22 de julho de 2010

PROFECIA E MISTICISMO

PROFECIA E MISTICISMO

TEXTO AUREO:- “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos que sonhais” Jr. 19:89

VERDADE PRATICA:- Embora o sobrenatural fascine o ser humano, muito do que ocorre, nesse âmbito, não procede de Deus.

INTRODUÇÃO

Diferença entre adivinhações e profecias

"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).

Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção. Por isso podemos ter absoluta confiança nelas. Mas quem confia em adivinhações está perdido!

Só uma coisa é certa a respeito das adivinhações de videntes, astrólogos e cartomantes: a cada ano se repete o fiasco da falha do seu cumprimento! Praticamente todas as previsões para 2003 foram falsas. O "Comitê Para a Investigação Científica das Alegações dos Paranormais" na Alemanha comparou 100 prognósticos com a realidade e verificou que as explicações posteriores dos adivinhos são completamente contraditórias em relação às previsões feitas.

Muitos de seus prognósticos são formulados de maneira tão vaga que o exercício da futurologia nem se faz necessário, pois qualquer um de nós poderia fazer previsões semelhantes usando simplesmente a lógica e o bom senso. As previsões são tão genéricas que acabam acertando em algum detalhe. Dois exemplos: em dezembro de 2002 um astrólogo previu "iminente risco de guerra" para o Iraque. [1] O matemático Michael Kunkel (de Mainz/Alemanha), observou que uma declaração dessas, naquela época, equivalia a afirmar que o sol iria nascer na manhã seguinte. Relativamente a Israel, um dos prognósticos para este ano dizia: "Depois de sérios distúrbios, existe a tendência de que no final de 2004 haja um acordo de paz satisfatório, de modo a que ambas as partes tenham interesse em cumpri-lo". É quase impossível falar de maneira mais genérica. Mas é interessante observar como as pessoas, que nada querem saber da Bíblia, são enganadas rotineiramente e dão ouvidos a esse tipo de "profecia" vaga e superficial.

A adivinhação do futuro pode envolver puro e simples engano visando o lucro fácil. Por outro lado, além do interesse financeiro, a astrologia, por exemplo, tem origem espírita e ocultista, diretamente inspirada por Satanás e seus demônios. Seja como for, ela sempre é mentirosa, pecaminosa e de origem diabólica.

O reformador Martim Lutero declarou, com razão: "O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo". Em Deuteronômio 18.9-11 está escrito: "Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos". A Bíblia com Anotações de Scofield comenta a respeito:

As oito práticas anatematizadas para determinação do futuro são estas: 1. do adivinhador – os métodos são apresentados em Ez 21.21; 2. do prognosticador – possivelmente referindo-se à feitiçaria ou astrologia; 3. do agoureiro – aquele que usa prognósticos; 4. do feiticeiro – aquele que faz uso da magia, de fórmulas ou encantamentos; 5. dos encantadores – Sl 58.4-5; 6. de quem consulta um espírito adivinhante – veja o número 7; 7. do mágico, geralmente usado com o número 6 – Is 8.19 descreve a prática; e 8. do necromante – aquele que procura interrogar os mortos. Duas coisas precisam ser mantidas em mente: 1) este mandamento tinha aplicações específicas a Israel que estava entrando na terra; foram feitas para preservar os israelitas das abominações dos seus predecessores (vv. 9, 12 e 14) e 2) para se perceber claramente o contraste entre esses falsos profetas e os profetas como Moisés (vv. 15-19).

1 - Profecia bíblica

Vejamos as principais diferenças entre adivinhação e profecia bíblica:

A adivinhação faz afirmações vagas e genéricas e não esclarece os fatos. A profecia bíblica é a história escrita antes que aconteça. Ela parte do próprio Deus Todo-Poderoso, que tem uma visão panorâmica das eras e as estabeleceu em Seu plano divino. O profeta Isaías O engrandece: "" Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Is 25.1). O próprio Senhor afirma: "lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46.9-10).

A adivinhação interpreta algum tipo de sinal. A profecia bíblica não depende da nossa interpretação, mas se sustenta exclusivamente em sua própria realização.

As previsões de astrólogos são especulativas e deixam margem para muitas interpretações. A profecia bíblica acerta em 100% dos casos.

O apóstolo Pedro escreve: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1.16).

2 - A adivinhação interpreta algum tipo de sinal.

Falsas religiões e idéias supersticiosas baseiam-se em fábulas engenhosamente inventadas, mas a fé cristã está fundamentada na auto-revelação do próprio Deus aos homens, da forma como a encontramos na Bíblia. Além disso, Pedro designa a profecia bíblica como "palavra profética" e diz: "...fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso..." (2 Pe 1.19). Por que podemos depositar toda a nossa confiança na palavra profética? Porque a profecia bíblica, segundo a conclusão de Pedro, não é a explicação humana dos acontecimentos históricos: "sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20-21).

Tendo a profecia, os cristãos possuem um resumo do plano divino para o futuro. Além disso, como centenas de profecias já se cumpriram literalmente – a maioria delas relacionadas à primeira vinda de Cristo – sabemos que todas as promessas em relação ao futuro também se cumprirão integralmente nos tempos finais e por ocasião da volta de Cristo".

· Adivinhação e interpretação de sinais são baseados em mentiras, enquanto a profecia divina é a mais absoluta verdade. Balaão era um "agoureiro" (Nm 24.1) que Balaque, rei dos moabitas, queria usar para amaldiçoar Israel (Nm 23-24). E justamente esse adivinhador foi obrigado a reconhecer: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?" (Nm 23.19).

A Bíblia contém 6.408 versículos com declarações proféticas, das quais 3.268 já se cumpriram. Não se sabe de nenhum caso em que uma profecia bíblica tivesse se cumprido de forma diferente da profetizada.

Esses números equivalem à chance de que ao jogar-se 1.264 dados, todos caiam, sem exceção, com o número 6 para cima. Essa probabilidade é tão pequena que exclui toda e qualquer obra do acaso.

Conforme o Dr. Roger Liebi, 330 profecias extremamente exatas e específicas referentes ao Messias sofredor se cumpriram literalmente por ocasião da primeira vinda de Cristo. Dessa abundância de profecias relacionadas ao nascimento, à vida e à morte de Jesus, destacamos apenas o exemplo do Salmo 22.16-17: "...traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos..." Não há dúvida de que essa passagem fala da crucificação, pois o sofrimento descrito pelo salmista só acontece nesse tipo de morte. Entre os judeus a crucificação jamais foi uma forma de execução de condenados à morte e ainda não era conhecida quando o salmo foi escrito. Bem mais tarde os romanos copiaram dos cartagineses a pena de morte por crucificação. Portanto, seria muito mais lógico se o salmista tivesse descrito a morte por apedrejamento ou pela espada. Numa época tão remota (1000 a.C.), por que ele falou da morte pela cruz, completamente desconhecida dos judeus? A resposta é que o salmista, inspirado pelo Espírito de Deus, era um profeta e apontava a morte futura de Jesus.

A adivinhação cria confusão mental, turva a visão para a verdade bíblica e bloqueia a disposição das pessoas de crerem no Evangelho de Jesus Cristo. Ela embota seus sentidos, prendê-as a falsos ensinos e torna-as inseguras em suas decisões. A profecia divina, entretanto, liberta e dá segurança. Por isso todos deveriam seguir o conselho de Deus: "Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós..." (Is 46.11b-12a). Qualquer pessoa que crê em Jesus Cristo e confia sua vida a Ele tem um futuro seguro e não precisa ter medo de nada. Quem se entrega a Jesus passa a viver sob a bênção da profecia encontrada em João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também".

3 - O QUE É SATANISMO

Satanismo é a adoração de Satanás e o uso da feitiçaria com intenções malignas. Hoje, grande parte das pessoas que pertencem ao movimento satanista declaram-se neopagãos. Na cosmovisão dos neopagãos, os cristãos distorcem o desenvolvimento da humanidade ao enfatizar o domínio do intelecto sobre outros aspectos da psiquê humana. Os neopagãos afirmam que os seres humanos devem viver em harmonia com a natureza e não subordinar vontade e emoções a Deus. Para os neopagãos, a religião é uma atividade prática realizada mediante rituais e cerimônias para alinhar os participantes com a ordem cósmica e assim liberar o poder místico que existe dentro deles.

As raízes do movimento neopagão estão no romantismo do século 19 e no desejo de exaltar as emoções e sentimentos acima do intelecto. O poeta William Blake e o escritor Alphonse Louis Constant [1810-1875], também conhecido por Eliphas Levi, são considerados pelos neopagãos como expoentes modernos do movimento. Mas não param aí. Também incluem a fundação da Ordem da Aurora Dourada (Golden Dawn), em 1888, na Inglaterra, o poeta W. B. Yeats e o mago negro Aleister Crowley. Esta lista foi crescendo e incluiu Margaret Murray, que disse ter descoberto evidências de uma religião de bruxaria na Inglaterra anterior à Reforma protestante, e Gerald Gardiner, dono de um museu da bruxaria na ilha de Man. A maioria dos grupos de feitiçaria ritual acham suas origens nessas fontes e na crença comum de que são herdeiros de tradições religiosas milenares.

4 - E a Bíblia, o que diz disso?

Tecnicamente, o feiticeiro seria uma pessoa possuidora de conhecimentos sobrenaturais, sob a forma de bruxaria ou magia. Serve-se de poções, cuja eficácia depende de palavras mágicas, proferidas segundo determinados rituais, já que acredita estar investido de forças sobrenaturais, adquiridas por meio da comunicação com os espíritos dos mortos [Is 8.19]. Já a palavra mago, empregada na Bíblia, é tradução grega [magoi] do hebraico hartom, e refere-se à pessoa que pertence a classe dos escribas sagrados, peritos na escrita e possuidor de vastos conhecimentos [Dn 1.20], inclusive ocultos. No Egito, dois magos chamados Janes e Jambres [2 Tm 3.8] se opuseram a Moisés. Os feiticeiros e magos existiram também na Babilônia, Síria e outros países pagãos.

A Bíblia considera as práticas de idolatria, feitiçaria e magia atividades relacionadas às forças satânicas.

"Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele. Perfeito serás, como o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa". [Deuteronômio 18.10-14]

"Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei". [1Samuel 15.23].

E a atividade satânica no Antigo Testamento é apresentada como uma força oposta a Deus e aos Seus seres intermediários pessoais, os malakim [anjos]. No Novo Testamento, juntamente com a expressão grega daimon [demônio], a presença de demônios é descrita como sinônimo de espírito imundo [akatharton - Mc 1.24-27; 5.2-3; 7.26; 9.25; At 5.16; 8.7; Ap 16.13] e também espíritos malignos [ponera - At 19.12-16]. A maioria das referências descrevem a atividade desses espíritos ou demônios, em especial a possessão.

Na Bíblia nunca se faz menção do feiticeiro a não ser em conexão com os demônios familiares, porque pertencem a mesma classe dos que invocam os espíritos dos mortos.

Os cananeus consultavam feiticeiros [Dt 18.9-12], assim como os egípcios [Is 19.3], mas ao hebreu fazer tal coisa era uma desonra, significando pecado de apostasia [Lv 19.31; 20.6; Is 8.19]. O pecado de feitiçaria era punido com a morte [Lv 20.27]. Saul e depois dele o rei Josias deram execução a esta lei [1Sm 28.3, 9; 2Rs 23.24]. Porém Manassés a violou vergonhosamente [2Rs 21.6].

Simão, o mago, e Barjesus [Elimas] foram dois célebres magos na história apostólica [At 8.9, 11; 13.6,8].

5 - Cristo é o Libertador!

Devemos levar em conta que muita coisa que era considerada possessão demoníaca no primeiro século, hoje é entendida corretamente como enfermidade psicológica. Mas, o aumento das atividades ligadas à prática da idolatria, feitiçaria e ocultismo, assim como a aceitação da existência e adoração de Satanás [o adversário], devem fazer com que fiquemos alertas quanto aos perigos do Satanismo.

Nós, evangélicos pregamos que a libertação da sujeição aos demônios envolve a confissão de fé do indivíduo em Cristo como Senhor e Salvador, a confissão e o arrependimento por seu envolvimento com a prática da idolatria, feitiçaria e ocultismo e o recebimento da libertação que se pode achar em Cristo.

É importante entender que "a ênfase dada à libertação da possessão através do poder operante de Jesus Cristo deve ser coerente com os ensinamentos do Novo Testamento e não refletir, de modo algum, os abusos e superstições associados com a Idade Média" [S. E. McClelland, Demônio e possessão demoníaca, in Walter A Elwell, Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, SP, EVN, 1993, pp.405-408].

"Tornou pois Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão [o diabo] não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido" [João 10.7-14].

6 - O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE: FEITICEIRA - FEITICEIRO – FEITICEIROS – FEITIÇARIAS

Êxodo. 22.18 - A feiticeira não deixarás viver.

II Reis 23.24 - E também os adivinhos, e os feiticeiros, e os terafins, e os ídolos, e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, os extirpou Josias, para confirmar as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na Casa do SENHOR.

Isaías 29.4 - Então, serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra como a de um feiticeiro, e a tua fala assobiará desde o pó

Isaias 47.9 - Mas ambas estas coisas virão sobre ti em um momento, no mesmo dia: perda de filhos e viuvez ; em toda a sua força , virão sobre ti , por causa da multidão das tuas feitiçarias , por causa da abundância dos teus muitos encantamentos.

Apocalipse 9.21 - E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces.

Apocalipse 18.23 - E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçaria

7 - CONSULTA AOS MORTOS – O QUE A BÍBLIA DIZ?

Deuteronômio 18.10-12 - Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, 11 Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, 12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti.

8 - O QUE OS MILAGRES PROVAM?

Diz-se que John Wesley, o fundador do Metodismo, um dia recebeu um bilhete de um critico que falava: “O Senhor me pediu para falar com você que ele não precisa de seus estudos acadêmicos, seu grego e seu hebraico.”

Wesley respondeu: “Obrigado, senhor. Entretanto sua carta foi supérflua, porque eu já sabia que o Senhor não precisa de meu estudo acadêmico’, como você disse. Entretanto, embora o Senhor não tenha me dito isto diretamente, tomo a liberdade, sob minha responsabilidade, de dizer que o Senhor não precisa de sua ignorância também.

9 - Milagres com um propósito

Algumas vezes não é fácil determinar o significado de muita informação. A educação de Wesley significava pouca coisa até que foi guiado para o serviço do Senhor. Era um produto neutro para ser aplicado para o bem ou o mal.

Se lermos a Bíblia e crermos nos atos milagrosos de Deus (Mt 4.5-7; Lc 1.1-4), ainda continuaremos com a pergunta: ‘O que significam esses milagres?” Os milagres da Bíblia tendem a se concentrarem em três épocas: de Moisés, de Elias e Eliseu e de Jesus e seus apóstolos. Cada um destes grupos de milagres serviam para provar algo nos dias destes homens, assim com algo para os leitores bíblicos atuais.

Nos tempos de Moisés, as pragas sobre o Egito demonstraram que o Deus de Israel era superior aos deuses do Egito. Os milagres que acompanharam o Exodo confirmavam que Deus estava por trás de todos os eventos e que Moisés tinha sido designado como líder do povo. Nos tempos de Elias e Eliseu, Deus promoveu uma série de sinais espetaculares através das mãos dos profetas para provar ao Reino do Norte de Israel que eles deveriam se voltar do falso deus, Baal, para adorar ao verdadeiro e vivo Deus. Nos dias de Jesus e dos apóstolos, Deus fez muitos milagres para confirmar a identidade do seu Filho e validar a Igreja que nascia.

10 - Milagre para promover a fé

O apóstolo João relatou certos milagres de Jesus “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31). Ele sentiu que a presença dos milagres indicava que Deus estava operando. Enquanto estes três grupos de milagres bíblicos pretendiam manifestar a aprovação das ações ímpares de Deus naquelas épocas mosaica, profética e evangelho os milagres de Jesus foram mais longe. O milagre final ligado a Jesus foi o da ressurreição. Quase todos os eventos associados com seu ministério compassivo entre os necessitados poderia ter sido a obra de Deus através de um mortal comum. Mas a ressurreição de Jesus confirmou sua vida e morte como algo extraordinário. Perante o Jesus ressurreto, devemos nos juntar a Tomé, que duvidou, e confessar “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28).

11 - LEI NATURAL OU MILAGRES

“Deus vendeu o gado!”

Pouco tempo após a fundação do Seminário Teológico de Dallas, em 1924, ele já beirava a falência. Os credores ameaçavam executar a hipoteca ao meio-dia de uma determinada data. Obviamente os administradores e o corpo docente se reuniram em oração no escritório do presidente Lewis Sperry Chafer.

Um dos intercessores era Harry Ironside, conhecido pregador, palestrante e escritor de comentários bíblicos. Num estilo muito característico, Dr. Ironsíde orou: “Senhor, sabemos que são seus todos os milhares de cabeças de gado sobre as montanhas. Por favor, venda algumas delas e nos envie o dinheiro.”

Durante a reunião de oração, um fazendeiro usando botas e uma camisa desabotoada entrou no escritório da administração e anunciou: “Acabei de vender dois caminhões carregados de gado em Fort Worth. Tentei fazer um negócio e deu tudo errado, e me senti compelido a dar o dinheiro para o seminário. Não sei se precisam ou não, mas aqui está o cheque!” A secretária pegou o cheque e discretamente bateu na porta doDr. Chafer. Quando alguém finalmente atendeu, ela entregou o cheque para Chafer que notou que era exatamente a quantia da dívida. Em seguida ele reconheceu o nome do fazendeiro de Fort Worth e se virou para o Dr. Ironside e disse, “Harry, Deus vendeu o gado!”

Milagre ou coincidência?

Será que isto foi uma intervenção milagrosa de Deus no decorrer dos eventos ou uma coincidência? Quando um médico faz uma cirurgia para remover um tumor apontado numa série de exames e não encontra este tumor, trata-se de um milagre em que um problema físico foi resolvido ou um acaso da natureza? A objeção mais comum aos milagres é que eles são logicamente impossíveis. Mesmo que haja um Deus, os críticos dirão: ele colocou o mundo para funcionar de uma certa forma. Quando Deus interrompe a ordem de sua criação, ele viola o que fez e chamou de bom (Gn 1.31). Esta visão supõe que sempre que um suposto milagre é rigorosamente examinado, o examinador sempre achará que não há evidências suficientes ou há explicações alternativas possíveis.

Os críticos acusam os crentes de raciocínio circular de milagres: quero testemunhar um milagre, então insisto que este evento incomum é um ato de Deus. Este tipo de abordagem em se negar os milagres é circular também.

Os naturalistas acabam dizendo: “Os milagres não podem ocorrer em nosso universo natural fechado; assim, todos os eventos incomuns possuem uma explicação natural, mesmo que eu não consiga descobrir.uma.”

A abordagem bíblica para os milagres é mais cuidadosa do que muitos críticos naturalistas imaginam. A maioria dos milagres ria Bíblia giram em torno de três eras: a época de Moisés, a época de Elias e Eliseu e a época de Jesus e os apóstolos. Em Mt 4.5-7, Jesus se recusa a deixar que o Diabo o convença de fazer um milagre como publicidade. Mas se Deus existe, e se o universo é mais do que um sistema fechado de leis físicas e está sujeito ao poder sábio do seu Criador, então crer em milagres de tempo, matéria e espaço parece algo realmente razoável.

12 - A Essência da Verdadeira Profecia

"Há tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação." (I Cor. 14.10). "Acautelai-vos, que ninguém vos engane."(Mt.24.4). "Não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus. Porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (I Jo.4.1).

Como podemos saber se um profeta é de Deus ou não? Existem muitas pessoas por aí assombradas com as previsões de Nostradamus e de tantos outros videntes. Será que suas mensagens são de Deus? O apóstolo Paulo ensinou aos coríntios que as profecias devem ser julgadas. Vejamos alguns parâmetros bíblicos para analisarmos toda e qualquer mensagem profética que ouvirmos:

Toda profecia de origem divina é inspirada pelo Espírito Santo. Jesus disse que, quando o Espírito Santo viesse, ele convenceria o mundo do pecado, da justiça e do juízo. E disse mais: "Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu." (João 16.8,14). Portanto, a mensagem do Espírito Santo terá como objetivo final a glorificação da pessoa de Jesus Cristo. Tudo que ele disser terá esse fundamento. Sua mensagem para o mundo sempre mostrará o pecado, a justiça e o juízo. Mostrará o erro, avisará sobre suas conseqüências e também apresentará o caminho para a salvação: Jesus Cristo. Todo profeta, cujas mensagens não se enquadrarem nestes requisitos, estará automaticamente desqualificado. Não pode ser considerado como profeta de Deus.

As profecias de Nostradamus apontam o pecado? Não. Elas convocam as pessoas ao arrependimento e à salvação em Cristo? Não. Aliás, esse homem nem era um cristão. Por aí já tiramos nossas conclusões.

Mas, como explicar o fato de algumas profecias de não cristãos terem se cumprido? Sobre isso podemos dizer: O Diabo não é onisciente, mas ele sabe de algumas coisas sobre o futuro. Ele sabe aquilo que Deus permitiu que chegasse ao seu conhecimento. Então, o Maligno usa isso para impressionar e para enganar as pessoas. Em outros casos, o Diabo fala que vai acontecer algo, porque ele mesmo planejou aquilo e vai fazer de tudo para que aconteça. Isso, às vezes, acontece em relação às previsões de pessoas comprometidas com o mal. Logicamente, o Diabo só conseguirá fazer aquilo que Deus permitir.

E, muitas vezes, o Senhor permite que Satanás cumpra suas previsões de tragédias na vida de algumas pessoas. Por quê? Porque essas pessoas fizeram algum tipo de negócio com o Inimigo e ele passou a ter alguns direitos sobre elas. Então, ele diz: "Você vai morrer em tal circunstância..." e, em seguida, ele mesmo tomas as providências para que a pessoa morra daquela forma. Estejamos atentos para não sermos enganados pelos falsos profetas. Que a palavra do Senhor habite em nós abundantemente, pois ela é a fonte de todo o conhecimento de que necessitamos para a nossa salvação eterna.

