15 de agosto de 2018

A SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS


A SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS
 
TEXTO ÁUREO
E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef 5.18)
VERDADE PRÁTICA
O exercido do ofício divino é incompatível com o alcoolismo, maus costumes e intemperanças.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE (Lv 10.8-11; 1 Tm 3.1-3)
 
Lv 10.8 – E falou o SENHOR a Arão, dizendo:
9 – Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,
10 – para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo,
11 – e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado pela mão de Moisés.
1 Tm 3.1 – Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
2 – Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3 – não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento.
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade é bombardeada diariamente por intensas campanhas publicitárias, visando aumentar o número dos consumidores de bebidas alcoólicas. Os comerciais veiculados na TV, transmitem uma ideia de sucesso, pregam que serão felizes nos relacionamentos amorosos, interpessoais (muitos amigos) e vitoriosos nas práticas esportivas, entre outras inverdades. É notório o êxito das campanhas promovidas pelos produtores de bebidas; o crescimento dos consumidores é vertiginoso, inclusive, entre os adolescentes e jovens. O álcool é uma droga lícita (tal qual o cigarro) dotada de grande poder destrutivo, os males produzidos pelo seu consumo englobam, desde a deterioração da saúde à destruição da personalidade e dignidade do homem.
Pela constatação dos resultados negativos da ingestão de bebida alcoólica, conclui-se que é uma ideia concebida pelo diabo, a fim de aprisionar o homem ao pecado, destruindo-lhe a dignidade e o amor próprio.
 
I - O VINHO NA HISTÓRIA SAGRADA
 
O vinho era uma bebida tradicional na cultura dos judeus. Sua primeira menção faz referência a Noé (Gn 9.20-21). O próprio Jesus iniciou seus milagres, transformando água em vinho (Jo 2.1-11).
 
Embora vemos que sua menção nas Sagradas Escrituras tinham algumas características benéficas (Os 2.22) e até mesmo para saúde (Lc 10.34). No entanto, o seu mau uso deixou trágicas consequências na vida de homens de Deus, escânda-los, torpezas, e crimes abomináveis.
 
A embriaguez de Noé
 
“E bebeu vinho e embebedou-se...” (Gn 9.21)
Noé, o grande herói da fé, embriagou-se, sendo um mau exemplo para seus filhos. Talvez esta história tenha sido incluída para nos mostrar que até mesmo as pessoas fiéis estão sujeitas ao pecado e sua má influência afeta suas famílias. Esta primeira menção de vinho nas Escrituras está ligada à embriaguez, ao pecado, à vergonha e à maldição (vv 21-25). Por causa dos males que acompanham as bebidas embriagante, Deus fez abstinência total o reto padrão para o seu povo (Lv 10.9; Jz 13.4-7; Pv 31.4)
 
A devassidão das filhas de Ló
 
As filhas de Ló foram culpadas do pecado do incesto, e Ló, do pecado da embriaguez.
Sem dúvida, o convívio achegado dessas moças com os ímpios habitantes de Sodoma, tolerado por seu pai. Em Pv 20.1 diz: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não é sábio”, vemos isto na prática através da vida de Ló e suas filhas. Logo vemos que a embriaguez se equipara com qualquer outro tipo de pecado tendo o  mesmo peso da balança divina.
A Bíblia diz:
 
II – RECOMENDAÇÕES BÍBLICAS QUANTO AO USO DO VINHO
 
O Senhor Deus também fala com profundidade em Sua Palavra sobre a ingestão de bebidas alcoólicas, desaconselhando o seu consumo.
 
  • Gálatas 5:19-21: “Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, … a idolatria, a feitiçaria, … as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.”
     
  • Provérbios 23:20-21: “Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.”
     
  • Provérbios 23:29-35: “Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez”.
     
    O vinho como instrumento de corrupção
     
  • Proibida
    Ef 5.18  “Não se embriaguem, pois a bebida levará vocês à desgraça; mas encham-se do Espírito de Deus.”
    Lc 21.34 “E Jesus terminou, dizendo: —Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras…”
  • Obra da Carne.
    Gl 5.21  “invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.”
     
