21 de julho de 2015

PASTORES DIACONOS



PASTORES DIÁCONOS

TEXTO ÁUREO = “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.”

VERDADE PRÁTICA = Os pastores e diáconos são lideres escolhidos por Deus, através do ministério, para cuidarem do serviço cristão na igreja local.

LEITURA BIBLICA = I TIMÓTEO 3.1-4,8-13

INTRODUÇÃO

Na instrução para combater erro doutrinário em Éfeso, Paulo inclui ensinamento sobre os presbíteros. É o plano de Deus que cada igreja local eleja presbíteros qualificados (veja Atos 14:23; Filipenses 1:1; Tito 1:5). Paulo não oferece a Timóteo sugestões para esta escolha, mas dá qualificações, dizendo que "é necessário..." (3:2). Portanto, quem não tiver todas estas qualidades reveladas por Deus não deve ocupar o cargo de presbítero. 

QUEM DESEJA O EPISCOPADO

Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja (1). A primeira vista, a observação com a qual apóstolo inicia esta seção da carta — esta é uma palavra fiel — é igual à declaração dita anteriormente em 1.15: “Esta é uma palavra fiel”. Mas a igualdade é meramente aparente. A primeira observação deu início a um ensino muito importante sobre a obra redentora de Cristo. Mas aqui não há tal declaração solene de fé. Ainda que os estudiosos não tenham chegado a um acordo quanto a este ponto, é provável que esta tradução seja a correta: “Há um dito popular que diz: ‘Aspirar à liderança é ambição honrosa” (NEB; cf. AEC, BJ, BV).

Qualificações dos líderes em 1 Timóteo 3.1-13


Este material foi usado em nossa igreja para estudar o que a Escritura fala sobre a qualificação dos líderes. Não se trata de um material exaustivo sobre o assunto, entretanto, entendemos que este pode ser de grande ajuda para ministrarmos na igreja do Senhor a importância de se escolher um líder de acordo com o padrão de Deus, deixando as preferências pessoais de lado.

QUALIFICAÇÕES DOS LÍDERES EM 1 TIMÓTEO 3.1-13

As duas cartas enviadas à Timóteo e a carta à Tito são conhecidas como “cartas (epístolas) pastorais”, ou seja, cartas enviadas à pastores para orientá-los na condução das igrejas que estavam liderando.

Timóteo era natural de Listra (At 16.1) e estava pastoreando a igreja de Éfeso (1.3). Paulo foi a pessoa usada por Deus para que Timóteo fosse resgatado por Cristo (1.2), sendo que Timóteo passou a acompanhá-lo em sua segunda viagem (At 16.1). Timóteo foi companheiro de Paulo em várias viagens e foi mencionado como cooperador no envio de seis cartas: 2 Coríntios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses e Filemon.

Éfeso: Era a capital da Ásia. Uma cidade pagã, onde se adorava a deusa Artemis (Diana) no templo pagão que era considerado uma das sete maravilhas do mundo. O templo tinha 127 colunas de 20 metros de altura numa área de 140 metros de comprimento por 70 metros de largura, entretanto, estava sucumbindo diante do evangelho. Em contraste com isso, a igreja de Cristo crescia a cada dia (At 19.17-18) e continuou se reunindo nas casas pelo menos duzentos anos.

 Muitas pessoas creram no evangelho naquela cidade (At 19.13-20). Por este motivo, houve grande perseguição, visto que, quando as pessoas criam no evangelho, elas abandonavam aquelas práticas pagãs (At 19.23-29).

Timóteo era um jovem ministro designado por Paulo para firmar esta igreja na Palavra de Deus. Paulo cita por três vezes nesta carta a frase “Fiel é a Palavra” (1.15; 3.1; 4.9) e enfatiza a fidelidade à Bíblia em diversos momentos (1.3; 1.10; 4.6; 4.16; 5.17; 6.3-5).

Por que estudar sobre a qualificação dos líderes?

1. Porque a Palavra de Deus fala sobre este assunto;
2. Porque dará discernimento à igreja para avaliar e confrontar seu(s) líder(es) (1Tm 5.19-21);
3. Porque serve para o líder ou futuro líder fazer uma auto-avaliação;
4. Porque conseguiremos diferenciar presbíteros de diáconos e conhecer outras expressões;
5. Porque a maior parte dessas qualificações todo crente deve buscar, independentemente do desejo ou possibilidade de ser líder;

6. Porque é a maneira de Deus orientar a igreja para que ela reconheça ou não a pessoa como líder.

“Fiel é a palavra” – Paulo refere-se à declaração que irá fazer acerca dos líderes, ou seja, essa palavra sobre os bispos é fiel.

“Se alguém aspira – aspirar é desejar. Mas não é suficiente apenas desejar, pois não trata-se de um teste vocacional. Deus capacita cada líder para servi-lo na igreja e para preencherem as qualificações de um bispo (At 20.28).
 

Três passos são necessários para que o desejo se torne realidade, são eles: chamado de Deus, desejo pessoal e aprovação da igreja usando os requisitos que serão comentados posteriormente.

“o episcopado,” -  Segundo Phil Newton “os gregos usavam esse termo para definir um ofício que tinha funções de superintendência, quer no âmbito político, quer no religioso[1]”. A palavra tem o sentido de “olhar sobre, ter consideração para com algo ou alguém”. Ou seja, o bispo cuidava dos outros, especialmente dos necessitados. O episcopado é a função desempenhada pelo bispo. As palavras “bispo” e “presbítero” são usadas intercambiavelmente, ou seja, possuem o mesmo significado (Tt 1.5-7).

 Igualmente podemos pensar sobre essas duas palavras, pois elas se unem no mesmo significado com a palavra “pastor” (At 20.28; 1Pe 2.25; 5.1-2). A Bíblia se refere de formas distintas em relação ao líder para que algumas características sejam evidenciadas:

Bispo – “olhar sobre, ter consideração por algo ou alguém”. Implica em liderança e direção dada a igreja.

Presbítero – enfatiza a maturidade espiritual necessária para o ministério (At 11.29-30). Anteriormente era usada para se referir a homens de idade avançada (Jo 8.9). Paulo demonstra essa mudança designando o jovem Timóteo para esse ministério (4.12).

Pastor – significa “pastor de ovelhas”. Aquele que cuida, lidera, restaura, guia e supre as necessidades da ovelha.

“excelente obra almeja” – o trabalho ministerial é excelente, ou seja, profissões seculares não diminuem a importância do trabalho do ministro.

“É necessário...que o bispo...” – a palavra para bispo está no masculino, não permitindo dizer que a mulher pode exercer o episcopado. Além disso, a expressão “é necessário” demonstra que as instruções de Paulo não são meras dicas. Na verdade, são condições impostas àqueles que desejam ser ministros do evangelho.

“irrepreensível” – muitas vezes essa palavra é entendida como se o ministro possuísse uma blindagem às críticas, sendo proibido contestar qualquer desvio existente. Entretanto, o que Paulo está falando é que o ministro deve ter um comportamento exemplar, sem que sejam necessárias críticas à sua pessoa.

O bispo não será perfeito, mas não terá pecados pendentes. Ele sempre buscará acertar seus problemas de forma rápida e decisiva. Também não será dado a vícios, falta de domínio com dinheiro, impureza moral, etc. Paulo irá desenvolver esses e outros casos à seguir.
MacArthur afirma corretamente que “Um pastor profano é como uma janela com vitral: um símbolo religioso que impede a entrada de luz. Por isso, a qualificação inicial do líder é ser irrepreensível”.

“esposo de uma só mulher” – novamente acontece a reafirmação de um ministério masculino, pois esta qualificação é específica do homem, visto que a tradução literal do texto é “Homem de uma só mulher”. Alguns pastores e teólogos defendem que este versículo é uma prova que, para ser pastor, é necessário que o candidato seja casado. Entretanto, vemos aqui que a intenção de Paulo era destacar o casamento monogâmico, visto que naquela cultura eram comuns casos de poligamia e prostituição ritual.

O ministro não pode ser divorciado nem “recasado”, pois não seria irrepreensível caso estivesse nesta situação (Rm 7.2-3). Além disso, é necessário que o bispo busque pureza de pensamentos, pois o adultério começa na mente (Mt 5.27-28).

“temperante” – a palavra no grego transmite a idéia do “estilo abstinente que os bispos devem levar”, tendo o significado de “evitar intoxicação” (não somente de bebida alcoólica). A Palestina era uma região muito seca e o vinho era uma bebida comum, mesmo que normalmente era misturado com grandes quantidades de água. Coloca-se aqui o princípio de domínio próprio para o ministro aprovado. Dessa forma, o pastor não deve ser dado ao vinho, princípio que é reforçado no próximo versículo. Paulo não está falando que é proibido tomar vinho, até porque ele aconselhou Timóteo a tomar um pouco de vinho para fins medicinais (5.23).

Não sendo dessa forma, o melhor é evitar bebida alcoólica, visando não escandalizar o próximo e ser um ministro temperante. Além disso, a palavra temperante faz referência a intoxicação, não somente de vinho, mas de qualquer outra coisa, sendo comida um outro exemplo.

“sóbrio” – essa palvra significa “prudente”, “disciplinado”. Phil Newton comenta que o ministro sóbrio é aquele que “é capaz de exercer juízo correto, mesmo em tempos difíceis. O homem sóbrio evita excessos e pensa com clareza. O ministro tem uma vida ordenada e autodisciplinada, determinando com clareza suas prioridades.

Portanto, ser sóbrio é possuir pensamentos e objetivos claros,  expondo prioridades, não fazendo as coisas precipitadamente, mas sendo cauteloso em todos os passos.

“modesto” – “digno”, “bem comportado”, “sereno”. O significado básico dessa palavra é “ordeiro”. Sua mente disciplinada (sóbria), leva a uma vida disciplinada.

MacArthur (pág. 129) comenta que “Um líder espiritual não deve viver uma vida caótica, mas, sim, de forma ordenada, desde que seu trabalho envolva boa administração, supervisão, organização e prioridades bem estabelecidas.

