22 de junho de 2019

A NUVEM DE GLÓRIA



A NUVEM DE GLÓRIA (PARTE I)

INTRODUÇÃO

- De acordo com o texto sagrado a presença do Senhor é contínua no meio do seu povo. Um ano depois da saída do Egito, os hebreus estavam tendo uma nova revelação a respeito da presença de Deus. O Senhor estava com eles, acompanhando-os numa coluna de fogo nas noites congelantes do deserto e, durante os dias, sob o sol escaldante de um dos lugares mais quentes do mundo, uma monumental nuvem trazia refrigério para milhões de pessoas.

I – TEXTO BÍBLICO

(Êxodo 40.34-38; Números 9.15,16)

- Êxodo 40:

V, 34 - Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo,

V, 35 - de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem ficava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.

V, 36 - Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas.

V, 37 - Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até ao dia em que ela se levantava;

V, 38 - porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

- Números 9:

V, 15 - E, no dia de levantar o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do Testemunho; e, à tarde, estava sobre o tabernáculo como uma aparência de fogo até à manhã.

V, 16 - Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo


I - A NUVEM E A COLUNA DE FOGO

1. A presença contínua. Quando o povo levantou o tabernáculo, o qual foi feito conforme o modelo dado por Deus no monte Sinai, a nuvem da presença do Senhor surgiu gloriosamente (Nm 9.15). Os milhões de peregrinos que estavam ao redor do tabernáculo, nas suas respectivas tribos, entenderam perfeitamente que se tratava de uma manifestação divina.

No fim da tarde, quando o sol declinava e a temperatura começava a cair, outro milagre acontecia: a nuvem ficava com uma aparência de fogo, permanecendo assim até pela manhã, quando, novamente, voltava a ser um refúgio contra o sol. Esse processo perdurou, continuamente, por quase 40 anos (Nm 9.16). O Senhor estava testemunhando a todo o povo: ―E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito‖ (Gn 28.15).

2. O mover imprevisível. O texto de Números 9.17-23 fala a respeito do mover imprevisível de Deus, representado nos deslocamentos da nuvem e da coluna de fogo.
Impressionante como o Espírito Santo, que inspirou os escritores bíblicos, fez questão de mencionar que, às vezes, o referencial da presença de Deus permanecia no mesmo lugar um ano ou, inexplicavelmente, menos de um dia. Interessante perceber, também, que não havia nenhum fenômeno natural perceptível que antecedesse os movimentos vertical (subida e descida sobre o tabernáculo) e horizontal (mudança geográfica) da nuvem ou da coluna de fogo. 

O Senhor, por sua soberania, de dia ou de noite, sem mandar qualquer aviso, simplesmente transferia o lugar da nuvem ou a coluna de fogo. Não havia, nem há, paradigmas para entender o mover de Deus. Porventura, nos dias atuais, não é com a mesma imprevisibilidade e aparente ilogicidade eventual que Deus age?

3. A obediência voluntária. Deus estava treinando os israelitas para que eles, com alegria, aprendessem a obedecer ao Senhor. Vale lembrar que, repetidamente, as Escrituras dizem que eles eram rebeldes ou de ―dura cerviz‖ (Dt 10.16; Jr 7.26; Mc 10.5; At 7.51). Assim, por vezes, a nuvem passava um longo período parada e, depois, numa sequência inesperada, era transferida de lugar rapidamente, mas o povo a seguia, como se vê: 

―Segundo o dito do SENHOR, se alojavam e, segundo o dito do SENHOR, partiam; da guarda do SENHOR tinham cuidado, segundo o dito do SENHOR pela mão de Moisés‖ (Nm 9.23). Os que servem a Deus devem aprender a obedecer voluntariamente ao Senhor, de todo coração, como Davi recomendou a Salomão (1Cr 28.9), para que tenham vitória nas grandes lutas que travarem.

A obediência é um segredo, uma bússola, um mapa e um caminho. Andar por ela é sinal de sabedoria, humildade, fé e sempre produz os resultados da verdadeira prosperidade na vida.

OBS: ARGUMENTO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO - Há muitas pessoas que fazem confusão com o termo shekinah. Umas usam-no sem a noção de o porquê o termo ganhou essa popularidade; outras têm uma visão radical de que o termo não deveria ser usado porque ―ele não existe na Bíblia‖. O tópico presente dá uma explicação satisfatória para uma visão equilibrada.

Por isso, deixe claro à classe que há termos na cultura judaica que, por causa de sua sacralidade, ou perda dos fonemas hebraicos, foram reformulados. Por exemplo, o nome verdadeiro de Deus é expresso por Adonai, pelo termo aportuguesado Jeová e outros. No Novo Testamento, a expressão Santíssima Trindade também não aparece, mas ela retrata com perfeição o que os textos apostólicos ensinam sobre essa maravilhosa doutrina. Portanto, não há nada que proíba o termo shekinah.

II - O INÍCIO DA CAMINHADA

1. A ordem para marchar (10.11-13). Deus possui um aguçado senso de beleza e organização, entretanto esse traço de seu caráter justifica-se não apenas pela estética e estratégia de suas determinações, mas sobretudo em face do grande amor pelo seu povo. O Senhor mandou fazer duas trombetas de prata, uma sofisticada obra de arte (a prata era depurada no fogo, daí por que é símbolo da redenção na Bíblia), as quais serviam para conclamar o povo para se reunir e dar o sinal de partida do acampamento, tudo muito organizado.

Entretanto, mais adiante, Deus disse que as trombetas também seriam tocadas quando os israelitas estivessem em dificuldades (o toque das trombetas era uma verdadeira oração) e nas festas religiosas (Nm 10.2,9,10). Dessa forma, o início de toda caminhada era marcado, simbolicamente, por um momento de oração. O toque das trombetas movia o coração de Deus em favor do povo e o Senhor se lembrava da aliança firmada. A promessa de Deus, feita desde os dias do patriarca Abraão, seria cumprida, pois Deus é fiel.

2. Confiança do líder abalada (10.29). Em meio a tantas demonstrações eloquentes do cuidado de Deus, percebe-se uma falta de confiança do líder Moisés, pois convidou Hobabe, seu cunhado, para guiar o povo nos caminhos do deserto (Nm 10.29-32). Ora, a presença de Deus, representada na nuvem e na coluna de fogo, sinalizava perfeitamente quando o povo deveria acampar e seguir viagem, e qual rota percorrer, mas Moisés entendeu que seria bom ter alguém com experiência para ―ser seus olhos‖ e socorrê-los em tempo oportuno. Mas, o Senhor compreendeu a fraqueza do líder e sequer o repreendeu. Moisés também precisava aprender a confiar. Vê-se, porém, que em nenhum outro momento Hobabe é mencionado nas Escrituras, dando provas que o convite de Moisés foi estéril e inócuo. Deus é quem comanda e guia os passos do seu povo.