  • Uma Vergonha, humilhação ao servo.
    Is 28.7,7 “ Mas há outros que também andam tontos por terem bebido muito vinho, que não podem ficar de pé por causa das bebidas: são os sacerdotes e os profetas, que vivem embriagados e tontos. Os profetas, quando recebem visões de Deus, estão bêbados, e os sacerdotes também, quando julgam os casos no tribunal. As suas mesas estão cobertas de vômito, não há um só lugar que esteja limpo.

    Pv 20.1 “Quem bebe demais fica barulhento e caçoa dos outros; o escravo da bebida nunca será sábio.”
  • É indecente ao servo
    Rm 13.13  “Vivamos decentemente, como pessoas que vivem na luz do dia. Nada de farras ou bebedeiras…”
    Destituídos do Reino de Deus
    1Co 6.10  “os ladrões, os avarentos, os bêbados…  não terão parte no Reino de Deus.”
  • Os beberrões não são companhias dignas
    Pv 23.20  “Não ande com gente que bebe demais, nem com quem come demais.”
  • Serão castigados.
    Is 5.11  “Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!
    III – MINISTROS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO
     
    A obra de Deus necessita de pessoas comprometidas e principalmente tementes ao Criador, pois vemos em sua Santa Palavra relatos de pessoas que deixaram exemplos vergonhosos. Ser cheio do Espírito Santo é imprescindível para agradar a Deus e sua Palavra. Existem algumas características do ser cheio do Espírito Santo.
     
    CARACTERÍSTICAS DO HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS:
    ...escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria...”At 6.3
  • PERMITE SER GUIADO PELO ESPÍRITO SANTO
    A pessoa cheia do Espírito Santo obedece e permite ser conduzida pelo Espírito Santo ao deserto. Não é fácil você ter a direção de Deus se você não o conhece.
    Quando me converti queria muito fazer a obra de Deus; gostava de ver pastores pregando a palavra e dizia comigo mesmo, “eu quero falar assim”, comecei a buscar e compras livros que falavam sobre todos os tipos de “guias”. Aprendi tanta coisa, mas ,não aprendi o essencial! Quem era o Deus que eu servia… O Diabo trabalha para colocar muitas mentiras na cabeça das pessoas, mas, só Jesus liberta!
  • BOA REPUTAÇÃO
    A pessoa cheia do Espírito Santo de Deus, tem boa reputação, um bom testemunho – Nessa minha caminhada, andei tanto em vigília, subia monte, descia monte! Quando via pessoas falar em línguas, ou então, anunciavam irmão metralhadora de fogo – eu pensava: “É isso que eu quero”, vivia atrás do irmão que ia orar por mim, mas, a minha maior decepção foi quando descobri que eu tinha uma vida de retidão maior do que essas pessoas! Jesus disse:
    Da mesma fonte não pode jorrar o doce e o amargo! A pessoa faz de tudo para não envergonhar o evangelho, pois, a unção pode ser transferida, mas, a santidade é uma decisão diária “VOU SERVIR O SENHOR!”
  • CHEIO DE FÉ
    Quando se fala em fé a nossa mente já está condicionada na fé para comprar carro, casa, etc. Mas, fé é ter confiança na obra salvadora de Cristo e querer mudança em nossa vida! O homem cheio do Espírito Santo vai exercitar essa fé.
  • CHEIO DA GRAÇA E PODER DE DEUS
    A igreja primitiva era cheia da Graça e Poder! A pessoa cheia da Graça não pode parecer com pittbull, pois, ser cristão não é ficar com a cara emburrada… O contrario de Graça é desgraça! O SENHOR colocou uma porção de alegria, Graça e Paz em você; a pessoa cheia da Graça tem alegria na vida! – Como você está meu irmão? Não está muito bom, mas, Jesus vai me dar vitória! O que Deus pode fazer por você? Deus pode fazer tudo por você! Nesta noite Deus vai derramar uma unção de Graça na sua vida!
  • UM HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO PERDOA
    O homem cheio do Espírito Santo perdoa o maior dos seus inimigos, pois, se a pessoa não consegue perdoar é porque não nasceu de novo! Quando me converti vi tantas coisas, mas, Deus disse: “Você precisa ver a minha Gloria!” Estevão viu os Céus abertos e tinha o mesmo manto e o mesmo Espírito que regia a vida de Jesus! Disse: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado”.
     
