19 de setembro de 2012

A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE


A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE

TEXTO ÁUREO = “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, recompensará” (Mt 6.6).

VERDADE PRÁTICA = A verdadeira motivação do crente não está na fama ou no poder, mas em viver para glorificar a Cristo.

LEITURA BIBLICA = Marcos 1: 35-45

INTRODUÇÃO

O ser humano é viciado em poder. A idéia de se exercer domínio sobre outras pessoas parece muito sedutora. Por causa da sensação de poder o ser humano passa por cima de muitos, quebra princípios, mente, manipula, usa, oprime. Na Bíblia temos vários exemplos disso. Adão e Eva, iludidos pela serpente, comeram do fruto que não deveriam comer porque desejaram ser iguais a Deus(Gênesis 3). Davi tomou para si a mulher de Urias e o matou, porque por um momento pensou que a monarquia lhe daria esse direito (2 Samuel 11).

Simão, o mago, ofereceu dinheiro aos apóstolos para que lhe fosse dado o poder do Espírito Santo e assim pudesse continuar impressionando o povo (Atos 8:9-24). A busca desenfreada pelo poder parece cegar as pessoas. Ao olhar para a sociedade vemos que alguns se tornam verdadeiros monstros egoístas quando são contemplados e absorvidos pela fama e pelo dinheiro. Alguns se tornam desumanos ao entrarem em contato com o poder.

Jesus definitivamente não foi uma figura sensacionalista como outros líderes e governantes na história mundial. Não foi autoritário como os grandes ditadores. Não foi manipulador e nem usou de artifícios estrondosos para atrair as multidões. No entanto, ele é a pessoa mais influente e fascinante que já pisou sobre a terra. Diante do tentador que lhe ofereceu uma fama passageira, se concordasse em pular do alto do templo e ser segurado pelos anjos, ele não cedeu.

A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE

A vaidade em relação do dinheiro = O dinheiro, em si, não é mau. A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso. Ela nos adverte quanto ao “amor do dinheiro”, que é a “raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10). Uma boa “prebenda” pode levar muitos à vaidade. A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão, e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor.

E isso é vaidade, futilidade. A vaidade e o poder que detêm os torna como se fossem donos do tesouro da igreja, e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria, e muito menos à igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.

É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais, ás custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor. Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinado à Obra do Senhor. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da igreja. A Bíblia conta o que ocorreu com Gideão. Numa fase de sua vida, deixou-se levar pela direção de Deus, e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens (Jz 7).

Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhe desse “os pendentes de ouro do despojo”, no que foi atendido pelos que o admiravam (Jz 8.24). Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria “igreja”, levantando um lugar de adoração, com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode,” todo o Israel se prostituiu ali após dele: foi por tropeço a Gideão e à sua casa...e sucedeu que, quando Gideão faleceu, os filhos de Israel e se tornaram, e se prostituíram após dos baalins: e puseram Baal-Berite por seu deus” (Jz 8.27,32).

Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que “o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...”.

A vaidade do poder do cargo = Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhe foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes igrejas, esquecem que “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7), e passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos. O cargo de pastor, do bispo ou do presbítero é de grande valor para a igreja. A Bíblia diz Deus deu pastores à igreja, ao lado de evangelistas e mestres, “querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12). Aí está o objetivo do cargo ou da função pastoral.

Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, e deixa-se dominar pela vaidade ministerial. Uzias, que reinou em lugar de seu pai, Amazias, aos dezesseis anos de idade, teve um grande ministério, aconselhando-se com Zacarias.  A Bíblia diz que ele, “nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar” (2 Cr 26.3,5).

Acrescenta, ainda a Palavra, que Uzias foi “maravilhosamente ajudado até que se tornou forte.
“Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso” (2 Cr 26.15,16).

A vaidade no tratamento = Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima,, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus, que está incumbido da missão mais importante da face da terra. A Bíblia diz: “a quem honra, honra” (Rm 13.7). Contudo, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses, e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.

O crente fiel não se porta soberbamente. Provérbios 6:16-19 diz: “Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que pro fere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.”

Encontramos nessa lista um pecado que envolve, principalmente, o uso errado da língua. Contendas são obras de maldizentes. “Sem lenha, ofogo se apago; e, não havendo maldizente, cessa o contendo” (Provérbios 26:20). Há, infelizmente, pessoas neste mundo que se ocupam falando mal dos outros e semeando contendas. Deus detesta tal comportamento. Em Romanos 1:29, ele inclui contendas entre os piores dos pecados.

A soberba é uma das fontes das contendas que dividem irmãos. Provérbios 13:10 diz: “Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.” Provérbios 17:19 afirma o mesmo fato: “O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.”

Contendas são fáceis a começar e difíceis a terminar. Como um pequeno buraco numa barragem facilmente sai do controle da pessoa que o fez, uma pequena contenda cresce de tal maneira que ninguém consegue freá-la. “Como o abrir se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas” (Provérbios 17:14). A melhor maneira de resolver uma briga é não começá-la.

NÃO FOMOS CHAMADOS PARA A FAMA

O que realmente vem a ser fama? Eu defino como o “desejo desenfreado de sair do anonimato”. Uma pessoa que deseja fama na verdade está buscando basicamente quatro coisas malignas, ou seja: O dinheiro, o sucesso, a publicidade e o glamour. Os quatro males que a fama traz.

