19 de dezembro de 2012

ZACARIAS O REINADO MESSIÂNICO


ZACARIAS O REINADO MESSIÂNICO

TEXTO ÁUREO = “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra” (ir 23.5).

VERDADE PRÁTICA = Jesus é tanto o Salvador do mundo, como rei do Universo.

LEITURA BIBLICA = Zacarias 1: 1; 8:1-3,20-23

INTRODUÇÃO

Entre os Profetas Menores, Oséias é o livro de mais difícil aceitação quanto à razão, enquanto que Zacarias é o de mais difícil interpretação. Ambos têm 14 capítulos. Em Zacarias, o último capítulo é mais longo, tomando-se assim o maior em tamanho dentre os 12 Profetas Menores Com suas visões, símbolos e parábolas, enquadra-se na mesma categoria de Daniel, Ezequiel e Apocalipse Ao pesquisar suas páginas, encontramos fatos, verdades e mensagens destacadas concernentes a Israel, tanto para aqueles dias, como para o futuro. Daniel escreveu sobre o futuro dos impérios gentílicos e Zacarias profetizou sobre o futuro próximo e distante dos judeus.

Quanto à sua relação com outros profetas, Zacarias e Isaías foram os grandes mensageiros messiânicos (o Messias é um tema importante do seu livro, não somente no que tange o seu primeiro advento, como também, no segundo). Como Ageu, Zacarias profetizou acerca do templo de Jerusalém e salientou o Dia do SENHOR.

Zacarias é um dos livros de maior ênfase messiânica e dos mais apocalípticos e escatológicos de todos os escritos do Ai Procure então aproveitar o máximo deste tratado profético, misterioso e sobretudo, ungido pelo Santo Espírito; útil, portanto, ao extremo para a edificação de nossa vida cristã.

O LIVRO DE ZACARIAS

Autor - Zacarias

Zacarias, cujo nome significa “O Senhor se Lembra”, foi um dos profetas pós – exílicos, um contemporâneo de Ageu. Com Ageu, ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram, para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6.14). Como filho de Baraquias, filhos de Ido, ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT, dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.

Data

O ministério de Zacarias começou em 520 aC, dois meses após Ageu haver completado sua profecia.
A visão dos primeiros capítulos foi dada, aparentemente, enquanto o profeta ainda era um jovem (2.4). Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde, em 518 aC. A referência à Grécia em 9.13 pode indicar que os caps. 9-14 foram escritos depois de 480, quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC.


Contexto Histórico

Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro, estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Rapidamente, reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Logo, todavia, a apatia se estabeleceu, à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos, que, finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia, quando o Messias reinaria de um templo restaurado, numa cidade restaurada.

Conteúdo

O livro de Zacarias começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. O livro está repleto de referências de Zacarias à palavra do Senhor. O profeta não entrega sua própria mensagem, mas ele, fielmente, transmite a mensagem dada ele por Deus. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada.

Deus, então, assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles, através de oito visões. A 
visão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. A Visão do homem com um cordel de medir, existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra.


As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias.
Nos caps 7-9, Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo, para substituir as formalidades religiosas.
Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. (Estudos das últimas coisas)


Seis aspectos básicos caracterizam o livro de Zacarias.

(1) É o mais messiânico dos livros do AT, em virtude de suas muitas referências ao Messias, que ocorrem em seus catorze capítulos. Somente Isaías, com seus sessenta e seis capítulos, contém mais profecias a respeito do Messias do que Zacarias.

(2) Entre os profetas menores, possui ele as profecias mais específicas e compreensíveis a respeito dos eventos que marcarão o final dos tempos.

(3) Representa a harmonização mais bem sucedida entre os ofícios sacerdotal e profético em toda a história de Israel.

(4) Mais do que qualquer outro livro do AT, suas visões e linguagem altamente simbólicas assemelham-se aos livros apocalípticos de Daniel e Apocalipse.

(5) Revela um exemplo notável de ironia divina ao prever a traição do Messias por trinta moedas de prata, tratando-as como “esse belo preço em que fui avaliado por eles” (11.13).

(6) A profecia de Zacarias a respeito do Messias no capítulo 14, como o grande Rei-guerreiro reinando sobre Jerusalém, é uma das que mais inspiram reverente temor em todo o AT.

O Livro de Zacarias ante o NT Há uma aplicação profunda de Zacarias no NT. A harmonização da vida pessoal de Zacarias, entre os aspectos sacerdotal e profético pode ter contribuído para o ensino do NT de que Cristo é tanto sacerdote quanto profeta. Além disso, Zacarias profetizou a respeito da morte expiatória de Cristo pelas mãos dos judeus, que, no fim dos tempos, leva-los-á a prantearem-no, arrependerem-se e serem salvos (12.10—13.9; Rm 11.25-27). Mas a contribuição mais importante de Zacarias diz respeito a suas numerosas profecias concernentes a Cristo.

A Unidade de Zacarias

A erudição bíblica conservadora levanta sérias objeções à teoria pós-alexandrina e pós-zacariana de Zacarias, e firma-se nos seguintes fundamentos:

1) O argumento mais forte aduzido a favor da teoria pós-alexandrina é a referência aos filhos da Grécia em 9.13. Na época, pensava-se que os gregos fossem uma ameaça contra Sião e os consideravam potência mundialmente dominante. No entanto, a profecia é de derrota, não de vitória, para os filhos da Grécia. Além disso, a passagem de 9. 12,13 não descreve uma batalha, mas profetiza um futuro confronto entre Sião e a Grécia, do qual os judeus sairiam triunfantes. Nos dias de Zacarias, as vitórias gregas sobre Xerxes em Salamina, Platéia e Micale (480-479 a.C.) seriam suficientes para colocá-las na atenção de seus contemporâneos.

A menos que rejeitemos a possibilidade da predição profética em base dogmática, não há motivo para Zacarias não poder ter escrito estas palavras na década de 470 a.C.

