17 de abril de 2013

As Bases Do Casamento Cristão



As Bases Do Casamento Cristão

Texto Áureo = “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”(Ef 5.25).  

Leitura bíblica  = Efésios 5:22-28,31,33

22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR;
23 - Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 - Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 - Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 - Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
31 - Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
33 - Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

Introdução 

Diante de um mundo que esta em constante transformação, alguns preceitos bíblicos aplicados na igreja vem sendo colocados em questionamento pela sociedade. O casamento se tornou a última barreira a ser derrubada por aqueles que querem  liberdade e uma vida sem compromisso com a palavra de Deus. Contudo a instituição criada por Deus deve permanecer segura e protegida, por que sem ela a sociedade como conhecemos desaparecera. 

1 - Um mundo em transformação 

Vivemos em um mundo que passa por transformações em todas as sociedades conhecidas. As chamadas sociedades outrora “fechadas” com regras e preceitos respeitados por milênios se encontram em um caminho sem volta.
Os conceitos, que pareciam quase imutáveis em algumas décadas, estão se diluindo e sendo absorvidos por uma nuvem de mudanças que tem se apresentado por uma invariável perda de identidade. O mundo esta em transformações políticas e sociais, e isso têm transformado as famílias tradicionais que resistem, como a última barreira a ser rompida. 

A família não é um conceito a ser mudado, ou simplesmente colocado no esquecimento, como um modelo antiquado e ultrapassado como muitos pensam. As novas regras criadas pelos homens estão sendo colocadas em práticas pelo mundo afora. Existe uma urgência, pois caminhamos para o arrebatamento da igreja, em que a própria bíblia nos conscientiza (Mt 24.12). Devemos estar atentos, pois essas características sociais que tanto amedrontam a igreja do SENHOR aconteciam no primórdio da humanidade (Gn 6.11,12). O próprio apóstolo Paulo lutou contra essa mesma corrupção humana na igreja em corinto (I Co 5.1,3). A consequência de uma sociedade decaída pode levar a um desvario de perversidade (Gn 13.13) que vai muito além da nossa compreensão.

A família é à base de toda uma sociedade organizada, famílias estruturadas geram filhos estruturados, que darão continuidade para o fortalecimento de uma nação. Podemos perceber que o alvo principal de satanás é justamente a estabilidade familiar, desta forma ele age com todos seus estratagemas contra a igreja, que continua orientando os seus, contra as astutas ciladas do diabo. ( Ef 6.11)

2 - O modelo bíblico para o casamento

Contudo, diante das manifestações sociais pela mudança da família tradicional , como conhecemos, existe acima de tudo a vontade divina deixada pra nós nas páginas sagradas (Dt 5.32). Um modelo deixado pelo criador para o fortalecimento social e crescimento da raça humana, que para alguns parece ultrapassado, mais é um modelo perfeito da nossa existência. As condições de uma organização funcionam perfeitamente e se ajustam as regras que as gerenciam. O exército, por exemplo, deixaria de ter papel na defesa de um país, a partir do momento que as suas regras deixarem de existir, ou fossem trocadas por algumas menos rígidas.

 Quanto da criação do homem, o melhor caminho encontrado pelo SENHOR, para a manifestação da legitimação do casal, seria a saída deste do meio familiar para gerar uma nova célula familiar, “deixará o homem seu pai e sua mãe e se apegar-se-á a sua mulher” (Gn 2.24). Portanto deixará o homem uma “célula” familiar e criará uma nova célula. Isso por sua vez, se repitará por inúmeras vezes gerando assim uma sociedade formal, constituídas por pessoa que tem o mesmo perfil social. Por sua vez, alguns pequenos grupos agem à surdina da nossa sociedade, querendo mudar essa regra, levando a crítica do modelo bíblico deixado.

É importante que a vontade divina venha estar acima da vontade do homem. O casamento é um passo importante para cada indivíduo. A regra básica para o casamento entre duas pessoas é o conhecimento, namoro, esta condição é basicamente a liberdade que o homem tem para conhecer o outro. Este período permite o encontro de uma pessoa ideal, que caminhará por toda vida a seu lado, e isso previne com naturalidade e permeiam a escolha e as nossa decisão. Essa decisão sobre o casamento pertence a cada um de nós. Nós podemos fazer a escolha, mas as orientações dessas escolhas provem exclusivamente do nosso SENHOR que governa toadas as coisas (Sl 24.1). 

Contudo, as nossas decisões sempre sejam feitas sobre as regras que regem um casamento feliz. A voz do SENHOR deve ser ouvida pelos futuros conjugues, pois é o SENHOR que abençoará as suas vidas após se unirem. Por isso, é de suma importância que nossos jovens tenham a devida orientação para não caírem em laço do diabo. Por que um jovem mal orientado pode trazer prejuízo não só pra ele, mas para toda família que esta em sua volta. 

A bíblia registra a preocupação de um pai quando o seu filho se aproxima da hora de se casar (Gn 24.3.4). Para muitos hoje isso seria inaceitável, mas entendemos que os pais têm responsabilidades também na escolha de seus filhos. Abraão foi um pai preocupado com a vida de seu filho e não aceitaria que seu filho casasse com uma pessoa que não tivesse a qualidades de ser uma boa mulher (vers. 3), por isso a busca por uma esposa em outra terra. É importante notar que diante do desafio imposto por Abraão ao seu servo (vers. 5) o primeiro momento do servo foi buscar orientação de Deus (vers. 12-14). Debaixo da orientação divina tudo fica muito mais fácil.

