25 de dezembro de 2016

O VERDADEIRO NATAL


O VERDADEIRO NATAL ==  (Isaías 9:6-7).

 

O nascimento de Jesus Cristo, embora não se possa afirmar com exatidão a data certa,

 

A importância da vida e obra de Jesus é tão marcante que a história humana foi dividida em duas partes bem definidas: antes e depois dele.

O Antigo Testamento – primeira parte da Bíblia – traz em seu bojo diversas profecias que diziam: - Ele virá!

 

Há, inclusive, indicação do local do nascimento do Messias: ”E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.

 

O Novo Testamento nos alerta:

 

Jesus Cristo veio, nasceu em Belém, viveu entre nós, morreu crucificado por causa de nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia e breve voltará!

Muitos querem celebrar no Natal o nascimento de Cristo.

 

Mas, teria ele nascido em 25 de dezembro?

 

O termo Natal quer dizer nascimento – daí outros vocábulos como natividade, natalício, etc.

 

O dia 25 de dezembro é uma data simbólica.

 

O que se sabe é que o referido dia era dedicado no calendário romano à celebração do Natal do Sol invicto - festa dos adoradores do sol.

 

Como o Cristianismo prevaleceu em Roma, a data foi escolhida para celebrar o nascimento de Cristo.

 

Este tema tem merecido a atenção de muitos teólogos ao longo da história e gerado muita controvérsia.

 

Os ortodoxos comemoram o natal em 06 de janeiro e os armênios no dia 19 do mesmo mês.

O dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com festivais pagãos que celebravam o solstício de inverno, em adoração ao deus-sol.

 

Também neste dia, segundo a Enciclopédia Britânica, comemora-se o nascimento de Tamuz.

 

Seus sacerdotes faziam sacrifícios, ou seja, cortavam as cabeças de bebês e penduravam em pinheiros e outras árvores.

Alguns dizem que o natal é a mais linda festa.

 

Mas que tipo de festa - pagã, idolátra, católica, mística?

 

Muitos símbolos foram acrescidos à festa natalina ao longo dos anos, tais como: - a árvore de Natal, Papai Noel, troca de presentes e de cartões, presépio, dentre outros.

 

Todos estes símbolos muitas vezes desviam o verdadeiro sentido do natal e ainda são exacerbados pela cantilena capitalista.

 

Nos grandes shoppings e no comércio em geral abusa-se do chamado “espírito natalino” e pouco se fala do Cristo – suposto aniversariante.

Num momento em que as pessoas querem comemorar o nascimento de Cristo, é importante lembrarmos que mais do que uma festa com bastante comida, bebida e presentes.

 

O nascimento de Jesus é a manifestação da misericórdia e do amor de Deus que nunca desistiu dos homens.

 

Nossa postura, então, deveria ser como a dos reis magos que vieram de longe para adorá-lo e ainda trouxeram seus presentes (Mt 2.1-12).

É perigoso dar-se o fato de, no meio de tantas luzes, ficarmos no escuro sem aquele que é a luz do mundo ;

 

Em meio a tanta comida, ficarmos com fome daquele que é o pão da vida

 

No meio de tanta bebida, ficarmos sedentos daquele que é a água da vida.

Precisamos, pois, aceitar a humanidade de Cristo ( um menino nos nasceu...), reconhecê-lo como o Filho amado de Deus (um filho se nos deu ...) e o verdadeiro Deus que se fez homem para resgatar a humanidade perdida, como escreveu o Apóstolo Paulo aos crentes de Filipos: “  
Ler-  (Fp 2.5-11).

Se Jesus Cristo nos “visitasse” hoje, com certeza ficaria indignado com tudo o que se tem feito em seu nome,

 

Mas sem nada de seu Espírito e daquilo que ele ensinou.

Tanta corrupção, violência, criminalidade, injustiça, miséria, imoralidade e incredulidade

 

Ao lado de uma igreja omissa e alienada, outras vezes triunfalista, causariam nele a mesma indignação que teve contra os religiosos de seu tempo.

Por outro lado, o mesmo Jesus hoje, também, choraria de compaixão por tantas ovelhas que não têm pastor.

