14 de junho de 2018

Ética Cristã e Política


Ética Cristã e Política

TEXTO ÁUREO = "Portanto, dai a cada um o que deveis: quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; o quem honra, honra." (Rm 13.7)

VERDADE PRÁTICA = A política faz parte da vida em sociedade. Como o cristão não vive isolado, ele deve ter consciência política, sendo sal e luz neste mundo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Romanos 13.1-7

HINOS SUGERIDOS: 386, 398, 401 DA HARPA CRISTÃ

INTRODUÇÃO

O crente é um súdito do reino de Deus na Terra, e como tal tem os seus deveres de cunho espiritual a cumprir com ele. Nada obstante, é também cidadão do país onde nasceu e tem para com este obrigações cíveis, como os demais cidadãos, uma vez que recebe do Estado o amparo, a segurança, os direitos, enfim, que as leis deste lhe outorgam. Nesta lição vamos tratar do papel que cabe à Igreja dentro do contexto político do Estado, ressaltando a sua inteira independência do mesmo, da separação que deve existir entre ambos.

UMA PERSPECTIVA BÍBLICA DA POLITICA

Um dos textos mais importantes da história sobre a questão política. A palavra de Deus estabelece princípios claros acerca do papel do Estado e da responsabilidade dos cidadãos, a fim de que haja ordem e progresso na sociedade. Destacaremos, à luz do texto, três verdades importantes:

Em primeiro lugar, a origem das autoridades constituídas (Rm 13.1,2). Paulo diz que não há autoridade que não proceda de Deus e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Logo, se opor deliberada e formalmente à autoridade é resistir à própria ordenação de Deus. Aqueles que entram por esse caminho de desordem e anarquia trarão sobre si mesmos condenação. É óbvio que o apóstolo Paulo não está dizendo que Deus é o responsável moral pelos magistrados ditadores e corruptos que ascendem ao poder. Deus instituiu o princípio do governo e da ordem e não o despotismo. As autoridades não podem domesticar a consciência dos cidadãos nem desrespeitar a sua fé. Nossa sujeição às autoridades não é submissão servil nem subserviência, mas submissão crítica e positiva. A relação entre a Igreja e o Estado deve ser de respeito e não de subserviência. Deus não é Deus de confusão nem aprova a anarquia. Deus instituiu a família, a igreja e o Estado para que haja ordem na terra e justiça entre os homens.

Em segundo lugar, a natureza das autoridades constituídas (Rm 13.3-5). As autoridades constituídas não devem ser absolutistas. Elas governam sob o governo de Deus. A fonte de sua autoridade não emana delas mesmas nem mesmo do povo. Emana de Deus através do povo.

Portanto, a autoridade é ministro (diákonos) de Deus, ou seja, é servo de Deus para servir ao povo. Aqueles que recebem um mandato pelo voto popular não ascendem ao poder para se servirem do povo, mas para servirem ao povo. Não chegam ao poder para se locupletarem, mas para se doarem. Não buscam seus interesses, mas os interesses do povo. Esse princípio divino mostra que o político que sobe ao poder pobre e desce dele endinheirado não merece nosso voto.

O político que usa seu mandato para roubar os cofres públicos e desviar os recursos que deveriam atender as necessidades do povo para se enriquecer ilicitamente deve ter nosso repúdio e não nosso apoio. O político que rouba ou deixa roubar, que se corrompe ou deixa a corrupção correr solta, que acusa os adversários, mas protege seus aliados, não deve ocupar essa posição de ministro de Deus, pois Deus abomina a injustiça e condena o roubo.

Em terceiro lugar, a finalidade das autoridades constituídas (Rm 13.4-7). Deus instituiu as autoridades com dois propósitos claros: a promoção do bem e a proibição do mal. O governo é ministro de Deus não só para fazer o bem, mas, também, para exercer o juízo de Deus sobre os transgressores. Portanto, devemos sujeitar-nos às autoridades não por medo de punição, mas por dever de consciência. Cabe a nós, como cidadãos, orar pelas autoridades constituídas, honrá-las, respeitá-las e pagar-lhes tributo, uma vez que seu chamado é para atender constantemente à essa honrosa diaconia, de servir ao povo em nome de Deus. Quando, porém, as autoridades invertem essa ordem e passam a promover o mal e a proibir o bem, chamando luz de trevas e trevas de luz, cabe a nós, alertar as autoridades a voltarem à sua vocação. Se essas autoridades, porém, quiserem nos impor leis injustas, forçando-nos a negar a nossa fé, cabe-nos agir como os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

O ESTADO E A BÍBLIA

O Brasil está vivendo uma efervescência política em todos os segmentos da sociedade, especialmente na igreja evangélica, incluindo a Assembleia de Deus. O momento político de nosso país requer das lideranças evangélicas, especialmente da Assembléia de Deus, uma postura equilibrada e moderada face às ofertas politiqueiras comprometedoras. A igreja evangélica não deve omitir-se desse momento político de eleições, mas deve fazer-se valer pelo seu papel moral no seio da sociedade brasileira. O poder decisório de nossa igreja requer de nossos líderes o compromisso, antes de tudo, com os valores expressos no Evangelho de Jesus Cristo. A contextualização de nosso papel evangélico não pode jamais significar a absorção do sistema mundano que opõe-se às premissas do Evangelho de Cristo.

Há uma interpretação equivocada acerca do papel da igreja quanto à submissão ao Estado. Em Romanos 13.1-2, lemos que “toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus, e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.

Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus”. Respeitar as autoridades e submeter-se a elas não significa acomodar-se às suas corrupções e desvarios políticos. Significa ter uma atitude de coerência com os princípios que não ferem a Palavra de Deus. O Estado não é divino. Apenas a autoridade positiva do Estado é “ordenada por Deus”.

O Estado não tem a última palavra em relação aos assuntos litigiosos, porque é uma instituição temporária. Portanto, a Igreja deve prescindir dele. A Igreja deve preservar seus valores de representação como instituição moral e ética, cobrando do Estado quando esses valores forem ameaçados.

