18 de janeiro de 2018

A Superioridade de Jesus em relação a Moisés


A Superioridade de Jesus em relação a Moisés

TEXTO ÁUREO

“Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou” (Hb 3.3).

VERDADE PRÁTICA

Se conservarmos firmes nossa fé e confiança em Cristo Jesus, Ele será sempre o nosso fiel Sumo Sacerdote perante Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 103.7

A revelação de Deus a Moisés

Terça - Sl 77.30

Moisés, o líder provido por Deus

Quarta - Êx 2.11,12

Moisés falhou ao agir segundo a carne

Quinta - Dt 32.1-43

O canto de Moisés

Sexta - Sl 105.26

Moisés, servo do Senhor

Sábado - Js 1.1-7

Moisés reconhecido

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Hebreus 3.1-8,12,14.

1 - Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,

2 - sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.

3 - Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4 - Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.

5 - E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6 - Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.

7 - Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz,

8 - Não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto.

12 - Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mal e infiel, para se apartar do Deus vivo.

14 - Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até o fim.

PONTO DE CONTATO

Você já resistiu à voz do Espírito Santo alguma vez na em sua vida?

Resistir à voz de Deus tem sido a prática de muitos em nosso meio, que semelhantemente aos hebreus no deserto, tornaram-se insensíveis e desobedientes aos preceitos do Todo-Poderoso: habituaram-se com as bênçãos, sem contudo, reverenciar, obedecer e servir ao Doador e Provedor de todos os benefícios. Ouvir a voz de Deus e abster-se do mal são procedimentos de um coração bom e fiel. O Senhor está sempre pronto para agraciar seu povo com o suficiente “maná diário”, garantindo sobrevivência e crescimento espiritual.

Podemos estar certos de que não pereceremos no “deserto desta vida”; nossa jornada culminará na prometida Canaã celestial.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Considerar Cristo como nosso Sumo Sacerdote.

Reconhecer a superioridade de Jesus sobre Moisés.

Decidir não endurecer o coração ao ouvir a voz de Deus.

Destacar a importância de ser um participante de Cristo.

SÍNTESE TEXTUAL

Os crentes destinatários da epístola, são chamados de “santos”, e devem, por serem participantes da “vocação celestial”, considerar Jesus não apenas como apóstolo (um enviado de Deus), mas também Sumo Sacerdote, ao qual devem confessar suas dificuldades. Se Moisés foi fiel em seu ministério, Jesus muito mais, pois foi o autor, não somente do ministério, mas também da família de Moisés. O Grande Libertador dos hebreus, por ser homem, não pôde ser perfeito. Entretanto, Jesus deu-nos o exemplo de irrefutável perfeição.

O sacro escritor relembra a seus leitores que o povo de Israel peregrinara no deserto por muitos anos, por não ter ouvido a voz de Deus através de Moisés, e roga-os que não ajam da mesma forma, endurecendo seus corações às ordens divinas.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Divida a turma em dois grupos. O primeiro, deverá listar as semelhanças entre Moisés e Cristo. O segundo relacionará as diferenças. Ao cabo desta parte da tarefa, solicite voluntários para destacarem os aspectos da superioridade de Cristo sobre Moisés. Dê a eles dez minutos para o cumprimento desta atividade.

Exemplos de semelhanças:

•Moisés livrou o povo da escravidão do Egito;

•Jesus livrou o homem da escravidão do pecado.

•Moisés foi o intermediário entre Deus e o povo;

•Jesus é o mediador entre Deus e o homem.

•Moisés instituiu o sistema levítico;

•Jesus inaugurou o sistema da graça.

Exemplos de diferenças:

•Cristo é Deus; Moisés apenas conhecia a Deus.

•Cristo é Filho de Deus; Moisés foi apenas servo.

•Cristo estabeleceu a “casa” da qual Moisés era apenas uma parte (3.3).

INTRODUÇÃO

 Nesta lição, somos exortados a considerar Jesus Cristo como “Sumo Sacerdote da nossa confissão”. Os israelitas tinham grande respeito aos profetas e sacerdotes da antiga aliança, destacando-se entre eles Moisés e Arão. Na Nova Aliança, Jesus é superior a todos eles, pois encarnou-se tomando a forma humana, ou seja, tornou-se o Emanuel, “Deus entre nós”, concedendo a gloriosa e eterna salvação para todos os que nElecrêem.

I. CONVOCAÇÃO DOS SANTOS À ADORAÇÃO A CRISTO (v.1)

1. “Irmãos santos”.A palavra santo vem do latim, sanctu, que, originalmente, quer dizer aquele ou aquilo que “era estabelecido segundo a lei”, passando depois a significar aquele ou aquilo “que se tornou sagrado”. No Antigo Testamento, a palavra hebraica para santo é qodesh e seus derivados, que significam santo, santificado, santificar, separar, pôr à parte. No Novo Testamento, a palavra “santo”, no grego hagios, tem sentido semelhante ao da língua hebraica; santos, segundo o ensino bíblico, são somente aqueles que têm comunhão com Deus e com seu Filho, Jesus. Estes são convocados para adorarem a Cristo, separados do mundo.

2. “Participantes da vocação celestial”. Os santos que vivem aqui na terra não são apenas os mártires, ou os que fizeram algum milagre, como ensina o Catolicismo. Os santos são pessoas de carne e osso, “participantes da vocação celestial”, por aceitarem a Cristo como seu Salvador ao ouvirem o seu convite através do evangelho.

3. Cristo, Apóstolo e Sumo Sacerdote. Os santos são convocados para considerar “Jesus, apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão”. Ele foi, de fato, o Apóstolo por excelência. Jesus foi enviado por Deus ao mundo, “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17).

No Antigo Testamento, os sacerdotes intercediam pelo povo, tendo que oferecer, por todos os pecantes, sacrifícios com sangue de animais, que apenas encobriam o pecado. Na Nova Aliança, Jesus é o Sumo Sacerdote perfeito, pois ofereceu o seu próprio sangue para nos salvar e nos apresentar a Deus com a nossa confissão.

II. MAIOR GLÓRIA DO QUE MOISÉS

1. Moisés, fiel como servo (v.5). Moisés foi fiel em sua casa, como acentua o escritor, na condição de servo, sendo o mensageiro que testemunhou das “coisas que haviam de vir”. Ele foi o porta-voz de Deus ao receber as tábuas da Lei no Sinai, transmitindo, com fidelidade, a palavra que de Deus ouviu no monte. Ele nada alterou do que recebeu do Senhor. Foi servo em sua casa, no âmbito do que lhe foi confiado, e desincumbiu-se muito bem de sua tarefa na “casa” de Deus. Por isso, foi considerado um modelo entre os homens (cf. Jr 15.1).

2. Jesus, fiel sobre sua própria casa (v.6). Jesus foi superior a Moisés. Este foi servo. Aquele é o Filho, o Sumo Sacerdote constituído por Deus, posição que não foi confiada a mais ninguém. Moisés, mesmo sendo fiel como homem, não foi perfeito. Falhou em algum momento. No episódio em que Deus mandou que ele falasse à rocha pela segunda vez, descontrolou-se emocionalmente e feriu-a, ao invés de falar (Nm 20.11). Jesus, no entanto, nunca falhou. “Em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).

3. A casa somos nós (v.6). Em nossa imperfeição, como poderíamos ser chamados “casa” de Cristo para que Ele, nessa “casa”, fosse sumo sacerdote? Só a graça de Deus pode explicar. A condição para que sejamos “casa” do Senhor, é que tão-somente conservemos “firme a confiança e a glória da esperança, até o fim”. O apóstolo Paulo teve de Deus revelação semelhante. Na primeira Epístola aos Coríntios 6.19,20, lemos: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”. Diante disso, é grande a nossa responsabilidade para com essa “casa”, em que, ao mesmo tempo, habitam Cristo, nosso Sumo Sacerdote, e o Espírito Santo, nosso intercessor, que nos tem como seu templo.

III. ADVERTÊNCIA QUANTO AO ENDURECIMENTO CONTRA DEUS

1. Ouvindo a voz do Espírito. A advertência é grave e solene: “Portanto, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto...” (vv.7,8). Citando o Salmo 95.8-11 o escritor admoesta os destinatários da carta valendo-se de fatos constrangedores, relativos ao povo de Israel. Na advertência, o Espírito Santo os lembra para não fazerem como seus pais, que provocaram a Deus no deserto com graves atitudes: 1) Tentaram a Deus; 2) Provaram a Deus, mesmo tendo visto suas obras por 40 anos (v.9; Êx 15.22-25; 17.1-7). Esse aviso quanto a ouvir o Espírito Santo é significativo e oportuno para nós em nosso tempo, pois há crentes tão insensíveis, em todos os sentidos, que suas consciências já se encontram irremediavelmente cauterizadas (cf. 1 Tm 4.2).

