6 de setembro de 2012

INVEJA UM GRAVE PECADO


INVEJA UM GRAVE PECADO

TEXTO ÁUREO = O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30).

VERDADE PRÁTICA = O cristão verdadeiro não se deixa levar pela inveja e não age com maldade

LEITURA BIBLICA = I João 2: 09-15

INTRODUÇÃO

O que é inveja? É possível que esse sentimento maléfico seja usado para o bem?  Invejar faz parte da condição humana? É algo natural? Responder todas essas perguntas é um desafio e tanto, se alcançado, terá se cumprido mérito “invejável”. Ôpa, olha a inveja ai! É que às vezes falamos dela de forma tão natural que de vilã, ela passa a ser boa moça. Mas de boa, ela não tem nada. Inveja é igual veneno: mata, despedaça, corrói a alma do invejado e do invejoso. Esse terrível pecado acontece por vezes de forma tão sútil que nem costumamos comentá-lo em nossos diários de bom viver. Ministérios entram em guerra por causa da inveja : “Como eles estão crescendo mais que nós”? Homens, mulheres e até crianças são vitimados por esse mal que tão de perto nos ronda.

A INVEJA NO PRINCIPIO DO MUNDO

Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor) Inveja - assunto considerado por muitos como “sentimento natural do ser humano, que todos têm, sendo, inclusive, benéfico para motivação de conquistas e disputas pessoais. Alguns até dizem que se a inveja for ‘branca’ (moderada) não há problema algum em tê-la.” Todavia, a palavra de Deus, que é nosso orientador e que nos mostra, sobretudo, Sua vontade, nos diz que a inveja é pecado e que trás grandes problemas para saúde emocional (Pv14: 30), além de conseqüências danosas ao relacionamento inter-pessoal.
Inconseqüente: O invejoso torna-se inconseqüente, pois não enxerga suas atitudes como desequilibradas e, ao invés de procurar a solução para seu problema, prefere criticar e hostilizar seu desafeto.

Porque sabia que por inveja o tinham entregado Mt 27:18

Movidos por inveja os fariseus perseguiram e tramaram à morte de Jesus. Eles não se conformavam com a perda de status  provocada pelo Nazareno. Desde seu surgimento, os habitantes de Israel, olhavam “atravessado” para os lideres religiosos tão bem vestidos e requisitados.

A verdade é que Jesus havia se tornado muito mais importante que eles e aquilo era demais! Como, um filho de carpinteiro, que sequer estudara as Escrituras,  estava chegando tão longe? Ele desmentia todo discurso “engessado” que ritualizava a salvação e exaltava as obras, discurso farisaico. Fariseu, havia se tornado sinônimo de hipócrita,  o orgulho dos honoráveis mestres  das sinagogas,  havia recebido golpe mortal. Inchados de inveja sequer conseguiam dormir tranquilamente: Inveja, inveja era isso que o inimigo havia plantado no coração dos opositores de Jesus.

Por mais normal que possa parecer, sentir inveja é pecado, e pecado;  destrói, mata. Se alguém se sente movido por inveja, esse “motorzinho”  precisa ser convertido em moinho acionado pelo vento do Espírito Santo. A inveja faz com que anões, pareçam gigantes. Faz com que homens e mulheres capacitados, se entreguem a inércia. Inveja promove contendas, excita o ódio e exalta o furor.  Inveja cobiça e ao cobiçar estamos nos mostrando insatisfeitos com o que temos: inveja é murmúrio, não agrada a Deus. Esse mal está presente no homem desde sempre e foi a causa do primeiro homicídio na Bíblia: Caim matou Abel por inveja. Ele não se conformou que a oferta do irmão fosse melhor e mais agradável a Deus que a sua. A priori, o coração de Abel era mal e a inveja morava nele (Gn 4:8). Não deixe a inveja morar em seu coração, expulse-a.“ Não cobiçaras nada do teu próximo” Ex 20: 17

Por inveja mataram Jesus Mt 27:8

A inveja faz com que desejemos ter o que não temos, sem fazer o que os outros fizeram para conseguir. Os fariseus queriam o status de Jesus, mas não se dispunham a renunciar suas condições de vida. Se admiramos alguém – é diferente de invejarmos- procuremos seguir seu exemplo. Não estou falando de perder a identidade para se tornar o outro, mas procurar agir da melhor maneira, para ser o melhor no que se submeter a fazer. Foi isso que Jesus transmitiu aos seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, tome sua cruz e siga-me” . Querem ser meus discípulos? Então façam o que eu lhes digo e o que eu faço. Não é difícil constatar o declínio sofrido pela Igreja nos últimos séculos, um dos fortes motivos para essa queda no padrão de vida cristão é: Não fazer o que Jesus diz, nem o que Ele faz. Pelo contrário: A Igreja inveja o mundo e dá as mãos a um estilo de vida oposto ao cristianismo. O marketing das grandes empresas, invadiu literalmente as instituições eclesiásticas, por que?  Eu diria que há inveja nisso tudo.

MALDADE UMA AÇÃO MALIGNA = “Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe chamarão" (Provérbios 24:8).

Há pessoas cujo negócio é praticar maldade. Eles cogitam, planejam e tramam maldades. São "inventores de males" (Romanos 1:30).
O ladrão estuda para descobrir um jeito de entrar numa casa despercebido. O assassino cuidadosamente planeja como matar alguém sem deixar pistas. O caloteiro procura descobrir maneiras para enganar uma pessoa inocente.

O estuprador reflete sobre planos para achar e atacar sua vítima sem ser preso. O batedor de carteiras considera vários ángulos de abordagem para conquistar seu alvo. Grandes mafiosos em prostituição e pornografia utilizam advogados caros para escapar das conseqüências dos seus atos.

"Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicando na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gênesis 6:5). A situação geral da época de Noé ainda é o caso de muitas pessoas hoje em dia. Nem todos os pecados são premeditados, mas muitos malfeitores maquinam o mal todo o tempo (Provérbios 6:14).

A INVEJA LEVA A MALDADE = A explicação da maldade humana encontra-se nas Escrituras. A Bíblia diz: “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra seu irmão e o matou”. Gênesis 4.8. A primeira morte registrada não aconteceu por causa de velhice, doença ou acidente. Trata-se de um assassinato, não entre inimigos, mas dentro de uma mesma família. Irmão contra irmão. Assim como a queda foi a conseqüência da desobediência do ser humano a Deus, o primeiro crime decorreu da desobediência de Caim ao alerta de Deus: “... Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, Mas a ti cumpre dominá-lo”. Gênesis 4.7. Caim deixou o ciúme virar raiva e a raiva, assassinato. Se os homens não olharem para dentro de si e verem que são pecadores, precisando reconciliar-se com Deus, continuarão cometendo todo o tipo de maldade. 

Independente de conhecimento ou posição. A Bíblia diz: “Por que do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Marcos 4.21,22. Somente entregando nossa vida à Cristo esta triste realidade interna pode ser mudada. A Bíblia diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas passaram já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2º Coríntios 5.17. Cristo muda a realidade interna do ser humano, o que se reflete na sua realidade externa.

A INVEJA E SUA CONSEQUÊNCIA

Sendo a inveja um ressentimento aninha­do no coração do homem, conclui-se que o invejoso vive em torturas da sua alma, tendo em si a destruição de alguns bons princípios de vida (SI 73.2,3). A condição de vida do invejoso é marcada por reclamações, por ex­pressões de revoltas visíveis no próprio rosto (Gn 4.5; I Rs. 21.4-7).

É a batalha interna do coração, por não ver seus intentos realizados. A luta continua e outros atos maus vão sendo levados a efeito, até que se consiga o pro­posto. Os meios usados, sejam quais forem, se justificam pelos fins propostos.

A Bíblia nos apresenta inúmeros exem­plos das consequências causadas pela inveja e os seus integrantes. Eis alguns:

a) Abel é assassinado pelo próprio irmão, Caim, que, possuído de inveja, irou-se e, dolosamente, mesmo advertido por Deus (Gn 4.5-8), praticou um crime, tornando-se exem­plo negativo para todas as gerações (Hb 11.4; I Jo 3.12 e Jd 11);

b) Isaque é expulso de Gerar por ter se enriquecido (Gn 26.12-17);

c) Os irmãos de José tentam matá-lo e de­pois o vendem (Gn 37.11,20; 26-28; At 7.9);

d) Nabote é julgado e assassinado, sem ter o direito de defesa (I Rs 21.1 -16);

e) O próprio Cristo foi entregue pelos in­vejosos líderes religiosos (Mt 27.18);

f) Os apóstolos sofreram também, da mes­ma classe de pessoas, perseguições (At 5.17,18; 13.45).

A inveja conduz o ser humano a um miserável estado de vítima, impedindo-o de repa­rar suas próprias deficiências, corrigindo-as e se tornando capaz de conseguir, por meios lícitos, as mesmas condições de vida. O invejoso é governado por diretrizes por ele elaboradas, e não sob as normas divinas, pois de Deus está alienado. Da sua lingua­gem e modo de vida, a prática da Lei Áurea estabelecida por Deus, registrada em Deuteronômio 6.5, Levítico 19.18 e Mateus 22.37-39, não faz parte, pois para ele Deus e o próximo não existem. Mas a pior conseqüência é a eterna, pois Paulo afirma: "São passíveis de morte os que tais coisas praticam" (v. 32).

NA VIDA DOS IRMÃOS DE JOSÉ = Com muita freqüência, surgem inveja e ciúmes entre aqueles com quem somos muito íntimos, e isso torna ainda mais devastador o potencial para graves consequências. Realmente, uma grande quantidade de agressões (físicas ou psicológicas) e inveja existe hoje dentro do círculo familiar e, freqüentemente, na raiz desse problema está a rivalidade entre os membros da família.
Pense na história de José. Que atitude de seus irmãos os levou a cometer esse crime tão grave? Qual foi o papel da inveja? Gn 37:1-36

É difícil acreditar que esses irmãos pudessem ter sido tão cruéis. Eles também não pensaram no que suas ações fariam a seu pai. Sua inveja se tornou tão poderosa que prevaleceu não apenas sobre o bom senso, mas também sobre a decência e moralidade.

Que lição poderosa deve ser para todos nós quanto ao perigo potencial dessa emoção! Não é de estranhar que haja um mandamento inteiro dedicado a nos advertir contra ela (veja Êx 20:17).
Além de toda a dor que suas ações provocaram sobre si mesmos e sobre seu pai, eles também temeram o que José lhes faria depois da morte de seu pai, Jacó (Gn 50:15).

Mas a atitude de José não podia ter sido mais nobre, pois ele disse: “Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus?” (v. 19). José entendeu que seu dever era perdoar os ofensores e confiar na misericórdia e justiça de Deus.

A vida de José tem sido comparada com a vida de Jesus Cristo. A inveja moveu seus irmãos a vendê-lo como escravo; alguns sacerdotes e anciãos tinham inveja de Jesus, e essa inveja alimentou suas ações contra Ele. José foi vendido aos pagãos; Jesus foi vendido a Seus inimigos. José foi acusado falsamente e enviado para a prisão por causa de sua virtude; Jesus foi acusado falsamente e rejeitado por causa de Sua justiça. José demonstrou nobre benevolência para com seus irmãos; Jesus, também, perdoou Seus inimigos. As más ações contra José, por fim, levaram para o bem; a mesma coisa aconteceu a Jesus, no sentido de que o mal feito contra Ele foi igualmente transformado em bem.

