20 de abril de 2010

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR

Texto Áureo: “Bem aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt 5:4)

O Gemido de Desespero ( 9.1 – 26 )

O que o profeta vê é tão atormentador e tão inevitável que, quando procura consolar-se em relação ao destino da sua terra amada, seu coração desfalece. Ele parece ouvir o povo como se já estivesse no exílio, clamando em consternação: Não está o SENHOR em Sião? Não está nela o seu Rei? Deus responde suas perguntas imediatamente: Por que me provocaram à ira? Conhecendo o verdadeiro estado das coisas, o profeta clama com grande lamento:

Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.

Encontramos três coisas nesse texto:

1) O reconhecimento da oportunidade.

2) A confissão da negligência.

3) O pressentimento da destruição (Lange, p. 108).

Mas Jeremias ainda não terminou o seu lamento: Estou quebrantado pela ferida [...] do meu povo; {...] o espanto (“confusão”, Berkeley) se apoderou de mim (21). Ando de luto. Podemos sentir a profunda dor no coração do profeta quando ele volta a se expressar: Porventura, não há ungüento (bálsamo) em Gileade? (22). A resposta esperada é: Sim. Gileade era conhecida, de longa data, pelo bálsamo feito da resina da almecegueira. Não há lá médico? Novamente, a resposta esperada é: Sim. Visto que há um médico por perto, e um remédio à mão, por que, pois, não há cura? Só existe uma resposta. O povo não buscou a ajuda do Médico. Eles não procuraram o remédio. Eles negligenciaram a única fonte segura de ajuda. Negligentes, cegos e teimosos, eles se precipitam impetuosamente em direção ao precipício da ruína. O coração de pastor do profeta se quebra sob o peso do sofrimento, e o grito compassivo irrompe dos seus lábios: Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em uma fonte de lágrimas (9.1). E esse tipo de lamentação que rendeu a Jeremias o título de “o profeta chorão”.

A Dor de um Coração Amoroso (9.2-22)

Há uma conexão estreita entre o final do capítulo 8 e o início do capítulo 9. O coração quebrantado do profeta afogou-se em uma tristeza profunda e irreconciliável em relação ao destino do seu povo. Ele também está angustiado com o seu isolamento crescente. Ninguém o entende; ele é evitado por alguns e insultado por outros (11.2l ss). Ele está tão dominado pela dor que deseja voar para longe, para uma estalagem de caminhantes no deserto (2). (Ele expressou o sentimento de muitos profetas cansados de dias posteriores!) Visto ser impossível ir embora, ele expressa seu pesar em uma série de lamentos. Esses lamentos, às vezes, parecem vingativos, mas isso é apenas aparente, porque no fundo eles expressam a tristeza de um coração amoroso.

a) O povo infiel (9.2-8). Jeremias recebe agora discernimento sobre a vida íntima do povo. O que vê o enche de grande tristeza. Toda nação tem caminhado na mesma direção — todos eles são adúlteros, são um bando de aleivosos (2). Seu engano toma diversas formas. Eles são adúlteros espirituais, sim, mas eles também são culpados de adultério físico (cf. 5.7-8). Eles também são culpados de falsidade; eles estendem a língua, como se fosse o seu arco para a mentira (3). Ninguém pode confiar no seu próximo, porque todo irmão não faz mais do que enganar (4). A palavra hebraica para enganar é a mesma usada para “Jacó”, e a referência é ao ato enganoso de Jacó para com o seu irmão, Esaú (Gn 27.5ss). “Os descendentes são como seus antepassados, cada um engana (Jacó) seu irmão”.

Ensinam a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em obrar perversamente (“eles se cansam de tanto pecar”, NVI; v. 5). Eles habitam no meio do engano e recusam-se em conhecer ao SENHOR (6). Sua maldade é obstinada e deliberada. Eles são especialmente traiçoeiros com suas línguas (cf. Tg 3.5ss), expressando uma benevolência aparente ao próximo, enquanto no seu interior; planejam sua ruína.

b) A assolação vindoura (9.9-11). Um outro motivo para a aflição de Jeremias se origina na assolação que ele sabe que está vindo sobre o país, especialmente sobre Jerusalém. Tudo será devastado. Levantarei choro e pranto, clama o profeta, porque as pastagens [...] já estão queimadas, [..] ninguém passa por elas; [...] as aves e os animais já se foram (10). Ele então descreve Jerusalém como uma cidade que está deitada em montões, i.e., em ruínas, morada de dragões (chacais); e as cidades de Judá estão assoladas e desabitadas (11). Essa profecia foi cumprida em 586 a.C., quando a cidade foi transformada em um monturo.

c)A falta de entendimento (9.12-16). O profeta lamenta a loucura espiritual do povo. Um homem sábio teria feito algumas perguntas: Por que razão pereceu a terra e se queimou, de sorte que ninguém passa por ela? (12).

Uma pessoa com discernimento teria prontamente percebido o motivo: Porque deixaram a minha lei e andaram após o propósito (teimosia) do seu coração (13-14). Uma pessoa sábia teria prestado atenção e percebido que esse tipo de conduta resultaria em tristeza e tragédia: Eis que darei de comer alosna (“absinto”, ARA; “comida amarga”, NVI) a este povo e lhe darei a beber água de fel. E os espalharei entre nações (15-16). Desde o tempo de Jeremias a expressão “alosna e fel” tem sido usada para caracterizar extrema aflição e tristeza. A referência a espalhá-los entre as nações é uma predição do exílio. Judá deveria ter aprendido com a queda de Israel, mas claramente não aprendeu nada. Jeremias chora porque ninguém discerne o destino da nação. Ele insiste em que, se tivessem conhecido o caráter de Deus, teriam percebido “os sinais dos tempos”.

d) A impiedosa colheita da morte (9.17-22). Deus fala novamente com o profeta, e suas palavras são motivo para uma nova erupção de aflição. A mensagem é tão importante que Jeremias sente-se impelido a chamar as pranteadoras profissionais. As mulheres sábias (hábeis) são as carpideiras. Esse é um exemplo da estrutura paralela da poesia hebraica. As mulheres são chamadas para que levantem o seu lamento a fim de encorajar o povo de Jerusalém a chorar pela cidade: que as nossas pálpebras destilem águas (17-18). O clamor se intensifica: Como estamos arruinados! (19) As possessões têm sido devastadas e o exílio chegou; “eles [os inimigos] derrubaram nossas moradas” (lit.).

Mas existe um motivo ainda maior para estar aflito do que a perda de posses. E, para isso, a lamentação profissional contratada não é suficiente. As mulheres de Judá não deveriam apenas lamentar, mas ensinar (2) uma canção triste às suas filhas, e cada uma, à sua companheira. A morte subiu pelas nossas janelas e em nossos palácios, e nossas crianças e jovens (21) se foram. A morte apareceu de uma maneira súbita e inesperada, e não há nenhuma segurança contra ela. Aqui está um motivo para realmente chorar. Os corpos dos homens jazerão (22) no campo como gavela (feixes) atrás do segador (ceifeiro); não há quem a recolha, i.e., eles não terão um enterro próprio, mas seus cadáveres serão tratados como esterco. A morte é personificada aqui como alguém que corta os moradores da terra da forma como um ceifeiro corta o trigo. A idéia da morte como um “Ceifeiro inflexível” evidentemente se origina desse texto.

Sabedoria — a Falsa e a Verdadeira (9.23-24)

A primeira vista, esses versículos parecem ter pouca relação com o que vem antes e, mesmo assim, são apropriados. Eles poderiam muito bem descrever a única maneira de escapar da destruição futura. Esses versículos certamente traçam um contraste entre a segurança falsa e a genuína. Eles também contrastam a sabedoria dos homens com a sabedoria de Deus. Os homens dos dias de Jeremias, como os homens de qualquer época, se vangloriavam “da sabedoria humana (cultura), do poder militar (habilidade técnica) e da prosperidade material (abundância econômica)”.

Na verdade, esse é o grau mais elevado de loucura, porque essas coisas são passageiras e não oferecem nenhuma base sólida de segurança. Portanto, não se glorie o sábio na sua sabedoria (23). Por outro lado, a única base real de sabedoria e felicidade consiste em conhecer a Deus. Entende-se melhor o caráter de Deus ao observar o que Ele ama, e como lida com os homens.

Ele tem prazer em fazer beneficência (favor gracioso, amor imutável), juízo (equidade, integridade, imparcialidade) e justiça (retidão; 24) na terra. Essas coisas formam a base da verdadeira sabedoria. Justiça (tzedek), juízo (mishpat), e beneficência (hesed) são o grande triunvirato do Antigo Testamento. Sobre essa base o indivíduo ou nação pode construir com segurança. Sem esses aspectos o maior e mais forte é desesperadamente fraco.

O Castigo dos Incircuncisos (9.25-26)

O hebraico desse pequeno oráculo é de difícil interpretação, e os estudiosos o têm traduzido de diversas formas, mas o significado é razoavelmente claro. Jeremias está ressaltando a primazia da religião interior em contraste com a conformidade exterior às práticas religiosas. Jeremias precede o apóstolo Paulo aqui ao citar Deus dizendo:

Eis que vêm dias, [...] em que visitarei a todo circuncidado com o incircunciso (25); i.e., “a circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus” (1 Co 7.19). Quer Egito ou Edom, ou mesmo Judá, pratique a circuncisão ou não, isso não faria diferença, porque o destino do incircunciso de coração será o mesmo do incircunciso na carne. Portanto, a circuncisão (na carne) do judeu será tratada como incircuncisão, a não ser que uma “circuncisão interior” seja conseqüência de um ato exterior (cf. 4.3-4).

A conformidade exterior com a religião sem a graça interior é totalmente insuficiente. Visto que a nação de Judá não tinha entendido o significado mais profundo dos atos exteriores da sua religião, ela será castigada com os gentios, porque não é melhor do que eles. Nessa ênfase na religião interior, Jeremias está definitivamente apontando para a época do evangelho.

Vejamos na Bíblia algumas situações de choro e do consolo de Deus.

Em Gn 21:16, encontramos Hagar, a escrava egípcia de Sarah, chorando por seu filho que morreria de sede e fome no deserto onde ambos estavam. “Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Hagar e lhe disse: Que tens Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino daí onde estás” (Gn 21:17). E Deus abriu os olhos de Hagar para que visse um poço de águas vivas; ambos foram salvos e puderam viver no deserto, junto às águas de Deus. O Senhor recolhe as lágrimas de uma mãe que chora por seu filho.

Vale a pena orar e esperar no Senhor.

Encontramos Ana, a esposa de Elcana, chorando por causa da sua rival, Penina, que a irritava e escarnecia da sua esterilidade. Ana resolveu levar o seu problema para Deus. Ela aproveitou o momento da adoração, quando toda a família ia a Siló para o sacrifício ao Senhor, e derramou, ali, o coração diante de Deus, pedindo-lhe um filho. Ana estava pronta a dar o filho ao Senhor e orou de todo o coração. Deus ouviu-lhe as súplicas e lhe concedeu o pedido. Ele lhe enxugou as lágrimas e encheu o seu coração de doce esperança e alegria.

Lágrimas e tristezas na Bíblia

Em I Sm 11:4, vemos o povo de Israel chorando por causa da afronta dos amonitas aos moradores de Jabes-Gileade. A cidade foi sitiada e propôs aliança com Naás, rei de Amom. Entretanto, a resposta que este lhes deu foi:

“farei aliança convosco sob a condição de vos serem vazados os olhos direitos, trazendo assim eu vergonha sobre todo o Israel” (I Sm 11:2). Os moradores de Jabes pediram sete dias para buscarem ajuda do povo de Israel. Quando a notícia chegou a Saul e ao povo de Gibeá, eles choraram em alta voz. Então Saul levantou um exército formado por toda a nação e livrou a cidade da opressão amonita.

O povo foi sensível à necessidade de seus irmãos, por isso chorou. Deus nos deu as lágrimas para que manifestemos os sentimentos de solidariedade com nossos irmãos. Precisamos ser sensíveis às necessidades do nosso próximo.
Como igreja, somos comparados ao corpo humano, onde cada membro tem uma função e estamos interligados. Quando um membro sofre, todos nós sofremos com ele. Quando um é honrado, todos nós igualmente recebemos a honra. Quando há escândalos, todos nós sofremos, não é mesmo? Assim, pois, Deus quer que sejamos sensíveis ao sofrimento uns dos outros. Deus quer que nos amemos uns aos outros e tenhamos um coração amoroso e cheio de compaixão.

As promessas de Deus

Jesus passou, certa vez, pela cidade de Naim e encontrou um grupo de pessoas que caminhava para o enterro do filho único de uma viúva. “Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!” (Lc 7:13). Mas, como não chorar a morte do único filho, depois de ter também perdido o marido? Pense: como estaria o seu coração na situação dessa mãe?

Mas Jesus tinha para aquela viúva o verdadeiro conforto. E, parando o enterro, ele tocou o esquife que conduzia o morto e ordenou-lhe a vida: “Jovem, eu te digo: Levanta-te” (v.14). O rapaz assentou-se e começou a falar, sendo restituído à sua mãe. A notícia levou o povo a glorificar a Deus e a reconhecer Jesus como um grande profeta de Deus entre eles (Lc 7:16).

Podemos estar certos de que o nosso Deus é cheio de ternura e compaixão. As nossas lágrimas tocam o seu coração e Ele nos consola. A Bíblia está cheia de promessas maravilhosas que nos confortam e levantam o ânimo abatido.

Medite nas promessas de Deus para nós: Sl 6:8-9 (Deus ouve o nosso choro e nos acolhe), Sl 30:5, 11-12 (o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer), Is 65:19 (Deus fará para nós um novo céu e uma nova terra, onde não haverá lagrimas nem tristezas), Jr 31:9-14 (promessas de restauração para Israel e a nova aliança em Cristo, v. 31-33).

Choro por causa do pecado

O pecado traz a separação do homem e gera a morte (Tg 1:14-15). Entretanto é o Espírito de Deus quem nos conduz ao arrependimento e à restauração da comunhão com Deus (Jo 16:8-11, Tt 3:4-7).

Esaú chorou ao perder a bênção de primogenitura (Gn 27:38), que ele mesmo desprezara, vendendo-a por um prato de lentilhas ao seu irmão Jacó (Gn 25:27-34). Entretanto o seu choro não foi de arrependimento, mas do sentimento de perda. O seu coração encheu-se de ódio e ele falou em matar o irmão.

O arrependimento sincero leva à reconciliação, ao pedido de perdão e à concessão do mesmo. O remorso, entretanto, leva apenas à morte. Pessoas cheias de remorso são pessoas feridas e amargas; tristes e deprimidas. O reconhecimento das próprias falhas e o desejo de mudança radical, no interior, é que caracterizam o genuíno arrependimento.

Muitas pessoas, hoje em dia, não conseguem viver a plenitude da vontade de Deus porque não se arrependeram de verdade. Não querem mudar de atitude. Sabem qual é a vontade de Deus, mas se escondem atrás de suas fraquezas com desculpas para não enfrentar a cisão com o mundo (Mt 16:24).

Temos o exemplo de Pedro, que negou conhecer Jesus, por três vezes. Em seguida, seus olhos se encontraram com os do Mestre e ele chorou amargamente (Lc 22:54-62). Pedro se arrependeu e buscou o perdão. Jesus conversou com ele, após a sua ressurreição, e, junto ao mar da Galiléia, Pedro confessou o seu amor por Jesus três vezes (Jo 21:15-19).

