12 de dezembro de 2017

Perseverando na Fé



Perseverando na Fé

TEXTO ÁUREO = "A que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono." (Ap 3.21)

VERDADE PRÁTICA = A vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. Há uma gloriosa promessa para quem perseverar até o fim.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gl 6.9,10: Perseverando em fazer o bem
Terra - Tg 1.2-4: Quando a perseverança amadurece a nossa caminhada de fé
Quarta - Fp 3.13,14: Mantendo os olhos fixos em Cristo Jesus
Quinta - Mc 13.13: A promessa para quem perseverar até o fim
Sexta – Ap 3.11: Guardando o que tem para ninguém roubar a nossa coroa
Sábado - 2 Ts 2.16,17: Consolando o coração durante a caminhada da fé

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = 2 Timóteo 4.6-8

6 Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
HINOS SUGERIDOS; 25, 320, 539 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que a vida cristã exige perseverança, coragem e determinação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
I- Explicar que é preciso perseverar na fé cristã;
II- Mostrar o perigo da apostasia;
III- Compreender que em Cristo estamos seguros.

INTRODUÇÃO

Conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, Continuar a ser ou ficar; manter-se, permanecer, conservar-se, persistir, Conservar a sua força ou ação; continuar, perdurar, subsistir, persistir, Ter ou mostrar perseverança, firmeza; permanecer sem mudar ou sem variar de intento.
A perseverança é uma das mais belas e maravilhosas virtudes encontradas na vida cristã, acredito que a perseverança é uma das características que compõe a base, a estrutura, o alicerce para garantirmos o sucesso, alcançando todas as vitórias almejadas na vida cristã. E, também acredito que o motivo de muitas derrotas, na vida de muitos cristãos é devido à abstinência desta admirável virtude que é a PERSEVERANÇA.

Conceito bíblico de perseverança. A perseverança trabalha na natureza, no temperamento, no comportamento do cristão, tornando-o resistente para vencer os obstáculos, II Pe 1:4.
Logo, o cristão passa ter a mente de Cristo, I Co 2: 16 .A perseverança ajuda o cristão a vencer as provações e tribulações da vida espiritual, Rm 12:12 .A perseverança é sinal de vitória, II Tm 4:7. A perseverança produz vitória !!! O cristão perseverante não pode se separar de Cristo, Gl 5: 4 .
Devemos perseverar porque a Bíblia nos diz em Mateus 24:13 - "Mas aquele que perseverar até o fim, será salvo".

A Palavra de Deus também nos adverte em relação a apostasia, que significa: desviar-se da fé, desistir ... , não podemos parar, não podemos desistir, e sim, devemos seguir olhando para o alvo que é Cristo Jesus, I Tm 4:1-3; Mt 24:4-5. E satanás anda enganando, seduzindo o mundo, portanto não se deixe levar pelas banalidades desta vida, pelas camuflagens do inimigo, pois este mundo está rodeado de falsas aparências, seja um vencedor e tenha discernimento do Espírito de Deus para identificar as ciladas do inimigo, Ap 12:9; I Jo 2:16,17.

Provisão divina e cooperação humana.

Abraão. Ele passou um longo período de tempo aguardando o cumprimento das promessas do Senhor. Acredito que o exemplo de Abraão é mais próximo de nossas atitudes (enquanto ser humano), pois depois de receber a promessa que seria pai de muitas nações (Gn 12:2 e 13.16), tentou “encurtar o caminho” tendo um filho com a serva de Sara, a Agar. Prosseguindo na história, vemos que não era este os planos do Senhor para Abraão (Gn 17.16, 19, 21), acredito inclusive que a passagem em Gn 17.1 é um “puxão de orelha” que o Senhor deu em Abraão.

A promessa do Senhor de fazer a descendência de Abraão prospera e incontável, implicaria em um início de no mínimo um filho, mas havia ali uma enorme dificuldade, uma vez que Sara era estéril (Gn 11.30), mas Deus não se limita as circunstâncias naturais. 

