14 de maio de 2014

O MINISTÉRIO DE PROFETA



O MINISTÉRIO DE PROFETA

TEXTO ÁUREO = E a uns pós Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Co 12.28).

VERDADE PRÁTICA = O ministério de profeta é fundamental  para a igreja de Cristo nos dias atuais.

LEITURA BIBLICA = I CORINTIOS 12: 27-29 = EFÉSIOS 4: 11-13

O QUE É PROFETA?

1.1- Conceito - É aquele que transmite a mensagem de Deus, inspirado pelo Espírito de Deus. O termo Profeta no hebraico significa (Nabi, Dt. 18:18),( pastores – raáh ) (Vidente – ro´eh, I Sm. 9:9) - pessoa com capacidade de perceber as coisas do ponto de vista de Deus ;(Sentinelas – Tsaphá) (Homem de Deus) – homem que pertencia primeiramente a Deus e totalmente dedicado á sua causa, no Grego (Prophetes) : uma pessoa chamada ou nomeada para proclamar a palavra de Deus.

1.2- Funções dos Profetas - Os profetas de Israel foram chamados individualmente e ungidos por Deus para o serviço de emergência, em contraste com o serviço regular dos sacerdotes, anciãos e reis. As funções são classificadas em:

Porta - voz especial de Deus – O termo “profeta” (Heb., nab; gr. Prophetes) significa “falar por” ou representar. Sua tarefa mais importante em agir como embaixadores ou mensageiros divinos, anunciando a vontade de Deus para o seu povo, especialmente em tempo de crise.

Vidente - A credencial de um profeta verdadeiro de Deus era a habilidade infalível de penetrar no futuro e revela-lo (Dt. 18:21,22). Essa habilidade autenticava sua mensagem como sendo divina, porquanto somente Deus conhece o futuro. 

Professor da lei e da justiça – Apesar de sacerdotes e levitas serem normalmente os professores de Israel, os profetas também receberam essa função quando o sacerdócio degenerou (Lv. 10:11; Dt. 33:10; Ez. 22:26). Quando ensinavam, o contexto era geralmente de julgamento (Is.6:8-10; 28:9,10).

1.3- Profecia -É revelação inspirada, sobrenatural e única do conhecimento e da vontade de Deus. A profecia bíblica tem dois objetivos básicos:  Manifestar os fatos concernentes a Deus e as suas relações com a humanidade. (Is. 49:6; Sl. 3:8).
 
Declarar os seus decretos em momentos de crise espiritual, visando preservar as alianças e concertos estabelecidos entre o Eterno e o seu povo. (Gn. 49:18; I Cr. 16:23)

1.4- No Antigo Testamento – O profeta era uma pessoa sob a inspiração do Espírito Santo. Porta voz oficial da divindade, sua missão era preservar o conhecimento divino e manifestar a vontade do único e verdadeiro Deus. Era a pessoa devidamente vocacionada e autorizada por Deus para transmitir a mensagem divina (Ez. 2:1-10). O profeta Elias por exemplo teve um confronto diante os profetas de baal no monte Carmelo (I Rs 18:19).

1.5- Classes de profetas – Os profetas de Israel remontam aos antepassados Abraão, Moisés e Samuel, que foram denominados “profetas” ( Gn 20:7; Dt. 18:15; I Sm 3:20).

Eles podem ser divididos em dois: Profetas da “palavra” e Profetas da “Escrita”.

Profetas da palavra- Aqueles que transmitiam a mensagem verbalmente. Exemplos: Elias, Natã,Azarias.

Profetas da Escrita – Quase todos os profetas da escrita escreveram depois de terem sido profetas da palavra. Exemplos: Isaias, Zacarias, Amós, Jonas Oséias e outros.

1.6- “Profetizar”- é muito mais que predizer eventos futuros. Na verdade a primeira preocupação do profeta é falar a Palavra de Deus para as pessoas do seu tempo, convocando – os á fidelidade do concerto.

1.7- No Novo Testamento – Nesta atual dispensação, o Dom profético tem como função: corrigir, consolar e exortar o povo de Deus; jamais modificar artigos de fé, alterar doutrinas ou trazer novas revelações (I Cor 14:15-40; Ap. 22:18-19). Os que hoje são usados pelo Espirito Santo com o dom profético não mais possuem a autoridade e as prerrogativas dos mensageiros divinos dos tempos bíblicos.

II – ADVERTÊNCIAS SOBRE OS FALSOS PROFETAS

Diz o apóstolo João: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo” (I Jo 4:1-3).

Significa que não devemos crer em tudo o que ouvimos, somente porque diz ser uma mensagem de Deus. Existem  muitas formas para testar os ensinadores e discirnir se sua mensagem é verdadeiramente do Senhor. Uma delas é conferir se suas palavras estão de acordo com o que Deus diz na Bíblia. Outros testes incluem seu comprometimento com o corpo de Cristo (I Jo 2:19), seu estilo de vida (I Jo 3:23,24), e o fruto do seu ministério (I Jo 4:6).

Os falsos profetas ensinam conceitos hereticos no que se diz respeito a nossa salvação. “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt.24:24) Nosso mundo está cheio de vozes reivindicando falar por parte de Deus. Portanto é importante observar os seus frutos. Aplique estes testes para verificar se estão realmente falando a verdade de Deus. “Tem se levantado no mundo”

No mundo onde vivemos podemos, observar muitas igrejas se levantando para profetizar o nome de Jesus. O falso profeta está especialmente sujeito aos estados frenéticos da mente, o que faz que ele profetize, embora o conteúdo de tal atividade não seja claramente explicado ( I Rs 22:10).

III – CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS PROFETAS

3.1 -Tem uma mensagem falsa – A atitude do falso profeta é condenada nas escrituras, porque ele fala uma palavra não autêntica: “Profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores e dizem aos que só profetizam o que vê o seu coração: ouvi a palavra do Senhor”. (...) Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram (Ez 13:2, 3).

3.2 -Trazem ensinos distorcidos – Seus ensinamentos são contrários ao ensinamento da palavra de Deus. ( Dt.18:20; Is.9:15; Jer. 14:13; Ez.13:3, Mt. 7:15); II Pe 2:1; I Jo:1)

IV – OS PROFETAS NO NOVO TESTAMENTO E OS FALSOS PROFETAS

4.1 - Os profetas descritos no Novo Testamento eram homens que falaram por impulso imediato do Espírito de Deus pela inspiração. Não eram, essencialmente, homens que prediziam o futuro, embora isso também ocasionalmente ocorresse “ E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;”(At, 21:10). Também eram mestres inspirados. Não dependiam do corpo de mestres reconhecido, exclusivamente. Mas podemos supor que suas profecias concordavam, de modo geral, com os ensinamentos cristãos revelados e escritos, pois, do contrário, suas profecias seriam refutadas falsas. (Lc. 6:26; II Pe 2:1).

4.2 - “... muitos falsos profetas...” O movimento gnóstico era uma real ameaça á igreja cristã na Ásia Menor, e conseguia convertidos á sua causa dentro do próprio cristianismo. O conhecimento gnóstico era mediado: mágica, mística e cerimonialmente, e em nada glorificava a Cristo. Por conseguinte, era um reconhecimento espúrio. O verdadeiro conhecimento consiste de reconhecermos o Senhor Jesus Cristo como salvador, entregando-lhe a alma,

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encoberta mente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesma repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.”(II Pe. 2:1-3). Podemos observar a atuação dos falsos profetas no período presente desde o dia de pentecostes (Mt 7:15; 24:11,24; Mc. 13:22, At. 13:6; I Jo 4:1).

4.3 - “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”(Mt. 24:4-5). Neste texto os discípulos de Jesus perguntaram quais os sinais da sua volta e o final desta era, porém Jesus lhes disse: “acautelai-vos que ninguém vos engane.”A única maneira segura de não ser enganado é manter o foco em Cristo e em suas palavras.

Hoje vivemos em uma sociedade onde os valores éticos estão distorcidos, através de religiões e teologias que falam de prosperidade e uma busca constante do materialismo. No final do tempos surgirão muitos falsos profetas buscando partidarismo religioso com o aparecimento da besta no período da escatologia (Ap.16:13; 19:20; 20:10).

CONCLUSÃO

Neste estudo podemos concluir que os falsos profetas eram realidades diante da igreja, hoje ainda encontramos muitos falsos profetas.“Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.”(Dt.18:22). Sabemos que a finalidade desses falsos profetas é de distorcer, enganar e imitar a mensagem de Deus no ministério profético. João nos mostra a importância de discernimento para reconhecermos o que é falso.“Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro” (I Jo 4:6).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

= ALMEIDA, João Ferreira de, 1995- Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD.
= STANLEY,M. Horton. Conheça melhor o Antigo Testamento, Ed. Vida,2007.
= STANLEY,M. Horton. 1996, Teologia Sistemática. Rio de Janeiro, CPAD, 1996.
= R. N. CHAMPLIN, Ph.D, O Novo Testamento Interpretado-Versículo por versículo. Ed. Hagnos, 2002.


6 de maio de 2014

O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO - ESTUDO 01



O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO

TEXTO ÁUREO = “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”(Ef 4.11).

VERDADE PRÁTICA = O dom do apostolado foi concedido por Deus à igreja com o propósito de expandir o Evangelho de Cristo.

LEITURA BIBLICA = EFÉSIOS 4: 7-16

INTRODUÇÃO

O COLEGIO APOSTOLICO

A formação cultural de Paulo. Instruído aos pés de Gamaliel (At 22.3), Saulo pertencia ao partido religioso mais conceituado do Judaísmo - os fariseus (At 26.5; Fp 3.5). Ele conhecia profunda e intimamente o Antigo Testamento (Rm 1.17; 3.4,5,10-18; 9.6-33), as tradições de seu povo (At 26.24; 28.17,18; Gl 1.13-14) e a língua hebraica (At 22.1,2). Era tão bem versado no meio reli­gioso de Israel que, dos principais sacerdotes, recebera autorização para perseguir os discípulos de Cristo (At 26.10).

As evidências indicam que Paulo cursou a universidade de Tarso. Haja vista o seu domínio do idioma grego e dos autores clássicos, dos quais cita pelo me­nos dois: Aratos e Epimênides (At 17.28; Tt 1.12). Cidadão romano, falava também mui provavelmen­te o latim.

2. Paulo, cidadão roma­no. Natural de Tarso, na Cilícia (At 9.11; 21.39; Gl 1.21), Paulo tornara-se, por nascimento, cida­dão de Roma, pois a cidade era província romana (At 22.25-29). Naquele tempo, a nacionalidade romana era adquirida de três maneiras: por direito de nascença, por concessão imperial e por aquisição pecuniária (At 22.28; 23.27; 24.7,22).

A SINGULARIDADE DOS DOZE

A escolha dos doze homens para atuar como apóstolos de Jesus foi um acontecimento central na carreira de Jesus. O termo apóstolo significa "enviado". Os doze foram designados para estar com Jesus e, depois, ser enviados a pregar, a curar e a apresentar Jesus ao mundo. Jesus passou muito tempo com os doze preparando-os e instruindo-os para esse trabalho. Para muitos deles, o chamado para o apostolado marcou o terceiro passo significativo em seu relacionamento com Jesus. 

Em primeiro lugar, houve um período em que conheceram Jesus (veja João 1:35-51); depois, passaram para um período de companhia constante (Marcos 1:16-20); agora, era a vez da escolha para serem emissários oficiais (Lucas 6:12-16; Marcos 3:13-19).

Antes de Jesus escolher esses homens, ele passou a noite toda orando a Deus. A oração era fundamental na vida de Jesus. Ele orava a noite toda antes de tomar uma decisão importante como essa. Muitas vezes, Jesus nem tinha tempo para orar durante o dia, então levantava-se bem cedo ou ficava acordado até tarde para poder orar. Se, mesmo sendo Filho de Deus, Jesus cria na importância da oração o bastante para perder uma noite de sono orando, a oração deve ser a prioridade máxima para nós.

A lista dos escolhidos por Jesus para ser apóstolos não é muito impressionante do nosso ponto de vista. Jesus escolheu quatro pescadores (Pedro, André, Tiago e João), um coletor de impostos (Mateus), um terrorista (Simão Zelote), Filipe, que às vezes parecia muito difícil de entender as coisas (João 6:5-7; 12:21-22; 14:8-9), Tomé, que em geral parecia pessimista (João 11:16; 14:5; 20), Judas, que o traiu, e três outros a respeito de quem simplesmente não sabemos coisa alguma. É óbvio que Jesus não levava em conta o sucesso do mundo, a inteligência, etc. como critério importante para ser útil a ele.

O APÓSTOLO PAULO

A conversão de Paulo está narrada em três capítulos de Atos dos Apóstolos (9.3-18; 22.6-21 e 26.12-18). Vejamos os relatos segundo o desenvolvimento cro­nológico dos fatos.

Sua conversão talvez tenha ocorrido por volta de 35 D.C. Após sua conversão, Paulo passou alguns poucos dias com os discípulos de Damasco. Pregou ali, por algumas vezes, ensinando, particu­larmente, que Jesus era o Messias. Depois disso, retirou-se para a Arábia, possivelmente para a região de Haurã, uma bacia fértil, que fica cerca de oitenta quilômetros ao sul da cidade de Damasco, diretamen­te a leste do extremo sul do mar da Galiléia. Outros creem que a área aludida era o país dos nabateus e a península do Sinai. Aquele era mais acessível para quem partisse de Damasco, mas este último lugar revestia-se de grande significação religiosa, por causa de sua conexão com a transmissão da lei, sendo possível que Paulo tivesse preferido essa atmosfera. Passou algum tempo em seu retiro, e dali, como é provável, esteve por diversas vezes em Damasco e voltou. A sua mensagem era essencialmente a mesma — desde o princípio — mas por essa altura, Paulo «...mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo» (At 9:22).

Pouco depois disso, Paulo visitou Jerusalém pela primeira vez, após a sua conversão, tendo ficado com Pedro por quinze dias, para consulta e consolo mútuo (ver Gl1:18). Dali partiu para as regiões da Síria e da Cilícia (ver Gl1:21). É provável que teria visitado sua cidade natal — Tarso, tendo permanecido naquela região por algum tempo, embora não tenhamos qualquer informação acerca disso. Enquanto Paulo pregava em Tarso, Barnabé e outros líderes cristãos se encontravam em Antioquia, onde se ia desenvolvendo uma poderosa comunidade cristã. A passagem de At 11:25 nos diz que Barnabé foi a Tarso, à procura de Paulo, sem dúvida para obter a sua ajuda na igreja em Antioquia, que precisava de uma liderança maior e mais forte. Isso foi um movimento provocado pela providência divina, pois armou o palco para a longa carreira de Paulo como apóstolo-missionário.

Paulo, um modelo de líder servidor.

O que é um servo? O conceito de servo no antigo testamento e no Novo Testamento é muito importante para entendermos o propósito de Deus em nossa chamada para a obra do santo ministério e como devemos desenvolver esse chamado, para termos uma melhor compreensão do que significa: serviço, servir e servo precisamos entender os significados etimológicos, exegéticos e expositivos desses termos.

Como Paulo comprovou seu apostolado.

a. Ele foi diretamente comissionado por Cristo, o Senhor ressurreto, para esse elevado ofício, o que fica implícito na sua pergunta, «...não vi a Jesus, nosso Senhor?...» Essa mesma ideia é expandida em Gl1:11 ss.

b. Seu poderoso ministério é salientado como uma prova do caráter genuíno de seu ministério, prova de sua comissão divina. E isso é declarado através da seguinte pergunta: «...acaso não sois fruto do meu trabalho no Senhor?...» Essa ideia é desenvolvida em várias outras passagens, como no segundo capítulo da epístola aos Gálatas, embora o seja mais particular­mente ainda nos capítulos décimo a décimo segundo da segunda epístola aos Coríntios. Por essa razão é que Paulo pode asseverar: «...trabalhei muito mais do que todos eles...» (I Co 15:10). E isso não constitui uma reivindicação de pouca monta, proveniente como foi do contexto do cristianismo do primeiro século, quando foram realizados labores realmente extraor­dinários.

c. O trecho dos capítulos décimo a décimo segundo da segunda epístola aos Coríntios nos fornece outras provas do apostolado de Paulo, incluindo suas experiências místicas e visões, que foram dadas a Cristo para confirmar o seu ministério e autoridade, bem como para aumentar a sua eficácia. (Ver especialmente o décimo segundo capítulo da citada epístola).
d. Os sofrimentos especiais pelos quais Paulo passou também são apresentados como provas de seu ofício apostólico. (Ver II Cor. 11:23 e ss).