Que dor e sofrimento a inveja e os ciúmes – seus ou de outra pessoa — provocaram à sua vida? Que lições você aprendeu dessas experiências? Com que freqüência você também sentiu inveja a respeito de coisas que hoje parecem triviais e sem sentido? Que lição você deve aprender desses fatos?

NA VIDA DO CRENTE =  Uma cousa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida para contemplar a beleza do Senhor e aprender no seu templo”.  Salmos 27:4

O texto acima está indicando que a igreja, o templo, é lugar de aprendizado. Mas a palavra “casa” significa eternidade. O templo, o lugar construído, e a escola preparatória do cristão, para que ele aprenda a viver com o Senhor, quando chegar na eternidade.

  O que é inveja? Inveja é um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem; é o desejo violento de possuir o bem alheio; é a invejar a prosperidade e a alegria de outra pessoa, porque ela possui algo que não possuímos (Dicionário Aurélio). Isto já é algo para atrapalhar na jornada cristã. Devemos fazer uso da arma mais importante par combatê-la, que é a oração, a fim de que a inveja não faça parte do nosso coração. Não queremos ser invejosos.

Qual é o tempo ou época em que a inveja se manifesta? Será numa determinada parte do ano? Será que a inveja ataca somente os pobres, que possuem pouca coisa? Ou só os ricos que querem cada vez mais? Todos nós vivemos sob a possibilidade de sermos atacados pela inveja. Daí, a grande necessidade da oração de entrega a Deus, para que Ele nos dê autoridade para expulsar a inveja quando ela se manifestar.

A inveja pode se manifestar a qualquer hora e em todo lugar. Na família, quando um irmão tem emprego melhor; quando uma irmã é feliz no casamento e a outra sofre com o marido; pode ser por causa do cabelo “cheio ou ralo”.

 A inveja pode se manifestar a qualquer hora, muitas vezes por motivos fúteis. Os bens materiais são motivos de intensas manifestações de inveja por parte daquele que não foi contemplado com riquezas.
Outra área em que a inveja se torna notória é com respeito à graça natural.

Há pessoas que possuem capacidade para fazer amigos, para se expressar com facilidade, porque são dotados de individualidade excepcional. É o que chamamos de carisma pessoal.Essa capacidade de se sobressair e de liderança provoca inveja nos outros. Orientamos sempre a muitos, para que não contem suas vitórias para qualquer pessoas. O sucesso desperta a manifestação da inveja em pessoas de índole fraca e egoísta.

Sabemos pela Palavra de Deus que o Diabo só pode agir contra você quando ele ouve suas palavras de vitória ou de derrota. Ele não pode penetrar no seu pensamento, porque não é onisciente, ou seja ele não sabe todas as coisas. A Palavra de Deus nos diz: “ Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141:3).

Diante do exposto, chegamos à conclusão de que o tempo em que a inveja se manifesta, não está restrito a apenas algumas circunstâncias mais fortes. A inveja estoura desde a nossa infância; a toda hora; todo dia; em todas as situações; no meio da família; no emprego. No relacionamento de amizade; no relacionamento amoroso; no relacionamento conjugal etc.

A DESTRUIÇÃO ADVINDA DA MALDADE COMO DESTRUIR – COMBATE-LA
NÃO ATRIBUA AOS OUTROS FRACASSOS DEVIDO A SUA NEGLIGÊNCIA = É muito 
comum lançar culpa aos outros pelo fracasso que sofremos na vida. Existe pessoas que passa a vida toda atribuindo seus erros e fracassos aos outros. Foi isso que vemos revelado na vida de Caim. A história de maldade terminada em assassinato teve seu começo com essa justificativa. A raiva do seu irmão que ofereceu o melhor para Deus. Culpou seu irmão pela rejeição de Deus. Quantas pessoas frustadas com suas vivem culpando segundo e terceiros pela sua infelicidade. Agindo a semelhança de Caim.

Com isso gerando uma situação de magoa e revolta que acaba em confusão inimizade e tudo mais. Um problema gerando outro problemas mais complicados. Por causa da irresponsabilidade, da e negligência da própria pessoas.

NÃO ALIMENTAR SENTIMENTOS QUE NOS IMPEÇAM DE OUVIR A DEUS. = É comum primeiramente as pessoas agirem para depois refletir, é o caminho inverso, tem sida a constante em nossas vidas. Tanto é verdade que muitas reações e atitudes leva muitas pessoas a total destruição.

NÃO ALIMENTAR SENTIMENTOS QUE NOS IMPEÇAM DE OUVIR A DEUS. = É comum primeiramente as pessoas agirem para depois refletir, é o caminho inverso, tem sida a constante em nossas vidas. Tanto é verdade que muitas reações e atitudes leva muitas pessoas a total destruição.
Pensar antes de responder é revelar assim a sua ignorância. A Bíblia diz em Provérbios 15:28 “O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más.” Devemos manter os nossos pensamentos puros - porque as ações começam no coração. A Bíblia diz em Marcos 7:21-22 “Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez.” A Bíblia diz em Provérbios 23:7 “Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.”

SE AGIRMOS ASSIM NA FAMILIA = NO TRABALHO = NA IGREJA ESTAREMOS DESTRUIRMOS TODA MALDADE.

Depois da nossa conversão, devemos deixar que o Espírito Santo mude a nossa forma de pensar. A Bíblia diz em Romanos 12:2 “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

Devemos ter bons pensamentos para que as nossas ações sejam positivas e sábias. A Bíblia diz em Filipenses 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Devemos ter a mente de Cristo. A Bíblia diz em Filipenses 2:5 “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus.”

