17 de novembro de 2016

RUTE, DEUS TRBALHA PELA FAMÍLIA


RUTE, DEUS TRBALHA PELA FAMÍLIA

 

Texto Áureo

 

Bendito seja o Senhor, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel Rt 4.14.

 

Verdade Prática

 

Deus abençoa o trabalho, a fé e a persistência da família que o serve.

 

Introdução

 

Nesta lição, estudaremos a história de uma familia que enfrentou a crise da fome, do luto e da desesperança. Veremos que a fé ligado a lealdade e a persistência levou duas mulheres Noemi e Rute a vencerem as dificuldades provando assim a provisão e o resgate de Deus em suas vidas.

 

I – A CRISE ECONÔMICA

 

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra [...]” (Rt 1.1-a). Assim se inicia o livro de Rute, relatando uma grande crise econômica que afetou a cidade de Belém antigamente chamada de Efrata (Gn 35.19; 48.7; Rt 4.11). Tal situação se instaurou não somente por causas naturais, mas porque nesse período dos juízes o povo de Israel diversas naufragou na fé dando as costas para Deus adorando aos ídolos e vivendo de forma desregrada (Jz 2.11; 3.7,12; 4.1; 6.1; 10.6; 13.1; 17.6). Deus puniu o seu povo como havia prometido (Dt 28.15-68).

 

·         Breve relato sobre Rute

A história de Rute desenrolasse durante o período dos juízes. Ela revela que durante a deplorável apostasia moral e espiritual daqueles dias (Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos Jz 17.6), havia um remanescente fiel que continuava a amar e obedecer a Deus.

O período dos juízes vai da 1375 a 1050 a.C., aproximadamente. Nesse tempo, Israel era uma confederação de tribos. Historicamente, Juízes fornece o relato principal da história de Israel na terra prometida, da morte de José aos tempos de Samuel. Teologicamente, revela o declínio espiritual e moral das tribos, após se estabeleceram na terra prometida.

 

O versículo chave de Rute diz: “O Senhor retribua o teu feito; e te seja concedido pleno galardão da parte do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar Rt 2.12”. Esse versículo mostra-nos que em meio à grande apostasia durante o período dos juízes, Deus estava atento àqueles que o buscavam com sinceridade e fè firme ( Sl 17.8; 36.7; 63.7).

A história de Rute diz respeito à providência de Deus na vida dos que nEle confiam e andam nos seus caminhos. Assim como Abraão correspondeu com fé ao chamado do Senhor, assim também a confiança que Rute teve no Senhor levou-a a deixar sua pátria e arentela para cumprir sua parte no divino roósito redentor ( Gn 12. 1-4).


·         A família de Elimeque (Rt 1.1,2).

Entre os belemitas destaca-se nesse período a família de Elimeleque cujo nome significa: “Deus é rei”. Esse homem era casado com uma mulher chamada Noemi que significa: “agradável”. Com ela teve dois filhos, a saber: Malom que quer dizer: “doentio” e Quiliom “definhante”. Os nomes dos filhos podem revelar que ambos tinham a saúde debilitada.

 

Quando Elimeleque, o pai de família, viu a crise econômica chegar em Belém, se viu na responsabilidade de como mantenedor da família tomar uma decisão que viesse resolver este problema. A Bíblia diz que ele resolveu fugir da crise indo para a terra de Moabe. Segundo Lopes (2012, p. 24),“quando falta pão na Casa do Pão, a solução não é abandonar Belém, mas esperar a intervenção de Deus”. Moabe ficava num planalto a leste do mar Morto, a uns oitenta quilômetros de Belém. O motivo da atitude de Elimeleque era nobre, proporcionar sustento a sua família, todavia a atitude de fuga da adversidade e o lugar para onde este patriarca se dirigiu nos mostram quão grande erro cometeu.Por exemplo:

 

(a) a Bíblia nos informa que Moabe foi um filho de Ló, o fruto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Gn. 19.36,37);

 

(b) os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel, durante a peregrinação de Israel a Canaã (Nm. 22.1-8);

 

(c) sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Dt 23.3-6).

 

(d)na batalha contra Josafá os moabitas se aliaram com os amonitas e os edomitas para virem contra Judá (II Cr 20.1). É sempre muito perigoso para o crente “peregrinar” por qualquer lugar sem a orientação divina, ainda mais sabendo de antemão que determinado lugar é hostil a fé que professamos. A voz da necessidade não pode ser mais forte que a voz de Deus para nos dirigir.

 

Elimeque saiu de Belém para resolver uma dificuldade e acabou contraindo mais problemas. Saiu para peregrinar em Moabe, no entanto, passou ali quase “dez anos” (Rt 1.4). Nesse período ele veio a falecer (Rt 3.1); seus filhos casaram-se com mulheres que não eram de Israel (Rt 1.4); depois, seus filhos também morreram (Rt 1.5-a).

“O Talmude considera isto punição por terem deixado Judá” “(CUNDALL apud BATHRA, 1986, p. 235). O texto bíblico narra a situação que ficou Noemi “ficando assim a mulher desamparada dos seus dois filhos e de seu marido” (Rt 1.5-b). Nenhuma família se prepara para a morte de um dos membros. Tal situação desestabiliza o homem física, emocional, financeira e algumas vezes espiritualmente. Precisamos estar prontos para enfrentar estas dificuldades contando sempre com a graça de Deus (II Co 12.9).

