11 de dezembro de 2013

A ILUSÓRIA PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS




A ILUSÓRIA PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS

                                                       Ev. JOSÉ COSTA JUNIOR

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

  Esta preciosa lição trata do fato da ilusória prosperidade dos ímpios. A vida é uma pista pela qual todos têm de correr juntamente, todos devem saltar os mesmos obstáculos e todos estão sujeitos aos mesmos riscos, e todos chegam ao mesmo fim. Não existe antecipação do julgamento, não há discriminação a favor daqueles que "correm na maneira dos mandamentos de Deus"; os homens podem transformar a carreira numa avalanche com aparente impunidade. Todavia, há um julgamento; existem alguns que se acham nas mãos de Deus, cujas obras são aceitas por Ele, e que se podem devotar de todo coração à tarefa do momento sem pensamentos ansiosos sobre o amanhã. Enquanto perdura a carreira, há esperança para todos, mesmo para aqueles que parecem mais desesperados; o conhecimento do fato que devem morrer torna os vivos mais sábios talvez; mas, para aqueles que já ultrapassaram o limite, a esperança desapareceu; para esses o dia da graça é passado, e "fechou-se a porta" (Mt 25:10).

O Sl 73 trata do mesmo tema. O problema é o da aparente inversão de moralidade e sucesso: na existência deste mundo, os homens ímpios prosperam enquanto que os homens piedosos geralmente caem em sérias angústias e necessidades. A ênfase aqui, entretanto, não recai sobre a natureza temporária da prosperidade do ímpio. Esta pode, e geralmente persiste por toda esta vida (ver vers. 4 e cfr. Jó 21.7-13), ainda que no fim lhes sobrevenha à condenação. A verdade essencial para um homem justo, o verdadeiro teste sobre o bem-estar de um homem não consiste no poder e nas riquezas deste mundo, mas em suas relações pessoais com Deus. A descoberta dessa verdade é tratada como um retrospecto.

  O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre a ilusória prosperidade dos ímpios. Iniciaremos com uma análise do capítulo 73 de Salmos e depois analisaremos o capítulo 9 de Eclesiastes. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

I.     OS PARADOXOS DA VIDA (Sl 73)

Asafe, autor do salmo 73, o inicia assim: “Verdadeiramente bom é Deus”. Essa declaração positiva indica a ausência de dúvida na mente do salmista, no tempo atual. No entanto, houve tempo quando ele quase era desviado do caminho da confiança em Deus, quando quase seus passos escorregavam para a incredulidade (cfr. Rm 4:20), quando ele chegou ao extremo de ter inveja do sucesso daqueles que falavam arrogantemente (3,8), nos quais superabundam as imaginações do seu coração (3,7).

As características dos ímpios são descritas, primeiro externamente (condições e conduta), e então internamente (linguagem e motivos). Não há apertos na sua morte (4); isto é, morrem em paz. A sua saúde é boa; sua vida não é perturbada pelas dificuldades (cfr. Jó 5:7); nem são afligidos (5; cfr. vers. 14), isto é, não ficam perplexos. Esse estado de coisas se reflete em sua conduta. Portam-se com insolência e sem escrúpulos, tão regularmente como usam suas adornadas vestes (6). Seu olhar está fixo no proveito próprio e os pensamentos e imaginações de seus corações se tornaram totalmente vãos (7); (cfr. Gn 6:5; contrastar com IICo 10:5).

Só se poderia esperar que tal comportamento indicasse uma exagerada opinião própria, pois, efetivamente, aquela gente fala arrogantemente (8); isto é, consideram que seus pronunciamentos têm a autoridade do céu.

Esses fatos, por si sós, não constituem um mistério; há outros elementos na situação. Seu povo (a Septuaginta diz "meu povo", cfr. Dt 7:6) volta aqui (10). Aqueles que tinham sido chamados para fora da vida ímpia das nações e tinham sido feitos em um povo que era a própria possessão de Deus, estavam sendo tentados a retornar às práticas más e corruptas, e a filosofia dos ímpios estava sendo absorvida como um homem sedento sorve um copo de água (cfr. Jó 15:16). É justamente a contradição entre os fatos e a fé que cria a perplexidade naqueles que não são atraídos ao ceticismo, e que os leva a fazer as perguntas dos vers. 11 e 12. O próprio salmista foi tentado a duvidar da necessidade de uma estrita integridade de coração e consciência. Sua aderência ao alto código moral da lei parecia vã, no que dizia respeito à vantagem tangível; realmente, seus esforços para viver uma vida sóbria e piedosa não lhe tinham trazido evidências da aprovação divina, mas tão somente um castigo diário (13-14). Tivesse ele declarado em público as suas dúvidas, e teria desviado muitos outros cuja fé era fraca (15). Quanto mais ele ponderava sobre essa inversão de valores, mais difícil e perturbadora ela ficava (16). Mas, finalmente, dirigiu-se ele ao santuário de Deus (17) e meditou sobre o estado final dos ímpios. Ali descobriu uma nova concepção; percebeu que a vida o deixara perplexo porque não tinha considerado a mesma à luz do estado final.

