1 de setembro de 2016

O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMILIA


O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMILIA

 

Texto Áureo = “[...] Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa." (At 16.31)

 

Verdade Prática = A salvação pela fé em Jesus deve ser pregada aos filhos e aos familiares não crentes, tanto por meio de palavras quanto por um teste­munho bom, eficaz e amoroso.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Atos 16.25-34

 

Introdução

 

Na noite de um domingo comum, um menininho adormece no sofá ao som da televisão. Aos poucos, deixa a mamadeira escorregar e sucumbe ao cansaço do fim de semana. Sua família acabou de voltar da igreja. Todos estão cansados e famintos. Tudo o que querem é fazer uma refeição rápida, tomar banho e dormir. A filha adolescente encosta a Bíblia a uma pilha de outras coisas em seu quarto e vem juntar-se aos pais, diante da televisão, enquanto comem. Eles não se reúnem à mesa. Não agradecem a Deus pelo alimento. Não conversam. Pouco depois, o pequenino é posto no berço, já adormecido. A garota dá um beijo nos pais, antes de se recolher, mas não lhes pede a bênção.

 

Na segunda-feira de manhã, como de costume, o pai sai de casa apressado. Lê, sozinho, uma passagem bíblica aleatória, faz uma oração curta e despede-se do filho e da esposa. Como a filha está pronta, ele a leva à escola. Talvez conversem no trajeto, porém é mais certo que ela mantenha os olhos na tela do celular, e que ele empreste os ouvidos ao programa de rádio, que fala do clima e do trânsito.

Em casa, a mãe corre com uma série de afazeres. Ela tem poucas horas para arrumar a bagunça, e não terá tempo para o bebê, que lhe exigirá toda a atenção. Ela não conseguirá cantar para ele, ou contar- lhe uma historinha. O dia terminará da mesma forma. E assim será na terça-feira, e na quarta.

 

I. A FAMÍLIA É A IGREJA

 

A família acima retratada é como muitas que frequentam nossas igrejas. Uma família normal, dentro dos padrões: pai, mãe e filhos. Todos se acham plenamente familiarizados ao linguajar dos que comportam-se de forma apropriada, amam-se mutuamente, n escandalizam a vizinhança com gritos e brigas, mas são apenas isto: uma família. Todo o seu cristianismo está contido nas paredes físicas do templo onde congregam, quando deveria acompanhá-los aonde  quer que fossem, a ponto de fazer-lhes da casa uma igreja um local onde Deus é adorado, onde a Bíblia é consultada, onde existe graça e perdão, e para onde correm os vizinhos incrédulos quando precisam de ajuda.

Para que a família crista funcione como uma congregação doméstica, deve seguir a mesma dinâmica de uma igreja. A igreja tem um líder, que é o pastor. Dele as ovelhas recebem instrução e cuidados, Os membros da igreja, reunindo-se regularmente para cultuar a Deus, promovem ações evangelísticas, visando integrar outras vidas ao corpo de Cristo. Nos tópicos a seguir, veremos como a família cristã atuará para ser, também em casa, uma igreja evangelizadora

 

Num mundo de intensas mudanças e incertezas onde lares sofrem terríveis ataques do inimigo, e muitas famílias não têm resistido, sucumbindo moralmente e espiritualmente às investidas malignas (Mt 16.18b). Não podemos negar que alguns psicólogos, filósofos, sociólogos e antropólogos têm contribuído com “conselhos” a fim de promover a harmonia no seio da família. Entretanto suas teorias, ainda que valiosas, jamais alcançarão a meta desejada se o Senhor não estiver ocupando o centro de nosso lar. A Igreja é a única instituição na terra em que o cristão e sua família podem contar como ponto de apoio espiritual e moral. Bênçãos espirituais e materiais resultam, quando a família e a igreja cooperam entre si.

 

II. A Igreja e a Família

 

Cl 4.15 = QUANDO ESTA EPÍSTOLA TIVER SIDO LIDA. As epístolas de Paulo eram lidas em alta voz diante da congregação, quando esta se reunia para o culto, nas casas. Os cristãos colossenses, tendo recebido esta epístola, provavelmente fizeram cópia para si mesmos e também enviaram cópias aos crentes da cidade vizinha de Laodicéia. A epístola de Paulo, que os colossenses deviam receber, vinda de Laodicéia, era provavelmente a que chamamos de epístola aos Efésios.

 

1. A importância da FAMÍLIA nos planos divinos

 

É a partir da Família Cristã que DEUS desenvolve sua obra na terra. Uma família bem ajustada no evangelho será sempre uma bênção para seus vizinhos, para a sociedade e para a Igreja. Foi a partir da família de Abraão que DEUS trouxe à terra seu filho, esta família tinha um sinal externo de sua missão, a circuncisão. Hoje DEUS tem uma família na terra que se identifica pelo pela circuncisão interna do ESPÍRITO SANTO e pela circuncisão externa que é o batismo nas águas

 

2. A Igreja do Lar

 

É formada por cada membro da família, que tem seus membros diferenciados segundo o ministério de cada um; um canta, outro prega, outro ensina outro ora, outro toca um instrumento, outro profetisa, enfim, o pai como líder deve distribuir as oportunidades para que cada membro contribua para que esta Igreja no lar se desenvolva como Verdadeira Igreja, sendo bênção para a sociedade e para a Igreja.

 

 

3. Cada Lar Cristão uma Igreja

 

A palavra "Lar" vem do Latim "Lare" que significa Lareira, local de fogo e calor, assim o lar é local da presença de DEUS que irradia amor, paz e segurança.

 

A consciência de que cada lar pode ser uma Igreja pode trazer imensos benefícios tanto à Igreja como à sociedade, pois assim a família estará sendo fortificada em DEUS pela oração e estudo da Palavra de DEUS e ao mesmo tempo estará evangelizando seus vizinhos. Família significa literalmente Reunião de escravos ou servos, assim a Igreja é a reunião de servos de DEUS.

 

4. A FAMÍLIA no Novo Testamento: quase sinônimo de Igreja

 

Era a partir das famílias que a Igreja ia sendo formada, foi assim na casa de Lídia (At 16.15), na casa do Centurião Cornélio (At 10.24), na casa do soldado carcereiro de Filipos (At 16.30-34), na casa de Maria, mãe de João (onde oravam por Pedro - At 12.12), etc... Era nas casas que se reuniam e era nas casas que oravam e buscavam o poder de DEUS para continuarem firmes a obra de DEUS.

