10 de abril de 2018

Ética Cristã e Direitos Humanos


Ética Cristã e Direitos Humanos

TEXTO ÁUREO = "O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito." (Êx 22.21)

VERDADE PRÁTICA = Os direitos do ser humano revelados na Palavra de Deus têm como fundamento o amor.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gl 3.28: As Escrituras condenam o preconceito e a discriminação

Terça – Tg 5.4-6: A Bíblia Sagrada condena a exploração contra os trabalhadores

Quarta – Mt 25.35-40: Sendo solidários com os necessitados

Quinta – Rm 2.11: Como servos de Cristo não podemos fazer acepção de pessoas

Sexta – 2Ts 3.13: O cristão deve perseverar na prática do que é bom e direito

Sábado – 1Co 10.24: Preocupando-se com os direitos do próximo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Isaias 58.6-12

HINOS SUGERIDOS: 145, 245, 572 DA HARPA CRISTÃ

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A sensação de impunidade traz a ideia de que os direitos humanos foram estabelecidos para defender os bandidos. Esta não é uma ideia carreta a respeito dos direitos humanos, mas a expressão que denuncia militantes que os usa, não segundo os valores interiores inerentes ao ser humano, mas a uma agenda fraudulenta político-ideológica. Entretanto, é importante ressaltar que a instituição dos direitos humanos é uma expressão do Estado Democrático de Direito. Vivemos num império das leis. Por exemplo, o dogma jurídico de que todo cidadão tem a presunção da inocência é enfatizado, sobretudo, pela Palavra de Deus (1Tm 5.19,20). Só saberá o que significa realmente os direitos humanos quem um dia sofrera injustiça.

INTRODUÇÃO

Temos que reconhecer a dificuldade em definir exatamente o que são os direitos humanos. Alguns poderiam assumir que a noção de “direitos humanos” se explica por si mesma e é universalmente compreendida. No entanto, a compreensão dos direitos humanos tem mudado profundamente através dos anos e difere amplamente de uma sociedade a outra e ainda de um grupo social a outro.

 Definir os direitos humanos é uma mostra, para muitos, das agudas divisões políticas de nosso tempo. Porque os direitos humanos se fundamentam na pressuposição do valor, da integridade e da dignidade individual. Por isso se pressupõe, também, que cada pessoa tem, pelo menos, direito a três liberdades individuais: liberdade de consciência liberdade da opressão e exploração e, finalmente, a liberdade de viver propriamente uma vida humana.

Talvez, e de uma maneira muito simples, poderíamos pensar deles como a forma correta de tratar aos seres humanos. E falo isso porque, sem dúvida, a luta pelos direitos humanos aparece como uma resposta às maldades humanas – terrorismo, perseguição por parte dos estados-, que leva aos perseguidos a fugir e procurar ajuda e apoio, assim, como ações opressivas, excludentes e marginalizantes por parte daqueles no poder, sejam eles poderes civis ou religiosos.

Desta maneira, os direitos humanos estão focados no balanço das relações políticas entre as pessoas e os governos e estados, especialmente tentando proteger a dignidade a liberdade e a igualdade das pessoas face ao relativamente enorme poder do Estado, e partindo do princípio de que todos os seres humanos nascem com direitos iguais por possuírem a mesma natureza humana.

Outro assunto que devemos abordar nesta apresentação, e que de fato constitui o eixo principal, seria a relação e o engajamento, até heroico, de lideranças, leigos e clérigos, e instituições cristãs, na defensa e luta pelos direitos humanos. E parece paradoxal em nossos dias esse engajamento se temos em conta que a preocupação e o movimento pelos direitos humanos, como hoje o entendemos, não nasce de iniciativa cristã. Certamente nasce com a modernidade e se desenvolve fora e à margem da Igreja, e muitas vezes em oposição a ela.

Então a pergunta central que norteará nossa apresentação poderia ser: Como se explica, então, hoje, esta adesão dos cristãos aos direitos humanos, onde encontram a força e a motivação? Porém, antes de entrar a refletir a partir dessa pergunta central, considero importante realizar uma breve caminhada ao passado para mergulhar nas origens dos direitos humanos.

A ORIGEM DOS DIREITOS HUMANOS

Definição de Direito. Os Direitos Humanos são direitos fundamentais do ser humano. Sem eles, o ser humano não consegue participar plenamente da vida em sociedade.

Os Direitos Humanos são um conjunto de leis, vantagens e prerrogativas de devem ser reconhecidos como essência pura pelo ser humano para que este possa ter uma vida digna, ou seja, não ser inferior ou superior aos outros seres humanos porque é de diferente raça, de diferente sexo ou etnia, de diferente religião, etc. Os Direitos Humanos são importantes para que viver em sociedade não se torne um caos. São importantes para a manutenção da paz.

Os Direitos Humanos são um conjunto de regras pelas quais o Estado e todos os cidadãos a ele pertencentes devem respeitar e obedecer.

Pode parecer que não está sendo cumprido, mas a principal função dos Direitos humanos é a de proteger os indivíduos das injustiças, arbitrariedades, do autoritarismo e dos abusos de poder. Os Direitos Humanos são sinônimo de liberdade, pelo menos deveria ser.

A dignidade humana, a igualdade, a fraternidade e a liberdade, pelo menos a do pensamento, a da democracia, são valores e princípios básicos da sociedade judaico-cristã moderna. Uma sociedade mutante, que se transforma e transforma o mundo.

Sobre os direitos humanos. Os direitos humanos são bem amplos e se dividem em direitos civis e políticos como: direitos à vida, à propriedade, liberdade de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal e etc. Outra vertente são os direitos econômicos, sociais e culturais como: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social, à moradia, à distribuição de renda, entre outros. Além dessas divisões, contamos também com direitos difusos e coletivos como: direito à paz, direito ao progresso, autodeterminação dos povos, direito ambiental, direitos do consumidor, inclusão digital, entre outros, baseados no valor da fraternidade.

Origem dos direitos humanos. Os direitos humanos são advindos do resultado de uma longa história, que foi debatida ao decorrer dos séculos por juristas e filósofos. Porém, toda história teve um início, esta não seria diferente, o começo de tudo veio da área religiosa, quando o Cristianismo, durante a Idade Média, foi àconfirmação da defesa da igualdade de todos os homens numa mesma dignidade. Durante esta época, os matemáticos cristãos desenvolveram a teoria do direito natural, baseada na ideia de que o indivíduo está no centro de uma ordem social e jurídica justa, mas a lei divina era dominante. Logo foram criadas muitas teorias no decorrer do tempo.

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

Após um longo período de direitos indefinidos, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi realmente anunciada em 26 de agosto de 1789, na França. Sendo que ela está ligada intimamente com a Revolução Francesa.

Neste período, havia uma urgência em divulgar para a população a declaração para legitimar o governo que começava com o desligamento do rei Luís XVI e que, por sua vez, seria decapitado quatro anos após essa ruptura, em 21 de Janeiro de 1793.

Sabe qual é a importância desse documento atualmente? Ele foi a primeira declaração dos direitos e fonte de inspiração para outras que vieram depois dela, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)

A Declaração Universal dos Direitos do Homem tem inspirado um número de outras leis e tratados de direitos humanos em todo o mundo. 

A Declaração Universal dos Direitos do Homem tem inspirado um número de outras leis e tratados de direitos humanos em todo o mundo.

 Em 1948, a nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas tinha captado a atenção mundial. xxxSob a presidência dinâmica de Eleanor Roosevelt, a viúva do presidente Franklin Roosevelt, uma defensora dos direitos humanos por direito próprio e delegada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, a Comissão elaborou o rascunho do documento que viria a converter–se na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Roosevelt, creditada com a sua inspiração, referiu–se à Declaração como a Carta Magna internacional para toda a Humanidade. Foi adotada pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948.

A história dos Direitos Humanos no Brasil

Uma das formas de entender a evolução dos direitos humanos no Brasil é através das diversas constituições brasileiras. Princípios de garantia dos direitos políticos e civis apareciam já na Constituição de 1824, ainda que o poder estivesse concentrado nas mãos do imperador. O objetivo era garantir principalmente a liberdade, a segurança individual e a propriedade.

Ainda assim, no período imperial continuava a existir a escravidão, em que os escravizados eram tratados como produto e propriedade do senhor. As violências sofridas por estas pessoas, com a perda de liberdade, desrespeito à sua integridade física e a perda da própria vida foram nitidamente um desrespeito aos direitos humanos.

Na Constituição de 1891, já no período republicano, foi garantido o sufrágio direto para eleição de deputados, senadores, presidente e vice-presidente. Mas o sufrágio não era universal, já que impedia o voto de mulheres, mendigos e analfabetos. Esta constituição defendia os princípios de liberdade, igualdade e justiça.

Entre algumas medidas da Constituição de 1891 estão o direito à plena liberdade religiosa, à defesa ampla aos acusados, direito à livre associação e reunião, sem contar a criação do habeas corpus, como forma de remediar casos de violência ou coação por ilegalidade ou abuso de poder. Com a revolução constitucionalista de 1932 e a posterior Constituição de 1934 foram estabelecidos algumas concepções de segurança ao indivíduo, como proteção ao direito adquirido, proibição da prisão por dívidas, criação da assistência judiciária aos necessitados (que até hoje acontece em muitos estados brasileiros) e a obrigatoriedade de comunicação imediata ao juiz competente sobre qualquer prisão ou detenção.

A Constituição de 1934 também instituiu diversas garantias ao trabalhador, como:

A proibição de diferença salarial para um mesmo trabalho e da diferença salarial em razão de idade, gênero, nacionalidade ou estado civil;

Proibição do trabalho para menores de 14 anos e do trabalho noturno para menores de 16, além de proibir o trabalho insalubre para menores de 18 anos e para mulheres;

Determinou a estipulação de um salário mínimo ao trabalhador, o descanso semanal remunerado e a limitação diária de jornada a 8 horas.

A constituição estabeleceu diversos ganhos em direitos sociais, mas vigorou por apenas três anos. Chegou a seu fim com o início do Estado Novo, em 1937, período marcado pela quase inexistência dos direitos humanos.

A BIBLIA E OS DIREITOS HUMANOS

As Igrejas Cristãs são desafiadas, em cada geração, a reafirmar a consequência de sua fé e identidade. Nisso, se defrontam com a questão do poder e do abuso do poder diante de sua vocação específica de anunciar a Boa Nova do Evangelho, a Vida em Plenitude para toda a humanidade a partir de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Evangelho de São João 10,10). Nesse sentido, cada cristão é chamado a ser testemunha e agir no mundo promovendo a Vida em Plenitude. 

O TEMA NA BÍBLIA

O tema dos Direitos Humanos, às vezes sem adotar essa nomenclatura, sempre esteve presente nas Igrejas Cristãs. E parte da missão apostólica a afirmação e a defesa da dignidade da pessoa humana, criada por Deus à Sua imagem, conforme a Sua Semelhança. A presença do tema na reflexão e na ação cristã decorre exatamente pela sua presença na Bíblia. Vejamos alguns exemplos:

No Livro de Gênese

As duas narrativas míticas sobre a Criação que encontramos na Bíblia provêm de tradições orais diferentes, mas ambas afirmam a dignidade da pessoa humana que, colocada no centro do ato criador de Deus, se torna parceiro de Deus no cuidado de toda a Criação. Isto é, Deus entrega ao Ser Humano o poder sobre toda a Criação, para que o ser humano cuide dela.

Ao contrário do que ensinam os moralistas histéricos, e geralmente hipócritas, a famosa narrativa do fruto proibido nada tem a ver com a sexualidade. Pelo contrário, têm a ver com o conceito de poder absoluto. 

Em Gênesis 3 surge o problema do poder. Segundo o texto, Deus havia dado um limite ao poder delegado ao Ser Humano: não poderia comer frutos de uma árvore colocada no centro do Jardim. A Serpente traz a tentação de comer o fruto daquela árvore, com um argumento crucial: “É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”. Ou seja, o comer daquele fruto permitiria tornar-se igual a Deus, com o mesmo saber/poder de Deus. 

Um segundo exemplo no Livro de Gênesis, sobre a tentação do poder absoluto, é a narrativa da Torre de Babel (Gênesis 11,1-9): a busca do poder absoluto leva a humanidade ao desentendimento, à quebra da comunhão e ao dispersar-se sem unidade e sem senso de comunidade. A confusão de línguas mostra a impossibilidade do seres humanos viverem sob o poder absoluto de um semelhante. Sempre haverá discórdia e luta pelo poder, porque cada um fala uma lín­gua, cada um diz e pensa de forma diferente e terá de impor sua vontade sobre os demais. 

A LEI

No Pentateuco, ou os chamados Cinco Livros da Lei de Moisés, se percebe claramente o caráter social da ética dos hebreus. Vamos encon­trar nestes cinco livros, exemplos claros de que o critério hebreu para o convívio humano se pauta pelo reconhecimento de direitos que eram re­portados como Lei de Deus. 

O Código Legal que se deduz da leitura desses cinco livros é real­mente desafiador para o mundo contemporâneo, em que a massificação e os aparatos de controle político e econômico violentam as pessoas, especialmente aqueles que não se enquadram no modelo: os excluídos. 

O Código Mosaico (de Moisés) parte do pressuposto de que a Vontade de Deus é soberana e norteia toda a ação e o convívio humano. E sua maior preocupação é sempre com os que correm o risco maior de exclusão: o pobre, o órfão, a viúva, o leproso, o estrangeiro, o endividado... Regula o uso e a distribuição da terra e dos alimentos, prevê o sustento dos pobres, define os poderes das autoridades, estabelece padrões reguladores para a vida econômica... e estabelece também as penas para aqueles que não cumprem a lei ou que abusam do poder. 

Seria por demais extenso e cansativo relacionar todas as referências de conteúdo ético social, político e econômico do Pentateuco. Espero que o leitor mais cuidadoso e interessado possa dispor de tempo para fazer, ele mesmo, sua pesquisa e aprofundar as idéias que aqui lanço apenas de passagem. 

A TRADIÇÃO PROFÉTICA

Mas é, sem dúvida, na Tradição Profética do Antigo Testamento que vamos encontrar referências para as ações em defesa da dignidade humana, sua liberdade e seu direito à vida em plenitude e abundância. 

A moderna exegese bíblica informa que a Tradição Profética surge na contramão do poder estabelecido em Israel e Judá. Os profetas, fossem quem fossem (homens do povo - como Amós, que era pastor de ovelhas, ou homens da própria corte - como Isaías), representavam a oposição consciente ao discurso e, especialmente, aos atos do poder despótico daqueles que reinavam sobre o povo em Israel (Samaria) e em Judá (Jerusalém). 

Os profetas falam conscientes de que são chamados e enviados por Deus para denunciar toda opressão e anunciar o Reinado de Deus, e exer­cem essa vocação a partir da Autoridade Divina. Denunciam a falácia do poder dos Reis, que deveria estar a serviço do povo, mas serve apenas aos interesses da corte que tem, no Templo, seu maior aliado. Ao mesmo tempo, lembram que toda autoridade vem do Senhor dos Exército e é, portanto, delegada em benefício do povo. 

Os Profetas reafirmam a Lei Mosaica, não a contradizem. Respondem assim às ideologias de seu tempo que buscavam justificar - com a própria Lei - as atitudes e a opressão dos poderosos sobre os mais fracos.  Um exemplo muito interessante e rico é o episódio da Vinha de Nabote (1 Reis 21). 

NO NOVO TESTAMENTO

Há duas passagens do Nova Testamento que são as prediletas daqueles que advogam pela causa dos poderosos e justificam os atos autoritários. Sempre que formulamos críticas ao poder estabelecido, eles vem com estes textos bíblicos, que já se tornaram chavões. Gostam de citar o versículo, a frase, sem relacioná-la com o contexto histórico da comunidade cristã onde (ou para quem) o texto foi elaborado. 

1. “Daí a César o que é de César...”Uma primeira passagem é a célebre frase de Jesus: “Daí a César o que é de César...”. A frase está na perícope do Evangelho de São Mateus 22,15-22 (e paralelos nos Evangelhos de São Marcos e São Lucas). 

Podemos resumir o texto assim: os fariseus e doutores da Lei buscavam pegar Jesus através de suas próprias palavras para acusarem-no de subverter a ordem pública, especialmente diante do Império Romano. Assim ficariam livres dele e ao mesmo tempo não seriam os que iriam julgá-lo. Ou seja, buscavam um artificio que politicamente os deixasse bem com o Poder e com o Povo. Bem típico de grupos de interesse em todos os tempos e de certas bancadas “modernas” e defensoras do pragmatismo no Congresso Nacional. 

Então, perguntaram a Jesus acerca do tributo que se devia pagar ao Imperador Romano. Jesus estava diante de uma arapuca: se dissesse ser justo, contrariaria o espírito nacionalista da Lei Mosaica e reconheceria o domínio do Império, que ao ver do povo, usurpava do direito que era de Deus; se, por outro lado, afirmasse que o tributo era injusto, seria alvo fácil da repressão do Império. 

A resposta de Jesus é uma grande tirada: pergunta de quem é a imagem que está na moeda com a qual se pagaria o imposto. Todos respondem que é do próprio Imperador. Então Jesus se safa com a seguinte afirmação teológica: “Dai pois a Césaro que é de César, e a Deus o que é de Deus”! 

Ora, foi preciso coragem para a comunidade cristã do primeiro século fazer tal afirmação. César, o Imperador Romano, era senhor do Mundo (Kýrios, no grego). Os cristãos afirmavam, já no primeiro século, que Jesus é o Kýrios(Jesus é o Senhor). Tal afirmação era (como ainda é) revolucionária e contestadora de todo poder estabelecido como absoluto. Ao colocar essa afirmação na boca de Jesus, a comunidade cristã onde o texto foi gerado estava afirmando de forma clara e inequívoca que sua adesão a Jesus Cristo implicava em não reconhecer César (e portanto, o., Império) como absoluto. 

Acima de César e de todos os imperialismos está o poder de Deus e a dignidade do Homem, que sendo feito à imagem de Deus, só a Deus pertence. O ser humano não é objeto que pertença a nenhum outro, a nenhum sistema ideológico, político, econômico ou religioso. O ser humano é livre pela sua própria natureza e essência, livre em Deus! 

Por essa afirmação de fé e consequente atitude política é que os cristãos foram assassinados pela repressão do Império Romano (e sempre pelos órgãos de repressão a serviço de todo tipo de poder absoluto: despotismo, ditadura, etc, até mesmo em nossa América Latina e país há pouco tempo atrás).  

Assim, o texto ao invés de justificar a autoridade de César (e dos Césares de todos os tempos por extensão), pelo contrário, mostra exatamente a limitação dessa autoridade: está abaixo do Reinado de Deus. 

2. “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores...”

Aqui se cita o Apóstolo São Paulo, em sua carta aos Romanos, 13,1-7. Citado assim, parece mesmo que o Apóstolo está nos sugerindo que toda autoridade é boa e deve ser obedecida. Cansei de ouvir esse texto como advertência nos tempos de minha militância no movimento estudantil na década de 70 e no movimento sindical nos anos 80.  Porém, São Paulo fala no contexto da vida cristã, tendo como referencial a fé e as virtudes decorrentes de uma nova vida em Cristo. Pois antes, no capítulo 12, fala exatamente dessa nova vida. 

Por isso, a obediência a que Paulo se refere está subordinada à obediência ao Evangelho. Paulo dá, nessa e em outras epístolas, lições de bom senso para as comunidades que pastoreava ou com quem se comunicava. O que Paulo está dizendo é que não se deve hostilizar a autoridade inadvertidamente, nem que se deve desprezar as ordenações sociais que regulam as relações humanas. Poderíamos hoje dizer que Paulo defenderia o que chamamos de Estado de Direito, no contexto de sua existência no mundo helenista do Império Romano no Oriente e de sua formação como fariseu. Mas jamais o Apóstolo estaria defendendo a obediência cega e não crítica à autoridade, O mesmo Paulo afirmava que Jesus é o Senhor, em clara desobediência ao Imperador e aos estatutos do Império Romano. 

O próprio Paulo se valeu, contudo, de sua condição de cidadão romano (de sua cidadania!) para reivindicar o direito de receber julgamento justo (cf. Atos 22- 27). Ou seja, modernamente falando, podemos dizer que o Apóstolo Paulo defende - na limitação de seu contexto histórico e sócio-político - os valores de cidadania e de direitos da pessoa humana.

A IGREJA E OS DIREITOS HUMANOS

A IGREJA E O TRABALHO ESCRAVO. Mais de um século já se passou – precisamente 130 anos – desde que a escravidão foi abolida no Brasil com a Lei Áurea. Passado todo esse tempo, porém, não se pode dizer que a prática foi extinguida, uma vez que cerca de 40 milhões de pessoas vivem em condições de trabalho escravo em todo mundo, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho.

Combater o trabalho escravo é dever de todos. E, infelizmente, ainda no Brasil de hoje enfrentamos com muita frequência, e principalmente nas áreas rurais, diversas situações de falta de justiça nas relações entre patrão e empregado.

É preciso que evangélicos incluam, tanto em suas orações quanto em suas ações, a busca da transformação do mundo também no que diz respeito à defesa do direito de todos a um trabalho decente.

O que a Bíblia diz

Porque se olharmos para a Palavra de Deus, veremos que tal tarefa não passa longe da missão da igreja, como alguns líderes podem sugerir em suas pregações.

Combater o trabalho escravo e defender condições dignas, justas e decentes para alguém ganhar o seu pão através do suor do rosto, é parte da missão da Igreja.

Lendo alguns versículos da Bíblia sobre o assunto, aprendemos que a Palavra de Deus condena os que, desonesta e fraudulentamente, deixam de pagar os salários dos que trabalharam para eles.

Tal ato vil chega aos ouvidos do Senhor como uma denúncia gravíssima, um clamor por justiça.

Isso está na Bíblia, no Novo Testamento, em Tiago 5.4, que diz: "Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que vós, desonestamente, deixastes de pagar está clamando por justiça; e tais clamores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos."

E também em, pelo menos, outros quatro trechos bíblicos, que afirmam que é pecado reter o salário dos trabalhadores e praticar injustiça contra eles.

Em Levítico 19:13, onde Deus está formando a base das relações sociais de seu povo, o mandamento é o seguinte:

"Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás: o salário diário do trabalhador não ficará contigo até a manhã seguinte."

Em outras palavras, Deuteronômio 24:14,15 reafirma este mandamento de Deus:

"Não oprimas um assalariado pobre, necessitado, seja ele um dos teus irmãos ou um estrangeiro que mora em tua terra, em tua cidade... Tu lhe pagarás o salário a cada dia, antes que o sol se ponha, porque ele é pobre e disso depende sua vida. Desse modo, ele não clamará a Yahweh contra ti, e em ti não haverá pecado."

Em Jó 24:10,11, a repreensão fica bem entendida quando ele descreve a situação dos trabalhadores da seguinte forma:

"Por falta de roupas, andam nus; transportam pesados feixes, mas continuam esfomeados..."

E ampliando a condenação da prática da injustiça contra pessoas que trabalham para alguém, a mesma Bíblia que fala do IDE e de tantas outras importantes partes da missão cristã, e que todos nós, evangélicos, lemos em casa durante a semana e nos cultos de domingo no templo, declara:

"Ai daquele que constrói o seu palácio usando de corrupção e meios ilícitos; que força seu próximo a trabalhar sem qualquer retribuição, tampouco lhe paga o salário" - Livro do Profeta Jeremias 22:13.

A IGREJA E OS PRISIONEIROS

O sistema prisional brasileiro é igual a curva de rio: represa tudo o que há de ruim na sociedade. Mas, como explicar os massacres ocorridos recentemente nos presídios Brasil afora, com tantos presos mortos, decapitados e queimados? Uma verdadeira carnificina, veja os números: Carandiru, 111 mortos; Urso Branco 27, mortos; Pedrinhas, 18 mortos; CEPAIGO-GO, 09 mortos; entre outros. Para entender o perfil desses presidiários, vamos analisar alguns dados interessantes:

Conforme pesquisa realizada no sistema prisional goiano em 2013, cerca de 60% dos entrevistados presos declararam ter origem em berço evangélico. Há 40 anos atrás, esse número não passava de 1%.

A pergunta é: porque estamos crescendo em ambientes onde não deveríamos sequer estar presentes? Considerando que 70% dos presos brasileiros têm menos de 29 anos, forçoso será reconhecer que a igreja dos anos 90 e 2000 falhou na sua missão de cuidar de suas crianças, adolescentes e jovens.

A solução nesse caso, passa pelo resgate de programas bíblicos históricos que mantiveram a igreja nos trilhos das boas novas, do testemunho ético e da fé reformada décadas a fio. Entre esses programas podemos nominar a escola bíblica dominical, o culto doméstico, o discipulado bíblico, o evangelismo pessoal e a visitação aos hospitais e presídios.

Nossos púlpitos precisam voltar a falar com a simplicidade do Evangelho, por meio de mensagens claras sobre a santificação; o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo; o ódio ao pecado e o amor ao pecador; o compromisso com a verdade e o repúdio à mentira.

O novo Evangelho pregado nos últimos anos trouxe uma grande dívida para a igreja evangélica brasileira: conversão sem arrependimento; batismo sem mudança; salvação sem cruz e fé sem obras.

Se a igreja evangélica brasileira iniciar um programa de resgate de crentes desviados, certamente 60% ou mais das vagas nos presídios serão desocupadas, cumprindo o imperativo de Jesus Cristo no Evangelho de João 8:32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Portanto, está na igreja e na Palavra de Deus a solução para o sistema prisional atual, que está um caos devido a omissão de muitos. Temos que entender, como corpo de Cristo, que temos sim uma dívida para com os que estão encarcerados. A nossa missão é de cumprir verdadeiramente o Evangelho em todos os lugares, não para cumprir uma meta de quantidade, mas para termos conversões autênticas, capazes de mudar toda a nossa sociedade.

A IGREJA E O PROBLEMA SOCIAL

Como agência do Reino de Deus na terra, a Igreja do Senhor (e isso significa cada cristão, inclusive eu e você) possui uma responsabilidade social. O cristão vive tanto na igreja quanto no seu mundo e tem responsabilidades para com ambos.

A tendência geral da igreja tem sido a de “eclesiastizar” seus membros, tornando-os meros cumpridores de programas ou freqüentadores de reuniões. Em geral, nossa evangelização visa “tirar o homem do mundo”, mas nos esquecemos que devemos devolvê-lo ao mundo, transformado, com novas convicções e novos padrões. Este é o pensamento que transparece em toda a carta de Paulo aos Efésios, onde o apóstolo mostra aos seus leitores que a nova vida que eles receberam em Cristo (capítulos 1, 2 e 3) os obriga a uma nova conduta perante a sociedade (capítulos 4, 5 e 6). Isto significa que a Igreja deve repensar sua atuação na sociedade, como instrumento de transformação da realidade social que a cerca.

O trato deste assunto, tem levado os crentes a se dividirem em três grupos:

1. Os que pregam um evangelho espiritualizante, sem se preocupar nem se envolver com questões sociais, acreditando que o ato simplista de “aceitar Jesus” resolverá todos os problemas do indivíduo;

2. Os que pregam um evangelho social, que se preocupa com os problemas materiais e omite a necessidade de uma conversão verdadeira, que transforme a natureza do homem;

3. Os que entendem que o evangelho modifica o homem em sua natureza, através da verdadeira conversão, para que este possa influenciar positivamente o seu mundo. É precisamente neste terceiro grupo que queremos nos posicionar. Desejamos ser igreja que fale à alma sem se esquecer do corpo, e que cuide dos problemas sociais que afligem o homem sem perder de vista a grave realidade espiritual que o escraviza.

• “A PREOCUPAÇÃO SOCIAL é uma atitude. É a percepção por parte do Cristão de que a salvação é dirigida ao homem inteiro. Trata-se do reconhecimento da aplicação do evangelho aos ferimentos e fomes do homem, assim como à sua culpa”

• “O SERVIÇO SOCIAL refere-se a todos os serviços que as igrejas ou os cristãos prestam a fim de assistir as vítimas de problemas sociais...”

• “A AÇÃO SOCIAL é mais ampla. Seu alvo é corrigir as estruturas e processos sociais e políticos de uma sociedade que provocam os problemas...”

A grande maioria das igrejas, e crentes individualmente, demonstra “preocupação social” através da oração pelos problemas sociais que afligem o mundo. Esta preocupação é legítima e incentivada na Bíblia (I Timóteo 2:1-3). Bem menor, porém, é o número de igrejas e crentes que desenvolvem algum tipo de “serviço social”. Este serviço também é incentivado e acha apoio na Palavra, principalmente no exemplo dos primeiros cristãos (Atos 9:36; I Coríntios 16:1-3). O maior problema hoje, entretanto, está na “ação social”.

É muito raro ver igrejas ou crentes verdadeiramente envolvidos numa ação social. Em geral a igreja se omite e mesmo desencoraja seus membros acerca de envolvimentos em causas políticas que visem modificar ou mesmo derrubar estruturas injustas. No entanto, esta atitude também está presente na Palavra. Muitos servos do Senhor no passado estiveram envolvidos em ação social, confrontando governantes ou mesmo se rebelando contra governos injustos (Exemplos: Joiada, o sacerdote, que fez aliança com os capitães, para derrubarem a usurpadora Atalia, a fim de estabelecerem Joás como rei de Judá – II Crônicas 23; Daniel, em Babilônia; Neemias, em Judá; José, no Egito; entre outros).

Como igreja do Senhor, somos chamados não apenas a desenvolver uma preocupação social e para prestar serviços sociais, mas também para uma ação social efetiva. Este, porém não é um caminho fácil.

Fatores que impedem a Responsabilidade Social da Igreja

Muitos são os fatores que impedem um maior envolvimento da igreja com as questões sociais, e vão desde a falta de compromisso dos crentes até a falta de conversão verdadeira. Porém, dois fatores merecem destaque: o fanatismo religioso.

O homem religioso á aquele que aprendeu a valorizar os significados espirituais que possui dentro de si. Porém, quando esses significados passam a tomar sentido tão elevado, ao ponto de fazê-lo se esquecer ou ignorar as outras áreas de sua vida, surge então o Fanatismo. A isso também chamamos de ALIENAÇÃO SOCIAL. Vejamos o caminho que a mente religiosa percorre até se tornar alienada:

1. Ocupação demasiada com atividades que não possuem relação com a vida humana (quando a igreja perde seu tempo e investe esforços emcoisas vazias e improdutivas).

2. O uso da religião como instrumento “mágico” de proteção contra os problemas da vida comum (“Se você for um cristão comprometido e assíduo, nenhum mal vai lhe atingir!”).

3. A hipervalorização das experiências religiosas acima dos demais valores da vida humana (Os pais que obrigam os filhos a freqüentar a igreja, mas nunca dialogam com eles)

A alienação social é ainda motivada por dois fatores: 1º) medo de castigos espirituais caso não sigam todas a orientações da igreja (ou particularmente do seu líder espiritual); e 2º) Fascinação descontrolada pelas coisas espirituais, que impede a pessoa de enxergar outras áreas da vida. Uma igreja alienada nunca desenvolverá uma mentalidade social, pois sua religião se resume a experiências espirituais vazias (Tiago 1:26,27; 2:14-17)

CONCLUSÃO

O cristão que acompanha o desenrolar dos problemas que afetam a humanidade atualmente, sente-se aflito e pensa em qual deva ser a sua atitude para com o seu país, para com a sociedade e com relação aos problemas internacionais. Eu deveria ter uma atitude passiva e fechar os ouvidos para tudo ou deveria participar ativamente na solução de todos os problemas?

Temos de admitir que essa não é uma questão fácil de responder. Isso é algo muito complexo. Entretanto, essa questão tem um relacionamento íntimo com a nossa fé. Vamos então analisar o problema do ponto de vista da fé.

Como cristãos, temos determinadas posições e atitudes referentes a essas questões. Entretanto, não estamos tentando resolver todos os problemas. Somente quando Cristo vier pela segunda vez é que estas questões serão totalmente resolvidas.

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia









 

4 de abril de 2018

Ética Cristã e Ideologia de Gênero


Ética Cristã e Ideologia de Gênero
TEXTO ÁUREO
"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou." (Gn 1.27)
VERDADE PRÁTICA
A doutrina da criação do ser humano revelada nas Escrituras Sagradas, em que a distinção dos sexos é o padrão, não pode ser relativizada.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Sl 1.1,2: Os cristãos não andam segundo o mundo
Terça – Rm 15.4: As Escrituras servem ao nosso aprendizado
Quarta – 1Tm 3.16,17: A Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para a boa conduta
Quinta – Sl 100.5: A verdade do Senhor é imutável e dura de geração a geração
Sexta – 1Pe 1.15: Os seguidores de Cristo foram chamados para ser santos em toda a esfera da vida
Sábado – Ap 1.3: Bem-aventurados os que leem, escutam e guardam a Palavra de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Isaías 5.18-24
18 Ai dos que puxam a iniquidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro!
19 E dizem: Avie-se, e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.
20 Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
21 Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!
22 Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;
23 Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!
24 Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

HINOS SUGERIDOS: 75, 133, 490 DA HARPA CRISTÃ
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Explicar Ideologia de Gênero;
- Arrazoar a respeito das consequências da Ideologia de Gênero;
- Mostrar o ideal divino quanto aos sexos.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Muitos em nome da diversidade ou do direito à opinião solapam a ideia de verdade objetiva das coisas. A estratégia é dar ênfase a um fato que não se pode negar, mas ignorar a obviedade de tantos outros. Por exemplo, quem pode negar a diversidade cultural? Quem pode negar o direito à opinião? Entretanto, também é verdade que existem culturas que degradam o ser humano, bem como opiniões que são desqualificadas e completamente absurdas. Outrossim, a história mostra que pessoas que pautaram-se pela Palavra de Deus tiveram valores éticos-espirituais muito claros.
INTRODUÇÃO
Nos últimos meses um assunto ganhou a mídia e ainda vem provocando polêmica, debates acalorados e até manifestações de protesto: é a Ideologia de Gênero. O tenho observado é que muitas igrejas não estão encarando esse assunto com a seriedade necessária. Muitos líderes se omitem e não levam o assunto para ser discutido no seio da Igreja.
Acredito que é importante fazermos um alerta sobre esse grande inimigo que vem rondando as famílias, não apenas cristãs, mas todas aquelas que estão expostas às influências negativas da sociedade. A Ideologia de Gênero, ou melhor dizendo, a Ideologia da Ausência de Sexo, é uma crença segundo a qual os dois sexos — masculino e feminino — são considerados construções culturais e sociais, e que por isso os chamados “papéis de gênero” (que incluem a maternidade, na mulher), que decorrem das diferenças de sexos alegadamente "construídas" — e que por isso, não existem —, são também "construções sociais e culturais". É um equivocado conceito totalitário que nega a identidade criada por Deus para diferir entre homem e mulher. Sendo assim, a afirmativa da Palavra de Deus, registrada no livro de Gênesis e usada como abertura deste texto não teria valor nenhum, segundo reza a Ideologia do Gênero.
A ideologia de gênero não é nada mais que a negação de que existem sexos ao nascimento, com a afirmação que a sexualidade é uma construção social, onde a pessoa escolheria o que deseja ser. É também implantada na linguagem, com a negação de gênero nas palavras, com a substituição das letras 'o' e 'a' pela letra 'x'; para dar um exemplo, a palavra menino, ou a sua variação no feminino, que seria a palavra menina, transformam-se em menin'x', visando a neutralidade.
 
A IDEOLOGIA DE GENERO
Na submissão da mulher ao homem através da família, e na própria instituição familiar, Marx [Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.] e Engels [Friedrich Engels Barmen  (28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo.] entenderam estar a origem de todos os sistemas de opressão que se desenvolveriam em seguida. Se essa submissão fosse consequência da biologia humana, não haveria nada que fosse possível fazer.
Mas no livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, o último livro escrito por Marx e terminado por Engels, esses autores afirmam que a família não é consequência da biologia humana, mas do resultado de uma opressão social produzida pela acumulação da riqueza entre os primeiros povos agricultores. Eles não utilizaram o termo gênero, que ainda não havia sido inventado, mas chegaram bastante perto.
Tal ideologia é um crime em vários aspectos:
Primeiramente, se considerarmos a ideia de a administração central decidir o que o aluno deve ou não aprender, ignorando totalmente o direito de escolha dos pais em relação à metodologia de ensino desejada por eles.
Segundamente, pela atribuição dos municípios perante o Plano Nacional de Educação, que é a de fornecer a chamada educação básica, que vai do chamado maternal até o quinto ano do ensino fundamental; ou seja, esse tipo de ideologia seria ensinado para crianças de 0 a 10 anos, o que seria uma afronta dos atuais administradores governamentais, “especialistas” em educação, e de suas agendas panfletárias à educação formativa fornecida pelos pais de acordo com os seus preceitos, opiniões, crenças e tradições, numa clara forma de doutrinação ideológica.
Terceiro, que o gênero é um conceito ideológico que tenta anular as diferenças e aptidões naturais de cada sexo; e há ainda o quarto aspecto, que consiste em ignorar o indivíduo em prol da formação de militância e blocos coletivos.
Os pais não podem deixar que o Estado tente definir o que é melhor para os seus filhos em matéria de educação. É tarefa e direito dos próprios pais definir como esse tema será abordado e tratado nas famílias.
Se os Planos Municipais de Educação forem aprovados tal como estão sendo propostos, os pais e mães brasileiros se tornarão reféns das agendas defendidas pelo governo, que, como já vimos anteriormente e como já ocorre em diversos lugares do país, distribui materiais “didáticos” que visam corromper precocemente as crianças brasileiras. Ou que se proponham novas soluções, como o voucher educacional, onde os pais escolheriam qual tipo de educação seu filho teria, com o governo apenas pagando a escola.
CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
Mas o que a fé judaico-cristã pensa sobre este homem, esta mulher e sua família? Vamos analisar a Bíblia Sagrada, o código de ética dos judeus e dos cristãos. Logo no início encontraremos em Gênesis 2 e versículos, a ideia do criador, de DEUS, no tocante ao ser que o mesmo criou, ou seja, o homem e a mulher, vejamos: Gênesis 2:7,18  — “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. (...) E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”
Deus dá origem ao homem, e deste criará uma AJUDADORA – NÃO AJUDADOR – o que deixa claro que está falando sobre masculino e feminino, ou seja, de sexo, que são opostos e que se completam. Mais a seguir Ele continua: Gênesis 2:22-24  — “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma carne”.
Não há como negar ou manipular o que está escrito na Biblia sagrada e inscrito na natureza humana. Deus deixa clara a formação do homem e mulher, e assim define o conceito de sexo masculino e feminino, questão ligada à natureza, à própria biologia, à fisiologia, etc. A civilização, partiu desse dogma, a confirmação intelectual e científica veio com a chamada teoria de Darwim que outrora nega Deus, mas reafirma através de sua teoria da seleção natural, da que atesta que a evolução das espécies, só se consolida, somente é possível, mediante a procriação entre um homem e uma mulher, um macho e uma fêmea, sem que tivesse a intenção de exaltar ou endossar a criação Divina.
Deus criou seu povo, sua evolução só foi possível com a organização social e pelo casamento heterossexual, assim foi determinado por Ele e pela natureza humana. Tudo que é evidente não necessita ser provado.
O desenvolvimento natural de homem e mulher nos é trazido quando da orientação que homem e mulher serão uma só carne. Dentre vários prismas de interpretação que podemos trabalhar, iremos atentar apenas ao que toca a formulação de família. Neste ponto começamos a observar o conteúdo lógico, ou seja, homem, mulher, sexos e união.
Há um grande conflito aqui, pois ideologia como a do próprio Karl Marx  — o tão venerado e adorado mestre dos revolucionários e progressistas — era uma “falsa consciência” e não um conjunto de ideias. E o “falso” discurso vê as coisas não como elas são de fato, mais de maneira invertida, de maneira diferente e deturpada. Isso serve para tudo, mas aqui vou me ater à sexualização como forma de prazer: “Ideologia da cultura sexual”. Deus é lógica, é matemática, é biologia, é a evolução da humanidade. Deus não é ideologia, não se serve nem se presta a falácias.
Quais as consequências da Ideologia de Gênero
Uma das consequências da Ideologia de Gênero é a eliminação do conceito de “pessoa”
A Agenda de Gênero, que comumente se conhece como “Ideologia de Gênero”, pode ser comparada a uma espécie de explosão ou destruição em massa. O efeito dominó é a imagem mais plástica que vem frequentemente no imaginário.
1ª consequência. A eliminação do conceito de “pessoa”. A pessoa é uma realidade primaria e original. O psicólogo Carl Rogers afirmava: “É sempre altamente enriquecedor poder aceitar a outra pessoa”. A aceitação é o primeiro passo para vivermos nossa vida. Hoje, há uma constante rejeição e negação do que somos. Deus nos fez a Sua imagem e semelhança, e isso tem um valor incalculável! Não posso tornar inválido o que Deus fez em mim. Como negar minha sexualidade, como negar minha origem, como negar aquilo de mais precioso eu sou! O ser “pessoa” não é um elemento qualquer, mas a construção mais autêntica de cada ser humano. A pessoa não é uma máscara como pretendiam afirmar os gregos, ser pessoa é, nada mais nem nada menos, que a maior qualificação que o homem recebe em todos os tempos, pois do ser pessoa deriva o seu ser capaz de tornar as coisas diferentes. A proposta da Ideologia de Gênero é a exaltação do “indivíduo”, anônimo e desconhecido, onde Deus não tem lugar.
2ª consequência. Uma segunda consequência poderíamos chamá-la da suplantação da sexualidade pelo sexuado. No conceito da Ideologia de Gênero, o indivíduo tem todas as faculdades para fazer, no seu devido momento, a opção sexual. O termo “opção sexual” cada vez mais traz confusão. Para muitos, cada indivíduo deve fazer opções no momento em que mais lhe convêm. Não existe, segundo a proposta da ideologia, ninguém que possa afirmar que somos homem ou mulher desde o início da nossa vida.
Os criadores dessa ideologia negam que exista uma propriedade que determine nosso gênero sexual, razão pela qual os comportamentos sexuais foram convenções criadas e idealizadas pela própria sociedade. Se nós aceitássemos essa tese, então teríamos de dizer que nenhum ser humano, até hoje, foi verdadeiramente homem ou verdadeiramente mulher, tese que carece de todo sentido.
Em cada um de nós, Deus plasmou o seu querer criador. Ele nos fez de tal forma que não somos produto nem do determinismo muito menos do casual encontro de gametas ou materiais genéticos. Em cada um há um projeto originário e original. Fomos criados a Sua imagem e semelhança. O homem sempre será homem a mulher sempre será mulher.
3ª consequência. Uma terceira consequência, talvez a mais crítica de todas e assim também a mais sutil, é a eliminação das relações pessoais afetivas e os vínculos familiares. A Ideologia de Gênero postula que os critérios familiares são secundários, a figura do pai, da mãe e dos irmãos é completamente relativa.
Uma relação familiar pode passar a ser chamada de espaço de “cuidado”, assim como também a monogamia, a fidelidade, a exclusividade e o compromisso definitivo são desnecessários. Todos somos “iguais”. Essa proposta é perceptível no momento em que vivemos junto a jovens casais, pois muitas deles desejam viver uma espécie de “experiência de convivência” para descobrir se vale ou não a pena estabelecer um vínculo conjugal definitivo.
Muitos casais de namorados e noivos já levam uma vida marital como se isso fosse o mais “normal” durante o tempo no qual só se conhecem; na mentalidade proposta pela ideologia de gênero podem acontecer inúmeras situações, sem medir os resultados e sem valorar os fins que essas mesmas situações produzem.
Nós acreditamos que o amor tem nome de pessoa, exige respeito, comunhão e cria vínculos de responsabilidade, entrega e compromisso. Quem se decide a amar, segundo a proposta do Evangelho, sabe que dar a vida pelo outro exige tempo, dedicação e exclusividade, e que o amor entre os cônjuges só poderá ser vivido no amor esponsal e conjugal da vida matrimonial.
Poderíamos citar ainda muitas outras consequências, mas considero que essas três já nos levam a pensar profundamente no mal que a Ideologia de Gênero cria no sadio desenvolvimento das pessoas.
Devemos ser profetas, promotores da vida e esclarecer que a Ideologia de Gênero agride a vida em todas as suas dimensões. É necessário um diálogo, é necessário um esclarecimento, é necessária uma conversão interior. Promovamos a vida e com ela o respeito ao Criador, que nos fez a Sua imagem e semelhança.
Polêmica social
Para os defensores desta bizarra ideologia, homem e mulher não se diferem em questões naturais e biológicas, apenas em um conceito cultural e social. Esta premissa não apenas promove o fim da construção Divina da família (pai e mãe), como também influencia toda e qualquer prática sexual, já que não existiria distinção social de homens e mulheres.
No Brasil, a discussão de conservadores x defensores da Ideologia de Gênero vem criando atritos entre civis e líderes políticos. Grupos de ativistas favoráveis à ideia anti-bíblica apoiam a posição das Prefeituras que querem incluir o estudo da IG no PME. E, quando tenta se opor a eles e se pronunciar a favor da família tradicional é atacado por uma “chuva” de ofensas e impropérios dirigidos. São chamados de "fundamentalistas religiosos". Nos Estados Unidos, a polêmica também está em foco com a notícia de que os alunos do Condado de FairFax, na Virgínia, em breve receberão aulas sobre o conceito adulterado de homem e mulher. A reação foi imediata por meio de pais ofendidos e pastores evangélicos procurando despertar suas igrejas sobre esta realidade nos meios de comunicação.
 
O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS
Deus nos criou para sermos amorosos, relacionáveis, seres sexuais, e quando seguimos o projeto e o propósito de Deus para estas coisas, vamos experimentar a satisfação, realização e prazer.
"Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais" (Jeremias 29:11).
· Deus é bom, e Ele nos ama, e Ele tem bons pensamentos e planos para nós.
· A Bíblia é o modelo - O projeto de Deus para as nossas vidas, em sua infinita sabedoria.
Vamos pensar sobre o sexo da maneira como Deus pensa sobre o sexo.
1- Todas as idades precisam de saber isso - casados ou solteiros, jovens ou velhos.
2 - Isso pode parecer estranho para você, que Deus pensa sobre o sexo.
3 - Deus pensou sobre isso, ele criou, e Ele tem um jeito para que ele funcione.
4 - Deus disse: "era muito bom" Não deveria ser difícil para nós falarmos sobre sexo.
1. Deus é a favor do sexo
"E criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra..." (Gênesis 1:27-28).
As duas mais importantes verdades que aprendemos da Palavra de Deus: Deus nos criou, e nos ama.
Quando Deus criou Adão e Eva, Ele lhes ordenou que tivessem relações sexuais.
Deus nos projetou para sermos criaturas sexuais. Ele espera que o sexo seja uma experiência deliciosa.
Provérbios 5:18-19 - Deus encoraja os homens a desfrutar e estar satisfeito com a sua esposa.
Cantares de Salomão – Descreve o amor e o relacionamento sexual entre uma mulher e o marido
I Coríntios 7 – Aos maridos e esposas a Bíblia diz para desfrutar do sexo
Satanás veio e roubou o que Deus criou, e o sexo é visto como algo sujo ou vergonhoso que você não deveria falar.
Deus quer que nós conheçamos sobre esse presente maravilhoso, e não aprender sobre ele na TV, nas ruas, em alguma festa de pijamas, ou em um filme pornográfico.
2. Deus criou o sexo para o relacionamento conjugal
"Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam" (Gênesis 2:24-25).
O projeto de Deus é um homem e uma mulher em uma relação de casamento comprometidos ao longo da vida.
O que aconteceria no planeta se todo mundo começasse a seguir o designo de Deus?
Não haveria mais prostituição, o tráfico de escravos do sexo, adultério, estupro, pedofilia, gravidez na adolescência, a pornografia, culpa, vergonha, medo e dor. Nosso mundo não seria melhor?
. O sexo fora do casamento é errado: "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele.
Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Corintios 6:15-19).
Sexo não é apenas um ato físico, mas há uma união espiritual - uma alma unida - que ocorre.
Sexo antes do casamento é errado, porque ele viola a lei do amor.
1 Coríntios 13:4 diz: "O amor é paciente." O verdadeiro amor espera!
Não existe sexo seguro fora do casamento! Claro, talvez você possa se livrar de uma AIDS, de se engravidar, e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas você não pode proteger seu coração.
Vamos falar mais sobre os benefícios da espera até o casamento: "Por que esperar?"
Ilustração do guarda-chuvas: os mandamentos de Deus são para nossa proteção.
"Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?" (Deuteronômio 10:12-13).
· Por que Deus nos deu Seus mandamentos? Para o nosso próprio bem e proteção!
· Quando você segue o plano de Deus, você está sob o guarda-chuva da proteção.
"Tomará alguém fogo no seu seio, sem que as suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre as brasa, sem que se queimem os seus pés? Assim será o que entrar (dorme) á mulher do seu próximo; não ficará inocente todo aquele que tocar" (Provérbios 6:27-29).
É preciso reconhecer que há conseqüências para o pecado! Quando não seguimos o desígnio de Deus, vamos “ficar molhados" (não sob o guarda-chuvas).
4. Por que Deus criou o sexo?
 a. Para produzir a vida: "E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos..." (Gênesis 1:28).
1. Deus nos ordena a ter filhos, povoar a terra. Este é um dos propósitos
b. Para proporcionar prazer: "Seja bendito o teu manacial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade... Deixe seus seios satisfazê-lo em todos os momentos e sempre extasiado com o seu amor" (Provérbios 5:18-19).
1. Se você for casado, encorajo-vos a ler o Cantares de Salomão - Que descreve uma relação sexual intima entre marido e mulher.
2. A questão é - O sexo não é apenas para fazer bebês, é para seu divertimento, também! (Só no casamento)
c. Para promover a unidade: "Por isso o homem deixará seu pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois serão uma só carne." (Efésios 5:31).
1. Existe uma unidade, uma intimidade, que se realiza. A Bíblia fala sobre “Conhecer” a sua esposa.
d. Para proteger casais casados: "O marido não deve privar sua esposa de intimidade sexual, que é seu direito como uma mulher casada, nem deve privar a mulher de seu marido... Então faça não privar-se de relações sexuais. A única excepção a esta regra seria o acordo de ambos, marido e mulher que se abstenha de intimidade sexual por um tempo limitado, por isso eles podem dar-se mais totalmente à oração. Mais tarde eles devem se reunir novamente para que Satanás não seja capaz de tentá-los por causa de sua falta de auto-controle" (1 Coríntios. 7:3,5).
1. Uma vida sexual saudável no casamento lhe ajudará a defender contra a tentação.
2. Você descobrirá a frequência!
Uma palavra aos pais:
Se você não ensinar aos seus filhos, eles serão ensinados por alguém. Duas chaves:
1. Ensiná-los a fazer escolhas certas.
a. Se entra lixo, sai lixo! Guarda o coração.
2. Incentive-os a esperar até que eles se tornem mais velhos, para começar a namorar
3. Estatisticamente:
a. Os que começam a namorar aos 12 anos, 91% são sexualmente ativos antes do casamento.
b. Os que começam a namorar aos 14 anos, 56% são sexualmente ativos antes do casamento
c. Os que esperam até os 16 anos, apenas 20% são sexualmente ativos antes do casamento.
Conclusão
A veracidade das Escrituras. O verso bíblico usado na apresentação deste texto é uma afirmativa Divina para estabelecer termos eternos e proteger o ser humano da influência diabólica que visa enfraquecer e aniquilar o projeto mais perfeito estabelecido pelo Senhor para os que vivem na terra: a família. A Ideologia do Gênero anula a figura do homem e a figura da mulher, negando-lhes as funções sociais que cada um tem: ele o líder e ela o ser mais frágil que precisa ser cuidada e ao mesmo tempo, cumpre a função de auxiliadora.
Além disso, segundo a bandeira defendida pela Ideologia do Gênero, qualquer prática sexual seria considerada aceitável, até mesmo a pedofilia e o incesto. Por isso, não existe outra forma de proteger a raça humana de sua degradação além de usar a fórmula feita pelo próprio Criador: “homem e mulher os criou”. Dois seres da mesma espécie diferentes em sua formação biológica, cognitiva e social, porém igualmente amados pelo Todo Poderoso que os desenhou com Suas Próprias Mãos.
Deus é a favor do sexo. Deus criou o sexo para o relacionamento conjugal. O sexo pré-marital é errado. O sexo no casamento é para a produção da vida, proporcionar prazer, promover a unidade, e proteger os casais. É importante falar sobre amor, sexo e relacionamentos, e conhecer o desígnio de Deus.
 
Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Bibliografia
 
Ética Cristã e Ideologia de Gênero
As Ciências Sociais ensinam que as desigualdades sociais entre os sexos são o resultado de relações históricas de opressão e preconceito. A esse entendimento dá-se o nome de “questão de gênero”. Essa concepção não reconhece que as características físicas e biológicas de alguém devam ser usadas como parâmetro comportamental. Nessa perspectiva, refutam ideia de que o “sexo masculino” deva se comportar como menino e de que o “sexo feminino” deva se comportar como menina. Alegam que o comportamento social esperado de homens e mulheres é estabelecido pela cultura e não pelas questões físicas e biológicas.
1.0 QUE É A IDEOLOGIA DE GÊNERO
A ideologia de gênero pretende desconstruir os papéis dos sexos masculino e feminino. A ideologia de gênero, também conhecida como “ausência de sexo”, é um mal presente na sociedade pós-moderna e indica o grau da corrupção da espécie humana.
A palavra “ideologia” é composta pelos vocábulos gregos eidos, que 111 dica “ideia”, e logos, com o sentido de “raciocínio”. Assim, ideologia significa qualquer conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individualmente, seja em sociedade. Em um sentido amplo, a ideologia se apresenta como aquilo que seria ou é ideal para um determinado grupo.
Na busca da hegemonia política, o filósofo e político italiano Antônio Cramsci (1891-1937) Gramsci recomenda a reforma intelectual e moral da sociedade por meio de pessoas influentes como políticos, músicos, artistas, famosos,jornalistas e por todos os meios disponíveis que possam manipular a opinião pública. Mediante essas ações, é possível modificar o senso comum do “certo” e do “errado”. Com o uso intenso da mídia, das artes da literatura, das escolas, universidades e por via de palavras de ordem e a massificação de uma “nova cultura”, cria-se o “homem coletivo”, que passivamente assimila a “filosofia nova” e passa a pensar como todo o mundo. A partir desse momento, quem ousar discordar do “senso comum modificado” sofrerá o patrulhamento ideológico.
Esse patrulhamento tem como objetivo desqualificar quem faz oposição e pensa diferente, O propósito é desprestigiar quem se manifesta contrário à ideologia. As pessoas que oferecem resistência são estigmatizadas e são acusadas com termos pejorativos tais como “fundamentalista”, “homofóbico”, “preconceituoso”, “machista”, “racista” e “reacionário” dentre outros. Desse modo são construídas muralhas invisíveis que amordaçam o cidadão temeroso da censura. Assim, a liberdade de expressão é controlada pelas grades do “politicamente correto”.
 
2. Ideologia de Gênero
A palavra “gênero” tem origem no grego genos e significa “raça”. Na concepção da Lógica, o termo indica “espécie”. Usualmente, deveria indicar o “masculino” e o “feminino”. Nesse sentido, a expressão é inofensiva, porém, na sociedade pós-moderna, tal significado é relativizado e desvirtuado em “ideologia de gênero”. Essa ideologia também é conhecida como “ausência de sexo”. Esse conceito ignora a natureza e os fatos biológicos, e alega que o ser humano nasce sexualmente neutro. Afirmam que os gêneros — masculino e feminino — são construções culturais impostas pela sociedade.
Quanto à sexualidade, a ideologia ensina que o gênero e a orientação do desejo sexual não são determinados pela constituição anatômica do corpo humano. Nesse caso, consideram que a atração pelo sexo oposto corresponde a determinados estereótipos e papéis sociais previamente estabelecidos pelo contexto histórico, político e cultural da sociedade.
A ideologia de gênero e sua propagação
Como acontece com toda a ideologia, a identidade de gênero vem sendo amplamente divulgada pela grande mídia em busca da construção do “homem coletivo”. Na tentativa de desqualificar seus oponentes, imprime-se, por exemplo, a ideia de que o relacionamento afetivo entre pessoas de mesmo sexo é objeto de discriminação e preconceito homofóbico. Desse modo, instituiu-se a denominada “mordaça gay”, em que, por meio do “patrulhamento ideológico”, cidadãos de bem convivem com o cerceamento de sua liberdade de expressão, nada podendo dizer em contrário à ideologia de gênero sob pena de ser considerado preconceituoso.
3. Marxismo e Feminismo como Fonte dessa Ideologia
O marxismo exerceu forte influência no feminismo, especialmente o livro A Origem da Família, a Propriedade Privada e o Estado (1884), em que a família patriarcal é tratada como sistema opressor do homem para com a mulher. Desse modo, a ideia central do conceito de gênero nasceu com a feminista e marxista Simone de Beauvoir, autora da obra “O Segundo Sexo” (1949), em que é afirmado que “não se nasce mulher, torna-se mulher”.
Assim, do contexto social marxista que deu origem à “luta de classes” surgiu na pós-modernidade a ideologia culturalista como sendo “luta de gêneros”, ou seja, uma fantasiosa “luta de classes entre homens e mulheres”.
O conceito marxista de família = O conceito marxista acerca da família patriarcal está desenvolvido no livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), elaborado pelo sociólogo alemão Karl Marx, porém organizado e assinado por Friedrich Engeis, dado à morte de Marx antes da publicação da obra (ENGELS, 2014, p. 1-3).
Nesse livro, ele pretende explicar a gênese da realidade familiar por meio de um viés de liberdade sexual desraigada e casamento dissolúvel. Marx dividiu os tipos familiares de quatro maneiras, quais sejam: família consangüínea, família punaluana, família sindiásmica e família monogâmica. Sua veraz crítica e seu conceito de patriarcado é com a família monogâmica, pois em seu entendimento ela “baseia-se no triunfo do homem” e “os laços conjugais não podem ser rompidos por qualquer uma das partes” (ENGELS, 2014, p. 67).
Na visão marxista, esse modelo de matrimônio escraviza o cônjuge a ter relações sexuais apenas com o seu cônjuge, e, na opinião do sociólogo, isso é uma discrepância, tendo em vista que a liberdade sexual é necessária para a sociedade (ENGELS, 2014, p. 70-72). Desse modo, a intenção de Marx é desconstruir o sistema patriarcal e promover a liberdade sexual. Por isso, afirma-se que a ideologia de gênero é desdobramento do marxismo que também pretende eliminar o modelo familiar monogâmico, patriarcal e heterossexual.
O conceito feminista de gênero
A francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), considerada uma das mais importantes feministas da história, escreveu, como já afirmado, uma polêmica obra a respeito do feminismo, o livro O Segundo Sexo (1949). Filósofos afirmam que as mais de 800 páginas de seu livro podem ser sintetizadas pela frase já imortalizada pelos adeptos da ideologia de gênero: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Beauvoir afirma em sua obra que “todo ser humano do sexo feminino não é, portanto, necessariamente mulher; cumpre-lhe participar dessa realidade misteriosa e ameaçada que é a feminilidade.” (BEAUVOIR, 2009, p. 13).
Diante de tal construção teórica e filosófica, surgiu o conceito feminista de gênero, isto é, que a pessoa do sexo feminino não nasce mulher, sendo a construção social da sociedade machista que a transforma em mulher. A partir daí nasceu a expressão “empoderamento”, para sinalizar a luta pela igualdade de gêneros e a busca da libertação sexual, em que todos podem fazer opção de querer ser homem ou mulher.
II. CONSQUÊNCIAS
A ideologia de gênero pretende desconstruir os papéis de homens e mulheres e assim descontinuar o casamento e a família tradicional. AsEscrituras Sagradas ensinam que o pecado provoca graves consequências e o ser humano recebe em si mesmo o resultado de seus erros (Rm 1.27).
1. Troca de Papéis entre Homens e Mulheres
A ideologia de gênero ensina que os papéis dos homens e das mulheres foram socialmente construídos e que tais padrões devem ser desconstruídos. Essa posição não aceita o sexo biológico (macho e fêmea) como fator determinante para os papéis masculino e feminino. Sob esse aspecto, alguém pode ser biologicamente homem e desejar desenvolver comportamento típico de mulher e vice-versa. Faz-se ainda apologia à prática do homossexualismo e do lesbianismo. Tal posição despreza os papéis biblicamente constituídos (Rm 1.25-32; Ef 5.22-33).
O perigo da inversão de valores
Na época do profeta Isaías, a ordem social, o estado moral, ético e espiritual do povo de Judá era lamentável e em muito se assemelha aos dias que vivemos, O mal era caracterizado pela inversão dos valores.
O profeta fora enviado a uma nação que se recusava ouvir a palavra de Deus (Is 1.2-6,10-17; 6.9-13). Nesse cenário de podridão moral e espiritual, Deus levantou um atalaia para profetizar contra a nação. Dentre as reprimendas, o profeta vaticinou “seis ais” que confrontavam o comportamento inadequado daquele povo.
O primeiro “ai” era contra o materialismo desenfreado e o enriquecimento ilícito (Is 5.8-10).
O segundo “ai” duplamente anunciado condenava a bebedeira e a embriaguez que conduzia à ociosidade (Is 5.11,12,22).
O terceiro “ai” repreendia os que zombavam da verdade e duvidavam do juízo divino apostando no ceticismo (Is 5.18,19).
O quarto “ai” era um alerta acerca da perversão dos valores. Tratava-se de uma dura advertência acerca do extremo perigo do relativismo cultural (Is 5.20).
O quinto “ai” era uma condenação aos presunçosos que se julgavam sábios e únicos donos da verdade (Is 5.21).
E o sexto e último “ai” repreendia a corrupção, o suborno e a perversão do direito (Is 5.23). Essas atitudes reprováveis e imorais causaram a derrocada daquela nação (Is 5.24,25).
Em nosso tempo, a situação não é diferente; a sociedade está em estágio de putrefação moral e ética, pois a verdade vem sendo modificada por intensa manipulação do pensamento. Homens inescrupulosos afrontam a verdade de Deus e a sua Palavra promovendo ideologias contrárias à revelação divina. A ideologia de gênero, com a sua inversão de valores, tem invadido, inclusive, diversos setores da igreja que se autodenomina cristã.
O farisaísmo — como dissimulação da verdade — tem adentrado em nosso meio. A reprimenda de Cristo os classificando como “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo” (Mt 23.24) vem sendo ignorada por um número considerável da igreja e de sua liderança. Contudo, as Escrituras são categóricas em revelar que não haverá escape para os transgressores.
Aos que relativizam a verdade, a Palavra de Deus vaticina: “não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pe 2.1-3). A igreja não pode fechar os olhos para a inversão dos papéis de homens e mulheres divinamente revelados nas Escrituras (Ef 5.22-33).
2. Confusão de Identidade para o Ser Humano
Os adeptos dessa ideologia fazem questão de criar conceitos relativistas. Afirmam que a sexualidade (desejo sexual) e o gênero (homem e mulher) não estão relacionados com o sexo (órgãos genitais). Desse modo, a identidade de gênero e a orientação sexual passam a ser moldadas ao longo da vida. Por exemplo, a criança passa a decidir depois de crescida se quer ser menino ou menina. No entanto, essa indefinição acerca da própria identidade produz efeito dramático no ser humano por causa da confusão de papéis, e provoca sérios problemas de ordem espiritual e psicossocial. Tal ideologia induz, inclusive, à insolência de a criatura questionar o seu Criador (Rm 9.20).
Identidade de gênero
Biblicamente, a orientação e o desejo sexual estão direta e intrinsecamente relacionados às características físicas do sexo (masculino e feminino), e não com o construto cultural da sociedade. O conceito de “identidade de gênero” não aceita o sexo biológico (masculino e feminino) como fator determinante da sexualidade. Ensinam que os indivíduos desenvolvem sua “identidade de gênero” durante o processo de socialização com a cultura na qual estão inseridos. Assim, o propósito dessa ideologia na área da moralidade é desassociar o sexo da sexualidade e com isso provocar a inversão dos valores também do casamento e da família.
3. Desvalorização do Casamento e da Família
A ideia é de que o desaparecimento dos papéis ligado ao sexo provoque um destruidor impacto sobre a família. A ideologia considera que a atração pelo sexo oposto, o casamento e a família correspondem a determinados estereótipos e papéis sociais previamente estabelecidos pela sociedade.
Tudo passa a ser relativizado e permitido, isto é, ninguém poderá afirmar que algum modo de relações entre os sexos possa ser mau ou antinatural. O casamento heterossexual e a família tradicional são totalmente desconsiderados. Esses e outros males são resultados da depravação humana e sinais da iminente volta de Cristo (2 Tm 3.1-5).
A depravação da sexualidade
Quando se adota a identidade de gênero como parâmetro ou medida, os valores e os conceitos morais tornam-se relativos. Caso fosse verdadeiro que o ser humano tenha capacidade para “autoconstruir” seu próprio gênero “nenhum modo de relação sexual poderá ser considerado puro ou impuro, certo ou errado” (SCALA, 2011, p. 65). Assim, instala-se o relativismo e a resultante inversão/alteração de valores (Is 5.20).
A partir disso, não se poderá restringir a liberdade sexual de ninguém. A começar pelo postulado básico da “identidade de gênero” de que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade e que todas as relações sexuais são apenas o construto da sociedade, então toda relação sexual consentida será considerada moralmente boa e, portanto, lícita e aceitável, não sendo passível de crítica ou condenação por parte da sociedade e das autoridades públicas.
Em vista disso, serão desconstruídas as relações familiares, o casamento, a reprodução, a educação, a religião, a sexualidade, dentre outros. Práticas que hoje são moralmente condenadas passarão a ser consideradas igualmente lícitas tanto do ponto de vista moral, legal e jurídico. Depravações sexuais como zoofilia (sexo do homem com animais); necrofilia (atividade sexual com cadáver) e até a pedofilia (sexo de adultos com criança) serão toleradas como resultado da aceitação da “ideologia de gênero”.
Convém aqui registrar que a prática da zoofilia é tipificada como crime (Art. 32, Lei 9.605/1998), a necrofihia (Art. 212, Código Penal Brasileiro), bem como a pedofilia, é considerada crime contra vulnerável previsto no Código Penal Brasileiro (Art. 217-A), além de ser tipificada como doença na categoria “Transtornos da preferência sexual” listada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10, Código F65.4).
Apesar de estarmos conscientes desses fatos, sabemos que a cultura se modifica e seus conceitos e valores podem ser relativizados. Entretanto, as Escrituras Sagradas ensinam que as verdades divinamente reveladas independem da cultura, e, portanto, não são passíveis de alteração. Para o cristão, a autoridade e a inspiração divina das Escrituras são fatos inquestionáveis.
O reformador alemão Martinho Lutero (1483- 1546) compreendia que o sentido de “Sola Scriptura” era literal, ou seja, somente a Escritura — e não a Escritura somada à interpretação dos homens ou a cultura dos povos — é a fonte de revelação cristã. Sua defesa era pela centralidade da palavra de Deus. (LUTERO, v. 2, 2010. p. 403). O reformador holandês Jacó Armínio (1560-1609) igualmente defendeu a centralidade das Escrituras e ensinou que todas as doutrinas necessárias para o cristão já nos foram transmitidas pela revelação da Palavra de Deus (ARMINIO, v. 1,2015, p. 377). Portanto, para o cristão as doutrinas bíblicas se constituem em única autoridade infalível de fé e prática.
 
III. O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS
A Palavra de Deus revela que o homem foi criado macho e fêmea (Gn 1.27). Entre outros propósitos divinos estava a união heterossexual entre um homem e uma mulher. Portanto, a revelação divina contida na Bíblia Sagrada está acima da ideologia de gênero e transcende a cultura pós-moderna relativizada de nossa época.
1. Criação de Dois Sexos
Deus criou dois sexos anatomicamente distintos: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Portanto, biologicamente, o sexo está relacionado às formas do corpo humano e aos órgãos genitais. Assim sendo, os seres humanos nascem pertencendo ao sexo masculino ou ao sexo feminino, O homem é designado como macho e a mulher como fêmea. Por conseguinte, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a ideologia de gênero, pois a cultura permanece sob o julgamento de Deus (1 Pe 4.17)
Não podemos mudar a verdade
Paulo alerta a igreja de Corinto: “nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2 Co 13.8). No contexto dessa passagem, tanto o “evangelho” quanto a “retidão moral” é apresentado como conceito da verdade. Essa expressão paulina indica que rejeitar a verdade, seja ela no campo da ética, seja da moral, implica combater contra aquEle que é a verdade — Cristo e seu evangelho. Portanto, não é possível anular a verdade, ainda que alguma ideologia o queira fazer.
Aqui está evidenciado um princípio geral: não importa o que o homem faça para torcer a verdade, no final, quer queira quer não, a verdade triunfará sobre a falsidade e o engano. Pode até ser que a verdade fique oculta ou subjugada por um determinado espaço de tempo, mas por fim ela ressurgirá triunfante.
Por conseguinte, diante da exortação paulina, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a fé cristã aos valores da cultura secular. Nem tampouco devemos ceder ao conformismo e assistir passivamente à deturpação da verdade. Não estamos autorizados a acrescentar ou retirar algo da verdade revelada por Deus (Ap 22.18,19). As Escrituras são enfáticas ao revelar que Deus criou apenas dois sexos: macho e fêmea (Gn 1.27). Portanto, enquanto a Igreja estiver na terra, temos que oferecer resistência à tentativa de deturpação da verdade.
2. Casamento Monogâmico e heterossexual
Ao instituir o casamento, Deus ordenou: “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2.24, NVI). Isso significa que a união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte da criação original de Deus.
A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão” (1 Co 11.11). Assim, mudam-se as culturas e os costumes, mas a palavra do nosso Deus permanece inalterável (Mt 24.35).
O modelo da família cristã
A Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil crê, professa e ensina que a família é “instituição criada por Deus, que tem por princípios reguladores e estruturantes a monogamia [...] e a heterossexualidade” (SOARES, 2017, p. 205). Por essas razões, nossa confissão de fé rejeita a homossexualidade (1 Co 6.10) e qualquer configuração social que se denomina família cuja existência é fundamentada em prática, união ou qualquer conduta que atenta contra a monogamia e a heterossexualidade, consoante ao modelo instituído pelo Criador e ensinado pelo Senhor Jesus (Mt 19.4-6). Esse tema será discutido novamente com maior profundidade no capítulo 9, que abordará o planejamento familiar.
3. Educação dos Filhos com Distinção dos Sexos
Educar não consiste apenas em suprir os meios de subsistência e proporcionar o bem-estar necessário. Cabe também aos pais educar os filhos na admoestação do Senhor (Ef 6.4), promover o diálogo e o amor mútuo (Ef 6.1,2). A família cristã não pode perder a referência bíblica na educação de seus filhos. Explicar e orientar que homens e mulheres, por exemplo, possuem órgãos sexuais distintos que os diferenciam sexualmente é responsabilidade dos pais.
Deve-se ensinar, ainda, o respeito e a não discriminação, mas também a diferenciação entre os sexos a fim de coibir a inoportuna “luta de gêneros” (Gn 1.27; 1 Co 11.11,12; Ef 5.22-25).
A ideologia de gênero na educação secular
Nesse aspecto, os pais ou os responsáveis pelos estudantes devem redobrar a atenção. Ativistas labutam para implantar a “ideologia de gênero” nas escolas por meio de material didático e uma nova pedagogia voltada para a desconstrução sexual e o doutrinamento das crianças e alunos em geral.
No Brasil, em 2014, durante a tramitação no Congresso Nacional do PNE (Plano Nacional de Educação), que dita as diretrizes e metas da educação para os próximos dez anos, após diversas pressões de parlamentares cristãos, a ideologia de gênero foi retirada do texto. Após uma série de debates, o Ministério da Educação manteve a ideologia de gênero na Base Nacional Comum Curricular, porém, agora na disciplina de ensino religioso. A Base Nacional se limita, por enquanto, ao ensino infantil e fundamental (basenacionalcomum. mec.gov.br).
 
Por fim, o que se pode afirmar é que a ideologia de gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão aquilo que deve ser considerado como ideal. Acuada pelo “patrulhamento ideológico”, parcela da sociedade não esboça reação, faz concessões em nome do “politicamente correto”, e o mal vem sendo propagado. No entanto, os cristãos possuem o dever de reagir e “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).
 
Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS
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