22 de julho de 2020

A construção do templo enfrentou oposição


A construção do templo enfrentou oposição

Texto Áureo

Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.
Neemias 4.6

Mesmo diante de grande oposição o trabalho da construção progrediu bem, e pelo esforço do povo em fazer o que é certo e da maneira certa, metade da altura das muralhas foi atingida. Todas as pessoas que trabalharam na construção trabalharam ao mesmo tempo, com muita dedicação e esforço.

Hernandes Dias Lopes observa que: “Era cada pessoa, no lugar certo, sabendo o que fazer, como fazer e até onde fazer, havia trabalho para todos que tinham o desejo de trabalhar por aquela obra”.

O comentarista bíblico Roy Gingrich chama a atenção para o fato de que: “Quanto trabalho pode ser feito em favor da obra de Deus quando o povo se inclina a trabalhar em favor da obra de Deus” – Deixando de lado o desejo de “se aparecer”, as contendas e murmurações (grifo pessoal).

1 – Os Alicerces do Templo São Lançados

1. O lançamento dos alicerces foi celebrado com uma solenidade.

Solenidade: caráter ou condição do que é solene, público, sério, de grande importância, chamativo.

Quando, pois, os edificadores lançaram os alicerces do templo do SENHOR, então, apresentaram-se os sacerdotes, já paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com saltérios, para louvarem ao SENHOR, conforme a instituição de Davi, rei de Israel.
Esdras 3.10

Observe que, apesar das semelhanças com a construção do primeiro templo, houve grande diferença na construção do segundo, pois aqui a edificação não ficou sob a responsabilidade do rei, mas de toda a comunidade. Davi e Salomão contribuíram substancialmente para a construção do primeiro templo (l Crônicas 29:1-5; 2 Crônicas 2:8-9).


Mas agora, a responsabilidade da construção do segundo templo estava a cargo do povo, por assim dizer (embora tenham obtido ajuda por parte de Ciro, tiveram que se esforçar muito para realizar a obra de construção do templo).

Muitas igrejas veem seus projetos naufragarem por falta de assistência, seja porque os cristãos não se identificam com os projetos, seja porque não foram bem informados sobre os propósitos do empreendimento.

O envolvimento demasiado de apenas um líder pode sufocar e desencorajar a participação da comunidade. Para alcançar um ministério bem-sucedido, é preciso que toda a comunidade se envolva.

2. A reedificação do templo.

A reedificação do templo foi resultado do despertamento que veio através de Ciro, rei da Pérsia (Esdras 1.1,2). Ciro foi apenas um instrumento nas mãos de Deus, Deus enviou o despertamento para cumprir sua Palavra, se Ciro não tivesse “cooperado com Deus” por assim dizer, Deus teria enviado o despertamento de outra forma, pois Deus não fica refém da vontade do homem (para uma melhor compreensão sobre isto, leia o nosso micro e-book FATOS SOBRE CIRO O GRANDE e também nosso estudo da lição 1 e 2 que você pode baixar gratuitamente através da página SUBSÍDIOS EBD ANDRADINA no FACEBOOK ou pelo Whatsapp: 18 9 9691-1591).

Considerando a atual situação do mundo por conta da “pandemia” podemos dizer que muitos, ao invés de se aproximar mais de Deus, estão se afastando lentamente dos caminhos de Deus. Para muitos, é necessário urgentemente uma reedificação do templo de Deus, ou seja, é necessário limpar o coração, (que é o templo espiritual de nosso Deus, por assim dizer).

Para todos aqueles que estão afastados ou se afastando de Deus é impossível agradar-lhe sem que haja uma reedificação do templo (uma limpeza do coração, um arrependimento e conversão sinceros) pois o verdadeiro arrependimento, faz com que a pessoa mude seu comportamento. 

E tal mudança só é possível com a ajuda do Espírito Santo de Deus.

2 – Os Samaritanos Opõem-se a Construção do Templo

1. Entre os moradores da terra estavam os samaritanos.

O primeiro uso bíblico do termo “samaritanos” ocorre em 2 Reis 17.29.
Esta palavra (“samaritanos) veio a indicar um povo misto, o qual em tempos posteriores aderiam a sua própria versão do Velho Testamento.
Por meio do texto de 2 Reis 17.29 podemos aprender que os samaritanos eram, virtualmente, pagãos puros.