e. Operações miraculosas, levadas a efeito por meio de dons especiais do Espírito Santo, também tiveram por propósito servir de prova dos verdadeiros apóstolos de Cristo. Os trechos de II Co 12:12 e o nono capítulo do livro de Atos em diante fornecem provas tanto das grandes realizações como dos extraordinários sinais operados por Paulo, tudo o que fazia parte integrante de seu ministério apostólico. Grande porção do livro de Atos serve de demonstra­ção desses fatos, embora esse livro do N.T. não tenha sido escrito diretamente com essa finalidade, visto que, para Lucas, não havia necessidade alguma de apresentar defesa do apostolado de Paulo, já que o próprio Espírito de Deus lhe autenticava o ministério.

f. O elevadíssimo conhecimento espiritual de Paulo, bem como o fato de que ele atuava como instrumento para revelar à igreja cristã o seu exaltado destino, no que Paulo se destacou acima de qualquer outro homem da história, também serve de prova de seu apostolado. Todas as suas epístolas, bem como os sublimes ensinamentos ali contidos, ilustram esse ponto (ver II Co 11:6 e Gl 2:2 e ss).

g. Paulo foi um instrumento especial no avanço do evangelho de Cristo, tendo sido escolhido para essa tarefa desde o berço, tendo sido preservado para a mesma, até mesmo durante seus anos de rebeldia (ver Gl 1:13-24). A leitura dos trechos dos capítulos primeiro e segundo da epístola aos Gálatas e dos capítulos décimo segundo da segunda epístola aos Coríntios, fornece-nos várias outras provas menos decisivas, como aquelas aqui mencionadas, em defesa do apostolado de Paulo.

O APOSTOLADO DE PAULO

1. A visão de Ananias (vv. 10, 11). Vencido e alvejado pela graça de Deus, Saulo foi conduzido cego para Damasco, para a rua chamada Direita, que existe ainda hoje nesta cidade. Deus, em sua infinita sabedoria, não permitiu que a prova des­sa conversão ficasse limitada apenas aos companheiros de Paulo. Por isso, revelou esse acontecimento a Ana­nias.

2. Temor de Ananias (13,14). Era uma reação perfeitamente nor­mal a qualquer ser humano. Tendo conhecimento da devastação que Saulo fizera em Jerusalém, após o martírio de Estêvão, e sabedor que ele estava investido da autoridade, concedida. Pelo Sinédrio, para açoitar e aprisionar os discípulos, era mes­mo para ficar temeroso. Ananias, porém, ainda não sabia que a graça de Deus havia alvejado o indomável perseguidor, e o tal seria uma vaso escolhido para os propósitos divinos.

3.Requisito para o apostolado (v. 15). À luz de Atos 1.21,22, era necessário que Paulo tivesse uma chamada específica para o apostolado, a fim de que pudesse ser tes­temunha da ressurreição de Cristo.

APOSTOLICIDADE ATUAL

Como podemos ver, a fé cristã tem passado por constantes transformações ao longo dos anos, Heresias, Concílios, Bulas Papais, Indulgências, Reforma, Correntes Reformadas, Diversidade de Igrejas, Avivamentos, mas existe um movimento que funciona como um “Divisor de Águas” na história da igreja, eu estou me referindo ao movimento pentecostal. O movimento pentecostal resgatou elementos oriundos da Igreja de Atos, onde o Poder de Deus manifestava-se de forma visível, tal qual falou Jesus (Marcos 16:17-18), no Avivamento da Rua Azuza, onde se deu a 1ª manifestação pentecostal dos nossos dias no início do Século XX pôde ver-se Línguas, Profecias, Curas e outras manifestações irrefutáveis do Poder de Deus, que se enquadram perfeitamente nas características de Sinais, Prodígios e Poderes Miraculosos (Maravilhas) “, mesmo assim, ninguém denominou-se Apóstolo. E é importante que enfatizemos o fato de que o Movimento Pentecostal quebrou diversos paradigmas litúrgicos e institucionais, tais como, cultos inter-raciais, Ministério e Liderança feminina, produzindo ao longo dos anos uma Teologia diferenciada e uma fé de resultados.

