3 de maio de 2016

A Lei a Carne e o Espírito


A Lei a Carne e o Espírito 

INTRODUÇÃO

O cristão em relação a Lei, a Carne e o Espírito. Para estudar o cap. 7 de Rm., Paulo faz uso de três figuras de linguagens:  Casamento, Adão, Carne versus Espírito. Devemos compreender, que apesar de já sermos salvos, ainda vivemos em um corpo carnal e essa é a causa de nossos conflitos.

 

I – ALEI ILUSTRADA NA ANALOGIA DO CASAMENTO ( Rm. 7. 1-6

 

1.      A METÁFORA DO CASAMENTO- Paulo já havia esclarecido em Rm. 6, que através do batismo na morte de Cristo, o corpo do pecado havia morrido. Como então permanecer no pecado para que a graça abundasse ? De modo nenhum! Pois se estavam mortos para o pecado como ainda viveriam Nele ?Se morremos com Cristo, cremos que com ele reinaremos e o pecado não terá domínio  sobre nós, porque não estamos mais debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Essa era a idéia de Paulo, mostrar que nenhum homem pôde ser salvo pela Lei.

 

Ao dizer que falava aos que conheciam a Lei, Paulo referiu-se aos Judeus. Conhecendo a Leiseria mais fácil  compreender o que Paulo queria ensinar. A figura do casamento mostra, que com a morte de um dos cônjuges o outro ficava livre para se casar de novo, sem ser acusado pela Leicomo adúltero. Assim era com a pessoa que aceitasse o Evangelho de Cristo, ela deixava de viver sob o domínio do antigo marido ( pecado ) e morria com Cristo, para com ele também ressuscitar, estando assim livre dos encargos da Lei. Podendo então,assumir um novo compromisso. Ao morrer em Cristo a Lei não pode mais condenar, pois fomos justificadosperante Deus, pela justiça de Cristo. Não é o caso de quem morre sem Cristo, os quais a Lei os condena pelas suas transgressões, á condenação eterna.

 

2.      A METÁFORA DA MULHER VIÚVA - Segundo a Lei, a mulher estaria livre do compromisso com o marido atravésda  morte deste. Podendo assim se casar novamente sem ser condenada pela ( Lei ), observe que a Lei não perdeu o efeito com a morte do marido, porém a mulher estava livre do compromisso com a morte dele. Pois ela só valia enquanto ele vivesse. O conceito que Paulo queria mostrar não era a Lei, pois esta o Judeu conhecia.

Ele falava da condição do cristão, que agora com o novo nascimento era o contrário. Nada figura da mulher, era ela quem morria com Cristo, para ressuscitar uma nova criatura. Agora já justificada pela justiça de Cristo, a Lei não podia maiscondená-la .

 

3.      MORTOS PARA A LEI _ Neste caso compreendemos: que pela Lei nós é que tínhamos que morrer. Ao transgredir contra Deus,nos tornamos réu de morte, porém Cristo assume o nosso lugar e se oferece para morrer por nós. Assim, todos os que aceitaram a Cristo como salvador estão livres da Lei, pela justificação. Conclui-se então : Que se um morreu por todos, logo todos morreram 2 Co. 5. 14-17. Foiatravés do corpo humano, que Deus preparou para seu filho, ou do verbo encarnado Hb. 10. 5, que os cristãos passaram a estar mortos para a Lei. Essa é a relação que há entre a Lei e o cristão, ou seja ela não impõem mais nenhuma  autoridade sobre nós.

II – ADÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA DA SOLIDARIEDADE DA RAÇA ( Rm. 7. 6 -13 ) .

1 – DE VOLTA AO PARAÍSO

Sendo Adão o representante da raça humana e por sua queda todos caíram. Com o objetivo de vincular Adão a queda da humanidade, Paulo mostra essa relação como Eden Gn. 3, como filhos de Adão, o homem está sob o domínio da lei da escravidão do pecado. Porém através do corpo de Cristo, o homem morre e passa a compartilhar da natureza divina, através da ressurreiçãocom Cristo. O cristão não pertence a Cristo que veio em carne, antes pertencem áqueleque ressuscitou dentre os mortos 2 Co 5. 16. Paulo aqui, não se exime do pecado de Adão, pois em Rm. 2. 12 ele diz, que o Judeu pecou sob a Lei. O que ele relaciona aqui, é que esse pecado, o qual todo o homem pecou através de Adão, foi cometida contra a Lei perfeita dada por Deus a Adão, lá no Eden. O fato de ser cumpridor da Lei, não o eximia da culpa do pecadoRm. 3, 9. Paulo, como um descendente de Adão “ viveu sem Lei “, quando diz: ! eu morri o pecado me enganou”, é uma alusão ao Antrophus, o ser humano do qual ele era um descendente.

2 – LEMBRANÇA DO SINAI.