Dinheiro: A raiz de todos os males                                                                                         Sucesso: Ser bem sucedido naquilo que faz;                                                                    Publicidade: Ser conhecido por muitos;                                                                                             Glamour:  Qualidade de ser atraente, charmosa.

Mas a Fama é algo que pessoas perseguem ao longo da história da humanidade e, talvez, este seja o ponto: a perseguição da Fama. Talvez um dos efeitos da Fama, seja a sensação de poder que ela sugere às pessoas, afinal ao longo da história humana a graduação de lideranças foi feita pelo valor do poder que determinada pessoa detinha em seus domínios.
Mas antes da fama todos são iguais, pessoas normais que desejam aquilo que na verdade não conhecem. Ao buscarem a fama que o mundo traz na verdade estão cavando a própria sepultura. Essa síndrome da busca desenfreada pela Fama faz com que muitos deixem de acreditar na capacidade, no empreendedorismo e em outros meios de conquistar vitórias em suas vidas, e acima de tudo deixam de acreditar na capacidade de Deus. A Bíblia é o maior manual de comportamento humano e é ela a boca de Deus que molda e conduz a vida daqueles que querem morar junto de Deus.

O PROBLEMA DO SUCESSO:- O espaço na mídia oferece a ilusão de que podemos obter sucesso imediato em todas as coisas, O segredo do sucesso é saber e fazer o que Deus requer. A Bíblia diz em Josué 1:8 “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.”

O ANONIMATO NÃO É SINÔNIMO DE DERROTA

A Sabedoria é Melhor que a Força (9.13-18) - O próprio Qoheleth conhecia o valor relativo da sabedoria, embora tenha expressado o seu argumento a favor da sorte e da morte (11 e 12) de maneira tão vigorosa que alguém poderia não enxergar as qualificações que ele apresenta a seguir. Novamente o nosso filósofo e político lembrou de um incidente histórico no qual o significado foi grande (13) para ele (cf. 4.13-16). Uma pequena cidade (14) com poucos recursos para se defender foi salva do ataque de um grande rei porque vivia nela um sábio pobre (15). Aqui a sabedoria prova o seu próprio valor. Embora o homem fosse pobre e aparentemente não reconhecido como líder, ainda assim as suas sábias sugestões se provaram louváveis por seu povo e ele livrou aquela cidade pela sua sabedoria.

Mas o pobre e pessimista Qoheleth não consegue deixar um fato heróico e otimista ficar sem mancha; ele tem a necessidade de apontar para “a mosca na sopa” — ninguém se lembrava daquele pobre homem. Apesar disso, o valor da sabedoria vence no final: Melhor é a sabedoria do que a força (16), mesmo quando a sabedoria do pobre foi desprezada e as suas palavras não foram ouvidas.

Ao refletir sobre isso, Qoheleth diz que melhores são as palavras dos sábios [...] do que o clamor do que domina sobre os tolos (17) e também que melhor é a sabedoria do que as armas de guerra (18). 

Os versículos 17 e 18 incluem uma estrofe de quatro linhas que Qoheleth compôs ou copiou, pois ela expressa seus pensamentos muito bem. Moffatt a traduz assim:
As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritas de quem governa entre festeiros.Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só errante destrói uma boa estratégia.

A Simplicidade - O coração do Senhor nos torna simples, porque Ele quer se mover na simplicidade. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente, e se apartem da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Quando andamos e agimos na simplicidade que há em Cristo, estreitamos nosso relacionamento com Deus. Esse tipo de relacionamento entre pais e filhos é algo muito saudável para o corpo porque é simples. Como filhos precisamos de coisas simples, assim como nosso Pai é. Precisamos do seu abraço, do seu afago, sentir o seu calor, ter o seu coração. Deus quer nos tratar como Ele trata a Jesus e quer que nos O tratemos como Jesus O trata. Um coração simples e serviçal abençoa tremendamente o corpo de Cristo.
“Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas sim aquele a quem o Senhor louva”. II Coríntios 10:18, - Que com o coração simples possamos fazer valer todo o projeto preparado por Deus para nós e sua Igreja.

O equilíbrio. No mundo contemporâneo, somos pressionados a sermos sempre os melhores em todas as coisas. O Evangelho, entretanto, oferece-nos a oportunidade de retirarmos de sobre nós esse fardo mundano (Mt 11 .30). Você não precisa viver o estresse de ser quem não é! Você deve tornar-se o que o Senhor o chamou para ser. Não tente provar nada a ninguém.

O Filho de Deus conhece-nos por dentro e por fora. Ele sabe as nossas intenções, pensamentos e desejos mais íntimos. Não se transforme num ser que você não é só para ganhar fama. A ilusão midiática não passa disso — é apenas uma ilusão! Nunca foi a vontade de Jesus que seus filhos se curvassem à fama, ao sucesso, à riqueza ou ao poder. Façamos o contrário, prostrando-nos aos pés de Cristo e fazendo do Calvário o nosso verdadeiro esteio. Se há alguma coisa em que devemos gloriar-nos, que seja na Cruz de Cristo (1 Co 2.2; Cl 6.14).

CONCLUSÃO

Aqui não vai nenhuma palavra de condenação de nossa parte, mas uma palavra de amor e de alerta. Cuidado!!!! Examine bem a sua situação, o seu ministério, a sua banda ou seja lá em que posição estiver. Se você caiu nessa armadilha, onde o que está lhe movendo a servir a Deus é algum desses três ingredientes, pare agora mesmo, mude de direção, submeta-se a Jesus que é a justiça de Deus, acerte sua vida com Ele agora mesmo.

Peça a Ele que lhe faça viver inserido no Seu reino e comece a mostrar aos outros que há um outro caminho para o sucesso, um caminho sobremodo excelente, traçado por Deus para os cidadãos do Seu reino.

Mas como vencer este mau do século? Como superar os males da fama? Quando Deus está em nós, então aprendemos a vencer todos os males dessa vida. Quando temos uma vida na presença do Senhor, então nos levantamos após uma luta e declaramos que maior é aquele que está conosco do que aquele que está no mundo.
Quando estamos na direção da palavra de Deus podemos vencer os males que a fama tenta nos dar para nos destruir.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

www.jesusvoltara.com.br
www.estudogospel.com.br
Comentário Bíblico Beacon

12 de setembro de 2012

AS DORES DO ABONDONO


AS DORES DO ABONDONO

Texto Áureo  = Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril. (Sl 68.6).

Leitura Bíblica = Zacarias 1: 1; 8:1-3,20-23

9 -  Procura vir ter comigo depressa.

10 - Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia


10 - Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.

11 -  Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.

12  - Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso.

13 -  Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.

14  - Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras.

15 - Tu, guarda-te também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras.

16 - Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja posto em conta!

17 -  Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão.

18  - O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!

Introdução

A lição deste domingo aborta um tema de grande relevância na sociedade moderna. Diante do desafio do dia a dia, a igreja composta pelos membros e obreiros, devem estar atentos aqueles que por inúmeras situações podem ser abandonadas. O tema proposto requer de cada um de nós uma responsabilidade ainda maior com aqueles que podem se encontrar em situação de abandono.

Que o Espírito de Deus, de sabedoria a cada um dos seus servos para encontrar em nosso meio pessoas que necessitam de ajuda.

I. O ABONDONO FAMILIAR

A família é criação divina e, contudo uma obra de Deus. Quando criado por Deus o homem começou a sua trajetória na terra como solitário. Lembramos-nos do que disse Deus; “Não é bom que o homem esteja só”; (Gn 2.18). Deus viu a necessidade de o homem ter alguém com quem conversar dividir, conquistar etc. A necessidade não era apenas para permanência ou continuação da “espécie”, havia um pensamento divino sobre isso.

E disse Deus, não é bom que “este” homem esteja só. Na realidade o que Deus queria dizer, era que o homem não tem condição de estar só. O sentimento de solidão era a maior preocupação de Deus quando criou o homem e o fez habitar no seu jardim.

Contudo a criação divina não suportaria viver abandonado ou simplesmente incomunicável com outro semelhante. É comum ouvir que na criação o homem andava pelo Jardim de Deus, e observava todas as criaturas criadas por Ele, andarem com seus respectivos pares, isso é verdade. Na presciência divina aquilo que parecia normal, digamos assim, para Adão, não era normal para o SENHOR. A obra da criação só poderia ser completa e perfeita se nenhum item ficasse faltando. Surge a necessidade de se criar uma parceira ao homem, para que a solidão não o trouxesse o sentimento de abandono.

No mundo atual existem bilhões de pessoas que passam a maior parte de sua vida em uma sociedade onde a comunicação com outros semelhantes é considerada comum e normal. Alguns destes indivíduos, mesmo vivendo num mundo tão populoso vivem em estar em situação de solidão e abandono. Contudo não é o estar em meio a multidão, que nos torna mais ou menos solitários. É imprescindível que observemos algumas situações.

A= O auxilio familiar na ora da doença. É imprescindível que homem esteja atento aos seus familiares doentes. Não é raro ouvir que algumas pessoas foram abandonadas pelos seus familiares quando se encontram enfermas. Essas pessoas que muitas vezes estavam na igreja e participavam dos cultos, a partir do momento que se encontram enfermas, são esquecidas pelos “irmãos” e lembradas de vez em quando por um pedacinho de papel com os seguintes dizeres; “ o irmão... pede oração”. Quando muitas vezes ele precisa realmente é de uma visita do pastor, da dirigente do circulo de oração, ou de um membro qualquer que seja ele simplesmente precisa.

Quando entramos em uma tribulação, pois uma enfermidade se torna uma tribulação para quem esta passando por ela. Contudo a doença é agravada quando não se tem um apoio necessário. O sentimento de abandono pode agravar ainda mais. 

B= O vicio na sociedade moderna tem se tornado um desafio tanto para as autoridades responsáveis, quanto paras famílias. As drogas prejudicam em primeiro lugar a vida de quem usa e como consequência lógica. Numa família estruturada onde os pais acompanham a criação dos filhos. Onde existe uma supervisão dos pais, com padrões básicos de perguntas como; onde estão? Com quem estão? Onde moram? Como são os pais deste “coleguinha”? e ai por diante, dificilmente sofreram com este problema.

