16 de maio de 2012

FILADÉLFIA A IGREJA DO AMOR PERFEITO


FILADÉLFIA A IGREJA DO AMOR PERFEITO

TEXTO ÁUREO = “Eis que venho sem demora, guarda o que tens, para que ninguém tome sua coroa” (Ap. 3: 11 )

VERDADE PRÁTICA = Quando sentimos que temos pouca força em nós mesmos, ficamos em condições de experimentar o poder de Deus.

TEXTO BIBLICO = Ap 3.7-13

INTRODUÇÃO

Filadélfia, palavra grega que significa “amor fraternal’ , era uma cidade da província de Lídia, a 45km de Sardes. Atualmente pertence à Turquia sob o nome de Alocheir. A carta enviada por Jesus à igreja em Filadélfia contém muitos ensinos maravilhosos. E fato digno de ser observado, que nela não há nenhuma crítica, como ocorre nas demais. Nesta carta, Jesus fala a respeito da sua vinda (“Eis que venho sem demora”) e, também, da grande tribulação (“a hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo”). Isto nos faz compreender que tudo quanto Ele menciona à igreja em Filadélfia constitui uma mensagem especial para a igreja de nossos dias, pois a vinda de Cristo é iminente. Vejamos, portanto, as grandes bênçãos garantidas ao povo de Deus e as necessárias condições para alcançá-las.

A estrada, que de Éfeso ia para leste, tinha uma concorrente, aquela que, vindo do porto de Esmirna, passava por Filadélfia, e, através da Frígia, dirigia-se para o grande planalto Central. Filadélfia, e observarmos bem, ficava na rota da estrada do correio imperial que vinha de Roma e atravessava o porto de Trôade, seguindo para Pérgamo, Sardes, Antioquia (capital da Psídia), depois de atravessar outras regiões, essa via alcançava a Antioquia (capital da Síria), e finalmente, costeando, alcançava Jerusalém.

Eis uma das razões porque o Senhor disse: Eis* que diante de ti pus uma porta aberta” (v. 8). Em todas as cartas dirigidas as sete igrejas da Ásia Menor, o Senhor faz uma pequena apresentação de SI mesmo e depois fala. Na igreja de Filadélfia Ele se apresenta como “O Santo”. O Filho de Deus se identifica assim com a natureza do Pai, que é Santo no sentido tríplice: (Cf. Is 6.3).

TRÊS GRANDES BÊNÇÃOS OFERECIDAS À IGREJA

1. “Eis que diante de ti pus uma porta aberta” (Ap 3.8). A expressão “porta aberta” é usada comumente e significa um meio para o homem agir, vencer e alcançar progresso.

a. Porta aberta para a salvação. Jesus revela à Igreja que ele, por sua morte no Gólgota, abrira a porta da salvação para todo mundo (Hb 10.19,20; Tt 2.11; Rm 10.21; 11.32).

Quando Cristo exclamou, do alto da cruz: “Está consumado”, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mt 27.51), como um sinal visível de que o caminho para Deus estava aberto para todos quantos nele cressem (At 14.27).

b. Porta aberta ao Espírito Santo. Jesus também revela que a porta para a manifestação plena do Espírito Santo estava aberta. O Espírito Santo foi derramado como resultado da morte e ressurreição de Jesus (Jo 7.38,39; 16.7; Lc 12.49,50; Gl 3.13,14). A finalidade principal desse derramamento é fornecer a virtude para a obra de evangelização (At 1.8; Lc 4.18). E, também, pela operação do Espírito Santo que a porta da Palavra sé abre, e recebemos a mensagem de Deus para o povo (Mt 10.19; 1 Co 2.13; 1 Pe 1.12). Jesus quer, ainda hoje, abrir o livro para nós (Lc 4.17; 24.45). O poder do Espírito Santo também convence o homem do seu pecado (Jo 16.8,9), abrindo-lhe o coração para aceitar a Jesus como Salvador (At 11.21; 16.14; Is 50.4; Jo 6.44,45; 1 Co 3.6,7; 16.9).

2. “Eu farei que... saibam que te amo” (Ap 3.9). Havia religiosos fanáticos em Filadélfia, e Jesus os chamou de “sinagoga de Satanás”, porém, apesar de toda força maléfica, a influência espiritual da igreja se impunha de tal maneira que aqueles prostravam-se a seus pés, reconhecendo que Deus, verdadeiramente, estava com a igreja e a amava.

Vivemos agora em tempos de apostasia, quando doutrinas de demônios proliferam cada vez mais (1 Tm 4.1-3). Deus, porém, quer abençoar a Sua querida Igreja, de tal maneira que ela sempre possa manter-se “por cabeça e não por cauda” (Dt 28.13). Assim como Deus pôs Jesus acima das potestades e domínios (Ef 1.21,22), também a Igreja está acima das forças do mal. Ela se ergue como uma rocha contra a qual “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16.18). Portanto, em todo o lugar o cheiro do conhecimento de Cristo se manifesta através da Igreja, tanto para os que se perdem como para os que se salvam (2 Co 2. 14, 15).