Paulo afirma que a Lei não é pecado Rm. 7. 7, também afirma que os gentios pecaram sem Lei. Isso nos leva a concluir, que o pecado surgiu da transgressão daLei perfeita dada no Eden e não da prescrição dada por Moisés, pois bem antes de Moisés, a morte reinou sobre todos os homens. Paulo afirma que o problema do homem é o pecado e não a Lei, mas a Lei por ser santa, boa e espiritual evidencia o pecado, expondo-o em sua malignidade. Outro ponto que Paulo aqui esclarece, é que ele não era contra a Lei.

 

3 -A LEI DADA A ADÃO.

Fazendo um paralelo entre o Eden e o Sinai, Paulo procura deixar claro, que Adão estava sob os mandamentos e ordenanças, as quais transgrediu. Assim, o mandamento que era para a vida se tornou em morte através da desobediência. Porque o pecado, achando oportunidade no homem o enganou e por essa desobediência veio a morte Rm. 6. 23. De fato!  Quanto mais se conhece a Lei mais se sabe como pecar, pois ela mostra ou aponte o pecado. O conhecimento da mesma, nos torna consciente o quão longeestamos do ideal de Deus; o conhecimento superficial abre espaço para o legalismo, para uma triste ilusão de que podemos atingir total harmonia com os mandamentos. Por isso Paulo, ao conhecer a Lei como ela é em Cristo, sentiu-se um pecador perdido e desesperadamente necessitado da graça de Deus

 

III O CRISTÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA ENTRE CARNE E ESPÍRITO Rm. 7. 14- 25.

1 – A SANTIDADE DA LEI

Paulo não estava desqualificando a santidade daLei, tão pouco insinuando que ela fosse má Rm. 7. 12;ao outorgar a Lei, Deus visava  que o homem obedecendo-a  por ela vivesse. Ao tornar-se transgressor, a Leinão podia fazer outra coisa, a não ser condená-lo Rm. 7. 12, 13. A Leipor ser santa e justa,  expõe a malignidade do pecado.  Portanto, não havia problema com a Lei, mas sim com o homem que estava no pecado Rm. 7. 18. Esta é como um médico, que não encobre o diagnóstico da enfermidade de seu paciente, sem dada poder fazer. Ao contrário do bom médico, quealém de diagnosticar  a doença  também pode curá-la, essa é função exclusiva da graça de Deus.

2 – A MALIGNIDADE DA CARNE.

Todos nóssabemos aqui, que o apóstolo está  referindo-se á natureza humana como carne. Nossa má índole, faz com que essessentimentos queiram aflorar em nós  a todo o instante. Daí a necessidade para o viver em Espírito Rm, 7. 6. Como dissemos na introdução deste assunto, o fato de ter aceitado a Cristo como Senhor de nossas vidas, não nos liberta deste corpo carnal e nos depararmos, com fraquezas e pensamentos contrários á santidade de Deus.  Porém, com uma diferença hoje vivemos pela fé Gl. 2. 20. Há portando, uma temporária convivência de duas naturezas antagônicas ( O Espírito contra a Carne e a Carne contra o Espírito ). Essa é uma batalha, que se estenderá até a volta de Jesus, ou o sono da morte.

 

 

3 – A VELHA NATUREZA.

O grande problema que enfrentamos, é que ainda vivemos neste corpo sujeito a lei dopecado.Ao declarar “ sou carnal “, Paulo não queria dizer, que vivesse praticando atitudes pecaminosas, mas  referia-se  ao fato de ainda estar vivendo neste corpo, sujeito a voltar á antiga condição de escravo, ou seja de pecador praticante. A condição de ainda ter as duas naturezas, é que nos leva a esse grande conflito. Se por um lado, vindo a Lei mostrou a nossa transgressão e nós nos sentimos irremediavelmente condenados; ao manifestar-se a graça de Deus, o homem sai do seu estado de condenação, para justificado diante de Deus. No entanto, ele continua com duas naturezas, onde uma tem que dominar a outra, daí a exclamação! “ miserável homem que sou Rm. 7. 24 “. Já no v. 25. , Paulo dá o brado de vitoria,com entendimento ( alma, espírito e intelecto )  sirvo a Deus, ainda que vivendo sets corpo sujeito ás concupiscências, isso não queria dizer, que ele vivesse em pecado por estar ainda em um corpo carnal.

CONCLUSÃO.

Portanto, para viver a nova vida, sem que a antiga queira ocupar o seu lugartemos que viver em Espírito Rm, 8. 1. Concluímos então que o homem deRm. 7, é o próprio apóstolo Paulo, como um descendente de Adão. 

 

Comentário =JURACY MELLO AJALA

Igreja Evangelica Assembléia de Deus Ministerio do Belem = Jardim Colibri = Dourados= Ms

 

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