13 de agosto de 2020

O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

 

O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

 

Texto áureo

 

Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei;

2 Coríntios 6.17

 

Paulo achou necessário incentivar os cristãos coríntios a evitar o “jugo desigual com os descrentes” (2 Coríntios 6.14— 7.1) e a se desviar daqueles que se submetiam a tirania religiosa dos “super apóstolos” (2 Coríntios 10.1— 13.10). Também queria ensinar a esses cristãos a verdadeira natureza do ministério cristão (2 Coríntios 2.14— 7.4) e recomendar a generosidade (2 Coríntios cap. 8 e 9). Em suma, Paulo estava continuando a obra de levar a igreja de Corinto a maturidade e a estabilidade.

Precisamos ter em mente que a separação do mundo envolve muito mais do que ficar longe dos “pecadores”, significa “ficar perto de Deus”. Envolve mais do que evitar o “entretenimento mundano”, estende-se a questão de, como empregamos nosso tempo e dinheiro. Não existe um modo de nos separarmos totalmente de toda influência pecaminosa, contudo, devemos sempre resistir ao pecado a nossa volta, sem nunca ceder, pois, Mais importa agradar a Deus do que aos homens (Atos 5.29).

 

1 – Somente os Judeus Retornariam a Judá

 

Deus não aceita mistura do seu povo com o povo do mundo. Não pode haver comunhão da luz com as trevas. Para compreender melhor a lição, precisamos entender um pouco mais sobre a “separação” que deveria haver no Velho Testamento entre o povo de Deus e os “gentios” (isto é, os não crentes). E, vamos entender também sobre a “separação” que deve haver entre “crentes” e “não crentes” a partir do Novo Testamento.

 

É muito importante o professor saber e explicar sobre isso aos alunos.

 

No Antigo Testamento a “separação” era uma exigência contínua de Deus para o seu povo (Levítico 11.44; Deuteronômio 7.3; Esdras 9.2). Deus deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a Deus. Uma das principais razões pela qual Deus castigou seu povo com o exílio na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego a idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (2 Reis 17.7,8; 2 Crônicas 36.14; Jeremias 2.5,13; Ezequiel 23.2; Oséias 7.8).

 

No Novo Testamento Deus ordenou a “separação” entre o crente e o sistema mundial corrupto e a tolerância com o mal (1 Tessalonicenses 5.22). Nossa atitude nessa “separação do mal” deve ser de repulsa ao pecado, a impiedade e a conduta de vida corrupta do mundo (Romanos 12.9; Hebreus 1.9; 1 João 2.15), oposição a falsa doutrina (Gálatas 1.9), devemos também ter amor genuíno por aqueles de quem devemos nos separar (João 3.16; 1 Coríntios 5.5; Gálatas 6.1; Romanos 9.1-3; 2 Coríntios 2.1-8).

Quando nós corretamente nos separamos do mal o próprio Deus nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua benção e seu cuidado paternal.

 

O crente que deixa de separar-se do mal terá a “perda de sua comunhão com Deus” (2 Coríntios 6.16-18).

 

2 – Os Judeus Não Aceitaram a Ajuda Dos Samaritanos

 

1. Quem eram os samaritanos.

 

(Como vimos na lição 4) o primeiro uso bíblico do termo “samaritanos” ocorre em 2 Reis 17.29.

 

Esta palavra (“samaritanos”) veio a indicar um povo misto, o qual em tempos posteriores aderiam a sua própria versão do Velho Testamento.

Por meio do texto de 2 Reis 17.29 podemos aprender que os samaritanos eram, virtualmente, pagãos puros. De acordo com fontes informativas judaicas, os “samaritanos” seriam descendentes de colonos que os assírios implantaram em Israel e que se misturaram com os israelitas (formando assim um povo misto). O resultado do surgimento desse povo misto foi uma mistura de tradições religiosas e culturais estrangeiras com os costumes e a fé dos hebreus (Hebreu – nome pelo qual as nações designavam os filhos de Israel, o nome “Israel” era usado para enfatizar o aspecto religioso do povo).