A primeira fase do reajustamento do salmista foi endossar a crença tradicional na justiça divina. Os perversos finalmente serão conduzidos à sua ruína total (a palavra traduzida aqui como destruição (18) ocorre mais uma vez somente em Sl 74:3). E assim teria de ser, pois o caminho que os ímpios escolhem é escorregadio e inseguro: será bastante que o julgamento comece para serem imediatamente arrebatados pelas conseqüências de suas ações passadas, que então os consumirá de terrores (19). Porém, foi à segunda fase de sua experiência que mais abalou o salmista.

A sorte do iníquo é, realmente, uma questão secundária, subordinada: no que respeita a Deus, são apenas fantasmas, tão irreais como sonhos. (Isso não subentende que Deus não se preocupe com os pecadores; mas o salmista usa uma comparação exagerada a fim de salientar o ponto de vista totalmente diferente). Aquilo que perturba o homem ímpio quase que se trata de uma questão sem importância para Deus. Assim o meu coração se azedou (21). Seu sentimento anterior de queixume amargo fora tão míope e estúpido como se ele fosse um animal (a palavra é behemoth, como em Jó 40:15); isto é, sem a capacidade de comunhão com Deus. Ele se desviara ao considerar a vida como algo puramente natural. A grande realidade da vida, porém, é espiritual - a contínua presença de Deus. Ele está sempre próximo para assegurar, para fortalecer, para aconselhar, a ponto de, finalmente, o salmista ser levado a uma experiência de honra e glória.

Existe alguma incerteza sobre o discernimento que o salmista tinha a respeito da existência após a morte. Aceitar os vers. 23-24 tal qual eles afirmam, faz com que se tornem notáveis do Antigo Testamento como declaração de crença numa vida gloriosa depois da morte, para aqueles que tiverem andado fielmente com Deus sobre a terra. É fácil para nós interpretarmos as palavras dessa forma por causa de nossa esperança certa e segura, na qualidade de crentes cristãos, mediante a ressurreição de nosso Senhor. Porém, é bastante duvidoso que o salmista tenha visto tanto de maneira tão clara. Há três pontos a ser notados: Glória (24) não tem aqui o sentido de glória espiritual no além; mas significa honra pessoal, tudo quanto contribui para a personalidade de um homem na vida, quer se trate de suas habilidades ou possessões (cfr. Sl 7:5; Sl 16:9). No céu (25), literalmente, "nos céus", ou seja, o espaço físico das estrelas e do sol (cfr. Sl 19:1,6). Nada é dito aqui sobre o ato de morrer, pois a palavra depois não implica senão "depois do presente período de dúvidas e angústias ter passado". 

Deve-se notar que ao considerar o "fim" dos ímpios (17) nada parece indicar que o salmista estivesse olhando para além de sua morte física: a aparente discrepância entre os vers. 14,19 se deve à diferença de opinião. O mistério da impiedade próspera fora satisfatoriamente tratado mediante a percepção de duas coisas, a saber, que a filosofia do homem natural - "comer, beber, e divertir-se" - é falsa; e que o problema inteiro fora revestido de uma importância falsa devido a uma visão obscurecida sobre o caráter e a graça de Deus.

A minha carne e o meu coração desfalecem (26) parece indicar declínio nos poderes físicos e mentais devido à idade avançada. O reajustamento de valores, previamente descrito, teve de resistir à intensificação da dúvida que se levantava devido a isso e devido às possíveis recorrências de dificuldades materiais. Não obstante, o conhecimento que ele obtivera sobre a persistente e abençoada comunhão com Deus também tinha amadurecido (26) e o salmista foi capaz de, confiada e fervorosamente, estabelecer as extremidades da questão inteira, a saber, aqueles que se afastam do caminho de Deus seriam inevitavelmente arruinados, mas, quanto a ele mesmo, a proximidade de Deus era a fonte e a causa de todo seu bem-estar. A declaração geral do vers. 1 tornou-se uma confissão pessoal e um testemunho. Note-se o contraste entre alongam de ti (27) e aproximar-me de Deus (28).