Para muitos homens, chamados de mestres e doutores, Jesus é mais um mito; outros o vêem como um líder carismático, um iluminado ou até um rebelde e louco visionário.

 

Alguns dizem que foi um homem perfeito e dotado de uma sabedoria singular.

Grande parte quer apenas contato com o Jesus histórico.

Para Thomas Brooks “o chocalho sem o seio materno não satisfará a criança; a casa sem o marido não satisfará a esposa; o mundo sem Cristo não satisfará a alma” .

 

Para o reformador Martinho Lutero “Cristo, em sua vida é um exemplo que nos mostra como viver; em sua morte,

 

Um sacrifício satisfatório por nossos pecados;

Em sua ressurreição, um vencedor;

Em sua ascenção, um rei;

Em sua intercessão, um sumo sacerdote.



Como Deus, acalmou a tempestade.

Como homem, chorou.

Como Deus, disse a lázaro: - vem para fora!

Como homem foi posto no sepulcro.

Como Deus, se levantou.

João Batista o viu como o cordeiro sem mancha e sem defeito, perfeito para o sacrifício – o agnus dei – o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).

Pôncio Pilatos o apresentou – “Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum” (João 19.4).

A Bíblia Sagrada apresenta Jesus como o logos – o verbo - o único caminho para Deus, a verdade, a vida, a porta, o sumo Pastor,

 

O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo - a primícia dos que dormem,

 

O Leão da tribo de Judá,

O Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores,

O alfa e o ômega,

 

Aquele que salva o pecador,

Que cura os enfermos,

Que liberta dos oprimidos,

Que consola os tristes,

E que nos fez mais do que vencedores.

 

A Ele, nosso único Senhor e suficiente Salvador, toda honra, glória, louvor e adoração para sempre.

Porque veio Jesus ao mundo? Podemos enumerar diversos motivos:

1- Para ser a luz dos gentios e trazer salvação : “ (Isaías 49:6);

2- Para anunciar o ano aceitável do Senhor: ( Lc 4.18,19).

3- Para anunciar o evangelho do Reino de Deus : (Lc 4.43);

4- Para trazer vida eterna aos que nele crêem: (João 3:16);

5- Para salvar o mundo: (João 3:17);

6- Para desfazer as obras do diabo: (1 João 3:8);

7- Para aniquilar o diabo, que tinha o império da morte: ( Hebreus 2:14);

8- Para tirar os nossos pecados: (1 João 3:5).

Portanto, quer comemoremos ou não o Natal.

 

O importante não é a data e nem a festa, e sim o fato singular: -

 

Jesus nasceu! Ouçamos, então, a sua doce voz:

 

”Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20).

 

20 de dezembro de 2016

A fidelidade de deus


A fidelidade de deus
 
TEXTO ÁUREO = “A tua benignidade, Senhor, chega até os céus, até as nuvens a tua fidelidade” Sl 36.5
 
VERDADE PRATICA = A fidelidade de Deus é a base sólida da sustentação de nossa confiança e relacionamento com Ele.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
 
► Reconhecer que a fidelidade de Deus é imutável;
► Crer que todas as promessas de Deus ao Seu tempo se cumprirão;
► Compreender que a infidelidade humana não altera a fidelidade de Deus. 
 
TEXTOS DE REFERÊNCIA
 
Sl 89.1 -  Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor, os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade.
 
Sl 89.2 - Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre: a tua fidelidade, tu a confirmarás até nos céus, dizendo.
 
Sl 89.5 - Celebrem os céus as tuas maravilhas, ó Senhor e na assembleia dos santos a tua fidelidade.
 
Sl 89.24 - A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar e em meu nome crescerá o seu poder.
INTRODUÇÃO
 
A fidelidade de Deus, um dos grandes temas da Bíblia, carrega em si a ideia do compromisso inabalável de Deus em manter, na relação com o Seu povo, tudo quanto se encontra escrito na Sua Palavra. A fidelidade é uma das gloriosas perfeições do Senhor, uma vestimenta do próprio Deus (Sl 89.8). Tudo o que há acerca de Deus é grande, vasto e incomparável, assim é também Sua fidelidade (Sl 36.5).
 