Podemos crer em suas promessas, por mais que pareçam impossíveis como no caso de Abraão. Não precisamos encurtar o caminho! Mas tenho que admitir que é isso é muito mais fácil na “teoria” do que na prática.

A promessa do Senhor de fazer a descendência de Abraão prospera e incontável, implicaria em um início de no mínimo um filho, mas havia ali uma enorme dificuldade, uma vez que Sara era estéril (Gn 11.30), mas Deus não se limita as circunstâncias naturais. Podemos crer em suas promessas, por mais que pareçam impossíveis como no caso de Abraão. Não precisamos encurtar o caminho! Mas tenho que admitir que é isso é muito mais fácil na “teoria” do que na prática.

Outro grande exemplo bíblico de perseverança é José, que após ter revelações em sonhos (Gn 37.5-9), passou por situações adversas, sendo inclusive jogado em uma cova por seus próprios irmãos (Gn 37.24) e depois foi vendido como escravo a mercadores (Gn 37.28). Neste instante, vemos que a situação não estava nada favorável a José. Ele poderia pensar que todos os seus sonhos não passaram de bobagens e ilusões, mas não foi o que aconteceu. Durante todo o momento de adversidade que José estava vivendo, o Senhor era com ele (Gn 39:2, 21), e com perseverança, José alcançou as promessas reveladas por sonho a ele (Gn 42.6).

Provisão divina e cooperação humana. A perseverança dos santos e o pecado. A esta altura é importante salientar que esta perseverança  não significa ausência de lutas na vida cristã e a abolição por completo da responsabilidade pessoal que cada um tem diante de Deus. Temos a convicção que há uma luta ferrenha contra a carne, o mundo e o diabo. A vida cristã é uma batalha diária contra as forças do mal, contra a nossa natureza pecaminosa e contra o mundo que nos rodeia.
Porém, o que esta perseverança nos ensina, é que apesar de todas estas lutas, temos a garantia da vitória. Não por causa das nossas próprias forças, mas porque o Senhor que nos manda ser fiéis até a morte e perseverar até o fim, ele também nos dá os meios para cumpramos os seus mandamentos. Esta doutrina nos auxilia e nos estimula na nossa caminhada cristã, sabendo que podemos lutar dia após dia, que o inimigo não será vitorioso na nossa vida e que se Deus é por nós, quem será contra nós. 

A perseverança revela os crente genuínos. A Bíblia diz em Marcos 13:13 “E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”
A perseverança revela fé genuína. A Bíblia diz em Hebreus 3:6 “Mas Cristo é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança.” 

Àqueles que perseveram, Deus promete-lhes victória. A Bíblia diz em Filipenses 3:13-14 “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.”

O PERIGO DA APOSTASIA

Conceituando apostasia. Apostasia significa o abandono e a negação da fé. Ou seja, a negação daquilo que se crê, ou melhor, que se cria anteriormente. De uma forma bem simples, apostasia na Bíblia é a negação do ensino bíblico e o afastamento das pessoas da vontade de Deus. A apostasia acontece quando a pessoa renega sua fé e deixa para trás tudo aquilo que cria, abandonando totalmente a filosofia de vida pautada na Palavra de Deus.

Destaco na Bíblia um exemplo de dois homens que apostataram da sua fé, ou seja, que a abandonaram e a negaram. Vejamos: “Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.” (2 Timóteo 2. 17)

Estes dois homens (Himeneu e Fileto) estavam pregando algo contrário ao que as Sagradas Escrituras (a verdade) ensinavam e foram rapidamente identificados por Paulo como apóstatas. Geralmente o apóstata tem dificuldade de se arrepender e defende a sua “doutrina” com unhas e dentes. Daí a necessidade de serem rapidamente questionados e combatidos. Himineu, Fileto e outros, traziam confusão no seio da igreja, negando a verdade da Palavra de Deus que outrora criam. Isso nos leva a entender que é muito importante que a liderança da igreja de Cristo esteja atenta com relação a pessoas apóstatas, principalmente aquelas que tem o prazer de disseminar heresias e todo tipo de falsa doutrina, questionando elementos fundamentais da palavra de Deus.