13 - O cumprimento da profecia é contrário a toda lógica

Com a profecia acontece freqüentemente o mesmo que com a oração: mostra-se muitas vezes o contrário daquilo que se está pedindo. Ao invés de salvação de uma aflição, ela aumenta ainda mais. Mas os verdadeiros filhos de Deus não se deixam confundir por isso, pois sabem que, quando aquilo que vêem e experimentam contradiz ao seu pedido, o atendimento está mais próximo. Assim, inicialmente muitas vezes acontece também o contrário da profecia concreta, o que leva os inimigos de Deus a zombarem levianamente (comp. 2 Pe. 3.3-4).

Mas os filhos de Deus santificados sabem, percebem, sim, vêem o que está em movimentação no mundo invisível, o que ainda não vemos no mundo visível. Um exemplo é a profecia de Isaías no capítulo 13.19-20, onde está dito, que Babilônia, glória e orgulho dos caldeus, será transtornada por Deus como Sodoma e Gomorra. Ou como diz o profeta Jeremias no capítulo 51.3 7, que Babilônia se tornará em montões de ruínas e morada de chacais. O cumprimento definitivo dessa promessa ainda está por acontecer, mas se aproxima devido aos acontecimentos com o Iraque.

14 - Profecias são predições

Isso significa: o profeta diz o que sabe da parte de Deus. Expositores da palavra profética devem cuidar- se muito do grande perigo de não fazerem a profecia degenerar em adivinhação. Um exemplo prático: No momento em que alguém diz: “Jesus Cristo voltará nesta ou naquela data”, ele não está profetizando, e sim praticando adivinhação (comp. Mt. 24.36). O ardiloso nas adivinhações, é que freqüentemente estão misturadas nelas consideráveis parcelas de verdade, atrás das quais, entretanto, se esconde o engano. De forma geral isso é assim com todas as falsas doutrinas: sua mentira está embalada em verdade. E em nossos dias, como predisse o Senhor, existem muitos falsos profetas (comp. Mt 24.11).

Com relação à palavra profética, nossa geração experimenta graça extraordinária, porque vemos diante dos nossos olhos o cumprimento de promessas milenares. O maior e mais impressionante cumprimento é a restauração de Israel em nossos dias! Pois em si Israel é um povo profético. Dele foram chamados os profetas da Antiga Aliança e a partir de Israel profetizava-se e julgava-se sobre as nações.

Que exemplo temos no indisposto Jonas, que pelo caminho mais longo através do ventre do grande peixe, teve que pregar a destruição da Nínive de então.

De Israel procede também à maior expressão da Antiga Aliança, Moisés. Antes da sua morte, ele transmitiu uma maravilhosa profecia, que já se cumpriu: “O Senhor teu Deus te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim: a ele ouvirás” (Dt 18.15). Esse profeta — Jesus Cristo — manifestou-se em Israel na plenitude do tempo. Ele é o cumprimento de todos os profetas, reis, sacerdotes e sacrifícios, que na Antiga Aliança apontavam todos para Ele. Por isso, em nossos dias, não nos devemos deixar confundir pela política em e à volta de Israel, pois Deus prossegue de qualquer maneira! Em Números 23.19 está escrito: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará?”

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Bibliografia

- Norman L. Geisler, Philosophy of Religion, Grand Rapids, Zondervan, 1979.
- Harris, Archer Jr., Waltke, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, SP, EVN, 1998.
- Russell Shedd e Alan Pieratt, Imortalidade, SP, EVN, 1992.
- Walter A Elwell, Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, SP, EVN,

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12 de julho de 2010

As funções Sociais e Políticas da Profecia

As funções Sociais e Políticas da Profecia


Texto Áureo = “ Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é bem-aventurado” Pv 29.18.

 

Introdução

 

            Amados irmãos, A Paz do Senhor Jesus. Nesta lição vamos estudar as funções sociais e políticas da profecia. Para início, o profeta desempenhava uma função muito importante no cenário político e religioso de Israel. O governo nos tempos dos de Moisés, era Teocrático, a forma de governo centrado nas leis de Deus, e exercido por sacerdotes, que também muitas vezes eram Profetas e sacerdotes que faziam as funções, políticas e sociais entre o povo. Em seguida foi o período dos juízes, que também tinham a função social e política, de julgar o povo, aconselhando-os e Deus dava livramento ao povo pelos Juízes, e o primeiro deles foi Otniel irmão mais novo de Calebe, o ministério profético estava presente nesse período, vemos a profetiza Débora, que também era juiz, fazendo a parte política, julgando e a parte social, aconselhando o povo. Agora o cenário político de Israel ia se definindo, em seguida, o povo pede um Rei, que tinha a função de governar o povo de Deus, tendo como missão, aconselhar e guiar o povo. Bom assim estava completa a divisão política de Israel: Rei, Sacerdote e Profeta. 

 

I – O papel político e social da profecia nas escrituras.

           

            1. O profeta e o povo.

            O povo precisava de um líder, a quem seguir, pois é uma primícia básica do homem, seguir alguém ou alguma coisa, como o povo estava iniciando, e devido seus sofrimentos, no Egito, nas mãos de seus inimigos, Deus levanta o profeta, para ser o canal de comunicação entre Ele e o povo, com essa função política e social o profeta era muito respeitado, isso fica claro quando lemos em Dt 34. 10-12, até o dia de hoje Moisés é tico como um dos maiores profetas que Israel já teve.

 

            2. O profeta e o rei.

            O rei para governar, tinha ao seu lado fazendo parte dos seus conselheiros, homens entendidos em toda ciência, cheios de conhecimento, sabedoria.            Dn 1.3-4

Quando o assunto era guerra, chamava o general, para aconselhar, e escolher a melhor estratégia. Entre os conselheiros do Rei estava o Profeta, que tinha a função mais importante do reino, quando o Rei era temente a Deus, no caso de Davi, II Sm 7.17; 24.18,19. Sempre que o profeta era consultado, pelo rei para ver o que o Senhor tinha para seu povo e este lhe dava ouvidos, Deus abençoava, e o rei podia conduzir o povo na direção certa, com isso a função do profeta também era social. Mas nem sempre foi assim.

            3. O profeta marginalizado

            No período dos reis de Israel e Judá, os profetas de Deus ficaram fora dos círculos reais, com exceção de Isaías (39.3). Com a decadência espiritual dos monarcas de Israel, os profetas desenvolveram seu ministério distante do círculo central. Com isso os reis passaram a perseguir os profetas e marginalizá-los, observamos isso no ministério de Elias, quando Acabe perseguia o servo do Senhor, essa perseguição e marginalização, acontecia por conflitos de interesses, entre o rei e a vontade de Deus. Quero fazer uma observação a respeito de nossos dias, a palavra de Deus tem caído em descrédito, justamente por causa de interesses pessoais, de obreiros que querem, apenas o status da posição, alimentam-se da gordura das ovelhas, querem ter o poder aos seus pés, a sua visão está nesta terra. Deus tem levantados homens e mulheres, cheios do Espírito Santo, falando como verdadeiros profetas, mas o apego as coisas mundanas tem segado nossos pastores. Aos amados irmãos que Deus pela sua misericórdia e amor, tem usado em profecia, fale o que Deus mandar, não acrescente nem diminua, pois ainda tem obreiros e pastores tementes a Deus e com certeza eles ouvirão a voz do Senhor. 