 

5. O marido ensina a esposa.

 

Ao contrário do que muitos pensam a submissão da esposa ao marido não é um conceito ultrapassado; é mandamento bíblico. Deus fez o homem e a mulher com distinções que vão além das que podemos ver na anatomia masculina e feminina. Quanto aos sentimentos e às estruturas psicológicas, o homem e a mulher também diferem. Em 1 Pedro 3.7, vemos a mulher ser descrita como “vaso mais fraco”. Deus criou o homem e a mulher, macho e fêmea (Gn 1.27), para que formassem a família. E, dentro dessa organização, todos desempenham um papel muito importante.

 

Em Efésios 5.23, o apóstolo Paulo afirmou que a liderança da família compete ao pai: “porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja”. Isso não significa que o líder da família esteja numa posição privilegiada, ou que possa esbravejar ordens à esposa e aos filhos, suscitando-lhes a ira. Contudo, ser o líder, ou a cabeça, implica responder por todos os membros da família.

 

O chefe da casa tem o dever de ensinar a Palavra de Deus à esposa: “As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja” (1Co 14.34,35),

 

Esse versículo de Coríntios não foi deixado à igreja para evitar que as mulheres cooperem ensinando, mas para acentuar que a responsabilidade de seu discipulado cabe antes ao marido que ao pastor. Em troca, a mulher deve obedecer a Cristo, sujeitando-se à orientação do esposo. Na função de chefe do lar, o marido ensinará também os filhos a trilhar os caminhos do Senhor e será ele próprio, um exemplo. Os filhos devem obedecer a Jesus submetendo-se à autoridade paterna.

 

O maior serviço que um homem pode ofertar ao Senhor é o bom governo de sua casa. Ao discorrer sobre os deveres dos bispos e dos diáconos, Paulo advertiu: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (1Tm 3.4,5). Nessa mesma carta, disse o apóstolo: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (1Tm 5.8).

 

6. Ensinando os filhos pelo exemplo (Dt 11.18).

 

O exemplo de amor pela palavra de Deus que os pais demonstram aos filhos — falando dela com amor, lendo-a e ouvindo-a com sede, prazer, aten­ção e reverência — perdurará ne­les por toda a vida, estimulando-os a também amá-la e deste modo serem igualmente abençoados. A Bíblia é a mensagem de Deus para nós, e nos transmite o conhecimen­to e a sabedoria de Deus.

 

7. Ensinando a criança com amor (Dt 11.18).

 

Os termos "co­ração" e "amor" são interligados e semelhantes. O ensino dos pais à criança deve ser de coração para coração, e não simplesmente de ca­beça para cabeça, como se a Pala­vra de Deus fosse uma matéria se­cular — português ou matemática — que aprendemos e depois esque­cemos. O amor à criança precisa ser dosado com firmeza de atitudes para que haja equilíbrio na formação de uma personalidade cristã ideal. Psi­cólogos e pedagogos modernos e dis­tanciados da Palavra de Deus estão propagando que basta cuidar da cri­ança com amor e esquecer da firme­za, correção e disciplina. Eles acham que sabem educar mais do que Deus e afirmam que a correção da crian­ça pelos pais prejudica o desenvol­vimento da sua personalidade. A Bí­blia ensina diferente (Pv29.15,17). Amor sem disciplina é sentimenta­lismo; torna-se vulnerável e fenece.

 

8. Ensinando pelo falar (D t 11.19).

 

A criança enquanto pequenina vive em casa e nas ime­diações. Vemos aí o lar como a pri­meira escola da criança e os pais como seus primeiros mestres. Os anos da infância passam rápido e os pais precisam de conhecimento, sabedoria e preparo para aprovei­tarem todas as oportunidades e en­sinar a seus filhos o que é necessá­rio. A fala continua sendo o maior meio de comunicação no ensino. Os pais devem utilizá-la bem no lar.

 

9. Ensinando a criança pela visão (Dt 11.20).

 

A escri­ta é um tipo de código visual linguístico para a comunicação no ensino. Nos primórdios da Lei, a escrita era limitada. A página im­pressa com sua imensa riqueza de imagem visual era desconhecida. O desenho e outras artes similares eram raros e primitivos.

 

Deus ordenou aos pais que es­crevessem a lei divina primeiro em suas casas; mas também disse: "e nas tuas portas", isto é, nos portões das cidades. Naqueles tempos, era um local único de entrada e saída, de atos sociais e legais, e transações comerciais. A lei divina não era somente ensinada em casa — às cri­anças pelos pais — mas também em público, o que incluía os estrangei­ros, nos portões da cidade.

 

10. Os pais ensinando sem­pre aos filhos (Dt 11.19).

 

Noutras palavras, ensinando em todo o tempo; aproveitando todas as oportunidades. Esta mensagem também foi dirigida aos pais concernente aos filhos. Os pais devem estar bem conscientes e apercebidos de que os anos da in­fância não voltam mais. Lembre-se: o que for aprendido nessa fase, durará por toda a vida.

 

11. A relevância do culto doméstico

 

O culto doméstico é relevante para a família, pois cremos que quando realizado de forma persistente e contínua se torna um abrigo espiritual e seguro para a família. Lares que exercitam o culto doméstico há pouquíssimas e remotas chances de haver separação e divórcio. No lar em que cotidianamente se lê, estuda, comenta e vive a Palavra, em que todos oram juntos, em que se aproveita todos os momentos para falar com Deus e acerca dEle, os membros da família se tornarão mais aptos para reconhecerem oportunidades e armadilhas, para lidarem com revezes, tribulações, perdas e tragédias. Crianças que crescem em um lar onde se praticam o culto doméstico serão mais eficientes em rejeitar a mentalidade do mundo quando forem expostas à educação formal, a outros convívios e ambientes fora de casa.

 

Moisés tinha consciência de que é impossível formar um povo forte, uma nação feliz, sem que as famílias que a compõem sejam fortes, felizes e poderosas em Deus. Para tal, o único método eficiente que ele conhecia era o culto doméstico (Dt 6.6-9). Essa prática era bastante exercida pelos cristãos mais antigos. Porém, atualmente, ele é tido como algo ultrapassado, e por isso, este hábito tão abençoado tem decrescido. Calcula-se que menos de cinco por cento dos cristãos, hoje, praticam o culto doméstico.

