19 de julho de 2018

A Função Social dos Sacerdotes


A Função Social dos Sacerdotes

TEXTO ÁUREO = “E [Jesus] ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho.” (Lc 5.14)

VERDADE PRÁTICA = As funções do sacerdote iam além da liturgia; sua principal obrigação era zelar pela santidade e pureza do povo de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 13.1-6

OBJETIVO GERAL

Refletir a respeito das funções sociais do sacerdote.

HINOS SUGERIDOS: 75, 434, 440 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar as funções clínicas dos sacerdotes;

II. Explicar a função sanitarista do sacerdote;

III. Elencar as funções jurídicas do sacerdote.

INTRODUÇÃO

O sacerdote era sugeito as leis especiais para ministrar (Lv 10.8). Suas obrigações eram de três categorias: 1. Ministrar no santuário perante o Senhor; 2. Ensinar ao povo a guardare a Lei de Deus; 3. Tomar conhecimento da vontade divina, consultando o Urim e tumim (Ex 29.10; Nm 16.40; Ed 2.63) O Urim e Tumim (luz e Perfeição), era o nome de um ou mais objetos pertencentes ao racional do juizo que o sumo sacerdote trazia ao peito quando se apresentava ao Senhor (Ex 28.30). Era para consultar a vontade de Deus em casos dificeis de interesse do povo (Nm27.21;Jo 1.1; etc).

FUNCOES CLINICAS

Qual o significado de sacerdote?

Os termos originais kohen e kahen encontrados no Antigo Testamento são os principais termos que geralmente são traduzidos como “sacerdote”, além de outras palavras relacionadas, como: kehunna, “sacerdócio”, a forma verbal kahan, “ser sacerdote”, no sentido de desempenhar a função sacerdotal, e os termos utilizados para indicar o principal dos sacerdotes, como por exemplo, hakohenhagadol, “sumo sacerdote”. Juntos, esses termos ocorrem pelo menos 775 vezes.

 

No Novo Testamento, encontramos alguns termos gregos que se referem aos sacerdotes, sendo eles: hiereus, “sacerdote”; archiereus, “sumo sacerdote”; hierosyne e hierateia, “sacerdócio”; hierateuma, “função sacerdotal”; archieratikos, “sumo sacerdócio”; hierateuo, “ser sacerdote”. Juntos, esses termos ocorrem aproximadamente 165 vezes.

Com base nesses termos originais, o significado da palavra sacerdote é debatido. Considerando o principal termo utilizado no Antigo Testamento para designar um sacerdote, o hebraico kohen, alguns estudiosos sugerem que talvez essa palavra tenha origem no termo kun, e aliado à forma verbal kahan, poderia significar algo como “permanecer”, talvez fazendo uma referência a função sacerdotal que designa um indivíduo para permanecer perante Deus como representante do povo.

Os sacerdotes na Bíblia

Quando falamos sobre os sacerdotes mencionados na Bíblia, é preciso considerar que nem todos os sacerdotes na narrativa bíblica eram hebreus, bem como, nem todos os indivíduos que aparecem exercendo o sacerdócio serviam no culto ao Deus de Israel.

Antes de o sacerdócio hebraico ser instituído oficialmente, a Bíblia menciona outros sacerdotes, como:

 •O rei Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14:18);

 •Os sacerdotes que havia no Egito (Gn 41:45; 46:20; 47:22-26);

 •Os sacerdotes midianitas (Êx 2:16; 3:1; 18:1).

Além disso, as funções sacerdotais são mencionadas na Bíblia desde os tempos da primeira família, com Caim e Abel oferecendo ofertas a Deus. No período patriarcal, podemos notar que as funções sacerdotais também eram desempenhadas pelos chefes de família, como por exemplo, no caso de Noé após o Dilúvio (Gn 8:20,21), com o patriarca Abraão que levantou altares ao Senhor em Betel, Manre e Moriá, e com Jó que oferecia sacrifícios a Deus (Jó 1:5).

Mesmo depois da instituição oficial do sacerdócio hebreu, a Bíblia menciona pessoas que, em ocasiões específicas, exercerão alguma atividade comum aos sacerdotes, como por exemplo, Gideão (Jz 6:24-26), o profeta Samuel (1Sm 7:9), o rei Davi (2Sm 6:13-17) e o profeta Elias (1Rs 18:23-38).

Os sacerdotes hebreus

O sacerdócio hebreu foi oficialmente ordenado no tempo de Moisés, com Arão e seus filhos (Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar) sendo consagrados como sacerdotes por Moisés de acordo com a ordem divina. A cerimônia solene da consagração de Arão e seus filhos foi repleta de detalhes e bastante significativa, durando sete dias (Êx 29:1-37; cf. Lv 8).

Dos quatro filhos de Arão, apenas dois sobreviveram, Eleazar e Itamar, e, portanto, a linhagem sacerdotal de Arão ficou preservada nos descendentes de ambos (Lv 10:1,2; Nm 3:4; 1Cr 24:2).

No entanto, para ser um sacerdote não bastava apenas ser descente legítimo de Arão, pois algumas limitações tanto de ordem física, como deficiências, quanto de ordem cerimonial, como impurezas, impediam que alguns indivíduos exercessem o sacerdócio (Lv 21). Além disso, houve muitos casos complicados em que pessoas não conseguiram comprovar pertencer à genealogia da família de Arão.

Como os sacerdotes não recebiam nenhuma parte na distribuição de terras na Palestina, seu sustendo dependia de partes dos sacrifícios, das ofertas oferecidas pelo povo e dos dízimos (Nm 18:3-32; cf. Êx 13:12,13; Lv 2:3-10; 5:13; 7:30-34; 24:5-9;). No entanto, posteriormente, especialmente no período da monarquia em Israel, os sacerdotes até podiam adquirir propriedades particulares (1Rs 2:26; Jr 32:6-8; Am 7:17).

As funções dos sacerdotes

A principal função dos sacerdotes era servir de representante de Deus junto ao povo ao mesmo tempo em que também era o representante do povo perante Deus, oferecendo sacrifícios agradáveis e expiatórios. Logo, basicamente o sacerdote de fato era um tipo de mediador entre Deus e o homem.

Além dessa função principal, os sacerdotes também deviam se ocupar com outras atividades secundárias, como por exemplo, o ensino da Lei (Lv 10:10,11; Dt 33:10; 2Rs 17:27,28); em alguns casos atuar na jurisprudência e até em alguns diagnósticos na área da saúde (Lv 13; 14; Dt 21:5), na purificação corporal de homens, mulheres e determinados objetos (Lv 15), entre outras funções.

 O sumo sacerdote e a organização do sacerdócio

Ficava responsável pelo serviço religioso no Antigo Testamento, os sacerdotes, o sumo sacerdote e os levitas. Os levitas formavam uma classe subordinada aos sacerdotes, e executavam uma série de funções relacionadas à adoração e ao cuidado com o santuário.

Já o sumo sacerdote era um tipo de chefe dos sacerdotes. Na ocasião da consagração da família de Arão, o próprio Arão ocupou esse posto. Somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos, e apenas no Dia da Expiação, uma cerimônia que acontecia uma vez por ano.