A Bíblia também nos mostra que nos últimos tempos haverá um abandono da fé por parte de muitas pessoas. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1 Timóteo 4. 1). Justamente por não valorizarem a Bíblia, estas pessoas se perderão em ensinos que não vêm de Deus, ensinos de espíritos enganadores e de demônios.    
                                                                                                                                  
Infelizmente estamos vivendo um tempo de grande apostasia no mundo, pois as pessoas têm rejeitado a Palavra de Deus, trocando-a por outros ensinos que têm “aparência” de verdadeiros, mas que as levam para cada vez mais longe de Deus. E o pior de tudo é que muitas igrejas têm sido totalmente apóstatas inventando doutrinas que não existem na Bíblia e transformando-se em igreja de satanás e não de Deus.

A pratica da apostasia. Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos, com ação de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido, com ação de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração é santificado." 1 Timóteo 4.1-5

Sabemos  que NÓS SOMOS A IGREJA, NÓS SOMOS HABITAÇÃO DE DEUS VIVO! Isso implica numa vida de santidade não apenas quando estamos aqui no templo, mas em toda a nossa existência, já que somos templos do Espírito Santo. 

E quanto A FUNÇÃO DA IGREJA, aprendemos que nosso papel como igreja é DEFENDER E PROMOVER a verdade que o evangelho ensina. Devemos defender pregar a mensagem da cruz sem distorções ou tentativas de amenizar.

Mas, infelizmente nem sempre isso acontece. Nem sempre a igreja promove e defende a verdade que foi confiada a ela. E quando alguns procedem assim, chamamos isso de APOSTASIA.
Apostasia é o ABANDONO DA FÉ. É quando alguém renuncia a verdade bíblica e parte para outras doutrinas. 

É disso que Paulo vai tratar agora. De pessoas que, mesmo dentro das igrejas, estão levando muitos ao engano.

 SEGUROS EM CRISTO

Cristo garante a salvação. Jesus demonstrou que quem ouve a sua palavra e crê em Deus, tem a vida eterna, ou seja, não entrará na condenação, pois passou da morte para a vida ( Jo 5:24 ).
A condição do pecador é morte, o mesmo que escravo do pecado, destituído da glória de Deus, filho da desobediência, filho da ira, etc. Quem crê deixa a condição de morto e passa a condição de vida. Quem crê em Cristo não é condenado, mas quem não crê já está condenado, pois permanece sob a condenação imputada a Adão e todos os seus descendentes ( Jo 3:18 ).

A condenação e a ira de Deus veio sobre todos os homens por causa da ofensa de Adão. Através da ofensa de Adão todos pecaram e morreram, ou seja, foram separados d’Aquele que é a vida. Qualquer que crê em Cristo possui vida eterna e não mais será alvo da ira de Deus ( Jo 3:36 ).
A todos que ouvirem a mensagem do evangelho e confessar a Cristo, o sumo sacerdote da nossa confissão, crendo que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos para a glória de Deus Pai, serão salvos ( Rm 10:9 -10 ).

Serão salvos de que? Da atual condição financeira? Da família problemática? Dos problemas socioeconômicos? Etc. Não! Jesus alertou que os que n’Ele crê serão salvos da condenação estabelecida em Adão, porém, não seriam tirados do mundo e continuariam tendo aflições ( Jo 16:33 ). Qualquer que crer em um pseudo-evangelho que anuncia que Deus mudará a condição social do homem, ou que haverá uma mudança financeira radical daquele que segue a Cristo, não será salvo, nem da ira vindoura, nem das questões relativo a este mundo, pois o evangelho de Deus é segundo as escrituras e não se constitui programa social.

A Bíblia é clara: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” ( Rm 10:13 ), porém, a promessa de Deus diz da esperança futura, e não das coisas deste mundo.
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna, ou seja, o evangelho não veio promover riquezas deste mundo ( Jo 3:16 ). Por que é necessário ao homem crer em Cristo? Para justificação de todo que crê ( Rm 10:4 ).
Qual a preocupação do carcereiro que guardava Paulo e Silas? Aumento de salário? Mudança na sua posição social? Comandar uma empresa? Ser um magistrado? Não! A pergunta dele é clara: “E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” ( At 16:30 ).

