10 de setembro de 2014

O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus.



O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus.

Texto Áureo

“Há só Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” (Tg 4.12)

Introdução

O estudo desta semana é um importante alimento para nossas almas. Através da preciosa palavra de Deus, a epístola de Tiago, traz para nossos corações um alento sem igual. Desejoso que os crentes de sua época pudessem desfrutar de todas as bênçãos espirituais direcionadas a igreja, o sábio homem de Deus deixou ensinamentos maravilhosos para o nossos dias. Que o Espirito Santo, possa continuar derramando sobre a igreja sua graça, e manifestando entre nós as grandezas do serviço cristão.

I – O perigo e colocar-se como juiz

Os conselhos práticos escritos na epístola estuada neste trimestre, tem sido de grande utilidade para igreja. Existem muitas barreiras a serem superadas até nossa chegada aos céus. O grande desafio do evangelho da atual época, na pós-modernidade, é encontrar o perfil cristão desejado pelo SENHOR Jesus para sua igreja. A igreja necessita voltar a agir como o verdadeiro evangelho ensina.  A atualidade da epístola de Tiago e uma reportam a brevidade dos nossos projetos, das condições da vida diária. Um caminho aberto ao entendimento do pleno significado da vida em comunidade, família e igreja. A prática da vida exigida pelos cristãos nos dias hodiernos requer um compromisso coeso com as finalidades de uma vida sem mácula. A carta de Tiago evidencia a realidade enfrentada pela igreja espalhada pelos estados, cidades, vilarejos, bairros e becos de nossa grande nação.
E dever do cristão exercer discernimento em seus julgamentos; “e por que não julgas também a vós mesmos o que é justo?” (Lc 12.57). Jesus convida a todos a fazerem um julgamento correto, porém se sabemos muitas coisas, e não usamos esses conhecimentos, primeiramente em nós, a aplicação destes julgamentos de nada vale o saber.
“Jesus censurou aqueles que “julgavam segundo a carne”, e Ele mesmo sendo o autor de todas as coisas disse;  “ eu a ninguém julgo” ( Jo 8.15).  Observando a posição de Cristo como de filho de Deus, vemos o quanto precisamos melhorar.
O novo testamento deixa claro que, o crente não deve julgar seu irmão na fé. Existem muitas consequências advindas do julgamento alheio, para isso é importante notarmos pelos menos quatro aspectos destas proibições.   Em primeiro lugar, o julgamento não é seguro. A palavra de Deus adverte “não julgueis, pra que não seja julgado” (Mt 7.1) “.. porque no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas” (Rm 2.1). Como o próprio texto proclama, o julgamento alheio pode se torna a referência de um julgamento sobre aqueles que o manifesta.  Em segundo lugar, não estamos qualificados para isso, vejamos o caso da mulher pega em adultério, os seus juízes estavam prontos para a matança, e esperavam de Cristo Jesus uma brecha para concluírem seus pensamentos (Jo 8.4,5). Existem pessoas que estão sendo colocados em situações semelhantes todos os dias e não tem quem possa defendê-las. Depois da resposta de Jesus muitos mudam de ideia, e por que isso aconteceu? O maior juiz estava entre eles mesmos, as suas consciências, estavam tão contaminadas pelo pecado, que não sobrou nenhum para que levassem a cabo a morte daquela mulher.
Jesus apelou para julgamento interior, visto que a consciência daqueles homens os acusava talvez por pecados ainda maiores. Em terceiro lugar, julgar aos outros não pertence a nós; “Quem és tu que julgas o servo alheio?” “Para seu próprio senhor ou esta em pé ou cai” (Rm 14.4). Devemos estar cientes que o julgamento pertence a Deus e não aos homens, observamos; “aquele que julga... julga a seu irmão... julga a lei; ora, se julga a lei, não és observador da lei, mas juiz.” (Tg 4.11). O perigo de termos um sentimento contrário ao que estamos aprendendo, isto é, a aplicação correta da lei e o julgamento pertencem exclusivamente a Deus. Quando o homem ultrapassa a barreira de sua condição deixa de ser um cumpridor da lei e torna-se um juiz. Por fim, em quarto lugar, do ponto de vista aplicado por Paulo em sua epistola aos Coríntios no capítulo quatro e versículos três a cinco; “... pois quem me julga é o SENHOR”.  “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o SENHOR”.
O julgamento pode em muito atrapalhar a vida de quem se compromete a fazê-lo. O julgamento esta de certa forma ligado ao falar mal do irmão. O falar mal ou julgar um irmão é colocar-se em lugar de um juiz. Não podemos perder tempo com coisas que não edificam a nossa vida neste mundo é muito breve (1 Pe 1.24 ).
Devemos observar o que Tiago ensina para ter uma vida quieta e longa sobre esta terra. Para sermos verdadeiramente abençoados pelo SENHOR dos céus, devemos não apenas observar sua lei, mas cumpri-las. Somente a Ele pertence a nossa vida, somente a Ele pertence o julgamento verdadeiro, Glória a Ele para sempre.

