14 de novembro de 2018

PERDOAMOS PORQUE FOMOS PERDOADOS


PERDOAMOS PORQUE FOMOS PERDOADOS

Texto Base: Mateus 18:21-35

"Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas" (Mt.18:35).

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo das Parábolas de Jesus, estudaremos nesta Aula a respeito da Parábola do Credor Incompassivo, ou seja, o credor que não tem compaixão, o credor que não tem misericórdia; alguns também a denominam de “parábola do servo cruel”, “parábola do devedor implacável”. Ela é uma ilustração que Jesus faz a respeito do perdão ilimitado que revelara a Pedro como uma nota do caráter que deveria ter o filho do Reino. O dever de perdoar é um dever indispensável de cada filho de Deus (Mt.5:45). Se Deus nos perdoa por intermédio de sua infinita graça, por outro lado, temos a responsabilidade de perdoar aqueles que nos ofendem. Quem não tem condição de perdoar, mostra, com este gesto, que não nasceu de novo e que não pertence, pois, ao Reino de Deus.

I. INTERPRETANDO A PARÁBOLA DO CREDOR INCOMPASSIVO

Vejamos os elementos destacados na Parábola.

1. O Rei. Embora o Credor Incompassivo seja a personagem principal da parábola, a ponto de dar-lhe o nome, não é o primeiro elemento que surge. O primeiro elemento da parábola é o Rei. Ele é o símbolo de Deus. Disto temos absoluta convicção, porque Jesus, ao término da parábola, faz a aplicação, ao dizer que, assim como o rei tratou o servo incompassivo, assim seu Pai haveria de tratar aquele que não perdoasse os seus irmãos, indicando, deste modo, que o rei não é outro senão o Pai celestial (Mt.18:35). 

2. O Credor Incompassivo. É o personagem de destaque na Parábola. As circunstâncias da parábola permitem-nos afirmar que esse servo se tratava de uma alta autoridade do reino, de um participante da corte real. É, portanto, alguém que está junto ao reinado do Rei, de um assessor importante do rei. Esta é a condição dos integrantes da Igreja, a agência do reino de Deus aqui na Terra. Os salvos são servos de Deus, estão a seu serviço, mas gozam de um relacionamento íntimo com o Senhor, têm livre acesso ao trono e desfrutam da confiança de Deus. Não é à toa que, no reino milenial de Cristo, teremos participação ativa no governo pessoal de Jesus na Terra. 

Contudo, esse servo tem também o seu simbolismo explicitamente mencionado por Jesus na conclusão da parábola: é o discípulo de Jesus que não sabe perdoar de coração as ofensas de seus “irmãos” (Mt.18:35). Agir dessa maneira corre o risco tremendo de ficar fora do Reino (Mt.18:34).

3. Uma dívida impagável. O Credor Incompassivo possuía uma dívida muito alta, quiçá a maior de todos os devedores, daí porque ter sido chamado logo no início da prestação de contas. A dívida desse servo era de 10(dez) mil talentos, humanamente impagável. Na verdade, Jesus não contou apenas uma parábola, Ele contou uma hipérbole, porque nenhum judeu podia dever 10 mil talentos no primeiro século da Era Cristã.

O que são 10 (dez) mil talentos?  1(um) talento são 35 quilos de ouro ou prata. 10 (dez) mil talentos são 350 mil quilos de ouro ou prata. Para você ter uma ideia, à época de Jesus, todos os impostos da Galiléia, Judéia, Peréia e Samaria, durante um ano, eram 800 talentos. Portanto, 10 mil talentos eram os impostos de toda a região durante treze anos.

Naquela época o salário diário de um trabalhador era 1(um) denário. Para um homem ajuntar 10 mil talentos ganhando 1(um) denário por dia ele teria que trabalhar, ininterruptamente, durante 150 mil anos. Portanto, quando aquele homem promete pagar a sua dívida ele estava fazendo uma promessa que não podia cumprir. Jesus quer nos informar que esta é o tamanho da dívida que Deus perdoou a você e a mim, uma dívida impagável. Nós jamais podíamos pagar essa dívida com Deus, mas Jesus Cristo, seu amado Filho, pagou toda essa dívida (Cl.2:14).
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”.

Nesta parábola, Jesus não indica como se realizou o pagamento da dívida, pois não era este o Seu objetivo. O propósito da parábola é mostrar o valor e o significado do perdão na Igreja, para o salvo, daí porque não ter adentrado nesta questão, mas é importante sabermos que o perdão realizado por Deus não se deu gratuitamente. Para nós, foi de graça, nada custou, mas, para a satisfação da justiça divina, representou o preço do sangue de Cristo (1Pd.1:18,19).