De acordo com fontes informativas judaicas, os “samaritanos” seriam descendentes de colonos que os assírios implantaram em Israel e que se misturaram com os israelitas (formando assim um povo misto). O resultado do surgimento desse povo misto foi uma mistura de tradições religiosas e culturais estrangeiras com os costumes e a fé dos hebreus (Hebreu – nome pelo qual as nações designavam os filhos de Israel, o nome “Israel” era usado para enfatizar o aspecto religioso do povo).

Já nos tempos do Novo Testamento muitos “samaritanos” tinham deixado seus modos pagãos e tinham nutrido uma fé baseada exclusivamente no Pentateuco (Os cinco primeiros livros da Bíblia).
Os “samaritanos” baseavam sua religião somente no Pentateuco, rejeitando o resto do Antigo Testamento.

2. Os samaritanos tentam frustrar a construção do templo                                  (Esdras 4.4,5).

9. Então, escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e os outros da sua companhia: dinaítas e afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, elamitas
10. e outros povos, que o grande e afamado Osnapar transportou e que fez habitar na cidade de Samaria, e os outros dalém do rio e em tal tempo.
11. Este, pois, é o teor da carta que ao rei Artaxerxes lhe mandaram: Teus servos, os homens daquém do rio e em tal tempo.
12. Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos.
13. Agora, saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas; e assim se danificará a fazenda dos reis.
Esdras 4.9-13

(Para compreender bem melhor o texto e o contexto, leia Esdras 4.1-24).
Para os oficiais do império persa, a carta representou acusações muito sérias, pois duas coisas são essenciais na manutenção de um império: impostos e estabilidade. Interromper o pagamento de impostos
ameaça o funcionamento da burocracia, ao passo que a separação de uma colônia poderia colocar em risco a estabilidade do império. 

Assuntos preocupantes como esses provavelmente explicam a resposta imediata e meticulosa de Artaxerxes que, após fornecer nome e endereço do destinatário, passa a tratar de cada assunto mencionado na
carta acusativa.

As investigações do departamento administrativo da Pérsia confirmaram as acusações de Reum, de modo que o rei ordenou a interrupção das obras de reconstrução (Esdras 4:17-23). Ao ler a resposta, Reum e seus colegas saíram apressadamente a Jerusalém, aos-judeus, e, os forçaram a parar com a obra (Esdras 4:23).

Esse capítulo mostra claramente a seguinte conclusão: realizar a obra de Deus não é garantia de que tudo correrá as mil maravilhas. O mesmo ocorreu durante o êxodo: após demonstrar seu poder e libertar o povo do Egito, Deus permitiu que eles passassem grandes dificuldades no deserto, bem como enfrentassem hostilidades das nações que encontraram pelo caminho.

A dificuldade é parte do método de ensino de Deus. A oposição que os israelitas enfrentaram ao retomar do exílio contribuiu, sem dúvida, para fortalecer a fé, a confiança e a dependência de Deus. Essa comunidade
recém-chegada precisava aprender a confiar em Deus e a viver em constante comunhão com o Senhor.

3 – Como Se Explica a Falta de Resistência dos Judeus

1. Os judeus deveriam ter ido ao rei da Pérsia para assegurar a construção.

É bem verdade que uma ordem dada por uma autoridade superior não pode ser revogada por uma autoridade inferior, a ordem dada para a construção do templo havia sido dada pelo Deus dos céus através de Ciro, embora na visão de Ciro o deus criador dos céus e da terra era o deus Marduk, sabemos que o Deus de Israel estava no negócio.
(Eu, professor José Junior) penso que os judeus deveriam ter ido primeiro buscar a Deus sobre o assunto e não ido ao rei da Pérsia, como pensava o comentarista da lição.

2. Os judeus deveriam ter recorrido a Deus.

Penso que o subtópico 2 deveria estar em primeiro lugar no tópico 3, e não em segundo. 

É exatamente isso, os judeus deveriam ter recorrido a Deus de imediato diante do ato de proibição da obra da “casa de Deus” (Esdras 4.24).
Warren Wendel Wiersbe (autor do Comentário Bíblico Wiersbe) observa que:

Passam-se cerca de 15 anos entre os capítulos 4 e 5 de Esdras. A obra do templo não é retomada antes dos profetas Ageu e Zacarias proclamarem a Palavra de Deus. A Palavra do Senhor dera início à obra (Esdras 1:1) e, agora, ela encoraja os trabalhadores e, por fim, conclui-se a obra (Esdras 6:14). Em cerca de 520 a 515 a.C, o povo trabalhou e terminou o templo.