A alegria da salvação. "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor." (Salmos 122:1).  A Bíblia fala muito sobre alegria. Infelizmente nós vivemos em um mundo onde há muita tristeza, tragédias e preocupações. Se você olhar para os lados, você vai ver faces longas e tristes, corações pesados, más notícias. Os jornais flama de tragédias, calamidades, desemprego e acidentes terríveis. As circunstâncias querem nos esmagar e nos abater.

Houve um momento em que Davi havia perdido a alegria de viver, estava sendo consumido  pelo remorso e pela culpa e a sua oração foi apenas uma, dizendo assim: “Restitui-me a alegria  da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Sl 51.12). Restitui-me a alegria, o  prazer, o gozo da salvação.

É possível perceber quando um casamento está doente pelo fato de um dos cônjuges se  entristecer no momento de voltar para a casa. Isso pode ser um dos motivos de os bares  estarem quase sempre muito cheios. Algumas pessoas que ainda não tiveram um encontro com  Cristo, em vez de irem para a casa ao final de um dia de trabalho, preferem ir para os bares, e  permanecem lá até um horário em que não mais encontrarão com aquele(a) que as aborrecem,  pois certamente já estará dormindo. Tudo isso porque a casa deixou de ser prazerosa, e  escolhem ficar ao lado dos colegas do que com a família. E por quê? Porque a alegria na família  terminou para elas.

Se perdemos a alegria, ir aos cultos passa a ser enfadonho, entregar os dízimos se torna algo terrível, mas quando o nosso coração passa a viver o contentamento da salvação, a alegria extravasa não somente em palavras, mas por meio dos atos. Em toda a nossa vida haverá um brilho no olhar, e só de ouvirmos o nome “Jesus”, a adoração será intensa e a leitura da Bíblia um prazer.

Como viver a alegria da salvação? É preciso perseverança. Perseverança é a nossa condição de estarmos seguros em Cristo Jesus até que Ele volte, ou até que tenhamos o privilégio de irmos ao encontro dele. É sempre, todos os dias, e não apenas aos domingos.

Deus é perseverante, é constante. Ele não mudará jamais as Suas promessas, e sim cumpre cada uma delas, está escrito que “nem uma promessa falhou de todas as suas boas promessas” (1Rs 8.56).
Muitas vezes achamos que as promessas do Senhor estão demorando a serem cumpridas, mas Deus não retarda as Suas promessas, ainda que o tempo dele seja diferente do nosso. Não adianta você querer ser avô hoje se seu filho tem apenas oito anos de idade, ou seja, há um tempo de maturação. Todas as promessas do Senhor têm o sim e o amém, mas existe também o tempo do Senhor.
Tome posse desta declaração para a sua vida, para a sua família: “Porque eu, o SENHOR, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada” (Ez 12.25). “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18).

Deus nos guarda em meio à tribulação. Todos nós estamos sujeitos a passarmos por tribulação, por um tempo de provas. E muitas vezes diante da prova muitos têm tendência a desanimar. É muito fácil perseverar num tempo cheio de abundância, mas o desafio é perseverar também no tempo de tribulação.

Deus cumpre o que promete. Mas a confiança não deve estar na nossa capacidade de fazer obras que nos mantém salvos, mas a nossa perseverança na capacidade de vivermos com Jesus. É confiarmos que Deus não nos enganará de maneira alguma, pois não Ele não é como os seres humanos.
Do início ao fim do livro de Jó parece que há somente provas e tribulações. Quando olhamos para a vida dele, vemos que perseverou até o final, e tudo que perdeu foi restituído em dobro, até mesmo a quantidade de filhos (Jó 42.10-17).

“No momento que abrimos o nosso coração e proclamamos Jesus como Senhor e Salvador, Ele entra na nossa vida e recebemos salvação. Viva essa realidade!

