4 de setembro de 2017

A Segundo Vinda de Cristo



A Segundo Vinda de Cristo

Texto Áureo = "Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem." (Mt 24.27)
Verdade Prática = A Segunda Vinda de Cristo será em duas fases distintas: primeira— invisível ao mundo, para arrebatara sua Igreja; segunda — visível e. corporal, com a sua Igreja glorificada.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = I Tessalonicenses 4.13-18 = Lucas 21.25-27

HINOS 323, 442, 547 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO

O Arrebatamento da Igreja é comumente chamado de “a segunda vinda ou a volta do Senhor”. No entanto, é necessário distinguirmos os eventos e os tempos proféticos que se relacionam a essa expressão. Nos estudos proféticos, a vinda do Senhor é uma só, porém, manifesta em duas fases distintas, envolvendo três tipos religiosos de povos (1 Co 10.32). Para a “Igreja”, o Senhor Jesus virá nos ares, invisível, quando ocorrerá a ressurreição dos mortos em Cristo e a transformação de nossos corpos mortais em gloriosos. Para Israel, virá à Terra e de forma visível, ocasião em que acontecerá a conversão nacional dos judeus e a destruição de seus inimigos. Para as Nações, também virá à Terra, de forma visível, quando os sistemas políticos serão julgados e governados por Cristo. Em suma, para a Igreja, Jesus virá como Noivo; para os Judeus, como Messias; e para os Gentios, como Juiz. O Arrebatamento da Igreja, que corresponde a primeira fase da volta do Senhor, será repentino. A segunda fase só se dará sete anos depois da primeira, época em que Jesus virá para libertar Israel e julgar as nações.

AS ESCRITURAS DÃO TESTEMUNHO SOBRE A SEGUNDA VINDA DO SENHOR

No tempo dos apóstolos havia pessoas que negava ou não acreditava na segunda vinda do senhor. mais eles foram instruídos a crerem e colocarem sua fé e confiança nessa maravilhosa doutrina.

Houve tempo em que a palavra arrebatamento era praticamente ignorada fora dos círculos teológicos. A expressão mais usual era a volta de Cristo. Os mais eruditos preferiam o vocábulo advento. Também não se fazia muita questão de se detalhar os acontecimentos que se seguirão ao rapto dos santos. De modo geral, acreditava-se que, tão logo o Senhor Jesus levasse os salvos para o céu, seria deflagrado o Juízo Final com a sumária punição dos ímpios. Com o incremento dos estudos bíblicos, o vocábulo arrebatamento fez-se rapidamente conhecido. Hoje, é um dos termos bíblicos mais conhecidos no meio do povo evangélico.


OS SINAIS DA SUA VINDA

Nos estudos proféticos, “sinal” é tudo aquilo que serve de advertência e, que possibilita prever ou reconhecer a aproximação de um fato profético relevante. O vocábulo, no grego sēmeion, tanto aponta para os atos milagrosos (Mt 12.38; 16.1), quanto para os eventos que antecedem a vinda de Cristo (Mt 24.3), podendo os dois sentidos virem combinados (At 2.19,22). Os sinais, no entanto, precisam ser interpretados como eventos que demarcam o tempo histórico e o profético. No primeiro, um fato real separa um tempo histórico do outro, como o Nascimento de Cristo que distingue a antiga da nova aliança, ou o Arrebatamento, que separa a Graça do período da Grande Tribulação. No segundo, são uma sucessão de eventos que anteveem a aproximação ou o fim de um tempo profético, como por exemplo, os sinais expostos em Mt 24.1-14; 1 Ts 5.1-3; 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9, que apontam para o fechamento do calendário profético para os gentios. Um estudo das Setenta Semanas de Daniel confirma tanto um argumento quanto o outro.

a) Sinais na vida da Igreja

1. Os falsos cristos e falsos profetas. O crente deve estar vigilante, pois um dos sinais da vinda de Jesus são os falsos cristos e os falsos profetas. Para não sermos enganados, precisamos conhecer a Palavra de Deus. (Mt 24.4,5).

2. Apostasia. Você sabe o que significa apostasia? Apostasia significa “desvio”, “afastamento”. Quer dizer “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. O aumento da apostasia é um sinal que evidencia a segunda vinda de Jesus (2Ts 2.3;1Tm 4.1).).

3. “Doutrinas de demônios” (1Tm 4.1). Os falsos mestres e os seus ensinos eram e ainda continuam sendo uma ameaça para Igreja e para a fé cristã.

4. Perseguição aos crentes. Ao falar a respeito dos tempos do fim, Jesus previu grandes perseguições aos seus discípulos (Mt 24.9).

5. Sinais do céu. Jesus alertou que antes de sua vinda haveria vários sinais, como por exemplo, “grandes terremotos e fomes, pestilências, coisas espantosas e grandes sinais do céu” (Lc 21.11). Notemos que o texto diz “sinais do céu” e não sinais “no céu”. Não devemos especular e muito menos ensinar sobre assuntos que não estão revelados na Palavra de Deus. Não sabemos que sinais serão estes nos céus, pois as Escrituras não revelam, porém sabemos que eles trarão espanto a todos que o virem, mostrando que serão algo jamais visto pelo homem, Jesus fala de sinais e não de datas.

b) OS SINAIS DA VOLTA DE CRISTO REFERENTES AO MUNDO

Apesar de parecerem sem importância aos olhos dos incrédulos, todos os sinais relativos à vinda de Nosso Senhor tem de ser bíblica e teologicamente considerados. Vejamos mais alguns deles:

1. Proliferação de falsos profetas e doutores. “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (Mt 24.4,5).

2. Guerras e conturbações internacionais. “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24.6,7).

3. Aumento dos escândalos na Igreja de Cristo. “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24.10,11). Isso decorre da existência da igreja na terra, e do joio que cresce no meio do trigo (Mt 13.30,40-43).

4. Multiplicação da iniquidade. “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mt 24.12,13).
6. Fomes, pestes e terremotos. “e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24.7).

5. A propagação universal do Evangelho de Cristo. “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24.14).Conquanto existam ainda muitos povos não-alcançados pelo Evangelho, não podemos ignorar que, em termos universais, o Evangelho já chegou aos confins da terra.

“Assim como a terra reagiu quando Jesus morreu (cf. Mt 27.51), também ocorrerão sinais ‘em baixo na terra’ (cf. At 2.19) antes da segunda vinda de Jesus.

• Terremotos. Esse sinal continua a manifestar-se em várias partes do mundo. Se compararmos estatisticamente o número de terremotos ocorridos, veremos que do nascimento de Jesus até o ano de 1900, aconteceram menos terremotos do que entre 1901 e 1908. Torna-se real, em nossos dias, a profecia de Isaías 24.19.

• Fome (cf. Lc 21.11; Ap 6.8). Secas, catástrofes e outras causas, têm motivado a fome em várias partes do mundo. Desde o início do século, o mundo tem presenciado períodos de fome, onde dezenas de milhares de vidas têm sido ceifadas. Carestia e escassez de víveres fazem parte da fotografia profética dos últimos tempos (cf. Ap 6.5,6).

