16 de agosto de 2017

A Igreja de Cristo


A Igreja de Cristo 01

Texto Áureo = "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mt 18.20)

Verdade Prática =Cremos na Igreja, que é o corpo de Cristo, una, santa e universal assembleia dos féis remidos de todas as eras e todos os lugares.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = 1Corintios 12.-20,25-27

HINOS SUGERIDOS: 375, 470, 482 da Harpa Cristã

Apesar de abordarmos alguns aspectos teológicos fundamentais, nosso enfoque estará no desenvolvimento da missão da Igreja no mundo. Como podemos depreender do texto bíblico base da lição, a Igreja não é apenas uma organização, mas um organismo vivo e divino que tem como encargo precípuo a salvação dos pecadores e a congregação dos salvos a caminho da glória. A Igreja não é obra humana (Mt 16.18), mas criação especial de Deus mediante Cristo, seu Filho Amado. Jesus, como cabeça da Igreja (Ef1 .22,23), amou-a e se entregou por ela (Gl 2.20).

1. O QUE É A IGREJA

1. Definição. A palavra “igreja”, no grego, ekklesia, significa “chamados para fora”. Originalmente, os cidadãos de uma cidade eram chamados mediante o toque de uma trombeta, que os convocava para se reunirem como assembléia em determinado local, a fim de tratarem de assuntos comunitários. Da mesma forma, a Igreja é um grupo de pessoas chamadas para fora do mundo, para formar um povo seleto, especial, pertencer a Deus e servi-lo (1Pe 2.9,10; 1Ts 1.9).

2. A visão cristológica da igreja. Certa ocasião, Jesus interrogou os seus discípulos acerca do que as pessoas pensavam a respeito d’Ele. Após ouvir suas várias respostas, o Mestre lhes fez uma derradeira pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16.1 5). Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, respondeu-lhe imediatamente: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v. 1 6). A partir desta resposta, Jesus fez uma enfática declaração revelando aos seus discípulos a edificação, a jornada e o futuro da sua Igreja na Terra.

O Senhor afirmou a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Quando o Mestre enunciou: “edificarei a minha igreja”, identificou-se como seu Arquiteto, cuja edificação estender-se-ia até “à consumação dos séculos” (Mt 28.20).

 

O fundamento sobre o qual Ele edifica a Igreja está indicado nas palavras do texto: “sobre esta pedra”. A pedra não se refere a Pedro e, sim, à verdade que este acabara de afirmar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). Jesus não disse: “sobre ti edificarei a minha igreja”, mas declarou que sobre a confissão revelada pelo Espírito Santo a Pedro, a igreja seria edificada.

O próprio Pedro afirma que Jesus é a Pedra sobre a qual a Igreja é edificada “pedra angular, eleita e preciosa” (1Pe 2.5; At 4.11). A referência a Cristo como a “pedra angular” (1Pe 2.5 - ARA), figura um edifício construído com pedras espirituais, isto é, vidas regeneradas ao longo da existência da Igreja na Terra     (1 Co 3.9; Ef 2.22).

II. AS DIMENSÕES DA IGREJA NA TERRA

1. Universal. A Igreja universal é o conjunto de todos os salvos em Cristo. É citada no Novo Testamento no singular — “igreja”— nos textos de At 20.28; 1Co 12.28; Ef 1.22; 5.27; 1 Tm 3.15; Hb 12.23. No plano eterno de Deus, a Igreja universal foi arquitetada por Ele antes da fundação do mundo (Ef1 .4,9,10), e, tem um caráter geral porque inclui todos os cristãos remidos por Cristo, dentre todos os povos.

2. Local. A palavra igreja, em sentido literal, abrange o conceito de “congregar” e “reunir”, pois se trata da reunião dos fiéis em um local específico. A Bíblia emprega o plural “igrejas”, a fim de referir-se às igrejas locais (At 9.31; 16.5; Rm 16.4; 16.19;2Co8.1; Cl 1 .2). No entanto, quando o termo está no singular, cita-se a região na qual a igreja local encontra-se (At 14.23; Rm 16.1; 1Co 1.2; 4.17; 1 Ts 1.1). A perspectiva local da igreja fortalece o fato de que o trato e relacionamento de Deus com ela não é só universal, mas local, congregacional e direto.

III. A ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DA IGREJA

1. A organização administrativa da igreja. A Igreja é tanto um organismo espiritual quanto uma organização que necessita do trabalho de pessoas nos vários órgãos funcionais da igreja local; Organização funcional da igreja refere-se à administração dos recursos materiais e humanos de que ela dispõe, para que não haja interrupções no seu crescimento quantitativo e qualitativo.

2. A organização ministerial da igreja. Esta forma de organização diz respeito ao governo da igreja local através de homens vocacionados e capacitados por Deus para o exercício do santo ministério eclesiástico. Ao longo da trajetória da igreja, temos várias formas de governo eclesiástico: local, distrital, regional e nacional.

Por meio do Novo Testamento, verificamos que a autoridade administrativa e espiritual da igreja local é competência do pastor. Todos os demais cargos e funções submetem-se à autoridade pastoral.Na igreja também há cargos de caráter espiritual, conforme expõe a Escritura em Ef 4.11: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

3. A organização espiritual da igreja. Essa organização refere- se, essencialmente, à sua liturgia. Trata-se da ministração do culto, da adoração coletiva, das ordenanças deixadas por Jesus, como a Ceia do Senhor e o batismo em águas (Mt 28.19,20; Lc 22.16-20). Mesmo que não haja uma forma prescrita e específica de liturgia dos cultos, devemos primar em manter os princípios ensinados por Jesus, no sentido de promover a comunhão com Deus e com os irmãos. Na realização do culto, deve-se evitar tanto o formalismo que engessa a liberdade da adoração a Deus em “espírito e em verdade” (Jo 4.2 3,24), quanto à espontaneidade individual sem limites, que vulgariza e profana o “culto racional” que devemos prestar continuamente a Deus (Rm 12.1; SI 95.1-6).

CONCLUSÃO

Nesta lição, estudamos as características fundamentais da doutrina da Igreja, a fim de compreendermos suas dimensões terrena e celeste. Você faz parte da lgreja no seu âmbito universal? Está integrado e exerce o ministério que Jesus lhe confiou na igreja local? Trabalhemos enquanto é dia!

FONTE:- Lições bíblicas CPAD 2007

INTRODUÇÃO

IGREJA O CORPO ESPIRITUAL DE CRISTO

 

Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2006 - CPAD - Jovens e Adultos

 

TEMA – As Verdades Centrais da Fé Cristã

 

Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correia de Andrade

Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

 

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

 

 


 

IGREJA O CORPO ESPIRITUAL DE CRISTO

 

Jo 10.9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

Entrará no reino da luz, na Igreja (Pastagem é alimentação da Palavra de DEUS), e Sairá do reino das trevas, da reunião com o mundo.

 

TEXTO ÁUREO = “Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do DEUS vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hb 12.22,23).

 

VERDADE PRÁTICA = A Igreja de CRISTO não é uma simples organização; e, sim: um organismo vivo que, no poder do ESPÍRITO SANTO, manifesta o Reino de DEUS a um mundo que jaz no maligno.

 


 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - MATEUS 16.13-20

 

OBJETIVOS - Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Conceituar a doutrina da igreja.

Descrever a missão da igreja.

Distinguir a igreja universal da igreja local.

 

PONTO DE CONTATO

 

Prezado professor, o termo “igreja” na Antiguidade, referia-se a um grupo de pessoas que se reuniam para deliberar a respeito dos assuntos legislativos e políticos das cidades. Geralmente, essas assembléias eram abertas com orações e sacrifícios às divindades locais. Era concedido, a cada cidadão que desejasse, o direito de se pronunciar ou propor assuntos para o debate. No entanto, o termo era comum entre os gregos para designar qualquer reunião ou assembléia. Com a ascensão do cristianismo, a palavra começou a ser empregada em sentido mais específico, isto é, a Igreja do DEUS vivo.

 

 

 

 

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja, sua fundação, símbolos e missão, conforme as Escrituras. O vocábulo igreja é formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek, isto é, “a partir de”, “de dentro de” ou “para fora de”; e, klēsis, que significa “chamada”, “convocação”, “convite”. Literalmente quer dizer “chamados para fora”. Em Atos 19.39, ekklēsia é uma “assembléia reunida para fins políticos”; em Atos 7.38 é a congregação ou assembléias dos israelitas, mas em 1Co 11.18, uma congregação cristã. O termo ainda é usado para designar um “grupo local de cristãos” (Mt 18.17; At 5.11; Rm 16.1,5); a Igreja universal à qual todos os servos de CRISTO estão ligados (Mt16.18; At 9.31; 1 Co 12.28; Ef 1.22); e a Igreja de DEUS ou de CRISTO (1 Co 10.32; 1 Ts 2.14; Rm 16.16).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, a Igreja é um organismo vivo, santo, dinâmico e ligado à cabeça, CRISTO (Ef 1.22, 23). A igreja, portanto, vive em duas dimensões: espiritual e social. Na dimensão espiritual, a igreja é universal, um organismo vivo, o corpo místico de CRISTO; mas na esfera social, ela é local, uma organização, uma agremiação de pessoas ligadas a um sistema de crenças. Como recurso didático para esta lição, use a tabela que distingue a igreja universal da igreja local.