CONCLUSÃO

Arte da perseverança está renúncia, na busca constante da consagração e comunhão com o Senhor nosso Deus. É preciso abrir mão de muitos desejos pessoais, é preciso sacrificar as suas intenções naturais, para seguir no perfeito caminho da vontade de nosso Senhor Jesus Cristo.
Observamos que a igreja verdadeira é a coluna e baluarte da verdade do evangelho                                ( ALGUMAS TEM DEIXADO O EVANGELHO E SE TORNANDO FONTE DE SECA ENGANANDO OS SEUS FIEIS),  porque nem sempre a mesma promove e defende a verdade que foi confiada),  a ela. É quando acontece a APOSTASIA, o ABANDONO DA FÉ.


1. Experimente hoje a alegria da salvação.

a) Se você está se sentindo como a menina cativa, escrava em um mundo estranho, rodeada de pessoas impuras numa sociedade secularizada, brilhe! Testemunhe de Jesus!

b) Conte que há um poder que está acima de todo poder, conte que há um poder restaura e traz alegria.

2. Experimente hoje a alegria de ser salvo e restaurado por Jesus.

a) Se você se sente massacrado pelo pecado, se você se sente humilhado e vencido pelos vícios, por problemas, incertezas, lembre-se de Jesus, a Água da Vida que cura a restaura.

3. Experimente hoje a alegria da salvação.

a) Se você está na igreja mas ainda não é uma testemunha do poder de Jesus, se você ainda não se entregou ao serviço do Mestre, hoje é o dia! Esta é a hora de mudar! Deus está chamando!

b) Deus está chamando para ser um instrumento de Salvação. É hora de sentir a maior alegria... a alegria da salvação!

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

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6 de dezembro de 2017

LIÇÃO 11 – ADOTADOS POR DEUS


LIÇÃO 11 – ADOTADOS POR DEUS - 4º TRIMESTRE DE 2017 (Rm 8.12-17)

 

TEXTO ÁUREO

 

"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor,

mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." (Rm 8.15)

 

VERDADE PRÁTICA

 

A obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou

ser adotados como filhos amados de Deus.

 

Introdução

 

A adoção espiritual é uma bênção proveniente da obra salvífica de Cristo Jesus. Isso significa que deixamos a condição de criaturas, servos e servas do pecado, para viver a condição de filhos libertos que desfrutam dos privilégios da obra de salvação. Embora usufruamos das inumeráveis bênçãos dessa condição atualmente, temos a esperança de, num futuro bem próximo, desfrutarmos da adoção plena e gloriosa nos céus.

 

I - CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

 

Definição etimológica

O dicionário Houaiss (2001, p. 88) diz que adoção é: “ação ou efeito de adotar, de aceitar alguém ou algo; processo legal que consiste no ato de se aceitar espontaneamente como filho, desde que respeitadas as condições jurídicas para tal, aceitação como parte integrante da vida de uma família, aceitação ou admissão do que antes era externo, alheio, estranho ou não era conhecido ou cogitado, ato jurídico que cria relações de paternidade e filiação entre duas pessoas e este ato faz com que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa”.

 

Conceito bíblico e teológico.

 

No sentido bíblico, o ser humano caído em pecado é uma criatura e não filho de Deus. Para se tornar filho de Deus é preciso crer no sacrifício vicário de Cristo para então ser recebido pelo Pai como filho por adoção (Jo 1.12; Cl 4.5). Assim, é possível fazer parte da família de Deus, desfrutando de uma relação terna e amorosa cuja expressão mais peculiar para descrevê-la é Aba (paizinho). Pai (Gl 4.6).

É um privilégio ser membro de uma família em que todos passam a chamar e a considerar uns aos outros, irmãos em Cristo (l Ts 2.14). Toda essa bênção só é possível porque fomos feitos "filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.5).

 

Definição teológica.

A palavra grega traduzida para “adoção” é “huiothesia” é uma palavra composta formada de “huios” que significa “filho”, e “thesis” que por sua vez é “posição ou colocar” (Rm 8.15,23; 9.4, Gl 4.5; Ef 1.5). Portanto, seu sentido primário é: “colocar como filho”, “dar a alguém a posição de filho”.

