4 de setembro de 2018

A Lâmpada Arderá Continuamente


A Lâmpada Arderá Continuamente

TEXTO ÁUREO = “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue năo andará em trevas, mas terá a luz da vida.”
(Jo 8.12)

VERDADE PRÁTICA = Tal como as lâmpadas do Tabernáculo brilhavam continuamente, assim devemos nós resplandecer neste mundo de apostasias, iniquidades e trevas.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 24.1-4

HINOS SUGERIDOS: 266, 390, 595 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar a tipologia do candelabro de ouro;
II. Saber que Jesus é a luz eterna e perfeita;
III. Compreender que precisamos manter a luz brilhando continuamente.

INTRODUÇÃO

O candelabro, cujo nome de origem é menorah, é também chamado nas Escrituras Sagradas de “castiçal”, “candeeiro”, “candeia”, ou simplesmente “lâmpada”. Constitui-se num dos objetos mais importantes e significativos da cultura e da religião judaica.

 O candelabro era todo esculpido em ouro puro (“... uma peça só...”). Pesava um talento, o que, acredita-se, correspondesse entre 30 e 35 kg. Alguns estudiosos pretendem que suas medidas fossem 1,65 m de altura por 1m de comprimento, de uma extremidade a outra.

 O candelabro consistia numa coluna central, da qual saíam seis háteas, três dum lado e três do outro, sendo que a peça inteira era sustentada por um pedestal. Ao todo, o candelabro tinha sete lâmpadas, que eram acesas através de um pavio, embebido de azeite. O candelabro tinha função vital dentro do tabernáculo; ficava do lado esquerdo de quem entreva no Santo Lugar, o segundo compartimento (dentro da tenda), e era a única iluminação que se tinha dentro daquele recinto sagrado.




O CANDELABRO DE OURO

O CANDELABRO E O SEU SIGNIFICADO

• O candelabro foi confeccionado de uma única peça de ouro puro batido, e trabalhado com martelo e outras ferramentas só depois de ser submetido ao fogo é que pode ser trabalhado obtendo assim a forma desejada.

•O candelabro tinha um pedestal central simbolizando Cristo no centro da igreja e de nossas vidas.

•Desse pedestal saiam três braço de cada lado simbolizando Cristo sustentando a igreja que esta intimamente ligada a Ele pelo poder do Espírito Santo e pele obra redentora do calvário.

•Totalizando sete braços sob cada par de braços havia um no ou botão,sustentando-os sob os sete braços foram colocadas lâmpadas e pavios.

•O candelabro tinha nove ornamentos em cada um dos seis braços havia três taças em formato de amêndoas três botões e três flores.

•No pedestal central havia quatro grupos de ornamentos:quatro taças,quatro botões,quarto flores perfazendo um total de doze ornamentos.

•Nenhuma medida foi dada para a confecção do candelabro o peso era de aproximadamente 33 quilos.

•Seus apagadores eram de ouro puro.

•O óleo ( combustível) de azeite em grego "chrisma" que é traduzido por unção,este azeite era puro de oliva batida e era a função de Arão o sumo sacerdote apagar os pavios retirando a parte queimada e manter o suprimento de azeite pela manha e pela tarda.

•O candelabro é um dos maiores símbolos da fé judaica,também é chamado de candeeiro,castiçal e em hebraico de" menorah" no interior do lugar santo só havia a luz do candelabro para iluminar aquele lugar só deveria ser apagada quando em trânsito pelo deserto.

•Confeccionado de uma única peça de ouro,tem o conceito de inteireza de autoridade de unanimidade de singularidade pois há um só mediador,um só salvador,um só caminho,um só corpo, um só Deus,uma só igreja um único caminho,um único sacrifício pelo pecado.

•O ouro puro batido nos recorda a divindade de Cristo a luz do mundo e em segundo lugar a igreja "vós sois a luz do mundo" também aponta para o sofrimento de Jesus Cristo,e o processo de purificação e transformação efetuada pelas provas e tribulações que a igreja passa para tornar-se forte e resistente.

•O botão ou broto representa Deus Pai que é o começo de todas as coisas.

•A flor representa o Deus filho que foi esmagado como uma flor exalando um suave perfume.

•As taças em formato de amêndoa representa o Espírito Santo enviado pelo Pai para que o seu povo possa produzir frutos.

•Os nove ornamentos em cada um dos seis braços (igreja)nove é o número do Espírito Santo na igreja os frutos do Espírito são nove os dons do Espírito são nove.

•Havia doze símbolos no pedestal central do candelabro quatro grupos de taças botões e flores dando um total de doze que representa a autoridade plena apostólica .

•As sete lâmpadas acesas com o fogo, além de simbolizar Cristo e a sua igreja também simboliza plenitude,totalidade,perfeição os sete espíritos que estão sobre o messias o Senhor Jesus Cristo.

•O fogo que foi levado para acender o candelabro foi o fogo divino que partiu da nuvem de glória e acendeu o altar do holocausto foram levadas brasas de fogo para acender o candelabro.

•O total sessenta e seis é a soma do número de taças,botões,e flores do pedestal(Cristo),e dos seis braços (igreja) como resultado temos o total de livros da bíblia,havia três grupos de taças,botões e flores os três braços de cada lado do candelabro,se adicionarmos os doze do pedestal,temos um total de trinta e nove,que nos leva ao número de livros do antigo testamento,assim os demais braços totalizam vinte e sete que corespondem aos livros do novo testamento.

•As medidas ou tamanho não foram revelados para confeccionar o candelabro de ouro isto significa que não podemos medir a luz de Cristo e nem o seu alcance poderosíssimo o peso de 33 quilos pode representar a idade de Jesus Cristo.

•O candelabro em trânsito pelo deserto,era coberto com um pano azul,símbolo do Espírito Santo e também aquele que é Senhor dos céus era embrulhado em uma cobertura de peles de texugo revelando que nele não havia beleza e nem formosura supostamente carregado num suporte isto é uma característica da peregrinação por este mundo.

•O candelabro símbolo da igreja grego"EKKLESIA" significa chamado para fora este termo também designava um grupo de pessoas divinamente chamadas e separadas do mundo ,unidas sob o pacto do culto e o serviço cristão,sob a suprema autoridade de Cristo (o pedestal central).
•A missão do candelabro era iluminar o interior do lugar santo,a missão da igreja e ter compromisso com Deus, consigo mesma e iluminar o mundo e estar envolvida na obra.

•Na adoração (grego:LATREIA) a igreja é um precioso tesouro de Deus na qual Ele se dedica a adoração glorifica a Deus , pois Ele esta entronizado entre os louvores celestiais, adorar a Deus em espírito e em verdade é reconhecer o seu poder supremo.

•Na comunhão (grego KOINÕNIA) quando os cristãos convivem em comunhão Deus é glorificado comunhão horizontal e com Deus comunhão vertical resultado da cruz.

•O candelabro não era uma simples peça fundida de ouro mais forjada a martelo por em hábil ouvires, partindo-se de um talento de ouro , para obter-se o candelabro esse ouro ia sendo continuamente golpeado até ter a forma perfeita, aquele que era verdadeira luz, tinha que ser golpeado com duros golpes de juízos levando sobre si os pecados de toda a humanidade e hoje está em sua infinita glória.

JESUS, A LUZ ETERNA E PERFEITA

JESUS A LUZ DO MUNDO. "Deus é luz", diz 1 João 1: 5. A luz é uma metáfora comum na Bíblia. Provérbios 4:18 simboliza a justiça como a "luz da aurora". Filipenses 2:15 compara os filhos de Deus que são "puros e irrepreensíveis" com as estrelas brilhantes no universo. Jesus usou a luz como uma imagem de boas obras: "Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus" (Mateus 5:16). Salmo 76:4 diz de Deus: "Resplendes de luz!"

 O fato de que Deus é luz estabelece um contraste natural com a escuridão. Se a luz é uma metáfora para a justiça e bondade, então a escuridão significa o mal e o pecado. Primeiro João 1:6 diz que "Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade." O versículo 5 diz: "Deus é luz; nele não há treva alguma." Note que não nos é dito que Deus é  uma luz, mas que Ele é luz. A luz faz parte da Sua essência, assim como o amor (1 João 4:8). A mensagem é que Deus é completamente, absolutamente e incondicionalmente santo, sem qualquer mistura com o pecado, qualquer mancha de iniquidade ou qualquer indício de injustiça.

 Se não temos a luz, não conhecemos a Deus. Aqueles que conhecem a Deus, que andam com Ele, são da luz e caminham na luz. Eles são feitos participantes da natureza divina de Deus, "livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo" (2 Pedro 1:4).

 Deus é luz, e por isso o Seu Filho também é. Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12). "Andar" é fazer progresso. Portanto, pode-se inferir a partir deste versículo que os cristãos estão destinados a crescer em santidade e amadurecer na fé na medida em que seguem a Jesus (ver 2 Pedro 3:18).

 Deus é luz, e é o Seu plano que os crentes resplandeçam a Sua luz, tornando-se mais semelhantes a Cristo todos os dias. "Porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas" (1 Tessalonicenses 5:5). Deus é o Criador da luz física, bem como o Doador da luz espiritual pela qual podemos ver a verdade. A luz expõe o que está oculto nas trevas; ela mostra as coisas como realmente são. Andar na luz significa conhecer a Deus, compreender a verdade e viver em justiça.

 Os crentes em Cristo devem confessar qualquer escuridão dentro de si - seus pecados e transgressões - e permitir que Deus brilhe a Sua luz através deles.

 Os cristãos não podem ficar de braços cruzados apenas assistindo outros se afogando na escuridão do pecado, sabendo que os que permanecem nas trevas estão destinados à separação eterna de Deus. A Luz do Mundo deseja banir a escuridão e conceder a Sua sabedoria em todos os lugares (Isaías 9:2; Habacuque 2:14; João 1:9). Ao levar a luz do evangelho ao mundo, necessariamente temos de revelar coisas que as pessoas preferem deixar escondido. A luz é desconfortável para aqueles acostumados com o escuro (João 3:20).

