28 de outubro de 2020

O LAMENTO DE JÓ

 

O LAMENTO DE JÓ

Texto Áureo

Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.

Jó 3.24

Diante das queixas de Jó (e de tudo o que Jó passou mesmo sendo um servo fiel a Deus), podemos observar que, as lutas e amarguras da vida, sejam temporárias ou duradouras, não destroem o verdadeiro propósito da vida. A vida (é obvio, é dada por Deus), não nos é dada meramente para a nossa felicidade ou satisfação pessoal, mas para que possamos servir e honrar a Deus.

Nesta lição 5 eu não vou abordar subtópico por subtópico como de costume, por acreditar que é de pouco valor esmiuçar o lamento de Jó (mas isto é apenas uma opinião pessoal minha e você não precisa concordar com a minha opinião), a partir da lição 6 eu volto a elaborar as lições como é de meu costume.

1 – Primeiro Lamento de Jó: Por Que Nasci (Jó 3.1-10)

1.     Por que nasci?

2.     Que em lugar da memória viesse o esquecimento.

3.     Que em vez da ordem viesse o caos.

1.     Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou o seu dia.

Apalavra “amaldiçoou” aqui não fala de palavrões, mas sim de um negativismo a respeito de seu nascimento. Jó estava em profunda dor e desespero, mas ele não amaldiçoou o Senhor (Jó 2.10). Outro detalhe

interessante é que o termo hebraico traduzido por “amaldiçoou” é diferente do termo hebraico traduzido por “blasfemar”.

 

2.     E Jó, falando, disse:

3.     Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!

Nos versículos 2 e 3 as palavras que Jó pronuncia não parecem ser dirigidas nem a Deus e nem aos amigos de Jó, ao que parece Jó estava “dando

volume as suas queixas” quando amaldiçoou o dia e a noite que contemplaram seu nascimento, ou seja, ele estava apenas falando da tristeza que se acumulava em seu coração, assim como fez Jeremias (Jeremias 20.14-18).

 

4.     Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz!

No versículo 4 Jó deseja que o dia de seu nascimento seja apagado completamente da mente de Deus, portanto, seja banido da existência.

 

5.     Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; negros vapores do dia o espantem!

Neste versículo 5 Jó usa um linguajar difícil de traduzir, ao que parece, talvez ele tivesse em mente uma grande tempestade ou mesmo um eclipse (assim sugere R. N. Champlin).

 

6.     A escuridão tome aquela noite, e não se goze entre os dias do ano, e não entre no número dos meses!

7.     Ah! Que solitária seja aquela noite e suave música não entre nela!

 

Vemos no vers. 6 que a dor e miséria de Jó eram tão profundos que ele deseja a escuridão anulasse tudo (toda a vida e toda a existência). No vers. 7 vemos mais desabafo, de alguém que por sua grande luta, tristeza e dor, simplesmente lamenta devido a grande dor que sentia.

 

8.   Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, que estão prontos para fazer correr o seu pranto.

No versículo 8 parece haver referência a uma crença popular de que mágicos ou feiticeiros tinham a habilidade de colocar em prática uma maldição ou feitiço (veja a história de Balaão, Números 22.6,12).

Nos versículos 9 e 10 vemos mais lamento (o que é perfeitamente compreensível para um homem no estado em que Jó se encontrava).

9.   Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; que espere a luz, e não venha; e não veja as pestanas dos olhos da alva!

10.   Porquanto não fechou as portas do ventre, nem escondeu dos meus olhos a canseira.

Jó 3.1-10

Nos versículos seguintes Jó segue lamentando, pois ele se sentia depressivo e solitário, mas suas palavras de lamento não acrescentavam nada, nem a ele e nem aqueles que o ouviam.

Em seu lamento Jó não amaldiçoa Deus como o Adversário previu e como a esposa aconselhou. Jó virou essa maldição sobre ele e o dia do

Nascimento (por assim dizer).

