Davi Unifica o Reino de Israel

4 de novembro de 2009 1 comentários

Davi Unifica o Reino de Israel

A escolha errada

“Então, todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. (I Sm 8: 4 e 5)”.

O versículo acima descreve o desejo dos israelitas pedindo para o profeta Samuel que constituísse sobre eles um rei para que viesse governar aquela nação, como todos nós temos conhecimento, este desejo além de magoar o profeta Samuel, de uma forma direta estava rejeitando o governo direto do próprio Deus em suas vidas, assim mesmo disse Deus: “... pois não te tem (1º Sm 8.7)”. rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele... Mesmo não sendo esta a vontade de Deus, mas este pedido foi aceito, o Senhor concede um rei sobre eles.

Ao princípio tudo muito bonito, a nação parecia bem, o reino também aparentava ser próspero e que continuaria nas mãos da família de Saul, em outras palavras o povo estava alegre (1º Sm 9.2; 10.22-24)! Deus ainda concedeu vitórias para aquele rei e seu povo (1º Sm 11.6,11), mas, passado um pouco de tempo, infelizmente, em vez do êxito através da obediência as ordens do SENHOR, veio a desobediência, e conseqüentemente a rejeição por parte de Deus: Porém Samuel disse:

Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei... Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu. (1º Sm 15. 22,23 e 28)”. Depois disto, atormentado, perseguindo Davi, consultando feiticeira, veio o trágico e triste fim da vida de Saul através do suicídio: “... Saul tomou a espada e se lançou sobre ela (1º Sm 31.4)”.

Esta foi a escolha do povo (ser igual as outras nações), desde o princípio têm sido assim, o povo escolheu o dilúvio em vez da arca de Noé ( capítulos 6, 7 e 8 de Gênesis); escolheram um bezerro de ouro em vez do Deus poderoso (Êxodo 32); escolheram murmurar e vaguear quarenta anos pelo deserto, em vez de possuir a terra prometida (Números 13 e 14); escolheram um rei (Saul) em vez do governo Divino; escolheram Barrabás em vez de Jesus Cristo (Mateus 27, Marcos 15, Lucas 23, João 18)...

São lições para nós, pois, muitos ainda estão escolhendo a vida de pecado e a condenação em vez das moradas celestes junto ao PAI; diz-nos o apóstolo Paulo: “E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram... Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos (1º Co 10. 6 e 11)”.

O Senhor Deus sempre exigiu a separação de Seu povo: “... Sede santos, porque Eu sou Santo (Lv 20.7; 1º Pe 1.16; Hb 12.14)”. Nós não podemos de maneira alguma amar ou sermos iguais/amigos deste mundo (Salmo 1; Jo 17. 14 e 16; = Tg 4.4; = 1º Jo 2. 15 ao 17).

O plano de Deus sempre será estabelecido

“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei (Is 55.11). Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? (Is 43.13)”.

Deus nunca é pego de surpresa, nunca está atrasado ou alheio aos acontecimentos, pelo contrário, tudo está sob Seu domínio, e sobre tudo Ele tem um plano e um propósito.

Parecia que o povo de Deus estava derrotado, sem rei e dispersos, mas existia um varão, um homem segundo o coração de Deus (1º Sm 13.14; At 13.22), que se entristecia com este “estado”, com esta situação, um homem que procurava viver sob a instrução e direção de Deus, obedecendo e exaltando o Rei dos reis (2º Sm 5. 19 ao 25), seu nome era Davi, o rei que Deus escolheu pra reinar sobre Israel.

Sempre consultando ao Senhor Deus, (2º Sm 2.1), depois de peregrinar pelos montes e cavernas, por causa da perseguição de Saul, a hora que Deus tinha determinado chegou, já em Hebrom (Judá), no meio da sua parentela, Davi foi aclamado rei (2º Sm 2.4), aonde reinou por sete anos. Mas não foi fácil, pois alguns ainda preferiam andar alheios á escolha de Deus:

Abner, um mal exemplo, constituiu sem aprovação divina a Isbosete como rei sobre uma grande parte do restante da nação israelita (2º Sm 2. 8-10), e muitos agem da mesma forma ainda nos dias hodiernos, constituindo pessoas nos mais diversos departamentos e cargos da igreja, (digo entre o povo de Deus tanto local quanto universal), simplesmente por conveniência, aparência, situação financeira privilegiada, amizade, outros se julgando mais capazes que os outros, tentam antecipar, ou num ditado popular, querem “dar uma mãozinha pra Deus” etc..., mas, infelizmente, muitos sem a CHAMADA e Escolha da parte de Deus, estão sendo reprovados, porque não aguardaram o “Tempo” de Deus em suas vidas. O Salmista ensina esperar com paciência (Sl 40.1).

Passada esta “prova”, Davi com certeza aprovado por Deus, finalmente recebeu a coroação total sobre a nação de Israel: “ENTÃO todas as tribos de Israel vieram a Davi, em Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, somos teus ossos e tua carne. E também outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel. Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei Davi fez com eles acordo em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a Davi rei sobre Israel. Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou. Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá... E Davi ia, cada vez mais, aumentando e crescendo, porque o SENHOR Deus dos Exércitos era com ele (2º Sm 5. 1-5 e 10)”. Finalmente o reino de Israel estava unificado. A vontade do Soberano Deus foi outra vez estabelecida. Este sim é o Grande Deus, que tem o Poder em suas mãos e faz o que lhe apraz.

Novamente Davi nos ensina quando nos capítulos 6 e 7 de 2º Samuel, ele demonstra o zelo que tinha pela Presença do Senhor, representada na arca. Assim disse nosso amado irmão comentarista, e eu reproduzo aqui que não se pode governar, reinar ou fazer qualquer outra coisa com êxito, se há negligência no culto a Deus, pois Jesus mesmo disse em João 15.5:

“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

E hoje, nós a igreja, o corpo de Cristo, precisamos cumprir as palavras de Paulo aos Efésios: “Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só SENHOR, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós (Ef 4. 3-6)”.

Mas, em muitos lugares, em muitas igrejas, em vez da unificação para as coisas boas, para a santificação, para o amor, para a consagração, etc... existe apenas um grande ajuntamento de pessoas, muitas destas sem objetivo algum, iguais ondas do mar quando vem o vento forte, levados de uma para outra parte, que muitas vezes se unem para o que é errado, estão unidos para plantarem as discórdias; uniram-se para desfazerem das boas doutrinas e bons costumes em que fomos ensinados. Judas disse assim:

“Estes são manchas em vossas festas de caridade, banqueteando-se convosco e apascentando-se a si mesmo sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas... Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.

Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam que, no último tempo, haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que CAUSAM DIVISÕES, sensuais, que não têm o Espírito (Judas 12,13,16,17,18 e 19)”. E Paulo em 2º Timóteo 4.3 e 4:Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

Infelizmente estas coisas sempre aconteceram e acontecerão, mas lembro aqui e encerro com as palavras do escritor aos Hebreus (6.9) quando disse:

“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos”. E as de Paulo na segunda epístola aos Tessalonicenses (2.15): “Então, irmãos, estai firmes e retendes as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”.

Vamos guardar o que temos ouvido e aprendido, em nome de Jesus: “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hb 2.1)”.

Elaboração pelo:- Coop:- Thiago Rodrigues Teixeira

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

.

Davi e sua equipe de liderados

29 de outubro de 2009 1 comentários

Davi e sua equipe de liderados

Nesta lição, abordaremos sobre uma das importantes características do rei Davi, que era o seu poder de liderar e de formar equipe com um extraordinário sucesso. Para tanto, começaremos aprendendo sobre os quatro tipos de líderes que existe, segundo o escritor George Barna, em seu livro; Desperte o líder que há em você, publicado pela CPAD.

Líderes Dirigentes – são líderes que não investem muita energia nos detalhes de um processo, dificilmente “são feras em controle” ou que dominem a microadministração, mas são pessoas que instigam a outros mostrarem de que forma as coisas poder ser realizadas ou feitas, fazem com que as pessoas se tornem parte da solução dos problemas, promovem a união para uma organização positiva. Esses líderes criam expectativa em torno de uma visão, estimulam a criatividade das pessoas e as capacitam em acreditar em si mesmas, atraindo mais em torno de sua liderança e de sua causa. Os líderes dirigentes são ótimos oradores e também bons ouvintes. Eles tem o jeito de fazer com que as pessoas percebam que são importantes.

Uma das características principais desse tipo de líder é tomar decisões em nome do grupo, são acostumados a tomar decisões, habitualmente agem por instinto ou impulso e podem mudar facilmente de opinião, impulsionada pelo sentimento de situação.

Sobre algumas imperfeições desses líderes, pode-se dizer que tem pouco interesse ou paciência com os detalhes de uma organização ou projeto, são inquietos, tem curtos períodos de atenção, preferem a ação de que reflexão e não são detalhistas.

Líderes Estratégicos – são líderes que gostam de se ocupar em projetos minuciosos “detalhados” para terem a certeza de que tudo foi observado e que o seu projeto torne uma realidade de sucesso.

Eles gostam de criar mecanismos práticos para transformar uma grande idéia de um futuro preferível em um possível plano de ação, para tornar esse futuro realidade. Eles contribuem examinando meticulosamente a realidade, pessoas, organizações, situações, idéias e atividades, para tirar conclusões que irão ajudar nas realizações dos projetos. Não é da personalidade dos lideres estratégicos provocar exaltação nas massas ou clamando por ação, sempre procuram evitar as reuniões publicas, isto porque, não são impulsionados pela emoção.

Um dos defeitos mais comuns desses líderes é a demora para tomar decisões, isso é comum porque se recusam a tomar decisões até que sintam que todos dados, detalhes e indícios foram observados e dão condições favoráveis para a tomada de decisões. Eles acreditam que podem eliminar todos os riscos na tomada de decisão se puderem analisar bastantes dados. Quando eles discursam em público, são em geral precisos, exatos e concentrados e enfadonhos, cansativos e desprovidos do poder de animar e entusiasmar as pessoas.

Lideres formadores de equipe - gostam de procura, são estratégicos, são operacionais, sabem e gostam de administrar os recursos que estão em suas mãos para que os projetos sejam realizados. Esses tipos de líderes vêem as pessoas, os projetos e idéias como um quebra-cabeças gigantesco, onde todo indivíduo tem o seu lugar, sendo indispensável, para o sucesso de suas realizações.

Esses líderes combinam visão com habilidade pessoal para organizar as pessoas em torno de uma causa comum, gostam de estar com pessoas, ficam animados de a presença deles, são de uma personalidade otimista, amáveis, de um comportamento encorajador. Os líderes formadores de equipes podem ser vítimas de sua maior força maior, os relacionamentos, depositando muita confiança e crédito em pessoas não se saem ou, as vezes, não podem se sair como prometido.

Líderes operacionais – são estratégicos e gostam de construir os sistemas que ligam as contribuições de todos, suas ações provêem estabilidade, prognostico e consistência, qualidades essas que fortalecem a equipe de liderança , mas também os esforços da organização enquanto ela se orienta no cumprimento dos projetos, metas e visão.

Esse tipo de líderes normalmente são tímidos e evitam chamar a atenção sobre si próprios, constroem sistemas que fazem as coisas funcionarem sem dificuldades, eles iniciam, coordenam, integram, facilitam, avaliam e aumentam os esforços das pessoas. São pensadores muito concentrados e disponibilizam grande tempo aos tipos de detalhes práticos da visão da organização, ou seja, ele e mais um administrador do que um líder. O ponto fraco desse tipo líder e antipatizar o conflito, com objetivo de evitarem a luta emocional, eles podem se render muito facilmente. Com o esforço de manter o impulso e a energia, evitam entregar mas notícias.

Voltando a lição, Davi assume o trono, depois de um reinado de sete anos em Hebrom, somente sobre Juda. O livro de 1 Crônicas mostra uma lista de homens valentes que serviram a Davi, que arriscaram suas vidas para servir e agradar o rei. Mas Davi mesmo reconhece que as suas vitórias não vinham de seus valentes que estavam ao seu lado, mas do Deus cuja presença e tudo em todos. Mas abordarei a força da liderança de Davi frente a sua equipe.

Davi era líder que conseguia conquistar admiração e a fidelidade de seus liderados, devido a sua própria personalidade formada e constituída no nosso Grande poderoso Deus. Davi era um homem de Deus, pois em sua vida habitava o Espírito Santo, mas também havia qualidades naturais em Davi que o ajudaram a liderar e formar a sua equipe. Ele era valente, talentoso, carismático, sisudo em palavras, criativo e de gentil aspecto.

Davi ainda jovem, aprendeu primeiro a ser liderado para depois liderar. Era obediente ao seu pai, serviu por muito tempo e fielmente a Saul, mesmo sendo um decadente e fracassado, Davi sempre esperou o tempo do Senhor para as coisas acontecerem.

Quantos líderes em potencial estão fracassando por não confiar no Senhor e esperar o tempo Dele.

Davi em um momento difícil em sua vida, aonde era perseguido por Saul, ajuntou em torno de si homens dos quais formaria uma equipe vencedora. Nos homens da equipe de Davi, não havia nenhum grande general, nenhum grande guerreira, um doutor ou estrategista, mas era composta de homens que se achavam em situação difícil, homens endividados e desanimados da vida. Note que e difícil constituir um exército de bons soldados, agora imagine formar uma equipe, ou melhor, um exército com o tipo de homens que Davi escolheu, e ainda mais colocou esses homens como chefes.

Davi como um grande líder e homem de Deus, viu naqueles homens endividados e sem expectativa de vida algo de valor e conseguiu demonstrar pela graça de Deus que aqueles homens podiam ser valorosos, fez com que aqueles homens acreditassem em si mesmos. O crente que exerce liderança na Igreja necessita dessa visão e atitude, acreditar nas pessoas que aparentemente não demonstram nenhum valor, mas o servo de Deus através da presença do Espírito Santo em vida, podem fazem com as pessoas descubram valores que existem em si mesmas, possam trabalhar, ajudar, lutar e servir na obra do Senhor. Quantas pessoas estão nesse mundo, endividadas, arruinadas e perdidas, sem nenhuma esperança de vida e o crente através do poder de Deus, pode levar almas perdidas a conhecer a salvação do Senhor Jesus, transformando-as em novas criaturas, com vitalidade, fé e esperança, fazendo com que façam parte da equipe de Cristo - “membros do corpo de Cristo”, da Igreja

Assim foi Davi, com visão de Deus viu naqueles homens desmotivados, grandes chefes para o seu exército. Os homens que foram escolhidos por Davi, também viram nele, um homem diferente, um homem de valor, em cuja a vida estava a presença e a autoridade de Deus, e passaram a compartilhar da mesma visão, esperança, poder e autoridade de Davi, sendo grandemente abençoados pelos Senhor, formando uma equipe de sucesso.

Todos os homens de Davi estavam unidos, coesos na mesma visão, agiam em harmonia e não com vaidade, com objetivo de agradar ao rei e serem vencedores. A Igreja do Senhor deve ser assim, unida, coesa, com o desejo de agradar ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus. Nós somos os membros do corpo de Cristo, como o Apóstolo Paulo ensina em sua primeira epístola aos Coríntios.

Nesse corpo, todos nos temos uma função especifica. Não podemos fazer nada em desunião, sendo oponentes, concorrentes e adversários um dos outros, porque se for assim o corpo de Cristo não crescera e o seu nome não será glorificado, uma casa divida não subsiste de pé. Mas que nesta grande equipe, que é a Igreja do Senhor, onde Ele é a cabeça. Trabalhemos unidos na mesma força, cooperação e propósito; o crescimento e a edificação do corpo de Cristo e para honra glória e louvor de seu nome.

Portanto, Davi foi um grande líder e um grande homem de Deus, um formador de equipe, com um caráter construído na presença de Deus e na sua palavra, fazendo com que as suas atitudes fossem refletidas e observadas em seus liderados, pois as pessoas são reflexos das pessoas que as lideram. Diante disso, se você é um líder, descubra que tipo de líder que você é, e peça ao Senhor para te aperfeiçoar, assim como Ele fez com Davi. E se você ainda não é um líder e mesmo que não pretenda ser, existem muitas lições maravilhosas na vida de Davi, que podem ser aprendidas por todos os crentes, e assim acredito fielmente que o Senhor Jesus estará te abençoando poderosamente. Amém!

Bibliografia

  • Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – 2004
  • Comentário Bíblico – HENRY Mateus - editora CPAD – 4 edição – 2004.
  • Historia de Israel – MERRILL Eugene H. – editora CPAD – 6 edição – 2007.
  • Desperte o líder que há em você – BARNA Georne – editora CPAD – 1 edição – 2004.