 

Já nos tempos do Novo Testamento muitos “samaritanos” tinham deixado seus modos pagãos e tinham nutrido uma fé baseada exclusivamente no Pentateuco (Os cinco primeiros livros da Bíblia).

Os “samaritanos” baseavam sua religião somente no Pentateuco, rejeitando o resto do Antigo Testamento.

 

2. Os samaritanos oferecem cooperação aos judeus.

 

Durante a construção do templo e dos muros, os samaritanos se ofereceram para ajudar os judeus, mas sua ajuda foi rapidamente rejeitada (Esdras 4.1-3; Neemias 6.2,3). Esta atitude foi muito acertada, pois, caso os judeus tivessem aceitado a ajuda dos samaritanos, trariam sobre si dor e sofrimento, pois os samaritanos tinham inúmeros costumes pagãos (2 Reis 17.29), e foi a absorção de costumes pagãos que acabou levando os israelitas ao exílio. Aceitar a ajuda dos samaritanos seria “continuar fora da direção de Deus”.

 

A Bíblia ensina que devemos nos afastar daqueles que não tem a sã doutrina. O problema não está na proximidade física, mas na intimidade, por causa do nosso trabalho é praticamente impossível se afastar fisicamente (em totalidade) daqueles que não servem a Deus, mas não devemos ter intimidade com aqueles que não servem a Deus (1 Timóteo 6.3-5; Tito 3.10; 2 João 10,11).

 

3. Os samaritanos procuram aparenta-se com os judeus.

Os judeus não deveriam jamais ter se aparentado com povos pagãos, não deveriam jamais ter se casado com mulheres de povos pagãos e não deveriam jamais ter dado suas filhas para se casarem com povos pagãos, foi justamente esta atitude de “pouca inteligência” dos judeus que, lá atrás, deu origem aos “samaritanos”.

 

Muitos judeus continuaram agindo tolamente e caindo nesta armadilha (Esdras 9.1,2).

Estudaremos mais sobre isto na lição 12.

 

4. Os samaritanos tornaram-se inimigos dos judeus.

 

Como foi muito bem observado pelo comentarista da lição, os samaritanos tinham inveja dos judeus, e por isso, buscaram ter “amizade” com o judeus, mas era uma falsa amizade ( que é tão comum nos nossos dias, não é verdade?), que se baseava apenas no interesse.

 

Há uma frase que diz: “O amigo que se tornou inimigo nunca foi um amigo de verdade”.

 

Esta frase é muito verdadeira, até mesmo nos dias atuais, quando alguém quer se associar conosco em qualquer área da nossa vida e nós, rejeitamos, caso os “rejeitados” se tornem nossos inimigos, é sinal de que, desde o princípio, não estavam bem intencionados.

Isto vale para questões religiosas, questões de carreira profissional, questões familiares e outras questões em geral. Pense nisso.

 

3 – Deus Exige Santidade de Seu Povo

 

1. Retornando do cativeiro, Israel separou-se do mal (2 Co 6.17; 7.1).

 

Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei;

2 Coríntios 6.17

 

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.

7.1

 

Pelo fato de Israel ter “se separado do mal”, a bênção de Deus os acompanhou, e eles conseguiram concluir a construção do Templo e reconheceram que “DEUS FIZERA ESTA OBRA" (Neemias 6.16).

 

O homem que não se afasta do mal, ainda que aparentemente tenha sucesso, não ficará impune. Pois a justiça dos homens pode até falhar, mas a justiça de Deus jamais falhou e nunca falhará.

 

2. Quando Josué se preparou para passar o Jordão, ele disse ao povo:

"SANTIFICAI-VOS porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós" (Josué 3.5).

 

Aqueles que esperam uma resposta de Deus, devem se apartar do mal e até mesmo da “aparência do mal (1 Tessalonicenses 5.22), devem-se colocar na direção de Deus, de acordo com a vontade de Deus.

 

3. O anjo do Senhor visita o acampamento israelita.

 

13. E sucedeu que, estando Josué ao pé de Jericó, levantou os seus olhos, e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele e disse-lhe: És tu dos nossos ou dos nossos inimigos?