II – A brevidade da vida e a necessidade do reconhecimento da soberania divina (Tg 4.13-15).

O estudo do livro de Tiago nos conduz-nos a pensar os argumentos de uma vida melhor e organizada diante de Deus. A importância de estarmos em sintonia com a vontade divina nos leva a plena dependência dEle. A afirmação de Tiago quanto à brevidade de nossas vidas ele diz; “digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã”, mostra a fragilidade dos desígnios humanos. A necessidade de termos confiança absoluta em Deus guarda-nos que sejamos ansiosos pelo futuro (Mt 6.34).
 É natural ao homem sonhar e por isso a tendência de conjeturar algo inexato ou um objetivo não alcançado. E fácil percebemos isto no mundo atual, quando pessoas, muitas delas levadas pela ganância, vão às casas lotéricas e fazem o seu jogo na expectativa de alcançarem um prêmio. Mesmo sabendo que as chances de ganharem algum dinheiro são remotas, apostam na incerteza, acreditando que um dia ponderam alcançar a riqueza desejada.
 Jesus quando instrui os seus discípulos sobre o aspecto dos projetos humanos cita uma parábola (Lc 12.15,21.), onde este homem sem se preocupar com o que iria acontecer com seu futuro decide construir grandes celeiros para armazenar a sua colheita.
Preocupado apenas com o seu bem estar, “alma descansa, come, bebe e folga”, desejava estar tranquilo e esperançoso num futuro incerto. Poderia a morte bater em sua porta naquele mesmo dia? Poderia de alguma forma perder os seus bens? Jesus o chama de louco, pois a incerteza decorrente da vida estava sendo colocada em sua riqueza. A soberania divina deve estar acima dos nossos desejos e vontade, pois Deus é o que cumpre o desejo de nosso coração (Sl 37.4). Quando observamos o caminhar de nossa trajetória neste mundo encontramos muitos que estão aborrecidos com suas vidas, absurdamente estressados com muitas coisas que poderiam esperar.  Mas infelizmente os seus corações estão sobre carregados com as ilusões deste mundo.

Diante da brevidade da nossa vida, o homem em sua maioria, esquece que tudo provém de Deus, e Ele está no controle de tudo. Quando escreveu sua carta Tiago advertiu a cada um, comparando nossa vida como um vapor, que aparece por um momento e logo se dissipa. A vida humana consiste em um espaço de tempo muito pequeno comprada a eternidade com Cristo.

Ao passo que, se temos em mente que a permanência na obediência a palavra de Deus pode nos garantir a vida eterna, deveríamos entregar plenamente tudo a Ele.  Desta forma, concordarmos com a petição de Tiago, “se o SENHOR quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” somente assim poderemos desfrutar de ricas e copiosas bênçãos.

Além da vontade divina acima de tudo, “se o SENHOR quiser”, Tiago ainda elenca o fato de é preciso estar vivo para alcançar. O exemplo do vapor pode fazer ainda mais sentido quando imaginamos que a promessa pode ser alcançada ou não. Portanto diante daqueles que muitas vezes dizem; “quem tem promessa não morre”, fica o exemplo do vapor citado por Tiago. Podemos ter promessas, podemos ter pedido se o SENHOR quiser, mas se faltar a vida, nada seremos.