2. Não endurecer o coração (v.8). O povo israelita, não obstante presenciar as maravilhas do poder miraculoso de Deus no deserto, a começar pela passagem do Mar Vermelho, rebelou-se contra o Senhor. Em conseqüência, Deus se indignou. Manifestou a sua ira e decretou seu juízo: “Não entrarão no repouso de Deus”. Daquela geração rebelde, todos os que tinham mais de 20 anos não entraram na Terra Prometida. O endurecimento do coração é um obstáculo para o recebimento da bênção de Deus.

3. Um coração mau e infiel (v.12). Outra advertência é dada pelo Espírito Santo através do escritor da Epístola aos Hebreus, para que neles não houvesse “um coração mau e infiel”, que viesse afastá-los “do Deus vivo”. O verbo afastar, no texto, é apostenai (gr.), palavra que dá origem ao termo apostasia. No versículo seguinte vem um conselho divino: “Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (v.13). Muitos, por falta de orientação e advertência (exortação), endurecem o coração para Deus, desviam-se e até negam a fé, aceitando falsas doutrinas e envolvendo-se em práticas extra-bíblicas, semelhantes às do espiritismo, incluindo “regressão espiritual” e outras invencionices.

4. Como nos tornamos participantes de Cristo (v.14). O escritor nos mostra como nos tornamos participantes de Cristo: “Se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até o fim”. Essa afirmação é corroborada pelo que Jesus asseverou: “...mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 10.22). “Até o fim...”. O homem só alcança a salvação plena quando aceita a Cristo como Salvador e permanece em santidade, até a “redenção do nosso corpo” (Rm 8.23b). Se por um lado é difícil iniciar a carreira cristã, mais difícil ainda é continuar e terminá-la. Porém, todas as promessas futuras na eternidade estão reservadas para os vencedores, os que completam a carreira, como diz o apóstolo Paulo (2Tm 4.7).

CONCLUSÃO

A superioridade de Cristo em relação a Moisés é incontestável. Moisés era homem imperfeito e falho, mesmo tendo de Deus uma missão tão grande. Jesus, nosso Salvador, mesmo na condição humana, em face de sua missão salvífica, “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Nós, cristãos, precisamos honrar a Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote da nossa confissão.

VOCABULÁRIO

Âmbito: Contorno, periferia; circunferência, espaço delimitado.

Cauterizar: Aplicar cautério a, queimar.

Corroborar: Confirmar, comprovar.

Desincumbir-se: Dar cumprimento a uma incumbência.

Imperfeição: Qualidade de imperfeito; defeito, incorreção.

Ofício: Ocupação ou trabalho especializado.

Pecante: Que ou quem peca habitualmente; pecador.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“Havendo declarado o pensamento central do sacerdócio de Cristo, e antes de desenvolvê-lo nos capítulos 5 a 7, o autor interrompe o assunto, a fim de estabelecer, sob outro ponto de vista, a superioridade do Novo Concerto sobre o Antigo. Ele já demonstrou que Cristo é superior aos anjos, os mediadores espirituais da Lei; agora demonstra que também é superior a Moisés, o homem que promulgou a Lei.

O autor, ao abordar o assunto, emprega a expressão ‘o mundo futuro’, ou ‘o século que há de vir’ (2.5; 6.5) — que no grego é cukoumenen (literalmente ‘o mundo vindouro habitado’). Ele se refere ao reino de Deus que será estabelecido entre os habitantes da Terra.

Isso leva, naturalmente, à comparação entre os fundadores da velha teocracia judaica, sob Moisés e Josué, e Jesus, do novo Reino. A posição de Moisés para com o sistema judaico torna necessário o argumento, porque os cristãos hebreus estavam confusos sobre esse ponto.

O ponto de comparação, no versículo 2, prende-se ao fato de que tantos Moisés como Cristo se ocuparam da administração de economia divina: aquele, sob a velha ordem da Lei; este, sob a nova ordem da graça de Deus, tendo ambos cumprido fielmente suas responsabilidades. Mas o autor apresenta em seguida uma série de contrastes que demonstram a glória muito superior de Jesus.” (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, págs. 129-131).

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

Lições Bíblicas CPAD Jovens e Adultos 3º Trimestre de 2001

A Superioridade de Jesus em relação a Moisés

 

TEXTO ÁUREO

 

"Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou." (Hb 3.3)

 

VERDADE PRÁTICA

 

Cristo em tudo foi superior a Moisés na Casa de Deus, pois enquanto o legislador hebreu foi um mordomo, o Salvador foi o dono.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Hb 3.1: Uma vocação superior dada a Cristo por Deus Pai

Terça – Lc 19.10: Uma missão superior que apenas Cristo poderia cumprir

Quarta - Hb 3.1; 1Tm 2.5: Cristo - O único Mediador entre os homens e Deus

Quinta – Hb 3.2: Cristo, o edificador da Casa de Deus

Sexta- Hb 3.5,6: Cristo, não apenas servo, mas Filho

Sábado - Hb 3.7,8: Cristo, superior em palavra à Lei

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 3.1-19:

 

1 POR isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,

2 Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.

3 Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4 Porque toda a casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.

5 E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6 Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.

7 Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,

8 Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto.

9 Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras.

10 Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos.

11 Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso.

12 Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.

13 Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;

14 Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.

15 Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação.

16 Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.

17 Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

18 E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?

19 E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.

 

HINOS SUGERIDOS: 295, 396, 620 da Harpa Cristã

Jesus Cristo é a pessoa mais importante do mundo.

Falar das pessoas de quem gostamos ou de personagens da história que admiramos é agradável. Mas falar da pessoa de Jesus é, sem dúvida, muito mais agradável. Cristo é a pessoa mais importante do mundo. Muitos cristãos judeus da época em que a carta aos Hebreus foi escrita tinham dificuldade de aceitar isso. Para eles, Moisés superava Cristo em grau de importância. Que pensamento equivocado! Sabendo disso, o autor de Hebreus se apressa em mostrar-lhes que Jesus é superior.

 

Infelizmente, nem todas as pessoas conseguem manter uma vida cristã constante. Há aquelas que começam bem, mas logo fraquejam e desistem. Olham para trás, ao invés de olhar para frente; olham para o mundo, ao invés de olhar para Cristo. No caso dos irmãos a quem a Carta aos Hebreus foi enviada, estava acontecendo algo semelhante. Por valorizar Moisés acima de Jesus, muitos estavam querendo abandonar o cristianismo para voltar às práticas do judaísmo. Então, o autor de Hebreus compara ambos (Cristo e Moisés), a fim de mostrar que seguir Jesus é fundamental.

 

Jesus Cristo é superior em posição - O capitulo três de Hebreus enfatiza, de modo visível, a superioridade de Jesus em relação a Moisés, no que se refere a ofício ou posição. Dar maior importância a qualquer outra pessoa mais do que a Moisés era um enorme desafio. Isso porque os “judeus pensavam que ninguém era maior do que Moisés, pois ele havia dado ao povo de Israel duas tábuas de pedra nas quais Deus tinha escrito a lei (Êx 34)”. [1]

Mas o autor de Hebreus encarou esse desafio, ao dizer: ... considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus (v.1). Observe que não é a Moisés que devemos considerar “atentamente”, mas a Cristo. Este é maior em posição, pois é Apóstolo e Sumo Sacerdote.

 

Quanto à posição, Jesus é superior a Moisés em alguns aspectos. O primeiro deles refere-se à natureza pessoal. O texto se refere a Cristo como Apóstolo. O que é isso? É um título referente a “alguém enviado com uma comissão”. [2] Obviamente, Moisés foi enviado por Deus com o fim de resgatar o povo hebreu da servidão. Contudo, era apenas um profeta. Mas Cristo foi enviado como o Filho unigênito para que todos os que nele crerem tenham vida eterna (Jo 3:16).

 

Não é difícil perceber que este possui uma importância significativa em relação àquele. Afinal, Cristo é o Filho de Deus, uma das pessoas da Trindade.É divino; é Deus (Jo 1:1).