 

A consequência é que nossos filhos crescem sem qualquer experiência da fé cristã. Se não voltarmos com urgência à pratica do culto doméstico, nossos filhos poderão não resistir às investidas das trevas. Portanto, não podemos ver o culto doméstico como uma opção, mas como uma necessidade indispensável à nossa família (Dt 6.1-7).

Vale a pena sacrificar algumas horas semanais no altar do culto doméstico. Ele é um verdadeiro investimento à família!    

 

12. A Educação Cristã Começa Dentro de Casa

 

A educação cristã é o alicerce de uma família abençoada por Deus, quando uma família exerce princípios, ética, ordem e guardam os ensinamentos da palavra de Deus, reflete em uma sociedade justa, sólida e disciplinada, o que traz benefício à igreja e a própria sociedade. Nossa casa precisa ser a igreja que congregamos, o que apresentamos na igreja é o que vivemos no interior de nossa casa, se isso não tiver acontecendo é necessário que façamos como a mulher da dracma perdida (Lc 15.8-9). Acender a lamparina da nossa convicção e entendermos que algo muito valioso está perdido e precisa ser encontrado, leva tempo de procura. É necessário abrir a janela dos nossos olhos espirituais para que a luz do espírito possa brilhar e clarear os cantos mais escuros no interior de nosso lar para que possamos encontrar valores que foram perdidos e são úteis para o bem de nossa família.

 

III. A Família Evangelista

 

Sinto-me feliz em minha igreja. Os irmãos e irmãs com quem congrego são realmente povo de Deus. Tenho a alegria de ir com minha família a uma igreja onde as pessoas são capazes de rir e chorar juntas. E sabe o que seria perfeito? Tê-los como vizinhos. Imagine um bairro cheio de crentes! As crianças brincariam livres, só haveria rostos alegres pelas ruas e cumprimentaríamos o porteiro do condomínio com a paz do Senhor! Mas as coisas não são assim. Pelo contrário! Veja como Paulo descreveu, em 2 Timóteo 3.1-5, as pessoas dos últimos dias:

 

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

 

Como seguir o conselho do apóstolo, se a nossa rotina em casa e no trabalho leva-nos à convivência com pessoas que não servem a Deus? O que afastar-se quer realmente dizer? A resposta está no Salmo 1: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

 

1. A família cristã deve estar convicta de sua missão na vizinhança:

 

1) dar bom testemunho de Cristo;

2) aproveitar as oportunidades para falar de Jesus; e

3) demonstrar o amor de Deus socorrendo os vizinhos em suas necessidades.

Quando os membros da família cristã compreendem que o seu papel na vizinhança não é ser íntimo dos vizinhos, mas evangelizá-los, torna-se mais fácil manter uma postura íntegra e contrastante ao estilo de vida mundano.

 

2. A família evangelista é cortês e cumpre as regras. Ser cortês, ou afável, é seguir as normas básicas da boa educação. É importante saber o nome dos vizinhos e, se você mora em um condomínio, conhecer os funcionários e cumprimentá-los diariamente.

De que adianta a vizinhança toda ver que a família vai e volta dos cultos com a mesma cara emburrada, e com os mesmos maus hábitos?

 

Quanto ao cumprimento das normas, a família cristã deve: manter sua calçada limpa, não colocar o lixo à frente do portão dos vizinhos, não sujar o condomínio, guardar o silêncio nos horários estabelecidos, não piratear sinal de televisão ou de internet, pagar as contas em dia e evitar gritos. E, por que não, ser misericordiosa e fazer o bem aos que nos aborrecem, oferecer a outra face, emprestar ovos ou açúcar, sem esperar em troca um pedaço de bolo (Lc 27.36)?

 

3. A família evangelista é seletiva e consistente. Ninguém pode escolher os vizinhos que tem. Mas pode, sim, escolher o relacionamento que terá com eles. A família evangelizadora será educada, amistosa e receptiva. Mas haverá momentos em que terá de provar a consistência de seu relacionamento com Deus dizendo não a determinados convites, O fato de gostarmos dos nossos vizinhos não é desculpa para participarmos de bailinhos de carnaval, de festas juninas ou de halloween. Ao sermos convidados a esses eventos, respondamos gentilmente, em nome de toda a família, e não inventemos desculpas para a nossa ausência: “Estamos felizes em receber o convite. Entretanto, a nossa família serve a Jesus e não participa dessa festa”. Ao recusar um convite desses, não devemos ser agressivos, nem atacar a religião dos vizinhos.

 

A postura seletiva e consistente da família cristã evitará a assimilação dos maus costumes e dos valores corrompidos de seus vizinhos. Em Êxodo 23 .24,25, vemos que esta era uma preocupação de Deus. Ele conhecia o risco que os israelitas corriam de adotar as práticas idólatras dos povos adjacentes. Além disso, a nossa firme decisão de não nos contaminarmos é exatamente o que os vizinhos esperam de uma família proclamadora do evangelho.

 

4. A família evangelista socorre os vizinhos e leva-os a Jesus. Admita: Os seus vizinhos parecem tão felizes e realizados, que você já chegou a pensar que eles não precisam de Jesus? Que engano terrível! Todos precisam ouvir as Boas-Novas da salvação, pois todos pecaram e estão separados de Deus (Rm 3.23). Embora não exista família perfeita, nem entre os crentes, existe uma diferença entre o lar que serve a Cristo e aquele que não o conhece como Salvador: a presença redentora de Jesus.

 

Em Marcos 2.1,2, lemos: “E, alguns dias depois, entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra”. Observe: a vizinhança soube que Jesus estava em casa, e por isso ajuntou-se. Dentre aqueles que encheram os cômodos e até o quintal, certamente havia pessoas deprimidas, injustiçadas, com vícios, enfermas e infelizes. Em nossa vizinhança também é assim. E além dos problemas mencionados, também há, entre os nossos vizinhos, gente que pensa estar no caminho certo e que se sente razoavelmente satisfeita com as respostas obtidas na religião que professa.

 

Seja qual for o problema que enfrentam, ou a religião que seguem, todos precisam de Jesus e correrão em busca dEle, tão logo saibam que Ele está em nossa casa. Além do bom testemunho cristão, a família salva pode evangelizar de forma intencional. Considere as sugestões a seguir e pense em outras maneiras de falar de Jesus aos vizinhos:

 

a) Convide os amiguinhos de seus filhos para o culto doméstico. Prepare uma história bíblica atraente e adequada à idade das crianças. Apresente-lhes, de forma simples, o plano da salvação e pergunte se desejam aceitar Jesus. Ore com a criança que se decidir. Encerre a reunião com brincadeiras e um lanche simples.