II.   A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO (Ec 9)

Só precisamos usar os olhos sem preconceito, de acordo com o Sal­mo 19 e Romanos 1:19ss., para ver que há um Criador poderoso e glo­rioso. Mas é preciso mais do que uma simples observação para desco­brir qual a disposição dele para conosco. Quer tomemos aqui as pala­vras amor e ódio como uma forma bíblica de dizer "aceitação ou re­jeição", ou simplesmente em seu sentido primário, teremos, de qual­quer maneira, apenas uma vaga resposta acerca do caráter do Criador se considerarmos o mundo em que vivemos, com sua mistura de delei­te e terror, de beleza e repugnância.[1]

Se a questão fosse colocada no lugar exato, ainda seria desconcertante; e quanto menos à vontade nos sentíssemos, tanto mais nos sentiríamos entregues nas mãos de Deus (v. 1a). Mas agora Coelet torna a questão ainda mais difícil para nós, destacando um fato que parece colocar a balança decisivamente contra nós (sempre supondo que esta­mos raciocinando apenas baseados no que podemos ver). Então, ain­da por cima, antes de concluir o capítulo, ele nos faz enfrentar dois fatos associados ao anterior. O primeiro dos três é a morte.

Se estamos certos em iniciar o versículo 2 com as palavras "Tudo lhe está oculto no futuro (v. 1c), o fato é que, embora as coisas que nos cercam não nos dêem qualquer indicação do que Deus pensa de nós, nossas esperanças tornam tudo muito claro. A julgar pelas apa­rências, Deus simplesmente não se importa. As coisas que supostamente deveriam lhe interessar mais acabam não fazendo diferença alguma (pe­lo menos, nenhuma que se perceba) na forma como somos descarta­dos no final. Moral ou imoral, religioso ou profano, somos todos cei­fados da mesma maneira. Daqui a cem anos, como dizemos, continuará sendo a mesma coisa.

Mas, embora a morte pareça dizer isso - e ela sempre dá um jeito de ficar com a última palavra - nós imediatamente apresentamos um protesto. O que talvez não tenha­mos notado, pois ele não chama a nossa atenção para isso neste pon­to, é que este sentimento de ultraje é um fato tão certo a nosso respeito quanto a nossa mortalidade. O que torna este livro tão fascinante são principalmente estas colisões entre os fatos obstinados da observação e as intuições igualmente obstinadas. Assim ele nos impulsiona rumo a uma síntese que fica muito além de suas páginas - neste caso, a pers­pectiva da recompensa e do castigo no mundo futuro.

Enquanto isso, examinamos o mundo como ele se nos apresenta, tendo a morte como obliteradora universal e o mal aumentando em profusão. As duas coisas têm uma certa relação. Viver em um mundo aparentemente sem significado é profundamente frustrante, e a desilu­são dá lugar à aniquilação e ao desespero, à loucura dos violentos ou ao desespero dos solitários.

Será que o desespero é tudo que nos resta? Para nossa surpresa, o homem de um modo geral pensa que não, ou, então, a raça humana já teria acabado há muito tempo. E Coelet concorda com isso. A vida decididamente vale a pena ser vivida. Afinal, na pior das hipóteses, ou quase isso, a vida é melhor do que o nada, que é o que a morte parece ser. O forte senso prático do versículo 4,[2] com o popular pro­vérbio ilustrando o seu ponto de vista, abre caminho para uma recusa vigorosa nos próximos dois versículos em deixar que a morte intimide os vivos antes da hora. Antes, que a vida meta a morte no chinelo! Será que o homem vivo sabe tanto para se sentir consolado? Mas de que valeria ser um cadáver sem saber nada, sem esperar nada, sem nenhum valor no mundo?

Sob a própria sombra da morte, este espírito positivo ilumina o res­tante da passagem (vs. 7-10) tanto quanto o faria uma coisa temporal, pois, embora não seja a resposta completa, desfruta da aprovação de Deus. Não é à toa que ele é a fonte de todos os dons da vida terrena: o pão e o vinho, as festas e o trabalho, o casamento e o amor.

Este não é o único lugar onde se encontram sentimentos deste tipo. A canção de um banquete fúnebre egípcio, talvez mais ou menos con­temporâneo de Gilgamesh, contém o seguinte conselho, após advertir os vivos acerca do que terão de enfrentar:

"Realiza os teus desejos enquanto estiveres vivo. Unge a tua cabe­ça com mirra, veste-te de linho fino, e unge-te..., e não aborreças o teu coração, até que chegue o dia da lamentação."