14. E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então, Josué se prostrou sobre o seu rosto na terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo?

15. Então, disse o príncipe do exército do SENHOR a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.

Josué 5.13-15

 

No Velho Testamento havia lugares santos (Êxodo 3.5; Josué 5.15), mas, no Novo Testamento, isto é, depois da morte e ressurreição de Cristo, não há lugares santos, tal como havia no Velho Testamento, mas, o cristão verdadeiro santifica o lugar em que ele está (1 Coríntios 6.11; Efésios 2.19; Hebreus 12.14; Efésios 5.25-27; Hebreus 13.11-12; Hebreus 10.10).

 

Com a sua presença, o cristão verdadeiro (visto que o Espírito de Deus habita nele), santifica o lugar em que se encontra, por viver uma vida consagrada a Deus.

Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. 2 Coríntios 3.17

 

Deus exige obediência e santidade de seu povo, sem santidade ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14).

 

4. Israel é derrotado pela pequena cidade de Ai.

 

11. Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenado, e até tomaram do anátema, e também furtaram, e também mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram.

12. Pelo que os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos, porquanto estão amaldiçoados; não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós.

13. Levanta-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós.

Josué 7.11-13

 

Ai era uma cidade pequena, o poder de Deus continuava o mesmo, o poder militar de Israel continuava o mesmo, Josué continuava sendo um grande líder dotado de excelentes estratégias militares, mas mesmo assim Israel sucumbiu diante de um inimigo “pequeno”, por quê?

 

Porquê Deus exige santidade e, o pecado havia frustrado momentaneamente a vitória, pois o sucesso dependia de obediência absoluta, e havia no meio do povo, um homem que havia pecado (Josué 7.1), mas isso havia tornado a comunidade inteira digna de culpa, isto mostra que:

 

- Quando há uma derrota deve haver uma investigação, isto é necessário tanto na vida individual quanto na coletiva, familiar, ministerial ou nacional.

 

- A desobediência traz derrota na vida cristã, dependendo da situação, pessoas a volta do desobediente também sofrerão algum dano.

 

- Um pecador pode trazer fracasso ao grupo todo (Josué 7.11).

 

- O Senhor ajuda na descoberta do mal (Josué 7.18-23).

 

- Sempre vale analisar se as pessoas que fazem a obra de Deus conosco estão mesmo na direção de Deus ou não.

 

- Deus exige santificação de seu povo para poder operar no meio dele.

 

4 – Devemos Manter Uma Vida de Separação do Mal

 

1. Os judeus mantiveram-se separados dos samaritanos.

 

Os judeus que não aceitaram a ajuda dos samaritanos eram conhecedores da Palavra de seu Deus (e nosso Deus), sabiam que qualquer tipo de união com os samaritanos resultaria em consequências terríveis a curto, médio e longo prazo. Oh, quanto sofrimento os cristãos evitariam se pesassem na balança da Palavra de Deus todas as suas amizades e “uniões” em geral.

 

Hoje em dia existe um grande ecumenismo* no meio do povo de Deus, e muitos não estão percebendo.

 

* Ecumenismo: Movimento favorável a união de todas as denominações (igrejas) cristãs.

 

Mas o verdadeiro cristão não pode ser favorável ao ecumenismo, pois, Jesus advertiu;

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Mateus 7.21

 

Muito cuidado com esta união tão comum entre cantores gospels e católicos, padres e pastores e etc.

 

2. A Bíblia mostra exemplos de servos de Deus que duvidaram se valia a pena manter a linha de separação do mal.

 

O exemplo do salmista Asafe é talvez o mais conhecido: Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência.

Salmo 73.13

 

Sobre este versículo Jimmy Swaggart observa que todos os ataques de satanás em direção ao crente, tem um único objetivo, destruir a fé do indivíduo. Em outras palavras, Asafe estava dizendo que, não há lucro em viver para Deus, não vale a pena ser santo.

 

Mas Deus que é riquíssimo em amor e misericórdia mostrou a Asafe que ele estava enganado e o fez ver o triste fim que aguarda os ímpios, caso não se convertam (Salmo 73.17-28).

