17 de setembro de 2014

OS PECADOS DE OMISSÃO E DE OPRESSÃO



OS PECADOS DE OMISSÃO E DE OPRESSÃO – Ev. José Costa Junior

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O assunto desta lição diz respeito aos pecados de omissão e opressão. Esta lição apresenta uma severa denúncia contra os ricos que têm granjeado prosperidade mediante opressão. Os tais são condenados, não por serem ricos, mas porque suas riquezas foram mal adquiridas, permanecendo sobre elas as marcas da corrupção. Tiago concita-os a chorar e a lamentar por causa das desventuras que lhes sobrevirão. Os orientais são muito efusivos na expressão de suas mágoas. Ouro, prata e vestuários (Mt 6.19; At 20.33) eram os principais artigos de que se compunha a riqueza no Oriente.

Quando Tiago fala sobre as riquezas “comidas de traça” e “enferrujadas”, ele está empregando o perfeito profético, em que se fala do futuro como se já tivesse ocorrido. "O destino inevitável da riqueza deles é referido como se já se tivesse realizado". Apesar de todas as evidências externas de prosperidade e de brilhante sucesso, as vestes deles, aos olhos divinos, estavam comidas de traça; sua prata e seu ouro, em que confiavam, estavam corroídos; o seu deslustre testemunhava contra eles. Se estas palavras tiveram ou não seu cumprimento imediato nas desgraças que precederam a destruição de Jerusalém, permanece o princípio geral de que enfrentarão, um dia, inevitável retribuição os que parecem viver confiados em riquezas apodrecidas.

A principal oposição aos cristãos, naquela época, partia dos ricos. Aqui o apóstolo passa a especificar outras razões de queixa e mostra como as riquezas deles se têm corrompido. Não somente cerravam suas entranhas de compaixão pelos pobres, mas os salários justos e legais, devidos aos trabalhadores que ceifavam seus campos, esses eram retidos por eles (Lv 19.13; Dt 24.15; Jr 22.13; Ml 3.5). Pintando assim o quadro da luta entre o capital e o trabalho, Tiago não hesita em acusar de fraude os opressores. E embora os gritos e apelos dos oprimidos encontrassem ouvidos moucos da parte dos opressores, “penetravam nos ouvidos do Senhor dos exércitos”. "Jeová Sabaote", Senhor das hostes, ou dos Exércitos é um frequente designativo de Deus no Velho Testamento, e significa Sua onipotência pela qual governa o mundo, defende o Seu povo e castiga os ímpios.

Ele não é um espectador indiferente (Êx 3.7-10). Procedendo daquele modo, os ricos só faziam “acumular tesouros para os últimos dias”. Tiago sente em sua alma o iminente juízo a desabar sobre a Santa Cidade, quando os judeus mais ricos foram despojados de tudo, seguindo-se um reinado de terror, que prevaleceu onde quer que se achassem judeus. Todavia o caso sugere também que tais condições, aí descritas, prevalecerão grandemente ao chegar ao fim a presente dispensação.

     O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão do sobre os pecados de omissão e opressão. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

                                                                                                                                            I.            O PECADO DE OMISSÃO

Antes de abordar o tema específico, vale lembrar alguns conceitos importantes sobre o pecado. Segundo Vincent Cheung, o pecado produziu efeitos devastadores na humanidade. A “representatividade federal” de Adão refere-se ao seu papel como o representante de toda a humanidade no Éden. A Escritura ensina que, quando ele pecou, agiu no lugar de todos os seus descendentes na mente divina. Portanto, quando Adão caiu em pecado, toda a humanidade caiu com ele: “... o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens... uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens...” (Rm 5.12,18). Adão representou a raça humana no Éden como um “cabeça federal” e não como um “cabeça orgânico”. Toda a humanidade está condenada por seu pecado, não por causa de relação física com ele, mas porque ele a representava na mente divina; isto é, Deus soberanamente determinou que Adão representasse toda a humanidade no Éden.