 

RESUMO DA REVISTA - CPAD - 4TRIM.2006

 

INTRODUÇÃO

 

“A Igreja é a herdeira da cruz”. Esta declaração de Thomas Adams, além de realçar a importância e a natureza da Igreja de CRISTO, deixa bem claro: a Igreja não surgiu de um projeto humano, mas do próprio Senhor.

 


 

I. O QUE É A IGREJA

"A Igreja não é nada mais do que CRISTO manifestado”.

 

1. Definição etimológica. A palavra igreja vem do hebraico qāhāl; e do grego ekklēsia. Reunião pública.

 

2. Definição teológica. Conjunto daqueles que, aceitando a CRISTO pela fé, são imediatamente agregados em seu corpo espiritual.

 


 

II. A FUNDAÇÃO DA IGREJA

 

Ela só passou a existir com o derramamento do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes (Ef 3.8-11).

 


 

III. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA

 

1. A Palavra de DEUS. O fundamento maior da Igreja é, sem dúvida alguma, a Palavra de DEUS (1Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17).

 

2. A Declaração de Cesaréia. O próprio apóstolo Pedro afirma que a pedra é CRISTO (1Pe 2.4-8).

 

IV. A MISSÃO DA IGREJA

 

1. Glorificar a DEUS. Devemos Agir de tal forma, a fim de que os homens glorifiquem ao Pai Celeste (Mt 5.16).

 

2. Ser habitação do ESPÍRITO SANTO (1Co 6.19). A Igreja é o templo espiritual de DEUS.

 

3. Tornar conhecida a sabedoria de DEUS. Através da exposição das Sagradas Escrituras, pode a Igreja demonstrar quão superior é a sabedoria divina (Ef 3.10,11).

 

4. Proclamar o Evangelho. A principal missão da Igreja.

 

5. Edificar seus membros na Palavra. Através da Palavra.


 

V. OS MEMBROS DA IGREJA

 

A Igreja é composta pelos salvos por CRISTO oriundos de todas as nacionalidades.

 

1. Os judeus. Primeiros cristãos.

2. Os gentios. Admitidos à família dos santos com pleno acesso às bênçãos espirituais.

3. A Igreja de DEUS. Formada por judeus e gentios.

 


 

VI. AS ORDENANÇAS DA IGREJA

 

1. Definição teológica. O batismo em água e a santa ceia.

2. O batismo. Constitui o batismo um símbolo da morte e ressurreição de CRISTO.

 

3. Santa Ceia. Pão e o vinho, simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue de CRISTO oferecidos em resgate da humanidade (1 Co 11.24,25).

Contém a Santa Ceia duas mensagens centrais:

 

a) Memorial:

b) Profética:

 

CONCLUSÃO

 

O destino da Igreja é mui glorioso, conforme as Sagradas Escrituras. Ler Jo 14.2,3; Ef 5.27. Além de sua beleza e distinção no presente, será ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefável glória, uma glória, aliás, que somente JESUS pode conceder-nos. Se lermos com atenção os dois últimos capítulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar e a jejuar, a fim de que venhamos desfrutar de tudo quanto Ele preparou-nos na cruz. Se com o Senhor, hoje sofremos; com o mesmo Senhor haveremos de ser glorificados. Resta-nos, pois, suplicar: Maranata: “Ora vem, Senhor JESUS”.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES - Subsídio Teológico

 

“A Igreja (Ekklesia) de DEUS é um povo tirado do mundo.

 

O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo com as palavras de JESUS, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa, em sua língua original (grego), para ‘igreja’ – ekklēsia. Essa palavra é composta de duas outras: ek e klēsis. Ek significa ‘para fora’, e klēsis, ‘chamado’. ekklēsia é usada no Novo Testamento 115 vezes [...]

 

1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembléia de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...]

 

2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de DEUS no Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como DEUS chamou a Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8).” (BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.214.)

 

ESTUDO COMPLEMENTAR - A IGREJA

 

“Mas, se tardar, para que saibais como convém andar na casa de DEUS, que é a Igreja do DEUS vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15).

 

IGREJA... COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE. A igreja deve ser o fundamento da verdade do evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada por CRISTO e pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade para obedecê-la (Mt 28.20), escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como "a palavra da vida" (Fp 2.16), defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no ESPÍRITO SANTO (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8).

A Igreja do DEUS vivo é a única instituição em que o cristão e a sua família podem espiritualmente abrigar-se, buscar apoio e ser abençoados neste mundo de incertezas.

Mt 16.18 = A Igreja é invencível.

Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.


16.18 AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO. As portas do inferno representam Satanás e a totalidade do mal no mundo, lutando para destruir a igreja de JESUS CRISTO. (1) Este texto não quer dizer que nenhum crente como pessoa e nenhuma igreja local, confederação de igrejas ou denominação, jamais chegará a cair na imoralidade, nos erros de doutrina ou na apostasia. O próprio JESUS predisse que muitos decairão da fé e Ele adverte as igrejas que estão abandonando a fé neo-testamentária a voltar-se do pecado ou sofrer a pena da remoção do seu reino (24.10,11; Ap 2.5,12-29; 3.1-6,14-16; ver 1 Tm 4.1).

 

A promessa do versículo 18 não se aplica àqueles que negam a fé, nem às igrejas mornas. (2) O que CRISTO quer dizer é que, a despeito de Satanás fazer o pior que pode, a despeito da apostasia que ocorre entre os crentes, das igrejas que ficam mornas e dos falsos mestres que se infiltram no reino de DEUS, a igreja não será destruída. DEUS, pela sua graça, sabedoria e poder soberanos, sempre terá um remanescente de crentes e de igrejas que, no decurso de toda a história da redenção, permanecerá fiel ao evangelho original de CRISTO e dos apóstolos e que experimentará a comunhão com Ele, o senhorio de CRISTO e o poder do ESPÍRITO SANTO.

Como o povo genuíno de DEUS, esses crentes demonstrarão o poder do ESPÍRITO SANTO contra Satanás, o pecado, a doença, o mundo e as forças demoníacas. É essa igreja que Satanás com todas as suas hostes não poderá destruir nem resistir

 

16.18 = PEDRO, A PEDRA E A IGREJA - O significado desta passagem é que CRISTO edificará a sua igreja sobre a verdade da confissão feita por Pedro e os demais discípulos, i.e., que JESUS é o CRISTO, o Filho do DEUS vivo (v. 16; At 3.13-26). JESUS emprega um trocadilho. Ele chama seu discípulo de Pedro (gr. Petros, que significa uma pedra pequena). A seguir, Ele diz: Sobre esta pedra (gr. petra, que significa uma grande rocha maciça ou rochedo) edificarei a minha igreja , i.e., sobre a confissão feita por Pedro. (1) É JESUS CRISTO que é a pedra, i.e., o único e grande alicerce da igreja (1Co 3.11). Pedro declara que JESUS é a pedra viva... eleita e preciosa... a pedra que os  edificadores reprovaram (1 Pe 2.4, 6, 7; At 4.11). Pedro e os demais discípulos são pedras vivas , como parte da estrutura da casa espiritual (a igreja) que DEUS está edificando (1 Pe 2.5). (2) Em lugar nenhum as Escrituras declaram que Pedro seria a autoridade suprema e infalível sobre todos os demais discípulos (cf. At 15; Gl 2.11). Nem está dito, também, na Bíblia que Pedro teria sucessores infalíveis, representantes de CRISTO e cabeças da igreja. Tais idéias são injunções do homem e não a verdade das Escrituras. No estudo A IGREJA, acha-se uma exposição da doutrina da igreja, como aparece aqui e noutras partes da Bíblia

 

16.19 = AS CHAVES DO REINO. As chaves representam a autoridade que DEUS delegou a Pedro e à igreja. Estas chaves são usadas para:

 

(1) repreender o pecado e levar a efeito a disciplina eclesiástica (18.15-18);

(2) orar de modo eficaz em prol da causa de DEUS na terra (18.19,20);

(3) dominar as forças demoníacas e libertar os cativos;

(4) anunciar a culpa do pecado, o padrão divino da justiça e o juízo vindouro (At 2.23; 5.3,9); e

 

(5) proclamar a salvação e o perdão dos pecados para todos quantos se arrependem e crêem em CRISTO (Jo 20.23; At 2.37-40; 15.7-9)

 

1Co 11.18 =Reunidos na igreja: Porque, antes de tudo, ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio.

Ef 3.21 Glória a CRISTO na Igreja: a esse glória na igreja, por JESUS CRISTO, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!

Cl 1.18 CRISTO - O cabeça da Igreja

 

E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência,


PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS. JESUS CRISTO foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos com um corpo espiritual e imortal (1Co 15.20; Ap 1.5). No dia de sua ressurreição, JESUS se tornou a cabeça da igreja. A igreja do NT começou no dia da ressurreição de JESUS, quando os discípulos receberam o ESPÍRITO SANTO. O fato de CRISTO ser o "primogênito" dentre os mortos importa na ressurreição subseqüente de todos aqueles por quem Ele morreu

1 Tm 3.15 A Igreja do DEUS vivo.Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de DEUS, que é a igreja do DEUS vivo, a coluna e firmeza da verdade.


IGREJA... COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE. A igreja deve ser o fundamento da verdade do evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada por CRISTO e pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade para obedecê-la (Mt 28.20), escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como "a palavra da vida" (Fp 2.16), defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no ESPÍRITO SANTO (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8).

Sl 122.1 Indo à Casa do Senhor.

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR!


