4 de abril de 2018

Ética Cristã e Ideologia de Gênero


Ética Cristã e Ideologia de Gênero
TEXTO ÁUREO
"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou." (Gn 1.27)
VERDADE PRÁTICA
A doutrina da criação do ser humano revelada nas Escrituras Sagradas, em que a distinção dos sexos é o padrão, não pode ser relativizada.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Sl 1.1,2: Os cristãos não andam segundo o mundo
Terça – Rm 15.4: As Escrituras servem ao nosso aprendizado
Quarta – 1Tm 3.16,17: A Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para a boa conduta
Quinta – Sl 100.5: A verdade do Senhor é imutável e dura de geração a geração
Sexta – 1Pe 1.15: Os seguidores de Cristo foram chamados para ser santos em toda a esfera da vida
Sábado – Ap 1.3: Bem-aventurados os que leem, escutam e guardam a Palavra de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Isaías 5.18-24
18 Ai dos que puxam a iniquidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro!
19 E dizem: Avie-se, e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.
20 Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
21 Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!
22 Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;
23 Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!
24 Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

HINOS SUGERIDOS: 75, 133, 490 DA HARPA CRISTÃ
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Explicar Ideologia de Gênero;
- Arrazoar a respeito das consequências da Ideologia de Gênero;
- Mostrar o ideal divino quanto aos sexos.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Muitos em nome da diversidade ou do direito à opinião solapam a ideia de verdade objetiva das coisas. A estratégia é dar ênfase a um fato que não se pode negar, mas ignorar a obviedade de tantos outros. Por exemplo, quem pode negar a diversidade cultural? Quem pode negar o direito à opinião? Entretanto, também é verdade que existem culturas que degradam o ser humano, bem como opiniões que são desqualificadas e completamente absurdas. Outrossim, a história mostra que pessoas que pautaram-se pela Palavra de Deus tiveram valores éticos-espirituais muito claros.
INTRODUÇÃO
Nos últimos meses um assunto ganhou a mídia e ainda vem provocando polêmica, debates acalorados e até manifestações de protesto: é a Ideologia de Gênero. O tenho observado é que muitas igrejas não estão encarando esse assunto com a seriedade necessária. Muitos líderes se omitem e não levam o assunto para ser discutido no seio da Igreja.
Acredito que é importante fazermos um alerta sobre esse grande inimigo que vem rondando as famílias, não apenas cristãs, mas todas aquelas que estão expostas às influências negativas da sociedade. A Ideologia de Gênero, ou melhor dizendo, a Ideologia da Ausência de Sexo, é uma crença segundo a qual os dois sexos — masculino e feminino — são considerados construções culturais e sociais, e que por isso os chamados “papéis de gênero” (que incluem a maternidade, na mulher), que decorrem das diferenças de sexos alegadamente "construídas" — e que por isso, não existem —, são também "construções sociais e culturais". É um equivocado conceito totalitário que nega a identidade criada por Deus para diferir entre homem e mulher. Sendo assim, a afirmativa da Palavra de Deus, registrada no livro de Gênesis e usada como abertura deste texto não teria valor nenhum, segundo reza a Ideologia do Gênero.
A ideologia de gênero não é nada mais que a negação de que existem sexos ao nascimento, com a afirmação que a sexualidade é uma construção social, onde a pessoa escolheria o que deseja ser. É também implantada na linguagem, com a negação de gênero nas palavras, com a substituição das letras 'o' e 'a' pela letra 'x'; para dar um exemplo, a palavra menino, ou a sua variação no feminino, que seria a palavra menina, transformam-se em menin'x', visando a neutralidade.
 
A IDEOLOGIA DE GENERO
Na submissão da mulher ao homem através da família, e na própria instituição familiar, Marx [Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.] e Engels [Friedrich Engels Barmen  (28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo.] entenderam estar a origem de todos os sistemas de opressão que se desenvolveriam em seguida. Se essa submissão fosse consequência da biologia humana, não haveria nada que fosse possível fazer.
Mas no livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, o último livro escrito por Marx e terminado por Engels, esses autores afirmam que a família não é consequência da biologia humana, mas do resultado de uma opressão social produzida pela acumulação da riqueza entre os primeiros povos agricultores. Eles não utilizaram o termo gênero, que ainda não havia sido inventado, mas chegaram bastante perto.
Tal ideologia é um crime em vários aspectos:
Primeiramente, se considerarmos a ideia de a administração central decidir o que o aluno deve ou não aprender, ignorando totalmente o direito de escolha dos pais em relação à metodologia de ensino desejada por eles.
Segundamente, pela atribuição dos municípios perante o Plano Nacional de Educação, que é a de fornecer a chamada educação básica, que vai do chamado maternal até o quinto ano do ensino fundamental; ou seja, esse tipo de ideologia seria ensinado para crianças de 0 a 10 anos, o que seria uma afronta dos atuais administradores governamentais, “especialistas” em educação, e de suas agendas panfletárias à educação formativa fornecida pelos pais de acordo com os seus preceitos, opiniões, crenças e tradições, numa clara forma de doutrinação ideológica.
Terceiro, que o gênero é um conceito ideológico que tenta anular as diferenças e aptidões naturais de cada sexo; e há ainda o quarto aspecto, que consiste em ignorar o indivíduo em prol da formação de militância e blocos coletivos.
Os pais não podem deixar que o Estado tente definir o que é melhor para os seus filhos em matéria de educação. É tarefa e direito dos próprios pais definir como esse tema será abordado e tratado nas famílias.
Se os Planos Municipais de Educação forem aprovados tal como estão sendo propostos, os pais e mães brasileiros se tornarão reféns das agendas defendidas pelo governo, que, como já vimos anteriormente e como já ocorre em diversos lugares do país, distribui materiais “didáticos” que visam corromper precocemente as crianças brasileiras. Ou que se proponham novas soluções, como o voucher educacional, onde os pais escolheriam qual tipo de educação seu filho teria, com o governo apenas pagando a escola.
CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
Mas o que a fé judaico-cristã pensa sobre este homem, esta mulher e sua família? Vamos analisar a Bíblia Sagrada, o código de ética dos judeus e dos cristãos. Logo no início encontraremos em Gênesis 2 e versículos, a ideia do criador, de DEUS, no tocante ao ser que o mesmo criou, ou seja, o homem e a mulher, vejamos: Gênesis 2:7,18  — “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. (...) E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”
Deus dá origem ao homem, e deste criará uma AJUDADORA – NÃO AJUDADOR – o que deixa claro que está falando sobre masculino e feminino, ou seja, de sexo, que são opostos e que se completam. Mais a seguir Ele continua: Gênesis 2:22-24  — “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma carne”.
Não há como negar ou manipular o que está escrito na Biblia sagrada e inscrito na natureza humana. Deus deixa clara a formação do homem e mulher, e assim define o conceito de sexo masculino e feminino, questão ligada à natureza, à própria biologia, à fisiologia, etc. A civilização, partiu desse dogma, a confirmação intelectual e científica veio com a chamada teoria de Darwim que outrora nega Deus, mas reafirma através de sua teoria da seleção natural, da que atesta que a evolução das espécies, só se consolida, somente é possível, mediante a procriação entre um homem e uma mulher, um macho e uma fêmea, sem que tivesse a intenção de exaltar ou endossar a criação Divina.
Deus criou seu povo, sua evolução só foi possível com a organização social e pelo casamento heterossexual, assim foi determinado por Ele e pela natureza humana. Tudo que é evidente não necessita ser provado.
O desenvolvimento natural de homem e mulher nos é trazido quando da orientação que homem e mulher serão uma só carne. Dentre vários prismas de interpretação que podemos trabalhar, iremos atentar apenas ao que toca a formulação de família. Neste ponto começamos a observar o conteúdo lógico, ou seja, homem, mulher, sexos e união.
Há um grande conflito aqui, pois ideologia como a do próprio Karl Marx  — o tão venerado e adorado mestre dos revolucionários e progressistas — era uma “falsa consciência” e não um conjunto de ideias. E o “falso” discurso vê as coisas não como elas são de fato, mais de maneira invertida, de maneira diferente e deturpada. Isso serve para tudo, mas aqui vou me ater à sexualização como forma de prazer: “Ideologia da cultura sexual”. Deus é lógica, é matemática, é biologia, é a evolução da humanidade. Deus não é ideologia, não se serve nem se presta a falácias.
Quais as consequências da Ideologia de Gênero
Uma das consequências da Ideologia de Gênero é a eliminação do conceito de “pessoa”
A Agenda de Gênero, que comumente se conhece como “Ideologia de Gênero”, pode ser comparada a uma espécie de explosão ou destruição em massa. O efeito dominó é a imagem mais plástica que vem frequentemente no imaginário.
1ª consequência. A eliminação do conceito de “pessoa”. A pessoa é uma realidade primaria e original. O psicólogo Carl Rogers afirmava: “É sempre altamente enriquecedor poder aceitar a outra pessoa”. A aceitação é o primeiro passo para vivermos nossa vida. Hoje, há uma constante rejeição e negação do que somos. Deus nos fez a Sua imagem e semelhança, e isso tem um valor incalculável! Não posso tornar inválido o que Deus fez em mim. Como negar minha sexualidade, como negar minha origem, como negar aquilo de mais precioso eu sou! O ser “pessoa” não é um elemento qualquer, mas a construção mais autêntica de cada ser humano. A pessoa não é uma máscara como pretendiam afirmar os gregos, ser pessoa é, nada mais nem nada menos, que a maior qualificação que o homem recebe em todos os tempos, pois do ser pessoa deriva o seu ser capaz de tornar as coisas diferentes. A proposta da Ideologia de Gênero é a exaltação do “indivíduo”, anônimo e desconhecido, onde Deus não tem lugar.
2ª consequência. Uma segunda consequência poderíamos chamá-la da suplantação da sexualidade pelo sexuado. No conceito da Ideologia de Gênero, o indivíduo tem todas as faculdades para fazer, no seu devido momento, a opção sexual. O termo “opção sexual” cada vez mais traz confusão. Para muitos, cada indivíduo deve fazer opções no momento em que mais lhe convêm. Não existe, segundo a proposta da ideologia, ninguém que possa afirmar que somos homem ou mulher desde o início da nossa vida.
Os criadores dessa ideologia negam que exista uma propriedade que determine nosso gênero sexual, razão pela qual os comportamentos sexuais foram convenções criadas e idealizadas pela própria sociedade. Se nós aceitássemos essa tese, então teríamos de dizer que nenhum ser humano, até hoje, foi verdadeiramente homem ou verdadeiramente mulher, tese que carece de todo sentido.
Em cada um de nós, Deus plasmou o seu querer criador. Ele nos fez de tal forma que não somos produto nem do determinismo muito menos do casual encontro de gametas ou materiais genéticos. Em cada um há um projeto originário e original. Fomos criados a Sua imagem e semelhança. O homem sempre será homem a mulher sempre será mulher.
3ª consequência. Uma terceira consequência, talvez a mais crítica de todas e assim também a mais sutil, é a eliminação das relações pessoais afetivas e os vínculos familiares. A Ideologia de Gênero postula que os critérios familiares são secundários, a figura do pai, da mãe e dos irmãos é completamente relativa.
Uma relação familiar pode passar a ser chamada de espaço de “cuidado”, assim como também a monogamia, a fidelidade, a exclusividade e o compromisso definitivo são desnecessários. Todos somos “iguais”. Essa proposta é perceptível no momento em que vivemos junto a jovens casais, pois muitas deles desejam viver uma espécie de “experiência de convivência” para descobrir se vale ou não a pena estabelecer um vínculo conjugal definitivo.
Muitos casais de namorados e noivos já levam uma vida marital como se isso fosse o mais “normal” durante o tempo no qual só se conhecem; na mentalidade proposta pela ideologia de gênero podem acontecer inúmeras situações, sem medir os resultados e sem valorar os fins que essas mesmas situações produzem.
Nós acreditamos que o amor tem nome de pessoa, exige respeito, comunhão e cria vínculos de responsabilidade, entrega e compromisso. Quem se decide a amar, segundo a proposta do Evangelho, sabe que dar a vida pelo outro exige tempo, dedicação e exclusividade, e que o amor entre os cônjuges só poderá ser vivido no amor esponsal e conjugal da vida matrimonial.
Poderíamos citar ainda muitas outras consequências, mas considero que essas três já nos levam a pensar profundamente no mal que a Ideologia de Gênero cria no sadio desenvolvimento das pessoas.
Devemos ser profetas, promotores da vida e esclarecer que a Ideologia de Gênero agride a vida em todas as suas dimensões. É necessário um diálogo, é necessário um esclarecimento, é necessária uma conversão interior. Promovamos a vida e com ela o respeito ao Criador, que nos fez a Sua imagem e semelhança.
Polêmica social
Para os defensores desta bizarra ideologia, homem e mulher não se diferem em questões naturais e biológicas, apenas em um conceito cultural e social. Esta premissa não apenas promove o fim da construção Divina da família (pai e mãe), como também influencia toda e qualquer prática sexual, já que não existiria distinção social de homens e mulheres.
No Brasil, a discussão de conservadores x defensores da Ideologia de Gênero vem criando atritos entre civis e líderes políticos. Grupos de ativistas favoráveis à ideia anti-bíblica apoiam a posição das Prefeituras que querem incluir o estudo da IG no PME. E, quando tenta se opor a eles e se pronunciar a favor da família tradicional é atacado por uma “chuva” de ofensas e impropérios dirigidos. São chamados de "fundamentalistas religiosos". Nos Estados Unidos, a polêmica também está em foco com a notícia de que os alunos do Condado de FairFax, na Virgínia, em breve receberão aulas sobre o conceito adulterado de homem e mulher. A reação foi imediata por meio de pais ofendidos e pastores evangélicos procurando despertar suas igrejas sobre esta realidade nos meios de comunicação.
 
O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS
Deus nos criou para sermos amorosos, relacionáveis, seres sexuais, e quando seguimos o projeto e o propósito de Deus para estas coisas, vamos experimentar a satisfação, realização e prazer.
"Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais" (Jeremias 29:11).
· Deus é bom, e Ele nos ama, e Ele tem bons pensamentos e planos para nós.
· A Bíblia é o modelo - O projeto de Deus para as nossas vidas, em sua infinita sabedoria.
Vamos pensar sobre o sexo da maneira como Deus pensa sobre o sexo.
1- Todas as idades precisam de saber isso - casados ou solteiros, jovens ou velhos.
2 - Isso pode parecer estranho para você, que Deus pensa sobre o sexo.
3 - Deus pensou sobre isso, ele criou, e Ele tem um jeito para que ele funcione.
4 - Deus disse: "era muito bom" Não deveria ser difícil para nós falarmos sobre sexo.
1. Deus é a favor do sexo
"E criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra..." (Gênesis 1:27-28).
As duas mais importantes verdades que aprendemos da Palavra de Deus: Deus nos criou, e nos ama.
Quando Deus criou Adão e Eva, Ele lhes ordenou que tivessem relações sexuais.
Deus nos projetou para sermos criaturas sexuais. Ele espera que o sexo seja uma experiência deliciosa.
Provérbios 5:18-19 - Deus encoraja os homens a desfrutar e estar satisfeito com a sua esposa.
Cantares de Salomão – Descreve o amor e o relacionamento sexual entre uma mulher e o marido
I Coríntios 7 – Aos maridos e esposas a Bíblia diz para desfrutar do sexo
Satanás veio e roubou o que Deus criou, e o sexo é visto como algo sujo ou vergonhoso que você não deveria falar.
Deus quer que nós conheçamos sobre esse presente maravilhoso, e não aprender sobre ele na TV, nas ruas, em alguma festa de pijamas, ou em um filme pornográfico.
2. Deus criou o sexo para o relacionamento conjugal
"Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam" (Gênesis 2:24-25).
O projeto de Deus é um homem e uma mulher em uma relação de casamento comprometidos ao longo da vida.
O que aconteceria no planeta se todo mundo começasse a seguir o designo de Deus?
Não haveria mais prostituição, o tráfico de escravos do sexo, adultério, estupro, pedofilia, gravidez na adolescência, a pornografia, culpa, vergonha, medo e dor. Nosso mundo não seria melhor?
. O sexo fora do casamento é errado: "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele.
Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Corintios 6:15-19).
Sexo não é apenas um ato físico, mas há uma união espiritual - uma alma unida - que ocorre.
Sexo antes do casamento é errado, porque ele viola a lei do amor.
1 Coríntios 13:4 diz: "O amor é paciente." O verdadeiro amor espera!
Não existe sexo seguro fora do casamento! Claro, talvez você possa se livrar de uma AIDS, de se engravidar, e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas você não pode proteger seu coração.
Vamos falar mais sobre os benefícios da espera até o casamento: "Por que esperar?"
Ilustração do guarda-chuvas: os mandamentos de Deus são para nossa proteção.
"Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?" (Deuteronômio 10:12-13).
· Por que Deus nos deu Seus mandamentos? Para o nosso próprio bem e proteção!
· Quando você segue o plano de Deus, você está sob o guarda-chuva da proteção.
"Tomará alguém fogo no seu seio, sem que as suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre as brasa, sem que se queimem os seus pés? Assim será o que entrar (dorme) á mulher do seu próximo; não ficará inocente todo aquele que tocar" (Provérbios 6:27-29).
É preciso reconhecer que há conseqüências para o pecado! Quando não seguimos o desígnio de Deus, vamos “ficar molhados" (não sob o guarda-chuvas).
4. Por que Deus criou o sexo?
 a. Para produzir a vida: "E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos..." (Gênesis 1:28).
1. Deus nos ordena a ter filhos, povoar a terra. Este é um dos propósitos
b. Para proporcionar prazer: "Seja bendito o teu manacial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade... Deixe seus seios satisfazê-lo em todos os momentos e sempre extasiado com o seu amor" (Provérbios 5:18-19).
1. Se você for casado, encorajo-vos a ler o Cantares de Salomão - Que descreve uma relação sexual intima entre marido e mulher.
2. A questão é - O sexo não é apenas para fazer bebês, é para seu divertimento, também! (Só no casamento)
c. Para promover a unidade: "Por isso o homem deixará seu pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois serão uma só carne." (Efésios 5:31).
1. Existe uma unidade, uma intimidade, que se realiza. A Bíblia fala sobre “Conhecer” a sua esposa.
d. Para proteger casais casados: "O marido não deve privar sua esposa de intimidade sexual, que é seu direito como uma mulher casada, nem deve privar a mulher de seu marido... Então faça não privar-se de relações sexuais. A única excepção a esta regra seria o acordo de ambos, marido e mulher que se abstenha de intimidade sexual por um tempo limitado, por isso eles podem dar-se mais totalmente à oração. Mais tarde eles devem se reunir novamente para que Satanás não seja capaz de tentá-los por causa de sua falta de auto-controle" (1 Coríntios. 7:3,5).
1. Uma vida sexual saudável no casamento lhe ajudará a defender contra a tentação.
2. Você descobrirá a frequência!
Uma palavra aos pais:
Se você não ensinar aos seus filhos, eles serão ensinados por alguém. Duas chaves:
1. Ensiná-los a fazer escolhas certas.
a. Se entra lixo, sai lixo! Guarda o coração.
2. Incentive-os a esperar até que eles se tornem mais velhos, para começar a namorar
3. Estatisticamente:
a. Os que começam a namorar aos 12 anos, 91% são sexualmente ativos antes do casamento.
b. Os que começam a namorar aos 14 anos, 56% são sexualmente ativos antes do casamento
c. Os que esperam até os 16 anos, apenas 20% são sexualmente ativos antes do casamento.
Conclusão
A veracidade das Escrituras. O verso bíblico usado na apresentação deste texto é uma afirmativa Divina para estabelecer termos eternos e proteger o ser humano da influência diabólica que visa enfraquecer e aniquilar o projeto mais perfeito estabelecido pelo Senhor para os que vivem na terra: a família. A Ideologia do Gênero anula a figura do homem e a figura da mulher, negando-lhes as funções sociais que cada um tem: ele o líder e ela o ser mais frágil que precisa ser cuidada e ao mesmo tempo, cumpre a função de auxiliadora.
Além disso, segundo a bandeira defendida pela Ideologia do Gênero, qualquer prática sexual seria considerada aceitável, até mesmo a pedofilia e o incesto. Por isso, não existe outra forma de proteger a raça humana de sua degradação além de usar a fórmula feita pelo próprio Criador: “homem e mulher os criou”. Dois seres da mesma espécie diferentes em sua formação biológica, cognitiva e social, porém igualmente amados pelo Todo Poderoso que os desenhou com Suas Próprias Mãos.
Deus é a favor do sexo. Deus criou o sexo para o relacionamento conjugal. O sexo pré-marital é errado. O sexo no casamento é para a produção da vida, proporcionar prazer, promover a unidade, e proteger os casais. É importante falar sobre amor, sexo e relacionamentos, e conhecer o desígnio de Deus.
 
Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Bibliografia
 
Ética Cristã e Ideologia de Gênero
As Ciências Sociais ensinam que as desigualdades sociais entre os sexos são o resultado de relações históricas de opressão e preconceito. A esse entendimento dá-se o nome de “questão de gênero”. Essa concepção não reconhece que as características físicas e biológicas de alguém devam ser usadas como parâmetro comportamental. Nessa perspectiva, refutam ideia de que o “sexo masculino” deva se comportar como menino e de que o “sexo feminino” deva se comportar como menina. Alegam que o comportamento social esperado de homens e mulheres é estabelecido pela cultura e não pelas questões físicas e biológicas.
1.0 QUE É A IDEOLOGIA DE GÊNERO
A ideologia de gênero pretende desconstruir os papéis dos sexos masculino e feminino. A ideologia de gênero, também conhecida como “ausência de sexo”, é um mal presente na sociedade pós-moderna e indica o grau da corrupção da espécie humana.
A palavra “ideologia” é composta pelos vocábulos gregos eidos, que 111 dica “ideia”, e logos, com o sentido de “raciocínio”. Assim, ideologia significa qualquer conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individualmente, seja em sociedade. Em um sentido amplo, a ideologia se apresenta como aquilo que seria ou é ideal para um determinado grupo.
Na busca da hegemonia política, o filósofo e político italiano Antônio Cramsci (1891-1937) Gramsci recomenda a reforma intelectual e moral da sociedade por meio de pessoas influentes como políticos, músicos, artistas, famosos,jornalistas e por todos os meios disponíveis que possam manipular a opinião pública. Mediante essas ações, é possível modificar o senso comum do “certo” e do “errado”. Com o uso intenso da mídia, das artes da literatura, das escolas, universidades e por via de palavras de ordem e a massificação de uma “nova cultura”, cria-se o “homem coletivo”, que passivamente assimila a “filosofia nova” e passa a pensar como todo o mundo. A partir desse momento, quem ousar discordar do “senso comum modificado” sofrerá o patrulhamento ideológico.
Esse patrulhamento tem como objetivo desqualificar quem faz oposição e pensa diferente, O propósito é desprestigiar quem se manifesta contrário à ideologia. As pessoas que oferecem resistência são estigmatizadas e são acusadas com termos pejorativos tais como “fundamentalista”, “homofóbico”, “preconceituoso”, “machista”, “racista” e “reacionário” dentre outros. Desse modo são construídas muralhas invisíveis que amordaçam o cidadão temeroso da censura. Assim, a liberdade de expressão é controlada pelas grades do “politicamente correto”.
 