OBS: ARGUMENTO TEOLÓGICO - ―A aproximação de Israel ao Senhor, o grande Rei, era claramente multissensorial. O povo via a glória no fogo e na nuvem, ouvia Deus no trovão e no terremoto, e cheirava algo da doçura divina na fragrância dos perfumes. O Deus fora da percepção sensorial se revelava metaforicamente de modo que os seres humanos sensíveis pudessem entender. 

Êxodo 31 resume a aproximação ao Santo. Há uma lista de todo o aparato físico necessário para essa aproximação - o Tabernáculo com as mobílias e equipamentos (VV.7-11), a escolha divina de trabalhadores, qualificados por terem sido selecionados pelo Senhor e capacitados com o próprio Espírito de Deus (vv.1-6)‖ (ZECK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.67). 

3. O pecado da murmuração (11.1-10). Na caminhada dos hebreus pelo deserto, o Senhor sempre esteve presente cuidando do seu povo, mas, como visto anteriormente é inevitável que as fraquezas dos líderes apareçam e, infelizmente, também, existam rebeliões. Em Números 11.1-10 diz-se que aconteceu murmuração no meio do povo por causa da comida (toda murmuração dirige-se, em primeiro plano, contra Deus) e o Senhor levou em consideração as palavras proferidas a tal ponto que muitos israelitas morreram como castigo pela rebelião.

Judas escreveu a respeito de alguns indivíduos não recomendáveis que eram ―murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse‖ (Jd v.16). Certamente o que os israelitas fizeram foi muito grave diante do Senhor, pois a Bíblia diz que a maldição não vem sem causa (Pv 26.2). Importante que cada cristão aprenda a ser agradecido, de todo coração, e nunca despreze o ―pão‖ que Deus dá.

III - DEUS LEVANTA COOPERADORES

1. Carga pesada. Na caminhada com Deus, pelo deserto a cada dia os limites humanos são testados. O grande Moisés que, pouco tempo antes, tinha convidado Hobabe para ser ―seus olhos‖ na peregrinação (tinha plano até para quando Deus falhasse na orientação), agora pensa em desistir do ministério. Ele concluiu: ―Eu sozinho não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim. E, se assim fazes comigo, mata-me, eu to peço, se tenho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver o meu mal‖ (Nm 11.14,15).

A resposta que Deus ofereceu a Moisés ressoa como modelo ministerial pelos séculos. O líder é feito de ―carne e osso‖ e, por isso, precisa de apoio e companhia. Sempre que Deus quis fazer algo significativo, antes de tudo, montou uma equipe. Talvez Moisés, até aquele instante, acreditasse ser possível liderar sozinho, mas o Senhor permitiu que ele ficasse esgotado emocionalmente para aprender a depender mais dEle. Então, o Altíssimo designou setenta anciãos para auxiliar o seu servo.

2. Dividindo a carga. Deus, de maneira sábia, pediu que Moisés escolhesse setenta líderes para que o auxiliasse. A escolha seria de Moisés, porém eles seriam instrumentos do Senhor, para ajudar na condução da obra. Observa-se um segundo aspecto relevante nessa história: os auxiliares precisavam ter o mesmo espírito de Moisés, pensar a mesma coisa, compartilhar do alinhamento do entendimento do líder, ação precípua do Espírito Santo.

Só assim a carga pesada das atribuições seria, de fato, compartilhada. Pouco tempo depois houve o episódio das codornizes, o primeiro teste dos 70 líderes (Nm 11.31-35). Deus é bom e fiel, pois, certamente, se Moisés estivesse sozinho nessa nova e grave situação ele teria sucumbido.

3. Insubmissão. Moisés, depois de ter a carga administrativa aliviada pelos setenta líderes chancelados por Deus, viu ruir os apoios mais importantes que tinha: o de Miriã e Arão, seus amados irmãos, os quais se insurgiram fortemente contra ele, mas ―o SENHOR o ouviu‖ (Nm 12.2).

Os irmãos de Moisés foram repreendidos pelo Senhor, inclusive Miriã ficou leprosa por causa dessa insubmissão ao líder. Ferir o princípio da autoridade e submissão, desobedecendo a liderança, não é uma atitude sábia e prudente, ainda que existam ponderações de natureza administrativa consideráveis.




 CONCLUSÃO

- Portanto, a maior consolação que os israelitas poderiam ter no deserto era a certeza da presença contínua de Deus com eles; e o Senhor demonstrou inequivocamente tal realidade, através da nuvem ou da coluna de fogo que nunca abandonaram o povo. Mesmo diante dessa certeza, tanto os líderes quanto o povo cometeram erros, os quais não ficaram impunes, servindo isso de exemplo para a igreja hodierna.

(Adaptação) – Lições Bíblicas CPAD, Jovens - 1º Trimestre de 2019 - Título: Rumo à Terra Prometida

— A peregrinação do povo de Deus no deserto no livro de Números - Comentarista: Reynaldo Odilo –

Lição 4: A presença de Deus no deserto - Data: 27 de Janeiro de 2019.

A NUVEM DE GLÓRIA (Parte II)

I - SOB A NUVEM DE DEUS O POVO TINHA A PROTEÇÃO DE DEUS. O v. 16 diz que: ―Era assim que sempre acontecia: de dia a nuvem cobria, e de noite tinha a aparência de fogo‖. Nuvem que protegia do sol, Calor para o frio da Noite! DEUS deu uma nuvem para protege-los no deserto. Por isso o salmista (91:1) diz que: ―Aquele que habita no abrigo do Altíssimo descansa à sombra do Todo-Poderoso.
Hebreus 13:8 – Deus é o mesmo hoje e ontem! Quando você anda sob a nuvem de Deus, você conta com a proteção de Deus!

- Salmos 121:5-8 diz: ―O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, ele está à sua direita. De dia o sol não o ferirá, nem a lua, de noite. O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre‖. A nuvem do Senhor quer lhe proteção esta noite. Assim como qualquer casa precisa do telhado, você também precisa ter a benção de Deus para estar protegido do inimigo....

II - SOB A NUVEM DE DEUS O POVO TINHA ORIENTAÇÃO DE DEUS. O v.

17 diz: ―Sempre que a nuvem se levantava de cima da Tenda, os israelitas partiam, e no lugar em que a nuvem descia, ali eles acampavam‖. O povo de Deus precisa estar atento à nuvem.
Não tinham bússola, celular, rádio, nextel.... mapas! NADA! Nem um radinho de pilha! Fantástico eles dependiam apenas do Senhor! Deus é sua orientação!
Eles não podiam fazer planos para o dia seguinte: Eram dirigidos por Deus!

