23 de agosto de 2016

A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS


A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

Texto Áureo = "Assim também não é vontade de vosso Pai que estás nos céus, que um destes pequeninos se perca." (Mt 18.14)

Verdade Prática = A evangelização das crianças é urgente, porque delas dependem o presente e o futuro do Reino de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Mateus 18.2-6; Marcos 10.13-16

INTRODUÇÃO

Evangelizar crianças é necessário? = Com a modernidade e avanços de estudos e pesquisas, a igreja cristã foi percebendo a necessidade de se criar as classes infantis. É difícil encontrar uma igreja, hoje em dia, que não tenha um departamento infantil, mesmo pequenos ministérios planejam um dia ter um espaço direcionado às crianças. É mais que evidente que as igrejas precisam estar preparadas para oferecer um espaço adequado aos pequeninos. As vantagens para a igreja, as crianças e os pais são inúmeras.

■Para os pais, é reconfortante saber que existe um local preparado e destinado para crianças, de acordo com idade de cada uma. Isso gera confiança no pai, pois ao ver que o local está estruturado, ele percebe que é melhor que seus filhos fiquem em um lugar assim do que ficar com eles no culto, onde não terão uma atividade apropriada e ainda podem atrapalhar os pais de prestarem atenção ao culto.

■As crianças são favorecidas por espaço adequado, material direcionado e por ser atendidas por pessoas que se prepararam para aquilo. No departamento infantil as crianças terão acesso a uma lição em linguagem apropriada, com material visual e atividades voltadas para sua idade.

■Preparar as crianças para conhecer a Palavra de Deus e para que cresçam conhecendo as importantes histórias bíblicas á a grande conquista da igreja com a implantação do departamento infantil.

Infelizmente alguns ainda relutam em criar um espaço dedicado às crianças, mas o que estudos recentes e a própria Bíblia nos mostra é justamente o contrário. O trabalho de evangelização de crianças deve ser tratado com responsabilidade e perseverança.

Se você tem vontade de trabalhar com crianças e quer dar aulas bíblicas infantil, mas acha que ainda não está preparado, leia mais dicas nestes textos também:

■Dicas de evangelismo infantil

■Seis dicas para professores da Escola Bíblica Dominical

■Como ser um bom professor do departamento infantil

Idade que as pessoas se convertem

Em levantamento realizado em diversas igrejas, constatou-se que a maioria das pessoas se converte exatamente na fase infantil. Mesmo levando em conta as pessoas que se desviam, aquelas que conheceram a Palavra de Deus quando crianças são as que têm mais chances de voltarem para o corpo de Cristo.

Aproximadamente 1% dos cristãos se convertem até os 4 anos de idade. A maioria dos cristãos, cerca de 85%, se converte entre 4 e 14 anos de idade. Cerca de 10% das pessoas se convertem quando têm entre 15 e 30 anos. E apenas 4% se convertem aos 31 anos, ou mais. Dados da Apec (Aliança Pró Evangelização de Crianças).

Por muito tempo a evangelização de crianças foi menosprezada, mas não foi isso que Jesus ensinou – Mateus 18:10-14.

O que a Bíblia diz

Existem algumas passagens bíblicas sobre evangelização de crianças. Algumas pessoas se sentem constrangidas quando se fala em converter crianças, pois se sentem inseguras quanto ao futuro dessas crianças.

■“De que adianta falar de Deus agora, depois eles se desviam”.

■“As crianças não entendem a importância do assunto”.

■“Essa crianças não tem jeito”.

■“Não é meu papel ensinar a crianças, é dever dos pais”.

Na verdade muitos argumentos são desculpas para a pessoa que não quer evangelizar crianças, assim como se cria muitas desculpas para quem não quer sair para evangelizar adultos.

Uma das passagens mais conhecidas sobre a importância de ensinar a criança a andar no caminho certo está em Deuteronômio 11:18 a 21 e 4:9,10. Essas passagens nos ensinam que devemos ensinar nossos filhos e netos a andarem no caminho correto. É evidente que crianças que não aprendem a andar no caminho correto vão dar origem a uma geração sem limites e cheia de problemas. Sobre isso, podemos ler o livro de Salmo 78:1 a 8.

Uma passagem Bíblica sobre evangelização mais geral é o texto de Marcos 16:15, que diz que devemos pregar a toda criatura. Ora, sendo a criança uma criatura, ela pode sim ser evangelizada.

O livro de Reis também nos mostra que a Palavra de Deus deve ser conhecida por todos, dos menores aos maiores, 2 Reis 23:2. A criança deve ser estimulada a perguntar sobre Deus, seus feitos e tudo o que envolve nossa crença. No livro de Deuteronômio, podemos ler como isso era estimulado no povo judeu – Deuteronômio 6:20.

Como Ensinar O Evangelho Para As Crianças

Mateus 18:1-4 é a passagem mais destacada da Bíblia sobre o assunto de crianças. Se o evangelismo das crianças for encontrado na Bíblia, esperaríamos achá-lo aqui também. O que trouxe à tona este discurso foi uma pergunta feita pelos discípulos. Eles perguntaram a Jesus quem seria o maior no reino dos céus (Mt 18:1).

Antes que Jesus respondesse. Ele cha­mou uma criancinha e a colocou entre os discípulos, usando-a para fazer uma lição concreta. Tudo o que Ele disse a seguir seria sobre aquela criança ou sobre outras semelhantes a ela. Por esta razão, é ne­cessário saber a idade daquela criança. Mateus diz que a criança era pequena, mas não muito pequena, pois aquela não fora a ocasião em que Jesus tomou crianças nos braços e as abençoou (Lc 18:95-17). Aquela criança era pequena, porém, não um bebê de colo.

Marcos 9:36 esclarece um pouco mais a questão da idade da criança quando diz que Jesus a tomou em seus braços. Não é natural que um homem tome uma criança em seus braços, a menos que ela seja bem nova. Esta criança tinha provavelmente 6. 7 ou 8 anos, talvez menos, porém não mais que 10 anos. Era desta idade de crianças que Jesus estava falando nesses versos (Mt 18:2).

Uma criança é humilde, tratável e tem um coração que confia características que são essenciais para se chegar a Deus como pecador perdido e aceitar a salvação pela graça – como um presente. Os adultos perderam estas características es­senciais e somente através da agonia do arrependimento e pela graça de Deus. é que podem readquiri-las. Já que as crianças possuem estas coisas naturalmente. Jesus está ensinando que é mais fácil para uma criança vir a Cristo do que para um adulto. A experiência prova isto também. As crianças vêm para Cristo tão rapidamente assim que lhes é dada uma oportunidade (Mt 18:3).

Jesus disse que receber uma criança em Seu nome (espiritualmente) é como receber a Ele mesmo. Marcos 9:37 põe ainda mais ênfase nesta afirmação: Receber uma criança é como receber a Deus Pai. Por que nosso Senhor valoriza tanto uma criança? A resposta é simples. Cada criança tem uma alma imortal. Ela vai passar a eternidade em algum lugar e se ela crescer no pecado, e não aceitar Cristo em sua vida ela não vai passar a eternidade no céu. Levar crianças a Cristo é um trabalho tão maravilhoso quanto levar adultos a Cristo.

As Crianças Podem Ser Salvas

Muitos questionam se as crianças de 6.8 ou 10 anos podem aceitar a Cristo e ser regeneradas pelo Espírito Santo. Jesus respondeu à pergunta definitivamente: “Aqueles que levarem à perdição uma dessas crianças que crêem em mim…” Quando lemos em João 1:12 a promessa que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”, não encontramos ali nenhum limite de idade. Uma criança pode perfeitamente se qualificar para se apropriar dela.

É razoável crer que uma criança de 6 anos pode vir a Cristo e se salvar? Uma criança de 8 anos peca conscientemente? Quando ela peca, ela se sente culpada? Uma criança dessa idade tem inteligência suficiente para entender o evangelho simples de que Cristo morreu para salvar os pecadores? Uma criança pode tomar uma decisão por livre escolha? Quando estas perguntas são resolvidas, (e só há uma maneira de respondê-las), fica muito claro que certamente as crianças podem ter uma fé regeneradora.

E quando elas realmente crêem. Deus não irá regenerá-las de acordo com Sua promessa? Muitos dos melhores crentes hoje, sejam leigos, ministros ou missionários, acreditam que realmente nasce­ram de novo quando eram crianças, muitos até com menos de 6 anos (Mt 18:6).

As Crianças Precisam da Salvação?

Nosso Senhor respondeu esta pergunta também, afinal é muito importante. Ele diz algo surpreendente no versículo 11 (pois precisamos lembrar que Ele ainda está falando sobre crianças): que Ele veio para salvar os perdidos. As crianças estão perdidas? Nosso Senhor declarou que sim. No versículo 14, Ele diz que não é a vontade do Pai que elas pereçam, deixando claro que as crianças vão perecer se não forem levadas a Cristo. Se acreditamos no que a palavra de Deus diz aqui nós nunca descansaremos enquanto não virmos nossas crianças, e as crianças pelas quais somos responsáveis, se converterem.

Jesus não nos diz em que idade uma criança estará perdida (pois todos acre­ditam que a salvação de bebês está garantida pela obra de Cristo na cruz), mas que cada uma delas passa aquela linha invisível é um fato evidente. Toda criança está perdida ou logo estará, se não for trazida a Cristo como uma pecadora que deseja ser salva por Ele.