As instituições governamentais existem para aplicação das leis que regem os indivíduos dentro de uma nação. Elas são identificadas como agentes de representação da ordem política. Porém, a ordem política existente é relativa, provisória, mutável e mutante, porque um dia será estabelecido um governo divino sobre a Terra, depois da vitória final de Cristo sobre todo o principado e poder.

Para sermos “o sal da terra” e a “luz do mundo” numa sociedade corrompida, precisamos impor nosso papel como Igreja, no sentido de desenvolver uma vida social e política capaz de influenciar o mundo que vivemos. A Igreja deve se conscientizar da importância do momento político e indicar pessoas capazes de defenderem os valores mais sagrados da sociedade. A consciência da Igreja é a garantia contra a corrupção no seio da sociedade. A omissão da Igreja quanto à participação da vida política deixa vazios nossos parlamentos políticos do papel crítico, construtivo e sensibilizador da Igreja. Os regimes autoritários e os governos corruptos surgem pela falta do papel político da Igreja, que é comprometida com os ideais do Evangelho de Cristo.

POLÍTICA SEGUNDO A BÍBLIA

1. Dupla cidadania do cristão. O cristão vive nesta terra uma verdadeira tensão. Ao mesmo tempo que as Escrituras afirmam que a nossa cidade está nos céus (Fl 3.20), asseguram, também, que somos peregrinos neste mundo (1 Pe 2.11). Não há qualquer contradição nessas verdades bíblicas, pois elas simplesmente enfatizam o desafio do servo de Deus em viver de forma transitória na esfera terrenal. Ao interceder pelos seus discípulos, Jesus pediu ao Pai: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (Jo 17.15).

Portanto, temos duas cidadanias: celestial e terrena. Uma conquistada por herança, a outra por local de nascimento. Isso significa que os crentes não podem estar alienados da sociedade e das questões sociais, políticas e econômicas. Como cidadãos deste planeta e embasados em uma visão de mundo eminentemente bíblica, devemos respeitar as leis e participar das discussões do cenário político, influindo nos temas da sociedade e do governo, a exemplo de José e Daniel.

2. Separação entre Estado e Igreja. A conscientização dos crentes a respeito da importância da participação política não significa a união entre o Estado e a Igreja. A propósito, o Senhor Jesus estabeleceu a clara separação entre esses dois ao ordenar: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Lc 20.25). As palavras do Mestre reforçam tanto a responsabilidade espiritual quanto social, enfatizando que Igreja e Estado possuem papéis bem distintos. A Igreja deve influenciar o governo, mas não pode confundir-se com ele. Quando o Estado tenta intervir na Igreja, ou vice-versa, os prejuízos são inevitáveis, com implicações que afetam a consistência doutrinária da cristandade. Foi o que ocorreu quando o imperador romano Constantino uniu a religião cristã com o Estado, incorporando elementos do paganismo. Por isso, a separação entre o Estado e a Igreja foi um ponto crucial defendido na Reforma Protestante.

A SEPARAÇÃO DO ESTADO DA IGREJA: UMA HERANÇA PROTESTANTE

DEFININDO A IGREJA E O ESTADO

A Igreja de Deus é o povo que foi resgatado do mundo de perdição através da obra sacrificial de Cristo. É, então, Sua propriedade e corpo místico (Tt 2.14).

A Igreja se constitui no verdadeiro refúgio do cristão, onde ele pode alcançar o mais desejado triunfo: a eterna salvação. Alegremo-nos em pertencer à Igreja do Deus vivo

O Estado é a nação politicamente organizada e tem o dever de garantir a ordem e a segurança da Nação, tudo fazendo para alcançar o seu progresso. A garantia dos direitos individuais é da competência do Estado. Explicando melhor, o Estado é uma organização que protege a família em todos os seus direitos definidos na constituição. Garante os direitos individuais do cidadão, e visa alcançar os ideais do povo, a virtude e a expansão econômica. Objetiva a prática da justiça social, que não favorece o rico em detrimento do pobre, posto que diante da lei,e, conseqüentemente do Estado, todos são iguais e merecem igual tratamento, igual respeito aos seus direitos. Enfim o Estado protege a sociedade, que por sua vez tem na família a sua célula máter que é, em última análise, a base do Estado.

1. A missão da Igreja no governo do mundo. Em relação ao poder temporal, a Igreja não recebeu de Deus a autoridade para dominá-lo, nem para submetê-lo ao seu governo. A missão da Igreja é espiritual. Ela é a luz do mundo e o sal da Terra, e como tal a sua missão é “iluminar” e “salgar” a Terra.

2. A origem do Estado. O Estado é de origem sobrenatural. Dissemos que a origem do Estado é sobrenatural porque toda a autoridade, todo o poder procede de Deus. É Deus quem outorga a autoridade ao homem para exercer o governo sobre o homem, visando o bem estar do homem.

Por esta razão o apóstolo Paulo recomendou aos crentes em Roma: “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Rm 13.1,2). Leia também 1Pe 2.13-17. Contudo é bom que se esclareça que toda a autoridade humana está subordinada à autoridade de Deus e certamente Ele cobrará de cada governante os erros e as iniqüidades praticadas em Seu nome.

3. A missão do Estado. Sabemos que os elementos essenciais que constituem o Estado são: um território, uma população, uma lei e urna organização administrativa. “O Estado é uma sociedade humana organizada que se submete ao mando e à orientação de um poder central, com a finalidade de estabelecer o bem próprio de cada um, ao mesmo tempo que busca o bem geral”.

A INDEPENDÊNCIA ENTRE A IGREJA E O ESTADO

O maior prejuízo que a Igreja do senhor sofreu, através dos séculos, teve início quando o Imperador Constantino aderiu ao cristianismo, batizando-se ele e toda a sua corte, arrastando assim ao seio da Igreja todos os seus maus hábitos e a sua idolatria. Aquilo que Satanás não havia conseguido, afogando-a no sangue dos mártires que eram cruelmente lançados às feras, nas arenas do Coliseu Romano, ou nas fogueiras e outros inomináveis sofrimentos, que os obrigavam a morar nas cavernas e covas (catacumbas) mas, sem no entanto, silenciarem quanto ao testemunho de Cristo (Hb 11.38), alcançou, no entanto, tomando o cristianismo a igreja oficial do Império, afogando os líderes da época, na “seda e na púrpura” ou seja, no pecado e na luxúria. Deste modo, sua autoridade espiritual foi aniquilada, e, os tais, para agradar as autoridades seculares, foram obrigados, pouco a pouco, a mudar o essencial, no que respeita ao culto, à doutrina e à disciplina. tornando o cristianismo autêntico, naquilo que é hoje a Igreja Romana, que de cristã só tem o nome. Por essa razão, entendemos que a independência entre a Igreja e o Estado deve ser absoluta.