• Pestilência (cf. Lc 21.11). Os jornais mostram que doenças incuráveis têm ceifado a vida de milhões de pessoas todos os anos. O câncer até o momento não tem solução clínica. Novas bactérias letais são detectadas com uma frequência assustadora. Com relação à peste, existe uma observação interessante em Apocalipse 6.8 onde se fala das causas de mortes nos últimos tempos. Uma delas é ‘com as feras da terra’. No original grego, a palavra traduzida por ‘fera’ é qhriwn. Essa palavra é um substantivo genitivo, neutro, plural e encontra-se no diminutivo — ‘pequenas feras’. Isso certamente se refere aos ratos que são causadores da peste bubônica” (BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1999, p.304).

O QUE É O ARREBATAMENTO

1. Sentido literal. A palavra “arrebatamento”, no contexto da escatologia cristã, é procedente do verbo grego harpazō, e significa retirar algo com rapidez e de forma inesperada. Quando o Novo Testamento foi traduzido para o latim, optou-se pelo vocábulo raptus que, originando-se do verbo raptare, comporta os seguintes significados: tirar, arrancar, tomar das mãos alguma coisa de forma violenta.

2. Definição bíblico-teológica. O arrebatamento, por conseguinte, é a retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestes, onde unir-se-á, eterna e plenamente, com o Senhor Jesus. A essa doutrina, dedica o Novo Testamento, além de outras passagens, dois capítulos especiais: 1 Co 15 e 1 Ts 4.

Nesta passagem, descreve Paulo a transladação sobrenatural dos santos; naquela, mostra como nossos corpos serão transformados, instantaneamente, pelo poder do Espírito Santo. O evento constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos, por abranger, de maneira simultânea, diversos fatos que ultrapassam todos os precedentes históricos, científicos e lógicos do conhecimento humano.

A palavra arrebatamento no grego é harpazo. Este vocábulo dá a ideia de rapto, ou de remoção repentina, de modo súbito. O arrebatamento da Igreja reunirá os que morreram em Cristo, isto é, confessaram a Jesus como seu Salvador e permaneceram fiéis até a morte (Ap 2.10; 1Ts 5.23), e os que estiverem vivos, aguardando o glorioso evento (1Ts 4.13).

MORTOS E VIVOS SURGINDO PARA UMA NOVA VIDA

Neste momento vem em mente a seguinte pergunta Como se dará o arrebatamento da igreja?

De acordo com a Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses, o arrebatamento da Igreja de Cristo dar-se-á da seguinte forma:

a. Ressoada a trombeta de Deus, descerá o Senhor Jesus dos céus com alarido e voz do arcanjo (1 Ts 4.16).

b. Em seguida, os que morreram em Cristo ressuscitarão, sendo, de imediato, trasladados (1 Ts 4.16).

c. Ato contínuo, os que estivermos vivos seremos transformados, arrebatados e levados todos ao encontro do Senhor (1 Ts 4.17).

A glorificação dos santos, quer vivos quer mortos, ocorrerá num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.52). A palavra grega que o doutor dos gentios usa para descrever este instante é mui expressiva: atomō. Trata-se de uma fração de tempo tão ínfima que não comporta nenhuma divisão. Buscando exemplificar essa fração de tempo, o apóstolo traz à tona uma imagem comum a todos nós: o abrir e fechar de olhos; um instante pequeno demais para ser mensurado pelos instrumentos humanos. Temos aqui um ato, não um processo; um milagre, não uma operação natural. É algo que desafia as leis da física e das demais ciências.

CONCLUSÃO

Caro professor, a doutrina da Segunda Vinda do Senhor tem dois aspectos que precisam ser destacados: o secreto e o público. São duas as etapas que constituem a Segunda Vinda do Senhor. A primeira é visível somente para a Igreja, mas invisível ao mundo; a segunda etapa é visível a todas as pessoas, pois “todo olho verá”. Na presente lição, o aspecto tratado será o primeiro, ou seja, a doutrina do Arrebatamento da Igreja.

Ao introduzir a lição desta semana na classe, defina o termo “arrebatamento”. Mostre aos alunos que o termo se origina da palavra grega harpagêsometha que significa “àquilo que é frequentemente chamado”. Refere-se à ideia de se encontrar com o Senhor para celebrá-lo como Ele é. A ideia de nos encontrarmos com o Senhor faz um paralelo com 1 Tessalonicenses 4.15, onde a palavra parousia aparece determinando os seguintes significados: “presença” e “vinda” do Senhor. Por isso, há algumas linhas de pensamentos distintas, em que outros irmãos em Cristo consideram que o Arrebatamento e a Vinda Gloriosa serão um só evento.

Entretanto, o contexto do Arrebatamento como um acontecimento distinto à Vinda Gloriosa está nos escritos do apóstolo Paulo. Este tinha em mente o arrebatamento quando exortava os crentes do Novo Testamento a terem esperança: “nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4.17). Textos como Colossensses 3.4; Judas 14 dão conta dos crentes voltando com Cristo para julgar os ímpios após o Arrebatamento da Igreja.


REFERENCIAS
ALMEIDA, A. Manual da profecia bíblica. CPAD, 1999.
Bíblia de Aplicação Pessoal. CPAD, 2004.
(Ap 13.16-18).” (AÍAS, F. In Mensageiro da Paz. Ano 72, N° 1.414, Março 2003, p.15).
ALMEIDA, A. Manual da profecia bíblica. CPAD, 1999.
Bíblia de Aplicação Pessoal. CPAD, 2004.

Uma Introdução à Doutrina da Segunda Vinda

"Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras"
(Apocalipse 22:12).

Introdução

A doutrina da segunda vinda de Cristo é uma das mais importantes doutrinas da Bíblia. O Novo Testamento está repleto de referências a ela. Jesus e os apóstolos falaram muito freqüentemente sobre o assunto. Todos os principais credos, confissões e declarações de fé dos cristãos, produzidos no decorrer da história, fazem menção desta doutrina. Por todas essas razões, é importante ter-se um conhecimento exato desta grande verdade da Palavra de Deus.

A certeza da Segunda Vinda

Que Cristo virá novamente, é tão certo quanto Sua primeira vinda. O Novo Testamento menciona a volta de Cristo trezentos e dezenove vezes, além das centenas de referências no Antigo Testamento. Capítulos inteiros foram dedicados ao tema, como Mateus 24 e 25, Marcos 13 e Lucas 21; e livros inteiros foram escritos para tratar deste assunto, como I e II Tessalonicenses.

Jesus disse: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14:3). Paulo escreveu: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus" (I Tessalonicenes 4:16). Na Epístola aos Hebreus é dito que Cristo "aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9:28). Tiago disse que "a vinda do Senhor está próxima" (Tiago 5:8). E, finalmente, o livro de Apocalipse, que contém várias referências à volta de Cristo, registra uma promessa de Jesus no final: "Certamente, venho sem demora" (Apocalipse 22:20).

Como será a Segunda Vinda

Existem diferentes interpretações a respeito de como será a segunda vinda de Cristo. Há discordância sobre alguns detalhes, como a seqüência da volta de Cristo, ou seja, o que acontecerá logo antes e logo depois. Apesar de serem detalhes que não devem dividir os cristãos, se não entendidos corretamente podem levar a interpretações antibíblicas, algumas delas muito perigosas. Estaremos estudando as principais linhas de interpretação sobre a volta de Jesus na próxima lição, e na lição três veremos com mais detalhes como será a segunda vinda de Cristo. Neste momento nos concentraremos naquilo que todos os cristãos crêem (ou deveriam crer) em comum sobre esta doutrina.

A Bíblia ensina que a segunda vinda de Cristo:

a) Será pessoal: Isso significa que o próprio Jesus virá novamente, em pessoa, com o mesmo corpo glorificado com que ressuscitou e da mesma forma como subiu aos céus. Algumas seitas, como as Testemunhas de Jeová, ensinam que a volta de Cristo é espiritual e que nem todos saberão quando isso acontecer. Outros, como os preteristas radicais, ensinam que Jesus já voltou na destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Há quem argumente que a segunda vinda de Cristo foi o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. Porém, a Bíblia ensina claramente que Jesus voltará pessoalmente. Enquanto Jesus subia aos céus, dois anjos disseram aos discípulos: "Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do mesmo modo como o vistes subir" (Atos 1:11).

b) Será visível: A Bíblia ensina que todos verão Jesus quando Ele voltar. Será um evento público e muito visível. Jesus disse, referindo-se à Sua vinda: "Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória" (Mateus 24:30). E em Apocalipse lemos: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o transpassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém" (Apocalipse 1:7).

c) Terá como conseqüência os acontecimentos finais do mundo: Com a volta de Cristo haverá a ressurreição dos mortos (I Coríntios 15:22-23), a transformação dos crentes vivos (I Coríntios 15:51-52), o arrebatamento da Igreja para encontrar-se com Cristo (I Tessalonicenses 4:15-17), o juízo final (Atos 17:31) e o surgimento dos novos céus e nova terra (I Pedro 3:11-13). Cada um desses eventos e seu tempo em relação à volta de Cristo serão estudados detalhadamente nas próximas lições.

Quando será a Segunda Vinda

Durante a história, muitos falsos profetas tentaram marcar datas para a volta de Cristo. Mas a Bíblia ensina que a vinda de Cristo será repentina, como ladrão de noite, e que ninguém sabe o momento de Seu aparecimento. 

A respeito disso, Jesus disse: "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai" (Mateus 24:36). Alguns argumentam que nós não sabemos apenas o dia e a hora, mas podemos saber o mês e o ano. Isso é uma distorção das palavras de Jesus, pois é claro pelo contexto que Sua intenção foi demonstrar a impossibilidade de se prever o Seu retorno em qualquer sentido. Além disso, a Bíblia não dá pista alguma sobre a data de Sua volta.

Na continuação da passagem, Jesus diz: "Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor... Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá" (Mateus 24:42,44). O fato de não sabermos quando Jesus voltará deve nos levar a viver em constante vigilância, nos santificando a cada dia e confirmando a nossa vocação e eleição (II Pedro 1:10), para que não sejamos pegos de surpresa naquele dia (I Tessalonicenses 5:4).

A Esperança da Segunda Vinda

A segunda vinda de Cristo deve ser a maior esperança do cristão, pois quando Ele voltar nossa salvação finalmente se completará, com a glorificação de nossos corpos mortais para serem semelhantes ao de Jesus (Romanos 8:11,17-25,30). O cristão deve estar sempre "aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tito 2:13). Em seu viver diário ele deve refletir essa expectativa, vivendo de modo santo e piedoso, esperando e apressando a vinda de Cristo (II Pedro 3:11-12), aguardando o grande dia em que "seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é" (I João 3:2).

A segunda vinda de Jesus

PARA MEMORIZAR: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo 14:1-3).

A segunda vinda de Jesus, mencionada mais de 300 vezes no Novo Testamento, é o ponto alto dos nossos ensinamentos. É essencial para nossa identidade como cristãos adventistas do sétimo dia. Essa doutrina está gravada em nosso nome e é parte fundamental do evangelho que somos chamados a proclamar.

Sem a promessa de Sua vinda, nossa fé seria inútil. Essa gloriosa verdade nos dá um senso de destino e motiva nosso trabalho missionário.

Pode-se argumentar que a extensão do tempo de espera além das nossas expectativas poderia enfraquecer nossa crença na promessa da volta de Jesus. No entanto, isso não aconteceu. Para muitos, nossa paixão pelo retorno de Cristo é mais forte do que nunca.

Nesta semana, analisaremos o que Jesus disse sobre “a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2:13).

Após a última ceia, Jesus disse aos discípulos que iria para um lugar ao qual, pelo menos por enquanto, eles não poderiam ir (Jo 13:33). O pensamento de estar separados do Mestre encheu o coração deles de tristeza e medo. Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais? […] por que não posso seguir-Te agora? (Jo 13:36, 37). Cristo conhecia o desejo deles e assegurou-lhes que a separação seria apenas temporária.

1. Leia as promessas de Cristo em João 14:1-3. Aplique essas palavras a você. Por que elas devem ter um significado importante em sua vida?

A promessa do nosso Senhor não poderia ter sido mais enfática. Em grego, a promessa “virei outra vez” está no tempo presente, expressando certeza. Poderia ser traduzida literalmente como: “Eu estou vindo outra vez.” Jesus nos deu a segurança da Sua segunda vinda. Ele não disse: “Eu posso voltar”, mas “Eu voltarei”. Toda vez que mencionou Sua volta, Ele Se referiu a ela com convicção.

Às vezes, fazemos promessas que depois não podemos cumprir, apesar dos nossos melhores esforços e determinação. Esse não é o caso com Cristo. Muitas vezes, Ele provou inequivocamente que Sua palavra é confiável.

Referindo-se à Sua encarnação, o Senhor anunciou profeticamente por intermédio de Davi: “Eis aqui venho” (Sl 40:7). E Ele veio (Hb 10:5-7). A realidade de Sua primeira vinda sustenta a certeza da segunda vinda.

Durante Seu ministério terrestre, Jesus prometeu a um pai desesperado: “Não temas, crê somente, e ela será salva” (Lc 8:50). E a filha de Jairo foi libertada, embora estivesse morta. Cristo anunciou que três dias depois de Sua morte Ele ressuscitaria, e ressuscitou. 

Ele prometeu o Espírito Santo aos discípulos, e O enviou na hora certa. Se nosso Senhor honrou todas as Suas promessas no passado, mesmo aquelas que, de uma perspectiva humana, pareciam impossíveis, podemos estar certos de que Ele cumprirá Sua promessa de voltar.

 O propósito da segunda vinda de Jesus

O grande plano da redenção terá seu ponto culminante na segunda vinda de Jesus. Sem o retorno de Cristo à Terra, Sua encarnação, morte e ressurreição não teriam nenhum efeito para nossa salvação.

