4 de setembro de 2013

A ALEGRIA DO SALVO EM CRISTO



A ALEGRIA DO SALVO EM CRISTO

TEXTO ÁUREO = “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

VERDADE PRÁTICA = Em tempos trabalhosos e difíceis, somente a alegria do Senhor pode apaziguar a nossa alma:

LEITURA BIBLICA = FILIPENSES 4: 1-7

INTRODUÇÃO

EXORTAÇÃO PERSISTENTE 

Levando em conta o exemplo e a exaltação analisados em 3.17-21, Paulo passa a fazer uma exortação firme, mas afetuosa. O primeiro versículo deve, provavelmente, ser incluído no capítulo anterior. Paulo se gloria nos crentes filipenses: Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa (1). Ele os aceita como irmãos em Cristo a despeito das realizações espirituais, diferenças de dons e níveis de graça que cada um alcançou. Junto com esta relação fraterna há o amor fraterno, expresso nas palavras carinhosas amados e mui queridos. O termo grego epipothetoi (mui queridos) não ocorre em outro lugar do Novo Testamento; denota a comunhão especial que existia entre Paulo e os crentes fihipenses. Os seus convertidos em Filipos serão a sua coroa, a grinalda de vitória ao término da corrida cristã (cf. 1 Co 9.25; 1 Ts 2.19), ou a sua coroa na festa final no último dia de recompensa (cf. 2.16). Ele exorta: Estai assim firmes no Senhor. No capítulo precedente, o apóstolo usa a metáfora da corrida.

Agora, ele emprega uma expressão militar: estai (stekete; “permanecei”, BAB, BJ, RÃ) como soldado no meio da batalha (cf. Ef 6.10-18). Quanto ao amor e obras, os crentes filipenses sempre têm de estar avançando. No que tange à fé e fidelidade, eles têm de permanecer imóveis, Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor (2). Numerosas explicações são dadas acerca de quem eram estas pessoas. Há a sugestão de que são meros nomes que representam grupos adversários, mas os nomes não estão em oposição um ao outro. Evódia quer dizer “próspera” ou “fragrância doce”; Síntique quer dizer “afável” ou “afortunada”. Tendo em vista a referência: Essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho (3), é provável que estas sejam duas pessoas reais.

Neste caso, podem ser duas das “mulheres que [...] se ajuntaram [...] [à] beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração” (At 16.13), no início da igreja em Filipos. Considerando que Paulo normalmente não permitia que as mulheres pregassem (1 Tm 2.12), é provável que fossem diaconisas. Há a possibilidade de as duas estarem em pro cesso judicial uma com a outra. Seja qual tenha sido a dificuldade, Paulo as admoesta:Sintam o mesmo no Senhor (2). O termo grego phroneo (sintam) é usado em 1.7; 2.2,5; 3.15,16; 4.2,10.
Apalavra significa mais que sentir; trata-se de uma disposição de espírito. Paulo está exigindo uma unidade moral, independente de diferenças intelectuais que possam ter. A expressão no Senhor indica que fora dele não há como haver unidade. Não podemos amar as pessoas sem amar Deus.

E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes (3). Certos intérpretes entendem que Synzygos (companheiro) é nome próprio (cf. BJ; nota de rodapé da NVI), fazendo um jogo de palavras semelhante a Onésimo (“útil”) em Filemom 11. Seja como for, este companheiro, o qual alguns imaginam ser Silas, tinha de ser pacificador (cf. Mt 5.9). Não sabemos quem era Clemente, embora a sugestão comum seja Clemente de Roma. Considerando que as mulheres trabalharam com ele e com Paulo, tratava-se de alguém bem conhecido pela congregação. O livro da vida era expressão judaica por vezes usada para descrever o rol de um exército. Estas pessoas são membros do exército do Senhor e têm batalhado com Paulo contra um inimigo comum. Por esta razão, os seus nomes estão escritos no livro da vida de Deus — o rol dos remidos.

Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos (4; cf. Si 37.4; 1 Ts 5.16). Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor (5). O termo grego epieikes, eqüidade, descreve restrição de paixões, sobriedade ou aquilo que é apropriado. Pode significar boa disposição para com as pessoas (cf. Rm 14). Em 1 Timóteo 3.3 e Tito 3.2, a palavra é usada com um adjetivo que significa “não propenso a brigar”. A idéia é de ser tolerante, não insistindo em direitos próprios, mas agindo com consideração uns com os outros.’ Em questões que sejam dispensáveis, os crentes filipenses não devem ir a extremos, mas evitar o fanatismo e a hostilidade, julgando uns aos outros com indulgência. Perto está o Senhor pode ser aviso que a igreja primitiva costumava usar. Neste caso, Paulo está dizendo: “Qual é o propósito das rivalidades? Sede tolerantes uns com os outros para que Deus seja tolerante convosco quando o Senhor vier”. A frase também era entendida como promessa da proximidade do Senhor, e interpretada com relação ao versículo seguinte.

Não estejais inquietos (“ansiosos”, AEC, BAB, NVI, RÃ) por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças (6). Embora possamos planejar o futuro (1 Tm 5.8), não devemos ficar ansiosos quanto a nada (Mt 6.25). O segredo desta qualidade de vida é a oração e as súplicas. “Cuidado e oração [...] são mais opostos entre si que fogo e água.” Oração é geral e baseia-se nas promessas divinas, envolvendo devoção ou adoração. Súplicas são rogos especiais em tempos de necessidade pessoal e apelam para a misericórdia de Deus. Tomam fôlego com ação de graças por cada acontecimento, quer de prosperidade quer de aflição. O crente ora por perdão (isso é promessa); ele suplica pela recuperação do seu filho (isso é misericórdia que excede os limites da graça). Estas petições devem ser conhecidas diante de Deus (pros ton theon; melhor: “na presença de Deus”).

Aqui, talvez, haja a sutil lembrança da presença contínua de Deus. Em vista dos conflitos em Filipos, é provável que Paulo esteja dizendo: “Quando as pessoas não vos tratarem amavelmente, orai. Em vez de ficardes ansiosos acerca disso, fazei a situação conhecida a Deus.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus (7). A ação de graças e a paz estão juntas (cf. Cl 3.15). Mesmo que o crente não obtenha tudo que pede, a paz de Deus guarda o coração, que é onde está a vontade. Não é o coração que guarda a paz de Deus. O termo guardará é metáfora militar. A paz de Deus manterá guarda nos crentes filipenses, mesmo que Filipos esteja guardada por uma guarnição romana. Esta paz protetora “ultrapassa a compreensão humana” (CH; cf. BAB), ou é superior a toda antecipação ansiosa (cf. Is 26.3; J0 14.27).” A expressão em Cristo Jesus (que foi traduzida literalmente) sugere que o crente não pode ser guardado fora de Cristo.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro (em pensamento, disposição e ação), honesto (sincero ou digno de honra), justo (certo em qualquer situação; cf. “certo”, BAB; “correto”, NTLH, NVI), puro (casto, como em 1 Tm 5.2, mas tb. a pureza doméstica em geral), amável (“agradável”  [NTLH], inspirador ou digno de ser amado), boa fama (encantador atraente ou relatado com a melhor construção); se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (8). A virtude era de importância central no vocabulário grego da ética. Lightfoot interpreta que Paulo está dizendo: “Qualquer valor que resida em vossa velha [pré-cristã] concepção de virtude”, mantende-a. Mas o apóstolo dá aos filipenses mais que assuntos para meditação. Ele exige ação obediente e se coloca, de novo, como padrão: O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco (9). No versículo 7, ele descreve a paz de Deus; aqui, ele promete o Deus de paz ou “o Deus que dá a paz” (cf. NTLH; cf. tb. 1 Ts 5.23; Hb 13.20).

Nos versículos 4 a 9, identificamos certos elementos de “A Paz de Deus”. 1) A restrição com alegria, 4,5; 2) O privilégio de levar a Deus pedidos livres de ansiedade, 6; 3) O deleite no que é salutar, 8; 4) O senso de proximidade de Deus.

COMPLEMENTO DO LIVBRO MATTHEW HENRY = Comentário Bíblico Novo Testamento 
Edição Completa

Várias Exortações - vv. 1-9

O apóstolo inicia o capítulo com exortações sobre alguns deveres cristãos.
Para que permaneçam firmes na profissão cristã (v. 1). Infere-se isso da conclusão do capítulo anterior: Portanto, estai firmes etc. Sabendo que a nossa cidade está nos céus e que esperamos que o Salvador venha de lá e nos busque, portanto, estejamos firmes.

Observe: A esperança e perspectiva confiante da vida eterna deveriam motivar-nos a estar firmes, constantes e resolutos em nossa caminhada cristã. Observe aqui:

1. As saudações são muito afetuosas: “. . . meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa”; e novamente: “. . amados”. Assim ele expressa a satisfação que sentia por eles e a bondade que tinha por eles, para transmitir suas exortações com tanto carinho. Ele os tinha como irmãos, embora fosse um grande apóstolo. Todos nós somos irmãos (veja Mt 23.8). Existe diferença entre dons, graças e realizações, no entanto, sendo renovados pelo mesmo Espírito, conforme a mesma imagem, somos irmãos; como filhos dos mesmos pais, embora diferentes em idade, estatura e aparência. Pelo fato de serem irmãos: (1) Ele os amava, e os amava muito: amados e mui queridos; e novamente: amados. A afeição cordial deve ser o sentimento entre ministros e cristãos. O amor fraternal sempre deve vir junto com o relacionamento fraternal. (2) Ele os amava e tinha saudades deles; ele ansiava vê-los, ouvir deles e desejava o bem-estar deles.

Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo (cap. 1.8). (3) Ele os amava e se regozijava neles. Eles eram sua alegria; ele não tinha alegria maior do que ouvir acerca da saúde e prosperidade espiritual deles. “Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade” (2 Jo 4; 3 Jo 4). (4) Ele os amava e se gloriava neles. Eles eram sua coroa e sua alegria. Paulo estava muito orgulhoso e satisfeito com as evidências da sinceridade da fé e obediência deles. Tudo isso era para preparar o caminho para um respeito ainda maior.

2. A exortação em si: “... estai assim firmes no Senhor”. Por estarem em Cristo, eles precisam estar firmes nele, ser constantes e resolutos na caminhada com Ele, e íntimos dele e firmes até o fim. Ou, estai firmes no Senhor significa estar firmes na sua força e dependentes da sua graça, não confiando em nós mesmos e dispostos a renunciar a qualquer suficiência da nossa parte.

Devemos fortalecer-nos “. .no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). “Portanto, estejam firmes, como têm feito até aqui; estejam firmes até o fim, porque vocês são meus amados e minha alegria e coroa. Estejam firmes, como aqueles em cujo bem-estar e perseverança estou tão intimamente interessado.”

Ele os exorta à unanimidade e ajuda mútua (vv. 2,3): “Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor”. Isso é dirigido a algumas pessoas específicas. As vezes, existe a necessidade de aplicar os preceitos gerais do evangelho a pessoas e casos particulares. Parece que Evódia e Síntique tinham uma divergência entre si ou com a igreja; é possível que isso tenha ocorrido em virtude de um motivo civil (pode ser que estivessem envolvidos em um processo judicial) ou por causa de um motivo religioso — é possível que tivessem opiniões ou sentimentos diferentes.

“Rogo”, diz ele, “que tenham o mesmo sentimento no Senhor, para manter a paz e viver em amor que tenham o mesmo sentimento uma com a outra, não contrariando e contestando, e que tenham o mesmo sentimento com o restante da igreja, não agindo de forma hostil com eles”. Então, ele exorta à ajuda mútua (v. 3), e essa exortação ele dirige a pessoas especificas: “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro”. Não se sabe quem é essa pessoa que ele chama de verdadeiro companheiro. Alguns pensam ser Epafrodito, que parece ter sido um dos pastores da igreja dos filipenses.

Outros acreditam que era alguma senhora bondosa, talvez a esposa de Paulo, porque ele exorta seu verdadeiro companheiro a que “... ajudes essas mulheres que trabalharam comigo”. Quem quer que tenha sido o verdadeiro companheiro do apóstolo, essa pessoa também precisa ser um verdadeiro companheiro dos seus amigos. Parece que havia mulheres que trabalhavam com Paulo no evangelho; não no ministério público (porque o apóstolo proibe expressamente isso: “Não permito, porém, que a mulher ensine”, 1 Tm 2.12), mas em acolher os ministros, visitar os doentes, instruir os não-instruidos e convencer os que estavam errados. Dessa forma, as mulheres podem ser úteis aos ministros na obra do evangelho.

Agora, diz o apóstolo, ajuda essas mulheres. Aqueles que ajudam os outros devem ser ajudados quando necessário. “Ajudem-nas, isto é, unam-se a elas, fortaleçam suas mãos, animem-nas em suas dificuldades”. “... com Clemente, e com os outros cooperadores”. Paulo amava te- dos os seus cooperadores; e, como tinha experimentado o beneficio da ajuda deles, deixa claro que eles também sentiriam o conforto de ter a ajuda de outros. Ele diz o seguinte a respeito dos seus cooperadores: “cujos nomes estão no livro da vid”; ou, então, eles eram escolhidos de Deus desde a eternidade, ou registrados e inscritos na corporação e sociedade a quem o privilégio da vida eterna pertence, aludindo aos costumes entre os judeus e gentios de registrar os habitantes ou os homens livres da cidade.

Assim lemos que os nomes deles estão escritos nos céus (Lc 10.20), e que o Senhor não riscará os seus nomes do livro da vida (Ap 3.5), e que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (Ap 21.27). Observe: Existe, de fato, um livro da vida; há nomes nesse livro e não somente figuras e condições. Não podemos examinar aquele livro ou conhecer os nomes que estão escritos lá; mas podemos concluir que aqueles que trabalharam no evangelho, e são fiéis aos interesses de Cristo e das almas, têm seus nomes escritos no livro da vida.

Ele exorta à alegria e ao deleite santo em Deus: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (v. 4). Toda nossa alegria deve culminar em Deus; e nossos pensamentos de Deus devem ser pensamentos agradáveis. “multiplicando-se dentro de mim os meus cuidados (pensamentos dolorosos e aflitivos), as tuas consolações reanimaram a minha alma” (Sl 94.19), e a “minha meditação a seu respeito será suave” (Sl 104.34).

Observe: E nosso dever e privilégio regozijar-nos em Deus e regozijar-nos nele sempre; em todos os momentos e em todas as condições; mesmo quando sofremos por Ele ou somos afligidos por Ele. Não devemos pensar o pior dele por causa dos sofrimentos que passamos no seu serviço. Há bastante em Deus para nos suprir de alegria nas piores circunstâncias na terra. Ele havia dito isso antes (cap. 3.1): “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor”. Aqui ele repete o que havia dito anteriormente: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai -vos”. A alegria em Deus é um dever de grande conseqüência na vida cristã; e os cristãos precisam ser relembrados disso. Se pessoas íntegras não vivem em constante festa, o problema é com elas.

Somos exortados a ser sinceros e bondosos e a ter equilíbrio espiritual em relação aos nossos irmãos: “Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens” (v. 5). “Em situações neutras, não corram para os extremos; evitem a intolerância e a animosidade; sejam caridosos uns com os outros”. A palavra to epieikes significa uma boa disposição em relação a outros homens; e essa moderação é explicada (Rm 14). Alguns entendem tratar-se de suportar com paciência as aflições ou do desfrutar sóbrio de bens materiais; e assim há uma concordância com o versículo seguinte. A justificação é: “Perto está o Senhor”. A consideração da vinda próxima do nosso Mestre, e a nossa prestação de contas final, deveria guardar-nos de atacar nossos irmãos em Cristo, animar-nos nos sofrimentos presentes e moderar nossa paixão em relação às coisas exteriores. “Ele tomará vingança contra seus inimigos e recompensará sua paciência”

Advertência contra preocupações desconcertantes e inquietadoras (v. 6): “Não estejais inquietos por coisa alguma” — meden merimnate. Este mesmo pensamento é encontrado em Mateus 6.25: “...não andeis cuidadosos quanto à vossa vida”; isto é, evitai a inquietação ansiosa e pensamentos perturbadores nas necessidades e dificuldades da vida. Observe: O dever e interesse dos cristãos é viver sem ansiedade e preocupação.

Existe uma inquietação diligente que é nosso dever, e ela consiste em uma prevenção sábia e uma preocupação devida; mas existe uma inquietação desconfiada e receosa que se torna pecado e insensatez, e que somente desconcerta e distrai a mente. “Não estejais inquietos por coisa alguma, para que em vossa inquietude não desconfieis de Deus e vos tomeis desqualificados para o seu serviço”.

Como um antídoto soberano contra a inquietação desconcertante ele recomenda a oração constante: antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças”. Observe: 1. Devemos não somente manter períodos de oração fixos, mas orar em cada situação critica que aparece: em tudo... pela oração.

Quando alguma coisa oprime o nosso espírito, devemos aliviar ou tranqüilizar a nossa mente pela oração; quando nossos afazeres estão confusos ou complicados, precisamos buscar direção e apoio. 2. Devemos acrescentar ações de graças às nossas orações e súplicas.
Não devemos buscar apenas posses e bens, mas ter um suprimento de misericórdia em nossa vida. O reconhecimento agradecido daquilo que temos indica uma disposição mental correta e será decisivo para bênçãos posteriores. 3. Orar significa oferecer nossos desejos a Deus e fazê-los conhecidos a Ele: “... as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus”. Não que seja necessário para Deus que contemos as nossas necessidades ou desejos a Ele, porque Ele as conhece melhor do que nós: mas Ele deseja ouvi-los da nossa boca; dessa forma, mostramos nossa preocupação e interesse e expressamos nossa estima pela misericórdia dele e mostramos a nossa dependência dele. 4. O efeito disso será que a “. paz de Deus.., guardará os vossos corações” (v. 7).

A paz de Deus, isto é, a percepção confortável da nossa reconciliação com Deus, o beneficio do seu favor; o favor da bem-aventurança celestial e o desfrutar de Deus na vida futura, “...que excede todo o entendimento”, é um bem maior que não pode ser suficientemente valorizado e devidamente expressado. “Não subiu ao coração do homem” (1 Co 2.9). Essa paz guardará os nossos corações e os nossos sentimentos em Cristo Jesus; ela nos guardará de pecar nas dificuldades e de afundar diante delas. Essa paz nos manterá calmos e serenos, sem aflição e com uma satisfação interior. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti” (Is 26.8).

Somos exortados a receber e manter um bom nome, um nome para coisas boas com Deus e com pessoas de bem: “...tudo o que é verdadeiro e honesto” (v. 8), uma consideração pela verdade em nossas palavras e obrigações, e pela decência e conveniência em nosso comportamento, apropriados às nossas circunstâncias e condição de vida. Tudo o que é justo e puro de acordo com as regras de justiça e retidão em todos os nossos procedimentos com as pessoas, e sem a impureza ou mistura de pecado.

Tudo que é amável, tudo o que é de boa fama, isto é, tudo que é afável; que nos tornará amáveis e bem considerados pelos outros. “... se há alguma virtude, e se há algum louvor” — qualquer coisa realmente virtuosa e digna de louvor. Observe: 1. O apóstolo queria que os cristãos aprendessem qualquer coisa que fosse boa dos seus vizinhos pagãos: “Se há alguma virtude, nisso pensai — imitai-os naquilo que é verdadeiramente excelente entre eles e não permitais que vos sobrepujem em qualquer instância de bondade”. Não deveríamos estar envergonhados em aprender alguma coisa boa de pessoas más, ou daqueles que não têm as nossas vantagens. 2. A virtude tem seu louvor, e continuará tendo.

Deveríamos andarem todos os caminhos da virtude e permanecer nela; e, então, quer nosso louvor seja de homens ou não, ele procederá de Deus (Rm 2.29).

Nessas coisas, ele se coloca como exemplo (u 9): “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei”. Observe: A doutrina e a vida de Paulo eram uniformes. O que viam nele era a mesma coisa que ouviam dele. Ele podia propor o seu exemplo bem como a sua doutrina para serem imitados pelos filipenses. Aquilo que dizemos aos outros tem uma grande força quando podemos recorrer ao que viram em nós. E essa é a maneira de termos o Deus de paz conosco — de ficarmos próximos de nosso dever para com Ele.


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Comentário Bíblico Beacon
Comentário Bíblico Mathew Henry  - Novo Testamento Edição Completa

Um comentário:

Noemi disse...

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