À CASA DO SENHOR. A Casa do Senhor deve ser um lugar onde o crente desfruta, com toda alegria, da íntima presença do Senhor, da comunhão do ESPÍRITO e do amor dos irmãos na fé.

 

EFÉSIOS 5.27= para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

 

A Igreja é o corpo de CRISTO. Esta é a igreja que subirá na vinda de JESUS. A igreja local é composta por crentes de uma região, de um bairro etc. A família deve valorizar essa instituição, que pode constituir-se como apoio, unificando a comunidade em que está inserida colocando-a a serviço do Reino de DEUS.

Bodas do Cordeiro = Reunião festiva entre CRISTO e a Igreja, que começará a se concretizar a partir do arrebatamento. Neste período, os santos receberão os seus galardões e hão de se preparar para a implantação do Reino de DEUS na Terra (Ap 19.7-9).

 

A Igreja tem quatro propósitos básicos:
1. Anunciar:
“Fazer discípulos de todas as Nações”
É a missão de cada cristão nascido de novo de anunciar a salvação em CRISTO à todas as pessoas.
2. Integrar:
É a responsabilidade de cada cristão em auxiliar o novo decidido à integrar-se socialmente, doutrinariamente, e emocionalmente na igreja local
3. Ensinar:
É função de cada membro de nossa mocidade trabalhar em prol do ensino de cada jovem à fim de habilitá-lo para o ministério Cristão.
4. Enviar:
É atribuição do Ministério capacitar cada membro com a finalidade de criar uma Igreja ativa, dinâmica e integrada nas atividades do dia a dia. Criando uma geração de discípulos de JESUS envolvida com o cumprimento da Grande Comissão.


“A Igreja é uma comunidade de pessoas numa jornada rumo a DEUS.Onde quer que haja unidade sobrenatural e movimento dirigido pelo ESPÍRITO, aí está a Igreja - uma comunidade espiritual”.

A IGREJA (CPAD - BEP)

Mt 16.18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.


A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente, refere-se à reunião de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa principalmente o conjunto do povo de DEUS em CRISTO, que se reúne como cidadãos do reino de DEUS (Ef 2.19), com o propósito de adorar a DEUS. A palavra “igreja” pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à igreja no sentido universal (16.18; At 20.28; Ef 2.21, 22).

 

(1) A igreja é apresentada como o povo de DEUS (1Co 1.2; 10.32; 1Pe 2.4-10), o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de CRISTO (1Pe 1.18,19). É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com DEUS (1Pe 2.5; ver Hb 11.6).


(2) A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de DEUS. A separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por DEUS e Pai (2Co 6.16-18).

 


(3) A igreja é o templo de DEUS e do ESPÍRITO SANTO
(ver 1Co 3.16; 2Co 6.14—7.1; Ef 2.11-22; 1Pe 2.4-10). Este fato, no tocante à igreja, requer dela separação da iniqüidade e da imoralidade.


(4) A igreja é o corpo de CRISTO (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto indica que não pode existir igreja verdadeira sem união vital dos seus membros com CRISTO. A cabeça do corpo é CRISTO (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23).


(5) A igreja é a noiva de CRISTO (2Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9). Este conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a CRISTO, quanto o amor de CRISTO à sua igreja e sua comunhão com ela.


(6) A igreja é uma comunhão (gr. koinonia) espiritual (2Co 13.14; Fp 2.1). Isto inclui a habitação nela do ESPÍRITO SANTO (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22), a unidade do ESPÍRITO (Ef 4.4) e o batismo com o ESPÍRITO (At 1.5; 2.4; 8.14-17; 10.44; 19.1-7). Esta comunhão deve ser uma demonstração visível do mútuo amor e cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).


(7) A igreja é um ministério (gr. diakonia) espiritual. Ela ministra por meio de dons (gr. charismata) outorgados pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 12.6; 1Co 1.7; 12.4-11, 20-31; Ef 4.11).


(8) A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a espada e o poder do ESPÍRITO (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra Satanás e o pecado.. O ESPÍRITO que está na igreja e a enche, é qual guerreiro manejando a Palavra viva de DEUS, libertando as pessoas do domínio de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12; Ap 1.16; 2.16; 19.15, 21).


(9) A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando, assim, como o alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos mestres (ver Fp 1.17; Jd3).


(10) A igreja é um povo possuidor de uma esperança futura. Esta esperança tem por centro a volta de CRISTO para buscar o seu povo (ver Jo 14.3; 1Tm 6.14; 2Tm 4.8; Tt 2.13; Hb 9.28).


(11) A igreja é tanto invisível como visível. (a) A igreja invisível é o conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua fé viva em CRISTO. (b) A igreja visível consiste de congregações locais, compostas de crentes vencedores e fiéis (Ap 2.11, 17, 26; ver 2.7), bem como de crentes professos, porém falsos (Ap 2.2); “caídos” (Ap 2.5); espiritualmente “mortos” (Ap 3.1); e “mornos” (Ap 3.16; ver Mt 13.24; At 12.5).

 

Conhecendo a Igreja’

 

Texto Bíblico:‘Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de DEUS’ – (Efésios 2.19)

 

INTRODUÇÃO

 

Agora, você faz parte da Igreja, pois não apenas recebeu a salvação oferecida por CRISTO, mas também foi incluído em sua família. A palavra ‘Igreja’, nesta lição, não está restrita à uma denominação, nem ao local onde você freqüenta os cultos. Depois do plano idealizado por DEUS, para salvar os homens, a igreja é a proposta mais inteligente da divindade. Aqueles que seriam salvos, formariam um corpo, porta-voz da salvação para outras pessoas. A igreja é um organismo que tem a própria vida em CRISTO, o qual estabeleceu a missão dela e como cumpri-la.

 

Quem faz parte da igreja, dá continuidade ao trabalho de CRISTO na terra. A verdadeira vida que está em você chegará aos outros. Isto é ser uma bênção para o mundo. Ninguém recebeu a salvação simplesmente para ser salvo, mas, sim, integrar-se à igreja. Por isso, é preciso que você compreenda bem o que ela significa, conheça quais são os seus objetivos e as suas ordenanças.

 

I. O QUE É A IGREJA?

A palavra ‘igreja’ quer dizer ‘uma reunião de pessoas chamadas para fora’, ou seja, um grupo de pessoas que saíram de dentro do mundo (espiritual) para seguirem a CRISTO. Os que formam a igreja são chamados, pela Bíblia, de crentes, irmãos, cristãos, santos, eleitos e os do caminho.

 

Todos os crentes espalhados pelo mundo formam a igreja. Ela não está restrita a uma área geográfica e nem a um único povo da terra. É o seu lado invisível e universal.

Embora a palavra ‘igreja’ seja empregada, em primeiro lugar, para descrever a totalidade de crentes que vivem em todo o mundo, você pode usá-la também para se referir aos cristãos de um determinado lugar, isto é, a ‘igreja local’.

 

 

I. Símbolos da Igreja.O primeiro símbolo é o corpo. JESUS não está mais presente entre os homens, de forma física, mas em cada pessoa que o recebe, em qualquer parte do mundo, Ele introduz a sua vida, para formar um corpo. Por Ter a vida em CRISTO, a igreja não é um simples ajuntamento de pessoas, uma associação ou clube. É um organismo, algo que tem existência tal como o corpo humano que é composto de muitos membros e órgãos que funcionam em prol de uma vida comum. Da mesma forma que o ser humano é um, mas tem milhões de células vivas, assim também é a igreja. Um só corpo, mas constituído por milhões de pessoas nascidas de novo, por meio do evangelho de JESUS.

 

Possui também uma cabeça, o próprio CRISTO. Ele é o chefe, o guia, o Principal e o Príncipe da igreja.

 

Outro símbolo é o templo. Embora DEUS habite em toda a parte, Ele se localiza em determinado lugar, para ser encontrado, adorado e louvado. Cada crente é um templo de DEUS. Leia 1 Coríntios 3.16,17.

 

Por causa da união e comunhão que os crentes tem com CRISTO, a igreja é simbolizada na Bíblia pela figura de uma noiva. Em 2 Coríntios 11.2, Paulo afirma que preparara os crentes de Corinto para os ‘apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a CRISTO’. Em Efésios 5.25, o apostolo declara que CRISTO amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. A noiva e o noivo viverão juntos para sempre. Leia Apocalipse 22.17.

Outro símbolo da Igreja, o qual se pode destacar na Bíblia é a família. Você, agora, é membro da família da DEUS.

 

II. OS OBJETIVOS DA IGREJA

 

Através da Bíblia, você descobre que a igreja foi fundada por CRISTO, para cumprir as seguintes finalidades:

 

a. evangelizar o mundo. A principal atividade dos crentes é levar a salvação para os não-crentes. CRISTO, depois de completar a sua missão na terra, declarou: ‘é-me dado todo o poder no céu e na terra’. E, em seguida, estabeleceu uma missão aos seus seguidores. Leia Mateus 28.19 e 20.

 

b. lugar para o crente cultuar a DEUS.Os crentes se reúnem para cultuar a DEUS. O culto é o momento de oração, louvor, adoração, estudo da Bíblia e edificação dos crentes. No culto, todos os crentes podem se unir em oração, seja em petição, ação de graças e intercessão. Esta também é uma maneira de você louvar a DEUS.

 

c. lugar para o crente praticar a mordomia cristã. Tudo o que você possui, não lhe pertence (leia Salmo 24.1). Por isso, não tem mais o direito de fazer o que quer. DEUS agora está em primeiro lugar em sua existência. Isso inclui sua vida, seu tempo, seus talentos e suas finanças. Você deve aplicar, na igreja a sua vida, com o melhor de seus esforços e dedicação.

 

 

 

d. lugar para o ensino da disciplina e norma de conduta cristã. Ao fazer parte de uma igreja local, o novo crente disciplina-se e aprende a norma bíblica de conduta. Existe um padrão de vida exposto na Bíblia e todos os crentes devem se esforçar para vivê-lo.Significa afastar-se da ignorância, preservar-se da corrupção e Ter todas as esferas da sua vida e atividades regulamentadas, dirigidas por DEUS. Leia Mateus 5.13, e 18.15-17.

 

III. AS DUAS ORDENANÇAS DA IGREJA

 

Há duas cerimônias ordenadas por CRISTO, para que os crentes a pratiquem: o batismo em água, cerimônia de ingresso do novo crente na igreja e simboliza o início de sua vida espiritual; e a Ceia do Senhor significa a continuação desta vida espiritual. Por isso, o crente deve participar dela, para manter sempre a comunhão com o Senhor JESUS.

 

a. O batismo. Através do batismo em água você dá um testemunho público de sua identificação com CRISTO, a nova vida iniciada a partir da conversão. É o sinal exterior, o qual mostra que você morreu para o mundo e nasceu para DEUS. Cada um de nós repete, de modo espiritual, o que aconteceu com CRISTO. Ele morreu e ressuscitou. Assim, pelo batismo, você prova que é vitorioso.(Os evangélicos não batizam crianças porque elas não tem do que se arrepender e não podem exercer a fé).

 

b. A Ceia do Senhor. Na igreja em que você freqüenta, todo mês há o culto de Ceia. Não foi idéia de um homem, mas foi instituída por JESUS, na véspera de sua crucificação, para os crentes relembrarem, a sua morte, através do pão e do vinho. O primeiro simboliza o seu corpo e o segundo, o seu sangue. Não somente para relembrar a sua morte vitoriosa, mas os crentes tomam a Ceia para anunciar a CRISTO, até que Ele volte.

Resumo da Lição

 

Quem é a verdadeira Igreja de CRISTO? A verdadeira Igreja tem as suas características que a fazem diferente de outras instituições como o Estado, a família, etc. Essas instituições desaparecem, mas a Igreja, não. Também é preciso notar que muitas instituições, embora com o nome de igrejas cristãs, não fazem parte do corpo místico de CRISTO ou Igreja invisível. Os cristãos componentes da verdadeira Igreja são criaturas dotadas de verdadeiro novo nascimento, inconfundíveis com o joio. Somente a igreja pura, santificada e sob o poder do ESPÍRITO SANTO será arrebatada.

 

A Igreja universal invisível, da qual CRISTO é a cabeça, não é uma organização, mas um organismo vivo, pois em cada um de seus membros palpita a vida de nosso Senhor JESUS CRISTO, o qual dirige o movimento de todo o corpo e de cada crente em particular, e comunica a cada um dos membros do corpo sua sabedoria, justiça e santidade, vida e poder. Desta forma, mediante a união vital com CRISTO, todo crente, ainda que humilde ou isolado, faz parte com os demais redimidos de um organismo no qual vibra o amor e a graça de nosso Senhor JESUS CRISTO.

 

INTRODUÇÃO


Ao estudar sobre a Igreja de CRISTO na terra precisamos conhecer sua natureza, ordenanças, missão e governo.

I. A IGREJA NA PERSPECTIVA BÍBLICA E TEOLÓGICA


1. Uma visão cristocêntrica da Igreja. Em Mateus 16.18 CRISTO cita duas palavras da mesma raiz, mas com significados diferentes, que expressam a dimensão exata da revelação. A primeira, petros (o nome do discípulo), significa um fragmento de pedra. A segunda, petra, traduz-se como rocha inabalável (1Pe 2.4-7). Está claro que o Senhor, ao mesmo tempo em que reconheceu a sensibilidade espiritual de Pedro, como um fragmento de pedra, deixou também estabelecido que a Igreja seria edificada sobre aquela pedra inabalável - CRISTO, o Filho do DEUS vivo - isto é, a confissão pública sobre CRISTO, que o apóstolo acabara de fazer.


2. O sentido da palavra "igreja" no original.
O termo "igreja" no original grego é composto da preposição ek "fora de" e o verbo kaleõ "chamar". Igreja (ekklêsia) denota um grupo de cidadãos "chamados para fora". Corresponde literalmente a "uma convocação de cidadãos de uma cidade para fora de suas casas mediante o soar de uma trombeta a fim de reuni-los em assembléia". Os verdadeiros crentes são convocados para fora do pecado, para viverem em plena comunhão com o Senhor JESUS CRISTO.


3. A Igreja na perspectiva do Novo Testamento. Nesta parte da Bíblia temos vários conceitos sobre a Igreja.


a) Igreja visível e invisível. A Igreja é um só organismo independente dos títulos e das denominações existentes. Entretanto ela pode ser vista sob dois aspectos: visível e invisível. A Igreja invisível representa singularmente o povo de DEUS espalhado em todo o mundo, enquanto que a Igreja visível refere-se à igreja local, a uma comunidade de pessoas num determinado lugar.


b) Corpo universal de CRISTO. A Igreja de CRISTO como corpo possui diversos órgãos e muitos membros, mas todos trabalham de forma orgânica e harmônica, interligados, em função do corpo. Ela é composta de todos os cristãos autênticos em toda a história do cristianismo (Mt 16.18; 1 Co 12.27; Ef 3.10,21; 5.23-32; Hb 12.23). São milhões de membros espalhados pelo mundo. Quando todos cumprem a sua parte, a Igreja se beneficia, mas se algum deles está enfermo espiritualmente e não é logo restaurado, afeta todo o corpo.


c) Igreja local. A igreja local é o lado visível da Igreja que vivencia em sua forma comunitária a mesma herança apostólica, os mesmos ideais de vida, e as mesmas expressões de fé (Rm 16.1; Cl 4.16; Gl 1.2,22; At 14.23). A vida em comunidade foi uma das características predominantes dos cristãos primitivos (At 2.46; 4.32,33; 5.42; 12.5,12). Eles freqüentemente se reuniam motivados sempre pela mesma razão: a fé no CRISTO ressuscitado.


d) Igrejas domésticas. Como não havia templos cristãos construídos no primeiro século da Era Cristã, os crentes daquela época tinham por hábito reunirem-se nas casas, uns dos outros (1Co 16.19; Rm 16.5,23; Fm v.2). Essas igrejas domésticas acomodavam perfeitamente o corpo de CRISTO naquelas localidades. Cada igreja local ou doméstica era a manifestação física e visível da Igreja universal.

II. A RAZÃO DE SER DA IGREJA


1. A Igreja é o mistério da vontade de DEUS que estava escondido. Segundo o que Paulo escreveu aos efésios, a Igreja era o mistério que estava escondido e que em CRISTO foi desvendado: "desvendando-nos o mistério da sua vontade" (Ef 1.9). DEUS, o Pai, planejou a Igreja antes da fundação do mundo, porém, a sua concretização efetivou-se na revelação de JESUS CRISTO. A questão é: Com que propósito este mistério estava escondido? O propósito era resgatar o controle do Universo usurpado por Satanás (Ef 1.9,10). DEUS haveria de "convergir em CRISTO todas as coisas" (Ef 1.10). Essa revelação aconteceria "na plenitude dos tempos", isto é, quando a medida do tempo de DEUS chegasse ao limite. O tempo chegou quando CRISTO, enviado pelo Pai, sendo DEUS, fez-se homem para resgatar a autoridade usurpada pelo Diabo. Ele veio para buscar o que se havia perdido (Lc 19.10); para despojar a Satanás e seus anjos dos poderes roubados e triunfar sobre eles (Cl 2.15); para reconciliar o mundo com DEUS, satisfazendo a justiça ultrajada de DEUS (2Co 5.19-21) e, para readquirir os direitos divinos sobre todo o Universo, por direito de criação e por direito de redenção.


2. A Igreja representa a criação de uma nova humanidade em CRISTO. Efésios 2.15 diz: "ele aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz". Ao referir-se a "dois homens", metaforicamente o texto quer dizer, dois povos; judeus e gentios. DEUS quis fazer dos dois, um só povo, uma nova humanidade, a Igreja. Trata-se de uma criação no plano espiritual mediante a obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO. A Igreja tem a vida do ESPÍRITO e cumpre a missão de reconciliar o mundo com DEUS (Rm 8.18-23; 2Co 5.19).

 


III. A IGREJA LOCAL E O TRATAMENTO ESPECÍFICO DE DEUS


Vejamos alguns modelos de igrejas locais:


1. A igreja em Jerusalém (At 2.46,47). Foi o primeiro grupo de crentes formado após a descida do ESPÍRITO SANTO no Pentecostes (At 2.1). Naturalmente, não havia templos cristãos ainda, pois a Igreja era recém-nascida e os convertidos reuniam-se no alpendre do Templo de Salomão (At 2.46; 5.12,20,21,25) e nas casas de famílias (At 2.46; 5.42).


