21 de setembro de 2018

As Orações dos Santos no Altar de Ouro


As Orações dos Santos no Altar de Ouro

TEXTO AUREO = "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, afim de sermos ajudados em tempo oportuno." (Hb 4.16)

VERDADE PRÁTICA - A oração, qual incenso precioso, é a maior oferenda que podemos apresentar ao Pai Celeste, através do Senhor Jesus, com a ajuda do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO

No Antigo Testamento havia vários tipos de oferendas que eram oferecidas ao Senhor, dentre elas o INCENSO, sendo este mui precioso e excelente, usado exclusivamente na adoração. Nesta lição usaremos a simbologia do incenso com os sacrifícios da nova aliança pois a bíblia nos recomenda a apresentarmos os nossos “corpos em sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus” Rm 12.1.

I - O LUGAR SANTÍSSIMO

·O Lugar Santo

Era o primeiro compartimento do templo e era perigosamente restrito aos sacerdotes, qualquer outro que tentasse entrar seria morto pelo próprio Senhor. Existiam 3 objetos dentro do Santo Lugar: a mesa com os 12 pães da proposição (comunhão), o candelabro de 7 braços e o altar do incenso.

A Mesa : Diariamente se colocava 12 pães frescos ali. Ex.25.23-30, Lv.24.5-9. Os sacerdotes comiam esses pães no Lugar Santo.

O Candelabro: tinha 7 braços com 7 lâmpadas que ficavam acesas 24 horas e não podia se apagar, ele iluminava o Lugar Santo que ficava completamente escuro sem o candelabro. Lv.24.2.

O Altar do Incenso: ficava de frente pro véu onde eram queimados incensos (perfumes) produzidos a mando de Deus, também 24 horas. Ex.30.8

·O Altar de Incenso
É a terceira peça descrita pela Bíblia no Lugar Santo. Enquanto o candelabro estava no lado sul do tabernáculo e a Mesa de Pão da Propiciação estava no lado norte, o Altar de Incenso posicionou-se no centro dos dois e “diante do véu que está diante da arca do testemunho” (Ex 30.6).

As suas dimensões quadradas eram de um côvado, tanto o comprimento quanto a sua largura. Eram dois côvados de altura, meio côvado a mais da Mesa de Pão da Propiciação no Lugar Santo (Ex 25.23) e da Arca da Aliança no Lugar Santo dos Santos, sem o Propiciatório e os Querubins (Ex 25.10).
O material usado na sua composição era madeira de acácia (Ex 30.1),mas, tudo foi forrado com ouro puro (30.3).
Desde que o Lugar Santo era o lugar de comunhão com Deus e do ministério do Sacerdote na adoração de Deus, o Altar de Incenso e o seu incenso nos ensina da importância do agrado de Deus com reverência em nossa adoração e comunhão. A presença do Altar de Incenso nesta parte do Tabernáculo nos ensina que um coração puro faz a nossa adoração e as nossas orações a Deus aceitáveis diante de Deus. Essa pureza de coração que agrada a Deus não vem dos exercícios da nossa 'religiosidade' mas do Espírito Santo conformando-nos à imagem de Cristo. Ele não somente nos move à uma obediência maior da Palavra de Deus mas, ajuda-nos a orar segundo a vontade de Deus (Rm 8.26). No foco da salvação e na vida cristã, não podemos agradar o Pai sem a Pessoa de Cristo (Jo 14.6) e não há participação em Cristo sem a operação do Espírito Santo (Jo 3.5; II Ts 2.13, 14; Tt 3.5). Tudo isso operado pela Palavra de Deus (a salvação - Rm 10.17; a vida Cristã - Jo 17.17).
II – AS ORAÇÕES DOS SANTOS
Existem várias maneiras de apresentarmos as nossas orações à Deus, depende do momento e da forma de se expressar. Como incenso suave a oração subirá, quando esta estiver dentro dos padrões divinos. O incenso no Antigo Testamento tinha suas peculiaridades e não é diferente com os cristão que se chegam a Deus.
·Acreditar
Deus nos ama e ouve todas as nossas orações. Ele tem todo o poder e quer o melhor para nós. Quando oramos, precisamos crer nisso. Quem tem fé verá a resposta de Deus (Mt 21.22).
·Reconhecer a soberania de Deus
Orar não é fazer magia. Não podemos manipular Deus para fazer o que queremos. Nem sempre aquilo que pedimos é o melhor para nós e Deus não faz. Quando fazemos nossos pedidos, devemos sempre orar para que a vontade de Deus seja feita (Mt 6.10).
·Ser humilde
Deus sabe o que é melhor para nós. Não podemos exigir nada de Deus nem Lhe ensinar o que fazer, apenas podemos pedir humildemente. Deus merece nosso respeito.


·Ser honesto
Não precisamos fingir com Deus. Podemos Lhe contar o que estamos sentindo, nossos medos e problemas. Deus é nosso amigo, podemos conversar com Ele sobre tudo.
·Agradecer
Orar não é só fazer pedidos a Deus. É bom sempre agradecer na oração por aquilo que Deus tem feito por você. Pense em coisas boas e agradeça a Deus por elas (1 Ts 5.18).
III - Cristo, O Altar do Incenso e O Perfume das Orações.
Cristo é tanto o Altar do Incenso quanto o Incenso queimado nele. Cristo é a madeira e o ouro do altar pois essa composição manifesta a Sua:
Humanidade e Divindade – Hb 2.9, “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”.; Fp 2.8, 9, “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”. Jo 1:14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
Aceitação com Deus pelo Local do Altar – Diante do Véu (30.6)
O fato que o Altar de Incenso e não o Altar de Bronze foi colocado diante do véu manifesta a presença da misericórdia de Deus para com o pecador na salvação e para com o cristão no seu andar diário (Is 55.1-7; Sl 89.14, “Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto”). A justiça de Deus tem que ser satisfeita para qualquer pecador esperar ter aproximação amável a Deus. A justiça de Deus se satisfaz com o Sacrifício que Ele deu, Jesus Cristo o Cordeiro de Deus para que o pecador arrependido que tem fé em Cristo seja salvo eternamente (Jo 1.29; 3.16; Is 53.11; Cl 2.14). O cristão, no seu andar diário, precisa se lembrar deste sacrifício eterno, feito uma vez, para ser purificado constantemente (I Jo 1.8,9).
·A Pessoa de Cristo aceitável ao Pai – Mt 3.17; 17.4; Jo 3.35, “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou em suas mãos”.
As Orações de Cristo aceitáveis pelo Pai – Jo 12.27, 28, “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora. 28 Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei”. Jo 11.42, “Eu bem sei que sempre me ouves” Jo 14.13, 14, “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
As Orações de Cristo Sempre Diante de Deus - Hb 7:25, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. I Jo 1.8,9, “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I Rs 8.46-53).
·A Reverência em Nossa Adoração
O Altar de Incenso pela sua posição diante do véu que está diante da Arca do Testemunho, diante do Propiciatório, onde Deus Se ajunta com o Sumo sacerdote (30.6) ensina-nos que a oração no culto à Deus pede reverência. Note também que o Altar de Incenso foi carregado com varais forradas de ouro puro (30.4,5). Tudo disso nos ensina que mesmo que por Cristo temos ousadia a entrar na presença de Deus (Hb 10.19; Ef 3.12, “No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele”), não entramos nEsta Presença Augusta de qualquer jeito. Entramos com louvor à santidade do Seu nome (Mt 6.9, “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”). E entramos com reverência, pois, invocamos o “Pai” nosso.
É relembrada essa devida reverência no culto pela ênfase dada à posição do Altar do Incenso em relação da presença de Deus repetidas vezes (“diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório, que está sobre o testemunho, onde Eu me ajuntarei contigo”, 30.6; “diante do testemunho”, 30.36). É relembrada essa reverência exigente pela ênfase dada por Deus nas instruções também: Não oferecerá certas coisas (30.9), e a insistência por Deus de instruir que deve ser “coisa santíssima vos será” (30.36) e “santo será para o Senhor” (30.37).
·Cristo - O Perfume do Altar
É Cristo, O Seu Amado, o elemento cheiroso na salvação e no andar diário do cristão. O sacrifício de Cristo aplaca a ira do Deus justo (Jo 3.16, 36). Cristo é o perfume da vida do cristão pois junto com o sangue do novilho da expiação para os pecados do Sacerdote (Lv 16.11-14) foram levadas as brasas de fogo do altar e nos seus punhos o incenso aromático moído para dentro do véu.
A nossa pregação de Cristo é um perfume, uma fragrância agradável para os que chegam ao conhecimento de Cristo. Os que pregam Cristo são perfume diante de Deus, não importando o ‘sucesso’ da mensagem (II Co 2.14-17).
Se pregamos apenas as regras da Lei, a obediência da Palavra de Deus, as orações fervorosas pelos santos, mártires, à mãe de Jesus, pregamos uma pregação faltando a fragrância que agrada a Deus. Se pregamos várias encarnações, observação das ordenanças de qualquer igreja, as obras de caridade, e se abstemos de casamento ou de carnes, o nosso sacrifício a Deus está sendo oferecido com fogo estranho.
Fogo estranho é uma abominação a Deus trazendo a mais séria condenação (Nadabe e Abiú - Lv 10.1-2; 250 rebeldes com Coré – Nm 16.35; Uzias o jovem rei – II Cr 26.16-19; Acaz - 28.1-5). Não creia e não pregue qualquer outra salvação senão Cristo!
As consequências de não limitar-se a Cristo para TUDO na sua esperança de ser salvo são graves e eternas. As consequências de limitar-se a Cristo para TUDO na sua esperança de ser salvo são doces, fragrantes e eternamente assim.
·O Coração Puro na Adoração Aceitável
Especiarias usadas com o incenso manifestam Cristo na Sua plenitude como Intercessor.
As especiarias eram específicas e únicas para este uso no Altar do Incenso (30.37,38).
As especiarias, depois de compostas, eram moídas para serem usadas (30.36).
As especiarias eram compostas de proporções exatas mas sem medida exata de quantia e ensina nisso que não pode ser limitada o quanto Cristo ora por nós (Hb 7:25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”; Hb 7.24, “Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo”). Aromáticas, incenso puro, temperado, puro e santo, moído para ser coisa santíssima (30.34-38).
O Levantar das mãos santas
O Coração Puro nas Orações Aceitáveis
Ap 8:3 E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.
Ap 8:4 E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus.
A Oração dos Santos na Grande Tribulação
Cremos que a igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, mas a Bíblia indica que um grande número de pessoas colocará sua fé em Jesus Cristo. Em sua visão do céu, João vê um grande número desses santos da tribulação que foram martirizados pelo Anticristo: "Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos" (Apocalipse 7:9). Quando João pergunta quem são, ele recebe a resposta: "São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (versículo 14). A tribulação será um tempo de grande angústia para os ímpios por causa dos juízos de Deus. Também será um tempo de grande perseguição para os crentes - ou santos - por causa da perseguição do Anticristo (Ap 13:7), contudo suas orações serão recebidas no céu como incenso suave.Daniel viu o Anticristo, o qual "fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles" (Daniel 7:21). Naturalmente, a salvação eterna dos santos é segura: Daniel também viu que "veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino" (Dn 7:22; Ap 14.12-13).
Os santos da tribulação servirão ao seu Senhor Jesus Cristo no meio de um ambiente desesperado. Fiéis até o fim, muitos desses crentes morrerão pela fé. No entanto, em sua morte, eles venceram: "Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" (Ap 12:11). E Deus os recompensará: "e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima" (Ap 7.15-17).
CONCLUSÃO
O incenso queimado no passado exemplifica na prática de forma tangível nossos sacrifícios oferecidos pela fé a Deus, a certeza de que Ele está pronto não só para ouvir, como também para receber e responder as orações feitas pelos seus santos por toda parte do mundo. Cheguemos então, com inteireza de coração diante do trono da graça pelo único caminho verdadeiro que o Sangue de Jesus Cristo nosso Sumo Sacerdote Eterno.

Por: Mickel Souza Porto

REFERÊNCIAS
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

13 de setembro de 2018

OS PÃES DA PROPOSIÇÃO (Ex 25.23-30)


OS PÃES DA PROPOSIÇÃO (Ex 25.23-30)

TEXTO AUREO

"No verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida." (Jo 6.47,48)

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus é o alimento que nos sustenta a alma, o coração e o próprio corpo; sem ela, a vida é impossível.

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos acerca dos pães da proposição cuja finalidade no Antigo Testamento era fazer parte dos itens no Tabernáculo para o serviço de adoração. Suas características tipologicamente apontam para Jesus. Entenderemos que em Cristo temos a revelação perfeita do Deus Santo.

I – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO

O sacerdote tinha à sua mão direita, a mesa dos pães da proposição ou também chamada de mesa da presença. Foi feita de madeira de acácia revestida com puro ouro. Seu tamanho era de 2 côvados (90 cm) de comprimento por 1 côvado (45 cm) de largura, com uma altura de 1 1/2 côvados (70 cm). Ao redor da mesa estava uma borda de ouro, e um pouco mais adiante, no topo de mesa, uma borda adicional que seguraria os pães no lugar. A mesa tinha quatro pernas, e duas varas de ouro, foram encaixadas por argolas douradas presas às pernas para transportar.
Ex 25.23-30 “Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio. E cobri-la-ás com ouro puro; também lhe farás uma coroa de ouro ao redor. Também lhe farás uma moldura ao redor, da largura de quatro dedos, e lhe farás uma coroa de ouro ao redor da moldura. Também lhe farás quatro argolas de ouro; e porás as argolas aos quatro cantos, que estão nos seus quatro pés. Defronte da moldura estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa. Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e cobri-los-ás com ouro; e levar-se-á com eles a mesa. Também farás os seus pratos, e as suas colheres, e as suas cobertas, e as suas tigelas com que se hão de oferecer libações; de ouro puro os farás. E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face perpetuamente.”
O propósito desta mesa era colocar os 12 pães feitos de flor de farinha. Eles foram colocados lá em duas filas de seis, cada pão representa uma das tribos de Israel (Lv. 24:8). 

Lev 24:5-9 " Também tomarás da flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de duas dízimas de um efa. E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o SENHOR. E sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao SENHOR. Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua. E será de Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao SENHOR, por estatuto perpétuo."
O historiador Josefo, indica que o pão era sem fermento. Este pão às vezes é chamado de 'pão da preposição', porque seu significado literal é 'pão da face', isto é, pão partido diante da face ou presença de Deus.
A Mesa
Foi feita de madeira de acácia revestida com ouro.
Tinha 2 côvados de comprimento, 1 côvado de largura e 1 1/2 côvados de altura. (a arca era da mesma altura).
Tinha uma moldura de ouro (coroa) ao redor, o molde era da largura de uma mão (segurar o pão).
Tinha uma argola de ouro em cada perna de canto, para as varas (madeira revestida com ouro).
As Quatro vasilhas
Haviam 4 vasilhas de puro ouro na mesa com o pão:
Pratos (louça para o pão)
Panelas ou Colheres (borrifar o incenso)
Jarras (para ofertas líquidas)
Tigelas (vasilhas que continham o incenso)
O Pão da Proposição
·O propósito da mesa era mostrar os pães que eram 12, pequenos e achatados e redondos, postos em ordem, para serem exibidos.
Lv 24:5-6 " Também tomarás da flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de duas dízimas de um efa. E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o SENHOR."

* Flor de Farinha (da terra)
* Assados (agonia e sofrimento)
* Sem fermento (nada artificial)
* Dois-décimos (duas porções de dez)
* Borrifados com puro incenso.
Lv 24:7 “E sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao SENHOR.”
Lv 24:8-9 " Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua. será de Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao SENHOR, por estatuto perpétuo."

·Todo sétimo dia (sabbath), pães quentes e frescos eram colocados por Arão. Os sacerdotes foram intitulados para comer os pães anteriores enquanto estavam no Santo Lugar
·O incenso puro que era removido a cada semana era como uma oblação especial (oferta) para Deus.
·Os 12 pães eram do mesmo material, do mesmo tamanho, e peso (nenhuma parcialidade).
·Conforme Levítico 22, se um sacerdote estivesse imundo, ele não podia comer dos pães da proposição. Nenhum leigo, ou a filha casada com um leigo, ou um empregado contratado poderia comer do pão da proposição. Mas um escravo comprado, ou nascido em sua casa podia.
·Segundo a tradição, 8 sacerdotes seguraram os pães nas mãos, quando eles trocavam os pães, e o passavam para o companheiro.
·Eles eram santificados por causa do pão
Lev 21:6 " Santos serão a seu Deus, e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do SENHOR, e o pão do seu Deus; portanto serão santos."
Embora o pão estivesse em uma mesa, nenhum sacerdote poderia se assentar àquela mesa ou em qualquer outro lugar no tabernáculo. Os sacerdotes sempre estavam de pé, enquanto eles levaram a cabo os seus misteres. Não havia nenhum lugar para se assentar, nenhuma provisão para isto, neste lugar de adoração, e nenhuma sugestão de que a tarefa deles estava completada.

Hb 10:11-14 " E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados."
II – A PALAVRA DE DEUS, PÃO DA VIDA
A Palavra de Deus é um tesouro precioso que podemos encontrar nas nossas vidas. Quando nós baseamos a nossa existência na Bíblia, somos verdadeiramente felizes.
Deus se revela a nós através da Sua Palavra.
Com a ajuda da Bíblia, podemos diferenciar o certo do errado, e aprender a viver de maneira que agrada a Deus.
·Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra 2Tm 3.16-17.
·Mt 4.4 - Jesus respondeu: “Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus'”.
A Palavra de Deus é a revelação de Deus à humanidade. Deus tem suas formas de se expressar através de sua Palavra:
·O conjunto de todos os livros escritos por inspiração de Deus (a Bíblia)
·As palavras ditas por Deus diretamente a algumas pessoas na Bíblia
·Jesus Cristo.
A Bíblia diz que a Palavra de Deus dá vida, ilumina, liberta e santifica. A Palavra de Deus é tão essencial para nossas vidas quanto a comida! (Mt 4.4) Por isso, é importante entender o que é a Palavra de Deus e procurar conhecê-la melhor.
A Bíblia
A Bíblia é a Palavra de Deus porque foi escrita por inspiração de Deus.
As pessoas que escreveram os livros da Bíblia estavam debaixo da influência do Espírito Santo, que guiou suas palavras (2 Pe 1.20-21).
Sendo a Palavra de Deus, a Bíblia é muito importante, porque nos ensina tudo que é importante para a vida cristã (2 Tm 3.16-17). Na Bíblia aprendemos como Deus interage conosco e tem agido ao longo da História para nos salvar do pecado. Também ensina como viver da melhor maneira, agradando a Deus.
Em várias partes da Bíblia, o próprio Deus fala diretamente as pessoas! Deus não apenas inspirou os autores da Bíblia. Muitas passagens são citações das palavras que Deus disse.
Jesus Cristo
A Bíblia apresenta Jesus como a Palavra de Deus (Jo 1.1). A Palavra de Deus é viva e tem poder para nos transformar. Foi isso que Jesus veio para fazer: transformar nossas vidas.
Quando Deus fala, Ele se revela a nós. Jesus foi a maior revelação de Deus, porque ele era Deus se apresentando em forma humana. As palavras de Jesus eram as palavras de Deus e tudo que ele fazia era pelo poder de Deus (Jo 14.9-11).
Em Jesus, a Palavra de Deus se tornou uma coisa tangível, visível. Jesus nos salva, liberta e dá a vida eterna. Quando encontramos Jesus, encontramos Deus.
III – UM TIPO DE CRISTO
A mesa da proposição era chamada de mesa da Presença. Deus mostra sempre o seu brilho no seu povo. Os 12 pães assados mostravam que Deus era um com o Seu povo, e que os sacerdotes se uniam para comer os pães, e se tornarem um. Jesus se referiu a Ele mesmo como o Pão da Vida e disse que se nós comermos este pão, nós sempre viveremos. A natureza do pão é prover alimento físico, e quando você come o pão e o digere, ele se torna parte de você.

Da mesma forma, a Palavra de Deus provê alimento espiritual, e se torna parte de nossa natureza. Da mesma forma que a mesa sempre fala de companheirismo e comunhão, assim a mesa da proposição aponta para Jesus que fez uma aliança constituída de superiores promessas, e nos dando Sua carne como alimento e o Seu sangue como bebida, para que nós sejamos um com Ele na pessoa no Espírito Santo.
·Jo 6:35 "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede."
·Jo 6:51-58 "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre."
·Jo 6:63 "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida."
Só a obra de Cristo como grande sumo sacerdote em nome do seu povo foi uma obra concluída. O Seu sacrifício foi completo e definitivo. Nenhum sacerdote poderia se assentar, mas depois do grande brado, "está consumado", Jesus Cristo deixou o altar de Calvário e se sentou à destra do Todo Poderoso.

CONCLUSÃO

O nosso Deus nos concedeu o direito de participar das maravilhar que no Antigo Testamento era restrito apenas aos sumo sacerdotes. Cristo, nosso único e perfeito caminho, nos faz entrar no Santo dos Santos pela fé em seu sacrifício perfeito pois Ele é nosso Sumo Sacerdote Eterno em quem somos justificados.

Por: Mickel Souza Porto