 

II – O Profeta é enviado ao rei.

 

            1. O princípio do fim do reino de Judá.

            O fim do reino de Judá, teve início quando Zedequias, mesmo depois de jurar lealdade e obediência aos babilônicos, rebelou-se  contra o rei dos caldeus no oitavo ano de seu reinado (2 Rs 24.8-17).

Mesmo já estando Judá sob o domínio babilônico, tal postura ocasionou a destituição do rei Joaquim (que é o mesmo Zedequias, pois Nabucodonozor mudou seu nome de Joaquim para Zedequias) em 598 a.C.   

 

            2. Profecia dirigida ao rei.

 

            O exército dos caldeus, liderando as demais tropas dos povos conquistados, estava à volta de Jerusalém esperando o assédio final.

Jeremias já vinha anunciando durante décadas o trágico fim do reinado de Judá (1.15; 5.15; 6.22; 10.22; 25.9). Mais uma vez, a pessoa do profeta aparece trazendo uma mensagem importante para o rei e para todo o povo, que mesmo com a destruição iminente, se o povo se arrependesse, Deus os livraria. Mas o rei, juntamente com seus príncipes e a maioria do povo, não deram ouvidos ao profeta Jeremias, nem aos demais profetas. Agora Deus fala mais uma vez através do profeta Jeremias ao rei, que a cidade será entregue nas mãos do rei da Babilônia, o qual a queimará. 

 

            3. O destino do rei Zedequias é anunciado

 

            Quando não damos ouvidos a palavra de Deus, nosso destino é trágico, se quisesse ter paz, o povo deveria se submeter ao rei da Babilônia, pois Jeremias afirma em sua mensagem que o cativeiro haveria de durar 70 anos (25.11-14; 29.4-10). A mensagem de Jeremias ao rei Zedequias, era que este seria entregue nas mãos do rei de babilônia.

            Infelizmente os profetas contemporâneo de Jeremias, eram politicamente corretos, levando o povo a acreditar mais no falso profeta Hananias, que incitava o povo a se levantar contra o rei da Babilônia,  do que em Jeremias que era tido como um espião, um traidor.

            O compromisso do profeta de Deus, é com o povo de Deus, mesmo que isso venha a contrariar a vontade do rei e do povo. E o compromisso do pastor e do povo é buscar e seguir a vontade de Deus, pois só essa fará com que possamos chegar às mansões celestiais. O pastor que ignora a direção e orientação da palavra de Deus, deixa de se colocar como instrumento de Paz e harmonia entre os irmãos, causando até discórdia, com suas atitudes arbitrárias.    

III – A Questão de ordem social.

 

1.      A liberdade dos escravos Hebreus.

           

A atitude de Zedequias em libertar os escravos, como manobra política, talvez aconselhado por algum profeta conhecedor das leis Hebraicas, tem um cunho interesseiro, e meramente político. Com essa atitude aparentemente correta, pois era  ordem de Deus, segundo (Ex 21.2), o rei pensava em livramento da parte de Deus. Porém, o momento era de entregar-se aos caldeus, conforme Deus falara através do profeta Jeremias. Hoje infelizmente, acontece a mesma coisa, “pastores” usando a palavra de Deus fora de contexto, apenas com interesses os mais diversos possíveis, menos o de fazer o correto. 

A palavra liberta, mas o mal uso da mesma, trás escravidão, infelizmente dentro da igreja há muitos presos, escravos de homens escrupulosos, que só pregam as rosas e esquecem de pregarem os espinhos, o arrependimento, a santificação e com isso geram uma falsa liberdade na mente dos ouvintes. 

 

            2. A alforria dos escravos é cancelada.

 

            Quero transcrever o que o comentarista diz pois é muito interessante.

 

O profeta Jeremias anunciou que o rei do Egito retornaria a sua terra e o cerco da cidade santa pelos caldeus recomeçaria (Jr 37.5-8 – Convém salientar que os capítulos do livro de Jeremias não estão em ordem cronológica). Entretanto, os fatos de faraó ter vindo em socorro de seu aliado em Judá, o cerco de Jerusalém ter sido suspenso e os caldeus se retirado, fizeram com que o rei Zedequias e os seus príncipes não acreditassem no profeta de Deus. Assim, pensando estarem salvos do perigo, revogaram a lei da libertação dos escravos (v.11).   O pecado maior deles consistiu em desfazer um concerto religioso feito em nome de Deus e no templo: “[...] e tínheis feito diante de mim um concerto, na casa que se chama pelo meu nome” (v. 15). Cabe-nos uma reflexão a respeito deste episódio.

 

Quando fazemos um pacto com o Senhor Jamais devemos voltar a trás, esse pacto pode ser em servi-lo o resto de nossas vidas, é um voto que fazemos, é uma promessa. Prezado irmão se fizeste um pacto com o senhor, cumpra, se foi um voto e não cumpriste até agora, cumpra e Deus mudará seu cativeiro.

 

            3. A Indignação divina

 

            De Deus ninguém zomba, com Deus ninguém brinca, a atitude de Zedequias em revogar um concerto religioso feito em nome de Deus, deixou o Senhor indignado. Em vez dos babilônios, foi o próprio Deus quem liberou a espada para a destruição de Judá. A reação divina contra a atitude indigna e vergonhosa de Zedequias, de seus príncipes e dos grandes de Judá, tinha a sua razão de ser. Os últimos versículos do capítulo 34, descreve o duro juízo do Senhor sobre o rei, seus príncipes e todo o povo de Israel.

           

Observação:

           

Nestes últimos dias, onde a igreja caminha cada vez mais para a apostasia, será que não é fruto dos pactos quebrados pelo povo, principalmente pela liderança, que deveriam dar o exemplo? Temos sofrido na terra por “crentes” não honrarem o compromisso com Deus, de falar, viver a verdade. Deus tem cobrado de Seu povo, santidade, amor uns para com os outros.

Pastores, líderes, acordem, voltem ao primeiro amor, igreja do Senhor Jesus, busquemos a paz e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Creio que nestes últimos dias da igreja na terra, Deus está indignado com muitos que se dizem “crentes”. Voltemos ao primeiro amor, guardemos os concertos e estatutos do Senhor, porque Ele é misericordioso para perdoar nossos pecados.   

 

Conclusão:

 

            Os profetas, viveram e morreram anunciando a palavra de Deus, sua vida foi para combater a desigualdade social no meio do povo de Deus, não foi em vão, pois muitos deram ouvidos, mas aqueles que não deram ouvidos dizendo:

Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos? (Ml 3.14) Esses pereceram, “Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome”.

“E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. Prezados irmãos lutemos em favor do povo de Deus, desenvolvamos trabalhos na igreja, voltados para o bem social do nosso povo, então com certeza veremos a diferença entre o que serve e o que não serve.

            O templo é aonde nos reunimos, as famílias devem ir ao templo felizes, satisfeitas, pois é ali que adoramos ao Senhor, louvamos o seu Santo nome, revemos os amados irmãos, o salmista tinha razão quando disse: “alegrei-me quando mim disseram vamos à casa do Senhor”. E mais, “uma coisa peço ao Senhor, que eu possa morar em sua casa todos os dias da minha vida” Um grande abraço em Cristo Jesus e uma boa aula.

 

 

Elaboração por: Pb. Josenildo Cardoso Cavalcante

 

11 de julho de 2010

Advertências Contra Falsos Mestres

Advertências Contra Falsos Mestres

 

2 Pedro 2.1-22

 

Há muitas razões para darmos total atenção à inspirada Palavra de Deus. Uma das mais importantes é a presença de falsos mestres que nos querem privar de estarmos preparados mediante a obediência à verdade. Este capítulo enfatiza que o juízo de Deus está, e estará sobre estes, e sobre os que por eles são enganados. Deus sabe o que os falsos mestres farão (2 Pe 2.1-3), mas já demonstrou que também sabe como resgatar o santo, e julgar o incrédulo (2 Pe 2.4-9). Mostra-nos, por isso, o que ocorre quando os cristãos são confundidos (2 Pe 2.20-22).

 

1 - Deus Sabe o que Farão os Falsos Mestres

 

Os santos profetas de Israel tiveram de contender com os falsos profetas que surgiam no meio do povo (Mq 2.11; Ir 14.13-15; 5.31; 23.9-22; 29.9). Eles gritavam: “Assim diz o Senhor”, talvez mais alto que os mensageiros de Jeová. Incitavam o farisaísmo e o mundanismo. Negavam a mensagem divina. Mas os fatos provavam estarem eles completamente errados. Haja vista o que se deu em relação à Jerusalém. Diziam os falsos profetas que a cidade jamais seria destruída. No entanto, veio Nabucodonosor, e deitou-a por terra, demonstrando que a mensagem divina, na boca de Jeremias e de quantos haviam predito tal desgraça, era realmente a verdade.

 

Não devemos ficar surpresos se falsos mestres encontram-se entre nós. Pois os maiores inimigos de nossa fé não se acham entre os ateus e comunistas Estes atacam- nos de fora para dentro, mas os que se dizem cristãos, e não o são, o fazem de dentro para fora. Buscam introduzir secretamente na casa de Deus, heresias e opiniões que têm como alvo a perdição eterna. Não era o que se dava com as várias seitas e cultos surgidos nos primeiros séculos do Cristianismo? Hoje, além das seitas, estamos às voltas com os chamados modernistas, ou liberais, cujo criticismo destrutivo da Bíblia vem induzindo a muitos a negar o Senhor e Mestre que nos resgatou mediante o Calvário. Mas, ao negarem-no, trazem sobre si mesmos súbita destruição - a perdição eterna no lago de fogo. Embora julguem-se a salvo, não hão de escapar no dia do Juízo Final.

 

Pedro logo percebeu (2 Pe 2.2) que os falsos mestres teriam vasta influência. Muitos seguiriam seus caminhos perniciosos - conduta ultrajante e baixos padrões morais. Com os seus ensinamentos, zombam da verdade. Em sua linguagem abusiva e blasfema, desonram o nome de Deus. Os falsos mestres e profetas não se preocupam com o que pode acontecer aos seus seguidores. São movidos (2 Pe 2.3) não por Deus, nem, pelo Espírito Santo, mas pela cobiça - ignoram os direitos alheios. Com palavras falsas, forjadas em suas próprias mentes, fazem comércio de seus seguidores.

São profissionais que geram lucrativos negócios a partir de seus ensinamentos nocivos. Tudo o que fazem é para o próprio ganho. Sua sentença, porém, já está lavrada. Sua condenação não descansará; certamente virá.

 

II - Deus Sabe Como Resgatar o Justo e Julgar o Pecador

 

Os falsos mestres negam a idéia do inferno e da punição eterna. Mas o Juízo Final não é nenhum pesadelo ou sonho, mas algo que Deus preparou para julgar a humanidade. Três ilustrações são usadas aqui (2 Pe 2.5-8), não apenas para mostrar que o julgamento dos falsos mestres e profetas certamente virá, como também para trazer conforto e certeza aos que por eles são atacados. O Senhor livra da provação os piedosos, e reserva sob custódia o injusto até que o dia do julgamento traga sua punição (2 Pe 2.9).

 

Levemos em conta que Deus (2 Pe 2.4) não poupou nem mesmo os anjos que pecaram, mas lançou-os no inferno, e os pôs em cadeias - poço de trevas - onde aguardam o Julgamento Final. Alguns estudiosos, indevidamente, buscam relacionar tais anjos com os filhos de Deus mencionados em Gênesis 6. Só que os filhos de Deus, aqui mencionados, nada têm a ver com os anjos; eram os descendentes de Sete que se haviam desviado da verdade. Voltando ao assunto, deixamos claro que, se Deus tem um julgamento à espera dos anjos caídos, não há de ignorar os falsos mestres e profetas.

 

Deus também não isentou o mundo antigo da punição (2 Pe 2.5), embora o haja criado e declarado que tudo era bom (Gn 1.3 1). Antes enviou o dilúvio para punir os injustos (ver Gn 6.6,7). Noé, porém, o proclamador da justiça divina, foi preservado pelo Justo Senhor. Deus soube como salvá-lo e protegê-lo.

O mesmo se deu em Sodoma e Gomorra (2 Pe 2.6). Ambas as cidades foram condenadas à ruína, demonstrando a certeza do juízo divino sobre todos os que vivem de forma injusta e irreverente. Mas Ló (2 Pe 2-2.7) era justo.

 

Achava-se atormentado em conseqüência da conversa imunda e do viver ultrajante, indecente e lascivo daquela gente. Jamais se acostumara àquele estilo de vida. Sua alma piedosa era torturada constantemente por tudo aquilo (2 Pe 2.8). Todavia, Deus o resgatou, pondo- o a salvo da destruição que logo se abateria sobre Sodoma, Gomorra e outras cidades vizinhas. Estejamos certos de uma coisa: Deus sabe como nos resgatar da opressão do mal, da imundície e das pressões que nos fazem “os homens perversos e impostores que irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm

3.13).

 

III - Falsos Mestres e Seus Métodos

 

Sim, os falsos mestres e profetas serão julgados. Pedro, agora, passa a descrevê-los (2 Pe 2.10). Vivem os tais segundo a carne e em imundas paixões; menosprezam as autoridades, sejam estas divinas ou humanas.

Em sua presunção, não temem falar do mal e blasfemar das gloriosas forças angelicais. Como sua vida não tem freios, sentem-se livres para escarnecer da santidade divina, dos anjos e das demais coisas espirituais que jamais lograram entender.

 

Quão diferente é a atitude dos anjos (2 Pe 2.11). Embora maiores em força, não ousam fazer acusações afrontosas contra os tais diante de Deus. Miguel, por exemplo, mesmo sendo o arcanjo, não proferiu juízo infamatório ao contender com o diabo (Jd 9). Em lugar de maldizer o tentador, uma só palavra é encontrada em seus lábios: “O Senhor te repreende” (Zc 3.2).

 

A falta de entendimento (como o grego de 2 Pe 2.12 indica) é gerada por uma ignorância obstinada. Os falsos mestres e profetas não tinham conhecimento pessoal das coisas espirituais, por haverem rejeitado a eficácia do sangue de Cristo. Embora se declarem líderes espirituais, sua real preocupação é com as coisas materiais; seu único desejo é satisfazer os apetites da carne. Dizem-se intelectuais, mas agem como animais irracionais; são bestas brutas sujeitas à captura e à destruição. Eis o seu lema: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Co 15.32). Em sua corrupção, destruir-se-ão a si mesmos, recebendo a recompensa de sua iniqüidade, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).

 

IV - Como Balaão

 

Os falsos mestres também (2 Pe 2.15) abandonam a senda dos justos, e afastam-se da verdade. Trilham assim o caminho de Balaão, que resolveu apegar-se ao galardão da iniqüidade. Seus intentos, porém, foram desmascarados (2 Pe 2.16), sendo ele repreendido pela jumenta. Voltemos ao capítulo 22 de Números. Os israelitas, na fase final de sua viagem à Terra Prometida, circundando Moabe, acamparam-se no vale do Jordão, defronte a Jericó. Desse lugar, movimentaram-se rumo ao norte, e conquistaram Seom, rei dos amorreus, em Gileade; e Ogue, rei de Basã.  O rei Balaque, de Moabe, ao assistir toda essa movimentação, teve o bom senso para perceber que Israel obtinha suas vitórias não por causa da excelência de seus exércitos, mas porque Deus os abençoava, conduzindo-os de triunfo em triunfo.

 

Balaque temia que Moabe fosse a próxima conquista de Israel. Mas os seus temores eram infundados, porque Deus havia instruído a Israel que o deixasse em paz (Dt 2.9). Como Balaque não sabia disso, resolveu lutar contra Israel. Todavia, como vencer o povo de Deus? Havia somente um jeito. Encontrar alguém que pudesse desviar os favores divinos de Israel. Assim, ordenou trouxessem, da região do Eufrates, a Balaão. Em seguida, exigiu que o profeta amaldiçoasse o arraial hebreu. Através da jumenta, porém, o Senhor advertiu a Balaão que o não fizesse (Nm 22.35).

 

Embora dissesse ser Yahweh o seu Deus (Nm 22.18), ele demonstrou ser ainda levado por atitudes pagãs. Pois instruiu a Balaque a oferecer vários sacrifícios, em lugares predeterminados, como o faziam os idólatras. O que ele buscava, desde o início, era de fato forçar a Deus a amaldiçoar a Israel. Mas, ao invés de amaldiçoar os israelitas, o Senhor os abençoou ainda mais. Aliás, foi o próprio Balaão quem proferiu a belíssima profecia acerca da estrela que procederia de Jacó (Nm 24).

 

Não obstante, Balaão arranjou uma maneira de amaldiçoar a Israel e, assim, arrancar dinheiro a Balaque. Ele induziu a este a introduzir prostitutas moabitas no arraial hebreu, para que seduzissem aos israelitas. E, dessa forma, a maldição cairia sobre eles. E o relato subseqüente mostra que Balaão estava certo (Nm 25.1-5; 3 1.16). Ele, pois, usou o conhecimento que tinha da natureza de Deus para obter vantagens pessoais (1 Tm 6.5).

 

V - Meros Profissionais

 

Pedro descreve ainda os falsos mestres como meros profissionais, pois nada têm a oferecer de real ao rebanho de Cristo. Eles são fontes sem água (2 Pe 2.17). Todavia, nós possuímos os “rios de água viva” (Jo 7.38). Eles não possuem a verdadeira fé, nem podem transmitir a vida que nos vem do Espírito Santo. São também nuvens impelidas por súbitas borrascas, por isto lhes estão reservadas as trevas exteriores. Eles proferem palavras arrogantes a fim de cativar seguidores (2 Pe 2.18). Usam como atrativo a sensualidade da carne. Suas vítimas prediletas são os novos convertidos.

 

Mas a este respeito a advertência de Cristo é severa: “E quem receber urna criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço urna grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mt 18.5,6).

 

A liberalidade é a grande promessa que os falsos mestres e profetas fazem aos incautos (2 Pe 2.19). Entretanto, eles mesmos são escravos da corrupção. Afinal, daquele “de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo”. Paulo enfatiza que a liberdade cristã não significa indulgência para com a carne, O Senhor espera que andemos “em novidade de vida”, reconhecendo que a velha natureza já está crucificada com Cristo, e que, doravante, não mais sirvamos ao o pecado (Rm 6.4,6).

 

Já naqueles dias, os falsos profetas ensinavam ser graça de Deus tão admirável que os crentes podiam andar como melhor lhes agradasse, sem que isso afetasse seu relacionamento com Cristo. Noutras palavras: usavam a graça de Deus como justificativa para as suas imoralidades, esquecidos de que a Palavra de Deus recomenda: “Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2 Tm 2.19).

Eis o que recomenda ainda Paulo: “Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Rm 6.1-16). O salário do pecado continua sendo a morte, e Deus espera que seus servos produzam o fruto da santidade (Rm 6.22,23; Is 59.2 e 20.21).

 

Muitos dos que hoje se dizem crentes, alegam que é melhor não vivermos vidas santas para que jamais venhamos a confiar nas boas obras. Um escritor chegou a dizer que, se realmente confiamos na graça de Deus, devemos cometer algum pecado grave, de vez em quando, para fazermos o diabo reconhecer que Deus é capaz de purificar-nos. Tal idéia é falsa, pois a Bíblia nos ensina a “negar a impiedade e as paixões mundanas”, para que vivamos no presente século “sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.12).

 

Ministros evangélicos chegam ao absurdo de aprovarem publicamente o homossexualismo e o sexo pré-marital. Por certo eles se esqueceram de que há um lugar reservado, no lago do fogo, para os que persistirem na imoralidade (Ap 22.8; Rm 1.26-37). Outros mostram-se mais sutis, dizendo que não há perigo algum nesses peca- dos, e até insinuam que devemos diminuir um pouco nossos padrões, um pouco aqui e um pouco ali. Mas verdade é esta: “Não sabeis que aquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” (Rm 6.16).

 

VI - O Estado dos Crentes que se Misturam com os Falsos Mestres

 

O pecado é verdadeiramente uma servidão, e traz consigo o próprio castigo. Haja vista o que acontece com os falsos profetas e suas vítimas. Terminam num estado simplesmente lastimável; pior que antes (2 Pe 2.20). Os pecadores que jamais ouviram o Evangelho, têm maior esperança de arrependimento do que aqueles que, embora tendo-o um dia conhecido, apostataram da fé. São cães que voltaram ao próprio vômito (2 Pe 2.22). Essa ilustração pode não ser agradável, mas descreve muito bem o estado de quem abandona a verdade de Cristo. Pedro insta-nos a que nos afastemos dos falsos mestres, para que não sejamos vítimas de suas manobras. Estejamos, pois, sempre prontos para apresentarmos as razões da esperança que há em nós.

 

Por:- Ev. Isaias Silva de Jesus

Comentário Bíblico 1 e 2 Pedro Stanley M. Horton

FALSOS CONCEITOS DE DEUS

FALSOS CONCEITOS DE DEUS

 

“Deus Não Existe”

 

Começamos nosso estudo acerca da oração e adoração a Deus afirmando que as pessoas que adoram, devem adorar ou orar a alguém ou a alguma coisa. Se não houver um ser a quem devamos adorai; não podemos adorar. Algumas pessoas dizem que Deus não existe, e, portanto, não podemos adorar nada. “Não adianta orar”, alegam, “pois, não há ninguém para ouvir-nos!” Chamamos a tais indivíduos de ateus, pois, não crêem na existência de Deus. Que pessoas insensatas. Não vêem as provas da existência de Deus, mesmo estando elas diante de seus olhos! A ordem precisa do universo, a beleza das flores, a maravilha do corpo humano - tudo isso nos fala a viva voz: “Existe um Deus criador”. Dizer que o mundo se fez sem um Deus Criador, seria o mesmo que olhar para um relógio e afirmar que ele se fez sozinho.

 

“Não Podemos Saber ao Certo”

 

Muitas pessoas duvidam da existência de Deus porque não podem vê-lO. Elas vêem o que Ele criou, e crêem que deve haver uma causa para a criação, mas duvidam e dizem: “Não podemos saber com certeza. Talvez haja um Deus, talvez não”, Chamamos tais pessoas de agnósticas, pois, crêem que mesmo que Deus exista, o homem não pode conhecê-lO. E indagam: “Orar, para quê? Não podemos ter certeza de que alguém nos ouve!”

 

“Não Quero Saber de Deus”

 

Existem muitas pessoas que estão cientes do fato de que Deus existe, mas não querem obedecer-Lhe, Chamamos a tais pessoas réprobas, porque elas se recusam a aceitar algo que conhecem. Os réprobos não oram, pois, “amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19). Mas chegará o dia em que os réprobos orarão. Eles pedirão às pedras que caiam sobre eles, para que os escondam “da face daquele que se assenta no trono” (Ap 6.16). Será um dia de ira e de julgamento para eles.

 

“A Natureza É Deus”

 

Muitas pessoas acreditam que Deus e a natureza são uma só coisa. Náo crêem em um Deus-Criador distinto de Sua criação. Tais pessoas afirmam que as árvores são Deus; as nuvens são Deus; o homem é Deus. Chamamos a tais pessoas panteítas. Elas dizem que tudo que é bom é Deus. Para elas a natureza é Deus. Deus é impessoal. Como estão enganadas! Sem dúvida, o deus dos panteístas é um deus descaracterizado. Não se pode orar a ele, pois, não possui ouvidos. Ele não responde às orações, pois, não tem voz. Não pode ver, pois, não tem olhos. Não pode amar, pois, não tem coração. Que tipo de Deus é este? Uma coisa é dizer que Deus é amor e outra coisa muito diferente, é dizer que o amor é Deus. Do mesmo modo, uma coisa é dizer que Deus está em Sua criação, e outra coisa, muito diferente, é dizer que a criação é Deus.

 

“Eu Sou Deus”

 

Existem pessoas que afirmam que cada indivíduo tem o direito de crer no que mais lhe agradar, e que a opinião de um homem é tão certa quanto à dos outros. Chamamos a tais pessoas de ególatras, pois, elas não vêem outro deus senão a si mesmas. Elas não querem que outros lhes digam o que devem fazer. Os ególatras não aceitam quaisquer padrões de comportamento de que não gostem. Em sua opinião, bom é aquilo que é bom para eles próprios. Eles não oram. E por que o fariam? Eles não querem submeter-se a nenhuma autoridade, a não ser àquela que se enquadre em seus conceitos de bom e mau.

 

“Qualquer Deus Serve”

 

Existem muitas pessoas deste tipo. “Não importa qual o deus que a gente adora. Todos eles são bons. Qualquer deus serve”. A essas pessoas chamamos universalistas. Elas crêem que as religiões são como vários caminhos que vão dar no alto da mesma montanha. Cada religião segue uma rota diferente, mas todas chegam ao topo. E um ensino perigoso e maléfico. Os que assim acreditam, estão afirmando que Deus não passa de uma idéia engendrada pela mente humana, e não que Ele é uma realidade. Todavia, Deus não é uma idéia. Ele é real. Ele é Deus. Ele é o Criador do mundo e de tudo que nele há. Temos de descobrir como Ele é. Temos que adorá-lO. No próximo Texto falaremos sobre quem Ele é. Antes, porém, vejamos outra crença que é aceita por algumas pessoas, em várias partes do mundo.

 

“Espíritos dos Ancestrais”

 

A maioria das pessoas acredita numa vida após a morte. Contudo, como nunca vemos os mortos depois que eles partem, existe um grande mistério em tomo da questão. Algumas pessoas crêem que os mortos voltam em forma de espíritos, os quais ficam circulando pelos lugares onde viviam antes. Elas acham que tais espíritos participam, de certa maneira, das atividades dos vivos. Esta crença é chamada de animismo.

 

Os animistas são pessoas muito medrosas, devido ao desconhecido e ao terror do invisível. Embora muitos deles creiam que Deus existe, pensam que Ele se acha muito distante e é por demais indiferente aos seus problemas, para socorrê-los. Por isso sua adoração tem sempre a forma de oferendas destinadas a agradar os espíritos e fazer-lhes petições, pois, crêem que eles estão constantemente ao seu redor. Usam de amuletos para manter-se livres de problemas; fazem sacrifícios com o objetivo de obter os favores dos espíritos dos mortos. A Bíblia afirma que “o medo produz tormento” ( I Jo 4.18), e esse é o sentimento dominante do animista. O mesmo versículo diz que “o perfeito amor lança fora o medo”.

DEUS SE REVELA

 

Deus Se Revela pela Sua Palavra

 

Um Deus que exige que o homem O adore e O obedeça, tem que revelar-se ao homem. E foi exatamente isso que o verdadeiro Deus fez. Ele se revelou ao homem. Nós podemos conhecê10. Também podemos conhecer Sua vontade. Cada religião conta com seus profetas, suas visões, seus milagres e com os escritos de seus mestres. O verdadeiro Deus nos deu todas essas coisas e fez ainda outras para que nós O conhecêssemos. Ele revelou a Si mesmo e a Sua vontade, comunicando-se conosco de três maneiras, quais sejam:

 

Deus Se Revelou pelos Profetas e Apóstolos

 

Deus se revelou pelos profetas e apóstolos que escreveram suas palavras no livro sagrado, que chamamos Bíblia. Quando os homens crêem na Bíblia e a aceitam como a Palavra de Deus, suas vidas são transformadas. Sempre que um homem aceita os ensinamentos de Cristo e reconhece que Ele € o Filho de Deus, ocorre um milagre em sua vida - ele se torna uma nova criatura, abandona os seus maus caminhos e passa a seguir o bem. Pensemos na unidade da mensagem bíblica - uma mensagem escrita por diversas pessoas, em épocas e lugares diferentes. Acrescente-se a isto o fato deque a Bíblia tem sobrevivido a todos os esforços dos seus inimigos para destruí-la e desacreditá-la. Sem dúvida alguma, a Bíblia € um livro extraordinário. E um livro que revela Deus para nós.

 

Deus Se Revelou por Jesus Cristo

 

Deus revelou-se por intermédio de Jesus Cristo, Seu Filho. Jesus viveu trinta e três anos sobre a terra, como homem. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” ( Jo 1.14). Pensemos no que Cristo afirmou. Ele disse que era o Filho de Deus. E confirmou essa declaração com um ministério miraculoso de curas e poder. Pensemos na morte e ressurreição de Jesus. Deus realmente revelou-se através de Seu Filho, revelou-se por meio da vinda de Jesus a terra.

 

Deus Se Revelou por Meio do Espírito Santo

 

Deus também se revela pelo seu Espírito em qualquer época, a qualquer pessoa que aceita a verdade acerca de Jesus Cristo. “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8.16). O Espírito Santo transforma numa nova pessoa, cada indivíduo que crê em Jesus, aceitando-O como seu Salvador. O que Ele já fez por outros, fará também por você. Se você confiar nEle, Ele se revelará a você por meio do Seu Espírito. Adore o Deus verdadeiro! Ore e deixe que o Espírito de Deus testifique com o Seu espírito. Depois que você sentir o Seu poder em sua vida, você não precisará mais de provas. Você saberá quem é o verdadeiro Deus!

 

Por:- Ev. Isaias Silva de Jesus

Livro Teologia Pratica EETAD