2. A igreja de Corinto (1Co 1.2). Nesta igreja, o ESPÍRITO SANTO manifestava-se de modo especial. No primeiro livro dirigido a essa igreja está o conteúdo principal da doutrina dos dons espirituais (1Co 12,13,14) - uma das doutrinas vitais para todas as igrejas em todo o mundo.


3. A igreja de Tessalônica (1Ts 1.1). Neste texto o apóstolo Paulo refere-se à "igreja dos tessalonicenses em DEUS". A expressão "em DEUS" indica que os cristãos daquela cidade, formavam "a igreja local", isto é, estavam unidos como um só, em DEUS. A referência à igreja local, nada tem a ver com qualquer denominação evangélica, pois a expressão "igreja local" tem um sentido genérico e refere-se aos cristãos que formam a igreja num determinado local.


4. Os membros da igreja local. Um exemplo que ilustra a igreja local é o da "igreja que estava em Antioquia" (At 13.1). Esse capítulo fala de uma reunião dos membros dessa igreja para decidirem sobre sua expansão para outros lugares. Aqueles irmãos, sob a direção do ESPÍRITO SANTO, decidiram enviar algumas pessoas para outras cidades.
A igreja local é uma comunidade de pessoas que agem e interagem como os membros de um corpo (1Co 12.18). Esses membros estão distribuídos no corpo e cumprem, cada qual, a sua função (Ef 4.16; 1 Co 12.11). Desenvolvem um relacionamento social e espiritual (Rm 12.5), pois "ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o que é de outrem" (1 Co 10.24).


5. As ordenanças de CRISTO à igreja local (At 2.37-41; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-30). Esses textos falam de duas ordenanças de CRISTO para os seus discípulos: o batismo em águas e a santa ceia. Em Atos 2.41, os discípulos levaram a sério a ordenança do batismo, o qual representa o arrependimento de toda pessoa que aceita e crê em CRISTO como Salvador e Senhor (At 8.13,16; 36-38; 10.47,48; 16.33; 19.3). O batismo seria por imersão de corpo inteiro sob as águas em nome da Trindade Divina (Mt 28.19). A segunda ordenança foi a comunhão celebrada pela ceia com pão e vinho, símbolos da sua carne e do seu sangue. A finalidade da ceia era estabelecer um memorial (Lc 22.19), para lembrar os sofrimentos e morte do Senhor JESUS CRISTO, sobretudo, o seu sangue que nos trouxe a expiação de nossos pecados.

CONCLUSÃO


A humanização do Verbo, através do nascimento virginal, constituiu-se no início da revelação do mistério de DEUS ao mundo. DEUS irmanado conosco (Mt 1.23), começou a transpor de sua mente para a realidade humana a parte final do plano que Ele mesmo determinara. Ou seja, fazer de todos quantos recebem a CRISTO como seu Salvador, quer judeus ou gentios, um só corpo pela agência do ESPÍRITO SANTO. Toda a concepção divina para a redenção humana passa por JESUS. Ele é a pedra angular do plano eterno de DEUS em relação ao mundo.

Subsídio Bibliológico


"JESUS assevera, em Mateus 16.18: "Edificarei a minha igreja". Esta é a primeira entre mais de cem referências no Novo Testamento que empregam a palavra grega primária para igreja": ekklêsia, composta com a preposição ek ("fora de") e o verbo kaleõ ("chamar"). Logo, ekklêsia denotava originalmente um grupo de cidadãos chamados e reunidos, visando um propósito específico. O termo é conhecido desde o século V a.C., nos escritos de Heródoto, Xenofontes, Platão e Eurípedes. Este conceito de ekklêsia prevalecia especialmente na capital, Atenas, onde os líderes políticos eram convocados como assembléia constituinte até quarenta vezes por ano. O uso secular do termo também aparece no Novo Testamento. Em Atos 19.32,41, por exemplo, ekklêsia refere-se à turba enfurecida de cidadãos que se reuniu em Éfeso para protestar contra os efeitos do ministério de Paulo. Na maioria das vezes, porém, o termo tem uma aplicação mais sagrada e refere-se àqueles que DEUS tem chamado para fora do pecado e para dentro da comunhão do seu Filho, JESUS cristo, e que se tornaram "concidadãos dos santos e da família de DEUS" (Ef 2.19). Ekklêsia é sempre empregada às pessoas e também identifica as reuniões destas para adorar e servir ao Senhor". (Teologia Sistemática, CPAD, pág. 536)

 

RESUMO DA LIÇÃO- JESUS E A IGREJA - 18/06/2000 - CPAD 2º TRIM.2000

 

TEXTO ÁUREO = "Pois também eu te digo que tu és Pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).

 

VERDADE PRÁTICA = A Igreja de nosso Senhor JESUS CRISTO é a única instituição, na terra, que está predestinada por DEUS ao sucesso total.

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição, estudaremos alguns aspectos importantes em relação à Igreja. Esta instituição, fundada por nosso Senhor JESUS CRISTO, é única em todo o mundo, em sua missão, atribuições e ação, em prol da salvação da humanidade. Como "coluna e firmeza da verdade" (1Tm 3.15), a Igreja congrega a reserva moral e espiritual, inabalável, sobre a terra, a servir de padrão para todos os que nela se firmarem. Que DEUS nos ensine a compreender e valorizar mais a Igreja do Senhor.

 

I. CONCEITUAÇÃO DE IGREJA

 

1. Origem da palavra. A palavra igreja vem do grego, ekklesia, significando, literalmente, "os chamados para fora". Na Grécia antiga, identificava uma "assembléia", em que um arauto convocava as pessoas para uma reunião, que podia ser realizada ao ar-livre, numa praça, com finalidade religiosa, política ou de outra ordem. Na realidade, fomos tirados "para fora" do mundo e Ele "nos fez assentar nos lugares celestiais, em CRISTO JESUS" (Ef 2.6).

 

2. Conceituação bíblica. No Novo Testamento, encontramos expressões que denotam o significado e missão espiritual da Igreja.

 

a) "Multiforme sabedoria de DEUS" (Ef 3.10). Neste aspecto, a Igreja revela ao mundo a sabedoria de DEUS, em suas muitas e variadas formas de manifestação. A criação do mundo, do homem, e do universo, bem como suas relações com as coisas criadas são expressões da sabedoria divina (ver SI 19.1-4; Rm 1.19,20).

 

b) "Coluna e firmeza da verdade" (1Tm 3.15). É a única e exclusiva instituição, em todo o mundo, em todos os tempos, que tem credenciais para ser sustentáculo da verdade. As "verdades" dos homens mudam a cada dia. A verdade apresentada pela Igreja é imutável, pois é encarnada no próprio CRISTO (vide Jo 14.6).

 

II. O FUNDAMENTO DA IGREJA.

 

1. Não é Pedro (Mt 16.15.18). O texto bíblico revela o diálogo entre JESUS e os discípulos, quando estes disseram que certas pessoas o consideravam como João Batista ressurreto, ou Elias, ou Jeremias ou outro dos antigos profetas (ver Mt 14.1,2; Lc 9.7,8; Mc 6.14,15). JESUS lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (v.15). "E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo" (v.16).

 

 

 

Diante dessa resposta, JESUS disse: "Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (vv.17,18).

 

2. A pedra é CRISTO. Na resposta de JESUS (v.18), podemos ver que Ele próprio é a pedra sobre a qual a Igreja está assentada. Quando Ele disse: "Tu és Pedro", usou a palavra petros que quer dizer "pedrinha" ou "fragmento de pedra", que pode ser removida. De fato, Pedro demonstrou certa fragilidade, em sua personalidade. Numa ocasião, deixou-se usar pelo inimigo (Mc 8.33); num momento crucial, negou JESUS três vezes (Mt 26.69-75). Por isso, quando JESUS disse: "sobre esta pedra edificarei a minha igreja", Ele utilizou a palavra petra, que tem o significado de rocha inamovível, e não petros que é "fragmento".

 

3. A edificação da Igreja. Em Mt 16.18, vemos a promessa da edificação da Igreja sobre o próprio CRISTO. Ele é a Rocha. Somente Ele satisfaz essa condição, conforme lemos em 1Co 3.11; 10.14; Rm 9.33; Mt 21.42; Mc 12.20; Lc 20.17. Sem dúvida, Pedro foi um dos líderes da Igreja primitiva, ao lado de Tiago e de João (At 12.17; 15.13; GI 2.9). Contudo, não há base bíblica para afirmar que a Igreja teria Pedro como a rocha sobre a qual ela seria edificada. JESUS é o fundamento da Igreja (1Co 3.11). Se alguém tem dúvida, basta ouvir o que o próprio Pedro disse em 1Pe 2.4,5; At 4.8,11.

 

4. As chaves dadas a Pedro. Em sua resposta a Pedro, JESUS disse: "E eu te darei as chaves do Reino dos céus... (Mt 16.19a.). As "chaves dos céus" são melhor entendidas como o poder e a autoridade para transmitir a mensagem do evangelho. No Dia de Pentecostes, Pedro foi usado por DEUS para abrir as portas do Cristianismo aos judeus (At 2.38-42) e aos gentios, na casa de Cornélio (At 10.34-36). Portanto, Pedro não é o porteiro do céu, como pensam os romanistas.

 

III. PRERROGATIVAS DA IGREJA

 

1. O poder de ligar e desligar."...e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16.19). Trata-se de autoridade dada por CRISTO à Igreja, representada ali por Pedro, usado por DEUS, e estendida a todos os apóstolos (Mt 18.18; Jo 20.23), no sentido de receber a aceitação de pecadores ao Reino dos céus, ou de desligá-los, mediante a autoridade concedida por JESUS. Esse poder não é absoluto. Só pode ser utilizado de modo legítimo, nos limites estabelecidos pela Palavra de DEUS.