As vestes sacerdotais. Os sacerdotes vestiam basicamente calções, uma túnica ou manto, utilizavam um cinto ou faixa, e na cabeça, usavam um gorro ou tiara que servia de adorno (Êx 28:40,42). Já a veste do sumo sacerdote era diferenciada, e representava a santidade e o próprio sacerdócio (Êx 28:2,4; 29:29; 31:10; etc.). Assim, a vestimenta do sumo sacerdote incluía: calções ou calças de linho, uma primeira túnica, um cinto feito com uma longa tira de linho bordado, a túnica do éfode de material tecido de cor azul onde em sua barra ficavam sinos de ouro, outra túnica composta por dois aventais, um peitoral contendo 12 pedras preciosas de diferentes espécies que representavam as 12 tribos de Israel, junto ao peitoral também havia o Urim e o Tumim que são de natureza desconhecida, o gorro ou tiara de linho e a mitra que continha uma lâmina de ouro onde estava gravada a frase “Santidade ao Senhor” (Êx 28).

Precisamos de sacerdotes na atualidade?

O Novo Testamento responde claramente essa pergunta dizendo que não precisamos mais de sacerdotes, pois Cristo é o nosso Sumo Sacerdote perfeito. Dessa forma, o sistema sacerdotal do Antigo Testamento era provisório e deveria ser encerrado com a vinda do Messias prometido.

O autor do livro de Hebreus foi quem mais falou sobre isso, especialmente enfatizando a superioridade do Sacerdócio de Cristo em relação ao sacerdócio da Lei, de modo que o sacerdócio hebreu não era efetivo na expiação dos pecados, mas apenas servia para apontar para o Sacerdócio de Cristo que é perfeito e plenamente capaz, pois Ele é Sumo Sacerdote para sempre (Hb 7).

Para quem argumentava que Jesus não poderia ser sacerdote, pois não pertencia à linhagem de Arão, o escritor da epístola recorreu à figura de Melquisedeque, como um tipo de sacerdote antes da Lei que tipificou o Sacerdócio definitivo de Cristo. Daí vem a expressão “Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque”, emprestada do salmo messiânico de Davi (Sl 110:4), mostrando que desde o início, ainda antes de Arão, Cristo já era o mediador.

Dessa forma, Cristo é o único intermediário, e não há qualquer necessidade de que alguém complete sua função, pois seu sacrifício foi perfeito e definitivo (Hb 7:27). Aqui também vale lembrar que o sacerdócio histórico dentro da religião judaica, incluindo o sistema sacrifical, acabou cessando após a destruição de Jerusalém e o Templo em 70 d.C.

O sacerdócio da Igreja

O Antigo Testamento nos mostra que o povo de Israel deveria ser um reino de sacerdotes (Êx 19:5,6; Lv 11:44,45; Nm 15:40), um objetivo e promessa cumpridos na Igreja no Novo Testamento, que através da obra de Cristo foi feita “sacerdócio real”, como assim designou o apóstolo Pedro em sua epístola (1Pe 2:9).

Dessa forma, todo cristão genuíno é feito sacerdote em Cristo, não no sentido intermediário, representativo e sacrifical, pois a obra redentora do Sumo Sacerdote que é Cristo é definitiva e eficaz, mas no sentido de ter um relacionamento direto com Deus através da reconciliação em Cristo e por meio da obra santificadora do Espírito Santo que capacita o redimido a viver uma vida santa de acordo com a vontade do Senhor.

A LIMITACAO DO SACERDOTE

A doença parece ter sido frequente na antiguididade, mas – e talvez por causa disso – o rótulo pode ter incluído vários outros problemas de pele. Além disso, havia o estigma; o contágio com enfermidades da pele muitas vezes envolve o contato íntimo, com todas as implicações possíveis. Durante muitos anos, os sacerdotes estiveram à frente do cuidado de pessoas que sofriam de lepra. À época de Moisés não existia ainda o templo de Jerusalém; mas, na construção deste, foi previsto um lugar especial para o exame de suspeitos. A doença é a maneira pela qual Deus castiga os pecadores e os inimigos do povo eleito: “Se não guardares e não cumprires as palavras da Lei e se não tiveres temor ao nome glorioso e terrível do Senhor teu Deus, Ele te castigará, e a teus filhos, com a praga” (Deuteronômio, 28:58-59).

A lepra é conhecida como "a doença mais antiga do mundo", afetando a humanidade há pelo menos 4000 anos e sendo os primeiros registros escritos conhecidos encontrados no Egito, datando de 1350 a.C..

FUNÇÕES SANITARISTAS

A FUNCAO SANITARISTA DO SACERDOTE.

O exame do sacerdote deveria examinar o leproso e, em caso de alguma dúvida, era necessário mais alguns dias para um novo exame (Lv 13.4-5). Era necessário que o sacerdote tivesse cuidado, vigilância e paciência para com o doente. Nenhum caso deveria ser julgado ou decidido precipitadamente, pois acabaria sendo prejudicial para a pessoa ou para a congregação. O sacerdote deveria ser bem criterioso na sua análise, pois toda a responsabilidade estava sob a sua pessoa.

A responsabilidade daqueles que Deus coloca perante o Seu rebanho é de cuidar para que o mal não se instale no seio do Seu povo. Além de ensinar, administrar, entre outras funções está se instalando na Igreja do Senhor. Como o sacerdote no passado, atualmente os líderes devem examinar com muita atenção para que a Igreja não seja contaminada com ensinos ou práticas que tornem o crente impedido de permanecer na congregação por causa da sua situação espiritual.

A LEPRA

O capitulo 13 de Leviticos descreve a lepra que se manifesta na pele. Como podemos saber que alguém tem lepra? Quais são os primeiros sinais? Pois bem o versículo 2 diz: ? O homem que tiver na sua pele inchação ou pústula, ou mancha lustrosa, e isto nela se tornar como praga de lepra, será levado a Arão o sacerdote, ou a um de seu filhos sacerdotes. Primeiramente aqui fala de inchação na pele, que representa o orgulho, soberba ou auto-exaltação. A lepra se eleva acima do resto da pele, indicando alguém que se considera superior aos outros. Paulo no entanto, exorta-nos a considerar aos outros superiores a nós mesmos.(Fp.2:30).

O versículo 3 diz: 'O sacerdote lhe examinará a praga na pele, se o pelo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, ,é praga de lepra, o sacerdote o examinará, e o declarará imundo.' O pelo brancos descrito aqui denota perde a força.

Normalmente os pêlos são pretos, mas a medida que envelhecemos tornam-se brancos. Ainda que tenhamos idade avançada, não podemos de maneira nenhuma tornar-nos velhos espiritualmente, devemos sim, amadurecer, mais nunca envelhecer quem envelhece espiritualmente perde a força para servir ao Senhor.