“hospitaleiro” – o bispo deve ser hospitaleiro, ou seja, receber bem as pessoas. O contexto da igreja primitiva era de igreja nas casas (Rm 16.3-5; Cl 4.15). Hospedar missionários itinerantes e receber irmãos que estavam sendo perseguidos por causa do evangelho (At 8.1; Tg 1.1) também estão entre as razões para o ministro ser um bom hospedeiro.

A atitude de receber pessoas em casa revelará o coração do líder. Ele poderá demonstrar todo seu amor pelas pessoas, a harmonia que existe em seu lar, o desprendimento de bens materiais e um coração obediente (Rm 12.13).

“apto para ensinar” – o ministro deve conhecer as doutrinas da Bíblia, manejando-a de forma coerente e segura. Ele não precisa saber todas as coisas, mas precisa transmitir convicção doutrinária. Segundo MacArthur (pág. 131) “O presbítero deve ser um professor habilidoso. Esta é a única qualificação que o diferencia dos diáconos e do resto da congregação”. Phil Newton também contribui com esse assunto quando afirma que o presbítero, além de líder deve ser mestre, pois não há como separar essas características do bispo. Portanto, o bispo deve ser um líder que ensina.

Existem as lideranças administrativas em diversas igrejas, mas não vejo como algo bíblico afirmar que a liderança administrativa é a liderança espiritual da igreja, já que a Escritura sequer faz alusão a este tipo de governo. Futuramente veremos a diferença entre presbíteros e diáconos.

 “não dado ao vinho” (“colocar-se ao lado do vinho”) – cultos pagãos eram regados de bebedeira para se alcançar um estado de euforia. Já foi falado que o ministro deve ter uma vida abstinente de bebida quando Paulo declara a necessidade do bispo ser “temperante”. Quando o apóstolo cita que o bispo não deve ser “dado ao vinho”, ele quer instruir todo líder a não ter uma reputação de beberrão, ou seja, a ênfase aqui não é “apenas” na ingestão de bebida, mas àquele que é associado aos beberrões.

Não há nada de errado em conversarmos com pessoas reconhecidamente viciadas em bebida alcoólica ou qualquer outro tipo de droga, até porque Jesus nos deu esse exemplo, envolvendo-se com todo tipo de pessoas (Mt 9.11-13). O próprio Jesus foi associado a beberrões (Mt 11.18-19), entretanto Cristo foi associado por calúnias e não por associar-se de forma a criar vínculos na prática da bebedice.


O que Paulo quer nos dizer através desta frase é que o líder (e todo cristão) não deve ser conhecido como aquele que sente-se confortável em ambientes de bebedeira e farra, preferindo esse tipo de ambiente na companhia dos ímpios a estar em comunhão com o povo de Deus.

Portanto, o líder cristão deve avaliar os ambientes onde se insere. Ele não precisa ir à boate para evangelizar boêmios, ao motel para evangelizar adúlteros, a festa de música eletrônica para falar de Jesus para os drogados, etc. Também é importante que cristãos se abstenham de bebida alcoólica em eventos sociais por questão de testemunho (Rm 14.21-23; 1Co 10.31). Assim, os ministros evitarão tentações, suspeitas e críticas.

“não violento,” – o ministro não deve “dar golpes”, ou ser “espancador”. Ele não cogitará resolver problemas usando força e violência (2Tm 2.24). É provável que os falsos mestres usavam desse artifício contra cristãos e incrédulos e que alguns ministros estavam aderindo a esta prática.

 “porém cordato” – esta qualidade diz respeito ao líder que necessita ter consideração, ser gentil, paciente, gracioso e tem facilidade para perdoar falhas alheias. John MacArthur comenta que “um líder gentil tem a habilidade de lembrar do bem e esquecer do mal. Não mantém um registro dos males que as pessoas cometem contra ele (cf. 1 Co 13.5)”. A verdadeira sabedoria possui esta qualidade, traduzida na epístola de  Tiago por “indulgente” (Tg 3.14-17).

O bispo e toda a igreja devem ser disciplinados para não  falar nem pensar em pessoas que geraram algum tipo de prejuízo ou ofensa a sua pessoa. A mente do cristão precisa ser voltada para aquilo que edifica (Fp 4.8; Cl 3.1-2).

“inimigo de contendas” – “pacífico”, “que reluta em lutar”. Aqui o termo não se refere à violência física, mas a alguém encrenqueiro, que gosta de polemizar. Paulo alerta a igreja de Éfeso com relação aos falsos mestres, pois esses agiam dessa forma (1Tm 6.3-5). O ministro contencioso vive procurando brechas para criar polêmica. Ele sente prazer em discutir, tentando provar a superioridade dos seus argumentos.

A igreja é o povo de Deus que se reúne para glorificar ao Senhor Jesus como família de Deus, bem como para edificação mútua. Portanto, a igreja não se reúne para brigar, visto que essa atitude não reflete o caráter do povo de Deus. Sendo assim, líderes que se comportam de forma contenciosa ou estimulam brigas, estão desabilitados para o ministério.



“não avarento” – essa proibição significa“não amante do dinheiro”. O dinheiro é um dos pontos mais sensíveis do ministro e do cristão em geral. Falsos bispos olhavam o ministério como fonte de lucro (6.5). Atualmente, muitos líderes usam a igreja como um investimento, membros como clientes e ministério como oportunidade de estabilidade e bom salário. Sendo assim, o bispo deve arranjar estratégia para cativar mais clientes que possam contribuir com seu investimento, mantendo um padrão de crescimento nos lucros. O bispo nesse caso acaba sendo um empresário eclesiástico.

Paulo não reprova a idéiado ministro receber um salário por sua dedicação ao ministério. Muito pelo contrário, ele até incentiva a generosidade da igreja no sustento do ministro fiel (5.17-18; cf1Co 9.9-10). John MacArthur alerta o bispos da seguinte forma: “se você corre atrás do dinheiro, nunca saberá se veio do Senhor ou de seus esforços, e isso o privará da alegria de ver Deus suprindo suas necessidades”. Portanto, o pastor não está no ministério para enriquecer, mas para dedicar-se ao ministério (Lc 16.13-14; 1Tm 6.10-11).

Conclusão: Paulo enfatiza neste versículo que o ministro deve ser exemplo de domínio sobre as paixões carnais como bebedeira, intrigas e amor ao dinheiro. Todas elas são  indevidas para qualquer cristão e desqualificam o presbítero. Que o Nosso Deus sonde nossos corações e conceda-nos capacitação pelo Espírito Santo para vivermos de forma piedosa, tendo como objetivo sermos ministros e cristãos aprovados diante de Cristo (Rm 8.27; 2Co 5.10).

Paulo nos versículos 4 e 5 expõe qualidades do líder com relação ao relacionamento familiar. Éfeso era uma cidade portuária, onde a promiscuidade e a idolatria eram características marcantes. Isso ressalta ainda mais a importância de Paulo orientar Timóteo quanto a necessidade do bispo ter uma família estruturada.

“governe bem sua própria casa” –  “presidir” , “ter autoridade sobre”. esposa e filhos, administração do dinheiro, etc.

Um bom governante administra todas as áreas da sua casa, inclusive a financeira. Uma má administração financeira desqualifica o bispo, mesmo que ele seja um bom pregador, dedicado pai de família, com esposa submissa.

“criando os filhos sob disciplina” – Segundo MacArthur “sob disciplina” “é um termo militar que significa alinhar em fila sob aqueles que tem autoridade”. Os filhos reconhecem essa autoridade e respondem com obediência bíblica (imediata, inteira, interna). A palavra traduzida como “disciplina” nesse versículo diz respeito a ser criado nos padrões especificados pelo pai.

“com todo respeito” – “dignidade”, “reverência”. Devem ser filhos que não envergonham, mas trazem honra ao pai. Isso tudo é conseguido com paciência e mansidão, pois violência não deve ser parte dos recursos do presbítero (3.3). Isso não impede que o líder seja firme, rígido e imponha respeito através da disciplina bíblica desde a infância (Pv 13.24; 22.15; 23.13-14; 29.15). Além disso, o líder do lar conquistará o coração dos filhos, servindo de exemplo para eles (Pv 23.26).

“(pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);” – aquele que não sabe governar sua família, certamente não saberá governar a igreja. O pastor é muito mais do que um pregador, ele deve ser modelo de autoridade a partir do seu lar. O trato com esposa e filhos é decisivo para a autoridade do ministro. Paulo endurece ainda mais o discurso, afirmando que o ministro que não consegue criar os filhos sob sua disciplina e colocá-los sob sujeição, como então ele conseguiria fazer isso com a igreja que possui muitas pessoas, sendo que várias sequer têm vínculo familiar.

O líder deve ter uma família (esposa e filhos) estruturada, sendo honrado por ela. Aquilo que a esposa e filhos falam do líder da casa conta muito. Mesmo que as palavras não sejam verdadeiras, elas servirão para demonstrar a insubmissão da família ao sacerdote do lar.

É indispensável que o bispo tenha uma família harmônica. Imagine um bispo em Éfeso, com esposa insubmissa ou incrédula, sendo uma das prostitutas do templo de Diana, por exemplo. Paulo afirma que o ministro deve ter uma família cristã exemplar.

Filhos que andam longe da comunhão com Deus, esposa insubmissa e endividamento familiar são sinais de um governo familiar deficiente. Portanto, a melhor maneira de conhecer a autoridade de um líder é através de sua família. A preocupação com os filhos e esposa, o empenho em suprir suas necessidades e o esforço para conduzí-los espiritualmente são atitudes de um ministro aprovado.
Não é sem razão que Paulo faz comparação entre família e igreja, pois a igreja deve ter igual tratamento ao da família por parte do presbítero. A igreja deve ser liderada sob disciplina, tendo como padrão a Palavra de Deus. O pastor será respeitado não apenas por ser pastor, mas será reconhecido por sua vida coerente com aquilo que está falando. Portanto, sua autoridade não está apenas num título mas naquilo que vive. 