CONCLUSÃO

É fato que se alguém é invejado é porque tem boas qualidades e está fazendo algo bom, pois ninguém é invejado por ter más qualidades ou desempenhar mal uma tarefa (Ecle 4:4).
José, Paulo, Jesus e outros personagens bíblicos foram invejados porque serviam a Deus e faziam bem àquilo que era Sua vontade. Entretanto, eles não desistiram de seus feitos por causa da inveja alheia, pelo contrario, prosseguiram fazendo aquilo que agradava a Deus. Mesmo perseguidos e maltratados sabiam que a resposta à inveja era fazer melhor aquilo que já estavam fazendo

A inveja é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pela queda no pecado. Os invejosos chegam a fazer campanhas de perseguição contra suas vítimas, as quais, na maioria das vezes, não têm qualquer culpa por haverem despertado tal sentimento nos invejosos. Geralmente os mal-sucedidos têm inveja dos bem-sucedidos.

Essa é uma tentativa distorcida para compensar pelo fracasso, glorificando ao próprio “eu” e procurando enxovalhar a pessoa invejada. Está baseada, portanto, na mais pura carnalidade. Muitas vítimas da inveja já descobriram que a melhor maneira de evitar o invejoso é fugir dele. Uma pessoa bem-sucedida não pode abandonar o seu sucesso, somente para satisfazer o invejoso, tornando-se um fracassado como ele.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

iapcpenha.files.wordpress.com
Bíblia de Estudo Pentecostal

29 de agosto de 2012

A PERDA DOS BENS TERRENOS


A PERDA DOS BENS TERRENOS

TEXTO ÁUREO = Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1.21).

VERDADE PRÁTICA = Ainda que percamos todos os nossos bens, continuaremos a desfrutar de nosso bem maior;  Cristo Jesus nosso Senhor.

LEITURA BIBLICA = Jó 1: 13-21

INTROODUÇÃO

A fidelidade para com Deus não é garantia do crente não sofrer dores, aflições, sofrimentos nesta vida. Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente.              A Bíblia contém exemplos de santos que passaram por muitos sofrimentos, José, Davi, Jó, Jeremias, Pedro e Paulo. Por que o crente sofre? O crente experimenta sofrimento como decorrência da queda de Adão. O pecado entrou no mundo trazendo dores, tristezas, conflitos, doenças, mortes.

A Bíblia diz: Por um só homem entrou o pecado e a morte. (Romanos- 5: 12) Por isso a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado. Nosso dever é sempre proceder com sabedoria e de acordo com a Palavra de Deus. Assim também o homem de Deus sofre, pelo mesmo descuido por habitar num mundo pecaminoso e corrompido. Em tudo está o efeito do pecado do homem. Os homens de Deus enfrentam o ataque de Satanás (2Corintios 4:4) que controla o presente século mau (1João- 5:19;  Gálatas- 1:4 ; Hebreus- 2: 14). Jó, reto e temente a Deus, foi atormentado por Satanás por permissão de Deus. (Jó- 1:2).

JÓ E A EXPERIÊNCIA DAS PERDAS HUMANAS

As Posses de Jó São Tomadas (1.13-22) = A primeira prova de Jó tem como alvo a retirada de todas as suas posses. O leitor foi preparado para o que está prestes a acontecer, mas Jó não. Ele desconhecia completamente a conversa entre Deus e Satanás. A única informação que tinha referia-se às notícias que os servos lhe traziam.

Na primeira ocasião, um único sobrevivente do ataque dos sabeus (15) informa a Jó que todos os seus bois e jumentas foram roubados pelos saqueadores e, além disso, os moços que cuidavam dos rebanhos foram mortos. Os sabeus eram uma tribo árabe que morava na região sudoeste da península arábica, que hoje corresponde, em grande parte, à área do atual Iêmen. Eles negociavam especiarias, ouro e uma variedade de pedras preciosas. Um acampamento dos sabeus perto da fronteira de Edom, região onde Jó morava, não seria algo ímprováve1.

A segunda calamidade vem em forma de fogo de Deus (16), provavelmente raios, que matam todas as suas ovelhas, e os moços que cuidavam delas. Perceba que se estabeleceu um padrão na descrição das perdas. Primeiro um servo aparece e diz:

E só eu escapei, para te trazer a nova. Estando ainda este falando, veio outro (16-17). A destruição descrita em cada caso é completa, e a seqüência de acontecimentos é rápida.

A terceira calamidade é o roubo dos camelos por três bandos de caldeus (17).

Estes eram saqueadores nômades do país que ficava a leste das terras de Jó. Assim, ele estava sendo atacado pelos quatro lados. Novamente, uma calamidade completa e súbita é descrita. Os caldeus dividiram-se em três bandos e cercaram os servos de Jó. Não havia meios de fuga para os homens e animais, a não ser para um único moço que veio trazer as notícias ao seu senhor.

Os camelos há muito tempo têm sido associados às regiões desérticas e semidesérticas da Arábia. Eles eram usados como animais de carga e para a produção de lã. Alei mosaica não permite o uso do camelo como alimento (Lv 11.4; Dt 14.7), mas eles eram usados tanto para comida como para leite entre os árabes. Não se sabe exatamente quando eles foram domesticados, mas existem evidências do seu uso no início do segundo milênio a.C. A perda de 3.000 camelos certamente representava um grande prejuízo.