 

b) Dê presentes que falem de Cristo. Aproveite aniversários e outras datas comemorativas para dar cartões, livros e CDs que comuniquem a mensagem da salvação. Ao oferecer à família ao lado um pedaço de bolo, entregue junto um folheto evangelístico.

 

c) Pergunte “Como vai? “. Ao cumprimentar os vizinhos, indague: “Como vai?” A resposta a essa pergunta corriqueira pode surpreender você e abrir-lhe uma grande oportunidade evangelística. Escute o problema de seu vizinho e mostre-lhe que achará descanso ao entregar a vida a Cristo.

 

d) Convide-os a ir à igreja. A maioria não aceitará esse convite, e por isso você precisará repeti-lo diversas vezes. Uma boa tática é aproveitar os cultos de Páscoa, ou natalinos. Em vez de chamar os vizinhos para o culto, convide-os para “assistir a uma apresentação do coral”, ou “uma peça teatral”.

 

III. A Igreja Vazia

 

Você já entrou em uma igreja vazia? Já teve a oportunidade de percorrer a nave e a galeria fora do horário dos cultos? Tudo fica diferente. Qualquer palavra que você diz, por mais que tente cochichar, propaga-se pelo templo e ganha volume graças ao eco. Os passos também podem ser ouvidos enquanto você caminha em direção ao altar. Os bancos reservados aos pastores estão vazios. Não há ninguém para ministrar a Palavra. A Bíblia está no púlpito, e você pode abri-la se quiser.

 

Se olhar à direita, verá os bancos do coral. Todos vazios. A acústica da igreja é boa. Você pode arriscar um solo, mas sabe que ninguém se unirá a você para criar uma harmonia. A esquerda estão os instrumentos. Sem os músicos, eles não oferecem acompanhamento. Você tenta um acorde ou outro ao piano, bate de leve nas caixas da bateria, e sai pela porta lateral. O pátio da igreja está deserto. Não há crianças correndo, e a cantina está fechada. Subindo as escadas, você chega a um corredor com muitas portas. São as salas de Escola Dominical.

 

Você não avança porque sabe que as classes estão trancadas e as luzes, apagadas. De volta à nave da igreja, você sente a presença de Deus. Mas você está sozinho, sem amigos para cumprimentá-lo, sem um professor para ensiná-lo, sem um conselheiro, sem um pastor. Você está sozinho na igreja.

 

Abrimos este capítulo defendendo o conceito do lar como igreja — o lar como um lugar de adoração, comunhão, cura e salvação. Mas é possível fazer do lar uma congregação quando você é o único em sua casa que serve ao Senhor? Você pode ser um chefe de família crente, mas sua esposa e filhos não o acompanham em sua jornada cristã. Ou você é a esposa salva de um homem iníquo, ou o filho convertido de pais incrédulos. Seja como for, a sua igreja, não a que você frequenta, mas o seu lar, está vazia. Os bancos estão lá, esperando que os seus familiares os ocupem. Mas enquanto isso não acontecer, você terá de assumir todas as funções: evangelista, recepcionista, professor, pastor, conselheiro, intercessor, cantor e, dependendo do estado em que se encontre a família, ainda fará a limpeza do templo.

 

Parece que alguns dos novos convertidos de Corinto enfrentavam uma situação semelhante. Em 1 Coríntios 7.12-15, lemos:

 

Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.’ E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, OS VOSSOS filhos seriam imundos; mas, agora, são santos. Mas, se o descrente se apartar, aparte-Se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.

 

A sensação de estar sozinho, ou o desejo de servir melhor a Cristo, pode levar o único convertido de uma casa a pensar que deve afastar-se da família. O apóstolo Paulo, porém, deixa claro que essa não é a decisão sábia a tomar. O conselho de Paulo a esses crentes concorda com Gênesis 2.24 e com’ Marcos 10.2-12, onde Jesus afirma que “qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra adultera contra ela. E, se a mulher deixar a seu marido e casar com outro, adultera” (Mc 10.12).

 

1. Instruções ao esposo salvo. O marido convertido, ou a esposa crente, não deve repudiar os laços matrimonias que estabeleceu antes de aceitar Cristo. Contudo, pode se alegrar em saber que a sua presença santifica o cônjuge e coloca os filhos sob a bênção de Deus. O marido crente deve amar a esposa conforme instrui a Bíblia:

 

Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo.

 

Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. (Ef 5.25-33)

 

2. Instruções à esposa salva. A esposa crente deve respeitar o marido e edificar o lar:

 

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. (Ef 5.22-24)

 

Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derriba-a com as suas mãos, (Pv 14.1)

 

Além disso, deve zelar por sua conduta, ciente de que o bom comportamento faz-se mais eloquente que as palavras:

 

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra, considerando a vossa vida casta, em temor.” (1Pe 3.1,2)

 

3. Instruções ao filho salvo, O filho convertido pode ganhar os pais para Cristo honrando-os e portando-se com sabedoria, O fato de não haverem aceitado Jesus não dá ao filho o direito de desobedecer-lhes. A autoridade que os pais exercem sobre os filhos foi estabelecida por Deus. A quebra desse princípio é pecado e descumpre um dos mandamentos: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êx 20.12).

 


4. Exemplos bíblicos da eficácia da evangelização doméstica. Diante da salvação de nossos familiares e vizinhos, não podemos agir com displicência, Se nos aplicarmos à evangelização doméstica, colheremos excelentes frutos, como mostram os seguintes exemplos bíblicos:

 

a) O endemoninhado de Gadara. Jesus Cristo, o missionário por excelência, não restringiu o seu ministério às multidões. Em Gadara, preferiu investir na salvação de um homem, pois sabia que os habitantes daquela região, majoritariamente pagãos, não formariam um grande número para ouvi-lo ensinar, nem se disporiam a segui-lo na esperança de ver milagres.

 

A estratégia de Jesus para ganhar Gadara foi salvar “um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender” (Mc 5.2,3).

 

Ao experimentar a salvação e ao ver-se liberto daqueles demônios, o homem, revigorado e exultante, quis acompanhar Jesus, segui-lo por onde fosse. Tenho certeza de que, se Cristo lhe pedisse, ele percorreria as terras já descobertas para partilhar a transformação operada pelo evangelho. “Jesus, porém, não lhe permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti” (v. 19).