O CRENTE COMO CIDADÃO DO CÉU

A Bíblia ensina, que a Igreja está aguardando ansiosamente a sua trasladação para a sua pátria celestial (Fp 3.20,21; J0 17.16), e classifica esta expectativa como a “bem aventurada esperança” (Tt 2.12,13). Na qualidade de cidadão do Céu, devemos viver de tal maneira a não causar escândalo nem aos gentios, nem aos judeus, nem à Igreja de Deus (1Co 10.32). Devemos nos portar com dignidade diante de todos.

TODA A POTESTADE VEM DE DEUS

O apóstolo Pedro, concorda com o conceito inspirado do apóstolo Paulo, ï que respeita à obediência às potestades superiores, porque “assim é a vontade de Deus, que fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos’‘(1Pe 2.15). Todos sabemos que os magistrados são constituídos por ordenação de Deus (Rm 13.1). Não é necessário temê-los, se praticamos as boas ações, mas, se as más, seremos punidos com o rigor da lei, e o mesmo apóstolo Pedro afirma que, se sofrermos, soframos não como ladrões, rebeldes ou malfeitores, mas como cristãos, e nisso glorifiquemos a Deus (1 Pe4.15,16).

1. O poder do Estado tem sua origem em Deus. De conformidade com os ensinos dos profetas sobre a soberania de Deus e sua intervenção no governo do mundo (Dn4.17,31,32), o Senhor Jesus, quando interrogado pelos fariseus e herodianos quanto à licitude de pagar ou não- tributo a César, respondeu: “Dai pois a César o que é de César,e a Deus o que é de Deus”. Perante Pilatos Ele foi claro ao responder: “O meu reino não é deste mundo”. E diante da alegação do mesmo Pilatos, que afirmava possuir poder para mandar crucificá-lo ou soltá-lo, Jesus respondeu de modo inquestionável: “Nenhum poder terias sobre mim, se de cima te não fosse dado”. Assim sendo, o Senhor deixava claro que a autoridade de Cesar, de Herodes, de Pilatos e todos os governantes em todos os tempos procede de Deus. Ele é a causa primeira de toda a autoridade, tanto do Estado quanto da Igreja. Por isso Jesus como perfeito homem, submeteu-se ao poder do Estado (Mt 17.24-27; Fp 2.6-8). Nós não podemos fazer menos que isso

O CRISTÃO DEVE OBEDECER ÀS AUTORIDADES

Nos regimes democráticos, o governo é dividido em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. A todos esses poderes devemos obediência e respeito.Sujeitar-se à ordenação humana por amor ao Senhor é mandamento, e, não somente s bons e humanos, mas também aos maus.

Cristãos há, que se negam a pagar impostos ao Estado, e, quando o fazem é com malícia, alguns chegam ao extremo de subornar o fisco, cometendo um pecado que mais cedo ou mais tarde, de Deus recebem a devida cobrança e raramente prosperam em seus negócios, isto, quando não sofrem outros revezes (1 Pe 2.11), “aui1oqueohomemsemear, isto também ceifará” (Gl 6.7,8). Honrar, respeitar e reverenciar os membros desses poderes é justo. “A quem honra, honra; a quem tributo, tributo”.

INSUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES É REBELDIA

Sem dúvida, o povo de Deus, através de todos os tempos, tem sofrido dura oposição por parte das autoridades, mas isto não nos autoriza a fazer oposição aos poderes constituídos.

Por três séculos, o Império Romano desencadeou cruel perseguição à Igreja. O apóstolo Paulo foi vítima desses poderes até a morte, mas deixou escrito: “Quem se opõe ‘as autoridades, resiste a Deus”.

É dever do verdadeiro servo de Deus, cooperar, ajudar, e acatar as ordens das autoridades para o seu próprio bem, orando por elas (1Tm 2.13). Resistir- lhes ouopor-se-lhes é diabólico e traz consequências embaraçosas. (1Tm 4.12).

COMO O CRISTÃO DEVE LIDAR COM A POLÍTICA

O PERIGO DA POLITICAGEM

Como em algumas das igrejas a conscientização política ainda é incipiente, faz-se necessário um alerta referente ao perigo da politicagem. Os dicionários em geral conceituam politicagem como: “política reles e mesquinha de interesses pessoais”. O perigo dos atos politiqueiros é colocar em descrédito o evangelho e a igreja cristã. O cristão fiel jamais pode compactuar com este procedimento. Os princípios cristãos não podem ser negociados. A ética e a moral cristã não podem ser vendidas e nem compradas.

Aqueles que são contrários as convicções cristãs não podem receber o apoio e nem o voto da igreja. O cristão não pode se iludir com o esplendor das promessas e nem com as supostas garantias apresentadas. Os que não compartilham os ideais do evangelho não devem ser homologados pelo povo de Deus. No cristianismo primitivo a igreja em Corinto foi advertida a observar este princípio (2Co 6.14).

Contudo, apesar da orientação bíblica, obreiros fraudulentos ludibriam e manipulam as ovelhas sob seus cuidados. Interessados em levar vantagem pessoal não hesitam em apoiar candidatos políticos contrários a fé cristã. Vislumbram benefícios econômicos e “status” social. Sem nenhum pudor, ao leve toque musical, prostram-se diante da estátua de Nabucodonozor. Estão interessados em manter ou adquirir privilégios e indispostos a sofrer retaliações por causa do evangelho.

Não satisfeitos em apoiar candidatos de conduta repreensível, soma-se a este erro, o uso da mídia e do púlpito da igreja para promover a iniquidade. O cristão é cidadão e deve exercer sua cidadania. Contudo, não pode esquecer que também é cidadão do céu. Como Embaixador de Cristo representa os interesse do reino de Deus na terra. Portanto, não pode apoiar, nem permitir ou promover apoio aqueles que afrontam o reino de Deus.

