28 de maio de 2013

A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE



A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE

TEXTO ÁUREO = E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou(Gn 1.27).

VERDADE PRÁTICA = Ao criar o ser humano, Deus dotou-o de sexualidade plena e diferenciada, macho e fêmea, segundo seus propósitos. Essa sexualidade era normal no princípio.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Gênesis 1.27; 2.24; 1 Coríntios 7.2,3,5; Provérbios 5.18; 

Eclesiastes 9.9.

introdução

 Quando Deus formou o primeiro casal, dotou-o de estrutura físico-emocional e instinto sexual que o capacitam para a reprodução e preservação da espécie humana. O propósito de Deus é que os filhos procedam do casamento e não de outra maneira. A quebra dessa lei resulta em frutos amargos para a família. Deus assim dotou o homem para propósitos específicos, puros e elevados. Portanto, a sexualidade é parte natural e integrante do ser humano. No casamento, a sexualidade exerce papel fundamental e indispensável para o bom relacionamento entre os cônjuges e, como já foi dito, para a perpetuação do gênero humano, circunscrita ao plano de Deus para o matrimônio. Vamos refletir um pouco nesta lição sobre esse importante assunto.

 VISÃO BÍBLICA DO SEXO

 1. O sexo foi feito por Deus. Deus fez o homem, incluindo o sexo e “viu que tudo era bom” (Gn 1.31). As mãos que fizeram os olhos, o cérebro, também fizeram os órgãos sexuais. Aquele que criou a mente, criou também o instinto sexual. No princípio, ao ser criado, o sexo era puro e sem pecado. Mas, com a transgressão de Adão no Éden, todas as faculdades do homem foram afetadas pelo pecado, inclusive o sexo.

2. O homem participando da criação. Deus quis em sua soberania que o homem desse continuidade à espécie, macho e fêmea, indicando a clara e inequívoca diferenciação entre os sexos (ver Gn 1.27).

3. A intimidade e interação sexual é privativa dos casados. A ordem de crescer e multiplicar não foi dada a solteiros, mas a casados (Gn 1.27,28). Deus não quis que o homem vivesse só e lhe deu uma esposa, já formada, preparada para a união conjugal. O ensino bíblico é que o homem deve desfrutar o sexo com a esposa de modo normal, racional, sadio e amoroso não com a namorada ou noiva. Em Cantares de Salomão, tem-se a exaltação do amor conjugal. Este, não ocorre entre solteiros (Ct 4.1-12; Ef 5.22-25). Pesquisas indicam que 50% dos jovens evangélicos já praticaram sexo antes do casamento. Isso é pecado grave contra o próprio corpo, contra o Criador, contra a Palavra de Deus, contra o próximo, contra a Igreja e contra a família.

O SEXO E A VIVÊNCIA CRISTÃ

 1. Sua natureza. Quando terminou de criar todas as coisas (incluindo o homem), “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31). O sexo, como já afirmamos, fez e faz parte da constituição físico-emocional do ser humano, desde a criação. Logo, não é correto concebê-lo como algo imoral, feio, vulgar e pecaminoso. Deus não faria nada ruim. Ele planejou e formou o homem, a “coroa da criação”, numa totalidade, incluindo o sexo. O que tem arruinado o sexo e o tornado repulsivo por muitos é o seu uso ilícito, antibíblico, antinatural, anticristão, antissocial e sub-humano. Demônios podem atuar no ser humano na área do sexo (Os 4.12; 5.4).

2. Suas finalidades. A união conjugal pautada nas Sagradas Escrituras propicia:

a) A procriação (Gn 1.27,28; Sl 139.13-16). A procriação é o ato criador do Eterno através do homem.
Ele dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituiu o matrimônio e a família, visando a legitimação desse maravilhoso e sublime processo que a mente dos mortais jamais poderá explicar. “Frutificai e multiplicai-vos”, foi a ordem do Criador (Gn 1.27,28).

b) O ajustamento do casal. Em 1 Coríntios 7.1-7, vemos uma orientação bíblica muito importante do apóstolo Paulo no que diz respeito à intimidade conjugal. O apóstolo, nesta passagem, considera os seguintes princípios:

      Prevenção (v.2): “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher e cada uma tenha o seu próprio marido”. Com isso, evita-se o adultério e a prostituição.

      Mútuo dever (v.3): “O marido pague à mulher a devida benevolência e, da mesma sorte, a mulher ao marido”. É o dever do amor conjugal, no que tange ao atendimento das necessidades sexuais, a que tem direito cada cônjuge.