 

b) A serva de Naamã. A salvação que alcança toda a casa graças a um crente também é observável no Antigo Testamento. Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem valente, mas leproso (2Rs 5.1). Em sua casa, vivia uma menina cujo nome não sabemos. Ela fora levada do território de Israel pelo exército sírio, e fora feita serva da esposa de Naamã.

 

Conforme o tempo passou, a menina pôde observar a rotina da família, os modos de sua ama e a forma pela qual cultuava tantos deuses. Que contraste entre a família de Naamã e essa pequena serva! Como deveria ser chocante, para ela, presenciar a idolatria dentro das paredes que a abrigavam. Mas a menina era serva, e era obediente também.

Um dia, a jovem ousou falar. Ela não foi insolente, não quebrou os idolos de sua ama, nem lhe insultou a fé. Sabendo que Naamã era leproso, “disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra” (2Rs 5.3).

 

Sendo o único membro da igreja em seu lar, talvez você seja obrigado a ver os seus queridos adorando outros deuses, ou até tenha de suportar comentários e escárnios. Contudo, a história da serva de Naamã ensina que a postura honrosa e obediente é que produzirá cura e salvação. Na hora certa, a menina soube apresentar à ama asolução que, embora parecesse simples demais, por fim levou Naamã a reconhecer: “Eis que tenho conhecido que em toda a terra não há Deus, senão em Israel” (v. 15).

 

Conclusão

 

Diante da constatação de que a família está intimamente atrelada à Igreja e sua obra de evangelização do mundo, devemos nos despertarmos com urgência para esta tão importante tarefa, a de trabalharmos com a educação e aconselhamento de cada família que compõe nossa congregação; fazendo assim teremos uma Igreja vitoriosa, Igreja que não recua ante as dificuldades, mas que marcha sobre o inimigo e o derrota nas batalhas do dia a dia. A família unida jamais será vencida!

 

A evangelização doméstica, ou a pregação do evangelho no lar, ocorre quando a rotina familiar é impregnada pela mensagem da salvação, fazendo com que o lar espelhe o que é ser salvo pela fé em Jesus. Em uma casa onde Cristo é o centro, existe alegria, cura, perdão, salvação e comunhão O bom testemunho também caracteriza a família que serve a Deus.

 

O evangelismo doméstico ocorre mesmo quando apenas um familiar é salvo. Através de seu viver controlado pelo Espírito, os demais moradores da casa têm a oportunidade de ver o que é servir a Jesus e de conhecer o caminho da salvação.

 

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém – Setor I - Bairro Ouro Verde -Dourados – MS

 

Bibliografia

 

Lições Jovem e Adulto 3º. Trimestre 2013

 

Lições Jovem e Adulto 1º. Trimestre 2016

 

Livro O Desafio da Evangelização = Claudionor de Andrade = 1º. Edição

 

LIMA, ElinaldoRenovato de. Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.


SOUZA, Estevam Ângelo. ...e fez DEUS a família: O padrão divino para um lar feliz. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.


HUGHES, Barbara; Kent. Disciplinas da Família Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

30 de agosto de 2016

Lições de Joven do 4° Trimestre 2016



 

 
Esta é a capa e o tema do 4º trimestre de 2016 da Revista Lições Bíblicas Jovens!
EM ESPÍRITO E EM VERDADE - A Essência da Adoração Cristã


Comentários: Pr. Thiago Brazil


Sumário:



Lição 1 - O real significado da adoração e do louvor
Lição 2 - A obediência como adoração
Lição 3 - A adoração após a Queda
Lição 4 - Adoração como cumprimento da vontade de Deus
Lição 5 - A separação de um povo para adoração exclusiva
Lição 6 - A institucionalização da adoração e do louvor
Lição 7 - Quando o legalismo substitui a adoração
Lição 8 - A lembrança da essência da adoração
Lição 9 - A adoração integral ensinada por Jesus
Lição 10 - A adoração sem conhecimento
Lição 11 - A forma do culto
Lição 12 - Modismos na adoração e no louvor
Lição 13 - A Igreja louvará eternamente ao Senhor

 
 
 

23 de agosto de 2016

A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS


A EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

Texto Áureo = "Assim também não é vontade de vosso Pai que estás nos céus, que um destes pequeninos se perca." (Mt 18.14)

Verdade Prática = A evangelização das crianças é urgente, porque delas dependem o presente e o futuro do Reino de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Mateus 18.2-6; Marcos 10.13-16

INTRODUÇÃO

Evangelizar crianças é necessário? = Com a modernidade e avanços de estudos e pesquisas, a igreja cristã foi percebendo a necessidade de se criar as classes infantis. É difícil encontrar uma igreja, hoje em dia, que não tenha um departamento infantil, mesmo pequenos ministérios planejam um dia ter um espaço direcionado às crianças. É mais que evidente que as igrejas precisam estar preparadas para oferecer um espaço adequado aos pequeninos. As vantagens para a igreja, as crianças e os pais são inúmeras.

■Para os pais, é reconfortante saber que existe um local preparado e destinado para crianças, de acordo com idade de cada uma. Isso gera confiança no pai, pois ao ver que o local está estruturado, ele percebe que é melhor que seus filhos fiquem em um lugar assim do que ficar com eles no culto, onde não terão uma atividade apropriada e ainda podem atrapalhar os pais de prestarem atenção ao culto.

■As crianças são favorecidas por espaço adequado, material direcionado e por ser atendidas por pessoas que se prepararam para aquilo. No departamento infantil as crianças terão acesso a uma lição em linguagem apropriada, com material visual e atividades voltadas para sua idade.

■Preparar as crianças para conhecer a Palavra de Deus e para que cresçam conhecendo as importantes histórias bíblicas á a grande conquista da igreja com a implantação do departamento infantil.

Infelizmente alguns ainda relutam em criar um espaço dedicado às crianças, mas o que estudos recentes e a própria Bíblia nos mostra é justamente o contrário. O trabalho de evangelização de crianças deve ser tratado com responsabilidade e perseverança.

Se você tem vontade de trabalhar com crianças e quer dar aulas bíblicas infantil, mas acha que ainda não está preparado, leia mais dicas nestes textos também:

■Dicas de evangelismo infantil

■Seis dicas para professores da Escola Bíblica Dominical

■Como ser um bom professor do departamento infantil

Idade que as pessoas se convertem

Em levantamento realizado em diversas igrejas, constatou-se que a maioria das pessoas se converte exatamente na fase infantil. Mesmo levando em conta as pessoas que se desviam, aquelas que conheceram a Palavra de Deus quando crianças são as que têm mais chances de voltarem para o corpo de Cristo.