 

II – SUPERANDO AS CRISES

 

Noemi, embora fosse uma fiel seguidora do Senhor, experimentou grande adversidade

 

·         Crise na vida Noemi

Ela e a sua família sofreram os efeitos da fome, e tiveram que abandonar sua própria casa. Além disso, ela perdeu seu marido e seus filhos. Parecia que o Senhor a abandonara e até mesmo se voltara contra ela.

Deus continuava cuidando dela, inclusive agindo através de terceiros, para socorrê-la em suas necessidades. Como no caso de Noemi, o crente fiel e leal a Cristo pode experimentar grandes adversidades na sua vida. Tal fato não significa que Deus os abandonou ou que está castigando.

 

·         Crise na vida do Crente

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;somos reputados como ovelhas para o matadouroRm 8.35,36”.

 

As adversidades alistadas pelo apóstolo nos versículos citado acima, têm sido experimentadas pelo povo de Deus através dos tempos (At 14.22; 2 Co 11.23 – 29; Hb 11.35 – 38). Nenhum crente deve estranhar o fato de experimentar adversidades, perseguição, fome, pobreza ou perigo. Aflições e calamidades não significam decerto, que Deus nos abandonou, nem que Ele deixou de nos amar. Pelo contrario, nosso sofrimento como crentes, abrir-nos-á o caminho pelo qual experimentaremos mais do amor e consolo de Deus (2 Co 1.4,5). Paulo nos garante que venceremos em todas essas adversidades e que seremos mais que vencedores po amor de Cristo (Rm8.37-39; Mt 5.10-12; Fp 1.29).

 

·         Todas as coisas contribuem

 

As Escrituras frisam, repetidas vezes, que Deus continua, com todo o amor, a fazer todas as coisas cooperarem para o nosso bem em tempos de aflição.

(1)   Deus fará o bem surgir de todas as aflições, provações, perseguições e sofrimentos. O bem que Deus leva a efeito é conformar-nos à imagem de Cristo e, finalmente, levar a efeito a nossa glorificação.

(2)   Essa promessa é limitada aos que amam a Deus e lhe são submissos mediante a fé em Cristo.

(3)   “Todas as coisas” não incluem os nossos pecados e negligencia( Rm 6.13; 6.16,21,23; Gl 6.8); isso quer dizer que ninguém pode alegar motivo para pecar, justificando que Deus fará resultar isso em bem.

 

III - FÉ E TRABALHO

 

·         Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;Rt 1.16

 

Retornar a Belém: uma atitude certa (Rt 1.6).

Noemi, resolveu retornar de Moabe para Belém ao saber das boas notícias da provisão de Deus para o seu povo. Para isto, propôs em seu coração despedir-se das suas duas noras, Rute e Orfa. A princípio ambas resistiram deixá-la, no entanto, Orfa atendeu a voz de Noemi, porém, Rute apegou-se a sua sogra demonstrando que não somente estava disposta a estar junto dela, no lugar que esta quisesse, como também até de aceitar a fé no Deus que Noemi servia (Rt 1.16,17). Como podemos ver, enquanto estivermos com vida, haverá oportunidade de regressarmos do caminho errado para o caminho certo (Jr 4.1; 15.19; Lc 15.17-20).Noemi, certamente, conduziu Rute a fé no Senhor Deus, mediante seu exemplo e ensino (Dt 11.18,19). A fé que Rute tinha em Deus levou-a a permanecer fiel no seu amor a Noemi. Rute ilustra o princípio divino que “quem perder a sua vida por amos de mim acha-la-á (Mt 10.39; Rt 4.13-17).

 

·         Breve nota sobre o cuidado de Deus em Prover

 

Deus tem várias maneiras de prover na vida daqueles que estão em crise. Grande é o zelo pelos pobres, necessitados e afligidos por algum tipo de adversidade, “o Senhor Deus é seu defensor”. Ele mesmo revela ser o refúgio (Sl 14.6; Is 25.4), socorro (Sl 40.17; 70.5; Is 41.14), o libertador (1 Sm 2.8; Sl 12.5; 34.6; 113.7) 35.10), e provedor (Sl 10.14; 68.10; 132.15). ao revelar sua Lei aos israelitas, mostrou-lhes também várias maneiras de se eliminar a pobreza do meio do povo (Dt 15.7-11). No livro de Rute também vemos um dos princípios aplicado no tempo da colheita onde os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres os recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21); e mais: os cantos das searas especificamente, deviam ser deixados aos pobres (Lv19.9).

 

Embora o livro de Rute nos mostre diversos sofrimentos que sobrevieram ao povo de Judá e especificamente a família de Elimeleque, ele também nos mostra que mesmo ao mais intenso sofrimento, o nosso Deus pode se revelar de forma gloriosa. Vejamos como Deus se revelou:

 

·         O Deus da provisão (Rt 1.6; 2.3; 14-17).

 

Segundo Aurélio provisão é: “ato ou efeito de prover; fornecimento, abastecimento” (2004, p. 1650). Sendo assim, podemos definir a provisão divina como a atividade do Deus Soberano, em provê as necessidades da sua criação, intervindo para sua preservação (CAMPOS, 2001, p. 8). No caso dessa história no livro de Rute, vemos Deus agindo da seguinte maneira:

 

(a) providenciando Rute para estar com ela, lhe fazendo companhia;

 

(b) conduzindo de forma invisível os caminhos de Rute para trabalhar numa eira que pertencia a Boaz parente de Elimeleque, o falecido esposo de Noemi;

 

(c) fazendo Rute alcançar graça aos olhos de Boaz sendo beneficiada na colheita; e,

 

(d) permitindo o casamento de Boaz com Rute, suscitando descendência a Noemi (Rt 4.13-15).