A APOSTOLICIDADE À LUZ DA BÍBLIA

Procurei fazer uma acurada verificação bíblica, à cerca da apostolicidade, e encontrei algumas coisas bastante interessantes sobre o assunto:

Mateus 10: 1-20 == II Coríntios 12:1-21

Como pudemos observar nestes textos bíblicos que relatam a apostolicidade na sua forma mais íntegra e fiel, e de cara já verificamos um total incompatibilidade com a postura, condições, atribuições e princípios éticos dos “Apóstolos” modernos em relação à apostolicidade narrada na Bíblia. Como se já não bastasse tantas diferenças, ainda encontramos outras disparidades: Podemos observar que todos os assim chamados “Ministérios Apostólicos” são adeptos de práticas místicas, como orações por carteiras, chaves de carros e de casas, utilização de copos d'água em cima de TVse rádios durante momentos de oração, para que após estes momentos, esta água deve ser bebida pelo ouvinte ou telespectador para que a benção possa vir sobre ele, além da mística que é criada em torno do “Apóstolo”, como pregador, abençoador, curandeiro, e exorcista.

Como se não bastasse todas essas irregularidades, existem “Apóstolos” que querem se colocar à cima desta condição, colocando-se quase como um “semi – deus”, e contrariando de forma explícita o que diz a Bíblia, Exemplos? Recentemente o “Apóstolo” Estevam Hernandes, colocou-se como “PAI ESPIRITUAL” de toda a Igreja Renascer em Cristo, e o “Apóstolo” Renê Terranova, denominou-se “ABBA PAI” , mas já dizia a Palavra: “ Respondeu-lhes Jesus: Porventura não errais vós em razão de não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus? (Marcos 12:24) e Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus; (Mateus 22:29).

O fato, é que os desinformados apostólicos ERRAM quando não observam o que está escrito:
E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus.(Mateus 23:9)

Pois é, os tais “Apóstolos” chamam para si e para os seus ministérios a “responsabilidade” de serem o maiores, senão os únicos detentores da verdade absoluta, gerando expectativas nas pessoas que por vezes não se cumprem, o que provoca uma frustração dos que não veem os seu investimento, de fé, dedicação e finanças transformar-se em bençãos, e ainda os fazem sentirem-se culpados pela sua “FALTA DE FÉ”, o que os leva muitas vezes ao abandono da fé ou a dobrarem os seus investimentos, o que em ambos os casos é maléfico. Isso sem falar nos escândalos de ordem pessoal, que resultam em prisões e situações onde a mídia se coloca de forma totalmente desfavorável, gerando ainda mais transtornos de natureza emocional, tendo os “Apóstolos” seguindo na contra-mão da recomendação de Pedro em sua 1ª Epístola: 2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; 3 nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho.4 E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória. (I Pedro 5:2-4). E não atentam para o que diz Lucas: 1 Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham tropeços, mas ai daquele por quem vierem! 2 Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos. (Lucas 17:1-2).

Então queridos, não estou aqui questionando se deve ou não existirem Apóstolos e Ministérios Apostólicos, apenas produzi uma reflexão sobre a “realidade apostólica” atual. Se alguém quer ser Apóstolo, que seja, mais à maneira Bíblica, impossível? Ai é com você.

Aos Apóstolos, um aviso: 7 Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. 8 Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. (Gálatas 6:7)

O MINISTERIO APOSTÓLICO

Os que identificam-se com a pregação e a “unção” dos chamados Apóstolos, denominam-se APOSTÓLICOS, são pessoas fervorosas, em alguns casos, com um nível de comprometimento com a obra, capaz de envergonhar à muitos crentes de outros ministérios. Os ministérios apostólicos possuem via – de – regra, uma particularidade: São regidos pela chamada TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, entre as literaturas preferidas dos apostólicos estão “clássicos” como: “BOM DIA ESPÍRITO SANTO”, “SENHOR EU PRECISO DE UM MILAGRE “(BennyHinn) “ HÁ PODER EM SUAS PALAVRAS” (Don Gosset). O problema é que o “poder sobrenatural” do “Apóstolo” em questão geram, 1º, Um “endeusamento” do “Apóstolo” que chega às raias da idolatria, 2º, Um sentimento de presunção e soberba em relação aos outros crentes que não se denominam apostólicos e não possuem o seu “Apóstolo”, consequentemente não estão debaixo de um “envio”, o que acaba gerando um estado de dependência das palavras, das ações, das “bençãos” e da “unção do Apóstolo”.