Aproximadamente 1% dos cristãos se convertem até os 4 anos de idade. A maioria dos cristãos, cerca de 85%, se converte entre 4 e 14 anos de idade. Cerca de 10% das pessoas se convertem quando têm entre 15 e 30 anos. E apenas 4% se convertem aos 31 anos, ou mais. Dados da Apec (Aliança Pró Evangelização de Crianças).

Por muito tempo a evangelização de crianças foi menosprezada, mas não foi isso que Jesus ensinou – Mateus 18:10-14.

O que a Bíblia diz

Existem algumas passagens bíblicas sobre evangelização de crianças. Algumas pessoas se sentem constrangidas quando se fala em converter crianças, pois se sentem inseguras quanto ao futuro dessas crianças.

■“De que adianta falar de Deus agora, depois eles se desviam”.

■“As crianças não entendem a importância do assunto”.

■“Essa crianças não tem jeito”.

■“Não é meu papel ensinar a crianças, é dever dos pais”.

Na verdade muitos argumentos são desculpas para a pessoa que não quer evangelizar crianças, assim como se cria muitas desculpas para quem não quer sair para evangelizar adultos.

Uma das passagens mais conhecidas sobre a importância de ensinar a criança a andar no caminho certo está em Deuteronômio 11:18 a 21 e 4:9,10. Essas passagens nos ensinam que devemos ensinar nossos filhos e netos a andarem no caminho correto. É evidente que crianças que não aprendem a andar no caminho correto vão dar origem a uma geração sem limites e cheia de problemas. Sobre isso, podemos ler o livro de Salmo 78:1 a 8.

Uma passagem Bíblica sobre evangelização mais geral é o texto de Marcos 16:15, que diz que devemos pregar a toda criatura. Ora, sendo a criança uma criatura, ela pode sim ser evangelizada.

O livro de Reis também nos mostra que a Palavra de Deus deve ser conhecida por todos, dos menores aos maiores, 2 Reis 23:2. A criança deve ser estimulada a perguntar sobre Deus, seus feitos e tudo o que envolve nossa crença. No livro de Deuteronômio, podemos ler como isso era estimulado no povo judeu – Deuteronômio 6:20.

Como Ensinar O Evangelho Para As Crianças

Mateus 18:1-4 é a passagem mais destacada da Bíblia sobre o assunto de crianças. Se o evangelismo das crianças for encontrado na Bíblia, esperaríamos achá-lo aqui também. O que trouxe à tona este discurso foi uma pergunta feita pelos discípulos. Eles perguntaram a Jesus quem seria o maior no reino dos céus (Mt 18:1).

Antes que Jesus respondesse. Ele cha­mou uma criancinha e a colocou entre os discípulos, usando-a para fazer uma lição concreta. Tudo o que Ele disse a seguir seria sobre aquela criança ou sobre outras semelhantes a ela. Por esta razão, é ne­cessário saber a idade daquela criança. Mateus diz que a criança era pequena, mas não muito pequena, pois aquela não fora a ocasião em que Jesus tomou crianças nos braços e as abençoou (Lc 18:95-17). Aquela criança era pequena, porém, não um bebê de colo.

Marcos 9:36 esclarece um pouco mais a questão da idade da criança quando diz que Jesus a tomou em seus braços. Não é natural que um homem tome uma criança em seus braços, a menos que ela seja bem nova. Esta criança tinha provavelmente 6. 7 ou 8 anos, talvez menos, porém não mais que 10 anos. Era desta idade de crianças que Jesus estava falando nesses versos (Mt 18:2).

Uma criança é humilde, tratável e tem um coração que confia características que são essenciais para se chegar a Deus como pecador perdido e aceitar a salvação pela graça – como um presente. Os adultos perderam estas características es­senciais e somente através da agonia do arrependimento e pela graça de Deus. é que podem readquiri-las. Já que as crianças possuem estas coisas naturalmente. Jesus está ensinando que é mais fácil para uma criança vir a Cristo do que para um adulto. A experiência prova isto também. As crianças vêm para Cristo tão rapidamente assim que lhes é dada uma oportunidade (Mt 18:3).

Jesus disse que receber uma criança em Seu nome (espiritualmente) é como receber a Ele mesmo. Marcos 9:37 põe ainda mais ênfase nesta afirmação: Receber uma criança é como receber a Deus Pai. Por que nosso Senhor valoriza tanto uma criança? A resposta é simples. Cada criança tem uma alma imortal. Ela vai passar a eternidade em algum lugar e se ela crescer no pecado, e não aceitar Cristo em sua vida ela não vai passar a eternidade no céu. Levar crianças a Cristo é um trabalho tão maravilhoso quanto levar adultos a Cristo.

As Crianças Podem Ser Salvas

Muitos questionam se as crianças de 6.8 ou 10 anos podem aceitar a Cristo e ser regeneradas pelo Espírito Santo. Jesus respondeu à pergunta definitivamente: “Aqueles que levarem à perdição uma dessas crianças que crêem em mim…” Quando lemos em João 1:12 a promessa que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”, não encontramos ali nenhum limite de idade. Uma criança pode perfeitamente se qualificar para se apropriar dela.

É razoável crer que uma criança de 6 anos pode vir a Cristo e se salvar? Uma criança de 8 anos peca conscientemente? Quando ela peca, ela se sente culpada? Uma criança dessa idade tem inteligência suficiente para entender o evangelho simples de que Cristo morreu para salvar os pecadores? Uma criança pode tomar uma decisão por livre escolha? Quando estas perguntas são resolvidas, (e só há uma maneira de respondê-las), fica muito claro que certamente as crianças podem ter uma fé regeneradora.

E quando elas realmente crêem. Deus não irá regenerá-las de acordo com Sua promessa? Muitos dos melhores crentes hoje, sejam leigos, ministros ou missionários, acreditam que realmente nasce­ram de novo quando eram crianças, muitos até com menos de 6 anos (Mt 18:6).

As Crianças Precisam da Salvação?