COMO DELIMITAR NOSSA ATUAÇÃO

Os princípios éticos devem ser observados. O púlpito da igreja não pode ser transformado em “palanque eleitoreiro”. As orientações devem ser claras, precisas e esclarecedoras, contudo, não se pode ocupar o espaço da palavra ou da adoração. As convicções cristãs devem ser conhecidas por todos bem como a posição da igreja. Se houver coerência entre o discurso e a fé cristã, certamente a igreja acatará o conselho da liderança.

Por outro lado não se pode confundir a cruz de Cristo com ideologias partidárias. A renovação política não pode ser substituída pela transformação espiritual. A degeneração da sociedade não será resolvida ou corrigida por uma série de leis que inibam a má conduta. Somente a propagação do evangelho de Jesus Cristo pode deter o declínio e a ruína moral de nossa sociedade.

A igreja deve fazer oposição a qualquer ideia que desrespeite a mensagem do evangelho. Precisa se mobilizar para erradicar os políticos corruptos em todas as esferas. Porém, a batalha nas urnas será constante. Se usarmos apenas a ferramenta política certamente venceremos umas batalhas e perderemos outras. Mas, se cumprirmos nosso papel de sal da terra e luz do mundo, o poder do evangelho pode desarraigar para sempre a iniquidade dos corações.

Levanto a bandeira da conscientização política e sou favorável a mobilização evangélica. Entendo que o cristão deva divulgar sua posição coerente com o evangelho. No entanto, lembro que nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.12). A Igreja não pode se limitar a fazer oposição e oferecer resistência à iniquidade no poder temporal. Não pode depositar sua confiança e esperança em decisões políticas, embora não deva subestimá-la ou negligenciá-la.

As lideranças devem promover o “voto consciente” sem descuidar-se do avivamento espiritual. O avivamento liderado por John Wesley (1703-1791) trouxe mudanças sociais na Inglaterra. Porque na realidade o mal a ser combatido é o pecado

AJUSTANDO O FOCO DA IGREJA

Durante todo o tempo que Jesus Cristo esteve aqui na terra, ele nos deixou muitos ensinamentos, e demonstrou ao mundo a sua maior missão através do seu grande amor por nós, que era libertar e salvar a humanidade. Aos seus discípulos, foi dada a missão de continuar a espalhar este amor, como também fazer novos discípulos, a igreja.

Nos dias atuais, é possível notar, que a igreja de Cristo vem perdendo o seu maior foco, no que se diz respeito à sua principal tarefa, que é anunciar ao mundo o grande amor de Deus. Mc 16: 15-16.

É verdade sim, que mundo afora, as igrejas estão cada vez mais lotadas. Mas o evangelho genuíno da Palavra, tem sido verdadeiramente pregado? Temos ensinado a essas pessoas sobre o Reino de Deus e a sua justiça?

Devemos compreender o fato de que o nosso governo não pode nos salvar! Só Deus pode. Nunca lemos no Novo Testamento sobre Jesus ou qualquer um dos apóstolos gastando qualquer tempo ou energia em ensinar os crentes a reformar o mundo pagão de suas práticas idólatras, imorais e corruptas através do governo. Os apóstolos nunca convidaram os crentes a demonstrar desobediência civil e protestar contra as leis injustas ou esquemas brutais do Império Romano. Em vez disso, os apóstolos ordenaram os cristãos do primeiro século, assim como nós hoje, a proclamar o evangelho e viver vidas que dão evidência clara do poder transformador do Evangelho.

O propósito original da igreja, dado por Deus, não se encontra em ativismo político. Em nenhum lugar na Bíblia temos o comando de gastar nossa energia, nosso tempo ou nosso dinheiro em assuntos governamentais. A nossa missão não reside na mudança da nação através de uma reforma política, mas na mudança de coração através da Palavra de Deus. Quando os crentes acham que o crescimento e a influência de Cristo podem de alguma forma se aliar com a política do governo, eles corrompem a missão da igreja. O nosso mandato cristão é espalhar o evangelho de Cristo e pregar contra os pecados do nosso tempo. Só à medida que os corações dos indivíduos em uma cultura são alterados por Cristo é que a cultura começa a refletir essa mudança.

CONCLUSÃO

O cristão não pode ser contrário a uma atividade que busca a “conduta ideal do Estado”. Como cidadãos da terra, precisamos viver num determinado local físico e social, que faz parte de um Estado, que faz parte de um País. Esses precisam ser administrados por homens de bem. Melhor seria que fossem cristãos. Que Deus nos dé sabedoria e visão.

A melhor atuação política da igreja deve ser por meio da conscientização e orientação dos seus membros, para que votem com ética e discernimento bíblico. Cabe à liderança o ensino adequado da política à luz das Escrituras, enfatizando a importância da politização sadia dos crentes e o envolvimento com as questões públicas. Por outro lado, não se recomenda o envolvimento direto da igreja local com as disputas político-partidárias ou a declaração de apoio a candidatos. O púlpito não é lugar para propaganda eleitoreira, e a igreja de Deus (Gl 1.13) não é trampolim político, mas a coluna e firmeza da verdade (1Tm 3.15).

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia


Lições bíblicas CPAD 1990




CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, alunos, 2º trimestre 2015

 

6 de junho de 2018

ÉTICA CRISTÃ VÍCIOS E JOGOS


ÉTICA CRISTÃ VÍCIOS E JOGOS

 TEXTO ÁUREO = Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação(Pv 15.16).

VERDADE PRÁTICA = Deus não criou o ser humano para ser escravo dos vícios nem dos jogos, pois segundo a Palavra de Deus, não podemos ser dominados por coisa alguma.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Provérbios 28.1-10

INTRODUÇÃO

 

Quem sofre deste mal certamente quer libertar-se, quem tem algum parente que tem problema de alcoolismo quer paz. E se existe algo que o governo está investindo seriamente para tentar inibir é a questão do alcoolismo, a Europa os Estados Unidos, o Oriente e todos os demais continentes lutam ferozmente para que o alcoolismo seja apagado do mapa, mas por quê? Por causa das consequências, em acidentes, doenças e desgraças. Como assassinatos e suicídios. 

 

VICIOS A DEGRADAÇÃO DA VIDA HUMANA

 

O PECADO DO ALCOOLISMO

 

Que dizem as Escrituras sobre o álcool, vinho e licor? A Bíblia diz em Provérbios 20:1 "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não é sábio."

Por que que as bebidas alcoólicas são perigosas? A Bíblia diz em Efésios 5:18 "E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito."

Por que que reis e governantes não deveriam beber bebidas alcoólicas? A Bíblia diz em Provérbios 31:4-5 "Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito."

Com que outros pecados está a embriaguez classificada? A Bíblia diz em Gálatas 5:19-21 "Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, . a idolatria, a feitiçaria, . as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus."

Quais são os resultados dos que se entregam a excessos de comida e bebida? A Bíblia diz em Provérbios 23:20-21 "Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem."

Como afetam as bebidas alcoólicas aqueles que as tomam? A Bíblia diz em Provérbios 23:29-35 "Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez."

 O suco de uva puro é uma benção para o homem. A Bíblia diz em Isaías 65:8 "Assim diz o Senhor: Como quando se acha mosto num cacho de uvas, e se diz: Não o desperdices, pois há bênção nele; ."

A palavra de Deus nos adverte muito sobre o consumo de bebidas alcoólicas trataremos ponto por ponto:

1. O álcool cria um ato maléfico

O álcool produz com muita facilidade uma dependência severa e violenta, quando alguém está alcoolizado ela nunca pensa somente no bem, mas pensa em fazer algo que prejudica a si e aos outros.

2. O álcool destrói o corpo

Discretamente produz distúrbios nas funções corporais e trazendo problemas de cirrose, hepatite e grande desordem física e emocional.

3. O álcool produz morte

É comprovado que a maioria esmagadora das mortes em acidentes de trânsito são provocadas pelo consumo de álcool. A palavra de Deus diz que a bebida zomba daquele que lhe é escravo

4. O álcool é um falso escape

Muitas pessoas se embebedam para escapar da realidade, para viver uma grande ilusão. E tudo que é ilusão é satânico.

5. A embriaguez destrói a família

Quando existe alguém na família viciado, toda família sofre as consequências, há vergonha tristeza, humilhações e atitudes inconsequentes.

6. A embriaguez conduz a devassidão

Uso excessivo de álcool pode conduzir a imoralidade, a perdição não são poucos os homens, mulheres e jovens que cometeram atos e durante toda a vida se envergonharam de nunca puderem consertá-los. Efésios 5.18

7. Os profetas condenam os alcoólatras

Em Joel1.5 está escrito: acordem bêbados e chorem, aí está uma advertência da palavra de Deus. Os púlpitos não podem parar de condenar.

8. Os bêbados irão para o inferno

Deus expressamente diz que os bêbados não herdarão o reino de Deus I Co.6.10

A bebida transporta o homem para três estágios, primeiro ele se torna um macaco, começa a fazer graça, brincadeiras, um verdadeiro palhaço. O segundo estágio é um leão, o homem fica corajoso, quer brigar, não tem medo, enfrenta qualquer situação. E o último estágio que a bebida leva o ser humano, é a posição de um porco, ele vomita, se usa, vai para o chão e se torna nojento. Deus não criou o homem para ser usado pelo diabo, mas para ser templo do Espírito Santo. Você não precisa beber, e o problema do beber socialmente é que nenhum mal decresce, os grandes alcoólatras se tornaram grandes alcoólatras bebendo pequenas porções. Que Deus te abençoe, e te guarde. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. (João 8.32)

A ESCRAVIDÃO DAS DROGAS

Na maioria dos casos, a descoberta somente acontece quando a mãe encontra maconha no quarto do filho. Mesmo assim ainda acredita, quando ele diz que está “guardando para o amigo”. Ou quando começa a encontrar na casa cachimbinhos (usados para fumar crack). Ou mais grave ainda: quando descobre no quarto do filho, vasos com plantação de maconha.

Após a descoberta, vem a crise pela insegurança de como agir. Para quem contar? Onde pedir ajuda? Como falar com o filho? E na busca pela orientação, pais começam a trilhar o difícil caminho para as respostas. Descobrem que, em São Paulo, não há um telefone de utilidade pública, um 0800, onde possam, sem se identificar, receber orientações de como agir. Descobrem também que nos postos de saúde e nos hospitais públicos não há psiquiatras de plantão para o atendimento no momento em que mais necessita de ajuda. Muito menos vaga para internar o filho.

A campanha da Jovem Pan tem sido procurada por muitos pais que buscam ajuda. Informação é arma poderosa para evitar o uso de drogas e também para enfrentar a crise no momento da descoberta, sabendo como agir e que especialista procurar.

Sinais de que seu(a) filho(a) está metido com drogas:

(A) O primeiro sinal, ensinam os especialistas desta campanha, vem da escola, quando o professor avisa que a criança ou o adolescente está mudando o comportamento na aula: deixou de tirar boas notas, trocou os amigos, dorme na aula, está mais agressivo ou está com muitas faltas. Já pode ser indício de bebida ou maconha.

(B) Outro sinal que os pais devem observar é a mudança de amigos. Quando filhos querem esconder os novos colegas fiquem atentos, porque pode indicar que algum deles usa droga. E lembre-se: é sempre o colega que oferece a droga.

(C) Outro sinal importante: se o seu filho está com dificuldade para aceitar limites, lembre-se sempre: se ele não aprender em casa, com carinho, que o não faz parte da convivência, ficará mais difícil para ele dizer não quando alguém oferecer droga. A maioria dos usuários de drogas nunca aceitaram o não, os limites.

Como evitar que nossos filhos caiam no caminho das drogas?

As melhores campanhas para impedir o uso das drogas partem do caráter pessoal, formado principalmente com a ajuda da família.

Numa pesquisa entre mães e pais com filhos de quatro a 20 anos de idade perguntou-se qual a preocupação "número um", com relação ao futuro dos filhos. 100% dos entrevistados deram como resposta a possibilidade de que seus filhos se envolvam com drogas.