3. “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus” (Ap 3.12). Apesar de todas as perseguições contra a igreja, os crentes em Filadélfia viviam uma vida de vitória. Por isto Jesus prometeu fazê-los colunas (Ap 3.12), por meio do crescimento e enriquecimento espirituais. E assim que ele mesmo toma forma na vida do cristão (GI 4.19). Do mesmo modo como Jesus sustenta tudo pela palavra do seu poder (Hb 1.33), estes crentes por Ele preparados-também se tornam sustentáculos da Igreja (1 Ts 5.14; Lc.22.32; Gl .1,2; Hb 12.12; Jr 1.18; Is 6.13).

Esta é a estabilidade desejada por Deus para Sua Igreja, nestes últimos dias. Cada crente deve, portanto, viver inteiramente ligado a Jesus e receber seu poder, tornando- se ima coluna firme, em pé diante do Senhor (Lc 21.36). Assim sendo, não se moverá pela mão do ímpio (Si 36.11.) e as circunstâncias contrárias não o separarão do amor de Deus (Rm 8.35-39). Ainda que outros se extraviem, ele, contudo, se manterá fiel ao Senhor. Graças a Deus pelas colunas que as igrejas, hoje, possuem. São crentes firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor.


CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA ALCANÇAR AS BÊNÇÃOS

Jesus mencionou na sua carta aquilo que tornara a Igreja apta para receber as bênçãos por ele prometidas.

1. “Tendo pouca força” (Ap 3.8). Jesus observara que os crentes em Filadélfia sentiam-se fracos em si mesmos. Por isto escreveu: “Tendo pouca força...” Parece que esta expressão apresenta uma falta daqueles cristãos, mas é exatamente o oposto. O próprio Jesus falou, no início do sermão da montanha:“Bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os que têm fome e sede de justiça...” (Mt 5.3- 6). 
Por quê? Porque este estado leva o homem a buscar ao Senhor que, então, o abençoará.

O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. A igreja em Filadélfia tinha “pouca força”. Por isto o poder de Deus se manifestava. A Bíblia diz: “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito” (Zc 4.6). O Senhor disse a Paulo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9).

Todos os homens usados por Deus sempre sentem sua própria fraqueza e pequenez. Vejamos: Gideão (Jz6.15); Davi (1 Sm 24.14); Salomão (1 Rs 3.7); Paulo (1 Co 15.9; Ef 3.8; 1 Tm 1.15). E você, caro aluno, como está? Deus enriqueceu a igreja em Filadélfia, porque ela tinha pouca for

2. “Guardaste a minha palavra” (Ap 3.8). Esta atitude, tomada pela igreja em Filadélfia, agradou muito ao Senhor. Por quê?

a. As bases estão na Palavra. O próprio Deus é o autor da Palavra (Mt 4.4; Jo 7.16; 8.26), que expressa sua vontade e se constitui em diretrizes para o mundo (Sl 119.105; 2 Tm 2.5). Ela é, também, o fundamento da sua obra (Ef 2.20-22). A Palavra de Deus deve, portanto, ser obedecida (Si 119.4) e servir como regra de fé em nossas vidas (Gl 6.16; Rm 6.17).

b. A força consiste na obediência. Nós mostramos o nosso amor a Deus pela obediência à sua Palavra (Jo 14.15,21). Quando guardamos seus estatutos, somos portadores da verdadeira sabedoria (Dt 4.6-8). A Palavra de Deus é a força do crente na luta contra o mal (1 J0 2.14; Ef 6.17). Ê também o alimento (Mt 4.4), o verdadeiro tutano que faz sua alma fartar-se (Sl 63.5). A fé na Palavra proporciona maior manifestação do Espírito Santo (Jo 7.38,39). A obediência à Palavra traz confirmação do Espírito sobre nós (Êx 40.34), porque Deus sempre vela sobre ela para cumpri-la (Jr 1.12). Jesus prometeu: “Como guardaste a minha palavra, eu te guardarei na hora da tentação...” (Ap 3.10). A igreja em Filadélfia era abençoada, porque guardava a Palavra do Senhor! E você, caro aluno?

RECOMENDAÇÕES DO SENHOR

1. “Eis que venho sem demora” (Ap 3.11). Esta promessa de Jesus cumprir-se-á mui breve. Os sinais afirmam que sua volta é iminente. Continua, porém, de pé a palavra: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe” (Mc 13.32). O Filho do homem virá à hora em que não penseis (Mt 24.44) e num dia em que não esperais (Mt 24.50). Estejamos, pois, preparados para recebê-lo a qualquer momento.