4. A recusa em perdoar. O servo saiu da presença do rei, estava livre e deveria esperar tão somente a formalização do perdão, mediante a quitação da dívida, o que ocorreria, certamente, ao término da sessão real de prestação de contas. Eis que, diz-nos Jesus na parábola, o servo encontrou com um conservo seu, ou seja, com alguém que também estava sob o governo do rei, com alguém que pertencia ao mesmo grupo que participava da corte real. 

O conservo devia ao servo uma quantia irrisória. Jesus diz que a dívida era de cem denários, quantia correspondente a cem dias de trabalho de um assalariado, ou seja, três meses e um terço dias de serviço, valor perfeitamente passível de pagamento. A quantia era, realmente, insignificante em si mesma; alguns intérpretes entendem que a quantia representava menos de 30g de ouro.

Ao encontrar o conservo, o servo não se conteve e logo lhe foi cobrar a dívida. O conservo usou das mesmas palavras que o servo havia usado perante o rei: “sê generoso para comigo e tudo te pagarei” (Mt.18:29). Ele não discute a dívida, pede apenas um prazo para pagar. Entretanto, o servo, sem usar de misericórdia, lançou mão do seu colega e executou a dívida, sufocando-o e exigindo o pagamento (Mt.18:28). O gesto de sufocar significa, provavelmente, que o servo fazia questão de maltratar o seu devedor, provavelmente torcendo o seu pescoço, que era um costume, inclusive entre os judeus, de levar o devedor ao tribunal com o pescoço torcido.

O servo, assim, demonstrou que usava dos seus direitos nos mínimos detalhes, não deixava passar uma só vírgula daquilo que lhe era permitido por lei. O servo mostrou, assim, que, apesar de ter sido alvo da benevolência, do favor do rei, preferiu seguir o caminho da lei; lei, aliás, que nunca lhe favoreceria enquanto devedor. 

O servo poderia ter atendido o clamor do conservo devedor, mas o texto sagrado diz que ele não quis (Mt.18:30). O servo não quis fazer o bem ao seu semelhante, não quis usar de misericórdia. Ele que foi perdoado de uma dívida de 150 mil anos, mas não se dispôs a perdoar uma dívida de três meses e 10 dias, facilmente pagável. Deus quer a nossa misericórdia, Deus quer que nos guiemos pelo amor que Ele derramou nos nossos corações.

Deus exige de Seus servos perdoados o mesmo critério de graça, o mesmo critério de misericórdia. A lei vigente na Igreja é a misericórdia, é a compaixão. O servo, por causa do perdão recebido, não estava obrigado apenas a dar a moratória pedida pelo conservo, mas estava obrigado a perdoar a dívida, assim como havia sido perdoado.

O perdão das ofensas cometidas contra nós não é, no reino de Deus, uma faculdade, uma permissão dada ao ofendido, como é na lei civil, como é na lei dos homens, mas um dever do filho do reino. O perdão é a nota distintiva da ética do reino de Deus e não se pode, portanto, querer pertencer a ele sem que se tenha esta qualidade de perdoar.

Sem o perdão, não agiremos como filhos do reino. Sem o perdão, não seremos Igreja. Sem o perdão, não teremos como dizer que temos parte com Deus. 

O rei, ao verificar a falta de perdão por parte do servo, viu nele a ausência da natureza divina, viu nele a falta de comunhão com o rei. O perdão já não mais lhe servia, pois havia cometido nova iniquidade. Não havia entrado no reino de Deus, porque não havia querido seguir a lei do amor, optara por outros caminhos, que não o caminho traçado pelo rei. Não perseverara até o fim; antes de receber a quitação, demonstrara maldade.  Por isso, o rei não formalizou o perdão, que revogou.

O servo incompassivo perdeu a salvação e não teve mais chance de arrependimento, não porque Deus seja mau, não porque Deus seja contraditório, mas simplesmente porque o servo não quis ser salvo, não quis obedecer à lei do amor. Para alcançarmos a salvação, precisamos perseverar até o fim (M.24:13), ou seja, precisamos querer ser salvos desde o momento do perdão dos nossos pecados até o instante de sua passagem para a eternidade, seja pela morte física, seja pelo arrebatamento da Igreja. Você quer ser salvo? Querer não é uma questão de falar, mas uma questão de agir.

5. O Perdão é ilimitado. Qual o limite do perdão? Pedro um dia perguntou, talvez num momento imediatamente anterior àquele em que o Senhor Jesus proferiu esta parábola, mostrando que a capacidade de perdoar deve ser ilimitada, e que um servo perdoado precisa, também, saber praticar o perdão: “…Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?(Mt.18:21,22). 