2) O argumento literário também foi abordado. Os críticos afirmam que o estilo de Zacarias II difere de Zacarias 1. A frase: “Assim diz o Senhor”, tão freqüente nos capítulos 1 a 8, ocorre apenas uma vez na segunda divisão. Por outro lado, a expressão “naquele dia” é usada 18 vezes em Zacarias II contra somente quatro ocorrências em Zacarias 1. Ademais, dizem que o estilo da última seção é mais poético. Contudo, os estudiosos conservadores mostram que há características de estilo até mais significativas que são comuns a ambas as seções. E de comum acordo que o estilo de um autor muda com o transcurso dos anos e ao tratar de uma situação histórica diferente. Nos dias em que o profeta convocava os compatriotas judeus a reconstruir o Templo, a frase profética: “Assim diz o Senhor” era necessária para reforçar a autoridade divina da convocação. Por outro lado, a expressão escatológica “naquele dia” é mais apropriada em profecias que olham o futuro mais distante de Israel, o tema de Zacarias II.
Os defensores da unidade da autoria de Zacarias ressaltam a persistência das seguintes características estilísticas:

a) A expressão: “Diz o Senhor”, ocorre 27 vezes em Zacarias 1 e sete vezes em Zacarias II.

b) A frase hebraica traduzida com o sentido de “os olhos do Senhor” ocorre duas vezes em Zacarias 1(4.10; 8.6) e uma vez em Zacarias 11(9.8; duas vezes se aceitarmos 12.4: “os meus olhos”).

c) O título divino: “O Senhor dos Exércitos”, é encontrado 46 vezes, ou seja, 38 na primeira divisão e oito na segunda.

d) O verbo hebraico traduzido por “habitar”, no sentido especial de “estar habitado”, “estar povoado”, “estar instalado”, acha-se duas vezes em cada divisão e muito raramente em qualquer outro lugar do Antigo Testamento.

e) Há um tipo peculiar de paralelismo hebraico dividido em cinco partes que ocorre escassamente fora de Zacarias, mas que aparece uma vez em Zacarias 1(6.13) e três em Zacarias 11(9.5,7; 12.4).

No que tange ao idioma, todos os estudiosos concordam que o hebraico em ambas as partes de Zacarias é puro e notavelmente livre de aramaísmo. Pusey observa: “Em ambas as divisões há certa completude de linguagem, produzida pela insistência no mesmo pensamento ou palavra: em ambas as seções, o todo e suas partes são, para dar ênfase, mencionados juntos. Em ambas as partes, como conseqüência desta completude, ocorrem a divisão do versículo em cinco porções, ao contrário da regra habitual do paralelismo hebraico”.

3) Por fim, temos de observar que aqueles que rejeitam a autoria de Zacarias dos capítulos 9 a 14 estão em discordância extrema e incorrigível entre si concernente a uma teoria alternativa. As referências nos capítulos 9 a 14 conduzem a diversas datações de suas diversas partes integrantes, variam desde aproximadamente 330 a 140 a.C., e dependem de quais correlações sejam feitas com episódios e personagens ligados com a história helenística.

As dessemelhanças aceitas entre Zacarias 1 e Zacarias II podem ser tratadas sem comprometer a convicção na unidade da autoria. Collins expressou bem a idéia:
[...] Nos capítulos 1 a 8, o profeta preocupa-se primariamente com os acontecimentos contemporâneos, particularmente com a reconstrução do Templo; ao passo que nos capítulos 9 a 14, lida com os acontecimentos futuros, como a vinda do Messias e a glória de seu reinado. Por conseguinte, é natural que a primeira divisão seja de estilo histórico, enquanto que a última, de estilo apocalíptico.

Outrossim, é provável que a primeira parte da profecia pertença à vida do jovem Zacarias, e a segunda à sua idade avançada. As evidências internas do livro são favoráveis, como mostra tão claramente W. H. Lowe, à origem pós-exílica de ambas as divisões e à unidade de autoria.

AS PRIMEIRAS QUATRO VISÕES = (Zc 1.1-3.10)

Este Texto e o próximo ressaltam a primeira divisão do Livro de Zacarias, que tem por conteúdo oito visões noturnas. As oito revelações constituem uma base ou introdução para o restante do livro e salienta a sobrevivência de Israel em meio à queda das nações vizinhas. As primeiras cinco visões têm uma mensagem conciliadora, enquanto que as últimas três, um aspecto condenador.

1º.-  visão: os cavalos entre as murteiras ( Zc 1:7-17)

Antes de cada comentário sobre as visões de Zacarias, você deve ler com muita atenção na Bíblia o relato do profeta sobre a respectiva visão.
A primeira visão ocorreu no décimo primeiro mês do ano 520. Nesta visão, Zacarias viu três grupos de personagens em cavalos vermelhos, baios e brancos a andar entre as murteiras, com um dos personagens montado, à frente dos demais, em um cavalo vermelho.
O homem do cavalo vermelho que pára entre as murteiras e o anjo do SENHOR (vv. 8,10,12) são a mesma pessoa — Cristo. As murteiras representam Israel, ou o povo de Deus. As murteiras são arbustos comuns em Israel, dos quais exalam um perfume agradável, têm flores brancas, frutos comestíveis e madeira amarelada e muito bonita.

Os cavalos representam guerra (vermelho), pragas (baios) e vitória e glória (brancos). Os cavaleiros (possivelmente anjos), após percorrerem a terra, anunciam que ela “... está, agora, repousada e tranquila.” (v. 11).
Isto indica que as nações estavam gozando tempos de prosperidade e de paz. Israel, porém, não estava. O anjo do SENHOR clama a Deus: “... até quando não terás compaixão de Jerusalém... contra as quais estás indignado faz já setenta anos?” (v. 12). Deus responde que está zelando por Jerusalém e que está irritado com os países que agravaram o mal contra ela (vv. 14,15). Brevemente, Ele tomará providências e Seu povo será restaurado, sua cidade principal, reedificada e habitada (vv. 16,17). Notem as palavras “será” e “ainda” nesses últimos versículos, indicando cumprimento futuro da profecia.

Em suma, a interpretação da visão é a de que Deus, por intermédio de Seu Filho, está prestes a intervir ao mundo, que se encontra acomodado e indiferente, para restabelecer e abençoar Sua cidade e Seu povo.

2º.-  visão: quatro chifres e quatro ferreiros ( Zc 1:18-21)

A segunda revelação simboliza a derrota dos inimigos de Israel. Os quatro chifres representam forças opressoras, possivelmente Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma (ou Assíria, Egito, Babilônia e Medo-Pérsia). Os quatro ferreiros são os agentes de Deus (anjos ou homens) que esmagarão os chifres, findando assim suas ameaças e tirania.