III – Os pecados da arrogância e autossuficiência do ser humano.

“Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna”.   A advertência de Tiago sobre a vontade do homem em nunca se curvar diante de Deus, pode torna-lo insensível (1Tm 4.2). O homem que está cego pelos desejos deste mundo, dificilmente se enquadrara na vontade de Deus. Basta olhamos para a aquilo esta dito no versículo acima, “vossas presunções”, é algo que já esta arraigada no coração do homem, algo interno e muito profundo.

O orgulho humano é um mal que pode dominar todos os outros sentidos do corpo. Pode levar um homem a se ensoberbecer a ponto de creditar tudo o que possui ao próprio ego. Foi o que aconteceu com Nabucodonosor (Dn 4), ao contemplar  toda glória da Babilônia, tudo que havia ali foi alcançado pelo “seu mérito”. A autossuficiência tem sido uma enfermidade crônica dentro da sociedade, dividindo a glória que pertence a Deus, com conquistas humanas.  

A carta de Tiago esta tão atual pleno século XXI, quando milhares de homens e mulheres, estão sendo conduzidos pelo orgulho e vaidade, e guiados por suas  conquista.  Se “eu tenho” é por que sou merecedor “trabalhei muito”. Quando o correto seria dedicar toda a glória a Deus, e não firmar sua vida em riquezas ou bens temporários (Pv 13.7). A glória de Deus nunca pode ser dividida ou compartilhada com o homens (Is 42.8) e de exclusividade dEle, e somente Ele pode receber.

A maldade esta no coração humano, a semente do velho “Adão” está dentro dele, crescendo e frutificando. Somente um coração voltado para Deus pode alcançar vitória.

O mundo jaz no maligno e muitos ainda não entenderão que o orgulho humano é um mal que tem levado muitos a se esquecerem da providência divina. O poder por vezes preiteado por muitos é causa de confusão e contenta, e ainda se encontra também o orgulho e as presunções.

Diante de um quadro crítico que tem adentrado em muitas igrejas, clamamos a Deus, que abra uma oportunidade para estarmos firmes e com os corações pacificados para entender qual é a vontade perfeita do SENHOR para nossas vidas.

Somente o nosso SENHOR e salvador Jesus Cristo, pode ajudar a cada um de nós a vencer os desafios proposto para a igreja da atualidade. Somente Cristo tem poder para em um momento convencer o homem a caminhar perfeitamente pela sua vontade. Procuremos seguir o conselho de Tiago, fazendo o bem que temos aprendido, pois somente assim podemos encontra uma vida melhor neste mundo, e por fim a vida eterna.


Evangelista Juarez Alves.

2 de setembro de 2014

O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA



O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA

TEXTO ÁUREO = HUMILHAI-VOS PERANTE O Senhor, e ele vos exaltará. Tg 4:10

VERDADE PRATICA = A realização humana, a parte de Deus, é impossível de acontecer, pois a criatura não pode viver longe do Criador.

LEITURA BIBLICA = TIAGO 4: 1-10

INTRODUÇÃO

Com freqüência, em nosso zelo para com a Igreja hodierna, e no intuito de conduzi-la à perfeição, desafiamos os crentes a seguirem o exemplo dos primitivos cristãos. Às vezes damos a impressão de que os cristãos primitivos não enfrentavam as mesmas tentações que os cristãos de hoje enfrentam. Mas, não é isto o que a Epístola de Tiago nos revela. Tiago mostra que os primeiros cristãos, assim como nós, hoje, eram sujeitos às mesmas paixões.

A ORIGEM DAS GUERRAS E DOS CONFLITOS

Consoante à pergunta: “Donde vêm às guerras entre vós?”, isto é, entre os crentes, dentro da igreja? Responde Tiago que elas vêm dos deleites, da cobiça e da falta de sabedoria na oração.

1. Deleites (v.1). Não é pecado o crente viver prazerosamente. Porém, através de Tiago, Deus condena o hedonismo, doutrina filosófica segundo a qual o prazer é a finalidade última, o bem supremo da vida. Neste caso, “deleite ‘ é uma forma de glorificação dos sentidos, é o culto de adoração ao “eu” próprio.

Segundo o lúcido ensino de Tiago, a força dos prazeres que operam na nossa vida é que tem produzido o clima conflitante que está a minar a força e a sugar a vitalidade espiritual de muitas igrejas. O espírito de contendas entre cristãos é o produto da carne vencida pelo intenso desejo de prazer. E o homem dominado pela carne que produz conflitos dentro da igreja.

2. Cobiça (v.2). Desejar o que há de melhor, bem como desejar progredir na vida não se constitui um mal em si mesmo. Mas “cobiça” conforme trata Tiago, não representa aspiração legítima. As conseqüências da cobiça (v.2) são: morte, inveja, conflitos, guerras. Que conste, nenhum crente em sã consciência admitiria que isto procedesse de Deus. As conseqüências da cobiça são sempre funestas. As Escrituras registram o seguinte exemplo: tomado pela cobiça, o rei Acabe consentiu em matar o piedoso Nabote, a fim de apossar-se da vinha que este não quis vender-lhe (I Rs 21).
3. Inveja (v.2). Invariavelmente o invejoso é a primeira, e, em algumas vezes, a única vítima da sua própria inveja. Em geral o invejoso critica e combate as pessoas com as quais gostaria de se parecer. A Igreja tem sofrido grandemente por causa da inveja e ciúme dos crentes carnais. Eles têm-se feito constantes causas de contendas para os cristãos sinceros e úteis à causa de Deus.

4. Falta de a sabedoria no pedir (v.3). O ensino de Jesus de que “todo o que pede recebe” (Mt 7.7,8), é corroborado por Tiago. Contudo, ele fala acerca daquelas pessoas que pedem, mas nada recebem. Por quê? Porque pedem mal. Isto é: pedem fora da vontade de Deus, para gastar nos seus próprios prazeres. Uma vida espiritualmente desajustada produz orações desorientadas, as quais não recebem a resposta de Deus. Ninguém, nem mesmo através da oração, pode fazer de Deus ministro de suas próprias concupiscências. “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos ouve” (I Jo 5.14).

5. O Diabo. Ele tentou Jesus (Lc 4.2; Mt 4.1) e continua tentando os servos de Deus, provocando guerras e pelejas entre os crentes que dão lugar à sua ação. Ele anda "em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pe 5.8). Havendo guerras e pelejas, não há união e, sem esta, não há bênção. Devemos prevenir-nos contra as "astutas ciladas do diabo" (Ef 6.11).

6. A carne. Tiago, indagando de onde vêm as guerras e pelejas entre os crentes, responde que vêm dos deleites que guerreiam nos seus membros (v. 1). Paulo diz que os pecados "operavam em nossos membros" (Rm 7.5). Essas paixões ou deleites que operam nos nossos membros (a natureza carnal), tanto podem ser de origem sexual, como emocional e moral, as quais geram contendas. Alguém pode deleitar-se, em ver o mal ou a queda do outro. E prazer diabólico.

7. Desejo de poder. Esse desejo carnal de poder tem origem em Lúcifer, que, ao desejar tomar o lugar de Deus, imaginou-se grande (cf. Ez 28.2,17). Há muitos que, para "subir" nos cargos, procuram passar por cima dos outros, gerando guerras e pelejas desnecessárias. O melhor é humilhar-se sob a potente mão de Deus e ser exaltado por Ele a Seu tempo (Tg 4.10, 1 Pe 5.6).

A BUSCA EGOISTA

Tiago não usa a expressão “adúlteros e adúlteras” para acusar os cristãos, seus leitores, de impureza sexual. Não.  Ele se dirige àqueles cristãos que, devendo estar “casados”, “consorciados” com Deus, O têm traído, preferindo o concubinato com o mundo. Prosseguindo, Tiago pergunta aos seus leitores, se eles não sabem que:

1. A amizade do mundo é inimizade contra Deus (v.4). No seu livro Os Radicais, Alan Pailister, diz: “Amar o mundo é dar o nosso coração ao materialismo, à ambição ou ainda a coisas muito boas e válidas, mas que assume importância maior que o nosso Criador. O amor à pregação do evangelho pode ser no sentido negativo, amor ao mundo, se nos dedicarmos à pregação movidos pelo desejo de auto-glorificação.  O nosso amor à casa de oração pode ser considerado amor ao mundo, se dermos maior importância à aparência do lugar onde oramos do que ao serviço, ao louvor e à adoração, em primeiro lugar, ao Senhor, que é a razão primordial para a existência de tal coisa”.