Autor – Pb. Helly Fernando Cardozo Pecheka – licenciatura em Historia – Membro da Igreja Evangélica Assembleia Deus em Dourados/MS, Professor da Escola Bíblica Dominical e Coordenador Geral da UMADD.

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA

23 de outubro de 2009 0 comentários

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA

INTRODUÇÃO

Deus desenvolveu o seu plano de redimir o homem por meio de uma série de promessas. Deus fez a primeira promessa de redenção no Éden, quando afirmou que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Mais tarde, as promessas feitas a Abraão, a Isaque e a Jacó revelaram mais pormenores acerca de seu plano.

Com o tempo, foi feita a Davi, o rei de Israel, uma grande promessa (2 Samuel 7; 1 Crônicas 17). Ele tinha decidido construir uma casa para Deus que substituísse a tenda que durante gerações tinha sido a morada de Deus na terra. Mas Deus disse a Davi:

"Tu não edificarás casa para minha habitação . . . o Senhor te edificaria uma casa. Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. . . . O confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre" (1 Crônicas 17:4-14). Essa promessa começou a se cumprir em Salomão, o filho legítimo de Davi (1 Crônicas 22:6-10; 28:2-8). Mas a sua intenção final esperava um Filho de Davi maior, o qual se tornaria rei eterno. O plano de redenção de Deus estava vindo à tona.

Os profetas de Deus explicaram mais detalhes sobre a promessa dele. Isaías falou da deidade e do caráter do rei vindouro e da natureza pacífica e justa de seu reinado (Isaías 9:6-7; 11:1-16). Jeremias escreveu sobre sua integridade (Jeremias 23:5; 30:9; 33:14-16). Ezequiel descreveu esse "Davi" como um pastor que apascentaria seu povo (Ezequiel 34:23-24; 37:24-25).

Mas desde a promessa até o seu cumprimento foi um período muito tempestuoso. Deus tinha alertado a Davi: "Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade" (Salmo 89:30-32). Mas mesmo com a disciplina, Deus prometeu não violar o seu concerto nem deixar de cumprir a sua promessa (Salmo 89:33-34).

No reino do neto de Davi, Roboão, Deus tirou dez tribos da casa de Davi por causa da idolatria, mas preservou uma tribo por amor a Davi (1 Reis 11:32-39). O filho perverso de Roboão, Abias, também foi poupado por causa da promessa que Deus tinha feito a Davi (1 Reis 15:3-5). Três gerações depois, Judá sofreu durante todo o reinado de Jorão, o genro de Acabe, um dos reis mais perversos que existiram. Ainda assim, "o Senhor não quis destruir a casa de Davi por causa da aliança que com ele fizera, segundo a promessa que lhe havia feito de dar a ele, sempre, uma lâmpada e a seus filhos" (2 Crônicas 21:7).

A viúva de Jorão, Atalia, "destruiu toda a descendência real" (2 Reis 11), mas deixou um nenê que estava escondido no templo. Mais tarde, Deus redimiu o seu povo das mãos do poderoso exército assírio de modo espetacular (2 Reis 19:33-35). Embora do ponto de vista humano a promessa de Deus sempre parecesse estar por um fio, Deus jamais deixou de mantê-la segura.

Depois de algum tempo, a perversidade obrigou Deus a retirar os descendentes de Davi do trono. Ele disse: "Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde e abatido o soberbo. Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei" (Ezequiel 21:26-27).


Deus usou a Babilônia para destruir a sua nação. A perspectiva de um reino eterno por meio da linhagem de Davi parecia pouco promissora. Certo escritor lamentou: "Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?" (Salmo 89:49). Num momento especialmente obscuro, emitiu-se um decreto "para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia" (Ester 3:13). Mas Deus interveio; sua promessa se manteve firme.

Deus havia prometido que da árvore cortada brotaria um renovo (Isaías 11:1). Tinha prometido reconstruir o tabernáculo caído de Davi (Amós 9:11-15). Havia predito que o reino não existiria mais até que chegasse aquele a quem pertencia (Ezequiel 21:27). Embora a perspectiva de cumprimento parecesse pouco promissora, homens corajosos, de fé, confiantes na promessa de Deus, esperaram a chegada do reino eterno do filho de Davi (Lucas 2:25, 38; 23:51).

Por fim, terminou o tempo de espera. Gabriel anunciou a Jesus: "Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim" (Lucas 1:32-33). Jesus Cristo, descendente de Davi, reina (veja Marcos 11:9-10; - Lucas 1:68-71; - Atos 2:25-36; - 13:32-37; -Romanos 1:3; 2 Timóteo 2:8; - Apocalipse 3:7; - 5:5; * 22:16). Em Cristo, o tabernáculo caído de Davi foi reconstruído (Atos 15:14-18). Que privilégio maravilhoso compartilhar como cristãos do reino eterno do Filho de Davi, Jesus Cristo (Apocalipse 1:9).

I - A fuga de Davi - A Conspiração de Saul

A ascensão de Davi ao poder promovida por Saul foi uma atitude política astuta, embora provasse mais a fragilidade psicológica do rei conturbado. Com grande coragem temperada pela circunspeção e humildade, Davi saía às guerras, e voltava tão bem-sucedido que não demorou para a multidão passar a cantar a respeito de seus feitos, quase de forma lendária.

O rei Saul achou-se eclipsado e, a partir daquele momento, traçou algumas estratégias para livrar-se de seu rival.

Em primeiro lugar, sob influência demoníaca, Saul tentou encravar Davi com uma lança na parede, pelo menos por duas vezes (1 Sm 18.11; 19.10), mas Yahweh o livrou de suas mãos. Bastante frustrado, Saul dispensou Davi da corte, deixando-o apenas dedicado ao serviço militar. Depois, o rei maquinou um plano pelo qual se veria livre de Davi: obrigou-o a pagar o preço (mõhar) de cem filisteus mortos, em troca da mão de sua filha Mical.

Isto seria o equivalente a uma alta quantia em prata e ouro (1 Sm 18.25). Davi não se intimidou e buscou a ocasião, ferindo duzentos filisteus. Quando Saul recebeu os relatórios constatando que a tarefa havia sido cumprida, tratou imediatamente de fazer os preparativos para o casamento. Saul passou a ter como genro o inimigo que tentava destruir.

A partir de então Saul passou a manifestar abertamente a intenção de destruir Davi, fazendo com que o próprio Jônatas soubesse de seus planos. Este, consciente sobre a eleição divina de Davi, buscou fazer seu pai entender que seria tolice derramar sangue inocente (1 Sm 19.4,5). Tais palavras até ocasionaram uma reconciliação momentânea, mas Saul logo estava à procura de Davi para o matar; desta vez, enviou alguns assassinos para o atacar enquanto estivesse dormindo. Porém Mical, ao tomar conhecimento do plano, avisou o marido, dando-lhe tempo para escapar e refugiar-se em Ramá junto ao profeta Samuel (1 Sm 19.18).

Permanecendo lá por pouco tempo, Davi procurou Jônatas mais uma vez, e juntos planejaram um meio de Davi saber se teria ou não um futuro na corte de Saul. Na ocasião, a intercessão de Jônatas por Davi era totalmente em vão, porque Saul havia posto no coração que Davi precisava ser eliminado. Saul percebeu que Jônatas havia reconhecido a legitimação do reino de Davi, e que expressava lealdade ao homem que era segundo o coração de Deus (1 Sm 20.30,31). Então, não havia outro caminho para Davi senão fugir, tornar-se um exilado de seu país e de sua família, caso ainda esperasse sobreviver para reivindicar seu lugar ao trono.

II – Davi Aguardando o Tempo de Deus

Davi foi primeiramente para Nobe, uma vila no monte das Oliveiras, onde o sumo sacerdote presidia sobre o tabernáculo. Visto que Aimeleque (em outra passagem conhecido como Aías; cf. 1 Sm 14.3; 22.9) era bisneto de Eh, é razoável admitir que ele ou seu pai Aitube removeram o tabernáculo de Siló e o instalaram em Nobe. Alguns até hoje questionam o porquê de tal lugar haver sido escolhido. A arca, é claro, ainda estava em Quireate-Jearim, sob a custódia da família de Abinadabe.

Tendo escapado de Saul apenas com as roupas do corpo, Davi e seus companheiros estavam famintos e pediram alimento ao sacerdote. Aimeleque não sabia acerca do desentendimento entre Saul e Davi, de sorte que lhes providenciou o único alimento disponível: os pães da proposição do tabernáculo. Tomando a espada de Golias que tinha sido guardada debaixo do éfode, talvez como símbolo da superioridade de Yahweh sobre os filisteus — Davi partiu em direção a Cate, a terra natal de Golias.

Este ato de loucura, acentuado pelas representações teatrais de Davi, acabou convencendo Áquis, rei de Gate, de que Davi estava de fato insano. Os profetas extáticos do mundo pagão agiam da mesma maneira e, tidos como homens santos, eram isentos de punição, como foi Davi. O herói hebreu que ferira de morte Golias, obteve o direito de aguardar em Cate. De fato, Davi procurava um refúgio em Gate, mas o rei Áquis, por alguma razão, não achou por bem que Davi permanecesse em seu meio.

Pelos próximos dez anos, Davi viveu uma vida de fugitivo, movendo- se de um lado para outro, sem nenhuma ajuda visível. Encontrou refúgio na caverna de Adulão, uma cidade situada na Sefelá de Judá, cerca de 24 quilômetros a sudoeste de Belém. Na ocasião, sua família tomou ciência da situação, e juntou-se a outros sob o comando de Davi. Isto sugere que emergia um consenso a respeito de que Davi, tendo recebido a unção como rei, estava prestes a liderar um movimento que resultaria em uma grande revolução e na deposição de Saul. Até mesmo os filisteus perceberam isto (1 Sm 21.11). É provável que tivessem poupado Davi em Gate precisamente porque poderiam usá-lo para minar o governo de Saul.

Davi, entretanto, preocupava-se mais com sua sobrevivência, embora fique claro que no curso do exílio estivesse cultivando boas relações com seu clã judaico, a fim de ganhar apoio quando chegasse o tempo de sua monarquia. Estrategicamente, fez uma viagem a Mispa em Moabe (local desconhecido), onde requisitou e recebeu permissão para deixar a família ali, visando protegê-la. É clara a razão de Davi ter escolhido esse local, visto que sua bisavó Rute era moabita.

Também pode ter havido a intenção de conseguir o favor de Moabe, pois Davi sabia bem que viria o tempo em que disputaria com Saul o apoio dos remos vizinhos. Israel já havia guerreado com Moabe sob o governo de Saul (1 Sm 14.47), então há razão para supor que o rei de Moabe, como os filisteus, aproveitasse o conflito entre Saul e Davi para adquirir vantagens. Qualquer acordo que Davi tenha feito com a Filístia ou Moabe não durou muito tempo, pois já no início de seu reinado ele reduziu ambas as nações a estados tributários de Israel (2 Sm 8.1,2).

Nesse período, o profeta Gade juntou-se a Davi, e o aconselhou durante o restante de seu exílio. Gade recomendou-lhe que deixasse Adulão, e se deslocasse para a floresta de Frete (localização desconhecida).

Enquanto isso, Saul, dominado por sua paranóia, acusou os companheiros benjamitas de deslealdade por não terem confessado que Jônatas, seu filho, havia desertado e manifestado solidariedade para com Davi. Para apaziguar Saul, Doegue, que havia observado como o sacerdote Aimeleque favorecera Davi em Nobe, decidiu contar ao rei tudo o que lá tinha ocorrido.

Furioso, Saul reuniu os sacerdotes de Nobe e, acusando-os de traição, matou sumariamente a todos. Ele mesmo colocou a cidade de Nobe sob herem, apagando-a definitivamente da terra. Porém, Abiatar, filho de Aimeleque, conseguiu escapar para junto de Davi, e o serviu durante todos os anos que este esteve no deserto. Mais tarde, tornou-se o sumo sacerdote de Israel juntamente com Zadoque, mantendo esta posição até que Davi veio a falecer, quando então conspirou com Adonias, filho de Davi, para que Salomão não se tornasse rei. Tal atitude removeu Abitar do ofício de sumo sacerdote, e ocasionou seu exílio em Anatote quando Salomão assumiu o poder.

Davi podia estar fugindo de Saul, mas permanecia sempre bem informado das necessidades de sua parentela. Os filisteus, talvez testando as intenções de Davi, fizeram uma incursão na cidade de Queila (Khirbet Qilã), um vilarejo de Judá ao sul de Adulão. Buscando cuidadosamente o Senhor através do éfode que Abiatar havia trazido de Nobe (1 Sm 23.6), Davi convenceu-se da vitória e partiu para Queila a fim de libertar seus conterrâneos.

Ciente, Saul marchou rapidamente para o sul com intenção de emboscar Davi e seus homens dentro da cidade. Davi soube da chegada de Saul a tempo de escapar, buscando refúgio no deserto de Zife que ficava pouca coisa ao sul de Hebrom. Ele estava certo de que o povo de Queila, que ele acabara de salvar dos filisteus, não o defenderia contra Saul. Uma evidência de que Davi não desfrutava de apoio total nem mesmo em Judá.

Também os habitantes de Zife provaram ser traiçoeiros, pois não perderam tempo em informar ao rei de que Davi escondia-se no meio deles. Sempre um passo à frente, Davi partiu depressa para o deserto de Maom. Saul também chegou ao local, e por pouco não capturou o exército de Davi. Mas antes de prosseguir, teve de voltar para o norte, a fim de impedir uma invasão dos filisteus em seu território. Davi partiu para o oriente, até EnGedi (Tel ej-Jurn), às margens do mar Morto.

Incansavelmente, depois de resolver o problema filisteu, Saul voltou à perseguição. Seguiu Davi até En-Gedi, mas desta vez quase perdeu sua própria vida, pois Davi estava em uma posição que poderia matá-lo, caso realmente o quisesse. Sem dúvida o instinto humano requeria que Davi se livrasse do rei e buscasse o trono. Porém, a percepção divina prevaleceu, porque Davi sabia que até que o próprio Jeová o removesse, Saul permaneceria o ungido do Senhor. Ele também reconhecia sua unção divina, mas isso não significava muito no momento. Tudo o que ele sabia era que Deus, que o tinha escolhido, o colocaria na posição de poder no tempo dEle.

Temporariamente atraído pela bondade e respeito manifestos por Davi, Saul decidiu retornar para casa. Davi também partiu de En-Gedi e foi para o deserto de Parã até o Carmelo (Kirmil), dois ou três quilômetros de Maom (Khirbet Ma’in).

Davi ouvira falar de um homem muito rico chamado Nabal, que vivia em Maom e era dono de muito gado e vastos territórios no Carmelo. De novo à beira da fome, Davi pediu àquele homem alimento para si e para seus homens, o que não era um pedido injusto se considerado o hábito da apropriação indevida comum aos indivíduos fora-da-lei. Além disso, com consentimento dos homens de Nabal, Davi protegeu os rebanhos deste sem qualquer remuneração (1 Sm 25.15). Apesar disso, Nabal não concedeu o pedido e, não fosse pela intercessão da sábia e bela Abigail, mulher de Nabal, aquele homem rapidamente teria experimentado a ira de Davi.

Abigail providenciou os suprimentos necessários, Quando Nabal ficou sabendo do que lhe iria acontecer, ficou tão chocado que teve um ataque do coração e morreu. Davi, agradecido a Abigail e ao mesmo tempo envolvido por sua sabedoria e beleza, providenciou para que ela se tornasse sua esposa. Ele também se casou com Ainoã, de Jezreel (Khirbet Terrama?), uma cidade a sudoeste de Hebrom. A primeira mulher, Mical, tinha nesse tempo sido tomada de Davi e entregue a outro marido, Paltiel. Depois de Davi se tornar rei em Hebrom, Ainoã deu à luz seu primogênito, Amnon, e Abigail deu à luz seu segundo filho, Quileabe (2 Sm 3.2,3).

Mais uma vez os zifitas, que pareciam ter um incontrolável ódio de Davi, notificaram a Saul que seu inimigo estava entre eles, em Aquilá (local desconhecido). Quando Saul chegou ao local, Davi e seu sobrinho Absai (ver 1 Cr 2.13-16) penetraram furtivamente no acampamento do rei, durante a noite, e facilmente poderiam tê-lo matado juntamente com seu general de exército, Abner. Novamente Davi reconheceu a santidade do reinado em Israel e deixou que o destino de Saul fosse consumado pelas mãos de Yahweh (1 Sm 26.10).

