14 de julho de 2020

O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR


O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR

 

Texto Áureo


Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do SENHOR, que estava quebrado.
1   Reis 18.30 (versão ARC)

(Chegai-vos a mim) Estas mesmas palavras, usadas por Elias, também foram usadas por homens santos que estavam na direção de Deus (José, Gênesis 45.4, e Isaías, Isaías 48.16).
A passagem de 1 Reis 18.22-39 nos mostra que, embora os profetas de Baal somavam 450 pessoas e apenas Elias era o representante do Senhor, faz- nos lembrar da frase que diz: “Você mais Deus é sempre maioria”.
Um homem que está na direção de Deus é sempre maior do que milhares de homens que estão fora da direção de Deus.

1 – O Despertamento Conduz o Homem ao Altar


1.     Os judeus sentiam a necessidade do acesso a Deus que o altar lhes proporcionava.

1.       Chegando, pois, o sétimo mês e estando os filhos de Israel já nas cidades, se ajuntou o povo, como um só homem, em Jerusalém.

2.       E levantou-se Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na Lei de Moisés, o homem de Deus.

3.       E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras; e ofereceram sobre ele holocaustos ao SENHOR, holocaustos de manhã e de tarde.

     Esdras 3.1-3


Quando os judeus retornaram da Babilônia (isto é, uma minoria de judeus, pois a maioria preferiu ficar na Babilônia), precisavam estar firmes diante de Deus, pois estavam cercados de inimigos cruéis, de dentro e de fora de Israel.

Na Palavra de Deus vemos que certos sacrifícios deviam ser contínuos (diários, Êxodo 29.38-46), Frederick Brotherton Meyer (autor do Comentário Bíblico F. B. Meyer) observa que:

A vida espiritual do cristão não se desenvolve sem sacrifícios diários, ou seja, a vida espiritual do cristão não se desenvolve sem horas e hábitos de devoção a Deus, tais como certos sacrifícios eram diários nos tempos de Moisés, nós também devemos oferecer a Deus sacrifícios diários, por assim dizer, orações, meditações na Palavra de Deus, dedicação a obra de Deus e etc.

Francis Davidson (autor do Comentário Bíblico Davidson) observa que, é possível que durante os anos de exílio, se realizassem ocasionalmente sacrifícios no local do templo (ou ruinas do templo, Jeremias 41.5), agora (em Esdras 3.1-3)o objetivo era restaurar a ordem de sacrifícios divinamente prescrita, (ou seja) não inventariam novas formas de sacrifício, mas seguiriam á risca o que foi ensinado na Lei de Moisés.

O historiador judeu Flávio Josefo atestou que o altar (descrito em Esdras 3.2,3) foi levantado no mesmo local em que estava o altar do templo de Salomão, mas é impossível atestar se Josefo estava certo ou não. Para os judeus, o altar, devidamente estabelecido, proporcionava-lhes acesso a Deus.

2.     Todos os despertamentos genuínos começam com a restauração do altar.



Trazendo para os dias atuais, a “restauração do altar” é tão importante quanto era nos tempos do Velho testamento. Hoje em dia, graças a obra redentora de Cristo não precisamos mais de um “altar físico” para “sacrificar ao nosso Deus”, mas sem dúvida precisamos que nosso “altar espiritual” esteja “limpo e sem rachaduras”.

O nosso “altar espiritual” hoje é nosso “coração” nossa “vida”, por assim dizer.
O nosso coração (nossa vida) tem sido um altar de sacrifícios ao nosso Deus? Temos oferecido os sacrifícios da oração, da meditação na Palavra, dos cânticos agradáveis ao Senhor? Temos oferecido o “sacrifício da obediência a Deus e a sua Palavra?
Ou será que nosso “altar espiritual” anda “rachado” e “sujo”? Será que
temos sacrificado em nosso “altar espiritual” sacrifícios tolos, ou seja, será que temos enchido nossos corações (altares) com os filmes de Hollywood, os programas imorais da TV, as inutilidades e sujeiras tão comuns na Internet?
Como está o seu “altar espiritual”? Como está o seu “coração”?