Tendo por base algumas passagens do livro de Amós (Am.1:11,13; 2:1,6), onde se anunciava a expressão divina: “por três transgressões ou por quatro, não retirarei o castigo”, entendia-se que uma pessoa poderia ser perdoada três ou quatro vezes por alguém, que seria este o limite do perdão a alguém. Alguns, mais “liberais”, chegaram mesmo a afirmar que o limite do perdão seria de sete vezes, baseando-se em Pv.24:16, tendo sido, talvez, esta a discussão que levou Pedro a indagar a Jesus qual o limite de perdões que se deveria dar, adotando, inclusive, a corrente mais favorável existente. 

Para sua surpresa, porém, Jesus mostra-lhe que a dimensão do reino de Deus está bem acima do mais liberal intérprete da lei. Simplesmente, não haveria limite para o perdão. Não se teria sete perdões, mas, muito mais do que isto, setenta vezes sete, expressão que não significa, literalmente, quatrocentas e noventa vezes, mas que tem como sentido “sempre”, ou seja, não há limite para o perdão entre os filhos do reino. 

Portanto, para ilustrar este ensino, Jesus proferiu a Parábola do credor incompassivo, retratando a grande disposição de Deus em perdoar e a sua exigência de que o homem perdoado tenha a capacidade de liberar o perdão aos seus devedores, também de forma ilimitada.

Jesus quer nos ensinar que nunca poderemos dizer: não perdoo fulano, não perdoo sicrano, porque fui muito humilhado, muito machucado, muito ferido. A Bíblia diz que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou.

A Bíblia diz que Deus perdoa nossos pecados e deles não mais se lembra. Existem pessoas angustiadas com este versículo e diz: não consigo esquecer, então não consigo perdoar. Só que as pessoas pensam que quando a Bíblia diz que Deus perdoa e esquece acham que Deus tem amnésia. Mas, Deus não tem amnésia. Deus é Onisciente.

Então o que quer dizer que Deus perdoa e esquece? Quer dizer que Deus nunca lança em seu rosto aquele pecado que já Ele já perdoou você. Deus nunca mais vai cobrar uma dívida que Ele já perdoou você. É assim que é perdão. Jamais você esquecerá uma sena. Mas quando vier à memória você dirá: essa dívida já foi paga. Por isso perdoar é lembrar sem sentir dor.
Portanto, não guarde mágoas. Tome a decisão de perdoar. Porque o perdão cura, o perdão liberta, o perdão restaura, o perdão renova a alma.

Vejamos o exemplo do diácono Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo. No momento que estava sendo apedrejado e morto ele não pediu vingança e nem juízo de Deus aos seus algozes. Está escrito assim a respeito dele:

 “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado” (Atos 7:30).

II. EM CRISTO, DEUS PAGOU AS NOSSAS DÍVIDAS

1. A nossa dívida era impagável. Na Parábola, o servo foi apresentado diante do Rei e sua dívida era de dez mil talentos. Como já disse anteriormente, 10 mil talentos correspondiam a 350 mil quilos de ouro ou prata. Para um homem ajuntar 10 mil talentos ganhando 1(um) denário por dia ele teria que trabalhar, ininterruptamente, durante 150 mil anos. Esta quantia registrada por Jesus tem o propósito de nos mostrar que se tratava de uma quantia impagável. Esta dívida impagável simboliza o pecado do homem e o que ele representa diante de Deus. Assim como o servo não tinha como pagar uma dívida desta natureza, o homem, por si só, não tem como saldar a sua dívida diante de Deus resultante do pecado que cometeu.

Como o homem é um ser dotado de livre-arbítrio, de liberdade, ele pôde escolher entre obedecer a Deus, ou não (Gn.2:16,17). Com a Queda, tornou-se devedor de Deus, ficou em débito, perdeu o crédito que tinha diante do Senhor. Surgiu, assim, uma dívida para com Deus, dívida esta que é impagável, pois todos os recursos existentes no universo são insuficientes para o resgate de uma só alma (Sl.49:6,8).

“Aqueles que confiam na sua fazenda e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes)”.

Na parábola, Jesus diz, claramente, que o servo não tinha com que pagar a dívida. Assim é a situação do homem: não há como se pagar a dívida gerada pelo pecado, que é representado, aqui, por dez mil talentos. O profeta Zacarias simboliza o pecado, ou impiedade, como um talento de chumbo, um peso de chumbo que fechava a vasilha onde estava a impiedade.
Não há como se livrar do pecado, a não ser por uma operação divina, miraculosa, como a que é efetuada na visão de Zacarias (Zc.5:8,9). 

O pecado tem de ser removido, pois o homem não consegue, por si só, remover o pecado. Foi este o trabalho efetivado por Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29b). Ele pagou plenamente as nossas dívidas. Deus enviou seu Filho na plenitude dos tempos (Gl.4:4), para que todo aquele que confessar o nome do unigênito Filho de Deus não pereça, não morra, ou seja, não tenha de receber a justa retribuição pela imensa dívida do pecado (Gl.4:5). Ao morrer em nosso lugar na cruz do calvário, Cristo verteu o sangue necessário para a remissão de nossos pecados. Ali na cruz Ele eliminou a grande dívida que era contra nós; Deus em Cristo pagou as nossas dívidas.

Na Parábola, enquanto o servo pedia um prazo para fazer o pagamento, prazo que seria mais uma tolerância, já que a dívida era impagável, o rei resolve, simplesmente, dado a sua condição de soberano, perdoar a dívida. Jesus mostra-nos, portanto, que, por vontade unilateral de Deus, pela Sua graça salvadora, alcançamos a possibilidade, não de ter um prazo maior para pagamento, não de adiamento da execução da dívida, mas, muito mais do que isto, temos a possibilidade de termos a nossa dívida simplesmente perdoada, quitada, paga.

O Rei eterno quis fazê-lo, movido de íntima compaixão e, para tanto, mandou Jesus para morrer em nosso lugar na cruz do Calvário. Por isso, na cruz, Jesus exclamou: “teletestai”, ou seja, “está consumado”; que significa: “está pago”, quitado. Jesus pagou o preço da nossa salvação, pagou, com a Sua vida imaculada, a dívida que tínhamos para com Deus.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”.

Portanto, estamos livres da condenação do pecado. São as Escrituras Sagradas que nos asseguram que "nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito" (Rm.8:1). 

2. O perdão foi decidido, mas não formalizado. O texto sagrado diz que o rei soltou o servo e lhe perdoou a dívida (Mt.18:27). Entretanto, lembremos, o rei estava fazendo ajuste de contas com os seus servos e este servo foi apresentado logo no começo do ajuste. Assim, continuava ocorrendo o ajuste, havia outros servos a serem cobrados. O rei determinou que fosse solto e decidiu perdoá-lo, mas o perdão ainda não era definitivo. Para tanto, era necessário que se tivesse a quitação, ou seja, um ato pelo qual atestasse inequivocamente que o devedor pagou a dívida. É o que o povo comumente chama de “recibo”. 

Segundo a lei judaica, uma obrigação assumida por escrito, somente seria considerada cancelada quando se destruísse o documento que a continha, o que, aliás, também se dava na lei romana, o que explica a figura usada pelo apóstolo Paulo na Carta aos colossenses, para dizer que a nossa cédula (isto é, o documento que continha a nossa dívida) fora riscada e se encontrava cravada na cruz de Cristo (Cl.2:14).

O rei estava ainda em prestação de contas e não há notícia na Parábola de que a cédula havia sido riscada, de que o perdão havia sido formalizado. Portanto, não tinha ocorrido a quitação, apesar de já haver a decisão de perdão, tanto que o servo foi solto e não mandado para a prisão.
Isto nos fala de que o fato de termos adorado a Deus, aceitado nos submeter a Ele, assim como o servo fez diante do rei, e, por isso, temos obtido, pela graça de Deus, o perdão de nossa dívida, isto é, dos nossos pecados, não garante, de pronto, que nos mantenhamos nesta situação até o final. Com efeito, somos perdoados e, imediatamente, somos libertos, somos soltos, pois conhecemos a verdade e a verdade nos libertou (Jo.8:36). 

Entretanto, isto não significa que não se possa perdê-lo, pois ainda não há o “recibo” da quitação, a formalização deste perdão. “…Jesus, nesta parábola, ensina que o perdão divino, embora seja concedido graciosamente ao pecador arrependido, é, também, ao mesmo tempo condicional…”(Bíblia de Estudo Pentecostal, nota a Mt.18.35).

O perdão só seria tornado irreversível no instante em que, trazido novamente à presença do rei, o servo obtivesse o “comprovante” de quitação, a destruição dos documentos do débito. Até então, deveria continuar servindo, agora liberto da dívida, agradando ao rei. No entanto, na sequência da Parábola, vemos que o servo assim não procedeu, e a dívida voltou a status quo.
Espiritualmente falando, isto pode ocorrer com qualquer um de nós. Fomos libertos pelo Senhor Jesus dos nossos pecados; a partir de então, devemos correr com paciência a carreira que nos está proposta, ou seja, passar a viver de acordo com a vontade de Deus, mantendo-nos separados do pecado a cada instante, até o fim de nossa carreira, quando, então, seremos novamente chamados à presença do Senhor, seja por ocasião de nossa morte (Hb.9:27), seja por ocasião do arrebatamento da Igreja (I Ts.4:17). 