2. “Guarda o que tens” (Ap 3.11). A palavra profética afirma que, nos últimos tempos, o inimigo procurará, com força, roubar dos crentes as bênçãos recebidas (Mt 24.43). Ele é mesmo ladrão (Jo 10.10). Se, porém, o pai de família vigiar, não o deixará minar a sua casa. Vigiemos e sejamos sóbrios (1 Ts 5.4-6). Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar vigiando (Lc 12.39).

3. “Que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11). Coroa é distintivo de rei. Deus é rei (Sl 84.3), Jesus é rei (Jo 18.37) e ele tem coroa (Ap 14.4). O crente salvo nasceu de novo e se tornou filho de Deus (Jo 1.12,13). Sendo assim, ele é, também, rei (Ap 1.6; 1 Pe 2.9), por isso tem direito à coroa. Devemos, pois, reinar em vida por Jesus Cristo (Rm 5.17). Sejamos, portanto, fiéis a Jesus para que, quando ele vier, recebamos a coroa da vida (Ap 2.10).

4. Quem tem ouvidos, ouça”. A expressão da voz está no singular, mas a advertência para ouvir é para “todas” as igrejas (cf. 2. 7, 11, 17, 29; 3. 6, 13, e 22). Só não ouvem a “voz” divina os endurecidos (Hb 3. 7); os tardios de coração. (Ver Is 6. 10); os de olhos fechados (Rm 11. 8), etc. Notemos que é o “...Espírito...” quem nos conclama a ouvir. A mensagem divina; as promessas são divinas; as advertências são divinas. Portanto, o imperativo é divino. “O Espírito Santo continua falando a todos os ouvidos abertos e a todos os corações bem dispostos, em todas essas admiráveis e solenes mensagens. Estaremos ouvindo, realmente?”.

Lembremos da tão amável e solene mensagem do Mestre: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” (Mt 13. 43). Esses são os ouvidos espirituais. Aquele que afirma possuir qualquer “receptividade” espiritual, deve exercer tal capacidade, dando ouvidos às promessas e advertências dessas cartas, passando a agir de acordo com as mesmas, não desviando seus ouvidos da verdade (ver. 2 Tm 4. 4), etc.

A PORTA ABERTA DE DEUS

Eis alguns princípios-chaves da “Porta Aberta de Deus”. São verdades relativas às portas que só Deus pode abrir.

1. Deus abre as portas para seu povo de maneira soberana. Somente Cristo pode abrir as portas que nos conduzem à sua vontade. Ele tem as chaves. Quando as circunstâncias parecem impossíveis, Deus nos mostra que pode abrir todas as portas. Oremos somente a Ele; é o único que tem poder para abrir a porta do ministério efetivo. Moisés guiava Israel à Terra Prometida. Mas Faraó estava furioso. Inesperadamente, o povo de Deus viu-se numa armadilha; não havia saída. Então Moisés clamou, e Deus abriu-lhes as portas do mar Vermelho.

2. As portas abertas por Deus somente podem ser vistas pelos olhos da fé. Olhos naturais vêem apenas impossibilidades. Olhos físicos enxergam apenas obstáculos. Mas os espirituais contemplam as portas de Deus, sempre abertas diante de nós. Apenas pela fé podemos ver as oportunidades oferecidas por Deus. Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem (Hb 11.1).

3. Porta aberta requer um passo de fé. Não é suficiente ver e admirar a porta aberta. Precisamos dar um passo de fé em direção à ela. A parte de Deus é abri-la; a nossa, entrar por ela. ela. Que porta Deus lhe tem aberto? Dê um passo de fé, e entre por

4. A descrença enxerga obstáculos; a fé vê oportunidades. Uma porta aberta indica que também existe uma parede firme. A descrença enxerga as barreiras e dificuldades. Mas a fé focaliza a porta aberta.  A descrença diz: “Os obstáculos são muito grandes. E muito difícil. Nunca dará certo. Custa muito. As pessoas nunca comprarão. Nunca fizemos isto antes”. Mas a fé diz: “Aqui está uma porta aberta. Entremos por ela!” Calebe e Josué viram a oportunidade, não os obstáculos. Os outros dez espias viram tão-somente os gigantes na terra. Mas Calebe e Josué viram quão infinitamente grande era o seu Deus. A palavra chinesa para crise é uma combinação de símbolos para perigo mais oportunidade. E assim que funciona o Reino de Deus. A oportunidade costuma chegar em momentos de crises e perigos.

5. Portas abertas são rapidamente fechadas. Há um dia, um tempo marcado e divinamente designado para que seja aberta. Mas será eventualmente fechada. Talvez logo. É como o tempo da colheita. O fazendeiro trabalhou duro preparando o solo, plantando a semente e cuidando da plantação. Quando chega o momento da ceifa, a safra precisa ser colhida imediatamente. O tempo da colheita não é para ser desperdiçado pintando a cerca, colocando óleo no trator ou florindo o redor da casa. Tudo isto tem de ser deixado para outro dia. A colheita é agora ou nunca.