 

2. A autoridade para reconciliar. JESUS mostrou que há quatro passos importantes, para a reconciliação entre irmãos: a) o ofendido deve procurar o irmão: "vai e repreende-o entre ti e ele só" (Mt 18.15a); neste passo, há uma bifurcação; "se te ouvir, ganhaste a teu irmão" (Mt 18.15b); "mas, se não te ouvir", vem o segundo passo; b) "leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas testemunhas toda a palavra seja confIrmada" (Mt 16.16); c) "e se não as escutar, dize-o à igreja" (v.17a); d) "e, se também não escutar à igreja, considera-o como um gentio e publicano" (v.17b). Aqui, temos algumas observações. Primeiro, JESUS não mandou o irmão ofendido pedir perdão ao ofensor, como ensina alguém, de modo ingênuo. Segundo, vemos, nesse texto, a autoridade da Igreja para respaldar a reconciliação e para excluir aquele que não quer reconciliar-se.

3. Autoridade da concordância (Mt 18.19,20).

 

a) "Se dois de vós concordarem na terra". Esta expressão mostra-nos o valor da união entre os crentes, bem como o valor da oração coletiva, a começar por um grupo de duas pessoas, que resolvem orar a DEUS, em nome de JESUS (Jo 14.13), num só pensamento, num só propósito santo. Esse ensino previne contra o egoísmo na adoração. DEUS é "Pai nosso", de todos, e não apenas de cada indivíduo. A oração individual é valiosa (Mt 6.6), mas não exclui a oração coletiva.

 

b) "Acerca de qualquer coisa que pedirem". A expressão "qualquer coisa" tem levado muitos a uma interpretação forçada do texto, crendo que o crente pode pedir o que deseja a DEUS, tendo este obrigação de atendê-lo. Ocorre que JESUS ensinou algumas condições para o crente ser ouvido. Não é só dois crentes se unirem e pedirem, por exemplo, a morte de um desafeto; ou para ganharem rios de dinheiro; ou para fazerem o casamento de alguém com outrem. É necessário que as pessoas estejam em CRISTO, e que sua Palavra esteja nas pessoas (Jo 15.7). É importante lembrar que DEUS nos atende se pedirmos algo de acordo com sua vontade (1Jo 5.14).

 

c) "Isto será feito por meu Pai que está nos céus". Conforme dissemos no item anterior, DEUS atende o crente que lhe pede algo em nome de

JESUS (Jo 14.13), e se tal pedido for da sua vontade (1Jo 5.14).

 

d) "Dois ou três" (v.20). JESUS nos garante que podemos ter sua presença, não só nas grandes reuniões, mas em qualquer lugar em

que dois ou três crentes estejam em comunhão com DEUS e com eles mesmos. Dessa forma, a dimensão da igreja local (At 20.28; 1Co 1.2) ou universal (Hb 12.23) não depende de grandes números, mas de união e reunião em nome de JESUS.

 

CONCLUSÃO

 

A Igreja de JESUS CRISTO, seja no sentido local ou universal, representa os interesses do Reino de DEUS, na face da Terra. Sem ela, certamente a humanidade não teria como encontrar o caminho, a verdade e a vida, indispensáveis à salvação dos homens. No sentido espiritual, a Igreja é a noiva do Cordeiro, "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5.27). Que nos sintamos felizes e honrados de pertencer à Igreja do Senhor JESUS.

 

 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

 

BEP – CPAD



 

 

9 de agosto de 2017

A Necessidade do Novo Nascimento


A Necessidade do Novo Nascimento

Texto Áureo = "Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo." (Jo 3.7)

Verdade Prática = Cremos na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = João 3.1-12

INTRODUÇÃO

Havia um homem dos fariseus que se chamava Nicodemos, um principal entre os judeus. Este veio a Jesus de noite e lhe disse: “Rabi, sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo se o  homem não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus”. Nicodemos lhe disse: “Como pode um homem nascer de novo sendo velho? Pode por acaso entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe e nascer?”Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não poderá entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes do que eu te disse: é necessário nascer de novo. O vento sopra onde quer e se ouve o seu som; mas ninguém sabe de onde vem e nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Perguntou-lhe Nicodemos: “ Como pode acontecer isso?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre de Israel e não sabe disso? Em verdade,em  verdade te digo que aquilo sabemos falamos, e aquilo que temos visto testificamos, mas vós não recebeis o nosso testemunho. Se eu vos tenho dito coisas terrenas e não acreditastes, como acreditareis se eu vos falar das celestiais? Ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, o Filho do Homem, que está no céu. E assim como Moisés levantou a serpente do deserto, é necessário que o filho do homem seja levantado para que todo aquele que Nele crer, não se perda, mas tenha vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não se perda, mas tenha vida eterna”.João 3:1-16

COMO ALCANÇAR A SALVAÇÃO, a pergunta principal da humanidade

Hoje ainda não lhes foi explicado o Evangelho. Escreve o evangelista São João que certo fariseu de nome Nicodemos veio ao Senhor de noite e teve com ele uma conversa, e Cristo, de sua parte, lhe pregou um sermão para aquele homem piedoso que realmente ele não sabia que fazer com ele: quanto mais o ouvia, menos o entendia.

Sobre essa historia se prega todo ano. Mas como hoje o momento novamente é propício, falaremos mais uma vez sobre ela. Desde que o mundo existe, os sábios que existem nele se perguntam: “De que modo se pode alcançar a justiça e a bem-aventurança?”

 

Essa questão se discute desde quando há homens na terra, e continuará sendodiscutida até que o mundo chegue a seu fim. Ainda nos nossos dias atuais pode-se ver com quanto ardor debatemos esse assunto. Todos crêem estar em condições de emitir um juízo, porém, com seu juízo, revelam sua ignorância. Esta mesma questão, como nos informa o Evangelho para o dia de hoje, Cristo a tratou com um homem que, falando nos términos da lei judaica, era uma pessoa corretíssima e muito instruída.

Aquele homem quer discutir sobre aquilo que devemos fazer e como devemos viver para sermos salvos, e espera que Cristo lhe dê uma resposta. “Porque tu” ele diz, “és mestre vindo de Deus, pois os sinaisque tu fazes vão além da capacidade de qualquer ser humano. Nós os fariseus ensinamos, no campo do espiritual, a lei de Moisés. Opinas tu que há algo melhor que possa nos recomendar?” Surge assim na discussão entre ambos a pergunta sobre as obras, ou seja, a vida perfeita – a pergunta que inquieta aos homens de todas as gerações.

I - O que tenta alcançar a salvação pelos caminhos das obras, não a alcançará

Já os antigos romanos meditavam com muita seriedade sobre qual era o caminho reto a seguir, acerca de como, por exemplo, se devia lidar corretamente com a casa e a família. Seus interesses se dirigiam diante de toda a exata determinação do que exige a “justiça”. Mas com isso se meteram em um problema que não tem solução, como eles mesmos tiveram que admitir: “excesso de justiça, excesso de injustiça.” Por qual motivo? Porque a “justiça” no sentido estrito da palavra está fora de nosso alcance. Por isso que se tem que buscar o caminho do meio e adaptar-se às circunstâncias.

Nesse sentido também se costuma dizer: “acertou como os atiradores quando acertam o alvo”, quer dizer, não graças a sua pontaria, senão graças a um impacto fortuito. Pois um bom atirador e até um eventual ganhador é também aquele que chegou mais próximo do alvo. Assim o reconhecem até os juristas. Tem que se dar por satisfeitos se com seu governo e administração da coisa pública conseguem que ninguém inflija a outro injustiças muito grosseiras, ainda quando seja impossível acertar e aplicar rigidamente a justiça em sua forma pura. Porém quando chega ao poder um desses desorientados, só causa alvoroço, distúrbios e dissensões.

Assim toda autoridade secular tem que se ater ao que é possível. Não obstante, a razão gostaria de elevar a salvação ou a uma ordem política perfeita pela via da injustiça. Porém tal coisa é impossível. Que fazer então? Quase se diria que acontece como com aquele que queriasubir uma alta montanha e por não poder fazer, exclamou: “Pois bem, ficarei aqui”. No entanto, Cristo nos diz: “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20). Ali no sermão do monte o Senhor explica qual o verdadeiro cumprimento da lei, e o que significa acertar o alvo: não se irar, nem mesmo no recôndito do coração; não cobiçar nem mesmo em pensamentos a mulher ou os bens do nosso próximo.

 

Ali se coloca diante dos nossos olhos a justiça mais perfeita. E, apesar de tudo os homens acreditam poder alcançá-la mediante o cumprimento da lei. “Não queremos nem pretendemos”, dizem, “acertar exatamente o alvo”; se o conseguem com certa aproximação, se têm por desculpados. Nós, porém, atentamos para o que nos ensina Cristo: “Ninguém pode ver o reino de Deus ao menos que tenha acertado o alvo”. E no Apocalipse lemos: “Neste tabernáculo não entrará nenhum imundo”. Que devemos fazer pois? Também exclamaremos: “Temos que ficar aqui embaixo, não podemos subir a montanha”?

Tampouco Nicodemos sabe outra coisa que esta: “Eu sou uma pessoa correta, vivo piedosamente conforme a lei e transito pelo caminho que conduz ao céu”. E agora ele quer que esse Mestre lhe expresse sua aprovação ou desaprovação – ainda que não gostaria de pensar nesta última opção, senão espera que o Senhor lhe responda: “Sim, Nicodemos, és perfeito, e ainda: Já és bem-aventurado e os demais entrariam no reino dos céus se fizessem como tu”. Porém, ocorre justamente o contrário: Cristo o bota a correr do reino dos céus: “Por certo, és um homem bom. Porém se não nasces de novo, tua justiça não te servirá de nada.” O “nascer de novo”: esta é a justiça na qual insistimos tanto em nossa pregação.

Ou seja: Cristo não tem a intenção de rechaçar a lei, antes quer que ela seja cumprida. “Porém”, diz “a forma como vós a cumpríeis não tem validade. Cumpríeis a lei só em vossa imaginação, mas não na realidade. Os Dez Mandamentos são perfeitos, e quero que os cumpra. Quem quiser entrar no céu tem que cumpri-los. Porém, com o vosso conceito do ‘direito’ e com a vossa justiça, não os estais cumprindo”. Não temos outra justiça melhor do que a que resultaria do meu cumprimento de tudo o que se manda nas duas tábuas da lei de Moisés. Então seríamos “justos” – porém só justos conforme a justiça dos fariseus, e não conforme a justiça exigida pela lei.

II. Só a regeneração nos torna participantes da salvação eterna

É-nos dito, pois: “lhe é necessário nascer pela segunda vez”. Para Nicodemos isso é chocante. Ele pensa em outras leis, alem do ponto das leis mosaicas, tais como as que achamos no papado e no judaísmo farisaico; espera que Cristo estabeleça artigos novos, leis novas, todoum código novo. Porém, nada disso: Cristo não diz uma palavra quanto a leis e estatutos novos. “Pois o que possuis em matéria de leis já é mais do que podeis cumprir. Eu, em troca, os prego assim: Vós, vós mesmos precisam chegar ser outras pessoas. Eu não falo de fazer ou não fazer, senão de chegar a ser. Tu tens que chegar a ser outro homem, tens que nascer de novo. Isso será então a justiça que acerta o alvo, a justiçasem mancha nem ruga, a justiça que conseguirá entrar no céu”. Para Nicodemos, ao ouvir Jesus falar dessa maneira, lhe vem certas duvidas. Essas são palavras novas para ele. “Entrar eu pela segunda vez no ventre de minha mãe? Tolice!” Porém a essas tolices Cristo acrescenta outras piores: “não te digo que tenhas de nascer de novo de pai e mãe humanos, senão da água e do Espírito Santo”.

 

Agora, Nicodemos fica totalmente confundido. “Que homem e mulher são esses: água e Espírito?” E como se ainda não fosse suficiente, Cristo lhe pergunta:“Tu és mestre de Israel e não sabes disso?”, o que soa como zombaria manifesta. E sem dúvida, Cristo tem que falar assim porque o assunto é totalmente novo para Nicodemos. Para explicá-lo Cristo recorre a uma ilustração como se quisesse dizer a Nicodemos: “queres que eu desenhe para que tu entendas? Digo-te porém: se não podes captar com a razão, capta-a com a fé. Pois se não acreditaste quando te falei coisas  terrenas, como crerás se eu te falasse das coisas espirituais? Nós falamos o que sabemos, e o que sabemos é a verdade e vós não acreditais Pois bem: se alguém não quer crer, deixe-se!”

A nossa pregação, iniciada naquelas condições por Cristo, se apoia exclusivamente na fé. Só com a fé se pode compreender da “regeneração pela água e pelo Espírito”. O Espírito é o homem e a água a mulher. O que isso implica, não o podes medir com a tua razão. Daí o tema que pregamos seja artigo de boas obras ou de fé. E já os papistas aprenderam algo de nós ao dizer que com a fé e a graça começa a vida verdadeiramente cristã. Antes só se falava da missa privada e da invocação dos santos; agora, em troca, dizem que a fé, efetivamente, salva, porém não só a fé, senão a fé em cooperação com nossas obras. E essa cooperação, apóiam, é imprescindível. E a nós criticam duramente afirmando que proibimos as obras e induzimos os homens à preguiça. Todavia lhes falta bastante para serem tão piedosos e estarem tão próximos da verdade como Nicodemos. Nós nunca proibimos as boas obras; mais ainda: se dizemos algo a respeito das boas obras, nossa própria gente fica logo com raiva, o qual é um claro sinal de que realmente pregamos sobre esse tema.

E apesar disso os papistas seguem blasfemando de nós. Eles ensinam: “as boas obras têm quer vir com a ajuda da fé – vãs palavras que demonstram que esses mestres não têm noção do que é fé, boas obras, nascer do Espírito, nascer de Deus. É por isso que é necessário que estudemos com cuidado o nosso presente texto (João 3:5) e outros iguais. Aqui se fala de “nascer de novo”, não de “fazer algo novo”. Primeiro deves plantar uma arvore, e logo terás também os frutos. Segundo seja boa ou mal a arvore, serão também bons ou maus os frutos. O mesmo ocorre aqui. Nós chamamos um novo nascimento, quer dizer, uma nova maneira de ser, uma nova pessoa, não somente um novo vestido ou novas obras. Quando eu era monge, minha vestimenta eradistinta  e  também  minhas  obras  eram;  as  sete  horas  para  as orações, a missa, o crisma, o celibato – todas essas eram outras obras, muito dessemelhantes de minhas obras anteriores. Porém a simples mudança das obras não é o que vale; que mude a pessoa, que mudem os pensamentos e o ânimo: esse é o novo nascimento. Portanto não se pode sobrepor as obras à fé. Em que uma criança contribui para que seja concebida e venha à luz? Isso é obra dos pais; a criança não faz nada para que suas perninhas e todos os seus membros cresçam; não é parte ativa nesse processo de crescimento, senão parte meramente passiva. Qual foi, nesse sentido, a nossa contribuição? Onde estão as obras cooperantes? Queria saber então de onde vem essa insistência de que se deve agregar também obras , e logo obras próprias nossas!

É verdade: a mãe leva a criatura em suas entranhas e lhe dá o calor materno; no entanto, não é obra dela que essa criatura se origine. De igual maneira quem pregamos e batizamos somos nós, no entanto, a palavra e o batismo não são nossos; somente pomos à disposição nossa boca e nossas mãos. Na realidade a palavra e o batismo são de Deus, no entanto somos chamados colaboradores de Deus (1 Coríntios 3:9).

É,por certo, uma colaboração bastante modesta a nossa. Não que contribuamos com obra ou a palavra; o único com que contribuo ao batizar e pregar é com a voz, os dedos, a boca. Assim, na geração de uma criança, o pai e a mãe só contribuem com a carne e o sangue como fatores seus; a criatura concebida não contribui absolutamente em nada, senão que “se deixa criar” por Deus todos os seus membros, e a mãe a leva em seu seio. Há alguma razão então para que eu retire a honra de Deus e diga que eu mesmo me gerei e que minha própria atuação contribuiu para que eu nascesse?

Isso não significaria um agravo a Deus? Por acaso não somos chamados seus filhos, obras de suas mãos? Se é verdade que as obras colaboram na regeneração, vejo- me obrigado também a achar que eu colaborei com Deus – e isso é uma blasfêmia contra Ele. Mas se é verdade que eu sou nascido de novo, como diz Cristo, não tenho que colaborar com nada, senão que tenho que permanecer quieto e passivo para aquele que é meu Pai e Criador me faça nascer de novo como filho seu. Nesse sentido o apostolo Paulo declara que “nós somos uma nova criação, criados em Cristo para boas obras”. Como se vê, Paulo não se esquece das boas obras, mas as menciona não por que tenham contribuído em algo, não por que sejam elas que produzem a nova criação, mas “para que andássemos nelas”.

Se é certo que minhas próprias obras contribuem para que eu seja uma nova criação, bem posso me gloriar de ser meu próprio Deus; porque o criar é obra exclusiva de Deus. Se eu colaboro, então Deus não é meu único Deus, senão que eu também o sou. Por outro lado, se Ele é o único, não o posso ser eu também, como se afirma muito claramente no Salmo: “Ele nos fez e não nós a nós mesmos; somos seu povo e ovelhas de seu pasto”. E não obstante, certa gente incorre em tremenda tolicede sustentar que a fé cria homens novos, mas com a ajuda das obras. Mas precisa de toda lógica dizer que eu me crio a mim mesmo e sou Deus junto com Deus, de modo que Ele me tem a seu lado como um Deus adjunto. Assim como eu não me formei a mim mesmo no corpo de minha mãe, senão que foi Deus quem me formou, valendo-se dos meus membros e do calor de minha mãe, assim tampouco na regeneração somos convencidos mediante nossas próprias forças e obras, senão unicamente pelas mãos e o Espírito de Deus. Em consequência, é ilícito acrescentar obras à fé; do contrário, não é Deus só o que me cria, senão que eu sou simultaneamente com ele meu próprio criador.

Ao fogo do inferno com um criador que se cria a si mesmo! A Escritura me chama de uma nova criação de Deus e, não obstante, eu haveria de atribuir a nova criação a mim mesmo? De esse modo eu seria criação e criador, obra e obrador em uma mesma pessoa. A toda luz, esses são pensamentos diabólicos e ensinos de homens cegos.