III. UMA VEZ PERDOADOS, AGORA PERDOAMOS

Na Parábola, o rei simplesmente resolveu perdoar a dívida. O perdão do rei estava exclusivamente fundado em seu amor, em sua misericórdia. Jesus diz que o rei foi movido de íntima compaixão. O servo não tinha direito algum, seja ao perdão da dívida, seja a um novo prazo. O que lhe foi dado foi por causa da compaixão, da misericórdia do rei.

Todavia, no caminho para casa, o Credor Incompassivo encontra um conservo, que lhe devia uma quantia irrisória, a saber, cem denários. Ele exigiu com rigor o pagamento, e o conservo, usando das mesmas palavras que o servo dirigira ao rei, pede-lhe um prazo para que se faça o pagamento: “...Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei” (Mt.10:29). 

Entretanto, o servo não usou de misericórdia e lançou o conservo na prisão. Sabendo disso, o rei revogou o perdão da dívida e mandou lançá-lo na prisão, deixando-o à disposição dos atormentadores. Jesus exortou dizendo que assim seu pai tratará os que não perdoarem as ofensas dos seus irmãos. Portanto, uma vez que recebemos o perdão de Deus, devemos agora perdoar aqueles que nos tem ofendido. Todavia, perdoar não é fácil. Um certo escritor disse que o perdão “tem a enloquecedora qualidade de ser não merecido, injusto e sem mérito“. Ele está certo.

         O perdão é uma necessidade vital para nossa alma, para nosso bem-estar. Mas o perdão não é fácil. É fácil pregar um sermão sobre o perdão até se deparar com alguém para perdoar. Mas Jesus Cristo nos informa e nos ensina que se eu não perdoar não posso orar; se eu não perdoar não posso adorar; se eu não perdoar não posso ofertar; se eu não posso perdoar eu não posso ser perdoado; se eu não perdoar, eu adoeço fisicamente, emocionalmente, espiritualmente; se eu não perdoar a minha alma, a minha vida será entregue aos verdugos da consciência e eu ficarei cativo e prisioneiro sem paz.

         O perdão é uma terapia para a alma, um tônico para o coração, uma condição indispensável para a saúde emocional e física. Muitas enfermidades deixariam de existir se aprendêssemos a terapia do perdão. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. O perdão é o remédio necessário que tonifica o coração para caminharmos pela vida sem amargura. Sem perdão a vida torna-se um fardo insuportável e a alma fica prisioneira do ódio e da vingança. Sem perdão somos destruídos pelos nossos sentimentos. 

         O perdão não é simplesmente uma questão de ação, mas de reação. Jesus ilustra isso no sermão do monte (Mt.5:39-41). Ele diz que quando uma pessoa nos ferir a face direita, devemos voltar-lhe a outra face. Quando a pessoa nos forçar a andar uma milha, devemos ir com ela duas milhas. Quando uma pessoa procurar nos tirar a capa, devemos dar-lhe também a túnica. O que, na verdade, Jesus estava ensinando? Ele não estava falando de ação, mas de reação. O que representa essas três figuras alistadas por Jesus?  

Primeiro, quando uma pessoa nos fere no rosto, ela agride a nossa honra. 

Segundo, quando uma pessoa nos força a fazer o que não desejamos, ela agride a nossa vontade. 

Terceiro, quando uma pessoa nos toma as vestes pessoais, ela agride o nosso bem mais íntimo e sagrado. 

Jesus, então, realça que mesmo que os pontos mais vitais da vida sejam atingidos - como a honra, a vontade e os bens inalienáveis -, devemos reagir transcendentalmente, ou seja, com perdão. 

         O perdão é a transcendência do amor, é vencer o mal com o bem. Perdoar é tratar o outro não como ele merece, mas segundo a misericórdia exige. Perdoar é abrir mão dos seus direitos. Perdoar é colocar o outro na frente do eu. Perdoar é não se ressentir do mal, mas vencer o mal com o bem, abençoando o próprio malfeitor.

         O perdão é uma via de mão dupla. “... Perdoai e sereis perdoados” (Lc.6:37). Aqui, Jesus mostra que o perdão é uma via de mão dupla. Você já percebeu que na palavra perdoar tem a palavra doar? Quem perdoa está doando alguma coisa. De certa forma misteriosa, o perdão de Deus depende de nosso perdão. O que Jesus ensinou na oração do Pai Nosso? Duas vezes ele fala sobre o perdão. 

Em Mateus 6:12 Ele diz assim: “perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos”. Depois no versículo 15 ele diz: “se, porém, não perdoardes aos homens vosso pai celestial também não vos perdoará”. Portanto, se eu não perdoar, eu também não recebo perdão de Deus, pois é uma via de não dupla. 

Jesus termina a parábola do Credor Incompassivo assim: “Assim também meu pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. 

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta Aula que o perdão deve ser, antes de tudo, uma decisão pessoal, uma manifestação que venha do interior da pessoa. Muitos se contentam com o “perdão de boca”, com o “perdão sem esquecimento”, com o “perdão aparente”, com o “perdão cerimonial”. 

Entretanto, Jesus não é aquele que se impressiona com as aparências, mas que conhece o que há no coração do homem (João 2:24,25). De nada adiantam as encenações, as lágrimas de crocodilo, os choros e as representações teatrais. O perdão deve ser algo que venha do coração, sem o que nenhum valor terá diante de Deus. Deus nos perdoou do seu íntimo, de sua própria essência e quer que assim façamos. Somente este perdão verdadeiro, que lança no mar do esquecimento as ofensas sofridas, que não tem rancor, receio ou desconfiança, é o perdão que produz a manutenção de nossa comunhão com Deus. Tudo o mais é hipocrisia que redundará, implacavelmente, em prejuízo espiritual eterno. Aprendamos, pois, a perdoar!

Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 76. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.
Rev. Hernandes Dias Lopes. Lucas, Jesus o Homem perfeito.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. “O grandioso perdão de Deus”_PortalEBD_2005.
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

7 de novembro de 2018

SINCERIDADE E ARREPENDIMENTO DIANTE DE DEUS


LIÇÃO 06 – SINCERIDADE E ARREPENDIMENTO DIANTE DE DEUS (Lc 18.9-14)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos quem eram os fariseus e os publicanos; definiremos um contraste das palavras arrogância e humildade; veremos algumas características negativas do caráter do fariseu; e por fim, notaremos um contraste entre a oração do publicano e do publicano

I - QUEM ERAM OS FARISEUS E OS PUBLICANOS

Jesus proferiu três parábolas relacionadas com a oração que são respectivamente:

(a) o amigo importuno (Lc 11.5-13);
(b) o juiz iníquo (Lc 18.1-8); e,
(c) o fariseu e o publicano (Lc 18.9-14).

A parábola do fariseu e o publicano é constituída de duas orações feitas por dois homens com dois resultados diferentes. Vejamos alguns detalhes sobre estes dois personagens:

Os fariseus.

Eram de uma seita judaica que surgiu na segunda metade do período interbíblico (tempo que decorreu entre o encerramento do AT e o início do NT, entre Malaquias e Mateus). No início da formação da seita, os fariseus eram devotos e fiéis, visando conservar viva a fé em Deus, a obediência à sua Lei, manter a pureza moral e espiritual e fortalecer a esperança messiânica.

Não tardou muito e os fariseus tornaram-se legalistas, formalistas e hipócritas, dando mais valor à tradição do que às Sagradas Escrituras. Ao longo de seu ministério público, Jesus condenou a hipocrisia e a incredulidade dos fariseus (Lc 11.39-54). Descreveu-os como devedores falidos, incapazes de pagar sua dívida a Deus (Lc 7.40-50), convidados brigando pelos melhores lugares (Mt 23.13-39; Lc 14.7-14) e filhos orgulhosos de sua obediência, mas alheios às necessidades dos outros (Lc 15.25-32)

Os publicanos.

Eram judeus cobradores de impostos e por isso eram odiados e tidos como traidores porque trabalhavam para Roma que ocupava a terra dos judeus. O termo publicano vem do latim “publicum” porque seu trabalho estava ligado à renda pública. Geralmente eles extorquiam dinheiro, cobrando a mais, e aceitavam suborno dos ricos (Lc 3.12,13; 19.1-10).


Eram comparados a:

(a) pecadores (Mt 9.10-13; Lc 15.1);
(b) meretrizes (Mt 21.31); e,
(c) gentios (Mt 10.18; 1Ts 4.5).

Eram ainda tidos como impuros porque estavam sempre em contato com gentios (GILBERTO, 1990, p. 7).

II - CONTRASTE ENTRE ARROGÂNCIA E A HUMILDADE

Arrogância.