Certamente, muitos outros detalhes fazem da escolha de um esposo ou esposa, uma das mais frequentes dificuldades que um jovem deve encontrar, pois esta pessoa também deve estar debaixo da vontade divina. Se for um moço que deseja se casar deve ele estar atento ao dia a dia da moça, qual tratamento dela com seus pais, se é prestativa, trabalhadora, fiel, etc... E isso deve ser regrado com muita oração. Muitos de nossos jovens se precipitam, pela pouca experiência, e necessitam de uma orientação, que pode ser prestada pela família ou até mesmo pelo pastor da igreja. 

Os preparativos para um casamento de sucesso surgem bem antes do conhecimento da pessoa ideal. Ao fato de se colocar na dispensarão do SENHOR, muitos oram por um bom período de suas vidas para que a pessoa ideal seja encontrada. Mas esquecem de que a vontade divina deve ser soberana, quando levamos em consideração o fator de santidade destes jovens que querem se unir. Como já dizemos anteriormente, a sociedade esta mudando, mais a igreja não precisa mudar, não precisa de novas regras, muito menos de inovações.

 A preservação da santidade entre esses novos futuros casados, passam pelo namoro, noivado e casamento, e devem estar restritas as leis de Deus. Para um casamento feliz, é necessário que o relacionamento sexual destes jovens ocorra apenas após o casamento. Este sem duvidas é o momento critico de um namoro. Por isso deve se perceber que uma boa orientação sobre os riscos de um relacionamento onde não tem oração e vigilância é muito perigoso. Certa vez ouvindo um sermão de um grande servo de Deus ele dizia sobre “mancada”, ele usava esta expressão para caracterizar os erros que nós cometemos no decorrer da vida. Ele dizia, com muita propriedade, que essas mancadas cometidas tem um efeito desastroso na vida de muitas pessoas e podem causar-lhe um dano que o acompanhará por toda sua vida. Por isso meu irmão fique atento as possíveis mancadas que podem ocorrer. 

3 - O amor é soberano

 “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR”. Outra questão ponderada na lição de hoje é a continuação do relacionamento iniciado no namoro e noivado. A partir do momento que os dois se unem pelos laços do matrimonio, começam a desfrutarem de uma nova vida que decorre de grandes responsabilidades. 

A manutenção do casamento depende exclusivamente dos conjugues. O SENHOR diz; “deixará o homem seu pai e sua mãe e unirá a sua mulher, formando assim uma só carne” (grifo nosso), diante deste novo desafio, agora a dois, o casal deve pautar a sua relação focada no amor. Observamos que a palavra “deixará”, dando a entender que a vida de casado começa com algumas premissas importantes. Podemos elencar pelo menos duas delas; primeiro, o casamento não deve sofrer com interferência externa. Levando em consideração que ambos o homem e a mulher, foram criados em lares distintos, são possuidores de mentalidades diferentes, hábitos diferentes, gostos diferente, mais nada que não sejam superados. Alguns momentos de estranhezas não pode afetar o novo casal, pois fizeram a escolha de viverem juntos e de maneira nenhuma poderão ser influenciados por pensamentos externos que não condizem com suas realidades e ainda podem acabar prejudicando a nova vida de casado. 

O segundo fator, é justamento o que a palavra em si diz: deixará, expressa a vontade de deixar para traz e não levar consigo. Alguns novos casais levam para sua vida, hábitos que possuíam antes em suas famílias, e  não podem ser geridos dentro de um  novo lar. Às vezes ouvirmos que alguns se casam e querem a presença do pai e mãe todos os dias em suas casas, dando palpites ou fazendo outras atividades. Em alguns casos e comum encontramos casais que reclamam um do outro pela interferência externa que sofrem. Contudo o casamento cristão deve ser regrado com sabedoria e entendimento. Ninguém aborrece a sua própria carne (Ef 5.29).

O amor entre os conjugues deve sempre existir, principalmente diante das adversidades que possam surgir. A bíblia sugere aos homens que amem sua própria mulher, (Ef  5.33) dando ênfase a este modelo, difundindo assim a ideia de fidelidade. O fato de o apóstolo dar ênfase que o homem “ame” sua mulher, esta ligado ao cuidado que o marido deve ter com sua mulher. O “cuidar” neste versículo estima o cuidado que Cristo tem com a sua igreja. Assim como Cristo cuida de sua igreja o marido deve preservar do cuidado com sua mulher. Por outro lado alguns querem cuidar das esposas dos outros, o que fere ao princípio aplicado para o verdadeiro cristão. 

Na sociedade dos dias atuais, se da pouco valor ao amor. E dizem que se uma relação não vai bem, é necessário que o divórcio ocorra, para que ambos possam seguir suas vidas. E isso é contra ao padrão bíblico que conhecemos.
Mesmo que um casamento tenha a aprovação de Deus,  é comum que dentro de uma relação aja estranhamentos e motivos para alguns desentendimentos. Agora, numa união estável tanto o homem como a mulher, devem procurar viver o mais próximo possível de uma vida pautada pela oração. A consequência do desentendimento tem levados muitos à separação, mesmo após anos de casados. Falta muitas vezes a oração e a comunicação entre os conjugues. 