6. A Igreja precisa entrar unida pela porta aberta. O abrir a porta requer harmonia, unidade e comunhão. Somente juntos é que conseguiremos aproveitar esta oportunidade. Prossigamos pela fé como um só corpo - indivisível! Deus quer a Igreja unida. Corramos juntos porta a dentro.

7. Se Deus está conosco, ninguém nos pode deter. Jesus garante: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar”. Se Deus a abriu, apenas Ele pode fechá-la. Satanás, não. Demônios, também não. Circunstâncias, não têm este poder. Um governo hostil, menos ainda, O mundo ateu não pode. Ninguém pode fechá-la. Deus a abriu e somente Ele a pode fechar.

Este mundo não é amistoso em relação à Igreja de Cristo. A guerra espiritual está sendo travada como nunca antes. Estejamos certos: enquanto Deus desejar que a oportunidade ministerial nos permaneça aberta, ela assim o estará. Nada e ninguém a poderá fechar.

O SOFRIMENTO

Quando Deus abre as portas do céu para nos abençoar, Satanás abre os portões do inferno para prejudicar-nos. Quando uma igreja volta-se para a fé, enfrentará Satanás cara a cara. Foi o que aconteceu em Filadélfia:

Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo. Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra (Ap 3.9,10).

O sofrimento de Filadélfia veio em nome da religião. Na cidade, havia um grupo de judeus que alegavam ser os verdadeiros filhos de Abraão, mas não o eram. Professavam a fé em Deus, mas mentiam. Eram incrédulos; Satanás era seu pai. Sempre que se reuniam para adorar, faziam-se sinagoga de Satanás. Estes judeus perseguiam a igreja, difamando-a. Tais mentiras resultavam em grande prejuízo para os crentes. Jesus estava ciente disso tudo.

Afinal, Ele próprio fora alvo da sinagoga de Satanás nos dias de seu ministério terreno. Foram justamente os religiosos que incitaram o ódio contra Jesus. Quanto a estes judeus, apesar de alegarem ser os verdadeiros filhos de Abraão, tinham por pai ao diabo (Jo 8.44).

Religião sem regeneração é uma coisa cruel. Não foram justamente os religiosos que crucificaram a Jesus. Zelo religioso sem salvação é pior que a depravação.
Mas Jesus promete fazer com que os descrentes curvem-se diante de Filadélfia. Todos hão de reconhecer seu verdadeiro relacionamento com Deus. Como tal mudança poderia ocorrer? Seus corações poderiam ser radicalmente transformados?

O Evangelho salvador de Jesus é a dinamite de Deus para aquele que crê. Jesus promete ao que se arrepender, converter seus inimigos e fazer com que se curvem diante dele. O Evangelho pode salvar os maiores pecadores e transformá-los em santos humildes.
Foi o que aconteceu. Ao invés de fracassar, a igreja permaneceu pregando a Cristo e testemunhando à comunidade. E Deus usa tão fervoroso testemunho para converter os judeus incrédulos. De maneira dramática, simples pregadores são usados para salvar grandes pecadores.

É disto que necessitamos hoje. A restauração da confiança na pregação do Evangelho para converter o pecador. Certamente são muitos os inimigos da Igreja. Mas o poder do Evangelho é muito maior. A graça de Deus captura os perdidos, prende-os às cadeias de ouro do Evangelho e faz com que se ajoelhem aos pés de Jesus. O Senhor promete manter sua Igreja livre da hora da tentação. Ele diz que aquela cidade tornar-se-ia cada vez mais perversa e hostil ao Cristianismo. Todavia, promete guardá-los nestes perigos.

A hora da tentação aproximava-se. A perseguição logo chegaria na cidade. Face a tal tribulação, Jesus promete protegê-los. Esta promessa não fora feita às outras igrejas. Alguns passariam pelo fogo. De fato, Jesus dissera à Esmirna que esta sofreria a perseguição. Mas a Filadélfia, Jesus garante: “Eu te guardarei da hora da tentação”.
Surpreendentemente, algumas igrejas são mui prósperas, enquanto outras passam por necessidades e perseguições. Tudo acontece de acordo com a vontade soberana de Deus. A Filadélfia é prometido livramento; à Esmirna, perseguição. Misteriosa e estranha é a soberana vontade de Deus.

Temos visto tal coisa em nossos dias. Enquanto a igreja na América tem experimentado grande prosperidade nestes últimos 300 anos, na China, Rússia e África, as igrejas vêm passando por repetidas perseguições. Tudo de acordo com o plano soberano de Deus.