Quando Saul despertou e soube que ainda estava vivo pela misericórdia de Yahweh e seu servo Davi, confessou outra vez seu pecado contra Davi e prometeu nunca mais buscar tirar a vida de Davi. Mas Davi sabia que estes eram apenas surtos de paranóia, e que em momento oportuno voltaria a caçá-lo.

III - O exílio de Davi na Filístia

Estava claro para Davi que seria apenas uma questão de tempo para que Saul o alcançasse, de forma que decidiu uma medida drástica buscou asilo junto a Áquis, rei de Gate. Decerto alguns fatores contribuíram para um clima de mútua confiança entre Davi e o rei dos filisteus.

Primeiro, não havia coisa melhor para Áquis do que a brecha irreparável entre Davi e Saul. Sem a presença de Davi, Saul ficava sem um comando militar forte o suficiente para eliminar os filisteus; sem Saul, Davi ficava sem uma base local para operar.

Segundo, Davi se conduziu entre os filisteus de modo que mostrava não haver qualquer interesse em prejudicá-los. Somente uma vez em seus anos de exílio, em Queila, lutou contra os filisteus, e assim mesmo foi uma medida defensiva. Terceiro, Davi deve ter comunicado a Áquis sua disposição para submeter-se ao comando dos filisteus em troca de proteção. Pode ser que tivesse prometido ao rei filisteu tornar o território de Judá um estado vassalo da Filístia depois que tomasse Hebrom. Existem fatos subseqüentes que parecem apontar para essa direção.

De qualquer maneira, Áquis recebeu Davi e seus homens com alegria, garantindo-lhe inclusive liberdade em Ziclague (Tel esh-Shari’ah). Davi morou nessa cidade por mais de um ano (ca. 1012-1011), deixando-a somente após a morte de Saul e sua ascensão ao trono de Judá. Durante esse tempo, combateu os gesuritas, girzitas e amalequitas no deserto. Mediante estratégias diplomáticas, trouxe os despojos das guerras para o rei Áquis, dizendo que vinham de Judá (1 Sm 27.10)! Não é de espantar que Áquis tenha visto em Davi um renegado de seu povo e um forte aliado dos filisteus. Davi estava provando ser um servo bastante devotado.

O disfarce rapidamente assombrou Davi, que se viu lutando do lado errado no conflito, talvez o mais decisivo dentre as várias guerras travadas entre filisteus e israelitas, Os filisteus tinham se reunido em Afeque para desferir o golpe mortal contra Israel. Áquis, é claro, insistiu para que Davi se juntasse a ele a aos demais reis em coup de grâce.

Os outros quatro reis não estavam convencidos da lealdade de Davi e, de fato, achavam que ele mudaria de lado na hora mais renhida da guerra, unindo-se novamente a Saul. Com muita relutância, Áquis teve de comunicar a Davi a decisão tomada pelos reis. Embora Davi tenha expressado com muita sabedoria seu protesto, voltou para Ziclague bastante aliviado.

Enquanto isso, Israel já tinha se reunido em Gilboa (Jebel Fuqa’ah), uma montanha situada cerca de 11 ou 12 quilômetros ao sul de Suném (Sôlem).

Aterrorizado pelo grande número de filisteus que vinham ao seu encontro, Saul recorreu a uma médium próximo a Endor, ao norte do monte Moriá. Tentou disfarçar-se, pois ele mesmo havia proibido tal prática (1 Sm 28.9), mas quando insistiu para que a mulher lhe chamasse Samuel dentre os mortos, ela imediatamente reconheceu que se tratava do rei.

Apesar disso, ela continuou na descrição da aparição que Saul reconheceu ser o profeta Samuel.

Pacientemente Samuel explicou mais uma vez que Saul, por causa da desobediência, perdera o direito de reinar, e que Davi reinaria em seu lugar. Além disso, Samuel afirmou que Saul e seus filhos morreriam naquele mesmo dia enquanto Israel cairia em desastrosa derrota diante dos filisteus.

IV - A Justiça do Senhor

Adulão ficava cerca de dezenove quilômetros a Sudoeste de Belém.

Fica no vale de Elá, e até hoje existem fileiras de enormes cavernas, que realmente poderiam abrigar todos os homens de Davi.

A palavra Adulão tem como tradução: “Justiça do povo, refúgio ou esconderijo.”

Vivemos em um mundo repleto de injustiças, pois a malignidade impera em muitos corações. No nosso dia-a-dia passamos por muitas aflições por causa dessas injustiças, mas com Jesus temos sempre bom ânimo, pois Ele sempre nos justifica.

1 - Ser justificado por Jesus é refugiar-se Nele, em Adulão:

a) Adulão ® Lugar de significado profético (v.1)

Davi tinha acabado de passar por uma situação de vergonha em Gate, onde teve que se passar por louco com medo de Aquis. Hoje você pode estar procurando lugar de refúgio, pois não agüenta mais ser injustiçado, envergonhado diante de situações.

Davi, quando estava em Adulão, ainda não havia sido valorizado, justificado.
Assim como Davi, muitas pessoas ainda não deram a Jesus o devido valor, mas a Palavra diz que um dia todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Invoque o nome de Jesus e Ele será a Sua justiça, o Seu lugar de Refúgio; onde você não estará sozinho, “seus irmãos e toda casa de seu pai desceram ali para ter com ele”. Em Jesus você sempre terá pessoas ao seu lado, lutando as suas guerras, lhe erguendo em todas as situações.

b) Adulão ® Lugar de sair da superficialidade e buscar profundidade insondável.

Na caverna de Adulão há locais onde não se consegue medir sua profundidade.
Davi tinha profundidade em seu relacionamento com Deus. Ele conhecia o bom pastor (Sl 2:3), Deus havia livrado do urso e do leão. Para sermos justificados temos que ter um relacionamento profundo com o justificador. Para viver o que Deus tem para nossas vidas, temos que nos aprofundar cada vez mais na palavra, na comunhão com o Senhor, na santidade e assim, vivemos buscando não mais a justiça de homens, mas buscaremos o Reino de Deus e a sua justiça e todo o resto nos será acrescentado.

Pv 29:26 - “Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do Senhor”.

c) Adulão ® Lugar de transformar a humilhação em honra.

Só vieram a Adulão quem realmente precisava de Davi. Apesar dele já ter sido ungido anteriormente para reinar, ali passaria por dificuldades e situações constrangedoras como nos descrevem os filhos de Coré no Sl 42 em que ouviam constantemente a frase: “Onde está o teu Deus?”. Hoje você pode até encontrar-se na situação de Davi e das pessoas que o rodeavam e pede ao Senhor que lhe justifique; você não suporta mais ouvir as pessoas lhe perguntando: “Onde está o teu Deus?”.
Deus não precisa de advogados para justificá-lo, Ele necessita de corações que o busquem, que se humilhem para que no devido tempo Ele os posso exaltar.

Viva o tempo de Deus; hoje pode ser a dívida, mas amanhã o pagamento, hoje pode ser a doença, mas amanhã a cura.
Ef 4:24 “… e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.”

d) Adulão ® Lugar de descobrir o verdadeiro rei.

Quem diria que aquele que estava escondido em Adulão com muitos marginalizados pela sociedade seria o homem segundo o coração de Deus?! Quem diria e quem poderia crer que o Rei dos reis nasceria em uma estrebaria e seria colocado em uma manjedoura?!

Manjedoura - local destinado para alimento de animais. Jesus é o alimento deste mundo, Ele é o pão da vida. Hoje você pode querer estar se justificando em tantas situações, querendo encontrar respostar para suas situações; entrega o seu caminho ao Rei dos reis e Ele lhe justificará.

II Tm 4:8 “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”.

e) Adulão ® Lugar que aceita os injustiçados e os redime (v.2)

Que analogia maravilhosa existe entre a reunião dos que se achavam em aperto, dos homens endividados, dos amargurados de espírito, com Davi, e a atração dos publicanos e pecadores com Cristo. Jesus recebe todos de braços abertos. O filho pródigo voltou para o pai sem dinheiro e vivendo como um escravo; o pai o justificou diante dos empregados e diante do irmão, dando-lhe sandália, roupa nova, anel no dedo e fazendo uma festa.

Hoje é dia de você ser recebido por Aquele que é a justiça, com festa.

Rejeitados por todos, aqueles homens encontraram abrigo em Adulão; hoje você pode refugiar-se em Jesus Cristo, Ele fundou um reino duradouro, e está formando um exército que destruirá para sempre o poder do mal.
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”.

f) Adulão ® Lugar de trocar de liderança.

Todos aqueles quatrocentos homens serviam antes ao rei Saul, mas decepcionaram-se porque ele não fazia nada por eles e não se compadecia de suas necessidades.

Em Lc 10:30-35 encontramos um sacerdote e um levita que representavam a religiosidade passarem longe de um homem semimorto. A religião não justifica ninguém. Enquanto que o bom samaritano hoje veio para lhe tratar as feridas das injustiças deste mundo e lhe conduzir à hospedaria, onde Ele paga a conta e as demais necessidades futuras. A hospedaria é o Reino de Deus que não é comida nem bebida, mas justiça, paz, alegria e poder! Jesus já pagou a conta, tome posse da justificação pela fé!

V - Aprendendo a Agir no Tempo de Deus = Salmos 102:12-13

"Tu, porém, Senhor, no trono reinarás para sempre; o teu nome será lembrado de geração em geração. Tu te levantarás e terás misericórdia de Sião, pois é hora de lhe mostrares compaixão; o tempo certo é chegado."

Estamos vivendo dias de agitação. O mundo não para, a cada dia surge novas cosias, e nós corremos para acompanhar a modernidade. Já não temos tempo para comer, sentar à mesa com a família é coisa do passado. Tem muita gente vivendo debaixo do mesmo tempo e levam dias sem se encontrar, sem falar.
As coisas acontecem numa velocidade, e por isso as pessoas não conhecem mais a palavra ESPERAR.

Mas a Bíblia diz que há tempo para tudo embaixo do sol. E este versículo 13 de Salmos diz que tem um tempo certo para Deus agir. É importante esperar no Senhor, ser sensível à sua orientação e agir no tempo dele. Quando você dá um passo é importante verificar se está sendo guiado por Deus ou se está ouvindo a voz do eu.

VI - O que é preciso fazer para agir no tempo de Deus?


1- Ouça Deus falar com você - A ansiedade nos leva a ouvir a voz do eu. Muitas pessoas oram a Deus, mas não param para ouvir a resposta. Interpretam a Palavra de Deus de acordo as suas vontades e desejos e por isso agem fora da vontade de Deus. Poré é necessário que você depois de ouvir a voz de Deus com relação ao que Ele quer que você faça, aguarde em oração o tempo dele.

2- Espere em Deus – Salmo 40:1-2 - Se você souber esperar no Senhor, terá a recompensa de ver Deus se inclinar para lhe ouvir. O Rei Davi passou por muitas lutas e tribulações, mas aprendeu a esperar o tempo de Deus para agir. A nossa alma está constantemente nos seduzindo a agir pela vontade, pelas paixões da carne, mas no Salmo 42: 5, Davi nos ensina a lidar com a alma. Ele pergunta para a sua alma: “Por que estás abatida ó minha alma, por que te perturbas dentro de mim? Mas antes que ele ouça a voz da alma, do eu, ele responde: “Espera em Deus!” saber esperar em Deus é caminho para agirmos no tempo certo.


Se você depois de Ouvir a voz de Deus e esperar o Tempo dele, continuar inquieto, ansioso, não desanime, busque a Deus novamente em oração. Depois creia que Ele te dará força e não lhe deixará só. Lembre-se que Jesus prometeu que estria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. O Senhor lhe conduzirá passo a passo e no tempo determinado Ele irá a sua frente, assim na hora em que você agir não estará só.


Renda-se e seja sensível a voz do Senhor, obedeça à liderança do Espírito Santo e você terá vitória. O Senhor está dizendo a você o tempo certo é chegado. Saiba que é Deus quem age, a nossa responsabilidade é obedecer a sua liderança e agir no tempo determinado por Ele.

VII - TUDO É BOM E BELO NO TEMPO DE DEUS = ECLESIASTES 3:11


“E TUDO FEZ DEUS FORMOSO NO SEU TEMPO DETERMINADO”

Em Eclesiastes diz que tudo fez Deus formoso no seu devido tempo ou no seu tempo determinado, para que a beleza venha a existir ela tem que estar o devido tempo preparado por Deus .


A flor é linda mais no seu devido tempo, existe Beleza em uma semente, ela precisa estar no tempo determinado por Deus ela precisa ser plantada na terra no tempo certo vai germinar e crescer, se tornando uma flor bela, a beleza a do Senhor vai se manifestar quando estamos no tempo de Deus, existe algo Belo para sua vida saiba estar no tempo de Deus .

Deus é o único que antecede o tempo, pois vai regredindo isto não existia, isto também não existia, o mar não existia, as plantas não existia, o homem não existia , quando você chegar ao fim onde nada existia Deus já existia, mesmo quando você chega ao fim de um tempo Deus continua existindo, é muito importante você estar no tempo de Deus pois assim a beleza se manifesta.

Uma semente quando começa a germinar se arrancada não atingirá a formosura, pois para tudo existe um tempo pré determinado por Deus para que as coisas criadas por Deus atinjam a formosura.

Algo interessante que Deus criou as estações do ano para marcar o fim e o começo de um tempo, e dar inicio a uma nova estação, o fim da primavera dá inicio a uma nova estação o verão, o fim do verão dá início a uma nova estação o Outono, o fim do Outono dá início a uma nova estação o Inverno, assim Deus criou em nossas vidas estações para o fim de um tempo e o início de uma novo tempo, tem pessoas que não conseguem viver no tempo de Deus nunca atingem a beleza a formosura que sempre completara uma estação em nossas vidas.


Veja a estação da primavera é marcada com um tempo onde a natureza atinge sua beleza natural, uma estação conhecida como a estação das flores e de alguns frutos, é a estação que é marcada pela beleza e formosura da natureza

Veja a estação do verão que é marcada pelo forte calor, onde vivenciamos um período de muitas chuvas, e muito sol.

Veja a estação do outono que é marcada pela queda das folhas um período de dormência das arvores.

Veja a estação do inverno que é marcada pelo forte frio, uma paisagem de brandura, mais todas as estações atingem sua beleza no tempo de Deus, a primavera é uma estação linda, o verão uma estação bela com fortes calor, o outono uma estação que atingem uma beleza onde muitas plantas entram no estado de dormência perdem sua folhas , mais é uma estação que atinge também uma beleza transcendental, e o inverno é tão belo, lembre-se das nevasca, os montes coberto de gelo, o clima frio nos dá um privilégio comermos mais. Em resumo tudo é belo e atinge sua beleza quando estamos no tempo de Deus.

Veja como é feio uma pessoa em pleno verão com um casaco de pele, ela esta fora do tempo, veja como é feio uma pessoa de shorte sem camisa em pleno inverno é horroroso, ele esta fora do tempo, assim tudo que sai fora do tempo pré-determinado por Deus não atinge sua beleza ou sua formosura , assim sobre este tema quero começar a pregar, sobre tudo no tempo de Deus é belo, e atinge sua formosura. Deus tem na sua vida estações tempo pré-determinado para que as coisas aconteçam e você conheça a beleza de Deus na sua vida.

Você nunca parou para pensar que em época que você está dando tantos frutos, as coisas parecem estar florindo, você esta tão entusiasmado para fazer e acontecer, depois você nota que sua vida esta no apse do calor espiritual, o fogo de Deus acesso em sua vida de oração e jejum de dar inveja, mais parece que esta estação passou já não oro tanto parece que estou tão improdutivo, acho que não tenho feito nada para o senhor, assim vem então um frio um inverno na vida do crente que ele acha que não vai suportar tanto frio na sua vida o inverno, mais será que não existe beleza de Deus em fazes ou estações em nossas vida, eu te digo é claro que sim , saiba Deus fez tudo com seu tempo pré determinado para atingir a formosura a beleza que Deus tem para nossas vidas.
Foi pensando assim que o Espírito Santo começou a me revelar esta palavra nós devemos saber quem em nossa vida existe estações, TEMPOS PRÉ-DETERMINADOS PARA QUE A BELEZA VENHA A APARECER que devemos compreender, pois existe uma beleza de Deus reservado para cada tempo em nossa vida .

Pois assim entenderemos quando o salmista Davi você não sabia mais tem salmos que levaram meses para ser escrito, eles marcam algumas estações na vida do salmista Davi veja o que ele diz em
salmo 42, como terra Árida exausta e sem água assim por ti ó Deus suspira a minha alma, a minha alma tem sede de Deus, ele está aqui demonstrando uma estação da sua vida quando a sêde de Deus ultrapassa nossos entendimentos é tanto prazer e alegria em fazer a obra do Senhor, ele declara quando irei e verei sua face, Davi está em uma estação que eu e você poderíamos dizer, ele está na estação do verão calor, fogo, a vontade de buscar Deus é explicita na vida de Davi.


Assim nos versículos 3 e4 vemos mais uma estação na vida de Davi, já agora ouça o que diz nos versículos 3 e 4, as minhas lágrimas tem sido meu alimento Dia e Noite , enquanto me dizem continuamente o teu Deus onde está, já agora Davi está em prantos e sendo questionado por ele mesmo aonde estará o seu Deus que não lhe responde, diz ele lembro-me destas coisas, já está vivendo de lembranças quando estamos passando um momento difícil e que as lembrança mais nos ataca, já está em uma outra fase de sua vida.

Veja agora os versículos 5 e 6, porque estás abatida minha alma, porque te perturbas dentro de mim, o que é que está acontecendo com você porque esta tristeza tão grande, pois eu ainda o louvarei ele é meu auxilio o meu Deus, fazes estações que passamos para atingirmos a beleza a formosura do Senhor, então ele diz contudo o Senhor durante o dia me concede a sua misericórdia, e durante a noite comigo estás.

Assim eu quero que você entenda que há um tempo determinado para cada estação da sua vida não tente adiantar nem abreviar o tempo de Deus, pois assim não atingiremos a beleza e formosura de Deus para nossa vida, veja alguns exemplos de homens e mulheres que erraram não conhecendo o tempo de Deus.

ADÃO quando ele come do fruto enganado pelo diabo que ele então seria conhecedor do bem e do mal, porém ele tenta abreviar o tempo querendo conhecer algo fora do tempo de Deus, não ouve beleza nisto, não tente saber tudo você tem que respeitar o tempo de Deus para o conhecimento, crentes que se acham sabedores de tudo saem fora do tempo de Deus não haverá beleza nisto.

ABRAÃO, Deus havia dito para ele Abraão de ti farei uma grande nação, você será pai, vai sair de você nações,

Mais Abraão querendo abreviar o tempo, teve um filho com sua empregada Agar, que Beleza houve nisto irmão, a não ser entriga e brigas, se Deus te fez uma promessa não tente ajuda-lo pois ele tem um tempo pré determinado para que a beleza a formosura apareça em sua vida.

A NAÇÃO DE ISRAEL achando que Moisés estava demorando, obrigaram a Arão a fazer um bezerro de ouro para eles adorarem, houve beleza nisto não, o que ouve foi um grande morticínio, pois todos que adorarão morreram.

O REI SAUL achando que o profeta estava demorando de mais resolve ele mesmo sacrificar no lugar do profeta, tudo porque tinha pressa, irmão houve alguma beleza nisto, não queira fazer o que é da alçada do Pastor, não queira fazer algo que não é do seu bico, nunca haverá Beleza nisto.

Veja irmão tudo tem um tempo determinado por Deus para que a Beleza venha a aparecer, a algo belo de Deus para sua vida em todas as estações que você esta atravessando, quando você estiver na luta no tempo de Deus Golias caira e sua beleza aparecerá. Se você está na Benção mesmo assim as janelas do Céu continuaram abertas sobre sua vida, se você está na prova mesmo dentro da cova dos leões a beleza aparecera.

Talvez não foi visto beleza nenhuma na vida de José quando ele estava na cisterna, não foi visto beleza nenhuma quando ele estava sendo vendido como escravo, não houve beleza nenhuma quando foi lançado na prisão inocentemente, mais a formosura sempre aparecerá no tempo determinado por Deus pois foi de uma beleza incomum quando faraó diante do Egito tira seu anel e coloca no dedo de José, declarando que ninguém seria maior que José no Egito a não ser faraó, houve beleza nisto meu irmão.

Talvez não houve beleza quando o caluniaram, perseguiram, maltrataram, prenderão, chicotearam, obrigaram a carregar a cruz , pregaram vivo na cruz , ele morre na cruz e diz pai esta consumado, a beleza sobrenatural de Deus aparece quando ele ressuscita e os anjos dizem ele não está aqui ele já ressuscitou, a beleza de Deus aparece na ressurreição de Jesus.

VIII - O tempo da espera


A ansiedade é uma angústia, um mal que nos destrói pouco a pouco!

"Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá." (1Sm. 16.13.)

A ansiedade é uma angústia, uma incerteza aflitiva, um mal que nos destrói pouco a pouco, dia após dia. Vemos no livro de primeiro Samuel o episódio da unção do jovem Davi a rei de Israel.

Davi não alcançou o reinado de sua nação logo após sua unção, houve um tempo de espera, tempo este que não foi pequeno, muitos anos se passaram, muitas situações aconteceram na vida daquele jovem, até que ele chegasse ao lugar para o qual Deus o havia ungido.

Deus, em sua eterna sabedoria e grandeza, projetou um propósito definido para cada um de nós. Não nascemos sem que já de antemão Deus tivesse em sua mente infinita um caminho perfeito para nós.

Os anos passam, nossa vida se desenvolve e nós conhecemos ao Senhor. Muitos em sua adolescência, como Davi, são ungidos para serem ministros de Deus. Recebem palavras proféticas e naquela direção sua vida começa a seguir. Começam a liderar trabalhos na casa do Senhor com os adolescentes, jovens, ministérios de música etc... Muitos quando terminam os seus estudos no ensino médio, rapidamente se matriculam nas escolas teológicas e acham estar fazendo tudo certinho, que será apenas uma questão de cronômetro humano a conclusão do curso, que o levará ao lugar que Deus preparou para cada um.

Mas nos enganamos, o tempo de Deus para nossa vida não é medido pela mente humana ou pelas circunstâncias preparatórias para o ministério. Todo preparo e estudo são válidos, mas não são eles que vão determinar o cumprimento do plano de Deus em nossa vida.

Como vimos no texto de primeiro Samuel, Davi foi ungido na casa de seu pai Jessé. Após sua unção, situações começaram a acontecer, mas Davi guardou em seu coração a palavra de Deus que lhe fora dada através do profeta.

Teve uma postura de esperança guardada em paz, e foi esta esperança em paz que o capacitou a esperar todos aqueles anos para que chegasse ao reinado de Israel.

Quantas vezes nós recebemos palavras claras de Deus, e após isso começamos a mexer "nossos pauzinhos" para que a profecia se cumpra em nossa vida.

Amados, o tempo da espera é um tempo maravilhoso. É tempo de deixarmos Deus agir endireitando nossa vereda. Não devemos estar ansiosos, procurarmos lugares ou situações nas quais possamos dar uma "forcinha" para Deus. Ele não precisa da nossa mão para estabelecer em nossa vida aquilo que ele preparou para nós em sua eternidade. Deus precisa apenas do nosso coração contrito em sua presença, esperando em fé.

Conclusão


O que Deus prometeu para sua vida isso ele cumprirá. "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo." (Fl. 1.6.)


Não desprezemos o tempo da espera. Se hoje você está apenas sentado no banco de sua igreja... esperando, não desanime. Analise todas as situações de sua vida, pois em cada uma delas Deus o está ensinando para algo que vai chegar em suas mãos, e nunca mais será tirado. Pois ele não quer dar a você uma circunstância, mas sim algo que não depende de lugar ou momento. Lembre-se: o sonho, antes de ser seu, é dele. Sábio você será se discernir o tempo e o modo de tudo acontecer.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Historia de Israel do AT. De Eugene H. Nerrill - CPAD

Comentário Bíblico Beacon

Manual Bíblico Vida nova

www.conhecimentobiblico.com

www.webservos.com.br

www.nucleodafe.com.br

www.mipv.com.br



Davi na Corte Real Vivendo com Sabedoria

12 de outubro de 2009 0 comentários

Davi na corte Real – Vivendo com Sabedoria

Texto Áureo - “E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse e conduzia-se com prudência, e Saul o pôs sobre os homens de guerra; e era aceito aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul” I Sm 18:5

Introdução:

Meus amados irmãos, neste domingo falaremos a respeito de Davi na corte Real. Para iniciar gostaria de falar que era costume dos antigos que os Jovens escolhidos morassem no Palácio, vemos isso em Dn 1:3-4 Ester 2: 7,12 esse tempo no palácio servia para estudar os costumes reais, educação, leis etc... Neste quesito Ester, Sadraque, Mesaque, Abdenego e Daniel foram ótimos alunos, com Davi não foi diferente, foi aluno exemplar, a ponto de conquistar a confiança de todos no palácio Real deste o Grande até o mais humilde serviçal ISm 18:5.

I – As Qualidades e virtudes de Davi

1. Um homem talentoso.

I Rs 2:1-3 - E APROXIMARAM-SE os dias da morte de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem. E guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres, e para onde quer que fores. Nestas palavras no final da vida de Davi, observamos a fonte de sua Sabedoria e do seu Talento.

Hoje Não estamos mais pedindo sabedoria a Deus para nos conduzir, dar entendimento para abrirmos a boca na hora certa. No início vemos em I Sm 16.18b as qualidades de Davi na sua juventude, Chamo a atenção dos irmãos que quem deu testemunho de Davi foi outra pessoa. Vejamos os seus talentos: Sabe tocar.

Tocar é diferente de Saber tocar, o saber é mais profundo pois além do tocar este som era acompanhado pela unção(I Sm 16: 23) pois o louvor era para o Deus altíssimo. Hoje os Músicos devem buscar esta unção que vem do Senhor e tocar e tocar bem (Sl 33:3). É animoso, além de ser animado animava os outros, é homem de guerra, Davi sempre estava pronto para toda a obra, qualquer batalha, o homem cheio do Espírito é valente e enfrenta qualquer batalha, (obs. Valente não é ausência de medo, mas é enfrentar as adversidade confiando no Senhor). Sisudo de palavras, muitos não sabem nem o que é sisudo, associa com trancado, bravo.

Porém é o contrário vejamos o que diz o dicionário.

Adj. Que tem siso, que tem juízo, sensato, sério, prudente. Que qualidades maravilhosas para um homem de guerra. Que possamos ser sisudos de palavras.

2. Um homem com muitas habilidades.

Neste tópico vamos detalhar mais cada habilidade deste homem que tanto temos a aprender com sua vida.

a) Músico: Os músicos exercem uma atividade muito importante na congregação, pois ao tocar seus instrumentos cheios de unção cumpre-se a palavra do Senhor que diz que Deus habita no meio dos louvores Sl 22.3 e essa presença quebranta o coração dos irmãos preparando para receber a revelação do Senhor através da sua Palavra pregada. Não quero entrar no mérito de ritmos, mas precisamos resgatar a verdadeira música sacra, os músicos não precisam enfeitar a música tocai com simplicidade.

b) Forte: Não é forte no físico, pois Davi era o menor na casa de seu pai, mas um homem esforçado, com muita intensidade e energia em todas as batalhas que enfrentavam, como precisamos de homens fortes, decididos, esforçados para levar a palavra do mestre adiante, onde está aqueles homens como Daniel Berg, Gunnar Vingren, Pr Jeová entre outros. Observamos nos livros de 1 e 2 Samuel; 1 Crônica e Salmos registram os seus feitos corajosos.


c) Valente: adj. Que tem valor e coragem, Davi, por confiar inteiramente no Senhor, era um homem destemido em seu desempenho como rei de Israel. Ele demonstrou coragem, habilidade e eficiência antes de ocupar o trono e depois, quando nele assentou-se. A valentia de Davi como pastor de ovelhas é relatada em 1 Sm 17:34-36.

d) Homem de guerra: Quando falamos homem de guerra, não significa que é uma pessoa grossa, brava, mal. Podemos defini-lo como “homem de guerra” pois usava de estratégias para vencer seus inimigos, conquistar seus superiores, pares e subordinado, inteligência militar.

e) Sisudo em palavras: como falamos a cima Sisudo é o Que tem siso, que tem juízo, sensato, sério, prudente. Observamos em Davi essa qualidade quando tinha o poder de matar Saul e não o fez 1 Sm 24:4-6 e 26:5.

f) Boa aparência: A boa, cuidada e equilibrada aparência e compostura de uma pessoa influencia a visão das demais a respeito dela. Observamos que se Deus não interviesse o próprio Samuel teria ungido Eliabe. 1Sm 16: 6 E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido.

A aparência é muito importante principalmente para um obreiro, devemos andar bem vestido, sapatos engraxados e limpos, roupas passadas, cabelos e barbas bem feitas, ouvidos e narizes limpos (julgo muito importante, por isso fiz questão de colocar aqui) essa boa aparência não pode ser consideradas motivos de santidade e nem deve ser motivo para julgarmos os outros. Samuel julgou de início, mas Deus que conhece o homem, bradou logo em seu coração.

VS 7 “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”.

g) O Senhor era com ele. Este é o principal motivo das vitorias de Davi. “O Senhor era com ele” 2 Sm 7: 3 E disse Natã ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo. Amados observe o que Deus fala de Daví:

2 Sm 7: 8 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o soberano sobre o meu povo, sobre Israel.

9 E fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a teus inimigos diante de ti; e fiz grande o teu nome, como o nome dos grandes que há na terra. O eterno era tudo para Davi (Sl 18:2) e isso fez toda a diferença em sua vida. Sua inteira e voluntária submissão ao Senhor fez dele o maior monarca da história bíblica.

II – O talento de Davi na corte.

Nesse tópico queremos destacar que nada acontece por acaso na vida de um homem ou de uma mulher de Deus. Antes de Davi enfrentar o gigante Golias ele teve que enfrentar um Urso e um leão, talvez você irmão esteja enfrentando um urso ou um leão mas lembre-se que o melhor de Deus para sua vida ainda está por vir.


1. Davi como escudeiro do rei.

Esta posição é um cargo de confiança, é aquele que defende o rei em todas as ocasiões, Como Davi chegou a essa posição? Podemos imaginar alem das qualidades acima mencionadas, um jovem educado e disposto a aprender, e isso fazia parte do plano de Deus para com Davi. Temos aqui uma lição preciosa, quando começamos de cima não entendemos o que se passa em baixo, mas quando conhecemos o trabalho mais insignificante que pareça aprendemos a valorizar do menor ao maior. Quantos pisam em cima do menor, eu sou militar e comecei de soldado recruta hoje sou sargento e posso afirmar que sem soldado não existiria exército. Davi foi o melhor Rei que Israel teve, pois começou de baixo, aprendendo com humildade. Um bom pastor geralmente foi um bom evangelista, um bom presbítero, um bom diácono e certamente um bom membro.

2. Como comandante das tropas.

Davi não foi um chefe e sim um bom líder, o chefe manda, dar ordens é temido, um líder é respeitado ele conquista com seu carisma e todos lhe seguem 2 Sm 23:15 - E teve Davi desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta!

16 Então aqueles três poderosos romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o SENHOR. O que Davi tinha para aqueles três homens arriscarem suas vidas passando Por dentro de um exército só para levar um pouco de água para que lhe matasse o desejo? Carisma meu irmão, era um verdadeiro líder.

III. O carisma de Davi no Palácio Real.

A palavra carisma fignifica força ou dom conferido por graça divina. Quando dizemos que alguém é carismático, estamos dizendo que esta pessoa tem dom, é cativante, consegue ser simpática e ganhar a confiança dos demais. Como era Davi no palácio principalmente com os outros.

1. Nos relacionamentos.

...e era aceito aos olhos de todo o povo e até aos olhos dos servos de Saul. (1 Sm 18:5b) Que exemplo maravilhosos de Davi para nós, os seus relacionamentos ia do maior ao menor, do rico ao podre, do mais influente ao que não tinha nenhuma influencia. Davi demonstrava empatia (capacidade de identificar-se totalmente com o outro) principalmente com as três principais classes de pessoas no reino:

a) O filho do Rei

Davi se identificou com Jonatas de uma tal maneira que ficou registrado na bíblia sagrada como uma das mais belas história de amizade. Jonatas como filho do rei tinha potencial para reinar depois de Saul seu Pai, era valente (1 Sm 13:2,3) e era herdeiro direto do rei, mas conhecia o seu amigo Davi e ambos fizeram aliança (1 Sm 18:3,4) Saul manda Jonatas matar Davi, porém Jonatas esta mui afeiçoado por Davi. (obs.) A nossa amizade para com os ricos, ou influentes não pode ser intereceira, eu não posso ter uma amizade com o Pr presidente com interesse que ele vai mim consagrar, vai levar-me ao pastorado e por fim serei o seu substituto, cada um deve ter convicção da sua chamada, e esperar o tempo do Senhor. Davi esperou no tempo do Senhor e Deus o preparou para a hora certa.

b) Todo o povo.

Davi era benquisto pelo povo 1Sm 18:5 Uma característica de quem não deixou subir para a cabeça a fama, a sua posição era de humildade cativando a amizade, e caindo na graça de todo o povo, em várias ocasiões o povo demonstrou essa admiração por Davi. 1Sm 18:5 ... e era aceito aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul. 6 ...quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria, e com instrumentos de música.

7 E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares.

c) Servos de Saul.

Como é importante o relacionamento do crente com todos, isso do menor ao maior, dentro do palácio Davi dava uma lição de simpatia, não importando a classe social, se tinha dinheiro ou não, pois ele via a pessoa humana, um trabalhador um filho de Deus. Como você está vendo seu funcionário, apenas um empregado ou uma pessoa que tem alma, tem famílias, podemos tratar a todos igualmente, pois não sabemos o dia de amanhã, lembre-se que hoje você é patrão mas não se sabe o que acontecerá depois.

d) Para administrar conflitos.

Como podemos administrar conflitos se não tivermos o Espírito Santo de Deus agindo em nós, nos dando sabedoria? Davi antes de ir ao palácio do Rei era cheio do Espírito como vemos logo que Samuel ungiu com o óleo 1 Sm 16:13 ...e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Quando as mulheres saíram cantando que Saul feriu seus milhares porém, Davi os seus dez milhares 1 Sm 18:7 cabe uma reflexão na atitude de Davi, ao receber um elogio, que era verdadeiro:

a) Não subiu para a cabeça, ele não deixou atingir seu ego mudando seu comportamento, nem seu relacionamento com os outros. (obs. Quantos não tem se deixado levar pelos elogios? Esse é um homem de Deus. É um profeta que Deus usa...etc.) Cuidado com elogios, tudo que fizermos seja para glória de Deus.

b) Davi administrou muito bem essa situação por não levar adiante esses elogios, pois isso não faria bem a ele muito menos ao rei. Que nós sejamos como Davi, que se vierem os elogios que sejamos a ultima estação.

A bíblia mostra que Davi fez o possível para que o seu relacionamento com Saul fosse mantido amistosamente, no entanto, a condição espiritual e emocional do rei não permitiu isso. Mesmo quando sofreu tentativas de assassinato por parte do rei, Davi não revidou, mas preferiu fugir (1 Sm 18:11; 19.1). Quando teve oportunidade para matar o rei, mais uma vez ele procurou reatar as relações rompidas e não tocou no ungido do Senhor. (1 Sm 26.9-25).

Conclusão:

Ao concluirmos esta lição vemos o quanto foi bom para Davi ter passado por este estágio primeiro apascentando ovelhas no campo, aonde enfrentou um Urso e depois um Leão (mesmo sem saber o que lhe esperava mais pra frente “enfrentar um Gigante”) depois no palácio do rei, aprendendo as leis de Israel, o papel do rei para com a nação Além de aprender sobre política. Muitas vezes passamos ou estamos passando por situações que não entendemos o porque ou para que, porém, o Deus todo poderoso nos diz: Jr 29: 11 Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Entendamos que o Senhor dos exércitos trabalha na minha e na sua vida não murmure, não reclame espere no Senhor. Amém.

Aplicação pessoal:

“ Davi também teve uma falha séria que o poderia ter condenado não fosse o Mestre agindo em sua vida. O Sl 51 fala sobre pecado que quase o destruiu e nos ensina mediante o seu exemplo como nos arrependermos dos nossos próprios erros.

A oração de Davi se inicia com três pedidos ao Senhor: Misericordia (v1). Nenhum de nós merece a graça de Deus, porém Ele cuida de nós com ternura e intensidade, mesmo quando o nosso coração está distante dEle. Nosso amor pelo Senhor pode falhar, mas não o seu amor por nós. Renovação (v2). A tinta de nossa falha deixa uma marca indelével em nossa vida e na dos outros; porém, podemos confiar na compaixão do Senhor para apagar o nosso pecado do livro de sua memória. Purificação(v2). Somente Deus pode lavar a mancha do pecado. Queremos nos sentir puros outra vez, de modo que desapareçam toda a impureza que adquirimos e o legado de suas lembranças” (WOOD. George O. Um salmo em seu coração. Cpad.

Por:- Pb. Josenildo Cardoso Cavalcante

DAVI ENFRENTA E VENCE GOLIAS

8 de outubro de 2009 0 comentários

DAVI ENFRENTA E VENCE GIGANTE GOLIAS

INTRODUÇÃO

O povo filisteu foi um dos maiores inimigos de Israel no período do Antigo Testamento. A Filistia era habitada por descendentes de Cão, filho de Noé (Gn.10.14). Em virtude da maldição que pesava sobre eles, seu território se tornou parte da terra prometida por Deus a Israel (Gn.9.25; -Js.13.1-2). Este era, portanto, o maior motivo das guerras entre as duas nações.

Na época do rei Saul, os filisteus se levantaram contra Israel (I Sm.17.1), e seu principal soldado era um gigante: Golias, que media três metros de altura. Ele desafiou os israelitas, com aparência assustadora e palavras de ameaça, causando espanto e medo (I Sm.17.11,24). O povo de Deus se impressionava pelo que via e ouvia, deixando de viver por fé.

Todo o exército de Israel não conseguia vencer aquele único homem. Que vergonha! Era uma situação de afronta e humilhação extrema (I Sm.17.25). Esvaiu-se a glória dos comandantes. De nada adiantaram os treinamentos, as estratégias e a força das armas. O rei Saul, embora fosse o israelita mais alto (ISm.9.2), era incapaz de derrotar o gigante.

Como se poderia compreender aquela situação? O povo de Deus estava sendo afrontado por uma nação ímpia. A explicação é que Israel não destruiu os filisteus na época de Josué, conforme a ordem de Deus (Js.13.1-2). Aquilo que não resolvemos no tempo certo acaba crescendo e se tornando um problema gigante.

Em meio àquela situação difícil, Davi se prontificou para combater o filisteu. Um pequeno servo de Deus enfrentaria um grande inimigo. O que define a batalha não é a nossa estatura, mas o tamanho do Deus a quem servimos. "Maior é o que está em nós do que o que está no mundo" (I Jo.4.4).

I - Gostaríamos de não encontrar gigantes pelo caminho, mas, se não encontrássemos, também não teríamos grandes vitórias na vida.

No primeiro momento, as pessoas não deram crédito a Davi, pois o julgavam pela aparência. Ele era formoso, porém pequeno. Era o mais novo dos filhos de Jessé e não fazia parte do exército (I Sm.17.14). Recebeu apenas a simples tarefa de levar um lanche para seus irmãos (I Sm.17.17).

Na seqüência, observamos que Eliabe, Saul e o próprio Golias expressaram opiniões negativas sobre Davi (ISm.17.28,33,42). Entretanto, Deus tinha umaopinião positiva sobre aquele jovem. Davi não deu ouvidos a todas aquelas palavras malignas a seu respeito, mas ficou firme em sua convicção espiritual, demonstrando fé, coragem, ousadia, iniciativa e determinação. Não ficou limitado às palavras e à fé, mas partiu para a ação, sendo o único a se oferecer para enfrentar o gigante.

Acima daquilo que se diz a respeito do servo de Deus, importa o que ele, de fato, é. Percebemos, no episódio, alguns traços importantes do caráter de Davi. Ele era submisso e obediente ao seu pai. Era trabalhador, cuidando das ovelhas. Estava disposto a servir, levando o alimento para seus irmãos.

Era corajoso, pois não se negou a correr riscos indo ao campo de batalha. Era solidário e participativo. Ele poderia considerar que o gigante era um problema dos soldados. Contudo, o jovem tomou uma postura em defesa do interesse coletivo, entrando numa guerra que não era particularmente sua. Poderia apenas entregar o suprimento de seus irmãos e ir embora. Entretanto, ele tinha visão, percepção das oportunidades, para fazer mais do que lhe tinha sido ordenado.

Na hora do confronto, o que pesou foi sua história de relacionamento com Deus, além da fidelidade presente. Não podemos depender apenas de um clamor no momento do aperto, embora isto possa até funcionar. Davi tinha uma vida de dedicação ao Senhor e obteve experiências com ele antes daquele dia. Seu currículo era significativo.

Tendo enfrentado o leão e o urso, o jovem pastor estava convicto de que venceria também o filisteu (I Sm.17.34-37). As experiências de ontem ajudam a nossa fé hoje. Naquele momento, Davi tomou uma posição de defesa do rebanho de Deus: o povo de Israel.

Ele não teve medo de morrer porque havia sido ungido para ser rei (I Sm.16). Portanto, enquanto não chegasse ao trono, ninguém poderia matá-lo. A unção era sua garantia de vida.

Saul ofereceu-lhe seus apetrechos de guerra (I Sm.17.38), mas aquela batalha não poderia ser vencida simplesmente com os recursos bélicos habituais. Um milagre seria necessário. Em algumas situações, as soluções humanas parecem inadequadas e insuficientes. É quando as esperanças parecem acabar e o fundo do poço fica cada vez mais perto. O que funcionou em outros momentos, agora não resolve. Em ocasiões assim, só Deus pode nos ajudar.

As armas de Saul não serviam para Davi. Aliás, nem para o rei elas estavam adiantando. Quais são as nossas armas? As mesmas do ímpio? Usamos de engano, desonestidade e trapaça para conseguir nossos objetivos? Em que acreditamos? No nosso conhecimento intelectual, força física e influência pessoal? Estamos confiantes no dinheiro, no emprego e nas posses materiais? Nossa fé deve estar depositada no Senhor. Daí em diante, ele pode usar qualquer coisa, até mesmo uma pedrinha, para nos conduzir à vitória. Deus vai usar o que estiver nas nossas mãos. Ainda que seja pouco, será o suficiente.

"Embora vivendo em carne, não militamos segundo a carne; porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas" (II Co.10.4).

II - Nossas armas devem ser aquelas que Deus determinou: a Palavra, a fé, a verdade, a justiça, a oração, etc (Ef.6.10-18).

A tudo isso, acrescente-se a vigilância e a perseverança. Se o soldado ficar distraído ou dormir no campo de batalha, suas melhores armas serão inúteis. O mesmo acontecerá se ele desanimar e desistir no meio da luta.

Devemos usar todas as armas espirituais e não apenas uma delas. Por Exemplo: se alguém usa a palavra de Deus, mas não pratica a justiça ou, se tem fé, mas não fala a verdade, não poderá vencer. Seria como usar a couraça, mas esquecer o capacete. O guerreiro ficaria vulnerável a um ataque fatal.

A oração é uma arma, mas, em muitos casos, não substitui a ação. Davi sempre orava e louvava a Deus, como se vê nos salmos, mas, naquele momento específico, ele precisava agir.

Davi enfrentou Golias em nome do Senhor dos exércitos. Ele colocou o nome de Deus em evidência e não o seu próprio nome. Caso contrário, seria derrotado. Se dependermos no nosso próprio poder ou se buscarmos a nossa própria glória, não venceremos. Em todas as nossas lutas, devemos colocar o Senhor em primeiro lugar, no propósito de dar a ele toda honra e todo o crédito pela vitória, pois somos apenas instrumentos do seu poder.

Davi não vacilou, não duvidou nem correu da batalha. Enfrentou o gigante e deu-lhe uma pedrada certeira, derrubando-o por terra. Nós também podemos derrubar os gigantes que nos ameaçam. Para isso, precisamos crer e partir para o ataque. Golias pode ser comparado às hostes espirituais do mal e também aos grandes desafios que surgem diante de nós.

Aquele grande problema teve uma conseqüência valiosa. A crise tornou-se a oportunidade que Davi teve para ser conhecido por sua nação. Sem aquele episódio, ele continuaria sendo apenas mais um súdito anônimo no reino de Saul. Matar o gigante foi seu primeiro passo público em direção ao trono.

Precisamos encarar de modo mais positivo as tribulações e desafios que nos sobrevêm. Eles são nosso passaporte para posições mais altas. O potencial que existe em nós, seja pelo aspecto humano e, principalmente, pela ação do poder de Deus, só vai se manifestar diante das adversidades da vida, e, quanto maiores, mais eficientes nesse sentido, desde que tenhamos as atitudes corretas.

Precisamos identificar nossos gigantes e adotar uma postura de fé e ação. Vamos contra eles em nome do Senhor Jesus, pois já somos mais do que vencedores.

III - Davi e Saul se Encontram (16.14-23)

O relato agora se dedica ao primeiro encontro entre Saul e Davi. As primeiras relações entre os dois são difíceis de compreender. A narrativa é breve e a ordem cronológica não é sempre rigorosamente mantida2. Mas a idéia principal é clara. Davi crescia em estatura e em promessas, ao passo que Saul se deteriorava. O Espírito do Senhor, que estava sobre Davi, se retirou de Saul, e o assombrava (em hebraico, ba’ath, “aterrorizar, atemorizar”) um espírito mau, da parte do Senhor (14).

O fato de que o espírito do mal fosse da parte do Senhor somente significava que Deus permitiu o ataque de poderes malignos que resultaram em alguma coisa muito parecida com insanidade. Para aliviar a melancolia do rei, Davi foi trazido à corte como um talentoso tocador de harpa. Embora ainda fosse um pastor, o filho mais jovem de Jessé é apresentado pelo seu amigo à corte como alguém que sabe tocar (talentoso)... e de gentil presença; o Senhor é com ele (18).

A expressão: valente, e homem de guerra, e sisudo em palavras (no hebraico, “fala”) provavelmente faz referência a Jessé, o pai, uma vez que Davi nessa época ainda era um jovem inexperiente. A expressão foi seu pajem de armas (21) é uma rápida previsão dos eventos posteriores resumidos em 18.5, depois da derrota de Golias.

O som da harpa tocada por Davi teve o seu efeito desejado (23) e aparentemente o rei temporariamente melhorou o suficiente para permitir que Davi retornasse à sua casa, onde de novo cuidou das ovelhas de seu pai (17.15). A harpa (em hebraico, kinnor) é o instrumento musical mais antigo mencionado na Bíblia Sagrada.

Era um instrumento portátil (cf. 10.5), com oito ou dez cordas que eram tocadas com uma palheta ou com os dedos. Em termos dos nomes dos instrumentos musicais de hoje, seria provavelmente chamada de lira.

IV - Davi e Golias (17.1-58)

E evidente que alguns anos se passaram entre o primeiro encontro entre Saul e Davi e os eventos descritos no capítulo 17. Pelo menos houve um intervalo suficientemente longo para que o rei não reconhecesse o jovem que derrotou Golias (17.55-58). Outro ataque trouxe os filisteus ao vale de Elá (ou vale do Carvalho), acerca de 26 quilômetros a sudeste de Jerusalém, e talvez a 16 quilômetros de Belém, nas fronteiras ao sul de Judá. Socó (Js 15.35) e Azeca (1; cf. Js 10.11; 15.35) eram cidades vizinhas na Sefelá, ou a planície sul de Judá, e entre essas cidades os filisteus acamparam-se em Efes-Damim (termo de Damim) (1). Os israelitas, liderados por Saul, estavam em uma colina do outro lado de um vale (3), em hebraico gay, um desfiladeiro ou vale estreito com laterais íngremes; em comparação com o vale de Elá (2; em hebraico, ‘emeq, “um vale ou depressão larga”, “um vale largo”).

Um homem de estatura gigantesca, Golias, de Gate (4), apresentou-se como o campeão dos filisteus, e desafiou um oponente do exército de Israel uma prática comum nas antigas táticas de guerra. Ele tinha mais de dois metros e oitenta centímetros de altura, usava uma armadura que pesava cerca de sessenta e oito quilos, e a haste de sua lança era como um eixo de tecelão, cuja ponta pesava cerca de nove quilos. O côvado era a distância desde a ponta do cotovelo até a extremidade do dedo médio, cerca de quarenta e cinco centímetros.

O palmo era a distância entre a ponta do mindinho até a ponta do polegar, quando os dedos estão esticados, e mede em torno de quinze a vinte centímetros. Grevas (6), perneiras. Escudo, ou seja, dardo. Ouvindo, então, Saul e todo o Israel... espantaram-se e temeram muito (11). Os israelitas sabiam que Saul, o homem mais alto e mais forte do exército, deveria ser o campeão de Israel.

E Davi era filho de um homem, efrateu, de Belém de Judá (12) como os livros históricos do Antigo Testamento registram, em alguns casos, compilados a partir de documentos mais antigos (por exemplo, 10.25; - 1 Rs 11.41; - 14.19; - 15.7; etc.), existe a ocasional repetição de informações dadas anteriormente. Jessé era um homem idoso nessa época. Os seus três filhos mais velhos estavam no exército com Saul.

Davi, porém, ia e voltava de Saul, para apascentar as ovelhas de seu pai (15) uma referência à aparição anterior de Davi na corte de Saul em Gibeá (cf. 16.19-23).

Davi foi enviado por seu pai ao acampamento de Israel com provisões para os seus irmãos mais velhos. Um efa (17), aproximadamente um alqueire (cerca de 35 litros). Tomarás o seu penhor (18), isto é, alguma lembrança ou recordação deles — Moffatt: “traga-me notícias deles”. Ao lugar dos carros (20), ao acampamento. Em ordem de batalha, à linha de batalha ou à formação militar.

Aparentemente, durante quarenta dias (16) os israelitas procuraram um campeão sem sucesso. A gritos, chamavam à peleja (20), “soltando o seu grito de guerra”. Se puseram em ordem (21) “posicionaram suas linhas de batalha” (Berk.). Deixou a carga que trouxera (22), pacote ou pacotes. Guarda da bagagem ou do armazém de suprimentos. Fará isenta de impostos a casa de seu pai em Israel (25), ou seja, livre do trabalho forçado e dos impostos (8.11-18).

Quando Golias lançou o seu desafio costumeiro, Davi perguntou aos homens que estavam ao seu redor o que seria feito ao que matasse o filisteu e, portanto, tirasse a afronta de sobre Israel (26) — em hebraico, cherpah, “desgraça, vergonha”, por causa do seu fracasso em enfrentar aquele que desafiava os exércitos do Deus vivo. O Deus vivo está em contraste com as futilidades sem vida adoradas pelos pagãos. A maneira de falar de Davi ofendeu o seu irmão mais velho, Eliabe, que o repreendeu. Não há razão para isso? (29), ou “Não é um problema?”

As palavras corajosas de Davi chamaram a atenção de Saul, que o convocou à sua presença. Quando ele se ofereceu para lutar contra o gigante filisteu, o rei objetou, com base na pouca idade de Davi.

Como resposta, o jovem relatou a sua experiência com o leão e o urso que atacavam os rebanhos que estavam sob os seus cuidados.

Os leões da Ásia são muito semelhantes aos da África, e com base na freqüência com que são mencionados no Antigo Testamento (130 vezes), eles eram muito comuns na Palestina nos tempos bíblicos. Os ursos eram os da espécie de cor marrom, e até mais temíveis que os leões, por causa da sua força superior e das suas ações imprevisíveis. No inverno, quando não era possível obter frutas silvestres, eles atacavam os rebanhos e levavam as ovelhas e os cordeiros.

Mas a confiança de Davi fundamentava-se em algo mais seguro do que a sua experiência como um pastor. A base era uma forte fé religiosa. Golias tinha desafiado o exército do Deus vivo (36) veja 26, comentário. Era o Senhor quem tinha realmente livrado o seu servo do leão e do urso e Ele me livrará da mão deste filisteu (37). Foi feita uma tentativa de vestir Davi com as armas de Saul. Ele começou a andar (39), ou seja, tentou andar.

Ao perceber a futilidade de tentar lutar com armas que jamais tinha experimentado nem testado, Davi deixou-as de lado, e, ao invés delas, levou o seu cajado (40), a sua funda de pastor e cinco seixos do ribeiro. O Dr. J. B. Chapman usou isto para ilustrar o significado de ser “mais do que vencedor”. Se Davi tivesse usado todas as cinco pedras em sua luta com Golias, ele ainda teria vencido. Mas da maneira como os fatos ocorreram, ele matou o gigante com uma, e estaria pronto caso quatro outros tivessem aparecido no horizonte. O alforje era uma pequena bolsa de dinheiro.

A funda em hebraico, qela’ era uma arma usada principalmente pelos pastores, mas também reconhecida como uma arma de guerra. Normalmente era feita de uma tira de couro, com um bolso no centro onde continha as pedras. As duas extremidades eram seguras na mão, e era girada sobre a cabeça até que o soltar de uma das pontas lançava a pedra com tremenda força. Era possível ter uma boa precisão de pontaria; porém, isto requeria grande habilidade e treinamento (cf. 1 Cr 12.2).

A ira e o desprezo fizeram com que Golias se irasse; então amaldiçoou a Davi pelos seus deuses (43) e ameaçou dá-lo como alimento às aves e aos animais do campo. A nobre resposta do filho de Jessé inspirou a muitos frente a grandes desafios: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (45).

O Senhor dos exércitos é uma designação do Deus de Israel usada pela primeira vez em Samuel, mas encontrada normalmente ao longo dos salmos e dos livros proféticos, especialmente em Isaías. Esta expressão se refere a Deus como o Senhor de todos os poderes celestiais e terrenos, o invisível líder de Israel que luta pelo seu povo. O conceito apareceu até mesmo antes que a palavra fosse usada por exemplo, Ex 15.1, 3; - Js 5.14; - Nm 21.14.

Confiante em Deus, Davi previu a vitória: toda a terra saberá que há Deus em Israel (46). O Senhor não se limita à espada e à lança para salvar o seu povo, porque do Senhor é a guerra (47). A pedra de Davi atingiu a testa do gigante, atordoou-o (cf. 51) e quando ele caiu por terra, o jovem pegou a própria espada do filisteu e matou-o, ao cortar-lhe a cabeça. Com a morte de seu campeão, o resto dos filisteus fugiu com terror, perseguido pelos exércitos de Israel com grandes mortes até lugares tão distantes como Gate e Ecrom, duas das principais cidades da Filístia, e passaram por Saaraim (52) nas planícies de Judá, a oeste de Socó e Azeca.

Mais tarde, Davi trouxe a cabeça de Golias a Jerusalém, mas manteve as armas do gigante em sua tenda (54). O fato de Saul e Abner não reconhecerem a identidade do jovem indica um lapso de tempo entre a aparição de Davi como um músico na corte (16.23) e a expulsão dos filisteus. Jovem (56) — em hebraico, ‘elem — pode simplesmente significar “homem moço”. A referência de Saul, jovem (58) também enfatiza a aparente juventude de Davi.

“O nome vitorioso” é corajosamente pronunciado por Davi diante dos eventos impossíveis: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado, 45. No contexto e nos resultados deste episódio, podemos ver: (1) o contraste entre o mundano e o homem de Deus, 32-37; (2) a batalha entre as armas de guerra e a funda de pastor, 38-51; (3) a supremacia do exército do Senhor sobre os poderes do mal, 52.

V - Aprendendo a Vencer os Gigantes da Vida

Texto Base: “O teu servo matava, assim o leão como o urso, e este incircunciso filisteu será como um deles, porque afrontou os exércitos do Deus vivo. O Senhor livrou-me das garras do leão e do urso, ele também me livrará das mãos deste filisteu” (1 Sm 17.36-37). O capítulo 17 de 1 Samuel relata como Davi derrotou o gigante Golias, acertando uma pedra em sua cabeça e depois, lhe degolar. Porém antes que isso se tornasse realidade Davi tomou posições e atitudes que fizeram a diferença e possibilitaram que ele derrotasse aquele gigante. Talvez você também esteja lutando com gigantes, que estão te desafiando nas questões: familiares, financeiras, de trabalho, de saúde, etc.; aprenda com Davi três passos para derrubarmos qualquer gigante. Vejamos:

1º. Creia no livramento de Deus. Sempre!

Davi acreditou que o mesmo Deus que o respaldou para matar o leão e o urso o faria diante do gigante Golias, e Davi estava certo. Deus é assim! Está sempre disposto a te dar vitória em uma causa que lhe agrade o coração. Deus deseja te abençoar. A maior prova disso foi entregar o Senhor Jesus, seu filho unigênito, para ser sacrificado por nossos pecados. Na Cruz do Calvário, Deus em Cristo Jesus conquistou para nós a vitória sobre os gigantes da vida.

Você está travando uma grande luta? Ela parece sem solução? Está difícil? Lembre-se! Você já é um vencedor e tudo foi conquistado na cruz. A vitória é certa, a tribulação vai passar, o deserto acabará e, mais uma vez, você sairá vencedor, basta crer no Deus que pode todas as coisas.

2º. Lembre-se que a guerra é do Senhor.

Aquele gigante filisteu afrontou o exército do Deus vivo. Ele achava que aquele povo era um povo qualquer. Estavam errados. Somos um povo que temos a marca de Cristo, não somos qualquer um! Somos parte de um exército cujo Deus nunca perdeu uma só batalha. Não há derrota em Deus!

Você é muito importante para Deus. Você é o melhor de Deus nesta terra. Nosso inimigo tenta desviar sua atenção do sucesso eminente. Ele (o inimigo) sabe que já perdeu, mas tenta provar o contrário, nos fazendo passar por momentos difíceis e nos levando a enfrentar gigantes. A quantos, Satanás puder enganar, ele o fará.

Mas nunca esqueça, é o Senhor que peleja por aqueles que entregam suas vidas a Ele. Deus quer lutar suas guerras, só precisa que você queira.

3º. Veja o gigante como um derrotado.

Davi em nenhum momento chamou Golias de gigante. Davi sempre se refere a ele como um filisteu, um homem comum, prestes a ser morto, colocando-o no mesmo nível do leão e do urso que havia vencido antes. Era só mais um obstáculo que será vencido. Nunca dê importância, além da merecida, a um problema. Não o transforme em um gigante. Se você está sendo provado é para ser aprovado. O Senhor já concedeu muitas vitórias antes e Ele o fará novamente. Peça a Deus para abrir seus olhos, e passe a contemplar a vitória e não o sofrimento. "A leve e momentânea tribulação não se pode comparar com o peso eterno de glória do por vir" (2 Co 4.17).

A tribulação vem para produzir algo em você: Perseverança, experiência e esperança. "A Perseverança te conduz ao sucesso e ao êxito"

Conclusão: A maneira como encaramos os gigantes faz toda a diferença. O exercito de Israel, estava olhando para ele mesmo: “O que eles podiam fazer? Golias é muito forte.”, “Onde encontrariam um soldado tão treinado para enfrentar aquele gigante?. “E se nós formos derrotados, o que nos acontecerá?”.

Talvez até agora você tenha confiado só em você e esteja olhando, sem saída, para as dificuldades. Hoje Deus te chama a olhar para Ele e confiar somente n'Ele, para que a vitória finalmente chegue às suas mãos.

“Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará. (Sl 37.5)

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Comentário Bíblico Beacon

www.geocities.com

www.montesiao.pro.br

Davi Enfrenta e Vence o Gigante Golias

5 de outubro de 2009 0 comentários

Davi Enfrenta e Vence o Gigante Golias

Texto: I Samuel 17.45-47,49-50,54, “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a quem tens afrontado. V.46, Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça, e os cadáver do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às bestas-feras da terra: e toda a terra saberá que há Deus em Israel. V.47, Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança, porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos. V.49, Davi meteu a mão no alforje, e tomou dali uma pedra e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra. V.50, Assim prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu e o matou; porém não havia espada na mão de Davi. V.54, Tomou Davi a cabeça do filisteu, e a trouxe a Jerusalém; porém as armas dele pô-las Davi na sua tenda.”

Introdução:

O texto fala de uma grande e poderosa vitória que ocorreu na vida dos israelitas. Após 40 dias de afronta por parte de um gigante filisteu ao exército de Israel sob o comando do rei Saul, David, que fora levar comida para seus irmãos e ao oficial de mil, ouvindo a afronta de Golias e vendo que “todos os homens de Israel, vendo aquele homem, fugiam de diante dele, e temiam grandemente ” (I Sm. 17.11,24) disse: “Que farão àquele homem que ferir a este filisteu, e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, este incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo? (I Sm. 17.26).

Deus deu uma tremenda vitória para o povo de Israel por meio do ousado e valente Davi quando ele matou o gigante Golias. Para derrotar Golias Davi tomou quatro atitudes de fé: Ele disse que derrotaria o inimigo, ele foi ao combate, ele tomou posse da vitória e ele contou como se derrota o inimigo que nos afronta “não com espada, nem com lança”, I Sm. 17.48, mas em nome do Senhor dos Exércitos. Aleluia!

1 - Vejamos as quatro atitudes fé que Davi empregou para derrotar o gigante Golias:

1. Primeira Atitude: Dizer, “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado”, v.45.

1.1. Depois de presenciar a ameaça de um homem de quase três metros de altura que era guerreiro experiente desde sua mocidade Davi perguntou se havia alguma recompensa para o homem que derrotasse o gigante e depois falou com toda a força: “Quem é, pois, este incircunciso filisteu, para afrontar o os exércitos do Deus vivo?”, v.26.

1.2. Ao chamar Golias de “incircunciso” Davi estava dizendo que o filisteu era inimigo do povo de Deus, que não tinha “aliança” com o Deus de Israel e por isso iria enfrentá-lo e lançar por terra aquela “potestade” diabólica que “pela manhã e à tarde; durante 40 dias” estava amedrontando todo o exército do rei Saul, I Sm. 17.16.

1.3. Davi contou para o rei Saul que com a ajuda de Deus tinha matado um leão e um urso que tinha ameaçado o rebanho do seu pai. Ele disse que o mesmo que passou com o leão e o urso sucederia com o incircunciso filisteu, “porquanto ele tinha afrontado os exércitos do Deus vivo”, v.35.

2. Segunda Atitude: Fazer, “E Davi meteu a mão no alforje, e tomou dalí uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o gigante na testa, e caiu sobre o seu rosto em terra”, v.49.

2.1. O rei Saul inutilmente tentou convencer Davi que ele não tinha condições dele enfrentar o gigante e ainda tentou emprestar sua armadura para ele lutar, o que também não deu certo. Davi pegou suas armas como guerreiro de Deus. Ele pegou uma funda (estilingue) e cinco pedras.

2.2. Davi disse que enfrentaria o gigante, depois ele tomou suas armas e se preparou para entrar na história do povo de Deus e virar a página da vergonha e desprezo para a página da vitória e abrir uma avenida de oportunidade para ele e seus descendentes.

2.3. O verso 48 diz que “indo o filisteu encontrar com Davi, apressou-se Davi, e correu ao combate, a encontrar-se com o filisteu”, v.48. Davi falou com o rei que lutaria por Israel, se preparou e foi ao combate não confiando em si mesmo, não seguro que tinha matado um leão e um urso, mas ele partiu para cima do gigante “em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel”, v.45.

2.4. Golias veio contra Davi, porém Davi apressou-se em combatê-lo. Davi pôs uma pedra em sua funda, ferindo o filisteu na testa e este caiu com o seu rosto em terra, v.49.

3. Terceira Atitude: Receber, “Pelo que correu Davi, e pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada, e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça.

Vendo então os filisteus, que o seu campeão era morto, fugiram”, v.51.

3.1. Golias veio contra Davi com espada, com lança e com escudo, v.45. Davi tinha um alforje (bornal) cinco pedras e uma funda, v.40.

3.2. Golias desprezou, ameaçou e amaldiçoou Davi em nome dos seus deuses, vs.42-44. Davi veio contra ele em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel”, v.45.

3.3. Golias tinha uma pessoa que levava o seu escudo, v.41. Davi tinha o Senhor como seu escudo, v.46.

3.4. Depois de ver que Golias tinha caído no chão, Davi correu, “pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada , e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça”, v.51.

4. Quarta Atitude: Contar , Davi tomou a cabeça do filisteu, e a trouxe a Jerusalém; porém pôs as armas dele na sua tenda”, v.54.

4.1. Davi disse que lutaria com o filisteu, enfrentou-o, e depois de ver que Golias tinha caído com o rosto em terra, subiu em cima dele cortando-lhe a cabeça.

4.2. Vemos aqui a fé de Davi por meio de suas atitudes. Ele disse, fez e recebeu o que tinha proposto. Agora, diante de tamanha vitória Davi carregava a cabeça do filisteu como símbolo de uma vitória cabal sobre o seu grande adversário.