 

Em escritos seculares gregos essa palavra era muitas vezes usada no mesmo sentido que usamos a palavra adoção; isto é, aceitar alguém que não era por natureza da família e legalmente recebê-lo e tratá-lo como filho por nascimento […] é o ato jurídico pelo qual uma pessoa recebe outra como filho, independentemente de existir entre elas qualquer relação de parentesco consanguíneo ou afinidade” (VINE, 2002, p. 374).

 

Benefícios da adoção.

 

Fazer parte de uma família, e nesse caso da família de Deus (Ef 2.19), traz inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a uma casa eterna. Este termo lembra um lugar de refúgio, paz e descanso. Nesse sentido, num mundo conturbado em que vivemos, encontrar a casa do Pai é um grande alívio e um antídoto contra as perturbações, angústias e aflições nos dias atuais. Além disso, a adoção divina nos tira o senso de inferioridade que o pecado carrega, nos coloca num lugar elevado, tirando-nos "da potestade das trevas" e transportando-nos "para o Reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13).

 

Herdeiros da promessa.

 

O Espírito Santo testifica ao nosso coração que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Somos filhos porque fomos adotados pelo Pai, passamos a fazer parte de sua família e a desfrutar do privilégio de sermos os seus herdeiros (Tt 3.7; Rm 8.17).

 

Por meio da adoção divina, deixamos de ser escravos, sem herança nem direito, para nos tornarmos filhos portadores de todos os privilégios da casa do Pai (Gl 4.7). Logo, temos uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível que está reservada nos céus para nós (1Pe 1.4).

 

A adoção é para todos os que creem

Os principais textos que tratam dos crentes como filhos de Deus são (Sl 103.13; Ef 1.5; Gl 4.4,5; Rm 8.15-17; Jo 1.12; 2 Co 6. 18; Rm 8.15; 23; Gl 4.6; Hb 12.6; Hb 6.12; 1Pe 1.3,4; Hb 1.14). Continua-se a observar os aspectos legais que ocorrem na vida do pecador que recebe a Cristo como Salvador: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). A presunção humana de achar que todos os homens são filhos de Deus não corresponde à verdade bíblica.

II - ADOÇÃO DE FILHOS DE DEUS

A adoção nos torna filhos de Deus

Ninguém precisará jamais adotar um filho natural porque já é filho. Deus tem apenas um Filho, o qual, por ser o único, é chamado de Filho Unigênito (Jo 3.16). Os homens tornam-se filhos por adoção, e essa adoção é um ato legal, pois ela inclui a pessoa salva na família de Deus, responsabilizando-a pela obediência filial. Como consequência dessa filiação, o crente passa a ter todos os direitos e privilégios de filho: “E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo […]” (Rm 8.17; ver Gl 4.5,6). “[…] deu-lhes o poder de seremfeitos filhos de Deus […] ” (Jo 1.12). De “serem feitos” porque não eram antes (BRUNELLI, 2016, p. 359).

A adoção nos dá os direitos de um filho natural

A adoção no mundo greco-romano era ordinariamente de jovens de bom caráter que se tornavam os herdeiros e mantinham o sobrenome dos ricos que não tinham filhos. Porém, o NT proclama a adoção corteza do Senhor a pessoas pecadoras para se tornarem os herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (Rm 8.15-17; Gl 3.26, 27; 4.5,6; 1Jo 3.1). Em uma cerimônia legal, ao filho adotado era concedido todos os direitos de um filho natural. Não existe dignidade suficiente no homem que o faça merecer tão graciosa obra da salvação (Ef 1.5; Gl 4.5; Rm 8.15). Quem não é filho, vive numa insegurança marcante, porém quem é filho sente segurança: “porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes, outra vez, atemorizados” (Rm 8.15) (ENNS, 1998, p. 35).

A adoção nos dá uma nova relação familiar

Pela adoção, os laços com a velha família são quebrados, pois somos resgatados da lei (Gl.4.5); da escravidão (Rm 8.15); das futilezas que cercavam a nossa vida (1Pd 1.18); e da maldição familiar (Ex 20.5). Pela adoção, um novo ambiente familiar é estabelecido.