2 – Segundo Lamento de Jó: Por que não nasci morto (Jó 3.11-19)

 

1.     Descansando em paz.

2.     Livre de tribulações.

3.     Uma realidade para o cristão.

 

11.   Por que não morri eu desde a madre e, em saindo do ventre, não expirei?

12.   Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse?

13.   Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e, então, haveria repouso para mim,

14.   com os reis e conselheiros da terra que para si edificavam casas nos lugares assolados,

15.   ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata;

16.   ou, como aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca viram a luz.

17.   Ali, os maus cessam de perturbar; e, ali, repousam os cansados.

18.   Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do exator.

19.   Ali, está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor.

Jó 3.11-19

Nos versículos 11 a 19 Jó muda de “amaldiçoar” para “questionar”, deseja que não tivesse sido concebido, ou se concebido, que tivesse morrido no ventre. Pelo fato de não haver possibilidade de voltar atrás no tempo e cancelar os acontecimentos que levaram ao seu nascimento, Jó volta-se para a fase seguinte de sua vida “Por que não morri eu desde a madre e, em saindo do ventre, não expirei?(vers. 11-13).

Os israelitas do Antigo Testamento acreditavam que no momento da sua morte os espíritos de todos os homens iriam para o “Sh´owl” (termo geralmente transcrito como “Sheol” ou “Seol”, algumas versões bíblicas chegam a traduzir este termo como “inferno”, e isso causa um tremenda confusão na cabeça de muitas pessoas, em momento oportuno abordaremos mais exegeticamente este termo).

Na visão dos Israelitas do Antigo Testamento entendiam que Sh´owl (ou Sheol) era um lugar de vazio, escuridão, semiconsciência, sedentarismo, tranquilidade. Um lugar onde distinções sociais ou morais não são feitas, um lugar onde não há castigos ou recompensas.

A visão sobre o termo “Sh´owl” foi adquirindo outros significados com o passar dos séculos, e boa parte destes novos significados são errôneos. (Em momento oportuno abordaremos melhor esta questão). Durante a continuação dos lamentos de Jó é possível perceber que a visão dele sobre “Sh´owl” era provavelmente a mesma descrita acima.

 

3 – Terceiro Lamento de Jó: Por Que Continuo Vivo? (3.20- 26)

 

1.     Vale a pena viver?

2.     Sem o favor de Deus?

3.     Um caminho de sabedoria e maturidade.

20.   Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo,

21.   que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos;

22.   que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?

23.   Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?

24.   Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.

25.   Por que o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu?

26.   Nunca estive descansado, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação.

Jó 3.20-26

 

Analisando estes versículos podemos perceber que Jó ansiava pela morte, mas, mesmo assim ele não estava pensando em suicídio. Os contextos dos outros trechos sugerem que ele simplesmente desejava que o Senhor lhe permitisse morrer (Jó 7.15-21; 10.18-22).

Vemos na Bíblia outro homem de Deus que desejou, não o suicídio, mas sim a morte, trata-se do profeta Elias:

 

3.   O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço.

4.   E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.

1 Reis 19.3,4

Jó ficou solitário, humilhado e sofrendo dores, mas seu maior motivo de sofrimento era a sensação de que Deus o havia abandonado, o lamento de Jó era apenas uma expressão de dor e desolação, mas não era uma expressão de revolta contra Deus.

Em momentos de grande dor e aflição o melhor para o (a) crente é sempre levar suas tristezas, dores e dúvidas ao Senhor, o próprio Senhor Jesus fez desta forma (para nos dar o exemplo):

E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

Mateus 27.46

Toda e qualquer situação de grande dor, tristeza, dúvida e sofrimento deve ser levada a Deus, nunca podemos nos esquecer disso.

 

Fontes

 

Enciclopédia Bíblica R. N. Champlin,

Comentário Bíblico F. B. Meyer,

Comentário Devocional da Bíblia Lawrence O. Richards,

Jó – Reverência em meio ao sofrimento John Piper,

Comentário Bíblico Africano,

Bíblia do Expositor,

Comentário Bíblico WiersBe,

Comentário Bíblico Broadman,

Comentário Bíblico em Forma de Esboço – Roy Gingrich´s,

Comentário Bíblico Beacon,

Apontamentos teológicos professor José Junior


 

 

 

 

(Como eu disse aos amados irmãos, acredito ser de pouco valor esmiuçar o sofrimento de Jó, por isso encerro aqui o estudo desta lição, a partir da lição 6 retornarei a meu modo habitual de elaborar os estudos, tópico e subtópico por subtópico)

Lembre-se você pode baixar gratuitamente dezenas de estudos bíblicos em PDF através da página SUBSÍDIOS EBD ANDRADINA no FACEBOOK.

 

 

Atenciosamente:

Professor José Junior

19 de outubro de 2020

O DRAMA DE JÓ

O DRAMA DE JÓ

Texto Áureo

Vamos analisar também o versículo 20, para compreender melhor o versículo 21:

20.   Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou,

21.   e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR.

Jó 1.20,21

 

A resposta de Jó diante de todo o sofrimento que ele estava enfrentando foi magnífica, faz-nos lembras das palavras de Davi em 2 Samuel 12.20, os homens de alta posição usavam um manto por cima de sua túnica, foi rasgada como gesto de imediata e grande tristeza ao receber as más notícias, raspar a cabeça fazia parte dos rituais de luto na Mesopotâmia e em Canaã, este costume era frequentemente descrito em escritos antigos.

No versículo 21 Jó confessou (em outras palavras) que tudo o que ele possuía foi dado por Deus, e admitiu que Deus tem o direito de retirar o que ele (Jó) tinha, vemos aqui que a fé de Jó era totalmente submissa a vontade de Deus, mesmo diante de todas as adversidades que sofria, Jó adorou ao Senhor (Jó 1.20).

 

1- Tragédia de Natureza Econômica

 

 

1.     O sucesso na esfera comercial.

2.     O sucesso na esfera do campo.

3.     O ataque do diabo na esfera comercial.

4.     O ataque do diabo na esfera do campo.

Como já vimos na lição 1 e 2, Jó não era apenas um homem rico, Jó era um homem milionário (por assim dizer) (Jó 1.3), certamente Jó era um dos homens mais ricos do mundo em sua época. As riquezas de Jó eram medidas em termos de animais domésticos. Listas semelhantes de posses em Gênesis 24.35 descrevem as riquezas dos patriarcas, o que sugere que o modo de vida de Jó era semelhante ao dos patriarcas. Mas, o número de juntas de bois, utilizados para lavrar a terra mostra que Jó não era um nômade (alguém que não tem habitação fixa), como os beduínos (árabes nômades sem habitação fixa) , mas sim, um agricultor com grande extensão de terras para a lavoura (Jó 1.14).

Isto concorda com o quadro mais completo de Jó, o cidadão dos capítulos 29 a 31. Jó era o “homem de negócios perfeito de sua época”. O sucesso lhe acompanhava porque Deus estava com ele”.

Mas a situação de Jó mudou de maneira praticamente imediata: Os sabeus roubaram-lhe o gado (Jó 1.15).

O fogo de Deus* destruiu as ovelhas (Jó 1.16). Os caldeus atacaram os camelos (Jó 1.17).

Uma tempestade de vento derrubou a casa do filho mais velho durante uma festa de família e matou todos os filhos de Jó (Jó 1.18,19).

 

Embora Jó não soubesse, nós sabemos que satanás é quem estava por trás de tudo isso.

 

*Fogo de Deus: “Fogo de Deus” é provavelmente uma expressão referente ao relâmpago ou raio (Números 11.1; 1 Reis 18.38).

 

 

Podemos perceber também que, quando Deus permite, satanás pode utilizar até mesmo as forças da natureza.

 

2 – Tragédia de Natureza Familiar

1. Filhos.

18.   Estando ainda este falando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito,

 

 

19.   eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei, para te trazer a nova.

Jó 1.18,19

Jó foi reduzido a “quase nada”, estava devastado quase da noite para o dia.

Uma coisa foi perder as riquezas e os servos, outra coisa (muito mais dolorosa) foi perder os membros da própria família. Neste mundo quando os filhos perdem os pais é sempre muito doloroso, mas, para os pais perderem os filhos é sempre muito mais doloroso, pois a ordem natural das coisas é que os pais morram primeiro que os filhos e não o contrário.

É interessante observar que a culpa das desgraças de Jó foi colocada nos sabeus, nos caldeus, no “fogo de Deus” e no “grande vento”, mas ninguém culpou a satanás. Isto nos faz lembrar das palavras de Paulo:

porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Efésios 6.12

 

2.     Esposa.

Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre.

Jó 2.9

A esposa de Jó conseguiu de alguma forma escapar dos terríveis golpes que destruíram sua família, embora alguns pregadores gostem de dizer que satanás olhou dentro do coração dela e viu que ela não estava firme com Deus ou que ela era uma endemoninhada, e por isso satanás a deixou com vida (olha o absurdo que dizem certos pregadores) isto é muito improvável.

É fácil “jogar pedras” na mulher de Jó. Mas, coloque-se no lugar dela por alguns instantes e imagine comigo..

A mulher de Jó levava uma vida de rainha, por assim dizer, mas, de repente, da noite para o dia aquela mulher perdeu sua vida luxuosamente confortável, perdeu seus dez filhos de uma só vez, e viu seu marido ficar violentamente enfermo. Assim como Jó não entendia o motivo de seus sofrimentos, ela também não entendia, ela sabia que seu marido era um servo fiel a Deus, e, o fato de Jó ser um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal nos faz perceber que Jó jamais se casaria com uma mulher que não fosse no mínimo temente a Deus.

Mas, talvez alguém diga: Ah, mas eu jamais faria o que ela fez, eu jamais diria o que ela disse...

O fato é que podemos inferir no texto que ela permaneceu próxima de Jó, e em Jó 42.10-17 vemos que Deus deu a Jó tudo em dobro e vemos que seus irmãos e irmãs vieram visitar Jó (onde eles estavam que não foram estar com Jó durante o sofrimento? Seus amigos e sua mulher estavam próximos de Jó), e Jó teve mais sete filhos e três filhas, o texto não diz que Jó se casou com outra mulher, então podemos entender que ele teve mais sete filhos e três filhas com a mesma mulher que não suportou a dor da prova.

Será que se estivéssemos no lugar da mulher de Jó, ou no lugar de seus parentes e amigos, faríamos diferente, ou será que agiríamos de forma mais crente (por assim dizer), só Deus o sabe não é mesmo?

A esposa de Jó certamente o amava, não temos razão para duvidar disso, e (como eu disse antes) é impossível que um homem integro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal se casasse com uma mulher que não fosse no mínimo temente a Deus.

E, para ela, ver o marido perder seus bens, seus filhos e sua saúde, passando a viver de maneira muito triste e dramática era insuportável para ela, e então veio o tolo conselho (Jó 2.9), era melhor ver o marido abandonar a fé em Deus (e talvez assim Deus o deixasse morrer, para que a dor dele acabasse), do que continuar vendo o marido sofrer.

Precisamos notar também que Deus repreendeu os amigos de Jó por sua “teologia tola” por assim dizer (Jó 42.7-9), mas não há menção de que Deus repreendeu a mulher de Jó, se ela fosse tão ruim como alguns

pregadores fazem parecer, é muito provável que ela tivesse sido no mínimo repreendida por Deus. Podemos inferir que Jó a perdoou por seu conselho tolo, embora muitos de nós parecem não a perdoar.

A mulher de Jó chegou ao seu limite, e, não podemos condená-la por isso, pois não estávamos na pele dela.