Estes dois versículos (vv. 6-7) encerram as exigências impostas sobre os ministros do evangelho. O apóstolo Paulo enfatiza nesse momento a importância da igreja possuir pastores maduros para a condução do rebanho. O argumento segue com a necessidade do ministro ser coerente biblicamente, tanto na igreja quanto em sua vida na sociedade como um todo.
“não seja neófito” – a tradução literal de “neófito” é “recém-plantado”. Logicamente é necessário que o ministro seja convertido. Como em nossos dias o padrão dos cristãos tem se rebaixado continuamente, corre-se o risco da igreja possuir líderes que nem sequer crentes são, pois uma pessoa assídua nas reuniões já é considerada uma pessoa de compromisso e apta para assumir o pastorado na igreja.

A Palavra de Deus exige que o crente seja um homem maduro espiritualmente, possuindo algum tempo de igreja. A Bíblia não estipula tempo para que o membro possa ser uma pessoa madura, visto que o padrão de maturidade num local pode não ser em outro devido ao desenvolvimento espiritual de cada igreja. Sendo assim, aquela que almeja o ministério deve ter maturidade suficiente para liderar a congregação em questão.

Como já foi ressaltado em outra ocasião, Paulo não está desqualificando os jovens para o ministério, pois o próprio Timóteo era um jovem ministro e não deveria ser desprezado por causa disto (4.12). A questão envolvida aqui é a restrição quanto a cristãos imaturos para o exercício do presbitério. Esta passagem não isenta “veteranos de igreja” do exame, pois anos de igreja nem sempre são reflexo de maturidade. A avaliação deve levar em conta o conjunto das características expostas nesta passagem e em Tito 1.6-9. Existem outras passagens (At 6.3, por exemplo), todavia elas refletem características expostas nestas duas passagens.

“para não suceder que ensoberbeça” – “ensoberbeça” significa “envolver em fumaça”. Com essa figura de linguagem, Paulo quer dizer que o ministro não deve ser novo convertido (recém plantado) para não acontecer que ele fique envolto na fumaça por causa do orgulho. A soberba cega o ministro como uma cortina de fumaça nos impede de olhar o caminho.

João Calvino sabiamente comenta que “os noviços não somente têm fervor impetuoso e coragem ousada, mas igualmente se orgulham com insensata confiança, como se pudessem voar para além das nuvens. Consequentemente, não é sem razão que são excluídos da honra do pastorado, até que, dentro do processo do tempo, seu orgulhoso temperamento seja dominado”. Alford na mesma linha ressalta que “temos aqui a nuvem de poeira que o orgulho de um homem levanta sobre ele, de modo a não poder ver a si mesmo e aos outros conforme eles são”. Essa soberba (nuvem de fumaça) era característica dos falsos mestres (1.7).

“e incorra na condenação do diabo” – nesta parte do versículo Paulo alerta Timóteo a gravidade das consequências ao colocar pessoas imaturas para liderarem a igreja. O que Paulo disse foi que novos convertidos na liderança da igreja terão seu orgulho aflorado de tal forma que receberão juízo igual o próprio diabo recebeu devido ao seu orgulho, ou seja, o líder será rebaixado da condição elevada que estava. A melhor forma de se lidar com o orgulho é a humildade, característica marcante do obreiro aprovado (Mt 23.11-12; Mc 10.43-44) exemplificada pelo próprio Cristo (Mc 10.45). Portanto, a igreja não deve colocar na liderança pessoas que Deus rebaixará futuramente.

“Pelo contrário, é necessário que ele tenha...”

“...bom testemunho dos de fora,” – o bom testemunho do pastor é indispensável tanto em sua casa como na igreja. Entretanto, a Escritura afirma que o presbítero deve ter também uma boa reputação na comunidade.

As pessoas em volta observam o procedimento dos cristãos, principalmente de seus líderes. Portanto, aquele que almeja ser líder deve ser bem visto pelas pessoas. Isso aplica-se a questões morais (fidelidade conjugal, cuidar bem dos filhos, ser educado, etc.) e a questões éticas (fiel em seus compromissos financeiros, bom vizinho, honesto, honra sua palavra, etc). As pessoas podem até discordar daquilo que o pastor ensina, mas não terão outros motivos para considerá-lo infiel.

Certamente as pessoas do mundo discordarão ou até perseguirão o ministro (Jo 15.18-20), entretanto, todas as oportunidades devem ser aproveitadas para testemunhar do evangelho (Cl 4.5-6).

“a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo” – novamente satanás é citado nesta passagem. Se no versículo anterior Paulo se referia ao juízo igual ao que satanás recebeu, aqui o apóstolo mostra o diabo em atividade, armando ciladas para insultar (opróbrio) o pastor. O inimigo produz armadilhas com o intuito de destruir a integridade e credibilidade do bispo.

O líder pode possuir áreas vulneráveis como qualquer pessoa (dinheiro, poder, cobiça, domínio próprio, etc) e, quando está desprovido de discernimento e maturidade, cai nas armadilhas do diabo, que está em plena atividade para tirar a autoridade do ministro. A palavra “laço” refere-se a “armadilha”. Essa palavra era usada para indicar algo que apanha animais. É importante ressaltar que as armadilhas do inimigo sempre existirão (1Pe 5.8). Sendo assim, o que pode mudar é a atitude do ministro, sendo vigilante e tendo conduta cristã exemplar (bom testemunho) diante de todos (Ef 6.11-12).

Diáconos (v.8) – esta palavra e os termos relacionados aparecem aproximadamente 100 vezes no Novo Testamento e seu significado  é “servo”, “ministro”. Essa palavra ocorre na maioria das vezes num sentido geral, ou seja, para expressar trabalho ou obra. Normalmente, quando a Escritura usa essa palavra é para referir-se ao servo e não ao ofício. Alguns exemplos são:
A Escritura relata que Cristo veio para ser servo (diácono) e dar a vida por muitos (Mc 10.45);

Os serventes (diáconos) das bodas de Caná (Jo 2.5);

Ser servo (diácono) de Jesus é segui-Lo (Jo 12.26);
Existe o dom de ministério (diácono), mesmo não possuindo o cargo de diácono (Rm 12.7);

Os governantes são ministros (diáconos) de Deus (Rm 13.4);

Paulo e Apolo são servos (diáconos) de Deus (1Co 3.5);

Cristo não é ministro (diácono) do pecado (Gl 2.17).

Portanto, vemos nessas passagens, especialmente em João 12.26 e Romanos 12.7 que é papel de todo crente servir. O trabalho da igreja não deve ficar somente sob a responsabilidade dos presbíteros e diáconos. Não existem crentes espectadores, visto que todos fomos chamados para servir.

Qual o papel dos diáconos?

À princípio, os diáconos, no sentido técnico, eram auxiliares dos presbíteros (At 6.2-4), com a atribuição de servir as mesas. Esse significado expandiu-se com o tempo, vindo a compor todo tipo de tarefa administrativa, pois muitas outras surgiram com o tempo. Alguns exemplos são: Coleta de ofertas, distribuição de cestas básicas, decisões de manutenção do prédio, compra de móveis, instrumentos, prioridades orçamentárias, etc.

Obs: Algumas questões envolvidas no ministério do diácono são levadas para decisão com toda a igreja. Esse tópico veremos quando tratarmos sobre governo na igreja (congregacional, presbiteriano, pluralidade de presbíteros, episcopal, etc).

Devemos ressaltar novamente que, assim como a mulher não é inferior ao homem, da mesma forma o diácono não é inferior ao presbítero. Ele é auxiliar do presbítero, sendo funcionalmente submisso ao presbítero. Isso não faz do diaconato uma tarefa menos nobre, pois cada ministério na igreja tem sua importância no corpo de Cristo.
Para fazermos distinção às duas funções podemos dizer que o presbítero é responsável pelo ensino doutrinário e pelo governo da igreja (1Tm 5.17) enquanto que os diáconos se preocupam com as questões administrativas da igreja, dentro do padrão ensinado e atribuído pelos presbíteros. 
Qualificação dos diáconos

As qualificações dos diáconos são iguais à dos bispos em muitas questões. Entretanto, existe uma questão que precisa ser ressaltada.

O que difere presbíteros de diáconos é que o primeiro precisa ter aptidão no ensino (3.2) enquanto essa qualificação não é necessária ao segundo. Esta é a única qualificação que diferencia o presbítero do diácono, pois todas as outras são necessárias tanto aos obreiros quanto à todo membro da igreja.

O que talvez dê a impressão de existirem outras diferenças são as expressões distintas para citar as qualidades que o diácono deve ter. Entretanto, tratam-se de expressões similares, que vão dar ênfase as mesmas áreas a serem avaliadas. Vejamos algumas delas:

“Respeitáveis” – sérios, tanto no sentido mental quanto no caráter. A pessoa que tem essa qualidade gera naturalmente o respeito dos outros. Sendo assim, o diácono é aquele que trata os assuntos com a seriedade necessária. Ele não é tolo ou irreverente, tratando assuntos sérios como se fossem brincadeira.

“de uma só palavra” – “não de língua dupla”, “insincero”. Nesta passagem Paulo não está se referindo à fofoca, mas a pessoas que diz uma coisa para uma pessoa e outra diferente para outra para tirar proveito de alguma situação. Esse tipo de pessoa “afina” seu discurso de acordo com o público e seus interesses. Sendo assim, a pessoa é conhecida como “diplomática”, entretanto buscam agradar a homens e nesse sentido estão desqualificados para o ministério (Gl 1.10; 1Ts 2.3-6).

Exemplo: O diácono que recolhe as ofertas e, por saber a quantia que cada pessoa contribui, tolera atitudes pecaminosas dos mais generosos ou mais ricos, entretanto, as pessoas menos favorecidas ou menos generosas são tratadas com intolerância.
Ser parcial nos julgamentos desqualifica para o ministério.

 “não inclinados a muito vinho” – essa qualificação vem com alguma diferença em relação aos presbíteros. Quando Paulo refere-se ao epíscopo ele declara que é necessário que o presbítero não seja “dado ao vinho” (3.3), ou seja, o pastor deve ter uma vida abstinente de bebida. Nesse momento, quando refere-se aos diáconos, a orientação é para que estes não sejam “inclinados a muito vinho”, que pode também ser traduzido como “voltar a mente para”, “ocupar-se com”.



Os diáconos foram instruídos a apreciar o vinho sem exageros. Isso não quer dizer que o diácono contemporâneo possa beber com moderação.  A diferença existente é que no início do primeiro milênio o vinho era consumido misturado a grandes quantidades de água. Dependendo da concentração da bebida, poderia ser misturado a até vinte medidas de água.

John Mac Arthur em seu artigo “O uso do vinho na Escritura” comenta que “O vinho fermentado por meios naturais tem um conteúdo alcoólico de nove a onze por cento (...) o vinho não misturado dos antigos tinha um conteúdo alcoólico máximo de onze por cento. Mesmo que mesclado pela metade (uma mistura que segundo Menesiteo gerava demência), o vinho teria um conteúdo máximo de cinco por cento. Sendo que o vinho mais forte que se bebia normalmente era mesclado pelo menos em três partes de água por uma de vinho, o seu conteúdo alcoólico estaria numa categoria não superior a 2.25-2.75 por cento, muito abaixo a 3.2 por cento, o que é considerado atualmente como o parâmetro para classificar uma bebida como alcoólica”.

O padrão que deve ser adotado em nossa época não deve ser o de beber com moderação mas de abster-se da bebida alcoólica.  Visto que o vinho produzido atualmente possui grande teor alcoólico e haverem milhões de pessoas com vidas destruídas devido à dependência do álcool, o diácono é chamado a cumprir o princípio de não fazer o irmão tropeçar (Rm 14.21) e não ser motivo de escândalo (1Co 10.32). Portanto, o diácono não deve demonstrar tendência para com o vício do alcoolismo e zelar pelo seu testemunho, a fim de não escandalizar ninguém com suas atitudes.

“não cobiçosos de sórdida ganância”  – Neste capítulo,esta orientação é dada aos diáconos, mas o presbíteros também devem possuir essa característica (Tt 1.7). “Cobiçosos de sórdida ganância” significa “ganho desonesto” ou “cobiça pelo dinheiro”.

 Os diáconos já nos tempos de Paulo eram encarregados da coleta de ofertas, da distribuição de dinheiro para as viúvas e para os órfãos. As pessoas encarregadas dessa tarefa andavam com uma sacola e poderiam sentir-se tentadas a retirar uma quantia para si. Mesmo antes da existência do ofício de diácono, vemos que essa prática desonesta já existia (Jo 12.4-6). Como esse tipo de tentação é real, é necessário que o diácono seja uma pessoa digna de confiança e não ganancioso. O propósito do diácono em nenhum momento deve ser o enriquecimento ou ganhar dinheiro desonestamente.

Sabemos que atualmente existem melhores instrumentos de controle, como por exemplo, o dinheiro que é depositado em conta corrente depois de conferido por duas pessoas, talão de cheque que precisa ser assinado por outra pessoa e autorizado por um grupo (líderes, ou em alguns casos toda a igreja), extratos discriminando gastos, etc. Entretanto, como o coração do homem é corrupto, novas maneiras de desviar o dinheiro da obra de Deus surgiram. Ex: Desviar dinheiro de retiros, almoços, campanhas, ficar isento de pagar passeios, lanches, etc.

 “conservando o mistério da fé” – a Bíblia por diversas vezes refere-se a doutrina cristã como “mistério”. Normalmente, o Novo Testamento refere-se a alguma verdade divina, que antes estava oculta e agora tornou-se revelada usando a palavra “mistério”. O Novo Testamento revela a ação redentora de Cristo, algo que o Antigo Testamento não trazia de forma completa. Como exemplos podemos citar a encarnação de Cristo (1Tm 3.16), o evangelho da salvação (Ef 6.19; Cl 4.3) e o arrebatamento da igreja (1Co 15.51-52).

O diácono deve conservar o conteúdo da doutrina cristã. Isso deverá ser feito através do conhecimento e propagação desse mistério. Portanto, mesmo o ministério do diácono sendo as questões administrativas da igreja, seu foco deve ser as questões espirituais da igreja refletidas no seu trabalho, visto ele não ser um mero administrador, mas um servo de Deus.

“com a consciência limpa” -  a consciência do diácono deve estar limpa, ou seja, livre de acusação, pura moralmente. O ministro não deve apenas crer (Tg 2.19) mas também viver de acordo com os mistérios de Deus (Tg 1.22). A verdade é que, quanto mais conhecimento bíblico é adquirido, mais forte deve ser a consciência. Portanto, o diácono deve ser exemplo de santidade para todos os crentes, pois se a sua consciência está sendo trabalhada pela Palavra de Deus, o ministro está no processo de transformação à imagem de Cristo (2Co 3.18).

“experimentados”  - essa palavra não quer dizer uma pessoa de idade, visto que já falamos ser Timóteo um jovem ministro (4.12). A palavra em questão refere-se a “aprovar”, “aceitar como comprovado”. Vemos marcas de aprovação em muitos momentos. Brinquedos com selo de qualidade (inmetro), remédios com aprovação do ministério da saúde, empresas com selo de qualidade, profissionais identificados por conselhos (medicina, engenharia, contabilidade, economia, etc). Enfim, a sociedade identifica aquilo que é considerado aprovado de acordo com um padrão.

Assim como em todo lugar existe um padrão de conduta aprovado, a igreja necessita de diáconos que sejam aprovados em suas atitudes. O candidato a obreiro é aprovado quando demonstra sua disposição em servir, além de sua reação madura diante do calor das dificuldades.



Aquele que almeja exercer o diaconato não precisa ser “veterano de igreja” no sentido de estar a várias décadas congregando, mas também não deve ser novo convertido.

É necessário que o candidato já tenha passado por algumas situações de dificuldade dentro da igreja para que haja oportunidade de ser observada sua conduta nestas circunstâncias. Além das reações na igreja, é necessária uma observação sobre sua vida familiar e suas reações neste contexto. Um obreiro inexperiente e/ou hipócrita certamente trará grandes problemas à igreja.

Portanto, o obreiro deve ser experimentado, como a moeda que era testada a qualidade do seu metal (Pv 25.4; Is 1.22) e como Israel será salvo (Zc 13.9).

“se se mostrarem irrepreensíveis” (anegklhtoi) – Paulo coloca debaixo do mesmo padrão espiritual presbíteros e diáconos. O diácono deve ser livre de toda acusação justa, ou seja, ele não pode ter qualquer pendência relacionada àquilo que qualifica um obreiro, pois tal pendência seria um empecilho para um ministério aprovado por Deus. Visto que o bom nome da igreja não deve ser maculado, seus obreiros devem possuir caráter irrepreensível.

Certamente você já tem a imagem formada sobre políticos, pedreiros, mecânicos, advogados, policiais, etc. Muitas vezes, seu ponto de vista não se deve a profissão, mas as pessoas que trabalham nessas áreas e agiram de alguma forma peculiar. Isso fez com que você olhasse para aquela profissão de maneira particular, algumas delas ganhando sua simpatia, outras sendo olhadas com reprovação.

A igreja do Senhor Jesus deve ter uma vida reta, e para isso, seus ministros devem ter um caráter exemplar, pois o corpo de Cristo deve demonstrar seu caráter santo.
Quando as pessoas olham para a igreja, o que elas pensam? Quando olharem para a “nossa igreja”, o que pensarão? A escolha dos obreiros terá grande influência no que a sociedade pensará da igreja (1Pe 4.14-16).

“exerçam o diaconato” – Visto que existem sérias implicações na escolha errada de um diácono, Paulo coloca condições para a escolha do assistente. Dentro do ministério, o diácono deve ser constantemente provado quanto ao seu caráter e sua espiritualidade. Sua disposição no serviço cristão, sua seriedade, sua firmeza doutrinária, entre outras questões serão periodicamente analisadas.





Semelhantemente aos pastores, os diáconos não estão no cargo de forma vitalícia. Isso é muito claro quando vemos Paulo colocando as qualificações desse obreiro como condições para exercer o ministério. O ministro não poderá mais exercer o ministério quando for exortado, colocado no processo de disciplina e continuar descumprindo os requisitos bíblicos. 

Quanto às mulheres, elas são diaconisas ou apenas      
Esposas dos diáconos? (v. 11)

Alguns argumentos a favor do ofício de diaconisas:

As mulheres não são citadas quando Paulo refere-se aos presbíteros. Neste caso, não faria sentido referir-se apenas às esposas dos diáconos;

As qualificações colocadas neste versículo eram muito elevadas para serem apenas para as esposas dos diáconos;

Paulo não refere-se à diaconisas porque esse termo não existia na língua grega. Sendo assim, caso Paulo usasse o termo diáconos, não haveria como fazer distinção entre homem e mulher. Portanto, o uso da palavra “mulher” é justificada (Como não existe termo grego para diaconisas, o mais correto seria dizermos mulher diácono);Febe servia (Rm 16.1).

Alguns argumentos contrários ao ofício de diaconisas:

Paulo está fazendo referência às esposas dos diáconos, visto que as qualificações da mulher estão entre as qualificações do diácono. Caso fosse referir-se à diaconisas, Paulo abriria um parágrafo antes ou depois das qualificações dos diáconos e não no meio.

Os diáconos tinham um contato mais pessoal com as pessoas naquela época. Eles levavam mantimentos aos órfãos e viúvas, e na maioria das circunstâncias era necessária a presença de sua esposa. Dessa forma, as qualificações da esposa deveriam ser evidentes e faziam parte da qualificação do diácono.

Esta é uma lista de qualificações muito pequena para ser considerada como necessária a um ofício;

Quando a Bíblia refere-se aFebe como uma pessoa que servia (Rm 16.1), está referindo-se a servir no sentido não técnico. Portanto, Febe era uma ajudante.



Conclusão

Existem fortes argumentos para ambas as posições, entretanto, a que possui argumentos mais contundentes é a que refere-se à mulher como esposa do diácono.

Mesmo as pessoas que entendem que o texto está falando de diaconisas, nosso conselho é que haja discernimento no desenvolvimento desse ministério, pois como já frisamos, muitas igrejas confundem ou misturam o ofício de presbítero com o de diácono. Isso implicaria muitas vezes em igrejas pastoreadas e dirigidas por mulheres, o que é claramente contrário à Escritura (1Tm 2.11-12).

É necessário enfatizarmos que estamos falando que a mulher não deve ser diaconisa no sentido oficial da igreja. Mesmo assim, ela deve ser uma serva do Senhor, pois não depende de um oficio para serví-lO.

Vejamos então a qualificação das esposas dos diáconos:

“respeitáveis” – sérias, tanto no sentido mental quanto no caráter. A pessoa que tem essa qualidade gera naturalmente o respeito dos outros. Sendo assim, a esposa do diácono é aquela que trata os assuntos com a seriedade necessária. Ela não é tola ou irreverente, tratando assuntos sérios como se fossem brincadeira.

“não maldizentes” – a palavra grega para essa palavra é “diabolos”, que também significa caluniador, “acusador”. Esta palavra também é usada para referir-se à satanás (Mt 4.1, 11). Assim como o diácono deve ser de uma só palavra (v. 8), sua esposa não deve ser caluniadora. Para que um diácono seja qualificado em seu ministério, é necessário que sua esposa tenha domínio sobre a língua, esforçando-se para não prejudicar pessoas com suas palavras. Um exemplo é a sabedoria em manter a discrição quanto à situação financeira que as pessoas se encontram, pois existe o perigo de exagerar na sua narrativa, bem como constranger as pessoas que estão envolvidas.

“temperantes” – a palavra no grego transmite a idéia do “estilo abstinente que as pessoas devem levar”, tendo o significado de “evitar intoxicação” (não somente de bebida alcoólica). A palavra temperante faz referência a intoxicação, não somente de vinho, mas de qualquer outra coisa, sendo comida um outro exemplo. Assim como o diácono não deve ser dado “a muito vinho”, sua esposa deve seguir o mesmo exemplo pois não há possibilidade de um homem exercer o diaconato se sua companheira de ministério não esta sóbria constantemente para emitir julgamentos sábios quanto às diversas situações da igreja.


“fiéis em tudo” – a mulher do diácono deve ser fiel em tudo, o que quer dizer que ela precisa ser digna de confiança. Isso é necessário, pois dentre outras funções, seu esposo trabalhará com distribuição de alimentos e coleta de ofertas na igreja. Visto serem atribuições que podem gerar tentações para desviar recursos, distribuição desigual, privilegiando parentes ou amigos mais próximos, é imprescindível que a esposa do diácono seja digna de confiança, não gerando
nenhum tipo de suspeita devido ao seu caráter.

Conclusão: A esposa do diácono não é uma peça de decoração no ministério do seu marido. Ela participa ativamente desse ministério, com sua seriedade, sabedoria, temperança e fidelidade. A falta dessas características impossibilita que seu esposo exercite o ofício de diácono. Portanto, vemos nessa passagem que as qualificações não são atribuídas apenas aos líderes, mas também se estendem para sua família, bem como para toda a igreja, pois esta deve refletir o caráter de Cristo (1Co 11.1).

Diácono

Paulo retorna a expor as qualificações dos diáconos, expondo que o servo deve sser primeiramente exemplo em sua casa.

“marido de uma só mulher” – novamente acontece a reafirmação de um ministério masculino, pois esta qualificação é específica do homem, visto que a tradução literal do texto é “Homem de uma só mulher”. O texto não está falando que para ser diácono é necessário que o candidato seja casado. Entretanto, vemos aqui que a intenção de Paulo era destacar o casamento monogâmico, visto que naquela cultura eram comuns casos de poligamia e prostituição ritual. O diácono não pode ser divorciado nem “recasado”, pois não seria irrepreensível (3.10) caso estivesse nesta situação (Rm 7.2-3; 1Co 7.29). Além disso, é necessário que o diácono busque pureza de pensamentos, pois o adultério começa na mente (Mt 5.27-28).

“governe bem seus filhos e sua própria casa” –  “presidir” , “ter autoridade sobre”. esposa e filhos, administração do dinheiro, etc. Paulo coloca a necessidade de haver uma administração da autoridade de pai que o diácono possui, bem como as demandas do lar, tais como, alimentação, roupas, etc.

Os filhos reconhecem essa autoridade e respondem com obediência bíblica (imediata, inteira, interna). A esposa é submissa ao marido e auxilia para uma vida harmônica no lar, sem colocar os filhos contra o pai ou tomando decisões precipitadas, desafiando a autoridade do marido e colocando a família em dificuldades financeiras.

Um bom governante administra todas as áreas da sua casa, inclusive a financeira. Uma má administração financeira no lar desqualifica o diácono, mesmo que ele seja atuante nas programações da igreja, dedicado pai de família e com esposa submissa. Fica claro neste versículo que o diácono precisa trabalhar um conjunto de qualidades, visando ser modelo de vida na igreja do Senhor Jesus, refletindo a imagem de Cristo na sua vida.

Além disso, aquele não governa bem sua própria família não terá condições para ser um bom administrador das questões físicas da igreja, tais como: observar reformas prioritárias, distribuir de forma justa alimentos, ser sábio para avaliar a necessidade de comprar. Lembremos que o diácono é um observador e pode influenciar nas decisões a serem tomadas nas áreas administrativas da igreja.

“Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência”

Nesse versículo Paulo ressalta os resultados de ser um diácono qualificado. O resultado não está ligado a prosperidade ou reconhecimento dos homens. A Escritura declara que os diáconos aprovados “alcançam”, ganham, adquirem “para si mesmos justa preeminência”.

A palavra “preeminência” significa “passo”, “degrau”, como se o diácono fosse colocado um passo à frente ou um degrau acima. Paulo se refere dessa forma ao diácono fiel a Deus, pois trata-se de um ofício honroso e importante. Dessa forma, o diácono será exaltado por Deus bem como terá o respeito dos cristãos.

Portanto, a primeira promessa para o diácono aprovado inclui de forma inseparável  a aprovação de Deus e o respeito dos cristãos por sua pessoa.

“e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus” – o apóstolo também discorre sobre uma segunda promessa para o obreiro aprovado. A palavra “intrepidez” significa “ousadia no falar”, “confiança” “na fé em Cristo Jesus”. Sendo assim, o diácono fiel também é suprido de ousadia para testemunhar acerca da fé em Jesus Cristo. Isso nos mostra a responsabilidade que a igreja possui quando vai escolher um diácono para servir.   

Conclusão acerca dos líderes na igreja:

As qualificações do presbítero não se limitam a esta carta. A carta de Paulo enviada a Tito também possui qualificações para o bispo. É verdade que muitas delas são repetidas, entretanto, algumas qualificações são distintas, pois o autor procurou enfatizar questões diferentes devido ao contexto de cada igreja. Para fins de comparação, leia Tito 1.5-9 e observe o quadro comparativo na página seguinte. Além disso, vemos passagens que trazem ordens referentes a essas qualidades (p. ex. At 20.28; Hb 13.17; 1Pe 5.2).

Pode-se perceber que as qualificações para presbítero e diácono são muito semelhantes. A maior diferença é que o bispo precisa ser apto para ensinar a doutrina bíblica (3.2).

Mesmo assim, o diácono deve possuir firmeza doutrinária (3.9), pois como servo de Deus deve ser seguro no que se refere às doutrinas biblicas. Isso é necessário porque cada área da igreja deve ser conduzida com zelo e temor ao Senhor, inclusive a área administrativa, que faz parte da responsabilidade do diácono.

Deus não dá ênfase na forma de escolha, mas nas qualificações do diácono. Sigamos este princípio como exemplo, não nos prendendo a fórmulas para escolher o obreiro, mas tendo a preocupação de que este preencha as qualificações bíblicas de um servo aprovado por Deus.

Quadro comparativo das qualificações dos presbíteros em 1 Timóteo e Tito

1 Timóteo 3.2-7
Tito 1.6-9
“Irrepreensível” (3.2)
“Irrepreensível” (1.7)
“Esposo de uma só mulher” (3.2)
“Marido de uma só mulher” (1.6)
“Temperante” [abstinente] (3.2)
“Que tenha domínio de si” [abstinente] (1.8)
“Sóbrio” [exerce juízo correto] (3.2)
“Sóbrio”  [exerce juízo correto] (1.8)
“Modesto” [ordeiro] (3.2)
------------------------------------------------------
“Hospitaleiro” (3.2)
“Hospitaleiro” (1.8)
“Apto para ensinar” (3.2)
“Apegado à palavra fiel” (1.9)
“Não dado ao vinho” (3.3)
“Não dado ao vinho” (1.7)
“Não violento” (3.3)
“Nem violento” (1.7)
“Inimigo de contendas” (3.3)
“Não irascível” (1.7)
“Não avarento” (3.3)
“Nem cobiçoso de torpe ganância” (1.7)
“Governe bem a própria casa, criando os filhos...” (3.4)
“Tenha filhos crentes” (1.6)
“Não seja neófito” (3.6)
-----------------------------------------------
“Bom testemunho dos de fora” (3.7)
-----------------------------------------------
----------------------------------------------
“Não arrogante” (1.7)
----------------------------------------------
“Amigo do bem” (1.8)
----------------------------------------------
“Justo” (1.8)
----------------------------------------------
“Piedoso” (1.8)
 
Quadro comparativo entre as qualificações dos presbíteros e diáconos em 1 Timóteo

Presbíteros
Diáconos
1 Timóteo 3.2-7
1Timóteo 3.8-12
“Irrepreensível” (3.2)
“Irrepreensíveis” (3.10)
“Esposo de uma só mulher” (3.2)
“Marido de uma só mulher” (3.12)
“Temperante” [abstinente] (3.2)
------------------------------------
“Sóbrio” [exerce juízo correto] (3.2)
------------------------------------
“Modesto” [ordeiro] (3.2)
“De uma só palavra” (3.8)
“Hospitaleiro” (3.2)
-----------------------------------
“Apto para ensinar” (3.2)
“Conservando o mistério da fé” (3.9)
“Não dado ao vinho” (3.3)
“Não inclinados a muito vinho” (3.8)
“Não violento” (3.3)
-----------------------------------------
“Inimigo de contendas” (3.3)
-----------------------------------------
“Não avarento” (3.3)
“Não cobiçosos de sórdida ganância” (3.8)
“Governe bem a própria casa, criando os filhos...” (3.4)
“Governe bem seus filhos e sua própria casa” (3.12)
“Não seja neófito” (3.6)
“Experimentados” (3.10)
“Bom testemunho dos de fora” (3.7)
“Respeitáveis”, com os crentes e incrédulos (3.8)
----------------------------------------------
Esposas tementes a Deus (3.11)
 
Obs: Deve-se ficar atento a abrangência das palavras. Ex: A ausência na passagem sobre diáconos da qualificação “não violento” não quer dizer que o obreiro pode agir com truculência, pelo contrário, ele deve ser uma pessoa respeitável e irrepreensível. A necessidade dessas qualificações impede que o diácono possa agir de forma violenta.

LEITURA COMPLEMENTAR - MARK DEVER “NOVE MARCAS DE UMA IGREJA SAUDÁVEL” páginas 242-268.

Bibliografia

A Bíblia Anotada. Texto Bíblico: Versão Almeida, Revista e Atualizada. Notas de Charles Caldwell Ryrie: Tradução de Carlos Osvaldo Cardoso Pinto, - São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

BROWN, Colin; COENEN, Lothar. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, 2a.ed., 2 vols. São Paulo: Vida Nova, 2000.

CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado: Versículo por versículo: volume 5. São Paulo: Hagnos, 2002.

DEVER, Mark. Nove Marcas de Uma Igreja Saudável.São José dos Campos-SP: Fiel, 2007.

GRUDEM, Wayne A.. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2006.

MACARTHUR Jr., John. Homens e Mulheres. Rio de Janeiro: Textus, 2001.

MERKH, David. Apostila de Lar Cristão. Atibaia: Seminário Bíblico Palavra da Vida, 2006.

NEWTON, Phil A.. Pastoreando a Igreja de Deus. São José dos Campos-SP: Fiel, 2005.

RYRIE, Charles Caldwell. Teologia Básica – Ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

STOTT, John. A Mensagem de I Timóteo e Tito. São Paulo: ABU Editora, 2004.

14 de julho de 2015

ORACAO E RECOMENDACAO AS MULHERES CRISTAS



ORACAO E RECOMENDACAO AS MULHERES CRISTAS

TEXTO ÁUREO= “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens.”

VERDADE PRÁTICA = A oração e o meio pelo qual falamos com Deus intercedemos por nossas necessidades e em favor do próximo.

LEITURA BIBLICA = I TIMÓTEO 2. 1-5,9-11

INTRODUÇÃO

A divisão e a confusão que existem no mundo religioso em nossos dias são contrárias à oração de Jesus na noite anterior à sua morte (João 17:20- 21). Há centenas de denominações ensinando e praticando coisas diferentes. Sabemos que Deus não criou essa confusão. O modelo que ele dá na Bíblia não é difícil de entender, nem impossível de praticar. O problema é que séculos de "modificações", "tradições" e "melhoramentos" humanos anuviaram nossa visão da simplicidade do plano original revelado pelo Espírito Santo no Novo Testamento.
Em lugar nenhum isto é mais evidente do que na diversidade dos planos de organização de igrejas. Quero desafiar cada leitor a tentar deixar de lado tradições humanas e idéias pré-concebidas para ver claramente a simplicidade do padrão do Novo Testamento de organização de uma igreja. Tão certamente quanto os primitivos cristãos foram capazes de organizar-se em agrupamentos que funcionam, conhecidos como igrejas locais, sinceros seguidores de Jesus podem fazer o mesmo hoje em dia. Mas como? Como em todas as outras facetas da vida, precisamos pôr de lado nossas preferências, opiniões e políticas, para humildemente estudar e aplicar o ensinamento das Escrituras (Tiago 1:21-25).

ORAÇÃO POR TODoS OS HOMENS

Uma ordem dada aos cristãos para orar por todos os homens, e em particular por todos imbuídos de autoridade. Timóteo deve cuidar para que isso seja feito. Paulo não ressalta qualquer forma de oração prescrita, como acharíamos que faria se quisesse que os ministros seguissem uma maneira restrita de orar; mas, em geral, que fizessem deprecações, orações, intercessões e ações de graças: deprecações para evitar o mal, orações para alcançar o bem, intercessões pelos outros, e ações de graças pelas misericórdias já recebidas. Paulo achava que era suficiente dar a eles tópicos gerais. Tendo as Escrituras para orientá-los na oração e o Espírito de oração derramado sobre eles, não precisavam de mais orientações. Observe: O intento da religião cristã é promover a oração; e os discípulos de Cristo devem ser pessoas de oração. Orem em todo tempo com toda oração (Ef 6.18). 

Devemos orar a nosso favor em primeiro lugar. Isso está implícito aqui. Também devemos orar por todos os homens, pela humanidade em geral, por pessoas específicas que necessitam ou desejam nossas orações. Veja quão longe a religião cristã estava de ser uma seita, ao ensinar aos homens essa caridade ampla, a orar, não somente por aqueles mais próximos, mas por todos os homens. Orem pelos reis (v. 2); embora os reis dessa época fossem pagãos, inimigos do cristianismo, e perseguidores dos cristãos, mesmo assim, eles devem orar por eles, porque é para o bem público que haja um governo civil, e pessoas adequadas encarregadas da administração dele, por quem, portanto, devemos orar, sim, mesmo quando sofremos debaixo do governo deles. 

1. Deus como centro das nossas orações - Neste estágio, veremos
três tipos de oração: 1º - “Ações de Graças”, que é a expressão do
nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que Ele é e fez por nós. A
adequada manifestação de gratidão, que enobrece o nosso ser agrada o
coração do Pai e enriquece a nossa vida, por isso Paulo declarou
imperativamente: “... sede agradecidos” (Cl 3.15). 2º - “Louvor”, que
é a oração que está diretamente ligada à pessoa de Deus, na qual ocorre a
exaltação por tudo o que Ele fez e toda a sua obra. Louvar é expressar em cânticos e palavras, numa atitude de exaltação e glorificação ao Seu Nome, que Ele é digno de ser louvado. 3º - “Adoração”, é a forma mais elevada de oração, porque se concentra no caráter de Deus, nos Seus atributos e na Sua pessoa. Adorar é simplesmente amar a Deus em resposta ao Seu amor. A Bíblia não define adoração, porque o amor não se define. Em outras palavras, adorar é amar a Deus com todo fervor do espírito, com toda a força da alma e com toda expressão do corpo.

2. Nós mesmos, como centro das nossas orações – Este estágio da
oração visa mudar uma circunstância em nossa própria vida. Nele encontramos também três tipos de oração: Petição (deprecações), entrega e consagração.

a) Petição - é um requerimento formal a uma autoridade baseada na lei ou promessa. Oração de petição não é diferente, ela visa alterar circunstância em nossa vida. É a oração na qual vamos a Deus, a fim de recebermos algum favor, de acordo com a Constituição do Reino, a Bíblia. É necessário ter clareza do que se pede e se está em harmonia com a palavra de Deus. Você tem uma necessidade específica? Transforme-a em objetivo de sua petição e ela será objeto da resposta de Deus;

b) Entrega - é a oração feita quando transfiro os cuidados, as inquietações, angústias, incertezas e pesos da vida nas mãos d’Aquele que tem todo o poder de carregar. Pedro aconselha: “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1Pe 5.7). Estude a Palavra de Deus e conheça outros exemplos: Mt. 21.21,22; Sl. 37.5; Mt. 6.25,26;34; Lc. 12.29,32;

c) Consagração - é o terceiro tipo de oração deste grupo, caracterizada por ser uma atitude de submissão, dedicação, entrega e obediência a Deus.É o tipo de oração na qual se emprega o “se for da tua vontade”. É a consagração que objetiva a harmonia da nossa vontade com a vontade de Deus, a fim de alcançar sucesso em determinada situação. Este tipo de oração requer, acima de tudo, renúncia da vontade própria, é um modo de viver e um constante desafio à obediência.

3. Os outros, como centro das nossas orações – Na oração intercessora, vou a Deus como sacerdote, como intercessor, levando a necessidade de outra pessoa. O motivo primeiro deste tipo de oração é ver circunstâncias alteradas na vida de outrem. Um intercessor é aquele que pleiteia a causa de outrem. Existem muitos conceitos sobre intercessão, no entanto podemos extrair da Bíblia o mais simples: “... orai uns pelos outros...” (Tg. 5.16). Quando intercedemos, colocamos a reivindicação na habilidade de Deus e só Ele poderá mudar as circunstâncias.

Pelos reis e por todos os que estão em eminência, isto é, magistrados inferiores: devemos orar por eles e agradecer por eles, orar pelo seu bem-estar e pelo bem-estar dos seus remos, e, portanto, não devemos conspirar contra eles, para que possamos desfrutar da paz do seu governo e dar graças por eles e pelos benefícios que temos debaixo do governo deles, para que tenhamos uma vicia quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Devemos rogar pelos reis, para que Deus mude o seu coração, dirija-os e use-os, para que debaixo da autoridade deles possamos ter uma vida quieta e sossegada. 

Aqui podemos observar o seguinte: Os cristãos devem ser homens dados à oração: eles devem fluir nisso, dedicando-se às orações, súplicas etc. Em nossas orações devemos ter um interesse generoso pelos outros, bem como por nós mesmos. Devemos orar por todos os homens e dar graças por todos os homens; e não devemos limitar nossas orações e ações de graças somente a nós mesmos e às nossas famílias. A oração consiste em várias partes: súplicas, intercessões e ações de graças; porque devemos orar pelas misericórdias que desejamos, bem como ser gratos pelas misericórdias já recebidas; e devemos censurar os julgamentos que nossos próprios pecados ou os pecados de outros merecem. 

Todos os homens, sim, os próprios reis, e aqueles que estão imbuídos de autoridade, precisam receber as nossas orações. Eles querem nossas orações, porque se defrontam com muitas dificuldades e ciladas que fazem parte das suas posições elevadas. Ao orar pelos nossos governos, tomamos o curso mais adequado para levar uma vida sossegada e quieta. Os judeus na Babilônia foram ordenados a procurar a paz da cidade para onde o Senhor os transportou, e orar por ela ao Senhor, porque, na sua paz, eles teriam paz (Jr 29.7). 

A SALVAÇÃO DE TODOS

Porque Ele quer que todos se salvem e conheçam a verdade (vs. 4) - A vontade de Deus é que o evangelho avance até que seus feitos se tornem universais. O versículo dois, descreve que a oração de intercessão também é em favor dos reis, ou governantes e visa a salvação deles, confirmado pelos versículos quatro e cinco. Este é o desejo que vem do coração do Pai. A intercessão pode modificar as coisas quando vamos ao Pai com o coração solícito, sincero e humilde, Ele promove meios, circunstâncias e situações para transformar o estado caótico em benção. Portanto, perseveremos na “prática” da intercessão em favor do Brasil, para que o povo e seus governantes se convertam ao Senhor Jesus. Ainda há esperança, o canal para essa transformação está na perseverança em oração. Oremos para que o Brasil e todas as nações conheçam e confessem o único Senhor, que pode interceder por nós diante de Deus, Jesus Cristo.

A MANEIRA DE SE VESTIR DAS MULHERES

A Vestimenta Que Agrada a Deus

A vestimenta mais importante do discípulo verdadeiro de Jesus é interna e  espiritual. Ele já tem removido os panos sujos de pecado e maus   pensamentos, e tem os substituído por novas roupas de santidade e entendimento da vontade de Deus (veja Colossenses 3:1-16). Ele procura cada dia ser mais parecido com seu Senhor, e se esforça para desenvolver as atitudes piedosas que Jesus ensinou e demonstrou (Mateus 5:1-12). Essas transformações internas vão modificar seu comportamento externo, é claro. Ele não vai mentir ou furtar como pessoas mundanas (Efésios 4:25-29). Todos os aspectos da vida dele são colocado sob controle do Deus santo a quem ele serve (1 Pedro 1:13-16).

Através da História, homens e mulheres têm lutado com a questão de como essa transformação interna deve ser refletida exteriormente. Deve o servo de Deus se vestir de um modo diferente do que as pessoas do mundo? Respostas a essa pergunta são quase tão diversas como as modas numa loja de roupas. Alguns argumentam que a vestimenta dos servidores de Deus devem ser completamente diferentes do que as das pessoas do mundo.
Resultados de tais pensamentos incluem as trajes tradicionais de ordens religiosas especiais e outras roupas peculiares, como as adotadas pelo povo Amish. Outros vão ao extremo oposto, dizendo que os cristãos devem ser iguais ao mundo e que eles podem seguir todas e quaisquer modas do mundo.


Deus nos ensina como nos vestir

Quando Deus fala sobre algum assunto em todas as épocas da história bíblica, devemos reconhecer que é importante. Por exemplo, ele ensina sobre a permanência de casamento no período dos patriarcas, na dispensação da lei de Moisés, e no Novo Testamento. Enquanto não adotamos do Antigo Testamento leis específicas sobre o casamento, nós entendemos os princípios do Novo Testamento com a ajuda do Antigo Testamento. Percebemos que são diversos os assuntos que são incluídos em todas as épocas de revelação divina: adultério, idolatria, a importância de sacrifícios apropriados, comer sangue, matar, etc. Desde o jardim de Éden, Deus tem orientado seu povo sobre roupas modestas. Vamos procurar entender esse ensinamento, e tenhamos a fé e o amor suficiente para aceitar o que ele diz, mesmo se não o compreendemos (Isaías 55:6-9).

Deus ensina seu povo a se vestir com modéstia

A dão e Eva."Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam" (Gênesis 2:25). Na sua inocência, antes de cometer o primeiro    pecado, era normal para Adão e Eva estarem nus, mesmo andando no jardim na presença de Deus. A mesma inocência é vista em criancinhas ainda não corruptas pelo pecado. Mas, quando Adão e Eva conheceram a diferença entre o bem e o mal, ficaram envergonhados e imediatamente fizeram algum tipo de roupa mínima (Gênesis 3:7). A palavra usada aqui sugere que fizeram alguma coisa que foi embrulhada no corpo, evidentemente escondendo as partes mais íntimas do corpo. 

Mas Deus não aprovou esse tipo de roupa. Ele lhes fez uma vestimenta de peles (Gênesis 3:21). Essa palavra sugere um tipo de túnica. William Wilson, em seus Estudos de Palavras no Antigo Testamento, diz que essa vestimenta era um tipo de roupa usado por homens e mulheres que, tipicamente, tinha mangas e caiu até os joelhos, raramente aos tornozelos. O que podemos aprender desse primeiro caso? Deus quer que homens e mulheres usem roupas. Não somos como animais, que não sentem vergonha de sua nudez. 

Podemos entender, também, que a vontade de Deus desde o princípio é que usemos vestimentas que cobrem o corpo, não meramente alguma coisa embrulhada no corpo para esconder as partes mais íntimas. Cada servo de Deus precisa ser honesto e sincero aqui: as roupas de praia usadas hoje em dia seriam mais parecidas com as roupas que Deus fez, ou com as cintas que Adão e Eva fizeram?

Sacerdotes do Velho Testamento. Ninguém hoje tem motivo para dizer que nós devemos usar roupas iguais aos trajes sagrados usados pelos sacerdotes do Antigo Testamento. Mas, nós podemos aproveitar uma lição importante do motivo que Deus deu junto com algumas regras. 

Primeiro, ele proibiu altares elevados, para que a nudez do sacerdote não fosse exposta (Êxodo 20:26). Mais tarde, ele acrescentou outra instrução para melhor evitar esse tipo de problema. Ele ordenou que os sacerdotes usassem calção em baixo de suas túnicas para cobrir a sua nudez (Êxodo 28:40-42). 

Deus especificou que o calção iria "da cintura às coxas". Deus não queria que esses servos mostrassem as coxas expostas ao mundo. Hoje, homens do mundo tiram suas camisas e mostram suas coxas para todo o mundo na praia ou na rua. Homens que servem a Deus precisam perguntar para si, honestamente, se isso é realmente o que Deus pretendia que o povo santo fizesse.

Roupas peculiares ao sexo oposto. Em Deuteronômio 22:5, Deus disse: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais cousas é abominável ao Senhor, teu Deus." Entendemos que não somos sujeitos às ordenanças dadas por meio de Moisés aos israelitas. Portanto, é esclarecedor entender o que Deus estava dizendo. Ele não estava proibindo que homens e mulheres usassem algum artigo de roupa semelhante. 

Na época, ambos os sexos usavam túnicas, como ambos homens e mulheres em muitas culturas hoje usam calças compridas. É errado usar esse versículo para condenar as mulheres que usam calças. Mas, Deus quer que mantenhamos distinções entre os sexos (veja, por exemplo, 1 Coríntios 11:14-15). 

Ele condena as perversões de homens que se vestem e se comportam efeminadamente (1 Coríntios 6:9).

A vergonha da virgem da Babilônia. Quando Isaías profetizou, a nudez era, ainda, associada com vergonha. Quando ele descreveu o povo da Babilônia como uma virgem abusada, um aspecto da humilhação dela era que o inimigo descobriu suas pernas e sua nudez (Isaías 47:1-3).
Mas hoje em dia, mulheres do mundo voluntariamente mostram suas pernas e ousam expor sua nudez, sem sentir nem um pouco envergonhadas. Será que tornamos tão dessensibilizados ao pecado, devido à cultura corrupta, que já esquecemos como sentir vergonha? (Veja Jeremias 8:5,8,9,11,12.) 

Como servos de Deus, temos que ser diferentes, não conformados aos costumes errados do mundo (Romanos 12:1-2). Precisamos saber como sentir vergonha.


A modéstia e bom senso de mulheres cristãs

Agora, vamos ver duas passagens semelhantes no Novo Testamento. "Da mesma  sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom   senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)" (1 Timóteo 2:9-10). 

"Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido" (1 Pedro 3:3-5). Esses trechos não são idênticos (1 Timóteo fala sobre mulheres em geral, enquanto 1 Pedro fala sobre a mulher cujo marido não é cristão), mas há vários pontos paralelos. Vamos estudar alguns pontos chaves.

Jóias. É comum ouvir alguém usar esses versículos para proibir absolutamente todos os tipos de jóias, enfeites de cabelo, etc. Mas esse não é o sentido do texto. A Bíblia, às vezes, usa essa construção (Não faça isso, mas faça aquilo) para enfatizar o que é mais importante, sem proibir o menos importante. João 6:27 é um exemplo claro: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará...." Jesus não está proibindo trabalho honesto para suprir as necessidades da vida (compare 2 Tessalonicenses 3:10; 1 Timóteo 5:8), mas está dizendo que devemos dar muito mais importância às coisas espirituais. 

Da mesma forma, Paulo e Pedro não proibiram o uso de jóias ou estilos de cabelo, mas disseram que mulheres piedosas devem dar mais ênfase à pessoa interior. É interessante que tanto Paulo como Pedro usaram exemplos do Antigo Testamento para explicar seu ensinamento. 

No Velho Testamento, jóias eram comuns, até entre as mulheres fiéis a Deus (veja Isaías 61:10; Provérbios 1:9; Gênesis 24:22,30,53). Excessos devem ser evitados, mas esses servos de Deus não proibiram o uso modesto de jóias. Aqui, é bom observar que os escritos inspirados do Novo Testamento usaram exemplos do Velho Testamento para mostrar como o povo de Deus se veste.

A modéstia começa no coração. Os dois autores, Paulo e Pedro, fazem uma ligação importante entre o coração e as roupas. Algumas mulheres vão insistir em usar o tipo de roupas que elas querem, dizendo que ninguém pode mostrar onde Deus especificamente proibiu mini-saias, ou mini-blusas, ou biquinis, ou roupas muito justas. 

O problema nesses casos não é a falta de alguma regra específica nas Escrituras, mas a ausência de uma atitude certa no coração. Regras no vestuário não fazem a mulher modesta. Se o coração estiver errado, a mulher não será mansa e modesta.

A modéstia e bom senso. Em vez de dar uma lista de regras sobre vestimenta, Paulo apela à modéstia e bom senso das mulheres. Uma mulher (ou homem!) cujo entendimento é baseado nos princípios das Escrituras e cujo coração é dedicado a Deus, se vestirá decentemente. Ela não vai procurar chamar atenção por meios carnais, pelo uso de roupas dispendiosas ou que mostram o corpo.

Manso e tranqüilo. Pedro fala do espírito "manso e tranqüilo" como a base das roupas apropriadas. Paulo disse que nós todos devemos procurar viver uma vida "tranqüila e mansa" (1 Timóteo 2:2). O espírito manso e tranqüilo de cristãos — homens, mulheres e jovens — vai determinar o tipo de roupa que realmente agradará a Deus. Os cristãos farão diferença entre as roupas que refletem um espírito piedoso e as que sugerem carnalidade (veja Provérbios 7:10 — roupas fazem uma diferença!)

Vestindo-se para agradar a Deus

Muitas igrejas erram por inventar regras humanas sobre roupas. Mas, muitas outras erram por recusar a estudar e ensinar, cuidadosamente, o que Deus tem dito, para ajudar cada filho de Deus pensar e se vestir de uma maneira que glorifica o nome dele. Que possamos nos vestir para ele, começando com o próprio coração.

A CONDUTA DAS MULHERES NA IGREJA

Talvez não haja assunto mais debatido nas igrejas hoje do que a questão das mulheres servindo como pastoras e pregadoras no ministério. Por este motivo, é muito importante que não se veja esta questão como uma competição entre homens e mulheres. Há mulheres que acreditam que mulheres não devam servir como pastoras e que a Bíblia coloca restrições ao ministério das mulheres – e há homens que crêem que as mulheres podem servir como pregadoras e que não há restrições quanto à atuação das mulheres no ministério. Esta não é uma questão de machismo ou discriminação. É uma questão de interpretação bíblica.

Na igreja, Deus designa papéis diferentes a homens e mulheres. Isto é resultado da forma como a humanidade foi criada (I Timóteo 2:13) e da forma pela qual o pecado entrou no mundo (II Timóteo 2:14). Deus, através do que escreveu o Apóstolo Paulo, estabelece que as mulheres não sirvam em papéis de autoridade em ensino espiritual acima dos homens. Isto impede as mulheres de servirem como pastoras, o que definitivamente inclui pregar a homens, ensinar a homens e ter autoridade espiritual sobre eles.

Há muitas “objeções” a esta visão em relação às mulheres no ministério ou mulheres pastoras. Uma objeção comum é que Paulo restringe as mulheres de ensinar porque, no primeiro século, as mulheres, tipicamente, não possuíam uma educação formal. 

Entretanto, I Timóteo 2:11-14, em nenhum momento menciona o status educacional. Se a educação formal constituía em qualificação para o ministério, a maioria dos discípulos de Jesus, provavelmente, não teria sido qualificada. Uma segunda objeção comum é que Paulo restringiu apenas as mulheres de Éfeso quanto à questão do ensino. (I Timóteo foi escrito a Timóteo, que era pastor da igreja em Éfeso). 

A cidade de Éfeso era conhecida por seu templo a Ártemis, a falsa deusa greco-romana. As mulheres eram autoridade na adoração a Ártemis. Entretanto, o livro de I Timóteo, em momento algum, menciona Ártemis, tampouco Paulo menciona a adoração a Ártemis como razão para as restrições em I Timóteo 2:11-12.

Mais uma objeção freqüente a esta interpretação sobre mulheres pastoras/pregadoras é em relação a Miriã, Débora, Hulda, Priscila, Febe, etc. – mulheres que ocuparam posições de liderança na Bíblia. Esta objeção falha em perceber alguns fatores relevantes. Em relação a Débora, ela era a única juíza entre 13 juízes homens. Em relação a Hulda, era a única profeta mulher entre dúzias de profetas homens mencionados na Bíblia. A única ligação de Miriã com a liderança era devido ao fato de ser irmã de Moisés e Arão. As duas mulheres mais importantes do tempo dos reis foram Atalia e Jezebel – péssimos exemplos de boa liderança feminina.

No Livro de Atos, capítulo 18, Priscila e Áquila foram apresentados como ministros fiéis a Cristo. O nome de Priscila foi mencionado primeiro, provavelmente indicando que era mais “importante” no ministério que seu esposo. Entretanto, Priscila, em lugar algum, é descrita como participante em uma atividade ministerial que esteja em contradição com I Timóteo 2: 11-14. Priscila e Áquila trouxeram Apolo até sua casa e ambos o discipularam, explicando a ele a Palavra de Deus de modo mais preciso (Atos 18:26).

Em Romanos 16:1, mesmo que Febe seja considerada uma “diaconisa” ao invés de “serva”, isto não indica que fosse uma professora na igreja. “Apto a ensinar” é um título dado aos anciãos, mas não aos diáconos (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:6-9). Anciãos/bispos/diáconos são descritos como “maridos de uma só esposa”, e “um homem no qual os filhos crêem” e “homem digno de respeito”. Além disso, em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:6-9, apenas pronomes masculinos são usados para se referir a anciãos/bispos/diáconos.

As mulheres são excelentes em dons de hospitalidade, misericórdia, ensino e ajuda. Muito do ministério da igreja depende das mulheres. As mulheres na igreja não estão restritas ao ministério de orar e profetizar (I Coríntios 11:5), mas o estão em relação à autoridade de ensino espiritual sobre os homens. A Bíblia, em nenhum lugar, faz restrições quanto a mulheres no exercício de dons do Espírito Santo (I Coríntios capítulo 12). As mulheres, tanto quanto os homens, são chamadas a ministrar aos outros, para demonstrar o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e a proclamar o Evangelho aos perdidos (Mateus 28:18-20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).

Deus ordenou que somente homens servissem em posições de autoridade de ensino espiritual na igreja. Isto não é porque os homens sejam necessariamente professores com melhor qualificação ou porque as mulheres sejam inferiores ou menos inteligentes (o que não é o caso). É simplesmente a maneira que Deus designou para o funcionamento da igreja. Os homens devem dar o exemplo na liderança espiritual – em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um papel de menos autoridade. 

As mulheres são encorajadas a ensinar a outras mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não faz restrição a que as mulheres ensinem crianças. A única atividade que as mulheres são impedidas de fazer é ensinar ou ter autoridade espiritual sobre homens. Isto logicamente inclui mulheres servindo como pastoras e pregadoras. Isto não faz, de jeito algum, com que as mulheres sejam menos importantes, mas, ao invés, dá a elas um foco ministerial mais de acordo com o dom dado a elas por Deus.

MULHERES DO NOVO TESTAMENTO

Quando nos aproximamos do Novo Testamento, descobrimos a posição das mulheres piedosas, honradas e belas no mais alto grau. A virgem Maria --"agraciada" -- "bendita entre as mulheres"; sua prima Isabel, mãe de João Batista; Ana, idosa viúva de oitenta e quatro anos, dedicada ao serviço de Deus, são as mais belas personagens conectadas ao nascimento de Cristo.

Maria, a irmã de Lázaro, assentava-se aos pés do Senhor para ouvir a Sua palavra. Foi ela que O ungiu para o Seu sepultamento, uma ação que jamais perderá a sua fragrância -- "onde quer que este Evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua" (Mt 26:13). Ela recebeu um elogio que não poderia ser mais elevado: "Esta fez o que podia" (Mc 14:8). À Maria Madalena foi concedida a alta honra de transmitir a maravilhosa mensagem da ressurreição de Cristo aos Seus discípulos: "Dize-lhes que eu subo para o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus" (Jo 20:17). Pensem nas mulheres que serviam o bendito Senhor Jesus (Lc 8:3). Que honra!

E quando chegamos ao tempo quando Cristo já havia subido aos céus e o Espírito Santo já havia sido enviado, somos lembrados das "mulheres gregas da classe nobre" (At 17:12) que creram e do elogio que Paulo fez às mulheres que trabalharam no Senhor (veja Rm 16). Ou Priscila, que sob a liderança de seu marido, teve o privilégio de instruir o eloqüente Apolo, declarando-lhe "mais pontualmente o caminho de Deus" (At 18:26). Que belo e honrado caminho foi esse trilhado pelas mulheres cristãs!

CONCLUSÃO
 
O homem e a mulher só consegue ser próximo ou íntimo de alguém quando suas atitudes e conversações são agradáveis ao receptor a que se mantém contato. Com Deus não é diferente porque Ele também é uma pessoa. Deus tem prazer de proporcionar intimidade àqueles que o buscam com sinceridade, revelando as intenções de seu coração. É assim que Deus quer tratar seus servos, como amigos bem próximos, aos quais possa revelar as intenções de Seu coração. Para isso, a igreja do Senhor deve dispor-se a gastar tempo com Ele, orando, lendo sua palavra, intercedendo, evangelizando e compartilhando do amor de Deus com os que estão sem esperança, oferecendo luz àquele que se encontra em trevas, por que esta é a vontade de Deus.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

leiaabiblia.blog.br
www.stories.org.br
Comentário Bíblico Mathew Henry
WWW.ADGO.COM.BR – Cartas Pastoriais