 

·         O Deus da compaixão (Rt 2.20).

 

A palavra “compaixão” segundo o Aurélio quer dizer: “pesar que em nós desperta ante a infelicidade, a dor, o mal de outrem” (2004, p. 507). Segundo Soares (2008, p. 76), “misericórdia é o termo teológico para compaixão; trata-se da disposição de Deus para socorrer os oprimidos e perdoar os culpados”. A Bíblia nos mostra que Deus cheio de compaixão e misericórdia (Nm 14.18; I Cr 21.13; Ne 9.31; Sl 86.15; Jn 4.11).

 

No período dos juízes, especificamente, vemos que sempre que Israel pecava contra Deus, ele recebia severas punições (Jz 1.4; 2.14; 13.1). Todavia, quando este povo arrependido se voltava para Deus, ele os perdoava e abençoava (Jz 2.16; 3.9,15). De igual forma, apesar dos erros cometidos por Elimeque, Deus resolveu usar de misericórdia em relação a sua esposa (Rt 1.6). Na oração de Habacuque, vemos o profeta pedindo: “[...] na tua ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).

 

·         O Deus que muda a história (Rt 4.14-22).

 

Diante das vicissitudes da vida, Noemi cujo nome significa “agradável” desejou que a chamassem de Mara que significa: “amarga”. Na sua precipitação, atribuiu sua amargura a Deus, entendo que Ele a puniu junto com a sua família (Rt 1.20-b). Todavia, apesar de tal cosmovisão errada a respeito de Deus, Noemi ao retornar para Belém, viu o Senhor reconstruir sua vida e mudar a sua história. Rute, casou-se com Boaz. Este homem é apresentado em Rute 2.1 como “homem poderoso e rico”, parente do marido falecido de Noemi. Ele era dono das terras nas quais Rute foi respigar, quando buscava um campo onde recolher algumas espigas (Rt 2.3).

Sua chegada no campo deu a Boaz a oportunidade inicial de tornar-se seu benfeitor e abriu o caminho para que se casasse com ela no sistema do levirato (Dt 25.5,6; Rt 3 e 4). Sua união foi abençoada com um filho que recebeu o nome de Obede que significa: “servo”. Através deste, o nome do seu marido poderia ser levado adiante por meio dos seus descendentes. Obede foi o pai de Jessé, avo de Davi, e ancestral do Senhor Jesus (Rt 4.17,21,22; 1 Cr 2.12; Mt 1.5; Lc 3.32). O resgate das terras de Elimeleque por Boaz; seu casamento com Rute; e, este filho nascido dessa união trouxe tanta alegria a Noemi que as mulheres lhe diziam: “[...] Bendito seja o SENHOR, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel. Ele te será por restaurador da alma, e nutrirá a tua velhice [...]” (Rt 4.14,15). Deus reverteu todos os infortúnios vividos por Noemi, restaurando-lhe a sorte em todas as áreas da sua vida.

 

CONCLUSÃO

 

Embora Noemi tivesse passado por grande tristeza e adversidade na vida, manteve sua fé em Deus. Por causa de sua fé perseverante, Deus ordenou os eventos de tal maneira que no final ela teve uma vida agradável e abençoada. Ela podia testificar, no fim da vida, que “o Senhor é muito misericordioso e piedoso (Tg 5.11).

 

Elaboração pelo Pb. Mickel de Souza

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 

Referências

 

·         ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário Teológico. CPAD.

·         CAMPOS, Heber. A Provisão e a sua realização histórica. CULTURA CRISTÃ.

·         CHAMPLIN, Norman R. N. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. HAGNOS.

·         STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

·         Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco - Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

 

9 de novembro de 2016

JOSE FÉ EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS


JOSE FÉ EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS

TEXTO ÁUREO = "E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero [...]."(Gn 39.2)

VERDADE PRÁTICA = No enfrentamento de uma crise, a sabedoria divina é indispensável.

LEITURA BIBLICA = Gênesis 37.1-11

INTRODUÇÃO

Dentre os doze filhos varões de Jacó, um tem-se destacado, por demonstrar excelentes virtudes e por refletir uma beleza interior do coração. É a história de José, o filho mais velho de Raquel, segunda esposa e primeiro amor de Jacó.

A incrível história desse homem de fé tem ajudado homens e mulheres a confiarem plenamente no único e verdadeiro Deus. Além de dar prova de sua obediência a Deus, José demonstrou firmeza moral e boas qualidades, como gentileza, fidelidade e veracidade, durante a sua vida diária. Embora as Escrituras Sagradas nada digam a respeito da infância de José, é possível deduzir que ele tenha crescido numa tensa atmosfera familiar repleta de ciúme e ressentimento.

Mesmo diante das muitas adversidades sofridas durante a sua trajetória, ele manteve-se fiel a Deus. José aprendeu com a adversidade a ser virtuoso e sábio e era considerado pelos antigos israelitas o modelo de todos os administradores e detentores de autoridade.

José empreendeu ações e tomou decisões que levaram paz àquela atormentada e beligerante família de Israel, apesar de que tais ações e as de seus irmãos fossem inevitavelmente necessárias para o cumprimento, anos mais tarde, de uma profecia anunciada por Deus ao profeta Abraão (ver Gênesis 15:13; Êxodo 12:40; Atos 7:6) .