 

O segundo aspecto que revela a superioridade de Jesus sobre Moisés é a importância do seu ofício. O texto é claro: Jesus é Sumo Sacerdote. Este ofício é muito importante na Bíblia. Somente o Sumo Sacerdote podia entrar no compartimento mais importante do tabernáculo: o Santo dos Santos, portando sangue de animais como oferta pelo pecado (Hb13:11).

 

Moisés, no entanto, nunca foi sumo sacerdote. Ele não dispunha de nenhuma autoridade para entrar no Santo dos Santos. Mas Jesus, sendo sumo sacerdote, ofereceu não sangue de animais, mas o seu próprio sangue, para purificar a nossa consciência de obras mortas (cf. 9:11-14).

 

O terceiro aspecto pelo qual Cristo é superior a Moisés diz respeito à mensagem proclamada. Isso é interessante. O final do versículo cinco do capítulo 3 diz que a obra de Moisés foi esclarecer e lembrar aquelas coisas que aconteceriam no futuro (NBV). Assim, “o profeta Moisés falou de coisas por vir, enquanto Jesus Cristo cumpriu tais coisas”. [3] Este confirmou tal verdade: ... vim para cumprir (Mt 5:17).

 

Entenda: Cristo, e não Moisés, é o cumprimento da mensagem proclamada. Cristo, e não Moisés, é o Verbo de Deus, Palavra encarnada, descrito por João 1:1. Os cristãos daquela geração precisavam ter isso em mente. E não só eles, mas nós também.

 

Jesus Cristo é superior em honra -  Cristo é superior a Moisés em sua posição. Mas não só isso. Ele é também maior em honra. A propósito, somente Cristo tem autoridade para expressar, sem correr o risco de ser equivocado em sua afirmação, as seguintes palavras: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra (Mt 28:18). Quanto a Moisés, porém, não podemos dizer o mesmo. Todavia, é necessário esclarecer que este é também digno de honra. O autor da carta diz que Jesus foi fiel a Deus, que o escolheu, assim como Moisés também servia fielmente na casa de Deus (Hb 3:2 – NBV).

 

Em outras palavras, Moisés não deixou a desejar, quanto à missão que recebeu de Deus. Foi fiel. Não foi à toa que Deus o honrou de muitas maneiras. O próprio Deus apareceu a Moisés face a face (Êx33:11) e lhe deu vida longa de 120 anos. Quando Moisés morreu, em Moabe, Deus o sepultou (Dt 34:6). [4] Sem dúvida, Moisés foi um excelente servo de Deus. A sua honra, porém, não excede a de Jesus, e nem poderia, pois, nas palavras de Paulo a Timóteo, Cristo é o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém! (1Tm 6:16).

 

O autor da Carta aos Hebreus faz questão de mostrar tal verdade, a partir do versículo três, que diz: Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior honra do que Moisés. Dois importantes motivos levaram-no a essa conclusão.

O primeiro refere-se ao fato de que Cristo é o construtor da casa: ... maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu (v.3b). O v.6 diz que essa casa somos nós. Em outras palavras, essa casa é a igreja, a família de Deus. Cristo é, portanto, o edificador da igreja (Mt 16:18), o cabeça do corpo (Cl 1:18). Sendo a igreja uma noiva singular, redimida e santa, não deve se vangloriar, pois a honra pertence àquele que a tornou assim.

 

O segundo motivo refere-se ao fato de que Cristo é o dono da casa. No versículo cinco, Moisés é apresentado como um servo na casa de Deus. Ele esteve por muito tempo à frente do povo do Senhor, mas não era dono desse povo. Cristo, todavia, é como Filho, em sua casa. A igreja pertence a ele. Logo, merece ser honrado como tal. Por isso, cabe a ele, e somente ele, afirmar: ... edificarei a minha igreja (Mt 16:18). Por ser Jesus, e não Moisés, o dono da igreja é que as portas do inferno não prevalecerão contra ela (v.18b). Não resta dúvida: Cristo é superior em honra.

 

Jesus Cristo é superior em cuidado - Além de ser superior a Moisés em posição e honra, Cristo é também superior em cuidado. É importante lembrarmos que os irmãos daquela época viviam num contexto de perseguição e estavam desgastados e desanimados espiritualmente. Por isso, seus joelhos se tinham afrouxado, na vereda da resistência e da atividade justas, e as suas mãos pendiam indefesas, como se fossem homens derrotados (Hb12:12). Estavam com séria dificuldade de progredir na vida cristã e corriam o risco de se desviar. [5] Eis a razão do alerta bíblico para eles: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (3:7,8).

 

Quando se está em condição semelhante à daqueles irmãos, é possível se imaginar um Cristo distante, inerte, de mãos atadas. O autor da carta, porém, mostra o oposto: no capítulo 3, Cristo não só é presente como também cuidadoso com os seus. Esse cuidado pode ser observado no sacerdócio de Jesus. Ele é tanto Sumo Sacerdote (v.1) quanto sacerdote. Cristo é, na verdade, o Grande Sacerdote de que necessitamos (Hb7:26). O sacerdote oferecia sacrifícios todos os dias pelos pecados do povo (v.27). Como sacerdote, Cristo ofereceu um único sacrifício. Ele intercede por nós (Rm8:34), cuida de nós e se preocupa com a nossa santificação.

 

Em Hb 3:6, o cuidado de Cristo pela sua igreja é ainda mais nítido, pois o autor afirma que ele é fiel, como Filho, em sua casa. Cristo não é um construtor displicente que abandona a casa, depois de construí-la. Indiferença não faz parte do seu caráter. Cristo ama o seu povo e, por causa de tão grande amor, fez-se carne e habitou entre os pecadores, cheio de graça e de verdade (Jo1:14). Cristo é o edificador da igreja, “e por ‘edificador’ entende-se não somente o contratante ou operário, mas o autor, aquele que provê a casa, como dono, arquiteto, investidor, construtor e fornecedor, tudo em uma única pessoa”. [6]

 

Evidentemente, Moisés também cuidou do povo de Deus, como servo, mas não pôde exercer tal função para sempre. Desse modo, o seu cuidado para com o povo do Senhor só compreendeu breves 80 anos. Logo, Cristo é superior também no seu cuidado, pois cuida da igreja, ainda hoje. Desceu à sepultura, mas lá não permaneceu. Está vivo, atuante e perto! Vale lembrar a promessa que ele fez aos seus discípulos, após a sua ressurreição: E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt 28:20b).

 

APLICANDO E PRATICANDO A PALAVRA DE DEUS EM NOSSA VIDA

 

1. Jesus é mais importante: não o substitua! - Moisés teve a sua importância, na história do povo de Deus. Logo, merece honra. Mas não a ponto de ser elevado acima de Jesus. Para muitos hebreus, Moisés era a pessoa mais importante. Este pensamento, contudo, é equivocado. Jesus é digno de maior honra (Hb3:13). E quanto a nós, temos considerado digno de maior honra a Jesus ou ao líder espiritual a quem muito estimamos? Será que as nossas opiniões têm dado lugar às de Cristo? Será que não o temos substituído por bens materiais, como um veículo do ano, uma casa ou o dinheiro? Não substitua o criador pela criatura. Jesus é mais importante.

 

2. Jesus é mais importante: não o abandone! - Muitos irmãos hebreus estavam propensos a deixar de olhar para Cristo e a voltar às antigas práticas do judaísmo. Isso culminou no desânimo e na apatia de muitos deles. Abandonar Cristo para voltar às velhas práticas era um risco presente, e a incredulidade ganhava espaço. Daí o alerta: ... não endureçais o vosso coração (Hb 3:8).

Desistir de Cristo nunca será uma boa escolha. Quem faz isso, só tem a perder. Não deixemos, portanto, de focar a nossa mente e o nosso coração em Jesus. Antes, conservemos firmes, até o fim, a nossa alegria e a nossa esperança no Senhor (v.6 – NBV). Não desistamos de servi-lo, pois ele é a pessoa mais importante do mundo.

 

CONCLUSÃO

 

Jesus é o nome da pessoa infinitamente superior a tudo e a todos, pois, nas palavras inspiradas de Paulo, dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! (Rm11:36). Cristo é, de fato, mais importante do que Moisés, em posição, honra e cuidado. Portanto, precisamos ter em mente que não devemos substituir Jesus, nem o abandonar. Não deixemos que a incredulidade nos afaste do Deus vivo (Hb3:12), mas deleitemo-nos em nosso Senhor (Hb 3:6).

Louvado e Exaltado seja o nome do Senhor Jesus!

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 

Bibliografia



1. KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Hebreus. São Paulo: Cultura Cristã, 2003. Pág. 121
2. WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento 2. Santo André: Geográfica, 2006. Pág. 368
3. WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento 2. Santo André: Geográfica, 2006. Pág. 369
4. KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Hebreus. São Paulo: Cultura Cristã, 2003. Pág. 125
5. CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento interpretado: versículo por versículo. Vol V. São Paulo: Milenium, 1980. Pág. 468
6. TAYLOR, Richard S. (et al). Comentário Bíblico Beacon: Hebreus a Apocalipse. Vol. 10. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. Pág.

 
A Superioridade de Jesus em relação a Moisés

 

TEXTO ÁUREO

 

"Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou." (Hb 3.3)

 

VERDADE PRÁTICA

 

Cristo em tudo foi superior a Moisés na Casa de Deus, pois enquanto o legislador hebreu foi um mordomo, o Salvador foi o dono.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Hb 3.1: Uma vocação superior dada a Cristo por Deus Pai

Terça – Lc 19.10: Uma missão superior que apenas Cristo poderia cumprir

Quarta - Hb 3.1; 1Tm 2.5: Cristo - O único Mediador entre os homens e Deus

Quinta – Hb 3.2: Cristo, o edificador da Casa de Deus

Sexta- Hb 3.5,6: Cristo, não apenas servo, mas Filho

Sábado - Hb 3.7,8: Cristo, superior em palavra à Lei

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 3.1-19:

 

1 POR isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,

2 Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.

3 Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4 Porque toda a casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.

5 E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6 Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.

7 Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,

8 Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto.

9 Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras.

10 Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos.

11 Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso.

12 Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.

13 Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;

14 Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.

15 Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação.

16 Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.

17 Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

18 E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?

19 E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.

HINOS SUGERIDOS: 295, 396, 620 da Harpa Cristã

CRISTO SUPERIOR A MOISÉS (Hb3:1,6)

INTRODUÃO

Nesta lição iremos estudar uma comparação entre Cristo e Moisés. A conclusão desta comparação é que Moisés é apenas um servo, enquanto Cristo é soberano da casa de Deus.

I- Convocação dos santos à adoração a Cristo (V,1):

O trecho de Hb3:1,6 contém 5 palavras chaves, que merecem especial atenção nossa, são elas: Santos, vocação, apóstolo - sumo sacerdote e casa.

1°- Irmãos santos: Você é santo? Porque?

A palavra hebraica para santo é ‘QADOSH’

A palavra grega para santo é agiasmos ‘AYL&VMÓS’

Significa tornar santo - consagrar – pureza-

Se santo é estar separado do pecado e dos costumes do mundo e consagrado a Deus.

Porque ser santo?

Sem santidade ninguém poderá ser útil a Deus. II – 2:20,21

Sem santidade ninguém terá comunhão com Deus. Sl15:102

Sem santidade ninguém Vera o Senhor. Hb12:14

Somente um povo santo, poderá ser usado por Deus, para mudar as circunstâncias a qual o mundo estar imergindo. Somente esses são chamados para adorar a Cristo.

2°- Vocação celestial:

A palavra vocação tinha um significado muito especial para os Judeus. Por ex: foi por vocação que eles foram escolhidos por Deus e santificados para uma missão especifica. Na epístola de Hb encontramos outra vocação, a “vocação celestial”, a qual não se baseia em nacionalidade, mas se baseia no relacionamento com Deus, ou seja, todos quantos pela fé aceitam a revelação divina na pessoa de Cristo, fazem parte da vocação celestial.

Missão especifica:

1°- Adorar a Deus

2°- Promover a comunhão entre os irmãos

3°- Evangelização

3°- Apostolo e sumo sacerdote:

Segundo o antigo testamento Moisés era o apostolo (apostolo sig. Uma pessoa enviada por Deus com sua mensagem) Jô 1:17a é o sumo sacerdote era Arão Hb 5:1,5, agora sob a nova aliança esses dois ofícios, apostólico e sacerdotal estão reunidos na pessoa de Jesus Cristo...

Para satisfazer esse requisito, Cristo se encarnou, assumiu forma de servo, morreu ressuscitou, voltou para o céu onde agora está assentado, intercedendo por nós junto ao pai.

4°- Casa:

O que significa essa casa?

Essa casa não se refere a uma estrutura material, mais sim uma estrutura espiritual.

· Nós somos esta casa. Ico3:16

· Se sujarmos está casa Deus o destruirá Lm 4:1 I- Co3:17

· Temos que fugir do pecado para não sujar esta casa I- Co:618:19

1°- O porque somos casa ou templo de Deus I-Pe 2:5.

A- Somos casa de Deus; Para termos acesso a ele Ef2:18.

B- Somos casa de Deus; Para oferecermos sacrifício espiritual I-Pe 2:5.

B1- 1- Sacrifício da obediência I- Sm 15:22,23

B2- 2- Sacrifício da santificação; I- Pe 2:9

II-Cristo, maior glória do que Moisés.

Para os judeus da época, Moisés era um profeta inigualável.

- Ele os tinha libertado do Egito;

- Deus comunicou a Moisés o que de mais primoroso havia em suas leis.

- Em seus livros estão as bases do concerto, dos sacrifícios e das crenças do judaísmo.

Apesar do valor de Moisés na grande galeria dos seletos amigos de Deus, devemos reconhecer que os judeus exageraram um pouco sobre a sua importância, o que o fez cegos diante daquele que trazia maior revelação que a dada por Moisés, Cristo.

COMPARAÇÃO: MOISÉS VERSUS CRISTO

· Os escritos de Moisés (o Pentateuco), foram mal interpretados pelos Judeus, em lugar de serem considerados como parte de uma revelação progressiva, Foram considerados completos em si mesmos;

· As leis e os sacrifícios tornaram-se para eles um meio de salvação, em lugar de serem a exposição da necessidade de um salvador;

· Com o propósito de refutar está distorção foi escrita à carta dos Hebreus, que Cristo é apresentado como o cumprimento do que Moisés ensinou nos seus livros; ( Hb 3:5)

· Moisés é o personagem referido em maior números de livros na bíblia;

· Seu nome aparece em 31 dos livros sagrados e em 847 vezes.

Moisés é chamado:

· Servo do Senhor (Ex14:31)

· Fiel em toda a casa (Nm 12:7 - Hb 3:5)

· Homem de Deus (Dt 33:1)

· O escolhido de Deus (Sl 106:23) e outros.

Cristo é chamado:

· Senhor dos senhores (I- Tm6:15)

· Senhor de todos (At 10:36)

· Senhor da glória (I- Co 2:8)

· O edificador desta casa ( Hb 3:3,6)

· Filho de Deus (Mt 2:15)

· É o próprio Deus (Jo20:28)

· Também foi escolhido por Deus (Is 42:1)

Moisés é tipo de Cristo:

· Ameaçado de morte e preservado por Deus

Moisés Ex 2:2-10 ;Hb 11:23 Jesus Mt 2:13-15

· Dominou a água do mar

Moisés Ex14:21 Jesus Mt 8:26          

· Alimentou uma multidão

Moisés Ex16:15,16 ; Jo 6:31 Jesus Jô 6:11,12

· Teve seu rosto iluminado

Moisés Ex34:35 Jesus Mt 17:15

· Os irmãos tiveram contra ele

Moisés Nm 12:1 Jesus Jo 7:5

· Esteve a sós com Deus 40 dias em jejum

Moisés Ex14:18 Jesus Mt 4:2

· Andava com 12 tribos (Moisés)

· Andava com 12 apóstolos (Jesus)

· Intercedo pelo povo

Moisés Ex32:32 Jesus Jo 17:9

· Escolheu 70 auxiliares

Moisés Nm11:16 Cristo Lc 10:1

· Apareceu depois da morte

Moisés Mt 17:3 Cristo At 1:3

OBS: É importante sabermos que o tipo sempre é inferior que o antítipo (no caso Moises é o tipo de Cristo, logo Cristo e o antítipo de Moises)

CONCLUSÃO

A superioridade de Cristo em relação a Moisés é incontestável.

Moisés era homem imperfeito e falho, mesmo tendo de Deus uma missão tão grande. Jesus, nosso salvador, mesmo na condição humana, em face de sua missão salvífica, ‘em tudo foi tentado, mas sem pecado’. Nós, cristãos, precisamos honrar a Jesus Cristo, o sumo sacerdote da nossa confissão.

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia


 

 

 

9 de janeiro de 2018

Uma Salvação Grandiosa


Uma Salvação Grandiosa

TEXTO ÁUREO = "Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram." (Hb 2.3)

VERDADE PRÁTICA = A salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente. O cristão é exortado a ser vigilante e não negligente em relação a essa dádiva recebida.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Jo 10.9: Jesus deu testemunho de uma tão grande salvação

Terça – Hb 2.3: A Igreja Primitiva deu testemunho da salvação

Quarta – Hb 2.7,9: A salvação do homem tornou necessária a humanização do Redentor

Quinta – Hb 2.14: A eficácia da salvação é demonstrada na vitória sobre o Diabo

Sexta – Hb 2.15: A eficácia da salvação é demonstrada no triunfo sobre a morte

Sábado – Hb 2.18: A eficácia da salvação é demonstrada na vitória sobre as tentações

LEITURA BIBLICA EM CLASSE = Hebreus 2. 1-18

1 PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.

2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,

3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

4 Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?

5 Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos.

6 Mas em certo lugar testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites?

7 Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos;

8 Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas.

9 Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.

10 Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles.

11 Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos,

12 Dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, Cantar-te-ei louvores no meio da congregação.

13 E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu.

14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;

15 E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.

17 Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.

18 Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.

HINOS SUGERIDOS: 35,156, 542 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO

Portanto, uma salvação superior (2.1-4). A verdadeira preocupação da epístola agora está clara: visto que o Salvador é mais do que um anjo — o Filho — é duplamente imperativo atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido. Podemos até estar desatentos à conversa de um vizinho, mas certamente prestaríamos muita atenção se estivéssemos diante de um importante governante. Assim, se valorizamos a nossa alma, somos constrangidos a atentar cuidadosamente para o evangelho que enaltece a majestade e importância da Pessoa que apresenta.

 

O tempo presente do verbo atentar sugere a necessidade de cuidado continuado e vigilante. Caso contrário, estamos correndo o risco de passar despercebidos por essas verdades do evangelho. Para que, em tempo algum, nos desviemos delas. Afigura é de um barqueiro descuidado e preguiçoso correndo o risco de passar pelo porto seguro e ser levado pela correnteza. A frase em tempo algum é melhor traduzida por “jamais” (NVI) ou “de maneira alguma” (NT Amplificado). Há muitas maneiras de os cristãos correrem o risco de ser levados pela correnteza.

 

A exortação está baseada em uma lógica simples: se a palavra dos anjos era firme (2; com autoridade e unida) e colocava seus destinatários debaixo de uma punição justa (apropriada) pela desobediência, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?  Desprezar a lei mediada pelos anjos era uma coisa grave, mas desprezar (por negligência) a salvação mediada pelo Filho, que foi entregue aos homens por meio de acontecimentos e evidências comprovados, era muito mais grave ainda.

 

Estas evidências eram tão válidas quanto aquelas que confirmavam a entrega da lei no monte Sinai (cf. 12.18-29). Esta salvação, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi depois, confirmada pelos apóstolos e outros discípulos; e seu testemunho foi apoiado pelo testemunho do próprio Deus, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo — “e com vários poderes e distribuições do Espírito Santo” (Mueller) — por sua vontade.

 

Os versículos 1-4 podem servir como texto-base para uma pregação. Este texto pode ser aplicado aos não-salvos, mas sua relevância primária é para os cristãos e sua aplicação é poderosa. Acompanhe o desenvolvimento abaixo.

 

“A Grandeza da Salvação”. Tão grande sugere a magnitude inexprimível (cf. 2 Co 1.10; Ap 1.18). Sua grandeza é vista:

 

1) No Senhor que a deu (v. 3b) — sua pessoa, seu poder e sua paixão.

2) Nos acontecimentos sobrenaturais que lhe serviram de berço (v. 4).

3). Na gravidade excessiva do perigo do qual ela nos liberta — do pecado com sua culpa, poder, contaminação e punição eterna (7.27).

 

No “Perigo da Negligência” vemos que: 1) Os cristãos estão em perigo de negligenciar esta tão grande salvação a) porque ela ainda é, em grande parte, invisível e espiritual,

 

a) por causa das influências perversas do mundo ao nosso redor, a) por causa da tendência incrédula da mente carnal dentro do homem. 2) Os cristãos estão correndo o risco de negligenciar a salvação ao a) ignorar os recursos da graça, b) falhar em compartilhar o evangelho, c) negligenciar em obter a completa salvação do pecado interior.

 

“A Impossibilidade do Escape” sugere: 1) O perigo de atrofia espiritual que a negligência traz. 2) A ira divina em consequência da negligência (veja contexto; também 6.4- 6; 10.23-31; 12.12-29).

 

1. O Destino do Homem (2.5-8)

 

Começando com o versículo 5, observamos uma transição na exposição acerca da pessoa e propósito de Jesus, com uma ênfase agora não na sua filiação herdada, mas no significado e propósito da encarnação. Jesus não deve ser identificado com os anjos ou como um anjo. Ele deve ser identificado com os homens.

 

a) O mundo futuro (2.5). A cláusula de que falamos claramente liga a “grande salvação” (v. 3) e a presença de Jesus “à destra” do Pai com a futura “habitação terrena” (Mueller). Ela também sugere um escopo atemporal do tema e da abordagem de toda a epístola. O evangelho de Jesus Cristo não é apenas relevante para a era presente, mas é a chave para as eras vindouras, incluindo os novos céus e a nova terra. Este mundo-terra purificado e emancipado, que é o alvo de toda a história, Deus não sujeitou aos anjos.

 

b) O seu Governante apontado (2.6-8b). A citação de Salmos 8.4-6 revela o lugar do homem no plano de Deus. Fisicamente, em relação ao universo, ele é insignificante; então, por que Deus deveria se lembrar dele? (v. 6). Tanto em posição quanto em poder ele é inferior aos anjos, mas somente temporariamente (o gr. do versículo 7 indica “por um breve tempo” — Mueller).

 

Apesar de sua pequenez física e sua posição inferior, Deus o coroou de glória e de honra e todas as coisas lhe sujeitou debaixo dos pés (8a). A extensão do domínio predestinado do homem abrange tudo: nada deixou que lhe não esteja sujeito (8b).

A comissão do homem de sujeitar e governar esta terra como representante de Deus foi concomitante com a criação (Gn 1.26-29).

 

Sua tentativa de conquistar a ordem da natureza, consequentemente, não desagrada a Deus, porque faz parte da sua atribuição inicial. Mas essa atribuição era tanto espiritual quanto material, e, portanto, ir em busca do material em detrimento, ou mesmo rejeição, ao espiritual, é pecado. Além disso, de acordo com muitos teólogos, a atribuição do homem era conquistar o reino de Satanás. O homem foi criado para neutralizar o Diabo, diz Oswald Chambers.15 Fica claro em Hebreus que a comissão do homem era, e é, de magnitude cósmica e eterna.

 

c) Sua impotência atual (2.8c). Mas o domínio do homem fracassou até aqui, porque ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas. Algumas coisas o homem tem dominado muito bem, mas no reino espiritual ele tem falhado tristemente. Seu fracasso não foi em decorrência da imaturidade ou tempo insuficiente, mas devido a uma catástrofe interferente. Os que foram projetados para ser dominadores de Satanás se tornaram seus cativos.

 

2. Cumprido em Jesus (2.8c-9)

 

Há uma nota tranquilizadora de esperança na frase ainda não. A tarefa não foi cancelada; ela ainda será cumprida. Mas não por meio dos recursos do primeiro Adão, porque estes estão falidos. Podemos não ver o homem como conquistador agora, mas vemos [...] Jesus, o segundo Adão, por meio de quem uma raça redimida terá não somente uma segunda chance mas um sucesso completo. Esta declaração tão clara é o primeiro uso do nome Jesus.

 

Até este ponto a referência, embora inequívoca, tinha sido encoberta; agora toda alusão indireta é deixada de lado e o nome sacro anunciado. Pilatos colocou uma coroa de espinhos e um manto de púrpura em Jesus, e disse: “Eis aqui o homem” (Jo 19.5). Mas nem Pilatos nem a multidão realmente o viram. Eles olhavam com olhos que não podiam ver. Agora o autor de Hebreus dirige o olhar deles para Jesus de uma maneira similar e com um intenso desejo de que vejam com uma visão mais clara do que Pilatos ou os judeus em Jerusalém.

 

O que Pilatos proclamou sem compreender, esta epístola grifa com ênfase: Eis aqui o Homem! Aquele que era co-igual com o Pai antes da criação do mundo, fora feito um pouco menor (por um breve período) do que os anjos.

 

A honra que o homem perdeu cumpre-se abundantemente neste Homem, porque Ele é agora coroado de glória e de honra, à destra do Pai, diante dos anjos e nos corações dos seus discípulos. Mas a coroação foi por causa (dia com acusativo) da paixão da morte.

 

A morte vergonhosa de Jesus tornou-se um embaraço para os Hebreus; mas eles precisam entender que este ato foi, na verdade, a glória dele e a esperança deles. Sua morte não foi um erro trágico, mas originada na graça de Deus, em sua determinação compassiva de prover redenção. Seus benefícios são por todos (“para cada indivíduo” — NT Ampl.).

 

Isto certamente exclui uma expiação limitada ou qualquer sistema que busca separar o mérito da sua morte em graça comum e graça salvadora; por todos implica uma igualdade universal. Além disso, para que não se faça nenhuma tentativa de desvalorizar a experiência da morte do nosso Senhor ao interpretar erroneamente a palavra provasse, deve-se salientar que esta mesma palavra é usada em Mateus 16.18, Marcos 9.1, Lucas 9.27 e João 8.52, em que a força plena da morte humana, inteiramente experimentada, é inferida. Dods diz: “...de fato experimentando a amargura da morte”.

 

No entanto, embora a morte seja real, ela não é um substituto legal exato, em que se obtém a redenção absoluta de todos os homens; sua morte foi por (“em favor de”, hyper com ablativo), i.e., Ele morreu para tornar possível a salvação de todos, ou seja, um substitutivo em um sentido ético em vez de legal.

 

3. O Propósito da Encarnação (2.10-18)

 

A nítida declaração do propósito de Deus é dada no versículo 9, mas agora o autor expande sua tese. A explanação é dupla e é encontrada na repetição de hina (“para que”) no texto grego, traduzido da seguinte forma: a) para que, pela morte, aniquilasse Satanás e libertasse seus subordinados e b) para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote. Mas o autor primeiro estabelece a argumentação a favor da encarnação como uma base necessária para o cumprimento destes dois objetivos.

 

a) O tipo de Salvador necessário (2.10-14a). Atarefa é trazer muitos filhos à glória, i.e., à plena semelhança de Cristo e à plena consumação da redenção deles no céu. Mas para que isto pudesse ocorrer, o Príncipe da salvação deles precisava ser aperfeiçoado, pelas aflições. Isto não se refere ao aperfeiçoamento da santidade pessoal do nosso Senhor, mas às suas qualificações como Príncipe e primeiro da fila (cf. 12.2, em que a mesma palavra é traduzida por “autor”). Ele é tanto Salvador quanto Exemplo.

 

Ele vai adiante de nós, não somente mostrando o caminho para a glória, mas limpando e construindo o caminho. Obviamente ao fazê-lo Ele precisa passar pela severidade e por privações. Em sua própria pessoa Ele precisa enfrentar o inimigo e conquistá-lo. Somente assim pode ser feito um caminho seguro para aqueles que seguem. Este não é um Príncipe que lidera da retaguarda e permite que seus homens lutem e morram.

 

Ele é Alguém que vai adiante e luta e morre ele mesmo, para que seus seguidores possam viver e estar assegurados da vitória. Esta imposição de sofrimento não é cruel ou irracional, indigno de um grande Deus; em vez disso, convinha que aquele, para quem são todas as coisas e mediante quem tudo existe, fizesse assim. O plano da salvação é para a glória do próprio Deus, cuja sabedoria e graça eterna o planejou.

 

O termo aflições (no plural) sugere que o Calvário não se refere apenas ao único ato da crucificação mas às muitas formas de sofrimento que pertencem ao homem como homem, e às inúmeras aflições que nosso Senhor conheceu desde a manjedoura até a cruz.

 

Sua realeza conosco é dupla:

 

a) Somos santificados por Ele e, desta forma, feitos à sua semelhança, e conduzidos a uma unidade e comunhão maravilhosa baseadas na semelhança moral,

 

b) Porque, assim o que santifica como os que são santificados, são todos de um; i.e., eles têm um Pai. Jesus, o Deus-homem, pela encarnação, agora compartilha com o homem a paternidade de Deus como Criador; ao santificar seus próprios discípulos, Ele compartilha com eles a santidade do Pai. Uma semelhança familiar é, por meio disso, estabelecida. Esta semelhança com Deus por intermédio da santificação é o significado mais profundo da filiação no NT.

 

Por causa desta semelhança familiar estabelecida a) pela sua própria participação na natureza humana e b) pelo seu partilhar da natureza santa, Ele não se envergonha de lhes chamar irmãos.

 

Para provar esta afirmação, o autor cita Salmos 22.22 e retira duas breves frases de Isaías 8.17-18.20 Então segue a conclusão: Visto que os “filhos” e os “irmãos” participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas.

 

A palavra participam (perfeito de koinoneo, “ter em comum”) é clara e forte, significando que os irmãos são participantes mútuos e companheiros no sofrimento de sua situação humana; seria, portanto, inconcebível para o seu Príncipe ser uma criatura sobre-humana e distante, desligada da estrutura humana e não envolvido na agonia da vida.

 

b) O propósito da sua morte (2.14b,15). O Logos tornou-se homem para que pudesse morrer; Ele morreu para que pudesse aniquilar o que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Foi por meio da sua morte (dia com o genitivo) que Jesus foi habilitado a destruir o Diabo. Sua morte não foi casual, mas indispensável e dinâmica. As duas perguntas surgem ao mesmo tempo.

 

Em que sentido Satanás detinha o império da morte? Hebreus deixa claro que a morte de Jesus não tinha que ver somente com o homem e seu pecado mas com Satanás e seu poder.  Satanás não era para ser visto como um símbolo mitológico do mal, mas como uma pessoa com poder e autoridade, cujo reino das trevas competitivo estava profundamente envolvido no caos primitivo, na situação desagradável do homem, e, portanto, no propósito da encarnação e crucificação.

 

E difícil determinar até que ponto Satanás detinha poder sobre a morte. Isso deve ter incluído a morte do homem (v. 15) e está claro que este poder tem um final terrível e inescapável à parte da morte conquistadora de Cristo. A identificação cuidadosa desta pessoa como diabolos, o Acusador, pode sugerir que, como promotor, ele tinha o direito legal de exigir a morte como castigo pelo pecado do homem. Devemos lembrar que Deus e Satanás são governantes oponentes na luta pela vida e morte, e que o pecado do homem deu a Satanás uma vantagem real.

 

Esta vantagem pode ter sido uma exigência para que o castigo pelo pecado divinamente ameaçador fosse exigido por completo. Mas exigi-lo por completo seria um fracasso ignominioso com a raça humana; ao passo que falhar em exigir o castigo da morte por completo seria uma rendição da integridade santa de Deus em virtude de uma palavra quebrada (1 Co 15.56).

 

O pecado do homem colocava seu Criador numa situação embaraçosa e dava a Satanás uma base legal para pressionar o direito do fracasso, ou em relação ao homem ou em relação à integridade de Deus. Satanás não percebe uma terceira alternativa, mas exulta porque qualquer uma das duas situações embaraçosas vai trazer desonra para Deus diante dos anjos e demônios.

 

Outros vêem o poder da morte de Satanás não como o poder de um promotor que acredita que defende uma causa imbatível, mas como o poder legal de um executor; i.e., Satanás obteve de maneira legal o direito de matar. Eric Sauer vê a queda de Satanás como a origem da morte e a explicação da introdução da morte na ordem natural do mundo, muito antes da criação do homem. Neste ponto de vista, o pecado do homem trouxe a raça humana para debaixo do poder da morte de Satanás. Guerras, fome e pragas poderiam estar entre os artifícios de Satanás para destruir.

 

Em que sentido o Acusador foi “destruído” por meio da morte de Jesus? A palavra vem de katargeo, “anular, libertar”. Satanás não foi aniquilado, mas seu poder foi quebrado e cancelado legalmente, de uma maneira completa e final (aoristo do subjuntivo). Havia uma terceira alternativa para esta situação embaraçosa que Satanás não conseguiu prever. A encarnação seduziu Satanás a derrotar-se com a sua própria arma. Ao matar Jesus, ele perdeu seus direitos legais, porque matou Aquele que não havia pecado! E por meio da ressurreição, o poder da morte foi terminantemente quebrado. Se Adão deu a Satanás a vantagem na batalha cósmica, Cristo desfez esta vantagem, e a vantagem voltou de uma vez por todas para Deus. Se Adão vendeu a raça humana como escrava a Satanás, Cristo a comprou. Reconhecidamente, isto tem que ver com a teoria da redenção, descartada há muito tempo pela Igreja como fantasiosa e primitiva.

 

Mas algumas dessas idéias aparecem de maneira inequívoca nesta passagem das Escrituras — e em diversos textos em todo o NT.

 

Mas no versículo 15 encontramos a segunda metade da cláusula hina (com medo da morte). Cristo morreu não só para que o Diabo fosse destruído, mas para que livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Gramaticalmente, estes dois propósitos estão coordenados, mas na experiência humana o medo da morte do homem deve ser relacionado com o império da morte de Satanás; portanto, a destruição do poder de Satanás seria em si mesmo o motivo — ou pelo menos um motivo parcial — para a libertação das vítimas de Satanás. E uma libertação completa da servidão que era resultado do seu vitalício medo da morte. Este é um tipo de escravidão deplorável, um terrível medo de morrer, que algema toda a raça humana.

 

A servidão é quebrada pela libertação do medo. Os crentes em Jesus sabem que a morte foi conquistada pela própria morte e ressurreição de Cristo. Por isto, a) “o aguilhão da morte”, que é o “pecado” (1 Co 15.56), foi removido pela expiação; portanto, a base da acusação de Satanás foi cancelada (Ap 12.10-11), e o julgamento após a morte não precisa ser temido, b) A ressurreição de Cristo garante a ressurreição dos crentes em Cristo; conseqüentemente, uma esperança confiante e alegre desaloja o presságio tenebroso do domínio de Satanás. Portanto, eles não precisam mais viver com medo de Satanás, c) O poder da morte foi tirado de Satanás para que não pudesse matá-los antes da sua hora. Hoje, os crentes em Cristo vivem na certeza de que suas vidas estão nas mãos de Deus.

 

c) Um sacerdócio pleno (2. 16-18). A Encarnação foi necessária, não só para que Jesus fosse aperfeiçoado pelo sofrimento e morte como Salvador, mas para que também fosse aperfeiçoado como Sumo Sacerdote. Como Salvador, Ele liberta do poder de Satanás; como Sumo Sacerdote, ele liberta da justa condenação de Deus. Os mesmos passos na argumentação usada nos versículos 9-15 são agora retomados, mas de forma resumida. Primeiro, sua humanidade é reafirmada, desta vez especificamente como israelita. Ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.

 

Se Ele tivesse sido um anjo não poderia ter realizado o tipo de ministério sacerdotal descrito em Hebreus. A humanidade universal sozinha também não teria sido suficiente; Ele precisava ser hebreu. Jesus era alguém da sua própria raça. Pelo que, i.e., por essa razão, era apropriado que fosse semelhante aos irmãos em todas as coisas. Teria sido incongruente para Ele ter descido do céu como o Leão da tribo de Judá, em pleno esplendor messiânico, como alguns judeus imaginavam. Este tipo de pessoa estaria afastado demais dos israelitas e seus pecados e necessidades para poder ajudá-los de forma sacerdotal. Somente alguém semelhante a eles, que compartilhasse plenamente dos seus sofrimentos, poderia tornar-se um misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus.

Há dois aspectos do ministério sacerdotal de Cristo: o divino e o humano, o propiciatório e o pastoral.

 

(1) O propiciatório (2.17c).

 

Uma das tarefas principais do sumo sacerdote é propiciar o santo Deus ao lidar honesta e adequadamente com o problema do pecado. Nenhuma adoração que ignora o pecado é aceitável. A mancha da alta traição deve ser removida antes que a comunhão e a fraternidade possam ser estabelecidas entre o Soberano e seus subordinados. Este é o ofício do Mediador — representar Deus diante do traidor que está voltando e o traidor diante de Deus, e executar as condições de perdão especificadas pelo Soberano. Este certamente era um conceito familiar para os Hebreus, embora continue sendo um conceito de difícil compreensão para as mentes ocidentais. Este Mediador entre Deus e o homem é Jesus. Seu primeiro ofício como um Sacerdote misericordioso e fiel é expiar os pecados do povo. A palavra expiar (“reconciliação” na KJV), hilaskesthai, neste caso significa satisfazer pessoalmente as exigências justas em favor de outra pessoa.

 

Deus é propiciado (satisfeito) por esta expiação; portanto uma reconciliação pode estar baseada nela. Não é uma expiação das pessoas mas dos pecados das pessoas. E, portanto, uma anulação ou perdão dos pecados, e os pecadores são conseqüentemente libertos da culpa e da condenação. Esta é uma referência clara à função justificadora do sacerdote e não ao ministério de santificação. O povo forma o grupo de adoradores, não os descrentes ou os impenitentes; pecados são todas as violações, conhecidas ou desconhecidas.

 

(2) O pastoral (2.18). A conjunção coordenativa Porque igar) volta ao aspecto da semelhança do nosso Senhor com os seus irmãos (v. 17). Pois Ele não é apenas apto como Sumo Sacerdote para expiar pecados, mas para socorrer aos que são tentados, pois Ele mesmo padeceu, sendo tentado. O autor continua vindicando o plano divino que requer um Messias sofredor. Jesus sofreu, como homem, todas as vicissitudes da vida. Ele não só sofreu a terrível experiência da morte, mas também a luta de um ser moral. Ele enfrentou a tentação e suas lutas ferozes bem como os contratempos da vida e a dor da morte. Ele lutou na arena moral da humanidade.

 

E suas batalhas não foram falsas. Ele não estava lutando com um pugilista contratado para treinar. Sendo tentado, padeceu. E isto fazia parte do seu aperfeiçoamento como Príncipe e Sacerdote — porque como poderia um Sacerdote realmente compartilhar dos sentimentos do seres humanos se não tivesse passado pelas mesmas coisas que eles passaram? Mas visto que entende por ter passado pela experiência, Ele pode socorrer — i.e., ajudar aqueles que clamam por socorro (cf. 13.6; também Mt 15.25; Mc 9.22, 24; At 16.9; 21.28; 2 Co 6.2; Ap 12.16).

 

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibigrafia

Ø  Comentario Bíblico Beacon CPAD - Hebreus a Apocalipse

 

 

 

 

 

Uma Salvação Grandiosa

TEXTO ÁUREO = "Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram." (Hb 2.3)

VERDADE PRÁTICA = A salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente. O cristão é exortado a ser vigilante e não negligente em relação a essa dádiva recebida.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE = Hebreus 2. 1-18

INTRODUÇÃO

2.1 — O autor emite a primeira de cinco exortações (Hb 2.1-4; 3.1—4-16; 5.11—6.20; 10.19-39; 12.1-29). Nós, cristãos, temos ouvido o Senhor Deus, porque ouvimos a mensagem do evangelho. A majestade de Deus requer que ouçamos com toda a atenção o que Ele nos diz. Desviar. O público destinatário da epístola era certamente marcado, em grande parte, por imaturidade e negligência espiritual (Hb 5.11,12).

O autor alerta seus leitores para que não sejam levados pela opinião popular dos que os rodeiam; deveriam, pelo contrário, apegar-se às palavras de Cristo, por serem as palavras de Deus. E fácil se deixar levar pela corrente. Lembre-se de como foi fácil para o justo Ló se afastar de Abraão e dirigir seus olhos para Sodoma. Estamos todos expostos continuamente às correntes de opinião, aparentemente razoáveis e confortáveis, se comparadas à tarefa de lutar contra a correnteza, tendo os olhos voltados para o nosso Comandante (Rm 12.12).

2.2 — A palavra falada pelos anjos. Deus entregou a Lei a Moisés por intermédio de Seus anjos (Dt 33.2; At 7.38,53; G1 3.19). A desobediência ou obediência à Lei era punida ou recompensada. Em Hebreus 12.5-11, tal disciplina é discutida detalhadamente (Dt 28—30). Se a pessoa transgredisse a Lei, sua punição não era a perda da justificação ou regeneração, mas sim das bênçãos temporais e ela era disciplinada. Compare Deuteronômio 28—30 com Hebreus 12.5-11.

