22 de março de 2017

Uma Vida de Frutificação


Uma Vida de Frutificação

Texto Áureo = Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. (Jo 15.2)

Verdade Prática = O crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira, Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 15.1- 16

INTRODUÇÃO

A videira verdadeira. No livro de João no capítulo 15, Jesus conforta seus discípulos dizendo: “Eu Sou a Videira verdadeira. . . permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (João 15: 1 e 4). O resumo é que Jesus é a videira e cada discípulo, cada seguidor, cada cristão é um ramo. Depois da última ceia, Jesus e os discípulos foram para o Monte das Oliveiras. Jesus tinha costume de se retirar e ir para este Monte para refazer as forças e também para ficar em íntima comunhão com o Pai. E durante o caminho Jesus usou a ilustração da videira. Ele disse: “Eu Sou a Videira”.

Em vez de escolher a palmeira ou o cedro, ou então o vigoroso carvalho, Jesus escolheu a videira. Talvez porque as outras árvores fossem majestosas por si próprias e conseguiam manter-se em pé sozinhas. Mas a videira não. Ela precisa de grades para se entrelaçar e assim seus galhos crescem em direção ao céu. Jesus em Sua humanidade, dependia do poder divino. Ele mesmo disse: “Eu não posso de Mim mesmo fazer coisa alguma” (João 5:30).

Os judeus consideravam a videira como a mais nobre das plantas, também a videira representava tudo quanto é poderoso e frutífero. Israel era representado por uma videira plantada por Deus na terra prometida. Eles julgavam que estariam salvos enquanto estivessem ligados a Israel. Porém Jesus disse: “Eu sou a Videira verdadeira, e Meu Pai é o Lavrador” (João 15:1). Nos Montes da Palestina Deus plantou a Videira que é Jesus. Muitas pessoas foram atraídas a Jesus e reconheceram nEle a origem divina. Porém, para os guias religiosos da época, Jesus parecia uma raiz em terra seca. Não deram importância a Jesus. Humilharam, esmagaram e pisaram a Videira.

A figura da videira é um símbolo perfeito. Quando Jesus disse: “Eu Sou a Videira e vocês são os ramos”, Ele quis dizer que a ligação dos ramos com a videira, representa a relação que devemos ter com os Céus, na pessoa de Jesus. Quando estamos ligados à Videira, recebemos forças como que um renovo, que é enxertado na videira viva, e fibra por fibra, veia por veia, imerge no tronco. A vida da videira torna-se a vida do ramo. Assim a alma morta em ofensas e pecados recebe vida, diante da ligação com Jesus. E é pela fé em nosso Salvador pessoal, que é formada esta união. E é maravilhoso estar ligado a Jesus, nosso Salvador pessoal e dEle recebermos forças para viver o dia a dia. Porém, o próprio Jesus disse: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós: como o ramo de si mesmo, não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim” (João 15:4).

I – A VIDEIRA E SEU RAMOS

A PARABOLA DA VINHA. . “O objetivo da vida cristã é a frutificação, a reprodução do caráter de Cristo no crente, para que Se possa reproduzir em outros.”

Separado da videira o ramo não pode sobreviver. A raiz é Jesus. A raiz por meio dos galhos, envia a nutrição aos ramos mais afastados. Dessa mesma maneira Jesus comunica a todas as pessoas que estão ligadas a Ele, a corrente do vigor espiritual. Como o ramo é nutrido pela seiva da videira, quase que sem cessar, assim deve o cristão se apegar à Videira verdadeira, e dEla receber força e poder para vencer o mal.

Outro aspecto muito importante da parábola da videira é o dar frutos. O resultado natural quando um ramo permanece ligado à videira é dar frutos. Dar frutos significa que a mensagem da salvação não deve ficar limitada somente a nós. Quando a videira dá frutos esses frutos servem para alimentar e consequentemente são úteis para as pessoas. Assim é o cristão que dá frutos. Sua vida quando ligada à Videira verdadeira que é Jesus, será uma fonte inesgotável do amor, pronta para ajudar a todos que necessitem de uma palavra de ânimo.

O mais importante de tudo isso é reconhecer Jesus como nosso Salvador pessoal. Se deixarmos de reconhecer a Jesus como nosso Salvador, mesmo que pretendamos ser cristãos, jamais poderemos produzir bons frutos. Devemos participar da natureza de Jesus, com o poder que Ele nos dá de vencermos as tentações que enfrentamos. Devemos deixar que Jesus opere em nós o Seu querer e efetuar.

Se deixarmos de participar da natureza de Jesus, não produziremos frutos. Se não produzirmos frutos, finalmente nos desligaremos de Jesus. Se por outro lado permanecermos em Jesus seremos ramos vivos e produtivos. E a união que teremos com Jesus, que é o resultado de uma contínua comunhão, nos tornará livres. E a liberdade derivada desta união nos trará a paz de que necessitamos.

 Esta união com Jesus é resultado do estudo diário da Bíblia e de uma vida de fervorosa oração. Gostaria você de ser o ramo que vem da Videira verdadeira? Gostaria você de ser um ramo produtivo? Nada trará mais paz e liberdade do que estar do ligado a Jesus.

CONDIÇÃO PARA SER PRODUTIVO.

A produção de fruto é a principal responsabilidade da videira. Jesus exortou os ramos a produzirem muito fruto (15:8), a deixar esse fruto permanecer (15:16) e advertiu que os ramos infrutíferos seriam arrancados (15:2). Que fruto espera-se que o ramo cristão produza? Primeiramente, justiça. Esta era a qualidade de uva que o Senhor esperava de sua vinha em Isaías 5 (veja Romanos 6:22; Hebreus 12:11; Filipenses 1:11; Efésios 5:9; e Gálatas 5:22-23). O fruto inclui também boas obras (Colossenses 1:10), partilhar as posses com os irmãos necessitados (Romanos 15:28), louvar a Deus (Hebreus 13:15) e ganhar almas (Provérbios 11:30; João 4:36; Romanos 1:13). Qualquer que seja o fruto, ele tem que ser produzido (15:2), em grande quantidade (15:8), e continuamente (15:16).

Quando Jesus encontrou a nação judia cheia de folhas mas com pouco fruto (figos), ele amaldiçoou-a e ela secou como aconteceu com a figueira (Marcos 11:12-20). Quando Jesus nos encontrar cheios de exibição e curtos de realização, nós também seremos amaldiçoados e queimados (15:2,6). Esta passagem refuta a doutrina da impossibilidade de apostasia desde que ela indica claramente que aqueles ramos que não produzem fruto ou que não permanecem na videira serão destruídos. Por outro lado, aqueles ramos que produzem fruto: Î Glorificam seu Pai (15:8) que é a meta final da vida cristã (1 Coríntios 6:20; 10:31; Efésios 1:12, 14; 3:21; Filipenses 1:11). Ï Provam ser discípulos de Jesus (15:8). O discipulado não é uma condição estática, imutável, mas um crescente modo de vida. Tornamo-nos discípulos de Jesus mais e mais conforme reproduzimos seu caráter justo em nossa vida. Ð Cumprem o mandado de Deus, o verdadeiro propósito pelo qual ele os escolheu (15:16). Ñ Recebem tudo o que pedem em nome de Jesus (15:16).

Dois elementos permitem a máxima produção de fruto. "Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda" (15:2). Para que mais uvas cresçam, o Senhor poda os ramos, removendo os rebentos inúteis e tudo o que poderia desviar a força vital da produção. A poda é dolorosa, mas necessária porque muitas coisas sugam nossa força e nos impedem de dedicarmo-nos à produtividade. Precisamos de uma boa capina e poda. A outra coisa exigida para produção de fruto é permanecer na videira (15:4). Sem a ligação vital com a videira, o próprio ramo murcha e morre. Isto leva à segunda responsabilidade principal desta passagem.

A PODA

Jesus disse aos seus discípulos: “ ... todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (Jo 15.2). O Vinhateiro poda todos os ramos produtivos, assim eles irão produzir muito fruto. O Pai remove os pecados e as coisas supérfluas que limitam a nossa maior frutificação. Uma das melhores maneiras de nos limpar é permitir que sofrimentos e problemas entrem na nossa vida. Isso às vezes dói e ficamos pensando se ele sabe o que está fazendo. Pode parecer que você é o único ramo que está sendo podado enquanto outros ramos têm mais necessidade. Mas o Vinhateiro sabe o que está fazendo.