Um escritor moderno, no entanto, destaca acertadamente a nota diferente tocada por Coelet ainda que ele escreva nesse mesmo tom. "Os seus conselhos recomendando aceitar e gozar o que é possível em cada caso contêm um lembrete da existência de Deus", na verdade de "uma vontade positiva de Deus". Isto está particularmente claro na convicção do versículo 7b, de que Deus já aceitou o gesto de gratidão. Esse gesto é considerado não apenas de gratidão, mas de humildade e avidez, na máxima faze-o conforme as tuas forças (v. 10). E, neste ponto, a brevidade da vida tornou-se um impulso, como o foi para o nosso Senhor quando falou da chegada da "noite ... quando ninguém pode trabalhar" (Jo 9:4). Mas uma característica deste livro é que, até mesmo nesta conexão, a morte não é apresentada com uma visão pas­sageira, mas com um olhar fixo para os seus aspectos desoladores. A morte, porém, não é o único perigo.

III.   A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA

O tempo e o acaso estão lado a lado, sem dúvida porque ambos têm um jeito de arrancar subitamente as coisas de nossas mãos. Isto é bastante óbvio no que se refere às oportunidades, pois a providência opera em segredo, e na perspectiva do homem a vida é feita principal­mente de passos rumo ao desconhecido e de acontecimentos que sur­gem do nada, que podem mudar totalmente o padrão da nossa exis­tência num dado momento. Quanto ao tempo, o capítulo 3, com o "tempo de nascer ... tempo de morrer", e assim por diante, já provou quão inexoravelmente nossas vidas são jogadas de um extremo para o outro pela força das vagas da maré que não podemos controlar. Tu­do isso vem contrabalançar a impressão que podemos adquirir das má­ximas acerca do trabalho duro, de que o sucesso é nosso quando que­remos. No mar da vida somos mais como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira, ou os que são inexplicavelmente poupados, e não os donos de nosso destino nem os capitães de nossas almas.

A sabedoria que busca luz por detrás do horizonte da morte, recebe confirmação das trevas e confusões da cena que há neste lado do horizonte. Portanto, depois de ter perscrutado o horizonte, Eclesiastes retornou e viu debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja (11). Portanto, é verdade que andamos por fé e não pela vista. “A fé é de coisas que não aparecem. E assim, para que exista espaço para a fé, é necessário que todas as coisas que são seus objetos estejam ocultas. Entretanto, não podem estar mais remotamente ocultas que debaixo de seus objetos, experiências e sentimentos contrários" (Lutero, De servo arbítrio). O que tem valor, no julgamento do mundo, é riqueza e auto-propaganda; o mérito genuíno e sem ostentação passa despercebido, sem recompensas.

CONCLUSÃO

Na confecção deste pequeno estudo, buscamos consultar literatura que mais se aproxima com o pensamento de nossa denominação, tentando não perder a coerência teológica. Evitamos expressar conceitos e opiniões pessoais sem o devido embasamento na Palavra, pois a finalidade é agregar conhecimentos, enriquecer a aula da escola dominical e proporcionar ao professor domínio sobre a matéria em tela. Caso alcance tais finalidades, agradeço ao meu DEUS por esta grandiosa oportunidade.


                                                       Ev. JOSÉ COSTA JUNIOR





[1] Podemos imaginar, entretanto, que o versículo 1b fala de atitudes humanas e não divinas; cf. BJ: "O homem não conhece o amor nem o ódio". Delitzsch e alguns ou­tros, inclusive a BLH, concluem a partir de 1a que o homem não é suficientemente dono de si mesmo para saber se vai amar ou odiar numa determinada situação (embora não negando ser responsável por aceitar ou rejeitar o sentimento que experimenta). Para mim, a ênfase na inescrutabilidade de Deus em 8:17, imediatamente antes deste versículo, tor­na mais provável (e mais relevante ao argumento) que aqui se trata da atitude de Deus e não do homem.
[2] O TM diz "aquele que é escolhido" (Vbhr), que dá pouco sentido e parece ser um erro de copista na palavra "junto" (com os vivos) (Vhbr), que tem o apoio da LXX et al.

5 de dezembro de 2013

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS



CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS

TEXTO ÁUREO = “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Ec 5.4).

VERDADE PRÁTICA = A nossa vida de adoração somente será verdadeira quando nos conscientizarmos dos nossos direitos e deveres diante de Deus.

LEITURA BIBLICA = Eclesiastes 5: 1-5

1Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.2 Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.3 Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias.4 Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. 5Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.