2. O Espírito que em nós habita tem ciúmes (v.5). Os estudiosos das Escrituras têm tido alguma dificuldade quanto a afirmar se é o Espírito Santo ou o espírito humano que de nós tem ciúmes. As melhores versões da Bíblia, porém, grafam este versículo como sendo o Espírito Santo que com ciúmes zela por nós. Na versão Matos Soares, lemos: “Porventura imaginais que a Escritura diz em vão: O Espírito que em vós habita ama-vos com ciúme?”

3. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (v.6). E uma atitude de arrogância o crente admitir que possa amar o mundo, “dar cordas” aos seus deleites, à cobiça, à inveja, e também semear contenda entre irmãos, e por fim não vir a sofrer o juízo divino. Em contrapartida, referindo-se aos humildes: “assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivi- ficar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos ‘(Is 57.15).

A BUSCA DA AUTORREALIZAÇÃO

1. Sujeitando-se a Deus e resistindo ao Diabo (v.7). O apóstolo diz que devemos sujeitar-nos a Deus, resistindo ao Diabo, e este fugirá de nós. Sem a ação diabólica na igreja, não haverá lugar para guerras, pelejas e contendas.

2. Chegando-se a Deus (v.8). Estando perto de Deus, pela oração e comunhão, os crentes adquirem intimidade com o Senhor. Os sentimentos maus são afastados pela presença do Espírito de Deus.

3. Purificando o coração (v.8c). Davi disse que o jovem purifica o seu caminho e não peca, observando a Palavra de Deus e escondendo-a no coração (SI 119.9-11). Tiago exorta aos crentes pecadores a limparem seus corações e, aos de duplo ânimo, a purificar o coração. Isso afugenta as paixões humanas.



4. Sentindo as misérias (v.9). O apóstolo exorta a que os crentes carnais, cheios de inveja e cobiça, ao invés de pelejarem entre si, devem converter-se, sentindo suas misérias, através do lamento e do choro, tornando o riso da carne em pranto interior, e o gozo mundano em tristeza, atitudes essas que significam mudanças perante Deus.

5. Humilhando-se perante o Senhor (v.10). Já vimos que Deus dá graça aos humildes (v.6). Se os crentes se humilharem, Deus os exaltara. Se eles se exaltarem, serão humilhados. A humildade é a arma por excelência contra o orgulho, a inveja, a cobiça, as pelejas e guerras nas igrejas.

CONCLUSÃO

Fica bem claro que as guerras e pelejas entre os crentes, como manifestações das paixões humanas, têm sido utilizadas como instrumento de perturbação da obra do Senhor. O Adversário sabe que a igreja só marcha mais rápido, quando há união, amor, humildade, oração sincera e comunhão com Deus. Se ele conseguir prejudicar o clima espiritual, o caminho está aberto para o fracasso. Que Deus nos ajude a evitar esses males em nós mesmos e ao mesmo tempo combatê-los




Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
BIBLIOGRAFIA
Lições bíblicas CPAD 1989
Lições bíblicas CPAD 1999
Comentário Bíblico Beacon


26 de agosto de 2014

A VERDADEIRA SABEDORIA SE MANIFESTA NA PRÁTICA



A VERDADEIRA SABEDORIA SE MANIFESTA NA PRÁTICA

TEXTO ÁUREO = “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria” (Tg 3.13).

VERDADE PRÁTICA = A verdadeira sabedoria não se manifesta na vida do crente através do discurso, mas das obras.

LEITURA BÍBLICA  = Tiago 3.13-18

INTRODUÇÃO

O saber humano é limitado, falho, e mutável a cada ano que passa. Entretanto, a sabedoria que vem da parte de Deus, é ilimitada, perfeita e imutável, consubstanciada na Sua Palavra, que permanece para sempre, capacitando o crente fiel a saber conduzir-se ante as mais difíceis situações, de modo surpreendente, diante de Deus e dos homens.