Recolhe as minhas lágrimas = Salmo 56

“Registra, tu mesmo, o meu lamento; recolhe as minhas lágrimas em teu odre; acaso não estão anotadas em teu livro?” (Sl. 56.8).

Todos nós já choramos na vida; pelo menos quando nascemos, choramos. Aliás este é o enigma da vida: “nascemos chorando ou pelo menos alguém chora por nós”.

Mas sem dúvidas que todos nós passamos por momentos de lágrimas, lágrimas de emoção, a alegria de uma vitória. Também choramos de sofrimento, alguém querido que vai embora. Chora-se também quando se sofre uma calúnia. Enfim chora-se por vários motivos, mas um dado curioso é que as lágrimas se secam com o lenço, com a mão ou com o ar. Ninguém guarda lágrima, ninguém carrega um vidrinho e vai guardando as suas lágrimas.

Vamos voltar ao texto lido: “...recolhe as minhas lágrimas em teu odre...”. DAVI está dizendo que Deus guarda as nossas lágrimas: “...recolhe as minhas lágrimas..”.

Naquele tempo guardava-se água, vinho e leite dentro de um vasilhame de couro. “Recolhe as minhas lágrimas em teu odre”.

O que DAVI está dizendo é que ele passou um momento muito difícil na sua vida e vem contando isso no seu salmo, mas quando chorou, as lágrimas que deveriam ser secadas com a mão por ele foram guardadas por Deus. É uma figura poética. As lágrimas do fiel são guardadas. Ele descobriu isso na sua experiência. O seu sofrimento e o seu choro não foram desapercebidos por Deus. E podemos dizer que o primeiro significado desta expressão para as nossas vidas é que...

DEUS VÊ AS LÁGRIMAS.

“recolhe as minhas lágrimas”. A idéia é que ele passou por um momento sombrio, vinha passando titubeante e Deus estava contando os passos dele. DEUS estava vigilante no momento da sua crise.

A declaração do salmista é muito simples: Deus está atento ao que se passa conosco, ele vê. Para o Salmista DEUS não é um ídolo qualquer, muito pelo contrário, o salmista ironiza os ídolos: Abra sua Bíblia no Salmo 115:4-7 e veja o que ele diz: (“4 Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas. 5 Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver; 6 têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; 7 têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; e não emitem som algum com a garganta.”).

Ou seja o Salmista fica admirado com as pessoas que confiam em ídolos e depois finaliza no v. 8: (“Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam.”). Porque eles não podem ver, não fazem nada, são ídolos, são mortos, são inúteis, mas ele diz que o seu Deus contou as suas lágrimas. Com Deus é diferente.

O sofrimento não é algo que Deus ignore. Será que Deus não vê a tempestade em que eu estou? Sim, vê. Ele sabe o que é sofrimento e Ele guarda. O salmista diz, “recolhe as minhas lágrimas no teu odre”. - Ele vê o nosso sofrimento. Se você está passando por aflição ou por alguma necessidade não deve pensar: Deus me esqueceu, ou Deus não está vendo, ou Deus não se importa. Porque Deus nos vê, se importa, Deus sabe, ele conta.

No v. 8, do Capítulo 56, diz ainda o Salmista: “acaso não estão anotadas em teu livro?”. - Ele vê, ele guarda, ele anota.

Segunda lição:

DEUS RECOLHE AS LÁGRIMAS.

Ele põe num odre, num frasco, põe para recordar, elas estão ali. Cada vez que olha vê aquilo ali. As lágrimas do fiel têm valor. Não estão no teu livro? Não estão inscritas no teu livro? Alguns de nós marcamos alguma coisa que nos aconteceu. Registramos o nascimento de um filho, uma formatura, alguma coisa que nos diz valor e que não queremos esquecer. As minhas lágrimas estão inscritas no teu livro. Tu anotaste. É o que o salmista está dizendo. Ele não ignora.

De vez em quando ouvimos alguém dizer: “Deus escreve certo por linhas tortas.” - Entretanto para Deus não há linhas tortas, as linhas são sempre retas, mesmo que em um determinado momento alguma coisa não possa ser explicada, ele viu, ele sabe, ele não perdeu o controle e por vezes o que estraga tudo não é problema em si, mas a nossa reação diante do problema. Quando nos esquecemos que Deus está presente nestes momentos e que Deus conduz estes momentos, participa dele, aí nos desestruturamos. Ele recolhe e ele guarda, ele não ignora. Por fim, podemos dizer, ele vê, ele guarda...

DEUS ENXUGA AS LÁGRIMAS.

Porque se só visse e dissesse, olha ele está chorando, isso não adiantaria muito, mas ele enxuga as lágrimas.

No livro do Apocalipse a Bíblia diz: “ELE enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” . (Ap. 21.4).

Houve um homem que chorou muito no Antigo Testamento, ele era um adolescente e os irmãos não gostavam dele, pensaram primeiro em matá-lo, depois acharam que não valia nem a pena matar e o venderam como escravo. Ele tinha alguns valores morais e resolveu se pautar por eles e quando rejeitou o assédio sexual de uma mulher, ele foi parar na cadeia e lá fez amizade com algumas pessoas. Pediu que elas se lembrassem dele e um sujeito que ele ajudou se esqueceu dele e o tempo se passou.

A história deste homem, e você já sabe que estou falando de JOSÉ. Mas ao longo do sofrimento deste homem nós encontramos uma profunda expressão: “e o Senhor era com José, e o Senhor estava com José.” Não parece, porque a coisa está ruim, mas o Senhor estava com José e este homem acaba saindo da masmorra para ocupar o segundo posto do país, ele sai para ser o governador do Egito. Agora não mais como um adolescente rejeitado, ele será o salvador dos irmãos e do pai, não mais como alguém na masmorra, mas como alguém com toda a autoridade de mando este homem tem as suas lágrimas enxugadas.

E em Gênesis 41.51-52 fala-se que quando nasceu seu primeiro filho, José o chamou de Manassés, pois disse: “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos, e de toda a casa de meu pai.” Ao segundo chamou-lhe Efraim, pois disse: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição.” Dois filhos com duas mensagens: Deus me fez esquecer e Deus me fez próspero.

Estar como escravo, parar numa prisão e sair de lá para ser o segundo homem do país é preciso realmente muito a graça de Deus. Não estava Deus vendo o que estava acontecendo com ele? O Senhor era com José. E depois esta declaração sua: Deus me fez esquecer. As recompensas que Deus tem para dar àqueles que nele confiam são muito maiores do que os dissabores que enfrentamos. Deus me fez prosperar. O caminho que Deus tem para avançarmos, progredirmos é muito maior do que o que nos amarrou atrás. O que está sendo dito é isto: Deus tem muito mais para dar do que o mundo tem para nos afligir de dores.

Deus me fez esquecer, Deus me fez prosperar. Você pode imaginar quantas lágrimas José derramou? Podemos imaginar um adolescente com saudade do pai, porque quando ele encontra os irmãos, anos depois, os irmãos não o reconhecem, ele faz uma pergunta, vosso pai vive? Saudade do irmão caçula. Não tendes um irmão menor? Como está ele? Mas Deus viu, Deus guardou e Deus enxugou.

Uma das lições mais ricas que podemos aprender na Bíblia é que Deus não é uma força, uma energia cósmica, um olho dentro de um triângulo, não é uma pirâmide, mas é um Deus pessoal que ama os homens, entra nas suas vidas, deseja participar delas, pode enxugar as suas lágrimas, pode transformar, modificar a sua vida. A sua vida pode ser mudada e mudada para sempre.