Assim sendo, a única coisa razoável e segura a se fazer, é levar cada criança a Cristo o mais cedo possível. Assim que uma criança sabe a diferença entre o certo e o errado, assim que ela mostra evidên­cias de uma consciência de culpa quando faz coisas erradas, ela tem idade suficiente para que expliquemos como Deus a ama e como Jesus morreu por seus pecados. Ela é adulta o suficiente para que expliquemos como Deus em Sua palavra promete que perdoará nossos pecados, e que Jesus virá morar dentro de nosso coração se nós O aceitarmos como nosso Salvador (Mt 18:11,14).

O Dever De Evangelizar Crianças

Não só as crianças podem ser salvas, e também estarão perdidas se não aceitarem a Cristo, mas nosso Senhor deu-nos o dever, como cristãos, de trazê-las a Cristo para a salvação. Muitos que creêm na conversão de crianças insistem que não devemos fazer nenhum esforço para trazê-las a Cristo, e que o Espírito Santo deve cuidar delas até que elas vão por si mesmas a Cristo, ou venham a nós desejando ser conduzidas a Ele Jesus desfez totalmente estas falsas teorias que são responsáveis por grande número de crianças não terem aceitado a Cristo ainda, crianças que teriam sido conduzidas a Ele se tivéssemos cumprido nosso dever ao invés de empurrar esta responsabilidade para o Espírito Santo e para as próprias crianças.

Nos versos 13 e 14, Jesus nos fala da parábola da ovelha perdida, que vem logo após o verso que declara que as crianças podem estar perdidas. Nestes versos Ele diz que é dever dos discípulos ir atrás e encontrar as crianças perdidas, trazendo-as para o aprisco, como faria um bom pastor se somente uma de suas ovelhas se perdesse.

Como esta parábola torna ridícula a idéia de que as crianças devem vir a Cristo por elas mesmas; como uma ovelha perdida poderia voltar para o aprisco sozinho sem ajuda do pastor? O pastor, nesta parábola, não é o Espírito Santo ou Deus, mas o discípulo. E já que Jesus dirigiu este ensinamento a todos os seus discípu­los, a responsabilidade de evangelizar as crianças recai sobre todos nós.

Pais Crentes Devem Evangelizar Suas Crianças

Em Efésios 6:4 os pais crentes são ordenados a educar seus filhos na palavra do Senhor. Uma vez que todas as crianças estão perdidas, ou logo estarão se não forem levadas a Cristo, nenhum pai pode obedecer esta ordem sem evangelizar seus próprios filhos. É o plano de Deus que os filhos de crentes sejam levados a Cristo por seus pais.

E a que idade? Quando eles são pequenos o suficiente a ponto de ainda estarem nos braços. Se todos fossem as­sim criados, poucos filhos de pais cris­tãos cresceriam sem se converterem, e iríamos para o céu por famílias. Esta passagem da Palavra pressupõe que um pai crente saiba como levar seu filho a Deus. Todo pai vai falhar no seu dever para com seus filhos se não souber fazer isso. Deus considera os pais responsáveis pela salva­ção de seus filhos.

A Igreja e a Escola Dominical Devem Evangelizar Suas Crianças

Em João 21:15 Jesus ordena a Pedro para que alimente Suas ovelhas e indiscutivelmente se referia às crianças. Ele não estava falando a Pedro como um pai, mas como um apóstolo ou líder da igreja. Aqui nosso Senhor estava tornando os líderes da igreja responsáveis pelas crianças da igreja. Considerando que as crianças estão perdidas ou logo estarão elas não podem ser alimentadas, a menos que sejam evangelizadas. Tentar alimentar ovelhas perdidas – ou seja crianças não salvas – não é o plano de Deus e tentar isso é fracassar. A Palavra de Deus diz (2 Co 2:14) que os não salvos não podem entender as coisas espirituais.

As crianças que vão à Escola Dominical há anos e não são nascidas de novo podem somente captar a letra da Palavra, mas a letra mata (2Co 3:6) E quantas de nossas crianças tem sido mortas ao invés de serem salvas. Não é de se admirar que 85% das crianças deixam a Escola Dominical na adolescência, a maioria das quais não volta para a Escola Dominical ou para a Igreja? Por quê? Acabamos com o interesse e o amor delas pela Palavra de Deus porque realmente nunca viram a beleza e a profundidade do seu significado espiritual.


Então, assim como é dever dos pais crentes evangelizar suas crianças, nosso Senhor também fez dever de todos os líderes da igreja evangelizar as crianças da Escola Dominical. Sem dúvida alguma, esta evangelização deve se estender às crianças de todas as famílias da congregação.

Se elas forem assim conduzidas, poucas crianças da Escola Dominical crescerão sem experimentar uma verdadeira conversão. Da forma como as coisas estão, milhões de crianças da Escola Dominical passam por ela sem ter uma experiência de salvação. Creio que Deus responsabilizará os líderes da igreja e da Escola Dominical pela salvação de cada criança que está sob seus cuidados.

Todos Os Discípulos De Cristo Devem Evangelizar Crianças Perdidas

A parábola da ovelha perdida não está falando a respeito das crianças que têm um lar cristão ou que freqüentam Escola Dominical, mas das crianças perdidas, as não alcançadas. Nosso Senhor fez todos os Seus discípulos responsáveis pela evangelização delas e a única forma de alcançá-las é ir onde elas estão, de toda forma possível.

De acordo com esta parábola, o plano de nosso Senhor para estas crianças perdidas é evangelizá-las primeiro, exatamente onde as encontrarmos, e então, assim que possível trazê-las ao aprisco da igreja e da Escola Dominical. Deus tem três campos para o evangelismo das crianças: o lar, a igreja e a Escola Dominical, e ainda, em qualquer outro lugar onde puderem ser encontradas e arrebanhadas.

A parábola ensina que o primeiro dever de um pastor é para com as ovelhas perdidas. Nosso primeiro dever, como crentes, é converter as crianças, enquanto são mais receptíveis para o evangelho, “antes que venham os maus dias” (Ec 12:1). Quando fica tão difícil de convencê-las.

O Perigo De Negligenciarmos O Evangelismo Das Crianças

Jesus disse: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos” (Mt 18:10). A grande tendência de muitos é negligenciar o dever de levar as crianças a Cristo, deixando para mais tarde, quando ficarem mais velhas, ou esperando que outros o façam no seu lugar. Nosso Senhor disse que as crianças não são desprezadas no céu. No céu estão preo­cupados com a salvação das crianças. No céu sabem quando uma criança crê (sabem se determinada criança nasceu de novo ou não) e escalam um anjo da guar­da para cada criança.

E de se notar que as crianças do verso 10 são as mesmas do verso 6aquelas “que crêem em mim”. São estas que têm o anjo da guarda. Se Jesus se preocupa tanto assim sobre a evange­lização das crianças e o céu alegra-se com a conversão de apenas uma criança.

Então porque os crentes adultos o negligenciam? Não é a influência de Satanás que causa isto?Satanás sabe que as crianças podem ser salvas e será que ele não faria tudo que está ao seu alcance para o impedir, sabendo o quanto será mais difícil convencê-las quando ficarem mais velhas? Lucas 15:10 diz:

“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Isso não seria igualmente verdadeiro se este pecador fosse uma criança de apenas 6 ou 8 anos?

As Crianças Salvas Perseverarão?

Muitos hesitam em trazer crianças a Cristo por medo de que não perseverarão. Lembremos que o céu está guardando cada uma delas, e que cada uma tem seu anjo da guarda. A experiência prova que as crianças como grupo persistem mais do que os adultos.

Quando as crianças não “vivem a vida”, geralmente é porque não nasceram de novo ou porque “tropeçaram” por causa daqueles que deveriam cuidar delas. Muitas crianças tropeçam em sua vida porque foram levadas a Cristo pelo esforço humano, não pela graça de Deus, e, é claro, não nasceram de novo. Então, como poderiam “viver a vida” cristã? Cada criança deveria ouvir sobre a salvação pela graça, por meio da fé (Ef 2:8-10). Com explicações simples c cuidadosas, antes de ser levada a tomar uma decisão. Quando isto acontece, normalmente a regeneração se seguirá naturalmente.

O Terrível Pecado De Fazer Tropeçar As Crianças

Mateus 18:6 diz que seria melhor que aquele que fizesse tropeçar uma criança fosse afogado no mar. Os versos 7 e 9 dizem que aqueles que fizerem tropeçar uma criança terão o fogo do inferno como recompensa Por que é um pecado tão terrível fazer tropeçar (espiritualmente) uma criança?

1. Porque sua vida eterna está garantida;

2. Porque elas são incapazes de encontrar a verdade sozinhas, e dependem de nós;

3. Porque se não fazermos nenhum esforço para levá-las a Cristo, elas natu­ralmente acham que não podem ir sozi­nhas. que são muito novas.

4. Porque as crianças são muito desejosas de agradar a Deus e amar a Jesus se forem educadas no caminho certo. Elas sentirão o desejo de ir a Jesus se alguém mostrar seu amor por elas. e assim se não forem a Cristo, a culpa será nossa e não delas.

O Que É Fazer Crianças Salvas Tropeçarem?

A rigor, a passagem de Mateus 18:6 se refere a não fazer tropeçar crianças já convertidas. Como isso pode acontecer e por que tal coisa é um pecado tão terrível?

Quando uma criança aceita a Cristo em um ambiente onde aqueles que deveriam encorajá-la a crer que é salva, duvidam e questionam a conversão de crianças e consequentemente a sua também ela naturalmente ouve talvez até mesmo o “diácono” ou um outro líder na igreja dizer que não acredita que uma criança possa realmente ser salva. A menos que a criança tenha ajuda de alguém, ela certamente começará a duvidar que é cristã e não fará nenhum esforço para viver a vida cristã.

Cada criança que aceita a Cristo e mostra sinais de um verdadeiro crente deverá ter ajuda e encorajamento dos ou­tros crentes. Todos aqueles que são nas­cidos de novo são crianças em Cristo e deveriam ser alimentados com o leite da Palavra (1 Pe 2:2). Uma pequena criança que é nascida de novo é um bebê em Cristo e, além disso, uma criança. Ela deve ser alimentada, pois não tem conhecimento suficiente para encontrar o leite na Palavra e se alimentar sozinha. O dever dos crentes adultos que têm crianças sob seus cuidados é procurar e preparar o leite c alimentá-las. Se não for assim, como as crianças podem crescer na graça, e de quem será a culpa quando elas tropeçarem? Se não déssemos alimento natural às nossas crianças em nossos lares, elas morreriam de fome e nós em breve estaríamos na cadeia.

A razão deste pecado ser tão terrível, primeiramente, é que ele destrói a fé da criança em Cristo: segundo, porque de­sacredita o evangelismo de crianças quando estas não conseguem “viver a vida” cristã. Esta falha desencoraja os evangelistas de crianças e os impede de exercer a sua função, o que resulta em milhões de crianças não serem levadas a Cristo, quando de bom grado teriam ido se cumpríssemos nosso dever. Muitas dessas crianças nunca são salvas devido à nossa culpa. É fácil verificar porque este pecado de ser um tropeço às crianças é tão terrível aos olhos de Deus. Deus permita que possa ser terrível aos nossos olhos também.

O Desejo De Deus De Salvar Cada Criança

Jesus resume sua maravilhosa men­sagem sobre o evangelismo de crianças e a verdadeira grandeza, tirando qualquer dúvida que ainda possa existir sobre a salvação de crianças pequenas. Ele disse: “Assim, pois não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mt 18:14). Com estas palavras de Deus soando nos nossos ouvidos, nós podemos e devemos sair à procura das crianças para ganhá-las para Cristo em todo lugar. Minha experiência durante muitos anos no evangelismo de crianças tem sido a de que Deus está sempre pronto para abençoar todo verdadeiro esforço para evangelizar crianças, e que o Espírito Santo regene­rará cada uma que verdadeiramente crer nele baseado na graça de Deus.

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS

Bibliografia

hwww.verdade-viva.net


 

17 de agosto de 2016

A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS


A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS

Pr. JOSÉ COSTA JUNIOR

 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 

Esta Lição nos dá a oportunidade de, nas considerações iniciais, fazer uma curta reflexão sobre a dificuldade de entendermos igreja como instituição e igreja como Corpo de Cristo. Quando nosso Senhor Jesus fala sobre a igreja, Ele não quer dizer o que as pessoas comumente pensam sobre a igreja. Algumas vezes as pessoas pensam da igreja como um lugar, como um edifício, construído de coisas materiais. Outras vezes as pessoas pensam na igreja como uma organização, uma instituição – uma entidade religiosa, se assim podemos dizer. Mas quando nosso Senhor Jesus menciona esta palavra igreja, Ele quer dizer exatamente o que ela é, os chamados para se reunirem. “Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome”, nosso Senhor disse: “ali estarei no meio deles”. Isto é o que realmente é igreja. A igreja é o Seu corpo, o corpo de Cristo, e Ele é a cabeça daquele corpo. Quando se fala sobre a igreja, a ênfase está na vida porque Cristo está vivo e Sua igreja é uma igreja viva. Quando se fala sobre o reino, a ênfase é no caráter porque o caráter do Rei caracteriza o reino. Todos os que são filhos do reino têm o mesmo caráter que o Rei. Quando você fala da igreja, a coisa importante é “edificação”. O Senhor disse: “Eu edificarei Minha igreja”. Em outras palavras, a igreja precisa ser edificada. Não é apenas ser nascida, mas ser edificada. E quando você fala sobre o reino dos céus, a ênfase é no testemunho. O reino dos céus é um testemunho ao mundo desta era, e um dia ele trará este reino para esta terra.

 

A igreja institucional (com seus recursos financeiros e patrimoniais, forma de governo, administração etc), tem por finalidade organizar fisicamente o Corpo de Cristo de uma forma visível e producente. Ela deve servir ao Corpo como uma ferramenta (local para adoração coletiva, pregação da Palavra, evangelização, discipulado, comunhão, entre outros). No entanto, as instituições estão ficando tão grandes, de administrações tão pesadas e complexas que estão forçando o Corpo a lhes dar suporte, invertendo a finalidade e a razão de sua existência: ao invés de servir ao Corpo de Cristo, é o Corpo que passa a servir à instituição.

 

As demandas nas construções de grandes templos, a administração de vultosos recursos e patrimônios, o caráter mercantilista de muitas atividades de louvor e ministração da Palavra, festividades com objetivos difusos, disputas por posições e poder, tem direcionado o Corpo de Cristo, hoje reduzido a uma ferramenta da instituição igreja, a edificar uma estrutura meramente religiosa e oferecê-la ao mundo.  Aí sim oferecemos religião e não o Cristo, o Salvador e Senhor de todas as coisas. Talvez imaginemos que estamos anunciando Cristo com os nossos métodos diferenciados. Mas, precisamos parar um minuto e nos perguntar umas questões muito sérias. Será possível que estas coisas sejam simplesmente terrenas e humanas? Elas estão produzindo resultados espirituais? Os homens e mulheres que estão comparecendo aos nossos encontros têm sido transformados à imagem de Deus? Eles têm sido libertos do pecado e cheios da vida de Deus de uma maneira visível, que pode ser comprovada? Eles estão sendo transformados em pessoas santificadas em quem Deus se agrada de habitar? Suas vidas estão sendo mudadas, seus casamentos restaurados e as suas famílias estão sendo governados pela graça de Deus?

 

A nossa ministração é o resultado do fluir da vida divina ou um substituto humano? Este é um trabalho que estamos fazendo para Deus ou um trabalho que Deus está fazendo através de nós? E este trabalho é verdadeiramente à prova de fogo para que vençamos o teste no dia do julgamento ou é algo que parece bom, mas na verdade é feito de madeira, feno e palha? Precisamos repensar sobre a instituição igreja e qual é o seu verdadeiro papel junto ao Corpo de Cristo. Sob pena de estarmos construindo entidades religiosas farisaicas e produzindo uma gama de ex evangélicos decepcionados e avessos a quaisquer mensagens de salvação.

 

O padrão da igreja é o Cristo vivo. Cristo como revelado nos quatro evangelhos. Ele é o padrão, e a igreja é edificada de acordo com Ele. Por isso em Colossenses 2 nos é dito para não sermos enganados, pensando que  trabalhamos de acordo com o homem ou com os elementos do mundo, mas a igreja é edificada de acordo com Cristo. Ela não é técnica, ela é viva, mudando de glória em glória, se transformando, se conformando a imagem de Cristo. Esse é o padrão da igreja. Graças a Deus, na edificação da igreja, Ele tem Cristo, Seu Filho amado, como o padrão. Toda as coisas devem ser edificadas de acordo com Ele. Devemos ser edificados Nele e fundados Nele. Em outras palavras, será Cristo e nada mais. Isso é o que a igreja. Em I Corintios 12:12 é dito: “O corpo é um mas tem muitos membros, mas embora os membros sejam muitos, o corpo é um, assim também é O Cristo”.

 

O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão sobre a evangelização de grupos religiosos. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

 

 

 I. COMO EVANGELIZAR OS RELIGIOSOS

 

A razão pela qual o Evangelho ainda não foi pre­gado a "toda criatura" é porque cristãos individuais in­terpretaram mal o que a Igreja é. Para eles ela é uma denominação, a sua assembléia, a sua congregação. As tarefas dentro da igreja institucional são repartidas (cantar no coral, tocar no conjunto musical ou banda, trabalhar na secretaria etc...) e, muitas vezes, entendidas de tal forma que a missão de evangelizar é legada para evangelistas, pastores ou departamentos de evangelização, num entendimento distorcido de “cada um no seu quadrado”. (é certo falar da Igreja como um corpo coletivo de cristãos). Mas, de um ponto de vista pessoal, a Igreja somos nós individualmente! O nosso corpo é o Corpo de Cristo. Ele só pode testemunhar e ministrar ATRAVÉS DE nós!

 

Os cristãos têm interpretado mal o Espírito Santo e o Seu Ministério. Para eles Ele é a presença pairante que flutua ao seu redor e executa as suas ordens para que eles possam ficar em casa e assistir a sua televisão. Eles podem orar um pouquinho e imaginar uma porção de pequenos recados a fim de manter o Espírito Santo ocupado durante toda a semana, enquanto eles vivem para si mesmos e para o seu modo materialista de viver.

 

Não é de admirar que o mundo esteja indo para o inferno!

Não é por nada que as multidões não convertidas caçoam da Igreja e dos cristãos!

Não é por nada que os religiosos ridicularizam o cristianismo!

 

Esta é uma das razões pela qual os judeus rejeitam o cristianismo! Os seus lideres lêem o Novo Testamento. Eles sabem quem Jesus era. Eles sabem que Ele era um judeu. Eles sabem como Ele viveu. E eles sabem como Ele instruiu os Seus discípulos a viverem — e eles sabem quão diferente, quão egoisticamente os cristãos vivem hoje em comparação.

 

Jesus era um Conquistador de almas. Jesus mistu­rava-se com o povo. Ele se fazia amigos dos necessitados. Ele curava os enfermos. Ele pregava as Boas Novas aos pecadores. Ele ajudava o povo — desinteressadamente o tempo todo.

 

ELE NUNCA MUDOU! Ele deseja fazer o mesmo hoje! "Ele trabalha em nós tanto para querer como para fazer a Sua boa vontade". Mas Ele só pode fazer o mesmo hoje na medida em que nós permitamos que Ele assim o faça ATRAVÉS DO NOSSO CORPO. Nós somos o Seu agente, o Seu embaixador, o Seu representante. Ele ministra através de nós — e sem o nosso corpo para Ele Se ex­pressar, Ele permanece longe dos pecadores.

Orlando Boyer, em seu livro “Esforça-te para ganhar almas” nos orienta a como evangelizar religiosos.

 

“1. Com amor. Deves trabalhar com amor para com Deus, amor para com a alma. O amor é a força que vence. Foi o amor que planejou o caminho da salvação: foi o amor que o inaugurou, deve ser “o amor de Cristo que nos constrange” a proclamá-Lo, e devemos proclamá-Lo manifestando esse amor.

 

            Cristo, “Vendo a multidão, teve grande compaixão deles” (Mt 9.36). Paulo não se cansava, constrangido pelo amor de Cristo (Rm 9.2). Moody não podia falar nos perdidos sem chorar. A ternura divina faz derreter os corações de pedra. As lagrimas de amor são mais eloqüentes que qualquer oratória. A dureza e a censura, ao contrário, endurecem os que querem chegar a Cristo. Confrontem as palavras de Tiago e João: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?”, com as da oração terna do Salvador na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Compare também a atitude dos judeus para com a mulher adúltera, com a compaixão de Cristo: “nem eu tão pouco de condeno”. Pedro decepou a orelha de Malco, Cristo a curou. Que contraste: fogo, pedras e espada de um lado, e compaixão, perdão e cura de outro!

 

            Cel. Clarke, em Chicago, estava ocupado no comércio durante seis dias, mas tinha seu salão de pregação aberto sete noites em cada semana. Ele tinha uma assistência maravilhosa, de quinhentos e seiscentos homens, todas as noites do ano: embriagados, gatunos, jogadores e toda a qualidade dos que não tinham esperança. Cel. Clarke era um homem que não falava bem. Contudo, os homens o ouviam, encantados. Alguns dos melhores pregadores de Chicago ajudavam na pregação, mas os homens não os escutavam com tanto interesse.

 

 

Nas pregações dele, houve conversões, às dezenas. Por quê? Porque eles sabiam que Cel. Clarke os amava. Ele disse: “No começo desta obra, eu chorava muito por estes homens, ficava até envergonhado das minhas lágrimas. Então, esforcei-me a ter um coração duro e evitar o choro. Perdi o poder. Depois orei a Deus: “Ó Deus, dá-me de novo as lagrimas!” E Deus me deu de novo as lagrimas, e com grande poder sobre estes homens.”

            “Pode-se apanhar mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre”

 

2. A sós. Procura estar sozinho com quem trata. Se encontrar outro que esteja tratando com um perdido acerca da salvação, evita perturbar-lhes, e, se o outro quiser chegar perto, quando estás falando da salvação, pede que se retire.

 

3. Idade e sexo. É regra, quase invariável, os crentes procurarem os da sua própria idade e sexo. Se somos dedicados a Deus, “cuidamos de prover coisas honrosas, não só perante o Senhor, como também perante os homens” (2 Co 8.21). A igreja deve insistir nisto porque todos os outros pecados juntos não atrasam a obra de Deus tanto como entre os dois sexos.

 

4. Exalando a Cristo. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim” (João 12.32). É Ele a força que atrai as almas e a Quem devem elas ser atraídas. O obreiro deve ficar escondido o mais possível; não querer ganhar a alma para si, mas para o Senhor. Muitos poucos prestaram atenção ao jumentinho no qual Cristo entrava montado em Jerusalém, mas ele serviu para elevar o Salvador ante os olhos da multidão.

            Marcos Pearce dá três regras essenciais para a boa pesca: (1) Evita, com cuidado, que os peixes te vejam; (2) Evita com mais cuidado que os peixes te vejam; (3) Evita ainda com maior cuidado que os peixes te vejam.

            Há eclipse (desaparecimento) do sol quando a lua se interpõe entre o sol a terra. É essencial para ganhar o perdido, que não nos interponhamos entre o Sol da Justiça e o perdido.

 

5. Evitando outros assuntos. Não deixes o perdido passar além do assunto da sua salvação. Se ele quer falar nos erros de outra denominação, ou nos argumentos dos descrentes, ou em outro assunto qualquer, dize-lhe que pode entrar em tais assuntos depois, mas que o tempo próprio para tratar deles é depois de acertar o que é básico, à salvação da alma. Muitas vezes erramos o alvo porque permitimos ao perdido entrar em assunto que serve unicamente para o salvo.

 

            Um ministro novato foi enfrentado por um descrente, por nome Burt Olney. Depois do culto, disse ao pregador: “O senhor prega bem, mas eu não creio na Bíblia”.

- “É ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disto vem o juízo”, respondeu o pregador com calma (Hb 9.27).

 

- “Posso provar-lhe que não há tal coisa que o senhor chama o juízo”.

- “Mas os homens morrem sempre, porque é ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disto vem o juízo”.

- “Mas isso não é argumento, quero discutir racionalmente”.

- “Estou aqui pra pregar a Palavra de Deus e não para discutir sobre o que ela diz”.

- “Não creio que o senhor conheça bastante da Bíblia para discutir”

 

- “Pode ter razão, meu amigo, porém lembre-se disto: é ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disto vem o juízo”, respondeu o pregador com calma e firmeza.

 

            Em caminho para casa, parecia que até os sapos gritavam as ouvidos de Burt Olney “Juízo, Juízo, Juízo!” No dia seguinte chegou à casa do pastor: “Venho para falar acerca do versículo da Escritura que me citou ontem a noite. Passei noite terrível, com aquelas palavras como brasas, penetrando mais e mais dentro de mim. Não posso fugir delas. Diga-me o que devo fazer para me salvar. Quero ficar livre desta agonia”.

            Quando voltou à casa, voltou salvo, crendo na obra completada por Cristo.

 

6. Evitando os argumentos. Geralmente o argumento serve só para afastar-nos do próximo. Um pregador escreveu o seguinte:

 

            Estou lembrando dum pastor, que eu conhecia bem, e que viajava na Alemanha antes da grande guerra, numa região onde o Catolicismo Romano dominava. Achou-se sozinho, num carro do trem, com um padre que lhe perguntou: “Quais serão os redimidos no céu?” Meu amigo respondeu um pouco precipitado: “Não serão os católicos romanos”. O padre não se mostrou desgostoso, mas disse: “Serão os luteranos”? –“Não”. –“Serão os reformados”? – “Não”. O padre continuou a mencionar a lista dos grupos religiosos que existia na Alemanha. E de cada vez que o pastor respondia: “Não será aquela igreja”. Por fim, o padre disse: “Então, quais serão os redimidos no céu?” O pastor abriu a Bíblia, e leu Apocalipse 7.9-14, acerca da multidão de vestes brancas que João viu, no céu: “estes são os que lavaram as suas vestes e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. Num instante, o padre estava em pé abraçando o evangelista com lágrimas o beijou. “aleluia”, disse ele, “achei um irmão!” O meu amigo respondeu com o mesmo ardor. Se ele tivesse começado a discutir as divergências de crença, isto o teria levado à contenda.

 

            O mesmo pastor acrescentou: “Perante um grande auditório, o que presidia a reunião, quando me apresentou disse”: “É favor dizer-nos a que denominação pertence”. Havia várias denominações representadas e não achei bom responder ao pedido; portanto, disse: “Vejo aqui muitos filhos do meu Pai celestial. Se alguns não me querem aceitar como irmão, ainda assim eu quero aceitá-los como irmãos. Pertenço ao grupo universal que olha para o Cordeiro de Deus e que inclui todos os remidos debaixo do sol”.

 

            Uma autoridade na arte de influenciar pessoas, diz: “Você não pode vencer numa discussão. Não pode porque, se perder, perdeu mesmo; e se ganhar, também perdeu. Por quê? Bem, suponha que triunfou sobre um outro homem e arrasou seus argumentos cheios de pontos fracos. Que acontece? Você se sentirá muito bem. Mas que acontecerá com ele? Você o fez sentir-se inferior, feriu-lhe o amor próprio. Ressentirá seu triunfo. E “um homem convencido contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior”.

 

7. Com perseverança. Não há uma obra em que seja necessário ter o alvo fixo em perseverar, como a de ganhar almas. Quando o Senhor coloca em nosso coração o desejo de ver certa alma salva, não é bom abandoná-la.

 

            Dr. Torrey disse: ”São poucos os que não têm uma porta aberta para o coração, e podemos descobri-las, se quisermos. Se não podemos achar entrada pela porta, podemos talvez destelhar o eirado e entrar. O que quer ganhar uma alma de quinze em quinze minutos, deve procurar outro emprego. Toma tempo; nunca desanimes, e faz tudo. Eu aguardei e esperei durante quinze longos anos a oportunidade de ganhar um certo homem. Não passava um dia dos quinze anos, que eu não falasse com Deus acerca daquele homem. Por fim, chegou a oportunidade e tive o privilegio de levá-lo a Cristo. Tornou-se um pregador do Evangelho e atualmente está no céu. Estive com ele um dia antes de falecer, e nunca em minha vida pude esquecer-me daquele dia. Quando te encarregares de levar um homem a Cristo, nunca o abandones.

 

            Nem a velhice com a fraqueza de corpo, deve te impedir. Diz-se acerca de Jonatas Goforth, que ficou cego os três últimos anos da sua vida, e que levou muitos milhares a Cristo: “Nada impedia  o avanço dinâmico para o qual Deus o chamara. Era o mesmo quando tinha 77 anos de idade, como quando tinha 57”.

 

            D. L. Moody disse: “Ouvi falar dum homem que sonhou que entrou no céu e no mundo de glória; oh! Como se sentia contente em saber que tinha, por fim, alcançado o céu. Mas logo veio alguém e o convidou a ir com ele para ver algo. Levou-o à muralha e disse: “Olha para baixo. Que estás vendo lá?” –“Ora, os homens estão com os olhos vendados e muitos deles estão caindo no abismo!” – “Então, queres ficar aqui e gozar os céus, ou queres voltar para a terra, e passar mais um pouco de tempo informando o mundo?” Era um obreiro desanimado. Acordou-se do sono e disse: “nunca mais quero morrer”.

 

8. Com sabedoria. O obreiro que deseja ganhar muitas almas para Cristo deve ter muita sabedoria. Não deve mostrar qualquer atitude de superioridade, mas ficar no mesmo grau da pessoa que quer ganhar. “Tornei-me tudo para todos, para de todo e qualquer modo salvar alguns” (1 Co 9.22).

 

            Evitar a censura e procurar falar num assunto louvável à vida daquele que desejamos ganhar. Isto não quer dizer que o façamos com bajulação (Sl 12.3). mas podemos falar com sinceridade do que vemos em louvor. É um grande segredo o ganhar almas, porque assim ganhamos a confiança do perdido. Quando Cristo disse: “eis um verdadeiro israelita, em que não há dolo”, certamente, não queria dar a entender que Natanael era perfeito. Mas mostrava que apreciava a falta de engano no coração de Natanael. Notem-se outros exemplos de Cristo evitando falar dos defeitos, para louvar o que era bom, no perdido. (Lucas 7. 36-50).

 

9. Com folhetos. Um panfleto bem escolhido tem muito valor, às vezes. Porém deve-se escolher com cuidado. Não é bom dar um folheto antes de o ler e conhecê-lo bem. Não dês um folheto sobre a salvação ao crente já salvo, nem sobre a vida perto de Deus a quem não O conhece. Parece desnecessário dar ênfase a isto, porém constantemente acontece. Há certas qualidades de folhetos, por exemplo, sobre a vinda de Jesus, que podemos distribuir a todas as classes.

 

10. Com coragem. O obreiro não deve sentir-se receoso. Há três coisas de que se deve lembrar:

 

(1) Não deve sentir-se demasiado triste quando os esforços falham. “O que não crê, já está julgado, porque não crê no nome do Filho unigênito de Deus” (João 3.18). Além disso: as palavras ainda podem produzir frutos na alma. Em vez de recear, deve esperar: “pois a seu tempo ceifaremos” (Gl 6.9).

 

(2) Podemos aproveitar os nossos erros, aprendendo a ser mais eficiente nesta obra gloriosa. O maior erro de todos é o de deixar de trabalhar por causa do receio.

 

(3) Aquele que disse: “Ide... ensinai”, também disse: “Eis, que Eu estou convosco todos os dias”. Confiemos na Sua presença para ter sabedoria e força para vencer.

 

11. Com oração.

 

(1) Devemos pedir a Deus que nos dirija ao pecador. Há a nossa volta muitas almas. Não podemos falar a todas. Se falarmos a qualquer uma sem direção, perderemos muito tempo. Mas Cristo nos pode dirigir. Ele esperava ao pé da fonte de Jacó, porque sabia que vinha tirar água, uma mulher, a qual podia ganhar, e por intermédio dela, ganhar muitos outros. Sem duvida, Filipe viu muitos na estrada que desce de Jerusalém a Gaza, mas não perdeu tempo, nem se desviou do plano de Deus. Ouviu e obedeceu ao que o Espírito Santo disse: “Aproxima-te e ajunta-te a esse carro” (Atos 8.29).

 

(2) Devemos pedir ao Senhor a mensagem. O obreiro não pode saber da condição do coração do perdido nem qual a melhor mensagem para ele. Devemos confiar em Deus para que Ele nos dê uma Escritura ou outra passagem. Às vezes o Senhor nos dá a mensagem antes de terminarmos a oração; outras vezes, no-la dá quando estamos falando ao pecador.

 

(3) Devemos pedir o poder de Deus. Não é suficiente só a mensagem, mas também o poder para levá-la até a alma do pecador. Quando vezes estamos tentando levar o perdido à salvação por meio da força humana, com argumentos e rogos. É sempre melhor, quando tal acontecer, fazer um pedido definitivo a Deus, para que Ele mande Seu poder.

            Muitas vezes as dificuldades do que busca a salvação desaparecem, maravilhosamente, quando conseguimos levá-lo a clamar a Deus, de coração.

 

(4) Devemos pedir que Deus nos dê frutos da Palavra semeada. Não devemos considerar a nossa obrigação finda, quando dissemos tudo e fizemos de tudo que nos foi possível. Nossas palavras são ou “cheiro da morte”, ou “cheiro de vida para vida”. Oremos para que o Espírito faça a palavra penetrar repetidamente no coração, até o pecador ser constrangido a render-se. A nossa oração é como as chuvas que regam a sementeira.

            Uma crente, querida na igreja, já velhinha, com cabelos brancos, apesar de muitas obrigações e a sua pouca força, considerava o bonde como a porta aberta para testificar. Depois de pedir a direção do Senhor, sentava-se ao lado da pessoa e sem demora mostrava-lhe o caminho para chegar a Cristo. Mas isto era só o começo, porque ela passava as manhãs de joelhos, apresentando uma lista escrita, dos nomes destas almas a quem já tinha testificado, e não deixava de orar até as ver salvas.

 

Certamente, “na velhice ainda darão frutos” (Sl 92.14). “Felizes sois vós os que semeais junto a todas as águas” (Is 32.20).

 

12. Conhecimento prático da Bíblia. O obreiro que confia em outra coisa a não ser na Bíblia, para ganhar almas, falhará. Ela é a Palavra de Deus, a Espada do Espírito (Ef 6.17). É a Palavra que conduz a convicção do pecado (Atos 2.37), e que penetra até a divisão da alma e do espírito (Hb 4.12). É a Palavra que dá vida aos mortos (1 Pe 1.23). É a Palavra que produz a fé (Rm 10.17). Deus sempre nos exorta: “Prega a PALAVRA” (2 Tm 4.2).

 

            Não basta conhecer a Bíblia, mas é necessário também ter um conhecimento prático; um conhecimento que sirva para levar o perdido a sentir a necessidade de salvação; levá-lo a ver que Jesus pode salvá-lo completamente; levá-lo a saber como pode ter este Salvador. Queremos dedicar uma grande parte das páginas que se seguem para este fim.”

 

 II. RELIGIOSOS QUE REPRESENTAM DESAFIOS

 

            Outras informações úteis para evangelização de grupos religiosos.

Budismo

Foi fundado na Índia, por volta do século VI a.C. por um pregador chamado Buda. Em várias épocas, o budismo tem sido a força religiosa, cultural e social dominante na maior parte da Ásia, especialmente na Índia, na China, no Japão, na Coréia, no Vietnã e no Tibet. Em cada região, o budismo combinou-se com elementos de outras religiões, como o hinduísmo e o xintoísmo. Atualmente, o budismo tem cerca de 613 milhões de adeptos no mundo. A maior parte deles vive em Sri-Lanka, nas nações do interior do Sudeste da Ásia e no Japão.

As Crenças do Budismo

Todos os budistas têm fé em:

1 - Buda;

2 - Em seus ensinamentos, chamados de “Darma”;

3 - Na comunidade religiosa que ele fundou, chamada “Sanga”.

Os budistas chamam Buda, Darma e Sanga de os Três Refúgios ou as Três Jóias.

 

BUDA

- Nasceu por volta de 563 a.C. no Sul do Nepal. Seu nome verdadeiro era Sidarta Gautama. Era membro de uma rica e poderosa família real. Com cerca de 29 anos, Gautama convenceu-se de que a vida estava cheia de sofrimento e tristeza. Essa convicção o levou a abandonar a esposa e o filho recém-nascido, e procurar a iluminação religiosa como monge viajante. Depois de percorrer o nordeste da Índia por aproximadamente seis anos, Guatama teve a iluminação. Ele acreditou ter descoberto a causa de a vida estar cheia de sofrimento e como o homem poderia escapar dessa existência infeliz. Após outras pessoas terem tomado conhecimento de sua descoberta, passaram a chamá-lo de Buda, que significa "o iluminado".

 

Islamismo

A palavra Islamismo significa submissão a Deus, e muçulmano é aquele que segue as leis islâmicas. A revelação do islamismo foi dada a Maomé, que é reverenciado pelos muçulmanos como o maior profeta. Maomé não é apenas um nome, mas um título - “Aquele que é adorado”.

A vida de Maomé - Maomé nasceu em 570 d.C., em Meca, uma cidade da Arábia. Seu pai morreu antes do seu nascimento. Era membro do clã Hashim e de uma poderosa tribo Quraysh. A mãe de Maomé morreu quando ele tinha apenas seis anos de idade. Maomé foi viver com o avô, que era guardião de Ka’aba. Tristemente, dois anos depois, seu avô também morreu e desde a idade de 8 anos Maomé foi criado por seu tio, Abul Talib, que era um mercador nas rotas de camelos mercantes.

 

Cresceu durante uma época de insegurança econômica e descontentamento com as diferenças entre os muito ricos e os pobres. A adoração a deuses pagãos era muito comum na Arábia. Estima-se que existiam cerca de 360 deuses a serem aplacados, com mais de 124.000 profetas conhecidos. Consta nos arquivos da história muçulmana que, desde menino, Maomé detestava a adoração aos ídolos e que levava uma vida moral pura. Maomé foi empregado por Khadija, uma rica viúva, para administrar a caravana mercante. Ficou conhecido como “Al-Amin”, o “Digno de Confiança”, e foi um proeminente membro da associação mercante de Meca. Aos 25 anos casou-se com Khadija com quem teve 6 filhos; todos morreram, menos a filha caçula - Fátima. Maomé e Kahadija ficaram casados 25 anos. Mais tarde, depois da morte de Khadija, Maomé aprovou a poligamia e casou-se com várias mulheres. Aos 40 anos, ficou muito preocupado com a situação de seus compatriotas e gastou muito de seu tempo em meditação sobre assuntos religiosos. Durante sua vida, Maomé conheceu muitos cristãos, sacerdotes e judeus. Muitas vezes, buscou conselho de um monge jacobino que lhe ensinou vários aspectos dos costumes religiosos judaicos. Durante o mês de Ramadam, Maomé retirava-se para uma caverna na encosta do Monte Hira, a três milhas de Meca. Foi durante uma dessas ocasiões, que ele começou a receber revelações e instruções que acreditava serem do arcanjo Gabriel. Estes escritos formam a base do Alcorão. Junto com o Alcorão, há o livro de Hadiths. Nele contém os ensinos de Maomé, e é tão importante quanto o Alcorão em todas as áreas da vida do muçulmano. Maomé declarou que o Alcorão era a revelação final e superior do único e supremo Deus. Proibiu a adoração aos ídolos e ensinou que a vida do muçulmano deve ser completamente submissa a Alá, com abluções rituais antes das cinco orações diárias, voltados para Meca. A sexta-feira tornou-se o dia separado para adoração conjunta na mesquita.

 

O Hinduísmo

A origem do hinduísmo se encontra num sincretismo que vem a ser um confronto entre o hinduísmo e o islamismo, e inaugura uma nova fase no desenvolvimento religioso na Índia. É resultante de tentativas de fusão das religiões dominantes, trazidas para a Índia há mais de três mil anos, por povos cuja origem é incerta e cujas crenças já existiam. O hinduísmo prega a existência de um número imenso de deuses, embora considere Brama o primeiro grande deus, de onde provêm outros milhares de deuses. Quanto à origem dos seres e do próprio Brama, segundo o ensinamento do hinduísmo, havia antes um mundo submerso na escuridão; sem atributos, imperceptível ao raciocínio, não revelado e como que entregue inteiramente ao sono. Além de Brama existem Sirva e Vishnu, os quais formam a trindade hindu. No hinduísmo, a natureza dos deuses é muito variável, isto é, determinado deus pode ser bondoso ou favorável numa circunstância e violento e cruel em outra. Vishnu é tido como conservador e Sirva como destruidor, podendo ambos tomar formas diferentes e terríveis. Em relação aos animais, as crenças hinduístas são complexas: a vaca sem exceção das diferentes seitas, é considerada sagrada, não pode ser morta nem comida.

 

O rato, por exemplo, é considerado deus e come comida suficiente para alimentar toda a população do Canadá. Até o começo deste século, alguns ramos do hinduísmo ofereciam aos deuses sacrifícios humanos. Viver é sofrer - Sentimento idêntico ao do budismo - e deixar de viver é alcançar a paz eterna do nirvana, contínuo renascer; para muitos hinduístas há uma lei fatal, a lei do Karma ( destino ). Hoje existem cerca de 716 milhões de hindus no mundo e eles possuem estratégias como: meditação transcendental, yoga, pensamento nova era e krishna.

 

Diante dessa tão triste realidade, cabe a nós como igreja nos levantarmos para fazer algo por tanta gente que tem vivido debaixo do jugo de satanás através das religiões, que não seguem o termo original da palavra: religar. Mas ao contrário disso, distancia a raça humana de Deus. Como igreja temos a função restauradora de trazer de volta o relacionamento do homem com Deus. Para isso, precisamos saber como se encontra o homem e como podemos nos posicionar, levantar e fazer um trabalho de adoção daqueles que são órfãos espirituais, ou melhor, daqueles que precisam conhecer o verdadeiro amor de Deus

 

CONCLUSÃO

 

Na confecção deste pequeno estudo, buscamos consultar literatura que mais se aproxima com o pensamento de nossa denominação, tentando não perder a coerência teológica. Evitamos expressar conceitos e opiniões pessoais sem o devido embasamento na Palavra, pois a finalidade é agregar conhecimentos, enriquecer a aula da Escola Dominical e proporcionar ao professor domínio sobre a matéria em tela. Caso alcance tais finalidades, agradeço ao meu DEUS por esta grandiosa oportunidade.

 

Pr. JOSÉ COSTA JUNIOR

 

 

11 de agosto de 2016

O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político


O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político

Texto Áureo "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." (l Co 2.4,5)

Verdade Prática = Somente o Evangelho de Cristo, no poder do Espírito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo acadêmico e do mundo político.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Daniel 2.24-28

Introdução

A evangelização em todos os lugares e todas as pessoas como está em Mc 16.16sempre foi presente e os desafios são grandissimos. Veremos nesta lição, o exemplo de Daniel e seus três companheiros. Exilados em Babilónia, destacaram-se como académicos, servidores públicos e políticos. Eles mostraram, em atos e palavras, a supremacia do Deus de Israel.

A vida desses hebreus fez uma grande diferença e serve de exem­plo aos académicos e políticos cristãos de nossos dias, que lutam por levar o Evangelho às mais altas esferas do conhecimento e do poder.

I- Daniel na Universidade de Babilônia

Um Resumo da Vida de Daniel

Daniel era judeu, de uma família nobre. Quando os babilônios dominaram a cidade de Jerusalém em 605 a.C., ele e alguns outros jovens foram levados ao cativeiro. O rei da Babilônia mandou que os mais capazes dos jovens judeus fossem preparados para servir no seu palácio. Daniel e três companheiros, Hananias, Misael e Azarias, foram entre os jovens escolhidos.

A Integridade de Daniel como modelo para nossos dias

Poucas personagens no AT são tão conhecidas quanto Daniel, desarraigado da sua terra natal, educado numa sociedade estrangeira, que manteve a firmeza do caráter moral e espiritual e uma lealdade inabalável ao Deus do seu povo. As suas habilidades e a integridade inspirada pela sua fé o conduziu a altos escalões dos acadêmicos e do governo babilônico. Sim, sua “integridade” foi o grande diferencial em seu testemunho na Babilônia.

Pode-se definir integridade como “solidez de caráter”. Pode, também, significar o estado de “ser inteiro”, “ser completo”. Deriva-se do verbo “integrar”, que significa “tornar unido para formar um todo completo ou perfeito” “retidão, perfeição”. Qualidade de alguém de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, imparcial, pureza ou castidade, o que é justo. Já a palavra caráter significa o aspecto dinâmico da nossa personalidade. É aquilo que nos faz diferentes dos outros, conjunto dos traços particulares de uma pessoa (FERREIRA, 2004, pp. 1116, 402).

A decisão de não comer das iguarias do rei era muito mais do que uma questão de conveniência ou saúde (Dn 1.8). A palavra traduzida por contaminar-se “gaal”, pode significar contaminação física (Is 63.3), "mancha", contaminação moral (Sf 3.1), ou, mais frequentemente, contaminação cerimonial (Ed 2.62; Ne 7.64). Vejamos algumas lições:

Daniel um modelo de EXCELÊNCIA.

Mesmo tendo sido levado muito jovem para o exílio babilônico, Daniel conhecia a Deus e não o trocaria por iguaria alguma que lhe fosse oferecida. É um modelo para os jovens (Ec 12.1), como também foram outros jovens na história bíblica como Samuel (1Sm 3.1-11), José (Gn 39.2), Davi (1Sm 16.12),Timóteo (2Tm 3.15). Durante toda a sua vida, Daniel foi um exemplo de fidelidade, integridade e de oração, pois orava três vezes ao dia, continuamente (Dn 6.10).

Daniel, modelo de INTEGRIDADE (Dn 1.6,7).

Apesar de todo o esforço de seus exatores que os trouxeram para uma terra estranha e pagã, com costumes e hábitos, dedicados a outros deuses, Daniel soube, durante toda a sua vida, manter-se íntegro moral e fisicamente. A mudança de nome não os fez esquecerem de sua fé e seu Deus Vivo e Poderoso (Dn 1.6,7).

Os crentes devem ser orientados para que testemunhem de Cristo também no campus universitário. Em primeiro lugar, o universitário crente evangeliza através de um testemunho santo e irrepreensível que, por si mesmo, é uma mensagem. E, também, por meio de uma abordagem sábia e oportuna, que mostre a razão de nossa esperança (1 Pe 3.15). Nenhum universitário cristão deve sacrificar o Evangelho no altar da pós-modernidade. Antes, que seja oportuno na proclamação de Cristo.

 

·         Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós 1Pe 3.15.

Uma das grandes barreiras existente no campus é a “falsa ciência”, ela é todo o conhecimento que procura contrariar as Escrituras Sagradas, a sã doutrina, é todo conhecimento que decorre da soberba humana que acha que pode ser igual a Deus, que não quer reconhecer a revelação divina dada ao homem e que está na Bíblia Sagrada.

A “falsa ciência” não busca a verdade, mas, tão somente, busca convencer as pessoas a não crer na Palavra de Deus, tem como objetivo contrariar a revelação divina, ou seja, desviar as pessoas da fé. Por isso, não se pode acolher esta “falsa ciência”, que deve ser combatida e desmascarada.

·         Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência,

A qual professando-a alguns, se desviaram da fé. A graça seja contigo. Amém 1Tm 6.20, 21.

O ambiente acadêmico se deixou influenciar por esta “falsa ciência”, que nada mais é que a crença na mentira satânica de que se pode viver sem Deus, como se Deus não existisse, que se pode entender o universo e as relações humanas sem que se recorra a Deus.

Diante deste quadro, a partir já do início da educação, temos, em nossos dias, uma pedagogia que procura extirpar a ideia de Deus e do sobrenatural das mentes das pessoas, a ponto de termos hoje, no sistema educacional, uma cidadela contra a fé.

Diante desta triste realidade, é imperioso que a Igreja ingresse na evangelização das escolas, na evangelização das universidades, enfim, que o Evangelho penetre no sistema educacional, pois não podemos ficar inertes diante desta grande artimanha do maligno de afastar as pessoas da salvação.

Nesta evangelização, em primeiro lugar, é forçoso abandonar uma atitude anti-intelectualista, reconhecendo a importância e a necessidade do estudo, do desenvolvimento da erudição, do avanço do conhecimento.

Diante desta atitude de reconhecimento da importância e necessidade do estudo e do desenvolvimento intelectual, devemos, então, levar a mensagem da salvação a este ambiente educacional, sabendo que o mesmo se encontra impregnado da “falsa ciência” e que, portanto, é mister combatermos esta hostilidade artificial mas eficientemente criada pelo inimigo de nossas almas.

Após termos reconhecido a importância do estudo, é mister que sejamos exemplo de dedicação a este mesmo estudo. Foi o que fizeram:

 

a) Moisés (At.7:21)

b) Daniel e seus amigos Hananias, Misael e Azarias (Dn.1:19,20)

c) Paulo (At.22:3)

Não se pode apenas ser dedicado no estudo secular, mas é preciso que haja, também, dedicação no ensino doutrinário, no conhecimento da Palavra de Deus.

·         E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo Fp 3.8.

 

A falta de preparo doutrinário é a razão pela qual há um nível muito alto e intenso de apostasia da fé por parte dos jovens cristãos que ingressam nas universidades em nossos dias.

 

Moisés, Daniel e seus amigos e Paulo tinham uma sólida formação doutrinária, conheciam a Palavra de Deus quando enveredaram pelo mundo acadêmico e, por isso, por serem doutos na Palavra e na ciência e filosofia puderam ser vasos grandemente usados pelo Senhor para a divulgação da mensagem da salvação, para que o Senhor se fizesse conhecido da elite intelectual.

Se queremos, pois, evangelizar as escolas e universidades, precisamos, antes de mais nada, dar o devido conhecimento doutrinário a nossas crianças, jovens e adolescentes, pois, sem este conhecimento, eles jamais poderão ser sal da terra e luz do mundo neste ambiente intelectual.

O investimento em nossas crianças, jovens e adolescentes é fundamental, porque, no ambiente acadêmico, a evangelização deve ser feita preponderantemente pelos próprios alunos, com a ajuda de professores cristãos.

II - DEUS NA ACADEMIA BABILÔNICA

 

Deus intervém na história da humanidade e neste segundo ponto veremos como Deus fez uma intervenção no reino e na academia babilônica explicando o desenrolar da história humana

 

 

O SONHO PERTURBADOR DE NABUCODONOSOR, PROFECIA DO MUNDO GENTÍLICO E A VINDA DE JESUS

 

O Senhor no ano 602 a. C. revela por meio de um sonho do rei Nabucodonosor, rei da Babilônia, o futuro cronológico da sucessão de impérios,desde o tempo presente da época com a implementação do primeiro império mundial, precisamente o império Babilônico de Nabucodonosor, passando por diversos impérios mundiais até nossos dias atuais e ainda por tempos vindouros,em que se levantará um reino que jamais será destruído, que jamais passará e subsistirá para sempre,se referindo então ao majestoso Reino de Cristo (Jr 27: 1-11;Dn 2:44).

 

O DESAFIO PARA A INTERPRETAÇÃO DO SONHO

 

Deus revela ao grande rei da Babilônia um sonho, que em muito perturba o seu espírito, e até mesmo Causa-lhe insônia e então manda chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os sábios á sua presença para decifra-lhe o sonho (Dn 2:1-3).

Os sábios interpelam ao rei por duas vezes com o intuito que o sonho seja revelado a eles para que haja a interpretação, porém, Deus em sua insondável sabedoria fez o rei esquecer o sonho e assim Nabucodonosor, rei da Babilônia, percebendo a artimanha do engano de seus sábios para com ele, determina que se o sonho não fosse interpretado por eles, todos os magos, encantadores, feiticeiros e os sábios da Babilônia seriam despedaçados e suas casas seriam transformadas em monturos, todavia, se o sonho fosse revelado receberiam dádivas, prêmios e grandes honras (Dn 2: 4-9).

 

Os caldeus reconhecem diante do rei que a sabedoria humana não é potencialmente suficiente para a revelação do sonho e que somente quem é imortal e eterno, o Senhor, nosso Deus,poderia revelar o sonho profético e por isso o rei se enfureceu e lançou o decreto que determinava que todos os sábios da Babilônia deviam ser mortos, inclusive Daniel e seus companheiros Hananias, Misael e Azarias (Dn 2:10 - 13).

 

ENSINAMENTO DESTE EPISÓDIO

 

Não existe homem com assuas vãs filosofias, ideologias e conhecimento mais sábio do que o Senhor.

A sabedoria de Deus é inatacável, inquestionável, porque é uma sabedoria que se demonstra com poder e se a quisermos, temos que humildemente pedi-la ao Senhor, o Todo-Poderoso. O saber humano,acadêmico, filosófico não se sobrepõem a sabedoria divina(1 Co 1:18-31; Tg 1:5-8).

 

A ATITUDE SÁBIA DE DANIEL E SUA MATURIDADE ESPIRITUAL DE DANIEL

 

O jovem Daniel, ao saber das circunstâncias que ameaçavam a sua própria vida e a de seus amigos,teve o equilíbrio de avaliar o momento potencialmente perigoso e interpelou ao oficial Arioque e a o próprio rei sobre a situação e então, pediu ao rei um tempo para interpretar o sonho(Dn 2:14-16).

 

Daniel apressadamente comunicou a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, sobre a situação e apelou então para Deus em oração de modo que,o sonho do rei fosse revelado a ele.

Deus em sua infinita misericórdia revela a Daniel numa visão noturna o sonho profético do rei Nabucodonosor e Daniel glorifica ao Senhor (Dn 2:17-23).

 

Há um Deus no céu que revela o profundo e o escondido, conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. A oração é o meio mais eficaz de nos comunicarmos com Deus e ter um intimidade com Ele nos permitindo conhece - lo em profundidade de forma sincera e verdadeira. Se orarmos ao Senhor, Ele revela a nós os insondáveis segredos espirituais (Sl 139:1 - 10).

 

DANIEL CONTA O SONHO, INTERPRETA E O REVELA

 

Daniel é introduzido a presença do rei Nabucodonosor e conta que o rei sonhou com uma imagem cuja cabeça era de ouro, o peito e braços de prata, ventre e coxas de bronze, pernas de ferro e pés de ferro e barro misturados e que os significados de cada parte da estátua eram as sucessões de impérios mundiais

(Dn 2:24 - 43).

 

DANIEL É ABENÇOADO POR DEUS

 

A partir desta importante revelação Daniel foi exaltado pelo rei Nabucodonosor, prosperou, recebeu muitos bens materiais e se tornou governador da província da Babilônia e também chefe supremo de todos os sábios da Babilônia, bem como, abençoou os seus amigos Hananias, Misael e Azarias como administradores sobre os negócios da província (Dn 2:46 - 49).

 

Deus é soberano e sua soberania foi reconhecida por Nabucodonosor, rei da Babilônia. Devemos confiar no Senhor, não importa a circunstância adversa que venhamos a passar, Deus é soberano e no momento certo Deus exaltará os humildes, Deus faz prosperar em tudo aqueles que o temem (Sl 21:1-7).

 

Esta segunda história registrada no livro de Daniel nos coloca para a reflexão de que só existe um Deus soberano no céu e na terra e este é Jeová, o Deus Todo Poderoso, que intervém na história segundo a sua vontade, é Ele quem muda tempo e estações, remove reis e estabelece reis, dá sabedoria aos sábios, é Ele o único e verdadeiro Deus, além dEle não há outro deus.

 

Assim devemos proclamar para a sociedade acadêmica que somente em Jesus Cristo a sociedade pode se salvar das corrupções que há no mundo.

 

III - A INTERVENÇÃO DE DEUS NA POLÍTICA BABILÔNICA

Outro campo em que se deve esmerar na evangelização é o mundo político, ou seja, a elite que está nas rédeas da sociedade, pois a classe política é aquela que está à frente da sociedade, que traça os destinos do corpo social e que encaminha a direção e orientação de todos nós.

 

A política tem por finalidade a obtenção do bem comum, que “consiste no conjunto de todas as condições de vida social que favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana e sua sociedade”.

 

·         Quando Deus criou o homem, fê-lo já com a capacidade de dominar sobre a criação terrena (Gn.1:28), e, na qualidade de imagem e semelhança de Deus, tinha, em sua natureza, o poder, já que Deus é o Todo-Poderoso, a fonte de todo o poder (Sl.62:11).

·         Após o dilúvio, porém, Deus, expressamente, delega aos homens a administração da justiça entre eles estabelecendo-se, pois, o “governo humano” (Gn.9:1-7), em que se criou uma autoridade que estivesse à frente das pessoas em sociedade, autoridade esta que deveria castigar os maus, fazendo valer os princípios estabelecidos pelo próprio Deus para a convivência humana (Rm.13:1-7).

·         Cedo, porém, com a pecaminosidade do ser humano, este poder político, legitimamente implantado por Deus, acabou por ser exercido ilegitimamente, em contrariedade ao objetivo divino, como se verifica no caso de Ninrode, que se tornou o soberano daquela comunidade única pós-diluviana (Gn.10:8-11).

 

O resultado disto foi a destruição desta comunidade única pós-diluviana, com a confusão das línguas, e o espalhamento de todos pela Terra, com a formação das diversas nações, onde, em casa uma delas, se erigiu um poder político que estabeleceu um sistema de poder em contraposição aos propósitos divinos

 

·         Com a rejeição das nações, o Senhor tratou de formar um povo Seu, Sua propriedade peculiar dentre os povos (Ex.19:5,6) - Israel.

 

·         Os israelitas, depois de terem, por alguns séculos, desobedecido a Deus, que era o seu rei, fazendo o que bem entendessem (Jz.21:25), acabaram por rejeitar expressamente o governo divino, pedindo para si um rei, para serem conforme todas as demais nações (I Sm.8:4-9). Este poder político construído à revelia do Senhor acabou por levar à própria perda da Terra por parte de Israel.

 

·         Após ter retornado do cativeiro da Babilônia, Israel acabou sendo dominado pelos gentios até a vinda do Messias (Ne.9:24-38), com exceção de um pequeno período em que obtiveram independência entre o término do domínio sírio e o início do domínio romano, sendo certo que, até 1948, os judeus estiveram sempre sob o domínio gentílico e só agora voltaram a se constituir num Estado independente e, mesmo assim, que não governa sobre a maior parte dos judeus, que ainda vivem fora de Israel.

 

 

·         A Igreja, por sua vez, sempre foi ensinada pela Palavra de Deus a se sujeitar às autoridades, pois elas são ministros de Deus para o castigo dos maus, ainda que, precisamente por ser o poder político exercido em contraposição aos propósitos divinos, não sejam poucos os casos em que a Igreja é tenazmente perseguida pelos detentores do poder político.

 

 

 

 

A BREVE HISTÓRIA DO REI BELSAZAR E A FESTA PROFANA DE BELSAZAR

 

O rei Belsazar promove uma grande festa para mil pessoas regada a muito vinho onde se embebedaram e realizaram orgias sexuais com mulheres ímpias e num ato de extrema insanidade profanaram os objetos sagrados do Templo de Jerusalém trazidos pelo seu avô, o rei Nabucodonosor por ocasião do cativeiro de Judá, bebendo vinho nas taças e vasos de ouro e ao mesmo tempo dando louvores aos falsos deuses da Babilônia ( Dn 5:1 - 4).

 

A MÃO DE DEUS NO BANQUETE DE BELSAZAR

 

·         Deus não se deixa escarnecer e na mesma hora em que Belsazar profanava as coisas sagradas aparece uma mão escrevendo na parede quatro palavras á vista de todo, o rei muito se inquietou e foi tomado de um assombro, de medo e de tremor. Mandou chamar os sábios da Babilônia e disse-lhes que quem interpretasse os dizeres gravados na parede seria vestido de púrpura, receberia uma colar de ouro e seria a terceira pessoa do reino da Babilônia(Dn 5:5-7).

 

Os sábios da Babilônia não pudera interpretar as palavras escritas na parede da sala do banquete, pois, a sabedoria de Deus é insondável pela sabedoria dos homens. O rei fica cada vez mais apavorado, então, a rainha, sua mãe, filha de Nabucodonosor indica que existe um homem de Deus chamado Daniel que poderia interpretar a escritura na parede(Dn 5:8- 12).

 

O rei manda chamar Daniel e expõe a ele sobre os presentes que receberia, caso interpretasse as palavras gravadas na parede, o que foi rejeitado por Daniel, porém,Daniel manifesta ao rei que decifraria os escritos(Dn 5:13-17).

 

Então,Daniel relata a Belsazar que Deus deu o reinado a Nabucodonosor, porém, este se exaltou e manifestou uma soberba inigualável e por isso foi abatido pelo Senhor sendo sentenciado a viver como um animal durante 7 anos, ao fim dos quais teve o seu reino restituído por reconhecer que Deus é o único Deus Todo Poderoso e soberano sobre tudo e sobre todos(Dn 5:18-21).

 

adverte Belsazar que mesmo ele sabendo desta história também não se humilhou diante de Deus e ao contrário profanou as coisas sagradas do templo do Senhor bebendo vinho nas taças e vasos da casa do Senhor, dando louvores aos falsos deuses da Babilônia,praticando orgias sexuais com as mulheres ímpias e por isso o senhor resolveu dar-lhe uma merecida sentença informada nos escritos da parede (Dn 5:22-24).

 

ASENTENÇA CONTRA BELSAZAR E A QUEDA DE BABILÔNIA E DANIEL INTERPRETA OS ESCRITOS DE DEUS NA PAREDE

 

Deus escreveu na parede MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM que Daniel interpretou como:

 

MENE, MENE- Contou Deus o teu reino, e deu cabo dele.

 

TEQUEL - Pesado foste na balança, e achado em falta.

 

PARSIM (PERES) – Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas.

Nesta mesma noite em que Daniel interpretou as palavras na parede o rei Belsazar foi destituído de seu reino e Dario, o medo, ocupou o reino da Babilônia (Dn 5:25-31).

 

 

Os homens não podem escarnecer das coisas divinas, pois, Deus não se deixa escarnecer e na história do rei Belsazar veremos a intervenção de Deus na política babilônica.

 

A QUEDA DA BABILÔNIA (VALORES DA SOCIEDADE ATUAL)

 

Os cristãos de hoje não estão imunes as atrações do sistema da grande Babilônia espiritual muito especialmente o materialismo e a banalidade do que é espiritual, porém, tenhamos a certeza de que a Bíblia Sagrada declara que os cristãos autênticos devem rejeitar este sistema para não serem enlaçados nesta terrível praga.

 

As Escrituras Sagradas são claríssimas ao afirmar que devemos reconhecer no poder político algo criado por Deus e que foi instituído por Ele para que haja a administração da justiça, o castigo dos maus.

A primeira contribuição que damos para a evangelização do mundo político é sendo cidadãos exemplares, cumpridores das leis e das regras, fazendo isto de coração.

As Escrituras Sagradas são claríssimas ao afirmar que devemos reconhecer no poder político algo criado por Deus e que foi instituído por Ele para que haja a administração da justiça, o castigo dos maus.

A primeira contribuição que damos para a evangelização do mundo político é sendo cidadãos exemplares, cumpridores das leis e das regras, fazendo isto de coração.

 

·         Jesus, nosso exemplo maior, era cumpridor de todos os deveres civis, seja diante da lei judaica, seja diante do governo romano que dominava sobre os judeus no tempo da vida terrena de Nosso Senhor e Salvador (Mt.22:21; Mc.12:17; Lc.20:25; Jo.19:11; Mt.17:24-27).

De igual modo, os apóstolos foram sempre ciosos em ensinar os crentes a cumprir os deveres civis, independentemente de serem, ou não, alvo de perseguição, ( Rm.13:1-7; I Pe.2:11-17).

 

A postura de cumprimento dos deveres é tanto mais importante para aqueles que exercerem cargos e funções de mando na sociedade. Daniel é um exemplo a ser seguido. (Dn.6:3,4).

 

·         Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.

Então os presidente se os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.


Deve a Igreja sempre anunciar ao mundo político qual é a vontade de Deus, o que o Senhor estatuiu na Sua Palavra quando se tiver de tomar decisões e de implementar políticas públicas no meio social.

 

A atuação da Igreja é evangelizadora, é de anunciadora da vontade de Deus e, por isso, não deve ela imiscuir-se nas lutas político-partidárias, nos embates pela tomada do poder.A Igreja deve, ademais, sabendo que as autoridades são ministros de Deus, sempre se pôr à disposição dos governantes para cooperar e colaborar com a implementação das políticas públicas que estiverem de acordo com a Palavra de Deus.

 

Em nossa vida espiritual não podemos profanar o que é sagrado, devemos respeitar e zelar pelos utensílios, objetos e coisas que existem na casa de Deus, mas, sobretudo devemos também nos guardar de forma irrepreensível, o nosso corpo, alma e espírito para o Senhor, não profanando o templo do Senhor como instituição e nem o nosso próprio ser que também é o templo do Espírito Santo (1 Co 6:19; 2 Co 6:16).

 

Não podemos adorar outros deuses, pois, Deus não se deixa escarnecer (Gl 6:7).

A nossa adoração deve ser exclusiva para o Senhor Jesus em Espírito e em Verdade (Jo 4:23).

 

 

CONCLUSÃO

 

Os cristãos devem ocupar profissões e posições de influência em todos os segmentos sociais para que o mundo seja evangelizado.Assim como Daniel que influenciou reinos após reinos, que os cristãos de hoje como sal da terra e luz do mundo se coloquem na vanguarda dos diversos grupos sociais para dizer-lhes que só Cristo salva. Aleluia!

Elaboração por: Pb. Mickel Souza

 

REFERÊNCIAS:

 

ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. Mundo Cristão.

 

CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. CPAD CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.

 

PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody: Daniel. Editora Batista Regular.

 

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.