A união plena do casal deve estar direcionada pela vontade divina. Contudo  quero citar uma referência a certo casamento que assisti. Quando o pastor que presidia disse aos noivos naquela noite, que nunca pode faltar em um casamento o “BOI”. Naquele momento todos se perguntaram o deveria ser isso. Mas ele foi enfático e disse: que para um casamento cristão dar certo é preciso existir Bíblia, Oração e Igreja. Portanto tanto antes do casamento como depois a oração, a busca pelo SENHOR deve continuar. E quando as lutas vierem sempre estaremos preparados.

Conclusão 

A estrutura familiar criada por Deus no principio, é a célula mater  da sociedade. A família deve ser preservada, protegida e amparada. A igreja tem sido alvo de muitos ataques criado pelo nosso adversário. Mas, a igreja é triunfante e deve pautar pela manutenção do casamento e da família. Em fim o próprio Jesus nos alertou sobre a vida neste mundo, “no mundo tereis aflições, mas tende bom animo eu venci o mundo” (Jo 16.33).


Evang. Juarez Alves
Assembléia de Deus Minis. do Belém em Dourados MS.
Congregação parque Nova Dourados.

9 de abril de 2013

O CASAMENTO BÍBLICO



 O CASAMENTO BÍBLICO

  Ev. JOSÉ COSTA JUNIOR

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O casamento foi instituído por Deus, na criação. "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra esujeitai-a" (Gn 1.27,28). "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2.24).

O casamento foi instituído por Deus para a felicidade do ser humano. Por intermédio dele ocorre a "propagação da raça humana por uma sucessão legítima". Mas o seu principal objetivo é o companheirismo entre os cônjuges. A procriação é uma bênção adicional. Aliás, isso deve ficar bem claro. Nicolas Berdyaev, em seu livro The Destiny of Man (O Destino do Homem), afirma "que a união conjugal com o único propósito de procriação deve ser considerada imoral".

O casamento é uma instituição divina, mas a forma como é feita a escolha dos cônjuges e a celebração da cerimónia nupcial não foi determinada na instituição. E, por isso, varia de um povo para outro, de uma época para outra. O primeiro processo de escolha de cônjuge registrado no Antigo Testamento resultou no casamento de Isaque e Rebeca. A história pode ser sintetizada assim: Abraão, já idoso, encarregou seu mais antigo servo da escolha de uma esposa para Isaque. "Tomou o servo dez camelos do seu senhor e, levando consigo de todos os bens dele, levantou-se e partiu, rumo da Mesopotâmia, para a cidade de Naor." (Gn 24.10).

E foi parar na casa de Betuel, onde expôs o motivo da viagem, e conseguiu atrair Rebeca, com o consentimento do pai e do irmão, para dirigir-se a Canaã e ser a esposa de Isaque. "Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. Também Rebeca levantou os olhos e, vendo a Isaque, apeou do camelo, e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? É o meu senhor, respondeu. Então tomou ela o véu e se cobriu. O servo contou a Isaque todos as cousas que havia feito. Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher." (Gn 24.63-67). Os dois nunca se tinham encontrado antes; talvez Isaque nem soubesse da existência de Rebeca. Não foi feita nenhuma cerimónia nupcial. Simplesmente foram viver juntos... Mas estavam casados, segundo os costumes da época.

Esse tipo de casamento tinha tudo para ser um grande fracasso... mas funcionava. E funcionava bem porque era protegido por um compromisso. O amor que unia os cônjuges era fruto desse compromisso.

O casamento de nossos dias é bem diferente. Os pretendentes têm amplas oportunidades de se conhecer antes da decisão final. Teoricamente suas possibilidades de fazer um bom casamento, de estabelecer uma união harmónica e duradoura são bem maiores. Mas isso não tem acontecido porque eles têm feito deste sentimento emocional subjetivo, denominado paixão, a base do seu casamento. E um sentimento, sujeito a muitas vicissitudes, não pode garantir o êxito de uma instituição tão importante.

Para transformar o casamento que você tem no casamento que você quer, o ponto de partida é a conscientização de que o verdadeiro fundamento do matrimónio é o compromisso (amor). O amor é baseado no compromisso. Pois, como disse Erich Fromm: "Amar alguém é uma decisão, um julgamento, uma promessa".

O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre o casamento bíblico. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

I. O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA

A união monogâmica é considerada a forma ideal de vida matrimonial. O principal fundamento é encontrado na própria constituição do casal original: um homem e uma mulher. Deus não fez um Adão e várias Evas. Ele falou que o homem haveria de deixar os pais para se unir à sua mulher, para serem os dois uma só carne. Sendo esse episódio o ponto de partida da instituição matrimonial, encerra, implicitamente, o propósito divino e seu modelo.