     
    CONCLUSÃO
     
    Não podemos questionar quanto a abstinência de bebidas fortes, a necessidade de aproximar-mos de Deus leva-nos a afastar o mais longe possível de qualquer tipo de bebida afim de agradar àquele que nos alistou para o santo ministério.
    Sejamos pois cheios do Espírito e frutifiquemo-nos cada vez mais na Ceara do Senhor.
     
    Por: Mickel Souza Porto
     
    REFERÊNCIAS
     
    Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
    Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
     

11 de agosto de 2018

FOGO ESTRANHO DIANTE DE DEUS


FOGO ESTRANHO DIANTE DE DEUS
 
TEXTO AUREO
 
“E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.”  (Lv 10.3)
 
VERDADE PRÁTICA
O Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência; menos que isso é inaceitável.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Levítico 10.1-11
 
1 - E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.
2 - Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.
3 - E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.
4 - E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.
5 - Então, chegaram e levaram-nos nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito.
6 - E Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descobrireis as vossas cabeças, nem rasgareis vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu.
7 - Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés.
8 - E falou o SENHOR a Arão, dizendo:
9 - Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,
10 - para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo,
11 - e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado pela mão de Moisés.
 
 
INTRODUÇÃO
 
A história de Nadabe e Abiú faz-nos uma séria advertência: Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7). Nesta lição, veremos que esses dois obreiros, apesar de todos os privilégios de que desfrutavam junto à congregação de Israel, não honraram o seu ministério. Antes, ignorando a recomendação de Moisés, ofereceram fogo estranho ao Senhor. E, no mesmo instante, foram exterminados pelo Deus que não se deixa zombar por homem algum.
 
Como temos nos apresentado diante do Senhor? Enquanto avançamos neste estudo, respondamos a esta pergunta com temor e tremor, pois Deus não mudou. Ele está a exigir santidade, pureza e reverência de cada um de seus filhos, principalmente dos que fazem parte do santo ministério da Palavra.
 
I - NADABE E ABIÚ
 
Nadabe e Abiú eram dois dos quatro filhos de Arão (Êxodo 6:23), que foram chamados por Deus para oficiarem como sacerdotes: “Fazei também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êxodo 28:1). A Bíblia narra que eles foram consagrados e instruídos sobre o trabalho que Deus deu a eles (Êxodo 30:30). Isso demonstra um tempo de preparação e instrução antes que começassem efetivamente seu trabalho como sacerdotes realizado ali no Tabernáculo.
 
Nadabe e Abiú tiveram problemas juntos. Embora pouco seja conhecido de sua mocidade, a Bíblia nos oferece abundante informação sobre o ambiente em que ambos cresceram . Nascidos no Egito, testemunharam os atos poderosos de Deus no êxodo. Viram seu pai, Arão; seu tio Moisés; e sua tia Miriã em ação muitas vezes. Tiveram a oportunidade que poucos teriam em primeira mão de conhecer a santidade de Deus, e, ao menos por algum tempo, eles seguiram a Deus fielmente (Lv 8.36). Mas, em algum momento crucial, Nadabe e Abiú escolheram tratar com indiferença as claras instruções de Deus, e a consequência deste pecado foi drástica, instantânea e algo que chocou a todos.
 
  • SEUS PRIVILÉGIOS
     
    Filhos de Arão
    Candidatos a serem sumo sacerdote após seu pai
    Envolvidos na consagração do Tabernáculo
    Elogiados por fazerem “todas as coisas boas que o SENHOR ordenara (Lv 8.36)
     
    Além de todas as orientações que encontramos na lei de Deus sobre como os sacerdotes deveriam se portar, temos também em especial uma lei que determinava o tipo de incenso que deveria ser usado no tabernáculo. Era uma receita especial que só podia ser usada ali: “Porém o incenso que fareis, segundo a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR” (Êxodo 30:37). Temos também uma indicação clara de que o fogo usado para acender esse incenso deveria vir do próprio altar do incenso, que ficava dentro do lugar santo: “Tomará também, de sobre o altar, o incensário cheio de brasas de fogo, diante do SENHOR, e dois punhados de incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu. Porá o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, para que a nuvem do incenso cubra o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra” (Levítico 16:12-13).
     