1. A FIDELIDADE É UM ATRIBUTO DO CARÁTER DE DEUS
 
A fidelidade é parte inerente do ser divino e Ele tem enorme satisfação em revelar-se a Seu povo como Deus fiel (Dt 7.9). O apóstolo Paulo afirma que nem mesmo a infidelidade humana pode alterar a fidelidade divina (2 Tm 2.13).
 
 
 
 
1.1 A vida de Deus não muda
 
Ele é desde a antiguidade (Sl 93.2). O salmista Davi compreende uma revelação da perfeição divina (Sl 102.26,27), por da qual Deus não está sujeito a qualquer mudança, não somente em Seu ser, mas também em suas profecias, propósitos e promessas (Hb 6.13,14). A fidelidade de Deus está expressa em Sua coerência moral e pessoal no Seu relacionamento com as pessoas. Por isso. Deus é comparado a uma rocha (Dt 32.4). Ele permanece sempre na mesma posição. Ele é eternamente o pai das luzes, em que não há mudança nem sombra de variação (Tg 1.17).
 
Deus não envelhece. Sua vida não aumenta nem diminui. Ele não ganha novas forças nem perde o que possui. Não amadurece nem se desenvolve. Ele não se torna mais forte nem fica mais fraco, nem mais sábio à medida em que o tempo passa, pois já é perfeito não pode mudar nem para melhor nem para pior. (Arthur W. Pink).
 
1.2 O caráter de Deus não muda
 
No curso da vida humana, gosto, perspectivas, tempo, temperamento, entre outros, pode mudar o caráter de uma pessoa, mas nada pode alterar o caráter de Deus. Ele nunca se torna menos verdadeiro, misericordioso, justo ou fiel (Êx 34.6). O caráter de Deus é hoje, e sempre será, exatamente como era nos tempos bíblicos, conforme a auto-revelação de Deus a Moisés (Êx 3.14). Ele tem vida em si mesmo e o que Ele é agora será eternamente (Hb 13.8).
 
O caráter de Deus é imutável. Assim, Tiago, numa passagem que trata da bondade santidade de Deus, Sua generosidade para com os homens e hostilidade para com o pecado, menciona Deus como aquele “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17).
 
1.3 Os propósitos de Deus não mudam
 
Os planos do homem podem mudar por falta de previsão ou ausência de poder. Porém, os propósitos de Deus nunca se alteram (Sl 33.11), visto que Deus é Onisciente, Onipotente e Onipresente. O que Deus executa no presente, Ele já planejara desde a eternidade (Ef 3.3-11). Tudo o que se encontra em Sua Palavra, Ele se comprometeu a realizar (Mc 13.31). O Seu propósito abrange grandes reinos (Dn 4.32), mas também tem planos para seus servos de forma individual (At 9.15) e com relação à Igreja (Fp 1.6). Podemos ter certeza de que o propósito de Deus com respeito à nossa salvação não é uma vaga possibilidade, mas uma convicção inabalável. A volta de Jesus e a consumação da nossa salvação é uma agenda firmada pelo Pai e Ele a levará avante.
 
Os textos sobre o “arrependimento” de Deus (Gn 6.6; 1 Sm 15.11; 2Sm 24.16; Jn 3.10; Jl 2.13) abordam a anulação de tratamento prévio dispensado a certos homens, como consequência da resposta deles a esse processo.
Mas não há indicação alguma de que essa reação tenha sido prevista, nem que Deus tenha sido tomado de surpresa, nem que a mesma estivesse estabelecida em Seu plano eterno. Não há mudança alguma em Seu propósito eterno quando Ele começa a agir em relação a uma pessoa de maneira diferente. (J.l Packer).
 
2. DEUS É FIEL NO CUMPRIMENTO DE SUAS PROMESSAS
 
A Bíblia está repleta de promessas de Deus para Seu povo. Em Hebreus 10.23, somos convidados a guardar firmemente a nossa esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Vejamos algumas características das promessas de Deus.
 
