11 de maio de 2020

CRISTO É A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS


CRISTO É A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS

Texto Áureo

 14. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
Efésios 2.14

As palavras “ele é a nossa paz” formam um paralelo com Colossenses 1.20(e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.), aprendemos que a paz vem através da “obra redentora de Cristo”, através de sua obra redentora Cristo reconciliou todas as coisas consigo mesmo, tanto nos céus como sobre a terra.

As palavras de ambos os povos fez um significa que “harmonia e união” foram conferidas a judeus e gentios que ficaram assim unidos dentro da “igreja cristã”, ficando assim eliminadas as muitas barreiras e preconceitos inerentes ao sistema judaico.

1-     Cristo Desfez a Inimizade Entre os Homens
2-      
1.                 A parede de separação entre os homens.

A “parede da separaçãoé uma referência ao templo físico de Jerusalém que em suas próprias estruturas servia de demonstração da “desunião espiritual” entre judeus e gentios (não judeus).
Pode ser, mais precisamente, uma alusão à divisória que havia na área do templo de Jerusalém e demarcava o limite da distância permitida aos gentios. Paulo usa esse muro como ilustração da separação religiosa que existia entre judeus e gentios.

2.                 A derrubada da parede da separação.

Paulo declara que através da obra redentora de Cristo foi derrubada esta “parede de separação”. O templo de Jerusalém era cercado por uma grande muralha, mas havia um muro mais interior, que separava o pátio dos gentios do recinto mais íntimo (ou santuário). Os judeus podiam entrar no santuário, mas os gentios não.

Além disso, na parte mais interior do santuário, ou santo dos santos, somente o sumo sacerdote podia penetrar, e isso apenas uma vez por ano. Nota-se que vários níveis de exclusivismo estavam incorporados dentro da própria estrutura física do templo de Jerusalém. Mas Paulo parece fazer (especificamente) uma alusão ao muro que separava o átrio (ou pátio) dos gentios do santuário do templo.
  

Vejamos a imagem abaixo com o objetivo de facilitar a nossa compreensão:






A imagem acima é meramente ilustrativa, com o objetivo de facilitar a nossa compreensão, note que havia, depois do primeiro muro, o pátio (ou átrio) que os gentios podiam pisar, e depois havia um outro muro, onde os gentios não podiam pisar. 

Segundo Flávio Josefo havia inscrições bilíngues (em grego e latim) colocadas em intervalos regulares no muro interior avisando aos gentios (não judeus) que eles não podiam entrar para dentro do muro menor (isto é, o muro do santuário do templo).

Jesus através de sua obra redentora, derrubou os muros físicos e espirituais que separavam os judeus e os gentios diante de Deus.

3. O conceito da lei dos mandamentos.

A compreensão desse conceito repousa na visão tripartida da lei mosaica:a moral, a cerimonial e a civil, que na verdade são três esferas da mesma lei.

O fato de os judeus guardarem a lei mosaica e tudo o que a engloba, fazia com que os gentios (não judeus) fossem vistos pelos judeus com “olhos de desprezo”. 

Observemos as três partes da Lei Mosaica. 

A Lei moral, cerimonial e civil, são três partes de uma mesma lei, a Lei Mosaica.

(1) As leis civil ou judicial e cerimonial dizem respeito ao israelita como cidadão. Tais leis não devem ser consideradas como extensões ou aplicações dos Dez Mandamentos; “essas leis específicas foram outorgadas principalmente à nação de Israel da Antiguidade, e a sua aplicação à vida cristã atual deve ser governada pelos princípios básicos estabelecidos no Novo Testamento”.

(2) Lei Moral (Êxodo 20.1-17) - exceto o rito da guarda do sábado (Colossenses 1.16,17), permanece em vigor como padrão de conduta, mas não como meio de salvação, pois a salvação não vem pelas obras (Efésios 2.8,9). 