     
    II – O FOGO ESTRANHO NO ALTAR
     
     
    O fogo no altar do holocausto jamais poderia se apagar (Lv 6.12,13), significando que era Santo. É possível que Nadabe e Abiú trouxessem para o altar brasas de outra fonte, profanando o sacrifício. O texto nos narra que Nadabe e Abiú tomaram seus incensários. Isso pode indicar que eles não usaram os incensários consagrados para o uso no tabernáculo. O fogo estranho mencionado pode nos indicar que eles podem não ter usado o incenso determinado pela lei e, além disso, terem usado um fogo que não havia sido tirado do altar, conforme explicamos ali no ponto dois. Isso mostra erros graves deles com relação às prescrições ordenadas por Deus. O trabalho parece ter sido feito de qualquer jeito, sem observar as ordens de Deus.
     
    Por que Nadabe e Abiú agiram tão erradamente se conheciam a severidade de Deus?
     
    A narrativa nos mostra um fato interessante: Logo após a morte de Nadabe e Abiú, Deus fala a Arão sobre mais uma regra para os sacerdotes: “Falou também o SENHOR a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações” (Levítico 10:8-9). Isso pode indicar que Nadabe e Abiú poderiam ter cometido todos aqueles erros na forma de culto a Deus porque estavam embriagados..Essa possibilidade é muito provável, e explica a atitude (quase que infantil) deles diante das coisas sagradas de Deus.
     
    Esses dois homens eram líderes do povo de Deus. Quando os ministros de Deus ostensivamente cometem pecado, isso atinge grandemente a excelsa dignidade de Deus e o seu prop´sito redentor na terra. Tais delitos profanam a Igreja e a totalidade do povo de Deus e desonram o nome do Senhor. Por essa razão, Bíblia ensina que somente aqueles que levam uma vida cristã de perseverança na fidelidade a Deus e à sua Palavra podem ser escolhidos como dirigentes do povo de Deus( 1Tm 3.1-7).
     
     
    III – LUTO NO SANTO MINISTÉRIO
     
    Por que Deus foi “tão” severo com Nadabe e Abiú?
     
    Esperava-se de Nadabe e Abiú que fossem vasos santos diante de Deus e das pessoas, às quais viam solenemente ensinar o caminho de Deus (vv 10,11).
     
    A violação deste preceito da abstinência era tão grave que acarretava a pena de morte. A lição é clara – Deus considerava qualquer quantidade de bebida embriagante incompatível com seus elevados padrões de piedade, e com sábio discernimento, e sensibilidade para liderança do Espírito santo (v 23.29-35); 1 Tm 3.3; Tt 2.2).
     
    A severidade de Deus pode ser compreendida pelo fato deles já terem sido orientados quanto a forma de cultuar ao Senhor no tabernáculo, por terem sido negligentes quanto ao uso da bebida alcoólica e, dessa forma, desonrarem as leis de Deus. Certamente eles também foram tomados como exemplo de que as coisas de Deus não devem ser feitas de qualquer forma. As exigências de Deus devem ser cumpridas. Além desses fatos, temos também a questão de que os líderes são mais cobrados, devido ao seu conhecimento sobre Deus e a missão que Deus deu a eles. Isso é algo claro.
     
    Os filhos de Arão foram negligentes quanto as leis para os sacrifícios. Em resposta, Deus os destruiu com fogo consumidor. Realizar os sacrifícios era um ato de obediência, e executá-los de forma correta demonstrava respeito a Deus. É fácil se tornar descuidado da obediência a Deus e viver ao próprio modo; sem considerar o de Deus. Mas se ambos os caminhos fossem bons, Deus não teria ordenado que seguíssemos a sua direção. Ele sempre possui boas razões ao dar suas ordens, e nos colocamos em perigo todas as vezes que lhe desobedecemos.
     
    CONCLUSÃO
     
    A Bíblia diz que o temor é o principio da ciência, cultuar a Deus deve ser de maneira santa e reverentemente para que Ele se agrade e receba o nosso sacrifício. Deus não se deixa escarnecer, se fizermos corretamente, as bençãos do Senhor nos alcançaram e pousaram sobre nossa vida, porém, se fizermos relaxadamente, consequências amargas virão e talvez não poderão ser desfeitas.
     