 

3.     O fato.

Um vento forte soprou sobre a família de Jó, devastando-a. Ainda hoje fortes ventos continuam a soprar em famílias inteiras, sendo elas crentes ou não. Pois, no mundo em que vivemos ninguém escapa do sofrimento, o sofrimento vem para todos, justos e injustos. Mas aqueles que servem a Deus podem contar com a proteção e o cuidado de Deus.

Deus nos disse:

 

Não te deixarei, nem te desampararei.

Hebreus 13.5b

3 – Tragédia de Natureza física e Psicológica

 

1.    O diabo toca na saúde de Jó.

 

Quando as tentativas de tocar nos bens e na família falharam, satanás tinha certeza de que, tocando na saúde de Jó ele teria êxito, as táticas de satanás não mudaram muito, muitas vezes ele toca (com a permissão de Deus) na saúde do (a) servo (a) de Deus na tentativa de fazer com que o (a) servo (a) de Deus perca sua fé em Deus.

 

 

2.    Saúde física.

4.   Então, Satanás respondeu ao SENHOR e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida.


5.   Estende, porém, a tua mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema de ti na tua face!

6.   E disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está na tua mão; poupa, porém, a sua vida.

7.   Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. 

8.   E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza.

Jó 2.4-8

 No âmbito físico Jó teve insônia (Jó 7.4),vermes se formaram nas suas feridas (Jó 7.5), perdeu peso (Jó 16.8), ficou com o rosto escurecido e olheiras profundas (Jó 16.16), tinha calafrios (Jó 21.6), dores nos ossos (Jó 30.17), sua pele enegreceu e descascou (Jó 30.28,30), tinha febre (Jó 30.30), e furúnculos que coçavam (Jó 2.7,8).

O hebraísta* alemão Johann David Michaelis tomando por base a descrição dos textos bíblicos diagnostica a doença de Jó como sendo elefantíase.

 “Ela começa pela erupção de pústulas, que têm a forma de nódulos, daí o seu nome latino lepra nodosa. Em seguida, à semelhança do cancro, passa a cobrir toda a superfície do corpo, corroendo-o de tal modo que todos os seus membros começam a se separar uns dos outros. Os pés e as pernas incham-se de tal forma que se cobrem de crostas e coágulos até se assemelharem às pernas dos elefantes.

 

Eis porque a doença se chama elefantíase. O rosto incha-se; a voz torna-se fraca. A doença termina por tornar o paciente completamente mudo” (ai então a morte é praticamente certa, devido aos inúmeros problemas causados pela doença).

 *Hebraísta: Pessoa que se dedica a estudar a língua e os textos hebraicos.

A princípio eu (professor José Junior) pensei em incluir neste PDF fotos antigas de pessoas com elefantíase, mas o aspecto das pessoas com esta doença é tão terrivelmente chocante que decidi não incluir as fotos neste PDF, mas há várias fotos disponíveis na internet que mostram a gravidade dessa doença terrível.

3. Saúde mental.

Certamente a saúde mental de Jó foi tão abalada quanto a saúde física, percebemos isso claramente nas palavras de Jó (Jó 3.1-26).

Nos momentos de provações podemos enfrentar sentimentos de tristeza e revolta, entretanto, é Deus que escreve a história da nossa vida, nossa vitória vem do Senhor.

 

Conclusão:

Nesta lição vimos o drama de Jó, ele foi provado na área do trabalho, família e saúde. Somente alguém com uma fé inabalável em Deus poderia suportar todas essas lutas tão intensas. A fé de Jó é um exemplo para todos os crentes, que, ao passarem por momentos difíceis, devem se lembrar de tudo o que Jó passou, e mesmo assim, permaneceu fiel a Deus.

 

Fontes:

 

Bíblia de Estudo Pentecostal,

Comentário Bíblico Russel Shedd,

Enciclopédia Bíblica R. N. Champlin,

Bíblia de Estudo Explicada,

Revista Cristão Alerta 4º trimestre de 2020,

Comentário Bíblico F. B. Meyer,

 Jó Introdução e Comentário – Francis I. Andersen,

Apontamentos teológicos professor José Junior