Perceba que, A pregação da Palavra do Senhor por seus servos é o segredo da vitória em qualquer obra do Senhor.

A Palavra do Senhor encorajou Zorobabel e Jesua (Josué), e os olhos dele estavam sobre eles (Esdras 5:5). Na lição 5 aprenderemos mais sobre isso.

3. O motivo da falta de resistência dos judeus era de ordem espiritual:

ZOROBABEL, o chefe político do povo judeu, até então, tinha confiado em sua própria força.

E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.
Zacarias 4.6

Zorobabel: (assim como o povo de maneira geral) precisou entender que, não é pelo poder militar, nem pelo poder político, nem por nenhuma força humana que conseguimos progredir na obra de Deus, mas sim pelo Espírito de Deus, pelo poder de Deus, para a glória de Deus.

Josué (ou Jesua): o sumo sacerdote e líder religioso do povo, estava com suas vestes manchadas (Zacarias 3.3). Este fato tirou dele toda a autoridade espiritual.

Josué (o sumo sacerdote) era o representante espiritual do povo, porém Josué, (assim como o povo) não tinha “valor moral” para ser o representante espiritual do povo, diante de Deus e dos inimigos do povo de Deus, por assim dizer.


Podemos por isso, perceber claramente que a falta de resistência do povo diante dos inimigos era de ordem espiritual, nenhum servo de Deus consegue resistir diante das lutas sem ter preparo espiritual (vida de oração, meditação e vivência na Palavra, fé verdadeira e auto disciplina para cumprir a Palavra do Senhor).

4 – A Reação dos Samaritanos Quando os Judeus Cessaram a Obra

1. A tristeza dos judeus.
2. A alegria dos samaritanos.
3. O desanimo dos judeus.

Quando empenhamos nossas forças em prol da obra de Deus é perfeitamente normal sentir muita tristeza diante de aparentes derrotas. Mas a verdade é que pessoas que estão na direção de Deus, mesmo quando aparentemente perdem saem ganhando.

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto
Romanos 8.28

Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que foram levantados por Deus para realizar alguma obra, exemplos não faltam.

O próprio Jesus quando morreu na cruz fez parecer aos olhos de muitos que ele não era o Cristo, mas ele alcançou um nome que é sobre todo o nome.

E o que dizer do apóstolo Paulo, o homem usado por Deus para escrever a maior parte dos livros do Novo Testamento, ele orou ao Senhor por três vezes para que Deus o livrasse de um espinho na carne e a resposta foi NÃO (2 Coríntios 12.7-9), e o que dizer do jovem Davi que mesmo ameaçado por um gigante de cerca de 3 metros de altura não se entregou ao medo, não recuou.

Pense na alegria do gigante pensando que venceria fácil o jovem Davi, pense na alegria dos fariseus pensando que Jesus estava morto e não precisariam mais se incomodar, pense na alegria de satanás ao ver que Deus não livrou Paulo de seu “espinho na carne”.

Em Jó 20.5 temos uma verdade bem clara sobre aqueles que tentam frustrar os planos de pessoas que estão na direção de Deus. Todos nós sabemos a resposta da pergunta feita por um dos amigos de Jó (Jó 20.5).

O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas, apenas de um momento? (embora o amigo de Jó não tivesse tanto conhecimento sobre Deus e sua Palavra tal como temos hoje, ele refletiu através de sua pergunta um pensamento profundo no coração do servo fiel a Deus, o amigo de Jó possivelmente não compreendia muito bem como deveria ser a resposta para sua pergunta, mas nós podemos compreender.
Jó 20.5

A alegria dos que estão fora da direção de Deus pode durar algum tempo, mas a alegria do mal sempre tem um triste e lamentável fim.

Conclusão

Quando Deus nos levanta para realizar uma obra, sempre haverá oposição de homens e de satanás, mas o Deus que nos ordena a realizar as obras, também nos capacita a vencer todos os obstáculos levantados por satanás e pelos homens, glória ao nome santo do Senhor por esta grandiosa verdade.