INTRODUÇÃO

Nos capítulos 1— 4 do livro de Eclesiastes, Salomão já havia tratado praticamente de tudo aquilo que acontece “debaixo do sol. Ele mostrou que o conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria, mas estultice. Da mesma forma ele mostra que a busca pelo prazer e lazer pode ser simplesmente correr atras do vento , se não tiverem como fim ultimo a adoração a Deus. Dentro ainda dessa perspectiva, a aquisição de muitos bens ou posses pode transformar um pobre em um rico, mas não em alguém próspero. Por último ele mostrou que o trabalho sem a visão de Deus como fim último é mero ativismo.

Agora Salomão, no capítulo 5 de Eclesiastes, irá falar sobre a adoração em um contexto em que se contrastam a obrigação e a devoção. Como devotos temos direitos, mas também possuímos deveres. E essas obrigações não se limitarão apenas ao mundo religioso, mas também ao universo político-social. Eclesiastes mostrará que essas obrigações serão melhores compreendidas quando vistas à luz dos os atributos de Deus, tais como: Santidade, transcendência e imanência.

Neste capítulo darei maior destaque a uma prática que é muito comum entre os pentecostais — a prática de se fazer um “voto” ou propósito em prol de determinada causa. Fiz isso também porque esse parece ser o assunto que recebe maior destaque por parte de Salomão em Eclesiastes 5.1-6.

OBRIGAÇÕES VERSUS DEVOÇÃO

Obrigações de natureza político-social

Há uma máxima que diz: “Primeiro a obrigação depois a devoção”. Esse dualismo, que separa obrigação da devoção como se fossem duas dimensões totalmente distintas não é bíblico. A Escritura orienta-nos a priorizarmos o Reino de Deus (Mt 6.33), mas sem perdermos de vista a dimensão material da qual fazemos parte (Mt 22.2 1). Neste aspecto a obrigação deve ocorrer no contexto da devoção e vice-versa.

Eclesiastes também mantém essa perspectiva — “Eu te digo: observa o mandamento do rei, e isso por causa do teu juramento feito a Deus”. (Ec 8.2). Há as autoridades constituídas, e como  cidadãos, além de direitos, possuímos também deveres perante elas. São obrigações com as quais temos compromisso de cumprir. Por exemplo, precisamos pagar impostos (Rm 13.7), votar e ser votado, etc. Como cristãos não podemos nos eximir dessas obrigações ou deveres

Obrigações de natureza religiosa e espiritual


Se há obrigação político-social que são de natureza civil, por outro lado, há também as de natureza religiosa ou espiritual. Elas acontecem na dimensão do culto, da adoração e são de natureza mais devocional.

A essência do culto é a adoração! De fato a palavra hebraica shachar mantém o sentido de prostrar-se com deferência diante de um superior (Gn 22.5; Ex 20.5). Salomão em Eclesiastes 5 está com isso em mente quando fala da casa de Deus como o local da adoração (Ec 5.1). Como construtor do grande Templo, Salomão sabia que aquela casa tinha como objetivo centralizar o culto e dessa forma proporcionar um dos propósitos mais sublimes do culto que é o de favorecer a unidade e promover a adoração verdadeira.

OBRIGAÇÕES FRENTE À SANTIDADE DE DEUS

Reverência

Todo culto possui seu ritual e sua liturgia. Não há nada de errado nisso. A propósito a palavra liturgia aparece associada ao culto na Igreja Primitiva: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando disse o Espírito Santo: Separai-me agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.1,2, ARA). A palavra servindo (v.2) é a tradução do termo grego leitourgeo, de onde vem a palavra portuguesa liturgia. A liturgia, portanto também faz parte da adoração.

Salomão sabia disso e por isso adverte: “Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus” (Ec 5.1). Desligue o celular, tire o chiclete da boca, seja reverente! Comporte-se como um verdadeiro adorador! (Jo 4.20-24).

Observe a liturgia do culto e não faça dele um local para interesses meramente pessoais. Infelizmente já presenciei casos de obreiros abandonarem o culto e até mesmo a mensagem para irem atender seus celulares! Se isso não é uma blasfêmia, no mínimo é pecado!

O culto é um espaço reservado para a adoração. Não pode se transformar na “casa de mãe Joana”. É ali onde cultuamos a Deus e prestamos-lhe reverência. Então, por que não se observar a liturgia do culto? Por que não evitar a movimentação sem fim dentro da nave do templo? Por que não ensinar as crianças que no templo não é o local adequado para comer “petiscos”?