DOIS SONHOS E MUITAS CRISES

A FAMILIA DE JOSÉ.José, bisneto de Abraão, neto de Isaque e filho de Jacó, viveu no Egito por volta de 1.900 antes de Cristo, desde os 17 até os 120 anos, quando morreu. A essa altura as famosas pirâmides do Egito já haviam sido construídas, inclusive a Grande Pirâmide (com mais de 2 milhões de blocos de pedra que pesam em média mais de duas toneladas cada um).

Antes de ser filho de Jacó e Raquel, José era filho da oração. Está escrito que Deus se lembrou de sua mãe e “ouviu a sua oração e fez com que ela pudesse ter filhos”. Então Raquel engravidou, deu à luz a José e mostrou-se agradecida ao dizer: “Deus não deixou que eu continuasse envergonhada por não ter filhos” (Gn 30. 22-23).

A INVEJA DOS IRMÃOS DE JOSE. Incomodados, os irmãos de José passaram a chamá-lo de sonhador e tramaram sua morte, mas desistiram, e resolveram vendê-lo a um mercador de escravos ismaelita, com quem cruzaram no caminho.

Para Jacó, levaram a túnica de José manchada de sangue, e falaram que ele havia sido morto por um animal. Triste pelo acontecimento, Jacó lamentou profundamente a perda de seu filho.

OS SONHOS DE JOSE. Com dedicação, José conquistava seu pai, porém, tanto destaque despertou a antipatia de seus irmãos, que se incomodavam com a atenção que ele recebia. Após ter sonhado que estava no campo amarrando feixes e os feixes amarrados por seus irmãos se curvavam perante seu o dele, José incomodou novamente a seus irmãos. Em outro sonho, José contou aos familiares que o sol, a lua e as estrelas se curvavam diante dele, o que irritou não somente a seus irmãos, mas também a seu pai, pois os sonhos de José transmitiam uma mensagem de que ele seria o mais importante na família, algo inadmissível para um caçula à época.

A CRISE DA COVA E DA ESCRAVIDÃO

JOSÉ É LANÇADO NUMA COVA. E disseram uns aos outros: Eis lá vem o sonhador-mor! Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.Gn.37.19,20.

 Rubem que era o primogênito, livrou-o das mãos dos seus irmãos, não permitindo que eles o matasse; antes teve a ideia de lança-lo numa cova, e deixa-lo para ser devorado por um animal do campo. Tentaram matar José e os seus sonhos, lançando-o numa cova; tentaram apagar as promessas de José, tomando-lhe a túnica de várias cores. Mas ninguém consegui matar os sonhos e nem apagar as promessas de Deus da vida daquele que Deus planejou e determinou um futuro brilhante.

JOSÉ É VENDIDO POR VINTE MOEDAS DE PRATA. Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram, e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito. Gn.37.28.

 Os irmãos de José o venderam e mancharam a sua túnica com sangue para dar entender a seu pai que ele teria sido devorado por um animal feroz. O patriaca Jacó acreditou, e chorou amargamente, lamentando a morte do seu filho amado. Tem pessoas que se faz de irmão e amigo, nos abraça, sorrir, aperto de mãos; mas na nossa ausência, nos trai, nos vende e mancha a nossa imagem. Mas não adianta vender José, porque o dono de José continua sendo Deus.

JOSÉ É VENDIDO PELOS MIDIANITAS COMO ESCRAVO NO EGITO. E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda (Gn.37.36).

 Quando Deus está no controle da situação tudo vai contribuir para a vitória. A sua palavra nos assegura: E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto (Rm.8.28). José foi vendido duas vezes, porém ele continuava sendo propriedade peculiar de Deus.

Não adianta querer atrapalhar a vida daquele que Deus tem planos, porque onde ele chegar o Senhor é com ele, e o faz prosperar. Diz a bíblia: E José foi levado ao Egito, e Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda, varão egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá. E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio (Gn.39.1,2).

JOSÉ É CALUNIADO PELA MULHER DE POTIFAR. Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão, José achou graça a seus olhos e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa e entregou na sua mão tudo o que tinha. E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do SENHOR foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo. E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que de nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E José era formoso de aparência e formoso à vista. Gn.39.3,4,6.

Por José ser um jovem de boa aparência, além das outras qualidades que ele possuía, a mulher de Potifar começou a lhe observar todos os dias, ao ponto que ela o desejou, e tentava-o para que ele se deitar-se com ela. E aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e disse: Deita-te comigo. Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que tem.

Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus? (Gn.39.7-9). Por ela continuar a cada dia, forçando-o a deitar-se com ela, e ele sempre resistindo-a; ela lhe pegou pela sua veste, e disse: Deita-te comigo. E ele deixou a sua veste na mão dela, e fugiu. Por esse motivo ela o acusou de assédio sexual, e fez uma denúncia falsa na presença dos empregados e do seu marido. Mas o importante é que Deus estava com José, e ele não pecou.

JOSÉ É PRESO E LANÇADO NO CÁRCERE. E ela pôs a sua veste perto de si, até que seu senhor veio à sua casa. Então falou-lhe conforme as mesmas palavras dizendo: Veio a mim o servo hebreu, que nos trouxeste para escarnecer de mim. E aconteceu que, levantando eu a minha voz e gritando, ele deixou a sua veste comigo e fugiu para fora. E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que lhe falava dizendo: Conforme estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua ira se acendeu. E o senhor de José o tomou e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam presos; assim, esteve ali na casa do cárcere (Gn.39.20).