 

 

A LEPRA NA CASA

Podemos ver, então, que no Antigo Testamento, a lepra foi vista como uma praga, inclusive nas casas (trata-se de mofo). Quando as tentativas de purificá-las não eram bem-sucedidas, derrubavam-se casas inteiras para não deixar a praga se espalhar (Lv 14: 43-45). Além de casa, templo ou santuário serem símbolos do nosso corpo, como diz o apóstolo Paulo (1 Co 6: 19-20: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço.

Agora, pois glorificai a Deus no vosso corpo” e 2 Co 6: 16 b-18: “Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”), a palavra casa também é usada, muitas vezes, na bíblia como sinônimo de família, descendência.

As Vestes: (Lepra )

A lepra na veste são fungos que podem estar presentes em tecidos. São “mofos ou míldios”, segundo Russel Norman Chaplin. Esses fungos podem provocar reações nos seres humanos se em contato ou mesmo ignorados. Ao sacerdote cabia o exame da roupa e somente ele podia declarar se a roupa estava limpa ou imunda (Lv 13.50-51). Ao tratar das vestimentas, o princípio exposto em todo o livro de Levítico permanece: santidade por parte do povo de Deus. Vemos, assim, que Deus estava atento em cada área da vida do povo de Israel e fazia distinção clara entre o que era limpo e o que era impuro (Lv 13.59). O princípio comum nas Sagradas Escrituras, istoé, Deus usando o físico e material para significar e ensinar o que é moral e espiritual, é bastante presente no livro de Levítico.

Interessante notar a linguagem utilizada pelo apóstolo Paulo sobre tirar as vestes do velho homem e se vestir do novo homem (Cl 3.8-10; Ef 4.22, 24). Assim comentou Mattew Henry: “Ele (o pecado) não só corrompe a consciência do pecador; além disso, também mancha tudo o que este tem e faz. E os que colocam suas roupas a serviço de seu orgulho e luxúria podem acabar manchados pela lepra. Porém, os mantos de justiça nunca são furtados nem comidos pela traça.”

A vestes na Bíblia esta relacionada á conduta humana. Leviticos 13 menciona três tipos de veste: de lã, de linho e de couro. A lã é macia, por isso representa uma conduta, um comportamento manso. O linho por ser puro, indica nossa relacionamento com os outros em simplicidade e pureza. As vestes de couro, por serem as mais quentes, denotam fervor espiritual que devemos transmitir ao contatar as pessoas. Ao olhamos para essas figuras, vemos que o Senhor Jesus teve um viver manso, simples e cheio de amor para com os outros, e nós temos que Ter os mesmos sentimentos de Cristo.

Além dos três tipos de veste já mencionados, Levitico 13 fala da urdidura e da trama, em outra versão fala o fio urdido e o fio tecido que são os mesmos. A urdidura é o fio vertical que forma o tecido e a trama é o fio horizontal. Nosso relacionamento com Deus é representado pela urdidura que é o fio no sentido vertical.

E a trama que é o fio horizontal esta representando nosso relacionamento, com os homens. Por isso para Ter uma comunhão bem estreita com o Senhor, precisamos que nossa vestes estejam totalmente limpas.

FUNÇÕES JURIDAS

No Israel dos sacerdotes e levitas, o direito estava sempre ao alcance dos pobres, porque a Lei de Deus havia sido proclamada a toda a nação, e não apenas a uma minoria privilegiada. Ali, pobres e ricos, pequenos e grandes, nobres e plebeus; todos, enfim, estavam sujeitos aos mandamentos divinos. Não havia minoria privilegiada, nem maioria ignorada; eram todos iguais diante da Lei de Deus.

1. A função judicial dos sacerdotes. Judicialmente, o livro de Levítico apresenta várias disposições, a fim de proteger a família, a propriedade privada e, principalmente, a vida humana. Nesse sentido, o sacerdote atuava também no campo jurídico. No Israel do Antigo Testamento, não havia uma lei-maior para dirigir o país; uma espécie de constituição. Ali, toda a Palavra de Deus funcionava como a ordenança que não podia ser ignorada quer pelo rei, quer pelo plebeu. E, para zelar pelo fiel cumprimento dos estatutos divinos, os sacerdotes e demais levitas faziam-se presentes.

2. Proteção da família. Com o objetivo de manter a pureza e a legitimidade no relacionamento familiar, o Senhor, por intermédio de Moisés, proíbe aos israelitas: o sacrifício infantil (Lv 20.2); o incesto, (Lv 18.6-9); o abuso sexual doméstico (Lv 18.10); a exposição das filhas à prostituição (Lv 19.29); o homossexualismo e a bestialidade (Lv 18.22,23). Os israelitas, como adoradores do Único e Verdadeiro Deus, eram obrigados a honrar seus pais e a preservar-lhes a autoridade (Lv 19.3; 20.9).

3. Proteção da propriedade privada. A posse de uma propriedade, em Israel, era considerada algo sagrado; uma dádiva de Deus ao seu povo (Êx 3.7,8). Por esse motivo, os israelitas deveriam tratar suas casas e campos de maneira responsável e amorosa (Lv 19.9). As colheitas eram feitas de tal maneira, que os pobres jamais deixavam de ser contemplados (Lv 23.22).

Sendo, pois, a terra propriedade do Senhor, náo poderia ser explorada de maneira irresponsável e contrária à natureza (Lv 25.3,4). Do texto sagrado, depreendemos que o sacerdote tinha por obrigação supervisionar o uso sustentável da terra.

A propriedade da terra não era considerada roubo, conforme diria o francês Pierre-Joseph Proudhon (1809 — 1865), mas uma herança pela qual valia a pena lutar (1 Rs 2 1.3). No Israel de Deus, os governantes não se digladiavam hoje pela esquerda, e, amanhá pela direita; punham-se todos no centro da vontade divina.

Ali, nas terras do Senhor, náo havia lugar para o comunismo assassino e mentiroso, nem para o fascismo desumano e cruel, pois a Lei de Moisés supria todas as carências e lacunas sociais. E, quando do advento da injustiça, Jeová enviava os seus mensageiros que, corajosamente, clamavam contra a opressão, o roubo, o crime e a infidelidade doméstica.

4. Proteção da vida. Também estava sob o encargo do sacerdote a inspeção das casas (Dt 22.8) e da criação de animais (Êx 21.36). A mulher grávida recebia proteção especial (Êx 21.22). Enfim, a vida na sociedade judaica era e é sagrada; um dom do Criador (Nm 16.22). Por isso, Deus determina no Sexto Mandamento: “Não matarás” (Êx 20.13). Mencionemos ainda as cidades de refúgio que, administradas pelos levitas, serviam para acolher o que, sem o querer, matava alguém (Nm 35.10-15).

Oremos, para que o nosso país seja realmente justo e misericordioso. Não nos faltam leis, nem legisladores, nem juízes. Ei-los pelos tribunais; ei-los saindo das faculdades e academias. Todavia, falta-nos o temor do Senhor, sem o qual não pode haver princípio algum de sabedoria. E chegado o momento de rogarmos ao Senhor que nos cure a terra. Achamo-nos tão enfermos, hoje, quanto o Israel dos tempos de Isaías (Is 1.1-9). Neste momento, conscientizemo_flos de nossa responsabilidade como sal da terra e luz do mundo.