2. Qual é uma das razões básicas para a segunda vinda de Jesus? Mt 16:27

 A vida nem sempre é justa. Na verdade, muitas vezes ela é injusta. Nem sempre vemos justiça em nossa sociedade. Pessoas inocentes sofrem enquanto as más parecem prosperar. Muitas pessoas não recebem o que merecem. Mas o mal e pecado não reinarão para sempre. Jesus virá “para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12).

Essa afirmação implica que um julgamento deve ocorrer antes da volta de Cristo. Quando Ele vier, o destino de cada ser humano já terá sido decidido. Jesus sugeriu claramente esse juízo investigativo na parábola das bodas (Mt 22:11-13).

O fato de que somos julgados pelas obras não significa que somos salvos por elas ou por nossos próprios méritos. A salvação é pela graça de Deus e recebida pela fé em Jesus (Mc 16:16; Jo 1:12), que demonstramos por nossas ações.

O que é importante sobre a promessa de Mateus 16:27 é que a justiça será feita. Temos apenas que esperar por isso.

Além disso, na segunda vinda de Cristo, os que dormem nEle serão ressuscitados para a vida eterna. Como vimos anteriormente, visto que sabemos que os mortos estão dormindo na sepultura, as promessas da segunda vinda e da ressurreição para a vida eterna que se segue são especialmente importantes para nós.

“Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: ‘Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!’ Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte eles vêm, revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?’ (1Co 15:55). E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 644).

 Como Jesus virá?

Em Seu sermão profético, Cristo manifestou preocupação a respeito dos ensinamentos errados acerca da Sua segunda vinda, e advertiu os discípulos contra pessoas que viriam em Seu nome dizendo: “Eu sou o Cristo” (Mt 24:5, 23-26).
 Ele não quer que Seus seguidores sejam enganados. Por isso, indicou claramente de que modo virá.

3. De acordo com Mateus 24:27, como Jesus voltará?

O relâmpago não pode ser escondido nem falsificado. Ele se manifesta e brilha em todo o céu de tal forma que todos podem vê-lo. Assim será a segunda vinda de Jesus. Nenhuma propaganda será necessária para chamar a atenção das pessoas com relação a ela. Todos os seres humanos, bons e maus, salvos e perdidos, e “até mesmo aqueles que O traspassaram” (Ap 1:7) verão a Sua vinda (Mt 26:64).
4. De acordo com Paulo, como será a segunda vinda de Jesus? 1Ts 4:13-18

Em Seu segundo advento, Cristo será visto com toda a Sua glória divina como “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19:16). Na encarnação, o Filho veio sozinho e sem nenhum esplendor externo. “Nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Is 53:2). Mas desta vez Ele descerá com toda a Sua majestade e magnificência, rodeado por “todos os santos anjos” (Mt 25:31, ARC) e “com grande som de trombeta” (Mt 24:31, NVI). Se tudo isso não bastasse, os mortos em Cristo ressuscitarão para a imortalidade.

 Quando Jesus virá?

Quando Jesus disse a respeito do templo: “Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt 24:2), os discípulos ficaram admirados e perguntaram: “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da Tua vinda e do fim dos tempos?” (v. 3, NVI). Em seu pensamento, a destruição do templo coincidiria com o fim da História na volta de Jesus.

A resposta de Jesus combinou de modo habilidoso os sinais para os dois eventos: a queda de Jerusalém em 70 d.C. e Sua segunda vinda, porque os discípulos não estavam preparados para compreender a diferença entre eles. É importante entender a natureza e o propósito desses sinais. Eles não foram dados para que determinemos a data da volta de Jesus, pois “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24:36).

 Ao contrário, os sinais mostram a tendência histórica de eventos, a fim de nos alertar de que Sua vinda está próxima, às portas. Embora nunca devamos marcar datas, jamais devemos ignorar o tempo em que vivemos.

5. Leia Mateus 24:3-14, 21-26, 29, 37-39 (se possível, leia também Marcos 13 e Lucas 21). Que quadro do mundo Jesus apresentou nesses textos? Essa descrição se harmoniza com o mundo em que vivemos?

A ideia mais importante que Jesus quis gravar na mente dos discípulos era a de que Sua vinda está próxima. Na verdade, todo o Seu sermão profético dirigiu-se aos apóstolos como se eles devessem estar vivos quando Jesus viesse (Mt 24:32, 33, 42).

Na verdade, da perspectiva pessoal de cada um de nós, a segunda vinda de Jesus nunca está mais distante do que um momento depois da nossa morte. A morte é um sono inconsciente e profundo. Fechamos os olhos na morte e, quer tenham passado um ano ou mil anos, o acontecimento seguinte, para nós, será a segunda vinda de Jesus. 

Assim, a ideia da proximidade da vinda de Cristo, que Paulo, Pedro e Tiago também compartilharam, faz todo o sentido. Para cada um de nós, individualmente, Sua vinda nunca acontece mais do que um momento depois que morremos.

 Vigiar e estar pronto

6. Por que é fundamental sempre vigiar e estar pronto para a vinda de Jesus? Mt 24:42, 44

A nota tônica do sermão profético de Jesus é o imperativo para vigiar e estar alerta. Isso não significa esperar ociosamente, mas estar ativamente vigilante, como está o proprietário de uma casa, que permanece atento contra qualquer possível ladrão (Mt 24:43). Enquanto esperamos de modo vigilante, temos algo a fazer, como o servo fiel que executa as tarefas que seu mestre lhe confiou durante a ausência dele (Mt 24:45; Mc 13:34-37).

7. Que atitude seria fatal para nós que afirmamos crer na segunda vinda de Jesus? Como evitar essa atitude? Por que é tão fácil cometer esse erro, se não formos cuidadosos? Mt 24:48-51; Lc 21:34, 35

 A parábola do servo mau é muito séria, especialmente para nós, adventistas do sétimo dia. Esse servo representa os que professam crer que Cristo virá outra vez, mas não imediatamente. Acreditando que o Senhor está atrasado, pensam que ainda há tempo para viver de forma egoísta e desfrutar de prazeres pecaminosos, porque, certamente, haverá tempo de sobra para se preparar para a segunda vinda de Jesus. Infelizmente, essa ideia é uma armadilha mortal, porque ninguém sabe quando Ele virá. Além disso, mesmo que Cristo não venha logo, qualquer um de nós pode ser chamado para descansar de forma inesperada, o que acaba com nossa oportunidade de acertar as contas com Deus. 

Mas, acima de tudo, a repetida indulgência com o pecado endurece gradualmente a consciência e tira dela a sensibilidade, tornando mais difícil o arrependimento. O diabo não se importa que acreditemos teoricamente na segunda vinda de Jesus, desde que ele nos leve a adiar nossa preparação para esse dia.

Como podemos estar prontos hoje? Arrependendo-nos e confessando os pecados a Jesus, renovando nossa fé em Sua morte expiatória na cruz em nosso favor, e entregando-Lhe totalmente nossa vontade. Andando em comunhão com Ele, podemos desfrutar a paz profunda de estar cobertos por Seu manto de justiça.