      Autoridade mútua (v.4): “A mulher não tem poder sobre seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”. Não se trata aqui, da autoridade por imposição, pela força, mas sim pelo amor conjugal. Diga-se também que o marido não pode abusar da esposa, praticando atos ilícitos, carnais, abusivos e sub-humanos, ou vice-versa.

      Abstinência consentida (v.5): Isto é importante no relacionamento do casal. Os cônjuges podem abster-se, por algum tempo, da prática sexual, mediante o consentimento mútuo. Não pode haver imposição de um sobre o outro. Caso decidam separar-se no leito conjugal, devem fazê-lo sob as seguintes condições: que haja concordância entre ambos, e que haja sabedoria quanto ao tempo determinado para dedicarem-se à oração e à disciplina da vontade (de ambos).

c) A satisfação amorosa do casal. Existem seitas ou religiões e, até evangélicos, que proíbem o prazer do sexo alegando que a finalidade deste é somente a procriação. Isso não tem base na Bíblia. Vários textos nos mostram que Deus reconhece o direito de o casal usufruir desse prazer. Em Provérbios 5.18-23, o sábio recomenda aos cônjuges que desfrutem do sexo, sem referir-se, neste caso, ao ato procriativo. Nesta passagem, porém, o homem é advertido quanto à “mulher estranha”, a adúltera; e é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade (ver Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9). No Antigo Testamento, a “lua de mel” durava um ano! (Dt 24.5).

3. Ante a lei divina. A vida sexual do casal, na ótica bíblica:

a) Deve ser exclusiva ou monogâmica. Deus condena de forma veemente a poligamia (Gn 2.24; Pv 5.17).

b) Deve ser alegre. O casal tem direito de usufruir do contentamento propiciado pela intimidade matrimonial (Pv 5.18).

c) Deve ser santa (1 Pe 1.15 e 1 Ts 4.4-8). A santidade se aplica também ao nosso corpo, uma vez que o Espírito Santo habita em nós (1 Co 6.19,20), razão pela qual toda e qualquer prática sexual ilícita (aberrações, bestialidade etc.) não devem ser permitidas; além de pecaminosas, não contribuem para o ajustamento espiritual do casal.

d) Deve ser natural (Ct 2.6; 8.3). As relações sexuais anal e oral são antinaturais e sub-humanas, portanto, reprováveis. Os pecados do sexo são responsáveis por muitas doenças, inclusive as denominadas “sexualmente transmissíveis (DST) que vêm ceifando milhões de vidas no mundo inteiro, principalmente a AIDS”. Essas práticas sexuais reprováveis estão sujeitas a juízo (Hb 13.4).

III. O SEXO QUE A BIBLIA CONDENA

1. Fornicação. Prática do sexo entre solteiros ou entre casado e solteiro. O fornicário não entra no céu (Ap 21.8; Gl 5.19 e 1 Co 6.18).

2. Adultério. Relação sexual de casados com pessoas que não são seus cônjuges (Mt 5.27; Mc 10.9 e Rm 13.9). É grave e desastroso pecado (Pv 5.1-5).

3. Prostituição. Em sentido geral, envolve todas as práticas sexuais pecaminosas. Em sentido estrito, é a intimidade sexual com prostitutas e a infidelidade conjugal. Deus a proíbe com veemência (Dt 23.17); é grave pecado (1 Co 6.16); é insanidade, loucura, estupidez e torpeza (Pv 7.4-10; 1 Co 6.15-18).

4. Homossexualismo. É a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo. Contrariando a opinião de muitos, a Bíblia condena, pois é abominação ao Senhor (Lv 20.13; 18.22; Dt 23.17,18), perversão sexual de Sodoma — sodomia (Gn 19.5). Deus destruiu cidades por causa disso (Dt 23.17). Não entram no Reino de Deus os que praticam tais atos (1 Co 6.9,10).

5. A masturbação. Há ensinadores que não a consideram pecado de forma alguma. Outros, dizem que é totalmente errado. Outros, ainda, dizem que, se não for por vício, mas por necessidade, torna-se moralmente justificável. De qualquer forma, é pecado, por contrariar o plano de Deus, pois o sexo não deve ser egoísta, mas partilhado com outra pessoa, no âmbito do casamento. A masturbação está sempre associada a fantasias sexuais.

PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL

Hb 13.4 =  “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará”
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2 Co 11.2; Tt 2.5; 1 Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus.

Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1 Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte:

( I ) A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus (ver Gn 2.24; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tomam-se uma só carne, segundo a vontade de Deus. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados.

(2) O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor (Ex 20.14 ) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3 ) e colocam o culpado fora do reino de Deus = (Rm 1.24-32;  =  1 Co 6.9,10; =   Gl 5.19-21).

(3) A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o padrão bíblico da pureza. Deus proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11,17,19-21; ver 18.6 ).

(4) O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. E igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge.

A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).

(5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal.

(a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de Deus para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12,17,19-21; 1 Co 6.18; 1 Ts 4.3).

(b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1 Tm 2.9, sobre a modéstia).
Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se participe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19: Ef 4.19: 1 Pe 2.2.18).

(c) Enganar. i.e.. aproveitar-se de uma pessoa. ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1 Ts 4.6), significa privá-la da pureza moral que Deus pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela (1 Ts 4.6; Ef 4.19).

(d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumía) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; = 1 Pe 4.3; = 2 Pe 2.18; ver Mt 5.28).

CONCLUSÃO

 Os preceitos bíblicos que dão conta da sexualidade se identificam com o que Jesus chamou de “caminho estreito”, o qual poucos se dispõem a palmilhar. No mundo hodierno, onde os meios de comunicação em massa aprovam, promovem, incentivam e exaltam o erotismo, sensualidade, a prostituição e o sexo fora do casamento, de modo irresponsável e pecaminoso é necessário que o cristão tome posição firme e consciente. Ele deve orientar-se pelos princípios morais e éticos, para a sexualidade, à luz da Palavra de Deus.


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LIÇÕES BIBLICAS CPAD2002                                                                                                          Bíblia de Estudo Pentecostal                                                                                                                 A Juventude Cristã e o Sexo. Elienai Cabral, CPAD.
E Agora, Como Viveremos? Colson & Pearcey, CPAD.
Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. Arthur F. Holmes, CPAD.
Pureza Sexual: Como Vencer Sua Guerra Interior. Robert Daniels, CPAD.
Responda-me, Por Favor!: Sexo & Namoro. Marta D. de Andrade e Claudionor C. de Andrade, CPAD.

24 de maio de 2013

EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE DOS PAIS



EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE DOS PAIS

Texto Áureo: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. (Pv 22.6)
Verdade Prática: A educação cristã de nossas crianças, adolescentes e jovens é uma responsabilidade intransferível e pessoal dos pais com o apoio e assistência da igreja.
Meditação: “Se, em primeiro lugar, a fé cristã não for ensinada e vivenciada no lar; certamente será impossível aos nossos filhos peregrinarem pelo caminho da retidão. A Educação Cristã é responsabilidade dada por Deus aos pais”.(INTERAÇÃO – LBD CPAD)

Vivemos em uma sociedade que os valores morais e éticos estão sendo colocados “de lado”, ou seja, aquilo que até pouco tempo tinha valor/importância tornou-se relativo, faz lembrar-nos da época dos juízes, quando a bíblia informa: “... cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. Juízes 21:25. Se pra esta sociedade, temas tais como FAMILIA, CASAMENTO, FIDELIDADE, etc. foram abandonados, quanto mais sobre educação, principalmente no que diz respeito á educação nos termos bíblicos e Divinos.
É bem verdade que na questão família, cada uma possui uma peculiaridade em sua formação, conduta e vivência, portanto penso que não existe uma “receita de bolo” previamente definida até mesmo porque de uma sociedade pra outra muitas vezes existe uma abissal diferença entre si.

Mas a grande questão é e sempre foi o “jogo de empurra” das responsabilidades pelas partes formadoras e condutoras de tais famílias, principalmente quando estas famílias são aquelas denominadas cristãs, que se gloriam de manejar a Santa e Bendita Palavra do Senhor e também usam o Santíssimo nome do Senhor Jesus Cristo.

Quando olhamos para a Palavra de Deus, desde o Antigo Testamento, o Senhor já havia ordenado ao Seu povo que os pais dessem prioridade a educação de seus filhos, logicamente que para conclusão desta sublime tarefa, os pais teriam antes de alguma outra coisa ter a comunhão, amor e reverência devida ao Grande Deus, para que também através do testemunho pessoal pudesse levar seu filho ao conhecimento do Eterno Deus, ou seja, memorias deveriam ser erigidos; sacrifícios de louvor, arrependimento, entre outros, levados ao conhecimento da criança (podemos exemplificar aqui a atitude de reverência de Isaque junto ao seu pai Abraão, somente um filho que conhecia também o Deus de seu pai, poderia doar-se de tal maneira) e assim sucessivamente, depois teriam o compromisso de ensinar-lhes as outras fases da vida.

Em o Novo Testamento não foi diferente, o próprio Senhor Jesus, Timóteo e outros são exemplos de pessoas criadas em famílias que tinham compromisso com a ordenança Divina.
Já em nossos dias a Igreja, os obreiros, os professores, e cada servo(a) do Senhor Jesus também têm grande influência e grande oportunidade de contribuírem para esta formação de caráter na vida dos pequeninos que o Senhor permite chegar diante de cada um de nós, sendo que a responsabilidade quase total é dos pais, através de sua exemplificação e amor que já é uma dádiva vinda de Deus, pois, nossos filhos são herança do Senhor (Sl 127.3), então não pode haver negligência nesta questão. (Ef 6. 1-4 / Pv 22.6).Cientes disso, sabendo que cada um de nós têm limitações físicas, temporais, financeiras, emocionais, etc.; mas isso não nos isenta desta sublime tarefa. 

Então a raiz do problema encontra-se justamente neste interim, pois muitos pais tentam transferir esta função talvez para os avós, para os obreiros, para a igreja, para os professores e até mesmo para o Estado (que muitas vezes de forma camuflada ou não, torna-se um grande inimigo do Verdadeiro Cristianismo).

Como ensinar sobre Deus se não há comunhão com Ele ? Pois somente o Espírito Santo do Senhor é quem revela a Sua Palavra de forma compreensiva pra todos.
Como ensinar de atitudes de firmeza, de graça, de caráter, de prudência, de amor, de responsabilidades, de compromisso, de verdade, de temor e reverência etc. se, a falha maior muitas vezes está em nós ?!

A resposta de tudo isto é que devemos chegar mais perto de Jesus, conhecer mais da Sua Palavra, ter comunhão com Ele, andar, viver, falar e ouvir as orientações do Espírito Santo, pois somente assim vamos vencer este mundo que jaz no maligno.
Minha alegria maior é que Deus se revela para quem O busca.

Devo lembrar os irmãos, que no Egito quando vieram as pragas as casas do povo de Deus (os obedientes) estavam  seguras e assim será também a nossa casa/família. Jesus é quem nos guarda e nos ajuda na criação de nossos filhos.

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá. Salmos 1:1-6”

“ Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.Salmos 128:1-6”

Que Deus vos abençoe

Pb. Thiago Rodrigues Teixeira.

21 de maio de 2013

EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE DOS PAIS



EDUCAR, DEVER DA FAMÍLIA

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).

A educação com base nos princípios bíblicos fortalece o caráter e desenvolve a cidadania cristã. Em tempos mais antigos, a educação começava no lar, e se fortalecia no meio da família. Há algumas décadas, os pais em geral eram os principais educadores da família. Com o passar dos séculos, a educação formal passou a utilizar-se das instituições educacionais para desenvolver o processo educativo. Foi um avanço, sem dúvida. A educação na família deixava a desejar em termos de conteúdo, embora fosse eficaz na formação do caráter, na maioria dos lares.

Quando os pais eram os educadores da família, os filhos, verdadeiros alunos, na escola da vida, procuravam adotar o comportamento esperado pelos seus genitores. Lembro-me do tempo em que um adolescente levantava-se para ceder o lugar a um ancião, em qualquer ambiente, no lar, no transporte, nas repartições, etc. Hoje, esses gestos de civismo parecem estar esquecidos, ou nunca foram valorizados. Para que idosos tenham prioridade, foi necessária a intervenção da lei, concedendo-lhes o direito ao atendimento nos diversos lugares.

A educação formal, desenvolvida nas instituições educacionais, utilizando conteúdos programáticos e currículos elaborados tecnicamente, amplia o leque de conhecimentos a serem apreendidos pelo alunado. Mas, infelizmente, grande parte das escolas não transmite educação. Certo autor escreveu: “Perdi minha educação, quando entrei na escola”.