 

 

 

 

2.3 — Como escaparemos. Se o povo que ouviu a mensagem entregue pelos anjos era justamente punido quando desobedecia à Lei, como acham os cristãos que podem escapar da punição se negligenciarem a mensagem, maior ainda, entregue pelo mais importante Mensageiro, o Filho? O pronome nós é referido cinco vezes nos versículos 1 a 3. O autor adverte a nós, cristãos, incluindo a si mesmo, sobre o erro de descuidarmos da salvação e perdermos a oportunidade de reinar com Cristo.

A grande salvação (Fp 2.12,13) não se refere, aqui, propriamente, à justificação, já que, no caso, a salvação começou a ser anunciada pelo Senhor. A justificação é apresentada desde o Antigo Testamento (Gn 15.6), mas é o Senhor Jesus quem primeiro fala a respeito de Seus seguidores herdarem o Seu Reino e reinarem com Ele (Hb 2.10; Lc 12.31,32; 22.29,30).

Pelos que a ouviram. O autor inclui a si mesmo entre aqueles que não ouviram do Senhor pessoalmente a respeito da salvação. O fato de a terceira geração ter tido a mensagem confirmada pela segunda geração, a qual, por sua vez, ao que parece, realizou milagres, indica que muitos milagres podem ter cessado na terceira geração. O tempo verbal de confirmada, no passado, pode levar a essa suposição. Os primeiros leitores podem até ter presenciado milagres, mas não os ter realizado.

2.4 — Sinais e maravilhas se referem aos milagres realizados pelo Espírito Santo por intermédio do Senhor e de Seus apóstolos, em cumprimento das antigas promessas relativas à vinda do Messias (At 2.22,43; 4-30; 5.12; 6.8; 14.3; 15.12; 2 Co 12.12).

2.5 — O autor retorna ao tema do capítulo 1: o Filho é superior aos anjos. De que conecta esta passagem com Hebreus 1.4-14, como indicam a menção dos anjos e a alusão ao Salmo 110 (v. 8), neste versículo. O mundo futuro é o Reino futuro do Filho e de Seus companheiros (Hb 1.9) na terra.

2.6-8 — Como se a humanidade do Filho pudesse representar um aparente empecilho para a declaração de Sua superioridade, o autor de Hebreus cita o Salmo 8, uma reflexão lírica sobre Gênesis 1, para provar que Deus colocou a humanidade acima de toda a criação, o que inclui o mundo angelical.

 

 

2.8 — Mas agora. O domínio dos seres humanos sobre a criação de Deus foi adiado por causa do pecado (v. 15). A conivência da humanidade com Satanás levou-a a entrar em conflito com Deus. Ainda não indica que essa demora, porém, é apenas temporária.

2.9 — Os seres humanos dominarão a criação, mas mediante Jesus Cristo. Vemos, porém [...] aquele Jesus. O autor usa o nome humano de Cristo, Jesus, pela primeira vez nesta carta. Citando passagens do Salmo 8, chama a atenção para o fato de que Cristo, por Sua humilhação e exaltação, recuperou o que Adão havia perdido — o chamado original para que os seres humanos reinem sobre a criação de Deus (Fp 2.6-11; Ap 5.1-14).

2.10 — Trazendo muitos filhos à glória não é propriamente uma referência a conduzir os cristãos ao céu, mas sim a levar os companheiros sofredores à glória futura (2 Co 4-17). Ao sofrerem, os cristãos se tornam filhos, no sentido de que se identificam com Cristo. Jesus usou também a palavra filhos nesse sentido (Mt 5.44,45). A palavra grega aqui para príncipe significa, na verdade, capitão, comandante, chefe, criador ou autor. Descreve um pioneiro ou desbravador. A aceitação de Jesus das aflições na terra faz dele nosso líder. Ele experimentou os sofrimentos a que estamos sujeitos a passar. E não somente os suportou, como também, por intermédio deles, triunfou sobre o pecado, a morte e Satanás. Sua vida sem pecado marcou o caminho até Deus, caminho que devemos seguir.

Jesus é o nosso modelo, nosso líder, nosso Comandante. Entende nossa dor porque Ele mesmo a sentiu e vivenciou. Salvação, aqui, se refere à nossa salvação futura, à nossa glorificação no Reino vindouro de Cristo.

2.11-13 — Com uma declaração seguida de três citações de apoio do Antigo Testamento, o escritor demonstra a unidade entre o Filho e os muitos filhos de Deus.

2.11 — Todos de um. Esta expressão se refere à humanidade que Jesus compartilha com todos os cristãos, ou ao fato de Jesus e os cristãos pertencerem todos a Deus. Por serem os filhos de um mesmo Pai (Jo 20.17), Jesus pode chamar todos os cristãos de Seus irmãos.

2.12 — O Salmo 22, aqui citado, descreve a agonia de um justo sofredor. O salmo, em última análise, é messiânico. Descreve os sofrimentos de Cristo. Jesus cita o Salmo 22.1 na cruz (Mt 27.46). Nele, o salmista, como o próprio Messias, se refere a meus irmãos, identificando-se com todos aqueles que depositam sua fé em Deus.

2.13 — As citações aqui são de Isaías 8.17,18 e dizem respeito a um profeta, que, tal como Jesus, é perseguido e rejeitado, mas se torna uma referência para o fiel.

2.14-16 — Tendo estabelecido a unidade entre o Filho e os cristãos, o autor conclui que existem dois propósitos nessa identificação. O Filho se tornou humano para que, por Sua morte, pudesse destruir o diabo (v. 14) e libertar todos os que estavam presos ao pecado (v. 15).

2.14 — Participou das mesmas coisas. Jesus Cristo compartilhou de nossa humanidade, humilhando-se para tornar-se igual a nós (Fp 2.5-11). Império da morte. O diabo tenta as pessoas ao pecado e depois as acusa de rebelião contra Deus (Gn 3; Jó 1). Ao induzi-las ao pecado, Satanás entrega as pessoas à morte, pena devida pelos seus pecados (Rm 5.12). O diabo está ativo ainda hoje (1 Pe 5.8), mas seu poder sobre a morte lhe foi tirado. A morte de Cristo pagou por nós a penalidade do pecado. Podemos, assim, ao depositarmos nossa confiança em Cristo, ficar livres do perverso domínio de Satanás (Lc 10.18; 2 Tm 1.10; Ap 1.18). O julgamento de Satanás foi feito na cruz, mas sua execução será no futuro (1 Co 15.54-57; Ap 20.10).

2.15 — O diabo usa o medo da morte para nos escravizar. O Filho de Deus, porém, mediante Sua morte na cruz (v. 14), eliminou o medo e quebrou nossa servidão ao pecado e à morte.

2.16 — A descendência de Abraão se refere tanto aos descendentes humanos do patriarca quanto a seus filhos espirituais — aqueles que, como Abraão, depositam sua fé em Deus (G1 3.7,29). O autor pode ter usado essa expressão por serem os destinatários dessa carta principalmente judeus cristãos. O autor ressalta que Cristo veio para ajudar os filhos de Abraão, e não os exércitos angelicais.

2.17 — Em tudo inclui a humanidade de Jesus (v. 14) e Seu sofrimento (v. 18). Jesus partilhou de nossa natureza e nossos sofrimentos para que pudesse ser um Mediador compassivo entre Deus e a humanidade. Ele entende nossa fraqueza e intercede por nós na presença de Deus Pai. É, assim, um misericordioso [compassivo] e fiel [confiável] sumo sacerdote. Esta é a primeira vez em que o título de sumo sacerdote aparece em Hebreus e a primeira vez em que é aplicado a Jesus Cristo na Bíblia.

Expiar, ou seja, fazer expiação, significa satisfazer as exigências de um Deus santo e justo contra os pecadores que violaram Sua lei. Cristo aplacou a justa ira de Deus ao morrer na cruz em nosso lugar (Rm 3.21-26).

Embora inteiramente perfeito e sem pecado, Ele voluntariamente se submeteu à penalidade do pecado, ao experimentar a agonizante morte na cruz. Esse sacrifício voluntário do próprio Filho em nosso favor satisfez a justiça e santidade de Deus. E os benefícios de Seu sacrifício são para todos aqueles que nele depositarem sua fé.

2.18 — Sendo tentado. O sofrimento de Cristo incluiu a tentação. Ele experimentou a sedução do pecado, mas jamais se rendeu a ele. Cristo conhece o que é ser tentado; sabe, então, como ajudar aqueles que caem em tentação.

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