2 – Cristo, o Centro da Nossa Comunhão Com Deus


1.     Toda a trindade atuou ativamente na morte expiatória de Jesus.


O Pai celestial:
Muitos cristãos ainda acreditam que quando Adão e Eva pecaram, Deus
então colocou em prática um “plano B” para “concertar os efeitos da queda do ser humano”.
Mas, não há base bíblica para pensar assim, pois, Deus não pode ser pego de surpresa, por assim dizer.
Antes da fundação do mundo o Pai planejou a obra redentora (Efésios 3.6- 9). Deus esteve sempre presente na “obra redentora de Cristo” do começo ao fim, veja abaixo alguns versículos que comprovam isto:
E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a

graça de Deus estava sobre ele. Lucas 2.40

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra- nos o Pai?

João 14.9


isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.

2   Coríntios 5.19


Cristo Jesus, o filho de Deus:
Cristo não foi obrigado, mas, entregou-se a si mesmo em oferta e sacrifício:
e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

Efésios 5.2


quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

Hebreus 9.14


O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

João 15.12,13

O Espírito Santo:
Ajudou Jesus a vencer todos os obstáculos que se levantaram contra ele, não há nenhuma razão para crer de modo diferente deste pensamento.

E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.

João 1.32


1.     O Espírito Santo quer, pelo despertamento, mostrar aos homens a grande vitória de Jesus no gólgota.
Gólgota: Lugar onde Jesus e dois ladrões foram crucificados, nas cercanias de Jerusalém. O termo aparece no NT somente nas narrativas da crucificação. Três dos Evangelhos usam o termo hebraico-aramaico “Gólgota” (Mateus 27.33; Marcos 15.22; João 19.17), enquanto um usa o latim equivalente “Calvário”, que quer dizer “caveira ou crânio” (Lucas 23.33) (dependendo a tradução bíblica , pode haver mudanças da ordem das palavras “gólgota e caveira”).
A razão por que esse lugar era chamado “a caveira” é desconhecida, embora várias explicações tenham sido oferecidas. Uma tradição antiga, aparentemente originada com Jeronimo (346-420 d.C.), afirmava que ele era um lugar comum de execução e que as caveiras de muitos que haviam sido executados ficavam espalhadas em torno da área.
Nenhuma evidência do século 1 foi encontrada para sustentar esse ponto de vista. Alguns sugerem que ele era um lugar de execução e que “caveira” era usada figurativamente, simplesmente como um símbolo de morte. Orígenes (185—253 d.C.) mencionou uma tradição antiga, pré-cristã, de que a caveira de Adão foi sepultada naquele lugar. Essa provavelmente é a mais antiga explicação do nome, e é mencionada por vários autores depois de Orígenes.
Outros tem dito que o nome resultou do fato de que o lugar da crucificação era uma colina que tinha a forma natural de uma caveira. Nenhuma evidencia inicial de qualquer fonte foi encontrada para substanciar essa visão, e as narrativas do NT não se referem ao lugar como uma colina. A localização da área e contestada. Fonte: Dicionário Bíblico Tyndale

É apenas através de um “Despertamento” (proveniente de Deus, pois o despertamento, seja físico, mental ou espiritual sempre vem de Deus, veja nosso estudo da lição 2) que o ser humano passa a aprender sobre a sua condição pecaminosa e sobre a obra redentora de Cristo.
No Novo Testamento, o Espirito Santo revela-se claramente como uma Pessoa e como Divino, Ele tem os atributos da personalidade, intelecto (Romanos 8.27; 1 Coríntios 2.10-13), emoções (Efésios 4.30) e vontade (1 Coríntios 12.11), Ele executa as ações da personalidade. Ele ensina (João 14.26), dá testemunho (João 15;26), orienta (Atos 8.29; 13.2), dirige (Romanos 8.14), adverte (1 Timóteo 4.1). Ele e Divino por quê é o Espirito de Deus e de Cristo (Romanos 8.9), e origina-se eternamente do Pai (João 15.26; Gá1atas 4.6). As Escrituras posicionam o Espirito Santo no mesmo nível de Deus Pai e de Deus Filho (2 Coríntios 13.14; Mateus 28.19; 1 Coríntios 12.4-6; 1 Pedro 1.2).
Assim, as obras de Deus sempre envolvem as três Pessoas da Trindade. Foi o Deus trino que criou o mundo e que se revela tanto nele quanto em sua Palavra ao homem. Foi o Deus trino que redimiu seu povo do pecado.

Mesmo assim, algumas dessas obras são atribuições especificas do Espirito Santo. O Espirito Santo traz a realização das obras do Deus trino.
O Espírito Santo é outro consolador (João 16.7-11) que após a obra redentora de Cristo é o grande responsável por “despertar”, ensinar, orientar, dirigir e fortalecer os cristãos, por assim dizer.
Sem o Espírito Santo é impossível ao ser humano aprender sobre sua condição pecaminosa, sobre a obra redentora de Cristo e sobre as obras de Deus de uma maneira geral.

3.  Cuidado Com as Imitações

 

Hoje em dia, na “igreja contemporânea” existem muitos movimentos estranhos que levam o nome de “despertamento, avivamento, unção ou manifestação do Espírito Santo”. E, tais “movimentos estranhos” tem enganado a muitos que se dizem cristãos. Lembre-se: “Nem tudo o que reluz é ouro”

Este ditado popular (acima) é uma paráfrase de Provérbios 20.25.

Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e, feitos os votos, então, inquirir.

Provérbios 20.25


Um exemplo claro de movimento estranho é o chamado “Reteté”. Como disse certa vez o pastor Walter Brunelli (teólogo pentecostal), “Há muitos que não se preparam para pregar a palavra de Deus, leem um versículo e saem gritando coisas do tipo, nesta noite tudo será diferente, nunca mais sua vida será a mesma”.
Há ainda aqueles que dizem coisas do tipo, “Deus está me dando uma unção de prosperidade para ministrar na tua vida” (ou coisa do tipo). Aqueles leem a Bíblia sabem muito bem que não existe “unção de prosperidade” na Bíblia, e que nós, não podemos ir além daquilo que está escrito (1 Coríntios 4.6).

O pastor Claudionor de Andrade (consultor teológico da CPAD) fez, certa vez, uma pergunta muito interessante: “Porque essas inovações na casa de Deus?”

Ou seja, porquê notamos tantas “inovações no meio do povo de Deus?”

Crente canela de fogo, espada de fogo, reteté de Jeová, unção de prosperidade, dentre tantas outras bizarrices (que tornam o culto místico, exotérico, mágico e etc.)

Tais vocabulários não são teológicos, não são eclesiásticos, não são bíblicos.

Outro exemplo claro de movimento estranho é a Teologia da prosperidade, o fato é que, os adeptos da teologia da prosperidade se esquecem que Jesus nunca prometeu riquezas para aqueles que o seguirem, pelo contrário, quem prometeu riquezas para ser seguido (reverenciado e adorado foi satanás, Mateus 4.8,9).

E, existem muitos outros movimentos estranhos na “igreja contemporânea” que enganam a muitos, e, os que são enganados, geralmente são aqueles que tem um raso conhecimento bíblico e rasa vida de oração, além de terem incutidos em seus corações o “amor ao dinheiro” (1 Timóteo 6.10).

Tais movimentos estranhos são imitações do verdadeiro despertamento espiritual (do verdadeiro movimento) causado pelo Espírito Santo.


O verdadeiro movimento causado pelo Espírito Santo (ou seja, o verdadeiro despertamento espiritual) não ensina o crente a fazer ou acreditar em coisas que a Palavra de Deus não ensina (nunca se esqueça disso).

Todo movimento feito sem que o Espírito Santo esteja na direção não pode prosperar.

Mantenhamos o Espírito Santo na direção, então veremos cumprir-se a Palavra que diz:
Vão indo de força em força;

Salmo 84.7


Conclusão:

Mantenhamos nosso altar espiritual (nosso coração) preparado para que nossas orações e obras sejam agradáveis ao nosso Deus, sempre.
Fontes
Bíblia de Estudo Pentecostal,
Dicionário Bíblico Tyndale,
Dicionário Bíblico Wycliffe,
Comentário Bíblico R. N. Champlin,
Comentário de Toda a Bíblia F. B. Meyer,
Comentário Bíblico F. Davidson,
Comentário Bíblico Moody,
Apontamentos teológicos Prof. José Junior



6 de julho de 2020

DESPERTAMENTO ESPIRITUAL - UM MILAGRE


DESPERTAMENTO ESPIRITUAL - UM MILAGRE

Texto Áureo

 E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarm
os do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.
Romanos 13.11

Há uma diferença entre explicação e aplicação de um texto.
O contexto do Texto Áureo aponta para a segunda vinda de Cristo. O comentarista da lição não deu uma explicação do texto, mas fez uma aplicação do texto com o objetivo de corroborar o tema da lição.