Durante qualquer época de poda, nós podemos ter certeza de que Deus se preocupa conosco e nos quer produzindo muitos frutos. Ele quer nos livrar dos brotos que drenam nossa vida e energia. Ele continua com seus cuidados ao longo da nossa vida para nos manter espiritualmente sadios e produtivos. A poda pode ser dolorosa, mas o resultado - a santidade - bem vale o processo: “... eles [nossos pais terrenos] nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10).

 

 

II – FUNDAMENTO DA FRUTFICAÇÃO

FIRMADOS NO AMOR DE CRISTO.

Quando o Senhor Jesus começa a explicar sobre frutificação ele usa uma escala progressiva: v.2a – nenhum fruto; v.2b – fruto; v.2c – mais fruto; vv.5, 8 – muito fruto. Isso indica que o verdadeiro seguidor de Jesus é alguém que cresce espiritualmente produzindo cada vez mais frutos espirituais. A vida cristã autentica está em constante desenvolvimento e crescimento espiritual – Fp 2.12; 2Pe 1.3-11; 3.18.

O Senhor Jesus usa a palavra fruto para falar do resultado do amadurecimento da vida cristã. Um fruto é o resultado natural de um organismo vivo. A igreja de Deus é um organismo vivo e dinâmico, pois se trata do corpo de Cristo – Rm 7.4; 1Co 12.27; Ef 4.12.

O fruto de que trata Jesus é de natureza espiritual, mas pode ser visualizado muitas vezes. A Bíblia fala de vários tipos de fruto espiritual: Os frutos do arrependimento – Mt 3.8-10; o fruto de levar pessoas a Cristo – Rm 1.13; o fruto do Espírito – Gl 5.22, 23; o fruto do louvor – Hb 13.15; o fruto da oferta missionária – Fp 4.17. O fruto, aqui, envolve o caráter e o serviço a Deus, tudo como resultado da nossa comunhão com Ele! O processo de frutificação eficaz é simples e está em permanecer em Cristo (no amor de Deus) (vv.3, 4, 8-10), depender totalmente de Jesus (vv.5, 6), orar continuamente (v.7), e viver contente (alegria completa) (v.11).

Permanecer em Cristo – no amor de Deus.

O termo grego traduzido por “Estai em” na ACF e “Permanecei” na ARA aparece onze vezes nesses onze versículos e significa manter, continuar, progredir, fazer parte, criar raízes, preservar, alimentar. Tudo isso em relação a nossa comunhão com Jesus que começou no dia da nossa conversão – João 15.16; 2Co 5.17-19.

Permanecer em Cristo inclui a oração – Ef 6.18; 1Ts 5.17, 18; Jd 20; obediência à Palavra – vv.9, 10; Jo 14.15; 1Pe 1.22-25; 1Jo 2.3-6; e confissão de pecados – 1Jo 1.4-2.2.

O fruto ou evidência de estar em Cristo é a continuidade no serviço a Cristo e no seu ensino – Jo 8.31; Cl 1.23; 1Jo 2.24.

CHEIOS DO ESPIRITO E DE AMOR

UM CORAÇÃO CHEIO DO AMOR DE DEUS CONHECE A DEUS. Conhece a Deus na sua intimidade e ouve os segredos de Deus (Sl 25.14). Quem conhece a Deus ama. Ninguém consegue amar o outro se Deus não plantar esse amor nele, “o amor vem de Deus”, esse amor plantado em mim transbordará, e amarei o outro apesar de ele ser fingido, hipócrita, dissimulado, falso, e apesar de eu ser quem sou. Porque esse amor de Deus me leva a perdoar v. 10 “mas foi Ele que nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio Dele, os nossos pecados fossem perdoados.”

Primeiro Deus me perdoou, para que eu pudesse me aproximar Dele. Somente assim eu posso me aproximar de Deus, recebendo Dele o perdão. Assim, aprendo que para o outro aproximar de mim, após ele ter me feito algum mal, eu preciso perdoá-lo antes no meu coração e externá-lo. Essa aproximação é algo de ligação, junção, união, dois em um - “Som dois em um” -. Porque é assim que Deus faz. Preste atenção no que diz a Bíblia vv. 11,12 - Deus faz assim e nos convida a fazer o mesmo...”Então nós devemos nos amar uns aos outros...” isso é viver unidos... Paulo escrevendo aos Efésios 4.2.2-3 disse: “Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá.”

Quem conhece a Deus vive unido com Ele e faz tudo o que Ele manda I Pe 4.2, a vontade de Deus é o que tem valor para uma vida cheia do amor Dele. Vontade é desejo; é desígnio; é propósito; é capricho. Então por desejar viver unido com Deus eu vou ceder aos caprichos de Deus, somente assim eu vou me tornar um em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Unido com Deus em Cristo deixo para trás as paixões que antes vivia – vamos ver que paixões são essas em I Pe 4.3.

Unido em Deus por Cristo isto quer dizer que houve na sua vida uma transformação, isto é, houve uma virada em sua vida, essa transformação o leva a deixar de ser quem era, e obviamente, passa a ser uma nova pessoa II Co 5.17. Essa nova pessoa é revestida de Cristo, é embaixadora de Cristo, representante de Cristo aqui na terra. E esse representante é o reflexo de Cristo.

Portanto, TOME CUIDADO com suas palavras em Ef. 5.4 Paulo diz: “Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de gratidão a Deus”. Veja mais no verso 5. “Jamais receberá uma parte no Reino de Cristo e de Deus qualquer pessoa que seja imoral, indecente ou cobiçosa (pois a cobiça é uma idolatria.) Em PV 16.23 diz: “O homem sábio pensa antes de falar; por isso o que ele diz convence mais.”

Tome cuidado com as suas atitudes, veja o que você anda fazendo por aí, quando estiver longe dos santos. Lembre quem é que habita em você v. 13.

As atitudes falam mais que palavras, volto a frizar 1 Pe 3.1-2.

Tome cuidado com os seus relacionamentos (Diga-me com tu andas e eu direi quem tu és), mas os bons preservem-os, ame as pessoas. Relacionamento é renúncia, é abdicar de si mesmo pelo outro, é pensar em pró do outro. No Reino de Cristo o meu estilo de vida não é o meu umbigo, mas o umbigo do outro. Abro mão de mim, dos meus desejos para satisfazer ao outro. Não é geralmente o que fazem os pais? É isso que Deus faz conosco.

 

III- CHAMADOS PRA FRUTICAR

Fomos chamados para frutificar, "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; afim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda" (João 15.16).

A igreja exerce um papel profético. Embora enfrente crises e obstáculos, tem a grandiosa promessa de Jesus: “Eis que estou convosco”. Seu grande desafio é permanecer firmada em Jesus, a fim de dar fruto (Jo 15.5).

Para que os planos e estratégias da Igreja sejam bem-sucedidos, cada crente precisa entender que não foi chamado para viver dentro das quatro paredes do templo. Ele precisa ser o sal da terra e a luz do mundo, pregar contra o pecado e ter uma vida frutífera, Mt 5.13 e 14. Este é nosso tema de hoje.

1. CHAMADOS PARA FRUTIFICAR: Na alegoria de João 15.1-27, Jesus se apresenta como sendo a “videira verdadeira”. Seus discípulos são os ramos e só frutificam se estiverem ligados a Ele, fonte verdadeira de vida. Nesse processo divino, todo ramo que não dá fruto é cortado e lançado fora; e todo aquele que dá fruto requer um cuidado especial, para que frutifique ainda mais (v.2).

A vida de frutificação pregada por Jesus precisa ser vista como base de crescimento e maturidade da Igreja. Deus não está interessado em salvar o pecador simplesmente para usufruir de suas bênçãos. Ele requer de cada cristão uma vida frutífera.

a) O chamado é para todos. Não são apenas alguns que precisam santificar suas vidas, orar, pregar a Palavra, etc. Todos os salvos têm os mesmos compromissos diante de Deus. Quando o Senhor voltar para buscar sua Igreja, pedirá contas a todos (2 Co 5.10).

b) O compromisso é pessoal (Jo 15.4). Jesus atribui a cada cristão a missão de trabalhar pelo crescimento da igreja. Essa individualidade implica compromisso pessoal e envolvimento diário por parte de cada um de nós, como um corpo bem ajustado (1 Co 12.12).

2. TRABALHANDO OS TALENTOS: Deus jamais exigiria de um cristão uma vida de frutificação sem antes prover os recursos necessários para o trabalho. Se não fosse assim, poderíamos nos escusar quando o Senhor viesse para ajustar as contas com sua igreja. A parábola dos talentos, narrada em Mt 25.14-30, ilustra esta verdade. A história diz que certo homem se ausentou de sua terra e entregou seus bens a seus servos, para serem trabalhados com disposição, seriedade e coragem. O que nos ensina esta passagem?

a) Talento gera talento. O homem que recebera cinco talentos ganhou com eles outros cinco; o que tinha dois granjeou outros dois (w. 20 e 22). A diligência levou à multiplicação. Então, se talento gera talento, pode-se dizer que ovelha gera ovelha. Para tanto, cada crente precisa colocar suas aptidões cristãs a serviço do Reino de Deus.

É maravilhoso saber que quando usamos nossos talentos e dons na obra de Deus, a Igreja é favorecida e abençoada.

b) frutificar requer esforço e trabalho. Os servos se esforçaram para que os talentos se multiplicassem. Trabalharam com seriedade, porque sabiam que seu senhor haveria de voltar a qualquer momento e pediria contas dos bens. Aquele que recebeu um talento nada fez para que o valor recebido fosse multiplicado; sequer o entregou aos banqueiros (v.27). Na vida espiritual também é assim. Nada acontece sem que haja esforço, empenho, disposição e amor. O Senhor disse a Josué: "Esforça-te, e tem bom ânimo…" (Js 1.9).

O AMOR, FRUTO DO ESPIRITO, EM NOSSA VIDA NOS CONDUZ.

1 - A importância dos "frutos do Espírito" na vida de um Cristão pode ser vista comparando-os aos "dons do Espírito". Ambos são produzidos por Deus, contudo está claro que os "frutos do Espírito" são muito mais importantes, como prova da verdadeira espiritualidade. Onde passamos a ter mais comunhão com Deus, através da oração, jejum e da leitura da Palavra de Deus.

2 - Amor (um Fruto do Espírito) é claramente visto como superior aos "dons do Espírito". (I Coríntios 12:31-13:13). Os "dons do Espírito" devem ser regulados pelo amor, ou eles não atingirão a sua finalidade determinada, que é edificar o povo de Deus.    Não deve ser interpretado que estamos desprezando os dons espirituais. Eles têm um propósito determinado por Deus. O ponto a ser lembrado é que os " frutos do Espírito" revelam nossa relação com Deus e formam nosso caráter Cristão. Sem a produção do Espírito de Cristo em nós pela submissão a Deus, tudo o demais tornar-se-ia em vão e nosso testemunho seria inútil.

3. Se a Palavra estiver em nós. ” Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito .” ( João 15:7 )O verbo estar é usado varias vezes nesta curta passagem.  Jesus escolheu esse termo para expressar o tipo de relacionamento que deseja que tenhamos com ele.  Devemos estar em Cristo. Estar em seu amor.  Se agirmos desse modo, Ele estara em nós, suas palavras estarão em nós e nossa vida será produtiva. O que significa então estar em Jesus?  Significa andar com Ele, permanecer junto d’Ele e constantemente ligadas a Ele, como ramo permanece na videira.  E por isso que produz fruto.  Quando é , porem, removido da videira, ele morre.  Jesus diz que se permanecermos n’Ele, passarmos tempo com Ele, aprendermos mais sobre Ele, formos sinceros com Ele, admitirmos nossos pecados para Ele, produziremos mais frutos.

Jesus quer que conheçamos sua palavra e permitamos que ela se torne parte de nós. Isso significa que precisamos ler a Bíblia.  Devemos conhece-la tão bem que ela se torne nosso guia, uma fonte de renovação e conhecimento da vontade de Deus.  Devemos deixar que ela nos ajude a melhor compreender quem Deus é e quem somos nele. Deus diz que se estivermos n’Ele e deixarmos que suas palavras estejam em nos, podemos pedir o que quisermos e ele responderá.  Não quer dizer que sempre obteremos o que desejamos mas que, em vista de estarmos tão ligados a Cristo, teremos sua mente e aprenderemos como orar pelo que Ele quer e aceitar o que Ele quer para nossa vida.  Quando agimos desse modo fazemos sua vontade e vemos respostas a nossas orações.

4. A ter um relacionamento conjugal frutífero. A Bíblia diz que a fé opera pelo amor (Gl 5.6). O amor nos faz enxergar o que a pessoa ainda não é – o que ela se tornará como fruto de todo investimento de amor feito. Foi exatamente isto que Jesus fez por nós e este é o padrão que devemos repetir. Por conta deste inquestionável princípio bíblico, concordo com o que Charles Stanley disse: “Quando um homem ama sua esposa corretamente ela se torna mais do que ele sonhou e muito além do que ele merece.” QUANDO COMPREENDEMOS O AMOR DE DEUS PARA CONOSCO, APRENDEREMOS A AMAR NOSSO CÔNJUGE, TAL QUAL DEUS NOS AMOU E NOS AMA, MESMO MEDIANTE NOSSA IMPERFEIÇÃO.

5. Cumprindo a Lei. No capítulo 13 de Romanos Paulo encoraja o povo de Deus a andar perante outros tal como aqueles que no passado andaram pela fé, como todos aqueles que se amam uns aos outros pela fé “fé que opera pelo amor” Gálatas 5:6. Paulo esforça os crentes a necessidade de se submeterem-se aos que têm poder sobre eles, sabendo que é Deus que os coloca neste mundo afim de os fazer bem pois estes poderes são os “ ministro de Deus para teu bem” diz Paulo pela autoria do Senhor. Quais são estes poderes? Bem são os governos que governam o povo com as suas leis “Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.” Sabendo que é Deus que os ergue e que um dia Deus irá os derrubar mas até esse dia “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto;” da mesma forma guardar temor, a quem temor é reservado a quem honra, honra.” Não fazendo algo de mal ao próximo mas sim bem pois em o fazer demonstra amor “porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”. Para que toda a alma “esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” Note caro leitor que Paulo não comanda o povo de Deus de volta para a lei para que esta os governe mas sim para que eles andem pela fé que opera amor e ao fazer isto a lei é cumprida. “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”

CONCLUSÃO.

Portanto, para que haja fruto em nossa vida cristã é necessário que permaneçamos em Cristo (no amor de Deus) (vv.3, 4, 8-10), dependamos totalmente Dele (vv.5, 6), oraremos continuamente (v.7), e vivamos contente com o que Deus tem nos dado e nos ajudado a alcançar em nossa vida pessoal e na sua obra (v.11).

 

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia








 

16 de março de 2017

QUEM AMA CUMPRE PLENAMENTE A LEI


QUEM AMA CUMPRE PLENAMENTE A LEI
 
Texto Áureo = "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8).
 
Verdade Prática = Amar a Deus e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 12.8 – 14
 
INTRODUÇÃO
Neste estudo de hoje, iremos falar sobre o amor; base de todas as qualidades do fruto do Espírito gerado em nossos corações.  Não se trata de um amor qualquer, mais do amor de Deus! Somente quem possui o Espírito de Deus em seu coração pode amar como Cristo amou. Antes de estudarmos sobre esta primeira qualidade do fruto do Espírito, precisamos definir a que tipo de amor o escritor está se referindo.
 
Existem vários “tipos de amor” (o amor de um homem por uma mulher, o amor entre irmãos, o amor de amigos, o amor de um pai pelo seu filho...), no entanto, somente um é verdadeiro: o amor de Deus. Qualquer forma de amor deve ser baseada no amor de Deus.
 
Um relacionamento somente terá sucesso se for baseado no amor de Deus!
Quando lemos o texto de Gl5. 22 , a palavra grega empregada para amor é “Ágape”, que significa o amor de Deus.Que tipo de amor é este? É o amor que busca o bem do próximo, é aquele que é doador. O verdadeiro amor abre mão dos seus próprios interesses em favor do próximo sem exigir nada em troca.
 
Deus nos ensina o amor e mostrou este amor entregando o que ele tem de mais precioso: o seu amado filho unigênito Jesus Cristo. Jesus veio ao mundo para morrer em nosso lugar! ( Jo 3. 16; I Jo 4.9,10).
 
No texto que estamos estudando, vemos que este amor de Deus deve manifestar-se na vida do servo de Cristo e quem o produz é o Espírito Santo. O amor em nossas vidas revela a presença de Deus em nosso interior.
 
I – A SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE
 
AMOR, UM ASPECTO DO FRUTO.
 
A primeira virtude do fruto do Espírito é o amor divino ou ágape, o qual é abnegado, profundo e constante; sua maior expressão encontra-se em Deus e no ato de Cristo na cruz. O amor é a essência de todas as virtudes morais de Cristo originadas pelo Espírito Santo, e implantadas no crente.
O amor, em seu conceito mais sublime, é personificado em Deus. A melhor e mais curta definição do amor é Deus, pois, Deus é Amor. Este foi manifesto à humanidade por Jesus Cristo (João 3.16; 13.1/ Romanos 5.8/ 1 João 4.9,10).
 
Cristo é o amor encarnado, a própria personificação do amor perseverante, doador e sacrifical (João 1.14; 13.1; 15.9-13/ 2 Coríntios 8.9).
 
O AMOR ÁGAPE
 
COM O AMOR “ÁGAPE” DEVEMOS AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Mc 12.30-31). Na Bíblia, o termo “ágape” ocorre com mais frequência que os outros. Isso demonstra a importância desse amor!
 
Já, no versículo bíblico seguinte, o apóstolo Paulo cita dois dos quatro tipos de amor: “Quanto, porém, ao amor fraternal (amor “fileo”, no original “filadélfias”), não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis (“ágape”) uns aos outros” (1Ts 4.9 ). O mesmo apóstolo também escreveu: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal (no original, “filadelfia”), preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm12.10 ). Temos no primeiro versículo a junção do “fileo” e do “ágape”, enquanto que, no segundo, a expressão “amor fraternal” é a tradução do grego “filadelfia”.
 
Amar é um sentimento que nunca deveria ser extinto do ser humano, apesar de a Palavra de Deus afirmar que, “por se multiplicar a iniquidade(o pecado), o amor(“ágape”) de muitos esfriará.”(Mt 24.12).
 
Bem. Ame sua esposa, seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus amigos e conhecidos, seus inimigos e, sobretudo, a Deus. Amar faz bem para o corpo, para a alma e, principalmente, para o espírito.
 
O AMOR ÁGAPE DERRMAO EM NÓS
 
Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10).
 
Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2) Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
 
Como sabermos se amamos com o amor de DEUS? Se somos capazes de amar como DEUS ama, então sentimos este amor fluir de cada um de nós.
 
Jo 3.16 - Porque DEUS tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Somos capazes de amar a ponto de darmos tudo o que temos de mais precioso, por amor aos outros?
 
Rm 5.8 - Mas DEUS demonstra seu amor por nós: CRISTO morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.
Veja que DEUS não nos amou porque éramos bons; somos capazes de amar aos pecadores e por eles darmos nossas vidas?
 
Mt 5.44 - Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, Somos capazes de amar nossos inimigos e orar por eles?
 
Jo 13.35 - A marca distintiva do crente
 
CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. agape) deve ser a marca distintiva dos seguidores de CRISTO (1Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1Jo 4.9,10).
 
Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf1Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
 
II – AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO
 
O AMOR A DEUS
 
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo!"
 
Os doutores da Lei adicionaram aos Dez Mandamentos, cerca de 600 outros os quais lhes garantiam privilégios que os enriqueciam cada vez mais. Jesus resume os Dez Mandamentos e todos os preceitos, em apenas dois mandamentos.  Amar a Deus e ao próximo.
 
Amar a Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, significa amar de verdade, com muita fé, sinceridade e dedicação. Amar a Deusde todo o nosso entendimento, é agir de acordo com o que sabemos, a respeito da palavra de Deus explicada por Jesus Cristo. Exemplo. Se eu aprendi que é pecado maltratar o meu irmão, então em não vou fazer isto, pois estou sabendo que é pecado. Por outro lado imaginemos que alguém não soubesse que é pecado cobiçar a riqueza do próximo. Ele fez isso, então sua falta seria atenuada.   
 
Amar a Deus com toda a tua força significa que o jovem ou adulto em pleno vigor físico e mental, tem muito mais condições de servir a Deus do que um idoso, gasto pelo tempo. Então, enquanto é tempo, enquanto temos forças e estamos lúcidos, façamos tudo o que pudermos pela causa do Reino, e pelo próximo. Amar o próximo como a ti mesmo, isso foi explicado pelo próprio Jesus em outra oportunidade. É fazer ou desejar ao próximo exatamente o que desejamos e fazemos para nós mesmos.  
 
Jesus no Evangelho de hoje deixa bem claro o que em outra fala disse: "Quero caridade e não sacrifício." Hoje Jesus afirma que "amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios".
 
O AMOR A SI MESMO
 
É importante ser ensinável, se submeter à sã doutrina. Mas há algumas coisas que nenhum ser humano pode ensinar. Há algumas crises que só o ESPÍRITO SANTO pode levar à uma saída. Às vezes inexistem respostas em lugar algum da mente humana, e então o ESPÍRITO SANTO precisa nos ensinar como sair da crise! Necessitamos voltar-nos para o nosso interior, e bloquear todas as vozes e as falas exteriores. Eis a prova:
 
“...a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine...” (I João 2:27).
 
“...a loucura de DEUS é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de DEUS é mais forte do que os homens” (I Coríntios 1:25).
 
As coisas que DEUS deseja fazer por nós ainda nem sequer chegaram à mente dos conselheiros sábios do mundo.
 
“...nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2:9).
Elas são reveladas pelo ESPÍRITO em nós!
 
“...DEUS no-lo revelou pelo ESPÍRITO...”
Se aquilo que DEUS preparou para nós ainda “nem penetrou na mente humana”, como alguém poderá me dizer algo que não sabe?
“Porque qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as cousas de DEUS, ninguém as conhece, senão o ESPÍRITO de DEUS” (I Coríntios 2:11).
 
Não estou contra o cristão buscar bom aconselhamento. Não estou contra a psicologia cristã. Mas nenhuma delas vale sequer mencionar, a menos que leve a pessoa à esta verdade absoluta: nenhum outro ser humano pode ser a sua fonte de felicidade e paz!
Os que se apóiam nos braços da carne cavam poços que não agüentam um teste. Estão sempre precisando de alguém para lhes derramar um conselho, mas não o retém. São cisternas rotas.
 
“Não sabeis que sois santuário de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (I Coríntios 3:16).
 
“Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio...” (Gal. 5:22).
 
“é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe (em nós) e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
 
“em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o SANTO ESPÍRITO da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade...” (Efésios 1:13,14).
 
Você está pronto para receber essa verdade e agir baseado nela? O que foi que acabamos de ler? Ele está em você: para consolar, para guiar, para guiar à toda a verdade; para lhe mostrar as coisas que virão; para lhe vivificar; para lhe ajudar em suas enfermidades; para lhe ajudar a entender todas as coisas que DEUS graciosamente lhe concedeu; para lhe trazer alegria, amor, paz, paciência, bondade, domínio próprio; para lhe dar tudo que foi prometido a um filho de DEUS; para lhe recompensar por sua diligência; para lhe assegurar liberdade; para lhe prover acesso ao Pai; para lhe levar a um lugar de repouso suave e de verdade.
 
O AMOR AO PRÓXIMO
 
A questão do relacionamento humano se torna ajustada, encaminhada e equilibrada quando há o diferencial DEUS, que nos tornou, pela salvação em CRISTO JESUS, Seus filhos, e criou a família de fé na qual somos irmãos que devem aprender a se amar. Afinal, "Aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos" e, "Nisto são manifestos os filhos de DEUS, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de DEUS, nem aquele que não ama a seu irmão" (1Jo 2.11; 3.10).
 
Entendamos: para o Antigo Testamento, para a cultura hebréia, o próximo, o semelhante era o igual. Os termos de Levítico 19.18 deixam claro esse fato: "Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo, mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor" (cf. Pv 3.28; Jr 22.13).
 
Amar o próximo tinha como contrapartida odiar o inimigo. Assim o refletem Êxodo 15.6 e Levítico 26.8: "A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo"; "Cinco de vós perseguirão a cem, e cem de vós perseguirão a dez mil, e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós". JESUS e os apóstolos, porém, estendem o significado: "Amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios", disse um escriba ao Mestre, que aprovou a sua exclamação (cf. Mc 12.33). "Cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação", enunciou Paulo (Rm 15.2), precisamente na linha de João que deixou a exortação, "Aquele que não ama a seu irmão a quem viu, como pode amar a DEUS a quem não viu?" (1Jo 4.20b).
 
4.7 AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31).
 
João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2) Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
 
III – SOB A TUTELA DO AMOR, REJEITEMOSAS OBRAS DAS TREVAS
 
DEBAIXO DA TUTELA DO AMOR.
 
O que é uma tutela? A tutela é um “encargo jurídico de vetar por, representar na vida civil e administrar os bens de menor, interdito ou pessoa desaparecida”. Logo, ter um tutor significa ter alguém para amparar, defender e proteger. Fora da tutela do amor ágape, amor divino, o crente pode voltar à prática das velhas obras infrutuosas da carne. Sem o amor de Deus, em nós, somos capazes de amar mais as trevas que a luz (Jo 3.19).
 
 
AMOR, ANTÍDOTO CONTRA O PECADO.
 
O antídoto contra o pecado é a palavra de Deus (Vontade de Deus). Se a guardamos em nossos corações, quando vierem as tentações e as propostas que desagradam a vontade de Deus, então saberemos a melhor decisão a ser tomada. O maior exemplo disso foi dado pelo próprio Senhor Jesus quando foi tentado no deserto. Esse momento está registrado no evangelho de Mateus capítulo 4. Todas as vezes que era tentado a fazer a vontade de Satanás (adversário), Jesus demonstrava que conhecia a vontade de Deus e escolhia sempre agradar a Deus fazendo a vontade d’Ele e não a de Satanás. Em uma dessas propostas, Jesus respondeu: Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus (o homem vive da vontade de Deus, sem a mesma, o homem não tem a vida plena) Mateus 4:4.
 
O AMOR LEVA À OBEDIÊNCIA.
 
Jesus disse que se nós O amamos, obedeceremos aos Seus mandamentos (ver João 14:15), e o apóstolo João escreveu que amar a Deus consiste em que andemos em obediência (ver 2 João 6). Gosto de dizer que o nível da nossa obediência a Jesus determina o nível do nosso amor por Ele. Creio que tanto um quanto o outro podem crescer - e eles de fato crescem. Em nosso relacionamento com Deus, tudo, depois da salvação inicial, é um processo. Não se decepcione consigo mesmo se você ainda está no processo. Jesus não ficará zangado quando, ao vir buscá-lo, você ainda não estiver chegado à marca da perfeição, mas Ele com certeza espera encontrar todos nós avançando com determinação.
 
O mandamento que deveríamos nos esforçar para obedecer ao longo das nossas vidas é o andar em amor. Nossas vidas e nosso comportamento mudarão drasticamente se todos os nossos pensamentos, palavras e atos forem guiados pelo amor. Eles devem ser conduzidos pelo amor que dedicamos a Deus, a nós mesmos e aos outros. A palavra de Deus nos ensina a amar a todos, inclusive a nós mesmos. Gosto de dizer: "Não fique apaixonado por si mesmo, mas ame a si mesmo de forma equilibrada". Se você se recusa a amara si mesmo, então não está recebendo o presente que Deus quer lhe dar. Não podemos merecer o amor de Deus. Ele vem até nós incondicionalmente. Deus é quem nos ama primeiro, e Ele derrama o Seu amor dentro de nós para que possamos amá-lo, amar a nós mesmos e amar os outros. Ele não espera que demos nada que não tenhamos.
 
Às vezes fazemos com que ser cristão se torne muito difícil e complicado. Achamos que devemos seguir centenas de regras e fazer uma infinidade de coisas, mas Jesus disse que se simplesmente andarmos em amor, isto basta (ver João 15:12). A razão disso é que se nos concentrarmos no amor, todas as outras coisas que Ele pede que nós façamos também chegarão a ser feitas. O amor nos motiva a obedecer, a orar, a sermos bons e misericordiosos, a dar, a perdoar, a nos arrependermos e a colocarmos em prática outros aspectos da nossa fé cristã.
 
 
Conclusão
 
Deus está nos chamando para o ponto de partida, o inicio mesmo, onde tudo começou, no amor ( 1 Cor 14:8 ). Se a trombeta der um som incerto quem se preparará para a batalha? Este é o som da trombeta chamando-o, hoje, para uma vida de amor e entrega. Gálatas 2: 20. Jesus nos amou o suficiente para morrer em nosso lugar. Ele escolheu aceitar o nosso castigo para que pudéssemos passar a eternidade com o Pai. Em sua morte, Cristo realizou o maior ato de amor já visto por olhos humanos. Tudo isto, exclusivamente, por amor a nós.
 
 
Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
o amor puro e insondável, proveniente de deus
 
TEXTO ÁUREO = “E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27).
 
VERDADE APLICADA = Demonstrar amor nem sempre é suficiente, importante é como você ama.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
 
MOSTRAR o amor como dom divino;
ENSINAR como compartilhar o amor;
REVELAR para que serve o amor.
 
TEXTOS BIBLICO – I CORINTIOS 13: 1 – 7
 
INTRODUÇÃO
 
Esta lição inicia de fato o estudo sobre o “Fruto do Espírito”, conforme proposta advinda do próprio tema da Revista. Não que os títulos das lições anteriores não tivessem nenhuma relação com o tema, mas porque foram abordadas de forma indireta, destacando apenas os seus aspectos, de um modo geral, à era pós-modernidade. Nesta lição, portanto estudaremos o significado do amor como Fruto do Espírito e como ele se manifesta na vida do crente (Gl 5.22-25).
 
1. AMOR: UM DOM DIVINO
 
A Bíblia não diz que Deus poderia e nem tão pouco que Deus poderá amar. Diz que Deus é amor (1Jo 4.16). Portanto, amor é mais do que “um dom divino”, é a própria essência do seu Ser e de sua Natureza. Uma vez que Deus é amor, é absolutamente natural que Ele ame (Jo 3.16), mas isto não é um dom em si é a sua própria essência (1Jo 4.16). É por isso que podemos afirmar, sem medo de errar, que não existe uma só pessoa vivendo sobre a face da terra que não seja amado por Deus.
 
Mais ainda: Ele ama cada uma dessas pessoas da mesma maneira, pois é da natureza Dele amar. Entender essa diferença é importante até mesmo para nós que somos reflexos do seu amor. Sabe por que na Bíblia o amor é Fruto e não Dom? Pois vou lhe dizer:
 
1) Os dons são repartidos (1 Co 12.11), enquanto o fruto é produzido (gerado) dentro de cada um de nós (Gl 5.22);
2). Os dons identificam-se com o que fazemos (1Co 12.7), enquanto o fruto identifica-se com o que somos (Mt 12.35);
3) os dons vêm de fora (At 2.2), enquanto o fruto brota do interior (Mt 12.35);
 
4) dons habilitam a servir com poder (1 Co 12.1-11), enquanto fruto capacita a ser como Cristo (Gl 2.20; Ef 4.24; 1 Co 1.30);
 
5) Dons são vários e distintos(1 Co 12.1-11), enquanto o fruto é um só, acompanhado de nove qualidades singulares(Gl 5.22-23);
 
6) dons são manifestações rápidas (1 Co 14.27); enquanto o fruto cresce e desenvolve gradativamente (Tg 5.7);
 
7) dons são temporais (1 Co 13.8), enquanto o fruto permanece para a eternidade (1 Co 13.8); etc.
 
Diante disto, podemos afirmar que o Amor divino é mais do que um mero dom, ele é a vitória sobre a natureza carnal, obtida mediante o fruto do Espírito Santo e com ele somos desafiados a amar até mesmo nossos inimigos (Gl 5.22; Mt 5.43-47; Rm 12.9-14; 17-21; Cl 3.14).
 
1.1. O amor identifica o servo de Cristo
 
No Reino de Deus, o serviço só tem valor quando o amor divino está presente no coração daqueles que professam servir a Jesus (1Co 13.3). O verdadeiro discípulo de Jesus é identificado pelo amor (Jo 13.35). A Bíblia nos assevera que sem esse amor nada tem importância ou expressividade uma vez que todas as coisas se anulam pela ausência do amor (1Co 13.1-3). De que adianta ao crente ser dotado de todos os dons e até demonstrar auto-sacrifício, se ele não pratica o amor de Deus em sua vida cotidiana? Sem o verdadeiro amor de Deus operando em nossos corações, os mais destacados dons tornam-se ineficazes (1Co 13.1-3). É com amor altruísta e desinteressado que devemos servir ao Senhor Jesus e ao próximo (Mc 12.31; Lc 10.25-37; 1Jo 3.16). Quem não exercita o amor não pode ser tido como verdadeiro serve de Cristo (1Jo 4.7-8; Jo 13.35; Rm 5.5-8).
 
1.2. Amor, essência do Evangelho
 
O Evangelho existe porque o amor existe. O amor de Deus só é sentido verdadeiramente e em sua plenitude por aqueles que já experimentaram o evangelho da graça de Deus. O amor é a própria essência do Evangelho, e Jesus Cristo é nosso exemplo. Sua vida aqui na terra foi um legado de amor. Ele curou os enfermos, ergueu os debilitados e salvou os pecadores. Seu amor é de tal natureza que garante um constante interesse no bem estar físico e espiritual de suas criaturas, a ponto de levá-Lo a fazer um sacrifício além da concepção humana para manifestar esse amor.
 
Sendo assim, seu amor já não é um mero sentimento, mas um ato totalmente manifesta através da graça, e, isto por si só, prova que a virtude do amor, é não só, a essência do Evangelho, mas a essência de todas as virtudes morais de Cristo, germinada pelo Espírito Santo na vida do crente (1Co 13.13).
 
1.3. Amar pregando o Evangelho
 
O Evangelho de Jesus Cristo está sintetizado na prática do amor. Ele nada mais é do que: Amar a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.37-39). Jesus nos deixou como principal mandamento, que nos amássemos uns aos outros assim como Ele nos amou. O nosso amor a Deus manifesta-se através de nosso amor aos nossos semelhantes. Quando amamos ao próximo, estamos amando também a Deus. Se não amamos o próximo, não há como amarmos a Deus (1Jo 4.7-8,11-12,20-21). Com base no exemplo de Cristo, esse amor não deve ser apenas um sentimento, mas uma prática (1Jo 3.16-17).
 
Devemos fazer se preciso sacrifícios por alguém, por mais desmerecedor que ela seja. Temos que procurar servi-la como a nós mesmo, sem querer receber algo em troca (1Co 13.5). Será que amo de fato a Deus e ao próximo? Como tenho demonstrado esse amor? ... Então, por que não evangelizamos? Porque falta o amor. Por que temos dificuldade em perdoar? Porque falta o amor. Por que não mantemos nossa vida em santidade? Porque falta o amor. Por que somos inconstantes ao fazer a vontade de Deus? Por que falta o amor, etc. Deste modo o amor divino deve servir como base para o amor que devemos ter para com o próximo (Lc 10.27; Mt 22.39).
 
2. COMPARTILHANDO O AMOR
 
O Fruto do Espírito é imprescindível à vida cristã, pois são virtudes e qualidade geradas pelo Espírito Santo no caráter e na personalidade do crente, objetivando sua transformação segundo a natureza divina (Ef 3.19; 2Co 3.18; 4.10-11; 2 Pe 1.3-4; Jo 15.1-5). O fruto pode ser visto em três cachos ou aspectos relacionais:
 
1) Na relação do cristão com Deus: Amor, paz e alegria (virtudes obtidas através de autêntico e verdadeiro relacionamento com Deus);
2) na relação do cristão com os outros: Longanimidade, benignidade e bondade (virtudes que devemos exercitar na relação para com nossos semelhantes);
3) na relação do cristão consigo mesmo: Fé, mansidão e domínio próprio (virtudes ligadas à nossa conduta interna e pessoal).
 
O amor por ser a seiva (base) que ativa o fruto e dá qualidade a ele em todos os cachos ou aspectos, muitos confundem à sua classificação. Alguns apresentam como sendo da relação para consigo mesmo, como apresentado pelo comentarista; outros como sendo de relação com os outros, pois ligam à caridade, que seria o amor buscando o interesse do outro, etc.
Mas, isto não tem muita importância, pois não muda a essência do fruto em si. A verdade é que nenhuma parte do fruto do Espírito subsiste isoladamente. Não podemos dizer que temos paz e alegria se não temos amor; nem ainda que somos longânimes, benignos e bondosos se também não demonstrar amor; muito menos que temos fé, mansidão e domínio próprio se não há amor jorrando dentro de nós. 
 
2.1. Relacionamentos comprometidos
 
A maioria de nossos relacionamentos está comprometida por causa de nosso individualismo, cujas manifestações trazem consigo o egoísmo, a inimizade, o ódio, etc (Rm 1.29). Precisamos entender que toda nossa vida consiste em relacionamentos. Tudo que o ser humano é reflete-se em seu modo de lidar com as pessoas. Por isso, a Bíblia nos ensina não só a viver em grupo, mas como viver em grupo. O padrão de comportamento, em todo e qualquer relacionamento, conforme ensinado nas Escrituras é e sempre será pautada no amor e ele não aceita que se leve em consideração os próprios interesses (1Co 13.5), já que a sua base está no amor e se contrapõe ao individualismo egocêntrico tão praticado nos dias atuais. Para evitar que nossos relacionamentos sejam comprometidos ou causem rompimentos precisamos exercitar no dia a dia o amor, pois além de nos conservar perto de quem amamos é também o distintivo de que nossa vida foi realmente transformada pelo poder de Deus.
 
2.2. O esfriamento do amor
 
Tudo o que a Bíblia diz sobre os sinais proféticos dos fins do tempo já se cumpriram e estão se cumprindo, e, muitos cristãos de certa forma, estão “atentos” para o cumprimento desses sinais “externos e visíveis”. Todavia, a maioria em todo o mundo (a Bíblia diz: quase todos), tem se esquecido e estão “despreocupados” com um sinal “interior” que é o esfriamento do amor (Mt 24.12).
 
É lamentável que um cristão esteja em alerta quanto ao cumprimento dos sinais proféticos em sua volta e no final se torna vítima do cumprimento de uma em sua própria vida, ocasionando-lhes enormes prejuízos espirituais. Isso deve servir como motivo de alerta para todos nós! Basta uma breve reflexão para ela nos revelar que muitas de nossas ações indicam um esfriamento ou até mesmo a falta de amor em nossas vidas: Lamentavelmente, há entre nós muita hipocrisia; muitos falsos e maus testemunhos; muita falta de compromisso com a verdade, com as coisas santas; muitos que não conseguem suportar e nem perdoar o outro, etc. Nós fomos escolhidos pelo Senhor para fazer a diferença nessa terra, portanto, vamos tomar posse das nossas responsabilidades e fazer com que o amor de Deus seja visto e sentido por todos aqueles que nos cercam.
 
 
2.3. Difundindo o verdadeiro amor
 
O verdadeiro amor tem de produzir atitudes, obras e serviços, do contrário a ela poderá ser apresentada como morta e sem valor (1Jo 3.14; Tg 2.17,26). O amor de Deus em nós é o resultado da transformação espiritual experimentada na conversão, e por isso, só pode ser verdadeiramente sentido e difundido, em sua plenitude, por aqueles que vivenciam a graça. Lamentavelmente, há muitos nos dias de hoje que vivem uma “fé teórica” e acham que deve amar o próximo “do jeito que puder”, dizem que são discípulos de Cristo, mas estão a redil dos compromissos e virtudes cristãs.
 
Encontram seriíssimas dificuldades em evidenciar sua fé por intermédio de suas ações, atitudes e comportamentos, e, alguns quando conseguem, ainda o fazem desprovidos do amor, porque visam interesses pessoais e não ao bem-estar espiritual, físico ou emocional dos outros e muito menos a glória de Deus (Mt 5.16; 1 Jo 3.18). A despeito de nossas limitações o Apóstolo Paulo, declara que o verdadeiro amor segue o mesmo padrão do Meigo Nazareno: “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Ef 5.1-2).
 
O Apóstolo João ratifica o que disse Paulo e apresenta o amor como sacrifício para que os cristãos comprovem o seu verdadeiro amor: “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3.16). Alguém ainda pode questionar dizendo: como nós, meros humanos mortais e finitos, podemos imitar o supremo Deus, imortal e eterno? É bem verdade que não há nenhuma possibilidade de nós, seres humanos, nos assemelharmos a Deus em seus atributos naturais, isto é, naqueles atributos que pertencem unicamente à Sua natureza como a onisciência, a onipresença, a onipotência, etc.
 
No entanto, há outros atributos, os quais são conhecidos como atributos morais, que também pertencem à natureza de Deus, mas que, no entanto, foram comunicados e transferidos a nós seres humanos, a fim de nos fazer participantes de Sua natureza, tais como santidade, amor, fidelidade, etc (Hb 12.10).
 
Exemplifiquemos: Deus é Santo (Lv 11.44-45; Ex 15.11; I Sm 2.2; Sl 99.5; Is 6.3).
 
Esse é um atributo moral de Deus e que foi transferido ao homem. É por isso, que Deus requer de todo aquele que com Ele se relacione também seja santo (1Pe 1.15,16; I Ts 4.7; I Co 1.2; Rm 1.7);
 
Da mesma forma, Deus é amor (1Jo 4.16; 4.7-8), e todo aquele que com Ele se relaciona deve também amar uns aos outros com amor ágape, isto é, amor sacrificial (1 Jo 4.11-12; 1 Jo 3.16; Ef 5.1-2).
 
O fato é que todo ser humano, ao nascer de novo, adquiri a possibilidade de desfrutar dos atributos morais, isto é, comunicáveis ou transferíveis de Deus.
 
3. LIÇÕES PRÁTICAS
 
“Pelos seus frutos os conhecereis...” (Mt 7.16). Disse Jesus acerca dos falsos profetas. Na prática, nós também somos conhecidos pelos nossos frutos, ou para ser mais específico, pelo fruto do Espírito Santo (Gl 5.22-23). Assim como a carne manifestam suas obras (Gl 5.19-21), da mesma forma, o Espírito manifesta-se através do seu fruto.  Quando a carne domina, as suas obras se tornam evidentes. Mas quando o senhorio é do Espírito Santo, torna claro por quem ele está sendo dominado.
 
3.1. Os benefícios do amor
 
A Bíblia sempre mostra que na vida cristã quando nos abnegamos em prol de situações que fogem de nossos próprios interesses, sempre somos recompensados ou beneficiados (Mt 5.12; 6.4-6,18; 10.41-42; 25.14-46). Em relação ao amor, não é diferente. As Escrituras também nos dão a ideia de que quando amamos de fato somos premiados, não com coisas necessariamente materiais, mas com benefícios provenientes do próprio amor.
 
Por exemplo: a) Quando amamos provamos do verdadeiro amor de Deus. Ele não é apenas o nosso exemplo de amor (Jo 13.15), mas também aquele que capacita a amar mediante o Espírito Santo que habita em nós (Rm 5.5; 8.9; 2Co 1.22); b) Quando estamos arraigados no amor, estamos também arraigados em Cristo (Cl 2.7; Ef 3.17); c) O amor de Deus nos dá segurança e firmeza espiritual (Ct 2.4); d) O amor de Deus afasta o temor (1 Jo 4.18; 2 Tm 1.7); e) O amor de Deus nos torna uma só família (1 Jo 4.21).
 
3.2. A prova do amadurecimento
 
A prova do amadurecimento na vida cristã está diretamente proporcional à prática do amor. É o amor que nos dá a capacidade de crescer em todas as áreas de nossa vida até alcançarmos o amadurecimento e a maturidade espiritual. À medida que o homem recebe a luz do evangelho, as trevas vão sendo dissipadas, o Espírito Santo vai transformando e o amor de Cristo vai aperfeiçoando e elevando-nos para as alturas espirituais (Rm 8.29). Só podemos ser considerados espiritualmente adultos ou maduros quando somos aperfeiçoados pelo amor de Cristo (2Co 12.15).
 
Com o passar do tempo e sendo constantemente exercitado, o amor de Cristo tende a ser cada vez mais intenso e visível (Rm 12.9-10; 13.8-10; Fp 1.9). O homem quando pecou comprometeu a imagem de Deus recebida na criação; porém, quando ele se converte e é redimido no sangue de Jesus, resgata a natureza de Deus que outrora fora perdida.
E quando ele se põe atento ao processo de transformação em que o Espírito Santo o colocou, ele é transformado diariamente a fim de alcançar a estatura de varão perfeito (Ef 4.13). O amor é o elo que determina o amadurecimento e aperfeiçoamento dos crentes (Cl 3.14; 2.2).
 
3.3. Ganhando almas pelo amor
 
O amor é uma das formas mais eficazes de ganhar almas para o Reino de Deus. Os incrédulos só saberão o que significa amor, quando nós cristãos vivenciarmos e falarmos deste amor. O mundo está cobrando este amor por parte de cada um de nós, e Deus, um dia, certamente também irá cobrar! (1Pe 4.17). Para ganhar almas é preciso primeiro amor e depois disposição e comprometimento com o Reino de Deus.
Da mesma forma como fomos alcançados pelo amor, estando nós ainda mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1), assim devemos encontrar disposição para levar a Palavra de Deus a todos àqueles estão no mundo, a fim de que possam ser também alcançados e ganhados pelo amor. Jesus quer manifestar seu amor através de nós, mas é necessário fazermos uma avaliação de nossos procedimentos e verificar o quanto temos obedecido à Ele tocante à essa pratica.
 
CONCLUSÃO
 
O amor cristão é o resultado da transformação espiritual experimentada no Novo Nascimento e a prática central da mensagem da fé cristã. É lamentável que haja no seio da igreja pessoas que acalentam sentimentos de ódio, inveja, contenda, discórdia, rivalidades, etc. Cristãos que aborrecem e odeiam uns aos outros. Tais comportamentos são inaceitáveis aos olhos de Deus (Mt 24.10). É uma tristeza saber que em nosso meio as virtudes do fruto do Espírito sejam tão raras e a impiedade e os conflitos entre irmãos tão comuns! Quem se diz crente, mas se deixa dominar pela ira ou amargura contra seu irmão, não pode ser chamado de discípulo de Jesus e muito menos de filhos de Deus, pois Deus é amor (Jo 13.34-35, 1 Jo 3.10-18; 4.7-8).
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
 
Revista do professor: Jovens e Adultos. Fruto do Espírito. Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 99. Lição 05 – O amor puro e insondável, proveniente de Deus.
 
Revista do professor: Jovens e Adultos. Fidelidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 94. Lição 11 – Amor: fundamento da fidelidade.
 
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Verdades Pentecostais. Editora CPAD – 1º Trimestre de 1998. Lição 11 – O Fruto do Espírito.
 
BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Matthew Henry. Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel Ltda. 1ª Edição, 2014.
 
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
 
Amor: O fruto excelente
 
TEXTO ÁUREO = “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4.7).
 
VERDADE PRÁTICA = O amor é a essência de todas as virtudes morais de Cristo originadas pelo Espírito Santo, e implantadas no crente.
 
LEITURA BÍBLICA= João 13.34.35; Lucas 6.27-35.
 
PONTO DE CONTATO
 
Professor, como está a motivação de seus alunos para o tema em apreço? Eles participaram das aulas? Responderam as questões propostas? É preciso ensinar com dinamismo, criatividade e profundidade. Não são poucos os alunos que desconsideram estes assuntos por acharem que já os conhecem: “Já sei o que vão ensinar: que preciso amar e ter paz com meu irmão...”. Para estes, uma aula monótona e repetitiva é desmotivadora. Por isso, você deve ensinar utilizando todos os recursos didáticos que estiverem a sua disposição. Use constantemente das ilustrações. Procure “tocar” não apenas a razão, mas a alma e os sentimentos de seus alunos. Se possível, adquira a revista Ensinador Cristão n° 21. Nela, você encontrará várias sugestões de dinâmicas.
 
OBJETIVOS
 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
 
• Estabelecer a diferença entre o amor agapē, philia e eros.
• Distinguir as três dimensões do amor.
• Refletir sobre seu relacionamento com Deus, com o próximo e consigo mesmo.
 
SÍNTESE TEXTUAL
 
A recomendação de Jesus em Lucas 6.27-35 corresponde, com ligeiras modificações, a de Mateus 5.38-48. No contexto do Evangelho de Mateus, o ensino sucede à Lei do Talião, e incorporado à lei mosaica, exigia o castigo proporcional ao crime (Mt 5.38). Lucas, por escrever aos gregos, dispensa a frase-padrão “ouviste o que foi dito” por esta referir-se à tradição hebraica. A estrutura das estrofes dos versos 20-22 (bem-aventurados) se opõe aos versos 24-26 (os ais).
 
Os termos pobres, fome, choro e aborrecer contrastam com ricos, fartos, riso e falar bem, formando o que se chama de paralelismo antitético. Esses jogos de palavras e efeitos estilísticos são recursos retóricos do ensino de Cristo para enfatizar que o pobre, o faminto, o aflito e o odiado devem amar apesar de tudo: “Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem” (Lc 6.27).
Os verbos estão no imperativo, isto é, em forma de ordem: amai... fazei... bendizei... orai, responsabilizando o indivíduo como agente ativo da prática do bem (vv.27-28). Entretanto, nos versos 29-30, verificamos a passividade do ofendido: te ferir..., te tirar a capa..., te pedir..., tomar o que é teu... Amar ao inimigo é ser solícito ao bem estar e salvação deste. Este amor inaudito foi demonstrado por Jesus que amou a todos, sem distinção.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
 
Professor, vamos ministrar esta lição usando um recurso didático já no primeiro tópico? Trata-se do Quadro de Relações Múltiplas. Este auxílio permite ao aluno compreender as múltiplas relações de uma mesma palavra. No tema Os Três Tipos de Amor, temos três termos que o estruturam: agapē, philia e eros. Para que a classe perceba a ênfase de cada um destes vocábulos reproduza o gráfico abaixo. Este pode ser feito na lousa, apresentado no flipchart ou no flanelógrafo. Acrescente um outro tipo de amor definido pelos gregos, storge, o amor do núcleo familiar.
 
INTRODUÇÃO
 
O amor, em seu conceito mais sublime, é personificado em Deus. A melhor e mais curta definição do amor é Deus, pois, Deus é amor. Este foi manifesto à humanidade por Jesus Cristo (Rm 5.8; Jo 13.1).
 
A quem Jesus tanto amou que voluntariamente deu sua própria vida? A indivíduos perfeitos? Não! Um dos discípulos negou-o; outro duvidou dele; três dos que compunham o círculo interno dormiram enquanto Ele agonizava no jardim do Getsêmani; dois desses almejaram elevadas posições em seu Reino; outro tornou-se o traidor.
 
E quando Jesus ressuscitou, alguns não creram. Mas Jesus amou-os até ao fim — até à plena extensão do seu amor. Ele foi abandonado, traído, desapontado e rejeitado, contudo, amou!Nesta lição, estudaremos o significado do amor como fruto do Espírito, e como é manifestado na vida do crente.
 
I. OS TRÊS TIPOS DE AMOR
 
Amor é a suprema virtude do fruto espiritual! Jesus foi persistente ao ensinar os discípulos acerca do amor (Jo 13.34,35). A respeito de que amor Jesus estava falando? Há pelo menos três tipos de amor que consideraremos resumidamente.
 
1. Amor divino (Jo 3.16). O amor divino é expresso pela palavra grega agapē que significa “amor abnegado; amor profundo e constante”, como o amor de Deus pela humanidade. Esta perfeita e inigualável virtude abrange nosso intelecto, emoções, vontade, enfim, todo o nosso ser.
O Espírito Santo a manifestará em nós, à proporção que lhe entregamos inteiramente a vida. Este predicado flui de Deus para nós que o retornamos em louvor a Deus, adoração, serviço e obediência a sua Palavra: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). É o amor agapē descrito em 1 Coríntios 13.
 
2. Amor fraterno. Em 2 Pedro 1.7, encontramos o amor expresso pela palavra original philia, que significa “amor fraternal ou bondade fraterna e afeição”. É amizade, um amor humano, limitado. Esse tipo é essencial nos relacionamentos interpessoais, no entanto, é inferior ao agapē, porquanto depende de uma reciprocidade; ou seja, somos amigáveis e amorosos somente com os que assim agem (Lc 6.32).
 
3. Amor físico. Há outro aspecto do amor humano, o qual não é mencionado na Bíblia, contudo, está fortemente subentendido através de fatos: o eros. Este é o amor físico proveniente dos sentidos naturais, instintos e paixões. Costuma basear-se no que vemos e sentimos; pode ser egoísta, temporário e superficial, e tornar-se concupiscência. É inferior aos outros porque muitas vezes é usado levianamente.
 
O maior desses é o amor agapē — o amor de Deus, que foi manifestado na vida de Jesus. Este possui três dimensões: amor a Deus, a si mesmo e ao próximo (Lc 10.27).
 
II. AMOR A DEUS — A DIMENSÃO VERTICAL
 
1. Amar a Deus acima de tudo. Amar a Deus é nosso maior dever e privilégio. Como fazer isso? De todo o nosso coração, alma, força e entendimento! A palavra coração refere-se ao homem interior, isto é, envolve espírito e alma. Devemos amar a Deus com toda a plenitude de nosso ser, acima de tudo. Assim sendo, também amaremos o que Ele ama e lhe pertence: sua Palavra, seus filhos, sua obra, sua igreja e as ovelhas perdidas, pelas quais estaremos dispostos a sofrer (Fp 1.29). Quando sofremos por Cristo, dispomo-nos a padecer perseguições a fim de glorificá-lo, e revelamos seu amor ao pecador. Ao sofrermos com Cristo, sentimos o que Ele sentiu pelo pecado e pelo pecador, conforme está descrito em Mateus 9.36.
 
2. O exemplo de Jesus. Sabemos o que é o amor agapē pelo exemplo de Jesus. É o amor que Jesus ensinou e viveu (Jo 14.21); é difícil de compreender. O apóstolo Paulo fala a esse respeito em Efésios 3.17-19. Neste texto, observamos que este amor leva-nos a amar: arraigados em amor, para compreendê-lo e conhecê-lo!
 
3. O teste do amor agapē. Seu amor agapē é direcionado a Deus? Isto pode ser verificado através de sua obediência. Jesus disse: “Se me amardes, guardareis [obedecereis] os meus mandamentos” (Jo 14.15); “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda [obedece], este é o que me ama” (Jo 14.21); “Se alguém me ama, guardará [obedecerá] a minha palavra. [...] Quem não me ama não guarda [obedece] as minhas palavras” (Jo 14.23,24). O Espírito Santo revela-nos o amor de Deus com o intuito de amá-lo e conhecê-lo ainda mais. Nossa sensibilidade em sua direção expressa obediência, e agrada a Deus.
 
III. AMOR AO PRÓXIMO — A DIMENSÃO HORIZONTAL
 
Não conseguiremos amar nosso semelhante com amor agapē, salvo se amarmos a Deus primeiro. É o Espírito Santo que nos capacita para cumprir o segundo maior mandamento da lei (Lv 19.18). O apóstolo João enfatizou a importância do amor agapē ao próximo: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade [o amor] é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade [amor]. [...] Se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeita a sua caridade [amor]. Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (1Jo 4.7,8,12,20).
 
Ao exortar um intérprete da lei a amar a Deus e o próximo, Jesus afirmou: “Faze isso e viverás”, ele, porém, perguntou-lhe: “Quem é o meu próximo?”. Leia a resposta do Mestre em Lucas 10.30-37.
 
IV. AMOR A SI MESMO — A DIMENSÃO INTERIOR
 
1. O “amor a si mesmo” reflete o amor de Deus por nós. Pode parecer estranho sugerir que o amor agapē inclui amar a si mesmo. Este amor leva-nos a preocuparmo-nos com o eu espiritual, e a buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça, porquanto reconhecemos ser a vida eterna mais importante do que nossa existência aqui na terra.
 
O cristão que ama a si mesmo com amor agapē não só cuidará de suas necessidades pessoais, mas também permitirá ao Espírito Santo desenvolver o seu caráter mediante o estudo da Palavra de Deus, a oração e a comunhão com outros crentes. Ele desejará que o fruto do Espírito manifeste-se em sua vida, conformando-o à imagem de Cristo diariamente.
 
2. O pecado impede que a pessoa ame a si mesma. Há indivíduos que acham difícil amar a si mesmo em virtude de erros cometidos no passado. Eles sofrem de remorso. Contudo, o amor agapē, que flui de Cristo, proporciona perdão completo a cada pecado cometido (Rm 8.1). Podemos nos olhar através da graça de Deus e contemplar homens limpos de todo o pecado, purificados pelo sangue precioso de Jesus e com uma nova natureza concedida pelo Espírito Santo. Podemos amar esta nova criatura, e transmitir esse amor aos outros.
 
3. Relação entre as três dimensões do amor agapē. Estas dimensões são interdependentes. O amor que dedicamos a nós mesmos revela o nosso amor ao próximo, o qual, evidencia o nosso amor a Deus (1Jo 4.20,21). Precisamos aprender com o Espírito Santo o que significa o amor agapē. Em Efésios 5.10 está escrito para aprendermos a discernir o que é agradável ao Senhor. Como? Com o auxílio do Espírito Santo! Sem ele, podemos amar mais a glória dos homens do que a de Deus (Jo 12.43); mais as trevas do que a luz (Jo 3.19); mais a família do que Jesus (Mt 10.37); e priorizar os lugares mais importantes (Lc 11.43).
 
CONCLUSÃO
 
Jesus almeja que amemos as pessoas como Ele nos ama: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15.12). Isso nunca seria possível mediante o amor humano, limitado. Entretanto, à medida que o Espírito Santo desenvolve a semelhança de Cristo em nós, aprendemos a amar como Cristo amou.
 
 
Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
 
LUCADO, Max. Um amor que vale a pena. CPAD, 2003.
 
BRUNELLI, Walter. Conhecido pelo amor. CPAD, 1995.
 
Lições Bíblicas CPADJovens e Adultos1º Trimestre de 2005, O Fruto do Espírito — A plenitude de Cristo na vida do crente, Comentarista: Antonio Gilberto