A monogamia é encontrada em várias civilizações e em alguns períodos da história de Israel, sendo já prática prevalecente à época de Jesus, como se pode ver pelos relatos referentes ao tema, assim como os exemplos de famílias mencionadas. Paulo usa essa imagem para representar Cristo e a Igreja, como prova do mais perfeito amor. À semelhança do que faz João no Apocalipse: "Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo". Husson aponta, entre outros, os seguintes valores da monogamia: associação permanente responsável, maior valorização da mulher, melhor ambiente para as crianças, maior respeito mútuo, amor mais altruísta. Forel, citando Westermark, "pensa que se o progresso da civilização continuar a tornar-se, como até aqui, cada vez mais altruísta e o amor cada vez mais afinado, os cônjuges tenderão a requintar-se de atenções um para com o outro, acentuando sempre a monogamia". O cristianismo foi, sem dúvida, o grande impulsionador da monogamia entre os povos e culturas onde se fez presente. 

A legislação secular desses povos, mesmo após a diminuição da influência cristã, consagra essa forma de união. Indiscutível que esse seja o alvo pastoral e pedagógico do cristianismo.
A monogamia tem sido defendida por estudiosos, cientistas e pensadores de diversas correntes, assim como recebido apoio dos dois sistemas econômicos contemporâneos: o capitalismo e o socialismo, por permitir uma melhor canalização criativa das energias sexuais do homem, para o crescimento da empresa ou para a edificação da nova sociedade, respectivamente.

II. O CASAMENTO POLIGÂMICO

Em geral, condicionados por costumes presentes, os descrentes costumam querer gozar os colegas crentes fazendo menção à poligamia na Bíblia. Condicionados pelos mesmos costumes, e nem sempre conhecendo suficientemente as Escrituras, os crentes ficam embaraçados, desconversam ou respondem que "aquilo foi um pecado daquele tempo". A necessidade de se estudar o assunto, fazendo justiça ao texto bíblico é inibida pelo temor de um questionamento a valores e práticas sacralizadas pelo Ocidente e por nós internalizadas. Como explicar o pensamento de Halley: "O fato é que muitos santos do Antigo Testamento foram polígamos"?

O primeiro polígamo, nos relatos bíblicos, foi Lameque, bisneto de Adão: "Lameque tomou para si duas esposas: o nome de uma era Ada, a outra se chamava Zilá". Essa prática tornou-se comum entre os judeus, tanto na era patriarcal como na dos juízes e dos reis, com variação de incidência. Pode-se dizer que era algo opcional, convivendo, na mesma sociedade, famílias monogâmicas e poligâmicas. Pelo exemplo de outras civilizações, acredita-se que a poligamia era mais comum entre as classes economicamente mais favorecidas, pelos encargos financeiros que isso acarretava. Em um manual de Ética Bíblica, usado em muitos seminários da América Latina, o autor aponta três passagens bíblicas de condenação à poligamia: uma é um texto isolado e duas são incidentes com grandes servos de Deus. Resolvemos estudar os dois incidentes e mais um terceiro, para melhor compreensão do assunto: Abraão, Davi e Salomão, que foram três dos principais dos santos polígamos de que fala Halley. A conclusão é que nos três casos não se encontra o propalado "pecado" da poligamia, mas sim outros problemas.

a) Abraão:
Especialmente para aqueles que acham indigna a atividade sexual para anciãos, Abraão foi pai do filho da escrava aos oitenta e seis anos e um filho da esposa aos cem. Com mais de um século de vida, fica viúvo, casa-se outra vez, gera seis filhos (sem contar os das concubinas) e morre, finalmente, aos cento e setenta e cinco anos. Mas foi esse homem – escolhido pelo autor da carta aos Hebreus como exemplo de fé – que Deus chamou para ser fundador de seu povo escolhido, e de cuja descendência nasceria o Salvador. Com esse homem Deus se comunicou, diretamente ou por meio de seus enviados, os anjos, e com ele estabeleceu concerto perpétuo. Teve sua conduta reprovada por Deus, porque, por duas vezes, em momentos de fraqueza espiritual, negou ser Sara sua esposa, apresentando-a como mera irmã, colocando-a em risco de adultério.
A separação de Agar, por intervenção divina, deveu-se à necessidade de solucionar um problema de relacionamento, e não uma condenação à poligamia em si, que ele haveria de adotar até o fim. A essa Agar Deus protegeu, ouviu a voz de seu filho e prometeu fazer dele uma grande nação. Desse herói da fé disse um comentarista: "Abraão era amigo de Deus, glorioso protótipo de obediência, de justiça, de fé, pai dos fiéis, fundador da raça hebraica, o zeloso protagonista da religião de Jeová".

b) Davi:
Teve Davi como esposas a Mical, filha de Saul, a Ainoã, Maaca, Hagite, Abital, Eglá, Bate-Seba, além de outras mulheres e concubinas não mencionadas nominalmente. Com esse tipo de vida conjugal, Davi foi escolhido por Deus para ser rei de Israel, livre de seus adversários, vitorioso sobre as nações inimigas e sucesso administrativo. "E Davi ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o Senhor Deus dos exércitos era com ele". Usado por Deus para edificar espiritualmente seu povo na posteridade, ele o inspirou nas sublimes e profundas orações e cânticos dos salmos. "O espírito do Senhor falou por mim e a sua palavra esteve em minha boca". Homem de grandes qualidades pessoais teve Davi sua queda, pecando contra o sexto e o sétimo mandamentos, tomando a mulher de seu fiel Urias e ordenando a sua morte. Homicídio e adultério foram seus delitos. Em nenhum outro episódio bíblico fica tão clara a diferença entre poligamia e adultério. Repreendido por Deus, por meio do profeta Natã, é punido. Amargamente arrependido, é perdoado. Bate-Seba permanece como sua esposa, e um seu filho, Salomão, é escolhido para sucedê-lo no trono.