2.1 As promessas de Deus podem ser condicionais
 
A maioria das promessas de Deus é incondicional e será cumprida (Gn 18.9-14), outras, porém, dependem da obediência e fé do Seu povo. Em ascensão ao céu, Cristo prometeu aos discípulos que enviaria o Espírito Santo (Lc 24.49), mas estabeleceu uma condição: que permanecesse em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder, o que se cumpriu no dia de Pentecostes (At 2.1-4). Precisamos, portanto, ter uma atitude de fé e perseverança face às promessas de Deus e buscar o Seu cumprimento por meio da oração, como fez o profeta Daniel. Ele entendeu que o fim do cativeiro havia chegado para Israel, então clamou ao Senhor pelo cumprimento da promessa (Dn 9.1,2). Neemias também orou firmado nas promessas de Deus. (Ne 1.9,10).
 
Os cristãos negam a si mesmos os mais altos sólidos conforto pela descrença e aquecimento das promessas de Deus, pois não há situação tão desesperadora para qual não exista uma promessa adequada e perfeitamente capaz de trazer alívio. (Samuel Clark)
 
2.2 As promessas de Deus podem parecer demoradas
 
Os que pensam que as promessas de Deus são tardias não possuem o discernimento necessário para saber que a demora de Deus tem o objetivo de afastar o julgamento e trazer a graça salvadora ao maior número possível de pessoas (2 Pe 3.9). Na vida do cristão, a espera é sem dúvida um amadurecimento pessoal. O tempo de Deus não é o nosso. Os discípulos só esperaram dez dias e foram batizados no Espírito Santo.
 
Alguns homens de Deus, porém, tiveram que esperar com paciência a realização da promessa de Deus. José esperou treze anos para tornar-se primeiro-ministro do Egito. Moisés passou quarenta anos no deserto se preparando (At 7.22,23). Mas ambos alcançaram o cumprimento da promessa de Deus para suas vidas. Deus não atrasa nem adianta, chega sempre na hora certa. É preciso aprender esperar no Senhor (Sl 27.14).
 
 
 
2.3 As promessas de Deus são atuais
 
Há nas Escrituras numerosas ilustrações da fidelidade de Deus em manter Suas promessas sempre atuais. O juramento feito por Deus de que a terra produziria alimentos para todos continua (Gn 8.22). No dia de Pentecostes, Pedro relembrou uma promessa feita por Deus (At 2.39). Após quase dois mil anos, essa promessa continua se cumprindo e pessoas ainda são batizadas no Espírito Santo onde o Evangelho é pregado, confirmando assim a atualidade das promessas de Deus. Vidas libertas, pessoas transformadas, doentes curados e o Evangelho avançando até as mais longínquas regiões do mundo são provas do cumprimento da Palavra de Deus (Mc 16.15-18).
 
As Escrituras afirmam que Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8), o mesmo se aplica à Palavra de Deus, pois Cristo é a Palavra viva de Deus (Jo 1.14). Se Cristo permanece o mesmo, assim acontece com a Palavra de Deus em tudo quanto ela afirma. Creiamos, portanto, na atualidade das promessas de Deus.
 
3. A FIDELIDADE DE DEUS NA RELAÇÃO COM O SEU POVO
 
No relacionamento entre Deus e o Seu povo, Ele tem se mantido fiel. As gerações vão e vem, e Deus permanece fiel a todas elas. Mesmo quando o povo peca ou se desvia, Deus permanece fiel, pronto a perdoar, restaurar e socorrer, quando estes se voltam para Ele (2 Tm 2.13).
 
3.1 Deus é fiel em perdoar
 
Essa é uma promessa que precisa ser celebrada e ao mesmo tempo compreendida. Não é um convite à licenciosidade, nem um incentivo ao erro. De forma alguma deve se brincar com o pecado. Sansão brincou e quase foi destruído (Jz 16.29,21). Esaú foi profano com as coisas de Deus e não encontrou lugar de arrependimento (Hb 12.16,17). Esses exemplos nos servem de advertência. Deus é fiel em perdoar o cristão sincero e verdadeiramente arrependido. Somos restaurados porque o Senhor é fiel.
 
Dentre as riquezas de Deus está Sua capacidade de perdoar, expressas nas riquezas de Sua misericórdia que transcendem aos nossos mais elevados pensamentos (Sl 103.11). Ninguém pode medi-la. O profeta Miquéias afirma que ninguém pode comparar a Deus, porque além de perdoar a pessoa arrependida, Deus, de forma maravilhosa, esquece-se da transgressão se Seu povo (Mq 7.18).
 
3.2 Deus é fiel em socorrer e livrar
 
O povo de Israel, ao longo de sua história, é testemunha viva dos feitos poderosos do Senhor e Sua fidelidade para livrá-los dos seus inimigos. Davi confessou que sem o Senhor os seus opositores teriam engolidos vivos (Sl 124.1-3).
Na passagem pelo Mar Vermelho (Êx 14.1-31), Moisés disse que Deus pelejaria pelo Seu povo. Na ação de Deus que livrou os jovens hebreus da fornalha ardente (Dn 3.23-25), até o soberbo Nabucodonosor reconheceu Sua grandeza (Dn 3.29). Essas mesmas promessas se aplicam aos cristãos hodiernos. O Senhor não nos prometeu uma vida fácil e sem dificuldades, pelo contrário, Ele nos conscientizou de que neste mundo teríamos aflições (Jo 16.33), mas pediu que tivéssemos ânimo, porque Ele venceu e não desampara nem abandona os Seus servos (Hb 13.5,6). Deus não permite uma luta acima do que podemos suportar (1 Co 10.13). A Palavra assegura que quem nasceu de novo e não vive na prática do pecado, o maligno não lhe toca (1 Jo 5.18).
 
A libertação do apóstolo Pedro é um dos mais poderosos atos do socorro de Deus (At 12.1-10). Herodes representava a lei, ninguém podia escapar das suas mãos. Dentro da ótica humana era o fim de Pedro, fortemente guardados por dezesseis soldados, mas Deus maior que qualquer poder deste mundo, enviou Seu anjo e libertou a Seu servo, revelando tanto a Sua fidelidade, quanto Seu poder em livrar e socorrer.
 
3.3 A promessa da Sua presença
 
A promessa da presença de Deus é uma verdade gloriosa revelada em toda a Bíblia. Quando recebeu a ordem de partir em direção à Canaã, Moisés pediu a Deus que a Sua presença fosse com Eles, caso contrário não sairia dali (Êx 33.12-15). Deus lhe fez uma promessa e, durante quarenta anos no deserto, Ele foi fiel: de dia numa coluna de nuvem e de noite numa coluna de fogo (Êx 13.21,22), ou seja, não importam as circunstâncias (Sl 23.4; Is 43.2), Ele estará presente. O Senhor Jesus corroborou essa promessa de forma maravilhosa para a Igreja (Mt 18.20). Ele estará presente e de forma ativa por todos os dias até o fim dos séculos (Mt 28.20; Ap 2.1).
 
CONCLUSÃO
 
A infidelidade, um dos pecados mais proeminentes destes dias maus, está presente na vida social, nos negócios, nas amizades que se dissolvem tão facilmente e até na vida conjugal. No entanto, é encorajador erguer os olhos e contemplar aquele que é fiel em tudo e em todo o tempo, no qual podemos confiar plenamente na certeza de que Ele nunca falhará conosco.
 
 
FONTES:
 
Revista bete – jovens e adultos: Jovens e Adultos. Fidelidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 94. Lição 1 – A fidelidade de Deus.

14 de dezembro de 2016

Sabedoria Divina para a tomada de Decisões.


Lição 12
 
 
Tema: Sabedoria Divina para a tomada de Decisões.
 
Terceiro rei de Israel (971-931 a.C) filho de Davi e Bete-Seba , também foi chamado de Jedidias pelo profeta Natã (  2 Sm 12.25) . Salomão não aparece nas narrativas biblicas até próximo da morte de seu pai Davi (I Rs 1.10) . No tempo determinado por Deus aparece na história biblica como um dos homens mais sábio de todos os tempos.
 
Os empreendimentos políticos de Davi foram assinalados pelo sucesso. Em menos de uma década, depois da morte de Saul, todo o Israel se juntou em apoio a Davi, o qual dera início a seu reinado somente com o pequeno reino de Judá. Por meio de sucessos militares e de gestos de amizade em breve ele controlava o território que vai desde o rio do Egito e o golfo de Acaba até às costas fenícias e a terra de Hamate. O respeito internacional e o reconhecimento obtido por Davi para Israel continuaram intocados pelas potências estrangeiras até aos anos finais do reinado de Salomão.
 