Conclusão

Como identificar uma igreja boa? Seria a maior? A mais ativa? A mais conhecida? A mais rica? Certamente Jesus julga por critério diferente do nosso. Ele pode ver uma igreja pobre ou fraca como uma congregação fiel, dedicada e perseverante. Ao invés de tentar impressionar os homens, devemos nos dedicar ao desenvolvimento do caráter que agrada a Deus


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus



BILIOGRAFIA

www.estudosdabiblia.net

Lições bíblicas CPAD 1989

Livro:- Apocalipse versículo por versículo – Severino Pedro da Silva


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10 de maio de 2012

SARDES A IGREJA MORTA


SARDES A IGREJA MORTA

TEXTO ÁUREO =  “Desperta, ó tu que dormes, e levanta- te dentre os mortos, e Cristo te esclarecera”(Ef 5.14).

VERDADE PRÁTICA = Aquele que se diz crente sem, contudo, viver de acordo com este nome, é como o homem que edifica a sua casa na areia.

TEXTO BIBLICO = Ap 3.1-6

INTRODUÇÃO

A carta que Jesus enviou à igreja em Sardo era portadora duma advertência séria, igual a um sonido certo de trombeta de Deus (1 Co 14.8). A vida espiritual de grande parte dos seus membros estava sendo ameaçada pelo pecado, e o perigo maior era que eles não davam importância a isso. Oremos, pois, a Deus no sentido de que Ele nos fale através do estudo desta lição.

SARDES. O nome significa em grego “Príncipe de gozo”. Situação Geográfica: encrava-se no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Era essa a capital do antigo reino da Lídia. Originalmente Sardes fora uma fortaleza poderosa, mas Ciro, rei da Pérsia, derrotou esta cidade e outras das redondezas, no ano de (549 a. C.). Essa cidade passou às mãos de Antíoco, o Grande, “Ali, por ocasião em que essa carta estava sendo escrita, achava-se essa Igreja em uma situação espiritual extremamente melindrosa.

O processo de declínio* de seu pastor fora tão sutil que, na realidade, nem fora observado”. Dois gêneros de mortes estavam rondando este “anjo”: (a) a morte moral (b) a morte espiritual. (Cf. Gn 20. 3 e Ef 2. 1). Ele se encontrava duplamente morto (cf. Jd v. 12). A igreja é representada pelo seu pastor, mas também é repreendida por Cristo através do mesmo. Ela é repreendida por viver em situação contraditória: a vitalidade exterior disfarça morte espiritual interior. E uma situação de limite, da qual ela se recuperará mediante “uma lembrança” do que tem recebido e ouvido da parte do Senhor, que diz: “Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o!”.

AO ANJO DA IGREJA

Nada se sabe acerca desse anjo (pastor) da igreja de Sardes, exceto aquilo que poderia ser depreendido do presente texto. Pelo uso da expressão: “tens nome de que vives” dá a entender sua grande popularidade. A História Eclesiástica menciona um “anjo” muito famoso dessa igreja, mas sua estada ali se deu no século II, e não no primeiro; seu nome ela Melito. Melito, o Bispo de Sardes, do século II d.C., é mencionado três vezes na “História Eclesiástica” de Eusébio. Melito escreveu uma apologia, dirigida ao imperador romano, em defesa da fé cristã. Ele foi um crente intenso, dotado de grande poder e autoridade na sua geração


A REPREENSÃO DO SENHOR

1. Obras imperfeitas. Na sua carta Jesus mostrou aquilo que havia visto na igreja em Sardo: “Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Ap 3.2). Esta palavra revelou que uma parte dos membros daquela igreja não mais vivia em íntima comunhão com Deus.

2. O crente é conhecido por suas obras. Todos quantos receberam a Jesus como Salvador pessoal, e assim nasceram de novo (Jo 1.12,13), têm por Ele a vida (1 J0
5.12), porque Jesus é vida (1 Jo 14.6). Como as varas ligadas à videira produzem frutos (Jo 15.1-5), assim também esta nova vida, em íntima comunhão com Jesus, produz obras que agradam a Deus (Rm 14.17,18; 1 Tm 2.3, etc). Estas obras representam o fruto do arrependimento (Mt 3.8), de santificação (Rm 6.22), e de justiça (Tg 3.18). Jesus disse: “Por seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). Assim a vida transformada é conhecida pelas boas obras (Mt 5.16), pelo viver honesto e pelo bom porte (1 Pe 2.12,16).

O SENHOR LOUVA A FIDELIDADE DOS CRENTES

1. “Não contaminaram seus vestidos” (Ap 3.4). As palavras: “Tens em Sardo algumas pessoas que não contaminaram seus vestidos”, dão a entender que aquela igreja tinha uns poucos membros que, apesar dos desvios de tantos, mantiveram-se em íntima comunhão com Jesus, honrando-o com suas obras de justiça. As suas vestimentas, ou seja, o seu proceder, refletiam a pureza de Jesus Cristo. Tudo aquilo que em nossa vida não agrada a Deus, serve somente para separar-nos dEle, e se constitui uma mancha para os nossos vestidos.