- O livro de Hebreus 12:2 diz: ―Tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé...‖ - É isso que Deus quer que você faça: Assim como aquele povo dependia inteiramente do mover da orientação de Deus, ELE quer que você faça a mesma coisa!

- JESUS em João 8.12 disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue, nunca andará em trevas; mas terá a luz da vida". Isto é direção!

III - SOB A NUVEM DE DEUS VOCE VAI DESCANSAR À SUA SOMBRA. O v. 18 diz que: ―Conforme a ordem do Senhor os Israelitas partiam, e conforme a ordem do Senhor, acampavam. Enquanto a nuvem estivesse por cima do tabernáculo, eles permaneciam acampados.‖ Ou seja, quando a nuvem parava o povo acampava para descansar debaixo da sombra do Senhor. Podiam ficar despreocupados porque a nuvem de Deus estava li. De fato no livro de Deuteronômio 29:5 Moisés diz que: ―Durante os quarenta anos em que os conduzi pelo deserto, nem as suas roupas, nem as sandálias dos seus pés se gastaram‖.

Tudo estava debaixo da providencia de Deus! Alias o Salmista confirma isso em seu livro no capítulo 91:10-11 - ―Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo, do Senhor o seu refúgio, nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda. Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos‖. Quem está debaixo da nuvem, não tem o que temer!

- O Apóstolo Pedro expressa isso em sua primeira carta (5:7) – ―Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês‖. –

―Entregue suas preocupações ao Senhor, e ele o susterá, jamais permitirá que o justo venha a cair‖ (Salmos 55:22). Quem sabe nestes últimos dias você tenha se tornado uma pessoa ansiosa, preocupada... SAIBA que debaixo da nuvem de Deus há esperança! Há um Deus que tudo pode fazer quando estamos debaixo de seus cuidados. Quem confia no Senhor, quem caminha debaixo da nuvem de Deus, mesmo que esteja em perigo, correndo riscos, fica em paz e descansa!

Por isso o SENHOR faz um convite hoje, aos ansiosos, desesperados, a todos que estão fora da nuvem dizendo: "vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu os aliviarei". (Adaptação) http://palavraemensagem.blogspot.com/p/esboco-sob-nuvem-de-deus.html

- Bibliografia

- Bíblia de Estudo Palavra Chave (ARC)

- A Bíblia de Estudos das profecias. E.R.A.

- Dicionário Oline

- Apontamentos Teológico do Autor

- Comentário Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Ibotirama-Bahia. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC, Estudando Psicanálise: Fac... FACIBA - Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa da CEADEB), Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama) Presidente do Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos de Ibotirama (CONPLEI), Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org 2º Trimestre de 2019 – O tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo


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5 de junho de 2019

O Sistema de Sacrifícios


O Sistema de Sacrifícios
 
TEXTO ÁUREO

“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus.” (Rm 3.25)

Verdade Prática

Jesus Cristo executou, na cruz, o sacrifício perfeito, obtendo, por meio de seu sangue, e de uma vez por todas, a redenção eterna para todos os que creem nEle.
LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lv 6.8-13; Hb 10.4-10: A oferta de holocaustos
Terça - Lv 6.14-23: A oferta de manjares
Quarta - Lv 7.11-21: A oferta pacífica
Quinta - Lv 6.24-30: A oferta pela expiação do pecado
Sexta - Lv 7.1-10: A oferta pela expiação da culpa
Sábado - Lv 16.1-23: O grande Dia da Expiação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 1.1-3; 2.1-3; 3.1,2; 7.1,2; 1 João 2.1,2

HINOS SUGERIDOS: 20, 287, 380 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Apresentar as diferentes ordens cerimoniais que constituem o sistema de sacrifícios estabelecido em Israel.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar o que era oferta voluntária do Holocausto;
Ressaltar o que representava a oferta de manjares;
Conceituar a oferta pacífica, a oferta pelo pecado e o Dia da Expiação

  
INTRODUÇÃO

Sabemos que o Sumo-Sacerdote da Antiga Aliança, era uma figura, um tipo de Cristo o Grande Sacerdote instituído sobre a Casa de Deus. Assim como o Sumo-Sacerdote era o representante, o mediador entre Deus e os filhos de Israel, Jesus é o representante, o mediador da Nova Aliança em favor daqueles que hão de herdar a vida eterna! Porém há uma grande diferença entre o Sumo-Sacerdote no Antigo Testamento e Jesus. Enquanto que o Sumo-Sacerdote precisava primeiramente oferecer sacrifício pelos seus próprios pecados para depois oferecer sacrifícios pelos pecados do povo, Jesus não precisou de quaisquer sacrifícios por si mesmo, uma vez que não tinha pecados, 1Pe 2.21-22

Enquanto que o Sumo-Sacerdote oferecia sacrifícios de animais para remissão de pecados, Jesus ofereceu-se a si mesmo pelos nossos pecados, Hb 9.28, Por esta razão Jesus foi feito Sacerdote com um ministério muito mais excelente! Hoje queremos descrever as ofertas do Tabernáculo e ver os simbolismos que estavam por detrás delas. 

AS OFERTAS E OS SACRIFÍCIOS

 Em nossa apreciação sobre este tema, estaremos fazendo alusão às principais ofertas e sacrifícios que eram praticados diariamente no Tabernáculo. O povo comparecia perante seus representantes – os sacerdotes, que eram os intermediários, os mediadores entre Deus e eles. Se o israelita levava a oferta, ao sacerdote cabia oferecê-la ao Senhor que a aceitava como "cheiro agradável" em sua presença. Esta era a tônica dos rituais ofertórios.

 "As Ofertas que Deus falou a Moisés a respeito, eram um meio de adoração, e também um sacrifício para perdão e restauração pessoal diante de Deus. Muitas das ofertas estavam relacionadas com o Altar de Holocausto. 

Os sacerdotes sacrificavam várias ofertas à Deus, que eram oferecidas pelos seus próprios pecados e também pelos pecados do povo (tanto pecados conhecidos como desconhecidos). Algumas ofertas eram oferecidas regular e frequentemente, enquanto outras eram oferecidas apenas em certos casos de necessidade.

Queremos destacar principalmente as cinco principais ofertas e sacrifícios que são: A Oferta do Holocausto, A Oferta de Manjares, A Oferta Pelo Pecado, A Oferta Pelo Sacrilégio, O Sacrifício da Paz.

I. A OFERTA DO HOLOCAUSTO = LV 1.3-17; 6.8-13

 I.1 DESCRIÇÃO

1. Ao falarmos sobre a Oferta do Holocausto, precisamos entender que este tipo de sacrifício corresponde a toda carne queimada sobre o altar do holocausto. A palavra holocausto vem do termo hebraico "hle" - `olah, e tem como significado "queimado que sobe". 

No dizer de Shedd: O termo original ‘olah de significado ‘aquilo que sobre’, tanto podia referir-se à oferta que subia ao Senhor, como ao ‘cheiro suave’ (Lv 1.17), ou ainda ao animal inteiro, e não apenas parte dele, que era oferecido, ou erguido sobre o altar. Embora não seja o mais importante, é no entanto este sacrifício o que se menciona em primeiro lugar, talvez por ser o mais grandioso" 
2. Alguns detalhes importantes relacionados aos holocaustos: 

a) Os holocaustos deveriam ser oferecidos a cada manhã e também ao cair da tarde. Nos dias comuns deveria ser oferecido apenas um cordeiro com um ano de idade, sem defeito, mas aos sábados, dois cordeiros deveriam ser oferecidos pela manhã e outros dois à tarde, Nm 28.9-10,

b) Em virtude da frequência e regularidade em que ocorriam estes sacrifícios, eles eram também chamados de "sacrifícios contínuos", Êx 29.42, Os israelitas podiam somar aos holocaustos, ou sacrifícios contínuos as chamadas "ofertas queimadas".

c) O ofertante colocava as mãos sobre o animal destinado ao sacrifício, reconhecendo nele o seu substituto. Um detalhe importante é que o próprio ofertante abatia o animal na presença dos sacerdotes, os quais aspergiam o seu sangue sobre o altar, Lv 1.4-5.
O animal inteiro, com exceção do seu sangue era, então, queimado e a fumaça subia representando a consagração do ofertante diante de Deus. Não podemos nos esquecer que o holocausto seria sempre uma "... oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR", Lv 1.9.

 I. SIMBOLISMOS

a) No Holocausto, o animal sacrificado deveria ser entregue sobre o altar para ser queimado. Isto era agradável a Deus, "cheiro suave": Êx 29.18. Da mesma maneira, Cristo entregou-se por nós em sacrifício a Deus, Ef 5.2.

A expressão "cheiro suave", vem dos termos gregos: "osmh" (osme) – cheiro, aroma e "euwdia" (euodia) – "cheiro doce", "fragrância", "perfume agradável". O sacrifício de Cristo pelos nossos pecados subiu a Deus como uma fragrância agradável a Deus. Falando sobre o sacrifício de Cristo.
 "Jesus, nosso holocausto, foi entregue, nada reservando de sua santa personalidade, Seu sangue, sua mente, sua vontade, sua alma, Ele entregou ao fogo da vida e da cruz. Não será repetição dizer que o sacrifício de Cristo no Calvário reuniu todos os antigos sacrifícios numa forma perfeita e infinita,
Toda a vida de Jesus foi um holocausto, mas a morte foi o seu clímax. É certo que ele não foi literalmente queimado, mas também nada lhe faltou para que fosse consumido pelos sofrimentos da cruz. Ali, te se deu todo inteiro em substituição, em obediência ao Pai. Nós, que agora vivemos e levamos o resto das aflições de Cristo, também oferecemos diariamente o nosso sacrifício. Nisso não fazemos mais que imitar o Senhor".

b) Assim como o animal era levado ao sacrifício sem oferecer qualquer resistência, Cristo também, no dizer do profeta Isaías foi conduzido ao "matadouro", não demonstrando qualquer resistência aos seus opressores e algozes, Is 53.7,

Pelo contrário, as Escrituras nos dizem que Jesus entregou-se a si mesmo para o sacrifício, Gl 2.20,
Esta entrega foi motivada pelo verdadeiro amor! No dizer de Paulo: Rm 5.8.

c) Um ponto importante a considerar é que nos sacrifícios, o animal era uma representação do pecador; o sacerdote era representação da divindade. Homem e Deus estavam presentes ali! Em seu sacrifício, Cristo cumpriu estas duas exigências legais. 

Ele foi o "Cordeiro" oferecido em holocausto – "... eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", Jo 1.29. Mas, foi também ao mesmo tempo o Sacerdote, que conduz o homem à presença de Deus.

 "O sacerdote tinha de ser da própria natureza do pecador, para poder interceder por ele e sentir todas as suas necessidades; tinha também de ser da natureza divina, para poder aproximar-se dela. De sua identidade com a raça em geral e com o pecador em particular, nada se pode dizer em contrário, porque ele era homem como os demais. Sua relação com a divindade era obtida por meios cerimoniais, que por sua vez eram prototípicos. 

O sacerdote devia ser consagrado, conforme veremos nos capítulos 8-10 de Levítico, e, por essa consagração, era inteiramente separado, para fins religiosos, dos demais homens. Era uma pessoa que, não obstante ser homem era olhada como vivendo acima dos homens, partilhando dos privilégios da divindade mesmo. 

Assim, de um lado, ele era aceitável ao pecador como pertencente à mesma raça; por outro, era aceitável a Deus em virtude de sua consagração. Era, pois, para todos os efeitos, o mediador entre o pecador e Deus. A temporalidade deste ofício é inquestionável, considerando-se que ele não podia simpatizar em toda a extensão com a raça, nem podia partilhar perfeitamente da natureza divina. Sua obra era, pois, para o tempo somente, e as lições dela, para a eternidade.

II. A OFERTA DE MANJARES = LV 2.1-16; 6.14-18

II. DESCRIÇÃO

1. As ofertas de manjares (hxnm Nbrq - qorban minchah), eram oferecimentos de cereais que os israelitas faziam ao Senhor. Observe o comentário de Shedd sobre os componentes e os detalhes deste tipo de oferta:

 "... consistia na oferta dum cereal, em que entrasse sobretudo a flor de farinha, geralmente misturada com azeite (Lv 7:10; 5:11), ou com azeite e incenso por cima (Lv 2.6). Cozida ou não, o sacerdote tomaria um punhado dela e a colocaria sobre o altar, desde que contivesse todo o incenso indispensável. 

Tomava então e nome de memorial (Lv 2.2), talvez por causa do incenso sagrado (Êx 30:84) que oferecia no altar de ouro duas vezes por dia o sacerdote à hora da oração, servindo para obter a aprovação do Senhor, ou antes para que o Senhor não se esquecesse do ofertante. Talvez esses títulos dos Sl 88 e 70 indiquem que deviam ser recitados na ocasião da oferta deste memorial".

2. Detalhes relacionados à oferta de manjares:

a) Da mesma maneira que o holocausto, a oferta de manjares precisava ser voluntária. A expressão "... Quando alguma pessoa fizer oferta de manjares ao SENHOR" (Lv 2.1), implica em disposição e voluntariedade por parte do ofertante.

b) Era o único sacrifício em que as carnes não estavam envolvidas. Era oferecido apenas farinha de trigo crua, grãos de cereais assados e bolos sem fermento. Todos os ingredientes eram oferecidos sobre o fogo com sal, óleo e incenso. O que sobrava era dos sacerdotes.

c) Esta oferta era um tipo de "oferta de gratidão", uma vez que lembrava aos israelitas de sua passagem pelo deserto, onde houve grande escassez de alimentos, dos quais foram eles supridos por Deus através do maná, o pão que caia do céu. Era uma forma de gratidão a Deus.

II. SIMBOLISMOS

a) Inicialmente podemos dizer que a Oferta de Manjares, simboliza o nosso sustento e provisão diária. Dependemos de Deus para ganhar o nosso pão-de-cada-dia. Foi por esta razão que Jesus, na oração do Pai-Nosso, nos orientou a orar pelo "pão": "... o pão nosso de cada dia nos dá hoje", Mt 6.11.

Como filhos de Deus não precisamos conviver com a ansiedade e preocupação características dos homens sem Deus. Como nos ensinou Jesus:  Mt 6.25.

Deus certamente suprirá cada uma de nossas necessidades, incluindo a necessidade de pão, Fp 4.19,

"Antigamente, era o pão das Faces que significava a presença de Deus na mesa e no sustento dos crentes. Era uma mostra material, objetiva, de acordo com a capacidade dos crentes de antanho. Agora, com um novo santuário não feito por mãos, com novos moldes religiosos, novo sacerdócio, as antigas verdades se hão de crer e propagar de um modo diverso. Assim é o fato em Cristo Jesus.
Por todos os ensinos do Novo Testamento se encontram as promessas da presença real de Cristo em nós. Somos o seu templo, o seu órgão de revelação aos perdidos, por meio do testemunho da vida, somos as suas testemunhas. 

Vivendo de tal modo identificados nele, vivemos a vida dele. Paulo chega a afirmar em (Gl 2:20).
Deste modo, Cristo é a nossa diária oferta, é o nosso pão, e as manifestações religiosas da vida são outras tantas mostras dessa verdade. Não vamos mais levar um punhado de farinha ao templo, mas vamos de outras maneiras públicas declarar que Me nos tem sustentado e sustenta. Se um hebreu confiava na sua provisão diária, muito mais nós, que vivemos mais diretamente ligados à divindade. Cristo é nossa provisão diária".

b) Considerando que as Ofertas de Manjares não poderiam conter qualquer tipo de fermento, ou mel, isto porque estas substâncias alteram as características do produto ofertado, devemos entender que temos aqui um símbolo da vida cristã que deve ser autêntica, transparente, sem qualquer hipocrisia.

Embora no Novo Testamento a figura do fermento foi usada para explicar o crescimento do reino (Mt 13.33), ele também é usado para ilustrar os efeitos devastadores do pecado que quando não tratado, se espalha rapidamente e contamina com facilidade (1Co 5.6). 

"No Novo Testamento (Mt 13:33) o reino dos céus era assemelhado por Cristo ao fermento, presumidamente numa tentativa de ilustrar os efeitos permeadores do evangelho enquanto operava na sociedade para tomá-la cristã. Do outro lado, a natureza pervasiva do fermento era assemelhada por Cristo ao caráter do ensino indesejável (Mt 16:6, 11-12; 12:1), e por Paulo à propagação insidiosa do mal (1Co 5:6; Gl 5:9).

Estas referências tornam claro que o que há de importante no fermento é seu efeito permeador. O próprio agente é moralmente neutro, mas os resultados da sua atividade podem ser interpretados em termos de simbolismo positivo ou negativo, dependendo das circunstâncias".

c) Outro detalhe importante a lembrar é que as Ofertas de Manjares deveriam ser sempre temperadas com sal. Embora o sal seja muito usado na antiguidade, seja para estabelecer alianças (Nm 18.19; 2 Cr 13.5), ou vínculos de amizade, o seu maior uso sempre foi como condimento alimentar. 

Note que são duas as suas principais características: Alterar o sabor dos alimentos e impedir que se estraguem. É dentro deste contexto que o Senhor Jesus disse que seus discípulos deveriam ser o "sal da terra", Mt 5.13

Como discípulos de Jesus precisamos "salgar", este mundo dando-lhe o sabor do Evangelho e impedir a corrupção do homem sem Deus. Devemos, no dizer de Paulo apresentar ao mundo uma palavra "temperada com sal", Cl 4.6. "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um". Se a Palavra de Deus estiver presente em nossos lábios, o mundo à nossa volta certamente será atingido pelo poder de Deus!

III. A OFERTA PELO PECADO = 4.1-5.13; 6.24-30

 III. DESCRIÇÃO

1. Pela sua própria natureza, o homem é pecador, condição esta herdada de Adão – "Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus", Rm 3.23, e ver.10

Não há como livrar-se do pecado a não ser através de uma intervenção divina, que tinha como seu representante o sacerdote, o responsável para oferecer o animal em sacrifício, para remissão dos pecados do ofertante. Este tipo de oferta, era oferta obrigatória ao Senhor, diferentemente das ofertas voluntárias. Conforme nos diz Shedd:

 "As ofertas pelas culpas próprias ou alheias eram obrigatórias como expiação por certos pecados, que podiam ser derivados à ignorância ou ao erro. Embora involuntariamente, cometia-se um pecado, se se praticasse algo ‘do que não devia fazer" (vs. 2.13, 22, 27), sem poder recorrer-se muitas vezes à desculpa da ignorância. 

Assim sucedia com os pecados mencionado sem 5.1-4. Tal como é descrito, por exemplo 11.24-28 e 17.15 e segs., afastava-se a impureza por meio de meras lavagens e ausência do culto no Santuário até o pôr do sol. 

Mas se alguém contraísse tal impureza sem o saber (ainda que lhe fosse oculto – (2) e, portanto cumprir com a lei da purificação (11:27 e segs.), pecava e era culpado (2). Quando o souber depois (4), faria a sua oferta pelo pecado. 

Trata-se, evidentemente, do pecado por ignorância. Mas por outro lado a falta de comparência para atestar um crime, quando eram citadas as testemunhas, pode ser derivada a várias razões, como por exemplo no caso do "juramento, proferido temerariamente" (4). “Estes, sim, são pecados provenientes da fraqueza humana, exceto o pecado de teimosia (a "alta mão"), para o qual não há remissão".

2. Veja a principais particularidades da Oferta Pelo Pecado:

a) Era um tipo de oferta que era indicada para a condição geral do pecador diante de Deus, já que todos os homens são pecadores, pois possuem uma natureza pecaminosa; e também para os chamados "pecados não intencionais", ou seja aqueles pecados feitos de maneira involuntária.

b) Esta oferta deveria ser oferecida pelo Sumo-Sacerdote (8.12), pelo monarca (8.22-26), pela congregação (8.13-21) e enfim, por qualquer membro do povo (8.27-35). A culpa pelo pecado seria condizente com a posição daquele que o havia cometido.

c) Observando o capítulo 5.1-6, temos uma lista de pecados que careciam deste tipo de oferta: Recusar ser testemunha, o contato com animal imundo, contato com imundícies humanas e o julgamento precipitado.

 III. SIMBOLISMOS

a) Enquanto que o sacerdote oferecia a Deus um sacrifício insatisfatório, insuficiente, uma vez que o sangue de animais não podia remover definitivamente o pecado – Hb 10.4, Hb 9.11-12.
"Jesus, como sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, ofereceu um sacrifício pleno, cujo conteúdo tinha valor e mérito suficientes para perdoar os pecados dos maiorais entre os povos e os maiorais entre os pecadores. 

Sabemos que o sumo sacerdote tinha de oferecer primeiro sacrifícios por si mesmo, para depois aceitar o sacrifício do príncipe ou do plebeu. Em Jesus, porém, não é necessária esta exigência, porque ele era sacerdote sem defeito, sem pecado. Portanto, o seu sacrifício tinha poder bastante para cobrir o maior pecado do maior pecador. Uma das graças da religião cristã é sua gloriosa provisão para ricos e pobres. Não há distinção. Um sacrifício só para todos".

b) Enquanto que no Tabernáculo, o sangue do animal era trazido para o interior do Santuário, onde era espargido por sete vezes na presença do véu, Cristo penetrou para dentro do véu e ali aspergiu o seu próprio sangue, Hb 9.12, É através do sangue de Cristo que nos tornamos vitoriosos contra o pecado, o mundo e satanás. 

 "... quando o sangue de Cristo vem ao nosso coração, temos força sobre o pecado e toda a vida se renova e revigora pela abolição do pecado em nós, pois que ele não mais tem domínio sobre o crente.
Ainda mais: o sangue de Jesus derramado no madeiro da cruz é a realidade da sombra do derramamento junto ao altar. Todo o sangue da vítima era ali derramado, assim como também todo o sangue de Jesus foi derramado na cruz. 

Se alguém quiser ver a Jesus no Velho Testamento, basta abrir o livro de Levítico e ler estes maravilhosos capítulos. Não era uma brincadeira, todo este ritual. Era para os tempos de antanho a coisa mais séria que podia haver, e não poderia deixar de ser assim, porque a obra futura de Jesus estava sendo profetizada ali.

c) Enquanto que a confissão no Tabernáculo deveria ser realizada sobre a cabeça do animal, para assim o pecador ser aceito diante de Deus, hoje devemos confessar nossos pecados diretamente a Jesus, se quisermos receber o verdadeiro perdão, 1 Jo 1.9, No Tabernáculo o sacerdote era o intermediário da confissão; em Jesus não temos quaisquer intermediários, ou mediadores. 

"Nós devemos, hoje, colocar nossa mão sobre a cabeça do Cordeiro de Deus e confessar sobre ele os nossos pecados, para que então sejamos aceitos, Que cerimônia tocante não seria aquela, quando um homem chegasse à porta oriental do Tabernáculo e fosse ao encontro do sacerdote, levando sua vítima substitucionária pela mão. 

Ali, na presença do representante de Deus, ele colocaria a mão direita com força sobre a cabeça da vítima e confessaria o pecado que ele sabia tinha cometido, e, ato contínuo, mataria ele mesmo a vítima como se fosse a si mesmo que se estivesse imolando por suas culpas, apanhando então o sacerdote o sangue para ir fazer a expiação diante do véu. 

Maior significação tem hoje o ato de um pecador jogar-se aos pés de Jesus, confessar ali suas culpas e aceitar o sangue que foi derramado uma só vez e ser incontinente perdoado. Que novas coisas surgem de tão singela cerimônia! Uma vida em novidades, uma vida renascida!

d) O contato com coisas, animais e pessoas imundas, era um tipo de transgressão que exigia a Oferta Pelo Pecado. Este tipo de pecado exigia do ofertante uma purificação; caso não observada, o infrator poderia ser morto, Nm 19.20,

Não podemos nos esquecer de que o pecado nos torna "imundos", "impuros", e precisamos ser purificados, lavados não pela água, mas pelo "sangue de Cristo", Ap 22.14

No dizer de João: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça", 1 Jo 1.9. A palavra "purificar" neste texto, vem do grego "kayarizw" – katharizo, e significa "limpar-se da sujeira", "purificar-se". Em quase todas as purificações judaicas usava-se a água. 

Porém na Nova Aliança, não precisamos da água para nossa purificação pessoal, e sim somos limpos através do sangue de Cristo e pela Palavra de Deus, Jo 15.3, "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado". 

IV – A OFERTA PELA TRANSGRESSÃO = LV 5.14-6.7; 7.1-10

IV. DESCRIÇÃO

1. A Oferta Pela Transgressão, era um tipo de sacrifício envolvendo certos pecados, onde ficava patente que o dano causado carecia de uma retribuição. Ele é apresentado de duas maneiras:

1) A transgressão envolvendo uma falta diante de Deus, na omissão em dar as "coisas santas ao Senhor", aquilo que é do Senhor, como por exemplo, os dízimos, as ofertas, as primeiras coisas da colheita. Quando estas exigências não eram cumpridas pelos israelitas, exigia-se a entrega ao sacerdote dos bens retidos, ou o resgate;

2) A transgressão de mandamentos e princípios dados pelo Senhor. – Neste caso, a defraudação era contra o semelhante. Antes do ofertante apresentar qualquer oferta ao Senhor, deveria reparar o dano através de uma compensação do prejuízo.

 "Este sacrifício refere-se ao pecado que exige uma restituição, mesmo antes da oferta, e apresenta-se sob duas formas: uma, pela transgressão de faltar em dar as ‘coisas sagradas do Senhor’ (5.15) isto é. nos dízimos, nas ofertas, nas primícias, etc., como pertencendo a Deus, e exigindo a entrega ao sacerdote ou o resgate: outra, pela transgressão ‘contra os mandamentos do Senhor’ (5.17).
Já que as mesmas palavras se encontram várias vezes no cap. 4 (vs. 2, 13, 22 e 27), não há dúvida que o pecado em causa exigia uma restituição".

2. Particularidades deste tipo de oferta:

a) O produto do roubo ou defraudação deveria ser compensado, antes mesmo do oferecimento de qualquer oferta a Deus, Lv 6.4,

b) Se o prejuízo fosse ocasionado por um juramento falso, além da restituição inteira do prejuízo, deveria ser acrescentada a "quinta parte", que seria entregue àquele que sofreu o prejuízo, no dia do oferecimento da oferta, Lv 6.5.

c) A oferta exigia um carneiro "sem defeito", apresentado ao sacerdote que faria a expiação, Lv 6.6-7.

 IV. SIMBOLISMOS

a) Um tipo de pecado dentre os pecados de transgressão, era o juízo temerário, um tipo de pecado que atinge o nosso semelhante, o próximo. Temos aqui em pauta o pecado da língua, um dos piores pecados. Certamente, o mau uso da língua pode destruir uma vida! Harrison faz a seguinte observação:

 "O cristão é relembrado que a língua é um instrumento poderoso (Tg 3.5-6), e é especificamente advertido no Sermão da Montanha contra o fazer juramentos (Mt 5.34-36) e nas repreensões de Cristo dirigidas aos escribas e fariseus (Mt 23.16-22). Os servos do Senhor devem ser completamente fidedignos e confiáveis como testemunhas dEle"

b) Devemos lembrar aqui também daqueles pecados que fazemos diretamente contra Deus: a defraudação nas ofertas, nos dízimos, a entrega dos primogênitos, das primícias, etc.

Se defraudar o homem é pecado, muito mais o será quando defraudamos a Deus, retendo o que é dEle. Muitos filhos de Deus não são abençoados no mundo porque "seguram", para não dizer "roubam" o que pertence ao Senhor. Basta lembrarmos que Malaquias chama a retenção do dízimo de roubo, Ml 3.8

"Não estamos, é certo, sujeitos às faltas a que estava sujeito o crente judaico, não satisfazendo às exigências da entrega dos primogênitos, das primícias, da assistência a certas festividades etc., e por isso não estaremos expostos a tantas falhas, mas, assim mesmo, há umas tantas coisas que sabemos serem exigidas e que devemos praticar, e, se as não praticamos, incorremos nas penalidades impostas aos hebreus. 

Digamos que o crente não foi à igreja, ainda que nada o impedia disso; ficou preguiçosamente em casa. Transgrediu, roubando o culto do Senhor. Deveria, neste caso, avaliar, se pudesse, o dano cometido, as despesas que teria feito e não fez com o transporte e coletas e pagar tudo isto com um quinto de multa. 

Seria isto mesmo que Deus exigiria? O autor não dogmatiza, mas não teme afirmar que, se transgredimos os preceitos da vida cristã, seja em não cumprirmos nossos deveres, seja em não pagarmos nossos dízimos, devíamos fazer restituição e pagar a multa. Os governos exigem pesadas multas dos contribuintes que não pagam dentro do prazo legal; será que Deus nos trata de modo diferente?

V. O SACRIFÍCIO DA PAZ, OU OFERTA PACÍFICA = LV 3.1-17. 7.11-34

 V. DESCRIÇÃO

1. A oferta pacífica, ou sacrifício da paz deveria acontecer de forma voluntária, quando o ofertante fosse movido pelo desejo de agradecer a Deus por algum motivo especial. Um animal macho ou fêmea deveria ser oferecido, mas sem qualquer mancha. Esta oferta era também chamada de "oferta da comunhão", já que inspirava por parte do ofertante um relacionamento de comunhão com o Senhor. 

"O sangue da Oferta Pacífica era espargido sobre o Altar de Holocausto, a gordura e as partes internas eram removidas e o restante era assado. A gordura e as partes internas eram queimadas; para satisfazer a Deus como cheiro suave. Por Deus havido mostrado claramente o que lhe agradava, a pessoa que oferecia tal oferta estava fazendo exatamente aquilo que agradava a Deus, e desta maneira tendo comunhão com Ele.

Havia também a ocasião em que a carne da oferta era para o sacerdote e o oferente consumir, comerem juntos, com bolos ázimos amassados com azeite, coscorões ázimos amassados com azeite de flor de farinha, similar a Oferta de Alimentos.

A Oferta Pacífica era uma indicação de um bom, saudável e amoroso relacionamento entre o oferente e Deus, e entre o oferente e o sacerdote. Havia paz com Deus e paz entre as pessoas em geral".

2. Como nas outras ofertas temos também algumas particularidades em relação às Ofertas Pacíficas:

a) Dentre as outras ofertas, a Oferta Pacífica era a que expressava uma grande alegria e júbilo por parte do ofertante, já que ela era oferecida por aqueles que se julgavam estar em comunhão e paz com o Senhor. A oferta se constituía, então, numa forma de gratidão a Deus.

b) Outro detalhe importante é que esta oferta era aquela que era observada em último lugar, o que nos impulsiona a dizer que a paz certamente nos vem quando, como filhos de Deus, praticamos a obediência incondicional ao Senhor e procuramos andar em seus princípios.

c) Esta oferta poderia ser oferecida publicamente ou privativamente. Um exemplo de Oferta Pacífica pública está relacionado aos dois cordeiros que eram oferecidos por ocasião da Festa de Pentecoste, a qual era considerada "santíssima". Normalmente estas ofertas públicas ocorriam durante grandes manifestações nacionais, ou solenidades coletivas, onde havia muita alegria e regozijo.

d) As ofertas privadas vinham de:
- ações de graças, como reconhecimento do alcance de misericórdias, Lv 7.12, "Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite".

- provenientes de votos, Lv 7.16, "E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício, se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte".
- Através de ofertas voluntárias, Lv 7.16, "E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício, se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte".

e) As Ofertas Pacíficas normalmente eram acompanhadas com uma libação e uma oferta de cereais, onde eram oferecidos um bolo feito de cereais ralados e de farinha de trigo misturada com azeite, além de bolos asmos, que eram preparados de três formas diferentes, com azeite, Lv 7.11-14,

f) Era exigido do ofertante que colocasse suas mãos sobre o sacrifício, através de uma confissão de pecados e ainda que fizesse ação de graças a Deus. Após o animal ser abatido pelo próprio ofertante, o seu sangue era aspergido sobre o altar através do sacerdote; as entranhas e as gorduras eram queimadas ao Senhor. Esta oferta culminava numa festa grandiosa e jubilosa, onde a carne do animal, juntamente com os bolos asmos era comida pelos participantes.

g) Outro detalhe significativo desta oferta é que o ofertante, juntamente com seus amigos, os sacerdotes reuniam-se num relacionamento de feliz comunhão com o Senhor, no átrio do tabernáculo, Dt 12.17-18.