Na sua discussão quanto à sabedoria no seu aspecto global, Tiago afirma existirem dois tipos de sabedoria: a sabedoria proveniente de Deus, “a sabedoria que vem do alto” (v.17), e a sabedoria “terrena”, a sabedoria “animal”, própria do homem natural. Ao estabelecer a diferença entre ambas, o apóstolo desafia os seus leitores, bem como a todos os crentes, hoje, a se empenharem na conquista da verdadeira sabedoria, a divina, que procede do alto.

CONCEITOS DE SABEDORIA

1. Sob o ponto de vista humano. Sabedoria significa “grande conhecimento, erudição, saber, ciência, conhecimento justo das coisas, razão”. Esse é o aspecto positivo da concepção humana de sabedoria. Há, também, o sentido negativo, segundo o qual, sabedoria é “esperteza, astúcia, manha”. Daí, alguém dizer:
“Fulano é muito sabido...”.

2. Sob o ponto de vista bíblico.

a) É guardar os mandamentos do Senhor. Moisés, exortando o povo de Israel, sobre o cumprir os mandamentos do Senhor, disse: “Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e entendida” (ver Dt 4.1-6). Para Deus, sábio é quem Lhe obedece.


b) É saber calar (Jó 13.5). O patriarca disse aos seus amigos, que se eles tivessem ficado calados, isso seria a sua sabedoria. “Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por sábio” (Pv 17.28). Tiago considera impossível domar a língua (Tg 3.8). Entretanto o sábio segundo Deus cala-se, quando for tempo de calar (Ec 3.7b).

c) É temer a Deus. No livro de Jó está escrito: “Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal a inteligência” (Jó 28.28). Para Deus, o sábio é aquele que teme ao Senhor, ou seja, que tem respeito profundo ao Criador. Salomão disse: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência” (Pv 9.10).

d) É dom do Espírito Santo. Deus dá dons aos crentes, como “manifestação do Espírito”, “a cada um para o que for útil”. “Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria” (1 Co 12.7,8a). O dom da palavra da sabedoria é “parte da sabedoria de Deus dada ao homem; opera no saber, na pregação, no aconselhamento, nas emergências, na separação de obreiros e na administração”. Quantos problemas e desastres têm ocorrido em muitas igrejas, que se esfacelam ou sobrevivem a duras penas, por falta desse dom.

A SABEDORIA DO MUNDO

A “sabedoria” enfocada neste ensino de Tiago, nada tem a ver com o conhecimento que resulta da formação acadêmica ou com a que decorre da experiência de vida ao alcance de todos os homens. Tiago está falando aqui da “sabedoria” que ensina ao homem viver para si mesmo e não para Deus. É a que traz em seu bojo a inveja, a contenda, a divisão, a perturbação da paz. Tal “sabedoria” é própria do homem sem Deus. Deste modo, a sabedoria segundo o mundo “é terrena, animal e diabólica” (v.15). As suas conseqüências são:

1. Amarga inveja (v.14). Quanto desse fruto nocivo é encontrado em nossas igrejas! A inveja do progresso material de um irmão ou do seu crescimento espiritual ou posicional dentro da igreja, por exemplo. A inveja por parte de alguns daqueles que exercem cargos de liderança na igreja tem perturbado bastante o desenvolvimento da obra de Deus.

Na vida do rei Saul encontramos a manifestação devastadora do ciúme e da inveja.
Para Saul era inconcebível que as mulheres em Jerusalém cantassem: “Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares. Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares: na verdade, que lhe falta, senão só o reino?” (1 Sm 18.7,8). O que Saul não sabia era que ele mesmo, e não Davi seria a vítima da sua atitude de inveja e ciúmes.

O que começou com uma aparente “inocente” atitude de ciúme desdobrou-se em raiva e conseqüente tentativa de assassinato, e com tudo isso, o temor: “E temia Saul a Davi, porque o Senhor era com ele e se tinha retirado de Saul” (I Sm 18.12).

2. Sentimento faccioso (v.14). O espírito de facção no seio da comunidade cristã é de inspiração diabólica. O Espírito de Deus nada tem a ver com as divisões e partidarismos eventualmente surgidos na Igreja de Jesus Cristo. Para muitos crentes, hoje, a glória é pertencer a esta ou àquela igreja, a este ou àquele ministério, enquanto que para eles os demais crentes são cristãos de segunda categoria.

Isto é um desserviço ao reino de Deus e uma forma de rompimento dos sagrados laços do amor fraternal. Esta tendência de criar facções e partidos dentro da Igreja de Jesus Cristo não é tão recente como alguns possam imaginar. Já nos primórdios da Igreja havia aqueles que estufavam o peito e arrogantemente diziam: “Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo...” (I Co 3.4).

A esses o apóstolo Paulo censurou veementemente: “Ainda sois carnais. Pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?... Porventura não sois carnais?” (I Co 3.3,4).

O resultado quando damos corda a estes dois aspectos da sabedoria “terrena, animal e diabólica” (v.15), é a “perturbação e toda a obra perversa” (v.16).

CARACTERÍSTICAS DA SABEDORIA CARNAL (vv.14-16)

1. Tem amarga inveja. O sábio carnal é dominado pela inveja. Ele fica perturbado e revoltado com o sucesso alheio. Sua sabedoria só abrange as coisas carnais e humanistas, é de natureza baixa (v.15). 2. Sentimento faccioso. É sentimento de divisão, de grupos e grupelhos, de “panelinhas”. Essa sabedoria só faz mal à obra do Senhor.

3. É terrena. Já vimos que a sabedoria excelente é a que vem do alto. A sabedoria carnal é terrena e só serve para as coisas desta vida.

4. Animal. É sabedoria dominada pela natureza carnal, não-convertida, que não tem a virtude do Espírito Santo.

5. Diabólica. Na sabedoria que não é de Deus, o Diabo procura ocasião, para causar inveja, espírito faccioso e “perturbação e toda obra perversa” (v.16).



O SÁBIO E INTELIGENTE SEGUNDO A BÍBLIA

1. Aquele que tem bom trato (v.13). Isto se refere ao crente que tem bom procedimento, boas maneiras e modos no relacionamento com as outras pessoas. É qualidade muito necessária em nossos dias, quando, em face do frenesi que domina a sociedade, pessoas, mesmo na igreja, tornam-se agressivas, grosseiras, mal-educadas, causando problemas de relacionamento. Infelizmente, até obreiros têm-se perdido nesse ponto. O crente sábio tem bom trato. Paulo aconselha que devemos considerar cada um superior a nós mesmos (Fp 2.3).

2. Aquele que tem obras de mansidão de sabedoria (v.13b). Isto fala do crente que cultiva a mansidão de modo sábio, consciente e não por medo ou covardia. Ele sabe que é melhor ser manso do que agressivo, pois, assim, glorifica a Deus e evita muitos dissabores. Mansidão é fruto do Espírito ((II 5.22). O Mestre disse: “...aprendei de” mim, que sou manso e humilde de coração...” (Mt II .2’)).

3. Aquele que vê o mal e esconde-se. Em Pv 22.3, lemos: “O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena”. Esconder-se do mal é ser sábio, O jovem sábio é aquele que “foge dos desejos da mocidade” (2 Tm 2.22).

4. Aquele que ganha almas. “. ..o que ganha almas sábio é” (Pv 11. 30b). O sábio, no conceito mundano, é aquele que ganha muito dinheiro, de preferência com esperteza e ilicitude. Ou aquele que possui graus acadêmicos superiores. Para Deus, no entanto, o verdadeiro sábio é aquele que se esforça para ganhar almas.

A SABEDORIA QUE VEM DO ALTO

Já estudamos que “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17).

Estudamos também que se alguém “tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tg 1.5).

Portanto, há uma sabedoria superior, que vem do alto, procedente de Deus, para tantos quantos a busquem sinceramente, “não duvidando” (Tg 1.6).

Os realmente sábios detentores desta sabedoria singular mostram-na “pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria” (Tg 3.13).

De acordo com o ensino de Tiago, a verdadeira sabedoria, aquela que vem do alto
(Tg 3.17), é:


1. Pura. A pureza se constitui num dos aspectos da perfeição divina e de tudo quanto se relaciona a ela. O termo grego a9ui empregado para a palavra “pura ‘ é agné, e geralmente está associada com purificação cerimonial. A purificação cerimonial era uma exigência do culto no judaísmo para agradar a Deus. Uma pessoa impura não podia participar dele. Até aqueles que eram designados para conduzir os vasos do Senhor tinham que ser puros (Is 52.11).

A sabedoria do alto é cerimonialmente pura, não está contaminada pelas imundícias que desagradam a Deus. Procedentes de Deus ela não está à sua inteira disposição para que seja aplicada naquilo que contribui para cumprimento do Seu desígnio.

2. Pacífica. Ao contrário da sabedoria do alto, que é pacífica, a sabedoria diabólica produz “perturbação e toda a obra perversa”. O termo eiréne aqui traduzido por “paz” e “pacífica” designa um estado de ordem de segurança e isenção de ódios.

Nenhum verdadeiro seguidor de Jesus Cristo usará da sabedoria do alto a qual Deus lhe confiou, para prejuízo de alguém; tampouco usará da influência de sua liderança para prejudicar o amor e a harmonia entre os filhos de Deus. Uma pessoa dominada pela sabedoria de Deus projetará isto no seu relacionamento com os seus semelhantes. Aqui jaz a bem-aventurança do pacificador (Mt 5.9).

3. Tratável. O termo sugere gentileza, uma forma de cavalheirismo com as pessoas. Infelizmente existem muitas pessoas e não poucos cristãos que não são tratáveis, pelo contrário: são agressivos, grosseiros, maldosos, rancorosos.  Alguns confundem franqueza com má educação, e convicção cristã irremovível com intransigência. A violência verbal e os ataques de alguns cristãos mostram que nada aprenderam do Cristo manso e humilde de coração (Mt 11.29).

Cristãos coléricos, irados contra aqueles que deles discordam, constituem-se uma ofensa ao evangelho. É o amor à verdade ou o ego ferido que prevalece? A sabedoria do alto não é truculenta, pelo contrário, ela nos leva a zelar pela reputação do nosso semelhante.

4. Cheia de misericórdia e de bons frutos. Aqueles que possuem a sabedoria divina e por ela se deixam conduzir, têm profundo interesse pelos que sofrem, e estão prontos a ajudar-lhes a levar as cargas. A insensibilidade para com o sofrimento alheio não é própria de quem provou em sua vida a compaixão e misericórdia de Deus. Neste caso não basta ser misericordioso para com os que sofrem, é necessário ser possuidor de bons frutos. Frutos, aqui, é a demonstração do cristianismo através das ações.

5. Imparcial. Onde a sabedoria divina está presente não há preferência por determinadas pessoas em detrimento de outras. Agir com parcialidade é uma forma de discriminação, e, como já estudamos, Deus condena a acepção de pessoas. Qualquer tipo de preferência por uma pessoa, porque ela é culta, rica e de boa posição social, em detrimento de outras, que não usufruem de iguais privilégios, não é, por certo, de inspiração divina.

6. Sem hipocrisia. Aqueles que amam e detêm a verdadeira sabedoria de Deus, aborrecem a hipocrisia; evitam ceder à tentação de demonstrar bondade teatral. Tais indivíduos, através de seus gestos e atos de bondade, buscam agradar a Deus, e não aos homens.Três das características da sabedoria divina, à disposição do crente, são encontradas nas bem-aventuranças proferidas por Jesus:

Pura: “Bem-aventurados os puros de coração...” (Mt 5.8).
Pacífica: “Bem-aventurados os pacificadores...” (Mt 5.9).
Cheia de misericórdia: “Bem-aventurados os misericordiosos...” (Mt 5.7).

“A sabedoria é a coisa principal: adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis adquire o conhecimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. Dará à tua cabeça um diadema de graça, e uma coroa de glória te entregará” (Pv 4.7-9).



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Lições Bíblicas CPAD 1989

Lições Bíblicas CPAD 1999