Segundo o dicionarista Houaiss (2001, p. 303), arrogância significa: “ato de atribuir a si mesmo privilégio; atitude prepotente de desprezo com relação aos outros; atitude desrespeitosa e ofensiva em atos ou palavras; orgulho ostensivo; soberba; altivez; insolência; atrevimento”.  O termo deriva-se do hebraico “zadôn” e significa altivez, orgulho ou soberba (Ml 4.1; Sl 119.51,69,78,122; Jr 43.2). O orgulho é um pecado e é abominável diante de Deus (Pv 6.16,17; 21.4).
No NT o termo é “alazonia”, que é traduzido por soberba ou orgulho (1Tm 3.6; 1Jo 2.16). É esta obra da carne que podemos ver na pessoa do fariseu.

Humildade.

Segundo o dicionarista Houaiss (2001, p. 1555), humildade significa: “virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações; simplicidade; sentimento de fraqueza e inferioridade com relação a alguém; ausência completa de orgulho; rebaixamento voluntário por um sentimento de fraqueza ou respeito; modéstia; ausência de orgulho, soberba ou vaidade”. O termo deriva-se do hebraico “ãnãw”, que quer dizer “humilde” e “ãnãwâ” que significa “humildade” (Jó 22.29; Sl 10.12; 138.6; Pv 11.2; 14.21; 15.33; 16.19; 18.12). Nas páginas do NT o termo é “tapeinos” (Mt 11.29; Lc 1.52; Rm 12.16; 2Co 7.6; Tg 4.6; 1Pe 5.5). A humildade está associada a uma consciência de que tudo que temos ou somos vem do Senhor (Pv 15.33; 18.12; 22.4; 1Pe 5.5). É este fruto do Espírito que podemos ver na pessoa do publicano.

III - CARACTERÍSTICAS DO FARISEU

O fariseu da parábola tinha religião e religiosidade, mas voltou vazio do templo, porque tudo quanto ele apresentava era mera aparência, estando seu coração tão somente cheio de orgulho e de autojustiça. Ele apenas parecia justo diante dos outros, mas no seu coração nem amava a Deus, nem ao próximo. A autojustiça do ser humano é um mal universal: “Cada qual entre os homens apregoa a sua bondade […]” (Pv 20.6). Jesus usa o método de ensino comparativo, mediante contrastes.


Confiava em si mesmo.

O fariseu usava a oração como forma de obter reconhecimento público, não como exercício espiritual para glorificar a Deus (Mt 6.5; 23.14) Os fariseus eram o verdadeiro exemplo daqueles que “[…] uns que confiavam em si mesmos” (Lc 18.9-a). É o erro de confiar no nosso “eu”: “Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo […]” (Lc 10.29).
É um grande erro confiar em sua própria justiça: “E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração, porque o que entre os homens é elevado perante Deus é abominação” (Lc 16.15).

Outras coisas fracas em que não devemos confiar são:

(a) nas riquezas (Mc 10.24);
(b) nos homens (Jr 17.5;3);
(c) nos “muros” da vida (Dt 28.52; 4);
(d) nos carros e cavalos (Sl 20.7);
(e) nas palavras falsas (Jr 7.8,6);
(f) na formosura (Ez 16.15); e,
(g) na armadura humana (Lc 11.22).

Acreditava que era justo.

Em sua oração, em momento algum ele confessou seus pecados e mostrou arrependimento. O fariseu alimentava uma falsa fé quanto à justiça: “[…] crendo que eram justos […]”  (Lc 18.9-b). Essa parábola é uma grande advertência sobre autojustiça durante a oração. Aqui está uma das razões de muitas orações não respondidas: irmos a Deus julgando-nos merecedores de alguma coisa, porque somos justos (Is 64.6; Fp 3.8,9).

Tudo recebemos de Deus como resultado do seu amor gracioso (Dt 7.6-8; Tt 3.5-7). O fariseu estava em pé de modo soberbo, exibicionista e denotando superioridade e isso revelou o seu caráter: “[…] não sou como os demais homens roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano” (Lc 18.11-b).

Desprezava os outros.

Os outros que não pareciam “justos” a seus próprios olhos, como os fariseus, e quem não agisse como eles eram tidos como pecadores (Lc 5.30; 18.11). Os fariseus se sentiam superiores e mais santos do que os demais homens: “[…] e desprezavam os outros”  (Lc 18.9-c). O termo como está no versículo 9 significa: “não fazer caso de alguém, não dar importância, rejeitar, discriminar, considerar o próximo como nada”. Algo muito parecido com o que o Senhor falou pelo profeta Isaías: “E dizem: retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu […]” (Is 65.5).
Quem se entrega a Cristo para obter Sua justiça, reconhece que nada é em si mesmo, e sempre está pronto a admitir que os outros são melhores do que ele. Um verdadeiro filho de Deus não despreza ninguém: “Tu também, por que desprezas teu irmão?’’ (Rm 14.10). O orgulho do fariseu condenou-o, mas a fé humilde do publicano o salvou (ver Lc 14.11 e Is 57.15).

IV – CONTRASTE ENTRE A ORAÇÃO DO FARISEU E DO PUBLICANO

A oração do fariseu.

O fariseu agradece a Deus por não ser como os demais homens. Isso significa que ele atribuía a Deus a sua maneira hipócrita de ser, sua autossuficiência de justiça: “Ó Deus Graças te dou […]” (Lc 18.11-a). Ora, agradecer a Deus por isso, significa realmente acusá-lo. Ele estava prestando um relatório dos outros a Deus, e não orando: “[…] não sou como este publicano”. Vemos aqui sua atitude de desprezo pelo próximo, e seu orgulho pessoal.
A outra evidência do seu orgulho perverso está nas palavras de Jesus concernentes a esta oração: “[…] qualquer que a si mesmo se exalta” (Lc 18.14). Até aqui o fariseu diz a Deus o que ele era, mas no versículo 12 ele passa a dizer o que ele faz. A sua oração só continha informação e ele jejuava por formalidade; não por necessidade e voluntariamente.

A oração do publicano.

O caso do publicano ensina-nos como disse o salmista: “a um coração contrito não desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). “O publicano, porém, estando em pé […]” (Lc 18.13).

A construção verbal como está no original, denota atitude humilde, sem qualquer ostentação. O texto ainda diz que o publicano orava “de longe” isto é, longe do templo propriamente dito. No templo mesmo só entravam os sacerdotes para lá ministrar. Em volta do templo havia várias áreas chamadas átrios, onde ficava o povo, dependendo do seu grupo. O átrio onde se fazia oração era o das mulheres. O fariseu postou-se na extremidade desse átrio, próximo ao templo.

O publicano postou-se na outra extremidade, distante do templo, reconhecendo a indignidade de aproximar-se do santo lugar (Is 6.5-7; 1Tm 1.15). O publicano: “nem ainda queria levantar os olhos aos céus”.

O publicano, de tão convicto, vendo que suas palavras não eram suficientes para expressar o seu arrependimento, batia no peito, mostrando que sua oração partia de um coração quebrantado: “[…] mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lc 18.3-c). Isso fala de lamento, pesar, aflição (Lc 23.48; Jr 31.19; Na 2.7).



V - LIÇÕES DA PARÁBOLA DO FARISEU E O PUBLICANO

Podemos refletir sobre algumas lições práticas importantes que esta parábola nos ensina:

Deus não se impressiona.

O fariseu tentou impressionar a Deus; ele fez isso se comparando às outras pessoas e mostrando o quanto era superior a elas. Ele se julgava diferente e acima de todos. O publicano, por sua vez, também se comparou às outras pessoas, mas ele se julgou inferior a todas elas. Ele classificou-se a si mesmo como “o pecador”. O apóstolo Paulo também fez o mesmo: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).

Deus não dá Sua glória a ninguém.

A oração do publicano expressa uma verdade presente em toda a Bíblia, declarando que a salvação, do início ao fim, pertence a Deus e é atribuída à Sua misericórdia e graça (Sl 51.1; Lc 18.13; Ef 2.8; Tt 3.5). O homem é incapaz de justificar-se a si mesmo. A oração do fariseu aparentemente parecia ser uma oração de gratidão. Aos olhos humanos, tal oração poderia realmente representar as palavras de alguém justo e distinto por sua religiosidade. Porém, aos olhos de Deus, tal oração era uma afronta, uma ofensa, pois na verdade ela atacava a glória de Deus.

Elogio humano pode ser perverso e enganoso.

Quando o fariseu começou a se autocongratular, ele disse que não era um ladrão, um desonesto e um adúltero. Tudo o que o fariseu dizia não ser, na verdade, ele era. O fariseu era o ladrão que naquele exato momento roubava a glória de Deus nas palavras de sua oração. Ele era o homem desonesto que defraudava a si mesmo. Por último, ele era o adúltero culpado do pior de todos os adultérios, ao apostatar do verdadeiro Deus (Os 1.2; 5.3).

CONCLUSÃO

A Parábola do fariseu e o publicano nos convida a fazer um importante autoexame. Devemos olhar para nossas vidas e avaliar nossa conduta diante da Palavra de Deus, afinal, fariseus e publicanos continuam espalhados por todos os lugares.





 Por Pb. Mickel Porto





REFERÊNCIAS

GILBERTO, Antônio. Lições Bíblicas Maturidade Cristã. CPAD
HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.
LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas da Bíblia. VIDA
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo Novo Testamento. GEOGRÁFICA.
IEADPE – Superintendência da Escola Dominical Pernambuco