O novo rei também se distinguiu como líder religioso. Embora lhe fosse ne­gado o privilégio de construir o templo, ele fez laboriosos preparativos para sua edificação, por seu filho, Salomão. Através da liderança de Davi, os sacer­dotes e levitas foram profundamente organizados para que participassem eficaz­mente nas atividades religiosas da nação inteira.
 
O livro de 2 Samuel retrata o reinado de Davi com grandes detalhes. Uma lon­ga secção (11 - 20) nos proporciona o relato exclusivo do pecado, crime e rebel­dia que houve na família real. A transferência do trono para Salomão e o fale­cimento de Davi são narrados nos capítulos iniciais de 1 Reis. O livro de 1 Crôni­cas, que igualmente conta a história do período de Davi. Sem dúvida, muitas das cidades dadas aos levitas ou designadas cidades de refúgio, sob Moisés e Josué, não vinham sendo usadas como tais até ao tempo de Davi, quando foram desalojados seus ocupantes pagãos.
 
 
Quando Davi assumiu o reino sobre as doze tribos, selecionou Jerusalém para ser sua capital política. Durante os dias em que foi tido como fora da lei, era seguido por centenas de homens. Esses foram bem organizados sob suas ordens, em Ziclague, e, posteriormente, em Hebrom (1 Cr 11:20 - 12:22). Esses ho­mens se tinham destacado de tal modo em feitos militares que foram nomea­dos príncipes e líderes. Quando todo o Israel se unificou em apoio a Davi, a or­ganização foi ampliada a fim de incluir a nação toda, tendo Jerusalém como centro (1 Cr 12:23-40). Firmando um contrato com os fenícios, um magnificente palácio foi erigido para Davi, o rei (2 Sm 5:11,12).
 
Ao mesmo tempo, Jerusalém tornou-se o centro religioso da nação inteira (1 Cr 13:1 - 17:27 e 2 Sm 6:1 - 7:29). Quando Davi tentou mudar a arca da aliança da casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim, por meio de um carro, ao invés de fazê-la transportar pelos sacerdotes, Uzá subitamente caiu morto. Ao invés de levar a arca para Jerusalém, Davi guardou-a na casa de Obe-de-Edom, em Gibeá. Quando sentiu que o Senhor estava abençoando aquela casa, imediatamente Davi transferiu a arca para Jerusalém, para que fosse abriga­da em uma tenda ou tabernáculo.
 
Por qual razão foi negado a Davi o privilégio de construir o templo? Nos anos finais de seu reinado, ele tomou consciência de que fora comissionado como estadista militar, a fim de estabelecer firmemente o reino de Israel (1 Cr 28:3 e 22:8). Enquanto o reinado de Davi foi caracterizado pela guerra, Salomão desfrutou de um período de paz. Talvez a paz já viesse prevalecendo na época em que Davi exprimiu sua intenção de erigir um templo, mas não há como deter­minar, pelas Escrituras, de que modo às guerras subsequentemente narradas se relacionam cronologicamente a essa mensagem de Natã. Talvez foi somente nos estágios finais de seu reinado que Davi veio a perceber que os dias de Salomão seriam mais oportunos para a edificação do templo.
 
A ascensão de Salomão
 
A vereda que salomão teve de palmilhar até o trono esteve longe de ser suave. A oposição de Absalão foi continuada pelo filho mais velho sobrevivente de Davi, Adonias (2 Sm 3.4) . apoiado pelo general deposto por Davi, Joabe, que havia assassinado Absalão (2Sm 18.14,15)  e por influência do sacerdote Abiatar , Adonias reuniu com os seus e chegou até a fazer uma festa de coroação.
 
Mas Salomão contava com muitos aliados. Benaia filho de Joiada, interessava-se pelo generalato; Zadoque ambicionava uma posição sacerdotal proiminente. O profeta Natã surge como porta-voz e de Salomão. Depois que o profeta Natã e Bate-Seba relembram a Davi sobre a promessa existente em relação a Salomão, o rei da instrução acerca da ascensão de Salomão ao trono, selando-as com um juramento (I Rs 1.28,30). Acerca de ter um final de reinado um tamto turbulento, mesmo sofrendo uma guerra civil liderada pelo seu filho Absalão, Davi encontra forças para manter um padrão equilibrado quando da sua liderança como rei. Ainda que no meio de tantas turbulências do dia a dia, o crente em Jesus precisa estar atentos aos sinais que podem estar lhes conduzindo a uma nova etapa de suas vidas. Quantas pessoas alegam que as portas estão “fechadas”, quantas pessoas reclamam que nada da certo ou simplesmente abandonam emprego, empresas, familias por acharem que Deus os “abandou”. A verdade é uma só Deus tem os seus meios de trabalhar, tem seus meios de chegar aos objetivos que podem nos levam ao fim desejado pelo SENHOR. Portanto qualquer que seja a dificuldade para chegar ao objetivo maior, tenhamos fé porque Deus está no controle de tudo.
 
 
A notícia da coroação de Salomõa interrompeu as festifidades de Adonias ( I Rs 1.41), mas não limitou o seu desejo de controlar o reino. Implorou Bate-Seba  para que confecesse a Salomão a dar-lhe a Abusague, criada de Dvai como sua esposa (I Rs 1.3,4). Salomão percebeu que tal casamento podeia enfraquecer o seu reinado que  havia começado, e recusou a proposta de seu irmão o qual pagou com sua vida por sua proposta precipitada ( I Rs 2.25) .
 
Salomão foi o primeiro govenante dinastico sobre Israel.  A principio não teve uma escolha distinta como foi o caso de Saul e de Davi seu pai. Ambos foram escolhidos por Deus e tiveram um chamado distinto para cada um. O primeiro pela queixa do povo conta Samuel Deus permite a escolha de um rei segundo o coração do povo. Já o segundo acontece com a rejeição do primeiro quando Deus escolhe a Davi de entre todos os teus irmãos. Salomão se tornaria uma exceção regra utilizada pelo SENHOR, na escolha do novo rei. Mas Deus que conhece todos os corações aparece a Salomão em sonhos e oferece a ele tudo o que quizesse.
 
A resposta de muitos que numa situação semelhante poderia escolher fama, riqueza e muitas outars coisas. Salomão foi mais centrado no que diz respeito a sua postura como futuro monarqua de uma grande nação. Certamente o jovem Salomão já havia esperimentado no palacio real as grandes dificuldades enfrentadas pelo seu pai. Governar uma granda nação não seria tarefa fácil a partir do momentos ao qual ele tomasse alguma atidude ou decisão desfaforável. Certamente diante de tamtos embates que seu pai passou pela vida Salomão percebe que com uma sabedoria divina poderia governar com autoridade e respeito dos cidadões de Israel.
 
A Era Áurea de Salomão
 
O reinado de Salomão se caracterizou por paz e prosperidade. Davi estabelece­ra o reino agora Salomão haveria de colher os benefícios dos labores de seu pai. A narrativa sobre essa era é brevemente contada em 1 Rs 1:1, 11:43 e 2 Cr 1:1 -9:31. Os pontos foquem de ambos os livros é a construção e dedicação do templo, o que recebe muito maior consideração do que qualquer outro aspecto do reinado de Salomão. Outros projetos de construção, negócios e comércios, progresso in­dustrial e sábia administração do reino, são mencionados apenas de passagem. Muitas dessas atividades, escassamente mencionadas no registro bíblico, têm sido iluminadas mediante as escavações arqueológicas que tem havido nas três últi­mas décadas.
 
A sagacidade de Salomão tornou-se motivo de profunda admiração. A deci­são dada pelo rei, quando duas mulheres contendiam por um único filho vivo (1 Rs 3:16-28), sem dúvida alguma representa apenas um exemplo dentre os casos que demonstraram a sua sabedoria. Quando essa e outras notícias pas­saram a circular por toda a nação, os israelitas reconheceram que a oração do rei, pedindo sabedoria, lhe fora respondida.
 
            Quando em meio ao caus politico e administrativo Deus levanta um homem com grande sabedoria para governar o seu povo. Pode ser que a história de vida de Salomão não seje a mais brilhante do ponto de vista espiritual. Ele deixou certamente a sua marca na história, pois a sabedoria alcançada do SENHOR, fez toda a diferença na vida e na história de Israel em todas as suas eras.
 
Elaborado pelo : Evangelista Juarez Alves.