 

3. Devemos viver conforme a vontade do Senhor.

 

para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus.

1 Pedro 4.2

 

Se a meta de vida do cristão é ser livre do pecado, então ele deve viver o restante de sua vida na terra buscando a vontade santa de Deus, não as paixões pecaminosas da carne.

 

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação..

1 Tessalonicenses 4.3a

 

Os antecedentes religiosos dos tessalonicenses incluía certas práticas pagãs que eram desonrosas para o corpo, pois envolviam corrupção sexual. Paulo condena essas práticas e enfatiza que a imoralidade é contraria a natureza dos cristãos. Deus é santo, e aqueles que pertencem a ele também devem ser santos (1 Tessalonicenses 4:4; 1 Pedro 1:15).

 

Consequentemente, eles deveriam aprender a dominar o corpo a fim de serem moralmente puros na área sexual (1 Tessalonicenses 4:5). Os solteiros não deveriam buscar relacionamentos sexuais, e os casados deveriam ser fieis ao cônjuge. Como templos do Espirito Santo e membros do corpo de Cristo (1 Coríntios 6:15,19), os cristãos devem ser santos em toda a sua maneira de viver, pois esta é a vontade de Deus.

 

4. Bênçãos acompanham os que vivem conforme a vontade de Deus!

 

Eu poderia escolher inúmeras passagens bíblicas para ilustrar esta maravilhosa verdade, mas, o primeiro versículo que me vem a mente é o Salmo 91.1:

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

Salmo 91.1

 

Pois não há benção maior do que esta para um servo de Deus, estando na presença de Deus, protegido e desfrutando de plena comunhão com o Senhor.

 

Conclusão

 

O cristão verdadeiro deve afastar-se do mal, e, também de toda aparência do mal, 1 Tessalonicenses 5.22, para poder desfrutar da maravilhosa comunhão com o seu criador.

 

Fontes

 

Enciclopédia Bíblica R. N. Champlin,

Bíblia do Expositor,

Bíblia de Estudo Arqueológica,

Bíblia de Estudo Holman,

Bíblia de Estudo Pentecostal,

Bíblia de Estudo Explicada,

Comentário Bíblico Africano,

Bíblia de Estudo John MacArthur,

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal,

Apontamentos teológicos professor José Junior

 

O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

 

O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

 

TEXTO ÁUREO = “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2 Co 6.17).

 

VERDADE PRÁTICA = O mundanismo na Igreja corrompe os bons costumes e extingue a santidade.

 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO = Ed 2.59-62; 4.2,3; 6.2-4

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição iremos estudar os preparativos que os judeus fizeram para pôr os alicerces da nova forma de vida que eles iniciaram em Jerusalém depois dos anos no cativeiro em Babilônia. Ali eles viveram espalhados pelo vasto território daquele reino, e agora iriam viver uma vida comunitária, conforme os ritos da lei.

 

1. SOMENTE OS JUIEUS RETORNARIAM A JUDA

 

Para uma pessoa ser considerada apta para fazer parte do grupo que iria transferir-se para Jerusalém, exigia-se que desse prova de sua linhagem, que provasse ser realmente de Israel. Na primeira triagem foram excluídas 652 pessoas. Até alguns filhos de sacerdotes cujos nomes não foram achados nos regisims das genealogias, foram rejeitados como imundos (Ed 2.59-62). Os judeus mestiços, nascidos de casamentos mistos, durante o cativeiro em Babilônia, não fariam parte do grupo de judeus que retomariam a Judá. Somente aqueles que comprovassem a sua ascendência puramente judaica fariam parte daquele grupo. Deus não aceita mistura do seu povo com o povo do mundo. Não pode haver comunhão da luz com as trevas.

 

A história de Israel registrava uma amarga experiência neste sentido. Quando os Israelitas, libertados pela mão do Senhor, se preparavam para ir a CanaL um grande povo de “mistura”, não israelita, queria acompanhá-los. Foi exatamente essa gente que durante o trajeto pelo deserto foi fonte inspiradora de murmuração (Nm 11.4).

 

A Bíblia diz: “Estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida” (Mt 7.14). Não é lucro, e, sim, grave prejuízo, alguém querer facilitar a entrada de “mistura de gente”, dando maior ênfase à QUANTIDADE do que a QUALIDADE. Jesus disse: “Necessário vos 6 nascer de novo” (Jo 3.7).

 

II. OS JUDEUS NÃO ACEITARAM A AJUDA DOS SAMARITANOS

 

1. Quem eram os samaritanos? Os samaritanos eram uma mistura de gente, na sua maioria de origem pagã. Este povo apareceu depois do ano 721 a.C, quando o reino de Israel foi derrotado pelo exército de Sargão II e as dez tribos do Norte levadas cativas para a Assíria. Por ordem do rei da Assíria foram trazidos povos de Babel, de Cuta, de Aa, de Hamate, de Sefarvaim, e habitaram nas cidades de Samaria em lugar dos sacerdotes; e tomaram Samaria em herança, e habitaram em suas cidades (2 Rs 17.24).

 

Posteriormente, o rei da Assíria enviou-lhes um sacerdote dos israelitas para ensinar ao povo da terra o temor de Deus. Assim, os samaritanos temiam o Senhor, mas também serviam a seus deuses (2 Rs 17.33). Aceitaram o ensino do sacerdote israelita, mas não deixaram a idolatria (2 Rs 17.3441). Representam muito bem uma vida na carne, da qual a idolatria é uma expressão (01 5.20).

 

2. Os samaritanos ofereceram cooperação aos judeus. Quando os judeus começaram a construção do templo, os samaritanos ofereceram-se para cooperar (Ed 4.1). Os judeus, porém, rejeitaram firmemente a proposta (Ed 4.1-3). Igualmente quando da construção dos muros, a cooperação dos samaritanos foi recusada (Ne 6.2,3).

 

Esta atitude é bíblica, pois a Bíblia manda que nós devemos nos afastar daqueles que não tem a sã doutrina (1 Tm 6.3-5; Tt 3.10; 2 Jo 10,11). Igualmente devemos nos afastar daqueles que têm uma vida irregular (2 Pe 3.17; 1 Tm 6.20-21; 2 Ts 3.6,14) como também daqueles que causam divisões (Rm 16.17,18; 2Pe2.10,13,18; Jd 12,18,19).

 

3. Os samaritanos procuraram aparentar-se com os judeus. Casaram com as filhas dos judeus, e deram suas filhas aos judeus em casamento. Alguns caíram nesta armadilha (Ed 9.1,2). Este assunto é tão sério e importante que merece um estudo em separado

 

4. Os samaritanos tornaram-se inimigos dos judeus:

 

a. Os samaritanos invejaram os judeus. Antes de os judeus terem chegado a Jerusalém,os samaritanos tinham urna certa liderança na região. Quando os

 

 

judeus chegaram e começaram a sacrificar ao único Deus verdadeiro e a adorá-lo, então a atenção dos habitantes da região passou para os judeus, e os samaritanos perderam a sua posição privilegiada, e encheram-se de inveja (Jo 11.47; 12.19). Isto sempre foi assim. Os fariseus tinham inveja de Jesus, os sacerdotes tinham inveja da Igreja, etc. (At 5.17,13,45; 17.5).

 

b. Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes. Quando os judeus não aceitaram nada da parte dos samaritanos, o ódio velado transformou-se em inimizade declarada.

 

 

 

III. DEUS EXIGE SANTIDADE DO SEU POVO

 

Em toda a história do povo de Deus, observa-se que Ele, para manifestar-se no meio do seu povo, exige plena santidade. Deus espera que seu povo esteja sempre em comunhão com Ele, vivendo separado do mal.

 

1. Retornando do cativeiro, Israel separou-se do mal (2 Co 6.17; 7.1). Por isso a bênção de Deus os acompanhou, e eles conseguiram concluir a construção do templo e reconheceram que “DEUS FIZERA ESTA OBRA” (Ne 6.16).

 

2. Quando Josué se preparou para passar o Jordão, ele disse ao povo:

“SANTIFICAI-VOS porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).

 

3. O anjo do Senhor visita o acampamento israelita. Antes de iniciar a conquista de Canaã recebeu a visita de um anjo. Josué então lhe perguntou: “Que diz meu Senhor a seu servo?” E a resposta que recebeu foi: “Descalça os sapatos de teus pés porque o lugar em que estás é santo!” (Is 5.13-15).

 

4. Israel é derrotado pela pequena cidade de Ai. Quando Josué, com o rosto em terra, perguntou ao Senhor o porquê daquela derrota, o Senhor respondeu: “SANTIFICAI-VOS para amanhã” (Is 7.11,12). “Anátema há no meio de Israel! Não serei mais convosco, se não desarraigardes a anátema que há meio de vós” (Is 7.12,13). O pecado foi descoberto, foi dessairaigado, e então Deus disse a Josué: “Levanta-te e sobe a Ai. Olha que tenho dado na tua mão orei de Ai e o seu povo e a sua cidade e a sua terra” (Js 8.1).

 

Deus exige santificação de seu povo para poder operar no meio dele.

 

1V. DEVEMOS MANTER UMA VIDA DE SEPARAÇAO DO MAL

 

1. Os judeus mantiveram-se separados dos samaritanos. Se os judeus tivessem aberto a porta para uma união com os samaritanos, estes, provavelmente, ter-se-iam mostrado afáveis e pacíficos no início, mas teriam perturbado a união que havia entre os judeus. Teriam participado do culto dos judeus, e afastado a presença do Senhor, uma vez que Deus não se une à idolatria. Vale a pena manter a separação com o mundo.

 

2. A Bíblia mostra exemplos de servos de Deus que duvidaram se valia a pena manter a Unha de separação do mal.

 

a. O salmista Asafe escreveu no Salmo 73: “Na verdade que em vão tenho purificado meu coração e lavado as minhas mãos na inocência (Si 73.13). Ficou profundamente perturbado, mas Deus o ajudou a encontrar a resposta. “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi o fim deles” (v.17). O salmista ficou tranqüilo: “Todavia estou de contínuo contigo, tu me seguraste pela minha mão direita. Guiar-me-ás com teu conselho e depois me receberás em glória” (vv 23,24). Asafe entendeu que valia a pena servir ao Senhor.

 

b. Malaquias respondeu aos que diziam ser inútil servir o Senhor (Ml 3.15), dizendo: “Há um memorial escrito diante dele, para os que temem o Senhor, e para os que se lembram do seu nome. Eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei serão para mim um particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” Ml 3.16,17). Vale a pena servir ao Senhor!

 

3. Devemos viver conforme a vontade do Senhor. “Para que no tempo que vos resta na carne não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4.2). Uma vida segundo a vontade de Deus! Que maravilha! Qual seria então a vontade de Deus para conosco? A Bíblia diz: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Ts 4.3).

 

Já observamos que santificação significa uma vida que se abstém das coisas que não agradam a Deus, conforme a Palavra: “Apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo” (2 Co 6.17), e: “Aperfeiçoando a vossa santificação no temor de Deus” (2 Co 7.1). Devemos sempre muito desejar ser-lhe agradáveis (2 Co 5.9), andando dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo (Cl 1.11), guardando seus mandamentos, e fazendo o que é agradável à sua vista (1

J0 3.22).o

 

4. Bênçãos acompanham os que vivem conforme a vontade de Deus! Deus garante, aos que assim vivem, plena vitória contra os ataques do Diabo. O crescimento espiritual deles está garantido (Cl 1.6.10). O Espírito Santo tem plena liberdade para atuar em suas vidas, e eles tomam-se preparados para serem usados por Deus em sua obra (2 Tm 2.19-21). E, acima de tudo, aqueles que vivem segundo a vontade de Deus, estão preparados para o arrebatamento!

ALELUIA! VALE A PENA VIVERNA VONTADE DE DEUS! (Hb 12.15; 15.5,23).

 

 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 1993