2. Revestidos de Cristo. Cada um que recebe Jesus como Salvador, é vestido diante dEle com vestes de salvação (Is 62.10,11), ou “revestido de Cristo” (Gl 3.27). “Foi- lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos” (Ap 19.8). Estas vestes representam a condição para podermos andar com Deus (Ap 3.4). São também uma armadura na luta contra o mal (Rm 13.12), podendo a tudo resistir até chegarmos à prova final quando o Rei entrar na sala do banquete para ver os convidados (Mt 22.11-14). Porém, em Sardo, muitos haviam manchado os seus vestidos.

ADVERTÊNCIAS DO SENHOR

1. “Tens nome de que vives” (Ap 3.1). Aqueles membros, cujas vestes estavam manchadas, não correspondiam ao nome que possuíam: “Tens nome de que vives, e estás morto” (Ap 3.1). Leia ainda: Tt 1.16; Rm 2.18-20; 2 Tm 3.5-8).

2. “Sê vigilante...” (Ap 3.2). Jesus disse aos crentes em Sardo: “Sê vigilante”. A mesma coisa Ele já havia falado muitas vezes antes. Disse também: “Vigiai...” (Mt 24.42; 25.13; Mc 13.33-37). Também os apóstolos falavam disto (At 20.28; 1 Pe 4.7; 5.8). A vigilância é indispensável à vida dos que desejam ser vencedores. A vida espiritual não é autônoma, isto é, não se mantém por si mesma, isolada.
Ela precisa ser conservada através da contínua vigilância e oração. Foi por falta de vigilância que vários membros da igreja em Sardo se afastaram da comunhão com Jesus, passando a viver sob ameaça constante de morte espiritual.

3. “Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido” (Ap 3.3). Os que tinham nome de que viviam, mas estavam mortos, foram exortados a lembrar-se de tudo quanto tinham ouvido e recebido e a arrepender-se. Arrependimento, conforme já dito, é o reconhecimento e o abandono de uma situação errada, tendo como recompensa o recebimento do perdão. As vestes de quem se arrepende, são lavadas no sangue de Jesus (Ap 7.14; 22.14), e a vida espiritual é conseqüentemente renovada (Tt 3.5,6), e os crentes poderão, desta maneira, fazer de novo obras que agradem a Deus (Ap 25).

Aos que estavam para morrer, Jesus aconselhou que fossem confirmados ou “fortalecidos” (trad. inglesa). E exatamente isto que lhes faltava, uma vez que não havia vigiado. O Espírito Santo dá virtude aos crentes (At 1.8), e o Senhor os fortalece pela força do seu poder (Ef 6.10). Deus quer também usar os crentes que estão nas suas mãos, fortalecidos na graça, para que ajudem os fracos na fé (Hb 12.12; Rm 15.1,2; 1 Co 16.13).

UMA PROMESSA DO SENHOR

1. Os puros andarão com o Senhor. Às pessoas que não mancharam as suas vestes, promete o Senhor: “...comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso” (Ap 3.4). Mas, de que maneira eles se haviam tornado dignos? Será por que eram membros da igreja, ou haviam trabalhado na obra do Senhor? Não! Todos devem saber que homem nenhum tem em i mesmo algo que o faça aceitável a Deus (Is
64.4). A Bíblia diz: “Não pelas obras” (Tt 3.5; Rm 3.21-24; 5.5; Gl 2.16; etc),

2. Os puros têm as suas vestes brancas. Eles se tornaram dignos de andar com Jesus, porque os seus vestidos eram brancos. A multidão no céu estava vestida de vestes brancas, branqueadas pelo sangue do Cordeiro (Ap 7.9,14). A Bíblia afirma: “POR ISSO estão diante do trono de Deus” (Ap 7.15). Os que lavam os seus vestidos no sangue do Cordeiro, TÊM DIREITO à árvore da vida e PODEM ENTRAR na cidade pelas portas (Ap 22.14). Jesus é o primeiro a -ter este direito (Ap 5.9). Ele ganhou na cruz uma perfeita salvação, e os que nele crêem são justificados pela Sua graça e fé no seu nome (Rm 3.24; 5.1). Deus então olha para o homem, e, vendo- o coberto com o sangue de Jesus, considera-o digno, pelos méritos de Jesus. -Aleluia! O precioso sangue! Vivamos, pois, em íntima comunhão com Jesus, cobertos pelo seu sangue, até que cheguemos lá.

Durante toda História de Israel, Deus preservou para SI um “remanescente”, e durante toda História da Igreja aqui na terra, o mesmo acontecerá. “O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; Porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante” (Sf 3. 13).

Verdade é, que nem todos em Israel e na Igreja, andariam de branco com Jesus, mas “alguns”. E esta reserva moral que durante todos os períodos de apostasia é louvado pelo Senhor (cf. 1 Rs 19. 18; Is 1. 9; Ez capítulo 9; Rm capítulo 11).
Àqueles que não “contaminaram seus vestidos”, Jesus os chamou de “dignos”. Este elogio parece único nas sete Igrejas da Ásia Menor; e só foi dito às pessoas fiéis da igreja de Sardes, pois todo o restante dela estava morto

QUAL A APARÊNCIA DA IGREJA MORTA?

Primeiro, há um pregador morto. No púlpito, um homem superficial fala a pessoas superficiais, encorajando-as a serem mais superficiais. Suas mensagens acham-se cheias de poemas, literatura, opiniões pessoais, sociologia e histórias interessantes. E eloqüente, mas não ungido. Tem dicção apropriada, mas não dinâmica. E como um aquecedor quebrado - o fole continua trabalhando, mas o calor se foi.

Segundo, igrejas mortas possuem adoração morta. É como andar em museu de cera.
Não há vida, tampouco celebração. Adoram como se Jesus Cristo ainda estivesse morto e enterrado. Não há améns, apenas bocejos. Os cantos congregacionais parecem bezerros morrendo numa tempestade de granizo. Faz tanto frio nestas igrejas que até se pode esquiar em seus corredores.

Terceiro, igrejas mortas têm ministério morto. Não há evangelismo ou missões. Nenhuma igreja em construção. Há teias de aranha no tanque batismal. Quem gostaria de pertencer a este cemitério?

Quarto, igrejas mortas possuem esperança morta. Tudo o que fazem é reviver o passado. No rodapé dos impres5os colocam orgulhosos o lema da igreja. Adoram no santuário da tradição. Vivem dos bons velhos dias. Não têm avivamento, apenas reuniões.

A igreja viva tem dinâmica espiritual. Você sente que Deus está vivo e, nela, trabalha.Tragicamente, há igrejas que não conhecem a diferença entre dignidade e vigor. O culto de adoração mais parece velório. Não me compreenda mal. Não estou sugerindo que sejamos uma igreja barulhenta e emocional. Pois isto atrai a atenção a nós mesmos, e distrai os outros. Mas deveríamos, pelo menos, demonstrar um emocionante e sincero amor por Cristo, que contagiasse a todos.

A igreja é um órgão espiritual e não uma organização sem vida. E a existência espiritual só pode funcionar sob o poder do Espírito Santo. Não precisamos de largos orçamentos, tecnologia ou mapas organizacionais. O que precisamos é do poder soberano desencadeado em nossas igrejas. Precisamos do reavivamento espiritual do Espírito Santo. Reavivamento que exalte a Cristo, traga convicção do Espírito, purifique pecados, rejeite o mundo e salve almas. Apenas o Senhor Jesus pode enviar-nos tal reavivamento. Somente Ele pode enviar o Espírito Santo.

A SOLUÇÃO

Como podemos experimentar o reavivamento? Como ressuscitar? Jesus nos dá algumas chaves que levam ao reavivamento.

Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer, porque não achei tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o e arrepende-te. E se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei (Ap 3.2,3).

Primeiro Passo: Acorde!

Jesus diz à esta igreja de mortos-vivos: “Acorde!” Quando estamos espiritualmente mortos, precisamos de um tapa na cara para acordarmos ou um balde de água fria. Precisamos do alarme divino para sairmos de nossa dormência. Jesus está dizendo: “Saia da hibernação espiritual! Acorde!”

Precisa haver consciência de que algo está errado. Enfrente honestamente sua inércia. Veja a secura de sua vida espiritual. Admita, perante Deus, que algo está faltando.
Admita-o. Você precisa de um despertamento espiritual.

Quando cheguei à igreja que hoje pastoreio, costumava encerrar o louvor matutino chamando um membro da congregação para orar. Num domingo, resolvi consultar meu coração, e chamei um de nossos diáconos para encerrar o culto com oração. Infelizmente, não percebi que ele tinha ido dormir durante meu sermão.

Quando chamei o seu nome ao microfone, ele instantaneamente jogou a cabeça para trás, e gemeu alto. A congregação toda pôde ouvir seu arquejo. Parecia uma baleia emergindo para respirar. Nada a declarar, apenas tenho sido mais cuidadoso com quem chamo em público. Alguns estão sonolentos na igreja, e necessitam acordar antes que sejam chamados por Deus.

Segundo Passo: Tome a Dianteira!

Jesus exorta a igreja de Sardes a confirmar os restantes, que estavam para morrer. Acordar não é o suficiente. Temos de nos voltar às bases da vida espiritual - estudo bíblico, oração, adoração e comunhão. Jesus está dizendo: “Volte à Palavra! A oração! A comunhão! Volte à origem!