Uma aplicação acertada que podemos tirar do texto é, muitos cristãos “dormem espiritualmente”, não oram como deveriam, não meditam na Palavra como deveriam, enfim, não vivem como deveriam viver na presença do Senhor, não tem responsabilidade, muitos cristãos pensam que sempre terão tempo para buscar mais a Deus ou se consertar na presença do Senhor, muitos estão dormindo espiritualmente sem ao menos se dar conta de que estão dormindo. Oremos para ter um despertamento espiritual em nossas vidas e na vida de nossos irmãos. 

O primeiro passo para ter um despertamento espiritual é, ter consciência de que precisamos de um.

1 – O Despertamento Espiritual Emana do Próprio Deus

Despertamento vem de Despertar que significa: Sair do sono, do estado dormente, acordar, sair da inércia, sair do limbo (ou seja, sair do estado de indecisão, ver intelectualmente aquilo que não se via antes, capacidade intelectual ou espiritual superior que pode fazer com que um indivíduo cresça no ambiente a sua volta e conquiste muito sucesso em uma ou em todas as áreas de sua vida), ver além do que os olhos podem ver, seja intelectual ou espiritualmente.

 O despertamento pode produzir resultados físicos, mentais e espirituais (O despertamento pode produzir resultados positivos em uma destas áreas ou em todas).

Analisando o extenso significado de “despertamento” podemos dizer com absoluta certeza que o despertamento sempre vem de Deus, as vezes em forma de características genéticas herdadas dos pais, as vezes em forma de revelação momentânea ou permanente dado pelo Espírito Santo.
Mas analisemos o despertamento no sentido mais espiritual:

O Despertamento espiritual é sempre um milagre. Existem muitos cristãos que ainda não passaram por um “Despertamento espiritual” Porque oram muito pouco, meditam na Palavra muito pouco, vão a “igreja” como a compromisso social e não em verdadeira atitude de adoração

O Despertamento Espiritual Legitimo vem para aqueles que tem um relacionamento pessoal com Deus (como no caso de Daniel).

E há o despertamento intelectual (iniciado pelo Espírito Santo) que vem para aqueles que não tem um relacionamento pessoal com Deus (como no caso de Ciro, o Grande), Ciro não tinha um relacionamento pessoal com Deus assim como pensa a maioria dos cristãos, Ciro servia ao Deus MarduK, a maior divindade babilônica, e, para os Babilônios, Medos, Persas e outros povos sumérios, o deus Marduk é que era o deus criador dos céus e da terra, para saber mais sobre isso, leia o nosso micro e-book: Fatos sobre Ciro o Grande, que você pode solicitar gratuitamente através do whatsapp: 18 9 9691-1591). 

E em geral, o despertamento espiritual se dá através da meditação na Palavra de Deus. Daniel teve um despertamento espiritual ao meditar nas palavras de Jeremias (Jeremias 29.10; Daniel 9.1-3), e segundo o historiador Flávio Josefo, o que levou Ciro a permitir a repatriação dos judeus foi o fato de ele ter lido a passagem de Isaías 44.28

Embora, o contexto histórico deixe claro que, Ciro não tinha um relacionamento pessoal com Deus. Nenhum teólogo pode explicar de maneira 100% plausível os meios pelos quais Deus age.
“Em sua infinita sabedoria e soberania, Deus pode usar quem ele quer, da maneira que ele quer, quando ele quer”

2- As Finalidades do Despertamento

  1. 1.      A restauração nacional de Israel

Cada despertamento, seja ele, físico, mental ou espiritual, sempre tem uma finalidade (um propósito). O despertamento que Deus deu a Daniel foi para leva-lo a oração intercessória (Daniel 9.1-27) e a restauração nacional de Israel. Alguns historiadores acreditam que foi através de Daniel que Ciro começou a ter conhecimento sobre o Deus e Israel. 

O despertamento que Deus deu a Ciro foi no sentido de “capacitá-lo” intelectualmente” para começar sua “marcha através do mundo” de inúmeras conquistas, e quem aplainaria seu caminho de vitórias seria o Nosso Deus, com o propósito de Julgar a Babilônia por seus crimes e libertar Israel, levando Israel a restauração nacional. Perceba que Ciro não foi “despertado” da mesma forma que Daniel foi, pois Daniel tinha um relacionamento pessoal com Deus, era servo de Deus, tinha uma vida consagrada a Deus, Ciro não tinha um relacionamento pessoal com Deus, não há nenhum motivo para crer que Ciro tinha um relacionamento pessoal com Deus (Não deixe de ler o nosso estudo gratuito Fatos sobre Ciro o Grande para que você entende melhor o contexto histórico da época de Daniel, Esdras, Neemias e Ciro).


  1. 2.      A restauração espiritual de Israel.

Deus quer usar o homem como seu instrumento. Todavia só são usados aqueles que cooperam com Deus, aqueles que seguem a orientação divina por livre-arbítrio. O homem é livre para obedecer, ou não, à orientação divina. Por isso, nem todos os que experimentam um despertamento adquirem o mesmo progresso espiritual, porque não abrem igualmente seu coração para Deus, a fim de obedecer, à risca, à orientação divina (Provérbios 23.26, Deuteronômio 6.5). Todo despertamento, seja físico, mental ou espiritual tem por objetivo a salvação do indivíduo.

Devido a todo o sofrimento que tiveram na Babilônia os israelitas despertaram para realidades espirituais que para eles só foi possível despertar (por causa do sofrimento que passaram) tiveram consciência de que quando desobedeciam a Deus, sua recompensa era tristeza, dor e muito sofrimento, tal recompensa continua disponível a todos que se afastam de Deus.

Veja abaixo o objetivo de cada despertamento:

1-      O despertamento físico: Alguém que, mesmo estando fora da direção de Deus, ao acordar de manhã, está sem dúvida recebendo tal despertamento de Deus como uma oportunidade de se arrepender e buscar a Deus de todo o coração.

2-      O despertamento mental: Alguém que tem um despertamento mental, está vendo algo na perspectiva que a maioria não está vendo, tal despertamento também visa levar ao despertamento espiritual para a salvação.

3-      O despertamento espiritual vai além do que a nossa capacidade intelectual pode compreender, só acorre para aqueles que obedecem a Deus, buscando aprender cada vez mais sobre ele, com orações, meditações na palavra de Deus e obediência a sua Santa Palavra.

O Espírito Santo é o responsável por dar o “despertamento espiritual” (Perceba que há muito crentes que não estão “despertos espiritualmente” por orarem pouco e meditarem pouco na Palavra acabam não tendo forças espirituais para andar em obediência a Deus).

O Espírito Santo é que convence (ou seja, desperta o ser humano) sobre a realidade do pecado, justiça de Deus e Juízo (julgamento).
João 16.7-11.

3 – Deus Cumpre as Suas promessas


1.      A fidelidade de Deus em suas promessas.
Lawrence O. Richards (notável escritor bíblico) observa que, relatos históricos mostram que a maioria dos judeus decidiram ficar na Babilônia mesmo após receberem liberdade para voltar para Israel, tais judeus demonstram com sua atitude, um grande desrespeito para com seu Deus, sua nação (na verdade apenas cerca de 50 mil judeus voltaram seu coração para sua terra natal, outros milhares preferiram continuar na Babilônia, pois haviam se estabelecido e até participavam ativamente do comércio local).

Mas, mesmo assim Deus mostrou seu amor e fidelidade para com seu povo. Pelo despertamento que Ciro recebeu, Deus cumpriu literalmente a sua Palavra em relação ao retorno de Judá à sua terra (Jeremias 27.22), bem como a derrota da Babilônia diante do exército medo-persa, sob o comando de Ciro da Pérsia (Jeremias 25.12; Isaías 44.28; 45.2-6).

Ainda que o homem seja infiel, Deus permanece fiel, pois não pode negar a si mesmo
2 Timóteo 2.13

2 Timóteo 2.13 não significa que Deus irá abençoar aqueles que são desobedientes (pois as promessas de Deus também estão condicionadas a obediência, Apocalipse 2.10), mas significa que, as bençãos de Deus estão sobre aqueles que são obedientes e os infiéis devem ter em mente que Deus cumprirá tudo quilo que está escrito em sua Palavra, mesmo que haja pouquíssimos fieis (2 Samuel 7.28; Jeremias 10.10; Tito 1.2; Apocalipse 3.7; Mateus 24.35).(Aprenderemos mais sobre isto na Lição 7).

2.      Deus renova suas promessas de bençãos.

Em cada despertamento Deus renova e vivifica as promessas de bençãos ao seu povo.  Nos tempos de Esdras e Neemias havia determinadas promessas que se cumpririam para o povo de Deus naquela época e em uma época futura. Para nós hoje, há um “melhor concerto” que está confirmado em melhores promessas (Hebreus 8.6) e, através do Santo Evangelho de Cristo temos acesso a estas “melhores promessas”.

Para ter acesso a tais bençãos é preciso passar por um despertamento (físico, mental e por fim, espiritual).


3.      Deus renova a fé dos abatidos.

Como disse (muito bem dito) o comentarista da lição, Lars Eric Bergstén (mais conhecido como Eurico Bergstén), pelo despertamento, Deus cria ambiente de fé, de expectativa e de oração. O despertamento (de Daniel) nasceu da oração, e só poderá prosseguir se a chama da oração continuar acesa. 

Não se esqueça que o despertamento espiritual surge primeiro de um despertamento intelectual (ou seja, a pessoa lê ou ouve a Palavra, e em seguida, a oração fervorosa e constante lhe dará um despertamento espiritual, como no caso de Daniel). É por isso que podemos concluir que o despertamento de Ciro não foi espiritual, mas sim, intelectual, Ciro não teve um despertamento espiritual porquê ele não quis, antes preferiu continuar servindo ao deus Marduk (veja o micro e-book  
Fatos sobre Ciro o Grande).

4 – O Despertamento torna os homens obedientes a Palavra.

1.      O culto que foi estabelecido em Jerusalém foi exatamente aquele que a lei de Deus determinava (Neemias 12.44-47).

Não foram introduzidas novas formas de culto e nem qualquer mistura de doutrinas Babilônicas. Atualmente, na “Igreja Contemporânea” vemos novas formas de culto, como por exemplo ministério de dança, vemos doutrinas estranhas, como por exemplo a teologia da confissão positiva e o ensinamento de que é preciso fazer campanhas para ser abençoado, dentre outras “novas formas de culto”, vigiemos pois, para que não venhamos a ser pegos por Deus introduzindo “novas formas de culto ao Senhor”.

2.      O despertamento dado pelo Espírito Santo faz com que os crentes desejem intensamente ser fiéis a Palavra de Deus.

Paulo escreveu que:
Não devemos ir além do que está escrito (1 Coríntios 4.6). O cristão que teve um “Despertamento Espiritual Legítimo” procura andar e agir conforme Deus ensina em sua Palavra, não adere ao “sincretismo religioso” tão presente nos dias atuais. O “Despertamento Espiritual Legitimo” põe o cristão no centro da vontade de Deus, por assim dizer. O cristão verdadeiramente despertado, procura conhecer mais sobre Deus e sua Palavra e guarda os estatutos de Deus até o fim (Salmo 119.112).

Conclusão

O despertamento espiritual antes de mais nada é o retorno a Palavra de Deus, todas as vezes que as pessoas voltam aos princípios das Sagradas Escrituras, dá-se um despertamento espiritual.
O despertamento espiritual vem através da oração e meditação na Palavra de Deus. O despertamento espiritual legitimo faz com que o cristão procure conhecer mais sobre Deus e sua Palavra, e o despertamento espiritual legitimo faz com que o despertado não passe um dia sem orar, sem meditar na Palavra de Deus. O despertamento espiritual dá ao cristão (através de oração e meditação na palavra) forças para estar firme diante das terríveis lutas desta vida.

Fontes

Bíblia de Estudo Pentecostal,
Comentário Bíblico Russell Shedd,
Comentário Bíblico Beacon,
Enciclopédia Bíblica R. N. Champlin,
Bíblia de Estudo Arqueológica,
Bíblia de Estudo MacArthur,
Comentário Bíblico Esperança,
Comentário Bíblico Mundo Hispano,
Comentário Bíblico Wiersbe,
Comentário Devocional da Bíblia – Lawrence O. Richardes,
Apontamentos teológicos Professor José Junior