A adoção vai ainda um pouco além, pois: “ela outorga não apenas um novo nome, um novo status legal e uma nova relação familiar, mas também uma nova imagem, a imagem de Cristo” (Rm 8.29; Ef 2.11-13; 19). O adotado não tem nenhum mérito pela escolha do “adotador” pois a soberania divina exclui com eficácia qualquer mérito (Ef 1.5; Gl 3.26; 4.4-7). “Adoção é um ato por meio do qual Ele (Deus) nos faz membros da Sua família”. Filho, no sentido legítimo da palavra, é alguém que tem em si os “genes” do pai e da mãe. Todavia, há filhos adotados,por um ato de amor e, ao mesmo tempo, jurídico, passando a desfrutar das mesmas regalias e direitos de um filho biológico; ou ainda, pelo direito à cidadania estrangeira, como ocorreu com Paulo (At 22.25,26) (BRUNELLI, 2016, p. 369).

Adoção nos dá privilégios espirituais

O status de filhos traz-nos alguns privilégios:

(a) tratar a Deus como Pai nas nossas orações e de receber o perdão de nossos pecados: “Pai nosso, que estás nos céus […]” (Mt 6.9);

(b) ter o testemunho do Espírito acerca da nossa salvação, o qual clama “Aba, Pai”, dando-nos o testemunho de que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16);

(c) sermos amados por ele, enquanto ignorados pelo mundo (1Jo 3.1); (d) ter o privilégio de sermos guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14), (e) gozamos do cuidado do Pai (Mt 6.32) e da liberdade de lhe pedir o suprimento das nossas necessidades (Mt 7.11); (f) podemos lhe pedir o Espírito Santo (Lc 11.13) e gozarmos do direito a ter uma herança nos céus (G1 4.7; 1Pd 1.4), e, além de tudo, o salvo é colocando lado a lado com o Filho Unigênito do Pai (Rm 8.17).

 

III - A DOUTRINA DA ADOÇÃO NO PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Depois de adotado por Deus, o crente passa a ser filho do Pai Celeste: “Amados, agora somos filhos de Deus…” (1Jo 3.2); como irmão de Jesus (Hb 2.11); e como herdeiro dos céus (Rm 8.17). De igual modo, é libertado do medo (Rm 8.15) e desfruta de segurança e certeza de vida eterna (Gl 4.5,6).

A adoção no passado

A regeneração nos dá a natureza de filho de Deus, já a adoção nos dá a posição de filhos. Em Efésios 1.4,5 está escrito que fomos predestinados por Deus para adoção de filhos, “… antes da fundação do mundo […] e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo […]”; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus que é condicional.

A adoção no tempo presente

Há bênçãos desfrutadas já nesta vida, decorrentes da adoção, como:

(a) o nosso nome de família: “chamados filhos de Deus” (1Jo 3.1; Ef 3.14,15);

(b) o testemunho do Espírito Santo em nosso interior, de que somos filhos de Deus (Rm 8.16);

(c) o recebimento do Espírito Santo (Rm 8.15; Lc 11.11-13);)

(d) a disciplina da parte de Deus como seus filhos: “Se estais sem disciplina […] sois então bastardos, e não filhos” (Hb 12.8; 6-11);

(e) a nossa herança celestial, declarada e garantida por Deus (Rm 8.17);

(f) Por meio da adoção, os nossos nomes foram registrados no livro da vida do Cordeiro (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 17.8; 3.5; 13.8; 20.12,15; 21.27).

A adoção no tempo futuro

Paulo traz à mente do povo de Deus, que sua relação com Deus agora em Cristo, é totalmente diferenciada. Não mais escravos, mas filhos. Em Romanos 8.23, vemos que os nossos privilégios quanto à adoção de filhos de Deus têm ainda um lado futuro: “… gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Isso se dará na vinda de Jesus para levar a sua Igreja, o que nos mostra que a adoção de filhos se concretizará de maneira plena no futuro com o arrebatamento da Igreja. “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus […]. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque como é o veremos […]” (1Jo 3.1-3).