Como servos do SENHOR, podemos não saber de muitas coisas, mas temos a mente de Cristo, e sabemos que quando orientamos os nossos filhos na direção certa, a obrigação de ensinar cabe exclusivamente sobre aos pais. Nos dias hodiernos a educação dos filhos tem passados para escolas e professores. Como professor sei que muitos que saem da faculdade não são aptos se quer para educar os seus próprios filhos. A escola existe para transmitir conhecimento, ensinar aos pequenos a ler, escrever etc. A educação propriamente dita é dada no seio familiar, deste a menor idade até a fase adulta.

Educar é uma tarefa árdua e exaustiva, e requer um esforço redobrado quando queremos que nossos filhos sejam fieis ao SENHOR. Uma família desestrutura, tem uma grande possibilidade de gerar filhos desestruturados, e com isso vítimas frágeis diante dos vícios.

C= Na velhice, a melhor idade é um momento crucial na vida de todo o ser humano que consegue alcança-la. A expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando nas últimas décadas. Estamos vivendo mais e melhor. Com o crescimento dos números de pessoas com mais de sessenta anos, surgiu uma preocupação pouco relevante nos séculos passados, que é o cuidado com os velhos.

 A questão familiar já era uma preocupação nos tempos bíblicos, cuidar daqueles que cuidaram dos seus (Ef 6.1-3). Não é novidade em nosso meio, casos de pessoas idosos abandonados em asilos ou nas chamadas casas de repousos. Esses que na maior parte de suas vidas se dedicaram na criação dos filhos, hoje se encontram em situação critica de miséria e abandono. Vivemos no meio de uma geração corrupta e sem amor ao próximo, numa sociedade privada da dedicação e amparo.

Conheci um casal, destes onde um filho abandonou a mãe numa cada de repouso, porque a velhinha não “cabia em sua vida”. O que impressiona é a deslealdade a que  submetem o ser humano. É claro que nem todos agem da mesma forma, ou se comportam igual. Existem aqueles que prezam pelo bem estar dos seus.

Contudo existem aqueles senhores e senhoras, que mesmos possuidores de cuidados pela idade que possuem, preferem viver muitas vezes em suas casas, onde criaram seus filhos. Estas pessoas que por sua particularidade, preferem viver em seus domicílios onde possuem “liberdade”.

 Diante deste fato não se pode, principalmente em nosso meio, a desculpa de não sobrou tempo para visitar o pai, a mãe, um parente ou até mesmo um amigo. Precisamos estar atentos esta ocorrendo ao nosso derredor. 

A igreja chamada “primitiva” tem muito a nos ensinar, quando por sua vez os apóstolos estavam preocupados com pregação da palavra, existia uma classe de pessoas desamparadas e isso acontecia dentro da igreja. “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária”(At 6.1).  Neste texto a palavra esquecida se aproxima do sentido abandonada. Na distribuição diária de alimentos que ocorriam entre os irmãos havia uma classe de pessoas que simplesmente não estavam fazendo parte do rol dos beneficiados. As viúvas esquecidas não tinham quem lutasse por elas, até aquele momento. Pense nisso, muitas vezes envolvidos em muitas ocupações esquecemos alguns que necessitam de um amparo.

II O ABANDONO EM SITUAÇÕES DIFICEIS.

A= O desemprego é um dos fatores sociais que mais trás consequência na vida de um ser humano. Diante do fato do desempregado, ter em sua maioria uma família pra sustentar, ele esta por sua vez sem o amparo do salário mensal. Por menor que seja este salário o individuo consegue organizar as suas dividas e contornar o mês sem muitos contratempos. Por outro lado o desemprego desencadeia uma série de consequências inimagináveis. Começa pela alta estima do individuo, que dependendo do grau de formação, e a idade, pode ser maior ou menor conforme cada pessoa.

Mas o fato de estar desempregado gera o transtorno financeiro, que além de prejudicar a vida cotidiana, prejudica a relação entre os que estão vivendo esta situação. Portanto o desemprego gera um grande desconforto entre os que passam por esta situação.

Muitas famílias entram em colapso por causa de uma demissão não esperada. E é neste momento que muitas vezes faltam os amigos, vizinho e até mesmos os parentes. E quando se trata de um lar cristão, os irmãos devem estar atentos às condição financeira  (Gl 6.10).

É possível que muitos dos irmãos que passem por dificuldades financeiras podem ser esquecidos pela igreja. O abandono nesta situação pode gerar um trauma na vida espiritual destas pessoas.

B= A igreja deve ser o lugar onde o abandono deveria ocorrer com menor frequência. Mas isso é algo ainda a ser superado em muitos lugares. As reuniões que ocorrem na igreja, muitas vezes não se conseguem enxergar os problemas que cada irmão esteja passando. Mas estas pessoas em hipótese nenhuma podem ser abandonadas. Deve haver departamentos que cuidam destas pessoas dentro da casa do SENHOR. Quanto maior for a igreja, maior será o número de pessoas que podem se sentir abandonadas. Lembramos-nos das palavras de Jesus que disse; “Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.” ( Mt 25.39)

III O DEUS QUE NÃO ABANDONA

Diferentemente da ação do homem em relação ao seu semelhante, encontramos um Deus que se preocupa com os seus. Diante de toda sorte de desfavores o  nosso SENHOR sempre está presente. Encontramos nos textos bíblicos muitos personagens que por estarem na dependência exclusiva de Deus conseguiram suportar as angustias. O nosso SENHOR sempre aparece nos momentos mais difíceis, como foi no caso de Elias. O profeta que se encontrava numa situação de extrema dificuldade espiritual, num momento de crise ministerial ( 1 Rs 19), procurou com toda sua força uma saída para aquela situação.