O que nem todos sabem é que o caminho que leva às drogas não é uma surpresa, nem um imprevisto. É algo que se pode prevenir na maioria dos casos. Todos nascem com talentos e habilidades para enriquecer o mundo em que vivem. Para ser cada vez melhor e viver de forma livre e positiva é preciso desenvolver ao máximo todas as suas potencialidades, criando metas para desenvolver com excelência os talentos pessoais.

E a família é a instituição que melhor promove o desenvolvimento sadio de todas as potencialidades. Entramos, agora, numa saudável discussão: quais seriam essas potencialidades? Intelectuais, da vontade, da dimensão afetiva?

Os especialistas já chegaram à conclusão de que o velho conceito de Q.I. (Quociente de Inteligência) abarca apenas uma estreita faixa de habilidades linguísticas e matemáticas. Ou seja, ter um elevado Q.I. pode predizer, talvez, quem terá êxito escolar, mas não mais que isso. Fonte:Maracaju News

Dependência Química

A dependência de drogas pode ser chamada dependência química e, até o presente, adotamos este termo pelo fato de abarcar todos os tipos de dependência de substâncias psicoativas. A dependência das drogas legais (álcool e medicamentos) e das ilegais (maconha, cocaína e outras) podem estar sob esta designação.

Quando falamos de dependência química, o primeiro aspecto que deve ser ventilado é que se trata de uma doença.

A dependência é uma doença reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Em todo o mundo, atualmente, os profissionais de saúde reconhecem a dependência química como doença. O valor de conceituarmos a dependência como doença é que retira o problema da esfera moral. Com freqüência, as pessoas olham para os dependentes como pessoas fracas, de pouca força de vontade, sem bom senso e sem caráter. Ao passo que, quando a consideramos como doença, podemos olhar sob outra perspectiva: de que se trata de um transtorno, em que o portador desse distúrbio perde o controle no uso da substância, e sua vida psíquica, emocional e física vão deteriorando gravemente. Nessa situação, a pessoa precisa de tratamento e de ajuda competente e adequada. A ótica moral é limitada e geralmente descamba para o moralismo, que é bastante reducionista.

É uma doença humana, um flagelo dos nossos dias. Estudos científicos apontam um percentual entre 10% e 15% de dependentes entre aqueles que usam os derivados alcoólicos. Já no caso do uso da cocaína, o percentual sobe para uma faixa de 40% a 60%, ou seja: em cada duas pessoas que usam essa substância, uma desenvolverá a dependência.

Na antropologia bíblica, vemos o ser humano como uma tricotomia.

Criado à semelhança de DEUS, tal qual seu Criador, o homem é uma tricotomia, formado por três distintas partes. DEUS é um só, mas revela-se na pessoa do Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO. Já o homem é corpo, alma e espírito. O corpo é a dimensão biológica, o nível concreto e físico, fácil de identificar porque é palpável. A alma é o nível psicológico, sede das emoções, pensamentos, características, talentos e potencialidades de cada um. É a própria pessoa, a personalidade com todas as suas peculiaridades, com todos os traços adquiridos ao longo da vida e também com os caracteres herdados. O espírito é aquela dimensão mais profunda, o nível da intuição, a esfera da fé, o fôlego de vida dado pelo Senhor.

Todo sofrimento humano pode ter origem num desses três níveis da sua estrutura; o biológico (corpo), o psicológico (alma) ou o espiritual (espírito).

Há muitas doenças que têm vetores de dois desses níveis, mas, no caso da dependência química, podemos dizer que é uma doença que atinge o ser humano nas suas três dimensões. Se isso é verdadeiro, devemos oferecer tratamento que atenda essas diferentes instâncias da estrutura humana. Quando tratamos um dependente apenas com enfoque médico, estamos atendendo somente a um dos níveis e suprindo a necessidade de ajuda só na esfera física. Porque é corpo, alma e espírito, o homem necessita de ajuda na sua inteireza.


Por outro lado, quando a abordagem é estritamente religiosa, também corremos o risco de enfocar exclusivamente o lado espiritual e deixar de lado importantes questões de ordem física ou psicológica. Por exemplo: a maioria dos alcoólatras, quando para de beber, apresenta carência de vitaminas do complexo B, cuja administração pode minimizar as sequelas psíquicas do alcoolismo. Portanto, o uso desses medicamentos pode fazer diferença numa boa recuperação. Há também os problemas de ordem psicológica, tipo traumas emocionais, desconfiança exagerada, defeitos de caráter (prepotência, dificuldade de ouvir, mentira), dificuldade de reconhecer e expressar sentimentos. A pessoa precisa também ser ajudada nesse nível por meio do aconselhamento, da ministração de cura interior.

Os problemas de ordem espiritual de um dependente químico, em geral, podem ser de três tipos:

1o) Ausência de DEUS, vazio espiritual. A pessoa, como todo pecador, carece da presença do Senhor, necessita de perdão e salvação. E para isso, sabemos que é necessário receber a CRISTO como seu Senhor e Salvador pessoal.

2o) A imensa maioria está sob opressão ou possessão espiritual. É muito frequente a associação de dependência com operação demoníaca, pois o efeito das drogas deixa a mente numa condição que facilita a ação do inimigo na vida da pessoa. Portanto, em geral, é preciso ministrar libertação.

3o) Falta de fé. O dependente químico é alguém que já tentou várias vezes dar conta sozinho do seu problema. Já prometeu dezenas de vezes que iria controlar o uso ou que iria parar e não conseguiu cumprir suas promessas. Assim, tornou-se uma pessoa desacreditada por todos, sobretudo por si mesma, ficando com sua fé natural comprometida. Lá no fundo, acha que não tem mais jeito; às vezes ele mesmo duvida que possa mudar.

Os dependentes frequentemente têm uma casca de arrogância ou de teimosia que pode parecer autoconfiança, mas isso é só casca, pois, lá dentro, sentem-se diminuídos, têm profunda menos valia e forte sentimento de culpa. Por tudo isso, carecem de uma grande dose de fé, precisam ser estimulados a conhecer, confiar e crer na graça inclusiva e incondicional de CRISTO, por meio da qual somos salvos e resgatados da nossa vã maneira de viver.

É muito precioso poder pregar o evangelho integral para o homem integral. É valioso quando os cristãos reconhecem o homem na sua inteireza e, por mais que confiem no poder de DEUS, por maior que seja sua fé no sobrenatural, não “desumanizam” as pessoas, espiritualizando tudo. É maravilhoso dar pão a quem tem fome (corpo), dar afeto àquele que está carente (alma) e ministrar o evangelho e a libertação espiritual (espírito) para quem está com sede de DEUS.

JOGOS DE AZAR UMA ARMADILHA PARA A FAMILIA

Entre os jogos de azar estão aqueles jogos permitidos por lei, que são as várias modalidades de loteria, os bingos - este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.

Temos também os jogos ilícitos, cujo mais popular é o Jogo do Bicho. Os cassinos são mais uma modalidade de jogos de azar cuja legalidade e implantação oficial está sendo discutida no Brasil. Para o cristão, o que realmente importa é se estas modalidades de jogo acabam por afetar algum princípio bíblico.

Entretanto, nossa ética é elaborada não somente com aquilo que a Bíblia ensina explicitamente como também com aquilo que pode ser legitimamente derivado e inferido das Escrituras. Existem diversos princípios bíblicos que deveriam fazer o crente hesitar antes de jogar:

1. O trabalho é o caminho normal que a Bíblia nos apresenta para ganharmos o dinheiro que precisamos, Ef4:28; 2Ts 3:12; Pv. 31. Quando uma pessoa não pode trabalhar, por motivos diversos, desde desemprego até incapacidade, ela deve procurar outros meiosde sustento e depender de Deus pela oração (Fp 4.6, 19). A probabilidade da situação do desempregado piorar ainda mais se ele gastar seu pouco dinheiro em jogo é muito grande.

2. Tudo que ganho pertence a Deus (Sl 24.1), e como mordomo, não sou livre para usar o dinheiro do jeito que quiser, mas sim para atingir os propósitos de Deus. E quais são estes propósitos? Aqui vão alguns mencionados na Palavra: (1) Suprir as necessidades da minha família (1Tm 5.8), o que pode incluir, além de sustento e educação, lazer e outras atividades que contribuam para a vida familiar; (2) compartilhar com os irmãos que têm necessidades e sustentar a obra do Evangelho (2Co 8-9; Gl 6:6-10; 3 João; Ml 3.10).

3. Deus usa o dinheiro para realizar alguns importantes propósitos em minha vida: suprir minhas necessidades básicas (Mt 6:11; 1Tm 6:8); modelar meu caráter (Filip 4:10-13); guiar-me em determinadas decisões pela falta ou suficiência de recursos; ajudar outros por meu intermédio; mostrar seu poder provendo miraculosamente as minhas necessidades. Jogar na loteria não contribui para qualquer destes objetivos.

4. Cobiça e inveja são pecado (Ex20:18; 1Tm 6:9; Heb 13:5), e são a motivação para os jogos de azar na grande maioria das vezes. A atração de ganhar dinheiro fácil tem fascinado a muitos evangélicos.

5. Existem várias advertências no livro de Provérbios sobre ganhar dinheiro que podem se aplicar aos jogos de azar: o desejo de enriquecer rapidamente traz castigo (Pv 28.20,22); o dinheiro que se ganha facilmente vai embora da mesma forma (Pv 13.11); e riqueza acumulada da forma errada prejudica a família (Pv 15.27).

É importante lembrar, ainda, que os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais, emocionais e jurídicos no povo, tanto de crentes como de não crentes. Menciono alguns deles:

1. O empobrecimento. Há pessoas que são cativadas pelo vício de jogar e, diariamente estão jogando. E, como só um ou poucos ganham, há pessoas que passam a vida toda jogando sem nunca ganhar. Não poucos perderam tudo o que tinham em jogos. Muitos pais de família pobres gastam o dinheiro da feira no jogo.

2. O vício de jogar apostando dinheiro. A tentação para jogar começa desde cedo a estimular uma compulsão entre crianças e jovens que começam a adquirir o hábito de “tentar a sorte”. Há milhares de jovens que já são viciados no jogo, especialmente com a vinda da internet e a possibilidade de jogos online com apostas.

3. Arruinar vidas e carreiras. Não são poucas as histórias de pessoas que se arruinaram financeiramente jogando na bolsa de valores – conheço pelo menos uma pessoa nesta condição – ou apostando em outros tipos de jogo.

4. Jogar dinheiro fora. As chances de se ganhar na loteria são piores do que se pensa. Para efeito de comparação, a probabilidade de uma pessoa morrer em um atentado terrorista durante uma viagem ao exterior é de 1 em 650 mil e atingida por um raio é de 1 em 30 mil. Se uma pessoa compra 50 bilhetes a cada semana, ela irá ganhar o prêmio principal uma vez a cada 5 mil anos.

Outra pergunta frequente é se as igrejas deveriam receber ofertas e dízimos de dinheiro ganho em loteria. Minha tendência é dizer que não deveriam. Guardadas as devidas proporções, lembro que no Antigo Testamento o sacerdote era proibido de receber oferta de dinheiro ganho na prostituição (Dt23:18) e que no Novo, Pedro recusou o dinheiro de Ananias e Safira (At 5) e de Simão Mago (At 8:18-20).


VIVAMOS UMA VIDA SOBRIA, HONESTA E FIEL A DEUS

UMA BENCAO CHAMADA SOBRIEDADE

Dentre as inúmeras crises que assolam a sociedade destaca-se atualmente a crise de sobriedade. Constata-se a ausência de sobriedade em todos os setores da vida humana, inclusive no seio do povo de Deus.Torna-se impossívelalcançar uma vida de excelência se não houver um lastro de sobriedade.

O vocábulo sobriedade em sua primeira acepção se relaciona com a temperança, que e a sabedoria no comer e no beber. A sobriedade “distingue entre o que é razoável e o que é imoderado e utiliza razoavelmente seus cinco sentidos, seu tempo, seu dinheiro, seus esforços, etc., de acordo com critérios retos e verdadeiros.” (http://www.portaldafamilia.org/artigos/virt022.shtml)

Na Bíblia Sagrada ela alcança uma dimensão muito mais ampla e quer dizer comedimento, parcimônia, moderação, naturalidade, ausência de complicação, simplicidade.

A perda da sobriedade tem levado inúmeras pessoas a serem espalhafatosas, ridículas, altivas, exageradas, impulsivas e em extremo vaidosas.

Ser sóbrio é um requerimento fundamental imposto aos que desejam um tipo de vida agradável aos olhos de Deus. A Igreja do Senhor precisa ser constituída de jovens sóbrios, famíliassóbrias e sobretudo obreiros sóbrios.

Paulo, em sua epistola dedicada a Tito (2.12), menciona a indispensabilidade de sobriedade, justiça e piedade. Sobriedade diz respeito ao equilíbrio horizontal. Justiça corresponde ao equilíbrio vertical. Piedade é o somatório dos dois.

Sobriedade está associada a vigilância, conforme lemos em I Ts 5.6.  “A fé sem sobriedade pode se transformar em mero exibicionismo religioso. A esperança sem sobriedade pode conduzir ao fanatismo religioso, do tipo desses, por exemplo, que levantam líderes que marcam a data da volta de Jesus e hipnotizam seus seguidores. O amor sem sobriedade pode se transformar em simples filantropia, facilmente convertida em instrumento de proselitismo”.

Sobriedade no falar significa não dizer mais do que deve ser dito e principalmente falar a verdade em amor. “Aquele que fala comunica algo, revela a si mesmo e deve estar consciente do bem que faz a quem escuta. As conversas frívolas e as fofocas são evitadas para aquele que deseja crescer nesta virtude. O homem sóbriodestaca-se dos demais na natureza e no tempo do seu discurso. Fala apenas o essencial, não estende a conversa nem procura enfeitá-la com sua imaginação fértil. Considera o silêncio um dom precioso, que promove mais automaticamente a compreensão do que quem nunca para de falar.”

O perigo dos exageros nos relatórios e informações, Pv 27.2. Não muito raramente nos deparamos com estudantes do primeiro ano de teologia que já mandaram fazer cartões de visitas de teólogos.

Os mais jovens esperam receber dos mais antigos um legado de sobriedade, principalmente se levarmos em conta Tt 2.2.

A sobriedade e requerida no relacionamento dos cônjuges, bem no de pais e filhos, I Tm 3.11.

Espera-se dos pregadores que sejam sóbrios, para não se converterem em manipuladores de auditórios, em agitadores de auditórios e em “ astros” de shows.Os homens de Deus, responsáveis por liderar a Obra do Senhor, precisam ser sóbrios. Toda falta de sobriedade em suas palavras em seu comportamento, publico ou privado, e absolutamente indesculpável, I Tm 3.2.

Também e indispensável o exercício da sobriedade no convívio dos Obreiros. “A sobriedade ensina a ajudar, e nunca a criticar. A respeitar, e nunca combater”.

Avivamento e o estilo ideal de vida da Igreja. Ele aconteceu quando o Espirito Santo encontra liberdade para mover-se no meio do Povo de Deus. Mas em todo avivamento precisa haver sobriedade, a fim de que os excessos sejam evitados.

Não pode haver desequilibro entre a Palavra e o Poder. Se não houver sobriedade no uso do Poder, a igreja se tornara fanática. A perda do equilíbrio no contato com a Palavra poderá introduzir o formalismo dentro da Congregação, Pv 25.16.

HONESTIDADE E FIDELIDADE

Certos lideres políticos justificam os jogos de azar com a alegação de que muitas obras sociais são realizadas com o dinheiro arrecadado dos jogos. Entretanto, deve-se notar que os governos, ao promoverem as loterias, apelam para uma das qualidades humanas mais baixas: a ganância. Na verdade, estão contribuindo para a corrupção, e não para a melhora da vida humana. Não se pode ignorar que a maioria dos apostadores é composta por pessoas pobres, que, na ânsia de ganhar, arriscam o leite e o pão de seus filhos. Com isso, prejudicam os que lhes são caros. Além disso, a ganância que envolve a jogatina é uma das causas primaria de grande parte dos crimes e da violência que estão associados com serias operações.

A jogatina, induz a preguiça. Incentiva as pessoas a conseguirem algo sem troca de nada, além de levá-las a mentir e/ou a defraudar, a fim de obterem o que desejam sem trabalhar. A Bíblia incentiva o homem a ganhar o seu próprio pão com o suor do seu rosto. É justamente isso que Deus ordena em Gênesis 3.19: No suor do teu rosto comeras o teu pão... Paulo recomendou: Se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vos andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs (2Ts 3.10-11). Contestando essa atitude, Salomão aconselhou: Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte (Pv 22.29).

Quem sempre quer levar vantagem, porém, sempre acaba em desvantagem. São as pessoas e empresas honestas e justas que são lembradas, pois elas transmitemconfiança e constroem credibilidade.

A palavra honestidade tem origem no latim honos, que remete à dignidade e honra. Ser honesto significa ser verdadeiro, não mentir e não enganar. No trabalho, a honestidade é vista como um valor fundamental para construir uma carreira de sucesso.

Pessoas honestas são sinceras e justas, são empáticase se preocupam com o bem-estar do próximo, colaborando para a construção de ambientes positivos e verdadeiros. Quem é honesto respeita as opiniões alheias e se relaciona positivamente com todos, apresentando facilidade de trabalhar em equipe e crescer na empresa.

CONCLUSÃO

A Bíblia está repleta de ensinamentos sobre prosperidade e bens materiais: a bênção do Senhor é que enriquece (Pv 10:22); não devemos buscar as riquezas (Mt 6:19-20); o Senhor sabe do que precisamos (Mt. 6:31-34); se algo for adquirido por meios ilícitos jamais trará bênção ao seu possuidor (I Sm 5:1-12); as riquezas adquiridas sem trabalho não durarão (Pv 13:11); devemos gastar nosso dinheiro somente em coisas úteis (Is 55:2); e o sustento deve ser fruto do nosso trabalho e não da nossa “sorte” (II Ts 3:10).

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

Alcoolismo.com.br