Por que não desligar o celular em vez de ficar mandando torpedo para uma outra pessoa? Por que gastar um bom tempo do culto em intermináveis avisos, se alguns deles podem ser dados até um ano depois? Por que permitir o uso do púlpito como palanque eleitoral? Por que usar o púlpito para desabafar? Por que não usar o púlpito única e exclusivamente para a glória de Deus?

Obediência

A simples obediência a um conjunto de preceitos, normas e regras, sem atentar para os princípios que lhes dão fundamentação, é puro legalismo. Não vale a pena observar o preceito ou norma, é necessário atentar para o princípio por trás dele. No livro de Eclesiastes isso aparece de forma bem clara: “Guarda o pé, quando entrares na casa de Deus; Chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5.1). Deus não está interessado na observância do sacrifício em si, mas na obediência aos princípios que regulamentam a sua prática. Foi exatamente isso que o profeta Samuel disse a Saul (1 Sm 15.22).

OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS

Deus, o Criador

Todas as grandes religiões possuem noção do sagrado e demonstram temor e respeito diante dEle. A divindade aparece diante dos adoradores como o totalmente outro. No judaísmo e também no cristianismo esse conceito é mais elevado ainda, visto existir a consciência de que esse sagrado trata-se do Deus verdadeiro que se revelou ao homem ao longo da história. Deus, portanto, é o Criador e se distingue das coisas criadas (Dt 4.15- 20). Na teologia bíblica isso aparece como a doutrina da transcendência de Deus e é um dos seus atributos. Deus transcende as suas criaturas, isto é, está acima delas e por isso se distingue delas. Eclesiastes fala disso: 

“Deus está nos céus” (Ec 5.2). Deus está lá e você aqui! Deus pode se humanizar (Jo 1.14), mas o homem não pode se divinizar. Quem procurou ser igual a Deus foi expulso do céu (Ez 28.1,2; Is 14.12-15).

Homem, a criatura

O mesmo texto que diz “Deus está nos céus”, também diz: “tu estás na terra” (Ec 5.2). Deus está no céu, o homem está na terra! Deus é o Criador, o homem é a criatura. É uma obrigação nossa saber que Deus é Deus e o homem é homem! Devemos ter muito cuidado para não nos transformarmos em heróis e supercrentes. Seria bom sempre nos lembrarmos de que estamos aqui “na terra”. E mais, não apenas estamos aqui, mas somos feitos do mesmo material: “Temos, porém, este tesouro em vãos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7, veja Gn 2.7). Não há dúvidas de que essa conscientização nos levaria a sermos mais cuidadosos com nossas obrigações diante de Deus.

OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS

Deus presente — não estamos sozinhos!


O atributo da imanência divina mostra-nos que Deus, mesmo não podendo ser confundido com as suas criaturas, todavia pode se relacionar com elas. Deus cuida da sua criação. Isso significa que o nosso Deus não é um Deus distante, que após criar o mundo se ausentou dele! Pelo contrário, Ele é um Deus presente! No capítulo 5 de Eclesiastes, Salomão está falando do culto a
 Deus e mostra como Ele se identifica com o mesmo, aprovando-o ou reprovando-o: “porque [Deus] não se agrada de tolos” (Ec 5.4). Essa mesma verdade é mostrada no Novo Testamento (2 Co 6.16). Essa proximidade de Deus deveria nos fazer melhores crentes, melhores cidadãos.

Deus de promessas o valor das orações e votos


 Tudo o que foi dito antes culminará numa das mais belas verdades bíblicas — Deus não apenas se faz presente, mas também prometeu nos abençoar atendendo nossas orações e realizando os nossos desejos. Isso acontecerá quando orarmos de acordo com sua vontade (Jr 29.12,13; Jo 14.13,14). Os judeus sabiam dessa verdade e por isso não somente oravam a Deus, como também se empenhavam através de votos (Nm 30.3-16; Dt 23.21-23). Não há dúvidas de que o livro de Eclesiastes tem em mente essas passagens bíblicas quando adverte: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”.(Ec 5.4,5, ARA). Em o Novo Testamento não encontramos um preceito concernente à prática do voto, mas o seu princípio permanece válido. Fazer compromisso ou propósito diante de Deus e cumpri-los é uma verdade que ultrapassa gerações.



O valor das orações e votos — uma análise contextualizada dessas práticas

Há algum tempo postei no meu blog um artigo sobre “voto” que escrevi para um periódico da CPAD. Visto que esse material literário tem ajudado muitos a dirimir suas dúvidas sobre essa prática, irei reproduzi-lo aqui.