Os planos de Deus não podem ser frustrados, nem os seus propósitos impedidos. Mesmo José depois de ter sido caluniado e preso, estando no cárcere, diz a palavra de Deus: O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere; e ele fazia tudo o que se fazia ali. E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o SENHOR estava com ele; e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava (Gn.39.21-23). Depois das provações vem a vitória, na prisão José interpreta sonhos, do padeiro e do copeiro do rei, e em seguida depois de dois anos ele é chamado para interpretar o sonho de Faraó. José interpreta o sonho de Faraó, e é exaltado por intermédio de Faraó e determinação de Deus, para ser governador do Egito (Gn.caps.40,41).

Deus queria estruturar José.José não estava preparado para receber o que Deus revelará para ele,então Deus resolve leva-lo para cova, para estrutura-lo.A cova de José tinha quase 3 metros de fundura, a sua pode está bem maior, mas Deus vai te tirar dela.

Na cova Deus quebra nosso Ego. Na cova Deus tira as mascaras. Quando Deus diz: ''Entra no teu quarto e fecha a porta'' Ele está querendo dizer lá no seu quarto estará só eu e você, não precisa de fingimentos, de aparências, sua oração será verdadeira. Quando Deus quebra nosso ego ele nos ensina a ser humildes, quando ele quebra nosso ego até o amargo e doce. Na cova Deus nos ensina a respeitar as pessoas independente de quem ela seja e do que possa nos oferecer,a dar valor a coisas pequenas enos ensina a dar valor ao que temos.

Na cova Deus nos ensina a ter Paciência. E difícil sermos pacientes, e difícil esperar,asvezes somos esquentados e até dizemos 'Se não for na hora que eu quero também não quero mais'.Não e assim temos que esperar ser pacientes. Um exemplo e a vida de Abraão quandoDeus prometeu a ele e a sua esposa que lhes dariam um filho  Deus cumpriu a promessa. Sara quis ajudar Deus dando a Abraão Agar sua serva para se deitar com ele,mas a promessa era para Abraão e Sara se passaram 25 anos mas a promessa se cumpriu. Gênesis 21-1,2 '' E o Senhor visitou a Sara, como tinha dito e fez o Senhor a Sara como tinha prometido, E concebeu Sara,e deu a Abraão um filho na sua velhice. ao tempo Determinado, que Deus lhe tinha falado. Quando Deus promete as coisas Acontecem, a Vitória e certa creia ,somente tenha Paciência e espere o Tempo Determinado Por Deus na sua vida para você SAIR da COVA.

SABEDORIA PARA ADMINISTRR A CRISE

JOSE É ABENÇOADO POR DEUS NA PRISÃO. Voltando a José, versículos 1-6 do capítulo 39 diz o que aconteceu a seguir:“E José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá”. E o Senhor estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. Vendo, pois, o seu senhor que o Senhor estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão, José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pós sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha. E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo. E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia.”

“O Senhor estava com José.” Não diz que o Senhor abandonou José durante suas tribulações em sua casa e só voltou agora. O Senhor estava com José, e Ele estava com ele desde o início. “Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5), diz a Escritura. José, como você talvez, tinha ciência apenas do passado e do presente. Se ele olhasse para essa situação com olhos humanos apenas, ele se sentiria um miserável. Ele deveria até mesmo resignar sua vida. Contudo, ele não agiu assim, mesmo embora a vida estivesse indo em um caminho diferente do que esperava. Ao contrário, ele trabalhou para o Egípcio o qual colocou em seus ombros o encargo de tudo que possuía. José, embora não tivesse a resposta de todas suas perguntas, viveu sua vida, colocando seu coração nas mãos daquele que sabia todas as respostas.

Gênesis 39:6-15, 19-20= “E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E José era formoso de porte, e de semblante. E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pós os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem; Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus? E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, Sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora. E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua roupa em sua mão, e fugira para fora, Chamou aos homens de sua casa, e falou-lhes, dizendo: Vede, meu marido trouxe-nos um homem hebreu para escarnecer de nós; veio a mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz; E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua roupa comigo, e fugiu, e saiu para fora...E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Conforme a estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua ira se acendeu. E o senhor de José o tomou, e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere.”

Embora José fosse um bom funcionário, ele foi de repente assediado pela esposa do Potifar e acabou na prisão. Ele não deu passo em falso do que sabia que era a vontade de Deus. Como ele disse a ela: “como, pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” Era Deus quem José temia. Não o homem. Embora o resultado tenha sido a prisão, a presença do Senhor o acompanhou lá também. Versículos 20-23 nos diz:

Gênesis 39:20-23  = "E o senhor de José o tomou, e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; assim esteve ali na casa do cárcere.” O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali. E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava.

“Mas o Senhor estava com José…”e eu creio que o mesmo acontece com você. Mesmo embora você possa estar passando por uma situação difícil, o Senhor está lá. Talvez você tenha, como José, questionamentos que precisam ser respondidas. Você pode imaginar “Onde está Deus em tudo isto”? E a resposta é bem simples, curta e direta: com você. Voltando a José, de responsável pela casa do Potifar a encarregado de toda prisão. Após algum tempo, no meio desses “convidados” onde estavam também dois oficiais do Faraó: o copeiro e o padeiro. Gênesis 40:5-8 nos diz: Em relação à vida de José na casa do Potifar, alguém poderia dizer que sua vida começou a sorrir-lhe novamente. Ele tinha um bom trabalho: era o encarregado da propriedade do oficial do Faraó. Penso eu que era uma posição privilegiada para muitos egípcios, especialmente sendo José um estrangeiro. Contudo, as coisas mudaram repentinamente. Gênesis 39:6-20 nos diz.