3º.-  Visão: Jerusalém medida ( Zc 2:1-13)

A explicação da terceira visão em que a cidade de Jerusalém é medida mostra que a cidade santa será grande e populosa. Fala da volta à Jerusalém dos judeus espalhados pelo mundo afora. A população será tão numerosa que se estenderá além das muralhas da cidade. Deus estará no meio deles, habitando (v. 11) e oferecendo Sua proteção (v. 5). Esse trabalho do SENHOR é tão vital que Ele requer silêncio de toda a terra para efetuá-lo (v. 13).
Notemos que, durante essa terceira revelação, um segundo intérprete angelical aparece para transmitir informações ao primeiro anjo que falava com Zacarias (v. 3). O primeiro mensageiro tinha explicado o significado das primeiras duas visões para o profeta (1.9,19,21).

4º.- visão:  Josué o sumo sacerdote ( Zc 3.1-10)

“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas, o SENHOR disse a Satanás: o SENHOR te repreende, á Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo.” (Zc 3.1-3).

Na quarta visão, o sacerdote Josué simboliza todo o sacerdócio de Israel. Suas vestes sujas representam manchas do pecado. A remoção dessas vestes e os finos trajes que lhe foram dados significam perdão, bem como a sua restauração ao seu primeiro estado glorioso. O simbolismo abrange todos os judeus, um povo de vocação sacerdotal, representado por Josué. Vemos aí, a promessa da purificação da nação israelita.

O sumo sacerdote e os homens de presságio (ou “homens que são um sinal”, isto é, protótipos de eventos e coisas futuras) precederão a vinda do “Renovo”, o Messias. E uma segunda promessa registrada nessa visão que iria se cumprir em meio ao povo escolhido de Deus.

AS SEGUNDAS QUATRO VISÕES (Zc 4.1-6,15)

Entre a quarta e a quinta visão, o profeta entrou em um estado de profunda sonolência. Note no primeiro versículo do capítulo quatro que, antes que o anjo falasse Zacarias despertou. Ou o profeta estava exausto e adormeceu, ou, extasiado pelas maravilhas sobrenaturais das revelações, ficou atônito com isso. Seu ajudante celestial o acordou e perguntou: “... Que vês?,..” (4.2)

5º.- visão: o candelabro entre duas oliveiras ( Zc 4: 1-14)

O que o servo do SENHOR vislumbrava nesta quinta visão era um castiçal dourado, completo, com um vaso de azeite, sete lâmpadas e sete tubos que estava entre duas oliveiras.
A mensagem principal do trecho se encontra no versículo 6: “... Não por força nem por poder, mas, pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.” O sucesso da obra divina depende da unção do Espírito Santo. Deus, por meio dos “... dois ungidos..” (v. 14) iria reconstruir o Seu templo em Jerusalém.

Os dois servos: Josué, o sumo sacerdote, e Zorobabel, o governador de Judá e responsável pela reedificação do templo (Ag 1.1; 2.23), são simbolizados pelas duas oliveiras. O óleo, obviamente, representa o Espírito Santo; o candelabro é o templo que, por sua vez, representa Israel. A montanha (v. 7) simboliza os obstáculos que serão derrubados e não impedirão o avanço do trabalho restaurador do SENHOR.

Os sete olhos de Deus (v. 10) significa a perfeição da Sua visão, que percorre toda a terra e olha com grande satisfação o empenho de Zorobabel, com o prumo na mão.
Deus mostra ao mensageiro que Seus desígnios se cumprem quando Seus servos são ungidos pelo Espírito Santo e cooperam com o Mestre Arquiteto, lançando mãos à obra. Sua energia vem do SENHOR, não de fontes humanas.

6º.- visão: o rolo voante  ( Zc 5.1-4)

As últimas visões de Zacarias falam de condenação e juízo. O rolo enorme que aparece na sexta visão representa a maldição ou o julgamento que recairá sobre os pecadores (v. 3). O rolo simboliza a lei do SENHOR que declara que aquele que a transgride será amaldiçoado. Por toda a terra os rebeldes serão procurados, alcançados e expulsos do reino do Messias. Suas casas e suas vidas serão consumidas (vv. 3,4).

7º.- visão: a mulher e o efa ( Zc 5:5-11)

Na sétima visão, o efa, uma cesta, significa o mercantilismo e também, como o versículo 6 indica, “... a iniquidade em roda a terra”. Somando os dois, o resultado são os negócios ímpios que os comerciantes praticam. A mulher é a “impiedade”.
A iniquidade é fruto de um coração ímpio. Na visão, o pecado (o efa e a mulher) é transportado à terra de Sinear pelas duas mulheres com asas. As mulheres voadoras que levam a “praga” são também impuras. Isto se nota no tipo de asas que tinham, as de cegonha, considerada uma ave imunda pelos judeus. Elas retornam à Babilônia (terra de Sinear), onde se originou a iniquidade e a impiedade. Nos dias de Zacarias, esse local era centro mundial de idolatria e perversidade. Contudo, observamos nessa visão a remoção do pecado do mundo, principalmente, a ganância e a ambição.

8º.- visão: os quatro carros ( Zc 6,l-8 )

Nesta oitava e última revelação o ponto comum entre esta revelação e a primeira é os cavalos. Agora, há também cavalos pretos que possivelmente, representam a morte. A ideia geral é a de que os carros puxados por esses cavalos, que são ventos (anjos) ou espíritos do céu (v. 5), percorrerão a terra, principalmente, o Norte, executando os propósitos judiciais do SENHOR.
O ciclo das revelações se completa aqui. Começou com o soberano Deus prestes a intervir no mundo e se encerra com Ele, enviando os Seus anjos para julgar as nações. Isto acontecerá no fim da Grande Tribulação, quando terá início a era messiânica.

A coroação de Josué (Zc 6.9-15)

A seqüência das visões de Zacarias é a coroação simbólica de Josué. Sua coroação representa a glorificação do Messias, o Renovo, como rei e sacerdote. O ouro e a prata trazidos de volta do cativeiro por alguns dos exilados seriam usados para fazer a coroa (uma só coroa com outras sobrepostas, daí a expressão “coroas”) a ser colocada “... como memorial no templo do SENHOR.” (v, 14). Não quer dizer que as coroas serão de Helém, Tobias, Jedaías, Hem, mas que o memorial será em honra a eles por terem trazido o material para a sua confecção.
No tempo certo, segundo o plano de Deus, Jesus realizará o que está escrito no Livro de Zacarias, que são atos típicos ou sombras da imagem real.

“Ele mesmo (o Messias) edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será -sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.” (Zc 6.13)

A PRIMEIRA MENSAGEM DO SENHOR (Zc 7 )

Quase dois anos se passaram (compare 1.1 e 7.1) até que a Palavra de Deus viesse novamente a Zacarias. Desta vez, o SENHOR não recorre a visões, mas a mensagens diretas. Os assuntos das duas mensagens específicas são: “A Repreensão a Israel por seus Falsos Motivos” e “A Promessa de sua Restauração”.

Uma pergunta ( Zc 7: 1-3 )

“... Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês, como temos feito por tantos anos?” (v. 3).
A pergunta é feita por um grupo de judeus de Betel representado por Sarezer e Regén-Meleque (líderes da comunidade) aos sacerdotes e profetas em Jerusalém. No cativeiro, tinham jejuado. Agora, estavam indagando se ainda seria necessário tal prática, uma vez que já haviam regressado à sua terra natal.

A resposta  (Zc 7:4-7 )

A resposta provém da boca de Deus. O SENHOR revela a rebeldia de seus corações. Não responde diretamente a pergunta, mas chega ao âmago do assunto mostrando que eles realmente não querem mais jejuar. Em Babilônia, suas festas e orações não agradavam a Deus porque procediam hipocritamente dos seus lábios. Os seus jejuns não tinham valor e continuariam deste modo, caso não mudassem de atitude e permitissem que a misericórdia e a justiça reinassem em seu meio.

A causa do exílio ( Zc 7: 8-14)

Deus continua Sua mensagem e alerta a memória do profeta para aquilo que Ele havia mandado o Seu povo praticar: juízo, bondade e misericórdia (vv. 9,10). Mas ele não fez assim e a ira do Altíssimo recaiu sobre todos (v. 12). Escolheram a vereda da desobediência e o efeito foi um triste e penoso período de escravidão nas mãos de vizinhos opressores. Viraram as costas e taparam os ouvidos (v. 11); seus corações estavam duros como diamante (v. 12), isto é, nada poderia quebrar, cortar ou penetrar a sua resistência rebelde e obstinada. O SENHOR, ao bradar-lhes, encontrava somente portas fechadas, assim, teve que espalhá-los com um turbilhão (tempestade ou redemoinho de vento) e permitir a derrocada da sua terra (v. 14).

A SEGUNDA MENSAGEM DO SENHOR = (Zc 8)

“A Justiça de Deus” foi o tema do capítulo anterior de Zacarias. No presente capítulo se evidencia “A Misericórdia de Deus”.
Vemos freqüentemente no AT um Criador amoroso, abençoador, cuidando do Seu povo e este se afastando; Deus chamando-o de volta e a rebeldia se intensificando; o SENHOR castigando o e ele, arrependido, voltando ao Criador. Ele aceitando-os novamente, por Seu grande amor. Um dia, porém, a misericórdia de Deus findará e aqueles que ainda não O reconhecem como Messias experimentarão somente a Sua justiça.

“... voltarei....salvarei..,” (Zc 8.1-8 )

A promessa de Deus aos Seus filhos é que Ele voltará para Sião (Seu povo) e habitará no meio de Jerusalém. O retorno do SENHOR ao Seu povo marca o início da sua restauração. O povo se arrependerá, Deus o perdoará e permitirá que retorne à sua terra. A capital terá, então, o nome de cidade fiel; o monte do SENHOR dos Exércitos (sobre qual estava sendo edificado o templo) será chamado Monte Santo (v. 3).

“... sejam fortes...”(Zc 8.9-17)

Deus procura encorajar Seu povo, mencionando a atitude que prevalecia no início do trabalho de reconstruir o templo: ninguém recebia salário e havia inimigos em volta; mesmo assim dedicou-se à obra com vontade e ardor (v. 10). Zacarias fala que Deus irá abençoá-lo novamente. Não será envergonhado perante as outras nações, mas, será herdeiro das riquezas celestiais (vv. 12,13). Por isso, precisa ficar firme, levantar a cabeça, não temer e começar uma segunda vez esse seu trabalho digno e proveitoso. Ao lado da tarefa física, os filhos de Israel são advertidos a praticar a justiça, a viver retamente perante o SENHOR e seu próximo (vv. 16,17). Dessa maneira, garantirão o sucesso, o avivamento e as bênçãos contínuas dos céus.

“... amai, pois, a verdade e a paz” (Zc 8.18-23)

Os pensamentos do SENHOR através de Zacarias, nessa passagem, estão ligados aos dois últimos versículos precedentes (vv. 16,17). Deus volta ao assunto do jejum, desta vez afirmando que os filhos de Israel serão “... para a casa de Judá regozijo, alegria e festividades solenes...” (v. 19). A diferença entre o resultado dos jejuns judaicos agora e no passado (Cativeiro) provinha do tipo de atitude. Antes, só havia ritos e cerimônias; agora, porém, seriam festas e atos sagrados de honra e louvor genuíno ao SENHOR. Com corações justos, seus filhos poderiam observar suas festividades, sabendo que Deus se agradava deles.

Para continuar assim, no entanto, o Pai os instrui: “... amai, pois, a verdade e a paz.” (8.19). Não meramente gostar, mas, amar de corpo, alma e espírito. Alguém que se dedica a obedecer e a seguir o caminho da verdade e da paz é, sem dúvida, uma pessoa santa e exemplar diante do SENHOR e do mundo. Assim fazendo, pode confiar que a felicidade celestial será sua porção.

PROFECIAS SOBRE O MESSIAS = (Zc 9-11)

Zacarias, no começo do capítulo 9, transporta-se dos seus dias (520 a.C.) a épocas futuras, principalmente, para os dias de Cristo, quando Ele viver na terra. Falando desses eventos futuros, o profeta inicia suas mensagens sobre os dois adventos do Messias.
Primeiro, fala sobre a Primeira Vinda de Jesus e a rejeição (caps. 9-1 1), depois prega sobre a Sua Segunda Vinda e recepção por parte dos israelitas (caps. 12-14).

“Alegra-te... Sião. aí te vem o tei rei...”  ( Zc 9)

As várias cidades (Tiro, Sidom, Asquelom etc.) mencionadas na primeira divisão desse trecho (1-8) foram derrotadas ou conquistadas por Alexandre, o Grande, no ano 330 antes de Cristo. Sua invasão aniquilou e dominou estas cidades da Síria, Fenícia e Filístia. O que impressiona, porém, é que durante suas investidas, Alexandre deixou Jerusalém em paz. Conforme narram os historiadores, ele passou várias vezes perto da cidade, mas não a atacou. O SENHOR levou Seu arauto a declarar, “Acampar-me-ei ao redor da minha casa para defendê-la contra forças militantes, para que ninguém passe, nem volte...” (v. 8).

Serão fortalecidos no SENHOR  ( Zc l0 )

Zacarias continua suas declarações admoestando o povo a buscar a Deus (v. 1) e deixar de lado os ídolos e adivinhos que ainda estavam influenciando suas vidas. O profeta ressalta a ira divina contra os pastores rebeldes e bodes-guias.
Note que, no versículo dois, os judeus são comparados a ovelhas aflitas, porque não há pastor. Daí, entendemos que os pastores e bodes do versículo três não são autênticos, ou melhor, são falsos: são os líderes inimigos que dominavam os judeus. A salvação viria da tribo de Judá, a “... pedra angular... a estaca da tenda... o arco de guerra;...” (v. 4).

Os dois pastores (Zc 11)

Este capítulo é uma profecia sobre as terríveis invasões romanas que assolaram Israel, culminando com a destruição absoluta de Jerusalém e o templo em 70 d.C. (vv. 1-3). Um historiador comenta que, durante essa época (o tempo em que Tito sitiou Jerusalém e finalmente a destruiu), mais ou menos um milhão de pessoas morreu no holocausto.
O profeta usa de linguagem figurativa para expressar o choro intenso do povo: “Geme, á cipreste... gemei, á carvalhos de Basã.... Eis o uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Eís o bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão!” (vv. 2,3).

PROFECIAS SOBRE A SALVAÇÃO DE ISRAEL = ( Zc 12-14 )

O Livro de Zacarias termina salientando a Segunda Vinda de Cristo e a libertação do povo de Deus. O profeta comenta que desta vez “o SENHOR será Rei sobre toda a terra;..,” (14.9).
Israel será vingado, exercerá poderes estupendos que aniquilarão seus inimigos. Com prantos de arrependimento receberá o Supremo Pastor, a quem tinha crucificado na Sua Primeira Vinda. Ele, por sua vez, o restaurará e purificará, acolhendo-o a Si novamente. Será a época das vitórias finais de Deus sobre os homens maus e o estabelecimento da Sua supremacia sobre tudo e sobre todos; é, enfim, o início do Milênio e do aguardado estado de restauração e favor divino para os remidos do SENHOR.

Jerusalém, desagravada e arrependida (Zc 12)

O tema do livro alcança o seu auge neste trecho. O Dia do SENHOR, que se segue ao arrebatamento da Igreja, prevalecerá durante toda a Tribulação. Começará então a salvação de Israel. Os primeiros nove versículos do capítulo ressaltam a vingança do SENHOR contra os adversários de Suas ovelhas.

“... farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor ... farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente;...” (vv. 2,3).
“Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha, eles devorarão, a direita e a esquerda, a todos os povos em redor, “ (v 6)

Será o dia quando as forças hostis serão subjugadas, esmiuçadas pelo SENHOR dos Exércitos, a grande batalha de Armagedom (v. 9). Jerusalém passará a ser habitada outra vez pelo seu próprio povo e no seu próprio lugar — lugar da presença gloriosa do Rei dos reis (v. 6).

Jerusalém, purificada e provada ( Zc 13)

O penúltimo capítulo de Zacarias, em sua maioria, comenta a purificação de Israel “Naquele dia,,..” (vv. 1,2,4), não somente no que tange o pecado em geral, mas, principalmente, à remoção dos falsos profetas (vv. 2,6).

A conclusão deste capítulo (vv. 7-9) converge para o Messias e o golpe máximo que O levou à crucificação e à morte (v. 7). O resultado da morte do Pastor é a dispersão das ovelhas, ou de Israel — basta olhar as páginas da História para verificar o cumprimento dessa profecia.
Notamos, contudo, que Zacarias prevê o primeiro advento de Jesus, quando Ele seria rejeitado. Já os versículos 8 e 9 apontam eventos em um futuro mais distante. Fala da eliminação de 2/3 das ovelhas, isto é, de judeus. A terceira parte restante será purificada e provada pelo fogo. Essa parte, o remanescente, será salvo e usufruirá das graças eternas de Deus.

Muitos pensam erroneamente que todos os israelitas serão salvos. A Bíblia diz em Romanos 11.26: “... todo o Israel será salvo... “, mas isso é uma figura de linguagem chamada “sinédoque”, em que se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte. Nem todo judeu entrará pelas portas celestiais, mas aquele que confessar Jesus como o Cristo fará parte do grupo que será bem vindo nos céus. O que for salvo é o remanescente que escapar, a terceira parte purificada. (Compare Romanos 11.26 com 9.27 e Isaías 10.22).

As palavras “em toda a terra”, de Zacarias 13.8, têm a mesma aplicação. Não é o mundo significando todas as nações, mas toda a terra de Israel, ou a parte pelo todo.
Enfim, a triste verdade é que, durante a Grande Tribulação, grande número de judeus perecerão. Sendo infiéis e sem aceitar o Messias como seu Salvador pessoal, expirarão debaixo de Sua ira vingadora. Aqueles que aceitarem o Messias como o SENHOR de suas vidas depois do processo purificador clamarão a Deus e Ele responderá, dizendo: “... é meu povo, e ela (Israel) dirá: O SENHOR é meu Deus.” (v. 9).