2. Ideologia de Gênero
A palavra “gênero” tem origem no grego genos e significa “raça”. Na concepção da Lógica, o termo indica “espécie”. Usualmente, deveria indicar o “masculino” e o “feminino”. Nesse sentido, a expressão é inofensiva, porém, na sociedade pós-moderna, tal significado é relativizado e desvirtuado em “ideologia de gênero”. Essa ideologia também é conhecida como “ausência de sexo”. Esse conceito ignora a natureza e os fatos biológicos, e alega que o ser humano nasce sexualmente neutro. Afirmam que os gêneros — masculino e feminino — são construções culturais impostas pela sociedade.
Quanto à sexualidade, a ideologia ensina que o gênero e a orientação do desejo sexual não são determinados pela constituição anatômica do corpo humano. Nesse caso, consideram que a atração pelo sexo oposto corresponde a determinados estereótipos e papéis sociais previamente estabelecidos pelo contexto histórico, político e cultural da sociedade.
A ideologia de gênero e sua propagação
Como acontece com toda a ideologia, a identidade de gênero vem sendo amplamente divulgada pela grande mídia em busca da construção do “homem coletivo”. Na tentativa de desqualificar seus oponentes, imprime-se, por exemplo, a ideia de que o relacionamento afetivo entre pessoas de mesmo sexo é objeto de discriminação e preconceito homofóbico. Desse modo, instituiu-se a denominada “mordaça gay”, em que, por meio do “patrulhamento ideológico”, cidadãos de bem convivem com o cerceamento de sua liberdade de expressão, nada podendo dizer em contrário à ideologia de gênero sob pena de ser considerado preconceituoso.
3. Marxismo e Feminismo como Fonte dessa Ideologia
O marxismo exerceu forte influência no feminismo, especialmente o livro A Origem da Família, a Propriedade Privada e o Estado (1884), em que a família patriarcal é tratada como sistema opressor do homem para com a mulher. Desse modo, a ideia central do conceito de gênero nasceu com a feminista e marxista Simone de Beauvoir, autora da obra “O Segundo Sexo” (1949), em que é afirmado que “não se nasce mulher, torna-se mulher”.
Assim, do contexto social marxista que deu origem à “luta de classes” surgiu na pós-modernidade a ideologia culturalista como sendo “luta de gêneros”, ou seja, uma fantasiosa “luta de classes entre homens e mulheres”.
O conceito marxista de família = O conceito marxista acerca da família patriarcal está desenvolvido no livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), elaborado pelo sociólogo alemão Karl Marx, porém organizado e assinado por Friedrich Engeis, dado à morte de Marx antes da publicação da obra (ENGELS, 2014, p. 1-3).
Nesse livro, ele pretende explicar a gênese da realidade familiar por meio de um viés de liberdade sexual desraigada e casamento dissolúvel. Marx dividiu os tipos familiares de quatro maneiras, quais sejam: família consangüínea, família punaluana, família sindiásmica e família monogâmica. Sua veraz crítica e seu conceito de patriarcado é com a família monogâmica, pois em seu entendimento ela “baseia-se no triunfo do homem” e “os laços conjugais não podem ser rompidos por qualquer uma das partes” (ENGELS, 2014, p. 67).
Na visão marxista, esse modelo de matrimônio escraviza o cônjuge a ter relações sexuais apenas com o seu cônjuge, e, na opinião do sociólogo, isso é uma discrepância, tendo em vista que a liberdade sexual é necessária para a sociedade (ENGELS, 2014, p. 70-72). Desse modo, a intenção de Marx é desconstruir o sistema patriarcal e promover a liberdade sexual. Por isso, afirma-se que a ideologia de gênero é desdobramento do marxismo que também pretende eliminar o modelo familiar monogâmico, patriarcal e heterossexual.
O conceito feminista de gênero
A francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), considerada uma das mais importantes feministas da história, escreveu, como já afirmado, uma polêmica obra a respeito do feminismo, o livro O Segundo Sexo (1949). Filósofos afirmam que as mais de 800 páginas de seu livro podem ser sintetizadas pela frase já imortalizada pelos adeptos da ideologia de gênero: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Beauvoir afirma em sua obra que “todo ser humano do sexo feminino não é, portanto, necessariamente mulher; cumpre-lhe participar dessa realidade misteriosa e ameaçada que é a feminilidade.” (BEAUVOIR, 2009, p. 13).
Diante de tal construção teórica e filosófica, surgiu o conceito feminista de gênero, isto é, que a pessoa do sexo feminino não nasce mulher, sendo a construção social da sociedade machista que a transforma em mulher. A partir daí nasceu a expressão “empoderamento”, para sinalizar a luta pela igualdade de gêneros e a busca da libertação sexual, em que todos podem fazer opção de querer ser homem ou mulher.
II. CONSQUÊNCIAS
A ideologia de gênero pretende desconstruir os papéis de homens e mulheres e assim descontinuar o casamento e a família tradicional. AsEscrituras Sagradas ensinam que o pecado provoca graves consequências e o ser humano recebe em si mesmo o resultado de seus erros (Rm 1.27).
1. Troca de Papéis entre Homens e Mulheres
A ideologia de gênero ensina que os papéis dos homens e das mulheres foram socialmente construídos e que tais padrões devem ser desconstruídos. Essa posição não aceita o sexo biológico (macho e fêmea) como fator determinante para os papéis masculino e feminino. Sob esse aspecto, alguém pode ser biologicamente homem e desejar desenvolver comportamento típico de mulher e vice-versa. Faz-se ainda apologia à prática do homossexualismo e do lesbianismo. Tal posição despreza os papéis biblicamente constituídos (Rm 1.25-32; Ef 5.22-33).
O perigo da inversão de valores
Na época do profeta Isaías, a ordem social, o estado moral, ético e espiritual do povo de Judá era lamentável e em muito se assemelha aos dias que vivemos, O mal era caracterizado pela inversão dos valores.
O profeta fora enviado a uma nação que se recusava ouvir a palavra de Deus (Is 1.2-6,10-17; 6.9-13). Nesse cenário de podridão moral e espiritual, Deus levantou um atalaia para profetizar contra a nação. Dentre as reprimendas, o profeta vaticinou “seis ais” que confrontavam o comportamento inadequado daquele povo.
O primeiro “ai” era contra o materialismo desenfreado e o enriquecimento ilícito (Is 5.8-10).
O segundo “ai” duplamente anunciado condenava a bebedeira e a embriaguez que conduzia à ociosidade (Is 5.11,12,22).
O terceiro “ai” repreendia os que zombavam da verdade e duvidavam do juízo divino apostando no ceticismo (Is 5.18,19).
O quarto “ai” era um alerta acerca da perversão dos valores. Tratava-se de uma dura advertência acerca do extremo perigo do relativismo cultural (Is 5.20).
O quinto “ai” era uma condenação aos presunçosos que se julgavam sábios e únicos donos da verdade (Is 5.21).
E o sexto e último “ai” repreendia a corrupção, o suborno e a perversão do direito (Is 5.23). Essas atitudes reprováveis e imorais causaram a derrocada daquela nação (Is 5.24,25).
Em nosso tempo, a situação não é diferente; a sociedade está em estágio de putrefação moral e ética, pois a verdade vem sendo modificada por intensa manipulação do pensamento. Homens inescrupulosos afrontam a verdade de Deus e a sua Palavra promovendo ideologias contrárias à revelação divina. A ideologia de gênero, com a sua inversão de valores, tem invadido, inclusive, diversos setores da igreja que se autodenomina cristã.
O farisaísmo — como dissimulação da verdade — tem adentrado em nosso meio. A reprimenda de Cristo os classificando como “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo” (Mt 23.24) vem sendo ignorada por um número considerável da igreja e de sua liderança. Contudo, as Escrituras são categóricas em revelar que não haverá escape para os transgressores.
Aos que relativizam a verdade, a Palavra de Deus vaticina: “não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pe 2.1-3). A igreja não pode fechar os olhos para a inversão dos papéis de homens e mulheres divinamente revelados nas Escrituras (Ef 5.22-33).
2. Confusão de Identidade para o Ser Humano
Os adeptos dessa ideologia fazem questão de criar conceitos relativistas. Afirmam que a sexualidade (desejo sexual) e o gênero (homem e mulher) não estão relacionados com o sexo (órgãos genitais). Desse modo, a identidade de gênero e a orientação sexual passam a ser moldadas ao longo da vida. Por exemplo, a criança passa a decidir depois de crescida se quer ser menino ou menina. No entanto, essa indefinição acerca da própria identidade produz efeito dramático no ser humano por causa da confusão de papéis, e provoca sérios problemas de ordem espiritual e psicossocial. Tal ideologia induz, inclusive, à insolência de a criatura questionar o seu Criador (Rm 9.20).
Identidade de gênero
Biblicamente, a orientação e o desejo sexual estão direta e intrinsecamente relacionados às características físicas do sexo (masculino e feminino), e não com o construto cultural da sociedade. O conceito de “identidade de gênero” não aceita o sexo biológico (masculino e feminino) como fator determinante da sexualidade. Ensinam que os indivíduos desenvolvem sua “identidade de gênero” durante o processo de socialização com a cultura na qual estão inseridos. Assim, o propósito dessa ideologia na área da moralidade é desassociar o sexo da sexualidade e com isso provocar a inversão dos valores também do casamento e da família.
3. Desvalorização do Casamento e da Família
A ideia é de que o desaparecimento dos papéis ligado ao sexo provoque um destruidor impacto sobre a família. A ideologia considera que a atração pelo sexo oposto, o casamento e a família correspondem a determinados estereótipos e papéis sociais previamente estabelecidos pela sociedade.
Tudo passa a ser relativizado e permitido, isto é, ninguém poderá afirmar que algum modo de relações entre os sexos possa ser mau ou antinatural. O casamento heterossexual e a família tradicional são totalmente desconsiderados. Esses e outros males são resultados da depravação humana e sinais da iminente volta de Cristo (2 Tm 3.1-5).
A depravação da sexualidade
Quando se adota a identidade de gênero como parâmetro ou medida, os valores e os conceitos morais tornam-se relativos. Caso fosse verdadeiro que o ser humano tenha capacidade para “autoconstruir” seu próprio gênero “nenhum modo de relação sexual poderá ser considerado puro ou impuro, certo ou errado” (SCALA, 2011, p. 65). Assim, instala-se o relativismo e a resultante inversão/alteração de valores (Is 5.20).
A partir disso, não se poderá restringir a liberdade sexual de ninguém. A começar pelo postulado básico da “identidade de gênero” de que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade e que todas as relações sexuais são apenas o construto da sociedade, então toda relação sexual consentida será considerada moralmente boa e, portanto, lícita e aceitável, não sendo passível de crítica ou condenação por parte da sociedade e das autoridades públicas.
Em vista disso, serão desconstruídas as relações familiares, o casamento, a reprodução, a educação, a religião, a sexualidade, dentre outros. Práticas que hoje são moralmente condenadas passarão a ser consideradas igualmente lícitas tanto do ponto de vista moral, legal e jurídico. Depravações sexuais como zoofilia (sexo do homem com animais); necrofilia (atividade sexual com cadáver) e até a pedofilia (sexo de adultos com criança) serão toleradas como resultado da aceitação da “ideologia de gênero”.
Convém aqui registrar que a prática da zoofilia é tipificada como crime (Art. 32, Lei 9.605/1998), a necrofihia (Art. 212, Código Penal Brasileiro), bem como a pedofilia, é considerada crime contra vulnerável previsto no Código Penal Brasileiro (Art. 217-A), além de ser tipificada como doença na categoria “Transtornos da preferência sexual” listada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10, Código F65.4).
Apesar de estarmos conscientes desses fatos, sabemos que a cultura se modifica e seus conceitos e valores podem ser relativizados. Entretanto, as Escrituras Sagradas ensinam que as verdades divinamente reveladas independem da cultura, e, portanto, não são passíveis de alteração. Para o cristão, a autoridade e a inspiração divina das Escrituras são fatos inquestionáveis.
O reformador alemão Martinho Lutero (1483- 1546) compreendia que o sentido de “Sola Scriptura” era literal, ou seja, somente a Escritura — e não a Escritura somada à interpretação dos homens ou a cultura dos povos — é a fonte de revelação cristã. Sua defesa era pela centralidade da palavra de Deus. (LUTERO, v. 2, 2010. p. 403). O reformador holandês Jacó Armínio (1560-1609) igualmente defendeu a centralidade das Escrituras e ensinou que todas as doutrinas necessárias para o cristão já nos foram transmitidas pela revelação da Palavra de Deus (ARMINIO, v. 1,2015, p. 377). Portanto, para o cristão as doutrinas bíblicas se constituem em única autoridade infalível de fé e prática.
 
III. O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS
A Palavra de Deus revela que o homem foi criado macho e fêmea (Gn 1.27). Entre outros propósitos divinos estava a união heterossexual entre um homem e uma mulher. Portanto, a revelação divina contida na Bíblia Sagrada está acima da ideologia de gênero e transcende a cultura pós-moderna relativizada de nossa época.
1. Criação de Dois Sexos
Deus criou dois sexos anatomicamente distintos: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Portanto, biologicamente, o sexo está relacionado às formas do corpo humano e aos órgãos genitais. Assim sendo, os seres humanos nascem pertencendo ao sexo masculino ou ao sexo feminino, O homem é designado como macho e a mulher como fêmea. Por conseguinte, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a ideologia de gênero, pois a cultura permanece sob o julgamento de Deus (1 Pe 4.17)
Não podemos mudar a verdade
Paulo alerta a igreja de Corinto: “nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2 Co 13.8). No contexto dessa passagem, tanto o “evangelho” quanto a “retidão moral” é apresentado como conceito da verdade. Essa expressão paulina indica que rejeitar a verdade, seja ela no campo da ética, seja da moral, implica combater contra aquEle que é a verdade — Cristo e seu evangelho. Portanto, não é possível anular a verdade, ainda que alguma ideologia o queira fazer.
Aqui está evidenciado um princípio geral: não importa o que o homem faça para torcer a verdade, no final, quer queira quer não, a verdade triunfará sobre a falsidade e o engano. Pode até ser que a verdade fique oculta ou subjugada por um determinado espaço de tempo, mas por fim ela ressurgirá triunfante.
Por conseguinte, diante da exortação paulina, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a fé cristã aos valores da cultura secular. Nem tampouco devemos ceder ao conformismo e assistir passivamente à deturpação da verdade. Não estamos autorizados a acrescentar ou retirar algo da verdade revelada por Deus (Ap 22.18,19). As Escrituras são enfáticas ao revelar que Deus criou apenas dois sexos: macho e fêmea (Gn 1.27). Portanto, enquanto a Igreja estiver na terra, temos que oferecer resistência à tentativa de deturpação da verdade.
2. Casamento Monogâmico e heterossexual
Ao instituir o casamento, Deus ordenou: “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2.24, NVI). Isso significa que a união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte da criação original de Deus.
A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão” (1 Co 11.11). Assim, mudam-se as culturas e os costumes, mas a palavra do nosso Deus permanece inalterável (Mt 24.35).
O modelo da família cristã
A Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil crê, professa e ensina que a família é “instituição criada por Deus, que tem por princípios reguladores e estruturantes a monogamia [...] e a heterossexualidade” (SOARES, 2017, p. 205). Por essas razões, nossa confissão de fé rejeita a homossexualidade (1 Co 6.10) e qualquer configuração social que se denomina família cuja existência é fundamentada em prática, união ou qualquer conduta que atenta contra a monogamia e a heterossexualidade, consoante ao modelo instituído pelo Criador e ensinado pelo Senhor Jesus (Mt 19.4-6). Esse tema será discutido novamente com maior profundidade no capítulo 9, que abordará o planejamento familiar.
3. Educação dos Filhos com Distinção dos Sexos
Educar não consiste apenas em suprir os meios de subsistência e proporcionar o bem-estar necessário. Cabe também aos pais educar os filhos na admoestação do Senhor (Ef 6.4), promover o diálogo e o amor mútuo (Ef 6.1,2). A família cristã não pode perder a referência bíblica na educação de seus filhos. Explicar e orientar que homens e mulheres, por exemplo, possuem órgãos sexuais distintos que os diferenciam sexualmente é responsabilidade dos pais.
Deve-se ensinar, ainda, o respeito e a não discriminação, mas também a diferenciação entre os sexos a fim de coibir a inoportuna “luta de gêneros” (Gn 1.27; 1 Co 11.11,12; Ef 5.22-25).
A ideologia de gênero na educação secular
Nesse aspecto, os pais ou os responsáveis pelos estudantes devem redobrar a atenção. Ativistas labutam para implantar a “ideologia de gênero” nas escolas por meio de material didático e uma nova pedagogia voltada para a desconstrução sexual e o doutrinamento das crianças e alunos em geral.
No Brasil, em 2014, durante a tramitação no Congresso Nacional do PNE (Plano Nacional de Educação), que dita as diretrizes e metas da educação para os próximos dez anos, após diversas pressões de parlamentares cristãos, a ideologia de gênero foi retirada do texto. Após uma série de debates, o Ministério da Educação manteve a ideologia de gênero na Base Nacional Comum Curricular, porém, agora na disciplina de ensino religioso. A Base Nacional se limita, por enquanto, ao ensino infantil e fundamental (basenacionalcomum. mec.gov.br).
 
Por fim, o que se pode afirmar é que a ideologia de gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão aquilo que deve ser considerado como ideal. Acuada pelo “patrulhamento ideológico”, parcela da sociedade não esboça reação, faz concessões em nome do “politicamente correto”, e o mal vem sendo propagado. No entanto, os cristãos possuem o dever de reagir e “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).
 
Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS
Livro Valores Cristãos – lª. Edição CPAD – Douglas Baptista
 
 
 

27 de março de 2018

O QUE É ÉTICA CRISTÃ


O QUE É ÉTICA CRISTÃ

 TEXTO ÁUREO

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são Lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1Co 10.23)

VERDADE PRÁTICA

As Escrituras Sagradas ensinam o que convêm à virtude do bem-viver cristão em sociedade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 5.13,14: Os cristãos foram chamados para  ser "sal" e "luz"

Terça – Mt 24.35: A Palavra de Deus é o fundamento da Ética Cristã

Quarta – Êx 20.1-17: O Decálogo é a lei moral proferida pelo próprio Deus         

Quinta – Tt 2.11-14: O Evangelho produz transformação no caráter do ser humano

Sexta – Mt 6.33: Priorizando o Reino de Deus e a sua justiça

Sábado – Mt 5.48: Chamados a uma vida de perfeição      

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = 1 Coríntios 10.1-13

HINOS SUGERIDOS: 104, 177, 221 DA HARPA CRISTÃ

OBJETIVO GERAL

Apresentar o conceito e os fundamentos da Ética Cristã.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Compreender o que significa Ética Cristã e qual a sua importância para a Igreja.

Entender que o ser humano necessita de parâmetros para viver conforme a vontade de Deus.

Conhecer os fundamentos da Ética Cristã, a fim de saber lidar com assuntos potencialmente divisores.

INTRODUÇÃO À ÉTICA CRISTÃ

No século XXI, a humanidade está vivenciando uma era de relativismo exacerbado. O certo e o errado são conceitos que não fazem muito sentido para o homem da era pós-moderna. Tudo depende da pessoa, do tempo e do lugar. Estamos no momento que nós mesmo podemos decidir egoisticamente o que quisermos; não ter preconceitos sobre nada; ainda que a Bíblia diga o contrário.

Devemos achar natural dois homens ou duas mulheres viverem como casal e ainda adotarem filhos; etc. No decorrer das lições, dedicaremos nossa atenção ao estudo da Ética Cristã. Trata-se de um assunto polêmico e delicado, mas, ao mesmo tempo, repleto de encantos.

As questões éticas mostram-se como um campo vasto cujo horizonte parece inatingível, todavia seus assuntos estão muito próximos de nós. O estudo deste conteúdo provoca a reflexão sobre os mais diversos conflitos da vida humana, força-nos a observar o mundo que nos rodeia e leva-nos a considerar os nossos valores em busca de respostas certas, a fim de que tomemos decisões sensatas.

O cristão precisa assumir a responsabilidade de analisar os assuntos do cotidiano frente a uma sociedade que apresenta diferentes propostas quanto ao modo de ser e viver; de certo e errado. Além disso, ele deve romper com as barreiras do preconceito e fortalecer seu entendimento bíblico acerca de cada pauta proposta. Nesse sentido, a disciplina oferece parâmetros que o auxiliarão a compreender seus direitos e seus limites à luz da revelação divina.

O aborto é pecado? Não é só pecado; é homicídio. E a eutanásia? Não pode ser vista como ato humanitário nem como suicídio assistido; é assassinato. E a união civil de homossexuais?

Não se trata de contrato social; é abominação diante de Deus e o opróbrio diante dos homens. E o uso de drogas? Os médicos chamam de dependência; a Bíblia trata-o como vício e feitiçaria.

E o sexo livre? Tem-no o mundo como liberação; a Bíblia, como fornicação, adultério e impureza. E a violência? Que jamais seja tolerada como resposta à violência; a violência só produz a violência. E a mentira? Se o pai da mentira é o Diabo, por que iríamos nós entrar nessa árvore genealógica? “O estandarte da ética cristã ainda é ainda o nosso mais importante guia”. [Winston Churchill]. Os referenciais do mundo são movediços, instáveis e mutantes, ao sabor do tempo e do lugar, o guia infalível do crente em jesus é a Palavra de Deus, que é a lâmpada para os pés e luz para o caminho (Sl 119. 105).

O significado de ética: Ética é o estudo da moralidade. Consiste da análise da natureza da vida humana, como os padrões do "certo" e "errado”, pelos quais a conduta possa ser guiada.

A palavra Ética é originada do grego ethos: modo de ser, caráter. Através do latim mos (ou no plural mores) costumes; de onde se derivou a palavra moral. Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo.

Contudo a ética de Deus é diferente dos homens, pois Deus não precisa de padrões éticos e morais a seguir. A ética humana muitas vezes confunde o certo e o errado a luz e as trevas, o doce com o amargo, o moral e o imoral.

Este tipo de padrão ético muitas vezes é diabólico, pois promove ou defende ações que vão contra a palavra de Deus. Infelizmente muitas igrejas estão vivendo tais padrões éticos e morais.

DEFINIÇÃO DE ÉTICA CRISTÃ

Em princípio, “ética” pode ser definida como o estudo crítico da moralidade. Consiste na análise da natureza da vida moral humana, incluindo os padrões do “certo” e do “errado” pelos quais sua conduta possa ser guiada e dirigida. - Em resumo: “ética” é na prática aquilo que você pensa e faz.

O Que é Ética? A palavra tem origem no grego e significa costumes, disposição, hábito, uso, conduta. Pode ser definida como o conjunto de valores morais e de princípios que norteiam as ações sociais nos âmbitos individuais e coletivos.

No contexto evangélico “Ética Cristã” é um somatório de princípios que formam e dão sentido à vida cristã normal. É a marca registrada de cada crente. É o que cada crente é, pensa e faz.

Para o cristão, a Ética pode ser entendida como um conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristãos, tendo por fundamento a Palavra de Deus. (I Coríntios 10. 32).

Para o cristão, a ética pode ser entendida como um conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristãos, tendo por fundamento a Palavra de Deus.

Os padrões da ética humana mudam conforme as tendências dos valores morais da sociedade. De país para país, verifica-se que há o fenômeno chamado de “Nova Moralidade”, que envelhece em pouco tempo.

A ÉTICA CRISTÃ NO VELHO TESTAMENTO

I.  A Ética e os Dez Mandamentos: - Os Dez Mandamentos, também chamados “Decálogo”, dados por Deus a Moisés no Monte Sinai (Êxodo 20), formam o primeiro tratado ético, dado pelo Senhor com o propósito de reger o comportamento do homem. Como tal, o decálogo estabelece os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o seu próximo.

1. A Ética e os Livros Poéticos: - Jó, Davi e Salomão, (Os Sábios) tiveram um papel especifico e decisivo na forma da ética cristã. Com o patriarca Jó aprendemos o quanto o homem pode sofre e ainda assim não afastar do seu Redentor que vive (Jó 19. 25). Com Davi, através de seus Salmos proféticos ou não, aprendemos que a despeito das nossas naturais limitações, Deus é Senhor do universo e vela por nós (Sl 121).

Com Salomão, através dos seus provérbios imortais e do seu Eclesiastes, aprendemos que a verdadeira sabedoria tem a sua fonte em Deus e que qualquer tipo de vida ou ocupação descentralizada de Deus é Pura Vaidade.

 

2. A Ética e os Profetas: [São 12 os Livros Proféticos] - Os profetas, de modo especial, coube a responsabilidade de interpretar e popularizar o ensino da Lei. Neste particular, os profetas eram uma espécie de vigilantes e promotores do desenvolvimento Espiritual e Social da nação.  Na qualidade de mensageiros da vontade divina, confirmavam a fé dos humildes e tementes a Deus, condenavam a autossuficiência dos arrogantes, e elevavam a fidelidade e justiça divina acima de todos e qualquer padrão humano.

A Ética nos Evangelhos. No Sermão da Montanha, encontramos as REGRAS

BÁSICAS do Reino de Deus, trazidas por Jesus Cristo. A Ética do Sermão do Monte e das demais partes do evangelho é tão elevada, que nem mesmo a maioria dos cristãos a têm levado à prática.

Exemplos:

 

- A justiça do cristão deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5.20);

- Quem somente olhar para uma mulher, pensando em adulterar com ela, já adulterou (Mt 5.28).

 

- Só é permitido o divórcio se o cônjuge praticar infidelidade. Outro motivo não tem respaldo nas normas de Cristo (Mt 5.32;19.9);

- O falar deve ser sim, sim; não, não. O que disso passa é de procedência maligna (Mt 5.37);

 

- O certo é amar os inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam (Mt 5.44);

 

- Cristo manda que sejamos perfeitos como é nosso Pai que está nos céus (Mt 5.48);

- Não se deve julgar os outros (Mt 7.1);

 

- Só devemos fazer aos homens o que queremos que eles nos façam (Mt 7.12);

- Se o irmão pecar contra nós, devemos perdoar sempre – até 70 x 7 (Mt 18.22);

 

- É para dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mt 22.21);

- Quando o cristão der um banquete (casamento, festa de 15 anos, etc.) não deve convidar os amigos, os irmãos, os parentes, os vizinhos ricos, mas “os pobres, os mancos e cegos”(Lc 14.12-13).

 

A Ética nas Epistolas

 

1) Fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31);

2) Fazer tudo em nome de Jesus, dando graças a Deus (Cl 3.17);

3) Fazer de todo o coração, como ao Senhor (Cl 3.23);

4) Fazer o que é lícito e conveniente diante de Deus (1 Co 10.23);

5) Não dar escândalo ao mais fraco (1 Co 8.9-13);

6) Não fazer nada em caso de dúvida (Rm 14.23);

7) Lembrar que vamos dar contas a Deus de todas as nossas obras (Rm 14.11,12; Ec 11.9).

8) Evitar a aparência do mal (1 Ts 5.22).

 

Questões éticas à luz da Bíblia

 

Daremos, aqui, uma síntese de algumas questões éticas, com algumas respostas indicadas por certas correntes de pensamento.

 

A ÉTICA CRISTÃ NO NOVO TESTAMENTO

A Ética no Novo Testamento origina-se nos Evangelhos e prossegue nos escritos apostólicos. Jesus travou grandes embates com os religiosos de Sua época, que engessavam a Lei, dando a ela excessiva formalidade, principalmente no tocante às práticas litúrgicas; tropeçavam, entretanto, em outros pontos, que diziam respeito ao relacionamento entre irmãos. (Mateus 12. 1 – 10; 23; Os 6. 6).

1.     A Ética e Jesus – Jesus restaurou o verdadeiro sentido da ética, e ele o fez combatendo os religiosos. Por exemplo, o Mestre e Seus discípulos foram acusados de transgredir a Lei por comerem sem lavar as mãos; Jesus, por sua vez, retrucou dizendo que os opositores da Lei são os que a invalidarem – e assim o fazem quando a interpretam e a aplicam erroneamente (Mt 15. 1 – 9; Lc 7. 6 – 9; Mt. 5. 27, 28).

2.   A Ética nas Epístolas: - As vinte e uma (21) epístolas do Novo Testamento, sendo treze de Paulo, uma (Hebreus) de autor desconhecido, uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas, pelo menos durante os primeiros 200 anos da Igreja, se constituíram no único código de ética dos cristãos espalhados por todos os recantos do grande Império Romano. Inseridas no cânon divino, viria a se imortalizar como elemento inseparável dum código de ética da Igreja dos dias modernos.

3.   A Ética de Princípios. – As orientações dadas ao povo da nova aliança – a Igreja – são diferentes das que tinham sido dadas ao povo da velha aliança. – o povo hebreu. - A ética do Antigo Testamento é promovida pelas regras da Lei; a do Novo Testamento, por princípios.  – O que caracteriza o espírito ético-cristão das ações é a expressão voluntária de amor. O Amor é a Regra!  - (Lucas 12. 48; Rm 13. 10; Gl 5. 14; Mt 22. 37 - 40).

A Ética Cristã está fundamentada nas Escrituras Sagradas. O amparo bíblico garante a sustentação de regras e princípios pelos quais o cristão norteia a sua vida e se relaciona com o mundo. (Salmo 119. 105).

4. Julgamento dos Transgressores. A Bíblia fala dos que conhecem a Lei e não a praticam:  – Serão responsabilizados por seus atos (Rm 2. 13).

Os que erram sem nunca ter ouvido a Palavra de Deus: - A revelação divina é inerente ao homem, o que o obriga a praticar atos corretos (Rm 1. 18 – 21).

A DIFÍCIL RESPONSABILIDADE DE DECIDIR

Como é um ser livre para decidir, o homem sempre faz escolhas. Mesmo quando resolve não se posicionar sobre algum fato, ele faz uma escolha, porque o não decidir é também uma decisão.

As escolhas revelam-se sempre mais simples quando alinhadas às vontade e ao desejo; porém, tornam-se difíceis quando suas implicações são profundas e complicadas.

1) Decidir em Conformidade com a Palavra: - Agir em conformidade com a Palavra é o que Deus espera de todos nós (Êx 15. 26; Dt 4. 5; Sl 19. 8; Cl 3. 16). A Palavra de Deus fornece regras: o que se deve e o que não se deve fazer; bem como princípios: aquilo que está implícito no amor de Deus e norteia o espírito Cristão.

2)    Situações Novas em um Mundo Novo: - Atualmente, todos os assuntos que dizem respeito ao ser humano – suas necessidades, vontades e paixões – vêm à tona de forma aberta e exigem respostas conclusivas. Geralmente, as pessoas querem respostas simples para problemas complexos. – É preciso encarar a ética com mais profundidade, zelo e temor de deus, para que não se recorra aos extremismos.

3)  A Ética Situacional: - A ética situacional contempla um problema em uma perspectiva particular, não generalizada, de acordo com uma situação específica, em que uma escolha ou decisão não ocorre pelas vias convencionais. Exemplos: Êx 1. 19, 20: As parteiras do Egito ao mentirem acerca dos recém-nascidos; Js 2. 4; Hb 11. 31: A mentira de Raabe. Nesse caso, quando dois valores se chocam, prevalece o valor maior.

NÃO COBICEIS AS COISAS MÁS.

ESSAS COISAS... FEITAS EM FIGURA. O terrível juízo divino sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e advertência aos que estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem infiéis a Deus como Israel (vv. 7-10), eles também serão julgados e não entrarão na pátria celeste prometida.

DETESTAI O MAL = Detestar o mal é o mesmo que odiá-lo. Paulo usa várias vezes a palavra “fugir” para significar a repulsa que o cristão deve ter das coisas que são más (1Co 6.18; 10.14 e 1Tm 6.11): “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas”. Carlyle, escritor cristão, comentando esse texto, diz: “O que necessitamos é ver a infinita beleza da santidade, e a infinita maldição e o horror do pecado”. O apóstolo João, em sua primeira epístola, coloca esse “detestai o mal” da seguinte maneira: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo2.15).

NÃO VOS TORNEIS IDÓLATRAS.

Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar.

Não se interessaram em aprender do Senhor e nem de ensinar a seus filhos sobre o Senhor que lhes tirara da escravidão. Não davam honra e glória àquele que lhes tirara do Egito, antes queriam voltar para lá por causa da comida.

 

NÃO NOS PROSTITUAMOS.

Clara referência ao episódio de Balaão e a prostituição de Israel. (Jd 1.11)

 

CONCLUSÃO

Nesta lição. Estudamos, brevemente, as bases da ética, em particular da ética cristã. Como pudemos observar, trata-se de um terreno propício a muitas discussões. Por essa razão, precisamos buscar nossas respostas nas Escrituras Sagradas. Tais preocupações buscam proteger a Igreja de situações contraditórias que carregam em si o potencial de promover escândalos à fé cristã, além de deixar claras as práticas que ofender a Deus.

Conscientizemo-nos de uma vez por todas: a Igreja de Deus, por sua própria natureza e origem, sempre será vista como contracultura; jamais se conformará com este mundo. (Rm 12. 1).

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia



O QUE É ÉTICA CRISTÃ


Introdução

Paz do Senhor ,Graças ao Nosso Deus Chegamos mais um Trimestre para aprendemos mais, é com o coração transbordando de uma imensa alegria que volto para publicar  mais uma artigo subsídio de apoio aos nossos alunos e professores da Nossa Querida Ebd, (Escola Bíblica Dominical). e neste estaremos estudando sobre a Ética Cristã Para A Juventude. O cristão, como sal da terra e luz do mundo, não só deve ser diferente, mas seu comportamento como cristão deve ser um referencial para a sociedade.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Prepare-se convenientemente para as próximas lições! Como você pode constatar, os temas deste trimestre não são fáceis. Portanto, não perca tempo, pesquise o máximo que puder. Visite uma boa biblioteca. Estude com afinco todos os dias da semana.

 

Observe os seguintes princípios:

 

1. Preparar cada lição, estudando-a como assunto novo, mesmo que este lhe pareça conhecido.

 

2. Estudar bem a lição até que o assunto se torne bem conhecido e bem claro.

 

3. Estudar bem o assunto até que a lição se desenvolva em uma sequência lógica.

 

4. Ao preparar a lição, procurar relacionar cada parte dela às necessidades dos alunos.

 

5. Usar métodos e materiais adequados.

 

6. Planejar tudo de modo que todos os alunos participem.

 

7. Ter alvos específicos: sabendo o que seus alunos devem sentir, saber, e fazer como resultado do estudo desta lição.


I. O QUE É ÉTICA CRISTÃ

A. CONCEITUAÇÕES IMPORTANTES

A Ética integra os seis sistemas tradicionais da Filosofia, ao lado da Política, da Lógica, da Gnosiologia, da Estética e da Metafísica. A palavra ética vem do grego, ethos, que significa costume, disposição, hábito. No latim, vem de mos (mores), com o sentido de vontade, costume, uso, regra.

De acordo com Champlin e Bentes, ética é ‘A teoria da natureza do bem e como ele pode ser alcançado”; ‘A ética é a conduta ideal do indiví­duo” {Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, p. 554).

 

Para Claudionor de Andrade, é o “Estudo sistemático dos deveres e obrigações do indiví­duo, da sociedade e do governo. Seu objetivo: estabelecer o que é certo e o que é errado” (Dicionário Teológico, p. 121)

 

B. Ética Cristã

 

Para o cristão, a ética pode ser entendida como um conjunto de regras de conduta, aceitas pelos cristãos, tendo por fundamento a Palavra de Deus. Para os que creem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas, o certo ou o errado devem ter como base a Bíblia Sagrada, considerada como “regra de fé e prática”, conforme bem a definiram Lutero e outros reformadores. A ética cristã pode valer-se de argumentos filosóficos, de modo complementar, mas prescinde deles nas definições do que é certo ou errado.

 

Segundo Gardner, “a tarefa da ética cristã seria bem mais fácil se, por um lado, o cristão pudesse aceitar as conclusões da razão natural, pura e simplesmente, portanto, sem crítica, acrescentando-as ao que é do seu conhecimento pela fé, ou, por outro lado, se as pudesse repudiar sumariamente. Estes dois processos de relacionar a ética cristã com o pensamento ético secular são, no entanto, insatisfatórios...” (Fé Bíblica e Ética Social, p. 33).

 

C. Os padrões da ética humana mudam conforme as tendências dos valores morais da sociedade. De país para país, verifica-se que há o fenô­meno chamado de “nova moralidade”, que envelhece em pouco tempo.

 

Entretanto, na visão de Rudnick, “a ‘nova moralidade’ que estamos experimentando desde os anos sessentas não é o tipo de atualização natural e necessária dos pontos de vista éticos, com base em nova informação. É,na verdade, uma revolução ética, na qual os princípios da ética cristã têm sido agredidos e repudiados por muitos” (Ética Cristã para Hoje, p. 18).

Assim, temos de admitir que a ética cristã tem sua própria lógica e consistência, quando baseada na Bíblia, pois esta é infalível, imutável e inerrante.

 

II. CONCEITUAÇÃO E DEFINIÇÕES

 

1. Ética como ciência secular. A Ética é um aspecto da filosofia. A Filosofia está segmentada em seis sistemas tradicionais: Política, Lógica, Gnosiologia, Estética, Metafísica e Ética que é o objeto de estudo de Lições Bíblicas neste trimestre.

Para compreendermos melhor o sentido de Ética, vejamos, de forma sintética, em que se constituem os outros aspectos aos quais ela está agregada no contexto filosófico.

Dentre suas muitas acepções, filosofia é o saber a respeito das coisas, a direção ou orientação para o mundo e para a vida e, finalmente, consiste em especulações acerca da forma ideal de vida. Em suma, é a história das ideias. Tudo isto sob a ética humana. Precisamos aferir o pensamento humano com os ditames da Palavra de Deus que são terminantes, peremptórias, finais. O homem, seja ele quem for, é criatura, mas Deus é o Criador (Os 11.9; Nm 23.19; Rm 1.25; Jó 38.4).

 

Todos os campos de pensamento e de atividades têm suas respectivas filosofias. Há uma filosofia da biologia, da educação, da religião, da sociologia, da medicina, da história, da ciência etc. Consideremos entretanto, os seis sistemas acima mencionados que foram sistematizados por três antigos pensadores: Sócrates, Platão e Aristóteles.

 

a) Política — Este vocábulo vem do grego polis e significa “cidade”. A política procura determinar a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social. Ela procura definir quais são o caráter, a natureza e os alvos do governo. Trata-se do estudo do governo ideal.

 

b) Lógica — É um sistema que aborda os princípios do raciocínio, suas capacidades, seus erros e suas maneiras exatas de expressão. Trata-se de uma ciência normativa, que investiga os princípios do raciocínio válido e das inferências corretas quer seja partindo da lógica dedutiva quer seja da indutiva.

 

c) Gnosiologia — É a disciplina que estuda o conhecimento em sua natureza, origem, limites, possibilidades, métodos, objetos e objetivos.

 

d) Estética — É empregada para designar a filosofia das belas-artes: a música, a escultura e a pintura. Esse sistema procura definir qual seja o propósito ou ideal orientador das artes, apresentando descrições da atividade que apontam para certos alvos.

 

e) Metafísica — Refere-se a considerações e especulações concernentes a entidades, agências e causas não materiais. Aborda assuntos como Deus, a alma, o livre arbítrio, o destino, a liberdade, a imortalidade, o problema do mal etc.

 

f) Ética — É a investigação no campo da conduta ideal, bem como sobre as regras e teorias que a governam. A ética, o homem distanciado de Deus por sua incredulidade e seus pecados, a estuda, entende e até se propõe a observá-la, mas não consegue, por estar subjugado pelo seu eu, pelos vícios, pelo mundo, pelo pecado (Rm 2.15-19). Já os servos de Deus, pelo Espírito Santo que neles habita, triunfam sobre o pecado (Rm 8.2).

 

Existem inúmeros argumentos e considerações acerca deste tema, que será tratado aqui do ponto de vista da ética bíblica a qual expõe Deus como fundamento e alvo da conduta ideal.

 

2. Origem da palavra. Ética vem do grego, ethos, que significa “costume”, “disposição”, “hábito”. No latim, vem de mos (mores), com o sentido de vontade, costume, uso, regra.

 

3. Definição. Ética é, na prática, a conduta ideal e reta esperada de cada indivíduo. Na teoria, é o estudo dos deveres do indivíduo, isolado ou em grupo, visando a exata conceituação do que é certo e do que é errado. Reiterando, Ética Cristã é o conjunto de regras de conduta, para o cristão, tendo por fundamento a Palavra de Deus. Para nós, crentes em Jesus, o certo e o errado devem ter como base a Bíblia Sagrada, a nossa “regra de fé e prática”.

 

O termo ética, ethos, aparece várias vezes no Novo Testamento, significando conduta, comportamento, porte e compostura (habituais).

 

A ética cristã deve ser fundamentada no conhecimento de Deus como revelado na Bíblia, principalmente nos ensinos de Cristo, de modo que “...ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15; Ef 2.10).

 

III. VISÃO GERAL DA ÉTICA SECULAR E DA ÉTICA CRISTÃ

 

1. Antinomismo. Esse ensino errôneo é humanista e secular. Tudo depende das pessoas, e das circunstâncias. O filósofo incrédulo e existencialista Jean Paul Sartre, um dos seus promotores, afirma que o homem é plenamente livre. Num dos seus textos, ele escreve: “Eu sou minha liberdade; eu sou minha própria lei”.

 

a) Posicionamento cristão. Esta teoria não serve para o cristão. Nela, o homem se faz seu próprio deus. A Bíblia diz: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12). “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (Ec 12.13). O antinomismo é relativista, isto é, cada um age como quiser. É o que ocorria com o povo de Israel quando estava desviado, sem líder e sem pastor (Jz 17.6 e 21.25).

 

2. Generalismo. Essa falsa doutrina prega que devem haver normas gerais de conduta, mas não universais. A conduta de alguém para ser chamada de certa ou errada depende de seus resultados. É o que ensinava, no século XV, o descrente, político e filósofo italiano Nicolau Maquiavel: “Os fins justificam os meios”.

 

a) Posicionamento cristão. O generalismo não se coaduna com a ética cristã, pois, para o crente em Jesus, não são os fins, nem os meios, que indicam se uma conduta ou ação é certa ou errada. A Palavra de Deus é que é a regra absoluta que define se um ato é certo ou errado. Ela tem aplicação universal. O dever de todo homem é temer a Deus e guardar seus mandamentos (Ec 12.13).

A Palavra de Deus não muda de acordo com as circunstâncias, os meios ou os resultados. Deus vela para a cumprir (Jr 1.12b; Mc 13.31).

 

Há outras modalidades, formas e expressões da ética secularista, como o situacionismo, o absolutismo e o hierarquismo, mas nada disso se coaduna ou se enquadra na ética bíblica, tanto a declarativa, como a tipológica e a ilustrativa. Estamos mencionando estas formas aqui porque o mundo fala muito nelas, mas não as cumpre.

 

O cristão ortodoxo na sua fé, e fiel ao seu Senhor, terá sempre no manancial da Palavra de Deus tudo o que carece sobre a ética, na sua expressão prática em forma de conduta, compostura, costumes, usos, hábitos e práticas diuturnas da nossa vida para agradar a Deus e dar bom testemunho dEle diante dos homens.

 

IV. O POSICIONAMENTO DO CRISTàNOS DIAS ATUAIS

 

0 posicionamento do cristão, neste início de século, não é fácil de ser tomado, face às abordagens e questões éticas contemporâneas. É que, em termos de moral, de conduta, de costumes, que formam as culturas dos povos, o que se vê é um verdadeiro terreno escorregadio e pantanoso, em que não se sabe onde o certo termina, e começa o errado. Os limites da moral estão cada vez mais sendo elastecidos e abolidos. O que era certo há apenas 10 anos, hoje é visto como errado; o que era errado, agora é visto como certo.

 

Diante disso, a sociedade sem Deus, materialista e hedonista, não tem referenciais seguros, em que se possa confiar. O profeta Isaías bem traduziu esse fenômeno, há quase mil anos antes de Cristo, quando bradou:

 

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Is 5.20). Isso prova que a humanidade, não obstante o perpassar dos séculos, continua a mesma, em termos de ética e moral, sob o domínio avassalador dos formadores de opinião; principalmente nos tempos pós-modernos, com a influência dos meios de comunicação, notadamente da TV e da Internet, a rede mundial de computadores, que colocam dentro dos lares uma gama imensa de informações, as quais, na maioria dos casos, não permitem ao expectador uma filtragem daquilo que é certo ou é errado.

 

Admitindo que tudo isso seja verdade, como deve o cristão posicionar- se, face às questões éticas e suas abordagens mais comuns? A resposta não pode ser tão simples, mas o cristão tem a vantagem de possuir um código de ética extraordinário, que é a Bíblia Sagrada, por ele aceita como inspirada e revelada por Deus, através do Espírito Santo. Ele pode dizer com ousadia, como o fez o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para o meu caminho” (SI 119.105).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

“Princípios morais, que são os mais abrangentes e importantes conceitos éticos, não se aplicam a algumas atividades, mas a todas. São, portanto, princípios sem exceção, que não cedem a qualquer tipo de conveniência. ‘Que é o que o Senhor pede de ti... senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?’ (Mq 6.8). Nunca estamos dispensados de agir em justiça e amor.

 

Observe esses dois princípios neste contexto. Ambos se referem a pessoas, à maneira justa de tratá-las, e interesse em seu bem (bem mais elevado, e não apenas alegria ou sucesso na vida). ‘O Senhor faz... justiça a todos os oprimidos’ (Sl 103.6) e devemos fazê-lo também. Leis justas, governo justo, economia justa, preços justos, salários justos, relações equânimes entre marido e mulher fiéis um ao outro, relação pacífica equânime também entre as nações deste mundo. Devem ser esses os nossos conceitos, pois procedem de Deus (Is 9.2-7; 11.1-5). A justiça é um princípio distributivo que trata igualmente as pessoas” (Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD, pág.60).

 

“A relevância do sal e da luz pode ser notada pelos efeitos que exercem. Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor. Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente. Partindo desse pressuposto, há três aspectos em que se espera a valorização da relevância cristã.

 

O primeiro é pelo exemplo. Atitudes falam mais alto do que mil palavras. Quando o nosso comportamento não condiz com o que falamos, de nada adianta eloquência e verbosidade, porque o que fica é a marca do que fazemos. As palavras vão ao vento, mas os traços do nosso exemplo, bom ou ruim, permanecem.

 

A falta de lisura e nitidez em nossas ações leva-nos à perda da credibilidade naquilo que propomos e à consequente ausência de relevância do ponto de vista da fé. Foi o testemunho de Eliseu que permitiu à sunamita identificá-lo como homem de Deus.

 

 

 

Nossos atos podem ser positivos ou negativos e sempre terão influência para o bem ou para o mal. Quanto mais a nossa vida é exposta ao público, os rastros de nossas ações terão número cada vez mais considerável de seguidores, que, em muitos casos, não questionarão o que fazemos, mas simplesmente copiarão o nosso modelo tal é a força do exemplo” (A Transparência da Vida Cristã. CPAD, pp.51,52).

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 
REFERÊNCIA 

 

Ética Cristã - Elinaldo Renovato de Lima - CPAD 

Lições cpad 3º Trimestre de 2002 Título: Ética Cristã — Confrontando as questões morais

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD, pág.60.

COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. CPAD.

CABRAL, E. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um Desafio à Ética dos Tempos Modernos. CPAD.

HOLMES, A. F. Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD.

PALMER, M. D. (ed.) Panorama do Pensamento Cristão. CPAD.