 Jesus, o perfeito Filho de Deus, é a "verdadeira luz" (João 1:9). Como filhos adotivos de Deus, devemos refletir a Sua luz em um mundo escurecido pelo pecado. O nosso objetivo em testemunhar aos perdidos é "para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus" (Atos 26:18).

A IGREJA É A LUZ DO MUNDO. Ser sal da terra e luz do mundo significa ter uma vida que glorifica a Deus e leva outras pessoas a seguir Jesus. As boas obras podem ser muito pequenas mas têm um efeito muito grande. Todo crente é chamado para ser sal da terra e luz do mundo.

No sermão da montanha, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram o sal da terra e a luz do mundo. Quando uma pessoa se arrepende de seus pecados e se torna seguidor de Jesus, essa mensagem também se aplica a ela. Jesus explicou o que ser sal da terra e luz do mundo significa:

Jesus disse que somos o sal da terra. A função do sal é dar sabor à comida mas o sal que tem muitas impurezas perde essa qualidade. O sal sem sabor é jogado fora porque é inútil (Mateus 5:13).

Hoje em dia, o sal é muito barato mas, no tempo de Jesus, era valioso. Mesmo não sendo barato, o sal era essencial para a comida. Sem sal, a comida ficava incompleta, sem graça. Uma pitada de sal pode dar sabor a muita comida! O sal era tão importante que todas as ofertas de comida dedicadas a Deus deveriam ser temperadas com sal (Levítico 2:13).

MANTENDO A LUZ BRILHANDO CONTINUAMENTE

Será que você tem brilhado? Será que você tem andado na luz? Será que você tem iluminado o mundo que está em trevas?

A primeira coisa que nós precisamos para receber a palavra é estarmos prontos para ela. Se você está pronto então você vai recebê-la.
E Deus quer que você possa ser alcançado pela palavra Dele, e isso não depende Dele, depende de você.
Então se prepare, porque hoje Jesus quer te alcançar com a Sua Luz!

É sobre isso que quero falar com vocês hoje: LUZ. Será que você tem brilhado? Será que você tem andado na luz? Será que você tem iluminado o mundo que está em trevas?

1 João 1.5-7: Deus é luz. Aqueles que não andam na luz não têm comunhão com Ele.
 5 E esta é a mensagem que Dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. 6 Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. 7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

A luz representa o que é bom, puro, verdadeiro, santo e confiável. A declaração “Deus é luz” significa que Ele é perfeitamente Santo e verdadeiro, e que só Ele pode nos tirar da escuridão. E quando falo de escuridão, de trevas, estou falando de tudo o que é perverso e pecaminoso.

A luz está também relacionada à verdade, pois deixa tudo visível, seja bom ou ruim. Nas trevas, o bem e o mal parecem semelhantes; na luz, podem ser claramente distinguidos. Da mesma maneira que não pode existir escuridão na presença da luz, o pecado não pode existir na presença do Deus Santo. Se quisermos ter um relacionamento com Deus, devemos deixar as trevas e andar na Luz. Declarar que pertencemos ao Senhor e vivermos conforme a nossa própria vontade é hipocrisia.

Você sabe o que hipocrisia quer dizer?

A palavra Hipocrisia deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis e ambos significando representar ou fingir. Significa fingir ter crenças, fingir ter virtudes e sentimentos quando na verdade não os possui. Falando num português mais claro, podemos dizer que hipocrisia é um padrão duplo: Fala-se uma coisa, mas vive-se outra.

A palavra é clara dizendo que Deus é luz. E aqueles que não andam na luz não têm comunhão com Ele. Andar em trevas é andar longe de Deus. Aqueles que dizem ter comunhão com Ele, mas andam em trevas, são mentirosos, são hipócritas.
 Como será que Deus olha para este tipo de pessoa?

Não podemos amar a Deus e ao mesmo tempo amar o mundo.

1 João 2:15 = Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Mas hoje eu não quero ficar falando de trevas, não quero ficar falando de pecado, porque ser santo é um requisito que todo crente deveria priorizar. Quero só ler um texto que deixa bem claro como é classificado aquele que pratica o pecado, um texto forte e direto.

1 Jo 3.8-10 = 8 Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. 9 Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.10 Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.

Bom, depois dessa não preciso falar mais nada. Todos nós como Filhos da Luz, temos que estar convencidos de que por sermos nascidos de Deus, não podemos praticar o pecado, pois quem pratica o pecado é do diabo.

Efésios 5.8-13 = 8 Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no SENHOR; Vivam como filhos da luz, 9 Porque o fruto da luz está em toda a bondade, e justiça e verdade, 10 E aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor.11 E não participem das obras infrutíferas das trevas, mas antes exponham-nas à Luz. 12 Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso.13 Mas tudo que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visível todas as coisas (a luz tudo manifesta) 14. Por isso é que foi dito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”.

Como pessoas que andam na Luz, nossos atos devem refletir a fé, devemos ter uma vida acima de qualquer censura moral e refletir o amor de Deus.



Quando Paulo fala em evitar as obras infrutíferas das trevas ele diz para evitarmos qualquer prazer ou atividade que resulte em pecado. Devemos ir além. Paulo nos ensina a expor nossas obras, porque muitas vezes nosso silêncio pode ser interpretado como aprovação.

Deus quer e precisa de pessoas que defendam o que é correto, justo, que defendam a palavra que é a verdadeira. Chega que de ficar quietinho com medo brilhar sua luz no meio das trevas. Pra que ter medo de brilhar a luz do Senhor? Pra que ficar “na sua” quando você deve defender a palavra, defender aquilo que você “diz” que acredita? O Senhor é a minha luz e a minha salvação a quem temerei? (Sl. 27:1). Não temas, porque toda a escuridão é dispersa frente a Luz que é o Senhor.

A Luz é Verdade.

Colocar-se na luz é colocar-se no descoberto, é ser visto como se é. Já estar em trevas é estar oculto. Mas porque se manter oculto? Porque não brilhar a luz que há em nós?
 Na luz tudo manifesta. Muitas pessoas não querem ter suas vidas expostas à Luz de Deus, porque temem o que será revelado.

Li uma frase muito interessante que diz o seguinte: “Quase todos os atos maus e intenções más começam com a premissa de que podem ser encobertos pelo engano”. Meu irmão, é nisso que se baseia o reino das trevas. O reino das trevas é construído sobre mentiras, segredos e escuridão. Ele exige a ausência de luz para que sobreviva. Portanto, apesar de toda a aparência de poder, o reino das trevas é estruturalmente muito fraco. Se você acender a luz, a escuridão imediatamente se acaba.

Você tem tropeçado nas trevas? Você se acostumou com o escuro e tem medo do que a luz pode revelar?

Feche seus olhos por um instante. Imagine-se em uma sala escura. Na sala há esculturas grotescas, objetos pontiagudos pendurados no teto, montanhas de sujeira no chão, e móveis velhos nos quais você pode tropeçar. No escuro é impossível imaginar que há algo de errado com esta sala. Contudo, a luz revelaria que na verdade esta sala é horrível; e então não poderíamos fingir!

A dor que sentiríamos quando a luz fosse acesa não seria melhor para os nossos “olhos”, do que a dor que sentiríamos se tropeçássemos? Se a luz estivesse acesa tudo seria exposto; poderíamos andar pela sala sem acidentes; a sala poderia ser limpa; e poderíamos até encontrar coisas bonitas e de valor lá, que poderíamos apreciar e usar.

Quero te fazer uma pergunta: Se a luz é acesa, nós a apreciamos ou corremos para “apagá-la”? Nós aceitamos a luz, mesmo que nos faça sofrer?

Agora imagine que você está nesse ambiente não a partir de agora, mas há 1, 2, 10 anos ou a vida toda. Já se está mais habituado a andar na escuridão. Já se acostumou com os tropeços e tombos. Acabou-se a sensibilidade e isso não faz mais diferença pra você. Isso é muito preocupante!

ED - 1 Ts 5:5-6 = 5 Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. 6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;

Não podemos dormir no ponto, não podemos adormecer na Luz, mas vigiarmos e sermos sóbrios. Hoje a igreja tem adormecido na luz, vemos pessoas se preocupando com si mesmas e não com o próximo, se preocupando com questões estruturais da igreja, com vida profissional, com cargos e não com o Reino, não com os pequeninos, indo na contramão do que a palavra de Deus diz. Esquecendo do nosso chamado como igreja, como filhos da Luz.

A luz garante a visão clara do caminho.
A verdade indica a direção.
 E o que é a verdade?

A Palavra

Andar na luz diz respeito a cada um de nós de forma pessoal, você pode estar em Cristo Jesus, mas não estar andando na Luz.
 A palavra de Deus é a verdade, ela traz luz, ela é a luz.
 Quero ler dois textos que mostram como a palavra é poderosa, viva e luz para nós.
 Hebreus 4:12-13
 Pois a palavra de Deus é viva e eficaz; e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração do homem.

Salmos 119:105 = Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.

Quando você faz algo que está contrário à Palavra você entra em alguma área das trevas.

Você precisa olhar todos os dias para com o que você está se envolvendo, as coisas que tem dito, o que tem pensado. Diariamente encontramos motivos para sairmos da luz, encontramos dificuldades para permanecemos nela.
 O Mundo que nos cerca é um lugar de trevas e existe muita pressão para não andar na luz.

A palavra de Deus diz em 1 Jo 5:18 que “todo que é nascido de Deus não peca”. Ou seja, a si mesmo se guarda, a si mesmo se protege. Andando na luz, Vivendo nela.
Existem pessoas que vivem muito mais as coisas que as trevas manifestam, mas o desejo de Deus é que nos vivamos as coisas que a luz manifesta. Afinal, Deus está interessado em que sejamos vitoriosos e plenos.

Mas entenda que Deus nos criou e nos deu a condição de tomarmos nossa decisão, somos nós que decidimos andar na luz. A decisão de andar na verdade e brilhar a luz é sua. Deus apenas te orienta quanto ao que fazer, mas quem dá o passo é você, não Deus.

Por isso que Deus nos deu sua Palavra, para que tomamos a decisão correta, e vivamos conforme Sua vontade. A Palavra é uma orientação clara daquilo que Deus quer que nós façamos.

Abandone qualquer coisa que não venha da palavra. Quando você pisa nas trevas você dá autoridade ao diabo a agir naquela área da sua vida.

Se você tem Jesus, você tem a condição de andar na luz, de rejeitar as trevas. Mas se eu ando no terreno das trevas, eu dou espaço para o diabo matar, roubar ou destruir alguma área da minha vida.

O diabo é um demônio, e qualquer demônio está abaixo de um filho de Deus, de um filho da luz. Como eu já disse, o reino das trevas parece ser poderoso, mas ele é fraco, e não pode com a Luz.

O diabo está apenas tentando tirar você da palavra, da luz.
Algumas pessoas andam na palavra apenas quando não lhes exige absolutamente nada.
Mas às vezes andar na palavra, andar na luz, exige de você uma atitude que parece que vai existir uma perda, ou coisa parecida.

Andar na palavra é mais do que fazer as coisas quando lhe convém ou quando não lhe custa nada. Andar na palavra é fazer mesmo que lhe custe muito.

Na maioria das vezes andar na luz vai te custar muito e vai exigir de você posições que parecem ser posições de grande perda. Mas na verdade o diabo mascara as coisas e cria figuras para levar você para outro lugar. Aparentemente o que ele coloca a sua frente parece ser uma decisão inteligente, mas não é. Aparentemente é algo que te traz benefício, mas só traz roubo, te afasta de Deus.

Fique atento, firme-se na palavra, ou você acha que o diabo vai te incentivar, ou te atrair pro lado dele te oferecendo destruição? Não, ele vai te oferecer coisas boas, aparentemente atraentes, coisas que parecem ser a melhor oportunidade do mundo, coisas que o mundo exibe como sucesso, a oportunidade da vida. E pessoas dão saltos para esse caminho, não se firmam na palavra, e acabam se afastando de Deus, da Luz.
E algumas até dizem: Ah, mas não dá nada, Deus entende! Preste atenção, Deus não entende nada que está fora da sua palavra. Isso é apenas uma jogada para que você seja fisgado.

Mas quero que você grave uma coisa: se você estiver firmado na palavra, estiver andando na luz, ainda que pareça que você esteja perdendo, você está ganhando sempre.

A Palavra de Deus é a luz que nos mostra o caminho adiante, de forma que não tropecemos em nada. Ela revela o enganoso emaranhado de raízes dos falsos valores e filosofias.

Viva a luz que é a palavra, a verdade que indica a direção e que liberta!

Brilhando com Jesus

Mateus 5.14-16 = 14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; 15 Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. 16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Um elogio = “Vós sois a luz do mundo.” Quando analisamos seriamente essa afirmação, ela nos surpreende. Essas palavras nos dizem que, como cristãos, como filhos, além de participarmos dos planos e propósitos de Deus, nós também partilhamos das características de Deus e de Jesus. João disse: “Deus é luz” (1 João 1:5). Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo” (João 8:12). Com esses versículos, Jesus aponta para Seus seguidores e diz: “Vós sois a luz do mundo”. Que lindo elogio, que privilégio! Se isto não fizer você se sentir elevado como filho de Deus, nada mais o fará.

O principal propósito da luz é dissipar a escuridão. O texto deste sermão afirma que mundo está na escuridão e que nós somos os que possuem a luz.

Como seguidores de Jesus, devemos deixar nossa luz brilhar. Deixamos que ela brilhe levando uma vida correta. Deixamos que ela brilhe ensinando a Palavra de Deus, sendo exemplo, levando as coisas de Deus com seriedade e prioridade, não deixando nossa vida com Deus ficar atrás da nossa vida profissional, dos nossos momentos de diversão. Não podemos ser medíocre no nosso relacionamento com Deus. Temos que priorizar a Luz!

Não gosto da escuridão moral e espiritual existente no mundo e na igreja. Isso me desanima demais. Ver pessoas a minha volta que crêem em Jesus, mas sendo escuras espiritualmente, levando um momento de culto como se fosse uma reunião qualquer, fazendo as coisas de Deus no relaxo, desanimando e errando por qualquer bobeira.
Saber e ver que participam de rodinhas de conversas vãs, e que dão corda, dão risada e se divertem com um papo do mundo, fazem papel de caluniadores e escarnecedores que Jesus tanto condena. Às vezes, a escuridão é tão intensa que dá vontade de desistir. Em momentos assim, tenho de lembrar que a luz não teria propósito se não houvesse escuridão. O propósito da luz é dissipar a escuridão. É por isso que Deus me colocou neste lugar, neste exato momento!

Estou aguardando minha ida para o céu, onde a luz de Deus dissipará as trevas (Apocalipse 22:5). Enquanto isso, estou no mundo escurecido onde Deus quer que eu esteja, iluminando, dissipando as trevas.

Uma passagem bíblica pertinente é Filipenses 2:15. Paulo desafiou seus leitores a se tornarem “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros, como luzeiros no mundo.”

Você sabia que quanto mais escura é a escuridão, mais brilhante a luz parece, por mais pequenina que ela seja. Por exemplo, quem nunca se irritou quando foi pra cama e uma luzinha pequena, um led de um aparelho eletrônico no quarto que fica aceso o tempo todo. Durante o dia, nem se nota essa luz, mas a noite, assim que nossos olhos se ajustam à escuridão, a pequena luz se intensifica. Então até uma pequenina luz tem valor quando tudo mais está escuro. Portanto, mesmo que seja só você, apenas uma pequena luz no meio do mundo na escuridão, você irá brilhar, e sua luz se intensificará cada vez mais, porque através de você novas luzes se acenderão, e quando você olhar a sua volta a escuridão terá se dissipado! Aleluia!

Um desafio

As palavras de Cristo não são apenas um elogio; também são um desafio: temos de deixar nossa luz brilhar. Jesus disse: “Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”. Todo viajante que passasse por ali era capaz de avistar a cidade e dizer: “Ali está ela, em cima do monte”. A idéia principal de Jesus era que, assim como não se podia esconder suas cidades, nós não devemos esconder nossa luz (nossa influência). Você tem influenciado ou tem sido influenciado?

A aplicação fica evidente nas palavras que se seguem. Jesus prosseguiu dizendo: “.nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire”. A NVI diz: “debaixo de uma vasilha”. O alqueire era uma grande vasilha de barro com capacidade para cerca de nove litros. Colocar uma candeia debaixo desses sólidos recipientes anularia efetivamente sua luz.



A ilustração de colocar nossa luz debaixo do alqueire diz que é possível se esconder a luz. Infelizmente, muitos que uma vez afirmaram seguir Jesus esconderam sua luz debaixo “do alqueire” da ignorância, “do alqueire” do mundanismo, “do alqueire” do sucesso profissional, “do alqueire” do “mais ou menos”, “do alqueire” do “tô de boa, estou sossegado”.

Nos dias de Jesus, as pessoas não colocavam candeias debaixo de alqueires; elas colocavam suas candeias em candelabros ou veladores. Esses suportes ficavam no alto das paredes dando “luz a todos que estavam na casa”. Da mesma forma, Jesus disse: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras”. À medida que fazemos “boas obras” estamos deixando nossa luz brilhar.

Por que devemos deixar nossa luz brilhar? Para glorificar a Deus. Não devemos buscar engrandecimento pessoal; devemos procurar glorificar a Deus. O propósito da luz não é chamar atenção para si mesma, mas iluminar aqueles sobre os quais seus feixes são emitidos. Nosso propósito em viver a vida cristã não é chamar atenção para nós mesmos, mas (como disse Jesus) “glorificar [nosso] Pai que está nos céus”.

E você? Tem sido luz? O que as pessoas vêem quando olham em teus olhos?
É tão legal quando você ouve alguém dizendo que determinado irmão tem algo diferente, que o seu rosto parece que está sempre brilhando, que seus olhos passam luz.
O que as pessoas vêem quando olham em teus olhos?

Reclamamos e lamentamos, com freqüência, do mundo pecaminoso à nossa volta. Perguntamos: “Por quê? Por que está ficando cada vez pior?” Talvez devêssemos perguntar: “Onde? Onde está a luz?”

Seja um farol da verdade, não oculte a luz de Cristo aqueles que estão a sua volta e não conhecem a Jesus.

Permaneça na Luz pois a volta está próxima!

Deus está interessado em você. Mas é preciso que você se interesse por Ele.

Deus está dizendo: Permaneça comigo, permaneça na luz, permaneça na minha palavra, permaneça comigo, fique junto comigo, não saia de daqui.

Se há alguém aqui que não deixou a luz de Jesus entrar na sua vida, que não recebeu Jesus em seu coração, que ainda não nasceu de novo, você precisa recebê-Lo e aceita-Lo, este milagre está a sua disposição. Ele pode entrar na sua vida e te mudar completamente a partir de hoje, possibilitando que você ande na Luz, recusar o que o diabo fala, e estar por cima dele, e ele vai ser fraco, porque você vai estar com Deus.

Há dias em que a preocupação e os problemas que o diabo coloca a sua frente te deixam desesperado e você parece que não vai agüentar. Mas você nem chegou perto do que você é capaz de agüentar, nem sequer tem noção da unção e da capacitação que Deus colocou dentro de você quando você nasceu de novo.

Seus olhos foram abertos e pode-se ver a luz do Senhor iluminando o caminho! Você vai a partir de hoje andar por fé, com convicção, sabendo discernir as possibilidades, brilhando na escuridão. Além disso, a partir de hoje você verá os que ainda estão nas trevas e vai aproximar e trazer luz para suas vidas.

Jesus está voltando e Deus está procurando pessoas em quem Ele possa se manifestar e mostrar quem Ele É. Será que você será como as 5 virgens tolas e néscias na parábola que Jesus conta em Mt 25.1-13? Será que você dormirá no ponto e deixará sua lâmpada se apagar e vai perder a chegada do noivo?

Se liga aí meu irmão, temos que estar preparados, andando na luz, pois a palavra de Deus alerta: “Vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora”. Depois o noivo chega e quem bobear fica. Eu não quero e não vou ficar, por isso quero te desafiar a andarmos na luz.

CONCLUSÃO

Todo aquele que não observa a palavra de Deus pode ter ser candeeiro removido. A Bíblia relata no livro de apocalipse na carta a igreja de Éfeso um aviso importante para esta igreja e a de nossos dias. “Tenho contra ti que deixaste teu primeiro amor, lembra-te, pois de onde caíste.. arrepende-te e volta a prática das primeiras obras..” (Ap 2:4-5).

Na verdade o Senhor agiu mais uma vez com misericórdia, dando oportunidade a Igreja que se concertasse. O Senhor nunca sentencia um juízo sem que haja chance ao arrependimento. Só após a negligência desta admoestação que o Senhor removeria o candeeiro(Ap 2:5b). Os crentes de Éfeso havia abandonado seu Deus( O Espírito do Senhor).

Aqueles cristãos perderam a motivação de servir a Deus, o seu amor para com o Senhor que era a adoração a Ele. O pecado apaga a chama do amor de Deus em nossas vidas e acabamos vivendo como crentes religiosos, conformados a servir a Deus por obrigação a Deus e status. A igreja de Éfeso havia deixado de se relacionar com Deus como outrora, por isso que foi preciso tal exortação. Um relacionamento que se esfria aos poucos só pode ser “incendiado” novamente pelo verdadeiro perdão e pelo resgate da paixão inicial. Para Éfeso só havia uma solução o arrependimento.




Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia







"FOGO ARDERÁ CONTINUAMENTE SOBRE O ALTAR NÃO SE APAGARÁ"

FALAREMOS PORTANTO NESTA OCASIÃO SOBRE COMO MANTER A CHAMA DO ESPÍRITO SANTOS ACESA E O NÍVEL DE SEU AZEITE.

"O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.

Lv. 6:13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará."

ESTA ORDEM FAZIA PARTE DA LEI DE DEUS SOBRE O CULTO

NO CULTO HAVIA TRÊS FOGOS QUE NÃO PODIA SE APAGAR:

I- O FOGO DO ALTAR DO HOLOCAUSTO; LV. 6:13.

NÓS TAMBÉM TEMOS UM ALTAR QUE É JESUS - HB 13:10
"Temos um altar de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo".

ELE MORREU POR NÓS UMA VEZ PARA SEMPRE - Rm. 6.10
"10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus."

É PELO FOGO DO ESPÍRITO SANTOS QUE JESUS É GLORIFICADO, João 16:14
"14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar."

PORQUE ELE TESTIFICA DO SACRIFÍCIO DE JESUS - Hb. 10:14-16.
"14 Porque, com uma só oblação, aperfeiçoou para sempre os que são santificados".
15 E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque, depois de haver dito:
16 Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta:"

É NECESSÁRIO QUE ESTE FOGO SEMPRE ESTEJA ACESO, PARA QUE CADA CRENTE POSSA VIVER UMA VIDA RENOVADA PELO PODER DO CALVÁRIO.

                             II- O FOGO DO CASTIÇAL, Ex 25:31; 27.21

"Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo."
"Na tenda da congregação fora do véu, que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o
SENHOR; um estatuto perpétuo será este, pelas suas gerações, aos filhos de Israel."
Este fogo simboliza, a necessidade de que sempre mantenhamos o fogo do Espírito Santo, sempre acesa, e que o nível do azeite derramado sobre nós não venha baixar o nível, para que assim seja sempre conservada acesa a nossa lamparina" Mt 5:14-16; Fp 2.15.

O FOGO DO CASTIÇAL FORNECIA LUZ PARA OS SACERDOTES MINISTRANTES E TIPIFICAVA CRISTO A LUZ DO MUNDO - Êx. 25:31

O Candelabro era abastecido pelo óleo do fruto da oliveira (azeitona batidas),Não podia ser amassadas sendo assim, de melhor qualidade, Fornecendo Luz mais brilhante e produzindo menos fumaça. Êxodo 27:21.

(O que se vê nos dias de hoje é muita fumaça, gritos e línguas estranhas sem lágrimas, muita correria, dentro da igreja, muito pula-pula, caretas e outras mímicas, e pouca mudança d vida.sem dúvida nenhuma, è sinal de fogo produzido por azeite não batido e sim óleo de azeitonas amassadas)

Êx. 27.21. "Na tenda da congregação fora do véu, que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o SENHOR; um estatuto perpétuo será este, pelas suas gerações, aos filhos de Israel."

OBREIRO E SEUS AUXILIARES Êx 27.21 " ARÃO E SEUS FILHOS"

QUE REPRESENTA ARÃO E SEUS FILHOS NOS DIAS DE HOJE?
O PASTOR E SEUS AUXILIARES "AS CONSERVARÃO EM ORDEM"

COMO: ?. Atualizando seu conhecimento bíblico, buscando na oração, graça para dar ao rebanho um alimento fresco e bem nutritivo, inteercedendo pelos mais fracos, jejuando, sendo unidos, sendo o exemplo para o rebanho de Deus. (REF. BÍBLICA)

A IGREJA É O REFLEXO DA LIDERANÇA - Gênesis. 30: 39-42

"37 Então, tomou Jacó varas verdes de álamo, e de aveleira, e de castanheiro e descascou nelas riscas brancas, descobrindo a brancura que nas varas havia, 38 e pôs estas varas, que tinha descascado, em frente do rebanho, nos canos e nas pias de água, aonde o rebanho vinha a beber, e conceberam vindo a beber. 39 E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. 40 Então, separou Jacó os cordeiros e pôs as faces do rebanho para os listrados e todo moreno entre o rebanho de Labão; e pôs o seu rebanho à parte e não o pôs com o rebanho de Labão. 41 E sucedia que, cada vez que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas diante dos olhos do rebanho nos canos, para que concebessem diante das varas.
42 Mas, quando enfraqueceu o rebanho, não as pôs. Assim, as fracas eram de Labão, e as fortes, de Jacó."

ELIMINAR AS DIVERGÊNCIAS: ( IDADE, TEMPO DE FÉ, ESTEVE DESVIADO, TEM MENOS ESTUDO) ETC. ETC."O FOGO PRECISA CONTINUAR ACESO"

                          III- O FOGO DO ALTAR DO INCENSO ÊX. 30:8.

"E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimarão; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações"

SEM O FOGO NESTE ALTAR A FUMAÇA DO INCENSO NÃO PODIA SUBIR. ASSIM TAMBÉM NÓS PRECISAMOS DO FOGO DO ESPÍRITO SANTO PARA MANTER A NOSSA VIDA DE ORAÇÃO EM DIA, Rm.8:26; Jd. V20.

"Rm 8.26.26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis."

Jd. 20 "20 Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,"


"SEDE FERVOROSOS" MANTENHAM O FOGO DO SEU ALTAR SEMPRE ACESO.
"RM.12:11. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosa no espírito, servindo ao Senhor";


TENHAMOS O FOGO DO ESPÍRITO ACESO, POIS SIMBOLIZA A PRESENÇA DE DEUS.

PORQUÊ  DEVEMOS MANTER O FOGO DO ESPÍRITO ACESO?

1. O Fogo representa a nossa comunhão com Deus, anbos temos aceso ao Pai em um mesmo Espírito.
EF. 2.18. " porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito."

2. Precisamos do fogo do Espírito na nossa vida particular, pois somente assim é que  poderemos andar em Espírito. Gálatas 5.16
O ESPÍRITO NOS AJUDA EM TUDO! - RM 8.26.
GL 5.16 "Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne."

RM 8.26. "E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas xfraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis".

3. PRECISAMOS DO FOGO DE DEUS NO NOSSO SERVIÇO:

" Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;"  - Rm 12.11,

4. O ESPÍRITO DE DEUS NOS PREPARA PARA O SERVIÇO,

Fp. 2.3. "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo."

IV- ALGUNS PREJUÍZOS CAUSADOS PELA FALTA DE FOGO NO ALTAR

1. SE O FOGO APAGA O AMOR ESFRIA.

MT. 24:12 " E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará."

O AMOR É A EVIDÊNCIA PRINCIPAL DO CRENTE.

I  João 3.14. "Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na morte".

QUANDO, PORÉM O FOGO ESTIVER ACESO, O AMOR SE TORNA UMA LABAREDA,

Ct. 8.6. "Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do SENHOR".

2. QUANDO O CRENTE DEIXA O FOGO APAGAR ELE SE TORNA E CORRE UM PERIGO: EX. (ELÍ), NÃO VIGIOU DEIXOU O FOGO APAGAR E PERDEU SEU MINISTÉRIO, SUA FAMÍLIA E SUA VIDA.

PRIMEIRO - ELE PERDEU O DISCERNIMENTO NAS COISAS DE DEUS.

1.SM 1.24. "24 Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR."

SEGUNDO - ELE PERDEU O ZELO CONTRA O PECADO.

1 SM 2.29. "Por que dais coices contra o sacrifício e contra a minha oferta de manjares, que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel?"


TERCEIRO - ELE PERDEU AINDA O TEMOR, PORQUE AINDA QUE DEUS LHE TENHA ENVIADO MENSAGENS DE ADVERTÊNCIA, ELE NÃO TOMOU NENHUMA PROVIDÊNCIA, 1 SM 2.27-36: 3.18.

QUARTA - MORREU TRAGICAMENTE E A ARCA FOI ROUBADA.

1 SM. 4.18-22. "18 E sucedeu que, fazendo ele menção da arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, da banda da porta, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porquanto o homem era velho e pesado; e tinha ele julgado a Israel quarenta anos. 19 E, estando sua nora, a mulher de Finéias, grávida, e próxima ao parto, e ouvindo estas novas, de que a arca de Deus era tomada e de que seu sogro e seu marido morreram, encurvou-se e deu à luz; porquanto as dores lhe sobrevieram. 20 E, ao tempo em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. 21 Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se na glória de Israel, porquanto a arca de Deus foi levada presa e por causa de seu
sogro e de seu marido."

PODE SER PROFETA:

3. QUANDO O CRENTE, MESMO QUE SE JULGUE PROFETA PERDE O FOGO DE DEUS , SE TORNA UM PERIGO ( EX. DO PROFETA ZEDEQUIAS)

O PROFETA ZEDEQUIAS TESTIFICOU QUE O ESPÍRITO DE DEUS HAVIA SE RETIRADO DELE.

 "24 Então, Zedequias, filho de Quenaana, chegou, e feriu a Micaías no queixo, e disse: Por onde passou de mim o Espírito do SENHOR para falar a ti?"1.RS 22.24

PORÉM CONTINUOU PROFETIZANDO, ENGANANDO O POVO.

1.Rs 22.11. "11 E Zedequias, filho de Quenaana, fez para si uns chifres de ferro e disse: Assim diz o SENHOR: Com estes ferirás aos siros até de todo os consumir."

O PERIGO QUE CORRE O CRENTE QUANDO O FOGO DE DEUS SE APAGA EM SUA VIDA

Na hora da chegada do Noivo ele não estará preparado, MT. 25.6-10.
(NESSE DIA O SENHOR NÃO LEVARÁ COM ELE AQUELES QUE ESTIVER SE PREPARANDO, MAS OS QUE ESTIVEREM PREPARADOS).

DEVEMOS EVITAR TUDO QUE PODE FAZER O FOGO SE APAGAR DE NOSSA VIDA

1. NÃO EXTINGAIS O ESPÍRITO SANTO - EF 4.30.
2. NÃO DESPREZEIS O DOM - 1TM 4.16.

QUE É QUE PODE APAGAR O FOGO DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS?

1. A DESOBEDIÊNCIA = APAGA O FOGO AT 5.32.

EX. O REI SAUL QUE UM DIA ESTAVA CHEIO DO ESPÍRITO SANTO, 1 SM 10.1,10 DESOBEDECEU UMA ORDEM E POR ISTO O ESPÍRITO DE DEUS SE RETIROU DELE, 1 SM 16.14.

(ABECEDÁRIO PORTUGUÊS E O ABECEDÁRIO DE DEUS)

2. O PECADO = JZ 16.19,20.

(SANSÃO É UM EXEMPLO MUITO SÉRIO) O PODER DE DEUS ESTAVA SOBRE ELE ATÉ O MOMENTO EM QUE O SINAL DE SEU NAZEREADO FOI CORTADO.

(QUANDO O CRENTE SE ARREPENDE E VOLTA A DEUS DE TOD CORAÇÃO O FOGO VOLTA A DESCER) JZ. 16.22-30.

3. A GLÓRIA PRÓPRIA = GL 5.25,26 ISTO PORQUE O ESPÍRITO SANTO SÓ GLORIFICA A JESUS, JO 16.14. IS 42.8.

NO ANTIGO TESTAMENTO ERA NECESSÁRIO RENOVAR O FOGO NO TEMPLO CONTINUAMENTE.

OBSERVAMOS NA BÍBLIA QUE OS SACERDOTES CONSTANTEMENTE CUIDAVAM DO FOGO NO TEMPLO; Isto nos fala de necessidade de renovação de dia em dia. II CO 4.16.

DE QUE MANEIRA OS SACERDOTES MANTINHAM O FOGO ACESO?

A) TIRAVA A CINZA DO ALTAR - LV 6.10,11.

(Isto serva de símbolo sobre a necessidade de deixarmos para trás a experiência das coisas do passado e avançar para as que estão adiante de nós)

O FOGO DO CASTIÇAL ERA RENOVADO A CADA MANHÃ

Quando o sacerdote renova o azeite, pondo em ordem as lâmpadas, assim  Jesus deseja renovar o Azeite nas nossas lâmpadas.
AP 1.13; IS 40.31; FL 2.15.

V. 30 "Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão.
V.31 Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão."
"O fogo arderá continuamente sobre o altar não se apagará."



29 de agosto de 2018

Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz


Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz

TEXTO ÁUREO = “Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.”(Hb 13.15)

VERDADE PRÁTICA = O crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Levítico 7.11-21

OBJETIVO GERAL

Compreender que o crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

HINOS SUGERIDOS: 17, 262, 400 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar a excelência da oferta pacífica;
II. Discutir a respeito da oferta pacífica na história sagrada;
III. Compreender a oferta pacífica na vida diária.

INTRODUÇÃO

Embora o sacrifício pacífico exija a presença de animais e envolva derramamento de sangue, sua natureza e caráter não se caracterizam como sacrifícios de expiação. Embora ainda, o caráter e a natureza do sacrifício pacífico apresente semelhança com a oferta de manjares, pois não se tratam de “sacrifícios de expiação”, mas de “oferta de ações de graça” (Lv 2.12; 7.12,16; 23.9-15; Êx 23.16-19), um estudo comparativo entre estes dois tipos de rituais, suas semelhanças se conseguem dissolver rapidamente: Na oferta de manjares, por exemplo, a oferenda era tipicamente de alimentos (Lv 2.1-14; 23.9-15), enquanto que no sacrifício de ofertas pacíficas era de animais (Lv 3.1-6; 7.11-20); na oferta de manjares não havia derramamento de sangue (Lv 2.1-3), já no sacrifício pacífico havia (Lv 3.1-3); na oferta de manjares somos convidados a expressar nossa dedicação, compromisso e gratidão a Deus pela vida e pela provisão diária, enquanto que no sacrifício das ofertas pacíficas somos convidados a exprimir nossa comunhão, louvor, gratidão e regozijo, pelas bênçãos recebidas, livramentos acontecidos e cumprimento de votos ocorridos (Lv 3.12-17,30-31; 7.11-16).

UMA OFERTA PARA COMUNHÃO

Os sacrifícios pacíficos são conhecidos no livro de Levíticos, além de oferta pacífica, como ofertas de comunhão. O ritual do sacrifício apresentava em sua natureza o caráter de comunhão, pois o cerimonial se transformava em ocasião de regozijo em que todos: Deus, o sacerdote e o ofertante participavam e se alimentavam do mesmo sacrifício. Significando que o ofertante estava ali exercitando sua comunhão com Deus, com a família sacerdotal e com o povo, já que ele podia convidar outros da comunidade a também participarem da mesa.

Assim, cada vez que um israelita decidia oferecer uma oferta pacífica ele tinha não somente a oportunidade de refletir sobre os privilégios de fazer parte do povo de Deus, como também, a oportunidade de confraternizar e dividir os momentos alegres ao redor de uma “mesa” com Deus, com os sacerdotes, e com a comunidade. Nesse sentido, então, o cerimonial constituía, em si, uma espécie de serviço de comunhão. Algo meio que similar à ordenança da Ceia do Senhor, às quais a igreja comemora periodicamente (1 Co 11.23-25).

A comunhão do adorador

A oferta pacífica representa a comunhão do adorador com o Senhor. Como já dissemos, o ofertante come do sacrifício que pertence ao Senhor. Contudo, antes que qualquer pedaço da oferta pacifica pudesse ser consumida, a gordura tinha de ser queimada como oferta de cheiro suave. Significando que Deus ficava com a melhor parte. A gordura aqui representa a preciosidade de Cristo, a qual apenas Deus pode apreciar na sua totalidade. Hoje, para nós, adoradores, a comunhão é a certeza de que podemos, em Cristo, se aproximar de Deus, sentar-se à mesa com Ele, louvar e adorá-Lo em gratidão.

Comunhão com Deus

A oferta pacífica representa que a nossa comunhão com Deus se torna possível por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Ela aponta para aquele que é a nossa paz e a nossa comunhão, feito pelo seu sangue derramado na cruz (Cl 1.20).

A imposição de mãos na cabeça do animal significa que o adorador e ofertante se faz um com ele (simbolicamente o animal aceitaria participar da natureza do ofertante), assim, como nós só poderemos aparecer diante de Deus e comungar com Ele mediante a “aceitação” de Cristo. Somente por meio de Cristo e pela contemplação de Seu sacrifício é que temos comunhão com o próprio Senhor, com Deus e com os irmãos.

Comunhão de toda família sacerdotal

Era basilar que os sacerdotes atuassem nos serviços cerimoniais das ofertas, sacrifícios e cultos oferecidos a Deus.
Em algumas solenidades as responsabilidades individuais ou coletivas dos sacerdotes podem também representar o papel e a ação coletividade dos cristãos no serviço de comunhão e adoração. Assim, como os sacerdotes exercia importante papel na comunhão do adorador, assim, cada um de nós, individualmente ou coletivamente devemos também contribuir para promover a comunhão de toda família e da comunidade cristã. Esta era a ideia usada pelo escritor de Atos, quando disse: “Diariamente perseveram unânimes no templo, no partir do pão de casa em casa e comiam suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.42).

UMA OFERTA DE GRATIDÃO

A pior doença da memória não é a amnésia, mas a ingratidão. As pessoas costumam buscar a Deus quase sempre nos momentos difíceis, com a finalidade de pedir. Mas, quantos dedicam momentos de suas vidas em agradecimentos a Deus? Outra importante finalidade pela qual Deus instituiu os sacrifícios pacíficos foi para que o povo não se esquecesse de serem gratos. Por isso, grande parte dos sacrifícios pacíficos era oferecida em caráter de agradecimento por uma necessidade suprida, por oração respondida ou por um voto ocorrido (Lv 7.11-12,15).

Em regra, o voto era uma promessa solene de oferecer um presente a Deus em agradecimento pela resposta ao favor solicitado e prontamente respondido por Deus, como: uma libertação, um livramento de morte, de enfermidades ou de aflições, etc (Sl 7.17; 56.12; 107.22; 116.17; Lv 22.18-23). Mas a gratidão não é para ser praticada só quando fazemos um voto, conseguimos uma casa nova, um carro novo, ou quando nos casamos... É para todas as horas. O Apóstolo Paulo é claro: “Em tudo dai graças” (1 Ts 5.18). 

Gratidão pelas necessidades supridas

Gratidão é uma atitude de reconhecimento pelas necessidades supridas. A começar pela vida temos muitos motivos para ser gratos a Deus: nossa salvação, nossa saúde, nossa casa, nossa família, nosso trabalho, nossos amigos, bem como outros inumeráveis benefícios que vão além de nossas meras necessidades supridas. Não podemos ficar esperando algum culto de gratidão para agradecer a Deus. Precisamos dar graça sempre.

 Gratidão pelas orações respondidas

A Gratidão é uma atitude de reconhecimento também pelas orações respondidas. A Bíblia contem muitos exemplos de pessoas que oraram a Deus, tiveram suas orações respondidas e foram gratos a Deus. Dentre muitos outros podemos citar Ana, Elias, Ezequiel e Daniel (1 Sm 2.1-10; 1 Rs 18.36-37; 2 Rs 19.15-19; Dn 9.3-21). O Apóstolo Paulo era um grande incentivador de não apenas fazer orações, mas também de sermos agradecidos: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e suplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus” (Fp 4.6-7).
Gratidão pela revelação de Deus

Outra grande razão pela qual a Bíblia nos ensina a ser grato é que Jesus cristo se fez carne a fim de que conhecêssemos o Pai (Jo 1.14,18). Sacerdotes mediavam com sacrifícios. Sangue inocente era derramado em favor de adoradores imperfeitos, injustos e pecadores para poderem ter acesso a Deus. Mas, agora através da revelação de Cristo e de seu sacrifício eficaz, Ele nos permite que tenhamos livre acesso e aproximemos Dele com coração sincero e purificado da má consciência (Hb 10.19-22).

Por isso, não devemos apenas estar gratos, devemos ser gratos, pois a partir da revelação gloriosa de Jesus Cristo encontramos a entrada do aprisco e passamos a ter a oportunidade de saber que somos o seu povo e rebanho de seu pasto (Jo 10.2-4). O salmista convida a entrarmos por suas portas com ações de graça e nos seus átrios com hinos de louvor (Sl 100.1-4).

UMA OFERTA DE PAZ

Embora os sacrifícios pacíficos fossem em certo sentido como “ofertas de paz”. Não podemos apregoar dizendo que este tipo de sacrifícios tinha como finalidade apaziguar a ira de Deus. A natureza desse sacrifício não é expiatória, mas de ações de graça. Além do mais, o sentido da palavra tem sido motivo de algumas discussões no meio teológico, pois etimologicamente o terno original expressa muito mais “bem-estar” do que necessariamente “paz”. Daí a razão de alguns estudiosos e tradutores usarem a expressão “oferta de comunhão” ao invés de “oferta de paz”. Entendo que em razão desse tipo oferta ser obrigatoriamente oferecidos depois dos sacrifícios de expiação, faz sentido usar aqui a expressão “oferta de paz”, já que o ofertante no momento de sua oferta, já desfruta de plena paz com Deus. Por isso, a oferta além de ser agradável a Deus, proporcionava uma refeição em que Deus e o homem se encontram e se relacionam.

Paz interior

Paz interior é o estado de se estar espiritualmente em paz consigo mesmo. Ter paz interior não significa que não vamos ter problemas, dificuldades ou inquietações. É possível estarmos no meio de um bombardeio, acusações e questionamentos e ainda assim estarmos em plena paz. A paz de espírito não se evidencia necessariamente em nossos atos serenos e pacíficos, mas principalmente na tranquilidade da consciência e na certeza do coração que está em Deus. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se pertube nem se intimide o vosso coração” (Jo 14.27). Jesus é a nossa paz.




Paz com o próximo

A paz é uma virtude cristã e está intimamente relacionado com o fruto do Espírito (Gl 5.22). A Bíblia enfatiza a importância do bom relacionamento e principalmente o cuidado que devemos ter de uns para com os outros. O apóstolo Paulo, por exemplo, escrevendo aos Romanos disse: “Se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). O escritor aos hebreus disse: “Segui a paz com todos...” (Hb 12.14).

Quando os escritores sacros escrevem sobre a paz, suas intenções é deixar claro que não devemos apenas viver em paz, mas também cultivar e promover a paz com todos no que depender de nós. Devemos empenhar todas as nossas energias para que esse alvo seja alcançado. Jesus impetrou uma bem-aventurança sobre aqueles que são pacificadores (Mt 5.9).

Paz com Deus

Em Jesus Cristo estamos reconciliados e aceitos por Deus. Essa reconciliação nos traz ao coração um profundo sentimento de paz. Antes de aceitarmos a Cristo como Salvador e Senhor de nossas vidas nossa natureza interna estava um caos e em verdadeira guerra com Deus. Nossa razão em vez de ser guiada pelo conhecimento de Deus escolhe obedecer a uma imaginação corrompida. No entanto, quando aceitamos o sacrifício de Cristo, as coisas dentro de nós passaram a experimentar uma mudança agradável. É a paz com Deus, aquele que excede todo o entendimento (Fp 4.7).

CONCLUSÃO

O sacrifício pacífico na vida do crente israelita permitia que ele estivesse em harmonia com as exigências religiosas e automaticamente gozasse de uma comunhão com Jeová, do mesmo modo o crente em Jesus, além de gozar da salvação pela sua graça, usufrui de plena comunhão Deus. Que possamos oferecer continuamente a Deus sacrifícios de louvor, que é fruto de lábios que glorificam o seu nome (Hb 13.15-16). 


Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério - Em Dourados – MS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

REVISTA BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2018. Ano 28 n° 106. Lição 04 – O sacrifício pacífico.

MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo no Livro de Levítico. 3º Edição. Rio de Janeiro. JUERP, 1980.

COMENTÁRIO BÍBLICO BROADMAN, Tradução de Arthur Anthony Boorne - Volume 2 – Levítico a Rute. Rio de Janeiro. JUERP, 1986.

BÍBLIA DE ESTUDO MATTHEW HENRY. Português. Tradução Elen Canto, Eliane Mariano e outros. Editora Central Gospel Ltda. 1ª Edição. Rio de Janeiro – RJ. 2014.

BÍBLIA DE ESTUDO NVI - Português. Tradução de Nota: Chown, Gordon. Editora Vida.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS


OFERTAS PACÍFICAS PARA UM DEUS DE PAZ

INTRODUÇÃO

Veremos, neste capítulo, por que a graça e a paz, tidas como virtudes teologais, são imprescindíveis à vida cristã. Nas epístolas paulinas, vêm mencionadas conjuntamente: são irmãs gêmeas, inseparáveis. Se nos voltarmos às ofertas pacíficas do livro de Levítico, constataremos que elas constituíam o cerne da alma do ofertante. Por essa razão, os princípios coinológicos, ou seja, de comunhão, que acompanhavam tais sacrificios, têm de ser aplicados com urgência escatológica ao mundo evangélico atual.

Embalada por tralhas, refugos e modismos, como a teologia da prosperidade e a confissão positiva, boa parte dos crentes, hoje, é mais doutrinada a pedir do que a agradecer. Em suas orações, quer públicas, quer privadas, os tais crentes não demonstram a mínima referência a Deus. Tratam-no como se Ele não passasse de um lacaio ou de um mero garoto de recados. Já não vêem Deus como Deus. Enxergam-no como o mordomo que, nas mansões e palacetes, inibe-se à espera do próximo capricho de um crente mundano e compromissado com as obras infrutuosas das trevas.

Nesse mundo estranho e bizarro, desprezam-se as ofertas de paz e os sacrifícios de louvor. Tais formas de adoração, tão comuns à Igreja Primitiva, rareiam-se hoje. Aliás, por que agradecer se é mais lucrativo exigir e determinar? Mas a Palavra de Deus exorta-nos à gratidão e ao reconhecimento. Ao bom e santo Senhor, deveríamos agradecer até mesmo pelas lutas e vicissitudes; sem estas, jamais teríamos qualquer experiência pessoal com Jesus Cristo.

A fim de compreendermos as ofertas de paz prescritas no Levítico, deter-nos-emos, inicialmente, em duas ciências teológicas que nem sempre são lembradas: a irenologia e a carislogia. Nesta era, de completa inversão de valores, até mesmo na Igreja de Cristo, é urgente um retorno à paz e à graça do Senhor Jesus.

I.  IRENOLOGIA, UM ESTUDO URGENTE

Quando ainda jovem, li um livro, escrito por um general francês, acerca da ciência da guerra. Já nas páginas iniciais, descobri que o estudo das artes bélicas recebe um nome quase eufônico: polemologia. Acredito que tal nomenclatura aplica-se também aos confrontos ideológicos e doutrinários. Mas, ao por-me a escrever o presente capítulo, veio-me à mente uma pergunta: “Existe alguma ciência dedicada à pesquisa científica da paz?”. Pesquisei. E vim a descobrir duas páginas que tratam do assunto, uma em latim e outra em espanhol. A esse saber, um tanto peregrino, dá-se o nome de irenologia.

1. Irenologia, a definição de uma ciência ainda desconhecida. A palavra irenologia é composta por dois vocábulos gregos: eirene, paz, e logos, estudo. Portanto, a irenologia é o estudo sistemático da paz conforme a concebem as diversas culturas, sociedades, religiões e saberes. Trata-se de uma disciplina acadêmica, que tem por objetivo investigar as condições, o ambiente e os envolvidos no esforço comum para se estabelecer, manter e promover a paz quer entre nações, quer entre grupos sociais ou mesmo entre indivíduos.

Os estudos irenológicos andam, paradoxalmente, de mãos dadas com os polemológicos. No estouro de um conflito, armado ou não, a primeira coisa a ser buscada é a paz. Nesse esforço, até mesmo um armistício é motivo de festejos e comemorações. Etimologicamente, o termo “armistício”, oriundo do latim armistitium, significa “cessação das armas”. Nessas ocasiões, como resultado dos movimentos diplomáticos, os lados envolvidos sentam-se a negociar uma paz definitiva; às vezes, nem provisoriamente se logra obtê-la. Naquele momento, os adversários igualam-se à mesa de negociações; todos querem acabar com o conflito; pelo menos é o que se espera.

Todavia, nem sempre a ausência de um conflito armado pode ser qualificada como paz. Há de fato ausência de guerra, mas não há presença de paz efetiva. Foi o que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial.
A União Soviética e os Estados Unidos, polarizando o mundo, viveram uma guerra fria de quatro décadas. Se nos voltarmos à Bíblia, porém, descobriremos que a paz é possível até mesmo em meio aos embates mais violentos.

2. Paz, uma definição sempre possível e esperada. Tenho para mim que a paz é caracterizada por uma serenidade íntima inexplicável. Foi o que Paulo escreveu aos irmãos de Filipos sempre às voltas com os inimigos da cruz: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.7, ARA). Como explicar semelhante paz que amaina até o sol mais abrasador ou a tempestade mais bravia.

Em hebraico, a palavra paz vai além de um mero enfoque filosófico. O termo shalom, além de paz, evoca augúrios de saúde, prosperidade e autocontrole. Quando um judeu pergunta ao seu companheiro: “Como vai você?”. Em hebraico: Ma sh1omía? Na verdade, indaga-lhe, antes de tudo: “Como vai a sua paz?”. Hoje, infelizmente, o poético e doce vocábulo foi reduzido a um trivial “oi” ou a um mero “olá”. É o que se observa no cotidiano israelense.

No grego, a palavra eirene, traduzida adequadamente para a língua portuguesa como paz, tem uma origem interessante, apesar da mitologia que a cerca. Irene era filha de Zeus e de Têmis. Juntamente com suas irmãs Eunomia e Dice, achava-se responsável pelo bom andamento das coisas. Enfim, a boa e solícita Irene tinha por tarefa zelar pelas afeições cósmicas. Se ela viesse a falhar, Céus e Terra perderiam toda a harmonia, melodia e ritmo; a música universal seria impossível.

Quando nos voltamos à Bíblia Sagrada, constatamos que a verdadeira paz vai além dos mitos e transcende as academias mais lógicas. Em Isaías, descobrimos que a paz tem como príncipe o Filho de Deus. O profeta, ao alinhar os principais títulos de Jesus Cristo, poeticamente anuncia: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6, ARA).

Se a paz tem como príncipe o Senhor Jesus, como podemos defini-la? Antes de tudo, ela não é uma simples e expectada ausência de conflitos; ela é possível até mesmo em meio aos entreveros mais indescritíveis. Alguém, certa vez, pintou-a como um pássaro a cantar em plena tempestade. Enquanto tudo ruía à sua volta, a avezinha teimosamente canora trinava uma bela melodia ao Criador. Se na paz, não temos paz, como nos comportaremos num conflito? Foi o que o Senhor indagou ao seu profeta: “Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do Jordão?” (Jr 12.5, ARA).


Às vezes, surpreendo-me na mesma condição de Jeremias. Embora tudo à minha volta rescenda à paz, acho-me em guerra comigo mesmo. Mas, como superar os conflitos que nos assolam a interioridade? A resposta é simples e teologicamente comezinha: encher-se do Espírito Santo, o promotor da paz por excelência.

3. Jesus é o Príncipe da Paz. Sim, o Senhor Jesus é o Príncipe da Paz. Que nobiliarquia pode ostentar semelhante título? Nenhum monarca terreno, ainda que traga a alcunha de pacífico, reúne as condições necessárias para efetivar a paz no coração humano. Uma paz, aliás, que só foi possível no Calvário, conforme escreve Paulo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2, ARA).

Nessa passagem, observamos que a verdadeira paz é o resultado de um processo redentor que, tendo início antes da fundação do mundo, culminou na morte, ressurreição e glorificação de Jesus Cristo. Por intermédio de seu sacrifício vicário, Ele reconciliou-nos com Deus, tornando-nos propícios à sua justiça. No exato instante em que o aceitamos como Salvador e Senhor, justificou-nos Ele perante o Justíssimo Deus. E, desde então, passamos a ser vistos, pelo Juiz de toda a Terra, como se jamais tivéssemos cometido qualquer delito, transgressão ou pecado. O encerramento desse processo judicial, junto à corte celeste, trouxe-nos uma paz que o mundo não pode conhecer.

É por essa razão, primordial e essencialmente soteriológica, que o Senhor Jesus foi honrado com a elevada nobiliarquia de Príncipe da Paz. Não podemos atribuir-lhe semelhante título apenas em virtude das profecias que o mostram a pacificar as nações no Milênio. Ele é assim chamado, porquanto infunde, nos corações mais tormentosos e revoltos, a paz que excede todo o entendimento.

No ato de nossa conversão, recebemos a paz como resultado do processo de justificação perante o trono de Deus. Todavia, para mantermos a qualidade e a excelência dessa mesma paz, é imperativo cultivá-la, não como um mero adorno processual, mas como fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Se o fizermos, não teremos dificuldade alguma em oferecer a Deus o que o autor sagrado chama de sacrifícios de louvor. Era assim que o adorador do Antigo Testamento apresentava-se ante Jeová para apresentar-lhe ofertas e dons pacíficos. Nesse ato litúrgico, ele sabia que estava sendo contemplado pela graça divina que, tanto naquele tempo quanto agora, deve acompanhar todas as nossas devoções.

II. CARISLOGIA, UM ESTUDO GRACIOSO

Nos meus primeiros estudos teológicos, deliciei-me ao descobrir que a definição de graça era favor imerecido. A partir daquele dia, sempre que me era facultada a oportunidade de pregar, gostava de evocar aquela lição que, conquanto simples, é tão elevada e eficaz.

Decorridas quatro décadas, ainda me delicio com o estudo da graça de Deus. Hoje, porém, constato que as implicações teológicas dessa virtude teologal são mais profundas do que eu supunha naquela época já distante e bela.

1. A graça não é uma deusa; é um dom de Deus. Não sei por que Homero e Hesíodo apraziam-se em ornar a árvore genealógica do imoral Zeus com as mais elevadas virtudes morais. A graça, por exemplo, era tida em tão alta conta que, no Olimpo, aparecia como trigêmea. Sempre juntas, as três irmãs, talvez as filhas mais queridas de Zeus, eram as divindades responsáveis pelos banquetes, encontros, concórdias e riquezas.

Vistas assim, as Graças do Olimpo em nada diferiam das socialites que estrelam nas revistas, jornais e televisões. Sua reputação, segundo Homero, era nada recomendável; faziam parte da comitiva de Afrodite, a deusa da libido, cuja alcovitice era bem conhecida nas paragens olímpicas e nos recônditos gregos.

Nas Sagradas Escrituras, a graça jamais foi uma deusa. Quer no Antigo, quer em o Novo Testamento, ela aparece aqui, entre os apóstolos; ali, junto aos profetas e justos. E, mais além, ressurge com os peregrinos que subiam a adorar em Jerusalém. A graça é mais do que um atributo divino. Entre as perfeições, bondades e grandezas do Senhor, evidencia-se como a qualidade que lhe expressa o amor, até mesmo nos momentos de castigo, disciplina e provação. A graça não é uma deusa; é a mais sublime expressão do Deus amoroso e bom.

2. Graça, a virtude teológica por excelência. Na língua hebraica, há uma palavra usada para sublimar a graça divina: chesed. Seus significados emprestariam beleza ao cântico mais simples e à poesia mais singela: bondade, favor, amorosa benignidade. À semelhança de sua congênere grega, pode ser resumida numa única expressão: obséquio imerecido. Trata-se de algo que recebemos sem o merecermos.

Em grego, a palavra “graça” provém do vocábulo kharis; sua etimologia lembra alegria e contentamento, O seu real significado, porém, vai além da semiologia clássica. Nessa lexicografia, ajuntemos estes piedosos sinônimos: bondade, amor incondicional, dom gratuito, generosidade e, também, favor inesperado.

O substantivo “carislogia” é formado por dois vocábulos gregos: kharis: graça; e logia, estudo. Esse termo, que não é um simples neologismo, significa etimologicamente “estudo da graça”. Por ser a maior expressão do amor de Deus, a graça merece um estudo mais atento e próprio.

De meus estudos bíblicos, sou levado a inferir que a graça é a síntese das três virtudes cardeais que recebemos no ato da conversão: fé, amor e esperança. Aliás, a graça salvadora nos é manifestada antes mesmo de conhecermos a Jesus.
Mas é somente por meio da fé salvadora que começamos a experimentá-la interiormente. Quanto mais amamos a Deus e ao próximo, mais a graça, agora multiforme em seus feitos redentores, faz-se presente em nossa vida. Nessa militância por Jesus Cristo, ela é a esperança do arrebatamento; constrange-nos a ir além de nossos próprios limites.

Se, por acaso, vermo-nos cansados e já por esmorecer, ouviremos do Senhor aquele lenitivo que levou Paulo ao Terceiro Céu: “A minha graça te basta” (2 Co 12.9). Nessa declaração de Cristo, todas as nossas carências e necessidades, quer espirituais, quer emocionais, ou até mesmo físicas, são plenamente supridas; em glória são supridas (Fp 4.19). No enunciado ao apóstolo dos gentios, Jesus deixava-lhe bem claro que, em sua graça, temos as virtudes e provisões de que precisamos para alcançar a Jerusalém Celeste.

Quando o crente hebreu, por conseguinte, apresentava ao Senhor um sacrifício pacífico manifestava ali, diante do altar, por intermédio de gestos e ações dramáticas, a graça que lhe ia na alma, O ofertório era apenas a exteriorização daquilo que lhe inundava o coração: os favores imerecidos de Deus. E, se tantos favores recebia, por que não agradar a Deus com uma oferta de paz? Tal princípio não deve perder-se nas páginas do Levítico; tem de ser posto em prática em nosso atribulado dia a dia.

3. Graça e paz, a comunidade dos sacrificios de louvores. Em suas epístolas, Paulo saudava as igrejas com uma fórmula que, embora provinda do grego e do hebraico, expressava a plenitude do Evangelho: graça e paz (Rm 1.7; I Co 1.3; Ef. 1.2).

Ao dirigir-se aos santos com uma expressão tão profunda e significativa, o apóstolo conscientizava-os de que eles se constituíam na comunidade de sacrifícios de louvores e paz por excelência: obra da graça. Mesmo sem a beleza da liturgia e do cerimonialismo levíticos, não deixavam eles de expressar toda a formosura da vida cristã.

O que é um sacrifício de louvor? Atentemos às palavras do autor da Epístola aos Hebreus: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15, ARA). Nessa exortação, distinguimos a diferença entre o sacrifício de louvor do Antigo e o do Novo Testamento, O primeiro era gestual e dramático; o segundo é oral e marcado por amorosas proposições.

Aquele dependia de um altar; este tem como altar o próprio adorador que, soteriologicamente, é o templo do Espírito Santo. Na Antiga Aliança, o crente dependia de um lugar específico para oferecer a sua oferenda ao Senhor. Já em a Nova Aliança, o discípulo de Jesus é instado a demonstrar o seu culto racional em todos os tempos e lugares; ele é o altar e o santuário.

O sacrifício de louvor manifesta-se por meio do fruto dos lábios, Louvando a Deus em todo o tempo, não nos desboquemos em murmurações, impropérios e palavras de calão. Em todo o tempo, demonstremos nossa gratidão ao Senhor, Até mesmo nas instâncias mais insuportáveis, curvemo-nos, qual Jó resignado, a adorar aquEle que faz com que todas as coisas concorram para o bem dos que o amam.

Mais adiante, voltaremos a falar da Igreja de Cristo como a sociedade de sacrifício de louvores. Agora, faremos uma pausa para ver como os hebreus apresentavam suas oferendas pacíficas a Jeová.

III. A EXCELÊNCIA DA OFERTA PACÍFICA

Os dois sacrifícios mais antigos da História Sagrada são o holocausto e a oferta pacífica. Ambas as oferendas eram tidas, às vezes, como um único sacrifício,

1. Oferta pacífica. A voluntariedade da oferta pacífica fica bem evidente no livro de Levítico (Lv 7.12). A oferenda, para ser caracterizada como tal, deveria ser acompanhada de ações de graças; nenhuma petição era admitida, Naquele momento, o crente hebreu tinha como único desejo adorar e agradecer ao Senhor por todas as bênçãos, galardões e livramentos, Nos Salmos, as ofertas pacíficas manifestam-se em louvores ao Senhor por todas as suas benignidades (SI 106,1). Leia atentamente os Salmos 118 e 136.

Nas Escrituras do Novo Testamento, somos instados a oferecer a Deus contínuas ações de graças (I Ts 5.18). Dessa forma, jamais perderemos a comunhão quer com Deus, quer com a Igreja de Cristo (Cl 3.15).

2. Tipos de ofertas pacíficas. As ofertas pacíficas compreendiam três modalidades ou fases: ações de graças, voto e oferenda movida diante do altar.

a) Ações de graças. A fim de agradecer ao Senhor por um favor recebido, o crente hebreu oferecia-lhe bolos e coscorões ázimos amassados com azeite. Os bolos, feitos da flor de farinha, tinham de ser fritos (Lv 7.12-15). A carne, que acompanhava o sacrifício pacífico, devia ser consumida no mesmo dia (Lv 7.15).

Os produtos trazidos a Deus eram acompanhados de louvores (Hb 13.15). Tanto ontem quanto hoje, somos instados a louvar e a enaltecer continuamente o Senhor.

b) Voto. Nos momentos de angústia, os filhos de Israel faziam votos ao Senhor, prometendo-lhe ofertas pacíficas (Gn 28.20; I Sm 1.1 1). Nesse caso específico, o sacrifício poderia ser comido tanto no mesmo dia quanto no dia seguinte (Lv 7.15,16). No terceiro dia, nada dele podia ser ingerido. O voto, por ser uma ação voluntária, requeria igualmente uma atitude voluntária. Que o ofertante participasse das ofertas com alegria e regozijo.
c) Oferta movida. Na última etapa, o adorador entregava a oferta pacífica ao sacerdote que, seguindo o manual levítico, aspergia o sangue do sacrifício sobre o altar. Em seguida, queimava a gordura do animal (Lv 7.30). O peito era entregue a Arão e a seus filhos. Num último ato, o sacerdote movia a parte mais excelente da oferenda perante o altar: o peito e a coxa (Lv 7.31-35).

Objetivos das ofertas pacíficas. Como já dissemos, eram dois os objetivos da oferta pacífica: aprofundar a comunhão entre Deus e o crente, e levar o ofertante a reconhecer que tudo quanto temos vem do Senhor, porque dEle é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1).

IV. A OFERTA PACÍFICA NA HISTÓRIA SAGRADA

Neste tópico, veremos três exemplos de pessoas que fizeram voto ao Senhor, e foram plenamente atendidas: Jacó, Ana e Davi.

1. Jacó, filho de Isaque. Quando fugia de Esaú, seu irmão, Jacó fez um comovente voto ao Senhor. Depois de ter visto o céu aberto e os santos anjos subirem e descerem sobre uma escada que ligava a Terra ao Céu, prometeu ao Deus de seus pais: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus” (Gn 28.20,2 1). A partir daí, o patriarca tornou-se um fiel e zeloso adorador (Gn 35.1-3).

Fazer votos ao Senhor não constitui pecado algum. Lembro-me de que, certa vez, minha mãe fez um voto a Deus em favor de meu irmãozinho, que se achava gravemente enfermo. Segundo os médicos, a broncopneumonia acabaria por matar o Eliseu; um bebê frágil, já moribundo. Mas, para a nossa surpresa, Jesus interveio eficazmente, trazendo-o de volta a casa.

Não podemos fazer do voto, porém, um aríete contra a vontade divina. Quer Deus nos atenda, quer não, Deus continua a ser Deus. Além disso, o voto não pode contemplar o costumeiro e o ordinário de nossas obrigações junto ao Reino de Deus; antes, deve compreender o incomum e o extraordinário. Num voto, não há por que incluir o dízimo, por que este já é uma parte obrigatória da mordomia cristã. Prometamos-lhe, então, uma generosa oferta missionária.

2. Ana, mãe de Samuel. Afligida por sua rival, por não dar filhos a Elcana, seu marido, a desolada Ana fez este voto ao Senhor: “Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha” (I Sm 1.11, ARA). Após haver desmamado a Samuel, entregou-o ao Senhor, cumprindo a ordenança quanto ao sacrifício pacífico (I Sm 1.24-28).

O altruísmo de Ana caracteriza admiravelmente o sacrifício pacífico. Ela, que ainda não tinha filhos, rogava um ao Senhor, para, em seguida, santificá-lo ao serviço divino. Pode haver maior sacrifício que este? Em sua atitude, observamos uma forte convicção messiânico-soteriológica. Sem o saber, consagrava o seu primogênito à redenção de Israel. E, de acordo com a História Sagrada, o profeta Samuel impulsionou a libertação dos israelitas; julgou-os e ungiu-lhes os dois primeiros monarcas.

3. Davi, rei de Israel. Pelo que observamos nos Salmos, Davi foi o homem que, em todo o Israel, mais sacrifícios pacíficos apresentou ao Senhor (51 22.25; 56.12; 61.5,8). Aliás, os seus cânticos já são, em si mesmos, um sacrifício de louvor e paz ao Deus de Abraão.

Na biografia de Davi, encontramos não um rei, em primeiro plano, mas um homem apaixonado pelo Senhor. Tem-se a impressão de que ele andava de sacrifício em sacrifício e de voto em voto. Eis porque, ao pecar duplamente contra Deus, centuplicadamente viu-se no pó e na cinza. Para o homem segundo o coração de Jeová, mais valia um sacrifício de louvor do que mil pelo pecado.

V. A OFERTA PACÍFICA NA VIDA DIÁRIA

De que modo apresentaremos, hoje, nossos sacrifícios pacíficos ao Senhor? Há três maneiras: consagrando-nos; perseverando nos sacrifícios de louvores e adorando a Deus em todo o tempo.

1. Consagração incondicional. O melhor sacrifício que um crente pode oferecer ao Senhor é apresentar a si mesmo a Deus (Rm 12.1). Neste momento, nossa oferenda é, além de pacífica, amorosa e plena de serviços. A partir daí, começamos a experimentar as excelências da vontade divina. Paulo considerava-se uma libação ao Senhor Jesus (II Tm 4.6).

Num momento tão difícil e escatológico quanto este, entreguemo-nos sem reservas a Cristo. Que homens e mulheres, moços e moças e meninos e meninas, desprezando os encantos do presente século, deleitem-se em servi-lo. Já é momento de nos depositarmos no altar divino; sacrifício pacífico.

2. Sacrifícios de louvores. Oferecemos um sacrifício de louvor a Deus, quando lhe cumprimos plenamente à vontade (Hb 13.15). Mas, para que a plenifiquemos em nosso dia a dia, é imprescindível apresentarmo-nos diante dEle com um espírito humilde e quebrantado (SI 51.17). Ao nos conformarmos à sua vontade, entregamos-lhe a mais excelente das oferendas: nosso amor incondicional e provado.

Veja o Senhor Jesus. Até mesmo às vésperas de sua paixão louvou ao Pai; cantou um hino. Conquanto não lhe saibamos a letra, a melodia está em nossa alma. Isso é sacrifício de louvor; adorar a Deus ante o algoz.
3. Adoração contínua. Paulo e Silas, quando presos, cantavam e adoravam a Deus, ofertando-lhe um sacrifício que, além de pacífico, era profundamente redentor (At 16.25-31). Por isso, o apóstolo recomenda-nos a louvar continuamente a Deus (Ef 5.19; Cl 2.16).

Nesse momento, vejo-me a constrangido a perguntar-me: “Como está o meu louvor?” Canto na bonança ou na tempestade também canto? Ajuda-me Senhor.

CONCLUSÃO

Adoramos a Deus com ofertas pacíficas, quando nos apresentamos diante dEle com o propósito de render-lhe graças por todas as bênçãos recebidas. Com tal atitude, honramos ao Senhor com um culto racional, agradável e vivo.

Neste capítulo, vimos que, das cinco ofertas prescritas no livro de Levítico, a mais excelente em voluntariedade era a pacífica, pois tinha como objetivo aprofundar a comunhão de Israel com o seu Deus. Ao aproximar-se de Jeová, com tal oferta, o crente do Antigo Testamento manifestava-lhe, em palavras e gestos, que o seu único almejo era agradecê-lo por todos os benefícios recebidos (SI 103.1,2).

Que preciosa lição para os dias de hoje. Como agradecer ao Senhor Jesus Cristo por todos os benefícios que, diariamente, dEle recebemos?




Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério - Em Dourados – MS

Livro Adoração, Santidade e Serviço – lª. Edição CPAD –  Claudionor de Andrade