Observei que essa é uma das postagens mais visitadas do blog com mais de 15 mil acessos. 
Recebi muitos e-mails de internautas que leram a postagem.
Publicarei um deles, resguardando a identidade da autora:

A Paz do Senhor Pr. José Gonçalves. Sou adolescente de 16 anos, já fiz por diversas vezes “votos” com Deus. Só que eu nunca consigo cumpri-los. Mas a dúvida que me fez buscar a internet é: Nós podemos fazer um voto com Deus assim que concedida a graça? Um voto não cumprido, quais as consequências?

Na Bíblia, tem uma passagem que diz mais ou menos assim (nem me lembro onde nem as palavras certas, mas tenho certeza que o Pr. sabe onde se encontra) o tempo da ignorância, Deus não leva em conta. Se eu fiz votos, antes de receber a bênção desejada (porque não fui devidamente orientada) e por motivos de fraqueza não as cumpri, Deus vai cobrar de mim? Agradeço muito se o Pr. responder esse meu comentário, pois estou muito angustiada. A Paz do Senhor.

Pois bem, vamos começar com um texto bíblico que faz alusão direta ao voto:
Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz, para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a casa de Deus; e de tudo quanto me concederes, certamente eu te pagarei o dízimo (Gn 28.20-22, ARA).

Há alguns anos, eu acompanhava um pastor em uma visita a um outro colega obreiro de uma cidade vizinha a nossa. Ali chegando, enquanto aguardávamos a hora do almoço, os pastores presentes aproveitavam o tempo com assuntos informais. As conversas giravam em torno da vida da igreja. Não sendo ainda um obreiro com funções pastorais, apenas observava de “fora” aquele saudável debate. Pois bem, a certa altura daquele debate teológico, um dos pastores pôs no centro das discussões a falta de vitalidade espiritual na vida de muitos crentes. Ele achava que uma espécie de apatia parecia dominar a vida de muitos cristãos. Observou que essa “mornidão” sempre existiu, mas que na época presente a situação parecia ter crescido em escala geométrica. Era algo com proporções nunca vista. Em palavras mais simples, a percentagem de crentes frios na presente dispensação da Igreja, era de longe superior a de outros tempos. Qual a razão para isso? Era a pergunta que todos os presentes sentiram-se forçados a fazer naquele momento.

Observei que dentre os pastores presentes, muitas explicações consistentes foram dadas, mas jamais me esquecerei daquela que um dos obreiros deu naquele momento. Na sua fala simples, porém sem ser simplista, ele disse que esse esfriamento ocorre por conta da falta de compromisso com Deus por parte de muitos crentes. Destacou no final de seu argumento a prática bíblica do voto como algo que estava sendo esquecido. Acrescentando em seguida que muitos crentes hoje desconhecem até mesmo o que seja um pacto com Deus. Sob muitos aspectos, destacou que o voto na cultura bíblica revelava propósitos específicos da vida dos crentes. Embora já se tenham passado muitos anos, todavia nunca me esqueci daquela cena. Ela me marcou. Ao se referir ao voto como algo a ser observado em nossos dias, aquele obreiro fez-me refletir sobre a validade dessa prática bíblica. Todavia estou consciente, em razão do atual contexto da fé evangélica brasileira, das reações contrárias que podem surgir.

Em um contexto em que se loteia o céu; em que ainda outros fazem barganha da fé, é compreensível que surjam vozes discordantes da observância de determinadas práticas ou princípios bíblicos. Isso pode parecer legalismo. Todavia não tenho a menor dúvida da validade do voto.

A propósito, William Masselink destaca algumas razões que justificam a prática do voto a Deus em nossos dias.

1. O voto é um promessa feita a Deus.

O que pode ser uma expressão de gratidão por algum favor outorgado, ou uma promessa no sentido de manifestar gratidão por algumas bênçãos desejadas, caso Deus ache por bem outorgá-las.

Neste aspecto o voto bíblico não pode ser confundido com a “promessa” católica, uma vez que esta é feita a um “santo”, enquanto aquele só poderia ser feito a Deus.

2. A Bíblia contém muitas injunções sobre a observância do voto.

Não deve, portanto, o voto ser visto como uma barganha. Uma espécie de “toma lá dá cá”. O voto deve ser feito como uma expressão de devoção piedosa do crente a Deus. O Dr. Clyde T. Francisco ao se referir ao voto de Jacó, observa que “algumas pessoas têm criticado este ato como tentativa típica de uma barganha com Deus, mas ele estava longe disso. Jacó não pediu fama nem riquezas. Tudo o que ele desejou foi pão e roupa, até poder voltar. Este fato, por si mesmo, nos informa que essencialmente ele não era uma pessoa egoísta.” A passagem de Gênesis 28.20-22 é a primeira referência bíblica sobre a prática do voto.

Mas como bem observou o rabino Meir Matzliah Melamed, “em todas os tempos tanto na alegria como no sofrimento o homem sentiu a necessidade de estender seu coração a Deus por meio de votos e promessas.

Mas afinal o que é, portanto, um voto? William Gesenius, renomado hebraísta, nos dá a definição para a palavra hebraica nadar, traduzida como “votar”. Gesenius diz que um voto significa: “Prometer voluntariamente fazer ou dar alguma coisa”. Gesenius ainda observa que a expressão mais completa nadar neder, é traduzida literalmente e de forma redundante como “votar um voto” (Jz 11.39; 2 Sm 15.8). O voto, portanto, é uma promessa que alguém assume perante a divindade. No conceito dado, fica em destaque que quando alguém quer fazer algum voto, deve fazê-lo voluntariamente. Todos os intérpretes fazem questão de destacar a voluntariedade do voto. W. Massilink observa que um voto “significa uma obrigação ou promessa voluntária feita a Deus”.

De fato a voluntariedade é um elemento essencial para que um ato se configure como moral. Em outras palavras, só seremos responsabilizados por aqueles atos que praticarmos voluntariamente.

No caso do voto bíblico, ninguém era obrigado a fazê-lo. “Abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti” (Dt 23.22). Por outro lado, uma vez feito o voto, havia a responsabilidade de cumpri-lo. “Quando fizeres algum voto ao Senhor, teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus, certamente, o requererá de ti, e em ti haverá pecado” (Dt 23.21); “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes” (Ec 5.4). Antes de se fazer um voto é necessário ter consciência do compromisso que estamos assumindo. Poderei cumprir esse voto? Lembro-me que um irmão me procurou certa vez. Ele demonstrava estar insatisfeito com o líder da congregação da qual ele fazia parte. Querendo saber a razão do seu descontentamento, descobri que era algo relacionado a um voto que ele havia feito. Ele votara a Deus dizendo que se o Senhor lhe desse vitória em algo que pedira, então em cumprimento do voto feito realizaria um culto semanal em sua casa. Sempre às terças-feiras. Tendo alcançado o favor do Senhor, aquele irmão viu-se em dificuldades para cumprir seu voto, O dirigente da congregação disse-lhe, com razão, que ele não deveria ter feito um voto que dependesse de terceiros para que pudesse ser cumprido. A igreja tinha a sua própria agenda e não poderia viver em função do voto daquele irmão. A questão não é, portanto, simplesmente votar, mas o que estamos votando e de que maneira cumpriremos os nossos votos.

O caso de Jefté é bem conhecido (Jz 11.30,35-36,39). Os versículos citados deixam claro que Jefté não tencionava que sua filha fosse o objeto de cumprimento de seu voto precipitado. “Fez Jefté um voto ao Senhor e disse: Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto”( Jz 11.30,31). Todavia a forma vaga e precipitada como fez o seu voto foi a causa do seu posterior lamento. “Quando a viu, rasgou as suas vestes e disse:

Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade, porquanto fiz voto ao Senhor e não tornarei atrás (Jz 11.35). Por último, convém observar que de acordo com as Escrituras não podemos oferecer como voto ao Senhor aquilo que já lhe pertence ou que por Ele é proibido. Por exemplo: o dízimo já é do Senhor, não poderei fazer um voto tencionando pagá-lo com ele (Ml 3.10). Aquilo que é fruto de alguma coisa impura ou abominável também não pode ser objeto de voto (Dt 23.18). O voto, portanto, deve ser visto como uma forma de manifestação da graça de Deus, e com a qual Ele quer nos abençoar.

Neste capítulo abordamos as palavras do sábio Salomão no contexto da adoração bíblica. Ficamos logo conscientes de que não há adoração verdadeira que não leve em conta as obrigações diante de Deus e dos homens. Se quisermos viver uma vida espiritual plena devemos estar conscientes das implicações que a acompanham.

De nada adianta termos templos suntuosos, ministrações eloquentes e cantores famosos se não estamos cumprindo com as obrigações que uma verdadeira adoração requer.


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS


BIBLIOGRAFIA

Livro = Sábios Conselhos Para Um Viver Vitorioso =Sabedoria Bíblica Para Quem Quer Vencer na vida! =  Josué Gonçalves