“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar uma grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor. Sobre ela está o arco-íris do concerto.
Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. […] Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, O acompanham em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes – ‘milhões de milhões e milhares de milhares’ (Ap 5:11). Nenhuma linguagem humana pode descrever a cena, mente mortal alguma é apta para conceber seu esplendor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 640, 641).





31 de agosto de 2017

As Manifestações do Espírito Santo



As Manifestações do Espírito Santo

Texto Áureo = "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar." (At 2.39)

Verdade Prática = Cremos na atualidade do batismo no Espirito Santo e dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Atos 2.1-6: 2 Corintios 12.1-7

HINOS SUGERIDOS: 85,122, 290 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO

Joel predisse o derramamento do Espírito Santo para os últimos dias, por tratar de um evento futuro a acontecer cerca de 800 anos depois dele, o que não significa necessariamente os últimos dias da humanidade. Podemos concluir que temos aqui uma profecia sobre a vinda do Espírito Santo, no inicio dos “últimos dias’‘(At 2.28-32), os dias do evangelho de Jesus Cristo, para dar continuidade até à consumação plena no plano salvador de Deus.

No dia de Pentecoste ocorreu um dos maiores eventos da Igreja cristã. Aos quase cento e vinte, homem e mulheres, que esperavam no Cenáculo, veio uma experiência que resultou em completa mudança de suas vidas. Não eram mais aqueles de outrora. A experiência que tem sido vivida por milhões de servos de Deus durante os séculos do cristianismo, chamamos de batismo com o Espírito Santo.

A DESCIDA DO ESPIRITO SANTO

1. "Cumprindo-se o dia de Pentecoste" (v. 1). Pentecoste (Nm 28.26) era uma das três principais festas judaicas, instituídas por Deus, através de Moisés. Páscoa (Lv 23.4-8) e Tabernáculos (Lv 23.34) são as outras duas. Essas festividades sole­nes eram significativas e apontavam para o Messias.

a) Páscoa. Era a comemoração da saída dos filhos de Israel do Egi­to, também chamada de Festa dos Pães Asmos ou Ázimos (porque nela o pão era sem fermento), comemo­rada ainda hoje pelos judeus. Para nós, ela se cumpriu no sacrifício de Jesus, pois o cordeiro pascal, descri­to em Êxodo 12.3-8, apresenta os requisitos encontrados em Cristo.

b) Festa dos Tabernáculos. Chamada em hebraico de "Sucot", co­memora o período em que os filhos de Israel viveram em cabanas no de­serto, quando saíram do Egito (Lv 23.33-43). Era a última festa do ano e durava oito dias. Era uma festivi­dade alegre (Lv 23.40). Está mencionada em Jo 7.37-39. Ela repre­senta o gozo e a alegria dos crentes. O quadro profético ainda não se cumpriu: será no Milênio.

c) Pentecoste. É uma palavra gre­ga que significa "quinquagésimo", porque essa festa era celebrada 50 dias após a Páscoa (Lv 23.15,16). Chamada em hebraico de "Shavuot", plural de "shavua", significa "semana", mas é também conhecida como a Festa das Primícias, pois co­incidia com o fim da colheita de tri­go. O nome "Festa de Pentecoste" ficou assim conhecido, por ser rea­lizada no quinquagésimo dia após a Páscoa.

2. Reunidos no mesmo lugar (v.1). Havia quase 120 discípulos, incluindo as corajosas e heroínas pes­soas anônimas que tiveram partici­pação efetiva na obra de Deus (At 1. 15). O local era o Cenáculo, em Jerusalém (At 1.13), onde perseve­ravam "unanimemente em oração e súplicas" (At 1.14). À luz do con­texto, "reunidos no mesmo lugar" fala de unanimidade de propósito, esperando a promessa do Pai.

A VINDA DO ESPÍRITO SANTO

1. Barulho vindo do Céu (v.2). Vento e fogo são dois dos símbolos do Espírito Santo (Mt 3.11; Jo 3.8). A manifestação divina ligada ao fogo era comum no Antigo Testamento, tanto para trazer juízo (Jl 2.3), como para iniciar uma nova era ao povo de Deus (Êx 3.1,2).

2. Línguas repartidas como que de fogo (v. 3). Isso fala das diversidades de línguas. O fogo é a garantia de que Deus estava nesse negócio, visto que para os judeus a manifestação divina estava ligada ao fogo (Êx 3.2, 3; 19. 16-20; 1 Rs 18. 38; Lc 9.54).

3. "Todos foram cheios do Es­pírito Santo" (v.4). Nenhum dos patriarcas e profetas viveu essa expe­riência, embora alguns deles falassem desse evento mais como algo ainda para o futuro, pois, na época do Antigo Testamento, o Espírito Santo atuava sob medida.

a) "Cheio do Espírito Santo". O que significa ser "cheio do Espírito Santo"? É uma figura de linguagem. Significa que alguém abriu espaço em sua vida, para que o Espírito Santo possa operar sem restrição.

SINAIS SOBRENATURAIS FALAR LÍNGUAS

1. "Começaram a falar em ou­tras línguas" (v. 4). Era Babel às avessas. Naquela torre, ninguém se entendia, pois um não compreendia o que o outro dizia (Gn 11.7-9). Em Jerusalém, no Pentecoste: "cada um os ouvia falar na sua própria língua" (v. 6).

a) O duplo milagre. Essas línguas não eram da Terra. A palavra "línguas", nos versículos 3 e 4, é glossa. (grego). Mas o vocábulo "língua", nos versículos 6 e 8, é dialektos, (grego). O que isso significa? Que o milagre foi duplo: Os discípulos falaram línguas desconhe­cidas (glossa), e cada representante dessas 17 nações ouvia-os em sua própria língua (dialektos).


b) Língua do Céu. Língua estra­nha não é o mesmo que língua estrangeira, a qual há sempre quem possa entender, mas a língua estra­nha só compreende quem o Espírito Santo revelar. Disse o apóstolo Pau­lo: "Porque o que fala língua estra­nha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios" (1 Co 14.2).

2. Línguas como evidência do batismo no Espírito Santo. Ter o Espírito Santo não é o mesmo que ser batizado no Espírito Santo. Os discípulos, mesmo antes do Pente­coste, já tinham o Espírito Santo (Jo 20.22). O batismo no Espírito Santo é um revestimento de poder que ca­pacita o crente a fazer a obra de Deus, principalmente, para fazer missões (At 1.8; Lc 24.49).

a) Como se sabe que alguém foi batizado no Espírito Santo? A evi­dência desse batismo é o falar lín­guas. No dia de Pentecoste eles fa­laram línguas (v. 4). Antes disso, ninguém tivera tal experiência. Na casa de Cornélio, como Pedro sou­be que o Espírito Santo desceu so­bre eles? "Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus" (At 10.46).

b) Perigo das inovações. Há igre­jas neopentecostais que não têm no­ção dessa evidência e confundem ter o Espírito Santo com o batismo no Espírito Santo. Ultimamente, estão inventando muitas práticas exóticas sem apoio bíblico. Eu já vi alguém dizer: "Eu falo línguas", e outra pessoa responder para ele: "Fale", e ele começar a falar. Há também pesso­as que querem ajudar Jesus fazer a obra: Falam línguas e mandam as pessoas que ainda não foram batiza­das imitá-las.