 

IV - O QUE NÃO É A ADOÇÃO

 

A adoção não é regeneração

 

A adoção lida com a nossa mudança de posição pois éramos por natureza “filhos da ira” (Ef 2.3) e “filhos do diabo” (1Jo 3.10); nossa posição era de alienação e condenação.

Devido à remoção do pecado e à obra meritória de Cristo nossa posição muda, de modo que agora somos chamados filhos de Deus. O filho adotivo retém a natureza de seus pais biológicos; ele não assume a natureza de pai adotivo. Mas Deus, na regeneração, permite que seus filhos, “nascidos de novo”, se tornem participantes da sua natureza santa e amorosa, como seu Pai celestial (2Pd 1.4). Deus fez o que nenhum pai ou mãe humanos podem fazer quando adotam uma criança que é mudar a personalidade e a natureza da criança que adotaram de modo que sejam semelhantes às deles. Os judeus contemporâneos de Jesus alegaram ser filhos de Deus, porém, suas atitudes não demonstravam essa condição de filhos de Deus; por isso, Jesus chamou-os de “filhos do diabo” (Jo 8.41-44) (BRUNELLI, 2016, p. 369).

Adoção não é justificação

A justificação lida com a nossa mudança de estado pois estávamos por natureza “condenados” e agora somos “livres” pois recebemos o perdão e a reconciliação com Deus. Por isso, a adoção é uma bênção que nos leva da sala do tribunal para o seio da família (2Sm 9.11). Concebe-se a justificação em termos da lei, a adoção, em termos do amor. A justificação vê Deus como juiz, a adoção, como um pai (Rm 8.14, Ef 1.5). As Escrituras deixam claro que uma coisa é ser “julgado justo” (justificação), e outra é ser “colocado entre os filhos de Deus” (adoção). A justificação envolve uma relação judicial; a adoção, uma relação pessoal. O fato de um juiz pronunciar a sentença de “não culpado” não o compromete a levar o acusado para sua casa e conceder-lhe todos privilégios de filho. Uma coisa é Deus nos aceitar como Juiz, outra, aceitar-nos como Pai (BRUNELLI, 2016, p. 369).

A adoção não é santificação

A santificação lida com a nossa mudança de natureza pois éramos por natureza “impuros” e agora somos “santos” (Jo 1.12; Rm 8.17). “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.48).Paulo também disse: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1). Trata-se simplesmente do filho de Deus ter os sinais característicos; fiel ao seu Pai, ao seu Salvador e a si próprio. A responsabilidade de viver no status de filho, temos que viver como família de Deus. Por isto Jesus afirmou: “Sede perfeitos como perfeito é vosso Pai” (Mt 5.48). Somos convidados a viver este novo estilo de vida: “Como filhos da obediência não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente” (1Pd 1.14). Devemos ter compromisso com o funcionamento da nova família: “Vivei de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1).

Para isso Paulo nos adverte: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados […]” (Ef 5.1,2 ver 1Pd 1.14-16; Mt 5.16). Por isso que Paulo ainda diz: “[…] para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta […]” (Fp 2.14-16). Nesta atitude de honrar e glorificar o Pai é que somos reconhecidos como seus filhos: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus […]” (1Jo 3.10 ver 1Pd 2.11,12).

 

COCLUSÃO

 

A doutrina da adoção nos mostra que somos filhos de Deus e que um dia fomos aceitos por Ele por causa do seu grande amor. Foi a obra de Cristo na cruz que tornou esse processo de adoção possível. Agora, nos tornamos herdeiros de todas as coisas juntamente com Cristo Jesus.

 

Firmados na doutrina gloriosa da adoção, podemos nos sentir amados e cuidados por Deus, em Cristo Jesus, pois somos objetos do seu inefável amor.

 

Elaboração pelo Pb. Mickel Porto

 

REFERÊNCIAS

 

BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais. CPAD

GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.

GILBERTO, Antonio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal.CPAD.

HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa.OBJETIVA.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD

Escola Dominical Portal EBD - http://www.portalebd.org.br/

IEAD em Pernambuco Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais