19 de outubro de 2016

A Provisão de Deus no Monte do Sacrifício


A Provisão de Deus no Monte do Sacrifício



A Provisão de Deus no Monte do Sacrifício

 

TEXTO ÁUREO = "E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos." (Gn 22.8)

 

VERDADE PRÁTICA = A declaração de Abraão se cumpriu plenamente quando Cristo morreu na cruz para perdão dos nossos pecados.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Genesis 22: 1 – 3, 6-13

 

INTRODUÇÃO

 

O patriarca Abraão havia experimentado as mais ricas bênçãos no caminho da fé, mas Deus o submeteu a prova a fim de fazê-lo desfrutar bênçãos ainda maiores. Assim, Abraão viu-se envolvido em um comovente acontecimento que aponta o grande momento quando o Pai celestial entregou seu Filho pela salvação da humanidade. (SCR)

 

FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFICIO

 

Abraão foi escolhido por Deus para ser um grande povo, em cujo seio Cristo haveria de humilhar-se. Abraão, o pai da nação judaica, estava sendo preparado para servir de fundamento patriarcal para este povo. Ele havia trilhado o caminho da fé em estreita comunhão com Deus. e estava para ser submetido a uma grande prova de fé. (S D) O que Deus queria provar na vida de Abraão? Consideremos as seguintes virtudes:

 

a) O amor. "Até opera por caridade" (Gl 5.6). Deus queria provar se havia alguma coisa que Abraão amava mais do que a Deus, se Abraão de fato amava a Deus acima de qualquer coisa deste mundo.

 

b) A obediência. Obediência e fé devem andar perfeitamente entrelaçadas na vida do crente (Rm 1.5; At 5.32). Deus queria provar se Abraão estava disposto a obedecer em qualquer circunstância, mesmo quando tudo parecesse incerto. É oportuno lembrar que no inicio de sua caminhada, a obediência de Abraão era incompleta.

 

c) A fé. Deus queria provar a Abraão em sua fé, pedindo-lhe em sacrifício Isaque que era o próprio cumprimento da promessa. A obediência à ordem de Deus parecia que iria inviabilizar a concretização da promessa de fazer de Abraão um grande povo.


EM QUE CONSISTIU A PROVA

 

l. O sacrifício pedido. Deus pediu a Abraão que oferecesse seu filho Isaque em holocausto (Gn 22.3). Desse modo, Abraão deveria sacrificar a grande resposta de suas orações, aguardada por 25 anos! E Deus foi bem específico em seu pedido: "O teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas" (Gn 22.2). (SH)

 

2. A pronta obediência de Abraão. Nenhuma das provas exigidas a Abraão foi de fácil execução. Na primeira, teve que deixar parentes e amigos e seguir para uma terra que ele não conhecia. Não lhe deve ter sido agradável viver na terra da promissão entre os cananeus, presenciando seus pecados e, além disso, saber que a terra que degradavam lhes pertenceria ainda por muito tempo.

 

Como prova, ele teve ainda que separar-se do sobrinho Ló e mais tarde libertá-lo em luta desigual contra quatro reis, tendo apenas poucos homens consigo. Abraão tinha recebido a grande bênção da sua vida e depois, veio a prova. Não é difícil de acontecer isso: Deus provar o crente após dar-lhe uma grande bênção. Seu filho Isaque seria o exato objeto da prova. É notável a expressão com que começa o versículo 3:  Então (então, neste versículo, quer dizer.respeitando a ordem), se levantou Abraão pela manhã de madrugada... e foi ao lugar que Deus lhe dissera.

 

Não revelou a ninguém o que se passava; nem mesmo a Sara. Uma das maiores lições da Bíblia foi a maneira cautelosa como Abraão se preparou para essa penosa jornada. Ele não esqueceu nada. A atenção que damos às coisas necessárias para uma viagem agradável (roupas, sapatos, etc) foi o que Abraão fez naquela madrugada. Não esqueceu nada. Mal sabia ele que estava estabelecendo um dos mais gloriosos tipos bíblicos: O Calvário, onde o Pai haveria de permitir a violência contra o Amado Filho, e onde Ele nos santificaria pela oblação do seu corpo (Hb 10.10). Possivelmente Abraão recebeu esta ordem em uma visão à noite. E, logo, pela manhã, de madrugada preparou-se para realizar a viagem que Deus lhe ordenara, (Gn 22.3). Tomou consigo dois moços e a Isaque, seu filho, bem como lenha para o holocausto, e partiu rumo ao lugar do sacrifício (Gn 22.3). (SC)

 

3. O maior exemplo de fé. Chegou ao pé dó monte Moriá deixou aos moços e os animais, e subiu com Isaque ao monte. (SG)Isaque carregava a lenha, e Abraão o fogo e o cutelo. Isaque fez a seu pai a emocionante pergunta: "Mas onde está o carneiro do holocausto? Abraão respondeu: "Deus proverá para si o cordeiro do holocausto, meu filho" (Gn 22.7.8). Ao afastar-se Abraão dos dois moços que levara consigo, recomendou-lhes que ficassem afastados, pois ele e Isaque, após adorarem, voltariam. Não pode haver qualquer suspeição quanto a essa segurança, pois ele tinha uma promessa de Deus que haveria de cumprir-se no próprio Isaque. Diríamos que era mais do que uma promessa: Um concerto! Um concerto solene.

 

Dois pensamentos antagônicos martelavam a mente de Abraão naquele momento: Imolar o filho e descer do monte com ele. vivo como subira. Ainda que chegasse a atear fogo à lenha e que o corpo do rapaz se tomasse em cinzas, ele cria que, mesmo assim, das cinzas Deus o poderia ressuscitar. Diz a Bíblia: Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos e viu o lugar de longe. Mesmo crendo no poder de Deus, como não deve ter sido dura a caminhada de três dias. E que choque não deve ter vibrado todo o ser daquele pai, ao ver de longe o lugar onde iria descer o cutelo sobre o próprio filho. Tal fato lembra-nos os três dias em que o Pai Celestial permitiu que o Seu Filho Unigênito permanecesse sepultado no seio da terra. Na resposta de Abraão para o rapaz: "Deus proverá para si o cordeiro", Abraão, "Sem saber, alimentava uma verdade maravilhosa. Não só no episódio assim aconteceria, mas na plenitude dos tempos Deus enviaria o Cordeiro, o Seu Cordeiro.

 

4. O altar do sacrifício. Abraão edificou um altar, pôs a lenha em ordem, e preparou-se para sacrificar seu filho. Isaque, embora adulto, não ofereceu resistência. Mas quando Abraão estendeu a sua mão para imolar seu filho, o anjo do Senhor bradou: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada, porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho o teu único (Gn 22.10-12).

 

Abraão carregava fogo – Abraão carregava o fogo e o cutelo e mesmo sem carregar peso eles caminhavam juntos.  Irmão tenha calma com sua esposa com seus filhos e até com o irmão da igreja ande junto mesmo que você não esteja carregando peso ande junto isso mostra que você acredita na pessoa que esta ao lado. Mostra pra satanás que o peso da lenha não vai conseguir de parar.  Jesus ensinava na Igreja em Lucas 13.10 -E ali entrou uma mulher, possessa de um espírito de enfermidade, já havia dezoito anos que ela andava encurvada, não podia endireitar-se, essa mulher trazia dentro de si um demônio de enfermidade, quem nunca passou por um problema desses não pode imaginar a dor e o sofrimento dessa mulher.  

 

O diabo veio para matar, roubar e destruir, ele quer matar os sonhos das pessoas, roubas as bênçãos e destruir tudo o que puder.  Essa mulher sofria há dezoito anos, isso significa um longo período, imagine se essa mulher começou a enfrentar essa luta quando ela tinha dez anos, ela perdeu o melhor tempo de sua vida, sua adolescência, sua juventude, não pode estudar, nem namorar, nem viajar. Se ela tivesse vinte anos quando isso aconteceu, então ela não se casou, não pode ter filhos, não pode viver o sonho de toda mulher, não fez uma faculdade, não se divertiu.

 

Mas se foi depois dos quarenta, então ela poderia ter se casado, ter seus filhos, tendo um marido, como era a vida íntima dessa mulher com seu marido? Como ela podia cozinhar, lavar roupas, arrumar a cama, tomar banho, cuidar de seus filhos, pegar um ônibus, dançar, frequentar reuniões? Pois ela era encurvada, talvez de dando carregar lenha já pensou na vergonha do marido dela que poderia dela ajudado e não ajudou como assim Bispo a momentos no casamento que o marido é que tem que carregar a lenha.

Essa mulher tinha algo dentro dela que fazia ela ficar doente, ela era uma mulher torta, o trabalho de satanás é entortar as pessoas. Hoje eu carrego lenha mais vou subir levando fogo comigo. Lembre-se você não esta sozinho: A um do seu lado com o incensário na mão e o cutelo da justiça. Todo mundo diz que é muito pesado que você não vai conseguir mais ele diz a você filho (a)  você vai conseguir lembre-se que eu estou contigo.  

 

5. O cordeiro substituto. Abraão levantou seus olhos e viu um carneiro preso. no mato, pelas pontas. Então, tomou- o e ofereceu-o em lugar de Isaque (Gn 22.13). E chamou Abraão o nome daquele lugar: "O Senhor proverá" (Gn22.14).

 

6. Deus alcançou o seu objetivo. Ao submeter Abraão a essa tremenda prova Deus alcançou plenamente o seu objetivo pois constatou que:

 

• Abraão amava a Deus acima de tudo neste mundo?

• Abraão estava disposto a obedecer à risca qualquer ordem de Deus.

• Abraão possuía uma grande fé, pois cria que se Isaque tivesse de fato sido morto.

 

Deus o ressuscitaria. Deste modo, em figura, Abraão o recobrou. (Hb 11.18.19). O que Deus queria acima de tudo era a prova máxima da dedicação de Abraão. E assim foi. Ele mostrou com a ação (não com os lábios) inteira submissão a Deus; deixou evidente que amava e respeitava ao Senhor acima de tudo. até do seu único filho. Tal prova de obediência deve ter elevado muito a fé de Abraão, assim como sua consagração ao Senhor. No v. 11, está escrito que o anjo do Senhor bradou a Abraão desde os céus para evitar que a faca descesse sobre o pescoço de Isaque. Assim foi com Isaque, tipo de Jesus. Com o próprio Jesus, porém, não houve alternativa nem socorro, mas teve que beber até ao fim o cálice amargo. Jesus Cristo suportou sobre si o peso brutal das hostes infernais; suou sangue, mas caminhou sem vacilações para ser entregue nas mãos dos juízes perversos. Deus, por amor do Seu nome, por amor aos pecadores, ali não era possível suspender a ordem.

 

Para isso Ele viera: **Para desfazer as obras do Diabo" e "buscar o perdido*'. Teria a execução de Isaque algum valor sacrificial? Não! Ele poderia apenas morrer por causa dos seus próprios pecados, sem qualquer vantagem, nem mesmo para ele. na eternidade. Nenhum pecador poderá morrer para livrar-se dos seus pecados. É por isso que o sacrifício de Jesus tem valor: Porque ele não tinha pecado. Logo, o sacrifício de Isaque sob nenhum aspecto tinha o menor valor. Por que chamou Abraão aquele lugar de Jeová-Jiré (O Senhor proverá)? Ele teve ali uma nova experiência. Maravilhosa experiência. Reconheceu o plano da redenção. Pôde vislumbrar a ocasião futura quando a excelsa promessa da vinda do Redentor seria cumprida para a salvação de todos nós.

 

CONSEQUÊNCIAS IMEDIATAS DA OBEDIÊNCIA

 

1. O grande livramento. Eis a grande lição sobre o modo como Deus lida com seus servos. Só depois da obediência de Abraão. Deus enviou o livramento.

 

2. Promessas renovadas e ampliadas (Gn 22.16-19). Após ser provado, Abraão foi aprovado por Deus e teve por Ele as promessas renovadas e ampliadas. ;

 

3. Visão profética do Calvário. Jesus disse aos judeus: Abraão vosso pai. exultou por ver o meu dia. e viu-o. e alegrou-se" (Jo 8.56). Abraão em visão viu o sacrifício de Jesus, o qual era tipificado no sacrifício que ele próprio acabara de oferecer. Que bênção inexplicável!

 

O SACRIFÍCIO DE ISAQUE, UM SÍMBOLO DO SACRIFÍCIO DE JESUS

 

1. Abraão oferece Isaque em sacrifício. O sacrifício de Isaque foi um símbolo do sacrifício de Jesus, pois Deus deu seu Filho Unigênito em sacrifício pelos nossos pecados. Já antes da fundação do mundo o Pai havia elaborado o plano da salvação através de Seu Filho, e o Filho havia aceito essa missão (Ef 3.4-11; Ap 13.8).

 

2. Isaque sobe o Moriá. Isaque a caminho do Monte tipificava Jesus a caminho do Gólgota. Isaque sabia que seu pai ia oferecer um holocausto a Deus. mas não sabia que o sacrifício seria ele próprio. Jesus, porém, estava bem consciente do sofrimento que lhe esperava (Lc 12.49-50; Jo 12.21). O peso que dominava o coração de Abraão a caminho do supremo sacrifício simboliza o sentimento do Pai quando seu Filho foi preso e condenado. Contudo diz a Escritura: Deus estava em Cristo reconciliando consigo e mundo*' (2Co 5.19).

 

3. Isaque é colocado sobre-o altar. Consideremos a analogia: Isaque foi amarrado e colocado sobre o altar, mas não foi sacrificado. Jesus foi crucificado sem oferecer qualquer resistência. Enquanto seus carrascos pregavam seus pés e suas mãos no madeiro. Ele orava: 'Pai. perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Abraão levantou a sua mão para imolar Isaque, mas foi impedido pelo brado do anjo. No Gólgota não se ouviu a voz de qualquer anjo. Jesus sofreu a agonia da crucificação, e. em certo instante, exclamou: "Deus meu. Deus meu. por que me desamparaste?" (Mt 27.46). Todavia, aproximando-se o momento da morte. Jesus deu o brado da vitória: "ESTÁ CONSUMADO!" (Jo 19.30).

 

4. Isaque desceu do altar. Em Moriá o anjo de Deus se manifestou e deste modo livrou Isaque da morte. Jesus ficou na cruz até o fim, porém. Deus o ressuscitou. Por ocasião da morte de Jesus, houve também uma manifestação divina, pois o véu do templo se rasgou de alto a baixo, mostrando que a porta da salvação está aberta para todos.

 
Conclusão

 

Quando você acha que não tem mais jeito, que não tem mais saída, somos surpreendidos por Deus e por Sua fidelidade. O Cordeiro sempre aparece, parece que tudo está perdido, e aí Ele aparece. Você pode está dizendo: mas Bispo eu não estou vendo nada como Isaque, creia tão somente e você será alvo da provisão de Deus.                  O Cordeiro não chega atrasado, Ele chega na hora certa!

 

Lições Bíblicas 1º. Trimestre 1991 CPAD

 

 

A MAIOR PROVA DE ABRAÃO

 

TEXTO ÁUREO = “Pela fé ofereceu Abraão a Isa que quando foi provado” (Hb 11.17).

 

VERDADE PRÁTICA = A fé é a confiança absoluta na fidelidade de Deus.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - GÊNESIS 22.1-3,6-13

 

INTRODUÇÃO

 

Abraão tornou-se o maior exemplo de fé, a despeito dos deslizes anteriores em sua caminhada espiritual, no seu andar com Deus, pela fé. Houve altos e baixos em sua experiência de fé, mas a sua obediência a Deus foi o ponto forte em toda a sua vida, como lemos na lição em estudo (Hb 11.8).

 

Muitos crentes, não duvidamos, têm uma fé sólida e perseverante, mas por serem desobedientes à vontade do Senhor, não progridem na vida em geral. Agora, no capítulo 22 de Gênesis, Abraão, com mais de 100 anos de idade, defronta-se com a sua maior prova. Sim, a nossa fé é por Deus provada; não porque Ele não nos conheça, mas porque nós não nos conhecemos plenamente em todas as situações.

 

O DESAFIO DA FÉ

 

1. A prova suprema de Abraão (I Co 10.13). Abraão chegaria ao máximo de sua capacidade espiritual, emocional e intelectual para cumprir o desafio que Deus lhe fizera. Foi-lhe pedido algo impossível se levarmos em conta a lógica do propósito divino para sua vida. Deus lhe pediu em holocausto “o filho da promessa”.

 

Além da relação espiritual da existência desse filho, e a relação emocional familiar entre Abraão e Isaque e sua mãe, o patriarca não podia entender as razões da ordem de Deus.

Era como se o Eterno ordenasse a devolução de algo que havia dado a Abraão.

Era, de fato, uma prova que superava todas as demais experimentadas por Abraão.

 

Na infinita sabedoria divina, somos conduzidos, às vezes, ao limite de nossa resistência para aprendermos a confiar n poder de Deus. Quantas vezes confessamos nossas limitações e dizemos: “Não posso mais! Não agüento mais! Estou sem forças para reagir e prosseguir.” E, então, Deus entra em ação e ameniza o nosso sacrifício. Ele não deixa que nossas resistências desfaleçam sem que saibamos que Ele nos prova para que o conheçamos melhor.

 

2. O sentido da prova (Gn 22.1). A expressão do texto da Versão Revista e Corrigida: “tentou Deus a Abraão” é melhor traduzida por: “Pôs Deus Abraão à prova”. Isaque nasceu por uma ação miraculosa de Deus e sob a promessa de tornar-se uma grande nação. Agora Deus o pede em holocausto, como oferta de amor da parte de Abraão. Era, de fato, difícil entender os pensamentos do Todo-Poderoso. Era a mais dura prova de sua vida. Quando Deus tem um plano com alguém, Ele investe na pessoa e o prova plenamente.

 

3. As dimensões da prova. O que Deus queria provar na vida de Abraão? Pelo menos, destacam-se três virtudes em que Abraão seria provado.

 

a) O amor. A Bíblia diz na Epístola aos Gálatas que “a fé opera pelo amor” (Gn 5.6). Deus ia prová-lo naquilo que ele mais amava - seu filho, O amor pelo filho, Isaque, não podia ser maior que o amor a Deus.

 

b) A obediência. “E levantou- se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera” (Gn 22.3). Obediência e fé precisam andar entrelaçadas na vida do crente (Rm 1.5; At 5.32).

Deus queria comprovar se Abraão estaria disposto a obedecê-lo em quaisquer circunstâncias.

 

c) A fé. Quanto Abraão seria capaz de ceder para obedecer a Deus? Deus lhe pediu seu filho em holocausto (Gn 22.3), e Abraão seria capaz disso? Mesmo não compreendendo a mente de Deus acerca daquele holocausto, Abraão foi capaz de superar o teste da parte de Deus.

 

4. Qual é a prova máxima de nossa fé hoje? Não é fazer proezas em nome do Senhor, nem operar milagres, nem expulsar demônios das pessoas cativas. A prova máxima de nossa fé tem a ver com os nossos interesses pessoais. Devemos estar prontos a obedecer a Deus mesmo quando não compreendamos seus desígnios de imediato.

 

Abraão, mesmo tendo dificuldades para entender os desígnios de Deus para sua vida, não questionou, nem duvidou, nem contra-argumentou com Deus, apenas creu e obedeceu.Quando Deus nos prova quer nos tornar mais aptos para fazermos a sua vontade; quer corrigir nossos erros; quer endireitar nossas veredas; quer que sejamos mais santos e mais dedicados a Ele, em entrega e adoração.

 

CRISE DA FÉ

 

Abraão teve em toda a sua vida “altos e baixos” no exercício de sua fé. Essa vulnerabilidade é típica de nossa estrutura limitada para entender e viver as coisas espirituais. O Senhor conhece nossa estrutura e, diz o Salmista Davi, “e lembra que somos pó” (Sl 103.14).

 

1. A crise do ser e do fazer. Não foi difícil aceitar o desafio da fé quando Deus lhe pediu seu filho em holocausto. Abraão, depois do sim para Deus teria que relatar os fatos à sua esposa Sara. A grande verdade dessa experiência é que, às vezes, Deus permite certas crises em nossa vida para que descubramos sua grandeza e também a vulnerabilidade da nossa estrutura.

 

2. Abraão decidiu obedecer a Deus (Gn 22.4-8; Hb 11.16-19). Ao chegar próximo do lugar que Deus lhe indicara, Abraão teve de enfrentar a dificuldade maior: ir ao lugar do sacrifício somente ele e seu filho, Isaque. Abraão só revelou ao filho o pedido que Deus lhe fizera quando chegou ao local do sacrifício.

 

Não deve ter sido fácil para Isaque, um jovem adolescente, cheio de vida e sonhos, ouvir do próprio pai que Deus lhe pedira em holocausto. O velho pai falou ao filho acerca de seu amor e da dor do seu coração, mas não podia deixar de obedecer a Deus. Isaque entendeu o coração do pai e nada questionou; não relutou entregar-se para o sacrifício. Estaríamos nós em condições de obedecer a Deus em detrimento de nossos próprios sonhos e das coisas que mais amamos?

 

A PROVA E A COMPENSAÇÃO DA FÉ

 

1. A fé manifesta-se na obediência (Gn 22.9-14). Obedecer a Deus contraria a natureza rebelde de nossa pecaminosidade. Abraão venceu a si mesmo, e entendeu que obedecer a Deus resulta em garantia da provisão de Deus (Gn 22.8).

 

Certa feita o juiz e sacerdote Samuel teve de declarar ao desobediente rei Saul que: “obedecer é melhor que sacrificar” (I Sm 15.22).

 

O caminho da obediência é sempre mais difícil, mas não impossível. Nossa fé alcançará êxito pleno se deixarmos que ela prevaleça sobre nossa própria vontade.Juntamente com seu filho preparou o altar, pedra por pedra. Dispuseram a lenha sobre o altar, e Abraão não pôde mais esconder o segredo do seu coração ao filho. Contou-lhe o pedido de Deus, e Isaque entregou-se submisso ao pai. Uma figura de um drama sublime e superno que milhares de anos depois ocorreriam no Calvário com o Cordeiro de Deus que tira o pecado do inundo - Jesus.

 

2. O ápice da resistência humana de Abraão. Abraão entendeu que “Deus não é homem, para que minta” (Nm 23.19), por isso confiou o seu futuro ao Senhor, e a fé no seu coração deu-lhe a certeza de que “aquele que tira a vida, também, a dá” (I Sm 2.6).

 

Até então nunca Deus pedira sacrifício humano e tudo agora parecia contrariar princípios estabelecidos pelo próprio Deus. Sacrificavam-se animais, nunca pessoas. Na verdade, Deus conduziu Abraão ao limiar de sua resistência.

 

3. Outras experiências da parte de Deus. Quem não se lembra dos três jovens hebreus desafiados por um rei pagão, na Babilônia, de que seriam lançados na fornalha ardente se não adorassem o ídolo real? Notemos isto:Deus não impediu que fossem lançados na fornalha, mas os guardou dentro dela (Dn 3.11-26).

 

Há provas que não conseguimos evitar, mas certamente Deus as permite para que possamos glorificar o seu nome e termos uma maior demonstração de sua fidelidade.

 

4. A cena de Moriá prefigura o Calvário. Abraão levantou o cutelo para imo1ar o filho, mas o anjo do Senhor bradou dos céus e não deixou que o fizesse. Um cordeiro, preso pelos chifres num galho, foi à provisão de Deus para que Abraão lhe provasse que acreditava nEle.

 

Há uma tipologia que vislumbra o que Deus fez por toda a humanidade. O Monte Moriá tipifica o Calvário; o altar de sacrifícios tipifica a cruz levantada, em que Jesus Cristo foi crucificado; Abraão, o pai, tipifica a Deus Pai que nos deu seu Filho unigênito para ser o Cordeiro de nossa expiação (Jo 3.16; Rm 5.8).

 

CONCLUSÃO

 

Aprendemos nesta lição que a verdadeira fé liberta-nos do apego às coisas desta vida e faz-nos obedientes a Deus e à sua Palavra. Aprendemos, também, que Deus pode permitir certas provas para que saibamos que Ele, acima de tudo e de todas as circunstancias, é fiel e verdadeiro.

 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 

Lições bíblicas CPAD 2002

 

 

 

12 de outubro de 2016

ABRAÃO, A ESPERANÇA DO PAI DA FÉ


 ABRAÃO, A ESPERANÇA DO PAI DA FÉ
 
 

4º TRIMESTRE 2016 (Gn 12.1-10)

 

TEXTO ÁUREO = Pela fé, Abraão, sendo chamado,  obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia." (Hb 11.8)

VERDADE PRÁTICA = A fé que Abraão tinha em Deus fez com que ele vencesse todos os obstáculos em sua caminhada.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Gênesis 12. 1-10

Introdução


Abrão nasceu quando seu pai estava em Ur dos Caldeus (Gn 11.27,28). Essa cidade antiga ficava cerca de 160 km a sudeste da cidade de Babilônia, e perto do rio Eufrates, na região chamada Iraque. “Sin” o deus-lua, era o deus padroeiro dessa cidade. Tinha uma grande movimentação turística e comercial e constituía-se num importante complexo de atividades da Suméria. Provavelmente Abrão nasceu no ano de 2166 a.C..

O nome primeiro de Abrão (Gn 11.26) significa: “pai elevado”, ou “pai das alturas”.

Posteriormente, depois de uma aliança feita com Deus, seu nome passou a ser Abraão, que significa: “pai fecundo” ou “pai de uma multidão”. Este último nome dado por Deus ao patriarca era profético, pois, no tempo certo, ele haveria de ser o pai de uma numerosa multidão (Gn 17.5,6).

 

Abraão era filho de Terá, o décimo na linhagem depois de sem, portanto, ele era um semita. A Escritura diz que enquanto os cananeus filhos de Cam receberam a maldição de Deus, os filhos de Sem tornaram-se ancestral do povo de Deus e encabeçaram a genealogia que introduziu Terá, o pai de Abraão (Gn 11.10-32) mencionado na genealogia de Jesus (Lc 3.36).

 

Abraão havia casado com uma mulher chamada Sarai. A Bíblia diz que ela era estéril (Gn 11.30). Na ocasião em que Deus mudou o nome de Abraão, também mudou o nome de sua esposa, que ao invés de Sarai, agora seria chamada Sara, que significa: “princesa” (Gn 17.15).

 

I – CHAMADA DE ABRAÃO

 

A chamada de Abraão conforme a narrativa de Gênesis 12, dá início a um novo capitulo na revelação do AT sobre o proposito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de Deus era que houvesse um homem que conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos.

 

·         Gn 18.19 - Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.

 

De vital importância na chamada de Abraão foi o propósito de Deus para que ele fosse um líder espiritual em sua casa e ensinasse a seus filhos o caminho do Senhor. Com a chamada de Abraão, Deus estabeleceu o pai como o responsável na familia para ensinar os filhos “para guardarem o caminho do Senhor, e para agirem com justiça e juízo”.

A Bíblia em Gn 11.27, começa a história de uma única familia escolhida por Deus, para por ela trazer a redenção da raça humana.

 

A renúncia Gn 12.1

 

ü  Sua pátria, ...Sai-te da tua terra;

ü  Seu povo e e seus familiares, ...da tua parentela e da casa de teu pai;

 

Não foi fácil para Abraão sair de sua terra, de sua parentela e da casa do seu pai. Na verdade apesar da exigência divina de lhe pedir tal renúncia, ele levou consigo seu pai e também seu sobrinho (Gn 11.31; At 7.2-4). No caminho, seu pai faleceu e seu sobrinho lhe trouxe grandes problemas (Gn 11.32; 13.7; 14.12-14). Abraão aprendeu que não é bom caminhar com aquilo que Deus pede para nos desvencilharmos (Mt 10.37; 16.24,25).

 

A Orientação Divina

 

ü  ...para a terra que eu te mostrarei Gn 12.1. Abraão não sabia para onde ir, aprendeu a confiar em Deus, “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia Hb 11.8”.

 

A separação de sua pátria, de seu povo e de seus familiares (12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, Deus estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o proposito divino na deles.

 

II - ABRAÃO E AS DIFICULDADES QUE ENFRENTOU

 

Abraão recebeu um chamado divino e ele correspondeu a esta convocação de sair de sua terra e ir para uma terra que Deus lhe mostraria (Gn 12.1-4). Todavia, apesar de renunciar o que Deus havia lhe pedido e sair rumo a Sua vontade, o patriarca enfrentou diversas dificuldades. Vejamos algumas delas:

 

A terra prometida estava ocupada (Gn 12.5,6; 28.1).

 

A primeira grande dificuldade com a qual Abraão se deparou foi o fato de que a terra para onde Deus o dirigiu para habitar já estava ocupada. Ele estava como estrangeiro e peregrino, viajando de um lugar para outro. Nunca foi dono de um metro quadrado de terra, a não ser o local de sua sepultura, pois os cananeus eram os senhores daquela terra. Por certo eles não facilitariam a vida de Abraão e sua gente. Acrescenta-se ainda que seus costumes eram estranhos ao comportamento santo que Deus exigia do patriarca (Gn 17.1; 24.3). Portanto, para o crente Abraão viver neste ambiente hostil era um grande desafio. Nesta dificuldade, o patriarca ergueu o altar e invocou o Senhor (Gn 12.7,8) e esperou no Senhor quanto a promessa da terra que sua semente herdaria (Gn 13.14-17).

 

A terra prometida estava em crise (Gn 12.10).

 

A segunda dificuldade que Abraão enfrentou naquela terra foi a fome. A terra da promessa, Canaã, era uma região que estava passando por escassez, o que aparentemente não correspondia ao que Deus prometeu. Não havia quase nada para a subsistência do seu povo nem para os animais. Não foi fácil para Abraão sair de uma rica e próspera cidade, atendendo ao chamado divino que lhes fez grandes promessas e agora de forma paradoxal estar numa cidade em crise. Será que ele tinha fé para acreditar que Deus estava guiando a sua história? A atitude de ir ao Egito mostrou que não. Precisamos confiar em Deus em meio as crises e não procurarmos aparentes saídas das provações a que fomos submetidos. Assim como Abraão, somos peregrinos e forasteiros neste mundo e nessa peregrinação passamos por muitas provações (I Pe 2.11). Um autêntico servo de Deus não está livre de turbulências (Tg 1.3). Podemos ser contristados pelas dificuldades (I Pe 1.6), mas devemos ter em mente que o Senhor livra os piedosos (2 Pe 2.9).

 

A estrada da maturidade da fé é um teste constante, no qual as pressões da vida cooperam em forma de “provações” (Tg 1.2), as quais quando enfrentadas com fé e perseverança, nos tornam “maduros e completos” (Tg 1.4). Deus permite circunstâncias adversas a fim de que aprendamos algumas lições. Eis algumas lições que Abraão aprendeu:

 

·         Aprendeu renunciar (Gn 12.1-3).

 

·         Não foi fácil para Abraão sair de sua terra, de sua parentela e da casa do seu pai. Na verdade apesar da exigência divina de lhe pedir tal renúncia, ele levou consigo seu pai e também seu sobrinho (Gn 11.31; At 7.2-4). No caminho, seu pai faleceu e seu sobrinho lhe trouxe grandes problemas (Gn 11.32; 13.7; 14.12-4). Abraão aprendeu que não é bom caminhar com aquilo que Deus pede para nos desvencilharmos (Mt 10.37; 16.24,25).

·         Aprendeu a depender (Gn 12.10-20).

 

Ao chegar na terra que por Deus foi mostrada e nela encontrar dificuldades, Abraão deveria buscar a Deus sobre como deveria agir nessa situação. Na verdade, a sua própria voz falou mais alto e ele desceu ao Egito afim de garantir sua sobrevivência. Esta descida quase resultou num grande desastre familiar, senão fosse a intervenção divina. Abraão reconheceu que agiu precipitadamente e saiu do Egito retornando para o lugar que Deus lhe dissera (Gn 13.1-4). É melhor estar na dificuldade com Deus do que na facilidade fora da vontade divina (I Pe 3.17).

 

·         Aprendeu a confiar (Gn 16.1-16).

 

Deus já havia prometido que daria um filho a Abraão com a sua esposa Sara (Gn12.2; 15.4), no entanto, entre a promessa e o cumprimento, o casal resolveu tomar um atalho (Gn 16.1-4). As consequências de tal atitude foram desastrosas, trazendo amargura dentro lar (Gn 16.4,5; 21.9). O casal aprendeu na prática que, confiar na promessa de Deus é melhor, pois traz satisfação e alegria (Gn 21.1-6).

 

·         Aprendeu a amar (Gn 22.1-18).

 

Abraão precisava aprender que o relacionamento com Deus não deve ser mercantil,ou seja, obediência em troca de favores, senão obediência por amor. Para ensinar isso, Deus lhe pediu em sacrifício o seu único filho (Gn 12.4; 21.5; 22.1). O patriarca não hesitou em atender a voz divina, levando o seu filho para o monte a fim de ser sacrificado (Gn 22.3). Lá experimentou a providência divina que, enviou-lhe um carneiro a fim de poupar Isaque (Gn 22.13). Abraão aprendera que embora ame algo ou alguém, este amor deve estar sempre abaixo do amor que deve ser tributado a Deus que é a nossa prioridade (Gn 22.11,12,16; Dt 6.5; Mc 12.30).

 

III - A PROMESSA DE DEUS NA VIDA DE ABRAÃO E SEUS DESCENDENTES

ü  Gn 12.2,3 - E far-te-ei uma grande nação, abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Deus prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através de seus descendentes e uma benção que alcançaria todas as nações da terra. O NT ensina claramente que a última parte da promessa se cumpre na proclamação missionaria do evangelho de Cristo.

Desde os primórdios da raça humana, o propósito de evangelho era abençoar todas as nações com a salvação. Deus está agora realizando seu propósito através de Jesus e seu povo fiel. A promessa da redenção foi confirmada a Abraão, a Isaque seu filho como, a muitos que posteriormente permearam essa terra.

 

Por Abraão possuímos uma fé em Deus, expressada pela obediência.

  • Gn 15.5 - Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência.
  • Rm 4.1-5 - Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.

  • Rm 4. 16-24 - Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito:

Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, nào atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. Assim isso lhe foi também imputado como justiça. Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor.

  • At 3.25 - Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.

·         Gl 3.8 - Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.

 

Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, bem como uma pátria celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o proprio Deus.

A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com Deus em justiça, alegria e paz.

 

·         Hb 11.9,10 - Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.

·         Hb 11.14 – 16 - Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.
E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.
Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

 

Conclusão

 

Abraão venceu pela fé. Recebeu o chamado de Deus, obedeceu e apesar das dificuldades permaneceu confiante crendo no invisível. Sabia ele que o melhor estava por vir. De igual modo, nós tambem recebemos de Deus maravilhosas promessas, mas precisamos usar nossa fé para vencermos as crises que irão se por a nossa frente. Somente a fé nos fará vencer e esperar inteiramente em Deus o cumprimento de suas promessas.

 

Referencias

 

CABRAL, Elienai. Abraão: as experiências de nosso pai na fé. CPAD.

HOFF, Paul. O Penteteuco. VIDA.

GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

 

Elaboração pelo Pb. Mickel Souza

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS