22 de outubro de 2013

LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO



LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO – Ev. José Costa Junior


CONSIDERAÇÕES INICIAIS

            O assunto desta lição diz respeito a como lidar de forma correta com o dinheiro dentro do contexto da sabedoria de DEUS para uma vida vitoriosa.
            É ensino claro da Palavra de Deus que toda a riqueza a ele pertence, enquanto nós somos simples despenseiros dela. Só Deus tem o direito de propriedade e o cristão somente o direito de posse, isto é, o direito de usar os bens materiais enquanto estiver neste mundo. O cristão verdadeiro reconhece que Deus é quem lhe dá forças para adquirir riquezas (Dt. 8:18).

            O homem trabalha certo número de horas por dia e recebe em troca certo número de reais. Esse dinheiro representa uma porção de sua energia física e mental, transformada em dinheiro, com o qual ele pode adquirir o necessário para o seu sustento. É o resultado do seu trabalho por determinado tempo, é parte da sua vida gasta numa certa atividade, que visa diretamente contribuir para o desenvolvimento da coletividade. Não exageramos, portanto, quando dizemos que o dinheiro é personalidade armazenada ou, por assim dizer, parte da vida transformada em moedas e papel.

            Não há muito tempo, faleceu um homem que legou à filha uma pequena fortuna. O advogado que cuidava dos interesses do pai da moça entregou-lhe uma carta, deixada em seu poder pelo falecido. Era o seguinte o seu teor: "Deixo-lhe uma quantia no banco e espero que seja suficiente para fazer face às suas despesas. Quero que pense nessa quantia não apenas como dinheiro, mas gostaria também que se lembrasse de que é parte de minha vida, dedicada ao seu bem-estar e à sua felicidade. Estão empregadas naquele dinheiro muitas das minhas melhores horas, horas de todos os dias, durante muitos anos. Está empregado também, nessa quantia, o meu cérebro, isto é, as melhores idéias que tive durante a minha vida de comerciante. Minha força física, minha energia e meu amor estão todos armazenados nesse dinheiro, que passa agora para o seu poder. Espero também que se lembre de que, ao usar o dinheiro que lhe estou legando, estará de fato usando a vida de seu pai. Peço-lhe, portanto, que não o desperdice, mas que o use como usaria meu tempo, meu esforço e meu amor. Alegro-me em lhe entregar, agora que não mais estou ao seu lado, parte da minha vida, para resguardá-la da necessidade e falar-lhe do meu amor."

            As vezes se interpreta equivocadamente as palavras de Jesus no sermão do monte: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Mt 6:19-21). Aqui, o ponto para onde Jesus dirige nossa atenção é a durabilidade comparativa dos dois tesouros. Deveria ser fácil decidir qual dos dois ajuntar, ele dá a entender, porque tesouros sobre a terra são corruptíveis e, portanto, inseguros, enquanto que tesouros no céu são incorruptíveis e, conseqüentemente, seguros. Afinal, se nosso objetivo é ajuntar tesouros, presumivelmente nós nos concentraremos na espécie que vai durar mais e que pode ser armazenada sem depreciação ou deterioração.

            E importante enfrentar franca e honestamente a questão: o que Jesus estava proibindo, quando nos disse para não ajuntarmos tesouros para nós mesmos na terra? Talvez seja melhor começarmos com uma lista do que ele não estava (e não está) proibindo.
Primeiro, não há maldição alguma quanto às propriedades em si; as Escrituras não proíbem, em parte alguma, as propriedades particulares. Segundo, "economizar para dias piores" não foi proibido aos cristãos, nem fazer um seguro de vida, que é apenas uma espécie de economia compulsória auto-imposta. Pelo contrário, as Escrituras louvam a formiga (estudado na lição passada) que armazena no verão o alimento de que vai precisar no inverno, e declara que o crente que não faz provisão para a sua família é pior do que um incrédulo. Terceiro, não devemos desprezar mas, antes, desfrutar as boas coisas que o nosso Criador nos concedeu abundantemente. Portanto, nem as propriedades, nem a provisão para o futuro, nem o desfrutar dos dons de um Criador bondoso estão incluídos na proibição dos tesouros acumulados na terra.

            O que está, então? O que Jesus proíbe a seus discípulos é a acumulação egoísta de bens ("Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra"); uma vida extravagante e luxuosa, a dureza de coração que não deixa perceber as necessidades colossais das pessoas menos privilegiadas neste mundo; a fantasia tola de que a vida de uma pessoa consiste na abundância de suas propriedades; e o materialismo que acorrenta nossos corações à terra. O Sermão do Monte repetidas vezes refere-se ao "coração" e, aqui, Jesus declara que o nosso coração sempre segue o nosso tesouro, quer para baixo para a terra, quer parao alto para o céu. Resumindo, "acumular tesouros sobre a terra" não significa ser previdente (fazer ajuizadas provisões para o futuro), mas ganancioso (como o sovina que acumula e os materialistas que sempre querem mais). Esta é a armadilha contra a qual Jesus nos adverte aqui. "Sempre que o Evangelho é ensinado", escreveu Lutero, "e as pessoas procuram viver de acordo com ele, surgem duas terríveis pragas: os falsos pregadores, que corrompem o ensino, e, então, a Sra. Ganância, que impede um viver justo."

            O objetivo deste estudo é trazer algumas informações e textos, colhidos dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão a respeito de como lidar de forma correta com o dinheiro dentro do contexto da “sabedoria de DEUS para uma vida vitoriosa”. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

O CUIDADO COM AS FIANÇAS, EMPRÉSTIMOS E LUCRO FÁCIL

            Nos dias antigos, a lei comercial de Israel era direta. O empréstimo era necessário somente em emergências particulares e, assim sendo, receber juros de um compatriota israelita era estritamente proibido (exemplo, Lv 25.36), e se uma peça de vestuário fosse recebida como fiança por um empréstimo, aquela deveria ser devolvida ao cair da noite para que servisse de cobertor (Ex 22.25-27). A ação descrita no livro “O Mercador de Veneza” de William Shakespeare (1564-1616), gira em torno, naturalmente, desse ou de um outro costume semelhante. Talvez um profundo exame lance mais luz sobre o que em realidade é envolvido aqui. De qualquer modo, em nosso livro a fiança é uniformemente condenada. Davison provavelmente tenha apontado para a raiz da objeção quando disse: "O uso do dinheiro é um índice do caráter... O jovem que participa de movimentos monetários como aqueles que são condenados no livro de provérbios, em primeiro lugar é moralmente fraco, e em segundo lugar é praticamente desonesto, e em terceiro lugar, provavelmente provocará muito sofrimento àqueles que mereciam melhor tratamento de suas mãos" (The Wisdom Literature of the Old Testament,  págs. 193 e segs.).

É digno de atenção que o livro de Provérbios se preocupa especialmente com transações de fiança que envolvam estrangeiros (comerciantes estrangeiros?); ver, por exemplo, Pv 6.1; Pv 11.15; Pv 20.16; Pv 27.13.  Se deste a tua mão ao estranho” se refere ao ato de ratificação a uma transação. O fiador, à semelhança do ímpio do vers. 22, cai na armadilha de sua própria insensatez. Nos versículos que se seguem ele é exortado a fazer todos os esforços para livrar-se, importunando, se necessário for, aquele perante quem ele se obrigara a livrá-lo da dívida.

             Um israelita não podia cobrar juros de um seu compatriota (Êx 22.25; Lv 25.36,37; Dt 23.19,20). Muitos deles praticaram a agiotagem, a despeito disso ser-lhes vedado pela lei mosaica, onde é condenada como desonesta e imoral (Pv 28.28; Ez 18.13; 22.12). Todavia, juros podiam ser legitimamente cobrados de estrangeiros que pedissem   empréstimos (Dt 23.20).  Sabemos que, nos dias do Novo Testamento, os juros cobrados sobre os empréstimos eram a regra econômica da época (Mt 25.27; Lc19.23; Josefo, Guerras 2.17). Supõe-se que, na sociedade hebreia, a lei contra a cobrança de juros de algum irmão (compatriota israelita) prevalecia de modo geral, embora com abusos ocasionais. Jesus não condenou a prática de cobrar juros; mas não demonstrou apreciação pela prática da usura (Mt 6.19-21). Há um Senhor mais alto a quem devemos servir (Mt 6.24). Mateus 5.25-26 mostra-nos que Jesus preferia atitudes amigáveis e hospitaleiras como fatores para ajudar na solução de problemas surgidos entre credores e devedores, em lugar de coerção legal. No entanto, todos os cristãos devem pagar impostos nos países onde vivem. Essa é uma dívida legal e apropriada, conforme Romanos 13.6 em diante.

            A usura está intimamente ligada à cobrança excessiva de juros e, por isso, constitui crime no Direito Penal brasileiro; aquele que pratica a usura é popularmente conhecido como agiota. Tal expressão se refere não somente ao particular, mas também às pessoas jurídicas que especulam indevidamente e ultrapassam o máximo da taxa de juros prevista legalmente, praticando crime contra o sistema financeiro nacional (Lei nº 7.492/86).

            Um artigo na revista “Ultimato” na web (http://www.ultimato.com.br/conteudo/corrupcao-aspectos-sociais-biblicos-e-teologicos) nos diz: A corrupção aflige a terra desde a Queda. Não é surpresa, portanto, que muitos a vejam como algo normal, inevitável; um mal necessário na condução dos negócios e a forma como o rico e o poderoso levam sempre vantagem sobre o pobre e o fraco. Porém as Escrituras deixam claro que a corrupção é uma injustiça e, mais do que isso, elas requerem um posicionamento contra a corrupção.                                              .                                                                                                                            
            O relato de corrupção, propina ou suborno mais conhecido da história está na Bíblia. Foram as 30 moedas de prata dadas pelos sacerdotes judeus a Judas Iscariotes para que ele os levassem até o Jardim do Getsemani, onde Jesus e os discípulos passavam a noite. Lá Judas mostrou a eles através do beijo da traição quem era Jesus. Judas era ganancioso e o dinheiro significava para ele, muito mais do que lealdade ou amor. Ele foi motivado por ganância e ganho pessoal. Quando ele se deu conta do mal feito e das consequências da sua traição, jogou as moedas no pátio do templo e cometeu suicídio (Mt 26 e 27; Mc 14; Lc 22). 
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            Corrupção em forma de propina ou suborno é condenada ao longo de toda a Escritura Sagrada. Samuel foi o primeiro dos profetas do Antigo Testamento e um grande líder em Israel. Porém, mais tarde em sua vida, em sua casa, ele acusou os seus filhos de não andarem em seus caminhos. Foram avarentos, aceitaram subornos, torceram a lei (I Sm 8.3).

A distorção da justiça é uma das piores consequências do suborno porque permite que o rico explore o pobre. Na despedida que Samuel fez junto ao seu povo na coroação do rei Saul, ele perguntou: “…diga-me de quem recebi suborno e com ele encobri meus olhos, e eu vo-lo restituirei?” (I Sm 12.3). Ele teve uma vida exemplar e a multidão não hesitou em responder: “em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém” (I Sm 12.4).                                                                                                                                                          
            Davi, rei de Israel, fez uma pergunta retórica no Salmo 24: “Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração. Que não entrega a sua alma à vaidade e nem jura enganosamente." No Salmo 26, porém, ele apresenta o homem que tem a mão direita cheia de subornos em contraste com o outro homem do Salmo 15.5 que “não empresta o seu dinheiro visando lucro e nem aceita suborno contra o inocente”.
            O profeta Isaías elogia “…aquele cuja mão não aceita suborno.” (Is 33.15). E o profeta Amós denuncia “vocês oprimem o justo, recebem suborno e impedem que se faça justiça ao pobre nos tribunais” (Am 5.12).

 O USO CORRETO DO DINHEIRO

            Os recursos financeiros têm como objetivo satisfazer nossas necessidades e proporcionar-nos alegria e prazer. João Calvino afirmou que a enorme variedade de cereais, verduras, frutas e demais ingredientes oferecidos para a nossa alimentação deixa claro que o Criador tinha em mente, além da nossa nutrição, o nosso prazer e satisfação. Isto se aplica também a todos os demais bens materiais.

            Parte dos nossos bens deve ser usada para ajudar o próximo. Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na tua terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás as tuas mãos a teu irmão pobre; antes lhe abrirás de todo a tua mão e lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. Guarda-te, que não haja pensamento vil no teu coração, nem digas: Está próximo o sétimo ano, o ano da remissão, de sorte que os teus olhos sejam malignos para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e ele clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado (Dt 15:7-9).

            Moisés ensinou aos filhos de Israel que tinham responsabilidade para com o irmão necessitado. Se a necessidade de um irmão chamasse a atenção de alguém e este lhe fechasse o coração e se recusasse a dar-lhe o de que necessitava, tal pessoa tinha um coração perverso- Esse indivíduo estava cego, e sua visão distorcida pela ganância. Admitia a necessidade, mas amava suas posses ao ponto de recusar contribuir para a necessidade do irmão. Moisés disse que tal atitude era prova de coração mau. O olho mau, da mesma maneira, revelava visão distorcida das coisas e refletia perversão moral.

            A mesma verdade é apresentada em Provérbios 23:6-7: "Não comas o pão daquele que tem olhos malignos, nem cobices os seus manjares gostosos. Porque, como imaginou na sua alma, assim é; ele te dirá: Come e bebe: mas o seu coração não estará contigo" (Ed. Rev. Cor.). Aqui Salomão falava do banquete de um homem rico. Se ele tiver olhos malignos, ressentir-se-á do alimento que você come e o coração dele será controlado pela amargura. Ele pode ter abundância, mas chora o que você come. Por isso Salomão disse: "Não comas o pão daquele que tem olhos malignos." O olho maligno falava de uma visão distorcida do valor das coisas.


            A mesma verdade se encontra em Provérbios 28:22: "Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria." Repetimos: o homem que se curva a qualquer esforço para acumular bens materiais tem olho mau, visão distorcida do valor e permanência da riqueza. Ele acha que reterá a riqueza para sempre e não percebe, como diz Paulo, que nada trouxe para este mundo, nem poderá levar dele coisa alguma. Ele toma o que é passageiro e lhe atribui valor eterno. Essa visão distorcida, disse Salomão, revela "olho mau".

            Desses textos do Antigo Testamento vemos que embora as palavras do Senhor nos pareçam estranhas porque não usamos as mesmas expressões idiomáticas, na mente dos seus ouvintes elas continham um conceito bem firmado. Nosso Senhor disse: "São os olhos a lâmpada do teu corpo." É o olho que traz luz de modo que o homem possa ver. É axiomático que onde não há luz não se pode ver. Nosso Senhor ensinou a lição moral e ética de que, se não houver luz vinda de Deus, não pode haver interpretação adequada do que tem verdadeiro valor. Até que a luz de Deus brilhe sobre algo, não conhecemos seu verdadeiro caráter.

            Ora, visto que esses judeus tinham uma opinião distorcida do valor dos bens materiais, nosso Senhor teve de dizer: "Se, porém, os teus olhos forem maus [como são, se tiverem uma opinião distorcida do valor dos bens materiais], todo o teu corpo estará em trevas" (6:23). Aquilo que os judeus julgavam ser bênção de Deus, Jesus disse que era prova de uma visão distorcida das trevas interiores.

            Os rabinos haviam ensinado que o meio de conservar a saúde da alma era dar generosamente. Ser avarento era distorcer a visão. Se alguém era avarento, o olho da alma estaria cego. Porém os fariseus ignoravam o ensinamento dos rabinos, e nosso Senhor disse que eles estavam em cegueira ou em trevas.

            Se a pessoa não tiver visão correta das coisas materiais, terá visão distorcida da vida como um todo. Se ela tem visão dupla concernente às coisas materiais, adotará um conjunto de alvos inteiramente falsos para a vida. Mais cedo ou  mais tarde a pessoa se sujeitará às coisas materiais, e elas a escravizarão. A ganância pelas coisas ou pelo dinheiro é um senhor muitíssimo implacável. Os desejos dos entes queridos; as necessidades dos parentes e amigos; as exigências do país, da honra, do conforto e até da própria saúde podem ser menosprezadas; o homem abandona tudo quando a aquisição de dinheiro se torna a obsessão da vida. A avareza é o senhor mais impiedoso do mundo. Jesus encareceu este ponto ao dizer que ninguém pode ser fiel a dois senhores ao mesmo tempo: "Ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas" (v. 24).

            "Riquezas" ou "Mamom" é uma personalização do principal rival de Deus ― dinheiro ou bens materiais. Nosso Senhor considerava a aquisição de riquezas como um alvo que leva o homem à mais abjeta escravidão, que o impede de desincumbir-se de sua responsabilidade de servo de Jesus Cristo. Pelo contrário, ele se escraviza ao dinheiro e não pode servir a ninguém mais, muito menos a Deus. Quando o homem é consumido pela paixão do acúmulo de bens materiais, não há lugar para outro amor. O Senhor não condenou a posse de riquezas. Ele condenou ser possuído por elas. Ele considerava o amor do dinheiro como brutal idolatria.



            Paulo escreveu: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria" (Cl 3:5). Avareza é idolatria. Os filhos de Israel, no Antigo Testamento, menosprezaram a Deus que tinha o direito de governar sobre eles, por ter ele tirado o povo do Egito, e se submeteram aos deuses das nações entre as quais habitavam. Paulo disse que quando o homem ama ao dinheiro, igualmente rejeita o direito do Deus que o redimiu de governar sobre ele, e se submete a outro deus. Assim como Israel caiu em toda sorte de práticas abomináveis por seguir em pós de falsos deuses, assim, disse Paulo, o homem que faz do amor ao dinheiro a finalidade de sua vida encontrar-se-á cedendo a práticas abomináveis.

            A riqueza é vista, na Bíblia, como algo dado em confiança. Nunca é considerada como um fim, mas como um meio de atingir um fim. É vista como uma bênção de Deus, que, como tal, traz consigo responsabilidade. O que Deus confia ao homem não deve ser usado para desfrute egoísta, mas para benefício e bênção de outros. O homem não pode ser justo e avarento ao mesmo tempo, assim como não pode ser piedoso e ganancioso. O homem não pode, concomitantemente, amar a Deus e às coisas materiais. Não pode, ao mesmo tempo, ser servo fiel de Jesus Cristo e vender-se como escravo ao dinheiro.

            Nosso Senhor lidava não apenas com ações mas também com atitudes básicas para com a vida. Em realidade, ele formulava uma pergunta: "Para você, qual é o mais alto bem na vida?" Em nossa época, multidões teriam de confessar que medem a virtude pelas posses materiais acumuladas. Diz-se que o homem está realizado quando se enquadra numa alta faixa de impostos. Essa é uma revelação da visão distorcida que nosso Senhor disse mergulhar a alma toda em trevas morais. Essa passagem convida-nos a examinar bem as coisas às quais damos valor, e perguntar: "Se esses bens me fossem tomados repentinamente, qual seria minha riqueza?" Ouça de novo a Palavra do Senhor: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro." Não podemos servir a Deus e ao principal rival de Deus, as coisas materiais. Que é, realmente, que importa na vida? O ouro ou a piedade?

            Não podemos esquecer, também, a nossa contribuição para a Igreja. Todas as instituições necessitam de recursos financeiros para cumprir sua tarefa. E a Igreja não é exceção. Ela necessita de dinheiro para construir e manter seus templos, para pagar o salário de seus funcionários e para executar seus projetos. Esse dinheiro não cai do céu. Ele vem da contribuição dos fiéis. Por isso, parte dos nossos bens deve ser dedicada à obra de Deus.
            Os bens materiais, honestamente adquiridos, são bênçãos que Deus nos concede. Eles devem ser usados para a nossa manutenção, conforto, alegria e prazer, bem como para ajudar o próximo e sustentar a Igreja e suas instituições. Usá-los como forma de auto-afirmação, de ostentação, ou como instrumento de dominação e opressão, é deturpar os fins para os quais eles nos foram dados.

CONCLUSÃO
           
            Uma música popular diz que "tem que pagar para nascer, tem que pagar para viver, tem que pagar para morrer". E é verdade. Tudo na vida tem um preço. Quando você recebe alguma coisa sem pagar, é porque alguém está pagando por você. Por isso o dinheiro é importante, mas não a coisa mais importante da vida.
            O dinheiro é um meio para chegar a um fim. Ele é um instrumento para adquirir coisas de que necessitamos. O dinheiro honestamente adquirido é bênção de Deus. Mas quando invertemos a ordem dos valores, quando abrimos mão de coisas mais importantes para nos apossar do dinheiro, ele se transforma em maldição. E no lar, quando o casal briga por causa de dinheiro - seja pelo excesso, seja pela escassez -, eles estão trocando o amor, a harmonia e a paz por bens materiais, estão trocando o essencial pelo secundário, o melhor pelo menos importante. Estão fazendo um péssimo negócio.
            Concluindo, espero em DEUS ter contribuído para despertar o seu desejo de aprofundar-se em tão difícil tema e ter lhe proporcionado oportunidade de agregar algum conhecimento sobre estes assuntos. Conseguindo, que a honra e glória seja dada ao SENHOR JESUS.





Ev. José Costa Junior






15 de outubro de 2013

TRABALHO E PROSPERIDADE

TRABALHO E PROSPERIDADE

TEXTO ÁUREO = “A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22).

VERDADE PRÁTICA = A Bíblia condena a inércia e a preguiça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.

LEITURA BIBLICA = Prov. 3:9,10 = 22:13 = 24: 30-34

INTRODUÇÃO

A Bíblia apresenta o trabalho como fruto da vontade de Deus. Desde o início Ele desejou que o ser humano trabalhasse e em Salmos 104,19-24; Isaías 28,23-29 se diz que o trabalho é uma instituição da sabedoria divina. O terceiro mandamento também mostra o trabalho como parte constituitiva do plano divino para a humanidade.

O pecado muda a perspectiva do trabalho e sobretudo as suas condições. Depois do pecado o trabalho não é mais alegria, mas fatiga (veja Gênesis 3,16-19); é um peso e não uma bênção. Parece quase que perdeu, depois do pecado, o seu valor, mesmo se em si não é um mal. Tornou-se ocasião de pecado e, quando é finalizado em si mesmo, pode tornar-se até mesmo uma idolatria (Eclesiastes 2,4-11.20-23; Lucas 12,16-22). Em alguns casos transforma-se em instrumento de exploração e opressão (Êxodo 1,11-14; 2,23; Juízes 5,4).

Com Cristo, graças à redenção, o trabalho é restabelecido como uma benção divina, realização da pessoa na comunidade humana, um ‘fazer’ que imita o ‘fazer criativo’ de Deus.

É importante lembrar como a Bíblia condena a preguiça, a ausência de trabalho (1Tessalonicenses 4,11; Efésios 4,28; 1Timóteo 5,13). O próprio Jesus trabalhou como carpinteiro. Paulo era orgulhoso de dizer que se sustentava trabalhando com as suas mãos, até mesmo para servir como exemplo (Atos dos Apóstolos 18,3). É célebre o que ele diz em 2Tessalonecenses 3,10: Quem não quer trabalhar, não coma. Com isso o apóstolo das nações quer afirmar um princípio de igualdade e de respeito do ser humano e da sua dignidade. A este propósito também em Lucas 10,7 está escrito: O operário merece o seu salário.

A Bíblia diz que Deus trabalhou por um período de tempo e depois descansou da Sua obra de criação, e ao observar tudo quanto tinha feito, viu que era muito bom (Gn 2.2; 1.81). Da mesma forma, o homem deve trabalhar e sentir-se realizado na execução de seu trabalho diário.


O ENSINO BÍBLICO ACERCA DO TRABALHO

Se analisarmos cuidadosamente as Escrituras Sagradas, encontraremos, por certo, orientação para todos os nossos problemas, porquanto Deus se preocupou com a vida do homem em todos os seus aspectos. Mesmo sem trazer detalhes ou minúcias acerca das profissões que devem ser exercidas pelos seus servos, Deus tratou do assunto de maneira que se pode compreender que Ele se interessa também nesse sentido, dotando o homem de raciocínio, de poder, de livre escolha.

Outro fato importante, também, é que Deus dotou o homem de instintos de preservação e de aquisição; dessa forma o homem sente necessidade de trabalhar para satisfazer suas múltiplas exigências de vida.

1. O trabalho executado por Deus. O trabalho foi instituído pelo próprio Deus quando Ele mesmo se propôs criar todas as coisas. Ele executou uma obra grandiosíssima e a Bíblia diz que ao terminá-la, descansou das suas obras (Gn 2.2).

Depois de tudo terminado viu Deus que toda a obra que havia feito era muito boa. Nisso compreendemos que há dignidade no trabalho. Não foi somente por ocasião da criação que Deus trabalhou. O próprio Jesus ao referir-se ao assunto disse: “Meu pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo .5.17).

2. O homem e suas relações com o trabalho. E digno de observação o fato de Deus ter concedido poder e senhorio ao homem para governar todas as coisas na terra, isto é, deu-lhe função, trabalho a ser executado.

Ao criar o Jardim do Éden, o Senhor colocou ali o primeiro casal, Adão e Eva, para cuidar daquela imensa propriedade, ordenando-lhe lavrá-lo e guardá-lo (Gn 2.15), dando assim as profissões de lavrador e vigia ao primeiro homem criado.

a. O que diz o Antigo Testamento acerca do assunto. Constatamos no Antigo Testamento que desde o principio da existência do homem ele sempre foi levado a ocupar-se em trabalhos diversos, de acordo com a sua época, porquanto está ligado à sua própria natureza instinto de sobrevivência.

b. O ensino de Jesus. Jesus não somente deu ensinos acerca do assunto, como podemos notar em suas parábolas que sempre falavam de homens ocupados nesse ou naquele trabalho (por exemplo: Mt 18.23- 35; 20.1-14; 25.15-30), como também deu exemplo com a sua própria vida diária. O Senhor sempre estava ocupado: quer ensinando à multidão (Mc 9.11-13; Lc 5.15) ou ao aos seus discípulos (Mt 24) ou mesmo a uma só pessoa (Jo 4), quer libertando os oprimidos (Mc 5.1.14) ou curando enfermos (Mt 9.1,2); sempre Jesus estava executando algum trabalho que o dignificasse não só como homem, mas também como Filho de Deus.

c. O pensamento do apóstolo Paulo. Ele deixou um grande exemplo de homem que não gostava de abusar dos benefícios alheios (At 18.1-3; 1 Ts 2.9; 1 Co 4.12). Paulo trabalhava como tecelão (fazia tendas) e com o seu trabalho ganhava o suficiente para se manter. Não que ele achasse errado rêceber ofertas de irmãos pelo seu trabalho na Obra do Senhor, porque ele mesmo ensinou ás igrejas a cuidarem dos seus pastores cujo trabalho é realizado unicamente em prol do Evangelho (1 Tm 5.18) mas que assim praticava porque, como ele mesmo disse, queria dar o bom exemplo (2 Ts 3.7-9).

OS PROPÓSITOS DO TRABALHO

Tudo o que Deus faz tem propósitos definidos. Quando Ele criou o homem e deu-lhe tarefas que deveriam ser cumpridas com satisfação, é porque o Senhor achava oportuno e necessário que assim acontecesse para o bem do próprio homem. Muitos pensam que o trabalho foi instituído depois da queda do homem, em conseqüência do pecado, o que não é correto. Deus não criou o homem para viver ocioso ou preguiçoso. Ele ordenou a Adão que trabalhasse no Jardim do Éden (Gn 2.15); no entanto esse trabalho tornou-se penoso, difícil e até mesmo às vezes insuportável em conseqüência do pecado, que trouxe dificuldades para o homem (Gn 3.16-19).

Os homens devem trabalhar com o fim de satisfazer suas necessidades físicas e espirituais.

I. O trabalho dignifica o homem. O trabalho tem por finalidade principal dignificar o homem, pois no trabalho o individuo alcança várias formas de satisfação de suas necessidades, daí sentir-se realizado na vida.

a. O trabalho dá condições de sobrevivência. O homem precisa de trabalhar para sobreviver. Isso é uma necessidade de sua própria natureza humana. Por esse motivo há uma constante competição entre as pessoas e um constante aprimoramento por parte de cada indivíduo.

b. O trabalho usado como expressão de amor ao próximo. Quando a pessoa consegue satisfazer suas necessidades, isto é, quando consegue manter um padrão de vida mais adequado, começa também a ter um relacionamento humano menos conflitante, sente necessidade de ajudar mais ao seu próximo e, tendo condições de fazê-lo, certamente sentirá satisfação, pois a Bíblia ensina que “mais coisa é dar do que receber” (At 20.33)

c. O trabalho promove a realização pessoal. Uma das necessidades primárias do homem é sentir-se seguro. A verdadeira segurança vem através de um encontro pessoal com Jesus.  Em seguida, o bom cristão procura sempre ser um profissional exemplar, sendo cumpridor dos seus deveres, honesto, pontual, amigo de todos, pronto para executar suas tarefas, podendo, assim; contar com a garantia de um emprego que lhe dá segurança de sobrevivência (Pv 10.9)

2. O trabalho promove o equilíbrio da sociedade. O que faz uma sociedade organizada e equilibrada é, entre outras coisas, a diversidade de profissões. E dessa for- tua que, não só as necessidades de toda a comunidade são satisfeitas corno também as necessidades pessoais. Essa diversidade também vai contribuir para o despertar das vocações, porquanto os jovens precisam de fazer suas opções de acordo com a sua personalidade e também com as oportunidades que o progresso vem trazendo para a sociedade.

Inclusive é um direito adquirido e assegurado por lei que todo o cidadão ocupe um cargo condizente com suas qualificações, passando assim a colaborar também para o bem- estar da sociedade em que vive, porque sé o homem pensa apenas em si próprio, nos seus interesses pessoais, está violando sua própria natureza, que foi criada para viver em sociedade, dela participando e dela recebendo.

3. Relações existentes entre a fé o trabalho diário. Algumas pessoas são radicais em afirmar que o trabalho ou o viver diário não tem nada a ver com a sua fé. Esse é um engano que tem princípio no próprio Satanás.

Jesus disse: “Vós sois o sal da terra”, “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.13,14). O apóstolo Paulo faz recomendações no sentido de que o viver do cristão seja diferente (Tt 2.12; GI 2.20; GI 5.16-22).

O apóstolo Pedro também faz recomendações no mesmo sentido, admoestando os cristãos a viverem em retidão (1 Pe 1.15; 4.2) e a serem santos em todos os aspectos. Isso inclui no trabalho também.

a. A opção do cristão. O crente, como todo cidadão, tem direitos adquiridos na sociedade, e um desses direitos é o de ter liberdade de optar por uma profissão, contanto que esta esteja de acordo com a sua vida de cristão, e com a fé que abraçou.

É bom que o apóstolo Paulo seja imitado, consoante o que ele disse: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém” (1 Co 6.12). E existem muitos tipos de empregos que não convêm ao servo de, Deus, e por essa razão devem ser evitados.

b. A influência dos pais. A influência dos pais e de pessoas idôneas é de grande valia para os jovens no que se refere à escolha de uma profissão. Contudo, é de se notar que muitas vezes os pais, que por qualquer motivo sentem-se frustrados neste aspecto da vida, querem de alguma forma realizar na vida dos filhos os sonhos irrealizados da sua própria vida. Isso tem trazido sérios problemas no seio de algumas famílias.

Outros pais ainda se preocupam demasiadamente com o futuro dos filhos e passam o tempo fazendo planos, e, muitas vezes rejeitam oportunidades que são condizentes com a sua situação, para alimentarem sonhos irrealizáveis e até fora do plano de Deus, desejando somente para os filhos profissões rendosas, que tragam rápida estabilidade financeira e invejável “status” social.

Para estes, o apóstolo Tiago recomenda que não sejam presunçosos, mas que contem com a ajuda do Senhor para os dias futuros (Tg 4.14,15).

A atitude correta dos pais deve ser a de orientadores e de ajudadores a fim de que os jovens façam opções acertadas e sintam-se realizados com o decorrer do tempo.

A CHAMADA PARA O MINISTÉRIO

Outro aspecto muito importante quanto à opção profissional é a que se refere à chamada para o ministério eclesiástico.

1. A chamada geral. Todo o cristão tem uma chamada divina para pregar o Evangelho. (Mc 16.15). Ele deve testificar da sua fé em Jesus em todos os lugares por onde andar e estar sempre preparado para responder acerca de sua esperança de vida eterna por Cristo Jesus (1 Pe 3. 15).

2. A chamada específica. Desde os tempos mais antigos Deus tem chamado pessoas para ocuparem cargos específicos. Assim foi com Moisés, Samuel, Davi, com os diversos profetas e também com os discípulos, que até deixaram suas profissões seculares para se ocuparem no serviço do Mestre. Podemos citar também o grande apóstolo Paulo de quem o próprio Senhor falou ser um vaso escolhido para levar a mensagem aos gentios (At 9.15).

Muitos jovens atualmente fazem opção pelo Ministério da Palavra, o que não é errado, desde que sintam deveras a chamada divina e a mesma seja comprovada.
A Bíblia diz que “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Tm 3.1).
Deus quer encontrar pessoas desejosas e preparadas para executarem a sua Obra. Para isso Ele chama “uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11). A Igreja não pode sofrer solução de continuidade por falta de pessoas que entreguem totalmente sua vida para o trabalho do Senhor.

O jovem que se sente vocacionado para o serviço do Mestre deve ser incentivado e orientado a se preparar, estudando a Bíblia sistematicamente e, com afinco, e buscando o poder do Espírito Santo para sua vida, sem precipitações, vanglórias, orgulho ou altivez de espírito.

Não se mostrando ansioso, nem querendo aparentar que só ele é capaz de realizar a obra, fazendo tudo certinho, porém, esperando o tempo determinado por Deus (Ec 3.1), porque se Deus chama, Ele também se preocupa em providenciar todas as coisas que venham a concorrer para o bom cumprimento da chamada, pois Ele sabe o que é melhor para cada um de nós e o tempo próprio para a execução do Seu plano na vida de cada servo Seu.

A preguiça leva à miséria

Preguiça: Aversão ao trabalho; negligência, indolência, ociosidade, inatividade.

O preguiçoso envergonha os pais:As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. - Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha. Provérbios 10. 4,5 (nvi)
O filho sábio, que alegra a seu pai e a sua mãe (vs.1), terá, entre as suas boas características, a diligência no trabalho, de modo que possa sustentar a si mesmo, e não precise depender de seus pais. Ele terá seu próprio lar; sua própria família; seu próprio trabalho; seu próprio salário. Metafórica ou literalmente, ele colherá a sua própria colheita, tendo trabalhado arduamente durante a primavera e o verão em sua plantação. Ou talvez seja um agricultor, mas aja como fazendeiro diligente. (ati)

O preguiçoso é irritante: Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. Provérbios 10. 26 (arc)

Cada dia tem 24 horas repletas de oportunidades para crescer, servir e ser produtivo. Ainda assim é muito fácil desperdiçar tempo, deixando a vida escapar de nós. Rejeite a preguiça, a ociosidade e fique longe de alguém que desperdiça as horas designadas para o trabalho. Veja o tempo como um presente de Deus, e aproveite suas oportunidades para viver diligentemente para Ele. (beap)

O preguiçoso e suas desculpas: O preguiçoso diz: ?há um leão lá fora!? ?Serei morto na rua!? Provérbios 22.13 (nvi)

Este provérbio contem a maior desculpa ?e se...? de todos os tempos. ?Se eu sair, talvez encontre um leão na rua e seja morto por ele!?. Que probabilidade haveria de alguém encontrar um leão nas ruas de uma cidade antiga? Praticamente nenhuma. Seria o mesmo que ser atropelado por um elefante nas ruas de alguma cidade hoje -possível, mas bastante improvável. Até mesmo a distante possibilidade é tudo que o preguiçoso precisa como desculpa para evitar qualquer trabalho.

Você às vezes é tentado a usar a possibilidade do perigo como desculpa para a preguiça? Em caso positivo, o que Deus desejaria que você fizesse em vez disso?

O preguiçoso é desperdiçador: O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser diligente. Provérbios 12. 27 (arc)

O diligente faz um sábio uso de seus recursos materiais e de seus dons; o preguiçoso os despreza. O desperdício se tornou um estilo de vida para muitos que vivem em uma terra abundante. Não seja escravo do comodismo e não despreze o que tem. Faça bom uso e valorize tudo aquilo que Deus lhe deu! (beap)

O preguiçoso é atribulado: O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana. Provérbios 15. 19 (nvi)

O homem preguiçoso permite que os espinhos cubram o seu caminho e, assim, sente-se constantemente vexado por eles. Mas ele é por demais preguiçoso para limpar o caminho dos espinhos.

Esse versículo, além de ter a vereda do homem preguiçoso coberta de espinhos, também a apresenta como cheia de covas e armadilhas. O homem cultiva esse tipo de vida por sua inação e em breve se vê avassalado por tribulações, obstáculos e ansiedades, tudo auto-infligido.

O preguiçoso mendigará: O preguiçoso não lavrará por causa do inverno, pelo que mendigará na sega e nada receberá. Provérbios 20. 4 (arc)

Você já deve ter ouvido advertências semelhantes a essas. Se não estudar, será reprovado no teste; se não economizar, não terá dinheiro quando precisar. Deus quer que fiquemos precavidos contra as necessidades futuras, a fim de que possamos evitá-las. Não podemos esperar que o Senhor nos resgate quando causamos nossos problemas por falta de planejamento e ação. Ele nos ajuda, mas também espera que sejamos responsáveis. (beap)

O preguiçoso morre desejando: O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam-se a trabalhar. Provérbios 21. 25 (arc)

O desejo avassalador do homem preguiçoso, que quer descanso e lazer e só deseja o caminho fácil de saída, para evitar o trabalho, finalmente o matará; por causa de sua imensa inércia, ele deixará até de comer, para, finalmente desaparecer. Vários filósofos estóicos antigos, para mostrar quão desinteressados (apáticos) se sentiam a respeito da vida, simplesmente paravam de comer e deixavam a natureza tomar o seu curso. Assim sendo, um preguiçoso apático pode seguir o caminho do suicídio. (ati)

Conclusão:

A preguiça consiste na indisposição para fazer qualquer esforço, na indolência, no ócio. A pessoa preguiçosa é um dos casos humanos mais lamentáveis que existem. Ela não se deixa inspirar por qualquer idéia; ameaças de nada adiantam para torná-la ativa.

O preguiçoso não se envolve em qualquer ocupação, e olvida-se de qualquer propósito na vida. Com freqüência, o preguiçoso é apenas um parasita que pensa que outros precisam sustentá-lo. Ele se queixa quando suas acomodações não são de primeira classe, e critica a outros de egoísta quando não é servido como pensa que deveria. Quando algum trabalho precisa ser feito, ele se ausenta naquele dia. Mas, quando há qualquer festa e há alimentos gostosos em abundância, o preguiçoso está sempre presente.

Algumas pessoas preguiçosas são forçadas a trabalhar, ou pela simples pressão social, ou, então, por grave necessidade econômica. O indivíduo preguiçoso chega tarde ao trabalho; sai cedo de seu emprego; faz longas interrupções somente para tomar o cafezinho; entrega-se muito à maledicência; goza os feriados um dia antes e um dia depois dos mesmos, acaba adoecendo de tanto comer, mas fica bom miraculosamente, quando alguém fala em levá-lo a passeio; pensa que a terra é um lugar de lazer e prazer; pensa que o céu é um lugar fácil de ser obtido, porque sempre poderá aplicar o seu famoso ?jeitinho?.

O indivíduo preguiçoso nem se inspira por nada e nem inspira a outros. Paulo mostrava-se definidamente avesso à preguiça. Disse ele: ?Se alguém não quer trabalhar, também não coma? (2 Tes. 3.10).



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus


Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS


BIBLIOGRAFIA

Bíblia - A Rocha
Lições bíblicas CPAD 1988
Antigo Testamento Interpretado (ati)
Bíblia - Almeida Revista Corrigida (arc)
Bíblia - Nova Versão Internacional (nvi)
Bíblia - de Estudo Aplicação Pessoal (beap)




O Cristão e o Emprego

Quando Deus criou Adão no jardim do Éden, deu-lhe um trabalho para realizar: cultivar e cuidar do jardim. Isso foi antes do homem pecar e mostra que Deus pretendia que o homem trabalhasse mesmo que o pecado não tivesse entrado no mundo. Apocalipse 7:15 mostra que os fiéis no céu "servem" a Deus. O céu não deve ser encarado como uma folga infindável, mas sim como um período em que "trabalhamos" para o Senhor. Esse é o ideal do homem.

Quando Adão caiu, mudou a natureza de seu trabalho. Deus amaldiçoou o solo, de modo que produzisse espinhos e abrolhos (Gênesis 3:17-19). O trabalho do homem ficou mais difícil e laborioso. Dali em diante, o homem ganha o pão com o suor do seu rosto. Como em todo aspecto da vida do homem, Deus deu instruções claras sobre o homem e o seu trabalho. Vamos examinar essas instruções com cuidado.

Qual a razão de trabalhar?

A Bíblia oferece várias razões por que o homem deve trabalhar. Primeiro, é a ordem de Deus. Paulo deixou isso bem claro em 2 Tessalonicenses 3. É óbvio que alguns dos tessalonicenses não estavam trabalhando. Paulo os repreendeu fortemente e os exortou para que todos trabalhassem. "Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão" (2 Tessalonicenses 3:10-12). Em segundo lugar, o homem deve trabalhar para sustentar a si e aos que dele dependem. "Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e nada venhais a precisar" (1 Tessalonicenses 4:10-12). 

Devemos ganhar o próprio pão sem contar com a ajuda das outras pessoas. "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente" (1 Timóteo 5:8). Deve ficar claro que o trabalho não é uma opção deixada a nosso critério; Deus nos manda trabalhar. Em terceiro lugar, devemos trabalhar para podermos ajudar as outras pessoas. "Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado" (Efésios 4:28).

Há, obviamente, exceções à ordem de trabalhar. Quem é esposa e mãe tem uma tarefa especial a desempenhar no lar (1 Timóteo 5:14; Tito 2:5). A Bíblia não sugere que as mulheres devam trabalhar fora além de trabalharem em casa. O papel de esposa e mãe geralmente é um trabalho de tempo integral. Há aqueles cuja saúde não permite que trabalhem.

Há circunstâncias especiais em que alguém pode não estar apto para trabalhar ou em que alguém que trabalha ainda precisa de auxílio. Muitas dessas situações são mencionadas na Bíblia (veja Atos 2:44-45; 4:34-35; 6:1-6; 11:27-30; 2 Coríntios 8:13-15).

De modo geral, porém, devemos trabalhar e nos sustentar. Há quem não ache que isso seja necessário. Às vezes, os jovens que têm idade suficiente para se sustentar preferem ficar sem fazer nada e deixar que o papai e a mamãe cuidem deles. Alguns não trabalham  simplesmente porque não encontram o emprego que lhes agrade, ou porque ninguém lhes veio oferecer um emprego. O desemprego é um fato de vida, mas o cristão que está se esforçando para agradar a Deus pode fazer da procura de um emprego um trabalho de tempo integral.

No emprego

Devemos ser aplicados em tudo o que fazemos (Eclesiastes 9:10). O livro de Provérbios trata muito do ocioso, o homem que se recusa a trabalhar. O preguiçoso faz tudo o que deseja, menos trabalhar. "O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar" (Provérbios 21:25). Inventa desculpas para evitar o trabalho: "Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas" (Provérbios 22:13). Está sempre precisando de descanso, de relaxamento e de folga: "Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso" (Provérbios 6:10). O escritor compara uma porta que abre e fecha com o preguiçoso que vira na cama. O trabalho necessário para levar a mão do prato à boca para se alimentar o deixa completamente exausto, e ele precisa então descansar de novo (Provérbios 26:13-16).

O preguiçoso recebe a instrução de ser aplicado: "O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente" (Provérbios 12:27). Ele deve olhar para o futuro e planejar o seu sustento. "O que ajunta no verão é filho sábio, mas o que dorme na sega é filho que envergonha" (Provérbios 10:5). O padrão apresentado é a formiga: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tende ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento" (Provérbios 6:6-8). A formiga trabalha sem ser mandada, e se prepara para os dias de escassez. Algumas pessoas pensam somente nas necessidades momentâneas, esquecendo-se de que precisarão comer amanhã também.

Provérbios é claro sobre as conseqüências da preguiça: a pobreza e a necessidade (Provérbios 6:10-11). Apresenta-se uma descrição completa do campo de um preguiçoso: "Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas. Tendo-o visto, considerei; vi e recebi instrução.

Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, a tua necessidade, como um homem armado (Provérbios 24:30-34). O ocioso acabará sendo dominado pelo diligente, e ainda assim não terá nada (Provérbios 12:24; 13:4).

Vários textos dão instruções específicas ao servo (em nossa sociedade, o empregado o equivale em muitas situações). "Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, certos de cada um, se fizer alguma cousa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre" (Efésios 6:5-8). "Servos, obedecei em tudo a vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor.

Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, ciente que recebereis do Senhora recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas" (Colossenses 3:22-25). "Quanto aos servos, que sejam, em tudo, obedientes ao seu senhor, dando-lhe motivo de satisfação; não sejam respondões, não furtem; pelo contrário, dêem prova de toda a fidelidade, a fim de ornarem, em todas as cousas, a doutrina de Deus, nosso Salvador" (Tito 2:9-10).

Basicamente, as instruções de Deus para os que trabalham para outra pessoa são as seguintes: Œ Devem submeter-se ao patrão, obedecendo às suas instruções (a exceção a essa regra acha-se em Atos 5:29); 1. Não devem reclamar nem ser briguentos (veja Lucas 3:14); 2. Devem ser pacientes ainda que tratados injustamente; 3. Devem trabalhar esforçadamente, mesmo longe da supervisão do chefe; 4. Devem trabalhar como se estivessem servindo ao Senhor; ' Jamais devem roubar daqueles para quem trabalham, porque a vida deles deve ostentar a doutrina de Cristo.

As Escrituras também fornecem o padrão de conduta para os senhores (na sociedade atual, esses princípios podem ser aplicados aos que supervisionam os que trabalham). "E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas" (Efésios 6:9). "Senhores, tratai os servos com justiça e com eqüidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu" (Colossenses 4:1). Os patrões devem tratar com justiça aqueles que trabalham para eles e devem evitar fazer ameaças.

Os perigos

Há certas áreas relacionadas ao trabalho em que se deve tomar um cuidado especial para evitar as armadilhas de Satanás. É importante que a necessidade de trabalhar e de se sustentar não se corrompam tornando-se ganância e cobiça. Há pessoas que ficam possuídas pelo trabalho e pelo dinheiro e agem desonestamente para conseguirem mais. Outras fazem do trabalho um deus que lhes domina todo o ser. Deus deve ser a prioridade máxima. Jesus descreveu um rico fazendeiro que usou toda a sua energia em seu trabalho; o fim dele foi muito triste (veja Lucas 12:15-21). Jesus concluiu a história desta forma: "Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus" (Lucas 12:21). Outros textos falam do contentamento e do grande perigo de amar o dinheiro (veja Mateus 6:19-21; 1 Timóteo 6:6-10). O cristão deve trabalhar com diligência, mas jamais deve fazer do trabalho um deus.