Parece exagero, mas a experiência comum confirma que, na escola, os valores morais e éticos são desprezados. Esse é o tipo de ensino que despreza os princípios da Palavra de Deus.
A educação a que nos referimos, neste estudo, não é a educação secular simplesmente. Mas a educação cristã, fundada nos sagrados princípios, que emanam da palavra de Deus. Esses princípios são, antes de tudo, espirituais. Contemplam e valorizam a existência do Criador de todas as coisas, conforme a explicação da sua palavra. Esses princípios são “cláusulas pétreas”, em termos absolutos de ética e de moral.

Na educação cristã, o aluno deve ser instruído nos fundamentos espirituais e morais, cuja fonte é a Palavra de Deus.


CONCEITOS IMPORTANTES

1. O que é educação

“A Educação não é mais do que o desenvolvimento consciente e livre das faculdades inatas do homem” (Sciacca); “a Educação é o processo externo de adaptação do ser humano, fisica e mentalmente desenvolvido, livre e consciente, a Deus, tal como se manifesta no meio intelectual, emocional e volitivo do homem” (Herman Horse); “E toda a espécie de formação que surge da influência espiritual” (Krieck, p. 62, 63). 

“Ação e efeito de educar, de desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança e, em geral, do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino (Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, Caldas Aulete)”. “Ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações jovens para adaptá-las à vida social; trabalho sistematizado, seletivo, orientador, pelo qual nos ajustamos à vida, de acordo com as necessidades ideais e propósitos dominantes; ato ou efeito de educar; aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas, polidez, cortesia” (Pequeno Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda)”.

Há muitas definições de educação. Pode-se dizer que educação é um processo que integra o ensino e a aprendizagem, com vistas à formação de indivíduos com personalidade capaz de desenvolver-se e aperfeiçoar-se para a vida. E diferente de instrução, de treinamento ou adestramento. A educação verdadeira prepara cidadãos conscientes para exercerem papel construtivo na sociedade.

“Podemos dizer que a educação é um processo contínuo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da vida”;2 Gregory vê dois conceitos de educação: “Primeiro, o desenvolvimento das capacidades; segundo, a aquisição de experiência”. “E a arte de exercitar e a arte de ensinar”. Com isso, o resultado esperado é “uma personalidade bem desenvolvida física, intelectual e moralmente, com recursos tais que tornem a vida útil e feliz, e habilitem o indivíduo a continuar aprendendo através de todas as atividades da vida”.

2. Educação cristã

Na igreja cristã, há um espaço especial para a Educação Cristã. Esta é o processo de ensino-aprendizagem proporcionado por Deus, através de sua Palavra, pelo poder do Espírito Santo, transmitindo valores e princípios divinos. E diferente da educação secular, que só transmite instruções e conhecimentos, deixando de lado os valores éticos, morais e espirituais. Por isso, a base da Educação Cristã é a Bíblia Sagrada.

A EDUCAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. Sob a égide da teocracia

No Antigo Testamento, os pais viviam sob a Teocracia, ou sob o governo de Deus sobre o povo. Todas as normas ou doutrinas, de caráter espiritual, moral, social, educacional ou familiar, emanavam da Lei de Deus. Os pais não tinham grandes desafios no relacionamento com os filhos, pois os mesmos, desde o berço, eram criados segundo os mandamentos, os juízos e os estatutos de Deus (Dt 5.31)
.
2. O ensino aos filhos no lar

Os filhos dos judeus aprendiam e absorviam o shema, ou o credo, que resumia o princípio fundamental de sua fé: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois,o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Dt 6.4,5). Esse ensino fazia parte do dia a dia das crianças judaicas. Uma grande lição para a educação cristã nos dias presentes (Dt 11.18-21).

3. Os cuidados na educação dos filhos

Aos 12 anos, os meninos passavam pela cerimônia do “Bar Mitzvah”, quando já deveriam saber de cor os pontos mais importantes da lei. A sinagoga era templo e era escola também. Segundo Halph Gower, “Era responsabilidade da mãe educar tanto os filhos como as filhas durante os três primeiros anos (provavelmente até o desmame). Ela ensinava às filhas os deveres domésticos durante toda a infância delas. A partir dos três anos de idade, os meninos aprendiam a lei com o pai, e os pais também ficavam responsáveis por ensinar um oficio aos filhos. Um rabino disse certa vez: ‘O pai que não ensina ao filho um ofício útil está educando-o para ser ladrão”.