O quarto desastre é anunciado de forma semelhante aos outros três. Os filhos de Já estavam todos reunidos em uma de suas celebrações (cf. vv. 4-5). Eis que um grande vento sobreveio do deserto (19), que atingiu os quatro cantos da casa onde eles estavam. Isso pode ter sido um redemoinho ou um furacão vindo do deserto. A tempestade foi tão forte que a casa foi destruída e todos os seus moradores mortos. Dessa forma, Jó, em uma rápida seqüência, é despojado da sua riqueza e família. Isso nos faz lembrar da angústia de mulheres como Sara, Raquel e Ana em sua impossibilidade de terem filhos para entender um pouco da perda que este último acontecimento trágico representava.

A perda da família vai além da tristeza natural. Jó, nesse caso, foi privado do seu futuro. Nenhum filho levaria o seu nome. Não haveria ninguém que se lembrasse dele e ninguém próximo para prantear a sua morte. Jó havia perdido todas as suas posses e seus filhos. Satanás estava certo de que ninguém permaneceria firme na sua devoção e adoração a Deus diante de tais circunstâncias. Ele estava enganado. Jó passou por toda expressão normal de dor e luto. Ele rasgou o seu manto (20), a roupa usada especialmente pela nobreza ou por homens em posições elevadas. Esta ação talvez simbolizava seu coração quebrantado (JI 2.13). Ele rapou a sua cabeça—parte de uma prática comum em rituais de luto, como mostram outros textos (veja Is 15,2; Jr 7.29; Ez 7.18. Ani 8.10). Existe, no entanto, uma certa limitação nesse tipo de prática de acordo com a lei (Lv 19.27-28; Dt 14.1). Ele se lançou em terra, e adorou; isto é, ele prostrou-se em uma atitude de humildade e submissão.

O versículo 21 mostra a completa submissão à vontade de Deus que caracteriza Jó e que é uma marca da integridade fundamental que ele mantém. Embora essa declaração dos seus lábios possa ser uma “fórmula de submissão”, ela revela Jó engrandecendo a Deus em vez de amaldiçoá-lo ou se rebelar contra Ele.

O homem está nas mãos de Deus. Ele deve ser honrado tanto nos momentos de desgraça como nos momentos bons. Em tudo isto (22)—tanto naquilo que aconteceu a Jó como no que Jó disse e fez—não houve qualquer expressão de transgressão: Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. Ele não viu em Deus nenhuma ação inapropriada, reprovável ou culpável.

Em Jó 1.18-22 encontramos o “Sofrimento que Adora”: 1) A vindicação do sofrimento, v. 20. 2). A perda e o sofrimento como a lei da vida: Nu saí do ventre de minha mãe, v. 21. 3). 0 reconhecimento de Deus na lei: o Senhor o deu e o Senhor o tomou, v. 21. 4) A sujeição agradecida à administração amorosa de Deus: bendito seja o nome do Senhor, v. 21 (A. Maclaren)..

A PERDA DOS BENS == A PROVAÇÃO DE JÓ

1. Perda dos bens materiais (Jó 1.12-17). Ao ter a retidão de Já apontada por Deus, Satanás disse que isso se devia ao fato de ele possuir bens materiais, os quais, se fossem tirados, ele logo blasfemaria de Deus. Para desmenti-lo, o Senhor facultou- lhe tudo o que o seu servo tinha, desde que não tocasse nele (Já 1.12). Satanás entrou em ação e, de um momento para outro, Já perdeu toda a sua riqueza.

2. Perda de seus filhos (Jó 1.18,19). Nem bem havia descansado das informações da perda dos bens materiais, logo chegou a péssima notícia da morte de todos os seus filhos. Tais acontecimentos não levaram Já a blasfemar contra o Senhor, como Satanás imaginava. Ele adorou a Deus e disse: “Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tomarei para lá; o Senhor o deu, o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (v.21).

3. Perda da saúde física (Jó 2.1 -17). Deus apontou a Satanás a justiça inalterada de Já diante dos fatos ocorridos, ao que o acusador disse que isto se devia à saúde física que ele possuía. Então, o Senhor permitiu-lhe tocar no corpo do seu servo, à exceção da sua vida (v. 6). Ao atacá-lo, o Diabo serviu-se de uma doença, ferindo-o com uma chaga maligna da cabeça aos pés. Lembremos que nem todos os males são de origem satânica. Entre outras, quatro são as causas das enfermidades: para a glória de Deus, como o cego de nascença que Jesus curou (Jo 9.1 - 7); provação, como no caso de Já; perturbação maligna, como a mulher encurvada, libertada por Jesus (Lc 13.10-16); e, por participação indigna na Ceia do Senhor (1 Co 11.28-30).

4. Perda do incentivo da esposa (Jó 2.9,10). Já havia perdido tudo. Somente lhe restou a esposa, e esta, em vez de compartilhar com ele a perda de tudo, e ser solidária em sua doença, o incentivou a amaldiçoar Deus e morrer; ao que ele respondeu que ela falava como uma doida (Já 2.9,10). O companheirismo é importante para a vitória do casal. Ec 4.9-12).

5. Perda dos parentes e amigos. Diante de terrível situação em que Jó se encontrava, tanto os parentes como os amigos afastaram-se dele (Jó 17.6;19.13-19; 30.9-12).

6. A resignação de Jó. Demonstrou uma comovente submissão ao sofrimento, embora desconhecesse os motivos. Aceitou tudo como vindo da parte do Senhor. Conservou sua fé viva em Deus (Já 19.25,26), teve paciência (Tg 1.10-li), etc. Aceitou tudo com resignação, não pecando em coisa alguma contra o seu Criador (Já 1.22; 2.10).

7. A lição do seu sofrimento. A principal lição, é que nunca somos provados além do que podemos suportar (1 Co 10.13), e tudo concorre para o nosso bem (Rm 8.28). Muitas vezes, Deus permite que suceda algo conosco, para cumprir em nossas vidas o seu propósito. Às vezes, somos levados por caminhos que não entendemos. Do ponto de vista humano, a caminhada de Israel pelo deserto foi um verdadeiro “ziguezague” incompreensível; porém, era o Senhor quem os guiava, na nuvem (Nm 9.15-23).
Pedro não entendia o porquê de Jesus lavar os seus pés, ao que Cristo lhe disse: “O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu saberás depois” (Jo 13.7). Um dia entenderemos tudo.

MESMO NA PERDA PODEMOS DESFRUTAR O AMOR DE DEUS

SUA GRAÇA = O projeto de Deus para minha vida implica numa dependência diária dEle e da Sua graça para produzir a vida de Cristo em mim! Esse projeto se resume em João 1:16: Porque todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. A frase “graça sobre graça” traz a idéia de ondas do mar. Mal chega uma primeira onda na praia, e outra está logo atrás, tomando seu lugar. Assim é a graça imerecida de Deus em nossas vidas!

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou, e a si mesmo se entregou por mim.” Gálatas 2:20

O sofrimento faz parte da condição humana, em virtude do pecado, do envelhecimento do corpo, da desobediência ao Senhor, ou da punição de Deus. Paulo tinha um “espinho na carne” (i.e., uma debilidade física) que ele, por três vezes, suplicara a Deus para que fosse removido. Cada uma de suas súplicas recebeu esta mesma resposta: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9). Em outras palavras, a graça de Deus era suficiente para fortalecer Paulo em sua dificuldade física, de modo que ele a pudesse suportar. O mesmo acontece com os crentes nos dias atuais. Deus proporciona a graça suficiente para nos fortalecer em meio a qualquer provação, tentação ou período de sofrimento. Paulo resumiu isso com muita propriedade, quando escreveu:  “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”  (Tito 2.11).

SEU AMOR = Nada nos pode separar do amor de Deus. A Bíblia diz em Romanos 8:38-39 “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

O amor de Deus é um amor de sacrifício. A Bíblia diz em João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

O amor de Deus dura para sempre. A Bíblia diz em Salmos 136:1 “Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.”

Como a Bíblia descreve o amor? A Bíblia diz em 1 Coríntios 13:4-7 “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

A Bíblia diz que devemos amar-nos uns aos outros. A Bíblia diz em 1 João 2:7-8 “Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que tendes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, de vos ameis uns aos outros, o qual é verdadeiro nele e em vós; porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz.
 

O amor não é só para amigos. A Bíblia diz em Mateus 5:43, 44 “Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.

O amor é o resumo da lei de Deus. A Bíblia diz em Mateus 22:37-40 “Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

Podemos mostrar o nosso amor a Deus guardando os Seus mandamentos. A Bíblia diz em 1 João 5:3 “Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos.

Não deixe que o seu amor por Deus se enfraqueça. A Bíblia diz em Apocalipse 2:4-5 “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.”

DEUS INTERVEN NA HISTÓRIA = Muitos servos de Deus tiveram experiências  que provam claramente a intervenção de Deus em suas vidas, tais como: Adão, ao ser expulso do Jardim do Éden (Gn 3.23); Caim, que foi amaldiçoado por Deus, por matar seu irmão (Gn 4.10-12); Enoque, ao ser trasladado por Deus (Gn 5.24); Jacó, que teve o seu nome mudado, quando lutou com o anjo no Vau de Jaboque (Gn 32.22-28); Daniel, quando Deus o livrou da cova dos leões (Dn 6); e tantos outros servos de Deus que estão registrados nas Escrituras, como reis, sacerdotes, profetas, apóstolos, etc.


CONCLUSÃO

A SAÚDE E A RIQUEZA SÃO DEVOLVIDAS A Jó (42.10-17) = O cativeiro de Jó (10) refere-se a todo sofrimento que ele passou. As amizades e sua honra foram restauradas (11). Sua riqueza foi duplicada (cf. 1.3 e 42.12). Ele foi agraciado com o mesmo número de filhos (cf. 1.2 e 42.13). Os nomes das suas três filhas são mencionados (14). Lemos que em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas com as filhas de Jó (15). Também é mencionado que elas compartilhariam da herança com os seus filhos. Jó foi coroado com uma vida longa depois da sua provação — cento e quarenta anos (16) — a ponto de ver a sua descendência até à quarta geração. Sua morte foi feliz porque ele havia vivido bem a sua vida. Então, morreu Jó, velho e farto de dias (17).

Este livro não conta, de fato, por que os homens sofrem em nosso mundo. Ele pode ajudar aqueles que sofrem a suportar o sofrimento com paciência, e a manter a fé de acordo com os caminhos de Deus, mesmo quando esses caminhos são obscuros. Todavia, foi necessário que Alguém, carregando a cruz, mostrasse ao mundo claramente o que se pode alcançar por intermédio do sofrimento imerecido.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

Lições bíblicas CPAD 1996
www.jesusvoltara.com.br
Comentário Bíblico Beacon
www.redebrasildecomunicacao.com.br

22 de agosto de 2012

A ANGÚSTIA DAS DÍVIDAS


A ANGÚSTIA DAS DÍVIDAS

TEXTO AUREO = “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10).

VERDADE PRÁTICA = O cristão, como filho de Deus, dEle recebe todas as coisas, incluindo o dinheiro, que deve ser utilizado de maneira correta, sensata e temente a Deus, para glória de Seu Nome.

LEITURA BIBLICA = I CRONICAS 29: 12,14  == I TIMOTEO 6: 9,10

INTRODUÇÃO

O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo do uso que dele fazemos. Se o fizermos de modo judicioso e para glória de Deus e expansão do seu reino, com gratidão pelos bens adquiridos, seremos recompensados pelo Senhor. Que possamos utilizar nossos recursos financeiros de modo honesto, como verdadeiros mordomos de nosso Senhor Jesus Cristo. Saiba-se que a avareza é uma forma de idolatria (Cl 3.5).

TUDO O QUE SOMOS E TEMOS VEM DE DEUS

1. Somos seus filhos.Todas as pessoas pertencem a Deus, por direito de criação (cf. SI 24.1). Nós cristãos, temos algo a mais, pois somos filhos de Deus por criação, mas também por redenção e ainda por direito de filiação, através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).

2. Deus nos dá todas as coisas. Na condição de filhos, Deus nos concede todas as bênçãos espirituais de que necessitamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11). Nos salmos, está escrito: “quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia” (SI 103.5). Os não crentes têm as coisas por permissão de Deus, sejam ricos ou pobres. Nós, seus filhos, temos as coisas, incluindo o dinheiro, como dádivas de sua mão. Davi tinha essa visão, quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos” (1 Cr29.14).

COMO DEVEMOS GANHAR O “NOSSO” DINHEIRO?

1. Com trabalho honesto. A ética bíblica nos orienta que devemos trabalhar com afinco para fazermos jus ao que percebemos. Desde o Gênesis, vemos que o homem deve empregar esforço para obter os bens de que necessita. Disse Deus:
“No suor do teu rosto, comerás o teu pão...” (Gn 3.19a).  


O apóstolo Paulo escreveu, dizendo: “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus” (1 Ts 2.9); “e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já võ-lo temos mandado” (1 Ts 4.11). “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também”(2 Ts 3.10). Daí, o preguiçoso que recebe salário está usando de má fé, roubando e insultando os que trabalham.

2. Fugindo de práticas ilícitas, O cristão não dever recorrer a meios ou práticas ilícitas para ganhar dinheiro, como o jogo, o bingo, a rifa, loterias, e outras formas “fáceis” de buscar riquezas. Em Provérbios, lemos: “O homem fiel abundará em bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará sem castigo” (Pv 28.20). O cristão também não deve freqüentar casas de jogos, como cassinos e assemelhados. Esses ambientes estão sempre associados a outros tipos de práticas desonestas, como prostituição e drogas.

3. Fugindo da avareza. Avareza é o amor ao dinheiro. É uma escravidão ao vil metal. Diz a Bíblia: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (l Tm 6.9,10). Deus não condena a riqueza em si, mas a ambição, a cobiça, a exploração, a usura e a avareza. Abraão era homem muito rico; Jó era riquíssimo, antes e depois de sua provação (Jó 1.3, 10); Davi, Salomão e outros reis acumularem muitas riquezas, e nenhum deles foi condenado por isso, O que Deus condena é a ganância, a ambição desenfreada por riquezas (cf. Pv 2 8.20).

4. Fugindo da preguiça. O trabalho diuturno deve ser normal para o cristão. A preguiça não condiz com a condição de quem é nascido de novo. Jesus deu o exempio, dizendo: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). O livro de Provérbios é rico em exortações contra a preguiça e o preguiçoso (Pv 6.9-11).

COMO O CRISTÃO DEVE UTILIZAR O DINHEIRO

1. Na igreja do Senhor. Um velho pastor dizia: “O dinheiro de Deus está no bolso dos crentes”. De fato, Deus mantém sua igreja, no que tange à parte material, através dos recursos que Ele mesmo concede a seus servos.

a) Pagando os dízimos do Senhor. Em primeiro lugar, os crentes devem pagar os dízimos devidos para a manutenção da Obra do Senhor (cf. Ml 3.10; Mt 23.23). A obediência a essa determinação bíblica redunda em bênçãos abundantes da parte de Deus (Ml 3.10,11). É bom lembrar que devemos dizimar do total bruto da nossa renda, e não do líquido; deve ser das “primícias da renda” (Pv 3.9,10).

Os dízimos devem ser levados “à casa do tesouro”, ou seja, à tesouraria, por meio da entrega na igreja local. É errado o próprio crente administrar o dízimo, repartindo com hospitais, construções, campanhas, obras assistenciais, creches ou pessoas carentes. Deus disse: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa...” (Ml 3.10a). Cabe à igreja sua devida e íntegra administração.

b) Contribuindo com ofertas. Em segundo lugar, o crente fiel deve contribuir com ofertas alçadas (levantadas), de modo voluntário, como prova de sua gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas. Com esses recursos (dízimos e ofertas), a igreja mantém a evangelização, as missões, o sustento de obreiros, o socorro aos necessitados (viúvas, órfãos, carentes, etc.), bem como o patrimônio físico da obra do Senhor, e outras necessidades que podem surgir.

c) Os recursos da igreja local. Não provêm de governos ou de organismos financeiros. Toda vez que algum obreiro resolveu conseguir dinheiro para a igreja, em fontes estranhas ao que a Bíblia recomenda foi malsucedido, acarretou problemas para seu ministério e para os irmãos. Deus nos guarde de vermos igrejas envolvidas com práticas financeiras corruptas, abomináveis aos olhos de Deus. É de todo detestável que algum obreiro, usando o dinheiro dos dízimos e ofertas, se locuplete, adquirindo bens em seu próprio nome, exceto com aquilo que a igreja lhe gratifica.

2. No lar, no trabalho e o fisco. Se existe disciplina no trabalho, que regula os procedimentos para a aquisição do pão de cada dia, há, também, a disciplina no gasto, no emprego da renda ou do salário:

a) Evitar dívidas fora do seu alcance. Muitos têm ficado em situação difícil, por causa do uso irracional do cartão de crédito - na verdade, cartão de débito. As dívidas podem provocar muitos males, tais como falta de tranqüilidade (causando doenças); desavenças no lar; perda de autoridade e independência. Devemos lembrar: “O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22.7). Outro problema é o mau testemunho caloteiro perante os ímpios, quando o crente compra e não paga.

b) Evitar extremos. De um lado, há os avarentos, que se apegam demasiadamente à poupança, em detrimento do bem-estar dos familiares. São os “pães-duros”. De outro lado, há os que gastam tudo o que ganham, e compram o que não podem, às vezes para satisfazer o exibicionismo a insensatez da concorrência com os vizinhos e conhecidos, à mania de esbanjar, a inveja de outros, ou por mera vaidade. Isso é obra do Diabo.

c) Comprar à vista, se possível. Faz bem quem só compra à vista. Se comprar a prazo, é necessário, que o crente avalie sua renda e, quanto vai se comprometer com a prestação assumida, incluindo os juros.
É importante que se faça um orçamento familiar em que se observe quanto ganha, o que vai gastar (após pagar o dízimo do Senhor), e sempre procurar ficar com alguma reserva para imprevistos.

d) Não ficar por fiador. Outro cuidado importante, é não ficar por fiador. A Bíblia desaconselha isso (Pv 11.15; 17.18; 20.16; 22.26; 27.13). Outro perigo é fornecer cheque para alguém utilizar em seu nome. Conheço casos de irmãos que ficaram em aperto por isso. É importante fugir do agiota. É verdadeira maldição quem cai na não dessas pessoas, que cobram “usura” ou juros extorsivos (Êx 22.25; Lv 25.36).

e) Pagar os impostos. Em Romanos 13.7, lemos: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.7). A sonegação de impostos acarreta prejuízo para toda a nação. O cristão não deve ser contrabandista pois isso não glorifica a Deus.

f) Pagar o salário do trabalhador. Se o cristão tem pessoas a seu serviço, crentes ou não, tem o dever de pagar corretamente e em dia o salário que lhe é devido. A Bíblia diz: “Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos sem direito; que se serve do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário do seu trabalho” (Jr 22.13; ver Tg 5.1-5).

COMO FUGIR DO CONSUMISMO E DAS DIVIDAS

O pior do consumismo é que muitos acabam valorizando mais as coisas materiais que s espirituais (Pv 30.15; Mt 6.19-21). O crente em Jesus deve resistir ao consumo inútil e à tentação do crédito fácil, propalados pela mídia. Lembre-se: “Crédito imediato é também dívida imediata”. Façamos, pois, a oração de Agur: Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada” (Pv 30.8,9).
1. Evite o desperdício e o supérfluo. Em João 6.12 Jesus ordenou que seus discípulos recolhessem os alimentos que sobrara para que nada se perdesse. Algumas vezes o orçamento acaba porque gastamos com insensatez, onde não se deve ou não se pode (Is 55.2; Lc 15.13,14).

2. Economize, poupe e fuja das dívidas. Economize comprando no estabelecimento que é mais em conta. Racionalize os gastos com água, luz, telefone, etc. (Gn 41.35, 36; Pv 21.20). Abra uma conta-poupança e guarde um pouco de dinheiro, por menor que seja a quantia, Fuja das dívidas.

CONCLUSÃO

Pobreza não é maldição (Dt 15.11; Mc 14.7), mas pode resultar de fatores diversos: guerra, catástrofes, vícios, alcoolismo, jogos de azar, má administração dos bens e dos recursos econômicos. Neste particular, a Palavra de Deus adverte que o beberrão e o comilão cairão em pobreza (Pv23.20,21). Não compre fiado. Não peça emprestado. Liberte-se do consumo irresponsável. Jesus quer libertá-lo das garras do consumismo. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.32,36).

O dinheiro é um meio de troca importante para as transações entre pessoas e empresas. O que a Bíblia condena não é o dinheiro em si, mas o amor ao dinheiro (avareza). Isso equivale a idolatrar o dinheiro, a riqueza. Esta, também não é condenada por Deus, desde que obtida por meios lícitos e trabalho honesto. Que o Senhor nos ensine a usar da melhor maneira possível os recursos financeiros ao nosso dispor, como bênçãos de sua parte.



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

Lições bíblicas CPAD 2002

Lições bíblicas CPAD 2008


COMPLEMENTO PARA SUA AULA

Conseqüências das Dívidas

Quais as conseqüências que sofremos quando ficamos endividados?

As conseqüências são várias, algumas delas são: falta de paz, cegueira espiritual...

(Dt 28:15) “Será porém, que, se não deres ouvidos à vós do Senhor teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão”.
 
(Dt 28:20) “O Senhor mandará sobre ti a maldição, a confusão e a ameaça em tudo quanto empreenderes, até que sejas destruído e repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, com que me abandonaste.”
 
Conseqüências: falência financeira, doenças da alma, falta de paz, cegueira espiritual, opressão, escravidão, morte.
 
Como fugir das dívidas:
Sendo dependente de Deus

(Pv 3:5-7) “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas”.

Reconhecer que Ele é o dono de tudo que temos

(Sl 24:1) “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”.

Ser fiel nos dízimos e nas ofertas

(Ml 3:11) “Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos exércitos”.
 
Algumas dicas – caso esteja com dificuldades nessa área
 
Buscar ajuda com o seu discipulador:

(Ec 4:9) “Melhor é serem dois do que um, porque tem melhor paga do seu trabalho”.
  
·       Estabelecer orçamento por escrito
·       Relacionar tudo o que deve
·       Priorizar o pagamento das dívidas
·       Estar satisfeito com aquilo que tem
·       Mudar radicalmente o seu estilo de vida
 
(1 Tm 6:7-8) “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele, tendo sustento e com que nos vestir estejamos contentes”.