Gênesis 40:5-8= “E ambos tiveram um sonho, cada um seu sonho, na mesma noite, cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam presos na casa do cárcere. E veio José a eles pela manhã, e olhou para eles, e viu que estavam perturbados. Então perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor, dizendo: Por que estão hoje tristes os vossos semblantes? E eles lhe disseram: Tivemos um sonho, e ninguém há que o interprete. E José disse-lhes: Não são de Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos.”“Não são de Deus as interpretações”? Claro que a Ele pertence toda interpretação, explicação ou resposta. Com este encorajamento os prisioneiros começaram a contar seus sonhos a José.

 Gênesis 40:9-15 = “Então contou o copeiro-mor o seu sonho a José, e disse-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante da minha face. E na vide três sarmentos, e brotando ela, a sua flor saía, e os seus cachos amadureciam em uvas; E o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó. Então disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: Os três sarmentos são três dias; Dentro ainda de três dias Faraó levantará a tua cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras seu copeiro. Porém lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim a Faraó, e faze-me sair desta casa; Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e tampouco aqui nada tenho feito para que me pusessem nesta cova."

Os sonhos dos dois oficiais (saltamos o sonho do padeiro) eram de Deus. O copeiro foi restituído em sua posição. José, sabendo disto, pediu-lhe para lembrar-se dele e mencionar seu caso ao Faraó. Então versículos 20-23 diz:

“E aconteceu ao terceiro dia, o dia do nascimento de Faraó, que fez um banquete a todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mor, e a cabeça do padeiro-mor, no meio dos seus servos. E fez tornar o copeiro-mor ao seu ofício de copeiro, e este deu o copo na mão de Faraó. Mas ao padeiro-mor enforcou, como José havia interpretado. O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.”

As coisas aconteceram exatamente como Deus disse por meio de José. Contudo, apesar do fato e do pedido de José o copeiro esqueceu-se dele. Quem sabe o que José estava pensando. Ele provavelmente tinha grande expectativa que os três dias se passassem e os sonhos se realizassem na esperança que o copeiro se lembrasse dele. Mas, ele o esqueceu. Alguém pode chamar isto de descuido, outro chamaria de ingratidão. Portanto, quem pode anunciar algo e torná-lo realidade se o Senhor não der a ordem? (lamentações 3:37) diz a palavra de Deus. Para o homem que segue o Senhor nada é acidental. Ao contrário, “TODAS as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus.” TODAS. Mesmo o descuido? Sim. Mesmo o fato de José ter sido colocado na prisão sem ter cometido nenhuma falta? Com certeza. “Mesmo a situação em que me encontro? Se você ama a Deus, sim. Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, e sinceramente eu creio que minha situação não é uma exceção deste “TODAS”.

José: no Palácio do Faraó. Algum tempo passou e agora foi a vez do Faraó ter um sonho que veio de Deus, e buscava sua interpretação. Foi então que o copeiro lembrou-se do jovem Hebreu que, anos atrás, tinha interpretado o sonho que ele e o padeiro tiveram. Imediatamente o Faraó mandou buscar José e Deus deu-lhe a interpretação do sonho: Egito passaria por 7 anos de abundância que se seguiriam por 7 anos de fome. O Faraó então teve um ato de sabedoria e nomeou alguém que assegurasse que o país usasse os recursos abundantes dos 7 primeiros anos para cobrir o período de escassez que viria a seguir. Então o Faraó disse a José:

Gênesis 41:37-44  = “E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos. E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu. Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito. E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pós na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pós um colar de ouro no seu pescoço. E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pós sobre toda a terra do Egito. E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito.”

Assim como subitamente José foi enviado do exílio à prisão também, de repente, foi nomeado o segundo no comando de todo Egito. Apenas o Faraó lhe era superior. Sob a liderança de José o Egito foi capaz de economizar nos sete primeiros anos de fartura para suportarem os sete anos de fome. Mais ainda, Jacó, o Pai de José ao ouvir dizer que havia comida no Egito, enviou seus filhos para que comprassem um pouco. Capítulos 52-56 de Gênesis mostra quão maravilhosamente Deus organizou o reencontro de toda família de José no Egito.

 José: os motivos= As coisas que lemos sobre José, especialmente o período de tribulação, não foi algo que durou apenas um ou dois meses. Na verdade passaram-se 13 anos desde que José fora vendido ao Egito até o tempo que ele se apresentou ao Faraó (veja Gênesis 37:2 e 41:46). O salmo 105:17-22 nos dá um resumo do que aconteceu a José como também seu significado.

Salmo 105:17-19 = Mandou [DEUS] perante eles [o povo de Israel] um homem, José, que foi vendido por escravo; Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros; Até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou.“O Rei ordenou que o libertasse, o governante do povo o libertou. “Ele deu-lhe autoridade sobre todos os seus bens para instruir a seus príncipes e ensinar sabedoria a seus anciãos.”Foi Deus quem enviou José ao Egito. “Ele o enviou”. Conforme o próprio José disse a seus irmãos após o reencontro:

Gênesis 45:7-8= “Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus.”

E novamente Gênesis 50:19-20  = “E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar a vida de muita gente.”

Voltando ao salmo, Deus preparou um tempo para que “Sua palavra [referente a José] se cumprisse.” Até que a palavra de Deus o provou. Todas as coisas pelas quais José teve que passar não foram resultados de má sorte ou tristes circunstâncias, mas foram etapas que Deus organizou em Seu plano para ele. Estas foram provas que Deus planejou para que construir nele o que era necessário para o passo seguinte.

CONCLUSÃO:

Depois de treze anos de provações, José é exaltado por Deus no Egito, e os seus irmãos depois vem a saber da grande vitória que Deus deu a ele. Não adianta: Aborrecer José, invejar José, rasgar a túnica de José, jogar José na cova, vender José e pensar que os sonhos dele acabou, porque Deus fará acontecer tudo o que Ele mesmo já determinou pela sua soberana vontade. Rasgaram a túnica de José, mas não puderam anular as promessas de Deus na sua vida.

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia






JOSE FÉ EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS

 

TEXTO ÁUREO = “Pelo que Deus me enviou diante da vossa face1 para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7).

VERDADE PRÁTICA= Deus tem os meios apropriados para cumprir os seus desígnios. Ainda que as suas ações pareçam estranhas, Ele não falha em seus propósitos.

LEITURA BIBLICA =GÊNESIS 37.1-11

INTRODUÇÃO


A história de José ganha um espaço especial no livro de Gênesis nos capítulos 37 a 50. O velho Jacó vivia como estrangeiro na terra de Canaã, a qual Deus prometera como herança à descendência de Abraão. Nos pianos divinos, fatos contundentes haveriam de acontecer a partir de José, tomando-se o mesmo o personagem por excelência na história do povo de Israel.


I. JOSÉ, AMADO E ODIADO POR SUA FAMÍLIA


1. Amado de seu pai (vs.1-4). José era um adolescente, de 17 anosde idade, e Jacó o amava muito, porque era o filho de sua velhice. Além disso, ele se destacava dentre seus irmãos, porque era temente a Deus e não concordava com o mau procedimento deles. Jacó demonstrava sua preferência paterna por José, provocando, com esta atitude, a inveja e o ciúme de seus irmãos.

2. Odiado por seus irmãos (vs.4-1 1). Havia duas razões principais para o ódio dos seus irmãos:era a denúncia que José trazia a Jacó, das más ações cometidas por eles, fora das vistas do velho pai e quando, ingenuamente, contava seus sonhos a eles e os interpretava. Os sonhos sempre o colocavam como líder de seus irmãos, e isto era suficiente para eles o odiarem e desejarem se livrar dele.

3. Maltratado e vendido como escravo (vs.12-36). Por ser o mais novo dos filhos, José foi enviado por seu pai ao campo onde estavam seus irmãos, cuidando dos rebanhos da família, em Siquém. Quando José chegou entre eles, seus irmãos já haviam formulado uma trama para livrarem-se dele, pois o ódio era patente em seus olhos e corações. Seus irmãos queriam matá-lo,masRúben impediu que eles assassinassem o próprio irmão, pois isto muito entristeceria o velho pai.

Resolveram então colocá-lo dentro de uma cisterna, cavada naquela região. Antes, tiraram-lhe a túnicatalar, que o distinguia dos demais, e o venderam como escravo a uma caravana de ismaelitas (Gn 37.25)

4. As conseqüências amargas da inveja e do ódio. A Bíblia diz que “os irmãos de José eram movidos de inveja” (At 7.9). A inveja surge como um sentimento negativo, de mesquinharia humana. causada pela queda ao pecado, desde nossos primeiros pais, Adão e Eva. Geralmente, a inveja surge da tentativa de compensar o fracasso em relação a outras pessoas. O invejoso não aceita o sucesso de outrem.

II. JOSÉ É HUMILHADO E EXALTADO NO EGITO

1. José é vendido na feira de escravos, no Egito (Gn 39.1). Longe da casa do pai, José amargava a separação. Não entendia porque tanto ódio da parte de seus irmãos.

Passava pela feira de escravos um oficial da corte real de Faraó, por nome Potifar e, ao ver o jovem escravo, percebeu que o mesmo tinha características diferentes e superiores aos demais. Comprou-o dos ismaelitas e o levou para servir em sua casa.

2. José prospera na casa de Potifar (Gn 39.1-6). José alcançou graça diante de seu amo Potifar e foi designado para ser mordomo da sua casa. Todos os negócios foram geridos por José, e a casa de Potifar prosperou grandemente. Deus estava com José em tudo o que fazia.


3. José foi tentado pela mulher de Potifar (Gn 39.6-12). É difícil, às vezes, entender os desígnios de Deus, mas a verdade deste incidente,na experiência de José, estava no fato de que ele deveria ser provado, a fim de estar apto para um propósito maior. Segundo a Bíblia, além das qualidades morais e espirituais, José “era formoso de parecer e formoso à vista” (Gn 39.6). Fisicamente, ele era bonito e desejável para os prazeres da carne.

 A mulher de Potifar colocou os olhos em José e tramou situações pelas quais pudesse atrair o jovem mordomo. Mas ele recusou os ímpetos insistentes daquela mulher, declarando a ela, que não poderia trair a confiança de seu senhor (Gn 39.8).


Não podendo convencê-lo com palavras e atitudes sensuais, aquela mulher o pegou pelo vestido, com força, mas ele escapou assim mesmo, deixando suas vestes rasgadas nas mãos dela (Gn 39.12). A mulher de Potifar se fez de vítima e lançou sobre José a acusação de tentativa de sedução (Gn 39.14-18). Ouvindo Potifar a acusação mentirosa de sua mulher contra José, mandou-o para o cárcere dos presos do rei.

4. José é abençoado por Deus dentro da prisão (Gn 39.21-23; 40.6-8). Deus foi benigno com José, isto é, em todo o tempo da sua humilhação, a presença benévola e complacente do Senhor esteve com ele. Esse é o modo de Deus tratar com aqueles que sofrem e padecem aflições (Rm 2.4; SI 36.7; 119.76). Naquela prisão, a benignidade do Senhor sustentou e guardou José (Pv 20.28). A graça divina quebrantou ocoraçãodocarcereiro-mor e o fez verqualidades morais e intelectuaisde José. Dentro daquela prisão, Josédois chefes da cozinha dacasa real: o chefe dos copeiros e odos padeiros da casa de Faraó. Ambos sonharam, e como os egípciosque os sonhos representavampresságios bons ou ruins, contarama José os seus sonhos. José tinha agraça de Deus, para interpretar sonhos. Isto acontecia, desde quandoestava na casa de seu pai Jacó. Sementrar nos detalhes, vemos que Josérevelou os significados dos sonhosdois, e pediu ao copeiro que selembrasse dele perante Faraó, umavez que ele era apenas uma vítima,e não culpado de qualquer ato indigno (Gn 40.14,15).


III. JOSE E LEVADO A PRESENÇA DE FARAÓ


1. José é lembrado peranteFaraó (Gn 41.1-8). Faraó teve dois sonhos seguidos que o deixaram perturbado pois não entendia o significado dos mesmos. É aqui que Deus entra em ação, mais uma vez, para cumprir sua palavra, anteriormente, revelada a José, ainda na casa de seu O tempo do cumprimento dossonhos de José chegava no momento certo (Gn 37.5-7). O copeiro-mor estava servindo a Faraó, cerca de dois anos depois que saíra da prisão, quando viu o rei perturbado. O Senhor fez lembrar-se de José e elefalou a Faraó sobre o que acontecera e como se cumprira a interpretação de José. Faraó já havia convocado todos os astrólogos e adivinhos do palácio, mas nenhum pudera interpretar os seus sonhos (Gn41 .8).O rei ficou pasmado com a exatidão do cumprimento dos sonhos do copeiro e do padeiro e, por isso, ordenou que lhe trouxessem José a sua presença.

2. José é conduzido ao Faraó (Gn 41.9-15). No tempo próprio, Deus fez o copeiro-mor lembrar-se de José, o qual contou ao rei a experiência que tivera, quando esteve preso com o jovem hebreu. O rei ficou impressionado com a narrativa.Estava revoltado com os magos eocultistas do palácio, que não puderam interpretar os seus sonhos. Na presença de Faraó, José, com humildade, declara que a interpretação dossonhos do rei viria de Deus, o seuSenhor (Gn 41.16). O plano divino na vida de José começava a cumprir-se, literalmente.

3. José interpreta os sonhos de Farao (Gn 41. 16-32). O rei contouos sonhos e o Espírito de Deus abriuo entendimento de José para dar ainterpretação.

José interpretou os sonhos, afirmando que os dois se resumiam num só, pois dentro de pouco tempo o Egito passaria por umagrande escassez de alimentos e, paraevitar esta crise, era necessário queo rei se prouvesse de mantimentos.

 
O rei ficou estupefato por tanta inteligência e visão administrativa do jovem hebreu. A verdade é que Deus estava por detrás de tudo. José achougraça diante de Faraó (At 7.10). Esta graça tinha a operação de Deus, pois é Ele quem dirige os destinos da nossa vida, quando fazemos a sua vontade. Ao ouvir a palavra de José, em encontrar um homem que tivesse o espírito, de Deus para governar toda aquela proposta, buscou entre seus homens, mas a ninguém encontrou. Estava diante dele um estrangeiro, recém-saído da prisão (1Co 1.26- 29).


4. José é nomeado governador do Egito (Gn 41.33-57). Indiscutivelmente, o Espírito de Deus estava com José. Ao tomar-se governador do Egito, tornou-se, também, a segunda pessoa mais importante do reino de Faraó. O rei viu em José muito mais que um mero visionário. O rei viu nele alguém altamente capaz de realizar um grande trabalho em favor do Egito. Às vezes, na vida cotidiana da igreja, os que possuem algum dom espiritual de profecia ou revelação não sabem separar as coisas espirituais das racionais. Espiritualizam demasiadamente os fatos da vida eclesiástica e agem como se fossem anjos. José não perdeu os seus dons espirituais, e soube administrar a sua vida espiritual de modo a ser uma bênção nas responsabilidades materiais.

CONCLUSÃO

A história de José é longa e contém muitas lições, mas destacaremosapenas alguns pontos, os quais se constituem ricos e preciosos ensinos para a nossa vida cotidiana:

No primeiro tópico da lição, aprendemos sobre o perigo da discriminação que alguns pais fazem com seus filhos. Isto gera ciúmes, invejas e rancores entre os demais irmãos.

Por causa da discriminação, José quase foi assassinado por seus irmãos. Não aconteceu, porque Deus tinha um plano determinado com todos eles, especialmente, José. Mesmo assim, foi vendido como escravo, mas Deus esteve com ele o tempo todo.

O esquecimento do copeiro- mor parece ter sido de propósito, na presciência divina, pois, no tempo certo, ele lembrou-se de José. Devemos aprender a esperar em Deus. Ele não se atrasa, nem se adianta.

 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lição Bíblicas 4º. Trimestre 1995- CPAD