Jerusalém, libertada e glorificada (Zc 14)

O apogeu da purificação de Israel encontra-se registrado nesses versículos. A expressão “Dia do SENHOR” ou “Naquele dia...” acha-se nove vezes no capítulo. O profeta fala da chegada do Messias sobre a terra, especificamente sobre o Monte das Oliveiras (v. 4); da peleja contra os inimigos do Seu povo (vv. 2,3); das pragas que cairão sobre as nações e os animais (vv. 12,15); da santificação das panelas na Casa do SENHOR (vv. 20,21), que eram os utensílios de menos valor no trabalho sacerdotal, mas, agora, como todos os outros vasos de maior valor (como as bacias), serão igualmente consagradas ao SENHOR.

Zacarias não somente observa os aspectos do julgamento nesse terrível dia como salienta algumas das suas bênçãos, como:

1. as águas vivas que correrão de Jerusalém (v. 8);                                                                            2. a ausência de maldição e a segurança que haverá na cidade santa (v. 11);
3. as riquezas vindas de outras nações que serão ajuntadas na cidade santa (vv. 1,14);
4. não haverá mercador (cananeu, pessoa imunda) na Casa do SENHOR e Seu reino será caracterizado pela santidade (vv. 20,21).


CONCLUSÃO

A magnificência do novo centro governamental do SENHOR vê-se no versículo 10, onde Jerusalém “... será exaltada e habitada no seu lugar,... “. Tudo em volta será transformado em planície, a cidade santa será elevada e será um ponto central, acima de todo o Israel. Nisso, observamos a futura exaltação da cidade de Deus: Jerusalém liberta, glorificada, cheia de santos — a nova capital da teocracia eterna do Rei dos reis e grande SENHOR.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

Comentário Bíblico Beacon
Bíblia Estudo Plenitude
EETAD – Os Profetas Menores =  Richard Leroy Hoover

13 de dezembro de 2012

AGEU O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA

AGEU O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA
TEXTO ÁUREO = Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.33).
VERDADE PRÁTICA = a verdadeira profecia liberta o povo da indiferença e do comodismo espiritual.
LEITURA BIBLICA = Ageu 1:1-9
INTRODUÇÃO
Em 538 a.C., o rei Ciro, da Pérsia, expede um benevolente decreto, permitindo a repatriação dos judeus. Estes, após permanecerem 70 anos em Babil8nia, voltam à terra de seus ancestrais e lançam-se ao trabalho de reconstrução. Mais,  as dificuldades não seriam poucas. Teriam de enfrentar lutas e tribulações, para reconstruir os muros de Jerusalém, o Santo Templo e a própria nacionalidade. Como vencer todos estes obstáculos?.
Animados por Ageu e Zacarias, mostram aos vizinhos pagãos que, para o povo de Deus, não existe impossível. Com Ageu aprendemos a dar toda prioridade ao Reino de Deus.
Autor: Ageu
Data: Cerca de 520 aC
Ageu, cujo nome significa “Festivo”, foi um dos profetas pós-exílicos, um contemporâneo de Zacarias. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus, ele foi o mensageiro do Senhor, com a mensagem do Senhor, levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus.
Data
O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses, durante o segundo reinado do rei Dario, que governou a Pérsia de 522 a 486 aC, Isso localiza Ageu na história em 520 aC.
Contexto Histórico
Ageu em 520 aC, ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC, para reconstruir o templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. A construção havia cessado, todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . Mas, o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC
Conteúdo
O livro de Ageu trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. O primeiro problema: o desinteresse (1.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença, Deus fala duas vezes ao povo. Primeiro, eles precisam perceber que são infrutíferos (1.5-6), porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1.7-9). Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. Após ver seu problema, o povo, então, precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado, se eles entregarem a ele o que eles têm (1.8)
O Segundo problema: Desencorajamento (2.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente; a outra trata de uma solução a longo alcance. Por hora, basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2.4). A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2.9)
O terceiro problemas: Insatisfação (2.10-23) Agora que o povo está trabalhando, eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa, enquanto a santidade não é. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2.19). O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento, mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2.23), isto é, para representar a natureza do servo a ser cumprida, finalmente, no mais importante Filho de Zorababel, Jesus. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1; Lc 3), indicando que a benção final, a maior delas, é uma Pessoa, seu Filho Jesus Cristo.
Esboço de Ageu
I. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.1-15
Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1.1-6
Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1.7-11
Os resultados de considerar vossos caminhos 1.12-15
II. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2.1-9
A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.1-3
Chamado para esforçar 2.4-5
A glória vindoura do novo templo 2.6-9
III. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.10-23
Um pergunta aos sacerdotes 2.10-19
Uma promessa para Zorobabel 2.20-23
Zorobabel e o Messias
A última mensagem de Ageu é dirigida à pessoa de Zorobabel e proferida no mesmo dia da mensagem sobre a impureza do povo e falta de bênção. A mensagem do profeta ao governador do dia funde-se com os futuros juízos de Deus sobre as nações.
Tem-se em vista o tempo do fim e está prefigurada a pessoa do Messias. O abalo aqui referido e a derrubada do governo na terra são os mesmos indicados nos versículos 6 e 7. A passagem tem sido atribuida ao tempo da derrocada e revolta dos povos e províncias (persas, babilônios, medos, armênios, e outros) que buscaram destruir o Império Persa quando Dano começou a reinar no ano 521 a.C. Aceitamo-la como definitivamente profética.
Observe-se que a palavra “trono” está no singular e não no plural. Há um governo supremo sobre a terra, permitido por Deus e levado a cabo por Satanás, e esse governo será substituído pelo de nosso Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 11:15).
A força das nações será destruída quando o Senhor exterminar as carruagens e os que as conduzem, os cavalos e os seus cavaleiros. Carruagens e cavalarias eram as principais forças (Zacarias 10:5) dos exércitos do Oriente. A destruição se completará quando cada um se voltar contra o irmão (Ezequiel 38:21; Zacarias 14:13). Isso ocorrerá na Batalha do Armagedom.
Zorobabel, porém não é nomeado para ira mas para uma missão especial. Deus o eleva e honra. A promessa na verdade, aplicava-se ao ofício que ele mantinha como governante de Judá, porque ela não poderia referir-se ao tempo de vida do próprio Zorobabel Em seu tempo não havia tais revoltas conforme aqui indicadas. Observe-se também que a expressão é “naquele dia” e não “neste dia”. A linha messiânica devia passar por Zorobabel assim como por Davi. O trono de Davi está aqui em vivido contraste com as condenadas dinastias do mundo. Zorobabel foi honrado por ocupar um lugar em ambas as genealogias do Messias (Mateus 1:12; Lucas 3:2 7). Cristo é, na verdade, Filho de Zorobabel bem como de Davi.
Os comentaristas judaicos têm ligado essa passagem com o Messias, também. O título de servo é bem conhecido para o Messias (Isaías 42:1; 52:13, etc.).
Deus promete fazer Zorobabel como um sinete, porque ele, o Senhor, o escolheu. O sinete, ou selo, era marca de honra e autoridade. Era objeto de cuidado e prazer (Cantares 8:6; Jeremias 22:24). Era muito valorizado e constantemente em vista. O sinete era usado pelo dono para assinar cartas ou documentos, e por onseguiflt0 o representava. O dono o usava sempre, e era raro se separar dele (Gênesis 38:18). Chegou a representar para o seu possuidor um bem muito prezado. Tudo isso prefigura o Cristo precioso.
EXORTAÇÃO ( Ag 1 )
Ageu apareceu no cenário judaico em hora muito crítica. O povo encontrava-se em um estado confuso e indiferente quanto à continuação da reedificação do templo. Mesmo após a volta à sua terra e o início das obras do templo, os filhos de Israel ficaram desanimados e retornaram ao velho costume de esquecer de Deus. A apatia reinava, razão pela qual o SENHOR mandou Seu mensageiro para reanimá-lo.
Tempo de Construir a Casa do SENHOR ( Ag 1.1-6)
Neste Livro de apenas 38 versículos, a expressão “diz o SENHOR dos Exércitos”, ou outra muito semelhante, ocorre 26 vezes. Em dois versículos (2.4,23) a expressão ocorre três vezes em cada um. Com isso, o profeta queria expressar claramente que Deus estava falando com o Seu povo.
As mensagens por meio das profecias de Ageu consistiam em oráculos que vinham do próprio coração do SENHOR. Deus estava enfatizando a sublime vontade de ter Sua casa terminada, a fim de que pudesse tornar ao Seu merecido lugar. O SENHOR habitava no meio do Seu povo.
Pensar no passado ( Ag 1:7-11)
O povo é convidado a pensar no que aconteceu no passado. Por duas vezes a frase “... Considerai o vosso passado.” é mencionada pelo SENHOR, nesse primeiro capítulo (vv. 5,7). Os resultados não foram bons. A rebeldia do povo lhe causou muita dor e sofrimento. Ao relembrar isto, Deus procura abrir-lhe os olhos, mostrando o perigo que corre em se colocar outra vez sob Sua ira julgadora.
A consequência da falta de fé dos filhos de Israel para continuar a reedificação do templo foi uma seca que sobreveio à terra. Não chovia em Judá, tanto nas planícies e baixias, como nas montanhas. O SENHOR lhes diz, então, que lancem mãos à obra, subam os montes, busquem materiais e edifiquem a Sua casa. Então, bênçãos do alto, materiais e espirituais, voltarão a ter lugar na terra e em meio aos seus habitantes.
A reação do povo ( Ag 1:12-15)
Encontramos diversos verbos nesse trecho que indicam que a resposta de Judá à mensagem de Ageu foi positiva. Ele temeu diante de Deus, o que quer dizer que começou a adorar ao SENHOR de modo sério. Também atendeu ao apelo e pôs-se a trabalhar no templo. Isto revela obediência, propósito e uma renovada consagração da sua parte. Os líderes, Zorobabel e Josué, despertados no seu espírito, organizaram o povo, que também foi animado, e reiniciaram a tão necessária obra. Vinte e quatro dias após as primeiras admoestações de Ageu, o povo voltou ao trabalho que tinha abandonado há quatorze anos.
MOTIVAÇÃO ( Ag 2: 1-9 )
Começar um trabalho é uma coisa, continuar é outra. Ageu não parou de pregar, assim que Judá se animou e pôs a mão no arado. Ele também continuou a profetizar, procurando, agora, incentivar o povo a terminar o templo.
A segunda mensagem da parte de Deus para Ageu veio mais ou menos um mês depois de o povo iniciar a obra. Aparentemente, alguns estavam pensando na opulência do primeiro templo. Lembravam dos dias de Salomão e de todas as festividades e cerimônias que marcaram a inauguração daquela primeira casa, com grande gozo e demonstrações. Agora, ao contemplarem a edificação desta segunda, notaram que esse templo iria ser menor e menos suntuoso. Conforme o Talmude (coleção de tradições judaicas), a arca, o fogo sagrado ou a “shekinah” não se viam nessa segunda Casa do SENHOR. Por isso, algumas pessoas começaram a pensar se valeria a pena prosseguir e, possivelmente, o desânimo voltou a atormentá-los.
Ageu, entretanto, levantou sua voz e declarou a Zorobabel, a Josué e ao povo: “... sê forte...” (Ag 2.4). Em outras palavras: “Animo! Coragem! Não olhem para trás, mas sim, para a frente! E continuem a trabalhar!”. O profeta lembrou ao povo que o SENHOR estava com eles; que a Sua aliança quando saíram do Egito ainda estava em vigor. Seu Espírito não tinha se transferido para outro povo, mas continuava no meio deles, Enfim, não precisavam se preocupar, pois o Deus que fez grandes prodígios iria fazer maravilhas até maiores nessa casa e em suas vidas.
A gloria maior ( Ag 2:6-9)
O SENHOR diz a Judá que a terra, o céu, o mar e as nações serão abaladas (2.6,7). Toda esta agitação assinalará a volta do Messias, que chegará e será um espetáculo sem igual. Os povos e toda a natureza se manifestarão jubilosamente.
Deus exclama que os tesouros da terra lhe pertencem: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos.” (v. 8). O povo estava provavelmente entristecido porque era pobre e não tinha condições de adornar o templo, como antigamente.
Mas, o SENHOR o lembra que as riquezas da terra lhe pertencem. O esplendor futuro da Sua casa será muito impressionante, pois, não somente será um belo templo e de bom grado aos seus olhos, mas, principalmente, brilhará com a glória de Deus que a encherá.
CONSIDERAÇÃO ( Ag 2:1019 )
A terceira mensagem de Ageu salienta a importância da santidade. O profeta avisa ao povo que Deus não tolera a imundície e que é mister apresentar-se puro diante dEle, pois, só assim, poderá abençoá-lo.
A nação imunda ( Ag 2:10-14 )
As perguntas de Ageu, nesses versículos, são feitas aos sacerdotes, que conheciam a lei Mosaica e poderiam respondê-las. O assunto da primeira pergunta foi sobre a possibilidade de a carne santa (ou carne separada para sacrifícios) transferir a sua “santidade” a um outro objeto ao tocá-lo. Os sacerdotes responderam negativamente.
A segunda pergunta tinha a ver com a impureza. Se alguém ficava impuro por ter tocado em corpo morto, esse passaria a sua impureza a um outro objeto, ao tocar nele. Desta vez, os sacerdotes responderam que sim, ficaria imundo.
Ageu, em seguida, passou a mostrar que Judá era uma nação imunda. Sua impureza, que agora a dominava, era resultado de seus contatos e amizades com as nações pagãs. Por terem se misturado com os povos ímpios ao seu redor e por passar muitos anos na Babilônia, absorvera parte de sua cultura, seus costumes e práticas. Seria quase impossível não influenciar, pelo menos um pouco, a sua conduta, depois de tanto tempo em terra estranha. Portanto, o povo estava contaminado e seus trabalhos e ofertas ao SENHOR eram imundos. Havia dezesseis anos que tinham voltado do cativeiro, mas os males da velha vida ainda predominavam.
Considerando tudo o que está acontecendo ( Ag 2: 15-17 )
O profeta sugere que o povo faça um retrospecto e olhe com muita atenção para os dias em que voltou do cativeiro, antes de iniciar qualquer obra no templo. Ageu leva Judá a pensar na ocasião em que começaram a se estabelecer na sua terra outra vez.
Não havia muita comida. Pestes enchiam os campos de lavoura. A vida era miserável, na pobreza. Os filhos de Israel tinham retornado à sua terra de mãos praticamente vazias.
                                                       O dia da bênção (A2.18,19)
Graças à persistência de Ageu, o povo reconheceu a sua grande necessidade. Considerou bem a sua situação e se santificou ao SENHOR. Três meses depois disso, os alicerces do templo estavam completos e, agora, Judá se chegava a Deus. Por isso, o SENHOR lhe disse: “... desde este dia, vos abençoarei.” (2.19). As colheitas seriam abundantes e os celeiros ficariam cheios. A videira, a figueira, a romeira e a oliveira dariam os seus preciosos frutos.
AFIRMAÇÃO ( Ag 2:20-22)
A última mensagem de Ageu é repleta de promessas. O profeta encerra o seu livro tratando do futuro das poderosas nações gentílicas que serão esmagadas antes do início do reino milenar do Messias de Israel. Ageu também aborda de passagem, o Dia do SENHOR, bem como a soberania do escolhido de Deus, o Messias.
Céus e terra serão abalados ( Ag 2:2022 )
Aqui Ageu recebeu uma segunda revelação de Deus, quando o SENHOR tinha em mira Zorobabel, o governador de Judá, declarando que, como fizera antes, na segunda mensagem, abalará o céu e a terra. Declara também, que derrubará os remos, nações e destruirá o seu poderio.
Considerando estas palavras à luz da história e da interpretação bíblica, vemos que esta profecia aponta para os eventos bíblicos dos últimos dias. O profeta atravessa os séculos e chega ao tempo quando as nações serão subjugadas pelo poder de Deus e Israel não sofrerá mais nas mãos de seus inimigos. Findará a Grande Tribulação e virá o Milênio. Os eventos bíblicos mencionados no versículo 22 enfocam a batalha de Armagedom, de que trata o Livro de Apocalipse.
O escolhido anel de selar ( Ag 2:23 )
As últimas palavras de Ageu versam sobre o Messias. O governador de Judá à época pertencia à Casa de Davi. Fazia parte, portanto, da linhagem humana de Cristo. A História, porém, não revela qualquer grande honra que lhe tenha sido concedida.
CONCLUSÃO
A mensagem final de Ageu é dirigida somente a Zorobabel (21) e foi entregue no mesmo dia que o sermão precedente. Neste discurso, o profeta entende que este governador é antecessor e tipo do verdadeiro Rei dos judeus. Para Zorobabel e — por meio dele — para a nação que representava, Deus faz uma promessa graciosa de segurança e preferência.
Ageu vê a destruição do trono dos remos (22; as potências mundiais), e repete a profecia de 2.6: Farei tremer os céus e a terra (21). Neste rebuliço, a posição de Zorobabel permanecerá segura e Deus firmará seu representante de confiança.
Zorobabel será o anel de selar (23) de Deus. Era um anel gravado em alto ou baixo- relevo com o nome do dono, que o guardava com cuidado extremo. Usava-se para imprimir um selo de autenticação, e tornava-se, então, símbolo de autoridade. As vezes, um monarca oriental o dava para um ministro importante como sinal de confiança e autoridade (cf. Gn 4 1.42). A liderança de Zorobabel trará a marca característica da autoridade divina.
“As aspirações messiânicas que dantes estavam ligadas ao reino davídico, Ageu as transfere a Zorobabel, que, em virtude desta posição nomeada, torna-se um tipo de Cristo”.
Muitas pessoas devem ter alimentado altas esperanças de que Zorobabel era de fato o rei messiânico, pois em nome do Senhor o profeta lhe fala: Eu te escolhi. Mas, como observa G. A. Smith, este anel de sinete de Jeová (Zorobabel) não foi reconhecido pelo mundo. Pelo visto, não despertou, sequer, a mínima atenção. Na realidade, o que temos aqui é a reafirmação da esperança messiânica judaica de um libertador divino proveniente da casa de Davi, que se assentaria no trono de Davi. Esta grande esperança atingiu o apogeu com o Filho de Davi — Jesus Cristo. O seu governo se elevará acima dos remos caídos deste mundo e o seu trono será estabelecido para sempre. Amém.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
BIBLIOGRAFIA
Comentário Bíblico Beacon
Livro:-  Os Profetas Menores – Charles L. Feinberg
EETAD – Os Profetas Menores =  Richard Leroy Hoover