Ninguém pode ser salvo apenas obedecendo aos Dez Mandamentos (Atos 13.39; Romanos 3.20, Gálatas 2.16), entretanto, esses mandamentos ainda estão válidos por que levam o cristão a descobrir a natureza e o poder do pecado. Essa verdade é ensinada por Paulo (Romanos 3.20; 5.20; 7.7; Gálatas 3.19). 

A abordagem da lei moral ainda válida para o cristão de nossos dias é magnificamente descrita no salmo 119.97.

4. A revogação da lei dos mandamentos.

Por meio de sua morte, Cristo aboliu a inimizade (isto é a desunião entre judeus e não judeus), a lei dos mandamentos, as festas e os sacrifícios cerimoniais do Antigo Testamento, que separavam, especificamente, os judeus dos gentios (Colossenses 2.11,16,17).
Veja:
15na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
Efésios 2.15

A lei moral de Deus (conforme resumida nos Dez Mandamentos é escrita no coração de todos os homens, Romanos 2.15) não foi abolida, mas incluída na nova aliança, porque ela reflete a sua própria natureza santa (Mateus 5.17-19).

2       – Pela Paz Cristo fez um Novo Homem


1. O conceito Bíblico de paz.

O conceito Bíblico de paz não é o mesmo conceito humano de Paz.
O conceito humano de paz é não ter inimizades, ter dinheiro guardado, não ter dores de cabeça nem no sentido físico e nem no sentido metafórico, ter descanso. Em resumo, este é o conceito humano de paz.

Mas é perfeitamente possível ter a “paz no conceito humano de ver as coisas” e não ter a paz no “conceito Bíblico”.

Paz, no conceito bíblico é: Estar na direção de Deus, andar como Deus requer que andemos, isto faz com que desfrutemos do verdadeiro descanso.

Paz no conceito Bíblico é o ser humano saber que está agradando a Deus, só assim o ser humano desfruta do verdadeiro descanso.

2. Cristo é o motivo da nossa paz.

Cristo é o motivo de nossa paz. É impossível uma vida sem Cristo estar em paz consigo mesma e com os homens. Cristo sempre cuidou para que a paz estivesse no meio dos seus.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 14.27

O próprio Cristo nos ensinou que a sua paz (o verdadeiro descanso) não é igual a paz secular, isto é, a paz de Cristo é diferente da paz do mundo (sem Cristo), porque não há verdadeira paz longe de Cristo. Inúmeras pessoas têm fama, riqueza, reconhecimento humano, mas no fundo há um vazio em suas almas, pois a verdadeira paz só existe em Cristo. Ele é o príncipe da paz (Isaías 9.6).

3. A nova humanidade formada pela paz.

É interessante notar que desde os primórdios da humanidade (desde a queda do homem) houveram várias tentativas humanas de alcançar Deus (ou deuses) e várias tentativas de promover a paz entre os homens, mas, todas estas tentativas falharam. E toda e qualquer tentativa humana de promover a paz continuará falhando, apenas Cristo através de sua obra redentora promove a paz entre todos aqueles que o recebem como Senhor e salvador. Não há divisão no reino de Deus, não pode haver divisão no meio da “igreja” de Cristo.

Cristo uniu os povos que outrora se hostilizavam, para criar “em si mesmo,dos dois povos, um novo homem, fazendo a paz”(Efésios 2.15c). Essa unidade não foi o resultado de algum acordo firmado entre os homens.Ela foi realizada “em si mesmo”, ou seja, o único modo possível era “em Cristo” e “por meio de Cristo”. A partir desse ato surge uma nova humanidade: a Igreja, “onde não há circuncisão e nem incircuncisão”(Colossenses 3.11).

Cristo através de sua obra redentora, trouxe a paz entre judeus e gentios (ou seja, os não judeus), a desunião entre judeus e gentios era tão séria que se um rapaz judeu se casasse com uma moça gentia ou uma moça judia se casasse com um rapaz não judeu, era realizado o “enterro simbólico” da moça ou do rapaz judeu.

A barreira social entre judeus e gentios, por assim dizer, era tão grande que, nota-se a dificuldade que os judeus tiveram em ouvir Jesus falar sobre a parábola do bom samaritano (Lucas 10.25-37), o samaritano da parábola era considerado um gentio, na interpretação dos judeus.

Mas Cristo, por meio de sua obra redentora, trouxe a paz, derrubando as várias barreiras sociais e espirituais, formando um só povo para Deus.

26. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus;
27. porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.
28. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
29. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa.
Gálatas 3.26-29

3-     Pela Cruz, Reconciliados com Deus Num Corpo

1. Cristo se fez maldição por nós.

Ser condenado à morte de cruz era um sinal de maldição e de profunda humilhação (Hebreus 12.2). Foi a partir da época das guerras púnicas (guerra entre Roma e Cartago em cerca de 240 a 140 a.C.) que os romanos passaram a empregar a crucificação como punição aos rebeldes, aos escravos e aos criminosos da parte mais baixa. A crucificação era a morte por tortura, o objetivo da crucificação não era apenas matar, mas matar torturando, com extrema crueldade, o açoite fazia parte da crucificação. Os cidadãos romanos não eram em hipótese alguma, condenados a crucificação, mesmo se cometessem atos dignos de crucificação, mas qualquer homem não romano, seria crucificado se seus atos fossem considerados dignos de crucificação. Apesar de tanto sofrimento, Cristo suportou a afronta, levou a nossa culpa, entregou seu corpo para a crucificação e se fez maldição em nosso lugar (Gálatas 3.13).

2. Reconciliados pela cruz de Cristo.

Foi o sacrifício vicário de Cristo na cruze sua consequente vitória sobre a morte que possibilitaram nossa reconciliação com Deus e com os homens (Colossenses 1.20).
Cristo, através de sua obra redentora, fez pela humanidade aquilo que a humanidade não poderia fazer por si mesma. 

Nós podemos estender as mãos para Deus e nos reconciliarmos com Ele, ter paz com Ele, porque Ele, através da obra redentora de Cristo, nos estendeu a mão primeiro. Nós, reconciliados com Deus pela “cruz de Cristo”, recebemos de Deus Graça e Misericórdia constantemente.

Podemos dizer que, Graça é quando Deus nos dá coisas boas que não merecemos, e Misericórdia é quando Deus nos poupa de coisas ruins que nós merecemos. Realmente nunca conseguiremos retribuir o que Deus e o seu Cristo fizeram e fazem por nós constantemente.

3. Reconciliados na cruz em um corpo.

O apóstolo Paulo reforça que o propósito de Cristo foi o de “reconciliar ambos (judeus e gentios) com Deus em um corpo” (Efésios 2.16b).

Cristo derrubou com seu corpo glorificado a barreira que antes separava os judeus dos gentios. De membros dispersos fez “um corpo”, de estrangeiros e nativos fez uma cidade e família, de pedras heterogêneas (desiguais) fez um “edifício”. Realizou a grande pacificação: dos homens com Deus, abrindo-lhes “acesso ao Pai”,dos homens entre si, “criando uma nova humanidade (Salmo 133).

Cristo através de sua obra, destrói a barreira interior, que era a hostilidade, por assim dizer, e a barreira exterior, que era a lei, por assim dizer. 

Conclusão:

Em obediência ao plano divino, Cristo cumpriu as demandas da lei na cruz. Em seu sacrifício derrubou as barreiras e aboliu as ordenanças cerimoniais que serviam de divisão. Por meio da paz conquistada no madeiro desfez a inimizade, criou uma nova humanidade e a reconciliou com Deus. A partir dela, formou um novo povo:a Igreja, o Corpo de Cristo.

Por – Prof. Jose Junior

Referências

Enciclopédia Bíblica R. N. Champlin,
Livro de Apoio 2º Trimestre de 2020 – Adultos,
A mensagem de Efésios- John Stott,
Comentário Bíblico Efésios- Elienai Cabral,
Bíblia do Peregrino NT,
E-book Subsídios EBD- A Igreja Eleita,
Apontamentos teológicos professor José Junior

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7 de maio de 2020

A CONDIÇÃO DOS GENTIOS SEM DEUS


A CONDIÇÃO DOS GENTIOS SEM DEUS

Texto Áureo

Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;   Efésios 2.11

A maioria dos Efésios eram gentios (isto é não judeus). Paulo diz lembrai- vos. Uma memória piedosa é aqui recomendada. O que Paulo queria dizer era que:

-           Eles aguçassem o seu senso de gratidão.
-           Que se fortalecessem em sua fé.
-           Que fizessem um claro contraste entre seu passado e sua presente restauração de que agora desfrutavam.

Paulo fê-los lembrarem-se de sua anterior degradação moral, mas também de sua condição “religiosa” impotente conforme isto era visto pelos olhos dos judeus, condição esta que é aqui sumariada (resumida) pela palavra “incircuncisão”, que indica aqueles que estavam religiosamente separados dos pactos de Deus, não fazendo parte dos mesmos. Provavelmente não fazia muito tempo que aqueles irmãos gentios haviam sido libertos do paganismo, Paulo estava fazendo com que eles refletissem sobre a sua condição passada (sem Cristo) e sua condição presente (agora com Cristo).

Os gentios eram assim denominados pelos judeus geralmente como uma demonstração de desprezo.

Mas por meio de Cristo, os gentios (isto é, os não judeus) tornaram-se herdeiros da promessa e descendência de Abrão, pela fé (Gálatas 3.26-29).

1- Chamados Incircuncisão

1. O conceito de circuncisão.

 Na era antes de Cristo, além de mortos espiritualmente, os gentios eram desprezados pelos judeus e identificados como incircuncisos (Efésios 2.11).

Circuncisão (Efésios 2.11) é a remoção cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino. Foi prescrito como sinal externo de quem pertencia ao povo da aliança com Deus. Essa era a marca do Pacto Abraâmico e deveria ser rigorosamente observada por todos do sexo masculino (Gênesis 17.10-11). O procedimento era realizado no oitavo dia de vida dos nascidos em Israel ou estrangeiros comprados a dinheiro (Gênesis 17.12; Levítico 12.3).
 
Na Bíblia não está registrado o passo-a-passo da execução do ritual, mas, na extração da pele que recobre o órgão sexual masculino aparentemente eram usados instrumentos cortantes de pedra (Êxodo 4.24-26).

2. O significado religioso da circuncisão.

Quem não era circuncidado era considerado “incircunciso” e, portanto, excluído da aliança (Gênesis 17.14). O significado religioso apontava para a pureza espiritual e a santificação (Êxodo 19.5,6).

Pelo fato de a corrupção e as práticas idólatras estarem fortemente ligadas as práticas sexuais ilícitas e a sexualidade depravada, a circuncisão representava a aliança de purificação requerida ao povo escolhido por Deus (Jeremias 5.7; Oséias 4.14; Gálatas 5.19). A circuncisão era algo tão sério que os judeus até mesmo se recusavam a comer com “incircuncisos” (Atos 11.3).

Alguns estudiosos acreditam que, para os antigos judeus, a circuncisão ficava (na visão dos antigos judeus) apenas abaixo da “guarda do sábado”.

3. A circuncisão do coração.

O Antigo Testamento enfatiza a circuncisão tanto no sentido espiritual quanto no sentido carnal. O Novo Testamento valoriza somente o sentido espiritual ao atribuir-lhe um significado mais profundo, relacionando-a com a crucificação e a ressurreição de Cristo.

Paulo mostra aos gentios que eles não faziam parte do pacto da circuncisão do Antigo testamento, mas, também mostra que a circuncisão dos judeus era um sinal físico feito por mãos humanas (Efésios 2.11b). Paulo explica aos irmãos Efésios que a “verdadeira circuncisão” não se tratava apenas de uma operação externa feita por seres humanos, mas a verdadeira circuncisão é aquela que foi feita no interior do coração (Romanos 2.29), este conceito de circuncisão não é uma inovação de Paulo, pois ocorre também no Antigo Testamento, veja o que diz Jeremias 9.26:

.. porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração. Jeremias 9.26b

O ato físico de circuncidar-se era apenas um sinal físico de um uma circuncisão no coração (isto é, no interior), os israelitas deveriam viver os princípios e a ética de Deus, muitos judeus eram (ou se circuncidavam), mas interiormente não viviam os princípios e a ética de Deus, ou seja, muitos israelitas eram apenas “religiosos”, tinham aparência de “servos aprovados por Deus”, mas não eram.

Assim, em Cristo, o sinal de quem pertence a Deus não é a circuncisão nem a incircuncisão, mas sim “o ser uma nova criatura” (Gálatas 6.15).

4. A circuncisão na nova aliança.

O assunto da circuncisão gerou discussões acaloradas entre judeus e gentios. Vejamos alguns versículos sobre isto:

2. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
3. E, de novo, protesto a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.
Gálatas 5.2,3
Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai- vos da circuncisão! Filipenses 3.2
1. Então, alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.
2. Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.
 5. Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.
6. Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.
Atos 15.1,2,5,6

Vemos que Paulo sempre lutou para tirar o judaísmo de dentro do cristianismo, e hoje na época da “igreja contemporânea” muitos líderes religiosos (infelizmente) lutam para colocar o judaísmo dentro do cristianismo através de campanhas, cópias de arcas da aliança, cópias do tabernáculo e outras bizarrices, que fazem parecer que o sacrifício de Cristo não foi suficiente para resgatar e abençoar o seu povo. Lembre-se que nem Jesus, nem os apóstolos nunca orientaram o povo a fazer campanhas, cópias de arcas da aliança, tabernáculos, ungir objetos para quebras de maldições e etc.

Quanto a discussão sobre circuncisão, a resposta dos apóstolos, na direção do Espírito Santo       ( Atos 15.28,29) passou a enfatizar que na nova aliança “a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne” (Filipenses 3.3).

2- Estranhos ao Concerto da Promessa

1. Uma vida sem Cristo.

...que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
Efésios 2.12

Quando Paulo diz: “naquele tempo”, refere-se a vida que os irmãos de Éfeso levavam sem Cristo, presos no paganismo, espiritualmente mortos, “estáveis sem cristo”, quer dizer que os gentios estavam sem a promessa messiânica, sem as vantagens e o pacto com Israel. A maior de todas essas vantagens é o próprio Cristo Jesus, o qual cumpriu as promessas feitas através dos profetas, dadas aos patriarcas israelitas.

Os gentios, antes da obra redentora de Cristo não tinham tais vantagens.
Uma vida sem Cristo é a maior de todas as tristezas, uma pessoa que leva uma vida fora de Cristo está sem as bençãos que Deus concede por intermédio de Cristo.

2. Separados da comunidade de Israel.

No versículo 12 de Efésios 2 ainda podemos refletir sobre 7 grandes perdas que os gentios tinham, e estas perdas estão presentes na vida de todos que se afastaram de Deus.
que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
Efésios 2.12

- Perda de comunhão, Gênesis 3.8
-Perda de alegria, Salmo 51.12
-Perda do lar, Lucas Lucas 15: .11-17
-Perda de paz, Romanos 3.17
-Perda de liberdade, Romanos 6.19
-Perda de esperança, Efésios 2.12
-Perda de autoridade, 2 Pedro 2.4

3. Alienados aos pactos das promessas.

Uma vez separados da comunidade de Israel, os gentios desconheciam totalmente os vários pactos que Deus estabelecera com os patriarcas israelitas.

Com relação aos gentios, Deus ainda não lhes havia estendido a mão (antes de Cristo) para lhes estabelecer uma relação baseada em uma aliança (isto é, o cumprimento dos pactos), mas, através de Cristo, Deus deu aos gentios a oportunidade de voltarem a se relacionar com seu criador.

No pacto que Deus estabeleceu com Abraão cerca de 1400 anos a.C, podemos perceber uma abertura para a inclusão dos demais povos (..em ti serão benditas todas as famílias da terra. Genesis 12.3b).

 Os judeus, no entanto, não se aperceberam desse detalhe, ou ignoraram essa possibilidade, não a entendendo, ou preferindo interpretá-la de outra maneira. Com o passar dos anos os judeus permitiram que o orgulho os fizesse se considerarem superiores a todos que não fossem judeus. Mas Deus nunca quis que os judeus tivessem esse pensamento.

Lembre-se que “qualquer tipo de orgulho torna-se a sala de espera para todo e qualquer tipo de fracasso” a curto, médio ou longo prazo.

3- Sem Esperança e Sem Deus

1. Desprovidos de esperança.

Esperança: confiança, acreditar que aquilo que se espera que aconteça acontecerá.
A esperança é tão importante que é uma das 3 virtudes destacadas por Paulo em 1 Coríntios 13.13.

A esperança infalível é aquela que é embasada na Palavra de Deus. Quando o indivíduo está na direção de Deus, sua esperança é infalível. Os gentios por estarem fora da direção de Deus, não tinham a verdadeira esperança. Eles eram destituídos da esperança de salvação e vida eterna.
Toda pessoa que anda fora da direção de Deus está na verdade, desprovida de (verdadeira e infalível) esperança.

2. Sem Deus no mundo.

A expressão “sem Deus” não significa que os gentios não serviam ou não acreditavam em divindades (1 Coríntios 8.4; Gálatas 4.8). Ao contrário, eles eram politeístas (ou seja, acreditavam na existência de vários deuses) e idólatras, acreditavam e adoravam muitos “deuses”, mas estavam sem o conhecimento do Deus que se havia revelado a Israel (Gênesis 17.1,2; Êxodo 3.1-10). No seu paganismo, viviam em total desconhecimento do Deus único e verdadeiro.

Isso implica concluir que os gentios estavam sendo conduzidos por falsos deuses que os mantinham em escravidão e densas trevas espirituais. Trata-se de uma descrição calamitosa. Felizmente, esse quadro foi alterado pela intervenção dos desígnios eternos do verdadeiro Deus (João 17.3). Na sequência do texto aos Efésios (2.13ss.), o apóstolo Paulo “compara a miséria original em que os gentios viviam antes de aceitarem a Cristo pela fé, com a felicidade em que foram integrados pela fé nele, de modo a fazer que a grande e misericordiosa bênção de Deus fosse a maior de todas”, tema que será abordado na próxima lição.

Conclusão:

Noutro tempo éramos incircuncisos e estávamos excluídos da aliança com Deus. Separados de Cristo e de Israel vivíamos alienados ao concerto da promessa, desesperançados e longe de Deus. Um dia, porém, a magnitude do amor divino circuncidou os nossos corações, aproximou-nos de Cristo e de Israel, incluiu-nos na esperança da promessa e revelou a nós o único e verdadeiro Deus. Bendito seja o seu santo nome para sempre!

Por Porf José Junior

Referências

Bíblia para pregadores e líderes Geziel Gomes,
Enciclopédia Bíblica R. N. Champlin,
Bíblia de Estudo Holman,
Bíblia de Estudo Pentecostal,
Livro de apoio 2º Trimestre de 2020- Adultos, E- Book Subsídios EBD – A igreja eleita,
Novo Comentário Bíblico com Recursos NT,
Apontamentos teológicos professor José Junior.






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Mateus 10.8b