10 de outubro de 2010

DEPUTADOS FEDERAIS EVANGÉLICOS ELEITOS EM 2010


DEPUTADOS FEDERAIS EVANGÉLICOS ELEITOS EM 2010

Recebi do pastor Sóstenes Cavalcanti, por e-mail, informações sobre os candidatos evangélicos eleitos para Deputado Federal.

Dessa forma, a bancada evangélica que era composta por 40 Deputados, subiu para 68.

DEPUTADO FEDERAL

PARTIDO

ESTADO

CONDIÇÃO

IGREJA / MINISTÉRIO

ANTONIA LUCIA

PSC

AC

titular

Assembléia de Deus

HENRIQUE AFONSO

PV

AC

titular

Presbiteriana

SABINO CASTELO BRANCO

PTB

AM

titular

Assembléia de Deus

SILAS CAMARA

PSC

AM

titular

Assembléia de Deus

FATIMA PELAES

PMDB

AP

titular

Assembléia de Deus

ERIVELTON SANTANA

PSC

BA

titular

Assembléia de Deus

MÁRCIO MARINHO

PRB

BA

titular

Universal do Reino de Deus

SERGIO BRITO

PDT

BA

titular

Batista

RONALDO FONSECA

PR

DF

titular

Assembléia de Deus

LAURIETE

PSC

ES

titular

Assembléia de Deus

MANATO

PDT

ES

titular

Maranata

SUELI VIDIGAL

PDT

ES

titular

Batista

AUDIFAX BARCELOS

PSB

ES

titular

Batista

DONA IRIS DE ARAÚJO

PMDB

GO

titular

A confirmar

JOÃO CAMPOS

PSDB

GO

titular

Assembléia de Deus

CLEBER VERDE

PRB

MA

titular

Assembléia de Deus

ZÉ VIEIRA

PR

MA

titular

Assembléia de Deus

EDVALDO HOLANDA JR

PTC

MA

titular

Batista

LOURIVAL MENDES

PT do B

MA

titular

Batista

PROFESSOR SETIMO

PMDB

MA

titular

A confirmar

GEORGE HILTON

PRB

MG

titular

Universal do Reino de Deus

GILMAR MACHADO

PT

MG

titular

Batista

LEONARDO QUINTAO

PMDB

MG

titular

Presbiteriana

LINCON PORTELA

PR

MG

titular

Batista renovada

MARIO DE OLIVEIRA

PSC

MG

titular

Evangelho Quadrangular

DR. GRILO

PSL

MG

titular

Igreja Internacional da Graça

WALTER TOSTA

PMN

MG

titular

Igreja Batista Getsemani

JOSUE BENGTSON

PTB

PA

titular

Evangelho Quadrangular

ZEQUINHA MARINHO

PSC

PA

titular

Assembléia de Deus

PASTOR EURICO

PSB

PE

titular

Assembléia de Deus

ANDERSON FERREIRA

PR

PE

titular

Assembléia de Deus

AGUINALDO RIBEIRO

PP

PB

titular

A confirmar

ANDRÉ ZACHAROW

PMDB

PR

titular

Batista

DELEGADO FRANCISCHINI

PSDB

PR

titular

Assembléia de Deus

EDMAR ARRUDA

PSC

PR

titular

Presbiteriana

TAKAYAMA

PSC

PR

titular

Assembléia de Deus

ANDREIA ZITO

PSDB

RJ

titular

Maranata

AROLDE DE OLIVEIRA

DEM

RJ

titular

Batista

BENEDITA

PT

RJ

titular

Assembléia de Deus

Dr. ADILSON SOARES

PR

RJ

titular

Igreja Internacional da Graça

EDUARDO CUNHA

PMDB

RJ

titular

Sara Nossa Terra

FILIPE PEREIRA

PSC

RJ

titular

Assembléia de Deus

GAROTINHO

PR

RJ

titular

Presbiteriana

LILIAM SÁ

PR

RJ

titular

Assembléia de Deus

NEILTON MULIM

PR

RJ

titular

Batista

VITOR PAULO

PRB

RJ

titular

Universal do Reino de Deus

WALNEY ROCHA

PTB

RJ

titular

Metodista

AUREO

PRTB

RJ

titular

Metodista

WASHINGTON REIS

PMDB

RJ

titular

Igreja Nova Vida

LINDOMAR GARÇON

PV

RO

titular

Evangelho Quadrangular

MARCOS ROGÉRIO

PDT

RO

titular

Assembléia de Deus

NILTON CAPIXABA

PTB

RO

titular

Assembléia de Deus

JONATHAN DE JESUS

PRB

RR

titular

Universal do Reino de Deus

RONALDO NOGUEIRA

PTB

RS

titular

Assembléia de Deus

ONYX

DEM

RS

titular

Luterana

HELENO

PRB

SE

titular

Universal do Reino de Deus

LAERCIO OLIVEIRA

PR

SE

titular

Presbiteriana

ROBERTO DE LUCENA

PV

SP

titular

O Brasil para Cristo

ANTONIO BULHÕES

PRB

SP

titular

Universal do Reino de Deus

BRUNA FURLAN

PSDB

SP

titular

Igreja Cristã do Brasil

JEFFERSON CAMPOS

PSB

SP

titular

Evangelho Quadrangular

JORGE TADEU

DEM

SP

titular

Igreja Internacional da Graça

MARCELO AGUIAR

PSC

SP

titular

Renascer

MARCO FELICIANO

PSC

SP

titular

Avivamento da Fé

MISSIONÁRIO JOSÉ OLIMPIO

PP

SP

titular

Assembléia de Deus

OTONIEL LIMA

PRB

SP

titular

Universal do Reino de Deus

PASTOR PAULO FREIRE

PR

SP

titular

Assembléia de Deus

NEWTON LIMA

PT

SP

titular

Assembléia de Deus

6 de outubro de 2010

A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO


CONSIDERAÇÕES INICIAIS


Esta preciosa lição dará oportunidade ao leitor de se deparar com uma doutrina pouco estudada mas muito explorada no meio evangélico. Cabe, antes de iniciarmos o assunto propriamente dito, tecermos algumas considerações na construção do entendimento de conceitos bíblicos.


A Palavra como um todo interpreta e completa os conceitos de suas próprias doutrinas. A não observação desta verdade tem causado alguns equívocos dentro das Igrejas. Assim como uma pessoa pode ter uma idéia completamente distorcida do desenho final de um quebra-cabeça observando apenas algumas pedras encaixadas, o cristão pode formar um conceito distorcido sobre verdades Bíblicas se observar apenas alguns versículos, sem contextualização e busca exaustiva de informações bíblicas sobre o tema. Alguns exemplos bem conhecidos poderão ilustrar o que se está dizendo:

Mateus 6:33...”Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.Muitos citam o versículo usando os termos “..e todas as demais coisas..” ou “ todas as coisas sendo que Jesus está tratando de nossas necessidades elementares e nossa ansiedade em obtê-las, usando, como exemplo, as aves do céu e os lírios do campo. Os termos usados são “...todas estas coisas...” referindo-se aos cuidados de DEUS sobre estas necessidades elementares e não nos prometendo todas as coisas. At 16:31 “E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Este versículo não é promessa de DEUS para salvação de nossos familiares. A salvação é individual.


Isto não quer dizer que não devamos orar pela salvação dos mesmos, mas acreditar que havendo salvação de um membro da família toda a família está sob promessa de salvação é uma exegese completamente equivocada. A afirmação de Paulo é específica para o carcereiro e não universal.Fp 4:13 “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.Quando Paulo declara que pode todas as coisas em CRISTO ele se refere, logicamente, ao seu discurso anterior, onde afirma que sabe viver tanto em dificuldades quanto em prosperidade, pois a sua força está em CRISTO e não nessas situações. Ele, em momento algum, se referiu ao poder ilimitado do cristão em possuir coisas. Estes exemplos servem também para quando falamos sobre versículos referentes a oração.

Na Bíblia, a oração é uma adoração que inclui todas as atitudes do espírito humano em sua aproximação com DEUS. O cristão presta culto a DEUS quando adora, confessa, louva, agradece, intercede e O suplica, tudo em oração. A oração, entretanto, é apontada nas Escrituras Sagradas não como um privilégio, mas sim é estabelecida como uma ordem (Sl 32:6 – IICo 7:14 – Jr 29:7 – Mt 5:44-26:41 – Lc 18:1-21:36 – Ef 6:18 – ITs 5:17 – Cl 4:2 – ITm 2:8 – Tg 5:16). A doutrina prática bíblica da oração destaca o caráter de DEUS, a necessidade do indivíduo achar-se em relação à salvação ou da aliança com ELE e a necessidade de entrar plenamente em todos os privilégios e obrigações dessa relação com DEUS.


Em sendo uma ordem, vamos conhecer, sistematicamente, o que as escrituras nos revelam (peças do quebra-cabeça) sobre este tema no Antigo Testamento, com a finalidade de se construir uma idéia bíblica, bem embasada, sobre ORAÇÃO. Não existe a pretensão de se esgotar o tema, pois o tempo destinado a esta matéria, a dimensão do assunto e a competência deste pesquisador não permitiriam tal empreendimento mas, como tenho escrito outras vezes o objetivo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica clássica, com as finalidades de ampliar a visão sobre o assunto abordado pela lição da EBD (Escola Bíblica Dominical), agregar conhecimentos teológicos e despertar o desejo de pesquisa e reflexão sobre estes temas espirituais.


I. A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO.


No Antigo Testamento encontra-se cerca de oitenta e cinco orações originais. Adicionados a isto se tem por volta de sessenta salmos completos e catorze porções de salmos que podem ser chamados de oração.


A. O Período Patriarcal


1. Consistia em invocar o nome do SENHOR (Gn 4:26 – 12:8 – 21:23)

* Inequivocamente direta e familiar (Gn 15:2 – 18:23 – 24:12 à 14).

2. Intimamente associada ao sacrifício (Gn 13:4 – 26:25 – 28:20 a 22)

* Sugere uma união da vontade do homem com a de DEUS (voto de Jacó, que liga sua oração a um voto ao SENHOR).

B. O Período Pré-Exílio


1. A ênfase da oração recai sobre a intercessão. Embora tenha sido um fator nos tempos patriarcais (Gn 18:22 e segs), a oração intercessora se fez proeminente em:

a. Moisés (Ex 32: 11,13,21 – 33:12 à 16 – 34:9 – Nm 11:11 à 15 – 14: 13 à 19 – 21:7 – Dt 9: 18 à 21 – 10:10 e o capítulo 30 do mesmo livro)

b. Arão (Nm 6:22 a 27)

c. Samuel (ISm 7:5 a 13 – 12:19 a 23)

d. Salomão (IRs 8: 22 a 53)

e. Ezequias (II Rs 19:14 a 19)

É surpreendente que em todas as promulgações legais do Pentateuco nada existir acerca da oração, à parte de Dt 26;1-15. E mesmo lá, aparece como fórmula de adoração, não sendo ênfase a oração. Nos versículos 5-11 há ação de graças e nos versículos 13 e 14 há uma profissão de obediência passada, mas somente no versículo 15 é que há súplica. Entretanto, provavelmente temos razão de supor que os sacrifícios eram frequentemente oferecidos acompanhados de oração (Sl 55;14), e onde isso não sucedia, podiam ser reprovados pela falta desta (Sl 50;7-15). Por outro lado a ausência quase total de oração naquelas porções do Pentateuco, nas quais se regula o sacrifício sem oração, era algo bastante comum.


2. A intercessão se confinava, na maioria das vezes, a notáveis personalidades que, em virtude de suas posições que lhes foram assinaladas por DEUS como profetas, sacerdotes e reis, possuíam poder peculiar na oração como mediadores entre DEUS e os homens. Vale ressaltar que não obstante a intercessão, o SENHOR permanece livre para executar SUA vontade.


a. Oração intercessora não respondida (Ex 32:30 a 35)

b. O SENHOR “se arrepende de determinado curso de ação” pela intercessão do profeta, mas, posteriormente, leva Israel ao cativeiro (Am 7 até 8:2).

c. Jeremias chega a ser proibido de interceder (Jr 7:16 – 11:14 – 14:11)

d. Orações intercessoras bem sucedidas:

* Ló (Gn 19:17 a 23)

* Abraão (Gn 20:17)

* Moisés (Ex 9:27 a 33 – Nm 12:9 – 20:17)

* Jó (Jó 42:8 à 10)

* Ezequias e Isaias (II Cr 32:20)

* Manasses (II Cr 33:13)

3. A oração e os profetas.


a. A oração era essencial para a recepção da Palavra por parte do profeta (Is 6:5 e segs – 37:1 à 4 – Jr 11:20 à 23 – 12:1 à 6).

b. A visão profética foi dada a Daniel quando este estava em oração(Dn 9:20 e segs).

c. Em certas ocasiões o SENHOR mantinha o profeta a esperar por considerável tempo, até lhe responder (Hc 2:1 à 3).


4. A oração nos salmos.


Há uma combinação da padronização e espontaneidade nas orações descritas nos salmos. Juntamente com as mais formais orações do santuário (Sl 24:7 à 10 – Sl 100 – Sl 150) há orações solicitando:

* Perdão (Sl 51)

* Comunhão (Sl 63)

* Proteção (Sl 57)

* Cura (Sl 6)

* Vindicação (Sl 109)

* Louvor (Sl 103)

* Combinação de sacrifício e oração (Sl 54:6 – 66:13 e segs)


C. O Período do Exílio


Durante o exílio surgiu a figura da sinagoga, que se tornou o centro da comunidade religiosa. O ser judeu era agora por escolha. Dentre as obrigações religiosas aceitas como a circuncisão, jejum e a observância do sábado, a oração era também muito importante. Esta importância não se perdeu no pós-exílio.


D. O Período Pós-Exílio


Depois do exílio havia, indubitavelmente, um arcabouço de devoção cerimonial, mas, dentro disso, o indivíduo tinha certa liberdade na oração.

Em Esdras e Neemias tanto o aspecto culto, lei, ritual e sacrifício eram salientados como também o fator espiritual da verdadeira devoção (Ed 7:27 – 8:22 e segs – Ne 2:4 – 4:4 à 9)

1. Observa-se orações instrutivas (Ed 9:6 à 15 – Ne 1:5 à 11 – 9:3 à 36)

2. Não havia regras fixas para a postura da oração (Sl 28:2 – ISm 1:26 – IRs 8:54 – Ed 9:5 – IRs 18:42 – Lm 3:41 – Dn 9:3).


3. Não havia regras concernentes as horas apropriadas para a oração (Sl 55:17 – Dn6:10 )

4. O local como o Templo, as sinagogas e as residências eram os mais utilizados.


Dentro do Antigo Testamento certamente existiu padrões de oração, porém, nenhum regulamento obrigatório governava seu ritual ou seu conteúdo. A oração mecânica, a oração limitada por prescrições coercitivas não apareceram senão já no fim do período inter-testamental (At 3:1).


CONCLUSÃO


Na confecção deste pequeno estudo, buscamos consultar literatura que mais se aproxima com o pensamento de nossa denominação, tentando não perder a coerência teológica. Evitamos expressar conceitos e opiniões pessoais sem o devido embasamento na Palavra, pois a finalidade é agregar conhecimentos, enriquecer a aula da escola dominical e proporcionar ao professor domínio sobre a matéria em tela. Caso alcance tais finalidades, agradeço ao meu DEUS por esta grandiosa oportunidade.


Ev. José Costa Junior

Assembléia de DEUS em Dourados-MS



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DOUGLAS, J. D. (org.). O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1995

FERREIRA, Júlio Andrade (org.). Antologia Teológica. São Paulo,SP:Editora Cristã Novo Século, 2003.

GRUDEM, Weine A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999

HORTON, Stanley (org.). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal – 1ª Ed. – Rio de Janeiro, RJ: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1996.

THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática – 3ª Ed. – São Paulo, SP: IBR, 1994