    Por: Mickel Souza Porto
     
    Referências
     
    Bíblia de Estudos Aplicação Pessoal – CPAD
    Bìblia de Estudo Pentecostal – CPAD
     

31 de julho de 2018

A Doutrina do Culto Levítico


A Doutrina do Culto Levítico

 

TEXTO ÁUREO = “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” (Sl 24.1)

 

VERDADE PRÁTICA = Tudo quanto existe pertence ao Senhor e ao Senhor deve ser consagrado, principalmente o nosso ser.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 9.1-14

 

OBJETIVO GERAL

Explicar que tudo quanto existe pertence ao Senhor e ao Senhor deve ser consagrado, principalmente o nosso ser.

 

HINOS SUGERIDOS: 3, 23, 25 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Saber que a Terra é do Senhor

II. Mostrar que os animais e vegetais são do Senhor;

III. Compreender que o ser humano é do Senhor.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Professor (a), na lição de hoje estudaremos três princípios bíblicos expostos no capítulo 9 do livro de Levítico que todo israelita deveria observar:

1) tudo quanto existe foi criado por Deus;

2) sendo Ele o Criador de todas as coisas, somente Ele deve ser adorado; e

 

3) tudo quanto há deve ser consagrado ao Deus Único e Verdadeiro. Embora o livro de Levítico tenha sido escrito na Antiga Aliança, num tempo e contexto social diferente do nosso, tais princípios também devem ser observados pela Igreja e crentes da atualidade. Que venhamos como filhos de Deus, alcançados pela graça, consagrar tudo a Ele e em especial todo o nosso ser.

 

INTRODUÇÃO

 

No livro de Levítico, há uma teologia sublime e altamente devocional, cujo objetivo é levar o crente israelita a reconhecer três verdades:

1) tudo quanto existe foi criado por Deus;

2) sendo Ele o Criador de todas as coisas, somente Ele deve ser adorado; e

3) tudo quanto há deve ser consagrado ao Deus Único e Verdadeiro.

Se observasse esse princípio, o povo de Israel ver-se-ia livre dos resquícios da idolatria do Egito, prevenindo-se didaticamente quanto às abominações de Canaã.

 

Nesta lição, veremos que a essência do culto levítico é conduzir o crente a adorar a Deus e a consagrar-lhe tudo quanto tem. Porque tudo pertence ao Senhor, pois Ele tudo criou e tudo preserva. Essa consagração, porém, só terá eficácia se começar pelo nosso próprio ser (Rm 12.1-3).

 

A TERRA É DO SENHOR

 

Deus é o Criador dos Céus e da Terra. Deus criou o universo do nada; é a chamada creatio ex nihilo da teologia judaico-cristã revelada na Bíblia. A narrativa do primeiro capítulo de Gênesis é entendida à luz do contexto bíblico. O ponto de partida da criação é: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). O verbo hebraico “criou” é bará, e este apresenta características peculiares: o sujeito da afirmação é sempre Deus, o Deus de Israel, e nunca foi aplicado a deuses estranhos; é um termo próprio para referir-se à ação criadora de Deus a fim de distinguir-se de toda e qualquer realização humana. Essa ideia do fiat divino, ou seja, do “faça-se”, é apoiada em toda a Bíblia. Deus trouxe o universo à existência do nada e de maneira instantânea, pela sua soberana e livre vontade (Sl 33.9; Hb 11.3; Ap 4.11).

 

A narrativa da criação em Gênesis 1. No primeiro dia, Deus trouxe à existência a luz (Gn 1.3); no segundo, criou a expansão ou firmamento (vv.6-8); e, no terceiro, “disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca” (v.9). A essa porção seca Ele chamou terra e ao ajuntamento das águas, mares (v.10). Ainda no terceiro dia, surgiram os continentes com seus relevos e a vegetação (vv.9-13). Os corpos celestes: o sol, a lua e as estrelas aparecem no quarto dia (vv.14-19). As aves e os animais marinhos surgem no quinto dia (vv.20-23).

 

Deus é o Libertador de Israel. Deus ordenou que Moisés renovasse a confiança dos israelitas. Ele tinha de lhes dizer que seriam libertos da servidão egípcia, que Deus os resgataria com braço estendido e com juízos grandes sobre os opressores. Israel seria o povo especial de Deus e lhe daria a terra da promessa por herança. Estas palavras tranqüilizadoras foram apoiadas pela declaração: Eu, o SENHOR.

 

Israel é o templo de Deus.  A teologia de Levítico tinha por objetivo também conscientizar Israel de sua vocação divina (Lv 20.26). Logo, toda a nação israelita era (e no futuro o será) um templo de adoração ao Senhor (Lv.10.3). Isso significa que o povo hebreu não se limitava a ser uma mera teocracia, mas a comunidade de adoração por excelência ao Senhor (Lv 9.23).

 

 

OS AIMAIS E OS VEGETAIS SÃO DO SENHOR

 

1. No Egito, os animais eram deuses. Os egípcios não faziam distinção entre o Criador e a criação, nem estavam preocupados em distinguir os animais limpos dos impuros. Por isso, adoravam o boi, o crocodilo, o falcão e até o gato (Rm 1.25). Eis porque Deus, ao punir o Egito com as dez pragas, mostrou quão inúteis eram os deuses egípcios.

 

O panteão egípcio, diferentemente do grego, parecia mais um zoológico do que um depósito de deuses. Examinemos o caso de Thot. Patrono dos estudos, da escrita e dos cálculos, era representado por um homem com uma imensa cabeça de macaco. No Levítico, o babuíno nem mencionado é. Mas os egípcios veneravam-no como divindade.

 

2. Os animais e a adoração a Deus. Ao contrário dos egípcios, os israelitas não se davam ao culto dos animais. Mas os apresentavam em sacrifício ao Senhor (Lv 1.2). Além disso, faziam distinção entre os animais limpos e impuros (Lv 11). O povo de Israel sabia que os animais não são deuses, e, sim, criaturas do Deus que as sustenta (Sl 104.14).

 

Quanto aos egípcios, tinham eles como deus o boi que, em sua mitologia, representava dois deuses: Osíris e Ptá. A primeira divindade era, às vezes, descrita como um morto-vivo; um amedrontador zumbi. Em Israel, de acordo com as recomendações levíticas, o gado vacum tinha apenas três finalidades: trabalho, alimentação e adoração ao Senhor.

 

Lembremo-nos do carneiro. Na mitologia faraônica, era o deus Knum, cuja função era moldar, qual oleiro, a aparência de deuses e dos homens. No sistema levítico, iria logo para o altar, quer para representar um sacrifício pacífico, quer para oficiar uma oferenda pelo pecado.

 

3. Os vegetais e a adoração a Deus. O mesmo Deus que preconiza a preservação da natureza condena a sua idolatria; prática corriqueira entre os antigos cananeus (I Rs 14.23). Já em Israel, os frutos da terra serviam para duas coisas: nutrir o povo e adorar a Deus; gratidão àquEle que “(faz) a terra dar a sua messe e, a árvore do campo, o seu fruto” (Lv 23.10; 26.4,5, ARA).

 

Que Deus nos guarde da idolatria. Às vezes, sem o percebermos, tornamo-nos tão idólatras quanto os egípcios do Faraó. Se retivermos o fruto da terra, e deixarmos o faminto perecer de fome, o que é isso senão avareza; abjeta idolatria (Cl 3.5)? A Terra é do Senhor. Logo, todas as suas novidades e produtos lhe pertencem. Então, que tudo seja-lhe apresentado em ações de graça.

 

 

 

O SER HUMANO É DO SENHOR

 

O ser humano é a Imagem De Deus

 

O conceito de imagem de Deus é o coração da antropologia cristã. Precisamos entender bem este conceito. O homem distingue-se das demais criaturas de Deus, porque foi criado de uma maneira singular. Apenas do homem é dito que ele foi criado à imagem de Deus. Esta expressão descreve o homem na totalidade de sua existência, ele é um ser que reflete e espelha Deus. (Gn 1:26-28).

 

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

 

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gn 1:26-28).

 

A imagem de Deus no homem não é algo acidental, mas é algo essencial à natureza humana. O homem não pode ser homem sem a imagem de Deus. O homem é a imagem de Deus, não simplesmente a possui, como se fosse algo que lhe foi acrescentado.

 

No Velho Testamento encontramos apenas três passagens que tratam de forma específica a questão da imagem de Deus. (Gen. 1:26-28; 5:1-3; 9:6).

 

 "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança" . Sobre o significado das palavras "Imagem e Semelhança" entendemos que elas não se referem a coisas diferentes, embora alguns defensores da fé do passado tivessem crido diferente (1).

 

Veja as razões porque entendemos que estes dois termos querem significar a mesma coisa: Em Gen. 1:26, aparecem as duas palavras "imagem e semelhança"; em 1:27 o autor usou apenas o termo "imagem"; em 5:1 ele resolve substituir o termo por outro - "semelhança", e, em 5:3, o autor novamente volta a usar as duas palavras , contudo em ordem diferente daquela usada em 1:26 - "semelhança e imagem" e em 9:6 ele volta a usar apenas um dos termos, optando agora pelo termo "imagem". Isto, deixa suficientemente claro para nós que "imagem e semelhança" são termos sinônimos, e que querem dizer a mesma coisa. Caso não fosse assim, o autor não faria estas mudanças alternando os termos

 

 

A vida humana é sagrada.

  

JEOVÁ é o verdadeiro Deus”, disse o profeta Jeremias. “Ele é o Deus vivente.” (Jeremias 10:10) Além do mais, Jeová Deus é o Criador de todas as coisas vivas. Criaturas celestiais disseram-lhe: “Criaste todas as coisas, e por tua vontade elas vieram à existência e foram criadas.” (Apocalipse 4:11) Num cântico de louvor a Deus, o Rei Davi disse: “Contigo está a fonte da vida.” (Salmo 36:9) A vida, portanto, é uma dádiva de Deus.

 

O nosso Deus também sustenta a nossa vida. (Atos 17:28) Ele provê o alimento que comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos e o solo em que pisamos. (Leia Atos 14:15-17.) Jeová tem feito isso de um modo que torna a vida agradável. Mas, para levar uma vida satisfatória, temos de aprender as leis de Deus e obedecê-las. — Isaías 48:17, 18.

 

O ser humano é servo e adorador de Deus.

 

Se os israelitas observassem a Lei de Moisés, não teriam dificuldades em viver a essência de sua teologia. No livro de Levítico, seriam conduzidos a uma vida de santidade, pureza e serviço ao Senhor. Mas, em consequência de suas muitas apostasias, não puderam alcançar o cerne teológico das celebrações e sacrifícios prescritos. No tempo de Isaias, a situação espiritual da nação estava de tal forma degenerada, que Deus censurou-a energicamente. (Is 29.13, ARA).

 

O sacrificio pacífico.

 

Moisés estava agora ministrando instruções dos sacrifícios pacíficos – ou sacrifícios de comunhão ou sacrifícios de reconciliação -, cujo significado no hebraico parece associado à palavra shalom, que significa “paz” ou “bem-estar”, aos leigos, conforme também Lv 7:11, 28-34.

 

O significado preciso se perdeu, mas parece indicar harmonia e paz entre Deus e o adorador, uma posição que capacitava aos adoradores individuais, o compartilhamento do sacrifício.

 

O adorador deveria se identificar simbolicamente com o sacrifício e entregá-lo ao sacerdote, o qual aspergia o sangue em todos os lados do altar. Ele era muito peculiar pelo fato do adorador e sua família poderem comer grande parte da carne, sendo apenas uma porção dela entregue ao sacerdote ou queimada sobre o altar.

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Somos uma geração centralizada no homem, mas a igreja não pode tornar-se antropocêntrica. A distração e o entretenimento da nossa era tecnológica não podem tornar-se o centro. Nosso desejo por santidade deve ser maior que o nosso desejo por felicidade. O culto pode e deve, sim, ser agradável às pessoas, mas com base na instrução bíblica apresentada e não no grau de satisfação pessoal alcançado. Que possamos dizer: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome da glória” (Sl 115.1).

 

 

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

 

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 

Bibliografia

 

Comentário Bíblico Beacon

 


 


Lições Bíblicas CPAD - 3° Trimestre de 2017

Livro Adoração, Santidade e Serviço – lª. Edição CPAD –  Claudionor de Andrade