Mas Deus sempre tem a resposta certa no momento certo. Deus esperou Elias ponderar todas as suas críticas, suas angustias, todos seus problemas (vers 14). A voz do SENHOR ecoou dentro da caverna; “o que fazes aqui Elias,” o profeta não teve uma resposta convincente. No momento em que Elias se sentia abandonado, o SENHOR se apresenta a ele como uma mensagem de animo, dizendo que deveria continuar a sua jornada, deveria sair da caverna (vers. 15).

Quantos que encontramos no decorrer da nossa vida, ou até nos mesmos, que possuem uma caverna para se  esconder do mundo, dos problemas, das dificuldades. A caverna é o lugar onde o homem se encontra só, mais é nestes lugares que Deus se revela como o operador de maravilhas.

Quando o homem faz a vontade do nosso SENHOR, Ele próprio cuida com     maior zelo daqueles que o temem (Sl 103.13). Por isso Ele sempre se apresenta para socorrer-nos mais complicados da nossa vida.

Conclusão

A segurança divina garante ao homem uma sustentabilidade inigualável. No mundo podemos até mesmos estarmos só, mas nunca estaremos  abandonado. Jesus certa vez disse; no mundo tereis aflições, mas devemos ter bom animo. Toda luta tem uma data marcada por Deus para terminar. Você pode estar saindo de uma situação difícil onde experimentou as mais complexas realidades. Contudo temos um Deus nos céus que sempre este pronto a socorrer-nos nos momentos mais difíceis.



Evang. Juarez Alves Pereira
Assembléia de Deus
Bairro Parque nova Dourados


6 de setembro de 2012

INVEJA UM GRAVE PECADO


INVEJA UM GRAVE PECADO

TEXTO ÁUREO = O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30).

VERDADE PRÁTICA = O cristão verdadeiro não se deixa levar pela inveja e não age com maldade

LEITURA BIBLICA = I João 2: 09-15

INTRODUÇÃO

O que é inveja? É possível que esse sentimento maléfico seja usado para o bem?  Invejar faz parte da condição humana? É algo natural? Responder todas essas perguntas é um desafio e tanto, se alcançado, terá se cumprido mérito “invejável”. Ôpa, olha a inveja ai! É que às vezes falamos dela de forma tão natural que de vilã, ela passa a ser boa moça. Mas de boa, ela não tem nada. Inveja é igual veneno: mata, despedaça, corrói a alma do invejado e do invejoso. Esse terrível pecado acontece por vezes de forma tão sútil que nem costumamos comentá-lo em nossos diários de bom viver. Ministérios entram em guerra por causa da inveja : “Como eles estão crescendo mais que nós”? Homens, mulheres e até crianças são vitimados por esse mal que tão de perto nos ronda.

A INVEJA NO PRINCIPIO DO MUNDO

Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor) Inveja - assunto considerado por muitos como “sentimento natural do ser humano, que todos têm, sendo, inclusive, benéfico para motivação de conquistas e disputas pessoais. Alguns até dizem que se a inveja for ‘branca’ (moderada) não há problema algum em tê-la.” Todavia, a palavra de Deus, que é nosso orientador e que nos mostra, sobretudo, Sua vontade, nos diz que a inveja é pecado e que trás grandes problemas para saúde emocional (Pv14: 30), além de conseqüências danosas ao relacionamento inter-pessoal.
Inconseqüente: O invejoso torna-se inconseqüente, pois não enxerga suas atitudes como desequilibradas e, ao invés de procurar a solução para seu problema, prefere criticar e hostilizar seu desafeto.

Porque sabia que por inveja o tinham entregado Mt 27:18

Movidos por inveja os fariseus perseguiram e tramaram à morte de Jesus. Eles não se conformavam com a perda de status  provocada pelo Nazareno. Desde seu surgimento, os habitantes de Israel, olhavam “atravessado” para os lideres religiosos tão bem vestidos e requisitados.

A verdade é que Jesus havia se tornado muito mais importante que eles e aquilo era demais! Como, um filho de carpinteiro, que sequer estudara as Escrituras,  estava chegando tão longe? Ele desmentia todo discurso “engessado” que ritualizava a salvação e exaltava as obras, discurso farisaico. Fariseu, havia se tornado sinônimo de hipócrita,  o orgulho dos honoráveis mestres  das sinagogas,  havia recebido golpe mortal. Inchados de inveja sequer conseguiam dormir tranquilamente: Inveja, inveja era isso que o inimigo havia plantado no coração dos opositores de Jesus.

Por mais normal que possa parecer, sentir inveja é pecado, e pecado;  destrói, mata. Se alguém se sente movido por inveja, esse “motorzinho”  precisa ser convertido em moinho acionado pelo vento do Espírito Santo. A inveja faz com que anões, pareçam gigantes. Faz com que homens e mulheres capacitados, se entreguem a inércia. Inveja promove contendas, excita o ódio e exalta o furor.  Inveja cobiça e ao cobiçar estamos nos mostrando insatisfeitos com o que temos: inveja é murmúrio, não agrada a Deus. Esse mal está presente no homem desde sempre e foi a causa do primeiro homicídio na Bíblia: Caim matou Abel por inveja. Ele não se conformou que a oferta do irmão fosse melhor e mais agradável a Deus que a sua. A priori, o coração de Abel era mal e a inveja morava nele (Gn 4:8). Não deixe a inveja morar em seu coração, expulse-a.“ Não cobiçaras nada do teu próximo” Ex 20: 17

Por inveja mataram Jesus Mt 27:8

A inveja faz com que desejemos ter o que não temos, sem fazer o que os outros fizeram para conseguir. Os fariseus queriam o status de Jesus, mas não se dispunham a renunciar suas condições de vida. Se admiramos alguém – é diferente de invejarmos- procuremos seguir seu exemplo. Não estou falando de perder a identidade para se tornar o outro, mas procurar agir da melhor maneira, para ser o melhor no que se submeter a fazer. Foi isso que Jesus transmitiu aos seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, tome sua cruz e siga-me” . Querem ser meus discípulos? Então façam o que eu lhes digo e o que eu faço. Não é difícil constatar o declínio sofrido pela Igreja nos últimos séculos, um dos fortes motivos para essa queda no padrão de vida cristão é: Não fazer o que Jesus diz, nem o que Ele faz. Pelo contrário: A Igreja inveja o mundo e dá as mãos a um estilo de vida oposto ao cristianismo. O marketing das grandes empresas, invadiu literalmente as instituições eclesiásticas, por que?  Eu diria que há inveja nisso tudo.

MALDADE UMA AÇÃO MALIGNA = “Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe chamarão" (Provérbios 24:8).

Há pessoas cujo negócio é praticar maldade. Eles cogitam, planejam e tramam maldades. São "inventores de males" (Romanos 1:30).
O ladrão estuda para descobrir um jeito de entrar numa casa despercebido. O assassino cuidadosamente planeja como matar alguém sem deixar pistas. O caloteiro procura descobrir maneiras para enganar uma pessoa inocente.

O estuprador reflete sobre planos para achar e atacar sua vítima sem ser preso. O batedor de carteiras considera vários ángulos de abordagem para conquistar seu alvo. Grandes mafiosos em prostituição e pornografia utilizam advogados caros para escapar das conseqüências dos seus atos.

"Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicando na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gênesis 6:5). A situação geral da época de Noé ainda é o caso de muitas pessoas hoje em dia. Nem todos os pecados são premeditados, mas muitos malfeitores maquinam o mal todo o tempo (Provérbios 6:14).

A INVEJA LEVA A MALDADE = A explicação da maldade humana encontra-se nas Escrituras. A Bíblia diz: “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra seu irmão e o matou”. Gênesis 4.8. A primeira morte registrada não aconteceu por causa de velhice, doença ou acidente. Trata-se de um assassinato, não entre inimigos, mas dentro de uma mesma família. Irmão contra irmão. Assim como a queda foi a conseqüência da desobediência do ser humano a Deus, o primeiro crime decorreu da desobediência de Caim ao alerta de Deus: “... Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, Mas a ti cumpre dominá-lo”. Gênesis 4.7. Caim deixou o ciúme virar raiva e a raiva, assassinato. Se os homens não olharem para dentro de si e verem que são pecadores, precisando reconciliar-se com Deus, continuarão cometendo todo o tipo de maldade. 

Independente de conhecimento ou posição. A Bíblia diz: “Por que do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Marcos 4.21,22. Somente entregando nossa vida à Cristo esta triste realidade interna pode ser mudada. A Bíblia diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas passaram já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2º Coríntios 5.17. Cristo muda a realidade interna do ser humano, o que se reflete na sua realidade externa.

A INVEJA E SUA CONSEQUÊNCIA

Sendo a inveja um ressentimento aninha­do no coração do homem, conclui-se que o invejoso vive em torturas da sua alma, tendo em si a destruição de alguns bons princípios de vida (SI 73.2,3). A condição de vida do invejoso é marcada por reclamações, por ex­pressões de revoltas visíveis no próprio rosto (Gn 4.5; I Rs. 21.4-7).

É a batalha interna do coração, por não ver seus intentos realizados. A luta continua e outros atos maus vão sendo levados a efeito, até que se consiga o pro­posto. Os meios usados, sejam quais forem, se justificam pelos fins propostos.

A Bíblia nos apresenta inúmeros exem­plos das consequências causadas pela inveja e os seus integrantes. Eis alguns:

a) Abel é assassinado pelo próprio irmão, Caim, que, possuído de inveja, irou-se e, dolosamente, mesmo advertido por Deus (Gn 4.5-8), praticou um crime, tornando-se exem­plo negativo para todas as gerações (Hb 11.4; I Jo 3.12 e Jd 11);

b) Isaque é expulso de Gerar por ter se enriquecido (Gn 26.12-17);

c) Os irmãos de José tentam matá-lo e de­pois o vendem (Gn 37.11,20; 26-28; At 7.9);

d) Nabote é julgado e assassinado, sem ter o direito de defesa (I Rs 21.1 -16);

e) O próprio Cristo foi entregue pelos in­vejosos líderes religiosos (Mt 27.18);

f) Os apóstolos sofreram também, da mes­ma classe de pessoas, perseguições (At 5.17,18; 13.45).

A inveja conduz o ser humano a um miserável estado de vítima, impedindo-o de repa­rar suas próprias deficiências, corrigindo-as e se tornando capaz de conseguir, por meios lícitos, as mesmas condições de vida. O invejoso é governado por diretrizes por ele elaboradas, e não sob as normas divinas, pois de Deus está alienado. Da sua lingua­gem e modo de vida, a prática da Lei Áurea estabelecida por Deus, registrada em Deuteronômio 6.5, Levítico 19.18 e Mateus 22.37-39, não faz parte, pois para ele Deus e o próximo não existem. Mas a pior conseqüência é a eterna, pois Paulo afirma: "São passíveis de morte os que tais coisas praticam" (v. 32).

NA VIDA DOS IRMÃOS DE JOSÉ = Com muita freqüência, surgem inveja e ciúmes entre aqueles com quem somos muito íntimos, e isso torna ainda mais devastador o potencial para graves consequências. Realmente, uma grande quantidade de agressões (físicas ou psicológicas) e inveja existe hoje dentro do círculo familiar e, freqüentemente, na raiz desse problema está a rivalidade entre os membros da família.
Pense na história de José. Que atitude de seus irmãos os levou a cometer esse crime tão grave? Qual foi o papel da inveja? Gn 37:1-36

É difícil acreditar que esses irmãos pudessem ter sido tão cruéis. Eles também não pensaram no que suas ações fariam a seu pai. Sua inveja se tornou tão poderosa que prevaleceu não apenas sobre o bom senso, mas também sobre a decência e moralidade.

Que lição poderosa deve ser para todos nós quanto ao perigo potencial dessa emoção! Não é de estranhar que haja um mandamento inteiro dedicado a nos advertir contra ela (veja Êx 20:17).
Além de toda a dor que suas ações provocaram sobre si mesmos e sobre seu pai, eles também temeram o que José lhes faria depois da morte de seu pai, Jacó (Gn 50:15).

Mas a atitude de José não podia ter sido mais nobre, pois ele disse: “Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus?” (v. 19). José entendeu que seu dever era perdoar os ofensores e confiar na misericórdia e justiça de Deus.

A vida de José tem sido comparada com a vida de Jesus Cristo. A inveja moveu seus irmãos a vendê-lo como escravo; alguns sacerdotes e anciãos tinham inveja de Jesus, e essa inveja alimentou suas ações contra Ele. José foi vendido aos pagãos; Jesus foi vendido a Seus inimigos. José foi acusado falsamente e enviado para a prisão por causa de sua virtude; Jesus foi acusado falsamente e rejeitado por causa de Sua justiça. José demonstrou nobre benevolência para com seus irmãos; Jesus, também, perdoou Seus inimigos. As más ações contra José, por fim, levaram para o bem; a mesma coisa aconteceu a Jesus, no sentido de que o mal feito contra Ele foi igualmente transformado em bem.

Que dor e sofrimento a inveja e os ciúmes – seus ou de outra pessoa — provocaram à sua vida? Que lições você aprendeu dessas experiências? Com que freqüência você também sentiu inveja a respeito de coisas que hoje parecem triviais e sem sentido? Que lição você deve aprender desses fatos?

NA VIDA DO CRENTE =  Uma cousa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida para contemplar a beleza do Senhor e aprender no seu templo”.  Salmos 27:4

O texto acima está indicando que a igreja, o templo, é lugar de aprendizado. Mas a palavra “casa” significa eternidade. O templo, o lugar construído, e a escola preparatória do cristão, para que ele aprenda a viver com o Senhor, quando chegar na eternidade.

  O que é inveja? Inveja é um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem; é o desejo violento de possuir o bem alheio; é a invejar a prosperidade e a alegria de outra pessoa, porque ela possui algo que não possuímos (Dicionário Aurélio). Isto já é algo para atrapalhar na jornada cristã. Devemos fazer uso da arma mais importante par combatê-la, que é a oração, a fim de que a inveja não faça parte do nosso coração. Não queremos ser invejosos.

Qual é o tempo ou época em que a inveja se manifesta? Será numa determinada parte do ano? Será que a inveja ataca somente os pobres, que possuem pouca coisa? Ou só os ricos que querem cada vez mais? Todos nós vivemos sob a possibilidade de sermos atacados pela inveja. Daí, a grande necessidade da oração de entrega a Deus, para que Ele nos dê autoridade para expulsar a inveja quando ela se manifestar.

A inveja pode se manifestar a qualquer hora e em todo lugar. Na família, quando um irmão tem emprego melhor; quando uma irmã é feliz no casamento e a outra sofre com o marido; pode ser por causa do cabelo “cheio ou ralo”.

 A inveja pode se manifestar a qualquer hora, muitas vezes por motivos fúteis. Os bens materiais são motivos de intensas manifestações de inveja por parte daquele que não foi contemplado com riquezas.
Outra área em que a inveja se torna notória é com respeito à graça natural.

Há pessoas que possuem capacidade para fazer amigos, para se expressar com facilidade, porque são dotados de individualidade excepcional. É o que chamamos de carisma pessoal.Essa capacidade de se sobressair e de liderança provoca inveja nos outros. Orientamos sempre a muitos, para que não contem suas vitórias para qualquer pessoas. O sucesso desperta a manifestação da inveja em pessoas de índole fraca e egoísta.

Sabemos pela Palavra de Deus que o Diabo só pode agir contra você quando ele ouve suas palavras de vitória ou de derrota. Ele não pode penetrar no seu pensamento, porque não é onisciente, ou seja ele não sabe todas as coisas. A Palavra de Deus nos diz: “ Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141:3).

Diante do exposto, chegamos à conclusão de que o tempo em que a inveja se manifesta, não está restrito a apenas algumas circunstâncias mais fortes. A inveja estoura desde a nossa infância; a toda hora; todo dia; em todas as situações; no meio da família; no emprego. No relacionamento de amizade; no relacionamento amoroso; no relacionamento conjugal etc.

A DESTRUIÇÃO ADVINDA DA MALDADE COMO DESTRUIR – COMBATE-LA
NÃO ATRIBUA AOS OUTROS FRACASSOS DEVIDO A SUA NEGLIGÊNCIA = É muito 
comum lançar culpa aos outros pelo fracasso que sofremos na vida. Existe pessoas que passa a vida toda atribuindo seus erros e fracassos aos outros. Foi isso que vemos revelado na vida de Caim. A história de maldade terminada em assassinato teve seu começo com essa justificativa. A raiva do seu irmão que ofereceu o melhor para Deus. Culpou seu irmão pela rejeição de Deus. Quantas pessoas frustadas com suas vivem culpando segundo e terceiros pela sua infelicidade. Agindo a semelhança de Caim.

Com isso gerando uma situação de magoa e revolta que acaba em confusão inimizade e tudo mais. Um problema gerando outro problemas mais complicados. Por causa da irresponsabilidade, da e negligência da própria pessoas.

NÃO ALIMENTAR SENTIMENTOS QUE NOS IMPEÇAM DE OUVIR A DEUS. = É comum primeiramente as pessoas agirem para depois refletir, é o caminho inverso, tem sida a constante em nossas vidas. Tanto é verdade que muitas reações e atitudes leva muitas pessoas a total destruição.

NÃO ALIMENTAR SENTIMENTOS QUE NOS IMPEÇAM DE OUVIR A DEUS. = É comum primeiramente as pessoas agirem para depois refletir, é o caminho inverso, tem sida a constante em nossas vidas. Tanto é verdade que muitas reações e atitudes leva muitas pessoas a total destruição.
Pensar antes de responder é revelar assim a sua ignorância. A Bíblia diz em Provérbios 15:28 “O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más.” Devemos manter os nossos pensamentos puros - porque as ações começam no coração. A Bíblia diz em Marcos 7:21-22 “Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez.” A Bíblia diz em Provérbios 23:7 “Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.”

SE AGIRMOS ASSIM NA FAMILIA = NO TRABALHO = NA IGREJA ESTAREMOS DESTRUIRMOS TODA MALDADE.

Depois da nossa conversão, devemos deixar que o Espírito Santo mude a nossa forma de pensar. A Bíblia diz em Romanos 12:2 “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

Devemos ter bons pensamentos para que as nossas ações sejam positivas e sábias. A Bíblia diz em Filipenses 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Devemos ter a mente de Cristo. A Bíblia diz em Filipenses 2:5 “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus.”

CONCLUSÃO

É fato que se alguém é invejado é porque tem boas qualidades e está fazendo algo bom, pois ninguém é invejado por ter más qualidades ou desempenhar mal uma tarefa (Ecle 4:4).
José, Paulo, Jesus e outros personagens bíblicos foram invejados porque serviam a Deus e faziam bem àquilo que era Sua vontade. Entretanto, eles não desistiram de seus feitos por causa da inveja alheia, pelo contrario, prosseguiram fazendo aquilo que agradava a Deus. Mesmo perseguidos e maltratados sabiam que a resposta à inveja era fazer melhor aquilo que já estavam fazendo

A inveja é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pela queda no pecado. Os invejosos chegam a fazer campanhas de perseguição contra suas vítimas, as quais, na maioria das vezes, não têm qualquer culpa por haverem despertado tal sentimento nos invejosos. Geralmente os mal-sucedidos têm inveja dos bem-sucedidos.

Essa é uma tentativa distorcida para compensar pelo fracasso, glorificando ao próprio “eu” e procurando enxovalhar a pessoa invejada. Está baseada, portanto, na mais pura carnalidade. Muitas vítimas da inveja já descobriram que a melhor maneira de evitar o invejoso é fugir dele. Uma pessoa bem-sucedida não pode abandonar o seu sucesso, somente para satisfazer o invejoso, tornando-se um fracassado como ele.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

iapcpenha.files.wordpress.com
Bíblia de Estudo Pentecostal