Fontes
Comentário Bíblico Africano,
Bíblia do Expositor,
Bíblia de Estudo Pentecostal,
Comentário Bíblico F. B. Meyer,
Comentário Bíblico R. N. Champlin,
Bíblia de Estudo Holman,
Bíblia de Estudos Arqueológica,
Comentário Bíblico F. Davidson, Comentário Bíblico Wiersbe,
Apontamentos teológicos professor José Junior.

14 de julho de 2020

O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR


O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR

 

Texto Áureo


Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do SENHOR, que estava quebrado.
1   Reis 18.30 (versão ARC)

(Chegai-vos a mim) Estas mesmas palavras, usadas por Elias, também foram usadas por homens santos que estavam na direção de Deus (José, Gênesis 45.4, e Isaías, Isaías 48.16).
A passagem de 1 Reis 18.22-39 nos mostra que, embora os profetas de Baal somavam 450 pessoas e apenas Elias era o representante do Senhor, faz- nos lembrar da frase que diz: “Você mais Deus é sempre maioria”.
Um homem que está na direção de Deus é sempre maior do que milhares de homens que estão fora da direção de Deus.

1 – O Despertamento Conduz o Homem ao Altar


1.     Os judeus sentiam a necessidade do acesso a Deus que o altar lhes proporcionava.

1.       Chegando, pois, o sétimo mês e estando os filhos de Israel já nas cidades, se ajuntou o povo, como um só homem, em Jerusalém.

2.       E levantou-se Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na Lei de Moisés, o homem de Deus.

3.       E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras; e ofereceram sobre ele holocaustos ao SENHOR, holocaustos de manhã e de tarde.

     Esdras 3.1-3


Quando os judeus retornaram da Babilônia (isto é, uma minoria de judeus, pois a maioria preferiu ficar na Babilônia), precisavam estar firmes diante de Deus, pois estavam cercados de inimigos cruéis, de dentro e de fora de Israel.

Na Palavra de Deus vemos que certos sacrifícios deviam ser contínuos (diários, Êxodo 29.38-46), Frederick Brotherton Meyer (autor do Comentário Bíblico F. B. Meyer) observa que:

A vida espiritual do cristão não se desenvolve sem sacrifícios diários, ou seja, a vida espiritual do cristão não se desenvolve sem horas e hábitos de devoção a Deus, tais como certos sacrifícios eram diários nos tempos de Moisés, nós também devemos oferecer a Deus sacrifícios diários, por assim dizer, orações, meditações na Palavra de Deus, dedicação a obra de Deus e etc.

Francis Davidson (autor do Comentário Bíblico Davidson) observa que, é possível que durante os anos de exílio, se realizassem ocasionalmente sacrifícios no local do templo (ou ruinas do templo, Jeremias 41.5), agora (em Esdras 3.1-3)o objetivo era restaurar a ordem de sacrifícios divinamente prescrita, (ou seja) não inventariam novas formas de sacrifício, mas seguiriam á risca o que foi ensinado na Lei de Moisés.

O historiador judeu Flávio Josefo atestou que o altar (descrito em Esdras 3.2,3) foi levantado no mesmo local em que estava o altar do templo de Salomão, mas é impossível atestar se Josefo estava certo ou não. Para os judeus, o altar, devidamente estabelecido, proporcionava-lhes acesso a Deus.

2.     Todos os despertamentos genuínos começam com a restauração do altar.



Trazendo para os dias atuais, a “restauração do altar” é tão importante quanto era nos tempos do Velho testamento. Hoje em dia, graças a obra redentora de Cristo não precisamos mais de um “altar físico” para “sacrificar ao nosso Deus”, mas sem dúvida precisamos que nosso “altar espiritual” esteja “limpo e sem rachaduras”.

O nosso “altar espiritual” hoje é nosso “coração” nossa “vida”, por assim dizer.
O nosso coração (nossa vida) tem sido um altar de sacrifícios ao nosso Deus? Temos oferecido os sacrifícios da oração, da meditação na Palavra, dos cânticos agradáveis ao Senhor? Temos oferecido o “sacrifício da obediência a Deus e a sua Palavra?
Ou será que nosso “altar espiritual” anda “rachado” e “sujo”? Será que
temos sacrificado em nosso “altar espiritual” sacrifícios tolos, ou seja, será que temos enchido nossos corações (altares) com os filmes de Hollywood, os programas imorais da TV, as inutilidades e sujeiras tão comuns na Internet?
Como está o seu “altar espiritual”? Como está o seu “coração”?

2 – Cristo, o Centro da Nossa Comunhão Com Deus


1.     Toda a trindade atuou ativamente na morte expiatória de Jesus.


O Pai celestial:
Muitos cristãos ainda acreditam que quando Adão e Eva pecaram, Deus
então colocou em prática um “plano B” para “concertar os efeitos da queda do ser humano”.
Mas, não há base bíblica para pensar assim, pois, Deus não pode ser pego de surpresa, por assim dizer.
Antes da fundação do mundo o Pai planejou a obra redentora (Efésios 3.6- 9). Deus esteve sempre presente na “obra redentora de Cristo” do começo ao fim, veja abaixo alguns versículos que comprovam isto:
E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a

graça de Deus estava sobre ele. Lucas 2.40

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra- nos o Pai?

João 14.9


isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.

2   Coríntios 5.19


Cristo Jesus, o filho de Deus:
Cristo não foi obrigado, mas, entregou-se a si mesmo em oferta e sacrifício:
e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

Efésios 5.2


quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

Hebreus 9.14


O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

João 15.12,13

O Espírito Santo:
Ajudou Jesus a vencer todos os obstáculos que se levantaram contra ele, não há nenhuma razão para crer de modo diferente deste pensamento.

E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.

João 1.32


1.     O Espírito Santo quer, pelo despertamento, mostrar aos homens a grande vitória de Jesus no gólgota.
Gólgota: Lugar onde Jesus e dois ladrões foram crucificados, nas cercanias de Jerusalém. O termo aparece no NT somente nas narrativas da crucificação. Três dos Evangelhos usam o termo hebraico-aramaico “Gólgota” (Mateus 27.33; Marcos 15.22; João 19.17), enquanto um usa o latim equivalente “Calvário”, que quer dizer “caveira ou crânio” (Lucas 23.33) (dependendo a tradução bíblica , pode haver mudanças da ordem das palavras “gólgota e caveira”).
A razão por que esse lugar era chamado “a caveira” é desconhecida, embora várias explicações tenham sido oferecidas. Uma tradição antiga, aparentemente originada com Jeronimo (346-420 d.C.), afirmava que ele era um lugar comum de execução e que as caveiras de muitos que haviam sido executados ficavam espalhadas em torno da área.
Nenhuma evidência do século 1 foi encontrada para sustentar esse ponto de vista. Alguns sugerem que ele era um lugar de execução e que “caveira” era usada figurativamente, simplesmente como um símbolo de morte. Orígenes (185—253 d.C.) mencionou uma tradição antiga, pré-cristã, de que a caveira de Adão foi sepultada naquele lugar. Essa provavelmente é a mais antiga explicação do nome, e é mencionada por vários autores depois de Orígenes.
Outros tem dito que o nome resultou do fato de que o lugar da crucificação era uma colina que tinha a forma natural de uma caveira. Nenhuma evidencia inicial de qualquer fonte foi encontrada para substanciar essa visão, e as narrativas do NT não se referem ao lugar como uma colina. A localização da área e contestada. Fonte: Dicionário Bíblico Tyndale

É apenas através de um “Despertamento” (proveniente de Deus, pois o despertamento, seja físico, mental ou espiritual sempre vem de Deus, veja nosso estudo da lição 2) que o ser humano passa a aprender sobre a sua condição pecaminosa e sobre a obra redentora de Cristo.
No Novo Testamento, o Espirito Santo revela-se claramente como uma Pessoa e como Divino, Ele tem os atributos da personalidade, intelecto (Romanos 8.27; 1 Coríntios 2.10-13), emoções (Efésios 4.30) e vontade (1 Coríntios 12.11), Ele executa as ações da personalidade. Ele ensina (João 14.26), dá testemunho (João 15;26), orienta (Atos 8.29; 13.2), dirige (Romanos 8.14), adverte (1 Timóteo 4.1). Ele e Divino por quê é o Espirito de Deus e de Cristo (Romanos 8.9), e origina-se eternamente do Pai (João 15.26; Gá1atas 4.6). As Escrituras posicionam o Espirito Santo no mesmo nível de Deus Pai e de Deus Filho (2 Coríntios 13.14; Mateus 28.19; 1 Coríntios 12.4-6; 1 Pedro 1.2).
Assim, as obras de Deus sempre envolvem as três Pessoas da Trindade. Foi o Deus trino que criou o mundo e que se revela tanto nele quanto em sua Palavra ao homem. Foi o Deus trino que redimiu seu povo do pecado.

Mesmo assim, algumas dessas obras são atribuições especificas do Espirito Santo. O Espirito Santo traz a realização das obras do Deus trino.
O Espírito Santo é outro consolador (João 16.7-11) que após a obra redentora de Cristo é o grande responsável por “despertar”, ensinar, orientar, dirigir e fortalecer os cristãos, por assim dizer.
Sem o Espírito Santo é impossível ao ser humano aprender sobre sua condição pecaminosa, sobre a obra redentora de Cristo e sobre as obras de Deus de uma maneira geral.

3.  Cuidado Com as Imitações

 

Hoje em dia, na “igreja contemporânea” existem muitos movimentos estranhos que levam o nome de “despertamento, avivamento, unção ou manifestação do Espírito Santo”. E, tais “movimentos estranhos” tem enganado a muitos que se dizem cristãos. Lembre-se: “Nem tudo o que reluz é ouro”

Este ditado popular (acima) é uma paráfrase de Provérbios 20.25.

Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e, feitos os votos, então, inquirir.

Provérbios 20.25


Um exemplo claro de movimento estranho é o chamado “Reteté”. Como disse certa vez o pastor Walter Brunelli (teólogo pentecostal), “Há muitos que não se preparam para pregar a palavra de Deus, leem um versículo e saem gritando coisas do tipo, nesta noite tudo será diferente, nunca mais sua vida será a mesma”.
Há ainda aqueles que dizem coisas do tipo, “Deus está me dando uma unção de prosperidade para ministrar na tua vida” (ou coisa do tipo). Aqueles leem a Bíblia sabem muito bem que não existe “unção de prosperidade” na Bíblia, e que nós, não podemos ir além daquilo que está escrito (1 Coríntios 4.6).

O pastor Claudionor de Andrade (consultor teológico da CPAD) fez, certa vez, uma pergunta muito interessante: “Porque essas inovações na casa de Deus?”

Ou seja, porquê notamos tantas “inovações no meio do povo de Deus?”

Crente canela de fogo, espada de fogo, reteté de Jeová, unção de prosperidade, dentre tantas outras bizarrices (que tornam o culto místico, exotérico, mágico e etc.)

Tais vocabulários não são teológicos, não são eclesiásticos, não são bíblicos.

Outro exemplo claro de movimento estranho é a Teologia da prosperidade, o fato é que, os adeptos da teologia da prosperidade se esquecem que Jesus nunca prometeu riquezas para aqueles que o seguirem, pelo contrário, quem prometeu riquezas para ser seguido (reverenciado e adorado foi satanás, Mateus 4.8,9).

E, existem muitos outros movimentos estranhos na “igreja contemporânea” que enganam a muitos, e, os que são enganados, geralmente são aqueles que tem um raso conhecimento bíblico e rasa vida de oração, além de terem incutidos em seus corações o “amor ao dinheiro” (1 Timóteo 6.10).

Tais movimentos estranhos são imitações do verdadeiro despertamento espiritual (do verdadeiro movimento) causado pelo Espírito Santo.


O verdadeiro movimento causado pelo Espírito Santo (ou seja, o verdadeiro despertamento espiritual) não ensina o crente a fazer ou acreditar em coisas que a Palavra de Deus não ensina (nunca se esqueça disso).

Todo movimento feito sem que o Espírito Santo esteja na direção não pode prosperar.

Mantenhamos o Espírito Santo na direção, então veremos cumprir-se a Palavra que diz:
Vão indo de força em força;

Salmo 84.7


Conclusão:

Mantenhamos nosso altar espiritual (nosso coração) preparado para que nossas orações e obras sejam agradáveis ao nosso Deus, sempre.
Fontes
Bíblia de Estudo Pentecostal,
Dicionário Bíblico Tyndale,
Dicionário Bíblico Wycliffe,
Comentário Bíblico R. N. Champlin,
Comentário de Toda a Bíblia F. B. Meyer,
Comentário Bíblico F. Davidson,
Comentário Bíblico Moody,
Apontamentos teológicos Prof. José Junior