Voltemos ao Salmo. Embora esta passagem seja muito bonita “...recolhe as minhas lágrimas no teu odre, acaso não estão anotadas em teu livro?” a idéia mais forte do Salmo aparece nos versos 4,10 e 11. Veja comigo:

“Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?” (Sl .56.4).

“Confio em Deus, cuja palavra louvo, no SENHOR, cuja palavra louvo, em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o homem?” (Sl. 56.10-11).

É como se ele estivesse dizendo, me fizeram chorar, chorei muito, tive muitas lágrimas mas eu confio neste Deus, louvo este Deus, ponho a minha confiança nele, o que os mortais podem me fazer? E repete: “neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei, que me pode fazer o homem?”. Eu quero terminar a nossa reflexão fazendo a você algumas perguntas: Você tem lágrimas? Talvez visíveis, escorrendo pela face, dentro, no coração. - Você tem a face sombria, tem vontade de chorar, sente que a vida está uma bagunça, desorganizada, precisando ser mudada?

O Salmo 27 diz assim: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio, de quem terei medo?” (Sl. 27.1).

E no verso 14 ele diz assim: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor.” (Sl. 56.14). Se você chora DEUS quer secar as suas lágrimas, Ele vem notando, vem fazendo anotação de cada sofrimento, de cada crise e de cada sofrimento, mas Ele quer enxugar e parar com isto. Você não vai encontrar alívio espiritual, conforto e nem poder para mudar a sua vida fora do evangelho, os ídolos não podem nada, diz o texto que já lemos, mas Deus pode, ele vê, ele seca, e ele deseja participar da sua vida. Nesta dia eu quero pedir que você deixe DEUS secar as suas lágrimas, entrar na sua vida, transformá-la. Quero convidá-lo a confiar nele de todo o coração, a entender que a sua vida pode mudar e que sem ele a vida não vale a pena de se viver.

Lágrimas que resolvem

"Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão." (Salmos, 126.5)

Para muitos, lágrimas são um sinal de fraqueza. Mas a lágrima, na verdade, é um dos bens mais preciosos. Chorar é um escape, uma forma de esvaziar as dores da alma. Lágrimas retidas certamente endurecem o coração, devido ao acúmulo de mágoas: "Confiai n'Ele, ó povo; em todo tempo derramai perante Ele o vosso coração: Deus é o nosso refúgio." (Salmos, 62.8).

Ana, uma israelita que temia a Deus, recebeu sua bênção (a cura da esterilidade) quando derramou a sua armadura e ressentimento diante do Senhor. Estéril, era humilhada constantemente numa época em que não poderia haver maldição maior - para uma
mulher - do que ter a madre fechada. Mesmo estando diante de uma situação irreversível aos olhos humanos, Ana assumiu sua situação e resolveu derramar diante do Senhor toda a sua dor, amargura e esperança...

Às vezes, choramos por auto-compaixão ou por desânimo, ao invés de chorarmos por desabafo, como quem tem intimidade com o Senhor.

Ele jamais se sensibilizou diante das lágrimas da auto-compaixão, mas sempre veio ao encontro de corações sinceros e humildes. Por isso, às vezes temos a impressão de que o Senhor não escuta nossas orações. Mas Ele escuta! Escuta, e Se cala diante do nosso tom de cobrança e "zero" de humildade. Motivo porque há tantos cristãos amargos e descrentes do poder da oração! "Com amargura na alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente". Ana chorou muito; lágrimas derramadas aos pés do Senhor são valiosas - cada uma delas é recolhida e levada diante de Deus.

As lágrimas da intercessão não devem significar desespero da situação, mas o desnudar-se sem reservas da alma necessitada de Deus. O choro rega as sementes das nossas palavras: "não bebi nem vinho nem bebida forte, porém venho derramando a minha alma perante o Senhor... porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora." (I Samuel, 1.15,16).

Lágrimas diante do Senhor fortalecem a alma. "O meu coração se regozija no Senhor, a minha força está exaltada no Senhor; a minha boca se ri dos meus inimigos porquanto me alegro na Tua salvação..." (I Samuel, 2.1).

Lágrimas diante do Senhor prenunciam vitória para todo aquele que consegue vislumbrar, através da escuridão momentânea das nuvens, as chuvas de bênçãos que se seguem. Muitas vezes a escuridão em que nos encontramos simplesmente anuncia o iminente derramar de benção sobre nossas vidas.

Lamentações Inúteis

Depois de ouvir os relatos contraditórios dos espiões que voltaram de Canaã, o povo lamentou. “Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite” (Números 14:1). Tristeza pode nos impelir ao “arrependimento para a salvação” (2 Coríntios 7:10), mas nem sempre tem este efeito. O povo de Israel chorou amargamente, mas não se arrependeu. Consideremos alguns exemplos de lamentações ineficazes.

Dor que não busca a Deus. A dor serve para nos alertar. Se tocar num fogão quente, a dor nos avisa da necessidade de retirar a mão o mais rápido possível. Dor do espírito apresenta motivo para nós buscarmos a Deus, querendo ser salvos por ele. Mas muitos, mesmo sofrendo por causa do pecado, não procuram a Deus. Jesus olhou com compaixão para o sofrimento dos judeus, mas eles recusaram a proteção dele (Mateus 23:37-38).

Pânico que procura outras soluções. Todos nós precisamos do Senhor, mas o homem teimoso procura resolver seus problemas sem reconhecer a supremacia de Deus. Acazias procurou a ajuda do falso deus, Baal-Zebube, e sofreu as conseqüências de sua rebeldia contra Deus (2 Reis 1). O povo de Judá achou conforto nos falsos ensinamentos dos líderes religiosos, mas Deus falou dos seus remédios ineficazes:

“Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz” (Jeremias 6:14; 8:11). Hoje, há muitas pessoas que oferecem vários caminhos para a “paz” emocional ou espiritual, mas a única paz verdadeira é a reconciliação com o nosso Criador e Redentor (Efésios 2:14-16).

Tristeza que rejeita a consolação. Sofrimento pode nos ajudar, fortalecendo a nossa fé e produzindo perseverança (Tiago 1:2-4). Quando a dor parece insuportável, precisamos de Jesus (Mateus 11:28-29). Algumas pessoas, porém, recusam o alívio de Deus e são consumidas pela angústia dos seus problemas.
“Nos muitos cuidados que dentro de mim se multiplicam, as tuas consolações me alegram a alma” (Salmo 94:19).

Socorro nas Tribulações

“Os dias em que vivemos são maus...” (Ef 5.15-17)

Como é real e aplicável aos dias atuais esta declaração do Senhor! Refletindo sobre a vida, não foi difícil encontrar subsídios que materializam esta triste verdade. O povo do Senhor não está isento dos muitos problemas que assolam a população brasileira. É a condição financeira que entra em colapso, impossibilitando honrar os compromissos; o emprego que não existe; a violência; assaltos; filhos problemáticos e rebeldes; casamento que não funciona; drogas; sexo; inimizades dentre outros que compõe uma longa lista. As conseqüências são as mais diversas possíveis, a começar pela fé que abalada, escancara a porta principal da vida para o desespero, perde-se por completo a visão da soberania de Deus; transformados em homens comuns, são despidos da esperança, vazios, desafeiçoados, irritados, ranzinzas, maldizentes, faltos de amor, cegos; carnais... Derrotados!

“Os dias em que vivemos são maus...”

Mas, será que esta situação desastrosa justifica a aparente derrota? É evidente que não! Afinal o Senhor chamou homens fortes para compor um exército de vencedores que andam sobre as dificuldades, no entanto, não se deixam tomar por elas (Is 40.31); estrangeiros de passagem por uma terra na qual são odiados e perseguidos pelo rei das trevas (Mt 24.9; 1Pe 2.11). O que esperar de bom então em dias maus? A misericórdia do Senhor!