Nosso Senhor respondeu esta pergunta também, afinal é muito importante. Ele diz algo surpreendente no versículo 11 (pois precisamos lembrar que Ele ainda está falando sobre crianças): que Ele veio para salvar os perdidos. As crianças estão perdidas? Nosso Senhor declarou que sim. No versículo 14, Ele diz que não é a vontade do Pai que elas pereçam, deixando claro que as crianças vão perecer se não forem levadas a Cristo. Se acreditamos no que a palavra de Deus diz aqui nós nunca descansaremos enquanto não virmos nossas crianças, e as crianças pelas quais somos responsáveis, se converterem.

Jesus não nos diz em que idade uma criança estará perdida (pois todos acre­ditam que a salvação de bebês está garantida pela obra de Cristo na cruz), mas que cada uma delas passa aquela linha invisível é um fato evidente. Toda criança está perdida ou logo estará, se não for trazida a Cristo como uma pecadora que deseja ser salva por Ele.

Assim sendo, a única coisa razoável e segura a se fazer, é levar cada criança a Cristo o mais cedo possível. Assim que uma criança sabe a diferença entre o certo e o errado, assim que ela mostra evidên­cias de uma consciência de culpa quando faz coisas erradas, ela tem idade suficiente para que expliquemos como Deus a ama e como Jesus morreu por seus pecados. Ela é adulta o suficiente para que expliquemos como Deus em Sua palavra promete que perdoará nossos pecados, e que Jesus virá morar dentro de nosso coração se nós O aceitarmos como nosso Salvador (Mt 18:11,14).

O Dever De Evangelizar Crianças

Não só as crianças podem ser salvas, e também estarão perdidas se não aceitarem a Cristo, mas nosso Senhor deu-nos o dever, como cristãos, de trazê-las a Cristo para a salvação. Muitos que creêm na conversão de crianças insistem que não devemos fazer nenhum esforço para trazê-las a Cristo, e que o Espírito Santo deve cuidar delas até que elas vão por si mesmas a Cristo, ou venham a nós desejando ser conduzidas a Ele Jesus desfez totalmente estas falsas teorias que são responsáveis por grande número de crianças não terem aceitado a Cristo ainda, crianças que teriam sido conduzidas a Ele se tivéssemos cumprido nosso dever ao invés de empurrar esta responsabilidade para o Espírito Santo e para as próprias crianças.

Nos versos 13 e 14, Jesus nos fala da parábola da ovelha perdida, que vem logo após o verso que declara que as crianças podem estar perdidas. Nestes versos Ele diz que é dever dos discípulos ir atrás e encontrar as crianças perdidas, trazendo-as para o aprisco, como faria um bom pastor se somente uma de suas ovelhas se perdesse.

Como esta parábola torna ridícula a idéia de que as crianças devem vir a Cristo por elas mesmas; como uma ovelha perdida poderia voltar para o aprisco sozinho sem ajuda do pastor? O pastor, nesta parábola, não é o Espírito Santo ou Deus, mas o discípulo. E já que Jesus dirigiu este ensinamento a todos os seus discípu­los, a responsabilidade de evangelizar as crianças recai sobre todos nós.

Pais Crentes Devem Evangelizar Suas Crianças

Em Efésios 6:4 os pais crentes são ordenados a educar seus filhos na palavra do Senhor. Uma vez que todas as crianças estão perdidas, ou logo estarão se não forem levadas a Cristo, nenhum pai pode obedecer esta ordem sem evangelizar seus próprios filhos. É o plano de Deus que os filhos de crentes sejam levados a Cristo por seus pais.

E a que idade? Quando eles são pequenos o suficiente a ponto de ainda estarem nos braços. Se todos fossem as­sim criados, poucos filhos de pais cris­tãos cresceriam sem se converterem, e iríamos para o céu por famílias. Esta passagem da Palavra pressupõe que um pai crente saiba como levar seu filho a Deus. Todo pai vai falhar no seu dever para com seus filhos se não souber fazer isso. Deus considera os pais responsáveis pela salva­ção de seus filhos.

A Igreja e a Escola Dominical Devem Evangelizar Suas Crianças

Em João 21:15 Jesus ordena a Pedro para que alimente Suas ovelhas e indiscutivelmente se referia às crianças. Ele não estava falando a Pedro como um pai, mas como um apóstolo ou líder da igreja. Aqui nosso Senhor estava tornando os líderes da igreja responsáveis pelas crianças da igreja. Considerando que as crianças estão perdidas ou logo estarão elas não podem ser alimentadas, a menos que sejam evangelizadas. Tentar alimentar ovelhas perdidas – ou seja crianças não salvas – não é o plano de Deus e tentar isso é fracassar. A Palavra de Deus diz (2 Co 2:14) que os não salvos não podem entender as coisas espirituais.

As crianças que vão à Escola Dominical há anos e não são nascidas de novo podem somente captar a letra da Palavra, mas a letra mata (2Co 3:6) E quantas de nossas crianças tem sido mortas ao invés de serem salvas. Não é de se admirar que 85% das crianças deixam a Escola Dominical na adolescência, a maioria das quais não volta para a Escola Dominical ou para a Igreja? Por quê? Acabamos com o interesse e o amor delas pela Palavra de Deus porque realmente nunca viram a beleza e a profundidade do seu significado espiritual.


Então, assim como é dever dos pais crentes evangelizar suas crianças, nosso Senhor também fez dever de todos os líderes da igreja evangelizar as crianças da Escola Dominical. Sem dúvida alguma, esta evangelização deve se estender às crianças de todas as famílias da congregação.

Se elas forem assim conduzidas, poucas crianças da Escola Dominical crescerão sem experimentar uma verdadeira conversão. Da forma como as coisas estão, milhões de crianças da Escola Dominical passam por ela sem ter uma experiência de salvação. Creio que Deus responsabilizará os líderes da igreja e da Escola Dominical pela salvação de cada criança que está sob seus cuidados.

Todos Os Discípulos De Cristo Devem Evangelizar Crianças Perdidas

A parábola da ovelha perdida não está falando a respeito das crianças que têm um lar cristão ou que freqüentam Escola Dominical, mas das crianças perdidas, as não alcançadas. Nosso Senhor fez todos os Seus discípulos responsáveis pela evangelização delas e a única forma de alcançá-las é ir onde elas estão, de toda forma possível.

De acordo com esta parábola, o plano de nosso Senhor para estas crianças perdidas é evangelizá-las primeiro, exatamente onde as encontrarmos, e então, assim que possível trazê-las ao aprisco da igreja e da Escola Dominical. Deus tem três campos para o evangelismo das crianças: o lar, a igreja e a Escola Dominical, e ainda, em qualquer outro lugar onde puderem ser encontradas e arrebanhadas.

A parábola ensina que o primeiro dever de um pastor é para com as ovelhas perdidas. Nosso primeiro dever, como crentes, é converter as crianças, enquanto são mais receptíveis para o evangelho, “antes que venham os maus dias” (Ec 12:1). Quando fica tão difícil de convencê-las.

O Perigo De Negligenciarmos O Evangelismo Das Crianças

Jesus disse: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos” (Mt 18:10). A grande tendência de muitos é negligenciar o dever de levar as crianças a Cristo, deixando para mais tarde, quando ficarem mais velhas, ou esperando que outros o façam no seu lugar. Nosso Senhor disse que as crianças não são desprezadas no céu. No céu estão preo­cupados com a salvação das crianças. No céu sabem quando uma criança crê (sabem se determinada criança nasceu de novo ou não) e escalam um anjo da guar­da para cada criança.

E de se notar que as crianças do verso 10 são as mesmas do verso 6aquelas “que crêem em mim”. São estas que têm o anjo da guarda. Se Jesus se preocupa tanto assim sobre a evange­lização das crianças e o céu alegra-se com a conversão de apenas uma criança.

Então porque os crentes adultos o negligenciam? Não é a influência de Satanás que causa isto?Satanás sabe que as crianças podem ser salvas e será que ele não faria tudo que está ao seu alcance para o impedir, sabendo o quanto será mais difícil convencê-las quando ficarem mais velhas? Lucas 15:10 diz:

“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Isso não seria igualmente verdadeiro se este pecador fosse uma criança de apenas 6 ou 8 anos?

As Crianças Salvas Perseverarão?

Muitos hesitam em trazer crianças a Cristo por medo de que não perseverarão. Lembremos que o céu está guardando cada uma delas, e que cada uma tem seu anjo da guarda. A experiência prova que as crianças como grupo persistem mais do que os adultos.

Quando as crianças não “vivem a vida”, geralmente é porque não nasceram de novo ou porque “tropeçaram” por causa daqueles que deveriam cuidar delas. Muitas crianças tropeçam em sua vida porque foram levadas a Cristo pelo esforço humano, não pela graça de Deus, e, é claro, não nasceram de novo. Então, como poderiam “viver a vida” cristã? Cada criança deveria ouvir sobre a salvação pela graça, por meio da fé (Ef 2:8-10). Com explicações simples c cuidadosas, antes de ser levada a tomar uma decisão. Quando isto acontece, normalmente a regeneração se seguirá naturalmente.

O Terrível Pecado De Fazer Tropeçar As Crianças

Mateus 18:6 diz que seria melhor que aquele que fizesse tropeçar uma criança fosse afogado no mar. Os versos 7 e 9 dizem que aqueles que fizerem tropeçar uma criança terão o fogo do inferno como recompensa Por que é um pecado tão terrível fazer tropeçar (espiritualmente) uma criança?

1. Porque sua vida eterna está garantida;

2. Porque elas são incapazes de encontrar a verdade sozinhas, e dependem de nós;

3. Porque se não fazermos nenhum esforço para levá-las a Cristo, elas natu­ralmente acham que não podem ir sozi­nhas. que são muito novas.

4. Porque as crianças são muito desejosas de agradar a Deus e amar a Jesus se forem educadas no caminho certo. Elas sentirão o desejo de ir a Jesus se alguém mostrar seu amor por elas. e assim se não forem a Cristo, a culpa será nossa e não delas.

O Que É Fazer Crianças Salvas Tropeçarem?

A rigor, a passagem de Mateus 18:6 se refere a não fazer tropeçar crianças já convertidas. Como isso pode acontecer e por que tal coisa é um pecado tão terrível?

Quando uma criança aceita a Cristo em um ambiente onde aqueles que deveriam encorajá-la a crer que é salva, duvidam e questionam a conversão de crianças e consequentemente a sua também ela naturalmente ouve talvez até mesmo o “diácono” ou um outro líder na igreja dizer que não acredita que uma criança possa realmente ser salva. A menos que a criança tenha ajuda de alguém, ela certamente começará a duvidar que é cristã e não fará nenhum esforço para viver a vida cristã.

Cada criança que aceita a Cristo e mostra sinais de um verdadeiro crente deverá ter ajuda e encorajamento dos ou­tros crentes. Todos aqueles que são nas­cidos de novo são crianças em Cristo e deveriam ser alimentados com o leite da Palavra (1 Pe 2:2). Uma pequena criança que é nascida de novo é um bebê em Cristo e, além disso, uma criança. Ela deve ser alimentada, pois não tem conhecimento suficiente para encontrar o leite na Palavra e se alimentar sozinha. O dever dos crentes adultos que têm crianças sob seus cuidados é procurar e preparar o leite c alimentá-las. Se não for assim, como as crianças podem crescer na graça, e de quem será a culpa quando elas tropeçarem? Se não déssemos alimento natural às nossas crianças em nossos lares, elas morreriam de fome e nós em breve estaríamos na cadeia.

A razão deste pecado ser tão terrível, primeiramente, é que ele destrói a fé da criança em Cristo: segundo, porque de­sacredita o evangelismo de crianças quando estas não conseguem “viver a vida” cristã. Esta falha desencoraja os evangelistas de crianças e os impede de exercer a sua função, o que resulta em milhões de crianças não serem levadas a Cristo, quando de bom grado teriam ido se cumpríssemos nosso dever. Muitas dessas crianças nunca são salvas devido à nossa culpa. É fácil verificar porque este pecado de ser um tropeço às crianças é tão terrível aos olhos de Deus. Deus permita que possa ser terrível aos nossos olhos também.

O Desejo De Deus De Salvar Cada Criança

Jesus resume sua maravilhosa men­sagem sobre o evangelismo de crianças e a verdadeira grandeza, tirando qualquer dúvida que ainda possa existir sobre a salvação de crianças pequenas. Ele disse: “Assim, pois não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mt 18:14). Com estas palavras de Deus soando nos nossos ouvidos, nós podemos e devemos sair à procura das crianças para ganhá-las para Cristo em todo lugar. Minha experiência durante muitos anos no evangelismo de crianças tem sido a de que Deus está sempre pronto para abençoar todo verdadeiro esforço para evangelizar crianças, e que o Espírito Santo regene­rará cada uma que verdadeiramente crer nele baseado na graça de Deus.

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS

Bibliografia

hwww.verdade-viva.net