobre Jesus como homem. Os escritores dos Evangelhos tinham como objetivo mostrar a redenção da humanidade por nosso Senhor Jesus Cristo: “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1Tm 1.15).

O silêncio que precedeu o início da apresentação pública de Jesus não deve surpreender-nos. Mateus, Marcos, Lucas e João deram profundo enfoque à última semana da vida terrena de Jesus, quando a tão aguardada redenção do pecador foi consumada.


O MENINO JESUS ENTRE OS DOUTORES
  
1. Uma família piedosa (v.41). A Páscoa era a mais importante festa religiosa de Israel. Todo homem adulto tinha o compromisso, segundo o preceito divino, de ir anualmente a Jerusalém, à Festa da Páscoa (Dt 16.16).

As mulheres não tinham esse compromisso. Isso mostra o quanto Maria era devotada.
Zelosos no cumprimento da Lei de Deus, José e Maria iam todos os anos à Festa da Páscoa (v.41). Não dispunham de muitas posses, mas, mesmo assim, não deixavam de ir a Jerusalém para a adoração. Eles são exemplos de dedicação e amor a Deus.

2. O menino Jesus em Jerusalém (vv.43-46). Jesus foi levado, por seus pais, a Jerusalém pela primeira vez para a cerimônia de purificação de acordo os preceitos da lei (Lc 2.22). Segundo o costume judaico, Ele foi circuncidado, recebendo seu nome pessoal no oitavo dia (Lc 2.21-24). 

A festa durava sete dias (Êx 12.15). Aos doze anos, foi o menino Jesus outra vez a Jerusalém. Nessa ocasião, seus pais o perderam na multidão. É provável que, na viagem de regresso, Maria tivesse pensado que Jesus estava com José e vice-versa. Descobriram, então, que Ele não estava entre os que retornavam. E, assim, decidiram voltar para Jerusalém.
Passado três dias, os pais de Jesus o encontraram “no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (v.46). O que chamou a atenção dos doutores e dos que presenciaram a cena era o conhecimento e interesse de Jesus, ainda um adolescente, pelas coisas de Deus. Ele não somente fazia perguntas, mas também as respondia.

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA DIVINA EM JESUS

 1. Consciente de sua identidade e filiação divina (v.49). José e Maria estavam conscientes da origem divina de Jesus, bem como de sua missão redentora (Lc 1.30-38; 2.8-19,25-35). Então, Maria perguntou a Jesus: “Filho, por que fizeste assim conosco (v.48)?” Jesus lhe respondeu com outra pergunta: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (v.49). O menino demonstrou ter plena consciência de que era, de fato, o Filho de Deus e o Messias de Israel.

2. Um exemplo de obediência (v.51). Mesmo plenamente consciente de que era o Filho de Deus, Jesus era ao mesmo tempo submisso a José e Maria: “e era-lhes sujeito” (v.51). A obediência é um ato de rendição voluntária, do contrário, se torna escravidão, o que é contrário ao Espírito Santo (Mt 14.36; Gl 5.1). 

Jesus foi obediente em tudo: “embora fosse Filho aprendeu a obediência” (Hb 5.8). Neste versículo encontramos a última referência a José no Novo Testamento. Nas bodas de Cana da Galiléia, ele não estava presente (Jo 2.1). Talvez já houvesse falecido.

CONCLUSÃO

 O limitado relato bíblico que temos a respeito da infância de Jesus é plenamente suficiente para a compreensão da Sua vida. O compromisso do cristão só tem a ver com o que está escrito na Bíblia; não com especulações.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 2008

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COHEN, A. C. A vida terrena de Jesus.4.ed., RJ: CPAD, 2000.
DOWLEY, T. Pequeno Atlas Bíblico. RJ: CPAD, 2005.
SILVA, S. P. A vida de Cristo. RJ: CPAD, 2000