Quão diferente a nossa maneira condicionada de analisar os homens, e a maneira de Deus! Hoje, seria provável, Davi nunca chegaria a ocupar cargos eclesiásticos. Para Deus, contudo, ele era um seu servo e um seu ungido, um homem segundo seu coração.

c) Salomão:
Com Salomão o reino de Israel atingiu seu apogeu material e espiritual, incluindo a própria construção do templo. Sobre suas convicções espirituais sabemos que "amava o Senhor". Deus por várias vezes se comunicou com ele, e lhe deu o dom da sabedoria. Três dos livros canônicos do Antigo Testamento (Provérbios, Eclesiastes e Cantares) foram escritos por sua instrumentalidade, além de alguns salmos. E Salomão foi o maior polígamo da Bíblia (embora o número de suas mulheres não seja considerado por alguns comentadores como literal, mas sim hiperbólico), sem que isso lhe fosse imputado por mal. E o famoso pecado de Salomão, responsável por sua decadência, não foi esse? Certos pregadores moralistas tomam um texto isolado (I Reis 11:3) e constroem sermões que são verdadeiros libelos contra a poligamia. Eis o texto: "E tinha Salomão setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o seu coração". E o contexto? O versículo 1 diz que muitas dessas mulheres eram de povos adoradores de outros deuses: moabitas, amonitas, edomitas etc., e o versículo 2 lembra a proibição de Deus a essas uniões. O primeiro pecado de Salomão foi o casamento misto.
E a tal perversão de seu coração, não foi a licenciosidade? Será? "Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses..." (v.4) Salomão construiu imagens e sacrificou a vários deuses estranhos: Astarote, Milcam, Quemós e Maloque. O segundo pecado de Salomão foi ter deuses estranhos (primeiro mandamento) e o terceiro, a idolatria (segundo mandamento).

A própria Bíblia confirma essa interpretação. Quando Neemias (13:25-26) repreendeu o povo contra os casamentos mistos, argumentou: "Porventura não pecou nisto Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas gentes rei semelhante a ele, e sendo amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E contudo as mulheres estranhas o fizeram pecar". Tivesse ele tido por esposas apenas mulheres de seu povo, servas do Deus verdadeiro, é quase certo que nada disso teria acontecido. Se o propósito inicial de Deus foi monogâmico, por que, posteriormente, permitiu a poligamia, inclusive a seu próprio povo, com quem se comunicava, ditava normas e escolhia governantes? Por que ele não condenou explicitamente a poligamia, impondo sanções aos praticantes? O plano de Deus para o homem no Éden era perfeito. Veio a queda, e com ela a corrupção da terra, do homem e das instituições. O homem se tornou de natureza pecaminosa, desencontrado com Deus e sua vontade, impossibilitado de gozar as bênçãos do Éden, ou de viver, em qualquer setor, à maneira original de Deus.

Nesse primeiro sentido, de instituição pós-queda, a poligamia tem a ver com o pecado, com a ruptura: vontade de Deus – vontade do homem. Não é o modelo original. Mas nada, no pós-queda, é fiel ao modelo original. Deus expulsou o homem do Paraíso, e seria irrealista exigir dele o cumprimento dos padrões edênicos. O homem é agora – como degenerado – uma "nova criatura", diferente do estado primitivo de Adão. Para restaurá-lo, parte Deus da situação concreta, de como o homem se encontra, e providencia normas e instituições que tornassem possível a vida em sociedade, que evitassem a destruição da criatura pela criatura. Aí aparecem o Estado, as Leis, as Autoridades; aí se manifesta a Lei Revelada, os profetas, o Salvador e a Igreja. Ele usa o próprio homem a seu serviço, e toma forma de homem na salvação.

No Antigo Testamento, alguns estudiosos entendem que a poligamia foi viável como amparo social para as mulheres economicamente menos favorecidas, para a garantia da sobrevivência social diante dos extermínios das populações masculinas, dizimadas pelas guerras, e outras razões peculiares a cada situação específica. No caso de Israel, o desequilíbrio demográfico (mais mulheres do que homens), por diversas razões, não somente punha em perigo a sobrevivência do povo eleito, a quem Deus tinha reservado um propósito histórico, mas terminaria por levar ao desrespeito da proibição aos casamentos mistos, com conseqüente enfraquecimento da vida religiosa. Além disso, possibilitou, não apenas a reprodução, mas a satisfação das necessidades afetivas e sexuais básicas, já que a mera repressão dessas necessidades, sem uma vocação ou um propósito, nunca foi considerada pelo povo de Deus e por seu Criador como virtude em si mesma. Vale recordar que a dimensão pactual do matrimônio é uma verdade bíblica, representada à semelhança do pacto de Deus com seu povo.
Não obstante, essa mesma imagem – lembram estudiosos – é empregada do profeta Jeremias (cap.3) e pelo profeta Ezequiel (cap.23), no período dos dois reinos (Judá e Israel), com estando ambos os reinos em pacto matrimonial com Deus. São esposas irmãs que se prostituem, adulteram indo atrás de outros maridos (outros deuses), e devem se arrepender e voltar à casa.

III. NO NOVO ISRAEL

À época de Cristo e da igreja primitiva, as condições haviam mudado, não somente em relação ao equilíbrio demográfico, mas em termos culturais. A influência da cultura grega e do direito romano tinha sido fator importante na fixação do modelo monogâmico das civilizações mediterrâneas. Um decréscimo da poligamia já vinha se verificando em Israel desde o período pós-exílico até adquirir um caráter bastante minoritário no início da era cristã.

Nos ensinamentos de Cristo percebe-se a continuidade do pensamento bíblico (que não pode ser contraditório), na colocação da monogamia como modelo ideal, como vemos na citação de Gênesis 2:24 em Marcos 10:7, 8. Paulo se ocupa dos problemas de família, respondendo às situações das igrejas. Usa o modelo monogâmico como exemplo e o requer da liderança (presbíteros e diáconos). A exigência do comportamento dos líderes poderia servir de exemplo para as comunidades.

A expansão das comunidades cristãs, e a posterior transformação do ocidente em uma "cristandade", fizeram desaparecer – ao menos teoricamente – a necessidade da poligamia. O pensamento medieval, que achava o solteiro mais santificado do que o casado, haveria de encarar a distância da santificação pelo número de esposas...

Dentre os Pais, Crisóstomo, Jerônimo e Justino Mártir admitiram, em seus escritos, o fato da presença – excepcional – de polígamos nas igrejas primitivas; Atenágoras e Tertuliano já representavam um período de aberta condenação. Tomás de Aquino a condenou na Summa Teologiae. Entre os judeus na diáspora do Ocidente, a prática subsistiu até o século XI, quando uma reforma levada a cabo pelo rabino Metz passou a admiti-Ia apenas excepcionalmente. Entre os judeus do Oriente a prática continuou até o século atual, sendo ainda encontrada em comunidades que habitam países árabes.

Durante a época da Reforma Religiosa do século XVI, vemos uma manifestação isolada no cristianismo ocidental, entre os anabatistas de Munster, onde as condições sociológicas se assemelhavam às de Israel em certo tempo. Entre os teólogos da época Bullinger escreveu fortemente contra, e Teodoro Beza, em seu Tractation de Polygamia, foi o mais extremado opositor, identificando a poligamia como sendo sempre adultério, mesmo no Velho Testamento. Bernardino Ochino terminou sendo expulso do país pela publicação do Diálogo sobre a Poligamia, considerada uma das obras mais bem escritas sobre o assunto, porém igualmente a de posição mais avançada. Ele achava que havia aspectos positivos e negativos tanto na monogamia quanto na poligamia, e que a opção era uma questão de conveniência.

Peter Martyr – dentre outros – ficou em uma posição intermediária: a poligamia não era a mesma coisa que adultério; os convertidos previamente polígamos deveriam continuar nesse estado, pois haviam contraído núpcias de boa fé e tinham compromissos para com as esposas e os filhos; a poligamia foi permitida ao povo eleito para a sua propagação até a vinda de Cristo; sendo a poligamia uma forma inferior de matrimônio, não deveria ser permissível entre os cristãos.
De qualquer maneira, é patente que as condições históricas, nos aspectos sociais, econômicos e culturais, fizeram do casamento monogâmico a forma ideal de vida matrimonial, tanto na doutrina, como na liturgia e na disciplina do protestantismo contemporâneo.

IV. O PRINCÍPIO DA HETEROSEXUALIDADE

               O maior sonho das pessoas é claro e praticamente universal: ter alguém que possa amar e que devolva o amor que lhe foi dedicado na mesma medida. Logo após ser criado pelo Senhor Deus, Adão já sentia queimando dentro de si o desejo de ter uma companheira para dividir os dias e estar nos seus braços durante todas as noites. Ele estava só, e ansiava por uma mulher com quem pudesse compartilhar o que sentia no fundo da alma.

               O próprio Senhor viu essa carência no homem, e disse: “Então o Senhor declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda’” (Gn 2.18). Adão estava só, e ansiava por uma mulher com quem pudesse compartilhar o que sentia no fundo da alma. Percebemos aqui que DEUS criou homem e mulher para unir-se como uma só carne. A queda trouxe o pecado expressado de diversas formas. Uma delas é a homosexualidade.

               A prática homossexual é muito antiga. Muito se tem, propositadamente, debatido sobre isto de forma condescendente, promovendo a repetição prolongada do assunto, que em pricípio chocava o público em geral, para que, gradualmente, consiga sua aceitação. A contínua repetição é a explicação porque as Marchas do Orgulho Gay estão sendo realizadas nas grandes cidades e, rotineiramente, mostram tanta devassidão em público. É muito previsível que os homossexuais e lésbicas queiram condicionar toda a sociedade a finalmente aceitar o relacionamento sexual entre adultos do mesmo sexo, adolescentes e crianças. Essa não é apenas a extensão lógica dos seus planos, mas o Senhor Jesus Cristo disse que a sociedade nos últimos dias seria "como nos dias de Sodoma". Lc 17:29-30.

               Seja quem for que se interponha entre a liberdade de expressão dos homossexuais, tem sido duramente combatido. Muitos "pastores e líderes" tem feito vista grossa e não combatido esta abominação. É triste ver o pecado ser tolerado abertamente, e muitas vezes defendido com unhas e dentes. Há sérios problemas com a pratica homossexual e sua variantes. Nestes últimos tempos a palavra tolerância tem sido a mais usada na imprensa a cerca do homossexualismo; não havendo o mesmo tratamento de tolerância com os cristãos.

               A Bíblia está cheia de passagens condenando tal prática. Os homens de Sodoma queriam conhecer os anjos que se hospedaram na casa de Ló. Daí vem a palavra "sodomita" que é o homem que procura outro homem para possuí-lo como a uma mulher. Tanto o que faz o papel de homem como o que faz o papel de mulher estão pecando e cometendo uma abominação: "Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel. Não trarás o salário da prostituta nem preço de um sodomita à casa do SENHOR teu Deus por qualquer voto; porque ambos são igualmente abominação ao SENHOR teu Deus.... Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é... Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação" Dt 23.17; Lv 18:22; 20:13. Em Gênesis 19:1-3, lemos como os anjos de Deus foram a Sodoma, tendo a forma de homens. Eles entraram na casa de Ló, que imediatamente reconheceu quem de fato eles eram. Ele os instou a fazer uma refeição e passar a noite em sua casa. Logo em seguida, todos os homens de Sodoma cercaram a casa de Ló. Veja o que diz a Bíblia: "Mas antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, assim os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló, e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós, para que abusemos deles."

               A população homossexual de Sodoma incluía homens velhos e jovens. Percebemos, horrorizados, que aqueles homens queriam copular com os estrangeiros em público! Eles não tinham receio de serem presos simplesmente porque as leis em Sodoma e Gomorra permitiam sexo em locais públicos! Para isso acontecer, os cidadãos tiveram que aprovar a homossexualidade.

               Você vê isto acontecendo no mundo ocidental hoje? Freqüentemente, lemos nos jornais que homens começam a manter relações homossexuais em locais públicos e a polícia precisa intervir e fechar os parques ou fazer batidas, removendo os travestis das ruas. No entanto, se um dia o sexo em locais públicos for legalizado, então os homossexuais poderão ter sexo em público, sem medo de serem detidos, exatamente como os homens de Sodoma e Gomorra faziam. Considerando-se a liberdade que os homossexuais têm de simular atos sexuais em público durante as Marchas do 'Orgulho Gay', podemos imaginar que acham que essa mudança nas leis, para legalizar a homossexualidade em público, será obtida em breve.

               A Bíblia chama a pratica homossexual de "PAIXÕES INFAMES", ela não diz que é amor, e deixa claro que não pode haver qualquer tipo de amor na pratica homossexual. Aqui vale uma advertência, a Bíblia condena TODO tipo de relacionamento homossexual, seja masculino ou feminino, ou seja entre dois HOMENS, ou entre duas MULHERES, interessante é que não existe identidade homossexual por mais que tentem provar isto. Só existem homens ou mulheres. Deus não criou outro ser de outro sexo a não ser estes dois: HOMEM ou MULHER.
               A bíblia diz que "mudaram o uso natural" portanto Deus diz que o homossexualismo não é natural. Segundo diz que é "contrário a natureza"; ou seja não é correto falando em termos de biologia e sociologia.

Diz que isto é pura "sensualidade", quando falamos sobre não se natural, muitos defensores do comportamento homossexual diz: "mas nós nos satisfazemos muito mais que um casal , um homem e uma mulher"; primeiro, creio que não estejam sendo honestos, mas segundo a Bíblia diz que eles estão se inflamando  em sua sensualidade, assim, compreendemos que eles podem satisfazerem-se com seu pecado, mas não se tornam felizes. A Bíblia deixa claro que este tipo de relacionamento é torpe, distorcido. Ser sodomita é ser contrário a Sã doutrina, ou seja os que aprovam as praticas homossexuais serão julgados por isto. Nós pregamos que Jesus pode salvar e transformar qualquer pessoa, veja:

I Tm 1:15 “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”. Ele faz daquele que o recebe, uma nova Criatura:

2 Co 5:17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

               Homossexualismo é uma prática aprendida e pode ser apagada e a pessoa pode deixar de ser um homossexual, há vários testemunhos de ex-homossexuais. O pecado gera escravidão, mas Jesus quer dar libertação:
Jo 8:36 “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Jo 8:32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Deus tem um grande e infinito amor e tem o poder de libertar das drogas, dos vícios, do homossexualismo.

V. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

Uma aliança é um pacto ou acordo entre duas pessoas e faz com que estas fiquem amarradas em um relacionamento profundo e duradouro. Realmente significa que não são mais duas vidas separadas, mas agora compartilham uma vida juntos. Na Bíblia vemos que DEUS fez aliança com várias pessoas, sendo uma das mais notáveis foi a que realizou com Abraão, estabelecendo a nação judaica (Gn 12:1-3).

Depois da morte e ressurreição do SENHOR JESUS, aqueles que recebem JESUS como SENHOR e SALVADOR, são parceiros na Nova Aliança com DEUS (Hb 8; 6-13). O amor de aliança é forte. DEUS diz: “Dou a minha vida por você” (I Co 13:1-8). Através das Escrituras vemos que DEUS permaneceu fiel às SUAS promessas de aliança, mesmo quando o homem, SEU parceiro na aliança, falhou em guardar o seu lado do trato. O amor da aliança é fiel a despeito do que o outro parceiro esteja fazendo. A razão para isso é que cada aliança contem dentro de si promessas e termos ou condições. Quando as pessoas entram em aliança, elas prometem certas coisas umas as outras e declaram as condições sob as quais manterão as suas promessas. Se um parceiro da aliança é infiel a sua promessa, isso não força o outro a sê-lo também. Através de todo o Velho Testamento vemos DEUS, fiel parceiro da aliança, chamando Israel, o parceiro infiel da aliança. A infidelidade de Israel não mudou o coração de DEUS em relação a ela. ELE continua sustentando-a, amando-a e chamando-a de volta para ELE até este dia.

A Bíblia trata o casamento como um relacionamento de aliança: “…sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança” (Ml 2:14). O pensamento correto sobre a natureza do casamento dá o alicerce para sabermos o que Deus pensa do divórcio. Se o nosso Deus é um Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não permite que o casamento seja quebrado. Como Deus não se divorcia do seu povo, assim ele não permite que marido e mulher se divorciem. Divorciar-se é quebrar o matrimônio da Aliança - Lemos em Ml 2:16 “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio …” Precisamos compreender o texto de Mt. 19:1-7 em que Jesus diz que o divórcio é proibido, mas que foi permitido por causa da dureza do coração. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Você então pergunta: Por que foi dada a permissão para o divórcio conforme Mt. 19:7? Não foi dada uma permissão. No verso seis JESUS termina sua explicação sobre o que lhe foi perguntado “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” (Mt 19:3) de forma bem categórica: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” Mt 19:6. Quando lhe é questionado sobre a Lei mosaica (Antiga Aliança) Jesus responde em 19:9 - “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério …“. Note bem que sua explicação é referente à Lei mosaica e diante do que lhe foi perguntado. Nós vivemos sob Nova Aliança, conforme Paulo exorta em sua carta aos Coríntios: “Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.” (1 Co 7:10-11).

Malaquias lembra-nos que a vontade de Deus, a respeito do casamento, sempre foi a mesma.  Enquanto alguns podem procurar justaficativas baseadas nos abusos que eram tolerados durante a era patriarcal, ou sob a lei de Moisés, Jesus nos diz que a vontade básica de Deus sempre foi a mesma:  “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse:  Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? . . .  Portanto  o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

CONCLUSÃO

 As Escrituras dizem que DEUS projetou e criou o casamento para ser algo bom. Ele é um presente lindo e inestimável. DEUS usa o casamento para nos ajudar a acabar com a solidão, multiplicar nossa eficiência, construir famílias, criar filhos, curtir a vida e nos abençoar com o relacionamento íntimo. Além disso, o casamento também nos mostra a necessidade de crescer e de lidar com nossas próprias dificuldades e com o egocentrismo, através da ajuda de um companheiro para toda a vida. Se somos “ensináveis”, iremos aprender a fazer aquilo que é mais importante no casamento - amar. Esta poderosa união lhe mostra o caminho para amar incondicionalmente outra pessoa imperfeita. Isto é maravilhoso. É difícil. É uma mudança de vida. Gálatas 5:22 descreve a obra do Espírito de Deus na vida do crente. Na medida em que ele se submete ao Espírito Santo, começa a desenvolver, de maneira crescente, amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, fé e domínio próprio.
Jesus salienta o princípio universal de que a pessoa ceifa o que semeia; por conseguinte, o amor (ou qualquer outro atributo) que é dado será constantemente devolvido ao doador. Segue-se, então, que aquele que dá e recebe atributos espirituais terá, sem dúvida, um casamento agradável e satisfatório.

Eu particularmente não acredito que existam casamentos perfeitos, mas, sim, casamentos saudáveis. E para conseguirmos isto, não é fácil. E, nessa busca, o casamento enfrenta, a todo o momento, situações desafiadoras que precisam ser superadas para que ele alcance santificação e vitórias. A verdade é que em direção ao alvo (CRISTO), permeamos um percurso cheio de obstáculo. Mas, com o empenho pessoal, e na força que Deus supre, “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”. Rm. 8:37.

Na confecção deste pequeno estudo, buscamos consultar literatura que mais se aproxima com o pensamento de nossa denominação, tentando não perder a coerência teológica. Evitamos expressar conceitos e opiniões pessoais sem o devido embasamento na Palavra, pois a finalidade é agregar conhecimentos, enriquecer a aula da escola dominical e proporcionar ao professor domínio sobre a matéria em tela. Caso alcance tais finalidades, agradeço ao meu DEUS por esta grandiosa oportunidade.



 Ev. JOSÉ COSTA JUNIOR