Os filhos de Deus foram provados de muitas formas, mas, firmes ficaram e foram aprovados. “...Outros foram torturados até a morte; eles recusaram ser postos em liberdade a fim de ressuscitar para uma vida melhor. Alguns foram insultados e surrados; e outros, acorrentados e jogados na cadeia. Outros foram mortos a pedradas; outros, serrados pelo meio; e outros, mortos à espada. Andaram de um lado para outro vestidos de peles de ovelhas e de cabras; eram pobres, perseguidos e maltratados.

Andaram como refugiados pelos desertos e montes, vivendo em cavernas e em buracos na terra. O mundo não era digno deles!”. (Hb 11.35-38) O Pai Eterno preparou este exército para enfrentar situações extremamente adversas, devem bravamente resistir, afinal, foram capacitados e enchidos com o Espírito Santo. O entregar-se aos problemas é sinônimo de fraqueza e derrota. A situação está difícil? Persevere na fé! Lembre-se: o Senhor criador dos céus e terra sabe das tuas dificuldades e promete o amparo. “Portanto, não fiquem aflitos, procurando sempre o que comer ou o que beber... O Pai de vocês sabe que vocês precisam de tudo isso... Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus, e Deus lhes dará todas essas coisas”. (Lc 12.29-31)

“Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão”. (Sl 37:25)

“E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”. ( 1 Jo 5:15)

Está fraco? Sem forças? Abatido? Não negue ao Senhor! É tempo de levantar a cabeça e andar; Paulo afirmou: “Porque, quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim”. (2 Co 12.10)

Lembre-se que além do visível está um Deus todo poderoso que o ama de uma forma tão complexa que homem algum poderá explicar. Você é alvo deste amor. Medite nestas declarações:

“Nós amamos porque ele nos amou primeiro”. (1Jo 4:19)

“Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por causa do seu amor por nós”. (Ef 1:4)

Porquê alguns sucumbe? Provavelmente, edificaram suas casas sobre a areia! Sem o devido alicerce da comunhão verdadeira com Deus. É a vida cristã aparente; desprovida do Espírito e da genuína filiação. Estes, mesmo apresentando-se como pessoas dinâmicas no Reino, são desconhecidos pelo Pai Eterno. Quando os problemas vêm como um forte vento, logo são abatidos e derrotados.

Os filhos genuínos do Senhor são fortes, inabaláveis, preparados para vencerem as maiores dificuldades que possam sobrevir à vida. Estes não negam a sua filiação e a exemplo de Cristo Jesus, vão até às últimas conseqüências, esperando no amparo incontestável do Pai Celeste.

Mas, como ser assim, semelhante a Cristo?

O principio é amar a Deus e buscá-lo em primeiro lugar.

“...amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força...” (Mc 12.33)

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça...” (Mt 6:33)

Quando o principio de fé é observado, são feitos em novas criaturas (1Co 5.17) que comungam os mesmos pensamentos e objetivos do Senhor Jesus (Rm 12.2; 1Co 2.16). O agir é direcionado pelo Espírito de Deus, dificilmente, decisões são tomadas segundo a carne (empolgação, desejos, orgulho, vaidade, ostentação, etc.). E, quando envolvidos pelas nuvens das muitas dificuldades, são consolados e fortalecidos pelo Santo Espírito que habita em no ser e faz os corações transbordarem de esperança.

Em meio às muitas provações é tempo oportuno para estreitar a comunhão com o Pai Celeste e servir-se da Sua grande misericórdia. Confie, Ele estenderá as mãos em socorro! Esta aproximação consegue-se quando nos jogamos por terra, humilhando-nos diante do Soberano e clamando pela Sua misericórdia.

Abraçando esta decisão, tenho convicção do mover de Deus sobre tua vida e verás que é amado pelo Pai, escolhido desde os tempos eternos para ser servo.

Clame pela restauração de tua comunhão e comprometa-se em viver uma vida digna do Espírito de Deus, ou seja: santa e pura; que tem o seu prazer em meditar na Palavra e na oração perseverante; aprenda a sacrificar com agradáveis jejuns.

Há uma possibilidade dos problemas não desaparecerem, mas, mesmo em meio às grandes crises, terás a paz que apenas ao agraciados do Senhor possuem. E uma convicção que o Todo Poderoso estará movendo a teu favor. “Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro”. (Salmos 40:1)

Conclusão:

Amados, Deus planejou um futuro sem morte, luto, pranto ou dor! Um dia haverá novo céu e nova terra ( Ap.21:1 ) O tabernáculo de Deus estará com os homens.Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá; não existirá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas terão passado.

Um dia, isso será passado. Enquanto esse novo tempo não chega, cada um deve prosseguir, levando a preciosa semente, andando e chorando, para colher com alegria os seus feixes de puro trigo. ( Sl. 126:6 )

Prossigam amados. Tudo tem o seu tempo. Há tempo de rir e de chorar. (Ec. 3:4) O seu choro sincero poderá fazer a diferença na sua vida. Libertar a sua alma, destravar situações amarradas, trazer cura.

Lembre-se da promessa de Deus: “ Ao anoitecer pode vir o choro, mas alegria vem pela manhã.” ( Sl. 30: 5 b.)

E após a dor que lhe arrancou o choro, você poderá cantar: “Tu mudaste o meu choro em júbilo; tiraste a minha roupa de luto e me vestiste com roupas de festa. Por isso não ficarei calado, mas cantarei louvores a ti.” ( Sl. 30: 11-12 )

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

Comentário Bíblico Beacon

www.estudosdabiblia.net www.ibbrooklin.org.br

aigrejaquecresce.com www.gideoes24h.com

www.vivos.com.br www.ejesus.com.br

17 de abril de 2010

AS CARACTERÍSTICAS E O PERFIL DA IGREJA AVIVADA DOS DIAS APOSTÓLICOS

AS CARACTERÍSTICAS E O PERFIL DA IGREJA AVIVADA DOS DIAS APOSTÓLICOS

Além do sabemos com respeito a este assunto a ser estudado,Julgo ser importante que vejamos outras particularidades que definiram as características e o perfil da Igreja dos tempos apostólicos.

O que passaremos a analisar deve servir como espelho para qualquer igreja local. Que sem dúvida alguma é uma expressão na comunidade onde a vida cristã é exercitada pelos fiéis. E refletida nas atitudes que revelam o seu compromisso com a vivência da fé.

1- A vida em comunidade foi uma das características predominantes dos cristãos primitivos (At. 2. 46; At. 4 32 33, 5 42, 12 5, 12)

Eles frequentemente se reuniam motivados pela mesma razão A fé no Cristo ressuscitado . Dai aprendemos que todo crente que se submete ao senhorio de Cristo. Precisa reconhecer a necessidade de estar vinculado a uma igreja local bíblica, Em cuja comunidade possa expressar livremente sua fé (Hb.lO. 24,25).

2- Essa vivência comunitária da fé experimentada pela Igreja primitiva teve caráter perseverante:

“E perseveravam...” (v. 42). Não era algo eventual, descompromissado, sem nenhuma responsabilidade. Todos sentiam-se comprometidos em estar juntos e partilhar das mesmas experiências espirituais (v. 43). Hoje muitos estão afirmando que ser assíduo aos cultos é coisa do passado,

O que importa é a comunhão com Deus, Porém, não sabem que quem mantém este relacionamento vertical, Sente-se necessariamente compelido a manter-se não apenas vinculado a uma comunidade cristã, Mas a perseverar ali, vivendo a comunhão com seus irmãos (1 Jo. 1.7).

3- Era uma Igreja com uma caracteristica preponderante

Estava alicerçada na Doutrina dos Apostolos, isto é estava apoiada nos pontos exenciais que sustentam a fe dos salvos. A base doutrinaria daquela igreja não estava fundamentada em hipóteses, nem em interpretações sectárias, isoladas ou produzidas pela imaginação humna ou mesmo demoniaca ( I Tm. 1: 3, 4 - 4: 1-5, Hb 13: 9). Sair fora deste padrão é subsistir sobre areia movediça.