O Brasil tem sido um campo fértil para o surgimento de “Apóstolos” e “Ministérios Apostólicos”, o mais antigo que se tem notícia é o “Apóstolo” Estevam Hernandes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, depois surgiram outros, como Renê Terranova o introdutor do G12 no Brasil, é o “APÓSTOLO G12”, César Augusto, fundador do Ministério Apostólico Fonte da Vida de Goiás, Rina, da Igreja Bola de Neve, Waldemiro, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e até uma "Apóstola", Valnice Milhomes, ex-missionária da Missão Batista na África e fundadora do Ministério Verbo da Vida, dos ministérios "importados", temos o "Apóstolo" Jorge Tadeu da Igreja Maná de Portugal. Estes, entre outros, fazem parte de um conclave que reúne-se periodicamente, chamado de "Conferência Apostólica", onde a "unção apostólica" é amplamente discutida em sua plenitude. Mas não é "MARCA APOSTÓLICA" a operação de Sinais, Prodígios e Poderes Miraculosos (Maravilhas) ? Isso é verificado nos “Ministérios Apostólicos” atuais? Diz a Palavra:23 Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis;24 porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. 25 Eis que de antemão vo-lo tenho dito. 26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. (Mateus 24:24).


Como cada um dos doze apóstolos de Jesus morreu?

O único apóstolo cuja morte está registrada na Bíblia é Tiago (Atos 12:2). O rei Herodes “fez Tiago passar a fio de espada” - aparentemente uma referência à decapitação.
As circunstâncias das mortes dos outros apóstolos só podem ser conhecidas baseadas nas tradições da igreja.

A tradição da igreja mais aceita em relação à morte de um apóstolo é que o Apóstolo Pedro foi crucificado, de cabeça para baixo em uma cruz em forma de x, em Roma, cumprindo a profecia de Jesus em João 21:18,19:

“Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus”.

A seguir estão as tradições mais populares a respeito das mortes dos outros apóstolos.

ANDRÉ – Pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi crucificado em Acácia eges pelo procônsul, foi mais amarrado para sofrer. Foi crucificado em forma de X (cruz decussata).

BARTOLOMEU – Foi surrado e esfolado. Sendo golpeado até a morte. Segundo Fox’s Book of Martyrs, ainda foi crucificado.

TIAGO, filho de Alfeu – Foi apedrejado até a morte.

JOÃO - Foi exilado por causa da sua fé e morreu por causas naturais (velhice).

JUDAS, não o Iscariotes – Apedrejado até a morte.

MATEUS - Perfurado com lanças até a morte.

FILIPE - Foi crucificado.

SIMÃO, o zelote – Foi crucificado.

TOMÉ – Pregou na Pérsia e na Índia, sendo martirizado perto de Masdras. Foi perfurado de lanças até a morte.

MATIAS – Este ficou no lugar de Judas Iscariotes, foi apedrejado até a morte.

JUDAS ISCARIOTES – Traiu Jesus e enforcou-se.

PAULO – Foi decapitado em Roma por ordem de Nero.

CONCLUSAO

Ser apóstolo é receber a chamada especial com o propósito de Deus para a igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias de Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. As igrejas matem-se fiel a sua tarefa missionária, comissionada e estabelecida por Jesus Mt. 28:18,19,20, e pelos os primeiros apóstolos que eram pregar o evangelho e estabelecer as igrejas, no tocante a revelação divina e à mensagem original do evangelho. 

Rejeitar os ensinos dos apóstolos é rejeitar o Senhor Jesus (Jo.16:13-15 – 1Co. 14:36-38 – Gl. 1:9-11). Devemos continuar a missão e o ministério apostólico, como também as mensagens apostólicas, defendem-na e guardá-la contra as distorções ou alterações.



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus                                                          

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS                        
Bibliografia C. Andrade
Bibliografia E. Soares

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Bibliografia W. L. Coleman

Anônimos e Atalaia de Deus Lições Bíblicas Betel 2011