25 de fevereiro de 2015

NÃO ADULTERARÁS



NÃO ADULTERARÁS

TEXTO ÁUREO = “Eu, porém, vos digo que qual quer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt5.28)

VERDADE PRATICA = O sétimo mandamento diz respeito à pureza sexual e a proteção da sagrada instituição da família, assim como o mandamento anterior fala sobre a proteção à vida.

LEITURA BÍBLICA = Exodo 20: 14 = Deuteronômio 22: 22-30

INTRODUÇÃO

Normalmente quando pensamos em adultério, automaticamente pensamos em um homem sendo infiel a sua esposa, ou vice versa. No entanto, este mandamento é muito mais amplo e profundo do que apenas isso. Ele engloba não somente o campo da experiência sexual humana, e seu relacionamento conjugal, que sem duvida é um assunto muito preocupante, mesmo porque vivemos em uma época em que a sexualidade, e suas expressões, são cada vez mais explicitas em nossa sociedade. No entanto este assunto pode ser mais abrangente quando tratado do ponto de vista do adultério espiritual contra Deus.

O SETIMO MANDAMENTO

O sétimo mandamento. “Não adulterarás” (Êx 20.14). Este mandamento do Senhor está vinculado à sacralidade, pureza e respeito absoluto ao sexo, ao matrimônio e à família. O adultério é um ato sexual ilícito e pecaminoso, de um cônjuge com outra pessoa estranha ao casamento. Enquanto a lei condenava a prática do ato, o Novo Testamento vai além — condena os motivos ocultos no coração que levam ao adultério (Mt 5.27,28). Portanto, mais que condenar o ato praticado, Deus espera que em todo o tempo dominemos nossos desejos e nos submetamos ao domínio do Espírito Santo.

A Lei permitia poligamia (talvez uma instituição social necessária à proteção de mulheres solteiras), mas jamais permitiu poliandria (caso em que uma mulher tem vários maridos simultaneamente). O fato de um homem ter relações sexuais com a esposa de outro homem era considerado um pecado hediondo tanto contra Deus como contra o homem, já bem antes da lei, ao tempo dos patriarcas (Gn 39.9). 

Talvez este mandamento esteja relacionado ao “furto” e à “cobiça” proibidos nos dois mandamentos seguintes, já que a esposa pertencia a outrem. Talvez isto explique um dos aspectos mais intrigantes para nós que vivemos sob a nova aliança: apesar de que relações sexuais com prostitutas não sejam recomendadas, também não são proibidas (embora fosse proibido aos israelitas o permitir que suas filhas se entregassem a tais práticas degradantes, Lv 19.29). 

Talvez isso não infringisse os direitos de outrem, como no caso de um adultério. Por outro lado, é claro (ver Mt 19.4-6) que a monogamia era o plano de Deus para o homem na criação: e sem sombra de dúvida, tal como o divórcio, a poligamia e mesmo a fornicação eram toleradas na economia mosaica devido à dureza do coração humano (Mt 19.8). Em CRISTO, elas se tornam absolutamente impensáveis (1Co 6.15).

Longe de anular este mandamento, CRISTO o intensificou, incluindo como” adultério” muito do que não é apenas tolerado, mas justificado por nossa sociedade permissiva (Mt 5.28). Semelhatemente Ele incluiu os pensamentos maldosos na proibição de assassinato: os mandamentos têm como alvo o pensamento e a motivação, não apenas o ato (R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 154).].

O poder destrutivo do adultério na vida humana

Nos seres humanos, assim como muitas outras especies na natureza, nos reproduzimos através de relações sexuais. Estudos científicos dizem que o nosso desejo sexual é praticamente igual a nossa vontade de viver. Isso não é uma coisa ruim, nem mesmo pecado como muitos pensam, se somos desta forma é porque Deus nos fez assim. Ele nos projetou com desejo sexual; quando Deus fez o ser humano, Seu objetivo para a humanidade era para que eles se multiplicassem, e todos nós sabemos como a reprodução humana é realizada. Portanto, o ato sexual em si mesmo não é pecado algum. "...E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra..." (Gênesis 1:27-28); "...Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam..." (Gênesis 2:24-25). No entanto, após o pecado da desobediência quanto ao fruto da "árvore do conhecimento do bem e do mal" (Gênesis 2:17), seguiu-se a queda e a expulsão do Jardim do Éden, e uma das consequências desta queda foi a corrupção sexual do ser humano. O plano original de Deus era e ainda é que as relação sexuais ocorram somente entre o marido e sua esposa. E qualquer outra forma de expressão sexual, fora dessa relação conjugal, é considerada por Deus como pecado! E isto também trata o 7º Mandamento, que diz: "Não adulterarás" (Êxodo 20:14).

O adultério maltrata o cônjuge e sua família!

Deus não mudou e não muda, Ele ainda é contra o adultério. Ele ainda odeia este pecado e punira os culpados. (Apocalipse 21:8). 

O adultério não é um pecado somente contra o seu cônjuge, mas pode atingir também outras áreas da vida. Quando um homem e uma mulher se casam, eles tornam-se então uma só carne (Gênesis 2:24). Logo quando um dos parceiros se junta com uma pessoa fora do casamento, ele quebra o vínculo entre os dois (1 Coríntios 6:16). O adultério menospreza o cônjuge inocente dizendo: "Você não era bom o suficiente para mim." destruindo assim a auto estima de seu companheiro(a).

O adultério destrói a confiança! Talvez seja por isso que Jesus Cristo nos ensina que somente em casos de imoralidade sexual (adultério) é que pode ocorrer o divorcio. "...Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles:  Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação (adultério), e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério..." (Mateus 19:3-9). Fornicação = (Ato ou efeito de fornicar. Ter relações sexuais por puro prazer, para satisfazer os desejos da carne. Coito carnal).

O Adultério no coração e a mente

O Adultério é resultado de uma condição espiritual deficiente. Então, uma vez que esta linha é cruzada, o inimigo continuará sempre a atacar essa área estimulando a pessoa a cair novamente no mesmo pecado, por este motivo devemos também esta atento a não tornarmos culpados de adultério, apesar de nunca ter tido relações sexuais com outra pessoa.

Jesus Cristo deixou-nos bem claro que o adultério não é somente uma coisa da carne, mas pode ser também uma questão do coração e da mente; Ele diz: "...Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.

Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério..." (Mateus 5:27-32). Observe que Jesus Cristo diz: "se a tua mão ou teu olho te escandalizar, atira-a para longe de ti" É claro que o desejo de Deus não é que ninguém corte sua mão ou qualquer outro membro do corpo, mas sim que corte de sua vida os incetivos ao pecado, que neste caso seria a pornografia, filmes eróticos, revistas, fantasias sexuais, etc; ou seja tudo aquilo que estimule o adultério físico ou do coração.

Reconheço que neste mundo moderno, devido a moda das vestes, as propagandas nas ruas, e vários outros fatores; muitas vezes é difícil evitar a estimulação sexual. Portanto, devemos estar sempre vigiando e orando em todos os momentos e procurando sempre fugir da tentação, "...Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós..." (Tiago 4:7).

De todas as razões para não se cometer qualquer tipo de adultério, o temor a Deus sem duvida é a principal. Veja por exemplo a atitude de José em relação a mulher de Potifar que lhe tentava seduzir dia após dia, e ele lhe respondeu: "...Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?..." (Gênesis 39:9). José correu, resistiu a tentação, e nós como cristãos sinceros, queremos também agradar a Deus, assim como fez José. E nada desagrada mais a Deus do que ver seus filhos cometerem adultério, e esta deve ser a nossa maior razão para evitarmos este pecado. O adultério sempre foi considerado um pecado a ser punido com a morte "...certamente morrerá o adúltero e a adúltera..." (Levítico 20:10). Deus é Santo e não muda; o adultero ainda sera punido (1 Coríntios 6:9-10).

O adultério contra Deus - Adultério espiritual

Quando Jesus Cristo estava na Terra, Ele olhou para o povo e sua cultura e os classificou como "...uma geração adúltera e pecadora..." (Marcos 8:38). Mas será que em uma nação com leis tão rígidas como apedrejamento, haveria assim tantos adúlteros? Como poderia então Jesus Cristo considerá-los como uma geração de adúlteros? Simples! Jesus Cristo estava falando de adultério espiritual.

Logo, a Pergunta que fica é a seguinte: O que é adultério espiritual? Adultério espiritual trata de uma relação infiel para com Deus, como igreja somos considerado a noiva de Cristo, e quando temos um cuidado excessivo para com as coisas do mundo, ou quando ao invés de reunirmos para louvar, adorar e cultuar a Deus, nos reunimos em nome de Jesus somente com o proposito de buscar 'bençãos' materiais como fazem muitos adeptos da chamada teologia da prosperidade, estamos em analogia ao casamento cometendo adultério espiritual e infidelidade para com o noivo Jesus Cristo: "...como a mulher que trai o marido, assim vocês têm sido infiéis comigo, diz o Senhor..." (Jeremias 3:20 NVI, ver também Isaías 01:21 , 57:8 , Ezequiel 16:30). 

A Bíblia nos diz que as pessoas que optam por ser amigo do mundo tornam-se "Infiéis" e "inimigas de Deus" (Tiago 4:4-5). O mundo é o sistema materialista sob o controle de Satanás, com seus enganos religiosos e falsos valores, com doutrinas facilitadas e ensinamentos de homens aplainando o caminho e largueando a porta atraindo muitos para longe de um relacionamento puro com Deus.

No Antigo Testamento, os filhos de Israel tentaram misturar a adoração de outros deuses, como Baal com a de Deus (Juízes 3:07, 1 Reis 16:31-33, Jeremias 19:05). Ao fazer isso, Israel tornou-se como uma esposa adúltera que queria um marido e um amante (Jeremias 09:02, Ezequiel 06:09, 16:32). No Novo Testamento, Tiago define adultério espiritual como afirmam amar a Deus e ao mesmo tempo cultivar a amizade com o mundo (Tiago 4:4-5). A pessoa que comete adultério espiritual é aquele que professa ser um cristão, mas ao mesmo tempo ainda procura e encontra o seu verdadeiro amor e prazer nas coisas deste mundo. Para os verdadeiros adoradores, o amor do mundo e o amor de Deus estão de lados opostos. Os que se dizem cristão e cometem adultério espiritual dizem que ama o Senhor, mas, na realidade, eles são atraídos pelos prazeres deste mundo, pela influência, conforto, segurança financeira, e as chamadas prosperidades materiais.

O conceito de adultério espiritual contra Deus é um dos principais tema em todo o Antigo Testamento (Isaías 54:5; Jeremias 3:20; Ezequiel 16:15-19). Este tema é particularmente bem ilustrado no livro de Oséias. A esposa do profeta, simboliza a infidelidade dos filhos de Israel (Oséias 2:2-5; 3:1-5; 9:01). E o compromisso de Oséias com Gômer simboliza a fidelidade, o amor e paciencia de Deus para com o Seu povo errante. Jesus disse: "...Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro..." (Mateus 6:24).

A Bíblia nos exorta: "...Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo..." (1 João 2:15-16). Adultério espiritual é como tentar ficar em cima do muro, com um pé no mundo e outro céu. Nós não podemos ter as duas coisas. Jesus advertiu a igreja de Laodicéia dizendo: "...Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca..." (Apocalipse 3:15-16). O amor do mundo é principalmente uma atitude de seu coração, devemos jogar fora o mundanismo, cultivando um novo afeto para com Deus.




Como evitar o adultério espiritual? Simples: "...buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus..." (Colossenses 3:1-3). Ma se já é culpado de cometer qualquer forma de adultério, quer seja físico, de coração ou espiritual saiba que ainda há esperança e perdão no sangue de Jesus. Ele promete que "...Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça..." (1 João 1:9). Talvez não tenha chegado a esse ponto, mas sente-se culpado de flertar com o mundo e fazer coisas que sabe que são perigosas para sua vida espiritual. Jesus perdoará também! Talvez o seu pecado é um segredo, como a pornografia, Jesus perdoará isso também. Seja qual for a necessidade, lembre-se, Jesus te ama! Ele quer e deseja lhe perdoar, peça a Ele e vá e não peques mais "...Não adulterarás..." (Êxodo 20:14).

AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE CONJUGAL

1. A infidelidade conjugal de Davi (2 Sm 12.10-12). Davi, depois de cometer o pecado de infidelidade conjugal, foi repreendido por Deus, e, através do profeta Natã, ouviu a sentença, por sua transgressão: “Não se apartará jamais a espada da Lua casa (família)...; o que fizeste em oculto, eu farei perante todo Israel e perante o sol”.

2. O pecado produz inquietação. Davi havia perdido toda a alegria, inclusive a da sua salvação (SI 51.12). No entanto, o Espírito Santo, embora triste (Ef 4.30), continuava ao seu lado ( Sl 51.11)0 pecado afasta o homem de Deus. Ninguém pode ter comunhão com o Senhor, sem que abandone o pecado. Tem muita gente por aí conformada com essa situação. Davi clamou: “Não me lances fora”. Ele sabia que se não fosse perdoado, seria afastado de Deus, assim como Adão e Eva (Gn 3.23); Coré, Datã e Abirã (Nm 16.32,33); Acã, Minam e Arão (Js 7. 24,26; - Nm 12).

3. O perdão de Deus reabilita o homem (SI 32.1,2). Davi, ao confessar o seu pecado, recebeu o consolo através do profeta Natã: “Deus perdoou o teu
 pecado”(2 Sm l2.13; - Sl32.5).

O pecado perdoado pelo Senhor é totalmente esquecido por Ele (Mq 7.19). Perdão e gozo andam juntos. Este é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22), e o possuir é mandamento do Espírito (Ef 4.4). Todos nós estamos sujeitos à queda, mas Deus é grandioso em perdoar os nossos pecados (Is 55.7), e jamais se lembra deles (Hb 8.12), pois os lança no “mar do esquecimento”.



Davi, apesar de perdoado colheu o fruto de seu pecado:

1) morreu seu primeiro filho com a mulher de Urias (2 Sm 12.14-18);

2)sua filha, Tamar, desonrada por Amnom, também seu filho (2 Sm 13.12-14); 3) a revolta de Absalão (2 Sm 15.10-14) e o seu vergonhoso comportamento  (2 Sm 16.20-23).

4. Confissão e perdão produzem gozo (2 Sm 12.13; - 1 Jo 1.9). A confissão é do homem, o perdão, de Deus.  Cada falta cometida deve ser confessada. A confissão deve ser: com palavras, não com gestos ou intenção (Rm 10.10); feita a Deus, que é perdoador, e a Jesus Cristo, nosso Sacerdote; e diante da igreja, a critério do pastor                                (Mt 18.15- 17).

Davi humilhou-se diante das palavras do profeta Natã. Após ouvir o que Deus mandara lhe dizer, arrependeu-se e recebeu o perdão. Ele pediu a purificação do seu pecado (SI 5 1.2): “Purifica-me com hissope”. Foi com este instrumento que levaram vinagre à boca de Jesus (Jo 19.29). Davi pediu que seu pecado fosse apagado. Isto mostra que a dor moral da nossa infidelidade não se “purifica” de qualquer forma.

CONSELHOS CONTRA A INFIDELIDADE

O diabo tem investido alto na grande missão de tornar o adultério algo comum, normal, aceitável por todos. Veja-se, por exemplo, os filmes, programas e em especial as novelas nacionais, o adultério esta sempre presente; transmitindo uma imagem de correto ou de solução para problemas conjugais; a forma que é traçada as cenas, induzem aos telespectadores a aceitar e a torcer pelo casal adultero. É o diabo plantando no subconsciente coletivo a idéia desta prática, é lamentável, mas, tem sido muito bem sucedido em suas investidas.

No meio cristão, o adultério tem encontrado lugar, não é raro surgirem comentários estarrecedores desta prática em igrejas, abalando a boa moral da obra do Senhor. O que leva o servo do Senhor a cair em tais situações? A resposta mais acertada seria: “Falta de vigilância!”

O Senhor nos alerta a estarmos vigilantes : “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41) O diabo está muito próximo (Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. 1Pe 5.8) , ávido por brechas através da quais acessa o homem e o influencia a agir segundo a carne. 

O Adultério tem sua principal causa na falta de vigilância, o pecado abre acesso para a ação maligna na vida. Há inúmeros fatores que facilitam ao cônjuge permitir que pensamentos impuros surjam em suas mentes, quando alimentados produzem o ato. Enumero algumas:

COMO EVITAR O ADULTÉRIO

A Bíblia Sagrada a “lâmpada para os nossos pés e a luz para o nosso caminho” (Sl 119.105), ensina-nos como devemos proceder para que evitemos este terrível pecado. Vejamos algumas de suas recomendações:

· Evitando maus pensamentos, ocupando a mente com o que é proveitoso (Pv 4.23; Fp 4.8; Mt 15.19);

· Afastando dos olhos aquilo que pode levar a pessoa a alimentar seu interior com o pecado (Sl 101.3; Mt 6.22,23);

· Mantendo-se longe de pessoas cujo comportamento está em desacordo com a Bíblia (Sl 1.1-3; I Co 5.11);

· Mortificando a carne e andando em Espírito (Cl 3.5; Gl 5.16-18);

· Só abstendo-se do ato sexual com o cônjuge por consentimento mútuo e por tempo determinado (I Co 7.5);

· Sendo um cônjuge que mantém seu esposo(a) satisfeito(a) (Pv 5.15; I Co 7.3);

· Observando a Palavra de Deus (Sl 119.11; Pv 4.20);

· Orando e vigiando sempre (Mt 26.41).

Pecados sexuais na Bíblia NO Antigo Testamento

Ø "Não tenha relações sexuais com um animal, contaminando-se com ele. Mulher nenhuma se porá diante de um animal para ajuntar-se com ele; é depravação. Levítico 18:23

Ø "Ninguém poderá se aproximar de uma parenta próxima para se envolver sexualmente com ela. Eu sou o Senhor. Levítico 18:6

Ø "Não se envolva sexualmente com a mulher do seu pai; isso desonraria seu pai. Levítico 18:8

Ø "Não se envolva sexualmente com a irmã do seu pai; ela é parenta próxima do seu pai. Levítico 18:12

Ø "Não se envolva sexualmente com a irmã da sua mãe; ela é parenta próxima da sua mãe. Levítico 18:13

Ø "Não desonre o irmão do seu pai aproximando-se da sua mulher para com ela se envolver sexualmente; ela é sua tia. Levítico 18:14

Ø "Não se envolva sexualmente com a sua nora. Ela é mulher do seu filho; não se envolva sexualmente com ela. Levítico 18:15
     
       Ø "Não se envolva sexualmente com a mulher do seu irmão; isso desonraria seu irmão. Levítico 18:16

Ø "Não se aproxime de uma mulher para se envolver sexualmente com ela quando ela estiver na impureza da sua menstruação. Levítico 18:19

Ø "Não se deite com a mulher do seu próximo, contaminando-se com ela. Levítico 18:20

Ø "Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante. Levítico 18:22

Ø "Se um homem tiver relações sexuais com um animal, terá que ser executado, e vocês matarão também o animal. Levítico 20:15

Ø "Não se envolva sexualmente com uma mulher e sua filha. Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua filha; são parentes próximos. É perversidade.Levítico 18:17

Ø "Quando um homem se deitar com uma mulher e lhe sair o sêmen, ambos terão que se banhar com água, e estarão impuros até à tarde. Levítico 15:18

Ø "Não desonre o seu pai, envolvendo-se sexualmente com a sua mãe. Ela é sua mãe; não se envolva sexualmente com ela. Levítico 18:7

Ø "Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua filha; isso desonraria você. Levítico 18:10

Ø "Não se envolva sexualmente com a filha da mulher do seu pai, gerada por seu pai; ela é sua irmã. Levítico 18:11
> "Não tome por mulher a irmã da sua mulher, tornando-a rival, envolvendo-se sexualmente com ela, estando a sua mulher ainda viva. Levítico 18:18

Ø "Se um homem se deitar com a sua nora, ambos terão que ser executados. O que fizeram é depravação; merecem a morte. Levítico 20:12

Ø "Se um homem se deitar com a mulher do seu tio, desonrou seu tio. Eles sofrerão as conseqüências do seu pecado; morrerão sem filhos. Levítico 20:20

Ø "Se um homem se deitar com ela e a menstruação dela nele tocar, estará impuro por sete dias; qualquer cama sobre a qual ele se deitar estará impura. Levítico 15:24

Ø Essa é a regulamentação acerca do homem que tem fluxo e daquele de quem sai o sêmen, tornando-se impuro, da mulher em sua menstruação, do homem ou da mulher que têm fluxo e do homem que se deita com uma mulher que está impura.  Levítico 15:32-33

Ø "Não se envolva sexualmente com a sua irmã, filha do seu pai ou da sua mãe, tenha ela nascido na mesma casa ou em outro lugar. Levítico 18:9

Ø "Se um homem se deitar com a mulher do seu pai, desonrou seu pai. Tanto o homem quanto a mulher terão que ser executados, pois merecem a morte. Levítico 20:11

Ø "Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte. Levítico 20:13

Ø "Se uma mulher se aproximar de algum animal para ajuntar-se com ele, vocês matarão a mulher e o animal. Ambos terão que ser executados, pois merecem a morte. Levítico 20:16

Ø "Maldito quem tiver relações sexuais com algum animal". Todo o povo dirá: "Amém! "Deuteronômio 27:21

Ø "Não se envolva sexualmente com a irmã de sua mãe, nem com a irmã de seu pai; pois quem se envolver sexualmente com uma parenta próxima sofrerá as conseqüências da sua iniqüidade. Levítico 20:19

Ø "Se um homem se deitar com uma mulher durante a menstruação e com ela se envolver sexualmente, ambos serão eliminados do meio do seu povo, pois expuseram o sangramento dela. Levítico 20:18

Ø "Se um homem tomar por mulher sua irmã, filha de seu pai ou de sua mãe, e se envolver sexualmente com ela, pratica um ato vergonhoso. Serão eliminados à vista de todo o povo. Desonrou sua irmã e sofrerá as conseqüências da sua iniqüidade.Levítico 20:17

Ø Enquanto Israel estava em Sitim, o povo começou a entregar-se à imoralidade sexual com mulheres moabitas,Números 25:1

Ø Ele não come nos santuários que há nos montes e nem olha para os ídolos da nação de Israel. Ele não contamina a mulher do próximo nem se deita com uma mulher durante os seus dias de fluxo. Ezequiel 18:6

Ø Havia no país até prostitutos cultuais; o povo se envolvia em todas as práticas detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas. 1 Reis 14:24

Ø Expulsou do país os prostitutos cultuais e se desfez de todos os ídolos que seu pai havia feito.1 Reis 15:12

Ø Também derrubou as acomodações dos prostitutos cultuais, que ficavam no templo do Senhor, onde as mulheres teciam para Aserá. 2 Reis 23:7

Ø Ele livrou o país dos prostitutos cultuais que restaram depois do reinado do seu pai Asa.1 Reis 22:46

Ø Pois a prostituta é uma cova profunda, e a mulher pervertida é um poço estreito. Provérbios 23:27

NO NOVO TESTAMENTO
> Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição (onde esta incluso, sexo antes do casamento), do que é sufocado e do sangue.Atos 15:20
> Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação (sexo antes e fora do casamento) tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.1 Coríntios 5:1

Fornicar é ter relações sexuais antes do casamento, praticar atos libidinosos, etc.

Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Mateus 15:19

Ø Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, Marcos 7:21

Ø Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Romanos 1:26

Ø Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. Romanos 1:27

Ø Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, 1 Coríntios 6,9

Ø "Os alimentos foram feitos para o estômago e o estômago para os alimentos", mas Deus destruirá ambos. O corpo, porém, não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo.1 Coríntios 6:13

Ø De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo. Judas 1:7

Ø Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas se o marido morrer, ela estará livre daquela lei, e mesmo que venha a se casar com outro homem, não será adúltera. Romanos 7:3

Ø Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; Gálatas 5:19

Ø Pelo contrário, devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos, da imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue. Atos 15:20

Ø Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si. Romanos 1:24

Ø A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual.1 Tessalonicenses 4:3

Ø para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os seqüestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina.1 Timóteo 1:10

Ø Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender.Apocalipse 2:21

Ø Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos. Apocalipse 9:21

Ø Abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas. Que tudo lhes vá bem. Atos 15:29

Ø “Quanto aos gentios convertidos, já lhes escrevemos a nossa decisão de que eles devem abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual”.Atos 21:25

Ø Obs: Carnes sacrificadas aos ídolos, além de um ritual satânico, também são as oferecidas em quermesses (festas para santos padoeiros) e sangue por ex: chouriço, ou qualquer ingestão de sangue...

Ø Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. Romanos 13:13

Ø Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo.1 Coríntios 6:18

Ø Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos.Efésios 5:3

Ø Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. Colossenses 3:5

Ø No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Apocalipse 2:20

Ø “Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério”. Mateus 5:32

Ø Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".Mateus 19:9

Ø Receio que, ao visitá-los outra vez, o meu Deus me humilhe diante de vocês e eu lamente por causa de muitos que pecaram anteriormente e não se arrependeram da impureza, da imoralidade sexual e da libertinagem que praticaram. 2 Coríntios 12:21

Ø No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. Apocalipse 2:14

Ø Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte".Apocalipse 21:8

Ø mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido.1 Coríntios 7:2

O SEXO É UMA DÁDIVA DIVINA.

O sexo é uma dádiva divina. Foi algo que o senhor deu aos homens com o fim primário da procriação, porém dotou ao homem com capacidade de ter prazer no sexo. Muitas vezes  pessoas casadas possuem uma sensação interior que o sexo é algo impuro. Entretanto, dentro do casamento não é. É bom que se diga que o sexo é uma dádiva divina e prazerosa para ser desfrutada no casamento. Atente para Gênesis 2.24:  

Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. A união sexual entre o casal transforma-os em uma só carne. Porém, observe que antes de ser uma só carne precisa haver o deixar e unir-se . O sexo é o terceiro passo para o casal e não o primeiro. O homem não deve inverter esses passos porque tais passos foram estabelecidos por Deus. Depois que o homem deixou seus passos e uniu- se a sua esposa pode e deve desfrutar da benção do sexo. Vejamos alguns textos bíblicos:       

Ec 9. 9: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. 
      
Pv 5.18: Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,        
Existe um pensamento antibíblico e que traz muita culpa é de que o pecado original do homem foi o sexo, e que o fruto foi a maça, dando a este uma conotação sexual. O pecado original foi a desobediência de Adão e Eva em comerem o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e não o sexo.       

A primeira ordem que Deus deu ao primeiro casal foi: frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra (Gn 1.28). Esta ordem foi dada antes do pecado entrar no mundo, portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados ao casal em seu estado original de inocência. Depois de criar o homem e a mulher com suas capacidades sexuais, Deus observou e disse: que tudo era muito bom (Gn 1.31). O clima de santidade e pureza que havia em Adão e Eva, em relação ao sexo era tão grande, que logo depois da ordem do Senhor deles se tornarem uma só carne, a Bíblia registra: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam. (Gn 2.25).      
  
Para encerrar este comentário, quero citar as palavras do Dr Gaye Wheat (in: sexo e intimidade): Você tem permissão de Deus para desfrutar do sexo dentro do casamento. Foi ele que inventou o sexo; foi Ele quem teve a idéia em primeiro lugar.

O ENSINO DE JESUS

O Senhor Jesus, no Sermão do Monte, depois de falar sobre o sexto mandamento, seguiu a mesma ordem do Decálogo, mencionando a proteção da vida e a preservação da família. Ele reiterou o que Deus disse no princípio da criação sobre o casamento, que se trata de uma instituição divina, uma união estabelecida pelo próprio Deus (Mt 19.4-6).

“Não adulterarás” é citado no Sermão do Monte e para o moço rico (Mt 5.27; 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20). 

Jesus corrigiu com autoridade e muita propriedade o pensamento equivocado dos líderes religiosos dos seus dias. Os escribas e fariseus haviam reduzido o mandamento “Não adulterarás” ao próprio ato físico e, desconhecendo o espírito da lei, apegavam-se à letra da lei (2 Co 3.6). Assim, como é possível cometer assassinato sem o ato concreto, mas apenas com a cólera ou palavras insultuosas, da mesma forma é possível cometer adultério só no pensamento. Parece que os rabis daquela época não davam a devida atenção ao décimo mandamento que ordena não cobiçar a mulher do próximo.

O adultério começa na mente contaminada pela cobiça e termina no corpo pela prática física (Mt 15.34; Tg 1.15). O ensino de Jesus é mais profundo e vai à raiz do problema. Ele disse que nem é preciso o homem se deitar com uma mulher para cometer adultério; basta olhar e cobiçar uma mulher que não seja sua esposa, e já cometeu adultério com ela (Mt 5.28).

É o adultério da mente que é consumado no corpo; não se restringe somente à prática do ato, mas também ao pensamento. E a sanção contra o referido pecado é de caráter espiritual e se distingue do sistema mosaico.

Não é proibido olhar para uma mulher e vice-versa, pois há diferença entre olhar e cobiçar. O pecado é o olhar concupiscente. O sexo é santo aos olhos de Deus, desde que dentro do casamento, nunca fora dele. A Palavra de Deus ressalta: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (Hb 13.4). O termo grego para “venerado” é tímios,“honrado”. A Versão Almeida Atualizada traduz por: “Digno de honra”; e a Tradução Brasileira por: “Seja honrado”.

Que os votos de fidelidade do casamento sejam mantidos e da mesma maneira seja puro o relacionamento matrimonial, o livro de Cantares de Salomão mostra que o sexo não é apenas para procriação, mas também para o prazer e a felicidade dos seres humanos, Jesus não está tratando disso, não está questionando o sexo, mas combatendo a impureza sexual e o sexo ilícito, a prostituição. O ensino dele é que qualquer prática imoral no ato é igualmente condenada no olhar, no pensamento e na imaginação (Mt 5.2 7). Jesus disse que os adultérios procedem do coração humano (Mt 15.19).

Cabe aqui uma breve reflexão sobre o divórcio. Trata-se de um dos temas mais polêmicos da Igreja. Essas controvérsias já existiam mesmo antes do nascimento de Jesus, O divórcio na lei de Moisés previa novas núpcias, e a base para a sua legitimidade nunca ficou clara no Antigo Testamento: Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem...(Dt24.1, 2).

O “escrito de repúdio” significa “termo de divórcio” (ARA). A mulher não era considerada adúltera se contraísse novo casamento, mesmo tendo o seu primeiro marido encontrado nela “coisa feia”. Não se sabia o que a lei queria dizer com tal expressão “coisa feia” ou “indecente” (ARA). Havia muita discussão entre as principais escolas rabínicas no período de Herodes, o Grande, Hiliel e Shammai, O primeiro era liberal, e o segundo, conservador. Para Hillel e seus seguidores, “coisa feia” era qualquer coisa que o marido considerasse como tal. Mas, para Shammai e seus discípulos, o termo se referia aos pecados sexuais.

Os fariseus levaram o assunto a Jesus. Eles não perguntaram sobre o divórcio, mas sobre as bases para a sua legitimidade: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” (Mt 19.3). Essa era a escola de Hillel. Os fariseus queriam saber qual escola Jesus apoiava. Mas o Senhor Jesus se dirigiu à Palavra. 

O casamento é indissolúvel, foi a sua conclusão sobre Gênesis 2.24, “o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6).

O que fazer com o mandamento de Moisés?, perguntaram a Jesus (Mt 19.7).

Moisés não deu esse mandamento; era uma interpretação precipitada, pois uma leitura cuidadosa em Deuteronômio 24.1-4 mostra que não se trata de uma ordem. Por isso, Jesus disse que Moisés “permitiu”, e isso “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19.8). Deus só permitiu o divórcio por causa do pecado humano; portanto, trata-se de um instituto contrário à vontade de Deus. A Bíblia não ensina, não encoraja, não aconselha nem incentiva o divórcio. É um remédio extremamente amargo para uma solução inglória.

Quando o Senhor Jesus fez menção do divórcio no Sermão do Monte, referia-se ao mencionado em Moisés (Dt 24.1-4) e deixou claro que a única base que pode legitimar o divórcio é a infidelidade conjugal: “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5.32) e fraseologia similar (Mt 19.9). A prostituição é a “coisa feia” que ninguém sabia, talvez porque tal pecado podia implicar na pena capital. Mas agora tudo se esclarece e a “coisa feia” vale também para o homem.

O apóstolo Paulo acrescentou mais um elemento que pode legitimar o abandono: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz” (1 Co 7.15). A NTLH emprega “quiser o divórcio” no lugar de “se apartar”.

A voz do verbo grego mostra que a iniciativa é da parte incrédula que se aparta. Assim, a deserção deve ser considerada se for por causa da fé cristã e por iniciativa do cônjuge descrente.

Entendemos, portanto, como divórcio a dissolução do vínculo matrimonial por infidelidade conjugal, que viola a instrução divina de “uma só carne” (Gn 2.24; Mt 19.5) ou, por deserção, que viola a instrução de “apegar-se” (Gn 2.24). Em qualquer dessas duas situações, o cônjuge inocente tem direito a novas núpcias.

CONCLUSÃO

Deus é sábio e perfeito. Ele conhece todas as coisas, pois é onisciente. “Deus é amor” (1 Jo 4.8) e deseja o bem-estar de todas as pessoas. Somente ele sabe o que é bom e salutar para a vida humana. É insensatez confiar o destino eterno à lógica e à razão, pois a Bíblia é a Palavra de Deus, o manual divino do fabricante para todos os seres humanos. A vontade de Deus resumida no sétimo mandamento diz respeito à castidade do corpo e da mente, visando a preservação do casamento de um só homem com uma só mulher (1 Ts 4.3-7). A felicidade humana está em se deleitar em Deus.


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Lições bíblicas CPAD 1993

osgumesdocutelo.blogspot.com.br

Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);

Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;

Livro Os Dez Mandamentos = CPAD = Esequias Soares

Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;

Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

HAMILTON, Vitor P. Manual do Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. I.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico Êxodo. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1 998

17 de fevereiro de 2015

Não Matarás



Não Matarás

TEXTO ÁUREO = "De palavras de falsidade te afastarás e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio." (Êx 23.7)

VERDADE PRÁTICA = O direito à vida é um bem pessoal e inalienável; sua preservação e proteção devem ser parte da responsabilidade do homem cristão

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Êxodo 20.13; Números 35.16-25

INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus declarou: “Qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo” (Mt 5.22). Os homicidas não são apenas aqueles que matam o corpo (Ap 21.8; 22.15). O homicídio é, geralmente, a consumação do ódio, que pode ser aplicado no corpo ou na alma. Pode-se concluir, então, que o mandamento do Senhor preserva o amor na vida do homem.

O SEXTO MANDAMENTO

O sexto mandamento. “Não matarás” (Êx 20.13). No original, o termo rasah equivale a matar o ser humano de modo doloso, premeditado, planejado. Este mandamento ressalta a sacralidade da vida humana como dádiva de Deus (At 17.25-28). Há também aqueles que matam o próximo no sentido moral, social e espiritual, mediante a mentira, a falsidade, a difamação, a calúnia, a maledicência e o falso testemunho (1Jo 3.15). Atualmente há muitos que foram atingidos mortalmente em sua honra e praticamente “morreram”.

O Antigo Testamento justificava, contudo, certas formas de homicídio. Um escravo podia ser morto sem que seu proprietário fosse punido (Êx 21.21). Quem invadisse uma casa podia ser morto, sem sanções contra quem lhe tirasse a vida (Êx 22.2). O sexto mandamento não proibia os sacrifícios de animais. Matar alguém, durante as batalhas, não era considerado um crime (Dt. 20.1-4).

É possível que, em alguns casos, fosse permitida a eutanásia (segundo nos é sugerido em 1Sm 31.4,5). Presume-se que o suicídio era proibido, embora não seja especificamente mencionado. De fato, os trechos de 1Sm 17.23 e 31.4,5 até podem ser usados como defesa de alguns casos de suicídio. A eutanásia, quando aprovada, é a mais conspícua exceção ao sexto mandamento.

A lei proíbe o abuso da propriedade por meio do furto (Êx 20.15, o oitavo mandamento). Ora, a vida de um homem é sua mais preciosa possessão, bem como o veículo de que ele precisa para cumprir o desígnio divino em sua vida. Portanto, o homicídio insulta Deus, e não somente o homem, porquanto interfere no propósito de Deus que se está cumprindo nos homens. Desde os dias do Antigo Testamento, tem aumentado o respeito pela vida humana; mas o homem está ainda muito longe de ter um autêntico respeito pela sacralidade da vida humana.

O trecho de Mateus 5.21,22 expande o sexto mandamento para que inclua o ódio, a inveja, a má vontade e o assassinato de caráter. A ira indevida e pensamentos maliciosos, que se expressem em palavras ou ações, devem ser compreendidos como implicações desse sexto mandamento. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 392-392).].

O QUE QUER DIZER NÃO MATARAS

Quem é que nunca ouviu alguém dizer: ‘Nos Dez Mandamentos, Deus ordena: “Não matarás”’? Durante as guerras recentes, alguns homens alegaram isso como motivo para se recusarem a combater. Também surge em palestras sobre a pena capital.

Todavia, outros se referem a este mandamento quando tentam mostrar que a Bíblia é contraditória. Certo folheto com esse objetivo tem por título “Proibida a Matança” e alista “Não matarás. (Ex. xx. 13.)”, mas, daí, traz à atenção casos em que Deus mandou os israelitas executarem outros. (Êxo. 32:27; 2 Reis 10:11, 30) E Yahweh orientou os israelitas a exterminarem as nações inimigas. (Deu. 7:1, 2, 16; 12:31; Jos. 6:12-21) Assim, será que Deus realmente ordenou “Não matarás”? O que significa o sexto dos Dez Mandamentos? Será que elimina categoricamente a guerra e a pena capital?

A frase “Não matarás” soa familiar para a maioria das pessoas, pois é assim que algumas Bíblias populares traduzem Êxodo 20:13. (Deu. 5:17) Se, porém, examinar este texto em muitas traduções modernas, provavelmente encontrará “Não deves assassinar” ou “Não deves cometer assassínio”. [1] Por que tal diferença?

A palavra hebraica original envolvida é ratsahh, que literalmente significa “quebrar” ou “reduzir a pedaços”. Em seu léxico hebraico, o perito John Parkhurst explica que, na Bíblia, ratsahh “indica homicídio simples ou homicídio qualificado, i. e., quer tirar de modo acidental quer premeditado a vida dum homem”.

É digno de nota que, dentre as 47 vezes que ratsahh é usada no Antigo Testamento, 33 envolvem as cidades de refúgio de Israel. Estas serviam em casos em que certo homem tirava a vida de outro. Se fosse determinado judicialmente que o homicídio era desintencional, o homicida podia permanecer na cidade. Mas se a investigação legal mostrasse que matara com malícia ou deliberação, pagava com sua própria vida. Tendo em mente estas duas possibilidades, note como ratsahh é traduzida apropriadamente três vezes:

“Servirão para vós de cidades de refúgio, e para lá terá de fugir o homicida [simples] que sem querer golpear fatalmente uma alma. . . . Ora, se ele o tiver golpeado com um instrumento de ferro [deliberadamente usado qual arma] de modo que morreu, é assassino. O assassino, sem falta, deve ser morto.” — Núm. 35:6, 11-34; Deu. 4:41-43; 19:1-7; Jos. 20:2-6; 21:13-39.

Outros versículos indicam que ratsahh usualmente se aplicava a se tirar uma vida humana ilicitamente, contrário à lei de Deus. Observe as coisas associadas, mencionadas em Oséias 4:2: “Irrompeu o proferimento de maldições, e a prática do engano, e assassinato, e furto, e adultério, e atos de derramamento de sangue têm tocado em outros atos de derramamento de sangue.” — Jer. 7:9.

Conforme indicado acima, no castigo dado ao homicida deliberado, nem toda extinção da vida humana era considerada ratsahh (homicídio qualificado), nem era proibido pelo sexto dos Dez Mandamentos. Depois do Dilúvio, Yahweh disse claramente a Noé: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois à imagem de Deus fez ele o homem.” (Gên. 9:6) Sim, mesmo antes de Ele ter dado um código de leis a Israel, Deus permitiu a pena capital. “Derramar o sangue do homem” pelo homicídio qualificado era o que fora proibido pelo Sexto Mandamento, e não a execução legal dum homicida qualificado.

Isto nos ajuda a avaliar o uso de ratsahh em conexão com o rei Acabe. O rei cobiçou o vinhedo de Nabote, e permitiu que tal homem fosse morto a fim de obtê-lo. Não era o caso de o rei Acabe dirigir uma execução legalmente justificada de alguém que cometera uma ofensa capital em Israel. Antes, era a matança ilegal dum homem, algo proibido pelo Sexto Mandamento. Acabe, assim, era um “assassino” e merecia morrer. — 1 Reis 21:1-10; 2 Reis 6:32; Lev. 24:17.

Mas, o que dizer da guerra? Foram travadas as guerras de Israel em violação do mandamento de Deus que é apropriadamente traduzido: “Não deves assassinar”?

Não, não foram. O fato é que a Bíblia jamais usa o termo ratsahh (assassínio ou homicídio qualificado) com respeito a quaisquer destas guerras. Quando os israelitas lutaram, sob as ordens de Deus, não estavam agindo de forma ilegal. Tinham sido autorizados e estavam sendo dirigidos pelo Legislador Supremo. (Isa. 33:22; Sal. 19:7) Tais guerras não eram guerras de conquista de território ilimitado, como são tantas das guerras nacionais nos tempos recentes. Não eram guerras motivadas pela cobiça econômica. Nem eram guerras que violavam tratados de paz ou pactos de não-agressão, legalmente feitos, como foram algumas guerras na história moderna.

Hoje, absolutamente nenhuma nação da terra se compõe inteiramente de pessoas que adoram a Yahweh, que são miraculosamente dirigidas por Ele, por meio de profetas, e que têm uma concessão divina de possuir certa área da terra. Mas tudo isso se dava com o antigo Israel. Yahweh notara que os habitantes de Canaã estavam arraigados na iniquidade, sendo moralmente depravados e merecedores de execução. (Gên. 15:13-21; Lev. 18:24, 25).

Como dono de toda a terra, Deus determinou dar tal terra à nação de Israel. E, sob a direção de líderes que Ele escolheu especialmente, Deus usou Israel para executar seu julgamento sobre os cananeus. — Deu. 9:4, 5; 12:31; Jos. 10:40.

Por isso, ao executar os julgamentos legais e moralmente justos de Deus, ou ao defender sua terra provida por Deus, os israelitas não eram culpados de violar o mandamento: “Não assassinarás.”

Que dizer dos cristãos? Visto que o Sexto Mandamento simplesmente declarava de novo o que Deus já dissera antes, por meio de Noé, à inteira família humana, ainda estamos obrigados a evitar o assassínio ou homicídio qualificado. Com efeito, os capítulos finais da Bíblia admoestam-nos de que os assassinos ou homicidas qualificados não-arrependidos provarão a eterna destruição na “segunda morte”. (Ap. 21:8; 22:15).

Quão importante, então, é evitar a participação em tirar vidas humanas sem a autorização especificamente expressa de Deus. Coerente com isto, Isaías 2:3, 4 descreve profeticamente os verdadeiros adoradores de Deus, dizendo: “E muitos povos certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Yahweh, à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos, . . .’ E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças podadeiras. . . . Nem aprenderão mais a guerra.”

Ademais, alerta-se aos cristãos para o fato de que os assassínios provêm dum mau coração. (Mat. 5:21-26; 15:19) Caso uma pessoa permitisse que o ódio a um concristão se arraigasse em seu coração, ele seria como que um homicida simples ou um homicida qualificado, ou assassino, algo que temos de evitar. — 1 João 3:15.

ABORTO PROVOCADO

Hoje no mundo 22% das gravidezes são interrompidas ilegalmente, provocando a morte de 500 mil mulheres. No Brasil, 2 milhões de mulheres procuram clínicas clandestinas para fazer aborto. A cada ano, mais de 250 mil mulheres são internadas com complicações provocadas pela interrupção da gravidez.   São 4 mil abortos por dia, apesar das suas conseqüências. Em um estudo realizado com pacientes que provocaram um aborto, 44% se queixaram de transtornos nervosos, 36% sofriam de alterações do sono, 31% estavam arrependidos da decisão tomada e 11% passaram a tomar psicotrópicos. 

À luz da ciência e da Bíblia, uma criança não nascida é um ser completamente formado, no sentido que toda a informação genética já foi recebida no momento da concepção; ela não receberá outros códigos de vida.
Uma criança não nascida é uma pessoa completamente distinta da sua mãe. O bebê desenvolve todas as suas características humanas quando está no ventre. Os cromossomos de uma criança não  nascida são únicos. Toda pessoa é uma criação singular de Deus. Jamais voltará a vida de uma criança não nascida tirada por um aborto. 

Se você está considerando fazer um aborto ou ajudar alguém a fazê-lo, desista. Não seja um homicida. Se você já o fez, ou ajudou alguém a fazer, peça perdão a Deus; o sangue de Jesus na cruz perdoa este pecado. Pode ser que você tenha que pagar pelas conseqüências físicas, mas livre-se das espirituais. Arrependa-se. Mude de vida.

Assassinato - Propriamente matar, tirar a vida de outro ser humano. O assassinato tem sua história tão longa quanto a do própria mundo. Em Gênesis 4:8, temos o relato bíblico do primeiro assassinato registrado. Neste episodio, Caim deliberadamente e com malícia, tirou a vida de seu irmão Abel. Desde aquele dia, a história do mundo é marcado por uma série de constantes assassinatos.

Suicídio - Chamamos suicida aquele que tira sua própria vida / matando-se. Uma pessoa na maioria das vezes é levado ao suicídio, devido a algumas circunstâncias que ficaram fora de seu controle, e sentindo-se sobrecarregado e incapaz de lida com o problema por mais tempo, decide acabar com a vida achando que assim resolvera o problema. Quando fazem isso, na verdade eles deixam um rastro de outras vidas destruídas. Esta é uma forma egoísta e pecaminosa de deixar o mundo. Assim como nenhum homem tem o direito de matar a outro homem, ninguém também tem o direito de tirar a sua própria vida, primeiramente por que a vida não é dele. Quando uma pessoa recorre ao suicídio, ele esta recusando a graça de Deus.

Uma outra modalidade de suicídio muito usual hoje em dia, é quando alguém faz uso de substancias toxicas ou similares causando gradativamente sua morte. Quantas vezes um médico disse a alguém: "Se você não parar com isso ou aquilo, então você vai morrer?" E muitas pessoa persistem em seus maus hábitos e morre. Outro exemplo é quando colocamos nossa vida em risco executando uma manobra perigosa sem nenhuma utilidade. "...E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus..." (Mateus 4:6-7).




PENA DE MORTE

A maior dificuldade do sexto mandamento é a suposta contradição entre “Não matarás” e a guerra e a pena capital. Mas o verbo rãtsah nunca é usado em referência a assassinatos em batalha ou autodefesa. O seu emprego uma única vez na execução da pena de morte (Nm 35.30) é uma exceção; segundo Koehler & Baumgartfler (vol. II, 2001, p. 1283), tal uso parece ser a causa da maior dificuldade. No entanto, considerando que originalmente a ideia do referido verbo era de vingança de sangue (CHILDS, 1976, p. 420), a exceção do seu uso na pena capital não muda o objetivo do mandamento em tela, que é a preservação da vida
e a proibição do assassinato premeditados ou seja, o homicídio com malícia.

A pena de morte é um dos temas mais controvertidos da atualidade, mas ela é bíblica e foi o próprio Deus quem a instituiu logo após o Dilúvio (Gn 9.6). Deus não permitiu que ela fosse executada no caso de Caim (Gn 4.15). A lei de Moisés traz instruções específicas sobre o procedimento jurídico do homicídio doloso, quando há intenção de matar, e do homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 

O capítulo 35 de Números aborda exclusivamente esse tema. A pena capital não viola o sexto mandamento porque não se trata de assassinato malicioso e violento de um inimigo pessoal. É uma exigência da justiça para manter o bem-estar e a segurança do povo e preservar a sociedade. Seu objetivo não era restaurar a vida do assassinado ou reparar o prejuízo, pois somente Deus pode dar a vida; era conter o crime. Deus delegou aos governantes a autoridade de dirigir legitimamente O Estado. A execução de uma pena capital é determinada pelo Estado, depois de julgamentos e de todo processo legal, tendo o réu amplos direitos de defesa. A lei de Moisés exige pelo menos duas testemunhas, sem as quais o processo não terá validade legal (Nm 35.30; Dt 17.6).

A lei de Moisés traz a lista de crimes e pecados punidos com a morte: assassinato premeditado (Êx 21.12, 13), invocação de mortos (Lv 20.27), sequestro (Êx 21.16), blasfêmia (Lv 24.10-13), falsos profetas (Dt 13.5-lo), sacrifício a falsos deuses (Êx 22.20), filhos rebeldes (Dt 21.8-21), ferir e amaldiçoar o pai ou a mãe (Êx 21.15, 17, Lv 20.9), adultério e estupro (Lv 20.10-21; Dt 22.22- 24), bestialidade (Êx 22.19; Lv 20.15, 16), homossexualismo (Lv 20.13), incesto (Lv 20. 11, 12, 14) e a profanação do sábado (Êx31.14, 15; 35.2).

O Novo Testamento reconhece a pena de morte, mas não se trata de um mandamento cristão, O Senhor Jesus se referiu a ela de maneira indireta quando disse que não veio destruir e nem ab-rogar a lei, mas cumpri-la na sua íntegra (Mt 5.17, 18). Ele também se referiu à lei de maneira direta: “Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, que morra de morte” (Mt 15.4).

Esses dados reaparecem na passagem paralela (Mc 7.10). Jesus combinou o sexto mandamento (Êx 20.12; Dt 5.16) com a pena estabelecida no sistema mosaico contra seus infratores (Êx 2 1.17; Lv 20.9), mas não fez nenhuma observação contrária à pena de morte. Em Marcos, Jesus afirma que “Moisés disse” (Mc 7.10); no entanto, aqui o texto declara: “Deus ordenou”. É evidente que toda a lei procede de Deus, e Moisés, como mediador entre Deus e Israel, foi o promulgador da lei. O apóstolo Paulo segue a mesma linha de pensamento. Ele reconhece a legitimidade da lei e admite a pena capital na legislação de um país (Rm 13.1-6).

Não há no Novo Testamento revelação contrária. O Espírito Santo permitiu que essa lei permanecesse para proteger a vida de inocentes, Os grupos de direitos humanos devem se preocupar também com os humanos direitos. Eles devem pensar no valor da vida da vítima dos homicidas. A inaplicabilidade da pena capital se deve ao mau uso que as autoridades vêm fazendo desse preceito ao longo dos séculos, desde os tempos bíblicos (1 Rs 21.1-16; Mc 6.16-29; At 7.55-60). O maior exemplo está na morte de Jesus, que prova não haver justiça na terra. Isso é condenável à luz do Novo Testamento.

Todos reconhecem que a pena de morte é uma lei que fere o espírito de perdão, amor e misericórdia, que formam a essência do cristianismo; no entanto, ela está presente no Novo Testamento. A diferença do Antigo Testamento é que ali a lei prescreve como parte de um sistema legal, e aqui não é mandamento, conselho ou incentivo. O Novo Testamento apenas reconhece que a pena capital existe. É como a bomba atômica: existe mas não é para ser usada. Ela não vai resolver, como nunca resolveu, o problema da violência e da criminalidade, e serve para satisfazer caprichos de ditadores cruéis, muitos deles considerados fora da lei pela comunidade internacional. Em resumo, a pena de morte combate a violência com outra violência. A solução está na mensagem transformadora do Calvário. Jesus deu o exemplo ao absolver a mulher adúltera dessa sentença (Jo 8.1-1 1).

CONCLUSÃO

O presente estudo não busca trazer soluções para questões complexas como a guerra e a pena de morte. O assunto também não se esgota aqui. Essas coisas não se resolvem com um simples discurso baseado em “Não matarás”. É uma reflexão sobre a dignidade do indivíduo, como ser humano, e sobretudo por ser a vida um dom de Deus e somente o Criador ter o direito de tirá-la. O direito à vida é natural e inalienável e é parte da responsabilidade do homem, como seu administrador, O verbo rãtsah, na legislação mosaica, tem o sentido de proibir o homicídio premeditado, ou seja, o assassinato violento de um inimigo pessoal.



Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
BIBLIOGRAFIA
bibliotecabiblica.blogspot.com.br


luizgregoriogomes.wordpress.com

cristianismopuro.blogspot.com.br

www.artigonal.com

Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);

Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;

Livro Os Dez Mandamentos = CPAD = Esequias Soares

Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010

HAMILTON, Vitor P. Manual do Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. I.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico Êxodo. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998

Comentário Bíblico Êxodo – CPAD = Armando Chaves Cohen

Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;