Devemos observar estritamente ao que aqui nos ensina o evangelista São João. Também Paulo nos chama “novas criaturas”. Da mesma maneira, pois, como não contribuo para meu nascimento corporal e pela minha concepção,senão que sou parte meramente passiva e ‘me faço’ gerar e criar, da mesma maneira tampouco as obras contribuem em nada para que o homem seja regenerado.

Se não for assim, Deus já não será apenas Deus, senão que nós seremos Deus junto com Ele e seremos nossos próprios progenitores. Mas quando a criatura já está gerada, e quando a criancinha já está formada no seio materno com todos seus membros, a mãe diz: “Sinto que o nenezinho faz as obras que em seu estado pode fazer”. Porem, só o já criado dá esses sinais de sua existência, e só quando foi dado à luz move seus membros, e fica com vida, aprende a caminhar e a cantar. Mas se não tivesse sido criada previamente, agora não se moveria.

III. O regenerado se manifesta como crente mediante a prática de boas obras.

Nossa pregação quanto à nova criação é, pois, uma vez que fomos regenerados, devemos andar em boas obras. Nesse sentido fazemosalgo: pregamos; aqueles, todavia, que são convertidos não fazem nada para chegar a sê-lo, já que somos criação e obra de Deus, “criados para que andássemos em boas obras” (Efésios 2:10). Essas palavras nos falam com inteira claridade. A semelhança com uma criatura humana é evidente. A criatura deve se separar do corpo materno; antes de estar completamente formada, não contribui em nada para esse fato.

Por que Deus a beneficiou de membros? Para se mover; uma vez nascida deve caminhar, ficar de pé, comer, beber, trabalhar, mandar, pois para isso nasceu. Se não fizesse nada, seria um tronco ou uma pedra. Porémdeve fazer algo, para isso foi criada. A isso se refere Cristo quando disse ao fariseu Nicodemos: “Todos vós quereis ser vossos próprios criadores. Possuíeis a lei de Moisés e esforçai-vos para cumpri-la. Porem não obtereis êxito, uma vez que ainda não nascestes de novo; não possuíeis o Espírito Santo. Por conseguinte todas as vossas obras são obras do velho homem. Podeis, por exemplo, construir uma casa ou fabricar um sapato, porém tais obras não têm nada haver com o céu. Não são obras que conferem justiça a quem as faz. Também os gentios são capazes de fazê-las. Ademais trazeis oferendas, circuncidais a vossos filhos, usais as vestiduras sagradas – também isso está ao alcance de qualquer pagão. Por isso digo que são obras do homem velho, nascido uma só  vez, a saber, do seio de sua mãe.

Mas se quereis fazer obras que sejam de valor diante de Deus e que tragam proveito ao próximo, precisais nascer de novo. Vós por sua vez acreditam que o fazer obras que exteriormente parecem ser boas já está assegurada a vossa entrada no céu, ainda mesmo o coração não se achando no estado devido. Porem não façais as coisas ao contrário, não comeceis pelas obras!”

 

Também os papistas são da opinião de que se pode merecer o céu com suas obras que acompanham a graça. É um engano. As boas obras não podem ajudar de nenhuma forma, nem como obras que precedem a graça, nem como obras que lhe correm paralelas, nem tampouco como obras que seguem a graça, senão que tudo tem que proceder do Espírito Santo e da água. “No lugar de pai e mãe vos darei água e o Espírito Santo”, reza a pregação de Cristo. Onde isso é assim, posso dizer: “minhas próprias obras não me criaram, nem me geraram como nova criação, nem tampouco poderão fazê-lo, posto que fui criado e gerado da água e do Espírito”. Também resulta agora fácil provar e julgar os espíritos fanáticos.

Pois o que nasceu, o que já foi feito e criado, nãotem necessidade de ser feito e criado. Como podem dizer então que as obras subsequentes à graça me geram e me criam? Fazer boas obras é necessário; correto – porém não para chegar a ser por meio delas uma nova criação. Portanto há de se diferenciar entre fé e obras; assim, aqui o Senhor nos ensina. As obras feitas antes da fé são condenadas como pecado. Em contrapartida, as obras feitas por quem já tem fé são obras preciosas e boas. Todavia, tampouco essas servem para nos converter em homens justos, senão para louvar e glorificar a nosso Pai que está nos céus (Mateus 5:16) e para causar alegria aos anjos. Pois quem por meio de boas obras e de uma pregação frutífera honra ao Pai, receberá também dele a recompensa correspondente. Se não andas em boas obras, tampouco nasceu ainda para elas (Efésios 2:10).

Onde se ensina e se vive dessa maneira, a verdade aqui ensinada por Cristo permanece vigente em toda a pureza. Cristo diz que temos que nascer, Paulo reforça que temos que ser criados por Deus. Falando em termos de comparação com uma criatura: a criatura não se gera nem se faz nascer a si mesma, senão que depois de ser criada pode fazer obras. Analogamente, a árvore frutífera depois de plantada dá frutos. Não se diz: “Se não tiver peras na árvore, essa não é uma árvore”, senão o inverso. Por isso cresce a pereira, para que dê peras, para glória elouvor de Deus o Criador, e para que nós as comamos. Assim, a obra de Deus é a que precede, e a nossa obra é a que segue. Igualmente: se não existisse ferreiro, não existiria machado, pois para que machado corte, previamente precisa ser fabricado.

Só um perfeito idiota poderia dizer: “Faz-me um machado que colabore na sua fabricação, de maneira que mediante seu despedaçar e cortar se transforme em machado”. Primeiro se fabrica o machado, e só então se pode empregá-lo nos trabalhos aos quais a ele se destinam.

Sobre esse tema se discute de modo por demais obstinado desde os primórdios da humanidade. E esse é o nosso ensino no qual insistimos com toda energia, afim de que conserve o lugar correspondente naigreja e para evitar que penetrem nela pessoas que atribuem um efeito também às obras precedentes ou concomitantes. Primeiro deve estar a criação, o nascimento: logo pode seguir a obra.

Nicodemos não pode compreender isso porque ele vive na crença equivocada de que obterá êxito para entrar no céu graças as suas obras precedentes. Cristo se opõe a ele com um sonoro NÃO: “o que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Todos aqueles que ensinam algo que contrarie esse artigo são falsos mestres. Nós, todavia, cremos e damos graças a Deus pelo fato de que ao fim foi trago a luz e posto ao conhecimento de todos qual é o verdadeiro caminho da vida: “Faz com que eu seja regenerado sem a colaboração de nenhuma obra minha, mas apenas pela palavra e pela fé”. Se tal é o caso, sou filho de Deus, tenho livre acesso a casa de meu Pai, e tudo quanto faço é bom e aceito diante de seus olhos. Se meu pé escorrega, Ele me castiga. Se eu sou uma arvore boa, levofrutos bons.

Se a árvore é tomada por vermes nocivos, o Pai os extermina. Se eu sou um bom machado, sirvo para cortar; se no machado se produz uma falha, também esse mal poderá ser sanado pelo Pai. Por isso vós os fariseus estais muito distantes do alvo com vossas obras precedentes; porque dessas resulta não mais que uma justiça válida diante dos olhos do mundo e para ela vale o que acabo de dizer quanto ao atirador. A justiça proveniente da fé acerta o alvo: aponta ao centro mesmo e penetra até a vida eterna – não por nossos próprios meios, senão em união com aquele que é o Mediador, do qualse fala na parte final do evangelho (João 3:14 e similares).  Fomos criados por Ele e somos recriados por Ele; por meio Dele somos uma criação perfeita, apesar de ainda não estarmos livres de faltas e debilidades.

Isso se chama falar de forma cristã sobre a regeneração, da qual os papistas, os turcos e os judeus não têm o menor conhecimento. Estou seguro, portanto, que no Concílio1 dos papistas rejeitarão esse artigo, já que a norma deles é julgar a obra de Deus segundo eles mesmos a entendem. Cristo, porém, sustenta invariavelmente: “O que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

É preciso, pois, deixar de lado os pensamentos próprios, a sabedoria própria, as opiniões próprias e ouvir somente a palavra por meio da qual é criado em ti um coração novo sem a tua contribuição, como o novo ser no corpo da mãe. Este texto soluciona a questão que se vem debatendo no mundo inteiro sobrecomo é possível uma vida bem-aventurada e feliz. Não há outro meio que a justiça efetuada pela regeneração não atinja o alvo.

CONCLUSÃO

Portanto amado leitor, o apelo de Deus ao teu coração hoje é para que você morra para esse mundo, para a tua carne e viva para Deus. Deixe que Ele te comunique a vida que você necessita, a vida espiritual, a vida de Cristo que criará em você desejos que honrem ao teu Deus, pois o Senhor Jesus mesmo promete: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, ASSIM COMO EU VENCI e me sentei com meu pai no seu trono.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3:21-22). Vencer como Jesus venceu, nas mesmas condições, assim como ele nasceu do espírito e foi vencedor, Deus te convida hoje para que você tenha também esta experiência na tua vida, nascer do Espírito e ser um vencedor em Cristo Jesus.

 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

Traduzido de http://www.escriturayverdad.cl/mlutero.html

Original em espanhol: Nos EsNecesarioNacer De Nuevo. Convertido para o formato digital por Andrés San Martín Arrizaga, 27 de Fevereiro de 2007

Tradução: Luciano de Oliveira Revisão: Armando Marcos Pinto 18 de outubro de 2012

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