4-Quando a Bíblia fala que “Eles estavam juntos...” (v.44),

Está falando de comunhão, palavra extraída do grego koinonia. Que significa muito mais do que desfrutar de companheirismo ou de uma vida devocional comum com os demais. É o envolvimento interpessoal no sentido mais profundo, que se alegra, Se entusiasma, vibra e se realiza com o progresso espiritual e material de seu irmão.

Mas também chora, sofre e assume as suas dores, nos momentos mais dificeis da caminhada, A ponto de compartilhar com ele, desinteressadamente, em suas necessidades pessoais. Os crentes da Igreja primitiva estavam juntos se conheciam e se ajudavam mutuamente

5- Outra caractenstica importante da Igreja primitiva é que eles caiam na graça de todo o povo (v 47)

A vivência daquela Igreja era tão relevante que o povo via que entre os cristãos as propostas não ficavam apenas nos discursos, Mas tinham sentido prático na vida de cada um. O que ensinavam era demonstrado pelo exemplo.

Com isso a cidade de Jerusalem foi literalmente revolucionada ( At 4: 1-31). Você pensou em uma igreja que não tenha interesse em evangelizar?. Você ja pensou em uma Igreja que não ora, não envia e não contnbui para missões?. Você ja pensou em uma Igreja que fala muito em amor mas não o demonstra na prática?

Você pensou em uma Igreja que se diz viver em comunhão e pratica o preconceito e a discriminação? Você pensou em uma Igreja que apregoa a solidariedade e não se vê nela a disposição para socorrer os necessitados?

A Igreja primitiva possuía todas essas qualidades na prática, E assim sendo, cada comunidade de fiéis, para ser relevante em sua área de atuação, Necessita que a vivência da fé corresponda ao que diz e ao que ensina.

6- Os resultados obtidos na Igreja primitiva eram surpreendentes.

O fato de eles vivenciarem a comunhão (koinonia) servia como atrativo para a sociedade. O Evangelho pregado por eles fazia sentido na vida dos ouvintes.

Havia correspondência entre o que a igreja pregava e vivia. Isto fez com que em pouco tempo a cidade de Jerusalém fosse alcançada com a nova doutrina,

Pois os crentes não cessavam de anunciar a Cristo em parte alguma.Como resultado, todos os dias havia genuínas conversões em todos os segmentos sociais da população,

Inclusive entre os lideres religiosos.

As intervenções sobrenaturais divinas eram tantas que os enfermos trazidos à presençados apóstolos eram curados. Amém.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus




14 de abril de 2010

Anunciando ousadamente a Palavra de Deus

Anunciando ousadamente a Palavra de Deus

Data: 18 de Abril de 2010

TEXTO ÁUREO

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra(2 Cr 7.14).

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus não é para ser proclamada apenas aos incrédulos. Ela tem de ser ouvida e, incondicionalmente, acatada por aqueles que se chamam pelo nome de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jr 7.2

Jeremias prega na porta do Templo

Terça - Jr 7.3

Jeremias chama os adoradores ao arrependimento

Quarta - Jr 7.4

Jeremias combate a teologia do Templo

Quinta - Jr 7.11

Jeremias defende a pureza do Templo

Sexta - Jr 7.12

Jeremias condena o mau uso da liberdade

Sábado - Jr 7.10

Jeremias fala sobre o futuro do Templo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Jeremias 7.1-11.

1 - A palavra que foi dita a Jeremias pelo SENHOR, dizendo:

2 - Põe-te à porta da Casa do SENHOR, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do SENHOR, todos de Judá, vós os que entrais por estas portas, para adorardes ao SENHOR.

3 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar.

4 - Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do SENHOR, Templo do SENHOR, Templo do SENHOR é este.

5 - Mas, se deveras melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras fizerdes juízo entre um homem e entre o seu companheiro,

6 - se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal,

7 - eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, de século em século.

8 - Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada são proveitosas.

9 - Furtareis vós, e matareis, e cometereis adultério, e jurareis falsamente, e queimareis incenso a Baal, e andareis após outros deuses que não conhecestes,

10 - e então vireis, e vos poreis diante de mim nesta casa, que se chama pelo meu nome, e direis: Somos livres, podemos fazer todas estas abominações?

11 - É, pois, esta casa, que se chama pelo meu nome, uma caverna de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isso, diz o SENHOR.

INTERAÇÃO

Professor, esta lição trata do discurso pronunciado por Jeremias na porta do Templo. Um discurso de repreensão e exortação, pois os israelitas haviam escolhido o caminho da perdição, da adoração aos ídolos. Longe de Deus, eles não mais conseguiam ver o Templo como um lugar sagrado de adoração ao único Deus. O Templo tornou-se uma espécie de talismã, capaz de livrá-los de todo mal. Estavam cegos espiritualmente. Mas Jeremias, com coragem e ousadia, declara que não era o Templo que iria livrá-los, mas sim uma mudança radical de atitude.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

· Compreender o porquê de Jeremias ter pregado na porta do Templo.

· Explicar o que era a teologia do Templo.

· Saber que a Palavra de Deus não é para ser proclamada apenas aos incrédulos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, peça a seus alunos para lerem Jeremias 7.8,9. A seguir, solicite que citem os pecados de Judá apontados pelo profeta Jeremias nestes versículos. À medida que os alunos forem falando, anote-os no quadro-de-giz. Afirme que os israelitas tornaram-se apóstatas e explique que atualmente também estamos vendo o número de apóstatas aumentarem assustadoramente. Alguns já não pregam mais o evangelho da cruz e a renúncia ao pecado (Rm 8.13). Estes, como os falsos profetas do tempo de Jeremias, enganam o povo de Deus com discursos bonitos, mas falsos e vazios de conteúdo bíblico.

Precisamos estar atentos. Leia Gálatas 1.6-10 e ressalte o fato de que em nossos dias muitos que experimentaram da graça de Deus, já abandonaram a “fé recebida”, trocando-a por “outro evangelho”.

COMENTÁRIO

Introdução

Palavra Chave

Templo: Do lat. templum. Santuário erigido em Jerusalém e consagrado ao culto do Único e Verdadeiro Deus.

Como a situação moral e espiritual de Judá era crítica, Deus ordenou ao seu profeta que se postasse na porta do Santuário; e, aqui, entre os adoradores e os ministros do altar, proferisse um duríssimo sermão. Era o derradeiro alerta à casa de Israel.

Se os filhos de Israel não viessem a se arrepender de suas apostasias, haveriam eles de ser entregues aos caldeus que lhes destruiriam as cidades, profanariam Jerusalém e deitariam por terra o mais caro de seus símbolos: o Templo Sagrado.

Infelizmente, as palavras de Jeremias caíram em ouvidos moucos e enfermos. Achavam os judeus que, pelo fato de estar a Casa de Deus entre eles, nenhum mal os alcançaria apesar de seus pecados.

O Senhor verdadeiramente tem compromisso com quem tem compromisso com Ele, devemos fazer a nossa parte para que suas bênçãos nos persigam como está escrito em Dt 28: 2. Temos que ouvir a voz do Senhor, ou seja, a Palvra mas numa dimensão maior não sermos somente ouvintes mas também praticantes.

“E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” (Tg 1:22-25)

I. JEREMIAS É CHAMADO A PREGAR NA PORTA DO TEMPLO

Por que a porta do Templo? Não seria mais cômodo o altar? Ou a praça central de Jerusalém? Por que teria o profeta de proclamar a Palavra de Deus num lugar nada convencional?

1. O ambiente da pregação. Era grave a situação de Judá. Jeremias, por conseguinte, não dispunha de tempo para expor um sermão diferençado aos sacerdotes, nem uma mensagem mais apropriada ao povo. Ele deveria proclamar a Palavra de Deus a todos os filhos de Judá (Jr 7.1,2). Por isso, ordenou-lhe o Senhor que se pusesse ele na porta do átrio exterior, pois assim teria acesso também ao átrio interno. E todos haveriam de lhe ouvir perfeitamente a voz.

Quão espinhosa era a missão do profeta!

“ Nunca foi imposto sobre um homem mortal fardo mais esmagador. Em toda a história da raça judaica, nunca houve semelhante exemplo de intensa sinceridade, sofrimento sem alívio, proclamação destemida da mensagem de Deus e intercessão incansável de um profeta em favor do seu povo como se observa no ministério de Jeremias. Mas, a tragédia de sua vida foi esta: pregava a ouvidos surdos e só recebia ódio em troca de seu amor aos compatriotas” (Farley)

2. Nossa responsabilidade. Nestes últimos dias, insta-nos o Senhor a expor a sua Palavra tanto ao mundo quanto à Igreja. Esta é nossa responsabilidade.

Proclamemos toda a Palavra de Deus enquanto é tempo. Confirmemos o restante que está por morrer (Ap 3.2). Se compactuarmos com o mundo, como nos haveremos diante do Cordeiro?

Sua igreja, obreiro, sabe que Cristo, em breve, virá buscar os santos? Suas ovelhas primam por uma vida de santidade como está escrito em 1 Pedro 1.15, “sede vos também santos em toda a vossa maneira de viver”? Ou se acham sem o azeite do Espírito para recepcionar o Noivo? Proclame a Palavra de Deus com amor, ousadia e integridade (At 20.27).

Somos chamdos para sermos atalaias da última hora por isso devemos pretar atenção no chamado de Ezequiel:

“E sucedeu que, ao fim de sete dias, veio à palavra do SENHOR a mim, dizendo: Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre à casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma. Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.” (Ez 3: 16-21)

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Jeremias deveria proclamar a Palavra de Deus a todos os filhos de Judá, por isso, foi para a porta do Templo, onde todos haveriam de lhe ouvir.

II. A MENSAGEM DE JEREMIAS

1. O alcance da mensagem de Jeremias. O profeta é energicamente inclusivo: do sumo sacerdote ao menor dos adoradores, todos são conclamados ao arrependimento: “Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar” (Jr 7.3).

Jeremias denuncia a nação por sua grande iniqüidade. O pecado estava tão arraigado na natureza do povo, que a idolatria e a maldade eram coisas inerentes às suas vidas.Esta infidelidade abrangia “todos” e por causa dela o povo deixaria a sua terras e seria levado como escravo (Jr 17:1-4)

2. O chamado ao primeiro amor. Não está o Espírito Santo a conclamar-nos a voltar ao primeiro amor? (Ap 2.4,5). Obedecerá você a voz de Deus? Chorará aos seus pés até que lhe seja restabelecida a plena comunhão com o Cristo? Não há alternativas! Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação? (Hb 2.3; 1 Pe 4.17).

Em lamentações 5:21 o mesmo profeta(Jeremias) diz:

“Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos converteremos: renova os nossos dias como dantes.”

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A mensagem de Jeremias era uma só: Do sumo sacerdote ao menor dos adoradores, todos deveriam abandonar os seus maus caminhos.

III. JEREMIAS COMBATE A TEOLOGIA DO TEMPLO

Apesar das provações que, em breve, abater-se-iam sobre Judá, os judeus recusavam-se a ouvir a Palavra do Senhor. Rebatendo as advertências do profeta, alegavam: “Templo do Senhor; Templo do Senhor; Templo do Senhor é este” (Jr 7.4).

1. A teologia do Templo. Acreditavam eles que o Senhor jamais permitiria que Jerusalém fosse destruída, porque nela encontrava-se o Santo Templo. Como, pois, consentiria Ele na profanação da Cidade Santa? Afinal, o Templo custodiava-lhe a arca e perenizava-lhe o nome. Por isso, pressupunham-se, arrogantemente, seguros.

“Jesus citou o texto do vV11 ao purificar o Templo (Mc 11:17; Lc 19:46). Essa exortação de Deus serviu para repreender a impiedade que havia no Templo tanto na época de Jesus como na de Jeremias. O Tabernáculo de Deus esteve em Siló, mas a cidade foi abandonada (Sl 78:60; Jr26:6). Se Deus não preservou Siló, estando ali o Tabernáculo, porque preservaria Jerusalém por causa do Templo?” (Bíblia de Aplicação Pessoal)

2. A desmistificação da teologia do Templo. Jeremias rebate energicamente a ilusória teologia. O compromisso de Deus não é com os símbolos ou com os ícones que o homem sedento de glória teima em criar; seu compromisso é com os que lhe guardam a Palavra e observam-lhe as alianças. Se lhe ouvirmos a voz e lhe observarmos os mandamentos, certamente Ele cumprirá a sua parte no concerto que firmou com o seu povo (Dt 4.40). Todavia, se lhe desconsiderarmos as ordenanças, arcaremos com todas as consequências de nossa rebeldia (2 Tm 2.12).

De nada aproveitarão as observâncias, as profissões ou as supostas revelações se os homens não corrigem os seus caminhos e a sua maneira de agir. Ninguém pode alcançar a salvação gratuita se permite praticar um pecado conhecido, ou viver deixando de cumprir o dever conhecido. Eles pensavam que o templo que profanaram seria a sua proteção, mas todos os que continuam em pecado porque a graça tem abundado, ou para que a graça abunde, agem como se Cristo fosse um ministro do pecado; e a cruz de Cristo, corretamente entendida, é o remédio mais eficaz contra esses sentimentos venenosos. O Filho de Deus se deu por nossas transgressões para mostrar a excelência da lei divina e o mal do pecado. Não pensemos que é possível fazer o mal sem sofrer.

3. O comportamento reprovável dos judeus. Iludidos pelas falsas premissas de sua teologia, os judeus puseram-se a andar de apostasia em apostasia. Desprezavam a Deus. Adoravam as abominações dos gentios. E já maltratando os pobres e espezinhando os estrangeiros, em nada diferiam dos pagãos. Viviam como se lei não existisse. Adulteravam, roubavam e sangue inocente derramavam. Depois, escarneciam dos mensageiros de Jeová. Em maldades, excediam as nações vizinhas. Como se nada tivesse acontecido, punham-se a exclamar: “Templo do Senhor; Templo do Senhor; Templo do Senhor é este”.

“O povo cometia todo o tipo de pecado (VV 5-9); depois, no sábado, vinha ao templo, apresentava-se a Deus, e deste modo enganava-se, crendo que estava seguro mediante o amor que Deus lhe tinha. Existe na atualidade esta falsa teologia. Os crentes vivem em desobediência a Deus e à sua Palavra, e julgam-se seguros, porque crêem no “sangue de Cristo”. Na linguagem de Jeremias estão confindo “e, palavras falsas (enganosas), que para nada são proveitosas” (Biblía de Estudo Pentecostal)

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O compromisso de Deus não é com símbolos ou com ícones, mas com todos os que guardam a sua Palavra e observam suas alianças.

IV. A LIÇÃO DE SILÓ

Buscando demovê-los daquela falsa segurança, declara-lhes Jeremias que ao Santo Templo estava reservado um destino semelhante à tenda de Siló, onde o nome do Senhor fora celebrado por longo tempo (Jr 7.14,15). Assim como aquele tabernáculo fora arruinado, arruinado também seria o Santo Templo em Jerusalém.

1. As teologias modernas. Muitas são as teologias que estão sendo erguidas para afrontar o Cordeiro. Tais aleijões vêm induzindo os fiéis a blasfemarem contra Deus e a se portarem irreverentemente diante do Cristo. Como se tudo isso não bastasse, somos assaltados ainda por arremedos homiléticos e litúrgicos, cujo único objetivo é corromper a sã doutrina, profanar o culto, espoliar os santos e deixar os pastores fiéis e verdadeiros em dificuldades. O sangue de Jesus tem poder!

“ O povo de Judá seguia um ritual de adoração, mas mantinha um estilo de vida pecaminoso. Era uma religião desprovida do comprometimento pessoal com deus. Frequentar a igreja, participar da santa ceia, ensinar na escola dominical, cantar no coral serão práticas vãs a menos que estejamos verdadeiramente comprometido com Deus. Essas atividades são boas não por causa da opinião da igreja, mas por nosso desejo de buscar e adorar a Deus” (Bíblia de Aplicação Pessoal)

2. O perigo de nossos triunfos. Que Deus nos guarde de nossos triunfos e monumentos! À semelhança dos contemporâneos de Jeremias, podemos ser tentados a presumir sejamos poderosos em nós mesmos. Não! A nossa força vem daquEle que se fez fraco por amor de nós. Se andamos de vitória em vitória é porque Cristo está à nossa frente.

O Senhor não trabalha com monumentos; trabalha com homens, mulheres, jovens e crianças que se dispõem a servi-Lo e a viver somente para Ele.

“ Há vários paralelos entre a maneira como os judeus viam o Templo em Jerusalém e como muitos hoje vêem suas igrejas. Os judeus não cultuavam a presença de Deus em sua vida cotidiana como faziam no Templo. Hoje é possível frequentar belas e bem equipadas igrejas, mas não levar a presença de Deus conosco durante a semana. O edifício do templo se tornou mais importante para os judeus do que a essência da fé. Ir à igreja e pertencer a um grupo pode tornar-se mais importante do que ter uma vida transformada para Deus. Os Judeus viam apenas o Templo como santuário. Muitos cristãos não se vêem como templo do Espírito e usam a filiação religiosa como um esconderijo, pensando que esta os protegerá dos males e dos problemas. (Bíblia de Aplicação Pessoal)

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

Precisamos estar atentos, pois atualmente muitos arremedos homiléticos e litúrgicos têm surgido com o objetivo de corromper a sã doutrina.

CONCLUSÃO

Se os filhos de Judá se arrependessem de suas apostasias, o Senhor não os expulsaria da formosa terra nem permitiria fossem eles destruídos. Infelizmente, não perceberam o tempo de sua visitação.

Dias de trevas se aproximam! Como poderemos subsistir se não atentarmos com diligência à Palavra de Deus?

Igreja, preparemo-nos para a volta de Nosso Senhor!

VOCABULÁRIO

Arremedo: Imitação, cópia.
Espezinhar: Oprimir, humilhar, rebaixar.
Espoliar: Roubar.
Mouco: Que não ouve, ou que ouve pouco ou mal.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HENRY, M. Comentário Bíblico. 1.ed. RJ: CPAD, 2002.
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. RJ: CPAD, 2005.

EXERCÍCIOS

1. Qual a importância do sermão pregado por Jeremias na porta do Templo?

R. A importância está no fato de que a mensagem de Jeremias refutava a falsa crença de que Deus não deixaria que dano algum sobreviesse ao Templo ou àqueles que viviam na cidade.

2. Qual a essência deste sermão?

R. "Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar" (Jr 7.3).

3. O que era a Teologia do Templo?

R. Acreditar que Deus jamais permitirá que Judá fosse destruída, pois em Judá encontrava-se a Cidade Santa.

4. Por que a teologia do Templo era perigosa?

R. Porque iludia os israelitas fazendo com que permanecessem em seus pecados.

5. Que perigo hoje corremos com as falsas teologias e modismos?

R. O perigo de acharmos que não mais temos a obrigação de considerar a Palavra de Deus.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

Proibido Interceder

“Era necessário uma coragem incomum para uma pessoa sensível como Jeremias proclamar uma mensagem tão devastadora. Ele involuntariamente começa a clamar em oração em favor da sua amada nação, mas Deus o proíbe de interceder (7.16). Deus ainda não tinha acabado com a sua acusação contra o seu povo, e a revelação também não tinha terminado (Jr 7.17). ‘Os filhos [...] os pais [...] as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus’ (Jr 7.18). O povo tinha se tornado completamente descarado em seu pecado, a ponto de estar oferecendo sacrifícios a outros deuses abertamente nas ruas. A Rainha dos Céus evidentemente refere-se a Ishtar, a deusa de um ritual de fertilidade babilônico, que havia sido importada por Judá. Ela é mencionada aqui para indicar a profundidade do pecado em que o povo havia caído. O ponto a que o povo havia chegado marca o início do fim dessa nação. Deus declarou: ‘Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar’; uma perversidade como essa não pode passar impune. Em seguida, Jeremias ataca o uso errado do ritual religioso. Ele deixa claro que a cerimônia religiosa sem o conteúdo ético é vazia. Se os sacrifícios não reforçavam ou fortaleciam a moralidade da nação, não tinham valor algum. Isso vale para todo ritualismo na religião. A menos que a cerimônia religiosa formal (ou informal) reforce a moralidade e o viver santo, ela é um esforço despendido em vão”

(Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4: Isaías a Daniel. RJ: CPAD, 2005, p. 285)

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Doutrinário

Reforma moral - “A segurança nacional dependia da reforma moral, não do Templo. Vale notar a ênfase na justiça social constante do versículo 6. Judá deve deixar a idolatria, mas também precisa: 1) abandonar a opressão; 2) não mais levar vantagem sobre o pobre (‘o órfão e a viúva’), e 3) manter um sistema judiciário honesto. 0 louvor a Deus e a moralidade são os pilares duplos sobre os quais a sociedade deve repousar” (29.10-14) (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. RJ: CPAD, 2005, p.453).

Subsídio Devocional

Um covil de salteadores (7.11) - “O ‘covil’ era o refúgio onde os salteadores escondiam o produto furtado enquanto buscavam a próxima vítima. A analogia é devastadora. Como poderia o povo de Deus roubar, matar, cometer adultério e perjúrio, adorar outros deuses (v. 9) e, ainda assim, declarar que ‘estamos seguros’, pela casa do Senhor?” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. RJ: CPAD, 2005, p.453).

Subsídio Sociológico

O Templo - “Quando os judeus se instalaram no território de Canaã, o tabernáculo tomou uma forma mais permanente em Siló (Js 18.1; Jz 18.31). Passou a ser permanente o bastante para que vivessem a chamá-lo de templo, para que Samuel e Eli morassem nele e para que portas de entrada fossem abertas e fechadas (1 Sm 3.2,15). Mesmo depois dos filisteus terem destruído Siló, se apossado da Arca da Aliança e a devolvido aos judeus via Bete-Semes (1 Sm 6.1-10) e Quiriate-Jearim, ele continuava sendo uma espécie de tenda-templo e ficou ali até que Salomão construísse um templo permanente.

O templo de Salomão seguiu o mesmo princípio geral que o tabernáculo.

O propósito era que o templo servisse de santuário para todo o povo judeu (Dt 12.11), mas havia também outros centros de adoração”. (Adaptado de Usos e Costumes dos Templos Bíblicos de Ralph Gower. 1.ed. RJ: CPAD, 2002, p.341).

REFERÊNCIAS DO COMENTÁRIO:

-http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2010/2010-02-03.htm -http://www.bibliaonline.com.br/acf/s/*/Ouvintes - HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. Rio de Janeiro: CPAD. 5ªEd, 2006. - STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD,1995. - Bíblia de Aplicação Pessoal.

Elaboração por:- Pb. Miguel Fiuza Dourados Ms