CONCLUSÃO

Conforme profetizou Malaquias, a aliança do Senhor com a tribo de Levi era firme e bem conhecida de todo o Israel. Nesse sentido, seus descendentes deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange à Lei de Moisés, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7). Infelizmente, os sacerdotes não souberam como guardar o concerto levítico.

Se o Senhor exigiu excelência e correção dos levitas, no Antigo Testamento, como devemos nós agir? Que o nosso culto seja marcado pelo amor e pela não conformação com este mundo.

Nós, obreiros de Cristo, temos de ser um padrão na sã doutrina, segundo recomenda o apóstolo: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência’ (Tt 2.7, ARA). Ainda que não sejamos sacerdotes como os filhos de Levi, nossa responsabilidade, diante do povo de Deus, não é menor. Se o Senhor exigiu deles excelência, o que não exigirá de nós, seus despenseiros? Ou será que já não tememos ser reprovados no Tribunal de Cristo? Que o Senhor nos ajude.

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

 





Livro Adoração, Santidade e Serviço – lª. Edição CPAD –  Claudionor de Andrade

13 de julho de 2018

Os Ministros do Culto Levítico


Os Ministros do Culto Levítico

TEXTO ÁUREO = “Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o Senhor.” (Nm 3.45)

VERDADE PRÁTICA = O chamamento divino exige, de cada um de nós, amor, excelência e dedicação integral ao Senhor da Seara.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 29.34: Levi, o patriarca sacerdotal

Terça – Êx 32.26: O zelo dos levitas

Quarta – Nm 3.45: Os levitas são separados para Deus

Quinta – Nm 18.20,21: A herança dos levitas

Sexta – Ml 2.4,5: A aliança do Senhor com Levi

Sábado – Ml 2.6,7: A sabedoria dos levitas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 8.1-13

HINOS SUGERIDOS: 5, 75, 354 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar a tribo de Levi como a tribo sacerdotal;

II. Explicar o chamamento e os requisitos do sumo sacerdote;

III. Indicar os direitos e deveres dos levitas.

INTRODUÇÃO

LEVI, A TRIBO SACERDOTAL

O NASCIMENTO DE LEVI. Levi (hebreu: לֵוִי "devoto, unido"), de acordo com a Bíblia, é o nome de um dos 12 filhos de Jacó e uma das 12 Tribos de Israel. Levi também é o nome pelo qual o Apóstolo Mateus era conhecido antes de seu encontro com Jesus, assim como o nome de um dos ancestrais da linhagem de Jesus e outros personagens menores listados em diversas linhagens Levi era o terceiro filho da união de Jacó e Lia, irmão de Rúben, Simeão e Judá. Quanto à sua vida, sabe-se apenas que nasceu na mesopotâmia e que participou da conspiração de seus irmãos contra José, esteve presente em sua reconciliação.

Levi veio a viver junto com seus irmãos na margem leste do delta do Rio Nilo. Seu pai, antes de morrer, abençoou Levi juntamente com Simeão, prometendo que sua casa seria espalhada pela Terra Prometida, condenando seu furor e sua ira.

Levi teve 3 filhos, dos quais nasceram as famílias da tribo de Levi: Gérson, Coate e Merari. Da linhagem de Coate nasceram Moisés e Arão.

O ZELO DOS LEVITAS. Aos que crêem nas Escrituras, é inegável que Levi tenha sido uma tribo como as outras, separada porém por Deus para exercer o sacerdócio. Entretanto, a situação da tribo no momento em que o Pentateuco teria sido escrito, bem como sua posição na sociedade judaica após o exílio na Babilônia geram discussão entre estudiosos.

Alguns acreditam que Levi tenha sido uma das tribos que teria fugido do Egito, e ao chegar a Canaã teriam se aliado a outras tribos hebraicas autóctones, e, após a organização destas tribos e sua fusão em uma só nação, os levitas teriam sido designados ao sacerdócio.

Outra corrente acredita que os levitas teriam sido uma casta à parte do sistema tribal existente, uma elite com poderes políticos originados de sua relação de exclusividade com Deus. Essa não era uma postura incomum no Oriente Médio antigo ou em outras regiões, e observava-se a existência de classes sacerdotais rígidas na Mesopotâmia e na Índia fundamentadas no direito exclusivo destas classes em interferir junto a Deus pela ordem de suas sociedades.

 A tribo de Levi assume grande importância na história de Israel desde seu princípio. Em Êxodo, os personagens de Moisés e Arão são membros desta tribo, e lideram todo o povo de Israel mantido em regime de servidão no Egito, rumo à terra de Canaã. Moisés se tornou líder espiritual e legislador de toda a nação durante sua peregrinação no deserto, e teria recebido de Deus as tábuas com os Dez Mandamentos, além de instruções acerca das leis e das normas de conduta que norteariam a nação israelita pelos séculos seguintes.

Moisés também nomeou seu irmão Arão como sumo-sacerdote, e designou seus descendentes, e apenas seus descendentes, como aqueles que teriam a permissão de realizar sacrifícios e adentrar o tabernáculo, e entrar em presença à Arca da Aliança. Suas funções sacerdotais eram intransferíveis, e, segundo consta, outros que tentaram exercer as funções dos levitas foram punidos por Deus.

Quando da conquista de Canaã, a tribo de Levi foi a única a não receber parte da terra, um território específico e delimitado. Ao contrário, os levitas receberam cidades isoladas, situadas nas regiões de todas as outras tribos.

A Arca da Aliança esteve sob os cuidados dos levitas até que um ataque filisteu resultou em sua captura. Os filisteus, entretanto, permitiram que israelitas a levassem de volta, e ficou sob os cuidados dos levitas no tabernáculo da cidade de Siló até que Davi ordenou que a trouxessem para Jerusalém.

O livro de Juízes conta como a esposa de um levita fora violentada por homens da tribo de Benjamim. Em face da complacência dos benjamitas, as outras tribos se revoltaram e, após uma guerra civil, quase dizimaram a tribo de Benjamim. pouco depois, apoiado pelo sacerdote levita e profeta Samuel, Saul ascendeu ao poder como primeiro rei de Israel. Guerras contínuas e derrotas enfraqueceram Saul, e após sua morte, Davi, também com o apoio de Samuel, foi coroado em seu lugar.

Davi era da tribo de Judá, e como tal, era proibido de exercer qualquer atividade sacerdotal. Entretanto, Davi aparentemente possuía habilidades proféticas, e Deus lhe teria assegurado o direito de ser rei e sacerdote de seu povo. Seu posto foi confirmado após realizar, com sucesso, um sacrifício a Deus sem a punição esperada pelos levitas. Os judeus, posteriormente, usariam este evento como justificativa para ordenar sacerdotes em meio ao seu próprio povo.

A ascensão de Davi abalou a estrutura existente, e a partir deste evento, não era mais vedado à tribo de Levi os cuidados com sacrifícios, embora tivessem mantido exclusividade nos cuidados com o Tabernáculo e com o Grande Templo.

 

Quando Israel tornou-se independente de Judá, dizia-se que o novo reino era representado pelas "10 tribos do norte". As 2 tribos do sul eram Judá e Benjamim (onde ficava Jerusalém), portanto Levi deve ter sido contado como uma das 10 restantes. Entretanto, os levitas continuaram a exercer suas funções junto ao Templo, no reino de Judá. Talvez os levitas não ordenados como sacerdotes tenham se unido às demais tribos na revolta contra Jerusalém.

 De qualquer forma, é nítido deste ponto em diante no relato bíblico a infreqüência de menções aos levitas fora do contexto do Templo, o que pode significar que sua influência tenha sido reduzida através da concentração de poder nas mãos dos reis de Judá. Entretanto, os levitas mantiveram importância junto ao povo, e especializaram-se, criando diversas classes internas derivadas de suas funções no Templo.

Em relação a Israel, visto como são citados constantemente atos religiosos não relacionados ao culto a Yahueh (em vez disso, cultos semelhantes aos dos povos fenícios, arameus e assírios circundantes de Israel), é possível que os levitas e seus sacerdotes, assim como as leis mosaicas que defendiam, tivessem perdido muito de sua influência sobre o povo e a nobreza.

Quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Judá, os levitas praticamente desaparecem do relato bíblico, vindo a ser mencionados apenas quando o Templo foi reconstruído, sob o comando de Neemias. Desde o período de exílio, todos os membros da nação escolhida por Deus passaram a ser chamados judeus, devido a serem, nominalmente, membros da tribo de Judá, inclusive qualquer levita que tenha sobrevivido à invasão babilônica. É portanto incerto se os levitas citados no período do Segundo Templo tivessem sido descendentes de Arão, como seria de se supor, e talvez tenham sido judeus nomeados entre o povo para exercerem funções sacerdotais.

A queda dos levitas como classe sacerdotal tornou-se evidente com o surgimento de sinagogas, onde as leis e os costumes, bem como as normas de conduta de um sacerdote, eram ensinados a todos nas comunidades judaicas, e não mais exclusivas àqueles designados para tal pela Lei de Moisés. Jesus Cristo reivindica para si autoridade sacerdotal baseado nos atos de Davi, de quem teria sido descendente. Hoje, qualquer judeu pode ser ordenado rabino após um período de estudos da lei judaica.

O SUMO SACERDOTE

QUEM ERA O SACERDOTE

No Antigo Testamento, descendente de ARÃO separado para servir como oficiante no culto realizado primeiro no TABERNÁCULO e depois no TEMPLO. O sacerdote era MEDIADOR entre Deus e o povo, oferecendo SACRIFÍCIOS e orando em seu favor (Êx 28—29; Lv 21; 1Cr 24). Antes de Arão já havia sacerdotes (Hb 7.1-3). No NT, todos os cristãos são sacerdotes (Ap 1.6; 5.10).

O sacerdote era um ministro investido de autoridade, servia como mediador entre Deus e os homens. O sacerdote só poderia tomar mulher que fosse de sua própria nação, virgem ou viúva, não repudiada, cuja genealogia medeasse com a dos sacerdotes, pois estava sujeito a leis sacerdotais - (Lv.21).

Deus desejava tornar a nação de Israel como um reino sacerdotal (Ex 9.6) mas, em falhando, escolheu a família de Arão para ser a família de sacerdote, que se perpetuou (Ex 28.1;40,12-15; Nm 6.40)

Arão da tribo de Levi foi o primeiro sumo sacerdote:

a) Foi chamado por Deus (Hb 5.4)

b) Vestidos santos para glória e ornamento (Ex 28.2)

c) Purificado (Ex 29.4)

d) Coroado (Ex 29.6)

e) Cingido (Ex 29.9)

f) Ungido e santificado (Lv 8.12)

g) Submisso a consagração (Lv 8.24-27)

FUNÇÕES DO SACERDOTE

O sacerdote era sujeito as leis especiais para ministrar (Lv 10.8). Suas obrigações eram de três categorias:

1. Ministrar no santuário perante o Senhor;

2. Ensinar ao povo a guardar a Lei de Deus;

3. Tomar conhecimento da vontade divina, consultando o Urim e tumim (Ex 29.10; Nm 16.40; Ed 2.63) O Urim e Tumim (luz e Perfeição), era o nome de um ou mais objetos pertencentes ao racional do juizo que o sumo sacerdote trazia ao peito quando se apresentava ao Senhor (Ex 28.30). Era para consultar a vontade de Deus em casos dificeis de interesse do povo (Nm27.21;Jo 1.1; etc).

VESTIMENTAS DO SACERDOTE

As vestimentas eram:

- Calções curtos desde os rins até as coxas;

- Uma camisa estreita, tecida de alto a baixo e sem costura, descendo até aos artelhos e apertada na cinta por um cíngulo bordado, simbolicamente ornamentado;

- Uma tiara em forma cônica, tudo feito de linho fino e branco, Ex 28.40-42.

Os sacerdotes e outros oficiais de serviço religioso costumavam vestir um éfode de linho, sem bordados e sem os adornos custosos como o que usava o sumo sacerdote, 1Sm 2.18; 22.18; 2Sm 4.14.

ONDE ATUAVA O SACERDOTE

O Tabernáculo era o local de atuação do sacerdote. Logo que o povo hebreu se organizou como nação no Sinai, levantou-se o tabernáculo e o servo do santuário foi organizado de acordo com a dignidade de Jeová de modo a não ficar devendo nada às mais cultas nações da Antigüidade. A parti daí nasceu a necessidade de um corpo sacerdotal. Arão e seus filhos foram designados para este cargo que se perpetuou na família, e a ela restringido, Ex 28.1; 40.12-15; Nm 16.40; cp. 17 e 18.1-18; cp. Dt 10.6; 1Rs 8.4; Ed 2.36 e seg. Todos os filhos de Arão eram sacerdotes, com exceção daqueles que tinham alguma deformidade física, Lv 21.16 e seg.

Quando a Escritura se refere à classe sacerdotal, emprega as expressões;sacerdotes, ou filhos de Arão, está aludindo à descendência deste sacerdote, 2Cr 26.18; 29.21; 35.14; cp. Nm 3.3; 10.8; Js 21.19; Ne 10.38. Quando emprega a expressão sacerdote da linhagem de Levi está aludindo à tribo a que pertenciam, Dt 17.9,18; 18.1; Js 3.3; 8.33; 2Cr 23.18; 30.27; Jr 33.18,21; cp. Ex 38.21.

Quando fala sacerdotes e levitas, filhos de Sadoque, está assim designando o ramo da família de que descendiam, Ez 44.15; cp. 43.19. Este modo de referir-se à classe dos sacerdotes, como acabamos de ver nos textos citados, era muito comum no tempo em que se fazia questão fechada em distinguir as funções dos sacerdotes e dos levitas, como se vê na história em que os ministros do altar no tabernáculo e no templo, e aqueles que traziam o Urim e Tumim, também pertenciam à família de Arão.

DIREITOS E DEVERES

VIVER DO ALTAR. O Santo dos Santos era particularmente santo porque Deus abençoava esse lugar com Sua presença. Quem entrasse no Santo dos Santos estava chegando o mais perto possível de Deus! E não existe nada mais santo que Deus.

 

Uma vez por ano, no dia da Expiação, o sumo sacerdote fazia um sacrifício pelos pecados de todo o povo e entrava no Santo dos Santos para oferecer o sacrifício a Deus. Essa era uma ocasião muito solene e ninguém mais podia entrar na presença de Deus (Levítico 16:15-17).

SANTIFICAR-SE AO SENHOR. Arão foi separado para santificar a Santidade das Santidades, ele e seus filhos, eternamente, e para incensar diante do Senhor, e para o servirem, e para darem a benção em meu nome eternamente." (1 Crônicas 23:13).

SANTIFICAR A SANTIDADE DAS SANTIDADES

• Todo sacerdote tem que ter a consciência da Santidade de Deus

• Quando um sacerdote perde o senso da Santidade de Deus, ele se torna profano, impuro, malicioso, obsceno, promiscuo

• Vivemos hoje a banalização do sagrado – A vulgarização do que é santo...

• No Antigo Testamento – O primeiro dever do sacerdote era santificar a Santidade das Santidades – Isto é, separar o sagrado e viver para o sagrado.

• Era dever do Sacerdote – a ensinar ao povo – Que Deus é Santo – e as coisas de Deus são santas.

Ez 44:23 “E AO MEU POVO ENSINARÃO A DISTINGUIR ENTRE O SANTO E O PROFANO E O FARÃO DISCERNIR ENTRE O IMPURO E O PURO.”

Tornar-se uma referência espiritual e moral.  Os sacerdotes, por serem responsáveis pela aplicação da Lei de Deus, tinham a obrigação de ser uma referência espiritual, moral e ética para os filhos de Israel (Ml 2.1-10). Os filhos de Eli, em consequência de seu proceder, tornaram-se um péssimo exemplo aos israelitas. E, por causa disso, Deus os matou (1 Sm 2.25). Andemos, pois, em santidade e pureza diante do Senhor, pois Ele continua a exigir santidade de todo o seu povo (1 Pe 1.15).

CONCLUSAO

Este ocorrido foi em uma situação muito gloriosa, na época do rei Ezequias, quando restabelecido o culto no Templo do Senhor. Os Sacerdotes e Levitas foram convocados, consagraram-se e consagraram o Templo, houve sacrifícios, holocaustos, ofertas,  musica, canto, adoração e o detalhe: louvor alegre. Para concluir, sabemos que para um andamento e manutenção desse oficio, de forma exclusiva, eram os levitas, como todos os que participavam do Ministério sacerdotal, a manutenção por meio dos dízimos e ofertas.

 
Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia





 

3 de julho de 2018

A Beleza e a Glória do Culto Levítico


A Beleza e a Glória do Culto Levítico

TEXTO ÁUREO = "Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois, saíram e abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo." (Lv. 9.23)

VERDADE PRÁTICA = O verdadeiro culto divino não se impõe pelo ritualismo nem por sua pompa, mas pelo quebrantamento de coração e pela integridade de espírito. A glória de Deus não pode faltar.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 9.15-24

HINOS SUGERIDOS: 10, 29, 292 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO

O culto é um dos mais belos e antigos serviços que os seres humanos celebravam como formas de demonstrar ou expressar sua fé, devoção, gratidão e adoração a Deus (1 Cr 16.29; Sl 34.1-3; 138.1-2; 146.1; 150.1-6). Desde o princípio de sua história, o homem tem oferecido individualmente ofertas e sacrifícios a Deus, como uma forma de culto (Gn 4.3-5; 8.20-22; 12.7-8; 26.24-25; 28.17-22; Jó 1.5).

Coletivamente, o culto cristão deve ser o mais sagrado e solene de todas as reuniões que o povo de Deus realiza aqui na terra (Sl 56.7; Sl 89.7; 93.5; Ec 5.1; Hc 2.20; Jo 2.14-17; 1 Co 11.22; 1 Tm 3.15), pois nela não só reconhecemos a infinita bondade e misericórdia do Senhor, como também, expressamos nossa gratidão por todos os benefícios que nos tem concedidos, inclusive as bênçãos da Salvação (Sl 116.12-13; 103.2-11; 30.11-12; 33.1-3; 101.1).

O CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Alvo da Lição: O aluno conhecerá os princípios do culto no Antigo Testamento.

O mundo vive numa constante renovação. O indivíduo busca novos padrões e entendimento para o que acontece ao seu redor; busca novas formas de realizar obras e sonhos; obtém outros pontos de vista a respeito de assuntos e temas já conhecidos. O nosso foco recai sobre a renovação teológica e litúrgica.

Questionamos quanto das mudanças na teologia e na liturgia do culto vêm das Escrituras e quanto vêm do desejo das pessoas. Há diversidade quanto à compreensão de como deve ser o culto prestado a Deus.

 

A Bíblia, ao descrever o que denominamos de culto, não usou termos similares aos que se referiam ao culto em outras religiões. Quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento, essencialmente, o culto é descrito como serviço. Em qualquer língua, etimologicamente, liturgia significa “o trabalho que pessoas realizam”, não pessoas se divertindo, alegrando-se, fazendo o que acham ser bom. No Antigo Testamento, a adoração era prescrita e controlada, era litúrgica.

Como posso adorar a Deus segundo os princípios do Antigo Testamento? Será que o Antigo Testamento oferece direção para uma adoração no culto contemporâneo?

Vamos estudar cinco épocas nas quais o culto era prestado a Deus, no Antigo Testamento.

I. Da criação ao êxodo

A recusa do homem em obedecer a Deus incondicionalmente foi a recusa a uma adoração ao Senhor com base em Sua verdade revelada (Gn 3.1-6). Podemos entender, pelos textos bíblicos, que o culto ao Senhor era familiar, centralizado no altar. Ali, Deus e a família se encontravam e havia:

1. sacrifícios de gratidão (Gn 4.1-6; 8.20);

2. sacrifícios de expiação de pecados ( Jó 1.5).

A fé possibilitou a Abel ter sua oferta aceita pelo Senhor (Hb 11.4). Caim não obedeceu as instruções que estão subentendidas em Gênesis 4.7, daí ter tido sua oferta rejeitada por Deus.

Examinar as intenções e avaliar as ações devem ser exercícios constantes na vida dos que cultuam a Deus (Sl 66.18 e 131.1-3). Deus só aprova o culto sincero.

II. Do êxodo à monarquia

Este foi o período do tabernáculo, a habitação simbólica de Deus. Embora portátil, era um palácio.

Todo o tabernáculo e seus utensílios expressavam a pessoa de Deus, Seus atributos, Sua presença, Seu relacionamento com o povo, e como o povo respondia a Deus. As prescrições para aproximação e purificação eram rigorosas e foram dadas pelo próprio Deus a Moisés. Podemos associar alguns utensílios do tabernáculo com alguns elementos imprescindíveis do culto.

1. A arca e a mesa dos pães – retratam Deus como Rei, Senhor e Provedor do Seu povo – a leitura bíblica (especialmente os Salmos), os hinos e cânticos de louvor.

2. As lâmpadas – a direção de Deus – a pregação da Palavra.

3. O incenso – o local das intercessões pelo povo – as orações.

4. O altar – o lugar do derramamento de sangue – a confissão de pecados.

Notemos ainda a posição do tabernáculo no centro do acampamento (Nm 1.52,53 e 2.1-2) como referência à centralidade do culto para a nação. Notemos que cerca de 40 capítulos foram dedicados à descrição, construção, dedicação e uso. Deus não somente quer nosso culto, mas Ele diz como quer ser cultuado.

Nem toda adoração agrada a Deus. Há o perigo de trazermos “fogo estranho” diante do altar e do trono do Senhor (Lv 10.1-2). Esse “fogo estranho” consistia em contrariar os mandamentos divinos quanto à adoração. Não apenas a adoração a falsos deuses é proibida nas Escrituras, mas também a adoração ao verdadeiro Deus de maneira errada (Ml 1.7-10; Os 6.4-6; Am 5.21).

III. Da monarquia ao exílio

Foi o período de maiores mudanças e de centralidade do culto. O povo ia reunido para a adoração ao Senhor. A orientação para o serviço sacerdotal permanecia válida. As prescrições foram dadas por Deus, por meio de Davi, a respeito de grupos corais e grupos instrumentais.

O culto em Israel era participativo. Os dias de festa, as procissões e os sacrifícios exigiam envolvimento do adorador. No AT era um duplo serviço divino: um dirigido ao Seu povo e outro dirigido às outras nações (Sl 67). Deus quer ser adorado pelos Seus no serviço que estes prestam ao próximo.

Este foi o motivo pelo qual os profetas criticaram o culto da antiga aliança (Is 1.11-15): o povo desejava comparecer diante de Deus, receber Dele todos os benefícios do culto, mas não O servia fazendo o bem ao próximo.

Culto não é ato ritual, mas ato de vida. O ato de culto deve expressar-se em gestos eficientes, concretos e claros em nossa relação com o próximo. Este é o serviço do povo a Deus, que em nada precisa de nossos serviços, mas que por misericordiosa graça nos chama para que sejamos participantes de Sua obra neste mundo.

IV. No exílio

Desse período em diante as informações são mais escassas. Todavia, sabemos que não havia templo, não havia sacrifício, não havia sacerdócio. Em meio ao caos, à desesperança e ao temor, Deus enviou profetas como Ezequiel para encorajar Seu povo a se voltar para Ele e cultuá-Lo, pois era o Deus fiel à aliança.

O grupo de israelitas que se reunia no exílio começou o que depois ficou conhecido como “sinagoga”.

V. A era pós-exílica

É o período de Esdras e Neemias. O povo de Israel voltou do exílio babilônico. Houve um retorno à Lei de Deus (Torah), que começou a ser lida perante o povo. O templo foi restaurado, os sacerdotes voltaram à atividade, os sacrifícios e as ofertas tornaram a ser feitos.

Conforme o prof. Marcos Alexandre Faria (Faculdade Teológica Batista de Brasília), estas são algumas influências do exílio babilônico:

1. a figura do rei desaparece;

2. o cativeiro se torna um meio de purificação e ressurgimento da religião dos judeus;

3. as profecias de Jeremias tiveram grande influência;

4. finda a idolatria (estavam no meio de uma nação extremamente idólatra);

5. acaba a monarquia (fica na esperança do Messias – o descendente de Davi virá!);

6. o sumo sacerdote, auxiliado pelos escribas, assume a liderança do povo;

7. Esdras, o sacerdote, convida o povo a voltar para a Palavra (Ed 7.10);

8. o povo gira em torno da Lei: viver de acordo com a Lei passa a ser um estilo de vida;

9. começa o que seria mais tarde a sinagoga – o que se tornou modelo para as igrejas no NT.

É o início do chamado “Judaísmo”, ou seja, o ambiente social, cultural, político e religioso do povo hebreu, formado a partir da volta do exílio babilônico (538 a.C.), e no qual se formou o cristianismo (Dic. Aurélio). Nesse período, três ênfases básicas são: o sábado, a circuncisão e as leis alimentares.

VI. Resumo do culto do AT

Encontramos três princípios nessas cinco épocas.

1. Adoração (Gn 8.20; 35.11, 14; Êx 3.18; 5.1; 2Cr 7.3; Ne 8.6)

O culto era centralizado em Deus, que reivindica e espera isso de Seu povo. Honramos ao Senhor quando O adoramos pelo que Ele é. Deus não está limitado a experiências humanas, as quais não podem determinar ou governar o tipo de liturgia do culto prestado ao Senhor. O Salmo 93 diz que Ele está revestido de majestade. Deus é glorioso, é sublime, é belo na Sua santidade. Devemos adorá-Lo no Seu esplendor e na Sua beleza. É com essa concepção que devemos adorar ao Senhor. O culto no AT é a resposta da criatura:

• à glória do Criador revelada (Sl 19).Deus é o Altíssimo (Sl 83.12), o Deus que vê (Gn 16.13), escudo (Sl 84.11);

• aos atos salvíficos de Deus (Êx15;Sl 105);

• à ação bondosa de seu Criador (Mq6.8;Is 1.13-17; Lv 10.1,2).

2. Oração e confissão (Jó 1.5; Lv 16.15,16; 1Cr 16.39,40;2Cr 6.21-31; Ed 9.1-3)

O pecado tinha que ser coberto, a expiação, a propiciação foi feita por Cristo, em nosso favor. Os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para aquilo que Cristo iria fazer. No Antigo Testamento não havia culto nem adoração sem sacrifícios; não havia culto sem altar. Para nós, não há culto sem o significado da cruz, não há culto sem Jesus Cristo, o que foi imolado e que agora reina. Além disso, a adoração devia também incluir ofertas, e os sacrifícios deviam expressar gratidão, devoção, desejo de comunhão e meditação, prontidão, e voluntariedade para compartilhar coisas materiais com os sacerdotes, os levitas, os pobres e as viúvas. Não havia lugar para a mesquinhez no culto.

3. Instrução (Gn 4.7; Dt 31.9-13; 2Cr 34.30; Ne 8.8)

 Este é o meio pelo qual Deus revela Sua vontade. A pregação não pode ser relegada aos momentos finais do culto. Ela não é matéria para ser apenas descrita ou comentada, mas deve ser explicada (Ne 8.3, 7- 8, 12). Deus fala, o homem se cala, medita e responde. Com a pregação fiel e revestida de autoridade da Palavra, Deus é honrado e glorificado, os descrentes são desafiados, os crentes são edificados e a igreja é fortalecida. A adoração genuína também deve ser fruto de um correto entendimento da lei, justiça e misericórdia de Deus, reconhecendo-O assim como Ele Se revela nas Escrituras. Sem a Palavra não há adoração e não importa quão emocionantes sejam os demais atos do culto.

OS ELEMENTOS DO CULTO LEVITICO

 1. Leitura e pregação da Palavra (Cl 3.16; 2Tm 4.2)

A mensagem deve expor e esclarecer um texto bíblico numa linguagem contemporânea e para a realidade do mundo de hoje. Segundo Klaus Douglass, a mensagem tem sete funções:

1 - explicar e esclarecer verdades profundas da fé;

2 - dar orientações sobre como devemos viver e agir como cristãos;

3 - edificar a igreja;

4 -  levar pessoas à fé;

5 - fortalecer a fé;

6 - consolar e animar os que estão em dificuldades;

7 - tirar pessoas da sua inércia.

A esta suficiência das Escrituras no culto cristão os reformadores chamaram de princípio regulador do culto, que não deve se preocupar com coisas sem importância.

Na adoração coletiva, a pregação da Palavra é essencial. Em nosso texto-base lemos que as atividades da igreja do Novo Testamento eram centralizadas “na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações”.

Em seu livro Entre dois mundos, John Stott afirmou: “A Palavra e a adoração pertencem indissoluvelmente uma à outra. Toda a adoração é uma resposta inteligente e amável à revelação de Deus, porque é a adoração do seu nome. Portanto, a adoração aceitável é impossível sem a pregação. Pregar é tornar conhecido o nome de Deus, e adorar é louvar o nome do Senhor sobre o qual fomos informados. Ao invés de ser uma intrusão alienígena à adoração, o ler e o pregar a Palavra são realmente indispensáveis à adoração.”

2. Oração (Ef 5.20; 1Tm 2.8; At 2.42)

As orações podem ser de adoração, invocação, confissão, petição, agradecimento, intercessão, etc. e devem ser dirigidas a Deus.

3. Hinos e cânticos espirituais (Cl 3.16; Hb 13.15)

A música pode, às vezes, nos comover pela beleza da melodia, mas esse sentimento, por si só, não é adoração. A música deve ter verdades bíblicas contidas em suas linhas para que seja um recurso legítimo e fomente a verdadeira adoração. A música ou louvor:

1 - expressa nossa relação com Deus (Hb 13.15);

2 - deve caracterizar nossa comunhão com os irmãos e contribuir como veículo de proclamação da verdade de Deus (Ef 5.19; Cl 3.16).

4. Serviço mútuo (At 2.45; Cl 3.16)

Essencialmente, na Bíblia, culto é serviço, algo que fazemos para outros. Primeiramente, o culto cristão é um ato divino. Respondemos ao favor de Deus concedido a nós, Seus filhos. Ele veio ao nosso encontro, chamou-nos, aceitou-nos, deu-nos o Seu perdão e nos trouxe à Sua presença. À medida que, corretamente motivados, servimos o nosso próximo, estamos servindo a Deus.

FINALIDADE DO CULTO LEVITICO

ADORAR AO ÚNICO E VERDADEIRO DEUS.

A Bíblia ensina que o homem deve amar a Deus de todo o coração, de toda a alma de todas as forças e de todo o entendimento. O que deve ser orar com o entendimento, cantar com o entendimento e falar à igreja com entendimento, pronunciando palavras bem inteligíveis. Em suma, ele deve adorar e louvar a Deus em sua plena consciência. Isto envolve o homem todo, suas faculdades emocionais, espirituais, físicas e mentais. Lucas 10:27; I Coríntios 14:7, 9, 15, 19, 32; Efésios 1:17, 18.

REAFIRMAR AS ALIANCAS ANTIGAS

No culto Levítico, os filhos de Israel professavam as alianças que o Senhor firmara com Abraão, Isaque, Jacó e Davi (Lv 26.9,45). Já em seus cânticos, reafirmavam a fé na presença de Deus em sua vida familiar e comunal (SI 47.9), como mostra o Salmo 105.

PROFESSAR O CREDO DIVINO

“Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de Mim não há Deus;...para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de Mim não há outro; Eu sou o Senhor, e não há outro.” Isaías 45:5 e 6.

 “E disse-Lhe o diabo: Dar-Te-ei toda a autoridade e glória destes reinos; porque a mim me foi entregue, e dou-a a quem quero; portanto, se Tu me adorares, tudo será Teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás.” Lucas 4:6-8.

Todas as evidências são claras. Tanto no Velho Testamento como no Novo testamento, as orientações são de que devemos adorar o Deus único. A certeza se cristaliza quando o próprio Senhor Jesus disse à Satanás: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás.” O Senhor Jesus não transmitiu a idéia de uma adoração a três deuses. Ele disse à Satanás que deveria adorar unicamente a Deus (Pai), o Todo-Poderoso.  “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Deuteronômio 6:4.

AGUARDAR O MESSIAS

No livro de Salmos, há uma elevada cristologia, que descreve a paixão, a morte, a ressurreição e a glorificação do Senhor Jesus Cristo como Rei dos reis (SI 22.1-19; 16.10; 110.1-4; 2.1-8). Um israelita crente, e predisposto a servir a Deus, jamais seria surpreendido com a chegada do Messias, pois o culto Levítico era essencial e tipo-logicamente cristológico (Lc 2.25-35).

CONCLUSAO

Nesta nossa reflexão sobre adoração e culto cristão temos procurado mostrar que o assunto é essencialmente espiritual e digno de nossa atenção especial. Por sua natureza espiritual, a verdadeira adoração só é possível quando impulsionada pela obra do Espírito Santo dentro de nós (Jo 4.23-24). Além do mais, os passos a serem tomados para uma redescoberta da verdadeira adoração são exercícios altamente espirituais e contradizem profundamente nossa natureza e impulsos carnais. Mas a verdadeira adoração sempre exaltará Cristo (Ap 5.12), transformará o adorador (2 Co 3.18-19), convencerá o incrédulo da presença do adorado entre os adoradores (1 Co 14.24-25) e invocará o "amém" de cada um dos servos de Deus.

Ainda, a verdadeira adoração nos capacita para o testemunho e o serviço diário na seara do Mestre. Como diz Armstrong: "Não estamos no negócio de construir mosteiros evangélicos, mas congregações que servirão o verdadeiro Deus como resultado direto da adoração."

Finalmente, temos que admitir que, de acordo com as Escrituras e a história cristã, adorar a Deus corretamente exige tempo e humildade. Preparação é essencial. Examinar nossas intenções e avaliar nossas ações devem ser exercícios constantes em nossa vida de adoradores (Sl 66.18 e 131). Além do mais, nosso coração deve ser continuamente guardado contra o egocentrismo a fim de que possamos dizer: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória" (Sl 115.1). É somente adorando o Senhor de modo verdadeiro que seremos encontrados por ele e, "Se é a Deus que você está buscando em sua adoração, você não ficará satisfeito sem Deus."

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia



REVISTA BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Adoração & Louvor – A excelência e o propósito de uma vida inteiramente dedicada a Deus. Rio de Janeiro: Editora Betel – 4º Trimestre de 2016.