19 de novembro de 2014

OS IMPÉRIOS MUNDIAIS E O REINO DO MESSIAS



OS IMPÉRIOS MUNDIAIS E O REINO DO MESSIAS

TEXTO ÁUREO = “E o reino, e o domínio, e a majestade dos remos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão”(Dn 7.2 7).

VERDADE PRÁTICA = Enquanto os impérios humanos caem, o Reino de Deus se expande através de Jesus Cristo.

LETURA BIBLICA = Daniel 7: 3-8, 13,14

INTRODUÇÃO

Daniel 7 conclui a seção aramaica do livro (veja comentários em 1.1-2) e encerra as mensagens relacionadas aos poderes pagãos mundiais. Em certo sentido, esse capítulo serve de ponte entre a seção gentia e a seção judaica seguinte. A primeira seção, expressa na língua das terras onde Israel e Judá estavam exilados, levou a palavra de Deus aos imperadores e impérios dos gentios. A segunda, na língua da promessa ao povo da promessa, levou a palavra infalível de Deus ao remanescente de Israel. A perspectiva da primeira é a ordem mundial gentia. A perspectiva da segunda seção apresenta o Reino de Deus em primeiro plano, ainda que em conflito com as forças do mundo. Assim, esse sétimo capítulo faz convergir as duas perspectivas, a terrena e a celestial. Junto com o capítulo 2, ele tem sido definido como o coração da mensagem de Daniel.

A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS

O Sonho De Daniel Com As Quatro Bestas E Sua Interpretação, 7:1-14

7: 1 - Enquanto no capítulo 2 o sonho era de Nabucodonosor, registramos aqui o sonho de Daniel. Em muitos aspectos, estes sonhos são paralelos; de fato, o sonho de Daniel parece dar ampliação e entendimento tanto a Daniel 2 como a Apocalipse 13. Estes capítulos fornecem uma chave para o entendimento do livro de Apocalipse.

7:2-3 - Quatro grandes animais vieram do mar, cada uma diferente da outra. Estas quatro bestas são identifica das como quatro reinos (7:17, 23). O "mar" parece representar a massa humana da sociedade (Isaías 17:12; Apocalipse 17:15). Os "ventos" são forças usadas por Deus para comandar e até mesmo para destruir (Jeremias 49:36; 51: 1).


Os animais e a imagem de Nabucodonosor (7.1-3). No primeiro ano de Belsazar (1) seria quatorze anos antes da queda do reino Babilônico. O sonho de Daniel sobre a ordem das coisas futuras lançou a vista do tempo em que o profeta se encontrava, mais de cinco séculos antes do nascimento de Cristo, até a nossa era e até o fim dos tempos. Da sua perspectiva, rodeado por uma escuridão silenciosa da noite (2), emergiu uma figura violenta e furiosa - tempestuosos ventos do céu, animais rugindo (3) subindo das águas, espalhando-se pela terra, um após o outro.

Os ventos do céu agitando o mar é uma figura ilustrativa das duas dimensões da realidade na história. Há a existência terrena de pessoas e nações representada pelo mar agitado e a terra sólida. Há a ordem celestial, sobrenatural. Os dois domínios estão envolvidos no curso dos afazeres humanos, e entre eles e dentro deles há um conflito dinâmico de forças.

Há um paralelo impressionante entre a visão de Daniel descrita aqui e a visão de Nabucodonosor da grande imagem. Na verdade, elas claramente retratam as mesmas realidades históricas, embora de pontos de vista diferentes. O capítulo 2 retrata a história como Deus permitiu que um monarca pagão a vislumbrasse. A imagem continha elementos da própria situação de Nabucodonosor. Na visão de Daniel compartilhamos da concepção de um homem de Deus que consegue captar um vislumbre da perspectiva de Deus. Nabucodonosor viu a ordem mundial elevando-se em uma magnificência esplendorosa, um colosso dourado cintilante, mas Daniel viu a mesma substância em forma de animais temerosos e vorazes.

Stevens percebe a relevância do símbolo da bestialidade sendo aplicado aos tiranos da história. "Devemos nos curvar em respeito diante dessa manifestação avaliadora divina sobre o caráter do governo imperial do mundo. Quais são os atributos dos animais? Guardar o que é seu a qualquer custo; brigar por aquilo que não têm, mas que querem ter; voar e procurar a violência, sedentos de sangue a qualquer provocação [.,,] inclinados a sentir o máximo de satisfação no sangue, na agonia, na perda e na morte dos objetos da sua fúria [...] Deus anteviu esse espírito predominante nos impérios mundiais até o fim. Na verdade, esse é o verdadeiro espírito do império mundial. E o militarismo é o seu instrumento indispensável".15 Verdadeiramente, "o SENHOR não vê como vê o homem" (1 Sm 16.7).

7:4 - A primeira besta era como um leão com asas de águia, mas lhe foi dado uma mente de homem. Esta representaria a Babilônia (veja Daniel 2:37-38).

O leão com asas (7.4). A identificação dos três primeiros animais parece claramente um paralelo com a interpretação de Daniel da imagem do capítulo 2. O leão com asas de águias [...] foi levantado [...] e posto em pé como um homem e recebeu um coração de homem.
Essa imagem provavelmente representa Nabucodonosor como a grande personificação do império babilônico. Sua degradação é sugerida pelo despojar das asas, e sua restauração pelo presente de um coração e a postura ereta de um homem. O rei dos animais é representado pela força e ferocidade, e o rei das aves, pela graça, agilidade e voracidade; combinados retratam o poder e a grandeza régia desse rei e de seu reino.

7:5 - O segundo animal era como um urso levantando-se sobre um de seus lados, com três costelas entre os dentes. Como este corresponde ao sonho de Nabucodonosor, representa o império medo-persa (Daniel 2:39; também 8:3, 20).

O urso desajeitado (7.5). O segundo animal, semelhante a um urso, "tendo sua pata levantada, pronto para atacar" (Berkeley), era o segundo animal mais feroz. As três costelas em sua boca e a ordem: Levanta-te, devora muita carne, descrevem seu instinto predatório. Os reinos da Babilônia, Lídia e Egito podem representar as costelas entre os dentes do urso. Pusey descreve de maneira vívida a impassibilidade desajeitada do império persa-imponente e pesado na sua estratégia militar, devastador de vidas e recursos humanos. A campanha militar de Xerxes contra a Grécia, que experimentou sua derrota inicial na batalha de Maratona, mais se assemelhava à migração de imensos bandos do que à ação de um exército. Estima-se em mais de dois milhões e meio de soldados em ação.

7:6 - A terceira besta era como um leopardo, mas com quatro asas e quatro cabeças. Esta corresponderia ao império macedônio ou grego (Daniel 2:39; também 8:8, 21).

O leopardo com suas asas velozes (7.6). O leopardo com quatro asas de ave é um símbolo apropriado do grego Alexandre, cuja velocidade impressionante e poder admirável rapidamente colocaram a Pérsia e o mundo aos seus pés. A divisão em quatro partes do seu reino logo após a sua morte é sugerida pelas quatro cabeças.

Poder, saque e terror (7). O caráter distinto do quarto animal é o terror que provoca no observador; ele era terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro. "Ele devorava e dilacerava suas vítimas em pedaços e pisoteava o que sobrava com seus pés" (Berkeley). Sua diferença marcante em relação aos outros animais antes dele era especificamente notada.

Dez chifres (7). Da sua cabeça cresciam dez pontas ("chifres", ARA). Símbolos de poder militar, esses chifres representam dez reis ou reinos (cf. v. 24). Saindo da mesma cabeça eles apresentavam uma unidade na diversidade, como partes de um mesmo animal. Eles também pertenciam ao mesmo período histórico em contraste com as sucessivas aparições dos animais.


O temeroso chifre pequeno (8). Saindo da mesma cabeça e desalojando três das pontas primeiras subiu outra ponta pequena. Mais devastador do que qualquer um dos seus predecessores, esse chifre torna-se o assunto principal do restante do capítulo. Um ser humano, dotado de inteligência e sagacidade extraordinárias, com um imenso orgulho, é sugerido pelos olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente.

7:7-8 - A quarta besta não é descrita, exceto que tinha dentes de ferro e dez chifres, do meio dos quais saiu um chifre menor que arrancou três dos primeiros chifres (veja 7:23-24). Esta quarta besta se identifica com o império romano (Daniel 2: 40-45), que estava no poder quando o reino de Deus foi estabelecido. Contudo, este reino guerreia com os santos (7:19-21). Esta besta também é descrita em Apocalipse 13.

O monstro indescritível (7.7-8). O quarto animal torna-se o tópico especial da interpretação do anjo nos versículos 15-28. Essa criatura espantosa mas indefinível lembra fortemente o caráter heterogêneo da parte inferior da imagem de Nabucodonosor com as pernas de ferro e os pés e dedos formados de uma mistura de ferro e barro (2.40-43).

O CLÍMAX DA VISÃO PROFÉTICA

7:9 - O "Ancião de Dias" é Deus Pai que é de "eternidade a eternidade" (Salmo 90: 1-2). Ele é retratado aqui como representando a pureza e o poder.

7: 1O - Milhares de milhares e milhões de milhões estavam diante dele (veja Apocalipse 5: 11-14). O Pai é retratado sobre o trono para julgar (veja Apocalipse 20:11-15), mas realmente o julgamento final será por seu Filho (Atos 17:31; 2 Coríntios 5: 1 O).

Os tronos de julgamento (7.9-10). Quando a fúria do quarto animal alcançou seu clímax, Daniel viu tronos sendo estabelecidos, e o ancião de dias toma seu assento de julgamento. Coberto por uma luz inefável, cercado por milhares de milhares que o serviam, o Juiz iniciou o juízo [...] e abriram-se os livros. Esse quadro é claramente refletido em Apocalipse 20.4.

7: 11-12 - Deus domina e julga os reinos do mundo (DanieI4:17-25). Daniel observa as palavras do chifre menor e que a quarta besta é morta. O resto das bestas teve seu domínio tomado, mas suas vidas foram prolongadas durante um tempo.

O julgamento do animal e dos animais. O quarto animal encontra seu fim no julgamento de Deus. O animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo. Com ele foi o pequeno chifre (ponta). Os outros animais receberam uma prolongação de vida, todavia, foi-lhes removida sua autoridade e foram colocados debaixo do domínio divino.

7: 13-14 - Um como o Filho do Homem veio com as nuvens do céu. Do ponto de vista do céu ele "veio", mas do ponto de vista da terra ele "foi levado" (Atos 1:9). Foi-lhe então dado domínio, glória e um reino. Isto identifica claramente o tempo quando Cristo foi coroado como Rei dos reis. Na sua ascensão, ele recebeu a "promessa" (Atos 2:30-36; Efésios 1 :20-23). Este governo de Cristo continuará eternamente (Daniel 2:44; Hebreus 12:28).

Um novo rei e um novo reino. A seguir vem uma bela visão de um como o filho do homem (13), que vem nas nuvens do céu e recebe um domínio eterno (14). Todos os povos, nações e línguas tornam-se sujeitos a Ele. A escolha do título "Filho do homem" por Jesus inevitavelmente identifica o novo Rei. E a proclamação de Jesus acerca do Reino identifica o novo domínio. A relação dessa visão com a visão de 2.44 é evidente. Ali a pedra que foi cortada da montanha substitui os reinos (cr. Mt 24.30 e Ap 1. 7).

A interpretação do sonho, 7: 15-28.

7:15-17 - Daniel afligiu-se no espírito e pediu uma interpretação. Foi-lhe dito que estes quatro animais eram quatro reis.




7:18 - Mas os santos receberão o reino e o possuirão para todo o sempre ( 7:22,27).

A explicação dos animais (7.15-18). Não é de admirar que Daniel estava perplexo e abatido (15) com a visão que acabara de ter. Devido a sua sabedoria em relação aos caminhos de Deus, ele tinha percepção suficiente para compreender algo do significado do panorama que havia se estendido diante dele. Mas a amplitude disso e as implicações sombrias para as pessoas da terra e para o seu próprio povo eram mais do que Daniel podia absorver calmamente.

Deus é bom em prover ajuda aos seus filhos quando mais precisam dela. O anjo de Deus estava lá para socorrer Daniel, para que ele compreendesse melhor o que estava acontecendo. Os quatro animais, ele explicou, eram quatro reis (17) ou reinos. Mas a conseqüência final da história é o quinto reino, o governo dos santos do Altíssimo (18).

7: 19-22 - Mais explicação é dada com respeito à batalha travada pela quarta besta contra o reino de Deus (veja Apocalipse 13:6-7). Nos dias do império romano, a igreja foi colocada sob a prova mais severa de toda a história. A perseguição foi causada não somente pela falsa religião, mas era apoiada pelo poder político de um império mundial! Se a igreja pudesse ter sido esmagada teria sido naquele tempo! Mas quando o império romano caiu, desde então não houve mais, nem haverá, outro império mundial dominado por homens. O reino de Cristo é mundial por natureza (Marcos 16: 15-16), e permanecerá para sempre.

7:23-24 - É incerto se os dez reis são para serem tomados literalmente ou no estilo apocalíptico como significando simplesmente "o número completo ou pleno." Nem pode ser arbitrariamente determinado quem o chifre menor é nem quem são os três que foram destruídos. Houve períodos quando Roma esteve em paz com a igreja, mas houve mais do que um rei que forçou a adoração ao imperador e perseguiu aqueles que se recusavam a curvar-se a eles. Talvez este chifre menor signifique a disparidade entre os dominadores.

7:25 - Sua blasfêmia contra o Altíssimo é forte. De fato, é lhe dado poder contra os santos por "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". Isto corresponde a Apocalipse 12:14 como o período em que a mulher foi alimentada pelo Senhor, quando ela teve que fugir para o deserto. Representa um período de 3V2 anos, um tempo quebrado, mas curto (tempo = 1 ano, tempos = 2 anos, 1/2 tempo = V2 ano). É também igual a 1260 dias (Apocalipse 11:3; 12:6) e 42 meses (Apocalipse 11 :2; 13:5), e tudo isto descreve este mesmo período de severa perseguição.

"TEMPO, TEMPOS, E 1/2 TEMPO" - DANIEL 7:25; 12:7; APOCALIPSE 12:14                             “1 ano + 2 anos + 1/2 ano = 3 1/2 anos
"1260 dias" - Apocalipse 11:3; 12:6.
"42 meses" - Apocalipse 11:2; 13:5.

Este é o período de tempo quando a mulher foge para o deserto e o povo de Deus está sob a extrema prova de sua fé. Será o reino capaz de permanecer? Depois deste período, a resposta é clara: "os santos possuíram o reino"!

O quarto animal (7.19-26). Esse animal era a preocupação maior de Daniel, como tem sido no caso dos estudantes do livro de Daniel. Assim, o anjo concentrou-se nesse aspecto e deu-lhe uma atenção maior.

Esse animal com grandes dentes [ ... ] de ferro e garras de metal ("bronze", ARA) era indescritivelmente horrível. Ele era mais devasso na sua capacidade de destruir e sua crueldade do que qualquer um dos seus predecessores. Embora no início tivesse dez pontas (chifres), um pequeno chifre surgiu para desalojar três outros e distinguir-se no seu vigor e crescimento. Em ferocidade e ostentação esse chifre era mais firme do que o das suas companheiras. No [mal, esse chifre atacou o próprio Deus, o Altíssimo, e fazia guerra contra os santos e os vencia (21).

Esse quarto animal, explica o anjo, será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços (23).

Que império é esse? Que reino na história pode ser identificado com o quadro pavoroso desse quarto animal? Seguindo a interpretação adotada no capítulo 2, esse seria o Império Romano, embora a maioria dos intérpretes modernos discorde desse ponto de vista. O parecer popular é que o animal em forma de dragão representa os gregos: cujos dez chifres representam os dez governantes que sucederam Alexandre. O pequeno chifre seria Antíoco Epifânio.

Roma identificada. Young, apoiando a posição de que esse quarto animal representava o Império Romano, diz: "É provavelmente correto concordar com a visão tradicional de que esse quarto império é Roma. Isso já era expresso na época de Josefo, e te sido amplamente aceito. Podemos citar Crisóstomo, Jerônimo, Agostinho, Lutero, Calvin como alguns dos comentaristas que concordam com essa posição, ou que são, pelo meno: partidários da mesma.

Em tempos posteriores, estudiosos como E. W. Hengstenberg, H Ch. Havernick, Carl Paul Caspari, Karl Friedrich Keil, Edward Pusey e Robert DiccWilson [apoiaram essa teoria]".
Young apresenta duas razões de a teoria romana ter obtido a supremacia no Novo Testamento e ter sido aceita pelos intérpretes desde então.

a) "Nosso Senhor identificou-se como o Filho do Homem, a figura celestial de Daniel 7, e conectou a 'abominação da desolação' com a futura destruição do Templo (Mt 24)".

b) "Paulo usou a linguagem de Daniel para descrever o Anticristo; e o livro de Apocalipse empregou o simbolismo de Daniel 7 para referir-se aos poderes que existiam naquela época e aos poderes futuros. "A razão de a teoria do Império Romano tornar-se tão predominante na igreja primitiva é porque ela é encontrada no Novo Testamento, não porque os homens pensavam que tinham achado uma saída simples para a dificuldade".

3) O que significa a "ponta pequena" ("pequeno chifre", vv. 8, 11,20-22, 24-26)? Intérpretes conservadores concordam quase de maneira universal em que o pequeno chifre de Daniel 7 é o Anticristo, que deverá vir no final dos tempos. Jerônimo insistia nesta te ria, contrariando Porfírio.22 Poucos que aceitam a inspiração sobrenatural de Daniel têm questionado a argumentação de Jerônimo. No entanto, inúmeros estudiosos insistem em que o pequeno chifre nesse capítulo não deve ser identificado com o pequeno chifre (ponta pequena) do capítulo 8. Quanto ao pequeno chifre - a audácia profana -, o egoísmo crescente desse ser humano que surge do solo político da história humana o distingue como a culminação da iniqüidade e impiedade. Sua caracterização como tendo olhos de homem (8) sugere que ele é um homem de caráter extraordinário, possuindo inteligência, sagacidade e uma percepção muito além da dos seus contemporâneos. Ele vencerá mundo pela racionalidade e lógica tanto quanto pela força armada. A expressão boca que falava grandiosamente (8) indica habilidade na eloqüência, persuasão, um poder de comunicação que serve como arma de guerra contra Deus e o homem.

Esse é o "homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte' que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus" (2 Ts 2.3-4). Esse é o "mistério da injustiça" (2 Ts 2.7 "o iníquo" (2 Ts 2.8).: É impossível que esse perverso seja identificado com Antíoco Epifânio Esse tirano estava morto havia cerca de duzentos anos na época de Paulo. Ele pode simbolizar "o iníquo", mas Paulo colocou o Anticristo no fim dos tempos, na culminação do conflito entre Deus e o Anti-Deus.

 A frase: E proferirá palavras contra o Altíssimo (25) é regida pela preposição contra. A palavra aramaica letsadh significa "ao lado de, contra". "Ela denota que ele usará uma linguagem na qual colocará Deus de lado, e dará atenção a outro.
Ele se colocará na posição de Deus, fazendo-se semelhante a Deus, e destruirá os santos de Deus.

c) Os reinos dos homens e o Reino de Deus (7.13-14,18,22,27-28)

7:26-28 - Mas o julgamento é dado contra o chifre menor e seu reino chega ao fim (Apocalipse 19: 19-21). Os santos foram vitoriosos ao enfrentarem o mal. A causa pela qual muitos tinham morrido foi vingada. E, como o reino permaneceu, assim também aqueles que tinham morrido sempre "reinarão". O período descrito em Apocalipse 20 como "os mil anos" parece ser o período descrito em Daniel 7:18,22,27 como o tempo em que "os santos possuíram o reino". O reino de Deus agüentou a prova feita pelo império romano.
Ele continuará a permanecer durante um período de tempo pleno, completo (l0 x 10 x 10· = 1.000). Nem Satanás nem qualquer outra força pode levá-la ao fim, mas somente na plenitude do tempo Deus concluirá os eventos deste mundo (2 Pedro 3:9-13).


1) Teorias divergentes. O que é esse reino (18) que o Altíssimo deverá entregar ao filho do homem (13) e, por meio dele, aos santos do Altíssimo (22)? Onde esse reino está localizado? Quem são seus cidadãos? Quando virá? Inúmeras teorias têm proliferado em torno desse tema importante. Talvez não haja nenhum aspecto da revelação mais importante, além da própria redenção, do que o Reino de Deus. Tampouco há assunto mais essencial para a compreensão de todas as implicações da redenção e do significado do evangelho no seu cenário universal.

a) Israel é o "ungido" de Deus e provê o cerne do Reino. Essa é a visão liberal e está intimamente ligada à teoria de que o quarto reino é a Grécia e que o pequeno chifre é Antíoco Epifânio. Não há o reconhecimento de um Messias pessoal e sobre-humano. Alguns chegam a afirmar que Onias, o sumo sacerdote que resistiu a Antíoco e foi morto por ele, poderia ser "o ungido". Argumenta-se que o autor de Daniel não poderia ter nenhum tipo de conhecimento acerca de

b) Uma visão espiritualizada. Essa visão é creditada primeiro a Orígenes e tem sido seguida por muitos intérpretes ao longo dos séculos. Desse ponto de vista, não precisa haver um tempo de um julgamento final e crucial. Cristo é o Juiz agora e tem sido desde o seu primeiro aparecimento. O Reino já está aqui e onde quer que o domínio de Deus estenda sua influência sobre os corações dos homens. A maioria dos escritores católicos, seguindo Agostinho, defende esse ponto de vista, com algumas ressalvas, identificando o Reino com a Igreja. A Cidade de Deus, de Agostinho, é um exemplo clássico dessa apresentação. A neo-ortodoxia, na sua escatologia, tende à interpretação espiritualizada do encontro contínuo dos homens e nações com o justo Juiz e seu julgamento.

c) Israel na Palestina. Essa teoria é defendida pela maioria dos intérpretes dispensacionalistas e fundanientalistas da profecia. Gabelin, Ironside, Blackstone, Larkin e muitos outros têm habilmente fomentado essa "visão de intervalo". Ela é denominada dessa forma por causa do longo intervalo ou hiato requerido pela teoria entre a Primeira e a Segunda Vindas. A era da Igreja ou da dispensação é vista como um "espaço de tempo" na profecia, um tempo de espera até que Deus possa cumprir seus propósitos e trazer Israel de volta do banimento para a Terra da Promessa, a Palestina. A aliança do Antigo Testamento é feita com o Israel literal e somente pode ser cumprida por ele.

O Reino é visto como um reino político do qual Cristo é o rei e Israel o governo. O local é a terra, na verdade, um pequeno ponto na terra, a Palestina. O tempo dessa era dourada é um período de mil anos no fim dos tempos, o milênio.

d) O Reino em continuidade até a consumação. Essa teoria associa duas das teorias precedentes, formando uma síntese maior. Ela afirma que o Reino de Deus é o mesmo governo de Deus que Jesus instituiu em seu ministério, morte e ressurreição. Foi isso que Ele proclamou quando disse: "O Reino de Deus chegou". Era isso que Ele queria que seus discípulos orassem: ''Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu" (Mt 6.10) .
Mas o Reino de Deus é mais do que isso. Jesus proclamou o crescimento e progresso do Reino em parábolas como a do semeador. Ele também deixou claro em parábolas de julgamento que deveria haver uma culminação do Reino no fim dos tempos. Essa culminação ocorreria na tribulação e no julgamento, porém, mais importante que isso, ela resultaria na vitória total de Deus e seu povo em um reino de justiça e paz na terra.

Jesus não disse nada sobre o milênio. O mesmo ocorreu com Daniel. O Reino deve ser um Reino eterno, e seu governo deve cobrir todas as nações. Young ressalta que no segundo (como também no sétimo) capítulo de Daniel "o reino messiânico é representado como sendo de duração eterna. Por essa razão, não podemos identificá-lo com um milênio de somente mil anos de duração".

A apresentação das Escrituras de que o Reino deve ser eterno é um argumento forte contra a hipótese de que deva durar somente mil anos.

Além disso, o Reino de Deus é mais do que um regime político limitado a uma pequena raça, oprimida como tem sido, exercendo um controlo autocrático sobre todos os outros povos. O Reino de Deus vindouro não se oporá aos princípios da graça que Jesus estabeleceu. O caráter essencial da salvação, do relacionamento pessoal em um viver santo, não será deixado de lado no tempo da consumação. Em vez disso, esse será um tempo em que a mensagem do anjo anunciando o nascimento do Messias se cumprirá "paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2.14, NVI).

Então, Aquele que Isaías chamou de “Príncipe da Paz” (Is 9.6), reinará com justiça e "a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar" (Is 11.9; Hc 2.14).

2) O Reino e os reinos. Um dos problemas mais controversos desse capítulo é a relação do Reino de Deus e sua consumação com os reinos dos homens no fim dos tempos. A teoria do "intervalo" requer a hipótese de um Império Romano "restaurado", encabeçado por dez reis e finalmente pelo próprio Anticristo, que desaloja três reis. O procedimento desse perverso (iníquo) será especificamente com um Israel reconstituído que o considerará o Messias e se comprometerá com ele por meio de uma aliança. O rei quebra essa aliança irresponsavelmente e volta sua fúria contra Israel. Esses são os santos com quem essa pequena ponta (chifre) fazia guerra [00.] e os vencia (21); na verdade, ele destruirá os santos do Altíssimo (25); e os aniquilaria se não houvesse uma intervenção divina.

Tanto Keil quanto Young discordam dessa interpretação. Ao interpretar o segundo capítulo e esse, Young ressalta que o Deus dos céus estabelece seu Reino, não depois, mas "nos dias desses reis". 

Na verdade, o capítulo 2 requer, e o capítulo 7 permite que esses reinos, de alguma forma, resistam até a consumação final. A imagem do capítulo 2 permanece intacta até que no último estágio é golpeada nos pés. Em 7.12 lemos: E, quanto aos outros animais, foi·lhes tirado o domínio; todavia, foi·lhes dada prolongação de vida até certo espaço de tempo. E, em Apocalipse 11.15 lemos: "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo". Lemos mais adiante: "e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra" (a Nova Jerusalém, Ap 21.24). Poderia parecer que a existência humana na terra não cessa no tempo da consumação, nem desaparecem as estruturas sociais da lei e da ordem. Poderíamos concluir que na vinda do verdadeiro Rei à Terra o que é bom no viver humano seria, antes, realçado, em vez de desalojado ou destruído.

Mas, precisamos ir adiante. O reino messiânico não apenas tem um início; ele também chega a uma consumação! Não podemos deixar de reconhecer a importância da unidade essencial dos reinos sucessivos nos símbolos de Daniel.

Há um elo cultural essencial ao longo de todas as eras subseqüentes. Só o fato do destronamento de um imperador não significa que seu povo tenha desaparecido da face da Terra. Eles também não esqueceram as coisas boas e úteis que aprenderam dos seus pais. A pompa e a grandeza da Babilônia foram absorvidas pelo gigantismo da Pérsia, e a civilização sensual e materialista da Pérsia se fundiu com a Grécia. Igualmente notamos que o esplendor da literatura, da arte e da filosofia grega torna os romanos mais gregos do que os próprios gregos. E até o dia de hoje a firmeza das leis romanas e suas estruturas políticas fazem parte da base da civilização ocidental.

Em relação aos dez reis, descritos como dez chifres (partes) do quarto animal, Keil e Young mostram que o número dez não deve ser entendido matematicamente, mas simbolicamente. O número dez significa perfeição e suficiência.

Uma importante informação acerca desse discurso é provida pela figura do animal no fim dos tempos descrito no Apocalipse. "E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio" (Ap 13.1-2).

Obviamente, esse animal é uma combinação dos quatro animais de Daniel 7. Todos os elementos de poder, cultura e perversidade estão combinados em um. Parece claro que a manifestação política no fim dos tempos surgirá diretamente das civilizações mundiais e se tornará uma manifestação extremamente perversa.


Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade (18). O fim da história não deverá ocorrer em decorrência de uma explosão atômica ou da destruição do que é bom. O alvo do projeto de Deus é o reino de Deus e a consumação e preservação de tudo o que é bom e belo e verdadeiro e santo.



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA
www.estudosdabiblia.net
Comentário Bíblico Beacon



12 de novembro de 2014

INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE



INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE

TEXTO ÁUREO = “Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito cio reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Dn 6.4).

VERDADE PRÁTICA = A integridade deve ser a nossa marca, compreendendo igualmente coração, mente e vontade.

LEITURA BIBLICA =  Daniel 6.3-5,10,11,15,16,20

INTRODUÇÃO

O versículo final do capítulo 5 e o primeiro versículo do capítulo 6 nos introduzem ao novo governo. Embora Ciro fosse o conquistador, Dario, o medo, é apresentado como o monarca no poder na Babilônia. Parece que a política de Ciro era deixar a administração do governo nas mãos de outros, enquanto seguia em frente com novas conquistas. Durante muitos anos um dos problemas cruciais do livro de Daniel tem sido a identidade de Daria, o medo, o filho de Assuero (5.31; 9.1). A história secular não fornece nenhum tipo de ajuda para solucionar esse problema. O mesmo se podia dizer de Belsazar, até que as inscrições cuneiformes começaram a revelar seus segredos.

DANIEL UM HOMEM INTEGRO EM UM MEIO POLITICO CORRUPTO

6: 1-2 - Dario (Gubaru, veja DanieI5:31) estabeleceu a administração do seu reino, nomeando 120 sátrapas (governadores). Sobre esses sátrapas ele nomeou três presidentes ou comissários.

6:3 - Um excelente espírito estava em Daniel, e Dario procurou fazer dele governador de toda a área. Que elogio! Não admira que Dario o colocasse na primeira posição no reino. Daniel deveria agora estar nos seus oitenta anos, mas não cessou de ser um dirigente, em atitude e em trabalho.

6:4-5 - Ciúme e inveja levaram os outros presidentes e príncipes a procurarem pretexto para apontarem falta em Daniel. Eles queriam que Daniel fosse removido não somente porque eles podiam ter desejado sua posição, mas talvez porque ele complicasse a vida deles, por sua defesa da retidão. (p. ex., se você gostasse de tomar um pouco de bebida, poderia seu amigo do peito ser um que não gostasse? d. João 3:20.) Outro elogio é feito a Daniel pelo fato que eles sabiam que o único meio para fazerem alguma acusação contra ele seria relacionado com seu serviço a Deus.

Avanço Político de Daniel (6.1-3) = Na reorganização do governo, Dario seguiu a política liberal de Ciro e logo dividiu a responsabilidade da administração. A nomeação de 120 presidentes (1), sobre os quais foram colocados três príncipes (2), pode ter sido um arranjo temporário para assegurar a coleta regular dos impostos e manter um sistema de arrecadação e contabilidade. A breve explicação do versículo 2 parece indicar isso: aos quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não sofresse dano.

Dos três presidentes, Daniel se distinguiu. E Dario encontrou nele um espírito excelente (3) e planejava estender sua autoridade sobre todo o reino.  Daniel devia ter em torno de 85 anos ou talvez se aproximasse dos 90 anos. Ele tinha passado por diversas crises políticas. Agora, a sua reputação de homem íntegro e honesto chegara ao conhecimento dos novos governantes. Talvez informantes tenham aconselhado os novos governantes acerca da posição de Daniel na noite fatal da queda de Belsazar. Quaisquer que fossem as circunstâncias, o homem de Deus estava pronto para servir onde fosse necessário.

6:6-9 - Eles decidiram ir ao rei e usá-lo como armadilha para Daniel. Eles bajulam Dario, e então seduzem o seu ego engrandecido sugerindo que emita um decreto real proibindo a adoração de quem quer que seja, além do próprio rei, durante um período de trinta dias. A desobediência a este decreto seria o lançamento do culpado na cova dos leões. O rei Dario assinou um decreto fazendo que isso fosse um estatuto que não poderia ser cancelado ou mudado, nem mesmo pelo próprio rei.

A Trama dos Presidentes (6.4-9) = Um homem de fidelidade e honestidade é desconcertante para maquinadores desonestos. Ver Daniel prestes a receber uma promoção que o colocaria acima deles era mais do que os príncipes e os presidentes podiam tolerar. Eles precisavam destruir Daniel a qualquer custo. O fracasso em encontrar falhas na administração de Daniel os fez buscar uma maneira de atacá-Lo no seu ponto mais forte - sua religião e a lei do seu Deus (5).
O rei foi ingênuo no que tange à sugestão dos inimigos de Daniel. Era bastante comum para os governantes dos medos e persas colocar-se no lugar de um dos seus deuses e requerer a adoração do povo. Dario sentiu-se lisonjeado em ser o centro da devoção religiosa por um mês, assim, assinou esta escritura e edito (9).

DANIEL UM HOMEM INTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS

Daniel deu graças diante de seu Deus "como costumava fazer", 6: 1 0-15.

6: 10 - A lealdade de Daniel a Deus vinha em primeiro lugar. A trama que tinha sido lançada desafiava sua lealdade ao rei. Contudo, Daniel não mudou sua prática usual. Ele era leal ao rei, mas Deus seria sempre o primeiro.
Ele era um homem de oração. Sua vida exterior era sem falta porque sua vida interior era totalmente devota e pura. Três vezes por dia, ele se ajoelhava e orava.

6: 11-13 - Os inimigos de Daniel observaram-no infringindo o decreto do rei e correram para contar. Primeiro, eles lembraram o rei do estatuto que assinou, depois acusaram Daniel de violar sua ordem três vezes por dia.

6: 14-15 - O rei ficou descontente consigo mesmo e procurou achar um modo de livrar Daniel, mas o decreto real não podia ser alterado.

A Devoção Corajosa de Daniel  = A resposta de Daniel foi inequívoca. Alterar seus hábitos de devoção ou tornar secreta a sua relação com o seu Deus seria uma negação básica. Ele se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer (10). Essa era uma lei que não tinha o direito de estar nos livros dos estatutos. Tornar uma questão de profunda consciência uma ilegalidade é uma grande traição contra o Deus dos céus.

A questão da autoridade do estado e do direito da consciência individual tem se tornado crucial muitas vezes em nosso século iluminista. E, semelhantemente a Daniel, homens têm sido traídos por causa de uma posição de consciência. Os presidentes conspiradores relataram a Dario: "Daniel, um dos exilados de Judá, não te dá ouvidos, Ó rei, nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando três vezes por dia" (13; NVI).

O rei ficou triste quando percebeu as implicações da sua ação. Ele propôs dentro do seu coração livrá-Io (14) da armadilha legal na qual ambos haviam sido apanhados por intermédio dessa trama abominável. Os maquina dores pressionaram o rei de maneira cruel e desavergonhada (15). Eles pressionaram o rei a fazer o que sentia repugnância em fazer, ou seja, lançar Daniel na cova dos leões (16).

DANIEL NA COVA DOS LEÕES

Daniel é salvo das bocas dos leões, 6: 16-24.

6: 16-19 - O rei expressou esperança de que o Deus de Daniel o livrasse. Ainda que ele dissesse isto, passou uma noite sem dormir. De manhã bem cedo foi até a cova dos leões perguntar sobre Daniel. Alguns dos que declaram fé em Deus parecem ser mais ou menos como Dario: seus atos não correspondem a suas palavras (Hebreus 13:5-6).


6:20-23 - Quando o rei gritou por Daniel, para ver se Deus o tinha salvo, Daniel respondeu com simpatia ao rei. Daniel sabia que o rei não era seu inimigo, e assegurou-lhe que Deus tinha enviado um anjo para fechar as bocas dos leões, porque era inocente de qualquer má ação. "Nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus."

A cova foi selada com o anel do rei (17), de tal modo que não havia chance de escapar. O rei retomou ao palácio, mas não para comer ou dormir. Dario passou a noite em jejum (18) e, sem dúvida, em oração a todos os deuses que conhecia. Ao amanhecer, o rei se apressou em ir à cova dos leões. A NVI traduz o versículo 20 da seguinte maneira: "Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz que revelava aflição: 'Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões?'' (20).

6: 24 - Aqueles que tramaram contra Daniel foram, então, lançados na cova dos leões.  A resposta de Daniel do fundo da cova foi o som mais maravilhoso que o rei desejava ouvir. Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões.

A alegria do rei revela a estima que ele tinha por Daniel. E seu sentido de justiça é percebido em seu esforço para corrigir o erro que havia cometido, pela reversão imediata do édito e o castigo resoluto dos maquinadores perversos.

O decreto de Dario para louvar o Deus vivo, 6:25-28.

6: 25-27 - O rei emitiu um decreto dirigido a todos sob seu domínio, que declarava que o Deus de Daniel era o Deus vivo, cujo reino jamais seria destruído. Este é o Deus onipotente que livrou Daniel da força dos leões.

6: 28 - Daniel prosperou durante o domínio babilônio, cerca de setenta anos, por causa de sua grande fé em Deus. Agora ele prospera durante o reinado de Ciro, o rei da Pérsia, e de Dario, o Medo, o governante da província caldaica sob Ciro.

Embora a reação imediata de Dario tenha sido de corrigir a injustiça que havia feito a Daniel e punir os verdadeiros ofensores, ele foi muito além disso. Ele reconheceu que a verdadeira injustiça tinha sido cometida contra o Deus de Daniel. Na verdade, o decreto que havia colocado Daniel na cova dos leões tinha proscrito a lei do Deus vivo (26) no reino dos medos e persas. Esse édito precisava ser neutralizado por um outro, amplo em seu alcance e específico em suas implicações. Assim, onde o primeiro édito proibia fazer uma oração a qualquer outro a não ser ao rei, o segundo ordenava reverência ao Deus de Daniel em todo o reino. Provavelmente, a verdadeira adoração não pode ser assegurada por um édito real, mas ela certamente pode ser encorajada.
A ordem do rei e a declaração de louvor expõem a glória de Deus em termos quase tão abrangentes e claros quanto aquelas proclamadas pelo grande Nabucodonosor, o caldeu. O Deus de Daniel [...] ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até ao fim. Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra (26-27).

CONCLUSÕES

1. Daniel 6: 10- Deus tem que ser obedecido mesmo acima da lei do país (Atos 4: 18-20; 5:29).  O diabo nos provará. Se pensarmos que somos fortes, preparemo-nos para ter nossa lealdade desafiada (1 Coríntios 10: 12; 1 Pedro 5:8-9).

2. Daniel 6:22-23 - As crianças se emocionam com esta história de Daniel na cova dos leões, porém ela é mais do que uma história de crianças. É para homens de grande coragem que têm fé e humildade de criança. A razão pela qual Daniel não foi ferido é porque ele acreditava em Deus. Deus livrará todos os que crêem verdadeiramente nele. Daniel pôs a fé em ação! (Hebreus 13:5-6; Mateus 6:33; 2 Coríntios 9:8; Efésios 3:20-21; Apocalipse 14:12-13).




Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
BIBLIOGRAFIA

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Comentário Bíblico Beacon Daniel