Essa refeição denotava a comunhão entre os adoradores e Deus. E também simbolizava e prometia amizade e paz com Deus.

V. SIMBOLISMOS

a) Como o próprio nome nos diz, a Oferta Pacífica, tem a ver com "comunhão e paz", que somente pode vir através de um íntimo relacionamento entre Deus e o ofertante. Através desta oferta, a comunhão entre Deus e o pecador se tornava realidade. 

Nenhum homem poderia chegar ao Altar para oferecer a Oferta Pacífica, sem antes haver passado pela Oferta da Expiação, ou seja, não poderia haver qualquer comunhão do pecador com Deus, sem que antes, uma vítima substitutiva pelo pecado fosse oferecida. 

Cumprindo esta exigência, o ofertante podia chegar para oferecer a Oferta Pacífica, e gozar da paz oferecida pelo Senhor. Porém, a paz com Deus nos dias do Velho Pacto não era absoluta, uma vez que havia necessidade de se fazer constantes oferendas. Já, na Nova Aliança, a paz é permanente e foi conquistada através do Senhor Jesus em nosso favor, Rm 5.1

"Cristo ofereceu por nós o sacrifício de paz. Ele não nos salvou para ainda nos deixar no mesmo estado de ansiedade e dúvida ou guerra com Deus. Certa vez Jesus disse que o Reino de Deus estava dentro de nós, e o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas paz... Se há coisa que um cristão deve gozar como resultado de sua salvação, é paz, e paz com Deus. 

Não há dúvida de que ele terá muitas aflições, como Jesus mesmo adverte, mas Ele também diz que venceu o mundo, e é certo que nos conforta, para que vençamos também nossas lutas. A paz é o principal patrimônio do crente em Jesus. De tudo ele poderá ter pouco. Poderá ter pouco talento para umas tantas coisas; poderá ter pouco conhecimento das coisas desta vida; poderá ter pouco de tudo que há em todo sentido, mas poderá ser enriquecido de paz. 

É a única coisa em que todos podemos ser iguais e viver por igual nesta vida — na paz conosco mesmos e com Deus. "Não se turbe o vosso coração...". Se temos sido resgatados da maldição do pecado, tenhamos paz com Deus e paz dentro de nós. Certo que corvejam sobre esta nossa riqueza espiritual milhares de corvos. Sobre ela piam todas as corujas. Todavia, urge que não deixemos arrebatar tão preciosa dádiva. Conservemos a paz.

b) Outro simbolismo envolvida na Oferta pacífica é o fato de que podemos erguer nossa voz para dar ações de graças a Deus. Devemos ter em mente que inúmeros dos sacrifícios que compunham as Ofertas Pacíficas, eram sacrifícios que deveriam expressar por parte do ofertante uma gratidão ao Senhor, Lv 7.12

Como filhos de Deus, temos muitos motivos para agradecê-lo! Falando aos crentes de Corinto Paulo não somente reconhece que devemos dar "graças a Deus", mas que esta prática seja também abundante, 2Co 4.15

Falando ainda aos efésios, afirma que devemos dar graças continuamente, Ef 5.20,

c) Outro ponto importante de simbolismo está em que a gratidão a Deus, sempre vem acompanhada com a alegria. Sabemos que a alegria é outro fator que deve ocupar a vida do filho de Deus. Não se pode admitir crente carrancudo, emburrado, mal humorado, pavio curto, etc.,
Em nós deve brilhar a alegria da salvação! Quando Davi pecou, uma das coisas que ele lamenta ter perdido, foi o gozo da salvação. Porém, Davi não deixou de reivindicar esta bênção, quando implorava pelo perdão e restauração de seu pecado, Sl 51.12

Como é bom servir a Deus e viver na alegria da Palavra. Segundo Mesquita:
"Já se disse que a vida do cristão é de festa. O que existe destoante deste postulado deve ser levado à conta de notas desafinadas na sinfonia humana. Devemos viver em festa espiritual, e assim vivem os que vivem verdadeiramente em Cristo. Há muitos cristãos tristes e chorosos, como há muitos queixosos e descontentes, mas simplesmente porque não vivem a verdadeira vida cristã. 

Pelo menos três vezes no ano deviam os crentes judeus comparecer a Jerusalém, a sede do culto, para oferecerem seus sacrifícios e fazerem festa. A nação não podia deixar-se matar de desânimo. Nós não podemos comparecer três vezes ao centro de nosso culto, porque comparecemos todos os dias e todos os momentos, pois que já chegou o dia quando nem em Jerusalém nem em Samaria se adora a Jeová, mas em qualquer parte da terra. Portanto, desta comunhão deve resultar maior alegria. 

Mesmo as melhores partes do culto de domingo são estragadas pelo espírito de amargura e angústia. Quantos crentes deixam a casa do Senhor em pior condição do que quando lá entraram! Há coisas que não estão sendo feitas como desejamos? Lembremo-nos de que tampouco as faríamos a contento de todos. 

O pregador não pregou como gostaríamos? Lembremo-nos de que não pregaríamos melhor do que ele. Há um mundo de coisas defeituosas e que não correm a nosso jeito, mas também nós somos um amontoado de defeitos e imperfeições e, todavia, nosso Pai nos aceita. Só há uma coisa que deve entristecer-nos: se andamos em pecado. Nenhuma outra coisa deve levar-nos a deixar de dar graças ao Senhor e vivermos alegres".(17)


Por Ev. Isaias Silva de Jesus 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério - Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA:

 BARROW, Martyn. Artigo "O Altar dos Holocaustos". http://www.domini.org/tabern. martyn@domini.org. Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete (05/01). Revisão: Joy Ellaina Gardner (02/02). Calvin G. Gardner 03/02.
BÍBLIA ONLINE. Sociedade Bíblica do Brasil. Versão 2.01. 1999.
HARRISON, R. K., Ph. D., D. D., "Levítico, Introdução e Comentário". Editora Mundo Cristão. São Paulo-sp, 1989.
LEA, LARRY. "Supremo Chamado", Editora Abba Press. São Paulo.
SHEED, Russel, PhD. O Novo Comentário da Bíblia. Edições Vida Nova. São Paulo. Vol. I, págs. 157-163.
MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo do Livro de Levítico. Juerp (Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira). Rio de Janeiro-RJ. 1971.