Portanto, toda pessoa concebida após Adão está condenada pela culpa herdada mesmo antes do indivíduo ter uma oportunidade de cometer quaisquer pecados pessoais. Quando ele pecou, toda a humanidade pecou; quando ele ficou sob condenação, toda a humanidade ficou sob condenação (Rm 5.18). O termo PECADO ORIGINAL refere-se à culpa herdada, antes do que ao pecado cometido por Adão. Adão foi o nosso representante na mente de Deus, assim a sua culpa nos foi imputada na mente divina. Embora não fosse necessário que Deus salvasse pecadores, uma vez que a decisão foi feita, a morte de Jesus se tornou necessária para pagar o preço pelos pecados dos homens; a morte de Cristo era o único caminho para a salvação do homem.

Voltando à Epístola, fim de resumir seu pensamento, Tiago acrescenta um provérbio conclusivo que alguns supõem poderia ter sido um ensino de Jesus, por causa do tom e do tema: Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não faz, comete pecado. Aparentemente, apenas reprova o pecado da omissão: Quando uma pessoa sabe o que deve fazer (dar algo a um pobre), mas negligencia esse ato de caridade, não desperdiçou apenas uma oportunidade de obedecer – tal pessoa pecou. No entanto o contexto levanta esse ensino da arena da verdade genérica e coloca-os nas vidas desses negociantes. Há claramente algo que eles “sabem” que “devem” fazer e pelo que são responsáveis (Lc 12.47-48), que é obedecer a Deus e segui-lo nos negócios.

Entretanto seus interesses comerciais com frequências os induzem a planejar segundo os padrões do mundo, e a acumular bens, à semelhança do rico louco (Lc 12.13-21). Nas Escrituras, fazer o bem frequentemente é praticar atos de caridade (Tg 1.21-25 e Gl 6.9). Portanto, Tiago pode estar sugerindo que eles planejam segundo o mundo porque são motivados pelo mundo, visto que Deus tem o Seu próprio modo de investir dinheiro; dá-los aos pobres (Mt 6.19-21). Se levassem a Deus em consideração, não estariam, com certeza, tentando melhorar seu padrão de vida; Deus os conduziria ao alívio dos que sofrem ao seu redor, isto é, a fazer o bem.

              Os pecados de omissão e os de comissão serão levados a juízo. Será condenado tanto aquele que não fizer o bem que sabe deve fazer e o que fizer o mal que sabe que não deve fazer. Oh, que fossemos tão cuidadosos para não omitir a oração e ao descuidar a mediação e o exame de nossas consciências, já que não devemos cometer crassos vícios externos contra a luz!
           
                                                             II.            O PECADO DE ADQUIRIR BENS A CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA

     Tendo falado a cristãos cujos corações estavam sendo seduzidos pelo mundo, Tiago dirige a atenção, a seguir, aos incrédulos ricos. Tiago os condena sem rebuço, com linguagem parecida à do Senhor Jesus (Lc 6.20-26), a fim de desviar os cristãos da sedução das riquezas, e prepara-los para suportar o teste do sofrimento nas mãos dos ricos.

 Ao chamar estas pessoas de ricos (5.1), Tiago as classifica com os incrédulos (não cristãos) que cita em 2.6 e 1.9. Tais pessoas, diferentemente das citadas em 4.14, estão do lado de fora do redil, pelo que não há palavras confortadoras para elas. Poderá haver perdão se se desviarem de seus maus caminhos, se se arrependerem e se unirem à comunidade dos cristãos, mas Tiago não expressa esperança de que isto venha a acontecer. Sua intenção é encorajar a comunidade cristã e não objetiva converter os ricos.

    A advertência inicial leva-os a uma descrição vivida de sua miséria, vista através dos olhos proféticos. “As vossas riquezas estão apodrecidas” retrata de modo geral o estado dessas pessoas: toda a segurança que sentem, todos os alicerces em que baseiam seus sonhos e esperanças apodrecem de vez, segundo a perspectiva eterna de Tiago. Tal asserção torna-se mais específica quando dois tipos muito comuns de riquezas são mencionados. Primeiramente, “as vossas vestes estão comidas de traças” Têm os guarda-roupas cheios de vestuários que poderiam ter sido usados pelos pobres, mas antes ainda de parecerem gastos pelo uso, as traças dão cabo dessas roupas.