Precisamos sacudir os cobertores, e pular da cama. Vistamonos e envolvamo-nos com a obra de Deus. Talvez você esteja necessitando iniciar um planejamento de estudo bíblico, ou separar alguns momentos todos os dias para orar. Talvez necessite voltar a freqüentar a igreja regularmente. Seja o que for. Fortaleça o que restou.

Terceiro Passo: Olhe para Trás!

A urgência de Cristo não deixa dúvidas: “Lembra-te, pois do que tens recebido e ouvido”, O que você recebeu e ouviu no princípio? O Evangelho. As verdades básicas da vida cristã. Este não é um chamado para viver do passado. E uma ordem para relembrar a herança espiritual. Lembre-se de como foi salvo! De que não era nada antes de ser encontrado por Deus. Lembre-se de como a graça o alcançou e redimiu!

Quarto Passo: Pare!

Jesus vai além: “E guarda-o!” É um apelo para que a Palavra de Deus seja obedecida. Devemos guardar os mandamentos em todas as áreas da vida. Desobediência e mornidão espiritual são irmãs gêmeas. Onde estiver uma, aí estará a outra.
A exortação de Cristo continua: “Aplique a verdade de Deus a todas as áreas de sua vida. Guarde a Palavra! Ponha-a em prática”. Onde Deus colocou ponto final, não coloque interrogação. Obediência seletiva não é obediência completa. E mera conveniência. Volte a obedecer a Palavra de Deus.

Um casal estava discutindo a possibilidade de fazer uma viagem à Terra Santa.
- Não seria fantástico ir à Terra Santa - disse ele - e gritar os Dez Mandamentos no Monte Sinai?
- Seria melhor se ficássemos em casa e os obedecêssemos, respondeu a esposa.

Quinto Passo: Abandone Seus Impulsos!

Finalmente, diz o Senhor: “Arrepende-te!” Este alerta significa uma volta imediata a Cristo, de todo coração. Arrependimento requer rápida e decisiva mudança de pensamento devoção e comportamento. Ao convidar-nos ao arrependimento, Jesus insiste: “Confesse seu pecado e apatia espiritual. Saia desta situação. Dê meia-volta imediatamente! Retorne à pura devoção. Mude sua vida!”

Arrependimento implica em deixar os pecados. É uma escolha que cada um de nós tem de fazer. Certa vez, um garotinho prendeu a mão num valiosíssimo vaso. A mãe, muito aflita, colocou espuma na mão do menino, óleo e até shampoo. Mas nada dava resultado. Finalmente, pegou o martelo pronta a sacrificar o vaso.

Quando ela levantou o martelo, o garoto, morrendo de medo, gritou: “Ajudaria se eu soltasse as moedas?” Este é o nosso problema. Não queremos deixar o mundo. Arriscamos a eternidade por não deixar o temporal. Temos de nos desligar do pecado se quisermos voltar para Deus.

Sexto Passo: Vigilância!

E se a igreja de Sardes não se arrependesse? Jesus, então, alerta que virá como ladrão! Isto não se refere à sua segunda vinda. Mas a urna vinda súbita para julgar a igreja, e remover desta o castiçal. E a disciplina administrada pelo Cristo! Não podemos brincar. Se não houver arrependimento, Ele virá como ladrão. Inesperadamente. Sem avisar. Furtará o que é valioso - qualquer oportunidade ministerial restante.

Por que Jesus é tão áspero com esta igreja? Porque o maior empecilho para o Evangelho é uma igreja morta. A perseguição faz a igreja crescer. Mas a morte espiritual é como câncer maligno: espalha-se por todo o corpo. Torna a igreja impotente e inativa.

Certo pastor, notando a falta dum dos membros por vários meses, decidiu fazer-lhe uma visita. Foi à casa desse irmão, e lhe disse: “Temos sentido sua falta”.
“Bem - o homem resmungou, tentando encontrar uma desculpa - é que choveu nos últimos domingos, e não queria me molhar.

“Eu sei, mas tem estado seco na igreja”, respondeu o pastor.
“Sim, esta é a outra razão - o membro respondeu obliquamente. Uma igreja seca prejudica mais a causa de Cristo do que qualquer outra coisa. E pecado aborrecer as pessoas com o Evangelho de Jesus Cristo.

Conclusão

O processo de morte de uma igreja pode acontecer lentamente, passando quase despercebido. As próprias pessoas na congregação, como outras pessoas olhando de fora, podem achar que esteja tudo bem. Jesus, porém, julga os corações e conhece o estado verdadeiro de cada igreja e cada discípulo. Quando ele nos chama para ouvir, devemos prestar atenção! 



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Lições bíblicas CPAD 1988

www.estudosdabiblia.net

Livro:- Alerta Final – Steven J. Lawson

Livro:- Apocalipse versículo por versículo – Severino Pedro da Silva


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