3. O batismo no Espírito Santo hoje (v. 38). Não há qualquer indicação no Novo Testamento de que a promessa do batismo no Espírito Santo seja algo meramente para o primeiro século, como defendem expositores antipentecostais. A pro­messa é para "tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar". Há registros de que ao longo da história do Cris­tianismo, diversos cristãos falaram línguas. Irineu, Agostinho, Lutero, Wesley e muitos outros. Com o avi­vamento do País de Gales, de Kansas e da rua Azuza, quase simultanea­mente, o fenômeno das línguas vol­tou a ser algo generalizado, e não meramente uma raridade.

NATUREZA DA LINGUAS

O que ocorreu em Atos dos Apóstolos foi um milagre surpreendente. Os discípulos estavam falando sobre Cristo em sua própria língua, quando, de repente, os que visitavam Jerusalém passaram a compreender o que era dito em seu próprio idioma.E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? – Atos 2.4-8.

O REGISTRO DE LÍNGUAS NA BÍBLIA. O dom de línguas é mencionado apenas em três livros do Novo Testamento (Marcos 16:17-20, Atos 2:1-13; 10:45-46; 19:6, I Coríntios 12:1 a 14:40). É informativo notarmos que poucos livros das Escrituras mencionam línguas. Entre vinte e uma epístolas do Novo Testamento, nas quais salvação, gozo Cristão, crescimento espiritual, qualificações ministeriais e o trabalho do Espírito de Deus são mencionados, contudo em uma única são mencionadas as línguas..

A NATUREZA DAS LÍNGUAS. 

O dom de línguas era a habilidade sobrenatural de falar em um idioma que não se havia adquirido através de estudo. Não há nenhuma razão Bíblica para acreditar que este idioma era qualquer outra coisa além de um idioma humano existente. Em Atos 2:1-11, os discípulos falaram em idiomas nativos dos muitos judeus estrangeiros presentes em Jerusalém no Pentecostes. Em I Coríntios 14:16 e 23, os Coríntios são advertidos que os indoutos não podiam entender as línguas. Essas declarações seriam sem sentido se as línguas não fossem idiomas humanos já conhecidos por alguns. Em I Coríntios 14:21, Paulo cita uma profecia do Velho Testamento relativa ao propósito das línguas. Esta profecia trata-se do idioma humano que revela novamente a natureza da língua em Corinto. 

SIGNIFICADO E PROPÓSITO

Uma pessoa que não é batizada no Espírito Santo pode ser salva? “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” Atos 1.8

O Espírito Santo é tão importante na vida de uma pessoa que o Senhor Jesus só iniciou o Seu ministério depois que O recebeu. É o Espírito Santo que nos dá condições para fazer a Obra de Deus neste mundo, levando o Evangelho a outras pessoas.

Quando a pessoa entrega a sua vida a Deus, é aceita por Ele, ela está salva, mas a busca pelo batismo com o Espírito Santo é fundamental. O Espírito Santo é necessário em nossas vidas porque Ele também é o Consolador, a força de que precisamos para superar os momentos difíceis e guardar a nossa Salvação.

O batismo com Espírito Santo não nos dá a Salvação, mas nos ajuda a mantê-la. Nosso Senhor deixa muito claro que as línguas eram um sinal (Marcos 16:17). Quando a igreja de Corinto começou a usar línguas como meio de auto-glorificação, foi-lhes falado que precisavam amadurecer e aprender que as línguas deveriam ser usadas como um sinal (I Coríntios 14:20-22). Deixe-nos examinar este ponto importante com detalhes. 

Em I Coríntios 14:21, Paulo cita Isaías 28:11 como prova de que as línguas eram um dom de sinal. Em Isaías capítulo 28, achamos Isaías reprovando os anciões de Judá pelos pecados que eles haviam cometido. Eles não se arrependeram, mas zombaram da pregação de Isaías como se ela fosse inferior ao nível intelectual que eles possuíam (vs. 9-10). 

Sendo assim Isaías deu a profecia em que Deus falou a eles pelas línguas estrangeiras do exército assírio que estava invadindo. Com isto, Paulo conclui que as línguas são um sinal. Nós também poderíamos mencionar que as línguas não eram um sinal a todos os incrédulos, mas para incrédulos judeus em particular. Isto é visto em Isaías capítulo 28, e também no Novo Testamento. Em todos os casos registrados no livro de Atos o dom de línguas era um sinal aos judeus. É interessante também lembrar-nos que a igreja em Corinto começou ao lado de uma porta de uma Sinagoga judia (Atos 18:7). Talvez isto explique em parte o destaque do dom naquela igreja. 

OS DONS ESPIRITUAIS

Os dons do Espírito são capacidades e talentos dados a alguém pela operação interna do Espírito Santo (I Coríntios 12:4-11). Eles devem ser distinguidos do dom inicial do próprio Espírito (Atos 2:38; 10:45; 11:17, I Coríntios 12:4). Os dons espirituais também não devem ser confundidos com habilidades ou talentos naturais. A pessoa nasce com certas capacidades que podem ser desenvolvidas. Dons espirituais não são, por outro lado, um produto de nascença mas do poder do Espírito Santo.

TIPOS DE DONS ESPIRITUAIS.

São listados dons espirituais nas seguintes passagens: Romanos 12:5-8, Efésios 4:11-12, I Coríntios 12:8-10, 28-29. Várias classificações têm sido sugeridas: 

Alguns dos dons foram determinados como sinais (Línguas, Milagres, Cura, etc..). Outros dons permitem a igreja operar de forma mais ordenada (ajudas, governos), ou abençoa a alguns com suprimentos especiais (mostrando misericórdia, etc.). Um grande número de dons concernentes ao ministério da palavra (ensino, profecia, etc.). Aqueles dons, dados unicamente para suprir as necessidades das igrejas apostólicas eram obviamente temporários. Isso inclui todos os dons de sinais e qualquer dom que envolva a revelação direta aparte da Bíblia. 

Notando os vários tipos de dons espirituais deveríamos mencionar também que certos homens talentosos estão na lista (I Coríntios 12:28-29). Os homens que ocupam estas posições têm que possuir indubitavelmente mais do que um dom que leve a cabo os seus trabalhos. Eles próprios são dons à igreja (Efésios 4:7-12). Alguns destes ofícios como Apóstolo e Profeta eram temporários. 

OS DONS DO ESPÍRITO FORAM DADOS A QUEM?

A igreja é o lugar apropriado para o exercício dos dons do Espírito. Os dons foram dados à igreja para seu desenvolvimento espiritual (Efésios 4:8-12; note o versículo 12; I Coríntios 12:14-31; note os versículos 27- 28). Os dons são dados aos santos individualmente, de forma que a assembléia como um todo seja abençoada. 

A relação dos dons do Espírito para com a igreja pode ser vista no conceito do Novo Testamento onde se vê a igreja como o Templo de Deus, e como o Corpo de Cristo. 

Enquanto a regeneração "faz-nos pedras vivas" (I Pedro 2:5), são os dons do Espírito que fazem com que estas "pedras vivas" venham a formar o templo de Deus que é "bem ajustado" (Efésios 2:21). Da mesma maneira que um corpo humano tem muitos membros que contribuem para o bem-estar geral do todo, assim é a igreja local, como o corpo de Cristo, provida de toda função necessária, pela variedade de dons dentro de sua comunidade (I Coríntios 12:12-28., Efésios 4:16). À igreja foram dados dons do Espírito porque Ela é a responsável por promover o crescimento espiritual das pessoas {Efésios 4:11-16}. 

Talvez este seja um bom lugar para mencionar o conceito Pentecostal (veja nota do tradutor) em que as pessoas recebem dons espirituais para serem pessoalmente abençoadas e esta é uma concepção falsa. Cada dom é para o corpo de Cristo como um todo. Nós não recebemos os dons para o nosso próprio benefício, mas para o benefício do corpo. Assim como o corpo humano há uma interdependência entre os membros. O bem do corpo deve ser o fator controlador no exercício de qualquer dom espiritual. Este é o tema central em I Coríntios capítulos 12-14. 

CONCLUINDO

A promessa do Espírito Santo diz respeito, principalmente, aos "últimos dias", e não à era dos apóstolos. Além disso, Pedro, ao citar o profeta Joel, substituiu a expressão "derramarei o meu Es­pírito" por "derramarei do meu Espírito". Isso mostra que o Pen­tecoste foi o início da Dispensação do Espírito Santo, e que a efusão do Espírito seria na sua plenitude nos "últimos dias", os dias em que estamos vivendo.

1. Deus é fiel e cumpre tudo o que nos promete, apesar de muitos o considerarem tardio. Ele vaticinou o derramamento do seu Espírito sobre toda a carne, como declarou o pro­feta Joel, e, no tempo certo, no dia de Pentecoste, este evento tornou-se uma realidade em Jerusalém.

2. O batismo com o Espírito San­to é uma bênção celestial necessária aos cristãos que desejam ter uma vida vitoriosa. Por isso, quem ainda não o recebeu deve orar insistente­mente, pois Deus não faz acepção de pessoas e esta promessa é para to­dos os homens.

3. O crescimento da Igreja, na atualidade, é ocasionado pela atua­ção do Espírito Santo em nossos dias. Se desejamos mais conversões e a manifestação do poder de Deus, devemos buscar, insistentemente, os dons espirituais, tão necessários nes­te momento de incredulidade total.




Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lições bíblicas CPAD 1989
BIBLIOGRAFIA


23 de agosto de 2017

A Necessidade de Termos uma Vida Santa


A Necessidade de Termos uma Vida Santa

Texto Áureo = "Mós, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver." (1 Pe 1.15)

Verdade Prática = Cremos na necessidade e na possibilidade de termos uma vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – I Pedro 1.13-22

HINOS SUGERIDOS: 75, 91, 282 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO

É preciso que o adorador mantenha o seu espírito, a sua alma e o seu corpo plenamente irrepreensível para o dia de nosso Senhor Jesus Cristo. A Bíblia nos exorta a afastarmos-nos cada dia das práticas pecaminosas, aproximarmos de Deus com um coração íntegro e piedoso, e nos esforçarmos por viver de maneira santa. “porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. portanto, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo” (1Ts 4.7, 8).

I – DEFININDO OS TERMOS

1. A santidade de Deus. A Bíblia diz que nosso Deus é santíssimo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3; Ap 4.8). A santidade de Deus é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2; Ap 15.4). É o atributo que melhor expressa sua natureza. No crente, porém, a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim como a lua, que não tendo luz própria, reflete a luz do sol (ver Hb 12.10; Lv 21.8b).

 Deus é “santo” (Pv 9.10; Is 5.16), e quem almeja andar com Ele, precisa viver em santidade, segundo as Escrituras.

 2. Santificar e santificação. “Santificar” é “pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso estritamente pessoal”. Santo é o crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o domínio e uso exclusivo de Deus. É exatamente o contrário do crente que se mistura com as coisas tenebrosas do pecado.

A santificação do crente tem dois lados: sua separação para a posse e uso de Deus; e a separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a Deus.

Santo quer dizer “separado”. Deus é separado de nós em dois sentidos. Primeiro, ele é o Criador e nós somos suas criaturas. Ana louvou o Deus único, porque “É o que tira a vida e a dá” (1 Samuel 2:2,6). Esta diferença excede nossa imaginação. Como Criador, ele está acima de todos os povos (Salmo 99:1-3).

Isaías fala da grandeza de Deus em relação à criação. Ele é “o eterno Deus, o SENHOR, o Criador...” (Isaías 40:28). No mesmo capítulo, Deus desafia suas criaturas com estas palavras: “A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? — diz o Santo” (Isaías 40:25). A conclusão importante de Isaías é que as criaturas não são nada em comparação com o Criador: “Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta. Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto. Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo. Com que comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?” (Isaías 40:15-18). Deus é separado de nós porque ele nos criou do nada.

 O segundo sentido em que Deus é santo trata de sua relação com o pecado. Ele é puro e certo, acima de todo pecado e toda maldade. Por esse motivo, ele é separado dos homens pecadores. “Então, Josué disse ao povo: Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. Se deixardes o SENHOR e servirdes a deuses estranhos, então, se voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem” (Josué 24:19-20). Deus é separado de nós porque ele nos criou com livre arbítrio, e nós decidimos pecar. Deus nos convida a ser santos, livres do pecado, pela graça e pelo amor dele (1 Pedro 1:15-16).

A santidade de Deus é revelada na palavra dele

O homem aprende discernir entre o bem e o mal através da revelação de Deus (Isaías 1:16-17; 2:3). Nas Escrituras, o Espírito Santo tem revelado para nós as coisas de Deus para que possamos desenvolver a mente de Cristo (1 Coríntios 2:10-16). É importantíssimo entender que a desobediência a qualquer mandamento que Deus nos tem dado é ofensa contra a própria pessoa dele. Pense nesse fato na próxima ocasião que você enfrenta a tentação de deixar de lado algum mandamento do Senhor, dizendo que “Deus não se importa com isso”. Ele se importou em falar. Ele se importou em mandar seu Filho para ensinar e para morrer. Ele se importou em enviar os apóstolos ao mundo.

O pecado é desobediência da vontade de Deus (Salmo 51:4; 1 João 3:4). Qualquer pecado, o menor que seja nas opiniões dos homens, é traição e ingratidão em relação ao nosso Criador. Jesus disse que o amor a ele exige obediência aos seus mandamentos (João 14:15). O Pai havia falado a mesma coisa quase 1500 anos antes (Êxodo 20:6).

II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. Israel.O apelo à santidade diz respeito à pureza da nação de Israel para manter o povo distante da idolatria, da prostituição e de outras práticas pecaminosas. Deus escolheu Israel para ser sua propriedade particular dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo: "[...] então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo [...]" (Êx 19.5,6).

O estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus: "Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Essa santidade exigida era mais do que natural, porque Deus é santo (Lv 11.44), e os israelitas foram "separados", ou seja, "retirados" dentre os povos para Deus.

2. A Igreja.  Os três propósitos de Deus com Israel são os mesmos para a Igreja: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2.9). Assim como os israelitas, fomos chamados por Deus e separados para o seu serviço; agora somos sacerdócio real, nação santa e povo ' adquirido.

Desde os tempos do Antigo Testamento, a idolatria e a prostituição sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os A.13,14). Esses são os mesmos desafios da igreja hoje: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1Ts 4.3). Devemos fugir da prostituição e também da idolatria (1Co 6.18; 10.14).

3. Uma exigência natural.  Essa exigência é mais do que natural porque Deus é Santo: "mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (l Pé 1.15,16) assim como o é seu Filho Jesus Cristo (Lc 1.35; Jo 6.69). Da mesma maneira como Deus escolheu e santificou o povo de Israel para viver em santidade, assim também o Senhor Jesus nos chamou para vivermos uma vida santa. Israel precisava viver longe das práticas imorais dos cananeus, nós, da mesma forma devemos nos abster da prostituição.

III – A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

Santificação posicional. Significa que no ato da regeneração os cristãos são santificados, e, portanto, são santos porque já estão separados para Deus e foram purificados (Romanos 1:7; Hebreus 2:11; 10:10,14,29). Nesse sentido a santificação é “a liberdade do domínio da velha natureza, que foi crucificada com Cristo”. Este é, sem dúvida, o mais impactante tipo de santificação, pois Paulo afirma que “somos santificados em Cristo Jesus, e, por isso, chamados para ser santos” (1 Coríntios 1:2). Esse tipo de santificação é obtido unicamente pela fé em Cristo (cf. Atos dos Apóstolos 26:18), e é também realizado de uma vez por todas. Desta forma, o salvo pode afirmar que foi, definitivamente, justificado, santificado e redimido, desde que realmente se mantenha revestido da justiça e da santidade de Cristo, pela fé.

SANTIFICAÇÃO PRESENTE (ATUAL REAL ) indica o processo pelo qual o Espírito Santo gradualmente muda a vida do crente para dar vitória sobre o pecado. Esta é a santificação prática. Trata-se do crescimento cristão, deixando o pecado do lado e vestindo dedicação a Deus (Ro. 6:19, 22; 1 Th. 4:3, 4; 1 Pe. 1:14-16). [Nota do tradutor: A palavra inglesa “godliness” aparentemente não tem tradução própria em português. Ela significa algo parecido como “ser semelhante, ser um reflexo de Deus”. O dicionário somente indica “piedade, dedicação a Deus”.] Este processo atual de santificação nunca acaba nesta vida (1Jo. 1:8-10).

O Cristão precisa resistir ao pecado até ser levado deste mundo através da morte ou na volta de Cristo. Neste sentido, o Cristão pode dizer, "ESTOU SENDO santificado pelo poder de Deus."

A santificação progressiva. O cristão está santificado em Cristo, mas o Espírito Santo continua atuando em sua vida, moldando seu caráter, desenvolvendo sua personalidade, o purificando e santificando diariamente. Essa santificação progressiva nos exorta a nos santificarmos ainda mais (Efésios 4:17-32, 1 Coríntios 3:1-17; 1 Tessalonicenses 5:23). Portanto na santificação progressiva o salvo desenvolve a santificação iniciada após sua justificação em Cristo Jesus. É um processo de crescimento diário. A santificação representa “uma luta em busca do crescimento na fé. É um processo de crescimento espiritual”. Neste processo, o cristão “coopera” na sua santificação por meio da “mortificação dos desejos pecaminosos, e em levar o ser interior à obediência a Cristo às normas apresentadas em sua palavra” (Romanos 8:13; Colossenses 3:5).

A santificação futura. A santificação futura diz respeito ao processo final, quando finalmente seremos aperfeiçoados diante de Deus e seremos semelhantes a Jesus (1 João 3:2-3). É nesse momento que ocorrerá a transformação do corpo corruptível em um corpo incorruptível (Romanos 8:11-23). Na vinda de Cristo, cada cristão receberá um corpo novo que estará sem pecado. O Cristão não terá mais de resistir ao pecado ou de crescer para a perfeição. Sua santificação estará completa. Ele estará inteira e eternamente separado do pecado e para Deus.

 

A santificação ocorre em duas esferas. A primeira é a mortificação do velho homem, onde o corpo do pecado é desfeito (Colossenses 3:1-5; Rm. 8:13), assim, o cristão faz “morrer sua velha natureza”, o velho homem com seus feitos. A outra esfera é a vivificação, que consiste em viver em novidade de vida (Romanos 6:4). Tanto a mortificação como a vivificação acontece de forma simultânea. Paulo exemplifica esse princípio, quando afirma: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus” (Gálatas 6:20).

É POSSIVEL SER SANTO?

Quando falamos em santidade nos dias atuais, parece que estamos nos referindo a algo longe de nossa realidade, uma maneira de viver quase impossível de ser alcançada, mas quero através desta mensagem mostrar a cada leitor que a vontade de Deus, é que todos nós possamos ser santos. Deus quer operar maravilhas em nosso meio, nossa família, nossos amigos, todos que amamos, porém assim como ele pediu ao povo de Israel, ele pede e clama a todos nós, " SANTIFICAI-VOS". Se Deus nos pede algo é evidente que é possível realizarmos esse pedido, pois nosso Senhor não nos prova além daquilo que podemos suportar. (1Co 10:13)

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. " Gálatas 2:20

 Precisamos entender que não somos desse Mundo, somos apenas forasteiros, a vontade de Deus é que estejamos sempre vivendo em função de sua vontade, separados dos prazeres que o mundo oferece, e isso realmente é difícil nos dias de hoje mas garanto é possível; é difícil pois requer renúncia de nossas vontades, de nossos prazeres, mas para vivermos em santidade é necessário seguir os passos de Jesus, é preciso negar a si mesmo, carregar sua cruz e seguir nosso bom Mestre. (Mt 16:24)

Conclusão

Ter uma vida santa é não concordar com o pecado. Não é somente evitar os pecados citados em Gálatas 5.19-21, mas é também se opor ao pecado (Gl 5.22, 23). A santidade é um mandamento de fundamental importância em torno do qual gira a vida cristã (1Pe 1.15, 16). O crente não deve ser santo somente entre quatro paredes, nem seguir o mau exemplo de quem apresenta duplicidade de caráter (Rm 12.2). Mas deve manter-se irrepreensível e obediente ao que disse o apóstolo Paulo em Filipenses 2.15, que diz: para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.

Em muitas igrejas hoje, a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do pecado. Notemos que as “virgens” da parábola de Mateus 25 pareciam todas iguais; a diferença só foi notada com a chegada do noivo.

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém- Em Dourados – MS

Bibliografia



Lições Bíblicas CPAD - 3º Trimestre 2006