Hoje, uma pessoa poderia facilmente dizer: ”Não há remédio, suas roupas estão completamente fora de moda”. Em segundo lugar, “o vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram”. Essa gente guardou sua fortuna, que não ajuda nem aos donos nem aos pobres, pois o dinheiro foi guardado para o “dia da necessidade”. A “ferrugem” é prova de que se trata de riqueza inútil. Hoje, quando alguém guarda seu dinheiro no banco, alguém lhe dirá: “seu dinheiro está sendo corroído pela inflação”. Portanto, o ensino de Tiago é semelhante ao de Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.19-21).

Esse tesouro acumulado produz uma consequência: “a sua ferrugem dará testemunha contra vós, e devorará a vossa carne como fogo”. É uma imagem antecipada do julgamento final, como se as moedas oxidadas e as vestes corroídas de traças estivessem sendo exibidas perante o tribunal. 

Tais evidências condenam os usuários, pois, houvesse Deus sido servido, as mercadorias emprateleiradas teriam sido usadas: as roupas para vestirem os nus e os alimentos para alimentarem os famintos. A semelhança do rico da parábola (Lc 6.19-31), esses serão atirados no inferno, onde o fogo “nunca se apaga” (Mc 9.43). Tiago pinta esse quadro como se a própria ferrugem que lhes devorou a prata e o ouro agora lhes estivessem corroendo a alma, como um fogo, representando, talvez, o tormento da culpa diante do tesouro desperdiçado que os condena eternamente.

                                                                  III.            O ESCASSO SALÁRIO DOS TRABALHADORES “CLAMA” A DEUS

Além do mais, Tiago sabe que as riquezas acumuladas em geral indicam injustiça. Na palestra, em geral, tratava-se de injustiça com trabalhadores rurais. “Vede! O salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, e que por vós foi retido com fraude, está clamando”. O sistema econômico da Palestina utilizava trabalhadores braçais diaristas, em vez de escravos, em parte porque o escravo passaria a custar mais, caso ele convertesse ao judaísmo. Esses trabalhadores contratados eram os filhos jovens das famílias de camponeses expulsas de suas terras por causa de bancarrotas, quando as hipotecas das propriedades venceram e não havia como pagá-las. Tais trabalhadores viviam da mão a boca. O salário de hoje é para comprar o desjejum de amanhã. Quando o salário não era pago no fim do dia, a família passava fome.

A despeito de uma porção de mandamentos no Antigo Testamento (Lv 19.13; Dt 24.14-15), os ricos descobriam jeitos de reterem o salário dos trabalhadores (Jr 22.13; Ml 3.5). O fazendeiro poderia retê-lo até o fim da época da colheita, a fim de garantir que o camponês viria trabalhar; poderia apelar para uma minúcia técnica a fim de provar que o contrato não foi cumprido; ou poderia alegar estar cansado demais para pagar o salário no fim do dia. Se o trabalhador reclamasse, o patrão o poria na lista negra; se fosse aos tribunais, o rico teria os melhores advogados. Assim é que Tiago retrata o dinheiro no bolso dos ricos, dinheiro que deveria ter sido usado para pagar os trabalhadores que clamam por justiça.

A vida do rico contrata violentamente com o sofrimento do pobre: “Deliciosamente viveste sobre a terra, e vos deleitastes”. Muitos desses ricos poderiam protestar, afirmando ser da classe média, e que haviam merecido os prazeres que agora desfrutavam. Tiago os contempla da perspectiva dos pobres e chama aquilo de extravagância, o mesmo que I Pe 5.6 taxa de vício. Na verdade é extravagância em face ao sofrimento de outros. Por isso, acrescenta Tiago: “Cevastes os vossos corações no dia de matança”. A palavra no grego tem dois sentidos. Por um lado significa: “Vós tendes vos divertido no dia de matança”. Visto que a carne fresca logo seria salgada, ou posta para secar, era costume a pessoa que sacrificasse um animal dar uma grande churrascada. Mas, por outro lado, Tiago tem em mente o duplo sentido que ele compreende muito bem. Os ricos tem abundância para comer; gozam a vida. Mas trata-se do dia bíblico da matança, o dia em que Deus vai liquidar Seus inimigos (Is 30.33; 34.5-8). Gozavam a vida como se fosse o dia da matança; no entanto, é irônico: eles são agora o novilho cevado, e o facão de Deus está no pescoço deles.

CONCLUSÃO

Concluindo, espero em DEUS ter contribuído para despertar o seu desejo de aprofundar-se em tão precioso ensino e ter lhe proporcionado oportunidade de agregar algum conhecimento sobre estes assuntos. Conseguindo, que a honra e glória seja dada ao SENHOR JESUS. 



Ev. José Costa Junior



10 de setembro de 2014

O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus.



O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus.

Texto Áureo

“Há só Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” (Tg 4.12)

Introdução

O estudo desta semana é um importante alimento para nossas almas. Através da preciosa palavra de Deus, a epístola de Tiago, traz para nossos corações um alento sem igual. Desejoso que os crentes de sua época pudessem desfrutar de todas as bênçãos espirituais direcionadas a igreja, o sábio homem de Deus deixou ensinamentos maravilhosos para o nossos dias. Que o Espirito Santo, possa continuar derramando sobre a igreja sua graça, e manifestando entre nós as grandezas do serviço cristão.

I – O perigo e colocar-se como juiz

Os conselhos práticos escritos na epístola estuada neste trimestre, tem sido de grande utilidade para igreja. Existem muitas barreiras a serem superadas até nossa chegada aos céus. O grande desafio do evangelho da atual época, na pós-modernidade, é encontrar o perfil cristão desejado pelo SENHOR Jesus para sua igreja. A igreja necessita voltar a agir como o verdadeiro evangelho ensina.  A atualidade da epístola de Tiago e uma reportam a brevidade dos nossos projetos, das condições da vida diária. Um caminho aberto ao entendimento do pleno significado da vida em comunidade, família e igreja. A prática da vida exigida pelos cristãos nos dias hodiernos requer um compromisso coeso com as finalidades de uma vida sem mácula. A carta de Tiago evidencia a realidade enfrentada pela igreja espalhada pelos estados, cidades, vilarejos, bairros e becos de nossa grande nação.
E dever do cristão exercer discernimento em seus julgamentos; “e por que não julgas também a vós mesmos o que é justo?” (Lc 12.57). Jesus convida a todos a fazerem um julgamento correto, porém se sabemos muitas coisas, e não usamos esses conhecimentos, primeiramente em nós, a aplicação destes julgamentos de nada vale o saber.
“Jesus censurou aqueles que “julgavam segundo a carne”, e Ele mesmo sendo o autor de todas as coisas disse;  “ eu a ninguém julgo” ( Jo 8.15).  Observando a posição de Cristo como de filho de Deus, vemos o quanto precisamos melhorar.
O novo testamento deixa claro que, o crente não deve julgar seu irmão na fé. Existem muitas consequências advindas do julgamento alheio, para isso é importante notarmos pelos menos quatro aspectos destas proibições.   Em primeiro lugar, o julgamento não é seguro. A palavra de Deus adverte “não julgueis, pra que não seja julgado” (Mt 7.1) “.. porque no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas” (Rm 2.1). Como o próprio texto proclama, o julgamento alheio pode se torna a referência de um julgamento sobre aqueles que o manifesta.  Em segundo lugar, não estamos qualificados para isso, vejamos o caso da mulher pega em adultério, os seus juízes estavam prontos para a matança, e esperavam de Cristo Jesus uma brecha para concluírem seus pensamentos (Jo 8.4,5). Existem pessoas que estão sendo colocados em situações semelhantes todos os dias e não tem quem possa defendê-las. Depois da resposta de Jesus muitos mudam de ideia, e por que isso aconteceu? O maior juiz estava entre eles mesmos, as suas consciências, estavam tão contaminadas pelo pecado, que não sobrou nenhum para que levassem a cabo a morte daquela mulher.
Jesus apelou para julgamento interior, visto que a consciência daqueles homens os acusava talvez por pecados ainda maiores. Em terceiro lugar, julgar aos outros não pertence a nós; “Quem és tu que julgas o servo alheio?” “Para seu próprio senhor ou esta em pé ou cai” (Rm 14.4). Devemos estar cientes que o julgamento pertence a Deus e não aos homens, observamos; “aquele que julga... julga a seu irmão... julga a lei; ora, se julga a lei, não és observador da lei, mas juiz.” (Tg 4.11). O perigo de termos um sentimento contrário ao que estamos aprendendo, isto é, a aplicação correta da lei e o julgamento pertencem exclusivamente a Deus. Quando o homem ultrapassa a barreira de sua condição deixa de ser um cumpridor da lei e torna-se um juiz. Por fim, em quarto lugar, do ponto de vista aplicado por Paulo em sua epistola aos Coríntios no capítulo quatro e versículos três a cinco; “... pois quem me julga é o SENHOR”.  “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o SENHOR”.
O julgamento pode em muito atrapalhar a vida de quem se compromete a fazê-lo. O julgamento esta de certa forma ligado ao falar mal do irmão. O falar mal ou julgar um irmão é colocar-se em lugar de um juiz. Não podemos perder tempo com coisas que não edificam a nossa vida neste mundo é muito breve (1 Pe 1.24 ).
Devemos observar o que Tiago ensina para ter uma vida quieta e longa sobre esta terra. Para sermos verdadeiramente abençoados pelo SENHOR dos céus, devemos não apenas observar sua lei, mas cumpri-las. Somente a Ele pertence a nossa vida, somente a Ele pertence o julgamento verdadeiro, Glória a Ele para sempre.

II – A brevidade da vida e a necessidade do reconhecimento da soberania divina (Tg 4.13-15).

O estudo do livro de Tiago nos conduz-nos a pensar os argumentos de uma vida melhor e organizada diante de Deus. A importância de estarmos em sintonia com a vontade divina nos leva a plena dependência dEle. A afirmação de Tiago quanto à brevidade de nossas vidas ele diz; “digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã”, mostra a fragilidade dos desígnios humanos. A necessidade de termos confiança absoluta em Deus guarda-nos que sejamos ansiosos pelo futuro (Mt 6.34).
 É natural ao homem sonhar e por isso a tendência de conjeturar algo inexato ou um objetivo não alcançado. E fácil percebemos isto no mundo atual, quando pessoas, muitas delas levadas pela ganância, vão às casas lotéricas e fazem o seu jogo na expectativa de alcançarem um prêmio. Mesmo sabendo que as chances de ganharem algum dinheiro são remotas, apostam na incerteza, acreditando que um dia ponderam alcançar a riqueza desejada.
 Jesus quando instrui os seus discípulos sobre o aspecto dos projetos humanos cita uma parábola (Lc 12.15,21.), onde este homem sem se preocupar com o que iria acontecer com seu futuro decide construir grandes celeiros para armazenar a sua colheita.
Preocupado apenas com o seu bem estar, “alma descansa, come, bebe e folga”, desejava estar tranquilo e esperançoso num futuro incerto. Poderia a morte bater em sua porta naquele mesmo dia? Poderia de alguma forma perder os seus bens? Jesus o chama de louco, pois a incerteza decorrente da vida estava sendo colocada em sua riqueza. A soberania divina deve estar acima dos nossos desejos e vontade, pois Deus é o que cumpre o desejo de nosso coração (Sl 37.4). Quando observamos o caminhar de nossa trajetória neste mundo encontramos muitos que estão aborrecidos com suas vidas, absurdamente estressados com muitas coisas que poderiam esperar.  Mas infelizmente os seus corações estão sobre carregados com as ilusões deste mundo.

Diante da brevidade da nossa vida, o homem em sua maioria, esquece que tudo provém de Deus, e Ele está no controle de tudo. Quando escreveu sua carta Tiago advertiu a cada um, comparando nossa vida como um vapor, que aparece por um momento e logo se dissipa. A vida humana consiste em um espaço de tempo muito pequeno comprada a eternidade com Cristo.

Ao passo que, se temos em mente que a permanência na obediência a palavra de Deus pode nos garantir a vida eterna, deveríamos entregar plenamente tudo a Ele.  Desta forma, concordarmos com a petição de Tiago, “se o SENHOR quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” somente assim poderemos desfrutar de ricas e copiosas bênçãos.

Além da vontade divina acima de tudo, “se o SENHOR quiser”, Tiago ainda elenca o fato de é preciso estar vivo para alcançar. O exemplo do vapor pode fazer ainda mais sentido quando imaginamos que a promessa pode ser alcançada ou não. Portanto diante daqueles que muitas vezes dizem; “quem tem promessa não morre”, fica o exemplo do vapor citado por Tiago. Podemos ter promessas, podemos ter pedido se o SENHOR quiser, mas se faltar a vida, nada seremos.

III – Os pecados da arrogância e autossuficiência do ser humano.

“Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna”.   A advertência de Tiago sobre a vontade do homem em nunca se curvar diante de Deus, pode torna-lo insensível (1Tm 4.2). O homem que está cego pelos desejos deste mundo, dificilmente se enquadrara na vontade de Deus. Basta olhamos para a aquilo esta dito no versículo acima, “vossas presunções”, é algo que já esta arraigada no coração do homem, algo interno e muito profundo.

O orgulho humano é um mal que pode dominar todos os outros sentidos do corpo. Pode levar um homem a se ensoberbecer a ponto de creditar tudo o que possui ao próprio ego. Foi o que aconteceu com Nabucodonosor (Dn 4), ao contemplar  toda glória da Babilônia, tudo que havia ali foi alcançado pelo “seu mérito”. A autossuficiência tem sido uma enfermidade crônica dentro da sociedade, dividindo a glória que pertence a Deus, com conquistas humanas.  

A carta de Tiago esta tão atual pleno século XXI, quando milhares de homens e mulheres, estão sendo conduzidos pelo orgulho e vaidade, e guiados por suas  conquista.  Se “eu tenho” é por que sou merecedor “trabalhei muito”. Quando o correto seria dedicar toda a glória a Deus, e não firmar sua vida em riquezas ou bens temporários (Pv 13.7). A glória de Deus nunca pode ser dividida ou compartilhada com o homens (Is 42.8) e de exclusividade dEle, e somente Ele pode receber.

A maldade esta no coração humano, a semente do velho “Adão” está dentro dele, crescendo e frutificando. Somente um coração voltado para Deus pode alcançar vitória.

O mundo jaz no maligno e muitos ainda não entenderão que o orgulho humano é um mal que tem levado muitos a se esquecerem da providência divina. O poder por vezes preiteado por muitos é causa de confusão e contenta, e ainda se encontra também o orgulho e as presunções.

Diante de um quadro crítico que tem adentrado em muitas igrejas, clamamos a Deus, que abra uma oportunidade para estarmos firmes e com os corações pacificados para entender qual é a vontade perfeita do SENHOR para nossas vidas.

Somente o nosso SENHOR e salvador Jesus Cristo, pode ajudar a cada um de nós a vencer os desafios proposto para a igreja da atualidade. Somente Cristo tem poder para em um momento convencer o homem a caminhar perfeitamente pela sua vontade. Procuremos seguir o conselho de Tiago, fazendo o bem que temos aprendido, pois somente assim podemos encontra uma vida melhor neste mundo, e por fim a vida eterna.


Evangelista Juarez Alves.

2 de setembro de 2014

O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA



O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA

TEXTO ÁUREO = HUMILHAI-VOS PERANTE O Senhor, e ele vos exaltará. Tg 4:10

VERDADE PRATICA = A realização humana, a parte de Deus, é impossível de acontecer, pois a criatura não pode viver longe do Criador.

LEITURA BIBLICA = TIAGO 4: 1-10

INTRODUÇÃO

Com freqüência, em nosso zelo para com a Igreja hodierna, e no intuito de conduzi-la à perfeição, desafiamos os crentes a seguirem o exemplo dos primitivos cristãos. Às vezes damos a impressão de que os cristãos primitivos não enfrentavam as mesmas tentações que os cristãos de hoje enfrentam. Mas, não é isto o que a Epístola de Tiago nos revela. Tiago mostra que os primeiros cristãos, assim como nós, hoje, eram sujeitos às mesmas paixões.

A ORIGEM DAS GUERRAS E DOS CONFLITOS

Consoante à pergunta: “Donde vêm às guerras entre vós?”, isto é, entre os crentes, dentro da igreja? Responde Tiago que elas vêm dos deleites, da cobiça e da falta de sabedoria na oração.

1. Deleites (v.1). Não é pecado o crente viver prazerosamente. Porém, através de Tiago, Deus condena o hedonismo, doutrina filosófica segundo a qual o prazer é a finalidade última, o bem supremo da vida. Neste caso, “deleite ‘ é uma forma de glorificação dos sentidos, é o culto de adoração ao “eu” próprio.

Segundo o lúcido ensino de Tiago, a força dos prazeres que operam na nossa vida é que tem produzido o clima conflitante que está a minar a força e a sugar a vitalidade espiritual de muitas igrejas. O espírito de contendas entre cristãos é o produto da carne vencida pelo intenso desejo de prazer. E o homem dominado pela carne que produz conflitos dentro da igreja.

2. Cobiça (v.2). Desejar o que há de melhor, bem como desejar progredir na vida não se constitui um mal em si mesmo. Mas “cobiça” conforme trata Tiago, não representa aspiração legítima. As conseqüências da cobiça (v.2) são: morte, inveja, conflitos, guerras. Que conste, nenhum crente em sã consciência admitiria que isto procedesse de Deus. As conseqüências da cobiça são sempre funestas. As Escrituras registram o seguinte exemplo: tomado pela cobiça, o rei Acabe consentiu em matar o piedoso Nabote, a fim de apossar-se da vinha que este não quis vender-lhe (I Rs 21).
3. Inveja (v.2). Invariavelmente o invejoso é a primeira, e, em algumas vezes, a única vítima da sua própria inveja. Em geral o invejoso critica e combate as pessoas com as quais gostaria de se parecer. A Igreja tem sofrido grandemente por causa da inveja e ciúme dos crentes carnais. Eles têm-se feito constantes causas de contendas para os cristãos sinceros e úteis à causa de Deus.

4. Falta de a sabedoria no pedir (v.3). O ensino de Jesus de que “todo o que pede recebe” (Mt 7.7,8), é corroborado por Tiago. Contudo, ele fala acerca daquelas pessoas que pedem, mas nada recebem. Por quê? Porque pedem mal. Isto é: pedem fora da vontade de Deus, para gastar nos seus próprios prazeres. Uma vida espiritualmente desajustada produz orações desorientadas, as quais não recebem a resposta de Deus. Ninguém, nem mesmo através da oração, pode fazer de Deus ministro de suas próprias concupiscências. “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos ouve” (I Jo 5.14).

5. O Diabo. Ele tentou Jesus (Lc 4.2; Mt 4.1) e continua tentando os servos de Deus, provocando guerras e pelejas entre os crentes que dão lugar à sua ação. Ele anda "em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pe 5.8). Havendo guerras e pelejas, não há união e, sem esta, não há bênção. Devemos prevenir-nos contra as "astutas ciladas do diabo" (Ef 6.11).

6. A carne. Tiago, indagando de onde vêm as guerras e pelejas entre os crentes, responde que vêm dos deleites que guerreiam nos seus membros (v. 1). Paulo diz que os pecados "operavam em nossos membros" (Rm 7.5). Essas paixões ou deleites que operam nos nossos membros (a natureza carnal), tanto podem ser de origem sexual, como emocional e moral, as quais geram contendas. Alguém pode deleitar-se, em ver o mal ou a queda do outro. E prazer diabólico.

7. Desejo de poder. Esse desejo carnal de poder tem origem em Lúcifer, que, ao desejar tomar o lugar de Deus, imaginou-se grande (cf. Ez 28.2,17). Há muitos que, para "subir" nos cargos, procuram passar por cima dos outros, gerando guerras e pelejas desnecessárias. O melhor é humilhar-se sob a potente mão de Deus e ser exaltado por Ele a Seu tempo (Tg 4.10, 1 Pe 5.6).

A BUSCA EGOISTA

Tiago não usa a expressão “adúlteros e adúlteras” para acusar os cristãos, seus leitores, de impureza sexual. Não.  Ele se dirige àqueles cristãos que, devendo estar “casados”, “consorciados” com Deus, O têm traído, preferindo o concubinato com o mundo. Prosseguindo, Tiago pergunta aos seus leitores, se eles não sabem que:

1. A amizade do mundo é inimizade contra Deus (v.4). No seu livro Os Radicais, Alan Pailister, diz: “Amar o mundo é dar o nosso coração ao materialismo, à ambição ou ainda a coisas muito boas e válidas, mas que assume importância maior que o nosso Criador. O amor à pregação do evangelho pode ser no sentido negativo, amor ao mundo, se nos dedicarmos à pregação movidos pelo desejo de auto-glorificação.  O nosso amor à casa de oração pode ser considerado amor ao mundo, se dermos maior importância à aparência do lugar onde oramos do que ao serviço, ao louvor e à adoração, em primeiro lugar, ao Senhor, que é a razão primordial para a existência de tal coisa”.

2. O Espírito que em nós habita tem ciúmes (v.5). Os estudiosos das Escrituras têm tido alguma dificuldade quanto a afirmar se é o Espírito Santo ou o espírito humano que de nós tem ciúmes. As melhores versões da Bíblia, porém, grafam este versículo como sendo o Espírito Santo que com ciúmes zela por nós. Na versão Matos Soares, lemos: “Porventura imaginais que a Escritura diz em vão: O Espírito que em vós habita ama-vos com ciúme?”

3. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (v.6). E uma atitude de arrogância o crente admitir que possa amar o mundo, “dar cordas” aos seus deleites, à cobiça, à inveja, e também semear contenda entre irmãos, e por fim não vir a sofrer o juízo divino. Em contrapartida, referindo-se aos humildes: “assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivi- ficar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos ‘(Is 57.15).

A BUSCA DA AUTORREALIZAÇÃO

1. Sujeitando-se a Deus e resistindo ao Diabo (v.7). O apóstolo diz que devemos sujeitar-nos a Deus, resistindo ao Diabo, e este fugirá de nós. Sem a ação diabólica na igreja, não haverá lugar para guerras, pelejas e contendas.

2. Chegando-se a Deus (v.8). Estando perto de Deus, pela oração e comunhão, os crentes adquirem intimidade com o Senhor. Os sentimentos maus são afastados pela presença do Espírito de Deus.

3. Purificando o coração (v.8c). Davi disse que o jovem purifica o seu caminho e não peca, observando a Palavra de Deus e escondendo-a no coração (SI 119.9-11). Tiago exorta aos crentes pecadores a limparem seus corações e, aos de duplo ânimo, a purificar o coração. Isso afugenta as paixões humanas.



4. Sentindo as misérias (v.9). O apóstolo exorta a que os crentes carnais, cheios de inveja e cobiça, ao invés de pelejarem entre si, devem converter-se, sentindo suas misérias, através do lamento e do choro, tornando o riso da carne em pranto interior, e o gozo mundano em tristeza, atitudes essas que significam mudanças perante Deus.

5. Humilhando-se perante o Senhor (v.10). Já vimos que Deus dá graça aos humildes (v.6). Se os crentes se humilharem, Deus os exaltara. Se eles se exaltarem, serão humilhados. A humildade é a arma por excelência contra o orgulho, a inveja, a cobiça, as pelejas e guerras nas igrejas.

CONCLUSÃO

Fica bem claro que as guerras e pelejas entre os crentes, como manifestações das paixões humanas, têm sido utilizadas como instrumento de perturbação da obra do Senhor. O Adversário sabe que a igreja só marcha mais rápido, quando há união, amor, humildade, oração sincera e comunhão com Deus. Se ele conseguir prejudicar o clima espiritual, o caminho está aberto para o fracasso. Que Deus nos ajude a evitar esses males em nós mesmos e ao mesmo tempo combatê-los




Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
BIBLIOGRAFIA
Lições bíblicas CPAD 1989
Lições bíblicas CPAD 1999
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