4. Lições para os dias presentes

Nesse contexto de educação no lar, pode-se entender que os pais eram bem presentes na vida dos filhos. Estamos escrevendo sobre educação no século XXI, onde a educação é institucionalizada, seguindo um sistema oficial de ensino. Mas a educação no Antigo Testamento nos dá sugestões válidas para hoje, principalmente para a família cristã, O ensino da palavra de Deus no lar, a educação constante, como em Deuteronômio 11.18-21 é a única esperança para termos uma família firmada nos princípios da Lei do Senhor. Os pais presentes na vida dos filhos é fator indispensável para a formação do caráter cristão. Confiar apenas na escola secular é entregar os filhos a um sistema que está totalmente contaminado com as doutrinas materialistas.

A EDUCAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

1. A educação era integral

Nas poucas referência sobre o tema, vemos o exemplo da educação do menino Jesus. Diz a Bíblia: “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.40, 52). Esses textos nos falam da educação espiritual (“em espírito”), no conhecimento de Deus e intelectual (“cheio e sabedoria”), no crescimento físico (“em estatura”), e no crescimento espiritual e social (“em graça para com Deus e os homens”).

Aos 12 anos, Jesus foi levado pelos pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. Ao regressarem a Nazaré, no meio da multidão, José e Maria, sem dúvida, deixaram o menino um pouco à vontade, no meio de outros meninos, que acompanhavam seus pais. Num determinado momento, o perderam de vista, e, preocupados, o buscaram entre os caminhantes, mas não o encontraram. Lucas registra aquele momento de aflição para os pais de Jesus, e de afirmação de sua missão perante os doutores da Lei (Lc 2.46-48). Os doutores da época admiraram-se da inteligência e sabedoria de Jesus, como pré-adolescente. Naturalmente, Ele era divino. Mas, na ocasião, comportava-se como um menino judeu, educado pelos pais com todo o cuidado e zelo como era de se esperar.

A educação de Jesus no lar preparou-o para ser um cidadão completo. Além do ensino da Lei, dos livros sagrados, do Antigo Testamento, ele foi ensinado a ter um ofício. Segundo Gower, “ele não era só o filho do carpinteiro” (Mt 13.55). Mas ele era “o carpinteiro” (Mc 6.3). Jesus teve uma educação integral. Ele conhecia o lado espiritual da vida, no ensino e no exemplo de seus pais. Foi educado a ter respeito e equilíbrio, no aspecto emocional, e teve uma educação que, nos termos de sua realidade, lhe deu um desenvolvimento fisico desejável.

2. Os pais são exortados a ensinar os filhos (Ef 6.4)

Infelizmente, pelas mudanças sociais impostas pelo progresso material, os pais estão cada vez mais ausentes na educação dos filhos. Além de muitos não saberem o que seus filhos estão aprendendo (ou desaprendendo) nas escolas, ainda são ausentes na educação espiritual e moral dos filhos. A maioria dos pais não faz o culto doméstico. Os filhos sequer sabem metade dos nomes dos apóstolos de Jesus.

Mas grande parte sabe o nome dos personagens das novelas. Para criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor”, faz-se necessária uma educação permanente, com ensinamentos ministrados no próprio lar.
A maioria dos filhos de cristãos não sabe o que é doutrina. E muito menos o que é admoestação. Mas sem esses dois elementos educacionais, os filhos não poderão ter uma verdadeira formação cristã.

A EDUCAÇÃO CRISTÃ

O que os pais cristãos devem escolher? A educação repressiva, que levou muitos filhos à frustração e ao desvio dos caminhos do Senhor?
Ou a educação permissiva, que tem levado muitos à pecaminosidade, à libertinagem e à condenação espiritual? Certamente, nenhum dos dois tipos é desejável aos pais cristãos. Mas há uma terceira via, que é a da Educação Cristã.

A nosso ver, é a única forma de educação que pode resultar em benefícios espirituais, morais, éticos, sociais e físicos para os pais e para os filhos. E a alternativa para evitar-se a repressão, o autoritarismo, e a permissividade, que tantos prejuízos causam à formação da família. E uma síntese dos cuidados espirituais que os pais cristãos devem ter para com seus filhos. Não deve ser repressiva nem permissiva. Mas amorosa e formativa. Alguns aspectos dessa abençoada educação podem ser resumidos como se seguem:

1. Os filhos são herança e prêmios do Senhor

“Eis que os filhos são herança do Senhor” (Sl 127.3 a). Assim, devem ser tratados com muito zelo, cuidado e amor. “... e o fruto do ventre, o seu galardão” (Sl 127.3b — grifo nosso). Galardão é prêmio. Sempre os pais devem ser gratos a Deus pelo filho ou pela filha que nasceu no seu lar. São presentes ou prêmios vivos que devem ser cuidados, guardados, e criados com muito amor.

Quando alguém recebe da parte de Deus uma bênção material, um bem, como um veículo, uma casa, um dinheiro, normalmente demonstra gratidão. Há quem faça um culto de ação de graças; há quem dê um testemunho, diante da igreja local, exaltando a Deus pelas bênçãos recebidas. Mas, muitos, que são pais, esquecem-se de ser gratos a Deus pelo “galardão” vivo, que são seus filhos. Se considerarem o valor dos filhos diante de Deus, certamente terão o cuidado de dar-lhes a melhor educação que estiver ao seu alcance.

2. Os filhos e a igreja local

A igreja deve ser a continuação do lar. E o lar, a continuação da igreja. Um deve completar o outro. Quando crianças, os pais devem leva-los à igreja. Quando adolescentes e jovens, devem ser persuadidos a ir à casa do Senhor.
Se, desde crianças, forem acostumados a ir à igreja, quando jovens darão valor a essa prática saudável (Mc 10.13-16).

A Educação Cristã começa no lar. E é fortalecida na Igreja, notada- mente na Escola Bíblica Dominical (ED), onde os alunos são reunidos em classes de estudo, conforme sua faixa etária. A ED é a maior escola cristã do mundo. Em milhares de igrejas, certamente, instalam-se milhões de classes, onde a Palavra de Deus é ensinada, promovendo excelentes resultados, na formação espiritual, ética e moral de cada pessoa, que se converte ao Senhor Jesus Cristo. O ensino, na igreja local, deve ser desenvolvido com muita seriedade. Os professores devem ser capacitados, espiritual e tecnicamente, também. E tarefa que requer dedicação:

“se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7).
A educação cristã é mais abrangente que a educação secular. Ela prepara o indivíduo, não só para ser um bom cidadão na sociedade, mas para ser um cidadão do céu, com base nos princípios espirituais e éticos, emanados da Palavra de Deus. A educação cristã não é apenas informativa. Ela é primordialmente formativa, porque se fundamenta em princípios que visam ao fortalecimento do caráter (Rm 15.4).

Diz a Bíblia: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Si 119.105). A juventude cristã tem um referencial ético elevado para não se corromper e ser destruída pelos sistemas iníquos que dominam a sociedade sem Deus.

EDUCAÇÃO NA IGREJA

1. A igreja e o lar

A igreja local não substitui o lar, nem o lar substitui a igreja. Porém o ensino na igreja tem grande valor para a formação do caráter e fortalecimento da personalidade cristã. Uma grande erro é os pais confiarem a educação de seus filhos à igreja local, bem como às escolas seculares. Os filhos passam menos de um terço das horas da semana (164 horas), em reuniões da igreja. A maior parte do tempo é no lar e na escola. Assim, a igreja pode e deve dar sua contribuição, principalmente, na comunicação dos princípios bíblicos para a formação do cidadão do céu e do cidadão da terra.

2. Os objetivos do ensino na igreja

De acordo com o Pastor Antônio Gilberto, os objetivos do ensino bíblico são:

1) O aluno e suas relações com Deus (Is 64.8);
2) O aluno e suas relações com o Salvador Jesus (Jo 14.6);
3) O aluno e suas relações com o Espírito Santo (Ef 5.18);
4) O aluno e suas relações com a Bíblia (Sl 119.105);
5) O aluno e suas relações com a Igreja (At 2.44; Ef 4.16);
6) O aluno e suas relações consigo mesmo (Fp 1.21; 3.13,14);

7) O aluno e suas relações com os demais alunos e com as demais pessoas (Mc 12.31).
Através da ED, dos cultos de doutrina (pouco frequentado pelos jovens), dos seminários, simpósios e outras reuniões, é possível a igreja local dar grande contribuição para a educação cristã. Nos últimos anos tem sido notável o avanço nessa área. A igreja tem despertado para adotar métodos de ensino mais eficazes; introduzido os recursos da multimídia, e capacitado professores para melhor desempenharem seu papel como educadores cristãos.

EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE

1. A educação repressiva

Nas décadas passadas, os pais criavam os filhos na base do autoritarismo. Tudo era feito com base de um relacionamento rígido. A igreja evangélica, em muitos casos, colaborou para esse tipo de educação. Eram comuns os castigos físicos, com o uso da “vara” para as falhas mais simples. Teve seu aspecto positivo, pois os filhos eram obrigados a respeitar os limites que lhes eram impostos. Havia respeito aos pais, aos mais velhos, e às normas. Os aspectos negativos dessa educação manifestavam-se tempos depois, quando os filhos tornavam-se independentes. De certa forma, essa educação contrariava a Bíblia, que manda criar os filhos sem provocá—los à ira (Ef 6.4).

2. A educação permissiva

Na educação moderna, os psicólogos levaram os pais a não ter autoridade sobre seus filhos, para não serem repressivos. Assim, grande parte dos filhos passou a ter uma educação permissiva. Para eles, quase tudo é permitido. Os especialistas aconselham que não se deve reprimir para que os filhos não fiquem frustrados. 

O resultado dessa educação é uma libertinagem e uma permissividade absurda, a ponto de pais permitirem que suas filhas pratiquem sexo com os namorados em suas próprias residências.
Esse tipo de educação leva os filhos, desde crianças, a não respeitarem limites, normas e princípios. Aliás, essa educação «moderna”, em geral, não tem princípios morais, éticos, e muito menos espirituais. E uma agressão aos princípios bíblicos, que exorta aos pais a criarem seus filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4b); e manda ensinar ao menino o caminho em que deve andar, para que, quando envelhecer, não se esqueça dele (Pv 22.6).

3. A educação materialista

A educação oficial, ministrada na rede de ensino pública ou particular, é totalmente influenciada pelo materialismo e pelo ateísmo. Os currículos que reúnem os conteúdos programáticos a serem transmitidos nas salas de aula são fundamentados nas filosofias e pseudociências materialistas. Tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, da inteligência, e de todas as coisas que existem no universo.

Os professores de ciência ensinam, como sendo a última palavra, que a vida surgiu “por acaso”, de urna mistura, “ao acaso”, de substâncias químicas, que se reuniram ao acaso ,e , dali, surgiu a vida, ao acaso , durante “milhões” de anos. Os alunos, crianças, ou adolescentes, de olhos arregalados, ficam hipnotizados pelas explicações, ilustradas com quadros, nos livros-texto, nos quadros de giz, ou, de modo mais sofisticado, nas telas, com projeções através de “data-shows”, ou projetores de multimídia.

E “o mestre”, com ar de absoluta convicção, explica que a origem da vida, dos animais e do homem, foi fruto da evolução, que dispensa totalmente a existência de um Deus pessoal, inteligente, e soberano, como ensinam as religiões, e, principalmente, como ensina o cristianismo. Figuras de macaco, evoluindo, da posição de quatro pés, ficando atarracado, até ficar ereto, até chegar a ser homem são mostradas como sendo realmente o que ocorreu. Na verdade, nada disso é verdade, mas é passado e repassado como ciência.

Professores materialistas têm grande influência sobre a mente dos alunos, principalmente porque, em casa, a grande maioria não tem qualquer preparo ou fundamento bíblico ou filosófico para enfrentar a “onda” materialista, que avança sobre a educação e a cultura, nas escolas. 

Muitos desses professores ou professoras são homossexuais, e fazem questão de, aproveitando-se de sua posição, diante dos alunos, propagar o seu estilo de vida anticristão, anti-Deus e contra a Bíblia Sagrada, a Lei de Deus.

4. A educação informativa

Com exceção das escolas confessionais, ligadas a religiões que aceitam os princípios cristãos, em todas as escolas regulares a educação é meramente informativa. Uma quantidade enorme de conteúdos é ministrada, muitos deles sem qualquer valor para a formação do caráter e da personalidade. Não existe a preocupação com a ética ou a moral. O mais expressivo exemplo dessa educação meramente informativa é a chamada “educação sexual”. Nas escolas, os alunos, inclusive crianças e adolescentes, são ensinados que podem fazer sexo precocemente, desde que tenham cuidado em usar o preservativo. Não há preocupação com valores morais. Sexo na adolescência é ensinado como algo perfeitamente compreensível e normal. Apenas deve haver precauções. O resultado é que, anualmente, há quase um milhão de adolescentes grávidas. A AIDS aumenta entre os jovens, de acordo com relatórios da Organização Mundial da Saúde.


Por:-  Evangelista Isaias Silva de Jesus 

A Família Cristã e os Ataques do Inimigo - CPAD 2ª Edição = Elinaldo Renovato