4.3. No tempo de Davi quando um guerreiro derrotava o inimigo a forma de contar sobre a façanha era trazer a cabeça do inimigo e depois pendurá-la em um lugar público. Assim pois, Davi estava contando para todos que o Senhor lhe dera vitória sobre um gigante que havia encurralado e amedrontado um exército inteiro e intimidade o rei Saul.

4.4. Entre dizer e contar há uma grande diferença. Davi disse que o Senhor entregaria o filisteu e todos os que com ele estava em suas mãos e ao matar Golias e trazer sua cabeça para o rei Saul ele estava contando que “o Senhor livra, não com espada e nem com lança, porque o Senhor é homem de guerra”,v.47

II - A unção de Deus na Vida de Davi - I Sm.16.1-13

Deus mandou que Samuel ungisse um novo rei para Israel. Jessé reuniu quase todos os filhos para que o profeta
indicasse qual deles seria o escolhido. Davi, porém, foi esquecido.

Todo aquele que é escolhido por Deus tem a unção de Deus, para vencer todos os gigantes da vida.

2.1- Davi foi desprezado.

Davi era o filho mais novo. Era o menor, o último. Seus irmãos eram fortes e faziam parte do exército. Ele ficava cuidando das ovelhas.

Até seu pai, Jessé, desprezou Davi, não imaginando que ele pudesse servir para ser rei de Israel.

Samuel também foi influenciado pela aparência e pela força dos irmãos de Davi. O mundo julga as pessoas por sua aparência, seu nível educacional e suas posses materiais. Uma auto-imagem construída sobre tais conceitos pode trazer sentimentos de inferioridade (ou superioridade).

2.2- Davi foi escolhido.

O nome de Davi significa “amado”. Embora tenha sido desprezado por todos, ele era amado por Deus.

Mesmo que o mundo nos despreze, inclusive nossos amigos ou familiares, somos amados por Deus.
Ele nos aceita com base no seu amor e não na nossa condição. Ele nos vê com base no seu plano para nós e
não com base no que somos hoje.

2.3- Davi foi ungido.

Ele recebeu a unção que o conduziria ao trono. Davi era o último entre seus irmãos, mas, pela unção de Deus, ele se destacou.

Nenhum de seus irmãos conseguiu enfrentar o gigante Golias. Nenhum de seus irmãos chegou a ser rei de Israel.

III - VENCENDO OS GIGANTES QUE DERRUBARAM ADÃO E EVA

Gênesis 3. 6 “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”.

Lucas 4. 1-13 (a tentação de Jesus)

1 João 2. 16 “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

Essa três coisas têm derrubado o homem desde o início dos tempos: os desejos da carne; os desejos que entram pelo olhar; o desejo de querer saber como Deus.

Nosso maior inimigo tem sido nossa própria carne. Em Gálatas 5. 16-17 temos: “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. - Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”.

Gálatas 5. 19-21 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, - Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, - Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.

Lascívia – grande inclinação para luxúria, libidinagem, sensualidade;

Porfias – discussão, contenda de palavras, disputa, luta;

Emulações – competição, rivalidade, estímulo;

Pelejas – contendas, brigas, combates;

Dissenções – divergências.

1 Tessalonicenses 4. 3-5 “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; - Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; - Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus”.

1 Tessalonicenses 4. 7-8 “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. - Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo”.

Venceremos esses desejos profanos alimentando o Espírito com a Palavra de Deus.

Tiago 1. 22-23 “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. - Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural”. Repreendendo todo o mau pensamento (evitando os ninhos sobre a cabeça).

Fugindo das armadilhas do inimigo.

Evitar falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. 2 Timóteo 2. 16.

2. Timóteo 2. 19 “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade”.

Tiago 3. 6 “A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno”.

Manter sempre o coração limpo. Hebreus 3. 12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo”.

Devemos deixar a vaidade e a soberba longe do coração.

Tiago 4. 10 “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.

Quantos não têm caído por causa do olhar? O olhar ao proibido, ao indecente, o olhar adúltero. O olhar a vida alheia...

Jesus nos alerta duramente sobre o olhar: Mateus 5. 28 “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”.

Mateus 18. 9 “E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno”.

Mas como vencer a tentação do olhar?

1- devemos sempre evitar a primeira olhada ao profano (tv, Internet, revistas);

2- devemos pedir a Deus para que nossos olhos tenham sempre sede de olhar o sacro, as coisas divinas.

Lembremo-nos da mulher de Ló que olhou para trás em Gênesis 19. 26 “E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal”.

Muitas vezes o olhar para trás é o desejo inconsciente de pecar;

Muitas vezes o olhar para trás é o desejo inconsciente de lembrar como era bom os tempos de pecado.

Devemos vigiar para nunca olharmos com cobiça, com inveja, com despeito, com soberba, com o olhar humilhador, o olhar sensual.

Muitas vezes o olhar revela o profundo da alma.

Que o nosso olhar seja santificado.

Isaías 14. 12-14 “Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! - tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. - Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”.

Estamos no século do conhecimento, a última fronteira humana.

O homem querendo ser um Deus que cria outro homem (clonagem).

Nanotecnologia, a ciência das partículas invisíveis.

O homem está tramando conquistar o universo, planetas, galáxias (Estação Espacial Internacional)

Vejamos o que diz Obadias 1. 4 sobre isso: “Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor”.

A humanidade tem dados voltas e mais voltas ao redor da árvore do Éden: Gênesis 3. 6 “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”.

O homem está tentando criar sua imagem e semelhança através da robótica e chegará a sua perfeição com o falso profeta. Apocalipse 13. 15 “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta”.

A nova era diz que somos deuses. É a mesma armadilha lá do Éden: Gênesis 3. 5 “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”.

E o homem já está há seis mil anos alimentando esse desejo diabólico.

Mas como nos livrar do desejo de querer ser Deus?

Sendo humilde; Paulo servia ao Senhor com humildade. Atos 20. 19 “Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram”.

Filipenses 2. 3 “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

1 Pedro 5. 5 “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Jó 22. 29 “Quando te abaterem, então tu dirás: Haja exaltação! E Deus salvará ao humilde”.

Salmo 138. 6 “Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe”.

Salmo 147. 6 “O SENHOR eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra”.

Provérbios 11. 2 “Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”.

Provérbios 16. 19 “Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos”.

O próprio Senhor declarou-se humilde e provou ser humilde. Mateus 11. 29 “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”.

Devemos ter a humildade das crianças. Mateus 18. 4 “Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus”.

Zacarias profetizou o salvador humilde: Zacarias 9. 9 “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta”. (Zacarias profetizou 400 anos antes de acontecer).

Muitos homens de Deus se humilharam no lugar de endeusarem-se e assim tiveram vitória.

Quando Ezequias adoece em 2 Reis 20. 3 “Ah, SENHOR! Suplico-te lembrar de que andei diante de ti em verdade, com o coração perfeito, e fiz o que era bom aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo”.

Nabucodonosor Daniel 4. 33-34 “Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre

Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves. - Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração”.

Os homens de Nínive – Jonas 3. 6-7 “Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza. - E fez uma proclamação que se divulgou em Nínive, pelo decreto do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê alimentos, nem bebam água”. Davi após Natã dá o recado: 2 Samuel 12. 13 “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás”.

Até Acabe conseguiu misericórdia de Deus porque se humilhou em sua presença: 1 Reis 21. 27-29 “Sucedeu, pois, que Acabe, ouvindo estas palavras, rasgou as suas vestes, e cobriu a sua carne de saco, e jejuou; e jazia em saco, e andava mansamente. - Então veio a palavra do SENHOR a Elias tisbita, dizendo: - Não viste que Acabe se humilha perante mim? Por isso, porquanto se humilha perante mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa”.

Somos todos destituídos da Glória de Deus: Romanos 3. 23-24 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; - Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”.

Precisamos vencer esses gigantes: da carne, do olhar e do saber.

João 9. 4 diz “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.

Só venceremos essa batalha se depositarmos nossa vida nas mãos de Jesus. O salmista já dizia no Salmo 40. 8 “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração”.

O próprio Jesus nos deu a chave da vitória porque ele mesmo fez a vontade do Pai.

Mateus 12. 50 “Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe”.

Mateus 26. 42 “E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”.

Lucas 22. 42 “Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”.

Romanos 12. 2 “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Quer ter vitória e viver para sempre ao lado de Deus? 1 João 2. 17 nos ensina: “E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

O MELHOR LUGAR PARA ESTARMOS É DEBAIXO DA VONTADE DE DEUS

IV - GIGANTES QUE TEMOS QUE VENCER - I Samuel 17: 24 a 40

01 – MEDO (I Samuel 17:24)

“Quando todos os homens de Israel viram aquele homem, fugiram de diante dele, e temeram grandemente.”

02 – FAMÍLIA (I Samuel 17:28 )

“Ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se sua ira contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? E com quem deixastes aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração; desceste para ver a peleja.”

03 - REJEIÇÃO (I Samuel 17:33)

“Respondeu Saul: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade.”

04 – ARMADURA ERRADA (Efésios 6:11 e 12)

11 – “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.”
12 – “Pois não temos de lutar contra a carne e o sangue, e sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”

I Samuel 17:38 e 39

38 – “Então Saul vestiu a Davi com a sua própria armadura, e lhe pôs sobre a cabeça um capacete de bronze, e o fez envergar uma couraça.”
39 – “Davi cingiu a espada sobre a armadura, e tentou andar, porque não estava acostumado a usar essas coisas. Disse Davi a Saul: Não posso andar com tudo isto, pois não estou acostumado. Assim tirou Davi aquilo de sobre si.”

05 – O GIGANTE (diabo) (I Samuel 17:43)

“Disse a Davi: Sou eu algum cão para tu vires a mim com paus? E o filisteu, pelos seus deuses, amaldiçoou a Davi.”

Como Vencer

1 – Reconhecer o poder de Deus (Eu não sou herói). I Samuel 17:37

“O Senhor que me livrou das garras do leão, e das garras do urso, me livrará da mão deste filisteu. Disse Saul a Davi: Vai-te, e o Senhor seja contigo.”

2 – Tomar as armaduras certas. I Samuel 17:40

“Então tomou o seu cajado na mão, escolheu cinco pedras lisas do ribeiro, pô-las no alforje de pastor que trazia e, lançando mão da sua funda, aproximou-se do filisteu.”

3 – Humilhar-se. I Samuel 17:45

“Disse Davi ao filisteu: Tu vens a mim com espada, com lança, e com escudo, mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.”

Filipenses 2:6 a 8

6 – “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,”
7 – “mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.”
8 – “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

4 – Alvo. I Samuel 17:47

“Saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; pois do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos.”

5 – Crer em Deus. I Samuel 17:50

“Assim Davi prevaleceu contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra; sem uma espada na mão, feriu-o e o matou.”

Conclusão:

Qual é a vitória que você precisa? Qual é o tipo de desafio que você está enfrentando? Seja qual for a sua necessidade ou qual seja o tipo de inimigo que está te intimidando e fazendo com que você fique num beco sem saída, Deus tem um caminho de vitória para você.

Diante de um guerreiro experiente Davi foi vitorioso porque não olhou para ele, para suas forças ou habilidades. Davi olhou para Deus, confiou nEle e tomou atitudes de Fé. Ele disse que enfrentaria o filisteu, ele foi ao encontro do inimigo, ele o matou e depois contou aquilo que o Senhor tinha feito não somente por ele, mas por todo o povo de Israel.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

ibelusa.org

www.geocities.com

jovenstorreforte.wordpress.com

pastorsantos.no.comunidades.net

COMO VENCER OS GIGANTES

4 de outubro de 2009 0 comentários

COMO VENCER OS GIGANTES?

1 SAMUEL 17:1-53

INTRODUÇÃO

1.Os vencedores de gigantes não nascem, eles são feitos -Nesse processo não existe sorte nem azar, mas confiança em Deus, determinação e muito trabalho. Thomas Alva Edson disse que nossas conquistas são resultado de 10% de inspiração e 90% de transpiração. Vencedores de gigantes não olham para os obstáculos, mas para as oportunidades. Estava coberto de razão Henry Ford: “Obstáculos são aquelas coisas tenebrosas que vemos quando desviamos os olhos de nossos objetivos”.

2.Os vencedores de gigantes são obcecados pela vitória –Quando Thomas Alva Edson inventou a lâmpada elétrica, fez mais de duas mil experiências antes de obter sucesso. Um jovem repórter perguntou-lhe como se sentia tendo fracassado tantas vezes. Ele respondeu: “Eu nunca fracassei. Inventei a lâmpada elétrica. Só que esse foi um processo de dois mil passos”. John Milton ficou cego com 44 anos. 16 anos depois, escreveu o clássico Paraíso Perdido. Ludwig Van Bethoven com 46 anos, após uma perda progressiva da audição, ficou totalmente surdo. Apesar disso, compôs a sua melhor música, inclusive 5 sinfonias, durante seus últimos anos. Alexander Graham Bell quando inventou o telefone em 1876 não impressionou muitos possíveis patrocinadores. Depois de dar um telefonema para demonstração, o presidente americano Rutherford Hayes disse: “É uma invenção surpreendente, mas quem iria querer usar um desses?”

3.Vencedores de gigantes identificam os gigantes que se colocam em seu caminho – Os gigantes existem. Eles estão espalhados por toda a parte. São numerosos e opulentos. Uns são reais, outros fictícios. Uns nos atacam por fora, outros por dentro. Muitos gigantes existem apenas em nossa imaginação. Nós os criamos e eles se tornam mais fortes do que nós. Fabricamo-los no laboratório do medo e eles se levantam como monstros para nos atormentar.

Quais são os seus gigantes?

1) Medo; 2) Ansiedade; 3) Crise financeira; 4) Depressão; 5) Solidão, Casamento ou Divórcio; ? 5) Vestibular; 6) Emprego; 7) Vícios; 8) Timidez; 9) Culpa; 10) Velhice; 11) A morte; 12) Eternidade?

4. 1 Samuel 17:1-53 fala sobre uma batalha de Israel contra os filisteus – Os dois exércitos se posicionaram em dois montes separados por um vale. De repente surge um gigante do lado filisteu. Era Golias. Tinha mais de 3 metros. Usava uma armadura de mais de 80 Kg. A ponta da sua lança pesava mais de 12 Kg. Ele desafiou os soldados de Saul. Todos ficaram com medo e fugiram. O gigante apareceu 40 dias, de manhã e à tarde e todas as vezes, os soldados de Israel se encolheram de medo. Então, aparace o jovem Davi. Era pastor de ovelhas. Mas inconformado com a insolência do gigante, resolveu enfrentá-lo. Apesar das críticas de seu irmão Eliabe, da descrença de Saul e da zombaria do próprio gigante, Davi venceu Golias e tornou-se um herói nacional. Este episódio nos ensina algumas impotantes lições:

I. A INSOLÊNCIA DOS GIGANTES QUE NOS DESAFIAM – V. 4-7,10,11,16

1. Diante da ameaça dos gigantes, o ânimo do povo se abate- v. 11
Os soldados de Saul ficaram aterrados de medo. Eles foram derrotados pelo medo antes mesmo de fugirem de Golias. Tudo o que viam pela frente era o vexame de uma derrota inescapável. Sempre que supervalorizamos o poder dos gigantes também fugimos. Talvez você está na estrada da fuga por muito tempo: acorda de manhã, ajunta seus exércitos, toca a trombeta, põe a farda, empunha as armas e enfileira-se para a batalha, mas quando ouve a voz do gigante, treme dos pés à cabeça e foge desesperado.

2. Os gigantes não apenas parecem ser imbatíveis, mas são também insolentes – v. 10
· Os gigantes nos afrontam e zombam da nossa força, da nossa fé e do nosso Deus. Eles não têm respeito pelas nossas convicções. Eles escarnecem da nossa religião. Eles não querem apenas nos humilhar, mas também banir Deus da nossa mente. Eles querem não apenas prevalecer contra nós, mas também contra o nosso Deus.

3. Os gigantes parecem ser inatingíveis – v. 5
· Golias trajava uma armadura cheia de escamas, por onde não penetrava espada. Ele usava caneleiras, capacete e um dardo no ombro e uma lança na mão. Além disso, um escudeiro ia à sua frente para lhe proteger. Os gigantes se escondem atrás de estruturas e esquemas impenetráveis. São humanamente inatingíveis. Eles têm escudo de bronze. Eles se abrigam debaixo da proteção da lei e se escondem sob o manto dos poderosos. Eles fazem as leis, são a lei, manipulam a lei e escapam dela. Eles escondem atrás de esquemas de corrupção e se instalam nas instituições e nos poderes constituídos. Muitas vezes, vestem-se de toga e assentam-se nos tribunais. Em vez de ser guardiões do povo, tornam-se dráculas sanguissedentos. Eles oprimem, mentem, corrompem, matam e escapam. Esses gigantes não caem pelas armas convencionais. Seus escudeiros os livram de todos os ataques.

4. Os gigantes são persistenes – v. 16
· Golias desafiou os exércitos de Israel 40 dias, duas vezes por dia. O moral dos soldados estava no chão. Estavam desacreditados aos seus próprios olhos. Tornaram-se colecionadores de fracassos. Acostumaram-se a fugir. Os gigantes podem tirar os seus olhos de Deus e roubar do seu coração o sonho da vitória.

5. Os gigantes precisam ser enfrentados e vencidos – v. 26
· Os gigantes estão em cada esquina. Eles pensam que são invencíveis. Eles revelam quem somos: covardes ou corajosos. A crise é assim: revela uns a abate outros; promove uns e derrota outros; desmascara os covardes e aponta os heróis. É do útero da crise que despontam os grndes vencedores. Tire os olhos dos gigantes. Coloque-os no Deus vivo e enfrente e vença os seus gigantes.

II. VENCEDORES DE GIGANTES NÃO OUVEM A VOZ DOS PESSIMISTAS – V. 4,8,10,11,24

Os pessimistas perdem a vida com medo de vivê-la – v. 24
Os pessimistas têm medo até da sombra. Eles têm medo da crise. Eles se satisfazem em encontrar boas justificavas para o seu fracasso, em vez de enfrentar o gigante e vencê-lo. Ilustração: o homem que vendia cachorros-quentes à beira da estrada.

1. No meio da orquestra do medo, ouve-se um clarinete de esperança – v. 26
· O clima no acampamento de Israel era de medo e desânimo. O rei estava com medo. O comandante Abner não dá notícia. Os soldados ainda estavam com as pernas bambas da última fuga. A derrota parecia inevitável. Nesse momento, surge o jovem pastor Davi e se dispõe a enfrentar o gigante. Davi não ouviu a voz dos pessimistas. Os vencedores de gigants distoam da maioria. A voz da multidão quase sempe infunde medo e conduz ao fracassso. Aqueles que nunca venceram um gigante vão dizer para você que que os gigantes são invencíveis. Fuja desses pessimistas inveterados.

Daniel e os israelitas do cativeiro babilônico (Salmo 137). Estão enfrentando as mesmas circunstâncias. Uns se assentam para chorar, para curtir a dor do passado e para desejar um holocausto de vingança contra os inimigos no futuro. Daniel se levanta para fazer diferença na vida do império babilônico. A Babilônia caiu e Daniel continou de pé.

2. Um vencedor de gigantes não olha para o seu passado como um obstáculo e sim como um desafio – v. 15
Davi não era um soldado, mas um pastor. Para Saul, Abner e os comandantes do exército ele ainda não estava qualificado para essa honrosa posição. Mas, ele não se abate. Um vencedor de gigantes, não olha o seu passado como um obstáculo, mas enxerga o seu futuro como um campo fértil de gloriosas realizações.

Ilustração - Juscelino Kubitscheck filho de um caixeiro viajante e uma professora pública. Órfão de pai aos 3 anos. Foi estudar em BH. Sua cadeira era um caixote de tomate. Fez medicina. Fez especialização na França e Alemanha. Entrou na política. Foi Deputado Federal 2 vezes. Prefeito de BH e governador de MG. Foi eleito presidente do Brasil e governou de 1956 a 1961. Em 21 de Abril de 1960 inaugurou Brasília, a capital da República, no coração do serrado brasileiro. Ele venceu a crise, o seu gigante e tornou-se um ícone nacional.


III. VENCEDORES DE GIGANTES TRIUNFAM SOBRE AS CRÍTICAS – V. 28-30,33,42

1. Antes de Davi vencer o gigante Golias, venceu os seus críticos.
Eles são inimigos de plantão que nos espreitam a toda hora, mordendo-nos sem piedade. Estão dentro de casa, nas ruas, no trabalho, na escola, e até na igreja. Eliabe por inveja desprezou Davi. Saul por miopia subestimou Davi. Golias, por insolência zombou de Davi. Mas, Davi triunfou sobre todos eles.

As críticas podem nos machucar quando vêm de alguém que deveria estar do nosso lado – v. 28
· Eliabe era irmão de Davi. Era sangue do seu sangue. Como irmão mais velho viu Davi crescer e se despontar como músico. Conhecia seu caráter piedoso. Sabia que seu irmão tinha sido escolhido para ser rei em lugar de Saul. Mas Eliabe não se alegrou com o sucesso de Davi. A felicidade do seu irmão era a sua tristeza. O sucesso do seu irmão era o seu fracasso. Há pessoas que não conseguem celebrar a vitória dos outros. Entristecem-se sempre que alguém é promovido. Eliabe irritou-se com a coragem de Davi. A coragem de Davi era uma denúncia à sua covardia. Eliabe tinha pose, mas não fibra, tamanho, mas não caráter. Tinha cacoete de soldado, mas não a têmpera de um vencedor de gigantes.

As críticas podem nos machucar quando questionam as nossas motivações – v. 28
· Eliabe chamou Davi de presunçoso e maldoso. Mas nada mais longe da verdade. A verdadeira motivação de Davi em enfrentar o gigante era o seu zelo pela glória de Deus (v. 26b). Os críticos são especialistas em torcer a verdade. Eles se alimentam da mentira. Eles nos julgam como se fôssemos iguais a eles. Eles não crêem que possam existir pessoas com intensões puras. São pérfidos e destilam veneno em suas palavras. São como Satanás quando acusou Jó de ser um hipócrita interesseiro e não um homem fiel a Deus. Para Satanás Jó amava mais o dinheiro, os filhos e a vida do que a Deus. Mas Jó não era semelhante a Satanás. Ele tinha outro caráter, outros valores, outras motivações. Seu amor por Deus estava acima de todas as outras devoções. Eliabe não podia aceitar que Davi recebesse os louros daquela vitória. Ele era um soldado e guerreiro e Davi apenas um pastor. Os holofes deviam estar sobre ele e não sobre Davi.

As críticas podem nos machucar quando são contínuas – v. 29
Eliabe era um crítico inveterado, crônico. Ele não dava pausa. Estava sempre buscando uma ocasião para atingir Davi.

Em vez de lutar pelos seus próprios sonhos, buscava destruir os sonhos do irmão. As virtudes de Davi incomodavam Eliabe. A resposta de Davi revelam a personalidade doentia de Eliabe: “Que fiz eu agora?”. Davi já estava acostumado com as palavras cheias de veneno de Eliabe. Vencedores de gigantes não se deixam abater. Eles se desviam desses críticos e não de seus sonhos (v. 30).

As críticas podem nos machucar quando demonstram ingratidão – v. 28
· O propósito de Davi de estar ali não era presunção. Ele estava ali por ordem do pai para trazer alimentos para Eliabe (v. 17) e ver como estava. A acusação feita a Davi era um desatino, uma inversão da verdade, uma clamorosa injustiça, uma consumada ingratidão. Ele estava buscando o bem dos irmãos (v. 22) e não motivado pela maldade. Eliabe está ferindo as próprias mãos que vieram para abençoá-lo. Vencedores de gigantes não dependem de elogios nem se abatem com as críticas.

As críticas podem nos machucar quando vêm cheias de descontrole emocional – v. 28
· Eliabe ascendeu a ira contra Davi. A ira descontrolada provoca grandes tragédias. Uma pessoa iracunda e sem domínio própria é um barril de pólvora. Aqueles que não controlam o temperamento não controlam a língua e quem não controla a língua podem provocar grandes tragédias. A língua movida por um coração irado é um fogo incontrolável, um veneno mortífero, um mundo de iniquidade. Vencedores de gigantes sempre incomodam os covardes. Suas vitórias são a derrota dos invejosos. Ilustração – A serpente e o vagalume: As três perguntas do vagalume.

As críticas podem nos machucar quando elas visam nos humilhar – v. 28
· Eliabe acrescentou à sua crítica um dado que revelou sua sórdida intenção de humilhar Davi: “Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto?”. Sua intenção era clara: afirmar que Davi não tinha cancha para ser soldado. Era apenas um insignificante e pobre pastor, com poucas ovelhas. As palavras eram carregadas de veneno. Eliabe deixava vasar seu complexo de inferioridade. Queria sentir-se bem, diminuindo Davi. Sentia-se maior, humilhando seu irmão. Vencedores de gigantes não depedem de elogios nem se desencorajam com as críticas.

A grandeza de Davi não estava nas suas posses, mas no seu caráter, na sua coragem e no seu relacionamento com Deus.

As críticas podem nos machucar quando vêem de pessoas que não acreditam em nosso potencial – v. 33
· Saul subestimou a capacidade de Davi, dizendo: “Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele”. Um crítico é aquele que polui toda solução que você encontra. Os medrosos sempre vão transferir para nós o seu pessimismo. Eles tentam nivelar todas as pessoas à sua própria mediocridade. Saul viu em Davi 2 dificuldades: 1) A barreira da incapacidade – “Você não pode”. 2) A barreira da inexperiência ou idade – “pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade”.
· A Revista Time de 1986 publicou um artigo sobre homens sem perspectiva de futuro: 1) Bethoven; 2) Walt Disney; 3) Thomas Alva Edson; 4) Albert Eistein; 5) Luiz Pasteur; 6) Henry Ford.

IV. VENCEDORES DE GIGANTES NÃO USAM ARMAS ALHEIAS – V. 38-40

1. Seja autêntico, você é uma pessoa singular – v. 39
· A armadura de Saul não serve para Davi. Vestir roupa de rei sem ser rei não nos ajuda a vencer gigantes. A armadura de Saul em Davi era uma bagagem extra, um peso inútil, um verdadeiro estorvo. Por isso Davi disse: “Não posso andar com isto, pois nunca o usei.. E tirou aquilo de sobre si” (v. 39).
· A armadura de Saul era apenas uma máscara para Davi. Não adianta tentar ser quem você não é. As máscaras só podem nos esconder por um momento, mas elas caem nas horas mais inesperadas. Davi não tentou agradar o rei. Vencedores de gigantes não fazem média, não fingem, não são hipócritas. Não queira ser como os outros. Use as armas que Deus lhe deu e vença os gigantes.

2.Tenha coragem de ser diferente – v. 39
· Muitos líderes surgem no vácuo dos líderes que fracassam. Davi ousou ser diferente e fazer diferença. Ele trocou a armadura de Saul pela funda de pastor. Ele deixou o convencional para usar manejar uma arma inédita na guerra. Não use alguma coisa só porque todo mundo está usando. Não se iguale à maioria medíocre. Os vencedores não são unanimidade.

3. Especialize-se naquilo que você faz – v. 40
· Davi era um homem experimentado. Já tinha agarrado um leão pela barba e matado um urso (v. 34-37). John Maxwell disse que nós precisamos de vitórias não para celebrar, mas para nos elevar. Não importa o que você faça, faça-o com dedicação. Torne-se um especialista na sua área. Os medíocres não se esforçam, não trabalham arduamente, não se preparam, mas também não vencem os gigantes.
· Davi não era um aventureiro inconsequente. Ele não tinha apenas coragem, mas também preparo. Com uma funda e cinco pedras era mais eficaz que todo o exército de Saul. Ele apanhou 5 pedras, porque se a primeira falhasse, não pretendia recuar. A perseverança na luta é o distintivo dos campeões.
· O engenheiro Charles Steinmetz e a fábrica Ford em Dearborn em Michigan e os 10 mil dólares.

V. VENCEDORES DE GIGANTES SÃO DETERMIDADOS A VENCER – V. 48

1.Em vez de correr do inimigo, avance contra ele – v. 48
· Davi não andou para a linha de batalha, ele correu. Estava ansioso para ganhar, para vencer. Ele era um homem determinado a vencer, e venceu. Davi não esperou Golias atacá-lo. Ele era pró-ativo. Não era homem de retaguarda, mas de vanguarda. Não somos chamados para contar os inimigos, mas para vencê-los. Não somos convocamos para fugir dos gigantes, mas para derrubá-los.

2.Em vez de intimidar-se com as bravatas do inimigo, vença-o – v. 44-45
· Golias amaldiçoou Davi em nome de seus deuses, mas toda a maldição caiu sobre a sua própria cabeça. Em vezes de deuses de Golias tripudiarem contra Davi, foi o Deus de Davi, o Senhor dos Exércitos que se tornou conhecido em toda a terra (v. 45-46). Davi entendia que a guerra é do Senhor, que a vitória do Senhor e que a vitória deve ser dedicada ao Senhor.

· Não somos chamados a contar os inimigos, mas vencê-los em nome do Senhor dos Exércitos!

3. Em vez de temer a derrota, não se contente com nada menos que a vitória – v. 46

· Davi não fez nenhuma previsão nem provisão para a derrota. Seu lema era vencer ou vencer. Derrota era uma palavra que não existia em seu dicionário. Ilustração – Abraham Lincoln – Nascido em 12/02/1809 no estado de Kentuchy. Filho de lavradores. Perdeu a mãe muito cedo. A duras penas conseguiu estudar direito. Pedia livros emprestados. Lia às madrugadas. Foi eleito o décimo sexto presidente americano. Paladino da abolição. Comandou o país na guerra da seceção.

Era um homem determinado a vencer: Aos 22 anos fracassou em seus negócios. Aos 23 anos foi derrotado para a Legislatura. Aos 25 anos foi eleito para a Legislatura. Aos 27 anos sofreu um calapso nervoso. Aos 29 anos foi derrotasdo para à presidência da câmara. Aos 31 anos foi derrotado no Colégio Eleitoral. Aos 39 anos foi derrotado na sua candidatura ao Congresso. Aos 46 anos foi derrotado para o Senado. Aos 47 anos foi derrotado na sua candidatura à Vice-Presidência. Aos 49 anos foi derrotado novamente para o Senado. Aos 51 anos foi eleito presidente dos Estados Unidos, e considerado o maior deles. Você não foi criado para ser um fracasso. Sua vocação é a vitória. Seja um vencedor de gigantes!

·Transforme a espada do inimigo em instrumento para a sua vitória mais consagradora. A espada de Golias era uma arma temida, mas Davi transformou essa espada no instrumento para a derrota do próprio Golias.

VI. VENCEDORES DE GIGANTES DEDICAM SUAS VITÓRIAS A DEUS – V. 37,45-47

1.Vencedores de gigantes depositam suas coroas aos pés do Senhor – v. 37,46,47
· Vencedores de gigantes sabem que a vitória vem de Deus. Eles lutam confiados em Deus e sabem que a força vem de Deus e a glória deve ser devolvida a Deus. Vencedores de gigantes não exaltam a si mesmos. Não buscam glórias para si mesmos. Eles não são soberbos. Eles buscam os holofotes nem são amantes das luzes da ribalta. Eles sabem que tudo provém de Deus. Que dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas.

2.Vencedores de gigantes encorajam outros a vencer – v. 52
· Bastou que os soldados medrosos de Saul vissem um lider em posição de combate e disposto a vencer, para que um novo ânimo tomasse conta de todos. Precisamos de modelos. Precisamos de referências. Precisamos de líderes que inspirem outros a sairem do comomodismo. Precisamos de pessoas que mexam com os nossos brios e nos desafiem a sair do marasmo. O verdadeiro líder é aquele que desperta outros a seguí-lo. Não há líderes solitários. Os líderes começam sozinhos, mas nunca terminam sozinhos. Atrás deles há um exército que se levanta da mediocridade e empunham as armas da vitória.
· Em 1 Sm 30:1-20 Davi passa por outra experiência semelhante.
· A olimpíada de crianças excepcionais em Seaton, nos Estados Unidos. A menina que parou para ajudar a concorrente. Todos os atletas deram as mãos e cruzaram a linha de chegada juntos. Davi não venceu sozinho. Ele encorajou os soldados de Davi a serem co-particicipantes de sua vitória.

CONCLUSÃO

· Ainda há gigantes para você vencer e vitórias para você celebrar. Ainda há pessoas desanimadas para você encorajar, ainda há oportunidades para você exaltar o nome de Deus. A luta continua. A corrida ainda não acabou.
· Queridos irmãos, a luta continua, mas a vitória é certa. Você pode ser um vencedor de gigantes!

ministeriobbereia.blogspot.com

GlossyBlue Blogger by Black Quanta. Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS